T8:E16 • Consciência nos relacionamentos • Importância da comunicação
Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 08: Consciência nos relacionamentos: amor e crescimento Episódio 16: Importância da comunicação Apresentação: Cristiane Beira No décimo sexto episódio da oitava temporada de Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis, Cristiane Beira destaca a importância da comunicação nos relacionamentos. À luz da psicologia espírita, o episódio convida à reflexão sobre como a escuta, a empatia e a expressão clara dos sentimentos são fundamentais para vínculos saudáveis e verdadeiros. » Referências bibliográficas: Plenitude, cap. 02 O Ser Consciente, cap. 05 Momentos de Saúde e de Consciência, caps. 13 e 19 Constelação Familiar, caps. 16, 22 e 25 Encontro com a Paz e a Saúde, cap. 05 O Homem Integral, cap. 01 🔔 Inscreva-se no canal e ative as notificações para acompanhar os próximos episódios! #PsicologiaEspírita #JoannadeAngelis #Relacionamentos #Comunicação #Autoconhecimento #Espiritismo #AmorConsciente #CrescimentoPessoal
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de Angeles. O tema de hoje talvez seja o fundamental de toda a nossa temporada. Talvez eu já tenha dito isso com relação a outros assuntos. É porque realmente relacionamento precisa de vários pilares para se manter em pé, mas eu não tenho dúvida que esse é realmente o pilar central, ele é o o esteio principal dessa plataforma, desse campo onde os relacionamentos acontecem. É a partir dele. Não consigo imaginar nem se seria possível a gente abrir mão desse tema. e manter um relacionamento, porque o relacionamento utiliza demais esse poder da comunicação. E a comunicação, o veículo principal dela é a linguagem. E como é que nós vamos nos relacionar sem nos comunicar? E comunicar não significa, de novo, só emitir palavras. Às vezes a gente se comunica pelo olhar. Às vezes a comunicação ela é muito silenciosa. Ela é ela é ela é observada simplesmente por gestos, por atitudes, por escolhas. O fato é que se nós não nos comunicarmos, nós não conseguimos estabelecer trocas. E um relacionamento é feito. Um relacionamento é sinônimo de troca. Como é que eu posso me relacionar com alguém sem haver nenhum tipo de troca? Então, não é relacionamento. Eu estou isolada num canto, a outra pessoa está isolada, a gente nem se olha, a gente nem se vê, porque se a gente se olhar, a gente já trocou, a gente já se comunicou. Se eu olhar para alguém, eu já passei alguma mensagem que vai ser interpretada de acordo com a outra psique. Mas é impossível a gente conviver. a gente, o ser humano, ele ele é ele é linguagem, ele é comunicação. A gente costuma dizer que uma das coisas que distingue o o fator principal que distingue um ser humano dos outros seres da criação é o seu poder de raciocinar, é o raciocínio. Mas esse raciocínio, ele está intrinsecamente conectado com a com o falar, com a linguagem. Quando a gente estuda o pensamento, a gente se pergunta: "É o pensamento que organiza a linguagem ou é a linguagem que organiza o pensamento?"
insecamente conectado com a com o falar, com a linguagem. Quando a gente estuda o pensamento, a gente se pergunta: "É o pensamento que organiza a linguagem ou é a linguagem que organiza o pensamento?" E a gente vai constatar que as duas vias são verdadeiras. Então, o ser humano é o ser que raciocina. O raciocínio se dá por meio da linguagem, da comunicação, das palavras. Se a gente perguntar, nossa, o ser humano, ele criou tantas coisas, ele desenvolveu tantas coisas, são tantas tecnologias, tantas ferramentas e as principais ferramentas que que o ser humano criou ao longo da sua história, do sua trajetória. E a gente nunca lembra de pensar na ferramenta linguagem, porque a capacidade de emitir som é a capacidade de falar, mas eu posso falar sem me comunicar. A linguagem é um instrumento, é um aplicativo, é uma ferramenta que utiliza o poder da fala, a faculdade da fala. Então, a linguagem ela é a fala aplicada. A linguagem permite a funcionalidade, permite que se crie, que se elabore, que se produza a partir da fala. Como eu posso falar? Eu utilizo o instrumento da linguagem do português, da língua portuguesa, para me comunicar com vocês, para me relacionar com vocês, para passar aqui uma reflexão, propor uma reflexão, fazer uma provocação. Então, eu posso falar e para falar passando uma mensagem eu recorro a um instrumento que é a linguagem. Então, relacionamento e comunicação, relacionamento e diálogo, relacionamento e e fala e falar é é quase que sinônimos, são integrados, não dá para pensar numa coisa isolada da outra. Se eu me comunicam, eu já estou me relacionando. Se eu estou me relacionando, certamente eu estou me comunicando verbalmente, gestualmente, por meio de olhares, por meio de insinuações. São muitas as linguagens. São muitas as linguagens. A língua portuguesa é uma delas, mas a gente se comunica de inconsciente para inconsciente. Quando a gente escuta alguém falar, a gente escuta muito mais do que as palavras que ele diz. A gente escuta o que o rosto está
é uma delas, mas a gente se comunica de inconsciente para inconsciente. Quando a gente escuta alguém falar, a gente escuta muito mais do que as palavras que ele diz. A gente escuta o que o rosto está expressando. A gente escuta o que o corpo está demonstrando. A gente capta. A gente percebe algo muito maior do que somente as palavras. Então, linguagem, comunicação é tão ampla e ela é sim esse fundamento principal para os relacionamentos. Então, se a gente entende que relacionamento é igual, é sinônimo, é é é intrinsecamente conectado com comunicação, como é que a gente busca relacionamentos, que se interessa por relacionar, não investe, não aprende, não se dedica, não se desenvolve em termos de comunicação. A comunicação é um dos maiores tesouros que a gente tem. E a gente deveria investir na nossa comunicação, a forma como a gente fala, a gente questionar a a o caminho que a gente usa para para se comunicar. Tem pessoas que são agressivas, tem pessoas que são autoritárias, tem pessoas que são submissas na postura, na hora de de se comunicar. Tudo isso atrapalha, tudo isso perturba os relacionamentos. Às vezes uma palavra que eu uso mal encaixada porque eu não prestei atenção, não estava consciente na hora ou uma palavra que eu não disse, fiquei com vontade, mas achei que perdi a chance. Então, olhar para si em termos de prestar atenção na forma como a gente se comunica é um dos maiores investimentos que a gente pode fazer na gente mesmo, na nossa própria vida. Investir em boa comunicação é investir em bons relacionamentos sociais, familiares, em em profissionais, porque tudo que a gente faz na Terra, a gente faz utilizando as relações, os laços profissionais, sociais, familiares. Então, nós dependemos disso para nossa vida. Nossa vida ela é reflexo da forma como nós nos relacionamos. A gente sabe que quem tem bons amigos tem mais saúde. Isso a ciência já comprovou. Como é que eu posso ter bons amigos se eu não invisto em saber como se cultiva uma amizade? E se eu quiser
acionamos. A gente sabe que quem tem bons amigos tem mais saúde. Isso a ciência já comprovou. Como é que eu posso ter bons amigos se eu não invisto em saber como se cultiva uma amizade? E se eu quiser saber como se cultiva uma amizade, certamente eu vou descobrir que eu preciso cuidar muito da forma como eu comunico, para eu não atrapalhar, paraa minha fala não se tornar um instrumento de tortura, de violência, de perturbação, de destruição. Porque o instrumento por si, ele ele tem um poder de acordo com o uso que se faz dele, né? A gente já aprendeu lá com o o evangelista, né? A gente já viu lá em em Paulo quando ele fala que as coisas elas não são impuras por si. É, é a forma como nós trabalhamos, é o que nós fazemos que torna algo puro ou impuro. E assim a gente vê no dia a dia quantas tecnologias usadas para salvar e o mesmo princípio tecnológico usado para destruir. fala também. Ela pode tanto agregar, desenvolver, construir e iluminar, quanto ela pode destruir, corromper, violentar. Por isso que a gente dedicou um estudo pra gente poder pensar um pouquinho, falar um pouco a respeito da comunicação nos relacionamentos. Eu gosto sempre de procurar a origem das palavras, tentar entender um pouco que conceito que ela carrega, porque a humanidade teve necessidade de criar esse esse conceito, essa palavra, o que ela o que a humanidade precisou expressar para elaborar uma um conceito, o que que ela buscava. E quando a gente fala sobre comunicação, a gente fala sobre palavra. E a palavra palavra é uma das mais importantes palavras. A palavra ela vem do latim parabolai, que também veio, que emprestou do grego parabolê. Então, palavra tem relação com parábola. E parábola quer dizer o quê? lá atrás, ela tinha uma origem querendo expressar um tipo de comparação, uma parábola é como se eu tivesse comparando. Veja, eu já usei a expressão que é própria das parábolas. Qual é a expressão? Quando a gente diz assim, é como se, né, Jesus falava, é como se o reino de Deus fosse como um um
e eu tivesse comparando. Veja, eu já usei a expressão que é própria das parábolas. Qual é a expressão? Quando a gente diz assim, é como se, né, Jesus falava, é como se o reino de Deus fosse como um um vinhedo e o Senhor das vinhas. Então, sempre que a gente fala, é como se nós estamos comparando. E por que que será que Jesus, já que a gente tocou no no exemplo dele, por que que Jesus utilizava muito o conceito de comparação? Por que a palavra de Jesus era essa parábola? Era essa com base em analogias? Porque Jesus era um mestre. É um mestre por excelência. E como esse grande educador de almas, ele sabe que uma informação, ela simplesmente pode ser um recurso eh curioso, um recurso interessante e de vez em quando ele pode ser útil, mas ela, essa informação, ela só vai ser útil se houver um raciocínio que saiba usar essa informação. Se eu disser assim para vocês, o dólar aumentou tantos por ontem e tantos por hoje. Por exemplo, se falar isso para mim, eu vou falar: "Aham, tá bom, né? Que pena ou que bom, mas nem sei emitir grandes eh reflexões a partir do aumento do dólar. Consigo imaginar uma coisa daqui, outra ali, porque a gente aprende, mas não é minha área. Eu não sei utilizar essa informação. Que que eu vou fazer com ela? Provavelmente nada. Se eu tiver indo viajar para um lugar, o dólar aumentou, talvez eu lamente, ih, vai ficar mais cara a minha viagem. Mas eu não sei utilizar essa informação para alguma coisa mais do que uma simples reflexão. Mas se eu disser para alguém que trabalha com a bolsa de valores, o dólar aumentou, ele já vai imaginar 300.000 1000 opções, então eu devo vender isso, devo comprar aquilo. Ele transforma essa informação porque ele sabe raciocinar utilizando a informação. Então, se Jesus chegasse pra gente, como a gente costuma muitas vezes fazer numa aula expositiva, senta que eu vou explicar para você. E aí eu começo igual um papagaio, pá pa pá pá pá. A gente vai escutar, que legal, que interessante. Gostei disso, não entendi nada daquilo.
r numa aula expositiva, senta que eu vou explicar para você. E aí eu começo igual um papagaio, pá pa pá pá pá. A gente vai escutar, que legal, que interessante. Gostei disso, não entendi nada daquilo. A professora vai embora. a gente vai embora, alguma coisa fica e pronto. É diferente de um verdadeiro educador. Segundo Ruben Alves e segundo Sócrates antes de Ruben Alves, é preciso que a gente arranque de dentro o aprendizado e não ofereça de fora. Sócrates não falava da maêutica e o Ruben Alves aplicava muito essa técnica de desenvolver o seu aluno, de fazer com que o aluno aprenda, se aproprie, apreenda aquele, aquela, aquele conceito, aquela informação. Então, se Jesus chegasse e simplesmente oferecesse uma informação, algumas pessoas iam escutar, outras iam escrever em algum lugar e isso ia se perder. Mas Jesus ensinava a pensar por meio das parábolas. Ele conduzia a gente para uma história pro nosso raciocínio começar a elaborar. Ah, então o o Senhor Davinha chamou vários vários funcionários, vários servidores. O primeiro veio na primeira hora, o segundo não veio na primeira hora. Eu começo a pensar, por que que ele não veio na primeira hora? Mas esse que veio só na última hora ganhou a mesma a mesma quantia que aquele que veio na primeira hora. Mas será que isso é justo? Então, eu elaboro, eu vou me apropriando, eu vou desenvolvendo argumentos, eu vou criando uma uma retórica, uma história minha, eu vou emitindo uma opinião, ou seja, eu vou me enchendo de conhecimento que é meu, porque foi minha cabecinha que que trabalhou, que produziu. É diferente de alguém chegar e falar: "Isso é assim". Lembra que antigamente os pais falavam: "Faz isso". Por quê? Porque sim. E a gente abominou essa história do porque sim. Por quê? Porque não adianta nada. Você cria uma pessoa dependente porque ele não vai saber se é para fazer ou não é para fazer. Toda vez ele vai perguntar pro pai, pode fazer? Porque ele não aprendeu a raciocinar para tomar as próprias decisões. Então não trabalha
e porque ele não vai saber se é para fazer ou não é para fazer. Toda vez ele vai perguntar pro pai, pode fazer? Porque ele não aprendeu a raciocinar para tomar as próprias decisões. Então não trabalha para uma libertação, para um desenvolvimento, para uma autonomia. É autoritário. A criança vai ter medo. Quando ela for fazer, ela não sabe pensar se deve, se não deve. Ela tem medo que se ela fizer, o pai briga. Então, não tem uma boa eh a gente não colhe bons frutos dessa coisa simplesmente expositiva ou até impositiva. Então Jesus utilizava desse recurso, desse recurso das parábolas. E às vezes na nossa comunicação é preciso que a gente utilize. Muitas vezes a gente vai direto ao ponto e a gente machuca, as pessoas não entendem, outras pessoas contra argumento porque não concordou com nada e a gente não chega a lugar nenhum. Então, a parábola ela é construtiva, ela vai chamando a pessoa para vir junto, vem cá, vamos pensar a respeito. E aí eu trago essa pessoa para desenvolver um raciocínio. Que que você acha se isso? Você percebe que quando isso acontece, aquele outro aparece e daí a gente, ah, é, então, então sabe o que eu tava pensando? que quando a gente faz isso esperando aquilo, eu vou eu vou trazendo pela mão a pessoa, ela vai construindo comigo o raciocínio. Essa é a verdadeira comunicação, não é a informativa. Informativa tá na internet, você digita lá o que você quer saber, ela apresenta para você. Mas relacionamento com é não é com base em informação. A relacionamento é com base nessa parábola. E eu trouxe um trecho tão lindo que é poético, que tá lá em João, no primeiro capítulo de João, na primeira, no primeiro versículo do apóstolo, ele diz assim: "No princípio era o verbo." Em alguns lugares, em alguns lugares aparece a tradução palavra. No princípio era palavra. E o verbo estava com Deus. E o verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele e sem ele nada do que foi feito se fez. É um enigma. E a gente poderia ficar aqui
E o verbo estava com Deus. E o verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele e sem ele nada do que foi feito se fez. É um enigma. E a gente poderia ficar aqui brincando, tentando entender esse símbolo, o que que João quis dizer. Agora, o fato é que essa esse esse esses versículos eles conversam muito com a nossa alma, não com o nosso raciocínio. Porque se a gente for logicar aqui de uma forma racional, como assim? O verbo era Deus e Deus era o verbo e o verbo fez as coisas e sem o verbo, o que que é verbo? É, fica difícil a gente entender o que que o que que está dizendo aqui. Mas se a gente olhar por esse ponto de vista simbólico, por esse ponto de vista mais perceptivo, intuitivo, é como se o apóstolo tivesse dizendo que a construção, a criação de Deus se faz por meio desse veículo pra gente, palavra, linguagem, é muito materializado ainda, é muito concreto. Agora tenta imaginar a instância espiritual daquilo que pra gente é faculdade de falar. O nosso corpo, pensando no processo evolutivo, ainda é muito primitivo. Nós estamos mais próximos da origem do que do fim. Hoje nós utilizamos a faculdade da linguagem por meio da do aparelho vocal. A nossa linguagem tem tantas palavras. O nosso raciocínio é capaz de conseguir logicar um pouco aqui, um pouco ali. Agora, tenta ampliar essa consciência e esse poder da comunicação para um nível espiritual divino. O que que é essa linguagem de Deus? O que que é essa comunicação que como é essa faculdade conforme a gente vai evoluindo? A gente não sabe, vamos falar de uma coisa mais fácil pra gente. A gente sabe que o nosso cérebro ele é subutilizado. A gente teria a condição de fazer coisas tanto que algumas pessoas conseguem acessar e a gente fala: "Uau, são gênios". E porque a gente usa um pouquinho dele? Imagina quando esse cérebro for expandido e a gente conseguir a mesma coisa com a linguagem, a mesma coisa com o poder da comunicação, com o poder da fala. Então, de alguma forma, João está dizendo que
magina quando esse cérebro for expandido e a gente conseguir a mesma coisa com a linguagem, a mesma coisa com o poder da comunicação, com o poder da fala. Então, de alguma forma, João está dizendo que Deus cria por meio dessa que pra gente é a palavra, mas a gente não entende muito que palavra é essa, porque a gente conhece a nossa palavra do nosso mundo bem material, materializado. Agora, o que que é essa palavra em termos espirituais perfeitos? Só pra gente valorizar o dom. Tudo isso pra gente tentar imaginar alguma coisa para valorizar a importância da fala, da comunicação. Bom, falei muito, vamos entrar logo, Joana, porque tem bastante coisas. Então, olha, eh, nós vamos começar com o livro Plenitude, capítulo 2, em que Joana fala da importância da gente aprender a falar, a importância da gente investir em recursos de comunicação, de prestar atenção na própria forma de de se comunicar, o que que poderia ser melhorado, quais os prejuízos que eu gero pela forma como eu me comunico, eu causo mais ruído ou eu causo mais luz quando eu Eu eu participo oferecendo a minha palavra. Então, Joana diz: "A palavra é valioso instrumento de comunicação que tem entorpecido grandes ideias da humanidade por não ser fiel aos sentimentos que deveria expressar". Olha que bonito, Joana já fala assim que muitas vezes as minhas palavras não batem com o que eu sinto. Então eu sinto uma coisa e falo outra. E isso não é uma coisa verdadeira. Então isso só pode gerar um uma perturbação. Fala-se por falar, fala-se para dissimular emoções e ideais, fala-se com objetivos sórdidos e prejudiciais. Então, algumas vezes eu falo por falar, jogo conversa fora, como a gente costuma dizer. Outras vezes eu falo uma coisa para esconder outra porque eu não quero que descubra como eu estou me sentindo. Então eu finjo. Outras vezes eu uso a fala de uma maneira sórdida e e sombria no sentido de prejudicar alguém através da fala, manipular, ofender, criar intrigas, violentar. A palavra que liberta igualmente faz-se meio de escravidão.
so a fala de uma maneira sórdida e e sombria no sentido de prejudicar alguém através da fala, manipular, ofender, criar intrigas, violentar. A palavra que liberta igualmente faz-se meio de escravidão. Então o recurso está aí. O uso que eu faço é que vai determinar, faz se vai ser um bem ou mal que vai ser produzido. Por isso, a arte de falar impõe requisitos que são essenciais para expressar-se retamente. Deve-se pôr na palavra a descrição que sabe quando e como falar, evitando gerar constrangimento e amargura. Então, Joana já pergunta pra gente: "Como que você tem feito uso? da linguagem, da fala. Você tem escravizado ou libertado. Você tem falado de forma fiel aos seus sentimentos ou você fala uma coisa e sente outra? Quando você fala, você procura se expressar retamente, sendo sincera, sendo verdadeira, ou você fala de um jeito com objetivo sórdido para manipular e tirar proveito? Como você costuma utilizar a sua fala? Então, Joana começa perguntando pra gente: "A palavra é valioso, instrumento de comunicação é valioso. Ela tem poder. O poder que a sua fala tem gerado é um poder de criação como de Deus ou é um poder de destruição?" Depois a gente vai lá pro ser consciente no capítulo 5. E Joana diz assim, ela fala aqui um pouco, continua falando da importância da fala, de saber falar, mas também ela fala da importância de saber ouvir. Ela fala do relacionamento, da importância que é investir nessa troca, no dar e receber. Então agora, primeiro ela perguntou: "Como é sua fala? A fala é poderosa? Ela pode ser poderosa para escravizar ou para libertar. Como é a sua? A sua fala constrói ou destrói? A sua fala acolhe ou a sua fala violenta e agride? Agora ela vai falar um pouquinho a respeito do relacionamento, da fala no relacionamento. Então ela diz no ser consciente capítulo 5: "A comunicação desempenha em todas as vidas um papel relevante quando visceral, emocional, livre, sem as expressões da desconfiança e da insegurança pessoal. Tem que ser real, tem que ser verdadeiro. Aí sim a
icação desempenha em todas as vidas um papel relevante quando visceral, emocional, livre, sem as expressões da desconfiança e da insegurança pessoal. Tem que ser real, tem que ser verdadeiro. Aí sim a comunicação desempenha um papel relevante, né? Ela continua: "À medida que o ser se descerra em narrativa afetuosa ou amiga, o interlocutor, sentindo-se acompanhado, descobre-se enquanto coordena as ideias para o diálogo, autoanalisa-se, identifica-se, coordena as ideias, prepara o diálogo, autoanalisa-se, desculpa, eh prepara, eh, facilitando o próprio entendimento. Então, enquanto eu estou me preparando para falar, a minha cabecinha tá trabalhando. Que palavra eu vou escolher? Qual a melhor hora de falar? Por qual caminho eu vou? Será que eu poderia fazer algum tipo de comparação pro outro entender melhor? Ou é melhor eu ser direta e objetiva? Eu estou planejando. Eu não saio falando. A gente costuma falar: "Nossa, essa pessoa tem um o dom da verborreia". No sentido de parece uma diarreia de falar. A pessoa não planeja, ela liga um botão e ela vai pensando e falando e pensando e falando e pensando. Ela não respira, ela não te deixa participar. Você tem que escutar um monte de coisa para ver o que que você vai filtrar, porque ela não processou antes. Ela não elaborou um pensamento, ela não trouxe para você algo que foi construído. Ela simplesmente está como se fosse uma metralhadora falando, falando, falando, falando, falando. A gente colhe pouca coisa disso. Não existe muita troca, né? Liberando-se das conversações feitas de interrogações, clichês desinteressantes, penetra-se e faculta ao outro a oportunidade de igualmente desvelar-se. Quando se repartem informações no interrelacionamento pessoal, compartem-se emoções. Então é interessante porque ela diz assim, essa pessoa que ela prepara, que ela planeja, que ela investe no na no diálogo com o outro, ela não entra nessas interrogações, clichês desinteressantes. E a gente é feito, nossa, toda vez que a gente vai conversar com alguém, primeiro tem que
a, que ela investe no na no diálogo com o outro, ela não entra nessas interrogações, clichês desinteressantes. E a gente é feito, nossa, toda vez que a gente vai conversar com alguém, primeiro tem que ter uma uma fase de interrogações, clichês desinteressantes, né? E aí, como que tá? Tá, tá tudo joia? Tudo bem? E aí, como vai a vida? A gente gasta um tempo, tudo bem, precisa dessa preparação. É como se a gente tivesse, tô falando, né, estou chegando, né, tô vendo você, vamos, vamos começar um diálogo. Mas quer ou não é uma interrogação clichê desinteressante. Por que que é desinteressante? Porque de fato eu não quero saber. Eu só tô me me introduzindo, me apresentando. Eu só tô chegando. Oi, aí, tudo bem? Como vai, família? Os filhos? Tudo em ordem? Assim, tem tanta coisa para eu falar como vai minha família. Se você me perguntar, você quer saber mesmo como vai minha família, porque eu tenho muitas coisas para te contar. Mas não é o caso, não é isso que a gente quer. Ou quando a gente quer, a gente pergunta, mas me conta um pouco. Eu quero saber. Mas esses clichês, nessas interrogações, clichês desinteressantes, elas são vazias. O duro é quando a gente vive uma vida inteira só com base nelas, né? Porque se eu chego para conversar com alguém, faço essa introdução desinteressante, perguntinhas que todo mundo faz, mas não quer saber de nada para depois aprofundar, ok? Mas muitas vezes o relacionamento é isso. Não tem pessoas que ela chega, faz essas perguntinhas, aí você vai começar num diálogo, ela já foi embora, ela não quer nem saber, ela não quer ficar, ela não quer trocar, ela não quer te ouvir. Ela só fica pulando de galho em galho com essas interrogações, clichês desinteressantes. Ela fala, fala, fala, fala, passa por um monte de grupos, mas ela não absorve nenhum. Ela não participa de nenhum, ela não acrescenta em nenhum. Ela tá focada nela, ela vive em volta do próprio umbigo. Agora nós vamos lá pro momentos de saúde no capítulo 19, que ela fala um pouquinho sobre esse
articipa de nenhum, ela não acrescenta em nenhum. Ela tá focada nela, ela vive em volta do próprio umbigo. Agora nós vamos lá pro momentos de saúde no capítulo 19, que ela fala um pouquinho sobre esse acolhimento, sobre essa escuta empática, sobre o interesse no outro. Como é que eu vou me comunicar com alguém se eu não tô interessada nele? Não vai ter troca. Então, para que que eu não quero saber dele? Então, precisa ter essa disponibilidade para que o outro, precisa ter energia para poder resolver, para poder receber aquilo que o outro vem oferecer, né? Para ter espaço interno para colher. Eu preciso ter interesse no que o outro vai me dizer. Eu preciso pensar a respeito. Isso é sim uma comunicação realmente que acrescenta nos nos laços eh sociais, afetivos, familiares. Então, Joana diz: "O mundo está repleto de pessoas surdas que conversam, de convivências mudas que se expressam. Fala-se muito sobre nada e dialoga-se em demasia sobre coisa nenhuma, resolvendo-se uma larga fatia de problemas que permanecem. Nossa, Joana foi assertiva demais, né? Quando alguém se te acerque e fale, procura ouvi-lo e registrar-lhe a palavra. Talvez não tenhas a forma ideal para dar-lhe. Nem disponi. Muitas vezes ele não aguarda muito e somente fala por falar. Concede-lhe atenção e o estimularás, facultando-lhe sentir alguém, sentir-se alguém que desperta interesse. Então, o que que Joana está dizendo pra gente? Seja real, seja verdadeiro, esteja presente, não finja, não faça de conta. Se você está presente diante de alguém e se estabelece uma conversa, que a sua atenção esteja só nesse momento, somente nessa situação. Não deixa a pessoa ficar falando enquanto você tá pensando lá, eu tenho que levar isso, esqueci de pegar aquilo, nossa senhora. E se seja autêntico, porque você está ali, teoricamente, você está na presença de uma pessoa ouvindo o que ela tem a dizer. Seja honesto, é uma questão de honestidade. É muito feio, é desonesto. Quando quando essa pessoa falou, eu conversei com ela, ela foi
você está na presença de uma pessoa ouvindo o que ela tem a dizer. Seja honesto, é uma questão de honestidade. É muito feio, é desonesto. Quando quando essa pessoa falou, eu conversei com ela, ela foi embora, alguém me pergunta: "E aí, do que vocês estavam falando?" E eu digo assim, eu nem sei, pessoa chata, falou pelos cotovelos, eu nem prestei atenção, tava aqui com a cabeça lembrando não sei das quantas. Olha que atitude. A pessoa pode ser chata, pode ser inconveniente, problema dela. Agora ela pode ser tudo isso e eu sou outra coisa tão ruim quanto. Porque seja honesta, fulano, esse assunto que você me trouxe, que você tá me trazendo, você já me trouxe antes, a gente já falou a respeito. Ou então, eh, fulano, eu não tô com eu tô preocupada com outras coisas, então eu não tô conseguindo prender atenção em você. você me perdoa? A gente pode conversar outra hora. Seja, seja honesto. É uma questão de honestidade. Com jeito, com carinho. A gente pode falar. É verdade que, principalmente na nossa cultura brasileira, isso que eu acabei de simular não é muito bem-vindo. Parece que as pessoas preferem que a gente finja o socialmente. Aham. Aham. Aham. A pessoa vai embora. Não escutei nada. do que a gente abordar e dizer: "Olha, espera um pouquinho. Eu sei que você tá precisando falar, mas sabe o que que é? Eu não estou com energia para ouvir, eu estou com muitos problemas para resolver. Parece que as pessoas não querem esse tipo de abordagem sincera. Isso é uma coisa pra gente pensar também, pra gente se questionar. Porque qual a finalidade disso? Fingir que tá tudo bem? Eu fingjo que eu falo. Você fingja que eu você finge que escuta. Eu finjo que você me escutou. e a gente vai embora. Que que é isso? Nós temos tempo de vida para gastar, porque dá, imagina se a gente começar a contar quantos minutos, horas e dias, ao longo de uma existência, a gente perdeu por ficar fazendo esse tipo de teatrinho. Mas a verdade é que, pelo menos aqui na nossa cultura, isso não é tão bem visto. Em outras culturas, em
ras e dias, ao longo de uma existência, a gente perdeu por ficar fazendo esse tipo de teatrinho. Mas a verdade é que, pelo menos aqui na nossa cultura, isso não é tão bem visto. Em outras culturas, em outros países, a gente conhece, as pessoas lidam melhor com essa assertividade. Fulana, olha, não, não adianta você começar, me perdoe. Eu tô com a cabeça cheia, eu não vou te dar atenção. A pessoa vai falar assim: "Ai, ã, nossa, não tem problema nenhum e eu posso te ajudar, tem alguma coisa?" E tá tudo bem, tá tudo bem, porque isso é a realidade. Que que adianta eu fingir que eu tô escutando? Se isso é uma mentira que eu estou te contando, né? Então, Joana diz assim: "Seja verdadeiro, esteja presente na conversa. Escute, veja se você tem algo para oferecer. Às vezes não, às vezes só escuta. E às vezes a pessoa traz problemas, são tão difíceis, tão complexos. E aí o que que a gente pode fazer? Muitas vezes eu fico escutando, tentando envolver com minha energia, com minha vibração de carinho. Eu fico orando, Deus, faz alguma coisa porque eu não consigo. Mas é uma comunicação, essa é uma oferta verdadeira. Ainda que eu não tenha nada objetivamente para oferecer. Agora nós vamos lá no livro que não faz parte da série psicológica, mas é um livro importantíssimo para relacionamentos. Já falei dele antes, se chama constelação familiar. E aqui a gente vai no capítulo 16, quando ela fala de um tipo de comunicação que ela é feita com base na preguiça, no orgulho, no desinteresse pelo outro, no pouco caso, não é essa comunicação presente, verdadeira, honesta. Então, Joana diz assim: "O isolamento a que se entregam os indivíduos contemporâneos, especialmente nestes dias de comunicação virtual, trabalha em favor de conflitos mais graves do que aqueles que se já lhe instalaram, empurrando-os para o distanciamento físico cada vez maior, em que perdem a sensibilidade da convivência, o calor da amizade, os anseios que os movem são sempre pertinentes aos interesses financeiros, aos gozos
o-os para o distanciamento físico cada vez maior, em que perdem a sensibilidade da convivência, o calor da amizade, os anseios que os movem são sempre pertinentes aos interesses financeiros, aos gozos sexuais, quando não às perversões que graçam a vacaladoras. Então, Joana está dando aqui um alerta. Presta atenção. Se você não tem criado por meio da fala ou da não fala um um uma destruição da sua própria vida ou da vida de outras pessoas. Então, se isolar não é uma boa, até porque esse isolamento ele vai fazer com que a gente desenvolva estratégias alternativas que nem sempre são as melhores. Então, eu não gosto de ficar em sociedade, mas eu vivo no celular. Ah, eu me afasto das pessoas, mas eu tô lá vendo rede social, acompanhando todo mundo que tá comendo, que tá viajando, o que que o filho tá fazendo. Então, eu mesma querendo me poupar, acabo me prejudicando. Então, ela traz aqui um alerta com relação a esse tipo de hábito, que a gente tenta fugir da sociedade, mas a gente mergulha num outro ambiente virtual. E esse ambiente virtual, ele pode ser muito nocivo, perigoso. E aí eu acho que eu estou me protegendo porque eu estou evitando aquilo que me é desconfortável, mas eu estou cavando um lugar que é um buraco que eu depois não consigo sair. Então nós precisamos conviver. O ser humano precisa do calor da amizade. Ele precisa de laços significativos. Quando eu falei que a ciência prova que quem tem mais amigos tem mais saúde, não é por quantidade de seguidores, é por laços significativos. Não adianta eu dizer assim: "Nossa, eu tenho muitos amigos. Eu tenho amigo da época da infância, da faculdade, eu tenho amigo porque eu sou amigo da vizinha". A gente já questiona, porque ninguém consegue ter tantos amigos assim. O nosso cérebro não dá conta. A gente não tem espaço nem na vida, nem na emoção, nem na mente. Como é que eu consigo acompanhar, me importar, trocar com centenas de pessoas? Eu não consigo. A gente consegue ter alguns amigos que são vinculados. Não dá para ter mais do que
emoção, nem na mente. Como é que eu consigo acompanhar, me importar, trocar com centenas de pessoas? Eu não consigo. A gente consegue ter alguns amigos que são vinculados. Não dá para ter mais do que 10 amigos vinculados. A gente pode ter conhecidos. Então não se iluda. Quem tem muitos amigos tem mais saúde. Amigos não conhecidos e gente que está por aí seguindo, mandando curtidinha ou videozinho na no WhatsApp. É pessoas quem a gente acompanha, que a gente sabe, que a gente se importa, para quem a gente ora, para quem a gente liga querendo saber notícias, para quem a gente oferece uma coisa legal. Quando a gente encontrou uma coisa boa pra gente, a gente oferece. são pessoas que participam da nossa vida. Isso é amigo, isso é amizade. Então, a gente precisa desse calor das amizades, a gente precisa da sensibilidade da convivência. ainda no constelação familiar, mas agora no capítulo 25, eh ela vai falar um pouquinho ainda dessa história do do lado negativo, ou seja, de quando eu não uso eu não uso bem a faculdade da fala, da comunicação. Às vezes eu não falo porque eu sou orgulhosa, eu também não vou contar nada, ele que se vire. Às vezes a gente é vítima. Ah, eu vou aguentar, eu não vou falar porque ai, eu eu engulo, vai, deixa quieto, ele não consegue. Então, às vezes a gente cria trapaças paraa gente mesmo. Algumas vezes a gente usa de arrogância, outras vezes a gente usa de coitadismo, de vitimização, né? Então, investir nas conversas, eu vou conseguir falar sem agressividade, eu vou conseguir falar e não vou engolir. É investir no relacionamento. É dizer: "Eu me importo comigo, eu me importo com o outro, tanto que eu vou fazer um sacrifício." Normalmente eu tendo a gritar para intimidar, eu vou tentar não gritar. Normalmente eu tento dar carteirada para que o outro se recue. Eu vou tentar negociar. Normalmente eu me coloco de coitadinha, aceito tudo, não falo nada. Eu vou tentar falar e posicionar o a minha opinião. Então ela diz: "Aparentemente todos parecem assimilar o
Eu vou tentar negociar. Normalmente eu me coloco de coitadinha, aceito tudo, não falo nada. Eu vou tentar falar e posicionar o a minha opinião. Então ela diz: "Aparentemente todos parecem assimilar o conflito, no entanto, porque não houve a sua conscientização clara e lógica através dos diálogos e da convivência harmoniosa? Cada qualcando esquecer o incidente, mas não o conseguindo, vai sendo corroído emocionalmente até o instante em que altera o conceito em relação ao outro. No caso, cônjuge, os irmãos, os filhos em relação aos pais e vice-versa, dando lugar a separações complicadas, acusações surdas ou declaradas, a atitudes insanas de efeitos sempre danosos. Então é isso. Quando eu estou diante de uma situação que não é legal, eu não estou gostando, tem algo que me incomoda, não adianta eu querer dar carteirada, ser arrogante, ser violento, intimidar para que o outro seja escurraçado e eu ganhe. Isso não é comunicação. Isso não vai gerar bons frutos. Como também não adianta eu me submeter, calar a minha boca, engolir sapo, ficar quietinha para que o outro não se altere. Não vai funcionar. eu vou ficar doente. No primeiro caso, a pessoa deixa os outros doentes, né, com essa com esse com essa prepotência, ela deixa os outros doentes. No caso de quem engole sapo, é a própria pessoa que acaba adoecendo. Então, aprender a dialogar é o maior investimento que a gente pode fazer nos nossos relacionamentos. Trabalha a humildade, a flexibilidade, a sensibilidade, a empatia. Tudo isso é uma construção de uma sociedade mais fraterna, mais evoluída. Não tem outro caminho. Nós vamos precisar trilhar esse caminho. Se não for agora por livre, espontânea vontade, vai ser por por eh pela imposição da própria lei do progresso, que faz com que a gente uma hora acorde pra vida, né? Bom, Joana, no livro Encontro com a Paz e a Saúde, no capítulo 5, ela diz assim: "O diálogo é o método eficaz para dimir, dirimir incompreensões, porém feito no alto nível do respeito em torno da opinião do
oana, no livro Encontro com a Paz e a Saúde, no capítulo 5, ela diz assim: "O diálogo é o método eficaz para dimir, dirimir incompreensões, porém feito no alto nível do respeito em torno da opinião do outro, sem qualquer tipo de imposição que resultaria no impedimento para a compreensão que se deseja". É impraticável esperar-se que a união de dois indivíduos que se amam seja sempre tranquila, sem sinosidade ou sem desafios emocionais. Então, nós vamos nos desentender, nós vamos ter as nossas diferenças, mas a gente precisa investir nesse diálogo, que é o método eficaz para diminuir essas incompreensões. Para isso, a gente precisa ter paciência para explicar de novo, para tentar encontrar outra forma de explicar. É preciso ter paciência para ouvir o que o outro está falando. É preciso se esforçar para entender o que é estar no lugar do outro. Aí a gente vai encontrar um um senso comum, porque eu entendi o que ele quis dizer, eu não tinha entendido muito bem, ele me ouviu, eu senti acolhida, então eu posso negociar, o outro pode ser flexível. Tem que ter esse jogo, essa dinâmica que é uma dinâmica com base no respeito. Eu te respeito, eu te ouço, eu permito que você fale. Eu valorizo inclusive o que você tem para falar. Não é de cima para baixo impondo, ameaçando. Que que eu consigo assim? Relacionamento é que não. Relacionamento que não. Eu vou cair numa solidão e logo eu vou começar colher os frutos amargos desse tipo de semente que eu lanço, que são sementes sombrias, acusatórias, vingativas, agressivas. Como é que eu posso disparar esse tipo de semente ao meu redor e achar que eu vou viver num jardim, eu não vou? Então eu é é importante e é essencial que a gente invista na forma mais educada, mais humilde, mais flexível de comunicação. Aí eu fui lá no livro agora é no a O homem Integral. trouxe alguns trechos aqui em que ela vai dar alguns exemplos. Ela vai falar eh de conversações chulas, ela vai falar de contaminação psíquica, de conversas vulgares, trazendo isso para pra
Integral. trouxe alguns trechos aqui em que ela vai dar alguns exemplos. Ela vai falar eh de conversações chulas, ela vai falar de contaminação psíquica, de conversas vulgares, trazendo isso para pra somatização. Então, vamos ler aqui para ver o que que a Joana nos ensina. O homem faz questão de ser visto, de estar cercado de bulha, de sorrisos, embora sem profundidade afetiva, sem o calor sincero das amizades nessas áreas, sempre superficiais e interesseiras. O medo de ser deixado em segundo plano, de não de não ter para onde ir, com quem conversar, significaria ser desconsiderado, atirado à solidão. Então, quantas poses a gente faz para fingir que tá bem na fita, né? Nossas nossas relações, elas são verdadeiras, tem troca mesmo, são significativas? ou eu interpreto papéis, o papel do legalzinho pra turma da do clube, o papel de inteligente pra turma do trabalho, o papel de culpras pros jovens e pros filhos. A minha comunicação, ela é feita com base em roteiros que eu crio para causar boas impressões. Porque que vida é essa? É uma vida vazia, é uma vida que não é real. Ela não se sustenta, ela é só uma vitrine, sabe? Vitrine de eh de cenário de filme, que a hora que você olha, nossa, que loja linda, só que é só o cenário, porque se você abrir a porta daquela vitrine, não tem nada lá dentro. É isso. A pessoa que elabora muita aparência na forma de se comunicar para as pessoas ficarem impressionadas, para as pessoas me invejarem, provavelmente é só um cenário bonito, mas você não pode abrir a porta porque não tem porta. É só de fingir, é só de brincadeira aquilo. É só para est uma aparência de uma cidade. Não tem uma cidade naquele lugar. nossas rela nossas relações, elas são baseadas em cenário ou elas são reais? Aí lá no livro Plenitude, no capítulo dois, ela diz: "As festas ruidosas atraem atenção, as companhias jovens e irresponsáveis despertam interesse. As conversações chulas produzem galhofa, que são satisfações de um momento, responsáveis por sofrimentos de largo porte. Ao mesmo tempo, a
o, as companhias jovens e irresponsáveis despertam interesse. As conversações chulas produzem galhofa, que são satisfações de um momento, responsáveis por sofrimentos de largo porte. Ao mesmo tempo, a contaminação psíquica e física derivada dos condicionamentos doentius dos grupos sociais e dos indivíduos promovem sofrimentos que poderiam ser evitados. A irradiação mórbida de uma pessoa enviada à outra como energia negativa termina por contaminá-la. E caso essa não possui não possua fatores defensivos, reagentes que procedem da sua conduta mental e moral edificante, ela adoece. Então, Joana está falando aqui dessas conversações vulgares do pessimismo, que tudo isso produz fluido e a gente troca, a gente se comunica também de forma fluídica. As trocas não são só trocas de palavras, não são só trocas na forma eh inconsciente do que eu capto na sua expressão. Existe fluido, matéria, matéria que participa dessas trocas. E eu posso nas minhas conversas receber esses bons fluidos que me envolvem. E a gente fala: "Nossa, conversei com aquela pessoa, fiquei tão bem, nossa, saí tão em paz. Por que será? Nossa, conversei com aquela pessoa, eu saí tremendo, meu coração disparado, um suor. Por que será? Porque houve trocas fluídicas. Eu captei, eu me acessei na vibração dela. Então, até por uma questão realmente de energia, a gente deveria priorizar, cuidar, proteger mais as nossas trocas, as nossas comunicações, as nossas relações. E pra gente terminar a principal, a comunicação mais importante de todas, eu trouxe de dois lugares, do Momentos de Saúde, capítulo 13, e trouxe da, de novo, da Constelação Familiar, capítulo 22. Qual é a conversa mais importante que a gente precisa cuidar de ter todos os dias? é a conversa com Deus, esse diálogo verdadeiro, honesto, essa abertura paraa espiritualidade. Então, a gente encontra Joana dizendo: "A oração é o recurso miífico mais acessível para permitir à criatura a comunicação com o criador. Fonte invisível de energias sutis faculta a união da alma com o genitor
gente encontra Joana dizendo: "A oração é o recurso miífico mais acessível para permitir à criatura a comunicação com o criador. Fonte invisível de energias sutis faculta a união da alma com o genitor divino, cujo meio ela aure as forças e a inspiração para os cometimentos difíceis da existência. Essa é a comunicação mais importante, é o diálogo mais importante do nosso dia com Deus. A religião no lar estrutura-se essencialmente nas conversações de todo momento, nos estudos reservados pelo menos uma vez por semana para a reunião da família, nos diálogos de emergência quando sucedem acontecimentos deploráveis, enfim, no dia a dia. Então fica aqui esse convite para que a gente invista nos nas comunicações, nas nossos diálogos, nos nossos relacionamentos, na nossa fala, na nossa escuta, que a gente se lembre que o primeiro diálogo é com a gente, com Deus. É esse diálogo que é o primeiro de todos. E que se a gente quiser uma vida boa, que significa saúde, bem-estar, paz, amor, nós não vamos conseguir se não dedicarmos uma boa dose de atenção para a forma como temos nos comunicado. Muito obrigada. Eu aguardo aqui as considerações, as perguntas de vocês e a gente se encontra semana que vem, se Deus quiser.
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