T01:E12 • A Família • Perguntas e Respostas
Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 01 - A Família Episódio 12 - Perguntas e Respostas Neste episódio excepcional, Cristiane Beira traz a participação do público através das perguntas e comentários, buscando entender como os temas abordados se refletiram nas pessoas que acompanharam esta série exibida em primeira mão no canal do YouTube, TV Mansão do Caminho. A partir dos depoimentos selecionados, Cris relembra a principal função da família, a importância dos diálogos e os limites saudáveis. Apresentação: Cristiane Beira
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita. com Joana de Angeles. Hoje faremos aquele episódio excepcional. interrompemos um pouco os temas que vimos tratando para poder dar um pouco de voz a essas esses comentários, as perguntas, eh trazer um pouco mais a participação daqueles que têm nos acompanhado. Desde já agradeço imensamente, confesso que fico ansiosa sempre pelos comentários, é, para saber o como isso está refletindo na família, nas pessoas, para entender um pouco mais se tá fazendo sentido, eh, se é útil, se as pessoas realmente sentem necessidade de conversar, de parar um pouquinho a sua vida para refletir a respeito desses temas que fazem parte eh da estrutura da família. Então, nós selecionamos algumas alguns comentários, algumas participações dos três últimos episódios. O episódio sete, que fala sobre a função da família. Eu selecionei um dos slides que nós apresentamos no episódio 7, função da família, só para dar uma recapitulada, uma relembrada no tema. A função da família como base principal é realmente formar cidadãos, seres humanos paraa vida na Terra e é também educar esses cidadãos para eles mesmos. Quer dizer, a família ela vem como uma promotora da vida de cada espírito que reencarna. A família, ela tem essa missão, essa função principal, receber o espírito que vem com o vel do esquecimento passado, muito acessível às impressões do meio. Então, a família, cabe à família como função principal essa educação desse espírito. E pensando como efeito dessa educação, sim, a formação desse cidadão que depois vai fazer parte da sociedade. Por isso que Joana deângeles fala que a família é a base primeira, é a célula primeira para depois formar a sociedade. A sociedade nada mais é do que a família das famílias. Primeiro nós fazemos os nossos núcleos familiares que depois em conjunto formarão a sociedade. Então nós destacamos dentro dessa função principal que é educar o espírito que chega para que ele seja um bom cidadão para a nossa humanidade. Dentre esses temos alguns
conjunto formarão a sociedade. Então nós destacamos dentro dessa função principal que é educar o espírito que chega para que ele seja um bom cidadão para a nossa humanidade. Dentre esses temos alguns objetivos, algumas subfunções que seriam além do educar, orientar no sentido de dar uma orientação. Quando nós estamos perdidos numa cidade que não conhecemos, precisamos de pesquis orientação. Nós dizemos para as pessoas, hoje a gente tem isso no celular, né? Nós temos os apps que nos orientam em qual rua entrar. Antes nós precisávamos de pessoas. Você poderia me dar uma orientação? Que que é essa orientação? É para qual caminho eu devo ir se eu pretendo chegar em tal lugar. Então, orientar é dar esse norte, é falar dos pontos cardeais, é mostrar para qual caminho seguir. Isso é função da família, mas é também reparar no sentido de que esses espíritos que chegam com os seus as suas cargas do passado, muitas delas desequilibradas, disfuncionais. Então, cabe à família prestar atenção nas tendências inatas que nós trazemos e nós contamos com esses familiares mais velhos, os nossos pais, os os avós, os irmãos mais velhos, para nos ajudarem a reparar aqueles comportamentos, aqueles traços de personalidade que não são adequados. Cabe à família também formar a formação. Então, já começa a entrar uma questão interna. Então, eu sou formada pelos valores da minha família, a minha formação é a religião tal, são os valores A, B e C. Então, também cabe à família essa formação ética, formação moral. Cabe à família preparar as crianças e os adolescentes pra vida. Isso quer dizer trazer consciência do que que está acontecendo lá fora, de como seria a melhor conduta, dos riscos que corremos, das proteções e seguranças que precisamos. Então, preparar paraa vida é também amar. O vínculo afetivo é muito importante, é a base para tudo. Nós falamos bastante sobre o quanto a criança que se sente amada, ela supera, ela avança, ela consegue lidar com questões muito difíceis. se ela se sentir pertencente, se ela tiver esse
ase para tudo. Nós falamos bastante sobre o quanto a criança que se sente amada, ela supera, ela avança, ela consegue lidar com questões muito difíceis. se ela se sentir pertencente, se ela tiver esse vínculo. E nós trazemos também o espiritualizar no sentido de introduzir uma religião, não importa qual seja, mas mostrar para as crianças que assim como a gente cuida do corpo, a gente cuida da mente, a gente cuida da profissão, a gente cuida da casa, a gente cuida também do nosso espírito. trazer as crianças essa informação, essa realidade de que somos seres espirituais e precisamos então vivenciar a nossa espiritualidade, que é a conexão com Deus. E a partir dessa desse episódio que nós conversamos sobre essas principais funções da família, nós tivemos a participação, eu selecionei a participação da Telma. A Telma nos diz assim: "A família é muito importante, sim. E como meu casamento foi muito tumultuado, meus filhos sofreram muito e sofrem até hoje. Todos os três têm problemas emocionais. Hoje sou divorciada depois de 30 anos de casamento. As marcas são profundas e para sempre. Converso com todos eles, sobretudo. Hoje estou fazendo o que não consegui fazer quando eles eram pequenos. Quero deixar apenas ensinamentos e não palavras. Estou trabalhando no Centro Espírita. estudando e lutando com as minhas más tendências e aos poucos estou conseguindo melhorar. Primeiro, Telma, muito obrigada, muito obrigada pela caridade de ter nos dado o seu depoimento. Nós sabemos o quanto é duro, o quanto é difícil emocionalmente nós darmos voz a aqueles aquelas emoções que foram difíceis, aos acontecimentos que foram, como você diz, tumultuosos, tumultuados. Sabemos o quanto é difícil abrir a nossa alma. para falar daquilo que nem sempre foi o mais sonhado, para falar das nossas dificuldades. Então, agradeço imensamente por você ter se sentido acolhida a ponto de compartilhar com a gente isso. Era exatamente isso que a gente gostaria, que a gente se sentisse parceiros da jornada, que nós
. Então, agradeço imensamente por você ter se sentido acolhida a ponto de compartilhar com a gente isso. Era exatamente isso que a gente gostaria, que a gente se sentisse parceiros da jornada, que nós nos tratássemos como irmãos. Aqui não tem ninguém diferente um do outro. Estamos todos nessa luta tentando nos melhorar, vencer as más inclinações, tentando cuidar da família e levando em consideração que trazemos as nossas próprias questões, dilemas, conflitos, somos imperfeitos, estamos em processo de amadurecimento e de progresso. Então, como cobrar perfeição? Como cobrar apenas sucesso se temos consciência que ainda somos sombra também. Então, muito obrigada pela pelo pelo seu ensinamento, porque é pra gente um ensinamento. E você fez aqui um resumo que eu acredito que seja um resumo que se encaixe guardadas as devidas proporções, eh, considerado também cada a característica de cada família. Acho que todos nós enfrentamos isso. Enfrentamos frustrações. Dificilmente acho que alguém vai dizer assim: "Ah, não, a minha vida para trás, ela foi perfeita, eu acertei todas. Nossa, meus filhos não tinha como ser melhor educados". Eh, é impossível. A gente pode estar nessa posição meio que em negação, porque é difícil às vezes a gente olhar o que que não ficou bem resolvido e muitas vezes a gente prefere escolher uma história para contar. Mas dificilmente a gente viver uma vida só de sucesso, uma vida só perfeita, uma vida onde que tudo funcionou. A gente sabe que nós vamos olhar para trás e a gente vai encontrar sim questões bastante difíceis, como a Telma nos apresenta. Então eu destaco aqui do comentário da Telma que sim, casamento tumultuado reflete em todos, não só nos seus filhos. Stelma, você mesmo disse que você também traz marcas profundas e que ficarão para sempre. E é verdade, o casamento tumultuado, ele afeta não só os filhos, mas ele afeta primeiro os próprios envolvidos, né, no casamento, os cônjuges, e reflete na família anterior, nos avós, e reflete nos amigos, porque todo mundo sofre junto.
ele afeta não só os filhos, mas ele afeta primeiro os próprios envolvidos, né, no casamento, os cônjuges, e reflete na família anterior, nos avós, e reflete nos amigos, porque todo mundo sofre junto. Então, todo mundo que é envolvido, que participa, que observa, que analisa, que acompanha um casamento tumultuado, todo mundo de alguma forma é afetado. Então, eu queria primeiro tirar essa sensação de culpa que muitas vezes a gente carrega, como se a gente fosse o promotor de tudo. E a gente não é, nós somos um dos atores desse palco, mas nesse palco não estamos sozinhos. Joana deângeles fala que quando uma um ser humano tomba, a humanidade tomba com ele. E quando um ser humano se levanta, a humanidade se levanta com ele. E que que ela quer dizer com isso? Que nunca eu sozinha faço tudo, até porque eu nem seria capaz. A gente convive, nós somos gregários, a gente convive. Então, provavelmente existe outros que participam conosco das nossas falências e também das nossas conquistas. Então, quem sou eu para apontar o dedo para ele ou para ela? E quem sou eu para apontar o dedo para mim como se eu fosse o algz da situação? Então, mais empatia, mais compreensão. Um casamento tumultuado, ele é tumultuado por muitos fatores. E o que nos resta se não for a compreensão, a aceitação, a resignação, mas também a resiliência. Não deu certo. Não importa quanto tempo eu tenha ficado casada, não importa o tamanho do prejuízo. Sempre há tempo de recomeçar, de resgatar, de reestruturar. e de incitar uma nova vida, um novo começo. Então, que a gente não carregue culpa. Joana deângeles sempre nos fala: "Vamos substituir a palavra culpa por responsabilidade. O que me cabe? E o que me cabe, eu vou fazer, eu vou dar conta. Eu vou devolver se eu precisar devolver. Eu vou pedir perdão se eu precisar pedir perdão. Eu vou refazer aquilo que eu precisar". Mas vamos pra frente, né? Então, o lado bom disso tudo é que Deus sabia que faríamos isso. Deus sabe que nós vamos errar. Deus sabe que nós vamos
pedir perdão. Eu vou refazer aquilo que eu precisar". Mas vamos pra frente, né? Então, o lado bom disso tudo é que Deus sabia que faríamos isso. Deus sabe que nós vamos errar. Deus sabe que nós vamos nos equivocar. Faz parte porque ele nos deu livre arbítrio enquanto ainda somos imperfeitos. Olha só como é óbvio que Deus sabe que nós vamos cometer erros. Porque se ele nos desse o livre arbítrio somente quando já fôssemos perfeitos, se houvesse uma forma disso acontecer, ele sabe que o livre arbítrio seria só bem utilizado. Mas se ele dá o livre arbítrio para momentos em que a gente ainda não tem consciência de tudo, quando a gente ainda traz conflitos, é óbvio que nós nos equivocaríamos no percurso. E Deus diz: "Tá tudo bem, porque a gente aprende muito quando a gente erra". O mais importante não é só acertar, o mais importante é aprender. E a gente pode aprender errando, pode aprender acertando. Algumas vezes a gente dá um chute e a gente acerta de primeira. Que bom. Olha bem o que você fez. Presta bastante atenção e tenta repetir, porque isso funcionou. Outras vezes nós fazemos alguma coisa e deu errado. Não quer dizer que a gente deve se esquivar daquilo, nunca mais tocar no assunto e correr pro outro lado. Nós precisamos ficar ali para entender o que aconteceu, por que aconteceu, desde quando aconteceu, o que eu poderia ter feito, o que eu não deveria ter feito. Preciso aprender com a experiência. Deus não liga pro erro. Deus está muito interessado é na experiência como aprendizado. Tanto faz se foi boa ou se foi ruim. Quem não gosta de experiências ruins é o ego. O ego não gosta porque ele se sente falido, ele se sente menor que os outros, ele sente que ele não é o tal, que ele não acertou. Pro espírito, toda a experiência é oportunidade de aprender, de entender, de se conscientizar e de crescer. Então, se não deu certo, se nós tentamos e foi muito sofrido, paciência. Vamos usar isso para crescer. Vamos lembrar que, ah, mas meus filhos sofreram. Pois é, mas os seus filhos são
zar e de crescer. Então, se não deu certo, se nós tentamos e foi muito sofrido, paciência. Vamos usar isso para crescer. Vamos lembrar que, ah, mas meus filhos sofreram. Pois é, mas os seus filhos são espíritos que geraram o próprio destino. Então, não existe, a gente sabe, injustiçados. A gente vê muita injustiça acontecendo, mas não aquele que a enfrenta como injustiçado. Ele está na condição que ele precisa pro seu próprio resgate, pro seu próprio aprendizado. Então, vamos ficar com essa sensação de que olha, foi doído, mas faz parte, tá tudo bem, a gente tem a eternidade pela frente, vamos aprender com esses com essas experiências e vamos tocar o o barco. Que que nós podemos fazer para acelerar esse aprendizado, esse crescimento? Como é que a gente poderia lidar com isso? A Joana deângeles também nos fala que tudo aquilo que estiver ao recurso, a a a como recurso à nossa disposição na terra é válido, porque na terra não chega nada que não seja da permissão de Deus. Então, qualquer recurso, terapias, meditação, terapias alternativas, psicoterapia, tudo, a religião, a oração, o passe, a água fluidificada, tudo que a gente puder fazer para nos amadurecer, tomar consciência, o autoconhecimento, tudo que tiver relacionado com isso está valendo, né? Então, Deus nos dá a possibilidade de saber que que cabe nessa hora. dessa família que sofreu, que não conseguiu se manter de um clima num clima de harmonia, que as pessoas se machucaram. Que que a gente pode fazer agora depois de 30 anos? A gente pode ir pra religião, como a Telma está fazendo. Estou trabalhando no centro, estudando, lutando com as minhas más tendências e aos poucos conseguindo melhorar. tá aqui um ótimo caminho. Além desse caminho da gente se envolver com o cristianismo, com as religiões que olham para dentro, que olham para Deus, que reconecta com Deus, a gente tem os recursos da terra, como diz Joana, a gente tem a terapia, nesse caso, perdão. As terapias de perdoar são importantíssimas. Vocês conhecem uma técnica que se chama
ue reconecta com Deus, a gente tem os recursos da terra, como diz Joana, a gente tem a terapia, nesse caso, perdão. As terapias de perdoar são importantíssimas. Vocês conhecem uma técnica que se chama oponopono, que é uma terapia baseada, feita, né, criada por um psiquiatra havaiano e foi muito difundida e a base dele é o perdão. Ele diz que a gente conseguiria consertar o mundo, a humanidade simplesmente através do perdão. E ele cria essa esse mantra que são quatro frases que a gente fica vivenciando, repetindo e sentindo e que causa um enorme alívio tanto pra gente quanto no campo que nos envolve. E é essa a grande sacada dele, porque ele consegue perceber que quando eu aplico essa técnica do perdão, do perdão, eu afeto não só a mim, mas a outras pessoas. Eu consigo pedir perdão em nome de outras pessoas, né? Veja, Jesus pediu perdão a Deus em nome da da das pessoas que estavam ali. Pai, perdoa-os. Eles não sabe o que fazem no momento da crucificação. Então, Jesus mostrou pra gente que ele consegue pedir perdão não por ele, mas pelos outros. Então esse esse médico havaiano cria essa técnica roponopono, que é todo mundo acho que já ouviu em algum lugar, em algum momento. Sinto muito, me perdoe, sou grato e eu te amo. Então, passando por isso, eu sinto muito, significa eu caiu minha ficha, eu entendo, eu percebi, eu sinto muito pelo que aconteceu, pelo que nós fizemos uns aos outros, pela situação que geramos. Sinto muito pela parte que me cabe. Me perdoe pela minha participação. De alguma forma eu estava ali, não consegui fazer diferente, né? Ainda que não tivesse sido o causador, mas de alguma forma eu estava envolvido. Se não existe injustiçados, eu fazia parte do contexto. Então, sinto muito, me perdoe. Obrigada porque é uma oportunidade de crescimento. Obrigada pelo que você o outro me fez. Tenho certeza que de alguma forma me serviu. E eu te amo porque o caminho de libertação é pelo amor. Eu te amo do jeito que você é. Eu eu procuro me amar. Eu procuro te amar. Eu sei que o amor é a última
ho certeza que de alguma forma me serviu. E eu te amo porque o caminho de libertação é pelo amor. Eu te amo do jeito que você é. Eu eu procuro me amar. Eu procuro te amar. Eu sei que o amor é a última instância do crescimento, do progresso espiritual. Então, a terapia do perdão e lembrar que Deus nos deu livre arbítrio e reencarnação. Graças a Deus. Por quê? Porque quer dizer que quando eu fiz tudo errado, ele ainda me deixa continuar escolhendo e me dá uma nova chance numa vida futura com o esquecimento do passado para me dar a sensação de que eu estou começando do zero. Olha que paizão misericordioso é esse. Então, nós temos todo um caminho pela frente para tentarmos de novo até chegarmos o momento em que falaremos: "Eu consegui. Eu consegui viver os meus 30 anos e nós fomos bem, nós nos amamos, nos ajudamos e em breve nós nós chegaremos nesse lugar porque estamos no caminho como a Telma nos ensina. Então, muito obrigada, Telma. Fica aqui essa nossa gratidão e também nosso eh eh é como se estivéssemos empatizando com você, porque como eu disse no começo, todos nós de uma forma ou outra vivenciamos isso que você nos trouxe. Então fica aqui como esse primeiro lembrete da função da família a importância de como função estruturarmos a família com base nesse propósito que o espiritismo nos ensina. dos pais é conduzir os filhos no caminho eh moral, no caminho da reconexão com Deus, no caminho do amor, no caminho do autoconhecimento. Essa é a função da família. Como? orientando, protegendo, ensinando, formando, né, mostrando o caminho e, principalmente trazendo a presença do amor. Então, a partir da função da família, nós conseguimos ter consciência do que nos cape. Por isso que nós nos episódios anteriores falamos o que é ser mãe, o que é ser pai, o papel de cada um, a importância do diálogo na família. Vamos falar isso agora. A gente falou sempre a importância do ser casal, da gente respeitar os lugares uns dos outros, do adolescente, enfim, precisamos entender como é ser família
diálogo na família. Vamos falar isso agora. A gente falou sempre a importância do ser casal, da gente respeitar os lugares uns dos outros, do adolescente, enfim, precisamos entender como é ser família para que a gente aproveite melhor essa oportunidade e para que a gente acelere o nosso próprio progresso e também dos nossos entes queridos. Depois, no no episódio seguinte, depois de A função da família, no episódio oito, nós falamos sobre diálogos em família. E eu destaco um dos slides que nós trabalhamos no episódio 8ito. Está lá em O Despertar do Espírito, capítulo 7, de Joana de Ângeles, psicografia de Divaldo. E o parágrafo que eu destaquei é esse: Somente há legítimo relacionamento que poderá ser considerado saudável quando as pessoas ou os seres que intercambiam as expressões de afetividade ou de interesse comum, mesmo que discordando de ideias e posturas tomadas, agem em clima de agradável compreensão, ensejando o crescimento interior. Então, Joana deângela está falando de legítimo relacionamento. Então, não é aquele que é fake, que é de fachada, que a gente faz de conta para contar para todo mundo que a gente vive feliz, que a gente aguenta e depois hã procura compensar em outras questões, né? Ela tá falando do relacionamento legítimo, aquele que é de verdade, que a gente está de verdade presente nele, que ele é profundo e não só superficial. Então ela diz assim: "Esse relacionamento legítimo para ele ser considerado saudável, ele tem que ter isso aqui, ó. Ela sabe que nós vamos intercambiar expressões, mas ela sabe que nessa nesse intercâmbio de ideias, de opiniões, de pontos de vista, pode haver discordâncias. Discordância de ideias, de postura, tudo bem. Não é o problema. Para um relacionamento ser saudável e ser legítimo, não quer dizer que todos pensamos igual. Somos todos parecidos. Não, não é uma coisa homogênica. O relacionamento legítimo e saudável é apesar da heterogenia que é saudável, somos diferentes, pensamos diferentes, queremos diferentes, não tem problema. O
parecidos. Não, não é uma coisa homogênica. O relacionamento legítimo e saudável é apesar da heterogenia que é saudável, somos diferentes, pensamos diferentes, queremos diferentes, não tem problema. O problema, o como que isso funciona? Porque mesmo discordando de ponto de vista de ideias e tudo mais, nós queremos e fazemos esforço para agir em clima de agradável compreensão, porque queremos crescer todos juntos. Ainda que eu cresça do meu jeito, meu marido cresça de outro jeito, meu filho pense diferente, todos nós nos compreendemos e todos nós nos esforçamos para esse crescimento em comum. Então, tem uma frase no inglês, talvez eu tenha falado isso no dia do diálogos da da conversa sobre diálogos na família e ela fala: "Let's agree toe." Quer dizer, vamos concordar em em discordar. Então, que que ele quer dizer com isso? Não tem problema a gente pensar diferente, ser diferente, querer diferente, agir diferente. O problema é quando a gente quer impor é o nosso jeito sobre o outro. O problema é quando eu digo que o meu jeito é bom, certo, OK? E o do outro é ruim, está fora de cogitação. Então não tem problema da gente ser diferente. Pelo contrário, isso é realidade. Basta que a gente olhe para comprovar que a natureza é pluri, a natureza é diversa. Então é saudável a diversidade até dentro de casa ter pensamentos diferentes. Agora, o que que precisa acontecer? Segundo o que Joana nos alerta, compreensão. Eu compreendo você. Eu compreendo que pela sua estrutura, pelo seu passado, pelo seu jeito de ser, você acha que isso é bom. Para mim não é. Então eu compreendo você, você me compreende, a gente dialoga, a gente debate, mas a gente nem tenta oprimir um ao outro, nem tenta eh ser dominante, a gente não desfaz do outro, a gente não acusa, a gente se respeita. Eu te respeito você, eu te respeito você sendo quem você é. Você me respeita eu sendo quem eu sou. Então, nós nos compreendemos, nós nos debatemos, a gente conversa, a gente troca e pronto. Eu não eh te desvalorizo por você pensar
peito você sendo quem você é. Você me respeita eu sendo quem eu sou. Então, nós nos compreendemos, nós nos debatemos, a gente conversa, a gente troca e pronto. Eu não eh te desvalorizo por você pensar diferente de mim. Eu não quero que você engula meu jeito de pensar. Eu não te faço ameaça. Eu não rompo com você porque você é diferente de mim. Então, dialogar é troca, não é imposição, dominação. Dialogar é saber ouvir e saber falar. Eu sei a hora de falar, o jeito de falar. E um ponto interessante nisso tudo é a gente focar na gente. E a gente já fala disso. Primeiro vamos dar voz aqui pro povo que senão eu fico falando daqui a pouco nem trago mais as pessoas, a gente se entusiasma. Então eu trouxe para esse episódio do Diálogos em Família, eu trouxe a Mariled, que participa bastante com a gente, vai conversando, vai trazendo suas ideias. acaba sendo uma interação bem gostosa. Então, ela trouxe duas participações nesse do diálogo em família. Ela disse: "Sou divorciada e tenho muito medo de ter outro relacionamento sério. Eu estou só". Então, ela traz também, ela também dá voz a algo que é comum ao ser humano. Quem de nós já não se frustrou e teve medo de tentar de novo? Às vezes é no relacionamento, às vezes é no emprego, às vezes é começar um negócio novo. Quantas vezes a gente se arrisca, a gente se joga, entra, investe em algo, aquilo deu errado e a gente retrai e fica com medo de tentar de novo. Isso faz parte da nossa natureza. Então, experiências negativas nos intimidam e como mecanismo de defesa, buscamos não repeti-las. Todos nós temos uma vez ou outra essa tendência, esse comportamento. Quando a a a escolha foi fruto eh quando a minha experiência foi fruto de uma escolha inadequada, então, por exemplo, então quando esse esse mecanismo de defesa é bom e é certo, eu fui, me arrisquei, tentei fazer uma coisa, foi frustrante, não, nunca mais vou fazer. Tá bom isso? Será que tá certo? Vai me fazer bem? É por aí mesmo que quando eu tento uma coisa não dá certo, eu não tento mais. Aí depende. É
azer uma coisa, foi frustrante, não, nunca mais vou fazer. Tá bom isso? Será que tá certo? Vai me fazer bem? É por aí mesmo que quando eu tento uma coisa não dá certo, eu não tento mais. Aí depende. É um mecanismo de defesa natural, faz parte e é útil. Quando quando aquilo que eu me arrisquei não faz sentido, não vai ter bom proveito, não tem uma utilidade. Então, por exemplo, ai eu me arrisquei a experimentar uma droga. O que, onde eu achei que eu ia chegar com isso? Que benefício eu poderia tirar disso? Qual seria a riqueza conquistada dessa experiência? Então, quando eu faço uma experiência que não tem possibilidade de me agregar, de me enriquecer, de me fortalecer e eu me dou mal, eu não gosto, que ótimo que o meu mecanismo de de defesa atue faça não querer repetir. Não, não quero mais saber. Nossa, quem não foi lá na nossa época, o cigarro era o máximo, né? Quem que um dia não foi tentar dar uma tragada sem nunca ter chegado perto de um cigarro, se afolgou, ficou com aquele gosto horrível e disse: "Nunca mais eu chego perto de um cigarro". Quer dizer, na adolescência teve esse ímpeto de experimentar alguma coisa, foi lá escondido, experimentou um cigarro. Quer dizer, foi uma escolha feita que era muito mais com base no impulso do que na razão que pensou, planejou, decidiu. E foi uma escolha feita que tinha como consequência algo ruim, que que um cigarro poderia me acrescentar, né? Então eu fui, me arrisquei e não gostei. E o meu mecanismo de defesa fala: "Eu não chego mais perto, nunca mais quero saber disso." Olha que bom. O mecanismo de defesa, nesse caso, me protegeu de recorrer num risco, de recorrer num perigo. Tanto que a gente diz, esses vícios, a gente precisa insistir para ficar com eles. A gente precisa tentar mais do que uma vez, porque de cara dificilmente eles vão nos dar uma uma boa impressão, né? às vezes causam um barato, mas depois trazem uma sensação estranha, né? Então, o mecanismo de defesa de não vou repetir, ele é bom quando a minha experiência não tinha um
ar uma uma boa impressão, né? às vezes causam um barato, mas depois trazem uma sensação estranha, né? Então, o mecanismo de defesa de não vou repetir, ele é bom quando a minha experiência não tinha um porquê de ser insistida. Para que que eu vou ficar insistindo nisso? Agora eu não posso simplesmente me deixar levar por ele, porque o mecanismo de defesa também vai me acionar quando eu tentei alguma coisa que me seria bom, mas eu não consegui de primeira. Por exemplo, ah, eu fui aprender a as letras, eu fui ser alfabetizada. A primeira vez que eu fiz, deu tudo errado, eu me senti uma incompetente. Meu amiguinho que tava do lado conseguiu, eu não. Então, eu tenho medo de tentar de novo e não conseguir. Se eu não insistir nisso, eu não vou ser alfabetizada. Eu fui aprender a andar de bicicleta e levei um tombo na primeira vez. Se eu não insistir nisso, eu não vou aprender a andar de bicicleta e não vou aprender andar a dirigir um carro. e não vou aprender a a pegar um ônibus. Se a primeira vez que eu fui pegar um ônibus eu tive uma uma experiência ruim, eu me perdi, eu não sabia o que que tinha acontecido e eu não repeti, eu não vou saber andar de ônibus. Conclusão, não vou poder sair de casa porque eu não consigo andar de bicicleta, eu não consigo dirigir carro, eu não sei pegar ônibus. Então, as experiências que tendem a me ajudar, que fazemme que me fazem crescer, que tem propósitos úteis e bons na nossa vida, aí nós temos que interferir. Então, quando a Marilede diz: "Estou com medo porque fui divorciada, o relacionamento não deu certo e eu não quero entrar em outro porque eu tenho medo de passar de novo pela experiência, a gente pode questionar qual a utilidade de um novo relacionamento? É ótima essa utilidade vai me fazer conviver com uma pessoa? Eu vou ter que lidar com as minhas questões, com as questões delas? Eu vou ter que me desafiar a fazer diferente do que eu já fiz? Eu vou ter que me dedicar mais para ver onde que não funcionou, para tentar. Olha quanto crescimento tem
questões, com as questões delas? Eu vou ter que me desafiar a fazer diferente do que eu já fiz? Eu vou ter que me dedicar mais para ver onde que não funcionou, para tentar. Olha quanto crescimento tem de potencial. Agora é obrigado a procurar um novo relacionamento sempre que terminou anterior. Não. Cada história é uma história. Cada ser humano é um ser humano. Cada coração é um coração. Se a gente quer se relacionar de novo ou não, isso é de cada um. Pergunte aí pro seu coração. O que a gente tá trazendo é: "Eu quero me relacionar, mas eu tenho medo de por causa do passado". É nesse ponto que a gente diz, não deixa o seu mecanismo de defesa te proteger demais. Porque quando eu super protejo alguém, eu não deixo ela crescer. Sabe quando a gente diz que as mães que colocam os filhos numa redoma para que o mal do mundo não os afete? Tá bom, só que ele tá preso. Pode ser uma redoma de vidro linda com alça de ouro. Ele continua preso. Qual que é a diferença de eu ficar dentro de uma redoma de vidro e de uma jaula? Eu não vou conseguir sair, eu não vou conseguir ser acessada, mas eu estou presa. Então, a gente querer se proteger é uma coisa. Proteção significa vou ponderar o risco, vou ponderar as minhas condições e vou avaliar. Não, eu acho que eu posso me arriscar. Tá demais me arriscar. Isso é se proteger. Eu não devo ir naquele lugar, naquele horário da noite. Não precisa ir. Dá para ir num outro horário porque indo à noite vai ser muito arriscado. Então é é planejar, é pensar, é tomar decisão que te proteja. Isso é proteger. Super proteção é mimo. Super proteção infantiliza. Super proteção enfraquece. Se eu falar: "Não, não, não, não, não sai de casa porque assim você não vai correr risco, tá bom? Mas não vou aprender o que que tem lá fora. Não vou aprender como lidar com o que tem lá fora. Não vou me conhecer porque eu me conheço nas relações, né? A gente fica quietinho aqui em casa, ninguém me provoca, ninguém me testa, vai lá fora para ver se você vai conseguir lidar com
tem lá fora. Não vou me conhecer porque eu me conheço nas relações, né? A gente fica quietinho aqui em casa, ninguém me provoca, ninguém me testa, vai lá fora para ver se você vai conseguir lidar com o ego, com o seu egoísmo, se você vai conseguir compartilhar ou não, se você vai querer poder ou não. Então, cuidado com a super proteção, porque ela não nos deixa crescer. É como se a gente tivesse dentro de uma cúpula, mas essa cúpula também não nos permite a troca. Então, é preciso sim esse enfrentamento, mas vamos dando os passos um de cada vez, vamos observando bem também. Não adianta se jogar num próximo relacionamento porque a gente fica trocando seis por meia dúzia. Aí a gente não consegue ficar sozinho e a gente sai de um e já corre no primeiro que vier e aí a gente fica batendo cabeça. Então, calma, se observa, veja o que que você quer da vida, vá com calma conhecendo outras pessoas, analisa se os valores, os interesses, as necessidades estão de comum acordo ou tem um pouco de similaridade para dar entrroamento. nem se poupe demais porque você vai deixar de crescer e nem se jogue porque também você vai se ferir novamente. Então, usa a experiência passada para aprender e gerar uma nova forma para essas novas experiências que irão surgir. E a Marilede nos traz também uma outra consideração. Ela diz assim: "Comigo tenho que resolver o problema na hora. Eu não deixo para depois. Eu acho que por isso que estou só nasci não nasci para para deixar para depois. Então, ã, não nasci para deixar para depois. Bom, é verdade que quando a gente é muito sincera, quando a gente é muito honesta, quando a gente fala na hora, isso atrapalha. Não é que atrapalha, isso gera mais desafio pro relacionamento. Se eu sou aquela pessoa que só engole, que tudo tá bom, que nada se opõe, que aceita tudo, que faz só do outro jeito, ah, é uma delícia você conviver com alguém assim. Ela não existe, né? Ela é uma extensão de mim, porque tudo que eu falo, ela acha lindo. Tudo que eu não quero, ela faz no meu lugar. Tudo que eu
eito, ah, é uma delícia você conviver com alguém assim. Ela não existe, né? Ela é uma extensão de mim, porque tudo que eu falo, ela acha lindo. Tudo que eu não quero, ela faz no meu lugar. Tudo que eu peço ela me atende na hora. Essa pessoa não tem vontade própria. Então eu conviver com alguém que é essa pessoa que me serve é muito confortável. Que ego que não gosta de ser servido, né? Agora quando a gente encontra, então vamos no outro polo oposto. Quando a gente encontra alguém também que é autocentrado e que só quer do jeito dele, na hora dele, que nunca serve, que só exige, que é intransigente, é horrível você conviver com uma pessoa assim. Porque não tem troca. Tudo que eu peço nunca pode. Tudo que ele quer tem que ser na hora. Eu não tenho voz, só a voz dela ou dele que precisa ser ouvida. É um muro que eu tenho ali, né? Então, uma parede, um poste. Então, como é que eu vou me relacionar? Não tem pontos de contato. Então, os dois polos não são saudáveis. Um, existe a anulação do meu companheiro. Só eu que existo. É tudo do meu jeito, na minha vez. Ele só me serve, isso não funciona. E o outro polo é o contrário, é quando só ele é que existe, né? Então não dá, não dá para só um existir, tudo ser desse jeito e esse ficar anulado e nem o contrário. Só esse que existe e esse fica anulado. Precisa ter um equilíbrio, precisa ter trocas, parceria, sociedade, cumplicidade. Isso é que precisa existir. Ou seja, equilíbrio. Equilíbrio. Olha bem, esse assunto você domina. Então eu te dou carta branca. Faça do seu jeito que eu te apoio. E o contrário. Olha, querido, esse assunto eu me sinto confortável. Tudo bem para você. Se eu tocar do meu jeito, vou lhe dando, depois eu vou te contando o que que eu tenho feito? E ele fala: "OK, isso é troca, isso é sociedade, é cada um ajudar, um ajudando o outro, não é competição para ver quem manda mais no outro". Então eu não sei, Marilede, como é que você resolve o problema na hora, se é na base, né? da pancadaria não vai funcionar. Então,
ajudando o outro, não é competição para ver quem manda mais no outro". Então eu não sei, Marilede, como é que você resolve o problema na hora, se é na base, né? da pancadaria não vai funcionar. Então, realmente precisa ser reconsiderada essa posição. Se for no sentido de ser autêntica, de ser eh sincera, então isso não perca essa sua forma de ser. E eu tenho certeza que você vai encontrar alguém que valorize isso, mas precisa de uma autoanálise, porque muitas vezes a gente faz isso e não é você e eu somos todos. A gente aproveita a oportunidade para vomitar um monte de coisa que a gente tá brava, que é conflito nosso, e depois a gente termina e arremata. Ah, eu falei porque eu não, eu gosto de ser sincero, eu já falei tudo. Só que essa fala ela não foi livre de emoção ruim, ela foi muito mais uma catarse. Ela foi muito mais um coice que eu dei no outro do que uma expressão sincera. Então, precisa da nossa parte. essa coragem de olhar para dentro para ver, eu ando sendo sincera ou eu ando dando patada em todo mundo, porque eu tudo aquilo que me incomoda eu já jogo para fora e sem me preocupar em como que o outro vai receber, né? Então, na na disciplina positiva ou na psicologia positiva ou na comunicação não violenta, que são vários mecanismos, mas que tem a mesma a mesma filosofia por trás e fala bastante sobre a forma de nos comunicarmos. Eh, nessa filosofia existe algo que eu que eu deixo como dica, de novo, que é muito importante e faz muito bem e muita diferença, que é quando nós vamos conversar, foque sempre em você, não foque no outro. E a gente costuma fazer o contrário. Que que é focar em você? Presta atenção no que você tá sentindo, no que você precisa, principalmente, e você vai conversar com o outro a respeito de alguma coisa que não tá boa? Fale disso. Olha, fulano, vamos ter uma conversa, por favor. Então, deixa eu te contar. Eu ando me sentindo assim. Eu sinto que quando você tá falando daquele assunto, eu me sinto mal, eu me sinto de um jeito X, eu me sinto quando acontece aquele
sa, por favor. Então, deixa eu te contar. Eu ando me sentindo assim. Eu sinto que quando você tá falando daquele assunto, eu me sinto mal, eu me sinto de um jeito X, eu me sinto quando acontece aquele tipo de situação que nem aconteceu semana passada, eu me sinto. Fale de você e fale da sua necessidade. Olha, fulano, deixa eu contar para você. Eu preciso de alguém que me fale isso, porque eu na minha necessidade eu sou muito carente, eu sou falha de você. Por que isso? Porque quem tá ouvindo recebe mais favoravelmente, né? Recebe mais favoravelmente. Então, se eu chego para você e digo assim: "Olha, querida, eu me senti tão mal com aquela conversa, fiquei depois pensando que eu não sou boa o suficiente, eu me senti humilhada, sabe? Eu tenho necessidade que as pessoas me digam se eu tô bem ou se eu não tô. Você pode me ajudar com isso? Olha como é diferente de eu chegar e dizer assim: "Você aquele dia ficou me acusando porque você é sempre assim, nunca tá feliz com nada. Eu nada, tudo que eu faço, você nunca me fala que tá bom o que eu fiz." Veja que é a mesma coisa, mas muda totalmente. A pessoa que recebe isso, ela já recebe na defesa. Ela vai brigar também. Então, se, por exemplo, nesse exemplo que eu estou citando, eu estou citando assim a seguinte coisa: Eu tenho problema quando sou criticada, eu levo muito pro lado pessoal e me sinto mal. Eu preciso que as pessoas me valorizem. É um conflito meu. A partir do momento que eu abro isso pro meu amor, pro meu amigo, pro meu parceiro e mostro, a pessoa vai empatizar e vai dizer: "Ai, com a crise a gente precisa tomar cuidado". Porque lembra que ela falou que ela é muito assim ou muito assado? Agora, se eu chego e não falo das minhas carências, conflitos, necessidades, se eu não explico pro outro que eu é que tenho essas questões e que eu tô pedindo ajuda dele, e se eu falo assim: "É porque eu você nunca me valoriza". Quer dizer, que que eu tô dizendo no fundo? Eu preciso ser valorizada. Por favor, me valoriza. Se eu falo isso, eu preciso ser
ndo ajuda dele, e se eu falo assim: "É porque eu você nunca me valoriza". Quer dizer, que que eu tô dizendo no fundo? Eu preciso ser valorizada. Por favor, me valoriza. Se eu falo isso, eu preciso ser valorizada, eu tenho um conflito, por favor, me valoriza. A pessoa vai ter mais boa vontade para me valorizar. Mas se eu digo para ela, se você é, nunca me valoriza, eu tô acusando. Então, cuidado com acusações. Essa que é a dica. Quando eu acuso, quando eu aponto, quando eu exijo, quando eu ã demando, a pessoa não gosta. Ninguém gosta de receber assim. Quando eu peço, quando eu trago para mim, quando eu explico sobre mim, a pessoa fica mais favorável. Então, nas nossas discussões, nas nossas relações, vamos aproveitar mais a oportunidade para se mostrar pro outro. Olha, eu tenho esse conflito, sabe? Quando alguém começa a me dar ordem, nossa, eu fico muito brava. Se você pedir, eu faço na hora, mas se você falar para mim como a ordem, eu fico muito brava. E a pessoa pode ter chance de falar: "Nossa, e que engraçado, porque eu não falo como ordem, eu não sinto que estou falando como ordem. Eu vou prestar mais atenção em mim para ver como eu tenho falado." Pronto, a gente se resolveu. Agora, se eu chego e falo assim, porque você é um mandão. Tudo com você tem que ser na base da ordem. A pessoa vai ficar brava e vai falar: "Eu, Mandão, você que é uma preguiçosa." Pronto, já virou briga. Então, fale mais de você, da sua necessidade, pergunte mais pro outro. Oi, meu bem, por que que aquele dia você falou comigo daquele jeito? Ao invés de acusar, você viu o jeito que você falou comigo aquele dia? Então, às vezes, mudando só a forma de abordagem. Fale mais de você, pergunte mais sobre o outro, ao invés de afirmar sobre o outro, acusar, apontar o dedo. Só isso já é suficiente para mudar muito. Eu sei que a gente termina dizendo que o diálogo em família é um do é um dos principais pilares para quem quer realmente fazer uma família funcional, que se movimente. Não dá pra gente viver uma vida sem boa
que a gente termina dizendo que o diálogo em família é um do é um dos principais pilares para quem quer realmente fazer uma família funcional, que se movimente. Não dá pra gente viver uma vida sem boa conversa, só brigando, se acusando. Então, todo todo esforço que a gente empregar, tentando trabalhar o diálogo, tentando melhorar a forma de falar, de ouvir, a gente vai colher frutos lindíssimos lá na frente. Então, fica esse novo reforço para que a gente invista em melhorar a nossa conversa dentro de casa. E o último tema que nós trazemos nas nossas perguntas e respostas de hoje é o último tema abordado na semana anterior, na semana passada, e é sobre limites saudáveis. Então, eu escolhi, dentre os slides apresentados, nesse episódio número nove, limites saudáveis, eu escolhi esse que está lá no livro Plenitude de Joana Edivaldo, no capítulo 3. Por que não sabe distinguir entre o essencial e o supérfluo o que convém e aquilo que não é lícito conseguir? O homem extrapola aspirações e atormenta-se pelo desejo mal conduzido, ambicionando além das possibilidades e transferindo-se de uma para outra forma de amargura. Joana deângela está falando a respeito daquilo que o apóstolo Paulo disse lá. Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém. Quer dizer, nem tudo que está à disposição que eu posso fazer, eu devo fazer. Muitas vezes aquilo que eu posso fazer é o que vai acabar com um monte de coisas boas da minha vida. Não é porque eu posso fazer, que eu devo fazer. Então, precisa que a gente ponha em harmonia isso, que a gente se pergunte o tempo todo, onde está esse meio termo. Nós começamos o episódio trazendo essa questão que o Aristóteles traz no seu livro Ética anicômaco. E ele fala do meiotermo. Santo Agostinho fala também do caminho do meio, do equilíbrio. O budismo fala também desse caminho central entre, né, e o caminho do meio, entre essas esses excessos, entre a escassez. ENG fala das polarizações, ou seja, cuidado com as polarizações. Então, a importância da gente não viver
e caminho central entre, né, e o caminho do meio, entre essas esses excessos, entre a escassez. ENG fala das polarizações, ou seja, cuidado com as polarizações. Então, a importância da gente não viver só lá ou só lá, de não ter só branco ou preto, nossa, tem tantas coisas aqui, tem tantos coloridos entre os polos, né? E é isso, o ambiente saudável é esse ambiente quando a gente consegue centrar, equilibrar. Nós falamos da balança, que a balança ela está em equilíbrio quando os dois lados estão contensados. Não tem só um ponto de vista, não tem só uma forma de pensar. Vamos equilibrar, vamos variar, vamos conhecer outros lados da vida, né? Nós temos esse livro, o o último talvez que nós lançamos, eh, que se chama A dança entre os opostos. Foi editado e publicado pela editora Frater de Niterói e está no ah disponível para a compra. E a verba arrecadada com a venda dos livros é revertida para a obra social Remanso Fraterno do Raul Teixeira. E no livro A dança entre os opostos, nós fizemos cinco pensamentos, cinco textos, cinco artigos em que a gente questiona os polos. Entre isso e aquilo existe saúde, né? Entre isso e aquilo existe amor. Entre isso e aquilo existe coerência. Então, nós fomos trabalhando polos opostos para mostrar que a melhor decisão, o que é mais saudável paraa nossa vida é a gente buscar esse centro, esse meio, esse caminho equilibrado. Então, nessa nessa nesse encontro, quando nós falamos sobre os limites saudáveis, a Azira nos trouxe uma participação e ela disse assim: "Infelizmente não tive o meio termo e me dediquei demais ao espiritismo. Hoje estou colhendo os frutos da culpa e da amargura". Azira, obrigada por ter coragem de trazer pra gente essa reflexão. Nós conseguimos, pela sua fala sentir a sua amargura, o quanto isso deve estar te atormentando. E eu gostaria de aproveitar para falar um pouquinho sobre a religião, buscando então esse meio termo, onde que na religião nós encontraríamos o equilíbrio, quais seriam os polos que não nos fariam bem.
eu gostaria de aproveitar para falar um pouquinho sobre a religião, buscando então esse meio termo, onde que na religião nós encontraríamos o equilíbrio, quais seriam os polos que não nos fariam bem. Então, a religião ela é instrumento de conexão. Então, vamos pensar para que serve religião. A gente fala sempre desse religar, que é a origem do termo. E esse religar significa criatura com criador. E a religião vem como ponte de reconexão, de resgate, né, entre seres humanos e Deus. A religião nos ajuda nessa aproximação, nos ajuda a vivermos mais próximos, mais conectados com Deus. O espiritismo nos ensina que quando nos reconectamos mais com Deus, quando tentamos nos cristianizar, o resultado é a tal da transformação pessoal. Então, a função da religião, ao nos conectar com Deus, a nos fazer viver mais próximos de Deus, ao mesmo tempo, ela nos leva a que nós eh nos e ela nos traz a evolução. Por isso que o Espiritismo fala da reforma íntima, da transformação pessoal, de angarearmos mais virtudes, de esvaziarmos mais os vícios. Então, quando que seria muito religião na minha vida? Significa que eu estou evoluindo muito. Se eu estou pondo muita religião na minha vida e isso está me amargurando, significa que a forma como eu estou me relacionando com a religião não é aquela criada, imaginada por Deus e por Jesus. Vamos imaginar, não tem como ser mais cristão do que ser o Cristo. Não tem como ser mais religioso no sentido de ligado com Deus do que o próprio Jesus. E dificilmente nós vamos imaginar Jesus com excesso de religião no sentido de ter gerado nele amargura e culpa. Então, se a religião em mim está gerando amargura e culpa, porque eu considerei que eu me dediquei a ela em excesso, eu já sei que de alguma forma eu fiz um caminho diferente da do Cristo, do do Cristo. Eu tenho já uma dica para imaginar que a forma como eu estava me relacionando com a religião não é a proposta por ele, porque Jesus nos propôs que ele falava: "Eu e Deus, eu e o Pai somos um". Então, se a religião é
dica para imaginar que a forma como eu estava me relacionando com a religião não é a proposta por ele, porque Jesus nos propôs que ele falava: "Eu e Deus, eu e o Pai somos um". Então, se a religião é religar eu com Deus e Jesus estava conectado com Deus a ponto de dizer: "Eu e o Pai somos um." E se o excesso de religião nos faz mal, Jesus seria oposto da amargura e da culpa. Então tem algo aí, tem algum ruído na sua relação com a religião. Muitas vezes nós vamos na religião como nós buscamos a religião como mecanismo eh eh de compensações, porque nós temos feito isso. E não é você, Ozira, somos todos. Nós temos muito, ó, em muitas vidas, buscado a religião como se ela fosse um guru, como se ela fosse o Salvador. Cabe a ela me resgatar e ninguém vai fazer isso, nem Jesus fez. Então nós vamos pra religião como sabe a história de promessa, porque se eu fizer isso, eu vou conseguir aquilo. Ou como compensação, se eu me dedicar muito ao espiritismo, minha vida vai ficar aliviada e meus problemas vão ser resolvidos. Mas não é por aí. A religião só tem um fundamento na minha vida, me transformar. E quando ela me transforma, eu me eu me eu me torno cada vez mais um bom pai, uma boa mãe, um bom cidadão. Então jamais eu vou prejudicar a minha casa por ser muito espírita, pelo contrário, porque se eu for muito espírita significa cada vez eu estou me reformando mais, então cada vez eu vou ser melhor pai, melhor mãe. Agora, como a minha religião, como eu tinha me relacionado com a religião? Se eu falar, eu abandonei minha casa, eu fiquei dentro do centro espírita fazendo coisa lá e esqueci que eu tinha filho. Bom, aí é a minha forma que eu escolhi de me relacionar com a religião. E aí não é bem por aí, né? Apesar da gente encontrar lá em Mateus 10:37 que Jesus dise que aquele que não for capaz de abandonar pai e mãe em em amor a mim não será digno de mim, ele não estava dizendo literalmente no sentido de descumpra com suas obrigações como pai, né? Até porque nós conhecemos, por
ão for capaz de abandonar pai e mãe em em amor a mim não será digno de mim, ele não estava dizendo literalmente no sentido de descumpra com suas obrigações como pai, né? Até porque nós conhecemos, por exemplo, esse lindo episódio que envolve Joana de Cuza, quando ela tenta se entregar a Jesus e dizer: "Eu quero deixar meu marido minha casa e eu quero seguir o Senhor Jesus". E ele diz: "Não, você tem filhos, você tem marido, você vai cuidar, não é sua hora ainda. Hoje seu compromisso é lá." Então, precisa da nossa parte, um entendimento mais profundo do nosso papel enquanto religioso. O que me cabe? Que me cabe enquanto estrutura familiar, se eu sou da família, vamos, vamos ver que o próprio Jesus não formou família porque ele queria se dedicar. Então precisa da nossa parte essa ponderação. E às vezes a gente extrapola, a gente abandona a religião porque a gente diz que não dá para ser religioso e mãe ao mesmo tempo e dá. Às vezes a gente diz que não dá para ser religioso e mãe ao mesmo tempo abandona a casa para ser só religioso e também não é por aí. Então, por isso que esse limite ele vem com um equilíbrio e muitas vezes a gente não sabe equilibrar e às vezes a gente pesa tanto para um lado quanto pro outro e isso desarmoniza, que me parece que é isso que ara nos mostra, mas ara sempre há tempo. Já que você identificou isso, sempre dá para resgatar. Então, não viva lamentando o passado. Por quê? Porque a intenção era ótima. Veja, você buscou uma religião, então a sua intenção era ótima. Você tava querendo se melhorar, você tava querendo se aproximar de Deus. Ah, mas não deu certo, não funcionou. Tudo bem, vamos tentar de uma outra forma. Mas não se culoue. Pensa que você tava buscando uma coisa que é a mais nobre que tem, que é a conexão com Deus. Não se culpe. Todo mundo erra, todo mundo se equivoca, faz parte. Então, para de olhar para trás, fique feliz porque você um dia já quis ser religiosa, até demais. Então, se compreenda, se ame por isso e diga: "Agora vamos tentar de uma outra
se equivoca, faz parte. Então, para de olhar para trás, fique feliz porque você um dia já quis ser religiosa, até demais. Então, se compreenda, se ame por isso e diga: "Agora vamos tentar de uma outra forma. Qual seria uma outra possibilidade?" Mas não se distancie da religião, não se distancie de Deus. E a Maria Milsa nos traz também uma participação e ela diz assim: "Eu sou compulsiva e não tenho limites nessa característica. Essa situação já me incomoda, preciso achar um mecanismo. E tanto ela quanto a Zezé também nos faz a mesma provocação, Cris. O desequilíbrio financeiro, compras compulsivas, compulsão por comidas, tudo que é em excesso são carências ou excesso de o excesso do que eu recebi, como posso, o que que eu posso estudar para melhorar? Então, as duas estão trazendo, Maria Milsa e a Zezé. Muito obrigado, queridas, pela participação de vocês. Esse tema é importantíssimo e ele vai voltar depois numa outra forma. Mas eh o que que a o que que nos cabe, né? Que que a gente pode falar a respeito eh da compulsão? A compulsão ela vem como um exagero. Eu não consigo parar, eu faço mais, eu como mais, eu compro mais. Extrapola a necessidade. Então, qual que é a minha emoção? É uma ansiedade. Eu preciso mais. A ansiedade, a compulsão, elas simbolizam uma espécie de fome. Eu ansio, eu tenho um anseio e eu ansio também dessa coisa do da ânsia, né? Eu almejo, eu desejo, eu quero. E é uma sensação de um saco sem fundo, de um buraco. Existe um buraco que eu preciso preencher. Então, qual é o caminho? Por que que isso nos aparece? A própria sensação já nos fala. Eu tenho a sensação de que existe um buraco que eu preciso encher. Lembra da pirâmide de Maslow, né, das necessidades humanas, em que a base são as necessidades fisiológicas. Depois vem a segunda camada da pirâmide, que são as necessidades de segurança. Depois vem a terceira camada, que são as necessidades emocionais, e depois vem para as realizações eh pessoais, né? Essas necessidades a gente costuma fazer uma
, que são as necessidades de segurança. Depois vem a terceira camada, que são as necessidades emocionais, e depois vem para as realizações eh pessoais, né? Essas necessidades a gente costuma fazer uma brincadeira dela, delas, né, na forma de uma vivência. Então, por exemplo, eu digo assim: "Eu tenho uma necessidade básica, que é ã comer, eu preciso me alimentar porque o meu corpo, o combustível dele é a nutrição pela alimentação, tá? Então eu preciso comer, OK? Quando eu estou com fome, significa uma necessidade está na forma de um buraco, tá precisando preencher. Então, qual é a necessidade? Alimento físico, né? Tá? Então eu abro a geladeira, me sirvo de uma porção de comida e o buraco se tapa, o estômago fica cheio e estamos kits saciados. Tá? Vamos subir. Agora a gente vai. Estou com necessidade de proteção. Estou me sentindo desprotegida. Estou ouvindo um barulho lá fora. Que que eu preciso promover para mim? A minha necessidade não é ser protegida. Então eu saio e tranco todas as portas. Pronto. Agora se tiver alguma coisa lá fora, eu sei que não vai entrar. Então, qual é o meu buraco nessa hora? É, eu preciso sentir que ninguém vai chegar perto de mim. O que que eu preciso fazer para tampar esse buraco? Sentir que está tudo trancado. E assim vai. Vamos para pra emocional. Se eu estou lá na emocional e eu percebo, eu percebo que eu tenho um buraco, por exemplo, estou me sentindo não amada, estou me sentindo abandonada, qual que é a minha necessidade? Alguém que diga: "Eu te amo, você é importante para mim". Então é essa a minha necessidade, é isso que vai satisfazer, né? em partes. Esse é uma essa é uma satisfação momentânea, mas a partir do momento que essa pessoa se afasta, o buraco volta a aparecer. Então, o verdadeiro, a o verdadeiro nutriente para essa emoção, ela só pode estar dentro de mim. Então, a minha tentativa ã paliativa é: eu sinto que eu não tenho valor suficiente. Alguém me diga, você tem valor suficiente? Alguém me diz: "Cris, você tem muito valor". Ufa, me dá uma
entro de mim. Então, a minha tentativa ã paliativa é: eu sinto que eu não tenho valor suficiente. Alguém me diga, você tem valor suficiente? Alguém me diz: "Cris, você tem muito valor". Ufa, me dá uma sensação. Mas é a sensação eh imediata, porque daqui a pouco essa pessoa vai embora e aquele buraco volta a aparecer. E eu fico tentando achar pessoas para ficar falando para mim: "Você tem valor, você tem valor, você tem valor". Mas não é assim. A verdadeira solução é internamente eu preciso entender que eu tenho valor. E eu tenho valor por ser quem eu sou. Não preciso ser outra pessoa não. Quando eu descubro em mim o valor que eu tenho e eu falo: "Hoje eu sinto que eu tenho valor, não preciso que ninguém me diga, Cris, você tem valor?" "Eu sinto que eu tenho valor". Pronto, o buraco foi satisfeito. E o que que acontece quando a gente cria essas compulsões? Quando a gente mistura as estações, a gente mistura as ã fases, as camadas da pirâmide. Então, eu estou com uma carência afetiva. Eu acho que ninguém gosta de mim. Não estou com consciência do que que eu estou sentindo. Tenho um desconforto, tenho desconforto. Aí eu como chocolate. O chocolate me dá uma descarga, né, de de endorfinas, de coisas de serotoninas. Ai, que delícia. Por uns momentos, aquela carência que eu estava de ninguém gosta de mim, esqueci, passou. Nossa, eu comi uma barra de chocolate, gente, mas eu fiquei numa alegria, eu fiquei numa satisfação. E aí eu fiz uma correlação que não é verdadeira. Quando eu estou me sentindo abandonada, eu como um chocolate e fico alegre. E aí esse chocolate eu preciso, eu começo a ficar compulsiva por ele, porque eu tô gostando do que ele tá me dando de satisfação. Só que não é fome que eu tenho, é uma necessidade de um prazer que me acalma. É como se fosse uma bebida, um vício outro de alguma droga. Ela vem emitir a sensação interna, emocional desconfortável. Então, a compulsão, essa necessidade de comprar, cada um vai ter um tipo de buraco emocional, né? Mas será que eu tô
outro de alguma droga. Ela vem emitir a sensação interna, emocional desconfortável. Então, a compulsão, essa necessidade de comprar, cada um vai ter um tipo de buraco emocional, né? Mas será que eu tô comprando, comprando, comprando? Porque quando eu compro, eu acho que agora eu vou ficar mais bonita, eu tô agregando valor, porque agora eu tô com uma bolsa da moda, porque agora eu tô com um casaco que ninguém tem. Não sei. A gente precisa se perguntar a tanto paraa Zezé quanto pra Maria Mila, qual é a minha fome verdadeira? Por que que eu preciso tanto ter, comprar? Eu estou tentando fugir do quê? Qual é a verdadeira dor? É um trabalho de autoconhecimento, um trabalho terapêutico, é um trabalho de tentar conversar consigo mesmo, mas isso está no lugar de uma compensação. Quando eu compro muito uma coisa, quando eu como muito uma coisa, a pergunta é: eu estou comendo o que que eu não posso comer? Eu não consigo comer de outro de outra forma. Eu estou pondo na forma de comida. Eu estou comprando o que que é que no fundo eu preciso? É sim, Zezé. Tem sim relação com carência. Aí eu preciso identificar carência do quê, porque eu tô às vezes eh misturando estações. Bom, fica aqui todas essas reflexões. Muito obrigado pela participação de vocês. O nosso tempo já acabou e aí a gente às vezes para os nossos temas para vir aqui conversar com vocês. Muito obrigada e até uma próxima.
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