Divaldo Franco e Herculis Romano • Conversando Sobre Espiritismo
Apresentação: Mário Sérgio Toda quinta-feira, Divaldo Franco realiza uma breve exposição e, em seguida, recebe um convidado especial para responder perguntas do público.
A música da tua voz penetrou-me como um raio e nunca mais desapareceu na acústica do meu ser. O perfume da tua presença impregnou-me de forma insuperável, jamais se apartando de mim. O conteúdo da tua palavra dominou minha razão e alterou para sempre os rumos da minha vida. A vibração da tua bondade levou-me, conduzindo-me a viver no país da abnegação, sustentando as minhas aspirações de beleza. O encantamento da tua pobreza fez-me despir os trapos e os atavios que me sufocavam, auxiliando-me na tarefa da libertação. Sorriso da tua face emoldurada de tristeza comooveu-me tanto que me fiz melancólico a fim de imitar-te o semblante comovedor. Ó conquistador inconquistado, em que dia poderei repetir, como a tua voz as palavras que me disseste aprofundando o pensamento de forma musicar as ações da caridade e despojar-me das joias das paixões para então embriagar de sorrisos tristes, peregrinos sem fundo. Estamos dando início ao nosso Conversando sobre o Espiritismo. Vamos convidar a nossa irmã Sona de Seixas para a prece de abertura dos trabalhos da noite. Senhor e Mestre Jesus, nosso divino pastor, a tua voz ecoa pelos nossos sentimentos e nós despertamos para uma realidade nova. Aonde a esperança permanece firme. O ideal de servir se constitui o objetivo das nossas vidas. E a tua imagem permanece na acústica das nossas almas, convidando-nos a todo instante a alegria de viver. ao sorriso de poder participar da tua seara e continuar as lutas da existência humana, com a certeza de que, apesar dos pesares dos dias nefastos, difíceis, aonde só tu sabes, Senhor, o que Pai no nosso coração. Mesmo assim rogamos a tua misericórdia para que o amparo e a lucidez não nos falte. E nós prossigamos cantando a musicalidade do teu evangelho através das nossas ações que passem a ser, Senhor, a cada dia, a cada instante uma prece volvendo o olhar na direção do Pai, seguindo os teus passos. Temos a certeza de que não há solidão, não há tristeza que não recue deste conhecimento libertador
r, a cada dia, a cada instante uma prece volvendo o olhar na direção do Pai, seguindo os teus passos. Temos a certeza de que não há solidão, não há tristeza que não recue deste conhecimento libertador e deste sentimento que nos eleva e nos conduz à paz e a felicidade. Vem, Senhor, vem ter conosco. Vem, Senhor. Vem reflorir os caminhos. Vem, Senhor, vem perfumar corações. Vem, Senhor, e não nos deixes cair, pois sabemos que mesmo assim tu nos levantarás. Se conosco, fica conosco, fica em nossos corações, hoje e sempre. Que assim seja o nosso Conversando sobre Espiritismo é dividido em duas partes. Nessa primeira parte nós teremos uma pré-eleção do Divaldo. Após o intervalo, então, perguntas e respostas que podem ser feitas aqui pelo público presente e algumas perguntas, muitas que nos chegam remotamente pelos canais e transmissão da nossa web TV Mansão do Caminho. Muitas perguntas pelo YouTube, algumas perguntas de Instagram e assim por diante, né, que nós que são transmitidas aqui pro meu celular. Então, fiquem à vontade até o horário do intervalo. Tem uma equipe com papel, caneta. Vocês podem fazer as perguntas aí à vontade que vai ser respondida por Divaldo Franco e pelo nosso convidado do dia de hoje, que é o nosso irmão Hércules Romano, morador e nascido lá em Rondônia e trabalhador espírita, palestrante, eh participante ativo do movimento espírita brasileiro. Então eu vou agora fazer solicitar a ele que faça, né, ô Hércules, a sua apresentação para o nosso público presente e pelo público virtual aí que nos acompanha o nosso conversando sobre o espiritismo do dia de hoje. Obrigado, Mário. Eh, antes de tudo, na minha apresentação, eu gostaria de agradecer imensamente ao convite recebido, né, pela oportunidade de aqui estar e com imensa gratidão que aqui compareço, pois de uma certa forma sempre foi um sonho estar tão perto do Divaldo aqui na casa. é uma grande honra, né, e ao mesmo tempo motivo de grande alegria. Então eu agradeço muito ao convite que me foi feito, né, a toda a equipe que me
foi um sonho estar tão perto do Divaldo aqui na casa. é uma grande honra, né, e ao mesmo tempo motivo de grande alegria. Então eu agradeço muito ao convite que me foi feito, né, a toda a equipe que me acolheu e muito bem me recebeu, em particular pela Telma e pelo Mário, que souberam me colocar com maior tranquilidade, né? Eu sou um trabalhador espírita, como disse o Mário de longa data, né? Eu sou nascido em Porto Velho, Rondônia. Mas saí de lá, garoto ainda e segui pelo Brasil e me criei fora, como se diz, me formei no Rio de Janeiro. Em 83 eu voltei pra Rondônia já formado em economia, graduado em economia, onde eu trabalhei por vários anos no setor privado, até aqui em 92 ingressei no serviço público federal, a semelhança do nosso Edivaldo, na Receita Federal e onde me aposentei agora em 2017. Então, sou trabalhador da Federação Espírita de Rondônia, tenho ocupado o cargo de vice-presidente há alguns anos. coordenador da área de mediunidade e os mesmos cargos e as mesmas funções no Centro Espírita de Bezerra de Menezes em Porto Velho e Rondônia. Isso desde 85. Então, como eu disse, é uma grande alegria estar aqui e entendo esse convite como tendo sido um presente que a espiritualidade está me dando como um voto de confiança e ao mesmo tempo de estímulo para continuar seguindo com disposição de servir. Muito obrigado. Muito obrigado, Hércles. Você é muito bem-vindo aqui entre nós. Então, agora eu passo a palavra a Divaldo Franco. Senhoras, senhores, queridas irmãs, queridos irmãos espíritas, caras amigas e amigos que nos acompanham pela web TV Mansão do Caminho, nossos votos de muita paz. Tudo começou por volta de 1918, em plena revolução bolchevique. Naqueles dias afetivos para usar Nicolau II, havia em Moscou um admirável estudioso do comportamento humano. Ele era armeno e se instalara na Rússia em razão das grandes conquistas tecnológicas e filosóficas daquela época. Gurdiev se havia dedicado a decifrar o enigma da psique humana. havia estudado a psicologia clínica
o e se instalara na Rússia em razão das grandes conquistas tecnológicas e filosóficas daquela época. Gurdiev se havia dedicado a decifrar o enigma da psique humana. havia estudado a psicologia clínica habitual, a psiquiatria. E depois de aprofundado o pensamento da alma humana, ele propôs um quarto caminho, como é chamado ainda hoje, a sua psicologia. Ele solicitou ao usar da Rússia sair do país, acompanhado dos seus alunos para uma viagem muito curiosa que foi intitulada como Em Busca de Homens notáveis. Mais tarde, o cinema fez uma linda película a respeito dessa viagem de Gurdev. nobres personalidades da corte e pessoas ligadas ao grande pensador saindo da Rússia diretamente à Índia, onde ele procurou os grandes gurus para poder aprofundar o conhecimento do ser humano. Depois ele visitou a China, o Tibet, o Japão, o Egito. que nesse íim, à medida que a revolução bolchevik triunfa na Rússia e Osá foi fuzilado, os seus acompanhantes foram perdendo o encantamento nessa viagem em busca do si psicológico, estabelecendo que adiantava pouco conhecermo-nos interiormente e sermos vítimas das situações políticas, sociológicas que naquela época varriam a cultura social da Terra. Dessa forma, Gordief retornou à Europa, mais ou menos por 1930, e uma sua aluna ofereceu-lhe um verdadeiro palacete na Bier, nos subúrbios de Paris, onde ele estabeleceu a sua escola. Entre os alunos de Gordief, destacava-se um jovem russo de nome Pedro Apensk. E Auspensk se tornou um colaborador do insignestre, cuja doutrina era muito complexa até hoje, muito difícil de ser interpretada. Ele escreveu três obras básicas que exigem muito tempo de reflexões e de conclusões, mas a sua escola floresceu em Paris e personalidades de grande relevo vieram estudar com o mestre. Era um personagem muito estranho. Ele parecia mais um selvagem. dos países nórdicos do que um civilizado. Mas era curioso notar que Gurdi penetrou grandemente na psique humana. Numa das suas viagens, ele deixou a escola de Paris aos
. Ele parecia mais um selvagem. dos países nórdicos do que um civilizado. Mas era curioso notar que Gurdi penetrou grandemente na psique humana. Numa das suas viagens, ele deixou a escola de Paris aos cuidados de Auspensk. E havia na escola um psicopata Anthony, que merecia dele os maiores cuidados, atenção, apesar das dificuldades de equilíbrio de Anthony. E quando ele retornou da viagem, foi colhido por uma grande surpresa, porque esse colaborador era detestado por todas as pessoas. e os alunos que residiam, porque ele ensinava também a agricultura trabalhar a terra com as mãos para poder entender que nós somos feitos de barro, porém um barro especial. Os alunos aproveitaram-se e expulsaram Anthony da escola e ele ficou chocado porque ele era um tipo de tatorial muito exigente e perguntou por o haviam expulso. E os alunos disseram que Anthony era uma crueldade para eles, que iriam dedicar-se à psicologia clínica. E Gord estabeleceu que ia trazer aquele indivíduo de volta. Para surpresa geral, Auspensk, seu melhor aluno e colaborador, falou-lhe de que ninguém poderia receber esse psicopata numa aula especial como a dele. E ele então deu a seguinte resposta: "Eu os estou preparando para entender a psique humana, a alma humana, a alma no estilo grego, não alma espírito." E tenho aqui um exemplo de um psicopata com o qual vocês irão lidar. Ele é o meu melhor mestre, porque os exigem a viver e a praticar a psicologia viva, não apenas teórica. É através dele que eu julgo o culpa, a conduta de vocês, a maneira de agir, as reações, porque é muito fácil tratar de psicologia com pessoas equilibradas, com pessoas que têm leves manias, pequenos recalques, mas ao lidar com o psicopata, precisa ser um bom terapeuta para poder colher êxito. E então ele foi a Paris e foi procurar dos recantos em que ficavam russos aquele indivíduo que era por igual um alcólara determinado e contigo. E ao encontrá-lo, Gordief convidou para que ele fosse de volta à escola e ele disse: "Mas seus alunos são péssimos.
ficavam russos aquele indivíduo que era por igual um alcólara determinado e contigo. E ao encontrá-lo, Gordief convidou para que ele fosse de volta à escola e ele disse: "Mas seus alunos são péssimos. É essa gente que vai ser psicóloga? Essa gente que precisa que eu tenha paciência, porque eles não me compreendem. O dever deles é compreender-me. Para isso serão terapeutas. Eu não volto, não me interessa. Para a surpresa geral, Gordief propôs o salário. Muito bom. Bem, agora na condição de mestre eu retorno e retornou esse lance para dar ideia da psicologia gordana, mas os anos se passaram, eram anos próximos da Segunda Guerra Mundial. A escola entrou em decadência, Gordief retornou à Rússia e veio a desencarnar na década de 40. Mas Pedro Achensk sobreviveu e adocificou aquela doutrina tão complexa que ainda hoje está em uso no mundo. Por volta dos anos 60, Gurdf convidado pela Universidade de Nova York, mas era um convite póstumo. E APensk aceitou em dar cinco aulas nas quais revelaria a personalidade de Gord e o quarto caminho. Essa doutrina, através do pensamento notável de Auspensk, oferece à visão espírita de Allan Kardec um belo contributo. O primeiro deles é a crença da imortalidade da alma. Tanto Gevf como PESC constataram que o ser humano é um sopro, indo contra totalmente a psicanálise freudiana que foi definida pelo mestre de Viena nestas palavras. Até que enfim, disse Freud, podemos provar que não existe Deus, que a religião é uma farça e que qualquer tentativa religiosa é uma fuga psicológica que tem raízes conflitivas na personalidade. E enquanto a psicanálise apresentava uma psiquiatria eminentemente materialista que tomou conta praticamente da segunda metade do século XX, até hoje o pensamento de Apensk veio revelar a realidade da vida no parâmetro de imortalidade e reencarnação. foi que ofereceu material muito grande para poder se entender a consciência. Nós falamos muito sobre consciência, mas confundimos muito consciência. Allan Kardec perguntou aos espíritos na
encarnação. foi que ofereceu material muito grande para poder se entender a consciência. Nós falamos muito sobre consciência, mas confundimos muito consciência. Allan Kardec perguntou aos espíritos na questão 621, onde estão escritas as leis de Deus? A resposta é uma das mais concretas e mínimas na consciência. Mas Kardec não perguntou o que era consciência. E consciência passou a ser um atributo da psique que é dependente de muitos conceitos, a maioria dos quais falso conceito é que uma pessoa de cultura, um acadêmico, uma pessoa ilustrada, é uma pessoa consciente. Quando vemos, pelo menos quando eu via um indivíduo de cultura com títicos, eu é uma pessoa de consciência e em verdade esse é um indivíduo de conhecimento, não de consciência. Conhecimento é a aptidão de aprender coisas. Consciência é uma definição muito difícil. Essa definição foi apresentada por Carl Gustavo Jung, o pai da psicologia analítica. Ele escreveu um pequeno livro e descreve como escreveu. Eu estava certo dia quando algo me pegou pelo cogote e me levou à máquina com uma força irresistível. E eu escrevi, escrevi três dias e três noites. Quando terminei, havia escrito um pequeno livro que se chama Resposta a Jó, o personagem bíblico a quem o diabo tentou, tentou Deus. Ele experimentou a miséria e recompôs a fortuna mais tarde. E nessa obra, Yung define a consciência de uma forma muito sutil. A Jó havia o conhecimento da sua fragilidade. A Deus havia o conhecimento absoluto de que Jó era frágil e ele só amava a Deus porque Deus lhe dera uma fortuna. O histórico do livro é a lenda de que o diabo foi a Deus e disse: "Tire-lhe o que ele tem e ele vai detestar você". E Deus disse: "Não, ele me é fiel." E o demônio lhe disse: "Tente, as pessoas são fiéis quando estão abastecidas daquilo que gostam." E Deus ficou na dúvida se Jó gostava dele ou dos recursos que recebia. E que fez? Primeiro matou alguns animais. Veio uma doença, tomou conta dos animais que morreram. E a mulher de Jó disse: "Vê, é assim que
icou na dúvida se Jó gostava dele ou dos recursos que recebia. E que fez? Primeiro matou alguns animais. Veio uma doença, tomou conta dos animais que morreram. E a mulher de Jó disse: "Vê, é assim que Deus lhe ama?" Ele disse: "É assim que Deus me ama, como lhe apaz." Então o demônio disse: "É pouco". E Deus matou os escravos de Jó. Ele ficou somente com os servos. Os bens ficaram mais ou menos arruinados. E Satanás disse: "Vamos ver". E ele orando disse a Deus: "Subeto-me à sua vontade e aceito." E a mulher disse: "Que Deus curioso! Então, mate-lhe os servos, mate-lhe os filhos. Eu quero ver." E então Deus matou. E Jó ficou na mais infinita miséria, porém não perdeu a sua confiança em Deus. e estabeleceu que Deus assim o fez porque quis. Devia haver razões que ele Jó não compreendia. A vida são fenômenos que acontecem conosco e nem todos legítimos, nem todos identificados por nós. Porque nasce uma pessoa idiota, um fenômeno tratógico ou alguém que nasce morre. Para que nasceu? Qual foi o sentido da vida se ele morreu de imediato? Outros que lutam contra a má sorte a vida inteira e não conseguem sair da miséria. E outros que são negligentes, depravados, sem sentidos e abonados pela misericórdia divina. Então Jó se pergunta: Deus sabe? Não é necessário que eu saiba, porque para mim o importante é ter discernimento das coisas. Então, conhecimento é informação, discernimento é consciência. Eu posso ter a informação de que a carne bovina me faz mal, mas não a usar porque me faz mal é um ato moral de consciência. A informação não basta. Então, eu vejo na atualidade tantos regimes alimentares, tantas exigências. Pessoas me dizem hoje: "Não coma açúcar, não coma isso, não coma aquilo". E eu dou risada porque comendo tudo isso, cheguei aos 95. E muita gente que eu não comia isso, não comia aquilo, morre com 15 anos de idade. Então eu digo como Jor, Deus sabe. E enquanto ele quiser, eu vou comer até tábua assada, porque deve fazer bem. Todos nós somos unânimes em que fritura não é bom para a digestão.
com 15 anos de idade. Então eu digo como Jor, Deus sabe. E enquanto ele quiser, eu vou comer até tábua assada, porque deve fazer bem. Todos nós somos unânimes em que fritura não é bom para a digestão. Não é boa fritura, aquela gordura deliciosa, aquela carninha frita com aquela beirada de gordura de bacon ou de bacon, como eu chamava. Então é uma maravilha, mas é um tiro. Pergunta aos ingleses. Todo dia pela manhã eles comem bacon de desencarnar. E Bebete, nossa parenta, morreu com 96 anos. Ela também comia bacon todo dia. Tomava uma taçazinha de whisky para poder ter forças, coitada. E também isso e aquilo, como agora revelam os dados da imprensa. Então, Yung faz uma descoberta, é o discernimento entre o bem e o mal, aquilo que é a base da filosofia universal. pensar do bem e praticá-lo. Não adianta saber se para nada nos serve esse saber. Daí uma pessoa modesta, um trabalhador do campo que se deita às 6 da tarde e levanta às 5 da manhã, às vezes goza de mais saúde do que um esteta, o indivíduo brilhante que vai para a academia e que faz isso, que faz aquilo, que tem a cintura fina, que tem o braço grosso e que usa isso, que usa aquilo e que anda sempre doente, aquela coisinha enferma que não vai para nada. E o trabalhador do campo que come touinho de porco cru, aquele pedaço do feijão, ou então do cozido tradicional, forte, bonito, e que faz assim: "A vida é bela". Ainda consegue dizer: "Esse italiano, vida bela". Então é curioso porque Deus sabe há leis que estão em cima das leis convencionais. aquelas que sabemos e outras que ignoramos. Eu me recordo de quando eu era jovem, um pouco mais jovem, porque eu continuo muito jovem, o telefone para fazer uma chamada de Feira de Santana para Salvador, a pessoa ligava para o centro telefônico e marcava a hora amanhã às 15 horas. Eu quero falar para Salvador. Chegava amanhã, a linha tava congestionada, ficava para depois de amanhã. Se era para dar notícia que alguém adoeceu, a gente já dava notícia do resultado do enterro.
as. Eu quero falar para Salvador. Chegava amanhã, a linha tava congestionada, ficava para depois de amanhã. Se era para dar notícia que alguém adoeceu, a gente já dava notícia do resultado do enterro. Era. Então, quando eu vejo a evolução do telefone, até eu passei a ter telefone. Eu me lembro que há uns 10 anos consegui um telefone, precisava ser rico. As pessoas compravam telefone para vender, custava uma nota, era chiquérimo. Hoje telefone até os gatos daqui da mansão usam. E ainda escolhe que data, se é o 7, se é o 10, se é o 11. E ainda me humilham, me perguntam assim: "Qual é o seu?" Eu digo: "Oito, eu já estou no 10, mas eu ainda não sei ajeitar o oito, quanto mais o 10." Daí essas leis são notáveis no pensamento yunguiano. E Gurdev através de Auspensk estabeleceu que essa consciência não é inteira, integral em todos nós. Nós a temos como um processos de seiva na planta. Eu olho uma planta e ali na as eu sei que já está o perfume da flor ou o fruto que um dia virá. Já está ali, já está ali na sua essência vegetativa. Porque a fatalidade é produzir o fruto, a semente, o pólem que vai perpetuar a espécie. E isto é fascinante, porque nós somos pessoas do amanhã. Há muita gente que adora do ontem, só fala do ontem, das queixas, da infelicidade, dos problemas e gordinhos com bom salário, na moda, mas queixa, porque a queixa também sustenta a nossa fragilidade. Incapazes de nos fazermos amados, nos fazemos apiedados. A pessoa que detesta ser amada, mas que adora quando faz coitado. O coitadinho é uma beleza. Então hoje nós vemos que a maioria de nós luta para estar queixando para outro olhar dizem: "Coitado é um márte". E a gente fica aquele márte feliz porque é um desventurado. A proposta de Auspens desenvolva a consciência e a moderna psicologia nos mais avançados raiais da psicanálise, não pode negar a eternidade do pensamento. aí os estados alterados de consciência e aos ps que estabeleceu que esse processos é resultado de uma evolução e classificou que nós vivemos em quatro níveis de
pode negar a eternidade do pensamento. aí os estados alterados de consciência e aos ps que estabeleceu que esse processos é resultado de uma evolução e classificou que nós vivemos em quatro níveis de consciência. O primeiro nível, ele chamou consciência de sono sem sonho. É a pessoa que dorme, come, faz sexo, está satisfeita. Satisfeitíssima. A vida é ótima. Instintos primários. Não tem preocupação. Ela sabe no inconsciente que vai morrer também. Não se incomoda porque a sua vida já é uma morte mais ou menos prazerosa, mas que a evolução é inevitável. E através das experiências, a consciência adquire percepção e passa para o segundo nível, consciência de sono. Com sonhos. Pessoas que de repente dizem: "Mas a minha vida é meio inútil, eu só penso em mim em acumular". É um sonho. Vamos. Se a pessoa espírita sai da consciência de sono dizendo, eu deveria dar passes porque eu sou saudável, porque eu sei que a vida continua, porque eu tenho energia, ao invés de receber consciência de sono, sem sonho, eu posso ajudar. É o católico que vai participar daqu, é o protestante que vai divulgar a Bíblia. é o artista que apresenta as suas manifestações intelectuais. É o indivíduo que se volta para a vida das plantas, dos animais. Ainda hoje eu me pergunto a respeito de um príncipe austríaco, o príncipe de Meterl, que no século XIX se perguntou: "Para que Deus fez as formigas?" Olha que pergunta. Pouco me importa para que que Deus fez as formigas. Elas aí estão derrumando as nossas rosezeiras. Tem tanta jaqueira, mas ela gosta da Roseina. É engraçado porque que ela gosta do bom, do belo. Nós temos mangueiras, temos uma mata imensa, elas passam fazer forfé, vão comer as pétalas delicadas das nossas rosas. Mas para que Deus fez Metl foi estudar a organização sociológica das formigas. E depois de ver que se tratava de seres considerados portadores de um instinto aprimorado, ele passou a estudar as abelhas e demonstrou que são a mais perfeita organização social de que a humanidade
. E depois de ver que se tratava de seres considerados portadores de um instinto aprimorado, ele passou a estudar as abelhas e demonstrou que são a mais perfeita organização social de que a humanidade tem notícia, as abelhas. e tem uma vida breve, um mês, um mês e pouco, no máximo, em torno da sua rainha, que tem um brilho especial. A esse estágio, nós podemos ser conduzidos de uma forma brilhante. Quando Albert Schuheitzer foi para a África e se dedicou a tomar conta de 12 tribos que morriam de bócio, vitimados pela doença do sono da mosca de CT, ele criou uma maternidade no papel e quando colocou a maternidade no chão, ela passava por cima de um formigueiro, chuvit, né? Prêmio Nobel da Paz disse: "Mas eu não posso matá-las". Mudou a planta para não destruir os formigueiros. Eu contei isso ao Chico Xavier, que era uma alma muito delicada. E Chico disse assim: "Meu Deus, quando Valdo Vi ainda morava comigo, eu tinha um roseiral, ele adorava, e tinha uma rosa especial, príncipe negro". Foi o único lugar que eu vi uma rosa negra, absolutamente negra. E um dia eu descobri um formigueiro que estava devorando o meu príncipe negro. Eu então cheguei próximo do da entrada e disse: "Meninas, vocês estão se atrevendo muito. Eu não as matarei." Mas o Dr. Valdo Vieira vai comprar veneno hoje e vai botar hoje à noite. Cuidado, não carreguem aquelas pedrinhas lá para dentro, não, porque vão morrer todas. E se vocês me ouvirem bem, mudem-se. Eu perguntei que deu, Chico? Ele disse: "Não sei." O príncipe negro continua florindo e o formigueiro desapareceu. O Valdo botou veneno, mas eu não vi uma formiga morta. Elas transferidas naturalmente para o vizinho, que é o mínimo que a gente pode fazer, né? Dá de presente um formigueiro vivo. A delicadeza. Então esse raciocínio, qual é a função da formiga? Ai meus irmãos, a função da muriçoca. Como é que os senhores chamam muriçoca? Em cada lugar tem um nome. Como é que chama? Alguém sabe como eh no Pará é muito interessante. Aqui nós não chamamos não, ela veio à
mãos, a função da muriçoca. Como é que os senhores chamam muriçoca? Em cada lugar tem um nome. Como é que chama? Alguém sabe como eh no Pará é muito interessante. Aqui nós não chamamos não, ela veio à vontade. Sim, sem chamar. Então pode haver nada mais antipático. Ah, tá naquele soninho e aí começa aquela clarineta no ouvido. Como é que elas enxergam no ouvido da gente? E buzina bem na hora. Eu tenho muita paciência, mas de vez em quando eu dou tanto murro e ela voa antes. Quando o murro vem a certa distância, ela sai dando gargalhada diz assim: "Esse Divaldo e eu é que tomo uma bofetada no ouvido." Mas já é uma consciência de sono. Eu já não mato o moriçoca com detefon, eu mato mesmo com travesseiro. Pego assim. Então é interessante, o segundo nível de consciência é quando a gente nota que está vivo. Eu sou gente, eu posso mudar isto, eu quero mudar isto. E quando a gente estabelece esse plus ultra, como cham os latinos, acontece um fenômeno maravilhoso. A gente adquire o terceiro nível de consciência, consciência racional. Eu penso a velha da interrogação filosófica. Eu penso logo eu exista. E então eu passo a cuidar. Meu corpo me necessita. Eu necessito do meu corpo a higiene, os cuidados emocionais, o zelo pela psique, a força que me dá força. E nesse momento em que eu sou um ser racional, eu me dou conta da beleza, da paisagem. Eu tenho um amigo que morava numa das ilhas Maldivas, hoje o terreno mais caro do mundo é nessas ilhas dos mares do sul. E ele me disse que quando se mudou para os Estados Unidos, todo mundo falava daquela ilha, do seu encanto, da sua beleza, de tal forma que um dia ele disse: "Poxa vida, eu não sabia que era tão bonita a ilha que eu morava, eu vou voltar para lá". Mas aí não pôde mais voltar. Às vezes estamos no paraíso e não nos damos conta até que alguém fala daquele paraíso e como dizemos na linguagem popular, a ficha cai e dizemos quanta coisa boa eu tenho perdido por capricho, por preconceito, etc. Então nós genericamente estamos nesse terceiro
uém fala daquele paraíso e como dizemos na linguagem popular, a ficha cai e dizemos quanta coisa boa eu tenho perdido por capricho, por preconceito, etc. Então nós genericamente estamos nesse terceiro nível de consciência, a consciência da fé, a consciência do eu posso, porque eu sou o diálogo, as duas palavras, a duplicidade eterna do esoterismo e das amadas doutrinas secretas. Eu sou Jesus disse à mulher samaritana, eu sou aquele que te fala. Ele era o Messias. E o quarto nível de consciência é o de consciência cósmica. Quando nós pensamos no sentido cósmico, genérico, o espiritismo nos conclama a está sempre avançando, mas eu estou sofrendo fenômeno normal do processo da evolução. Não é castigo, não é punição, é um fenômeno natural. Há no universo uma segunda lei, que é a lei de conservação da vida. A vida para viver gasta energia. Tudo para existir consome-se até os metais mais preciosos. A água se transforma em pedra. Elas vão se transformar em gemas de valor único, como se fosse estrelas, até começarem a consumir-se, porque a nossa fatalidade é a perfeição. Da luz viemos, para a grande luz voltamos. Então, graças à conquista da consciência, pensemos bem ante os infortúnios, participemos da vida racionalmente. Não nos isolemos. Muit não, eu não me meto. Já é uma patologia. Por que que não se mete? O espirro, a respiração numa praia do Pacífico afeta as praias do Atlântico. Tudo está num intercâmbio universal. Como disse muito bem o físico quântico, o universo não é estável, é um grande pensamento, porque se expande e se contrai. Então nós também expandimos na alegria, procuramos contrair-nos da preocupação para desfrutar da alegria. Assim, nesta breve mensagem sobre a consciência, não deixemos que apenas o conhecimento funcione. E para concluir, na Universidade Rav, há hoje a disciplina voz do coração. Um grande cientista havaiano escreveu um livro especial sobre isto. Ouça a voz do coração. Ele teve um câncer na medula óssea e foi através da voz do coração, do
, há hoje a disciplina voz do coração. Um grande cientista havaiano escreveu um livro especial sobre isto. Ouça a voz do coração. Ele teve um câncer na medula óssea e foi através da voz do coração, do silêncio e da escuridão da sala de terapia que ele conseguiu ultrapassar o transar saúde. Qual seria a nossa terapia? a oração, a nossa sala de terapia, a solidariedade. O que acontece a um, acontece a mim. Então, repitamos, Aristóteles, que eu uso sempre, ele sou eu. Quando este amor se expande, duas almas, ou melhor, dois corpos com a mesma alma. Procuremos então encontrar nesta revelação da imortalidade, que a nossa mortalidade é o momento da nossa consciência que voltará a fulgurar depois da vida física. Vamos agora às nossas perguntas. Olá, amigos. Eu quero te convidar para que você possa acessar ao espiritismo numa perspectiva de poder olhar os aspectos históricos e atuais, capitaneado naturalmente peligura emblemática, significativa, um ícone do nosso movimento espírita Divaldo Pereira Franco. Espiritismo Play é essa plataforma através da qual você mergulha em conteúdos inéditos e em conteúdos históricos. E tu tem essa possibilidade de poder viver o espiritismo através das reflexões desse que é o nosso maior divulgador do espiritismo nos últimos tempos, cuja palavra sempre nos encanta. Eu te convido para que tu possas fazer parte dessa plataforma, fazendo uma assinatura e também contribuindo desse modo com a manção do caminho. Um abraço. Ah. Então vamos agora a nossa segunda parte do Conversando sobre Espiritismo com o nosso irmão Hércules Romano. E a primeira pergunta, então Hércules, ah, sobre mediunidade, né? Como saber se uma pessoa é médium ou tem mediunidade? Essa é uma pergunta recorrente, né? E mesmo para aqueles que estão nas lides mediúnicas, há sempre a presença da dúvida, do quanto se é médio, do quanto não se é, né? Eh, Kardec nos explica na obra, na obra básica que a base, né, depende da nossa organização física, né? Precisamos ter eh um equipamento
esença da dúvida, do quanto se é médio, do quanto não se é, né? Eh, Kardec nos explica na obra, na obra básica que a base, né, depende da nossa organização física, né? Precisamos ter eh um equipamento adequado para isso, mas eh o exercício dela vai depender de uma conjuntura que vai se apresentar ao longo da vida, não é? Então, às vezes você vai ter essa essa faculdade, essa capacidade de eh perceber a realidade espiritual que está o tempo todo em torno de nós, desde cedo, de uma maneira mais clara, mais ostensiva, como é o caso do do nosso Divaldo, do Chico, que desde criança, mesmo sem saber da existência do fenômeno, já vivenciavam essa situação, né? Mas eh a grande maioria de nós, como também explica Kardec, eh na condição de de médiuns no sentido geral da palavra, né, eh vamos percebendo mais ou menos essa realidade que nos cerca à medida que prestemos atenção nos sinais, no que nos ocorre, né? Às vezes nós imaginamos que ser médium é só ser o médium de fenômenos mais, eh, digamos assim, ostensivamente muito claros de uma incorporação significativa de uma mediunidade de vidência ou de audiência, né? E na verdade nós podemos ser médiuns dentro de uma faculdade mais comum a cada dia, que é da faculdade intuitiva. Então nós precisamos estar abertos, precisamos observar o quanto nós somos sensibilizados pelo mundo espiritual. Então saber se você é médio ou não é, tirando os casos mais ostensivos, é prestar atenção em você. Quando eu estava no início da minha da minha jornada espírita e fazia essa pergunta, o meu instrutor dizia o seguinte: "Observa o que acontece com você. Muito do que ocorre com você enquanto pensamento, enquanto emoções, muitas vezes lhe parece estranho e lhe parece abrupto, né? Isso quando você já não faz parte de um trabalho eh mediúnico, onde um treino, uma educação já foi elaborada. Então você vai perceber que muitas vezes eh você age fora, digamos, do seu padrão, fora do seu habitual, né? Então você pode estar sendo um médium nesse momento sem se dar conta, eh não
foi elaborada. Então você vai perceber que muitas vezes eh você age fora, digamos, do seu padrão, fora do seu habitual, né? Então você pode estar sendo um médium nesse momento sem se dar conta, eh não prestando atenção nos sinais. Então, se você não tem um fenômeno muito claro, não quer dizer que você não é médium, quer dizer que você pode estar passando, digamos, dentro de um quadro, eu diria parafraseando o Divaldo, né, de uma consciência de sono mediúnico, ou seja, onde você é médium, mas não se dá conta. E e talvez este seja o nosso grande o nosso grande dilema hoje na nossa atualidade, né? Acho que nós somos muito mais médiuns do que nos damos conta e somos muito mais instrumentos da espiritualidade infeliz que nos cerca e que por sua afinidade comunga conosco dos nossos interesses e afinidades, eh, somando as suas próprias tendências às nossas e muitas vezes dificultando a nossa mudança, né? Eh, na proposta, como a palestra do Adivaldo nos apresentou, de alcançarmos níveis superiores de consciência, porque nos puxam para o que em nós precisa ser vencido. Então, prestar atenção em si para observar esses sinais que parecem mais difusos, mas que estão indicando, né, algumas reações, algumas atitudes, alguns humores, alguns estados de espírito, né, algumas predisposições. Então, se a gente prestar atenção, a gente vai verificar o quanto médium nós somos a cada dia. E o fato, para concluir, a recomendação é que quem tenha dúvida, perceba em si algum sinal, procure uma casa espírita, que é o ambiente onde você vai receber a orientação por meio do estudo de instrutores esclarecidos e vai ter a oportunidade de ingressando em grupos de educação mediúnica, fazer o exercício adequado para o bom uso dessa faculdade, porque a faculdade em si é apenas uma faculdade. O uso dela, sim, é o que nos interessa, porque a mediunidade com Jesus a grande recomendação e proposta da doutrina espírita. Muito obrigado, Hércules. Divaldo, eu tenho aqui umas perguntas sobre José Arigó e você que conviveu e conheceu
a, porque a mediunidade com Jesus a grande recomendação e proposta da doutrina espírita. Muito obrigado, Hércules. Divaldo, eu tenho aqui umas perguntas sobre José Arigó e você que conviveu e conheceu ele, poderia então nos falar um pouco sobre eh José Arigó? Era um médium, era um médium muito especial. Eu visitei no dia 5 de janeiro de 1965. Eu estava em Belo Horizonte e ele havia sido preso fazia pouco tempo. Então eu resolvi visitá-lo numa forma de solidariedade e fiz a viagem acompanhado por um amigo baiano que era funcionário de uma das companhias aéreas da época e que se dispôs a levar-me até Congonhas, a cidade mineira, a uns 100 km de Belo Horizonte. Curiosamente ele me recebeu na cadeia porque o Brasil é um país especial. Ele havia sido condenado pela sociedade de medicina, pela prática indevida de medicina, pelas curas milhares que havia feito sem receber nada de ninguém. Ele não cobrava nem mesmo mais tarde, quando ficou famoso, ele não recebia dádivas presentes. Um seu irmão construiu um hotel porque as pessoas dormiam na rua, a cidade não tinha condições e iam milhares de pessoas diariamente, mas ele jamais entrou em qualquer falcatrua. E quando eu cheguei me apresentei, ele achou muito interessante porque eu estava com 38 anos e ele disse: "Mas você se dedica ao espiritismo há quantos anos?" Eu falei que desde muito jovem e ele me disse: "Não sou espírita, eu sou católico". e era católico. Ele era portador de um fenômeno mediúnico que alcança todas as pessoas com ou sem religião. A mediunidade não é uma faculdade do espiritismo. O espiritismo estudou a mediunidade, que é uma faculdade orgânica inerente a todos os seres humanos. Conversamos demoradamente, mas nesse momento ele ia atendendo as pessoas e disse: "Eu ganhei um evangelho segundo o espiritismo, mas não tive tempo de ler porque não me deixam". Eu disse: "Mas aó, por que que não deixam?" Eu disse: "Porque eu fui preso para conselheiro la Fete, que é uma cidade próxima. Depois que operei a filha do presidente
mpo de ler porque não me deixam". Eu disse: "Mas aó, por que que não deixam?" Eu disse: "Porque eu fui preso para conselheiro la Fete, que é uma cidade próxima. Depois que operei a filha do presidente da República, José Lindo Cubicheque, ele operou a filha dele que tinha um tumor no cotovelo. E os especialistas em Brasília e em São Paulo recusaram-se a operá-la porque certamente iriam afetar qualquer organização. Eu sei que não operaram. E ele operou de costas, colocou a mão para trás e com um canivete enferrujado que era guardado dentro de uma lata de goiabada suja, sujíssima. Ele tirou, abriu, fez muito bem. Nesse momento ele olhou para meu amigo que estava de óculos riban e disse: "Quer que eu lhe opere a catarata?" Eu não sabia que meu amigo tinha catarata. Nunca me interessei. E meu amigo disse: "Ah, e o senhor pode disse: "Posso?" Tirou o óculos. Ele perguntou se alguém tinha uma faca, uma tesoura. Ali estava lianhos daqui da mansão do caminho. Ela estava de férias no Rio, foi a B do Horizonte e foi a Congonhas para se encontrar comigo. Ela disse aqui na bolsa eu tenho. E tirou uma tesoura. Olha que coisa de mulher, é muito especial. Dentro da bolsa tinha até enchada. O negócio era achar. Ela achou aquela tesoura enferrujada. Ele se irritou, quebrou e chegou em Demócrito, colocou e extraiu a catarata. Ele com os olhos abertos não sentiu absolutamente nada. Mas o que me surpreendeu foi quando o Arigó tirou a mão, aí minha mãe gritou: "Meu Deus, agora eu estou vendo as cores". Ele foi se acostumando com o impedimento e deixou de enxergar. Eu fiquei fascinado com aquilo. E então eu disse assim: "Masigó, ele disse: "Eu sou Fritz, não sou ele." Eu digo, "Desculpe, Dr. Fritz, que notável." Pois é, disse ele. Chico Xavier, seu amigo, esteve aqui com o Valdo e o Chico tem um problema no olho há muitos anos. Eu lhe disse: "Quer que eu opere?" Ele então respondeu: "Não, porque isso é um karma, é um débito. Eu sei que tenho que expungir. Se o senhor me operar, eu fico bom, mas como
a no olho há muitos anos. Eu lhe disse: "Quer que eu opere?" Ele então respondeu: "Não, porque isso é um karma, é um débito. Eu sei que tenho que expungir. Se o senhor me operar, eu fico bom, mas como eu tenho a dívida, vai aparecer a doença no outro lugar. E eu não quero porque com essa eu já estou acostumado. E não operou. Eu nunca vi tanta resignação. Eu disse assim: "Meu Deus, que doença que eu tenho de pressa para aproveitar. Bom, e ficamos muito amigos, muito amigos. Conversamos, eu não sou de conversar muito, ele também não era. Conversamos até às 3 horas. Zezé, agora eu tenho que ir embora. Eu tenho palestras à noite lá na escola universal, na escola normal de Belo Horizonte. O quê? Ah, volte. Isso foi janeiro, mas eu só pude voltar em outubro. Ele já havia sido liberado. O presidente da República indultou e ele estava atendendo na rua. Na rua. Eu encontrei assim, mas era igual na rua. E disse ao povo, não me da paz, me pega. A mediunidade dele era absolutamente autêntica. Foram milhares. Mais tarde, quando Arigó desencarnou, Dr. Frits passou a manifestar-se em um jovem médico pernambucano que eu vi nascer, Dr. Edson Queiroz. Ele realizava as experiências nas praças durante a feira, que era para tornar o fenômeno popular. Mas quando eu soube, eu duvidei. Eu digo, mas será que o Étro que eu conhecia muito desde criança está com essa mediunidade indo a Recife para fazer uma palestra? Edon me disse, "Divaldo, Frit está aqui e ele está me dizendo para você acreditar no fenômeno." E citou algo que ele, Fritz, me havia falado através de Arigô anos antes, uns 10 anos antes. Aí eu não tive mais dúvida. Mais tarde eu fui parair uma conferência em Novo Hamburgo, no imenso centro de convenções e então Edson se ofereceu para fazer demonstração pública e nós tivemos nesse dia mais de 100 médicos de Porto Alegre da circunvizinhanças e Jorge Merlck organizou a atividade, eu falei sobre mediunidade e Arigó deu A demonstração física. Olhou para os médicos e perguntou: "Quem quer vi ser
00 médicos de Porto Alegre da circunvizinhanças e Jorge Merlck organizou a atividade, eu falei sobre mediunidade e Arigó deu A demonstração física. Olhou para os médicos e perguntou: "Quem quer vi ser operado? Haverá hemostase, não vai ter hemorragia, não vai ter infecção e não vai ter dor." E operou umas 20 pessoas no palco sem hemorragia. Faz assim: "No querro sangre". deixava de sangrar em mim, em um problema de coração, ele fez o talho e disse: "No quer sangre". Eu fiquei olhando para mim, não teve uma coisa de sangue e ele deu os pontos que Nilson tirou aqui com a ponta de uma tesoura. Então vale a pena a divulgação que estão fazendo do predestinado. Não era espírita, morreu católico, fiel à igreja, embora a igreja da sua cidade não haja compreendido. é um homem fenômeno, dedicado ao bem, dedicado ao amor. Hércules, uma pergunta sobre mediunidade, como ser bom médium, segundo o livro dos espíritos, ele diz que atrai muitos espíritos eh perversos. Então, a pergunta seria esse: Como ser bom médium, segundo o livro dos espíritos? Bom, o livro dos espíritos nos oferece a base das outras obras, mas no livro dos médiuns você poderá encontrar um tratado completo acerca da mediunidade, mas outras obras, né, após a obra básica, vão nos esclarecendo, tanto as obras da psicografia de Chico como da psicografia de Divaldo, as obras principalmente do Manuel Filomeno de Miranda, que tem um projeto aqui. E todas nos ensinam uma só coisa, bem simples. Se você quer ser um bom médium, coloque a sua mediunidade a serviço de Jesus, a serviço do bem, para o auxílio ao próximo. O exemplo que Divaldo nos deu agora de Zé Origó, mesmo não sendo espírita, nos mostra alguém que colocou a sua faculdade a serviço do bem de uma maneira eh despretenciosa, de uma maneira eh incondicional. assim. Então, a se você quer ser um bom médio, seja uma boa pessoa, um bom cristão médium, né? Então, é isso que vai fazer. A sua faculdade está segura. E o que o livro dos médiuns nos diz? Se você quer estar acompanhado de bons espíritos
m médio, seja uma boa pessoa, um bom cristão médium, né? Então, é isso que vai fazer. A sua faculdade está segura. E o que o livro dos médiuns nos diz? Se você quer estar acompanhado de bons espíritos e, portanto, por conta disso, afastando-se ou impedindo a aproximação dos maus espíritos, estude, exercite o evangelho, coloque em prática, ainda que você não seja a pessoa da melhor condição moral do mundo, o que vai lhe caracterizar a a sua melhora. O que vai lhe grangear a simpatia dos meus amigos é o esforço sincero, contínuo para o seu aprimoramento. Ninguém vai exigir de você uma excelência plena de imediato, mas você terá que demonstrar no seu esforço cotidiano de todos os dias, mesmo nos pequenos atos, as o seu desejo de se aprimorar. Isso vai fazer com que você esteja sob a proteção dos bons amigos. E aí eu repito o que disse na primeira. Procure uma casa espírita, procure uma casa bem formada, bem estruturada, com tradição, com segurança, e você vai conseguir certamente estar num ambiente seguro de aprendizado e de exercício da boa mediunidade. Odivaldo, você poderia explicar ou interpretar a parábola em que se diz que muitos são chamados e poucos escolhidos? Em toda a área do comportamento, a proposta do bem chega para todos, mas bem poucos a aceitam. Ou melhor, aceitando, poucos perseveram. Quantas vezes mesmo no movimento espírita abrimos um curso, curso de mediunidade, comparecem 30 pessoas. As primeiras semanas, tudo bem, mas ao terminar o curso, um ano depois tem 8, 10 pessoas interessadas, porque aquele entusiasmo desaparece. Não é um desejo ardente de aprender, é um entusiasmo momentâneo. Daí Jesus foi peribitório. Não basta ser convidado, é necessário tornar-se tornar-se presente na boa como na hora negativa. É um convite muito gentil. Em todo e qualquer relacionamento tende-se a um tipo de rotina. E com a rotina desaparece o encanto. Desaparecendo o encanto, também diminui a presença. Não desanimemos, renovemo-nos. Diariamente a mim, eu me imponho quando levanto ou quando eu
um tipo de rotina. E com a rotina desaparece o encanto. Desaparecendo o encanto, também diminui a presença. Não desanimemos, renovemo-nos. Diariamente a mim, eu me imponho quando levanto ou quando eu desperto. Meu primeiro pensamento é Jesus. Eu digo: "Ah, Jesus". Porque se ele estiver na consciência de sono, eu acordo ter paciência. E então logo depois a oração e faço os propósitos de nesse dia terminar o que deixei por fazer ontem. Ao invés de me sobrecarregar com novas propostas que eu não vou executar porque o tempo não alcança, eu vejo que determinada tarefa não pode ser executada, que eu tive dificuldade no relacionamento. Então eu volto a escrever a pessoa, a telefonar, a fazer minha paz para poder estar em paz com os outros. Daí nós estamos sendo chamados. Agora vamos fazer uma forcinha para sermos escolhidos. Tudo bem, Hércules? Eh, Daniela faz a seguinte pergunta: Uma pessoa adoecida pela depressão e sem forças para o autocuidado pode ser considerada indiretamente um suicida? É. Essa é uma pergunta delicada, mas eu diria que ela não é um suicida por estar em depressão, né, mas corre riscos em função do depalperamento emocional do seu humor que o estado depressivo proporciona. Daí a necessidade de tratar-se, de cuidar-se, né? Eh, o capítulo da depressão é tratado com outro nome no Evangelho Segundo Espiritismo, no capítulo 5, que nos fala das aflições sobre o tema da melancolia, né? E é uma abordagem, não toda, não esgota o tema, mas os espíritos já, amigos, já reconheciam a dificuldade de estarmos na vida da carne, nos desafios, nas lutas, né? Eh, a nossa benfeitora Joana nos diz que a vida é bem difíil, bem o sei, né? São mil nadas, mas que são alfinetadas, que acabam ferindo. Então, a luta é reconhecida como difícil, tem os seus desafios e esses desafios e dificuldades estão no propósito do nosso do nosso crescimento, da nossa superação, né? Eh, se nós só encontrássemos as facilidades, não enfrentaríamos e não buscaríamos a superação dos limites. E nesse capítulo
es estão no propósito do nosso do nosso crescimento, da nossa superação, né? Eh, se nós só encontrássemos as facilidades, não enfrentaríamos e não buscaríamos a superação dos limites. E nesse capítulo 5 do Evangelho Segundo Espiritismo, no tema da melancolia, os amigos dizem isso, que muitas vezes diante desse quadro que a carne estabelece, como passarinhos que se sentem muitas vezes aprisionados, sem poder escapar, tendo que enfrentar a conjuntura que de maneira geral foi por nós escolhida, às vezes nos sentimos abatidos. Ou seja, eles já previam isso, já sabiam. diz: "Olha, é compreensível eh é é de se esperar que em algum momento nós sintamos cansaço, sintamos às vezes a a a sensação de que não vamos dar conta do recado e às vezes diante disso temos esse impulso de querer nos evadir, de querer escapar, de fugir das das situações, né? Mas o amigo espiritual é bem claro. Eles resistir com energia a esses impulsos, porque eles denotam uma fraqueza. E essa fraqueza é perigosa porque pode nos colocar de uma maneira incapacitada diante da luta que nos é necessária. Então, o que eles nos dizem? Deus não nos nega o consolo, o amparo, se não nos entregamos ao desânimo e a covardia eh diante das dificuldades. Estamos na conjuntura que nos é necessária, cada um de nós, não tenhamos dúvida disso, para exercitarmos a experiência que outrora já nos foi objeto de falência. Então, a vida para mim, eu particularmente gosto de entender assim, né, quando me encontro em dificuldades, eu tento me lembrar que a vida é como uma grande catarse. Estamos imersos nas mesmas experiências de outrora para resgatar os conteúdos emocionais não resolvidos outrora, para que eles aflorando na presente situação sejam novamente enfrentados e superados. Por isso, eh, eu não vejo uma correlação direta e essa a possibilidade de concluir que, eh, a pessoa que está dentro de uma posição eh grave de depressão seja um suicida, denota uma dificuldade, uma falta de forças, uma falta de disposição, uma falta de
a a possibilidade de concluir que, eh, a pessoa que está dentro de uma posição eh grave de depressão seja um suicida, denota uma dificuldade, uma falta de forças, uma falta de disposição, uma falta de coragem, uma falta de fé muitas vezes, de enfrentar a sua luta, né? Mas é preciso estar atento porque eh eh o suicídio muitas vezes decorre do mesmo processo que está por trás do processo depressivo. Então é preciso estar atento e é preciso reagir. Acima de tudo, lembremos, só para concluir, que não importa qual a dificuldade, não importa qual situação, não importa o que estejamos vivendo, acima de tudo somos amados por Deus. Deus nos ama incondicionalmente. Não importa o que tenhamos feito, não importa o que tenhamos vivido, Deus nos ama e há de nos dar sempre a oportunidade de nos superarmos. Mas há algo que ele coloca em nossas mãos. É a necessidade de decidirmos por nós e de fazermos a nossa parte. Portanto, como nos dizem os espíritos, ele não nos nega amparo e consolo, mas exige de nós coragem, fé e esforço. Bom, chegamos ao final do nosso conversando sobre o espiritismo no dia de hoje e convidamos o nosso irmão Hércules para fazer a sua despedida do nosso público presente e o público virtual que nos acompanha. É uma despedida que eu confesso, eh, faço com certa com certa, não, não é pesar, faço com saudade já, né? Estou me sentindo tão bem acolhido, tão bem recebido, né, que dá vontade de ficar mais, né? Na verdade, estarei por aqui no sábado ainda para aproveitar dessa vez também sentada aí a palestra do Divaldo antes de me retirar. Então, mais uma vez, agradeço, agradeço ao Divaldo, agradeço ao Mário, agradeço a toda a equipe que me convidou e agradeço principalmente porque tenho certeza que o convite veio dos nossos amigos espirituais, como eu disse, me dando essa oportunidade de viver essa experiência como um estímulo para continuar fazendo o meu melhor a cada dia. Agradeço a todos mais uma vez. Muito obrigado, Hércules, pela sua presença conosco. Você será sempre muito
de de viver essa experiência como um estímulo para continuar fazendo o meu melhor a cada dia. Agradeço a todos mais uma vez. Muito obrigado, Hércules, pela sua presença conosco. Você será sempre muito bem-vindo. Nós já estamos então encerrando o nosso conversando do dia de hoje. Eu vou agradecer aí a nossa tradutora de Libras, a Endiara, a equipe da Web TV Mansão do Caminho, ao Sérgio, ao Júnior, a professora Solange que nos acompanhou na prece de abertura, Adivaldo Franco, a todos vocês que estiveram aqui presentes conosco e ao nosso público remotamente. Muito obrigado a todos. Agora eu convido ao Divaldo para fazer encerramento da nossa reunião da noite de hoje. Eu desejo lembrar as listas de Natal, conforme dissemos, pretendemos este ano dar 5.000 cestas básicas e já começamos através de listas. A pessoa leva uma lista, consegue alguma ajuda de amigos ou não? e colabora e se não conseguir nada traz a lista e devolve. Terminada a reunião irá terá muito prazer em atender aqui a chegada. Mas agora é o momento dos fatos de entrarmos em contacto com o mundo espiritual, apesar do natural cansaço, por meio da nossa reflexão. Vamos pedir aos médiuns passistas para que tomem os seus lugares. Procuremos fixar o nosso problema base, a enfermidade, o distúrbio de comportamento, seja o que for que nos esteja afligindo para sair daqui animados, confiantes na misericórdia divina, na divina justiça que não falha nunca. Jesus, tu nos informaste que jamais nos deixarias a sócio. No labirinto das sensações humanas, parece-nos às vezes que estamos percorrendo caminhos repetidos sem a mão que nos leve na direção da saída. Ser tu quem nos ajude neste momento através dos médiuns, mensageiros das energias saudáveis, companheiros de luta que se entregam ao Ministério da Saúde, ao bem-estar. Ampara-os, que os nossos guias utilizem-se das suas energias para conosco. Abençoa-nos aos familiares, aqueles a quem amamos. Abençoa, Jesus, ao nosso grupo de afetividade. Paz, aqueles que também gostam de nós
que os nossos guias utilizem-se das suas energias para conosco. Abençoa-nos aos familiares, aqueles a quem amamos. Abençoa, Jesus, ao nosso grupo de afetividade. Paz, aqueles que também gostam de nós ou nos detestam por esta ou nenhuma razão. Nós te pedimos pelo nosso lar, pela família, pela paz doméstica. Mas também te pedimos pelos enfermos que nos dão seus nomes, pelos que irão ser submetidos a delicadas cirurgias. Traza-te a oportunidade de abençoar os suicidas que se atiraram no abismo, fugindo ao compromisso de resgate e piorando a própria situação. Também te pedimos em favor dos espíritos maus, aqueles que se comprazem a aturdir-nos e gerar dificuldade para nós. Toma de nossas mãos em nome da mãe santíssima e dirige-nos ao Pai Celestial para que dê paz ao Brasil nestes dias tumultuosos ao mundo na sanguinária guerra, nas pandemias e nas alucinações e abençoa por caridade a água com propriedade de curar. Agradecemos-te profundamente sensibilizados pela dádiva desta noite, pela presença dos corações amigos e te pedimos que nos leves de volta aos nossos lares, abastecidos de coragem, de alegria e de paz em teu nome, em nome de Deus. Evocando as bênçãos da mãe santíssima e dos espíritos bons, encerramos a nossa reunião formulando votos de muita paz para todos nós. Está encerrada a nossa reunião.
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