T01:E09 • A Família • Função da Família

Mansão do Caminho 03/10/2021 (há 4 anos) 58:00 10,897 visualizações 1,082 curtidas

Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 01 - A Família Episódio 09 - Função da Família Resgatar a história da “instituição família”; estilos e tipos de família; “constelação familiar”; exercício para ser indivíduo vivendo dentro de um coletivo. Apresentação: Cristiane Beira

Transcrição

Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia. Espírita com Joana dees. Nos encontros anteriores, nós temos estruturado a família. Falamos bastante sobre os papéis familiares e detalhamos cada um deles. O que seria o ser pai, mãe? Falamos sobre a primeira infância, falamos um pouco sobre a juventude, falamos também sobre os pontos principais do que seria o casal. Dando continuidade ainda a respeito do tema central à família, vamos falar hoje sobre a função principal da família. Para falarmos sobre essa função em específico, vamos resgatar um pouquinho da história. Vamos tentar muito brevemente fazer uma pequena introdução só para nos situar com relação à origem dessa instituição que nós chamamos de família. Confúcio, esse grande filósofo chinês diantes de Jesus, a ele é atribuída a seguinte frase: "A força de uma nação resulta da integridade de seus lares." Nas palavras de Confúcio, nós vamos trazer, na verdade, representantes de todas as grandes religiões, das grandes filosofias, dos grandes pensadores. Eles são unânimes em trazer a temática da família como ponto principal do debate a respeito da humanidade, da vida, a respeito daquilo que nós buscamos enquanto sociedade, de como nos organizamos. A família é realmente um tema que precisa de atenção, precisa de estudo, precisa de um olhar com muito cuidado. Ela precisa ser um ponto central no na discussão de todas as áreas que compõem as ciências, os pensamentos da nossa civilização, da nossa humanidade. No entanto, nós temos percebido um certo esvaziamento no interesse, na preocupação com essa instituição, senão inclusive algumas linhas tentando desconstruir, como se fosse algo que um dia nós resolvemos fazer e que podemos então em algum momento decidir deixar de fazer a reunião em famílias. Mas nós observamos que desde que o mundo é mundo, desde que o ser humano habita o nosso planeta, algo nele natural, esse instinto gregário, faz com que fez com que tem feito com que nós nos reunamos. E nada mais natural do que essa primeira

é mundo, desde que o ser humano habita o nosso planeta, algo nele natural, esse instinto gregário, faz com que fez com que tem feito com que nós nos reunamos. E nada mais natural do que essa primeira reunião ser aquela que é fruto inclusive da própria herança genética. da própria evolução das espécies, da própria natureza. Nada mais claro e e natural que os primeiros grupos dos seres humanos tenham se reunido justamente nesse contexto genético, nesse contexto fisiológico de pais e filhos para depois nós experimentarmos outras formas de agrupamento, por exemplo, sociais. Depois que passamos por esse primeiro grupo familiar, aí sim podemos nos aventurar para formar outros grupos, pertencer a outros nichos que desejemos. Mas dizer que a família é algo que foi inventado e que pode ser deixado de lado, é no mínimo não ter se dedicado a um pouco de estudo a respeito da natureza humana. Desde as primeiras civilizações, as pessoas se uniram. Às vezes o grupo familiar era mais restrito, às vezes era uma tribo inteira, mas existia ali consanguinidade, existiam grupos que se uniam pelo clã, pela tribo, pela forma como se organizavam, mas sempre com essa questão de aproximação, de vínculo hereditário, sanguíneo, como queiramos chamar. Também a história nos traz desde sempre essa pergunta. A família, os primeiros grupos que podemos chamar de tribos, de clãs, do que que nós queiramos, eles se uniam sim de forma consanguínea. Existia ali, não eram pessoas aleatórias que saíam se achando pelo caminho. Primeiro era esse vínculo mais próximo com a consanguinidade, depois no segundo momento, com a com a a o adulto vindo, né, se formando, ele poderia modificar o seu a sua estrutura, o seu grupo onde ele habitava. Mas se discutiu bastante na história, trazendo só essa pequena introdução, se esse vínculo, esse grupo se unia ao redor da mãe ou ao redor do pai. A discussão é essa, muito menos do que se um dia a gente se uniu ou desde quando a gente se uniu em família consanguínea. Em família consanguínea a

se grupo se unia ao redor da mãe ou ao redor do pai. A discussão é essa, muito menos do que se um dia a gente se uniu ou desde quando a gente se uniu em família consanguínea. Em família consanguínea a gente sempre se reuniu, faz parte da natureza. Nós observamos isso inclusive entre os animais. Os animais têm esse primeiro momento em família com sanguínea. Depois eles formam grupos de acordo com os seus outros instintos. Mas esse primeiro instinto de procriar, proteger a cria, manter a união e depois liberar para que essa cria possa aí formar outros vínculos, isso é natural, é de todos nós. Então fica primeiro esse convite para que a gente se dê conta de que família não é uma construção social. Família é uma organização natural. É da natureza humana como é da natureza do animal de alguma forma se unir. É verdade que não é de todos, mas é verdade que a gente percebe quanto mais aprimorado, mais isso passa a existir. É intrínseco da natureza humana. Mas por um tempo se discutiu e ainda se discute se essa primeira organização familiar foi ao redor da mãe, porque é a mãe que fica com esse vínculo mais próximo com a cria, com os seus filhos, ou se ele se estabelecia ao redor do pai, porque era o pai o ponto central no sentido dessa força, desse caçador, daquele que enfrentava realmente com a sua força. as feras saía para buscar comida, enquanto que a mãe permanecia ali ao redor da sua toca, da sua oca, da sua casa, protegendo os filhos e coletando alguma coisa e preparando aquilo que havia. Até hoje não se tem ainda uma certeza. Por quê? Porque às vezes acontece de um jeito e às vezes do outro. É assim a natureza. E é isso que é lindo. Até hoje a gente ainda vive tentando disputar quem é o primeiro, quem é o melhor, quem é o maior, quem é o mais importante. É feminino versus masculino. Até quando? Basta que a gente experimente, basta que a gente estude esses essas grandes formas do passado, que nós vamos ver que as duas coisas acontecem. Em alguns lugares a família se reunia ao redor da

quando? Basta que a gente experimente, basta que a gente estude esses essas grandes formas do passado, que nós vamos ver que as duas coisas acontecem. Em alguns lugares a família se reunia ao redor da mãe. Às vezes não. Às vezes a figura central e e ela era ela quem criava uma ordem familiar era o pai. A gente sabe que quanto mais antigo o materno predominava mais. Sociedades matriarcais são mais antigas do que as sociedades patriarcais. A gente sabe disso porque o feminino também era mais valorizado na nos primeiros tempos dos dos homens na Terra e o masculino tem sido mais valorizado nos tempos mais modernos. Por exemplo, como nós observamos nessas imagens, algumas figuras que foram encontradas, veja essa Vênus que foi encontrada na Alemanha, ela tem 35.000 1 anos. 35.000 anos quer dizer numa época que a gente quase que eram as primeiras experiências, né, com essa mente um pouco mais hã evoluída, mas nós já éramos capazes de eh homenagear, de criar rituais. Então ali e também depois essa outra Vênus, que também foi encontrada de 25 a 28.000 1 anos mostra que a figura feminina ela era valorizada porque era ela que dava luz, era ela que gerava vida. Então eles entendiam o valor do feminino, o valor da mãe, porque era ela que garantia a chegada de uma nova, de um novo ser. Então, naquela época, as sociedades eram mais horizontalizadas, os grupos familiares se organizavam de forma mais horizontal, era uma forma matriarcal, era uma forma materna, não existia tanta hierarquia, todo mundo se ajudava, existia uma proteção desse coletivo, existia esse essa preocupação com o cuidar, com o proteger, com o se cuidar. Então, naquele tempo, o materno era bastante interessante com o desenvolvimento da razão, porque o materno tem muito a ver com a emoção, tem a ver com o sentir, tem a ver com o mundo de dentro, tem a ver com o inconsciente. O paterno tem a ver com a razão, tem a ver com o raciocínio, tem a ver com as a a elaboração das ciências. Então, conforme a vida foi se modernizando, o

mundo de dentro, tem a ver com o inconsciente. O paterno tem a ver com a razão, tem a ver com o raciocínio, tem a ver com as a a elaboração das ciências. Então, conforme a vida foi se modernizando, o ser humano foi se modernizando, esse paterno foi ganhando força e agora a sociedade começou a se organizar mais de forma hierárquica, vertical, antes era mais horizontal. Então agora figuras de referência, ordem, comando, mando, poder aparece. Então, essas duas instâncias a humanidade experimentou. Primeiro, essa coisa mais próxima da Terra, mais materna, mais cuidar, mais proteger, menos conquista, menos dominação de um povo pelo outro, mais atribo se organizando por si mesmo, mantendo a sua própria estrutura. Essas mulheres fartas de seios grandes, de quadris largos, porque era onde ela conseguia garantir a sobrevivência das espécies, era dessa forma. E mais evoluído, a razão, o intelecto cognitivo ganhando força mais do que o corpo. Distanciou um pouco do corpo. Mulher tem mais a ver com corpo, homem tem mais a ver com mente. Isso em termos arquetípicos, em termos simbólicos. Então, essas sociedades mais atuais se organizaram dessa forma mais racional, mais hierárquica, mais com comandos, com poder. Mas de fato as duas estão presentes. Qual é a melhor? Qual é a pior? Qual veio antes? Qual veio depois? O que que para onde a gente vai? A gente sabe para onde a gente vai. A gente vai, quando a gente parar de brigar e tentar escolher um lato, a gente vai integrar. E Joana de Angeles fala muito sobre essa expressão, a integração. Essa integração significa usarmos os dois, aproveitarmos os dois, unirmos os dois lados, os dois aspectos. A vida acontece entre opostos, mas não é para que a gente se permaneça polarizado, é para que a gente entenda que existe esses polos, mas é nosso dever tentar transitar entre eles, permanecer nesse meio, um pouco daqui, um pouco de lá. É sempre os dois lados têm algo a oferecer. A polarização é ruim porque ela é um exagero de algo e um super distanciamento de outro. É como

eles, permanecer nesse meio, um pouco daqui, um pouco de lá. É sempre os dois lados têm algo a oferecer. A polarização é ruim porque ela é um exagero de algo e um super distanciamento de outro. É como se eu falasse aqui não existe e só esse lado que existe. E não é verdade. Os dois lados existem. Então para tudo, para tudo. Aristóteles falava que as virtudes elas são o meio termo entre dois vícios. Olha que bonito. Então, se eu pego a coragem como virtude, eu vou dizer, de um lado, existe um excesso de coragem que passa a ser até irresponsabilidade. É quando eu tomo atitudes que não não tem a ver com coragem, tem a ver com não pensar, não raciocinar, não refletir, ser imprudente. Mas se eu vou pro outro extremo, quando me falta coragem, eu vou pro extremo do medo, eu vou pro extremo da insegurança. Então, nem essa insegurança, esse temor excessivo e nem essa imprudência. A virtude é a gente unir um pouco de cada. Eu preciso ter um pouco de medo porque ele me dá a responsabilidade, o cuidado, a atenção, mas eu preciso ter um pouco de coragem que senão eu fico parado onde eu estou. E a mesma coisa entre o feminino e masculino, entre noite e dia, entre luz e escuridão, tudo sempre tem utilidade. Esses dois lados, paterno, materno. Até quando nós vamos ficar tendo o que escolher? entre uma coisa e outra, entre o lado de cá e o lado de lá, entre o cima e o embaixo. A vida, o equilíbrio, a harmonia está na integração. Então, nessa pequena introdução, nós gostaríamos deixar esse convite. É, existe um livro que chama História da Família, que fala, né, elabora esses conceitos entre o que que foi mais usado, como que a gente mais se reuniu, as nossas sociedades familiares eram mais em volta da mãe, mais em volta do pai. E a gente vê tanto expressões na arte mais antigas referendo, se referindo à mulher como ponto central, como nas mais atuais as figuras de homens, como a gente vê aí as as os reis, né? O quanto o rei é muito mais importante muitas vezes do que a própria rainha. Enfim. E lá nesse livro de James

central, como nas mais atuais as figuras de homens, como a gente vê aí as as os reis, né? O quanto o rei é muito mais importante muitas vezes do que a própria rainha. Enfim. E lá nesse livro de James Cy, a história da família tem assim: O conceito de que o vínculo familiar agnático, ou seja, vindo dos pais, eh, da do patriarcado, do pai, do homem, através da linha masculina, é uma construção artificial que pressupõe bastante inteligência e pensamento abstrato. O vínculo natural de qualquer pessoa é o que aprende a mãe. A relação com o pai e a família deste implica um grau mais elevado de organização. É um trechinho que eu recortei para falar que existe essa discussão e aí o vínculo acontece ao redor do pai. Mas pera aí, o vínculo que prende os filhos, a mãe é muito maior do que o que prende ao pai. E agora? Como é que a gente vai discutir? E é uma discussão que a gente vê e encontra argumentos até hoje defendendo uma coisa e defendendo outra. até o dia que a gente disser assim: "Chega". Na verdade, a família se reúne nesses dois representantes do feminino e do masculino. Precisa ter essas duas expressões. Não estamos falando de pessoa, estamos falando de função masculina, função feminina. Estamos falando de aspecto materno, aspecto paterno, não importa quem a represente, mas o equilíbrio desses dois é que traz mais harmonia do que apenas um representante. A família tem mais possibilidade, menos dificuldade de se funcionar quando ela consegue reunir esses dois aspectos, porque um apoia o outro, um complementa o outro, eles se unem, eles se integramar esse coletivo, primeiro coletivo que se chama família. Então, a proposta é essa integração, menos preocupação para saber qual função familiar é melhor. É a função exercida pelo pai, a função exercida pela mãe, não. É a função exercida pela integração dessas duas polaridades. Mas estamos aqui hoje, o ponto principal é falar sobre realmente o quanto ou quais seriam as funções. Quando nós falamos sobre função, que seria função?

ercida pela integração dessas duas polaridades. Mas estamos aqui hoje, o ponto principal é falar sobre realmente o quanto ou quais seriam as funções. Quando nós falamos sobre função, que seria função? A gente pode pensar em algo que é dinâmico, porque é algo que se proponha, é algo que está a serviço de função tem a ver com utilidade. Função tem a ver com para que serve essa pergunta. Para quê? Para que a família? Qual a utilidade a que ela se destina? Para que a família foi feita? Ela está a serviço de quê? Qual a sua finalidade? Então, ela está como se fosse construindo algo. A função da família é gerar algo. Gerar o quê? Nos encontros passados nós falamos mais sobre papéis, sobre estrutura, sobre layout, onde está cada papel, o que compete a cada papel. Quando falamos de função, estamos falando mais de dinâmica, de funcionamento. Então, nós elegemos aqui algumas funções para que a gente possa delimitar essa grande função. A grande função a gente sabe qual é da família. é laboratório paraa sociedade, é escola de almas, é resgate, é formação de um pequeno grupo que depois vai se integrar ao grupo maior. A gente lembra daquela autora Clarice Estez, que diz que a sociedade nada mais é do que a família da família. Então é isso, a gente faz primeiro o pequeno para depois se aventurar no no macro. O micro é onde a gente treina, é onde a gente consegue, onde a gente dá conta de arrumar para depois a gente ir para esse macro que se chama humanidade, essa grande família de famílias. Então, como uma primeira função, a função que a gente chamou aí de função a, a gente traz lá do livro dos espíritos, que é a função de educar. Primeira função da família, para que ela foi criada? Qual a sua finalidade? Função de educar. Aí a pergunta dos espíritos, a pergunta para os espíritos de Kardec. Nenhuma influência exercem os espíritos dos pais sobre o filho depois do nascimento desse? Quer dizer, basta aos pais darem luz aos filhos e depois os filhos é que se criam. E a resposta ao contrário, veja que resposta

exercem os espíritos dos pais sobre o filho depois do nascimento desse? Quer dizer, basta aos pais darem luz aos filhos e depois os filhos é que se criam. E a resposta ao contrário, veja que resposta contundente. Bem grande influência exercem. Conforme já dissemos, os espíritos têm que contribuir para o progresso uns dos outros. Pois bem, os espíritos dos pais têm por missão desenvolver os seus filhos pela educação, missão de educar. Constitui-se isso, constitui-lhes isso uma tarefa: tornar-seão culpados se vierem a falir desempenho. Então, educar é uma grande e principal função da família. E o que que seria educar? a gente pode desmembrar esse educar em algumas eh eh subtarefas, por exemplo, instruir. Que que é instruir? é oferecer conhecimento, é ensinar como as coisas funcionam, como a vida funciona, é oferecer informação, é dizer paraas crianças desde o mínimo. Olha como que se a a amarra um cadarço. Podemos amarrar desse jeito. Olha, faça um laço aqui, faça o outro laço ali. Isso também é educar, é ensinar, é instruir, é oferecer informação. Filho, olha, isso daqui é um fogão. O fogão serve para isso. Desde as coisas mais simples. A gente vai sim educar por meio de oferecer informações, ensinar o que são as coisas, o que é esse mundo, para que serve essas coisas. Mas nós também pensamos não só em instrução, nós falamos em educar em termos de habilidades. Educar habilidades, que seria isso? desenvolver habilidades. Tem vários tipos de habilidades, podem ser habilidades físicas, né? Vamos ajudar os filhos a desenvolver habilidades físicas. Por exemplo, por exemplo, pelo esforo esporte, a gente desenvolve habilidades físicas, habilidade de correr, habilidade de desenvolver força, habilidades motora, motora fina. Vem cá, filho. Me ajuda a pegar eh eh feijão. Vamos escolher os feijões. Me ajuda, filho, a lavar o arroz. Eu estou desenvolvendo os neurônios. O meu cérebro está sendo ativado. Habilidades, habilidades físicas, habilidades sociais, habilidades emocionais, habilidades

ões. Me ajuda, filho, a lavar o arroz. Eu estou desenvolvendo os neurônios. O meu cérebro está sendo ativado. Habilidades, habilidades físicas, habilidades sociais, habilidades emocionais, habilidades sociais. Filho, você percebe que você quer muito brincar com isso, então imagina que o seu irmãozinho também quer. Então, como você um dia também quis e eu te deixei brincar com isso que era meu, você lembra? Então, seu irmãozinho menor quer brincar com uma coisa que é sua, estou ensinando ele. Como é que a gente faz para dividir, como é que a gente pratica a empatia? Habilidades sociais, habilidades emocionais. Filho, vejo que você está muito triste porque seu brinquedo quebrou, porque você tirou uma nota baixa na prova. Eu sei, eu também já passei por isso. Passo até hoje. O que que a gente pode fazer a respeito dessa emoção que a gente carrega? Como é que a gente pode lidar com isso? Eu estou ensinando o meu filho a identificar a emoção, a falar sobre a emoção, a sentir a emoção e não evitar a emoção. Então, educar é isso. Educar é além de instruir, ajudar a desenvolver habilidades, habilidades físicas, sociais, emocionais, mas é também construir a personalidade dos nossos filhos. É falar sobre valores morais, é construir com exemplos éticos. Filho, eu sei que você ficou com muita vontade de ter aquilo que seu amiguinho tem, mas olha, deixa eu falar para você, nós temos princípios internos que a gente segue porque a gente acredita neles. E um desses princípios é: cada um tem o que é seu. A gente não pega o que é do outro de forma escondida, sem pedir. Isso não se faz porque a gente respeita a propriedade do outro. Então, eu estou formando a personalidade do meu filho, eu estou falando sobre valores morais, eu estou falando sobre ética. Então, tudo isso está dentro do educar. Essa é a nossa missão, segundo os benfeitores espirituais, no livro dos espíritos. É nossa missão e é nossa responsabilidade educar. E educar é tudo isso que a gente falou. Ainda no livro dos espíritos, nós temos agora a função

ndo os benfeitores espirituais, no livro dos espíritos. É nossa missão e é nossa responsabilidade educar. E educar é tudo isso que a gente falou. Ainda no livro dos espíritos, nós temos agora a função B. Então, a pergunta é a seguinte: evidentemente, por meio da especialidade das aptidões naturais, Deus indica a nossa vocação neste mundo. Muitos de nossos males não advirão de não seguirmos essa vocação. Kardec pergunta a respeito daquilo que é nosso, sabe? que é de cada um de nós, que nem todo mundo tem, que é particular, nossos talentos, né? Nossa, nossa, essa é uma, você tem, você é abençoada com esse talento, né? São isso, é isso que é disso que Kardec quer saber. E a resposta dos espíritos assim é de fato. E muitas vezes são os pais que, por orgulho ou avareza, desviam seus filhos da senda que a natureza lhes traçou, comprometendo-lhes a felicidade por efeito desse desvio, responderão por ele. Então essa função B que a gente chamou de orientar tem a ver com isso, tem a ver como é que eu oriento, que seria orientar? Oriente, né? Ocidente, oriente. Orientar tem a ver com os pontos cardeais, tem a ver com dar uma certa direção. Orientar é quase que falar: "Olha, eu vou te ensinar o caminho para o oriente, para o leste", né? Então, eu vou te mostrar onde é essa jornada, por onde você caminha. ao mesmo tempo por onde você não deve caminhar. É como se eu tivesse ensinando pro meu filho qual é seu norte. A gente fala: "Eu vou te dar o norte". Que que eu significo? Que que significa? Que eu estou oferecendo pro meu filho um roteiro de vida. Isso é orientar. Eu preciso, eu, eu, eu devo dizer a ele por onde ir, o que evitar, quais caminhos trilhar, quais caminhos desviar e não se deixar levar. Isso é orientar, é pôr num bom rumo, dar uma boa direção. Mas para eu dar uma boa direção ao meu filho, eu preciso entender para onde ele deve ir. E nem todo filho vai pro mesmo lugar. Nem todo filho vai tem a mesma vida, a mesma, o mesmo espírito, os mesmos talentos, as mesmas necessidades,

meu filho, eu preciso entender para onde ele deve ir. E nem todo filho vai pro mesmo lugar. Nem todo filho vai tem a mesma vida, a mesma, o mesmo espírito, os mesmos talentos, as mesmas necessidades, as mesmas condições. Então, quando eu digo assim: "Ai, eu sou justa, trago, trato todos os meus filhos iguais". Eu posso ser justa, mas não necessariamente ser uma boa educadora, porque o educador primeiro conhece o seu filho, o seu aluno, para identificar quem ele é, o que ele precisa, o que ele traz, para reconhecer qual é a história que ele deve seguir. É dele. Não sou eu que digo pro meu filho para onde ele deve ir. Eu primeiro identifico quem ele é e o que ele precisa para depois dizer, já que você é esse e precisa disso, eu vou te mostrar o caminho que é seu. Eu te ajudo a achar o seu caminho. Por isso que Jung fala que o problema dos filhos muitas vezes está na vida não vivida dos pais, que não fez por si o que gostaria e tenta fazer o filho viver a vida que eu não pude viver. Isso é se apropriar da vida dele, da jornada dele. Então, o verdadeiro pai, o verdadeiro educador, a verdadeira mãe é aquela que primeiro se dedica a observar, a conhecer o seu filho. Que espírito é esse? O que ele precisa? Ele precisa de de mim estando mais perto dele. Ele é um espírito que precisa de mais atenção, que precisa de mais limite, que precisa que eu caminho um pouco com ele. Inclusive, ou ele é um espírito que precisa de liberdade, porque ele é muito preso. Eu preciso soltar para que ele aprenda que ele é capaz. Veja que dois irmãos às vezes gêmeos, e Joana de Angeles fala isso, às vezes univitelinos e eles são espíritos muito diferentes, que requerem, que precisam de coisas muito diferentes. Então, quando a gente fala sobre orientar, nós estamos dando um norte, uma direção, um rumo. Mas não é qualquer rumo. Não existe um rumo só para todo mundo. E por acaso todo mundo transita pela mesma estrada? Quando eu saio de casa e pego uma estrada, existe só uma. Quer dizer, todo mundo que saiu de casa hoje para

. Não existe um rumo só para todo mundo. E por acaso todo mundo transita pela mesma estrada? Quando eu saio de casa e pego uma estrada, existe só uma. Quer dizer, todo mundo que saiu de casa hoje para pegar uma estrada pegou a mesma. Não. Se eu falar qual estrada eu pego? A pergunta é: depende para onde você quer ir. Você precisa do qu? Você busca o quê? Porque dependendo do que você busca, você vai para um caminho ou outro. Então, orientar é estar atento para saber qual caminho esse espírito que está como meu filho precisa seguir para eu poder orientá-lo pela via certa, pelo caminho, pelo trajeto certo. Então, é estimular essa viagem, mas é a viagem que o filho precisa e não a gente. Então, segunda função seria esse orientar. Terceira função que a gente traz, que a gente chamou de reparar. Então a gente entra agora lá em Joana de Angeles. Nós trouxemos muitas reflexões do livro Constelação Familiar. Não faz parte da coleção da série psicológica. No entanto, é um livro sensacional. É um verdadeiro tratado sobre a família e merece ser estudado, merece estar do lado da cama para de vez em quando a gente lembrar, porque é a nossa vida, a vida familiar. é uma é uma estrutura básica da sociedade. Nesse reparar, que que a gente entende por função de reparar? Reparar significa o quê, né? Corrigir significa consertar, significa remediar. Quer dizer o quê? que algo foi feito, mas precisa ser refeito, ser precisa ser reconsiderado. Precisamos voltar o olhar para aquilo que já foi feito e precisamos modificar, melhorar, aprimorar, consertar, remediar. Isso é reparar. e educar, criar um filho, formar uma família, requer também muito de reparação. Muitas coisas precisam ser reparadas dentro da família. por exemplo, os nossos mal feitos do passado, aquilo que a gente não fez bem, os as nossas expiações, os nossos débitos do passado, muitos deles vem para a família reparar. Então, Joana deângeles lá no livro ela diz assim no capítulo 4: "A família é sempre o sublime laboratório de

as nossas expiações, os nossos débitos do passado, muitos deles vem para a família reparar. Então, Joana deângeles lá no livro ela diz assim no capítulo 4: "A família é sempre o sublime laboratório de caldeamento." Olha que expressão bonita, de caldeamento de espíritos. Vamos pôr, né? Nessa caldeira, ensejando as experiências iluminativas mais variadas no educandário, no educandário terrestre. desafetos graves mergulham nas vestes carnais a fim de recomeçar a experiência evolutiva nos braços e na ternura dos seus antigos algozes ou de suas vítimas desditosas, experienciando vivências de reparação mediante a compaixão e a ternura, que propiciam encantamento, renovação e paz. Então é isso, essa foto que a gente vê bonita, né, de que parece um pai com filho ou talvez dois irmãos, não sabemos, estão bem, né, estão felizes, estão se valorizando. Talvez nem sempre tenha sido assim. Talvez eles consigam hoje estar nessa condição justamente porque tiveram a oportunidade do esquecimento do do passado, tiveram a oportunidade de vir numa família como entes queridos e tiveram a oportunidade de se conhecerem. sem a lembrança daquilo que um tinha feito pro outro de prejuízo. E como se tivessem uma nova história, eles se conheceram, eles eles entenderam que os dois tinham valor, que os dois tinham problemas, mas aprenderam a se afinar, aprenderam a se amar. Então, estar em família também tem a ver com reparar o passado. Por isso que fica aquela dica. Primeiro, o filho que chega para nas suas mãos, ele não vem como um livro limpo, aberto, novo, uma tábula rasa. Ele já é um livro com muitos capítulos. Eu primeiro preciso aprender a ler esse livro que já tem capítulos para depois poder ajudar a continuar a escrever os próximos capítulos. Muitas vezes quando eu recebo esse livro que já vem com histórias contadas, às vezes eu não gosto da história. Muitas vezes a gente vê as mães, os pais identificando, ai não me dou, não tenho afinidade com esse membro da minha família. às vezes é um próprio filho que você tem

às vezes eu não gosto da história. Muitas vezes a gente vê as mães, os pais identificando, ai não me dou, não tenho afinidade com esse membro da minha família. às vezes é um próprio filho que você tem dificuldade no relacionamento, você não sabe como lidar, tem uma emoção que a gente não reconhece, pois é esse que mais requer a minha atenção, principalmente se eu estiver no papel de referência, de responsabilidade, ou seja, pai, mãe, avô, né? figura de responsabilidade. Eu aceitei a missão de tentar aproximar. Eu sei, eu em espírito que eu receberia aquele que foi o meu inimigo do passado, mas eu é que vim na condição de pai e de mãe. Provavelmente eu é que quis assumir ou eu aceitei assumir a responsabilidade de quem faria maior o esforço. Eu não me dou bem, ele não se dá bem, a gente não se dá bem, mas eu como pai preciso fazer um esforço maior para que a gente se dê bem. Não dá para dizer agora: "Ah, mas a gente no passado fomos inimigos eh pares, né? Tudo bem, mas hoje você é mãe, hoje você é pai". O esforço que você faz para que isso dê certo tem que ser muito maior do que o esforço que o filho emprega, porque você assumiu a posição de pai e de mãe e você em espírito vai se cobrar por isso. Então, vamos lembrar que nós estamos tendo chance de reparar, de consertar, de aprimorar, de melhorar. Não vamos nos sentir vítima. Olha o que o meu filho faz para mim. Olha o que o meu pai faz para mim. Onde se viu? Ninguém é pobre. Coitado, a gente sabe disso. Por mais que a gente insista em contar histórias trágicas, as histórias podem ser trágicas, só que elas não estão completas. Quando eu leio um livro com muitos capítulos, às vezes eu entro num capítulo em que eu choro copiosamente. Aquele capítulo foi a injustiça pura. Não quer dizer que o livro inteiro seja uma injustiça. Esse capítulo atual pode ser que eu me sinta injustiçada, mas é um capítulo da minha vida. A pergunta é: que será que eu fiz no capítulo anterior para ter me colocado nessa situação atual? E isso me

. Esse capítulo atual pode ser que eu me sinta injustiçada, mas é um capítulo da minha vida. A pergunta é: que será que eu fiz no capítulo anterior para ter me colocado nessa situação atual? E isso me ajuda como espírita que acreditamos na reencarnação, no na no na nas leis de causa e efeito, no livre arbítrio, me ajuda a ao diálogo interno. Ao invés de me sentir coitada, porque minha mãe, o meu pai ou meu filho me persegue, porque não me entende, porque me desvalorizam, eu vou falar: "Meu Deus, obrigada, porque a gente não lembra do que a gente aprontou. Se está difícil a gente se harmonizar sem a gente saber o que a gente aprontou no passado, imagina se a gente soubesse quem a gente é, dificilmente a gente teria maturidade moral para lidar com isso. Então, obrigada a Deus pelo esquecimento do passado e pela oportunidade. Mais gratidão, como diz Joana deângeles no seu livro, Psicologia da Gratidão, menos reclamação, menos vitimização. Então, é também reparação à vida em família. E a gente precisa ter isso consciente para não abandonar achando que deu errado. Ih, meu eh deu deu errado. Não, não sei. A gente não tem afinidade. Que pena fazer o quê? A gente não tem afinidade. A gente veio para cá para se afinar. E o que que nós estamos fazendo? Esgotamos todas as possibilidades. Não somos vítimas. Então vamos repetir agora a experiência, mas vamos repetir dessa forma certa, coerente com a gente, com as nossos princípios. Uma outra função que a gente chama aqui de formar é também parte da família formar. A formação. Formação seria o quê? Como que eu vou formar algo? Eu primeiro elaboro algo, sonho, planejo, depois como que eu vou executar. Depois eu ponho numa forma, depois eu formato. Então tem a ver com construir algo que foi elaborado, pensado, planejado e feito. Isso é formar. Formar é entrar nesse processo de desenvolver algo. Joana de Angeles, no livro O Despertar do Espírito, capítulo 7, diz assim: "A fornalha mais preciosa para o amoldamento. É isso, eu vou moldar, mas

Formar é entrar nesse processo de desenvolver algo. Joana de Angeles, no livro O Despertar do Espírito, capítulo 7, diz assim: "A fornalha mais preciosa para o amoldamento. É isso, eu vou moldar, mas é um moldar profundo. Não é só deixar o filho bonitinho, limpinho, de laçarote no cabelo. É formar de dentro para fora, né? do caráter e da personalidade é o lar. Quando esse falta deixando ser informação em mãos estranhas ou no abandono, quando eu não faço esse planejamento, essa elaboração, esse desenvolvimento, quando eu não faço a formação desse filho e eu deixo ele por si ou na mão de estranhos, o sofrimento marca ali o desenvolvimento psicológico que passa a exigir terapia de amor muito bem direcionada. pro resto da vida, essa essa pessoa vai precisar lidar com essas questões emocionais, com a sensação, com a percepção de que não foi bem aceito, de que não foi bem cuidado, de que não foi amado, de que foi ã que ficou alienado, que ficou à margem. Ele vai precisar tentar reconstruir por si aquilo que ficou em vazio por causa da falha na formação, no desenvolvimento, né? Imagina eu construindo uma casa e depois eu esqueço de uma parte da casa ou eu deixo a casa lá e não termino. Fica essa obra mal acabada que não tem a estrutura que precisava ter. Então, é também uma função a gente formar os filhos nesse sentido de elaborar, de gastar tempo, de dedicar, de de construir aquele ser que está na nossa responsabilidade, sobra responsabilidade. Mais uma função da família, preparar. Agora a gente olha pro futuro. Preparar tem a ver com planejar, com aprontar, com arrumar, tem a ver com aparelhar. É o que eu preciso fazer hoje, que que eu preciso providenciar para que no futuro isso fique bom, para que no futuro isso dê certo, para que isso aconteça, para que o melhor seja feito. É mais uma função que a família tem nas suas mãos, né? Lá na no livro Despertar do Espírito, Joana deângeles diz: "Quando renasce em ninho de paz, então a preparação está boa, tem um ambiente de preparação harmonioso,

que a família tem nas suas mãos, né? Lá na no livro Despertar do Espírito, Joana deângeles diz: "Quando renasce em ninho de paz, então a preparação está boa, tem um ambiente de preparação harmonioso, mais facilmente se lhe estruturam as perspectivas de triunfo. Olha essa carinha linda dessa criança, né? feliz em face das cargas emocionais de tranquilidade, amor, de alegria, com as quais se robustece, podendo seguir sob o amparo e, ao mesmo tempo liberdade. A criança cresce livre, ela cresce acreditando que ela pode, que ela dá conta, que ela é importante. Mas em situações opostas, quando não existe uma boa preparação, um bom ambiente, uma preocupação com aquilo que vem antes, né, com a elaboração, o martírio se lhe insculpe no inconsciente em expressões de ressentimento e medo, ódio e humilhação, perdendo o sentido elevado da existência pela qual se desinteressa, fugindo para estados mórbitos da personalidade. é aquela pessoa que vai crescer com muitos transtornos, distúrbios, fobias, depressão, pânico, insegurança, vive tendo que lidar com questões, não se sente livre, não se sente segura, não se sente solta, tem sempre algo que incomoda, não se sente como se não tivesse se encaixado em si mesma. Isso tudo porque a preparação não foi bem feita. A gente não faz isso quando a gente vai viajar e a gente prepara, a gente compra a passagem com o valor certo, porque a gente fez com antecedência, a gente conseguiu o melhor negócio, a gente sabe para onde vai porque teve tempo de estudar os lugares, a gente já chega com uma reserva em algum lugar, então me dá segurança de que eu sei que eu não vou ficar na rua, eu sei que mala que eu preciso levar, porque eu sei que clima que vai estar. Olha como que eu tenho muito mais chance de ficar bem nessa viagem. Agora imagina alguém chegar e falar assim: "Sai correndo agora que você vai para um outro lugar que você não sabe aonde, como, quando e você tem que sair se adaptando." Provavelmente você vai ter muitos dessores. Provavelmente você vai

assim: "Sai correndo agora que você vai para um outro lugar que você não sabe aonde, como, quando e você tem que sair se adaptando." Provavelmente você vai ter muitos dessores. Provavelmente você vai dormir, você vai precisar, talvez dormir no relento, você vai passar fome, talvez sua roupa não esteja adequada, talvez você passe por muitos desafios. Tudo que a gente planeja, que a gente prepara, a gente tem mais chance de dar certo. Inclusive, a família é uma preparação do futuro, do futuro dos seus filhos e da humanidade. Uma família bem formada, uma família estruturada, e por isso que a gente tá investindo tanto, falando tanto da família, a gente eh garante um planejamento, uma preparação de uma sociedade mais fácil. ali na frente mais harmônica, mais equilibrada. Então, preparar é mais uma função da família. A próxima função da família, amar. Olha que linda essa função, né? E quando falamos de amor, falamos de vínculo, falamos de aliança, falamos de compromisso, falamos sobre o que é incondicional. Quer dizer, eu não tô fazendo uma transação. Amar é, lembra das figurinhas? Amar é amar não é fazer negociação. Olha, eu fico com você para que você faça aquilo por mim. Eu estou com você. Afinal de contas, eu consigo ter isso. Se eu não tivesse, eu não conseguiria. Isso não é amar. Isso é fazer negociação, que tudo bem também a gente pode fazer. Mas o amor é esse que Jesus nos ensinou, que ele ofereceu quando ele não tinha nada para receber da gente, que ele tivesse carência. Ele não tinha, ele não tinha. É lógico que ele recebeu da gente carinho e, enfim, ele recebeu experiência, ele recebeu muita coisa, mas não porque ele precisava, ele veio porque ele quis, ele veio por amor. É uma, é o amar é essa autodoação, é uma doação sem esperar uma volta, um retorno. Não é necessariamente uma mão dupla. passa a ser porque por efeito, uma vez que eu amo necessariamente eu vou despertar no outro coisas boas e provavelmente isso volta para mim também. Mas o amor ele é essa doação.

iamente uma mão dupla. passa a ser porque por efeito, uma vez que eu amo necessariamente eu vou despertar no outro coisas boas e provavelmente isso volta para mim também. Mas o amor ele é essa doação. E Joana deângeles no livro Concelação Familiar diz assim: "Educar com e pelo amor constitui método mais eficaz para conseguir seu equilíbrio na família, reunindo todos os membros numa interdependência afetuosa, ao mesmo tempo sem paixões individualistas ou geradoras de vinculações doentas. Então esse verdadeiro amor, ele o outro entra. Não tem o que ela chama de paixão individualista. Eu não tô com você porque para mim me faz bem, porque eu gosto, porque eu tenho prazer, porque eu fico orgulhosa de de estar com alguém. Não, eu estou com você porque você é importante para mim. Não tem uma vinculação doentia desequilibrada, carente no sentido negativo, doentil do termo, né? E aí a gente lembra dessa expressão, né? O outro me importa. E esse importar, a origem da palavra, ela vem de quando nós precisamos, quando as os reinos precisaram começar a se abrir uns para os outros, porque as as comunicações, os meios de de locomoção começaram a se aprimorar, então tinha muito mais trânsito entre reinos. E aí, eh, eh, essa palavra importar vem de lá, quando os portos, né, as as grandes navegações, eh, eh, foram incrementadas e o reino precisava abrir suas portas para receber o estrangeiro. E aí que vem a palavra importar. Importação significa: "Eu estou aqui fechado, mas eu abro para você que é diferente, para você que é um outro, para você que é de fora, para você que é estrangeiro." E o amor tem tem a ver com isso. O amor tem a ver com se importar com o outro. Ou seja, eu abro as portas de mim, do meu coração, do meu ser, para receber em você, receber você em mim. Eu me abro como reino para você. Você que é estrangeiro, que é um outro, que é diferente de mim, eu me importo com você. Eu me abro para esse diferente entrar em mim. Olha que lindo, né? Que expressão linda. O amor tem a ver com

ocê. Você que é estrangeiro, que é um outro, que é diferente de mim, eu me importo com você. Eu me abro para esse diferente entrar em mim. Olha que lindo, né? Que expressão linda. O amor tem a ver com isso. O amor tem a ver com aceitar o estrangeiro, aceitar o diferente, aceitar o estranho, por mais que ele seja estranho e diferente, mas é nós nos abrirmos para ele. Como tem faltado isso. E isso começa como treino lá na família. Então, a família, uma das funções principais é amar, é ensinar o amor para que depois ele aprenda desenvolver esse amor para outros âmbitos da sociedade, da natureza, de outros mais longe, né? Jesus falou: "Amar o próximo como a si mesmo." Esse amor é um ponto fundamental, precisa ser vivenciado nas famílias. E uma última função que a gente destaca, porque a gente poderia ficar aqui por muito mais tempo, tem a ver com o espiritualizar, que é uma outra função importante da família. Veja, guardamos os melhores pro fim, amar e espiritualizar. Joana deângeles no livro Concelação Familiar diz: "Como é natural os pais irão transmitir a doutrina religiosa à qual estão vinculados, apresentando o seu lado ético e nobre, suas propostas libertadoras e gentis, evitando sempre apresentar os mistérios incompatíveis com a lógica e a razão, as arbitrárias punições divinas, as ameaças cruéis em relação à aqueles que procedem mal. oferecendo a reflexão em torno da alegria que se deriva da fé, da esperança e da felicidade como resultado das incomparáveis contribuições do amor inefável de Deus. Então, espiritualizar é trazer pros filhos, pra família, um exercício daquilo que transcende a matéria. É garantir que dentro da família existe espaço, exista diálogo, exista tema. que se refere ao que transcende, ao que é do alto, as questões existenciais, as questões da profundidade da alma, do espírito, precisa haver espaço. É óbvio, como diz Joana de Angeles, que os pais tragam aquilo que eles conhecem. Se eu sou católica, se eu sou espírita, seja lá qual for a minha religião, eu vou

a, do espírito, precisa haver espaço. É óbvio, como diz Joana de Angeles, que os pais tragam aquilo que eles conhecem. Se eu sou católica, se eu sou espírita, seja lá qual for a minha religião, eu vou falar daquilo que eu vivo, daquilo que me complementa, daquilo que eu gosto. E sim, um dia, talvez quando eles crescerem, eles se identifiquem com outras formas de expressão espiritual e eles possam fazer as suas escolhas. O que a gente não deve é deixar que isso aconteça quando crescer, como a gente escuta. Não vou interferir com religião pro meu filho agora. espera ele ficar adulto para ele escolher. Mas a gente sabe que em termos de estrutura do ser humano, o espírito, a área espiritual, ela é um dos uma das partes do ser humano. A gente não fala para ele: "Não vou ensinar uma ciência ou outra ciência, não vou ensinar uma língua pro meu filho. Deixa ele crescer para ele escolher qual língua ele quer. Eu não vou falar pro meu filho, eu não vou dar uma comida específica pro meu filho. deixa ele crescer para escolher que comida ele gosta. A gente oferece aquilo que a que a gente usa pra gente, que nos faz bem. Então, o ser humano, ele é corpo, ele é mente, ele é emoção e ele é espírito. E isso quem até quem tem falado, as próprias ciências já estão se debruçando e admitindo esse outro aspecto do ser humano, que é esse aspecto que a gente chame do que quiser, de aspecto espiritual, energético, seja como a gente queira chamar. Mas na educação já tem a escola Valdorfala sobre o corpo etérico, sobre o corpo astral, falando que nós temos esse novo, esse outro aspecto que não é material. A psicologia de Ung fala que a gente já traz esse espírito que não é necessariamente o espírito do espiritismo, mas fala dessa outra instância. Nós somos seres espirituais, nós somos. E cada vez mais isso tem ficado claro. E se nós somos seres espirituais, a família precisa desenvolver a espiritualidade dos filhos como queira. Ah, vamos falar só de meditação, vamos fazer apenas uma oração

vez mais isso tem ficado claro. E se nós somos seres espirituais, a família precisa desenvolver a espiritualidade dos filhos como queira. Ah, vamos falar só de meditação, vamos fazer apenas uma oração que seja, mas precisa apresentar pros filhos a espiritualidade. Não estamos falando nem de religião, mas se temos nossa religião, por que não oferecer? Eu não ofereço o alimento que me faz bem pro meu filho, não faço tanta questão que ele coma brócolis. Não faço tanta questão que ele tome as vacinas para proteger seu corpinho, que ele vá pra escola para aprender português, matemática, para saber fazer contas, para que ele tenha um emprego. Por que que eu não me importo com o lado espiritual? Existe uma uma fala de um professor que ele diz assim: "Ser humano na Terra gosta muito de andar de um lado pro outro, no sentido de que eu tô sempre vendo o que o outro tem. Eu tô sempre correndo para ver o que que tá rolando. Eu quero me enterar das coisas que estão aqui, ó. que que tem para fazer ali? Que lugar que é aquele lá? Quem é aquele fulano? Eu tô sempre indo de um lado pro outro. É bom a gente ir de um lado pro outro. A gente troca experiências, a gente se preocupa com as coisas daqui. E aí ele fala: "Que pena que os o o o ser humano não faz outros movimentos". Às vezes ele faz, ele faz um movimento que de uma forma equivocada. Ele faz o movimento de pra frente e para trás. para frente, para trás, no sentido de eu vou para trás para visitar o passado e vou paraa frente para visualizar o futuro. Mas aí o ser humano já começa se desequilibrar. Por quê? Porque ele não olha pro passado para aprender com ele. Ele olha pro passado para ficar se lamentando, ficar magoado, ficar preso ou às vezes nostalgicamente só a fala do passado, porque antes era muito melhor. E vai pro futuro, não para visualizar, para sonhar, mas vai por ansiedade, por antecipação e acaba até sofrendo por isso. Então, vai para trás, fica depressivo, vai pra frente, fica ansioso. E aí esse professor fala: "Agora o que o

alizar, para sonhar, mas vai por ansiedade, por antecipação e acaba até sofrendo por isso. Então, vai para trás, fica depressivo, vai pra frente, fica ansioso. E aí esse professor fala: "Agora o que o que o ser humano não costuma fazer é são os movimentos de para cima e para baixo. Para baixo no sentido de para si mesmo e para dentro, pro fundo, ir lá pro inconsciente, ir paraas suas entranhas, ir para conhecer esse mundo escuro e nem ir para cima, que é para Deus, que é visualizar, que é transcender, que é conversar com o sagrado, com o divino, com o pai, com o criador. Então, nós precisamos trazer, não vamos falar pro filho só fica correndo, competindo, correndo atrás das coisas que estão aqui. Existe um movimento lindo, filho, que esse movimento ele vai para cima para Deus e ele vai para dentro para você. A gente tem convidado os filhos para se conhecer e para conversar com Deus. Isso é da natureza humana, espiritualizar. Então fica aí esse resuminho que a gente pôs aí as funções educar, orientar, reparar, formar, preparar, amar e espiritualizar como funções principais para a vida em família, para que a vida em família tenha essa finalidade profunda, que é formar seres felizes, saudáveis, equilibrados para inserirem se inserirem na sociedade e colaborarem com nossa humanidade. Essa é a função principal da família, é ter uma ordem dentro suficiente para que tudo isso aconteça. Preparação, formação, reparação, amor, espiritualidade, para que a gente saia pra vida em sociedade mais capacitados, comprometidos, harmonizados, conscientes e coerentes. Deixo dois, um alerta e um lembrete. Esse alerta é Joana de Angeles, que nos diz a respeito do quanto que existe aí de alguns movimentos tentando desconstruir a importância da família. E a benfeitura diz: "Os atuais formadores e multiplicadores de opinião que ridicularizam a família, banalizando os compromissos do ninho doméstico, são vítimas dos lares desajustados que os geraram, confirmando o absurdo de tal conduta em

res e multiplicadores de opinião que ridicularizam a família, banalizando os compromissos do ninho doméstico, são vítimas dos lares desajustados que os geraram, confirmando o absurdo de tal conduta em relação a outros cidadãos ordeiros, fomentadores do progresso e construtores da ordem e do bem-estar em toda parte. Então, pergunte-se se a instituição família te incomoda tanto, você já se interessou em saber porquê? Será que não existe algo seu, algum conflito que é seu, misturado com essa opinião que você tem? Antes de sair dizendo o que que serve pros outros? Que tal mergulhar um pouco para dentro de si e cuidar daquilo que foi ferido? provavelmente nas relações familiares, antes de deixar que essa ferida da criança que não foi bem desenvolvida, dê opiniões e busque formar outras opiniões. A família, como a gente falou no começo, é algo que é da natureza humana. E não é uma escolha que a gente diz assim: "Ah, isso é bobagem, alguém que inventou". Não faz parte da nossa natureza, faz parte da nossa história de humanidade. E para encerrar, Joana de Angeles diz: "No lar, desse modo, encontram-se os recursos preciosos da educação para a formação equilibrada do caráter e da personalidade que se prolongará por toda a jornada terrestre". Fica esse convite para que a gente estude mais a respeito das funções que nós podemos aprimorar em nossa família para que nós tenhamos mais êxito nessa empreitada de formar essa célula pequena que seria depois um dos grandes contributos para essa grande célula que se chama humanidade.

Mais do canal