Compaixão e Justiça | Alessandro Viana
📍 72ª Semana Espírita de Vitória da Conquista – Tema central: Justiça Divina Na abertura da Semana Espírita de Vitória da Conquista, o expositor Alessandro Viana nos convida a refletir sobre a compaixão como expressão sublime da Justiça Divina, trazendo lições que inspiram entendimento, acolhimento e prática no dia a dia. 📅 29/08 a 07/09/2025 📍 Centro de Convenções Divaldo Franco – Vitória da Conquista, Bahia #SemanaEspírita #JustiçaDivina #Espiritismo #PalestraEspírita #AlessandroViana #TVMansãoDoCaminho #VitóriaDaConquista #DoutrinaEspírita *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Bem, boa noite a todos. Primeiro quebrar um pouco a formalidade. O doutor ficou lá no interior de São Paulo. Hoje estamos aqui, o irmão de caminhada da jornada espírita, a fim de que possamos fazer a abertura dessa abençoada semana espírita de vitória da Conquista, que conhecemos no ano passado. E este ano, novamente, essa acolhida muito fraternal aqui dos companheiros dessa cidade. Então, sentimos-nos muito honrados quando recebemos o convite do nosso querido Barreto, representando o movimento espírita local, para que pudéssemos esta noite estar aqui refletindo sobre essa temática tão importante a respeito da compaixão e da justiça. E como pessoalmente trabalho na justiça, nós vamos poder, ao longo da nossa fala trazer um pouco dessas comparações entre a justiça humana e a justiça divina, porque afinal de contas a criatura humana sempre se deparou com essa questão da balança divina. Nós vimos ali muito feliz, inspirado o evento com a imagem que representa esta semana espírita. E vimos ali aquela balança, símbolo da justiça humana, a balança que deveria ser igual a deusa da justiça vendada para que pudesse representar a imparcialidade. E de forma muito inspirada colocaram ali, vocês repararam aquele coração sobre a balança, a fim de que pudesse demonstrar essa questão da amorosidade de Deus. Porque nós imperfeitos temos uma imensa dificuldade de entender como é que funciona a balança divina, o julgamento de Deus em relação às nossas ações, às nossas escolhas, seja no acerto, seja no erro. E ficamos nos questionando ao longo de milênios como é que a divindade age diante dos nossos equívocos. Como é que Deus sente e corresponde às nossas ações nessa jornada evolutiva? Deus castiga, Deus pune, Deus abre portas para que a criatura humana possa se redimir do erro. Então, são questionamentos que fazem parte da filosofia humana, questionar a ação de Deus. E naturalmente que neste ano o movimento espírita celebrando os 160 anos da obra O céu e Inferno nos trouxe à tona essa questão para estas reflexões
rte da filosofia humana, questionar a ação de Deus. E naturalmente que neste ano o movimento espírita celebrando os 160 anos da obra O céu e Inferno nos trouxe à tona essa questão para estas reflexões atuais: o céu e inferno, a justiça divina segundo o espiritismo. A quarta obra da codificação espírita. E uma curiosidade, há algumas estatísticas feitas em alguns eventos espíritos espíritas e foi identificado que a obra o céu inferno, assim como a obra Gênese, são as obras menos estudadas, menos lidas pelos espíritas, inclusive por dirigentes e tarefeiros, o que aqui para nós já representa um alerta, porque nós trabalhadores, dirigentes espíritas, temos que ter como premissa de estudo as obras completas do chamado Pentateuco de Kardec e, naturalmente a revista espírita, da qual eu tenho assim um gosto muito particular e vamos trazê-la ao longo da nossa fala. Selecionamos alguns textos, vamos usar essa metodologia, alguns textos para as nossas reflexões, homenageando também uma grande trabalhadora do movimento espírita, já na pátria espiritual, a nossa querida Sueli Calda Schubert, que usava muito dessa metodologia, a leitura de um trecho, um comentário, enriquecendo, porque a literatura espírita ela é muito vasta. Vimos na abertura, em homenagem ao nosso querido Divaldo Franco, somente o médium Divaldo, 263 obras psicografadas. A Chico Xavier, mais de 400, Raul Teixeira, Ivone do Amaral Pereira, os clássicos do Espiritismo, Leon Gabriel Delane, enfim, os autores mais novos. Teremos aí milhares de obras espíritas de boa qualidade que nos ajudam a nos situarmos nessas temáticas profundas que dizem respeito à nossa jornada evolutiva. E a obra O céu e Inferno, ela foi uma obra que o nobre codificador veio trabalhando ao longo da revista espírita. Naturalmente que ela, a obra o céu inferno, sabemos é o desdobramento da quarta parte de O livro dos Espíritos, Esperanças e Consolações, que estudaria em síntese as penas. E aqui a palavra pena nada tem a ver com punição, com castigo. Penalidade no
os é o desdobramento da quarta parte de O livro dos Espíritos, Esperanças e Consolações, que estudaria em síntese as penas. E aqui a palavra pena nada tem a ver com punição, com castigo. Penalidade no sentido de vamos colher as consequências daquilo que realizamos, as alegrias e os sofrimentos na vida presente e na nossa vida futura, a vida no mundo espiritual. Claro que a obra O céu e inferno, ela vai dar uma ênfase especial a estas questões das penalidades, das alegrias e dos sofrimentos da vida do espírito no mundo espiritual. Quando ele retorna à pátria espiritual, o seu primeiro momento no mundo espiritual, a sua chegada, as suas vivências no mundo espiritual, até que ele possa retornar para uma nova experiência. Muitos de nós sendo convidados pela justiça divina a refazer o caminho, a consertar aquilo que ontem nós fizemos de forma equivocada. E quando nós pegamos as obras da codificação, pentateuco, as obras básicas do espiritismo e vamos buscar como é as ideias e os textos, muitos deles foram sendo construídos na revista espírita, é de uma beleza incomparável observarmos a metodologia de Kardec, como ele ia trazendo para o público espírita daquela época, porque a revista espírita era a rede social do espiritismo. como ele ia trabalhando estas temáticas complexas, profundas, publicava textos na revista espírita, aguardando a reação do público espírita, aguardando a reação da espiritualidade superior para ver se aquela ideia, aquele texto necessitava de algum aprimoramento, de alguma ideia adicional que tornasse aquele texto um pouco mais claro. Por que dos espíritos? Porque muitos espíritas da época que recebiam a revista espírita e a estudavam colocavam o texto muitas vezes nas reuniões mediúnicas. E é aquelas reuniões mediúnicas espalhadas pelos quatro cantos do mundo. Às vezes vinham comunicações espirituais a respeito daquele texto, os espíritos elogiando, acrescentando algum ponto, esclarecendo algo que era necessário. Portanto, nesse laboratório das obras básicas, à Revista
ham comunicações espirituais a respeito daquele texto, os espíritos elogiando, acrescentando algum ponto, esclarecendo algo que era necessário. Portanto, nesse laboratório das obras básicas, à Revista Espírita, muitos temas foram trabalhados. E esta obra em especial, O céu Inferno não foi diferente. Tanto é assim, apenas a título de exemplo, na revista espírita de março de 1865, Allan Kardec publica um texto chamado Onde está o céu? Texto que ele publicaria integralmente na obra O Céu Inferno no capítulo terceiro da primeira parte. E ali no final do texto ele já anuncia falando que esse texto e um outro precedente do mês de fevereiro de 65 da apreensão da morte iriam constituir uma nova obra que ele iria lançar. Então ali já em março de 1865, meses antes do lançamento da obra Céu Inferno, que se deu em agosto do mesmo ano, Kardecando o público, o movimento espírita da obra que ele iria lançar. Eu fico imaginando aquela época a ansiedade e a alegria do público espírita. Kardec, anunciando uma obra que viria a expectativa das pessoas de logo mais ter uma obra nobra, nova do nobre codificador para clarear caminhos, iluminar consciências. E assim foi feito. Logo a obra viria. Mas eu gostaria de compartilhar com vocês dentro dessa proposta da revista espírita como sendo laboratório das obras fundamentais e também do céu e inferno. E aqui não há como não ler porque é um texto magnífico. Nós diríamos que é um texto marco da revista espírita que preparava a mentalidade do movimento espírita para trabalhar essa temática, essa temática da justiça divina, da compaixão divina. Há uma comunicação espiritual na revista espírita de setembro de 1863 e a comunicação espiritual se chama O dedo de Deus. Vejam a simbologia, porque normalmente nós imperfeitos usamos o dedo para julgar as pessoas. Apontamos o dedo para as pessoas, destacamos as suas falhas, humilhamos e colocamos o dedo muitas vezes em riste, para que possamos humilhar e destacar os equívocos. Mas naturalmente que o dedo de Deus nesta
os o dedo para as pessoas, destacamos as suas falhas, humilhamos e colocamos o dedo muitas vezes em riste, para que possamos humilhar e destacar os equívocos. Mas naturalmente que o dedo de Deus nesta imagem simbólica do título da comunicação espiritual vai nos mostrar exatamente como é que age a justiça divina e a misericórdia divina diante dos nossos acertos e dos nossos erros. E esse texto que nós sintetizamos, para não ficar tão longo, vai nortear a nossa fala desta noite, porque a comunicação diz assim: "Nós vamos perceber nessa primeira parte como Deus não nos abandona jamais. Mesmo diante dos nossos equívocos, mesmo diante da reiteração dos nossos erros, mesmo diante da gravidade das nossas falhas, a divindade sempre age com profunda compaixão e naturalmente dentro desses padrões de justiça. O espírito que não se identificou, ele assinou um espírito familiar. Ele diz assim: "O dedo de Deus é o remorço que lhe roi o coração, censurando-lhe os crimes a cada momento. O dedo de Deus é o horrível pesadelo que tortura durante longas noites sem sono. É a febre que atormenta o egoísta. São as angústias perpétuas do mal rico que vem todos os que se lhe aproximam espolhadores dispostos a lhe roubar um bem mal. o adquirido. É a dor que ele experimenta em última hora por não poder levar seus tesouros inúteis. Então esta primeira parte, a ação divina diante dos equívocos da criatura humana, sem jamais lhe abandonar. Mas ele diz assim: "Mas o dedo de Deus também é a paz do coração reservada ao homem justo. É o suave perfume que vos enche a alma após uma boa ação. É esse doce prazer que se experimenta sempre ao fazer o bem. É a bênção do pobre que se assiste. É o doce olhar de uma criança cujas lágrimas enxugamos. é a prece fvorosa de uma pobre mãe a quem se proporcionou o trabalho que deve arrancá-la da miséria. Numa palavra é o contentamento consigo mesmo. Então, vejam o dedo, a ação, a misericórdia divina quando nós estamos acertando, mostrando que nós estamos no caminho certo, no caminho do bem. Mas a
ria. Numa palavra é o contentamento consigo mesmo. Então, vejam o dedo, a ação, a misericórdia divina quando nós estamos acertando, mostrando que nós estamos no caminho certo, no caminho do bem. Mas a mensagem finaliza de forma extraordinária, dizendo: "O dedo de Deus, enfim, é a justiça grave e austera, temperada pela misericórdia. O dedo de Deus é a esperança que não abandona o homem em seus mais cruéis sofrimentos, que o consola sempre e que deixa entrever aos mais criminosos, a quem o arrependimento tocou um recanto da morada celeste, da qual se julgava expulso para sempre. É um texto maravilhoso que já sinaliza para nós o rumo da nossa fala, a importância da obra O céu e inferno, a fim de que possamos nos libertar do pensamento ainda medieval, ainda primitivo, que alguns conservamos a respeito da divindade. Porque falar de compaixão, misericórdia, falar da justiça divina é podermos melhor refletir, ressignificar as ideias que nós temos a respeito de Deus. Nós temos uma dificuldade imensa ainda de compreender como é que o amor de Deus se expressa em nossas vidas. E quando vamos em o livro dos espíritos, onde ali é trazido os atributos de Deus, porque ainda não podemos compreender a essência, a natureza divina em sua plenitude, ali, num dado momento, os benfeitores espirituais vão dizer: "Deus é soberanamente justo e bom". E é disso que nós vamos falar hoje. Deus justo, a sua justiça, Deus soberanamente bom, a sua misericórdia, que são as expressões da sua amorosidade. Então, pouco a pouco, a humanidade nesse processo evolutivo, é convidada a refletir sobre esses atributos, estas qualidades de Deus, a fim de possamos compreendê-lo nesse amor pleno que ele se expressa em todos os momentos. A obra, o céu e o inferno toca nesses três pontos. Toca na forma de entender Deus, toca no espírito, no elemento espiritual e toca na vida futura, a vida que nos aguarda, enchendo-nos de esperança, porque nós vamos sentir um Deus mais presente, um Deus mais próximo, um Deus com a sua expressão de amorosidade nessa
piritual e toca na vida futura, a vida que nos aguarda, enchendo-nos de esperança, porque nós vamos sentir um Deus mais presente, um Deus mais próximo, um Deus com a sua expressão de amorosidade nessa faceta da justiça, nessa faceta da compaixão. A obra céu inferno é tão grandiosa, ela vai tocar em temas tão profundos e espinhos que muitas vezes estavam enraizados, estavam congelados, porque nós não podíamos conversar, estavam protegidos sobre o manto do dogma. Muitos temas que Kardec muito inspirada ali colocou eram temas que não se podia conversar, temas que nós tínhamos que aceitar porque é assim mesmo, a fé cega, mas o espiritismo veio nos trazer este grande convite para a fé raciocinada, a fim de que pudéssemos agora, com a lucidez da doutrina espírita, o cristianismo rediv vivo, ressignificar conceitos valiosos que impactariam nossas as vidas. Então, a obra vai falar, sim, vai falar dessas questões da justiça, da compaixão, vai falar da morte, vai falar da passagem. Como é que nós deixamos o corpo físico e fazemos esta passagem para a vida espiritual? Vai falar de céu, inferno, purgatório, anjos, demônios. a influência dos espíritos em nossas vidas. Vejam quantas temáticas significativas, algumas delas que nós ainda até hoje evitamos de conversar. Muitos espíritas ainda temem a morte e quando surge a temática morte evitam conversar, batem na madeira três vezes a fim de afugentá-la, espantá-la, como se a morte fosse o fim de tudo, quando na verdade é um grande portal para a vida maior, a vida espiritual. E Kardec pôde coordenar isto na obra de forma extraordinária, trabalhando na primeira parte os conceitos, a fim de que melhor pudéssemos entendê-los. E na segunda parte, as comunicações espirituais. 65 comunicações espirituais, porque era da narrativa dos espíritos que vinham dar os seus testemunhos de como foi a desencarnação, a passagem. Como despertaram lá, se estavam feliz, infeliz, por estavam, o que eles aguardavam no seu porvir espiritual. E através dessa narrativa dos espíritos,
stemunhos de como foi a desencarnação, a passagem. Como despertaram lá, se estavam feliz, infeliz, por estavam, o que eles aguardavam no seu porvir espiritual. E através dessa narrativa dos espíritos, Kardecde ir compreendendo estas leis que regem a nossa vida de seres imortais que somos e poôde trazer para nós estes conceitos valiosos. Estamos vivendo um momento na Terra que nós poderíamos dizer o ápice da transição planetária. As criaturas humanas estão sendo convidadas a pensar melhor a respeito desses e de temas outros variados que repercutem no seu dia a dia, no seu cotidiano, nas suas escolhas. Temos visto, tenho certeza que muitos dos senhores passam por essas experiências. nas suas casas espíritas com a roda de amigos. Quantos simpatizantes do espiritismo? Quantos que, mantendo a sua religião original buscam as palestras espíritas, a conversa espírita, a literatura espírita, porque começam a questionar determinados pontos dos seus ideais religiosos, começam a refletir e nós percebemos que um dos pontos que estes simpatizantes do espiritismo mais questionam é exatamente as pedas eternas, o inferno. Quantos amigos e amigas que pudemos conversar ao longo desses anos de mais de três décadas no movimento espírita que vem nos dizer: "Olha, eu sou desta religião e nós espíritas temos um profundo respeito por isso, por todas as religiões." O espiritismo não tem preocupação de fazer proselitismo, não tem a preocupação de converter o outro à religião. A grande preocupação do Espiritismo é iluminar consciências e convidar ao indivíduo a se tornar uma pessoa de bem. Portanto, estes simpatizantes do Espiritismo, aqueles que buscam porque querem esclarecimentos, já não aceitam mais o inferno como um local eterno de sofrimento, que já não aceitam mais as penas eternas, já questionam um pouco o céu como sendo um local de descanso eterno, porque o próprio Cristo nos disse: "Eu trabalho e o Pai também trabalha". nós já não mais conseguimos conceber uma eternidade de descanso.
tionam um pouco o céu como sendo um local de descanso eterno, porque o próprio Cristo nos disse: "Eu trabalho e o Pai também trabalha". nós já não mais conseguimos conceber uma eternidade de descanso. Então, o Espiritismo vê com bons olhos estes simpatizantes que vem trazer estas demandas pessoais e o espiritismo tem muito a oferecer. E quando eles ouvem a proposta espírita sobre esses temas, sobre a justiça divina, sobre a misericórdia divina, a maioria deles ficam profundamente felizes e agradecidos, porque a ideia espírita abriu-lhes os horizontes e deu uma nova perspectiva do que de fato é Deus e como a sua amorosidade se expressa. Por isso que nós relativizamos um pouco o senso. Muitos espíritas, com o senso que saiu agora há poucos meses, ficaram excessivamente alarmados, porque lá apareceu que o espírita reduziu de último senso para 1.8% aproximadamente. Mas vejo a sabedoria de Kardec. Já na revista espírita, Kardec questionava, naquela época já havia um senso religioso mais primitivo, não tão eficiente como o de hoje. O Espiritismo, naturalmente não fazia parte do senso, mas já havia essas enquetes. E ele escreve na revista espírita que nós não teríamos que nos preocupar tanto com esse senso, porque o senso religioso jamais identificaria os simpatizantes do espiritismo. São aquelas pessoas que vão incorporando parte das ideias espíritas e aquilo vai transformando as suas vidas. Não estamos aqui desprezando o senso. O senso traz dados importantes mesmo para o movimento espírita, a fim de que possamos e devemos sempre reavaliar o andamento das nossas tarefas nas casas espíritas e o quanto precisamos melhorá-las, aprimorá-las. Mas com este olhar, como sinalizou Kardec na revista espírita, ficamos aqui a imaginar quantos simpatizantes do espiritismo nesses mais de 160 anos de espiritismo na Terra iluminam as suas vidas, melhoram a qualidade de vida espiritual, encontram um Deus profundamente amoroso e justo e a partir dali tornam-se pessoas de bem. É imensurável, não conseguimos mensurar.
erra iluminam as suas vidas, melhoram a qualidade de vida espiritual, encontram um Deus profundamente amoroso e justo e a partir dali tornam-se pessoas de bem. É imensurável, não conseguimos mensurar. Então, temos visto e estatisticamente há algumas feitas aqui no Brasil, vejam só, muitas vezes a incongruência com o senso religioso. No Brasil estima-se que entre 50 e 60% das pessoas admitem a reencarnação. Então, veja que a reencarnação já é uma busca da criatura humana, procurando compreender a justiça e a compaixão divina. É claro que muito destes simpatizantes às vezes não se aprofundam no estudo, às vezes até conservam a ideia, acreditam na reencarnação e ao mesmo tempo acreditam em anjos, seres privilegiados criados por Deus, o que é incompatível com a sua justiça e com o seu amor. Acreditam em reencarnação e ao mesmo tempo conservam aquela ideia de céu como um local físico de eterno descanso. Mas à medida que vão melhor compreendendo, entenderão cedo ou tarde que céu e inferno são estados da alma e não locais geográficos. Mas estamos vivendo, portanto, estes tempos de questionamento. E Kardec, na sua pedagogia incomparável, muitas vezes nos traz determinadas ideias que nos fazem pensar muito a respeito da vida. Na revista espírita de maio de 1861, abordando já essa questão das penas eternas e da justiça divina, Kardec traz um questionamento que eu acho dos mais notáveis e nós podemos usar isso para poder muitas vezes argumentar com esses amigos, com esses conhecidos, com os familiares que vem conversar conosco, procurando melhor entender os grandes enigmas da vida. E Kardec diz assim: "Vejam só a incongruência de se acreditar numa única vida e nas penas eternas. Porque se Deus é preciente e conhece o futuro de forma absoluta, como é que Deus, momentos antes de criar um espírito, sabendo que ele iria tomar um mau caminho e o seu filho iria sofrer eternamente no céu, será que Deus o criaria? Se o cria mesmo assim, aonde está a sua amorosidade? Olha a grandeza
criar um espírito, sabendo que ele iria tomar um mau caminho e o seu filho iria sofrer eternamente no céu, será que Deus o criaria? Se o cria mesmo assim, aonde está a sua amorosidade? Olha a grandeza do pensamento de Kardec. Vamos tentar aqui contextualizar. Imaginemos Deus um segundo antes de criar um espírito. Nós ainda não conhecemos esse mecanismo da criação. Aí Deus vai criar um espírito preciente. Este espírito vai falir e vai sofrer eternamente no inferno. Será que Deus o criaria? Aí diz Kardec, com a perspectiva espírita, com a reencarnação, com a eternidade, com a possibilidade desse espírito se realinhar diante dos propósitos divinos, Deus, ao criar o espírito, naturalmente que sabe que aquele espírito tomará o mau caminho, mas sabe que este mau caminho é transitório, é apenas um percalço, um obstáculo na sua trajetória evolutiva, porque Deus sabe que lá à frente este espírito, pelo esforço próprio, encontrará a plenitude espiritual. Então Deus, ao criar sabe que cada um de nós tomaremos caminhos, alguns mais complexos, mais difíceis, fazendo escolhas erradas. Deus sabe, mas sabe que é um percalço e sabe que todos os seus filhos atingirão a plenitude. Na fala do Cristo, o nosso modelo e guia, nenhuma das ovelhas que meu pai confiou se perderá. E nós só podemos entender esta assertiva do Cristo através desse olhar da justiça e da compaixão que se expressa através dessas infinitas possibilidades que Deus propicia a seus filhos, a suas filhas. Então, Deus, ao nos criar já sabe que atingiremos a plenitude. E ali no ato da criação, nós já podemos identificar um gesto da sua misericórdia para conosco, porque Deus coloca em nós o potencial divino, o germe da perfeição. Numa linguagem mais moderna, nós poderíamos dizer, ele coloca em nós um GPS divino. Por mais que façamos atalhos para cá, para colá, escolhas equivocadas, este Deus interno vai nos realinhando, nos colocando ao longo da eternidade no caminho certo. Então, todos nós no ser espiritual que somos, trazemos este GPS
para cá, para colá, escolhas equivocadas, este Deus interno vai nos realinhando, nos colocando ao longo da eternidade no caminho certo. Então, todos nós no ser espiritual que somos, trazemos este GPS divino, que nessa eternidade, porque somos imortais, iremos, sem dúvida alguma, cedo ou tarde nos integrarmos profundamente com o Criador. Como Cristo disse num dado momento, nós e o Pai, como ele e o Cristo, nos tornaremos um só. Então, a perspectiva espírita é nesse sentido. E os benfeitores espirituais, naturalmente, diante destas comemorações, destas celebrações que nós, em particular no movimento espírita, fazemos, celebrar estas datas de aniversário, de lançamento das obras da codificação, não duvidemos, os benfeitores espirituais também celebram. Também a festa no mundo espiritual. Há comemorações. Aliás, recomendo, eu gosto de deixar a lição de casa, viu, gente? Recomendo para vocês revista espírita de maio de 1861, a festa da chegada de irmão. E eles descrevem ali como é que os espíritos festejam, bem diferente, naturalmente das nossas festas aqui na terra. E falando da obra o céu e inferno, existem obras mediúnicas onde os espíritos estão homenageando a obra o céu e inferno. E nesta noite nós separamos duas obras que vão nos ajudar também a trazer algumas temáticas ainda importantes para analisarmos a justiça e a compaixão. Eu gostaria de destacar duas obras. a obra Justiça Divina de Chico Xavier pelo espírito Emanuel e também gostaria de indicar a obra Justiça e Amor de Raul Teixeira, espírito Camilo, Raul Teixeira, que estará conosco aqui no no último final de semana do evento. Então são duas obras onde ali na introdução os espíritos estão falando. Esta obra está homenageando o livro O céu e Inferno, a obra Justiça Divina de 1962, a introdução, e a obra Justiça e Amor de Camilo, celebrando a época, os 140 anos da obra O céu e Inferno. E são obras, naturalmente, onde nós vamos encontrar muitas frases, ideias, textos que fazem-nos melhor entender estas sutilezas da ação
Camilo, celebrando a época, os 140 anos da obra O céu e Inferno. E são obras, naturalmente, onde nós vamos encontrar muitas frases, ideias, textos que fazem-nos melhor entender estas sutilezas da ação divina em nossas vidas, em nome dessa justiça, em nome dessa compaixão. E é interessante às vezes a metodologia que os benfeitores espirituais se utilizam. Às vezes eles fazem comparações, eles comparam a ação humana falha, falível, que mesmo falha imperfeita, às vezes age com algum acerto. E aí eles projetam a ação divina para comparar com a ação humana. Se os homens em alguns momentos agem com acerto parcial em determinada situação, imaginemos Deus na sua ação ilimitada. Aliás, em muitos momentos do evangelho, é a mes a mesma metodologia utilizada pelo Cristo. Vós, sendo homens maus, se o teu filho te pede pão, você não lhe dá uma pedra. Se ele pede um peixe, você não lhe dá uma serpente. Imaginemos Deus como é que age. Então, veja que o Cristo usa essa metodologia, ação humana e ação divina. Na obra Justiça Divina, o benfeitor Emânuel, já nos apresentando esta ação amorosa do Pai em nossas vidas, ele traz um exemplo muito interessante falando da criação humana. Primeiro, ele diz assim: "Vós, homens falíveis, vocês criam, vocês constróem, criam automóveis, criam navios, constróem aeronaves, trens, habitações, hospitais e vocês fazem de tudo para sustentar as suas criações. vocês se qualificam para melhor atender estas criações, para aprimolá-las, aperfeiçoá-las. E vocês usam de tudo, até as peças de descarte, em desuso, nós usamos, aproveitamos tudo. Tudo que o homem cria, nós fazemos de tudo para aproveitar. Não descartamos. nos aprimoramos para aprimorar as nossas criações. Imaginemos Deus, diz Emanuel, será que Deus na sua criação descartaria os seus filhos definitivamente para as penas eternas? Então nós vamos compreendendo essas argumentações lógicas que atendem as nossas necessidades do intelecto e as nossas necessidades do coração e do sentimento. E dessa forma esses espíritos
as eternas? Então nós vamos compreendendo essas argumentações lógicas que atendem as nossas necessidades do intelecto e as nossas necessidades do coração e do sentimento. E dessa forma esses espíritos homenageando as obras vão trabalhando essas ideias, vão trazendo pontos da obra O céu e inferno. E um ponto que certamente será muito utilizado nas rodas de conversa durante a semana, durante o evento, nas palestras, que nós não poderíamos deixar de citar, porque será a nossa pedra angular para falar de justiça e compaixão, é o chamado código penal da vida futura. é de leitura obrigatória, onde ali Kardec coloca 33 itens dessa legislação espiritual que rege a nossa vida no mundo espiritual, desde a nossa chegada, a nossa permanência e o nosso progresso no mundo espiritual. Porque mesmo lá, na vida verdadeira, continua a ação da justiça e da misericórdia divina. São 33 itens valiosíssimos, alguns citados no vídeo institucional aqui da semana espírita. E nós gostaríamos de falar quanto é valioso para nós espíritas conhecermos estas normas espirituais, essa legislação divina, porque logo mais estaremos voltando à pátria espiritual. Seria como nós aqui na Terra, mal comparando, turistas, vamos fazer viagem para um país estrangeiro e deveríamos conhecer a legislação desse país estrangeiro para que não cometêsemos equívocos lá. Muito interessante. Na Singapura, por exemplo, é proibido comprar e mascar chicletes. Colúmbia nos Estados Unidos é proibido cantar no chuveiro. Alguém gosta de cantar no chuveiro? Se for para Colúmbia, nos Estados Unidos, não pode. Ou vai cantar bem baixinho, porque daí ninguém vai denunciar, né? ou se for na ilha da Sardenha, é proibido coletar conchas lá do mar, da areia. Então, vejo que existem legislações aqui no no mundo físico, nos países, que se você não tomar contato e não entender, corre o risco de ser preso, multado, mal comparando, essas legislações que nos aguardam na vida, no mundo espiritual, nós espíritas temos como estudá-las, entendê-las para desde já ir adequando o
der, corre o risco de ser preso, multado, mal comparando, essas legislações que nos aguardam na vida, no mundo espiritual, nós espíritas temos como estudá-las, entendê-las para desde já ir adequando o nosso comportamento, a fim de que não possamos nos ver em situações desagradáveis, de sofrimentos, ainda que transitórios, no mundo espiritual. E deste Código Penal da Vida Futura, nós gostaríamos de destacar três deles que vão fundamentar muito bem aqui essa proposta da noite. São lindos. Ali num dado momento, Kardec diz assim: "Por mais perverso que seja o espírito, por mais cruel que tenha sido a sua atitude, o seu comportamento, Deus jamais o desampara". Não há erro que nós pratiquemos que vá desagradar Deus. Não há erro que a gente pratique que Deus vai se esquecer de nós. Usando um pouco da legislação humana como comparação. Na legislação humana aqui do Brasil, por exemplo, nós temos um instituto que chama deserção. Quando os filhos agem de tal forma contra os pais, os pais podem deserdar os filhos. Isto não existe na legislação de Deus. Por mais equivocados, por mais insistentes no erro, por mais que venhamos de muitas reencarnações praticando equívocos, Deus nunca vai nos deserdar. Isso está lá no Código Penal da Vida Futura. E ainda Kardec diz assim: "A justiça divina é infinita, registra todas as nossas boas e más ações, os nossos pensamentos, as nossas ações e as nossas palavras, que inclusive ficam registrada em nossa consciência aonde está a lei de Deus." E ali também no Código Penal nós vamos encontrar a seguinte frase: "A misericórdia de Deus é infinita, mas não é cega. E nós temos aqui uma imensa dificuldade às vezes de compreender a justiça divina infinita, mas a misericórdia divina também é infinita. Muitas vezes, nos nossos raciocínios ainda limitados, temos dificuldade de conciliar justiça e misericórdia. Temos dificuldade de conciliar que uma pessoa seja justa e boa. Porque nós, normalmente, quando nós queremos uma pessoa boa, nós queremos que o a pessoa boa nos privilegie, nos
justiça e misericórdia. Temos dificuldade de conciliar que uma pessoa seja justa e boa. Porque nós, normalmente, quando nós queremos uma pessoa boa, nós queremos que o a pessoa boa nos privilegie, nos proteja, feche os olhos pros nossos equívocos, facilite a nossa caminhada. Eu me lembro de uma história engraçada do nosso querido Divaldo Pereira Franco, narrou múltiplas vezes. Vocês lembram aquela história quando Divaldo foi promovido no serviço público? Ele foi promovido a chefe de repartição. E os amigos da repartição fizeram uma festa, Divaldo, felizes que o Divaldo era o chefe. E o Divaldo perguntou: "Por que essa festa?" "Ah, porque você é espírita, você é bom. Portanto, agora você não vai marcar falta para as nossas ausências do serviço público. Então, veja a dificuldade em entender justo e bom. Já que você é bom, você vai fechar os olhos para os nossos erros. E o Divaldo disse: "Não, vocês estão equivocados. Eu sou pago, sou chefe de repartição e o meu dever primeiro é com o estado. Portanto, se faltar, eu vou anotar a falta." Então, veja a dificuldade que nós temos de conciliar isto. Mas a doutrina espírita, sem dúvida alguma, vai nos compreendendo, fazendo compreender como é que funciona, como é que se encaixa a justiça de Deus e a amorosidade, que nós vamos ver que em síntese é, ó, tudo que você fizer, você vai ter que colher. Agiu errado, vai ter que colher. O mal feito ontem vai ter que refazer, mas eu estarei junto de você. Te darei e criarei mecanismos infinitos, a fim de que você pelo esforço próprio, possa se reabilitar. Então, é assim que nós vamos entendendo na perspectiva espírita a justiça divina, que difere muito da justiça humana. O espírito Camilo, na sua metodologia, na obra citada Justiça e Amor, ele vai usar essa comparação: justiça humana, justiça divina. e que nós ficaríamos aqui e vamos por economia de tempo fazer uma síntese, porque se nós olharmos para a justiça humana e olhar a evolução da justiça humana, da lei humana, nós vamos perceber o quanto
e que nós ficaríamos aqui e vamos por economia de tempo fazer uma síntese, porque se nós olharmos para a justiça humana e olhar a evolução da justiça humana, da lei humana, nós vamos perceber o quanto ela, por mais que tenha se aperfeiçoado, ainda continua muito falha, muito injusta em muitas situações, omissa em muitas situações. Se nós olharmos lá atrás, a justiça humana nunca se preocupou lá no início com a reabilitação do criminoso, daquele que delinquia. A pena de morte era a regra. A justiça humana se vingava do indivíduo. Ele agia errado. A justiça humana ia e o castigava. E normalmente a pena aplicada era a pena de morte. E lá atrás, na história registra, fomos criando mecanismos agressivos e violentos de eliminar a vida humana. O enforcamento, a guilhotina, escaldamento, jogar as feras. Os cristã cristãos sofreram muito com isto, jogar as feras. Mas naturalmente que com o dedo de Deus, com a mão de Deus agindo, isto foi melhorando aos poucos. Antigamente, quando uma pessoa cometia um equívoco, delinquia, alguns historiadores dizem que a justiça humana a castigava e podia castigar até a sua quarta geração. Vejamos a injustiça. Aí o tempo foi passando. Missionários em nome da misericórdia divina reencarnaram na terra e foram melhorando a justiça humana. Porque pouco a pouco, olhando para o nosso futuro, o que vai acontecer é que a justiça humana, a legislação humana vai se aperfeiçoando, vai se aperfeiçoando até que num tempo futuro ela possa se ajustar às leis divinas. Então isso foi melhorando. Hoje pena de morte é exceção. Em muitos países ainda continua como regra, mas na maioria dos países hoje pena de morte é exceção. No Brasil tem pena de morte. Tem pena de morte no Brasil? Tem em estado excepcional. A Constituição fala em estado de guerra declarado, em estado de emergência pode se aplicar a pena de morte. Esperamos não precisar. Mas a legislação foi mudando, foi tendo um foco diferente. Mas era da ideia de vingança, de castigo, de pena de morte, que nós
do de emergência pode se aplicar a pena de morte. Esperamos não precisar. Mas a legislação foi mudando, foi tendo um foco diferente. Mas era da ideia de vingança, de castigo, de pena de morte, que nós projetamos em Deus um Deus vingativo, um Deus que castiga, um Deus que pune. Daí passamos a temer a Deus, a ter um temor de Deus. Agora, a medida que nós vamos entendendo a sua amorosidade, nós vamos deixando de lado esse temor que não se justifica para verdadeiramente amá-lo. A legislação humana avançou. Hoje já se tem um olhar para aquele que falha, para aquele que delinque. As penas hoje já t um caráter ressocializador, embora ainda limitado, mas já tem. já não é mais apenas punir para mostrar paraa sociedade que quem erra sofre os efeitos da balança da justiça, mas para mostrar também que há reeducação. Na minha área profissional, eu trabalho com sistema prisional há mais de 20 anos, com aqueles que estão lá reclusos cumprindo pena. E nós podemos observar como a lei foi melhorando. Tá longe ainda de ser muito boa, mas foi melhorando. Hoje em dia, na legislação humana já se tem penas alternativas, serviço comunitário. A prisão é exceção. E mesmo os que vão presos, a justiça humana já trabalha pela sua recuperação. Existe a remissão diminuir a pena pela leitura, pelo estudo, pelo trabalho, aos indultos, as comutações. Os presos que têm bom comportamento e cumprem uma parcela de pena tem a sua pena reduzida, às vezes até extinta. Então, se a lei humana já age com esse olhar de ressocialização, embora esse mecanismo ainda seja imperfeito e falho, imaginemos como é que age a legislação divina, a justiça divina. Então, é claro que a justiça humana vem se aprimorando, mas ainda é falha. Mas a justiça divina é infinita, ela é perfeita. Perfeita na justiça humana. Ainda há inocentes sendo condenados. E muitas vezes num olhar da reencarnação e da justiça divina, muit, não todos, mas muitos desses inocentes estão agora cumprindo penas por delitos que cometeram em outras vidas e ficaram
o condenados. E muitas vezes num olhar da reencarnação e da justiça divina, muit, não todos, mas muitos desses inocentes estão agora cumprindo penas por delitos que cometeram em outras vidas e ficaram impunes da lei humana, mas trazia na consciência. Ainda há muitos criminosos sendo inocentados. escapam da justiça humana, mas não escapam da justiça divina, que é, repito, infalível, que vai agir, mas com amorosidade, visando unicamente a recuperação do indivíduo, conforme Jesus iria nos propor nas parábolas dos perdidos. São lindas as parábolas. A parábola do filho pródigo, a parábola da ovelha perdida, a parábola do dracma perdida ou da moeda perdida. A parábola da ovelha perdida é linda. Ele ensinando aos doutores da lei, aos fariseus, qual de vós, que tendo um rebanho de 100 ovelhas, uma vai e se perde, qual de vós não deixa as 99 no campo e vai buscar a ovelha perdida? e a encontrando, a coloca alegremente em seus ombros e volta para sua casa. E ao chegar em casa, chama os amigos, os familiares, os vizinhos e faz uma festa, porque a ovelha que estava perdida foi encontrada. E aí o Cristo, já fazendo referência à ação de Deus, diz assim: "É oo Pai que está nos céus, porque a festa nos céus quando um filho que se equivoca agora reabilita-se do erro e toma o caminho do bem". Então, vejamos como o Cristo em muitos momentos tocou nesses assuntos significativos que impactam o nosso dia hoje. Porque a forma como eu entendo a justiça e a misericórdia de Deus, a forma como eu compreendo a vida futura, este céu inferno, este céu fácil, as penas eternas, serão as minhas escolhas. Porque se eu acredito num céu fácil, numa justiça divina que apaga os nossos erros, a remissão dos pecados, provavelmente farei poucos esforços para me espiritualizar mais, para me corrigir, porque eu sei que se eu levar uma vida morna, não fizer mal a ninguém e for aqui sobrevivendo, me arrastando na vida, logo mais eu irei para o céu para o descanso interno. Mas agora, se eu sei que a morte nada mais
que se eu levar uma vida morna, não fizer mal a ninguém e for aqui sobrevivendo, me arrastando na vida, logo mais eu irei para o céu para o descanso interno. Mas agora, se eu sei que a morte nada mais irá me colocar na mesma situação em que me encontrava, com as mesmas encrencas, com os mesmos defeitos, com o mesmo céu e inferno íntimos que eu mantinha aqui na terra, eu farei mais esforços para poder desde já ir construindo este céu interior, a fim de que eu possa, dentro dessa justiça divina colher os efeitos positivos das boas ações que eu pratico. Desde já. Então, na obra Justiça e Amor, Camilo vai nos apresentando esta ideia da justiça divina e já sinalizando para a misericórdia. E há uma história muito célebre na obra Pontos e Contos de Humberto de Campos por Chico Xavier, que vai de forma muito precisa, cirúrgica, falar de justiça e de compaixão e misericórdia. Lá existe um capítulo chamado A Grande Cabeça. Era um profissional do direito, era um advogado muito inteligente, muito hábil em manipular o sistema judiciário para conseguir absolventes culpados. Ele ficou conhecida como a grande cabeça. Então, quando pessoas que tinham problemas com a lei e de fato se equivocaram, Jama chama o grande cabeça, porque ele vai dar um jeito de nos absolver, vai dar um jeito de conseguir nulidades do processo, vai. Então, ele ficou conhecido. Então, naturalmente que sejam os seus clientes, seja ele, não ficariam isentos da justiça divina. A sua mãe cristã, uma alma de bom coração, percebendo essas ações do filho, a mãe sempre o advertia, a misericórdia divina, colocando pessoas boas em nossos caminhos. Filho, cuidado, filho, não se equivoque. Filho, não aja desse jeito. E ele não, mas a senhora não entende. Aqui na justiça é de outro jeito que funciona. Aí Humberto de Campos narra que ele iria desencarnar. justiça divina, enganou a justiça humana, iria sofrer no mundo espiritual por tudo aquilo que ele fez e naturalmente voltaria para uma reencarnação, a fim de que pudesse se
a que ele iria desencarnar. justiça divina, enganou a justiça humana, iria sofrer no mundo espiritual por tudo aquilo que ele fez e naturalmente voltaria para uma reencarnação, a fim de que pudesse se reabilitar, passar pela expiação. E ele reencarna agora com a grande cabeça, reencarnaria com a hidrocefalia como consequência daquilo que ele realizou. castigo de Deus, não. Justiça divina, dando a oportunidade de que o próprio espírito pudesse começar a sua reabilitação e a mãezinha, em nome da misericórdia, sem dúvida alguma, o continuaria acompanhando. Então, vejamos a justiça divina que diante dos nossos equívocos vai nos convidar cedo ou tarde para o devido conserto com s, para a devida reabilitação, para que colhemos aquilo que estamos semeando. E aí agora entra e eu gostaria de nessa nessa fase final da nossa fala dar esta ênfase para a misericórdia, para a compaixão de Deus. Chega o momento que o espírito inevitavelmente tem que voltar para o corpo físico. Ele volta para iniciar a sua reabilitação espiritual e nunca vai faltar para ele a misericórdia divina. Se a lei de Deus fosse só justiça, nós não daríamos conta pela nossa imperfeição, pela nossa pequeneza espiritual. Se fosse só misericórdia, não haveria aprendizado, não haveria progresso. E a lei de Deus visa a reeducação do ser imortal que somos. E aí, a partir deste momento, entra em ação a misericórdia divina, que nós, mesmo com a revelação espírita, começamos a entender, mas não temos a mínima condição de esgotar como é que a divindade age em nome da misericórdia. Está na obra Palavras de Vida Eterna, capítulo 33. O benfeitor Emmanuel diz assim: "Na lei do Senhor, a luz sempre vivência a treva, sem violência, sem ruído. Então, muitas vezes, sem que possamos nos aperceber, a misericórdia divina está agindo." A literatura espírita vasta, rica, bela, vai nos trazer inúmeras situações, a fim de que possamos perceber que Deus nunca desiste de nós, que a misericórdia divina é infinita. Infinita. E eu me permito aqui utilizar uma dessas
a, rica, bela, vai nos trazer inúmeras situações, a fim de que possamos perceber que Deus nunca desiste de nós, que a misericórdia divina é infinita. Infinita. E eu me permito aqui utilizar uma dessas obras para que possamos, sem avançar muito no tempo, refletir um pouco sobre a misericórdia divina. Existe a obra Renúncia de Chico Xavier. avaliar o cenário, como por exemplo o nosso grande Alberto Almeida, que narra casos de regressão em situações muito excepcionais, porque conhecemos algumas pessoas e algumas histórias de pessoas movidas pela curiosidade que encontraram técnicos da regressão, porque é uma técnica e fez a regressão, trouxe lembranças amargas do passado, porque a gente sempre acha que foi rei, rainha, benfeitor, nós não estaríamos na terra. E aí traz aquelas demandas do passado que afloram e a partir dali histórias tristes onde a pessoa, a sua vida começa a desandar a partir dessas lembranças. O esquecimento do passado é misericórdia de Deus. E naquele momento, Carlos Plock sai daquele grupo e fica meditativo, sabendo que logo mais teria que retornar para a carne. Quem se aproxima dele o Silune, aquele espírito querido do seu passado lá da obra 50 anos depois. Ela aparece a ele, se faz visível e ele se emociona. Ela conversa sobre a necessidade do retorno ao corpo, da reabilitação, mas fala ele: "Eu estarei com você a misericórdia divina. Nunca estamos sozinhos nesse processo de reabilitação espiritual. Nunca ela volta porque ela é um espírito tão elevado que ela já habitava um outro sistema, um planeta mais elevado. Ela vem lá de Sírios. Ela volta para Sírios, conversa com o Antênio pedindo ali uma espécie de conselho, informando que ela queria vir reencarnar na Terra em missão para poder cuidar de Carlos, a alma querida. Ele adverte, ela fala de alguns perigos que aqui não não convém adentrar em detalhes pelo tempo. E ela fala: "Mas mesmo assim, mesmo com esses riscos que você está apontando, em nome do amor, em nome da misericórdia divina, eu quero
perigos que aqui não não convém adentrar em detalhes pelo tempo. E ela fala: "Mas mesmo assim, mesmo com esses riscos que você está apontando, em nome do amor, em nome da misericórdia divina, eu quero estar com ele na reencarnação em que ele vai ter a oportunidade de se reabilitar." Ela, portanto, vem e mergulha na carne para poder estar junto de Carlos e de outros espíritos que compõe essa trama que começa muitas vezes lá em 50 anos depois. Então aqui vemos mais uma faceta da misericórdia divina. Nós vemos esses espíritos que mergulham junto conosco, são mais elevados que nós, estão na nossa família. Às vezes vai ser o nosso pai, a mãe, uma avó, um avô, um parente, às vezes um pouco distante, mas estão ali conosco. Já pararam para pensar nisso? Parem e pense rapidamente. Na minha família corpórea, mesmo extensa, tio, primos, não existe uma alma nobre que no momento do problema, da dificuldade, é a voz da paciência, da serenidade, dos bons conselhos, da boa orientação. Não tem, gente, tem. Tem. Então, na nossa família haverá às vezes não só uma, mas dessas almas nobres que em nome da misericórdia divina fala: "Ou você vai lá para dar conta com a justiça divina, mas eu estou com você. Vamos juntos". Agora não vale pensar, né? Não, eu sou a alma evoluída na família. Eu é que vim lá de Sírios para poder conduzir essas ovelhas perdidas, né? Normalmente a gente pensa assim, né? Eu pelo menos tenho consciência que tô distante disso, que é um caso de uma obra conhecida no solar. A mãe de André Luiz, a manobra, estava num plano mais elevado, teria ela aceita a proposta de voltar com o marido que a havia traído e tinha duas amantes que estavam nas regiões inferiores. Eles teriam que voltar para dar conta com a justiça divina. Mas que faz a mãe de André Luiz? fala para ele, eu vou voltar com seu pai novamente e as duas amantes serão filhas. Vejam a história de Esmalia e Alfredo na obra os mensageiros. O espírito esmalha. E aqui pros homens nós vamos ter que dar o braço a torcer, viu, gente? Eu não
ovamente e as duas amantes serão filhas. Vejam a história de Esmalia e Alfredo na obra os mensageiros. O espírito esmalha. E aqui pros homens nós vamos ter que dar o braço a torcer, viu, gente? Eu não digo todos os casos, mas normalmente são as os espíritos femininos, entre aspas, né? O espírito não tem sexo, mas espírito na roupagem feminina, que normalmente são as almas mais equilibradas. As esmalhas da nossa vida que vem como mãe, como esposa, que vem como avó, que vai que trabalharam melhor o sentimento ao longo das reencarnações, não por privilégio, e vem muitas vezes para estender a mão e ajudar sempre a misericórdia divina. Lembramos aqui no início, no vídeo, foi mencionado aqui pelo apresentador a data de aniversário do Dr. Bezerra de Menezes. Dr. Bezerra recebeu o convite para poder ir reencarnar em outros mundos mais elevados que fez Dr. Bezerra. Não, enquanto houver uma alma em sofrimento na terra, eu lá quero permanecer. A misericórdia divina, nós sempre vamos contar com a ajuda destes espíritos que se adiantaram no processo evolutivo, por mérito, não por privilégio, que virão estender a mão para nós. Mas a obra Renúncia é tão bela porque existem outros personagens, existe o Antero, que se comprometeu gravemente durante a reencarnação, desencarna, está em sofrimento no mundo espiritual. 2 anos de sofrimento, ele se arrepende. Amanhã na roda de conversa da amanhã, nós vamos falar do arrependimento. Entra num processo de arrependimento. Ora, quem aparece a ele no mundo espiritual, sua mãe Margarida. Olha os a misericórdia divina. Mãe, eu estou aqui em sofrimento. Ele já estava com a mão ressequida, o corpo espiritual, porque assinara documentos condenáveis. o pé da mesma forma, porque moveu-se na direção do crime. Ali no corpo espiritual, a justiça divina já se expressava por conta dos seus equívocos. A mãe se aproxima dele, tenta o acalmar, o conselar e ela fala: "Mãe, pede a Jesus para que eu possa me equilibrar novamente?" Ele estava querendo uma fórmula mágica
sava por conta dos seus equívocos. A mãe se aproxima dele, tenta o acalmar, o conselar e ela fala: "Mãe, pede a Jesus para que eu possa me equilibrar novamente?" Ele estava querendo uma fórmula mágica para reabilitar-se num passe de mágica. E a mãe disse: "Meu filho, não é assim que funciona?" "Não, mãe, não." E aí ele pergunta: "E a misericórdia divina?" a ideia de misericórdia divina equivocada, né, que passa uma borracha das nossas falhas, nos nossos equívocos. E aí ele pergunta: "Mas então como funciona a misericórdia divina?" E aí ela traz ali para nós bem rapidamente três pontos. Ela vai nos falar também dessas afeições sinceras dos amigos espirituais que estão sempre nos acolhendo. São aqueles que não virão para a reencarnação, mas que continuam no mundo espiritual nos socorrendo. Há aqueles que falam, como nós vimos agora a pouco, eu vou com você. Vamos mergulhar junto na matéria. Misericórdia divina. São os pastores que vão buscar as ovelhas perdidas amando de Deus. Mas existem aqueles que ficam no mundo espiritual. Vai que eu estou aqui. Eu vou orar por você. Eu vou te visitar. Eu vou te inspirar. As afeições dos amigos espirituais. O anjo da guarda. Misericórdia divina. os benfeitores espirituais que se vinculam a nós, a nossa família espiritual que é imensa, espíritos que ao longo das reencarnações foram construindo vínculos de amorosidade conosco, que ficaram no mundo espiritual e constituem a família espiritual que estão nos visitando, nos inspirando, nos acolhendo. Não tenhamos vergonha diante desses espíritos. Na revista espírita de maio de 62, Allan Kardec traz um texto belíssimo, uma comunicação espiritual, onde ali assim, como os benfeitores espirituais nos enxergam. Será que eles apontam o dedo julgando, criticando, nos colocando para baixo, nos humilhando? Nunca. lá diz que os benfeitores espirituais nos amam verdadeiramente. Então, quando alguns que tm a mediunidade às vezes um pouco mais aguçada, às vezes estamos naqueles momentos difíceis da vida e sentimos uma
iz que os benfeitores espirituais nos amam verdadeiramente. Então, quando alguns que tm a mediunidade às vezes um pouco mais aguçada, às vezes estamos naqueles momentos difíceis da vida e sentimos uma presença espiritual nobre, às vezes não conseguimos identificar quem, mas não importa. é uma alba nobre em nome da misericórdia divina. Não tenhamos vergonha, por mais grave que tenha sido os nossos equívocos e os nossos deslizes, porque eles estão ali amando, protegendo, inspirando e não para nos colocar para baixo e para nos criticar e para criar embaraços para nós. Estão ali nos convidando para uma nova jornada, um novo recomeço, ainda enquanto estamos no corpo. Então ela, a mãe Margarida, vai falar para Antero a respeito dessa situação. Se existem nós, os espíritos, que estamos socorrendo em nome da misericórdia divina. E ela ainda vai falar, né, a respeito, segundo ponto para ele. E o remorço, meu filho, este remorço que você está sentindo já é a misericórdia de Deus. É o GPS divino que eu disse. Nós trazemos Deus dentro de nós. Nenhum espírito consegue se sustentar no mal eternamente. Quem trabalha em reunião mediúnica, quantas vezes aparecem espíritos, séculos do erro, às vezes milênios e chega uma hora e fala: "Cansei, não aguento mais o mal". O remorço, o primeiro impulso de remorço, os benfeitores identificam, muitas vezes trazem para esses diálogos da reunião mediúnica ou fazem os diálogos de socorro diretamente no mundo espiritual e ali começa o remorço. Então nós trazemos de Deus dentro de nós e isso se manifesta cedo ou tarde na nossa trajetória, por mais equivocada que seja, como esse remorço, os impulsos de remorço. E Emânuel na obra consolador diz: "Os impulsos de remorço preparam o espírito para o verdadeiro arrependimento e a partir dali a construção da sua reabilitação espiritual. Então, o remorço que nós sentimos diante dos equívocos já é a misericórdia divina agindo dentro de nós. E daí ela finaliza a conversa com o filho, dizendo: "E por fim, meu filho, o
litação espiritual. Então, o remorço que nós sentimos diante dos equívocos já é a misericórdia divina agindo dentro de nós. E daí ela finaliza a conversa com o filho, dizendo: "E por fim, meu filho, o remorço, a ajuda espiritual e agora o inevitável, a volta, o mergulho no corpo físico." A reencarnação é a expressão da justiça e da misericórdia divina ao mesmo tempo. Ao mesmo tempo é justiça porque vai nos dar a oportunidade de refazer o caminho, de evoluir, de nos educarmos, de fazer brilhar a nossa luz, como disse o Cristo. E é também misericórdia. Por quê? Porque existe esta ação silenciosa de Deus e muitas vezes através dos benfeitores espirituais, a fim de que venhamos para uma reencarnação viável. Imaginemos se nós, vamos pegar um exemplo, talvez os mais novos aqui nem lembrem de carnê. Hoje em dia acho que existe carnê ainda, gente. Lógico que não, né? Hoje é PX, cartão de crédito, mas eu sou da época. Meu primeiro carro eu financiei em 72 parcelas. O carne era desse tamanho, nem cabia na agenda. Então vamos imaginar que chegou a hora da reencarnação. A justiça divina fala: "Olha, meu filho, o seu carnê aqui tem 72 prestações, você vai paraa reencarnação. Aí como é que a misericórdia divina age? Ela exige de nós já na primeira reencarnação de reabilitação que quitemos as 72 parcelas? Não, a divindade fraciona. A divindade age de forma que aquela reencarnação seja possível. Podemos vir e equivocar, mas torna ela possível. Fala, meu filho, numa linguagem um pouquinho mais simples, mais, né, comum. Vai lá, se preocupa com 12 parcelas, deixa as outras 60, você vai se preocupar depois num outro momento. Então, a divindade age. Leiam, estudem a obra, ação e reação de Chico Xavier. Ali nós vamos entender débito congelado, débito aliviado, débito agravado. Porque tem aqueles que é assim, né? Olha, meu filho, você deve 72 parcelas, mas vai lá e cuida de 12. O indivíduo vem com as 12. ficou a 60 pendente, ele não resolve as 12 e volta com outras 60. Como foi lá na terra, meu filho? Voltei
? Olha, meu filho, você deve 72 parcelas, mas vai lá e cuida de 12. O indivíduo vem com as 12. ficou a 60 pendente, ele não resolve as 12 e volta com outras 60. Como foi lá na terra, meu filho? Voltei com carnê novo. Mas como hage a justiça e a misericórdia divina, você terá uma nova oportunidade, meu filho. Então, a reencarnação, o planejamento tem estas sutilezas. Os benfeitores falam, porque às vezes o espírito tá animado no mundo espiritual, não, eu quero ir lá, eu quero acertar tudo. Os benfeitores, calma, meu filho, calma. Dá um passo que você possa dar conta. Vamos fazer um planejamento aqui um pouquinho mais acessivo e tal. Deus não tem pressa. O tempo de Deus é outro. Deus não tem pressa porque sabe, conforme o texto de Kardec da revista espírita, que mais cedo, mais tarde você vai se reabilitar. Deus não tem pressa. Então existe ali a misericórdia divina agindo dentro do processo reencarnatório. E nós poderíamos, não vou desanimar vocês porque eu já tô quase finalizando, né? Completando uma hora de fala. Existem, portanto, incontáveis mecanismos de ação da misericórdia divina. Trouxemos alguns aqui, quatro, cinco. Poderíamos lembrar daquela carta de Simão Pedro. O amor cobre uma multidão de erros. A misericórdia divina nos permite pagar algumas parcelas do carnê através do bem que nós façamos. Foi dito no vídeo institucional, o bem alivia, sua visa, atenua e às vezes até apaga os equívocos de ontem. Se a legislação humana prevê a comutação, o indulto como forma de aliviar a pena, será que a legislação divina não seria muito mais perfeita e eficiente nesse sentido? Então essa proposta de Simão que aprendeu com o Cristo, o amor cobre uma multidão de erros, é a misericórdia divina. Porque nós não precisamos necessariamente acertar as nossas pendências através do sofrimento. Há sempre o convite para a nossa reabilitação espiritual através do bem que nós façamos. Existem inúmeras formas da misericórdia divina. Eu gostaria de citar aqui para finalizar uma que a gente para para
sempre o convite para a nossa reabilitação espiritual através do bem que nós façamos. Existem inúmeras formas da misericórdia divina. Eu gostaria de citar aqui para finalizar uma que a gente para para pensar muito pouco. Acontece segundo os espíritos, com mais frequência do que nós podemos imaginar. Está na obra entre os dois mundos de Edivaldo Pereira Franco. E o espírito que traz essa lição é um baiano, José Petitinga, de Nazaré, se não me fala a memória, né? E ele lá fala, porque ali está num dado momento da obra. Olha a misericórdia divina. Os benfeitores às vezes agem. E ali fala de em especial, ele tá falando dos trabalhadores espíritas que começam a se equivocar, a sair do caminho. Então alguns trabalhadores que começaram agindo bem na reencarnação e agora começam a fazer escolhas equivocadas pelo livre arbítrio que tem, eles falam: "Muitas vezes nós temos que, em nome da misericórdia divina, promover a desencarnação antecipada. por méritos de uns, por necessidades de outros. Em algumas histórias na literatura espírita narram até médiuns de cura que começaram a cobrar, a se equivocar, que produziram um bem, conquistaram um mérito. E aí começam a falir para que não se agrave mais os seus compromissos com a justiça divina. Vem os benfeitores em nome da misericórdia e fazem a às vezes o próprio anjo da guarda a desencarnação antecipada em nome da misericórdia divina. as moratórias pelo bem que nós estamos fazendo, ganhamos a misericórdia divina para poder permanecer mais tempo aqui na terra, aprendendo, ajudando, servindo. Raul Teixeira, que estará aqui, teve duas moratórias num acidente de carro e o AVC no avião. Divaldo Pereira Franco, eu parei de contar na 10ma moratória. Um homem de bem, misericórdia divina. Misericórdia divina para a coletividade, permitindo que pessoas de bem, pelo mérito, fiquem mais tempo ensinando para nós como é que funciona a justiça e a compaixão de Deus e nos convidando agora para que possamos ajustar os nossos passos na linha, no caminho do amor.
m, pelo mérito, fiquem mais tempo ensinando para nós como é que funciona a justiça e a compaixão de Deus e nos convidando agora para que possamos ajustar os nossos passos na linha, no caminho do amor. E quando nós aqui paramos para refletir sobre esses pontos, alguns outros companheiros vão enriquecer muito mais esse tema ao longo da da semana e a gente passa a entender melhor a amorosidade de Deus se expressando pela misericórdia e pela justiça. Nós temos que melhorar a nossa conduta aqui na terra. Temos que ser agora mais justos. Mais justos. fazer o outro aquilo que nós gostaríamos que nos fosse feito. Temos que ser mais misericordiosos, mais indulgentes com as imperfeições alheias. Agora, entendendo como Deus age conosco, é um convite para que nós possamos ser instrumentos da misericórdia divina na vida do próximo, sendo misericordiosos com as falhas e com os equívocos aleios, porque disse o Cristo: "Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão, obterão misericórdia". Então, a doutrina espírita é belíssima. É belíssima. Tudo isso que eu estou falando aqui para vocês para encerrar, o Cristo tem uma frase que sintetiza de uma maneira tão bela a justiça e a misericórdia divina, mas não está no Novo Testamento, está na literatura espírita, está em Amélia Rodrigues, o espírito que trouxe para nós aproximadamente 11 obras através de Edivaldo Franco. E ela narra diálogos inéditos do Cristo com os discípulos em diversas situações. E são frases e diálogos belíssimos. Para mim, um dos mais belos diálogos está na obra O trigo de Deus, capítulo 12. Sabe qual é o contexto? O Cristo já havia sido crucificado, havia retornado ao mundo espiritual. E nós sabemos, pelas tradições do mundo espiritual que um dos primeiros movimentos do Cristo, em nome do amor foi visitar Judas nas regiões de sofrimento no mundo espiritual. Jesus iniciaria o socorro espiritual de Judas em nome da misericórdia. Judas teria que colher os efeitos da traição, do suicídio, é claro, mas não faltaria
s regiões de sofrimento no mundo espiritual. Jesus iniciaria o socorro espiritual de Judas em nome da misericórdia. Judas teria que colher os efeitos da traição, do suicídio, é claro, mas não faltaria misericórdia. E este socorro espiritual seria depois de algum tempo consumado, conforme Humberto de Campos fala, com a intervenção de Maria de Nazaré, que vai ali sim definitivamente retirar Judas daquela região. E a partir dali ela passa a ser esta mãe espiritual daqueles que cometem o suicídio. Porque mesmo para o suicídio abre-se infinitas oportunidades para que o espírito possa se reabilitar. Mas quando Jesus chega nas regiões inferiores do mundo espiritual e ali se depara com Judas, a fala dele de um espírito puro que muito bem sabe sintetizar o pensamento do pai, o pensamento de Deus. Ele numa frase curta sintetiza tudo que eu falei aqui em 1 hora e 10 minutos. E eu vou finalizar minha fala com esta fala de Jesus ajudas no mundo espiritual, porque ela exprime de forma absoluta, de forma plena, como é que age a justiça e a misericórdia divina. Ela é curta, profunda, emociona. Várias vezes que eu li esta frase, nós choramos porque ela é belíssima, porque ela não serve só para Judas, ela serve para todos nós, almas em reabilitação, almas que ainda estamos falindo e necessitamos dessas palavras de incentivo para nos realinharmos diante dos propósitos divinos. Nós podemos imaginar que é Jesus falando para nós. Nós podemos imaginar Jesus falando para um ente querido nosso que está no caminho equivocado, no mau caminho momentaneamente. Então é uma frase profunda que serve para todos nós que ainda necessitamos da justiça e da misericórdia de Deus. Judas sou eu. Confia e espera. Ainda há tempo. Nenhuma das ovelhas se perderá. Perdoa-te o ultrage, a fim de que te possas libertar da culpa e recuperar-te. Acende a candeia da esperança e a sombra cederá. Recorda o amor de modo que a paz se te aninhe no coração. Nunca te deixarei, nem te condenarei. Hoje começa época nova e amanhã é o dia
e recuperar-te. Acende a candeia da esperança e a sombra cederá. Recorda o amor de modo que a paz se te aninhe no coração. Nunca te deixarei, nem te condenarei. Hoje começa época nova e amanhã é o dia da vitória. Repous pouco, pois os milênios te aguardam e eu também estarei esperando por ti. Muito obrigado.
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