A Essência da Comunicação – T9:E6 | O Valor do Silêncio
Na nona temporada de Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis, a apresentadora Cristiane Beira reflete sobre a essência da comunicação, analisando como a fala, a escuta e o silêncio podem favorecer o crescimento interior e a harmonia nos relacionamentos. No Episódio 6 – O Valor do Silêncio, a introdução apresenta reflexões sobre a importância do recolhimento, seguidas de frases inspiradoras acerca do silêncio. O estudo resgata o exemplo de Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz, que vivenciaram o silêncio como caminho de união com Deus. A conclusão traz um poema de Gregório de Sinai, monge do Monte Athos, disponível na apresentação do livro Plenitude, de Joanna de Ângelis. 📚 Referências bibliográficas: • O Despertar do Espírito, cap. 6 • O Homem Integral, cap. 1 • Psicologia da Gratidão, cap. 3 • Conflitos Existenciais, cap. 3 • Triunfo Pessoal, cap. 4 • Autodescobrimento: Uma Busca Interior, cap. 9 • Plenitude, cap. 5 • O Ser Consciente, cap. 8 📖 Sugestões de leitura complementar: • O Livro das Moradas e O Castelo Interior, de Santa Teresa de Jesus (disponíveis em PDF) • Poema A Noite Escura da Alma, de São João da Cruz 🎬 Indicação de Filme: Silêncio (2016) #PsicologiaEspírita #JoannaDeAngelis #CristianeBeira #Comunicação #Silêncio #SantaTeresadeJesus #SãoJoãodaCruz #EstudoEspírita #Espiritismo #Autodescobrimento *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de Angeles. Hoje nós vamos falar sobre o silêncio. E é estranho porque quando eu parei para pensar a respeito, me veio uma ideia imediata, né, um pensamento imediato que é, mas o que se pode falar tanto a respeito do silêncio? E aí eu fui começar as minhas pesquisas, as minhas reflexões, fazer a preparação do material e eu percebi que talvez a gente precise de mais tempo. É um tema tão importante quando a gente fala sobre relacionamento, a gente fala sobre trocas e a gente fala sobre comunicação. Estamos investindo agora nessa história da comunicação e é um elemento fundamental da comunicação, porque a comunicação que vai acontecer entre duas ou mais pessoas, ela precisa de espaços para que aconteça. Imagina que a gente tem um receptor, né, uma uma fonte de transmissão e uma de recepção. A gente fala principalmente pela linguagem, mas a gente sabe que a gente, eu tô aqui falando como uma boa italiana, eu tô usando outros recursos, tô usando as mãos, eu tô tentando me colocar corporalmente dando ênfase. Então, a gente tem uma forma de oferecer a mensagem, mas na hora que a gente que que a nossa vez de receber a mensagem, é preciso que a gente dê espaço, é preciso desse, é preciso esse silêncio. Então, o silêncio ele é tão fundamental quanto a linguagem. Percebem? Então, imaginem duas pessoas conversando. Quando uma está fazendo a transmissão, se posicionando, explicando, falando, a outra deve estar em silêncio. E estar em silêncio não é somente estar de boca fechada. Estar em silêncio é estar vazio, é estar é tentar se esvaziar, tentar se acerenar, tentar abrir espaço para que essa essa mensagem entre. Mas se eu estou com a boca silenciada, mas o meu pensamento tá longe, mas eu estou imaginando o que que eu vou falar, eu não estou fazendo espaço para receber. Então, tão importante quanto saber falar. é silenciar para poder ouvir. Então eu diria que é uma estrutura, se existe essa esses dois lados, né? Esse lado e é uma dialética.
zendo espaço para receber. Então, tão importante quanto saber falar. é silenciar para poder ouvir. Então eu diria que é uma estrutura, se existe essa esses dois lados, né? Esse lado e é uma dialética. E por que que é uma dialética? Justamente por isso, porque tem dois. Então, tão importante quanto se comunicar é silenciar para poder, na sua vez de receber estar em mais condição, se colocar em condição melhor de poder fazer essa captação isento de ruído, de uma forma mais plena. Quantas vezes alguém diz assim: "Mas eu falei, eu acabei de falar, Cris, eu escuto muito porque essa mente agitada, acelerada, a pessoa falou, mas eu não estava em silêncio para ouvir". A pessoa acabou de dizer, mas eu acabei de falar. Ai, desculpa, é que você falou uma coisa, eu já tava pensando em duas, em três, em quatro, eu não te ouvi. Então, então é importantíssimo. O silêncio faz parte, ele é de duas partes importantes, ele é um de dois. A comunicação acontece na forma de falar e silenciar. Eu falo enquanto o outro, de forma silenciosa me ouve. Depois a gente inverte, ele fala e eu silenciosamente eu ouço. Então o silêncio ele é fundamental para uma boa comunicação. Ele é uma parte tão importante quanto a própria fala, quanto a própria linguagem, quanto a própria expressão. E mesmo corporalmente, né? A gente não gosta quando a gente tá conversando com alguém e a pessoa tá lá fazendo outra coisa. Ou seja, ela não tá falando, mas corporalmente ela não tá silenciosa, ela não tá silenciada. O silenciar você significa desliga um pouco aqui, ó, e conecta o máximo lá. Se você tá falando, mexendo no celular, se colocando em outras situações, mesmo que eu esteja quieta, eu não tô prestando atenção. O silêncio é précondição para estar atento. Quando eu falo, quando eu digo assim, ó, presta atenção nisso, eu paro tudo e conecto a atenção. Prestar atenção é isso, é estar em silêncio para poder receber. Então, esse silêncio a gente já viu que ele aparece de várias formas, né? Então vamos fazer a nossa introdução para
e conecto a atenção. Prestar atenção é isso, é estar em silêncio para poder receber. Então, esse silêncio a gente já viu que ele aparece de várias formas, né? Então vamos fazer a nossa introdução para depois a gente trazer Joana. Imaginem um quarto, né? Você abre, você abre a porta de um quarto e você se dá conta de que esse quarto é um quarto de um acumulador. Significa que você não vai encontrar nenhum espaço. Ele está cheio, ele está pleno no sentido de preenchido todos os seus cantinhos, os seus lugares, os seus espaços. Não existe vazio, não existe um espaço em que ele não esteja ocupado. Aí você está com uma caixa na mão, você tinha a intenção de colocar nesse lugar. Quando você abre a porta e você percebe que esse quarto está cheio, você entra num dilema porque você tem algo para oferecer, mas o lugar não está favorável para receber. Ele não, ele não, ele não te ele não te esperou com espaço para poder captar o que é seu. E aí a gente fica num dilema. Que que você pode fazer? Você pode falar assim: "Ah, eu vou vou oferecer essa caixa do mesmo jeito". E aí a gente joga a caixa no meio da bagunça, daquela acumulação de coisas. A gente joga a caixa, vai ser mais uma caixa, vai ficar perdida no meio de tantas coisas, não vai fazer tanta diferença e a gente vai embora. Quantas vezes a gente sente que a gente fez isso para alguém? Porque a pessoa sabe tudo, a pessoa tá cheia de ideias, a pessoa tem certeza das coisas, a pessoa já escutou, já pensou, já falou, tudo que você pode, você não consegue acrescentar. Aí você tenta por um caminho, ah, isso daí eu já vi. Aí você tente por outro caminho, nossa, mas isso daí já tô cansada de saber. Aí você tente por uma Não, mas isso aí eu já tenho certeza que não é. É uma casa cheia, você não tem muito a acrescentar, mas você pode até jogar sua mensagem ali, vai ser mais uma que vai ficar perdida naquela multidão de informações e você vai embora. E não teve troca. Não teve troca porque não tinha espaço para troca. Agora, se eu entro numa sala com uma
ali, vai ser mais uma que vai ficar perdida naquela multidão de informações e você vai embora. E não teve troca. Não teve troca porque não tinha espaço para troca. Agora, se eu entro numa sala com uma caixa e as coisas estão organizadas e tem espaço, eu posso até pensar onde que eu posso encaixar melhor, onde que vai ficar melado, onde que não atrapalha. Então isso é é a comunicação. E a casa cheia é uma casa que a pessoa não sabe fazer silêncio, ela não tem espaço pro outro. O silêncio é isso. O silêncio é um espaço que eu abro em mim para caber você. Olha que imagem linda. Mas se eu tô cheia de mim, porque eu tô cheia de ideias, porque eu tô cheia de opiniões, porque eu tô cheia de certezas, porque eu tô cheio de informações, porque eu tô cheio de conhecimento, não cabe você. Qualquer coisa que você me diga, eu já sei, eu já vi, eu já li, eu já estudei, eu já pensei, eu já sei. Então, quando eu, quando eu sou essa pessoa que já sabe tudo, que já pensou tudo, que já testou tudo, que já experimentou tudo, eu sou esse quarto acumulado. E o que que vai acontecer? Eu vou viver solitariamente. Eu não tenho espaço pro novo entrar. Sempre que eu quiser fazer alguma coisa nova, é preciso um vazio pro novo preencher. Se a se a se o lugar já tá cheio, o que que eu posso fazer ali? Eu não tenho nada para acrescentar. Talvez eu tenha que ir lá e tirar. Ajuda, vamos, vou te ajudar a esvaziar, né? É uma piada que a gente pode fazer com quem sabe tudo, né? Quando a gente vai conversar com alguém, a pessoa já leu, já sabe, já viu, já conhece, já, né? Essa pessoa que já sabe tudo, a gente pode falar: "Não na hora de ser des saber um pouco?" Então, será que não tá na hora de desaprender um pouco, de desver, de desenformar? Tira um pouco daí para poder ter espaço para novas ideias, novas opiniões e novos conhecimentos. Então o silêncio ele não é ausência de som, porque como eu disse, eu posso estar de boca fechada, mas barulhenta. Barulhenta em que sentido? Porque eu tô pensando num monte de coisas, eu tô
ecimentos. Então o silêncio ele não é ausência de som, porque como eu disse, eu posso estar de boca fechada, mas barulhenta. Barulhenta em que sentido? Porque eu tô pensando num monte de coisas, eu tô lembrando de um monte de coisas, eu tô agitada, eu não tô parando, não tô. Isso não é estar em silêncio, isso é estar sem falar. Então, silêncio não é falta de som. Silêncio não é uma não é uma ausência de som. Mas olha que bonito, é a presença da escuta. Quando eu estou em silêncio para você, não é porque eu estou de bico fechado, é porque existe uma presença. É uma presença de espaço, é uma presença de interesse, é uma presença de escuta. Eu estou para você. Isso é estar em silêncio. Não é minha vez, não é sobre mim. Sabe aquela pessoa que você vai conversar? Então você fala assim: "Olha, eu fui numa numa amostra, eu comprei um quadro tão bonito, você não termina a frase e a pessoa: "Ah, mas e eu então que fui não sei aonde, comprei dois quadros porque a pessoa sempre sabe mais, sempre tem mais, não é?" Aí você vai falar alguma coisa, é sobre mim, é sobre mim. Fui eu que fui passear, fui eu que fui numa amostra, fui eu que vi um quadro, você não foi. Silencia, escuta, permite a presença da escuta, me ouve. Você consegue se importar comigo? Você consegue permitir que eu faça parte da sua vida? Você consegue se interessar por mim? Isso é pedir silêncio. Mas tem pessoas que, não importa o que você fale, ela traz o que é dela, é tudo sobre ela. E a gente tem vontade de dizer: "Escuta, fulano, fulana, não é sobre você agora. Você vai ter seu momento como você tem sempre. Agora é sobre mim. Isso é silenciar pro outro. É, é que o outro silencie para você. É o momento em que eu permito que exista um outro. Se eu não tiver o hábito de silenciar, eu não deixo o outro existir, porque eu ocupo o espaço inteiro. Nós estamos num num quarto em dois para fazer as trocas, mas eu estou aqui, eu estou lá, eu estou lá, eu estou lá, eu estou lá, eu estou lá. Não tem lugar pro outro. Porque se for falar de um
inteiro. Nós estamos num num quarto em dois para fazer as trocas, mas eu estou aqui, eu estou lá, eu estou lá, eu estou lá, eu estou lá, eu estou lá. Não tem lugar pro outro. Porque se for falar de um assunto, eu sei. Se tiver contando da viagem do ano passado, eu também tenho. Eu vou contar da minha. Se tiver querendo discutir sobre um assunto, sou eu que sei tudo desse assunto, porque eu já fiz até um curso. Ou seja, não importa do que a gente fale, eu ocupo todos os espaços. Então, eu não permito esse silêncio que é um espaço pro outro, pro novo, paraa troca. Isso é silenciar. Silenciar é permitir que exista algo e alguém além de mim. Então é sobre presença de escuta. Quando nós falamos também sobre silêncio, automaticamente a gente lembra de que é preciso o silêncio pra gente se conectar com Deus. Nós que somos espíritas, né, que acreditamos no espiritismo, mas também na imortalidade da alma, eh, na na conexão com Deus, como é que eu posso me conectar a Deus com uma mente cheia, com uma vida tribulada, preocupada com 300 coisas, não tem espaço. A gente sabe, a gente sente. Quando a gente fala assim, a tô precisando ficar com Deus, o que que você faz? Ó, põe a mãozinha aqui, fecha os os olhinhos e fica quietinha. Fica quietinha. Agora preciso conectar com Deus, viu, fulano? Não sei quê, e chama e e não dá. Eu preciso desse silêncio. Jesus falou, quando você quiser conversar com Deus, vá no seu lugar secreto. O que que é esse lugar secreto? É aqui dentro. Vá pro seu quarto secreto. Vá pro seu quarto, como se ele falasse, feche a porta, ou seja, desliga os os barulhos, desliga as atenções, né? Porque não adianta também eu ir pro meu quarto, fechar a porta e de lá ficar pensando, conversando, ligando o celular, imaginando 300.000 coisas. Então Jesus falou: "É preciso que você silencie". E ele fazia quando ele dizia assim: "Preciso ter com o pai, vou ter com o pai". Que que era isso? Ele se recolhia lá no subia no alto de uma montanha ou se recolhia, se retirava da
que você silencie". E ele fazia quando ele dizia assim: "Preciso ter com o pai, vou ter com o pai". Que que era isso? Ele se recolhia lá no subia no alto de uma montanha ou se recolhia, se retirava da sociedade para ele estar em silêncio. Ele se colocava em silêncio para fazer essa conexão. Então, a oração ela requer esse silêncio. Ainda que eu esteja falando a minha oração, pensando na minha oração, eu estou silenciando todas as outras informações e estímulos. E mesmo assim na oração, é importante que você dedique um tempo dela para esvaziar mesmo. A gente precisa falar, né? A gente precisa no nosso grau de evolução, nossa oração passa muito pelo pedir. Deus cuida de mim, proteja meu filho, abençoe meu trabalho e Deus ajuda a pensar e Deus me cuida e e a gente pede. Mas começa a criar o hábito para depois que você esvaziou, que você fez todos os pedidos que você queria, que você imaginou, projetou luz para todas as pessoas que são importantes, enfim, silencia aí, só fica. Esse silêncio também é esse lugar de só estar, é um lugar de só presença. Só fique, fique em silêncio e tenta ouvir, porque é nessa hora que aparece uma inspiração. É nessa hora que o nosso anjo de guarda pode criar uma um pensamento em nós, pode nos dar algum tipo de insite ou eu simplesmente consigo me harmonizar com um ambiente. Para isso é preciso. Então começa a treinar. Depois que a gente falou, falou, falou, não, não encerra a oração e vai embora. Fica mais uns dois, tr minutinhos ali, quatro, cinco. Fica só fica. Ah, se vier um pensamento, afasta. Ah, mas se lembrar de uma coisa, deixa de lado, depois eu penso. E só esteja na presença de Deus. Essa também é uma função importantíssima do silêncio. Bom, eu trouxe algumas eh frases bem bonitas que eu gostaria de refletir. Aí depois a gente entra em Joana, né? Então, a gente está falando que silêncio é esse espaço que eu crio no relacionamento para que o outro exista. É um espaço de oferta, de interesse, de atenção, de consideração, de importância
oana, né? Então, a gente está falando que silêncio é esse espaço que eu crio no relacionamento para que o outro exista. É um espaço de oferta, de interesse, de atenção, de consideração, de importância pelo outro. Se eu não tenho o hábito de silenciar, eu estou me colocando numa posição acima do outro. Isso não é troca, isso é é dominação, é poder, é interesse. Eu vou eu vou usar o outro, mas eu não estou numa troca. Então começa a prestar atenção se você deixa o outro falar, porque é muito, é muito chato mesmo. Às vezes a gente encontra pessoa, você não consegue falar, aí você fica quieto e fala: "Acho que uma hora ele vai cansar e ele vai me dar um tempo". Mas nem sempre. Às vezes você tem que ir lá arrancar um espaço para você poder falar e aí o outro parece que ele não te ouve porque a hora que você termina ele pega do ponto onde ele tava e ele continua. Isso não é troca. Então algumas frases, vamos lá. Em relacionamentos, o silêncio interno nos ajuda a perceber o outro sem os ruídos do ego. Olha que interessante que seriam esses ruídos do ego? É isso que eu tô dizendo. Esse ego que fica tentando controlar, avaliar, ele quer saber tudo, ele quer dar uma opinião porque ele precisa ser importante, porque ele tem as suas expectativas, ele tem os seus desejos. Esse ego que quer dominar tudo, ele não dá espaço pro outro. Então o silêncio, o silêncio interno silencia, a serena essa mente. Fala para esse ego que é o centro da consciência, acalma um pouco, por favor, desliga um pouquinho. Vamos ver o outro, vamos enxergar o outro, vamos ouvir o outro. Então, esses são os ruídos do ego. O excesso de pensamentos, o excesso, o excesso de desejos, o querer aparecer, o querer estar em primeiro lugar, tudo sobre mim. Então o silêncio, o treino do silêncio ajuda a acalmar esse ego que precisa estar em todos os lugares. Mais uma frase: o silêncio ajuda a conter eh reações impulsivas. É como se ele filtrasse a raiva e a ansiedade. Como é que eu faço quando eh eu não quero reagir? Nós estamos inflamando. Tô
os lugares. Mais uma frase: o silêncio ajuda a conter eh reações impulsivas. É como se ele filtrasse a raiva e a ansiedade. Como é que eu faço quando eh eu não quero reagir? Nós estamos inflamando. Tô começando uma discussão. Silencia. Aí eu lembrei do Chico Xavier. que ele falava pra gente colocar um gole de água na boca e só falar depois que ela esquentasse. Então eu ia ficar lá uns 10 segundos com a água na boca. É o tempo necessário para eu não reagir, porque a gente sabe que a gente é estimulado. Já estudamos muito aqui isso, a gente é estimulado, os complexos constelam, né? as experiências passadas, aquilo que eu já vivi parecido com o que eu tô vivendo e o e as minhas tendências, automatismo, padrões repetitivos, eles vêm com tudo. Complexo constela. reajo. Aí eu falo que eu não queria, eu reajo de uma forma que é desproporcional, eu me atrapalho, depois eu me arrependo, eu não me reconheço. Pra gente não fazer essa reação e a gente ter tempo de escolher o que fazer, é preciso colocar essa água na boca e deixar ela esquentar. Enquanto a água esquenta, a cabeça esfria e aí eu respiro. Bom, aí eu posso responder sem reagir. Aí eu posso escolher a forma como eu vou falar. Para isso eu preciso de um silêncio para não deixar a reação explodir. Terceiro ponto, nem tudo, olha que lindo isso, gente. Nem tudo precisa ser dito. Há palavras que ferem e há silêncios que curam. Muito lindo. Nem tudo precisa ser dito. Há palavras que ferem e há silêncios que curam. Então é escolher quando falar. Tem pessoas que a gente conhece, que a gente admira que são assim, né? Dá a impressão assim que a pessoa ela ela elege tanto as palavras que ela vai dizer, não é aquela verborragia, como a gente costuma dizer, né? aquela inundação de palavras que a pessoa assim parece que assim a gente fala assim, tem hora que eu canso, tem pessoas que eu fico escutando que eu canso de imaginar, nossa, respira um pouco, porque a pessoa é um é uma metralhadora de palavras e não para, né? Então essa verborragia é
tem hora que eu canso, tem pessoas que eu fico escutando que eu canso de imaginar, nossa, respira um pouco, porque a pessoa é um é uma metralhadora de palavras e não para, né? Então essa verborragia é uma coisa que é sem fluxo constante, não para. Por outro lado, a gente conhece pessoas que respeitam isso. Nem todas as palavras precisam ser ditas, porque tem palavras que ferem e tem silêncios que curam. Então, é tão bonito de ver uma pessoa que parece que ela ela tem consciência do que ela fala. Ou seja, para eu dizer alguma coisa tem que valer a pena. Deixa, deixa eu pensar aquilo que eu falo. Eu não vou sair falando qualquer coisa e deixar vocês filtrando o que serve, o que não serve. Eu já posso fazer isso antes. E muitas vezes esse silêncio que cura é isso. Às vezes alguém nos alguém explode, fala uma bobagem pra gente. Nessa hora, se eu for falar também vira briga. Nessa hora se eu consigo silenciar e respeitar a a imperfeição do outro, não se controlou, falou. Então, silencia. Isso pode ser curativo. A pessoa pode voltar e falar: "Nossa, e quantas vezes isso acontece?" Ela falou, viu que a gente não reagiu, ela se envergonha. Ai, perdão, desculpa, falei demais, não precisava ter chegado nesse ponto. É possível que isso aconteça. Nem sempre, mas é possível que isso aconteça. Então, há silêncios que curam. Escutar é silenciar-se internamente, suspender o julgamento, o conselho, o tal, já sei. Isso é silêncio. Silenciar é isso, é deixar espaço paraa nova opinião entrar, para outra informação chegar, para um diferente ponto de vista se apresentar. Esse é um silêncio interior. A gente está debatendo um tema e alguém vai ensaiar para dizer, a gente deveria ter essa curiosidade. O que será que ele vai falar? Será que ele vai trazer algum ponto de vista que eu não sei? Essa mente curiosa é a mente do pesquisador, é a mente do buscador, é a mente de quem cresce. Mas se você falar assim: "Ah, ele vai falar, não vejo a hora que ele pare para eu continuar falando." É a
Essa mente curiosa é a mente do pesquisador, é a mente do buscador, é a mente de quem cresce. Mas se você falar assim: "Ah, ele vai falar, não vejo a hora que ele pare para eu continuar falando." É a mente que tá cheia, é o quarto entulhado. Você não vai crescer, você vai ficar sempre cheio de si mesmo. É um ensamento. Mas veja, a mente do pesquisador, do cientista, ela quer, ela quer ouvir o outro, porque é a oportunidade dela pensar uma coisa que ela nunca tinha pensado, dela escutar uma coisa que ela nunca tinha escutado. É tão gostoso. Às vezes a gente fica buscando essas essas personalidades sábias e a gente só quer ouvir. Aí às vezes a gente entra numa aula, num curso com uma pessoa que é difícil de você conseguir acessar, é a chance da sua vida, você vai ter 2 horas de aula com ela. Aí pega uma pessoa do grupo que usa 10 minutos para contar um caso pessoal. Não que não possa ter eh troca, mas essa troca ela tem que ela tem que ser ela tem que acrescentar. Eu vou fazer uma pergunta que vai fazer com que ele fale uma coisa tão interessante que todo mundo vai se beneficiar. Isso é uma participação que acrescenta, mas às vezes a gente vê, não, a pessoa ela só quer falar, ela precisa falar, não consegue escutar duas horas. Aí você fala: "Puxa vida, para eu fechar a boca dessa pessoa que tá aí, que é um sábio, para eu fechar a boca dela, para eu poder falar o que eu vou falar, tem que tem que ser muito bem pensado, tem que valer a pena. Senão fica quieto, ouve, aprende a ouvir, mas às vezes a gente não consegue, nem para ouvir um sábio, a gente consegue aquiietar a nossa ansiedade de de aparecer, de falar, de ser vista, né? E é isso. Suspenda o julgamento, o conselho tal do já sei. Suspenda, só escuta, tenta olhar com outro ponto de vista. Mas muitas vezes a pessoa começa a falar: "Ah, eu já tô pronta para contraargumentar, porque o meu importante é eu ganhar o discurso, o importante é eu vencer o debate." Não. Aí você pode brigar tanto e perder a chance de aprender com ele. Mas uma
eu já tô pronta para contraargumentar, porque o meu importante é eu ganhar o discurso, o importante é eu vencer o debate." Não. Aí você pode brigar tanto e perder a chance de aprender com ele. Mas uma frase, muitas vezes o outro só precisa ser ouvido, não tem nada para ser resolvido, consertado, corrigido, mas a gente precisa sempre saber tudo, ensinar o outro, ajudar o outro, consertar o outro. Às vezes a ajuda é só esse silêncio. Eu tô aqui com você, como quem diz eu tô aqui com você. Às vezes é só uma uma expressão, a pessoa já se sentiu acolhida, ela só precisava ter falado. E aí no máximo você pode perguntar: "Tem alguma coisa que eu posso fazer para te ajudar? Você consegue pensar alguma coisa que eu possa te ajudar?" Pronto, né? Eu não preciso saber tudo, ter resposta para tudo, consertar todo mundo. O silêncio quando escolhido conscientemente pode impedir rupturas e e arrependimentos. É isso. Quando eu paro para pensar antes de reagir, eu evito brigas, às vezes até rupturas de relacionamentos. O silêncio oferece ao outro a oportunidade de se expressar, de ser, de existir. A gente já falou, quando eu me silencio e eu me abro pro outro, ele existe. Eu passo a mensagem de que eu estou te vendo. Você é importante. Eu quero te ouvir. Você existe. E também é importante a gente diferenciar o silêncio, que é presença daquele que é punição. Então, muitas vezes eu uso o silêncio para chantagear, para esnobar. né? Às vezes a gente tá numa roda de conversas e tem alguém lá que não fala nada, como se ela fosse superior e ela não quer se misturar. Então, cuidado com os silêncios que querem dizer outras coisas que não são boas, né? Ou eu tô de mal, tô fazendo birra, não quero falar com você, você não fez o que eu queria. Aí esse silêncio não. Bom, falei muito. Agora nós vamos ter que entrar em Joana e ser e assertivos. Eu vou começar com o despertar do espírito, capítulo 6. Joana aqui vai falar do quanto é difícil a gente conseguir esses minutos de silêncio, essas atitudes de silêncio
ar em Joana e ser e assertivos. Eu vou começar com o despertar do espírito, capítulo 6. Joana aqui vai falar do quanto é difícil a gente conseguir esses minutos de silêncio, essas atitudes de silêncio numa sociedade barulhenta. Porque vamos combinar que a nossa sociedade é barulhenta. Não tem espaço pro nada, pro vazio, pro silêncio. É, é duas, três coisas acontecendo ao mesmo tempo, falando ao mesmo tempo. É muita informação, é muito compromisso. Quando é que você fala assim, ó, não tem nada acontecendo. Olha, o silêncio. É raríssimo. É sempre muita agitação. Uma coisa emenda na outra, né? Todo mundo precisa aparecer, todo mundo precisa falar. Então ela diz: "A perda do silêncio exterior tornou-se acompanhada da ausência de harmonia interna. E quando se está sós, necessitando-se de quietação, o hábito mórbido do barulho conduz à busca das músicas barulhentas, das telenovelas, das ginásticas que facultam uma musculação, dos movimentos para fora, do desprezo do corpo, embora o aparente interesse por ele. Então, ela tá dizendo isso, que a gente tem espaço para todos os tipos de barulho. A pergunta é: você dedica um espaço pra ausência do barulho? Você dedica um espaço pra presença do silêncio, desse silêncio significativo, curativo? Porque se você ligar o play no piloto automático da sociedade atual, hum, hum, não vamos conseguir se aonde você vai, onde você vai tem barulho. É barulho, é música alta, é gente falando todo mundo ao mesmo tempo, é 300.000 coisas, telas para todos os lados. Então, nós já estamos sendo super estimulados para o barulho. Por isso que é importantíssimo a gente provocar na rotina de propósito espaços para o silêncio, porque a sociedade não vai eh beneficiar a gente com isso no piloto automático. A gente sempre vai estar cheio carregado de coisas. Aí no homem integral capítulo um, também nessa linha de cuidado com essa normose, cuidado porque as pessoas estão muito parulhentas, a vida todo mundo quer aparecer, todo mundo tem que falar, ninguém mais escuta o outro, né? É muito
, também nessa linha de cuidado com essa normose, cuidado porque as pessoas estão muito parulhentas, a vida todo mundo quer aparecer, todo mundo tem que falar, ninguém mais escuta o outro, né? É muito barulho. Então cuidado pra gente não entrar nessa normose. E e que é esse essa busca por um monte de coisas? E eu já ouvi pessoas falando, eu tenho pânico de ficar em silêncio, porque começa a aparecer um monte de coisas que estão lá me incomodando, pedindo para ser olhadas. Eu não quero. Ou seja, como se eu falasse, se eu parar para pensar em mim e eu lembrar das minhas frustrações, dos meus medos, das minhas dos meus tormentos, eu entro em pânico. Então eu acelero a vida, eu encho minha vida de coisas para não ter tempo de pensar sobre o si mesmo. Mas é muito triste isso. E e e vai aumentando o problema, isso não ajuda em nada. Então, no capítulo um do homem integral, Joana diz: "Campeia assim o medo da solidão numa demonstração caótica de instabilidade emocional do homem, que parece haver perdido o rumo, o equilíbrio, o silêncio e o isolamento espontâneo são muito saudáveis para o indivíduo, podendo permitir-lhe reflexão, estudo, autoaprimoramento, revisão de conceitos, perando e perante a vida e a paz interior. É indispensável o momento de de serenidade, de silêncio, de introspecção. É indispensável a gente acabar, acalmar todos os barulhos de fora pra gente pensar em si, pensar na vida, planejar o futuro, consultar o passado, revisitar posicionamento. Senão eu não, eu vou vivendo, eu vou vivendo, daqui a pouco eu me torno uma pessoa que eu nem sei quem eu sou, porque eu fui copiando, eu fui imitando, eu fui seguindo, vou me puxando, eu tô indo. Como é que eu sei se eu não tô me distanciando de quem eu queria ser, dos meus planos? Eu preciso parar de vez em quando para fazer o tal do balanço. Pera aí, deixa eu me acalmar um pouquinho. Quem sou eu mesmo, né? Que que eu quero da vida? Que que para mim é importante? Não tô deixando de lado, não tô priorizando coisas que ficam me
l do balanço. Pera aí, deixa eu me acalmar um pouquinho. Quem sou eu mesmo, né? Que que eu quero da vida? Que que para mim é importante? Não tô deixando de lado, não tô priorizando coisas que ficam me puxando, me estimulando e tô e tô deixando passar aquilo que eu queria fazer, mas que não está na moda. Se eu não tiver um espaço para esse balanço que precisa ser frequente, eu corro o risco de me distanciar de mim mesma, da minha própria história. É, mas também não é estar isolado no sentido de fuga, no sentido de não quero fazer os enfrentamentos, quero viver a a parte da sociedade, isso também não funciona. A gente precisa do social para fazer as trocas, pra gente se conhecer. Eu preciso que os outros me provoqui reagir ou não reagir ou parar para depois agir, né? Então, no livro Psicologia da Gratidão, no capítulo 3, Joana fala assim: "Desconfiado em razão do medo que se lhe instala na emoção, o novo ser humano super confortado, refugia-se na solidão, mantendo comunicação com as demais pessoas por intermédio dos recursos virtuais, evitando o saudável contato corporal enriquecedor. Isso é um grande mal da sociedade atual. Quantas e quantas pessoas estão se escondendo dos enfrentamentos atrás de uma tela? Porque quando eu estou jogando com outras pessoas, e essa é a desculpa, escuta fulana, escuta, fulana, você tá muito antissocial, não tô? Imagina, eu fico jogando com gente do mundo inteiro, mas isso não substitui você olhar no olho a olho, porque você tá ali vestido com um avatar que você criou do jeito que você quis. Agora vai mostrar a sua aparência, seu seu rostinho. Vai na espontaneidade bater um papo que você tem que ficar ali prestando atenção na conversa. Você está no ambiente controlado dentro do quarto da sua casa, comendo o que você tá a fim de comer, mostrando um avatar pro outro ou às vezes nem mostrando, conversando com quem tá do outro lado do mundo, que você não sabe o que que é. A hora que você desliga, cada um vai viver a sua vida, tem nada a ver
ando um avatar pro outro ou às vezes nem mostrando, conversando com quem tá do outro lado do mundo, que você não sabe o que que é. A hora que você desliga, cada um vai viver a sua vida, tem nada a ver uma coisa com a outra. Isso daqui é você se isolar. isolar de ter que desenvolver o social. A gente com criança na escola a gente desenvolve o social. Não é fácil a gente aprender a se socializar. Tem gente que parece que nasceu sabendo. Você coloca a pessoa na sociedade, ela se dá bem com todo mundo, ela conversa com todo mundo, não tem um ambiente que constranja ela, ela se adapta. Mas poucas pessoas, a maioria das pessoas aprendeu aprender o que fala, como fala, o que não deve falar. Aprendeu como se movimentar quando você chega num lugar novo que você não conhece ninguém. E tem muita gente que não consegue nem treino fazer de tão difícil que é. Então, não adianta falar que eu tô em casa no meu celular com os dedinhos e conversando com gente em chat dizendo que eu tô socializando. Ã, é outra. Não que isso não tenha importância, não que isso não tenha avalia, mas não vai substituir os enfrentamentos que a gente precisa fazer em sociedade, né? Então isso é um refúgio que não não é bom de vez em quando, ok, mas viver assim não. Eu lembrei também e tem um trecho da Joana que vai nos ajudar a a pensar assim, lembra uma historinha que a gente escuta, não sei se é de Sócrates, mas é atribuída a ele, que ele fala dos filtros, que quando a gente vai falar, a gente precisa passar por três filtros. E os filtros são, o primeiro de tudo, é verdade o que você vai falar, né? É verdade, é real? Você sabe se porque a gente hoje em dia ainda na na época das fakes, hoje a gente consegue criar tudo falso, né? A Iá ajuda a gente. Enfim, primeiro providência, não sai dizendo repetindo igual papagaio porque alguém falou, você repete. É verdade o que você tá falando? Você sabe, você tem provas, você foi, você tem evidência, você foi atrás de saber. Cuidado para não ficar igual para pagar
l papagaio porque alguém falou, você repete. É verdade o que você tá falando? Você sabe, você tem provas, você foi, você tem evidência, você foi atrás de saber. Cuidado para não ficar igual para pagar e repetir, não é verdade? Segundo, é bom o que você vai falar, o que você vai falar vai produzir um bem? Aliás, acho que primeiro é útil. É útil o que você vai falar? O que você vai falar? Tem uma finalidade? Vai servir para alguma coisa? Ou você ou ou é um monte de palavras soltas que ainda que sejam verdade não acrescentem nada. A pessoa fala: "Ahamã, tipo, o que eu faço com isso?", né? Então, é verdade, é útil, vai servir. A pessoa pode tirar proveito daquilo e é bom, é bom. É bom no sentido de vai fazer o bem, ético, vai acrescentar no sentido de ajudar alguém. Então, se você passar por essas três peneiras, você diz. E aí a gente vai ver que a gente vai ficar a maior parte do dia o quê? em silêncio. A maior parte das coisas que a gente fala, a gente não sabe se é verdade, a gente não sabe se é útil e a gente não sabe se é bom, porque a gente está acostumada a sair falando, falando, falando, falando. Não é um falar com consciência de quem para prestar atenção no que fala, para saber se vale a pena, se é útil, se vai ajudar o outro. Então, Joana diz assim no no livro Conflitos Existenciais, capítulo 3. O silêncio diante da circunstância perturbadora, não se permitindo a invasão dos petardos mentais desferidos pelo opositor, constitui recurso imprescindível para evitar o tombo na irritação e seus consequentes danos. Então, esses filtros eles são ótimos na hora que a gente é provocado. Alguém chega e provoca, alguém chega e ofende, alguém chega e e e xinga nessa hora, que que Joana tá dizendo? O silêncio diante da circunstância perturbadora, não se permitindo invadir por esses fluidos mentais horríveis, constitui um recurso imprescindível para você não tombar na irritação e acabar se prejudicando por isso. Então, silencia. É, é, é verdade, é bom, é útil. Não. Então, fica quieto,
os mentais horríveis, constitui um recurso imprescindível para você não tombar na irritação e acabar se prejudicando por isso. Então, silencia. É, é, é verdade, é bom, é útil. Não. Então, fica quieto, você não vai responder: "Não, não tenho nada de bom, de útil para falar. Você falou o que você quis, você xingou, ofendeu, se vire com isso. Não vou responder, não vale a pena. Mas o problema é a gente conter esses animais que existem dentro da gente, que a gente quer voar na jugular do outro, né? Mas prejudica a gente mesmo. Então esse silêncio segundo Joana é saudável. Ainda nessa linha de não é para fugir dos enfrentamentos, né? Não é para evitar o silêncio, não é? Não é paraa função de evitar, não é para ficar acomodado. Ah, eu não costumo falar nada. Tem essa pessoa também. Ela não entra em nenhuma discussão, ela não expressa nenhuma opinião, ela não contraria, ela não argumenta, ela não contraargumenta, ela só escuta. É como se ela não quisesse se comprometer, mas ela não vive também. Ela passa a ser o quê? Um fantasminha na cena. Então é preciso a gente correr risco. Eu vou falar uma coisa, todo mundo pode achar uma bobagem, paciência. De vez em quando eu falo coisas legais, de vez em quando eu falo um monte de bobagens. Isso é ser humano no nosso grau de evolução. Ah, eu vou falar alguma coisa que ninguém vai gostar, tudo bem, mas alguém precisa dizer às vezes coisas que as pessoas não gostam. Então é abrir mão de ser agradável o tempo todo. Todo mundo tem que gostar de mim. Então eu não vou falar nada para não ficar mal na fita. Não, porque isso você tá sendo falsa com você mesma. Você deve ser verdadeira. Não quer dizer também que eu vou sair xingando todo mundo porque me deu vontade, porque eu sou assim. Isso também não funciona, né? Mas é assim, tenta ser você sempre numa versão melhorada. se posicione, mas também não precisa ocupar cena o tempo todo. Apresente seu argumento, mas também não queira que ele vença o tempo todo. Então é isso, é nem ocupar a cena inteira
ma versão melhorada. se posicione, mas também não precisa ocupar cena o tempo todo. Apresente seu argumento, mas também não queira que ele vença o tempo todo. Então é isso, é nem ocupar a cena inteira enchendo o quarto só com as minhas coisas, tudo sobre mim, mas também não adianta ficar de fantasminha na cena, como se você não existisse todo mundo falando e ser só quietinha lá para não se comprometer. Ai, quem sou eu para falar? Isso é falsa, falsa modéstia, né? Você queria o quê? Você queria ser tão especial que o que você falasse fizesse um pá nos no ambiente. Não, às vezes você vai falar uma coisa que todo mundo já sabe, tá bom, né? Mas eu não preciso ser o o o master blaster da história. Então é isso. Quem eu sou de verdade? Me deixa oferecer aquilo que eu tenho para oferecer. Às vezes vai ser uma coisa muito legal, às vezes vai ser uma coisa boba, mas eu tô aqui. Essa sou eu. Eu nem quero ocupar a cena, mas também não vou ficar me sentindo coitadinha de fora como se eu não tivesse nada a acrescentar. Então, no livro Triunfo Pessoal, no capítulo 4, Joana de Angeles diz: "Mantendo-se em reflexão ou em silêncio por falta de espontaneidade ou incapacidade de comunicação, é espicaçado e ferido nos seus sentimentos, introjetando as agressões e passando a vivenciar sentimentos de inferioridade. Você provoca esse sentimento de inferioridade? Então eu tô numa numa conversa, aí as pessoas estão debatendo um tema, aí eu fico assim, ai eu não vou falar porque o que eu tenho para falar, ai todo mundo já sabe, aí eu não falo nada, ninguém pergunta, aí eu vou embora e falo assim, viu? Ninguém nem perguntou a minha opinião. Eu não, eu não valho nada mesmo. As pessoas nem lembram que eu existe, mas eu provoquei isso. Porque ninguém ficou perguntando um do outro, as pessoas se posicionam. Agora veja se isso não é uma autoprofecia, né? Uma profecia que se autorrealiza. Quer ver como que ninguém liga para mim? Eu vou lá, fico que nem um fantasma, quieto. Ninguém nem nem presta atenção em mim,
veja se isso não é uma autoprofecia, né? Uma profecia que se autorrealiza. Quer ver como que ninguém liga para mim? Eu vou lá, fico que nem um fantasma, quieto. Ninguém nem nem presta atenção em mim, porque eu nem respiro direito. Aí eu vou, ninguém me pergunta o que eu acho e aí eu vou embora e falo que ninguém presta atenção em mim. Eu não prestei atenção em mim. Eu fiquei lá atrás de uma cúpula para ser protegida. Agora eu primeiro preciso me expor para as pessoas falarem: "Oi, Ci, você tá aí? É que você fica sempre tão quietinha. Quantas vezes a gente escuta isso? Oi, Cri, você falou, você sempre é tão quietinha. Que que as pessoas estão falando? A gente respeita. Você não gosta de falar, a gente respeita. Agora quem acha que é pequenininha vai fazer a leitura do viu? Eles nem se importam comigo, senão eles teriam me perguntado. Não, isso é interpretação sua. Você não sabe o que eles estão pensando. A não ser que você pergunte. Do mesmo jeito que você não pode dizer que eles sabem o que você tá pensando. Eles não sabem. A gente não sabe o que as pessoas pensam, a não ser que você seja um médium que consegue ler pensamento, mas a gente cria situação, a gente se põe na situação, a gente sai da situação e a gente desviu. Mas isso não, isso é conflito nosso. Vamos continuar. Agora ela, a gente vai falar um pouco desse silêncio. Eh, ah, deixa eu deixa eu tratar mais um ainda desse silêncio que é vingativo, que é aquele que a gente falou no começo, sabe? Quando a pessoa fala uma coisa que você não quer, você fala: "Deixa para mim, fulano, eu vou dar um gelo em você". Aí não é que eu ponho ele na geladeira e nem no congelador, mando ele pro polo norte com passagem de ida. A gente entra na frieza da frieza e aí a gente não responde, não, não abre a boca. É um silêncio punitivo, como se como se cada palavra que eu não fale, eu vou lá e espeto ele. A gente sabe fazer isso. Aí a pessoa faz um comentário daqueles que tá te chamando para para uma conversa e você olha pro outro lado
mo se como se cada palavra que eu não fale, eu vou lá e espeto ele. A gente sabe fazer isso. Aí a pessoa faz um comentário daqueles que tá te chamando para para uma conversa e você olha pro outro lado assim, né? E o que que é isso? Se não é uma cutucada que a gente deu pro outro falando: "Você você tá sozinho aí, meu filho? Não tô tô te ignorando, nem tô te vendo, né?" Então, nesse sentido de vingança, não é bom. Então, ela diz assim no livro: Autodescobrimento, uma busca interior. Noutros casos, a atitude egocêntrica que remanece da infância e não alcançou a maturidade psicológica na idade adulta, sentindo-se o ser desconsiderado desamparado, sem chance de triunfar. O cansaço decorrente de tentativas malogradas de autoafirmação, de empreendimentos perdidos, o desamor em razão de haver aplicado mal o sentimento como troca de interesse ou vigência das paixões, o abandono de si mesmo pela falta de autoestima para esse tipo psicológico que faz tudo isso, ó, que se desama, que não não emprega direito seus sentimentos, que se sente com falta de interesse, enfim, para esse tipo psicológico É mais fácil entregar-se à indiferença numa postura fria de inimigo de todos do que de lutar contra as causas desse comportamento. Ou seja, ao invés de eu falar: "Por que que eu nunca consigo me posicionar? Por que que as pessoas não me escutam? Por que que parece que as pessoas não se interessam pelo que eu falo?" Vai atrás disso, vai tentar entender. Será que você não tá falando baixo? Tem gente que fala tão baixo que ninguém escuta. Aí as pessoas dão uma disfarçada. Aham. Mas eu não ouvi o que você falou. O ou às vezes a gente fala uma coisa que fora do do contexto, vai buscar. Por quê? Não associa que é o outro que tá errado e que você que é uma pobre coitada que não tem jeito na vida, não. Ué, tem alguma, eu não falei que é difícil da gente aprender a se socializar? Passa por isso também. Por que será que as pessoas não pergunta? Gente, deixa te perguntar uma coisa. Eu tô aqui tentando
Ué, tem alguma, eu não falei que é difícil da gente aprender a se socializar? Passa por isso também. Por que será que as pessoas não pergunta? Gente, deixa te perguntar uma coisa. Eu tô aqui tentando me conhecer melhor, tentando investir no meu desenvolvimento. Eu tenho a impressão de que sempre que eu falo alguma coisa vocês nunca escutam, vocês não comentam. Vocês comentam as coisas de um com o outro. A minha, o que eu falo nunca. Escuta. Aí eles podem falar: "E Crist sabe o que que é? É que você sei o que que eu posso ouvir, mas vá atrás. Vá atrás de solucionar a raiz que tá em você, não tá no outro. E tá em você e precisa ser trabalhada, desenvolvida, analisada. O que que é? Eu falo muito baixo, eu falo coisas que não tem nada a ver. Será que o tipo de coisas que eu falo eh só pro outro concordar? Será que eu deveriaou começar a fazer mais perguntas? Então, ao invés de eu trazer, vou treinar esse lado. Quando as pessoas esverem falando e eu vou falar: "Fulano, isso que você acabou de falar, explica melhor, eu não entendi aquela parte. Muda de estratégia, vai atrás de entender e não fica guardando como se você fosse ai uma pobre infeliz. Isso é egocentrismo. Eu quero que o outro se modifique ou eu quero que o outro me conserte, me cure, me ajude, né? Então, busca em você o que que você precisa para poder participar mais. É um treino social. Agora sim, eu venho para essa para esse silêncio que eu chamei aqui de um silêncio caridoso, que é essa resposta contra a ofensa, né, que muitas vezes não adianta a gente falar. Então esse silêncio como dá uma vontade de falar, mas por caridade você vai ficar quieto, depois você vai lá, solvesseiro, faz respiração forte, põe para fora a emoção da raiva, mas na hora você consegue ser caridoso e não responder. Por mais que o outro mereça ouvir problema dele com Deus, eu não vou falar o que ele precisa ouvir, porque isso vai me machucar, a não ser que eu consiga falar com calma, com uma fala caridosa, aí sim. Mas se for para sair xingando,
r problema dele com Deus, eu não vou falar o que ele precisa ouvir, porque isso vai me machucar, a não ser que eu consiga falar com calma, com uma fala caridosa, aí sim. Mas se for para sair xingando, soltando os cachorros, silêncio caridoso, fica quieta, depois vai trabalhar isso, porque também não é para reprimir, mas é para não oferecer um mal pro outro ainda que você acha que ele mereça ouvir, né? Então, no livro Plenitude, capítulo 5, eh, Joana diz assim: "As ações incomuns variam desde os contributos materiais valorosos, valiosos, irrigados de amor e de ternura, até os gestos extraordinários do silêncio ante as ofensas, do perdão às agressões e do esquecimento do mal. Todo aquele que dilui as forças negativas que teimam em obstruir-lhe o avanço, utilizando-se do detergente do amor, evita contaminar-se. E se já visitado por ela, se já tá lá dentro remoendo, liberta-se, fazendo com isso que cessem as causas e desapareçam os sofrimentos. Então, Joana tá dizendo, se você entrar no jogo, se você optar por brigar e devolver a ofensa, você está se contaminando, você está se posicionando no jeito em que você vai entrar nesse nível de vibração. Xinga daqui, xinga de lá, o pente daqui, ameaça de lá, pronto. É como se a pessoa tivesse se jogado num lamaçal, porque ela começou te xingar. Em termos fluídicos, em termos de vibração, a pessoa se jogou no lamaçal, começou a xingar, xingar, xingar, xingar, ela tá te chamando, entra aqui comigo. Você tá numa piscina translúcida porque você tá bem, você tá equilibrado, você tá, né, bem. E aí você opta por sair desse lugar gostoso, arejado, dessa piscina clara e mergulha na piscina de lama junto com ele para brigar. Então é isso que Joana tá falando. Calma, respira. Se você conseguir de lá falar com ele sem precisar entrar na lama junto, ótimo, não dou conta. Se eu abrir a boca vai sair. Então, respira, soca o travesseiro, faz uma oração, libera a energia, mas tenta não entrar na lama com o outro para você ir treinando novas formas de
ótimo, não dou conta. Se eu abrir a boca vai sair. Então, respira, soca o travesseiro, faz uma oração, libera a energia, mas tenta não entrar na lama com o outro para você ir treinando novas formas de você lidar. Aí depois pode ser, passou o calor da emoção, fulano, sai da lama aí, vem aqui, vamos conversar, a gente precisa entrar num acordo, não tá certo o jeito que você tá falando comigo, a gente pode se posicionar, mas a ideia aqui é não perder a consciência, não perder a razão, é não deixar a raiva, a emoção, a paixão que vem que na, né, o conflito que que constela vencer a gente. E ainda nessa linha a gente traz como último texto da Joana o Ser consciente capítulo 8IT que ela vai falar desse dessa conexão do silêncio interior com conexão com Deus, né? Ah, não tem mais um trechinho aqui ainda, gente. Tô ainda não terminou não. O silêncio, então, capítulo oito do ser consciente. O o silêncio interior é feito de paz e completude quando o ser compreende o significado da sua vida e a gravidade da sua conduta em relação aos demais membros que formam o cosmo. Então, o silêncio interior é feito de paz e completude. É quando quanto mais maduro eu sou, mais eu valorizo o silêncio, porque é onde eu tenho chance de encontrar com Deus é Jesus. Jesus na terra trabalhava, ajudava, ensinava, volter com Deus, ia lá se unir, se se refrigerar, se revitalizar. Então, o silêncio interior é isso. Eu lembrei de dois ã santos que vale a pena vocês pesquisarem. Eu vou deixar como dica. Santa Teresa de Jesus. que foi contemporânea de São João da Cruz. Ela era um pouquinho mais velha que ele, uns 30 anos, mas ela acabou, ele acabou seguindo ela. Então, são dois, duas personagens que lá viveram no na no século X, 1500 a 1600 e eram religiosos místicos e eles tinham experiências desse desse lugar de dentro de conexão que é assim é de é de emocionar. Ela escreve um livro que ela chama O livro das Moradas, também chamado de O Castelo Interior. E ela descreve sete fases pra gente ascender a
lugar de dentro de conexão que é assim é de é de emocionar. Ela escreve um livro que ela chama O livro das Moradas, também chamado de O Castelo Interior. E ela descreve sete fases pra gente ascender a Deus. E a segunda fase, ela chama de o castelo do silêncio ou a oração do silêncio, que é o momento em que você silencia fora para poder conectar dentro. Ela dá essa dica. É lindo. Então eu deixo aqui para vocês irem buscar porque tem PDF na internet. O livro das moradas ou o castelo interior de Santa Teresa de Jesus. Santa Teresa de Jesus. E ã o segundo é São João da Cruz. São João da Cruz, ele também ela ela fundou a Ordem das Carmelitas. ele também eh eh participou disso, seguiu ela. Eles tiveram muitas muitos problemas, tiveram muitas dificuldades, eh foram presos porque tinha muita perseguição, né? Então eram mártires mesmo. E ele ficou preso. Enquanto ele estava preso nesse silêncio forçado, quando ele estava lá isolado, ele escrevia e os textos que ele escrevia no silêncio é uma conexão com Deus. É uma da é um dos poemas mais lindos que eu já li. Ele é longo, por isso que eu não trouxe. Mas procura a Noite Escura da Alma de São João da Cruz. Ele fala, ele é um texto que fala da união do amado com a amada. Eu já dou um spoiler. A amada é a alma, é o ser, é o espírito, é a consciência, a alma e o amado é Jesus. É lindo o texto. E e eles e ele faz e ele fala também dessa noite como silenciosa, como fundamental pra gente encontrar a Deus. Bom, eu acho que eu preciso terminar. Eu tenho eu tenho eu tinha separado mais alguns treços da Joana, ã, mas eu vou deixar para uma próxima. Sempre falando desse sentido da oração, da meditação, da concentração, da busca, do silêncio de fora para conectar o mundo de dentro. Eu vou terminar então com um poema que é um poema de Gregório do Sinai no do Mosteiro dos Montes Atos. Esse texto pequenininho desse poema que é lá do século XIV está na apresentação do livro Plenitude da Joana. na apresentação do livro Plenitude e diz assim: "Sente-se sozinho em silêncio,
Montes Atos. Esse texto pequenininho desse poema que é lá do século XIV está na apresentação do livro Plenitude da Joana. na apresentação do livro Plenitude e diz assim: "Sente-se sozinho em silêncio, baixe a cabeça, feche os olhos, respire pausadamente e imagine que está contemplando o interior do seu coração. transfira sua mente, seus pensamentos de seu corpo para o seu coração e quando expirar diga: "Senhor, tende piedade de mim". E como filme paraa dica da nossa reflexão a respeito da reflexão do silêncio, eu trouxe esse filme que chama Silêncio, é de Martin Iscocese de de 2016 e ele fala sobre dois padres jesuítas, por isso que eu lembrei daqueles dois carmelitas, né? Dois padres jesuítas, eles viajam pro Japão do século X7 e eles vão em busca de um mentor que está desaparecido. Só que sabe quando dá tudo errado, um monte de obstáculo, de dificuldade, de dúvida, de dor, de sofrimento, e eles começam a orar. Só que eles se deparam com esse silêncio de Deus. É como se ele falasse: "Deus, nós estamos aqui fazendo toda a nossa parte, buscando, cadê o Senhor aqui para nos atender, para nos socorrer, né?" Então é um é um filme contemplativo e e é como se ele falasse: "E quando Deus não responde", né? O silêncio aqui é espiritual e existencial. Então o filme Silêncio de 2016. Muito obrigada pela atenção de vocês e até a semana que vem, se Deus quiser.
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