T01:E08 • A Família • Perguntas e Respostas

Mansão do Caminho 26/09/2021 (há 4 anos) 1:01:12 12,843 visualizações 1,380 curtidas

Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 01 - A Família Episódio 08 - Perguntas e Respostas Neste encontro, Cristiane Beira dá voz às perguntas, dúvidas e considerações feitas em relação aos três últimos episódios desta série de videoaulas. Cris trata dos temas que dizem respeito ao casal, à primeira infância e também à adolescência. Apresentação: Cristiane Beira

Transcrição

Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com João. Eles. No encontro de hoje, mais uma vez, nós vamos fazer uma pausa nos temas que estamos trazendo para dar voz, para dar voz às mensagens, as considerações, as perguntas, as dúvidas que surgem nos chats, as considerações que recebemos das pessoas que nos acompanham. Hoje falaremos sobre os últimos três encontros: ser casal, ser criança e ser jovem. Para isso, nós vamos fazer uma da seguinte forma. Eu trago uma breve introdução para resgatar aquilo que fomos falando em cada um dos temas muito breve e depois eu trago algumas perguntas que foram feitas e a gente conversa um pouquinho a respeito delas, que sempre a dúvida de um acaba sendo a dúvida de vários. Eh, no ser casal, eu escolhi o o trecho eh de Joana de Angeles, que está no livro Autodescobrimento, uma busca interior, no capítulo 12. E Joana diz assim: "É indispensável que se faça uma revisão desses conteúdos psicológicos, enfrentando com amor a própria infância não superada, a fim de diluir as fixações mediante afirmações novas e visualizações afáveis, amorosas, que se sobreponham às de natureza perturbadora, crescendo a pouco e pouco na emoção. até atingir o amadurecimento que lhe corresponda à idade real. Então, quando nós falamos sobre o ser casal, em base, em linhas gerais, nós eh entendemos, Joana nos explica a respeito da importância de considerarmos que um casal é feito por dois indivíduos. Então o nosso olhar ele precisa ser direcionado a cada um antes de falarmos do casal como esse, como essa parceria entre duas pessoas. E para falarmos de cada um, nós vamos então entender a necessidade do autoconhecimento. O casal é tão mais maduro e vive mais em harmonia quanto cada um dos que fazem a a parceria, ele e ela, quem seja esse quem faça parte desse casal, quanto mais esses dois indivíduos eles tenham internamente mais maturidade, mais autoconhecimento, quando cada um tem mais consciência de si, trabalhou mais as suas as emoções, como Joana nos diz, mas existe a chance

s dois indivíduos eles tenham internamente mais maturidade, mais autoconhecimento, quando cada um tem mais consciência de si, trabalhou mais as suas as emoções, como Joana nos diz, mas existe a chance desse sucesso da relação. Então, esses dois seres humanos que se encontram, não importa o quem eles sejam, para eles terem uma boa relação enquanto duas pessoas, a gente vai entender que essa relação vai depender bastante cada indivíduo. Por isso, a importância do autoconhecimento, do investimento na busca da individuação, de colaborar com a individuação, que é eu me tornar quem eu sou, significa eu compreender o que eu carrego, quais são os meus conflitos, eu cuidar do meu mundo interior, eu investir no no autodescobrimento, na iluminação das sombras, por meio das reflexões, por meio da religião, por meio de terapias, da meditação, como Joana diz aqui, visualizações, novas afirmações. Eu vou me esforçar para me tornar um indivíduo melhor, mais saudável, mais harmônico, mais feliz. Essa é a melhor consideração e e a minha melhor atenção para qualquer relacionamento. Quanto mais eu estiver bem, melhor é o meu relacionamento. E quanto mais a gente tem doenças, conflitos, grilos, traumas, mais a gente projeta nos outros, na relação, nas expectativas, nas cobranças, nas acusações. Então, quer cuidar do casal? Cuida bastante de cada indivíduo que forma esse casal. Em linhas gerais, nós fomos por este caminho. Algumas perguntas surgiram. Por exemplo, a Josilene fala: "Um casal que vive sempre em discussões terríveis sobre qualquer opinião, sobre algo, vai adoecer os seus filhos em quais aspectos?" Então, além do casal não viver bem, não ser alegre e e isso prejudicar a própria pessoa, o relacionamento, e a gente sabe que a vida fica realmente muito, muito sofrida. A Josene nos lembra que, inclusive isso pode, caso esse casal tenha filhos, pode inclusive influenciar os filhos e pode mesmo. Em quais aspectos? Ela pergunta. Em muitos. por exemplo, criando um modelo de relacionamento, uma criança

ve isso pode, caso esse casal tenha filhos, pode inclusive influenciar os filhos e pode mesmo. Em quais aspectos? Ela pergunta. Em muitos. por exemplo, criando um modelo de relacionamento, uma criança que cresça num lar aonde os pais discutam com frequência, se acusem, eh façam violências verbais, ela cresce num ambiente em que a casa funciona assim, os pais se relacionam assim. Ela vai internalizar esse modelo como modelo de relacionamento. A chance dessa criança vir a desenvolver futuramente relacionamentos nos quais ela briga, ela acusa, ela xinga, ela é violenta, é muito grande, porque é como se ele aprendesse que é assim que a gente vive, é dessa forma que a gente se relaciona. Então, a gente cria modelos, a gente vai, eh, gerando registros emocionais nos filhos, eles não é agradável você ver os pais brigando. E, e ele vai fazer uma leitura emocional muito difícil, muito doída. E essa e essa emoção que ele experimentar na hora da briga, ela não vai quando terminar a briga, ela não vai pro além, ela vai para dentro e vai ser registrada na psique, no inconsciente da criança. Então essa criança vai crescer com muitos registros emocionais negativos, de emoções que ela sentiu. Às vezes ela pode ficar com medo, às vezes é raiva, às vezes é culpa porque ela pode achar que ela participou daquilo. Então nós estamos desenvolvendo uma criança que vai ter muitos registros de emoções negativas que continuam lá e que continuam vivendo. Então vai ser aquele adulto carregado, carregado de raiva, carregado de medo, carregado de insegurança, carregado, porque ele traz, é bagagem dele. A gente pode pensar também na autoimagem, porque é muito comum que a criança traga para ela a responsabilidade como se ela fosse, ela é o centro das atenções, ela tá no egocêntrico, principalmente a primeira infância, tudo gira em torno dela faz parte. Ela ainda se ela ainda está se fortalecendo enquanto indivíduo para depois na do 7, oito e para cima, ela vai começar a se socializar. E nessa primeira parte da vida, que tudo para

rno dela faz parte. Ela ainda se ela ainda está se fortalecendo enquanto indivíduo para depois na do 7, oito e para cima, ela vai começar a se socializar. E nessa primeira parte da vida, que tudo para ela, ela é muito importante, porque ela tá se conhecendo, ela tá se formando, ela tá se identificando, ela tem muito a sensação de que as coisas que acontecem t relação com ela. Então, é muito comum o os filhos acharem que os pais estão brigando por causa deles. Então, isso também pode influenciar a autoimagem. Ou seja, a criança cresce, cresce achando que aquilo que acontecia na casa de disfuncional tinha muito a ver com ela, que se ela fosse boa suficiente, os pais não brigariam. Se os pais gostassem muito dela mesma, os pais não brigariam. Ela não consegue entender que o problema é dos pais, ela se associa com os problemas. Então isso também pode prejudicar a autoimaragem. Então tudo isso pode acontecer, não é sinal que vai acontecer. São coisas que podem acontecer. Eh, então, Josilene, obrigada por ter trazido essa consideração para que a gente traga mais consciência, para que nossas discussões elas sejam à parte, que as crianças não observem, que a gente consiga fazer isso entre dois adultos, que a gente poupe os filhos das nossas contendas. Isso é muito válido. Nós temos também a Liane que disse: "E quando o nosso filho tem uma doença mental?" Na verdade, essa pergunta é do episódio anterior, mas como eu não tinha tratado, eu achei interessante trazer. É, é um leque muito grande quando nós falamos sobre eh doenças mentais. Então, dificilmente a gente vai conseguir trazer aqui uma resposta, porque eu não sei nem que tipo eh de doença seria essa, qual agradação dela, qual é a funcionalidade do filho. Mas uma coisa que a gente sabe que sempre vai servir para todos os casos é a afetividade. Então, eu não sou capaz de dizer nada a respeito do caso específico, eh, Liane, porque eu não conheço e nem tenho competência técnica para isso. Mas uma coisa que eu posso sim afirmar é que a

ividade. Então, eu não sou capaz de dizer nada a respeito do caso específico, eh, Liane, porque eu não conheço e nem tenho competência técnica para isso. Mas uma coisa que eu posso sim afirmar é que a afetividade, o se importar, estar presente, o olho no olho, acompanhar, ter empatia, cuidar, estar vinculado afetivamente. Não importa quem seja esse outro, essa criança, o que ela carregue, quais são os seus dilemas, não importa. Em todos os casos, isso vai ser de enorme valia. Então, se eu puder deixar aqui algum convite, seria esse. A parte técnica precisa assim de um profissional, de um psiquiatra, da criança para poder orientar melhor. Mas da parte espiritual, psicológica, a gente pode afirmar: "Não sei que caso é esse, mas tenho certeza que o afeto pode provocar milagres, entre aspas, no sentido da gente conseguir coisas que a gente nem imaginava." Nós temos aqui a Darlene que diz: "Minha mãe fica com as minhas filhas para eu trabalhar, como separar os papéis, já que ela me ajuda na educação das meninas?" Isso também é lá do primeiro encontro dos papéis, mas eu também achei interessante trazer porque é uma dúvida de muita gente. Então, a gente vai lembrar que os papéis eles não são definidos hã a priori. Quer dizer, não existe uma relação de papéis que a gente pega um e vai executar. Não existe receita. Espiritismo não dá receita pronta. Joana de Angeles não dá receita pronta. Nunca ela vai dizer: "Tá aqui e a a o seu objetivo vá cumprir. Vá, vá lá cumprir o seu objetivo." Tá aqui a sua tarefa. Não. Ela vai sempre nos esclarecer. Agora, depois de entender o que ela traz, que o Espiritismo traz, que que Jesus traz, agora a aplicação disso é comigo. Eu é que vou ter que analisar a minha vida, as minhas relações, a minha família, quem eu sou. E eu é que vou ter que encontrar um caminho para aplicar o que eu aprendi. Então, a gente não está aqui num num consultório terapêutico, não. Nós não estamos aqui numa escola de coach, vamos treinar pra gente conseguir chegar a algum lugar.

nho para aplicar o que eu aprendi. Então, a gente não está aqui num num consultório terapêutico, não. Nós não estamos aqui numa escola de coach, vamos treinar pra gente conseguir chegar a algum lugar. Jesus, o Espiritismo e Joana de Angeles, eles nos ensinam a pensar. Eles nos trazem as orientações de vida, da existência, das leis divinas, como divinas, como nós funcionamos. Uma vez que nós vamos entendendo a vida, a gente vai podendo tomar decisões com mais consciência. Esse é o nosso objetivo. Então, ah, a minha mãe fica com as minhas filhas, ótimo. A sua mãe tem um papel de educadora das suas filhas. Não é não é não é eh rígido, não é estático. Ah, não, você tem o papel de vó, não vai poder cuidar dos filhos, senão você vai sair. Não, a gente cria os papéis. O que que é importante nessa questão dos papéis? É a coerência. Então vamos pegar, Darlene, o exemplo. A sua mãe está como educadora dos seus filhos. Ela está sendo uma mãe deles também, porque ela fica muito tempo com eles. Tem hora que ela está no papel de vó e tem hora que ela está num papel de mãe, como se ela fosse a mãe. Se ela está no papel de mãe, ela tem que prestar atenção o que cabe ao papel de mãe e ela tem que tentar se identificar com o papel de mãe e executar, porque nesse momento eu estou sendo como uma mãe para você. Mas na hora que chega a mãe, eu saio do papel de mãe e vou pro papel de vó. Agora que tem a mãe presente, eu vou no meu papel de vó. Que que me cabe no papel de vó? Então não tem regra, ah, tem que fazer assim, tem que fazer assado. A gente cria a regra. O que é importante é ter coerência. Então, uma coisa que, por exemplo, não precisa, não deveria acontecer é a avó estar junto com a mãe. Tem, as duas estão na situação, a criança está ali junto. Aí a gente vê a avó que está muito com o com a com a criança e que então constantemente faz o papel de mãe, querer discutir com a mãe na frente da criança o que deve ser feito, como se tivessem naquele momento duas mães brigando. Aí é ruim porque vai ter

riança e que então constantemente faz o papel de mãe, querer discutir com a mãe na frente da criança o que deve ser feito, como se tivessem naquele momento duas mães brigando. Aí é ruim porque vai ter prejuízo, porque, enfim, não precisa nem explicar porque é óbvio. Então, o que que é importante? É importante ter coerência. Eu posso desempenhar quantos papéis forem. Ah, eu eu crio meu filho sozinha, OK? Eu sou mãe, eu sou pai, ah, eu não tenho nem avô, nem avó. Eu posso fazer os papéis, vários papéis. Eu posso ser professora do meu filho. O que é importante é que quando eu estiver no papel de professora, eu seja professora. Então, no papel de professora não cabe algumas coisas que é da mãe. É só importante ter coerência para que a gente não misture. Da de repente eu dou aula pro meu filho numa escola porque pode acontecer, mas eu trato o meu filho na sala de aula não como aluno, mas como filho. Ah, aí nós estamos misturando os papéis. Então isso não é bom para ele, para você, pros outros. Então, menos importante é que papel desempenho pode desempenhar, não pode desempenhar. Mais importante é a gente ter coerência no papel que a gente está vestindo. A Mônica diz assim: "Meus filhos têm pai, mas só eu que dou educação". Isso realmente é uma realidade, porque quando nós estamos numa sociedade ou em sociedade mesmo, a família é uma sociedade, né? Um ou dois ou três adultos se unem para organizar uma família. É o pai com a mãe, é o vô junto com a filha que que cuida do neto porque o o pai não está presente, enfim. Tanto faz a configuração da nossa família. O que que é importante? É importante a gente saber que nem sempre a gente vai estar alinhado com todos. Vamos supor que eu tenho aqui meu companheiro e a gente cria os nossos filhos juntos e eu um dia entendo que eu preciso me especializar mais no papel de mãe, de educadora. Aí eu vou atrás de um curso, eu passo a fazer leituras, eu entro numa terapia e eu me desenvolvo. Eu me desenvolvo e eu olho pro lado e percebo que ele está no mesmo lugar. Que

l de mãe, de educadora. Aí eu vou atrás de um curso, eu passo a fazer leituras, eu entro numa terapia e eu me desenvolvo. Eu me desenvolvo e eu olho pro lado e percebo que ele está no mesmo lugar. Que que me cabe fazer? Me cabe abrir as portas e convidá-lo. Olha, tá tão interessante, você não quer vir comigo? Ah, mas você não pode. Quer que eu passe para você umas coisas que eu tenho visto? Esse convite eu posso fazer a um adulto que está ali e todo o esforço que eu puder fazer para criar diálogos e de uma maneira gostosa, sem apontar o dedo, cobrança, sem falar: "Ai, agora eu sei e você não sabe". Não, mas com amor, de forma amorosa, compartilhar o que está aprendendo. Aí a gente pode ir trazendo ele junto e a gente continua mais ou menos na mesma página. Mas se a gente fizer esse contato amoroso, essa tentativa, esse convite e ele for inflexível, ele for irredutível, eu não vou poder chacoalhar ele e falar: "A corda, vamos junto comigo". É livre arbítrio. E aí o que que eu posso fazer? Eu posso fazer a parte que me cabe, já está de bom tamanho. Eu posso, veja, eu estava criando os meus filhos desse jeito. De repente eu acordo, me desenvolvo enquanto mãe. Que bom, meu filho vai ter agora uma educação melhor, porque eu andei, mas eu quero que ele anda junto. Então, para de olhar um pouco pro lado e olha para você. O que você pode fazer? Cuidado, porque nessa hora a gente pode achar que o nosso sócio não tá sendo equivalente, a gente tá fazendo mais que ele e a gente pode começar a querer cobrar, cutucar, eh, eh, acusar e o filho pode estar assistindo. Só que esse meu sócio é pai dele, por exemplo. Então, cuidado para que eu não verbalize muito isso. Ah, só eu que faço, só eu que educo na frente do filho. Eu posso fazer isso na intimidade, eu e o meu marido. Isso eu posso. Eu posso chegar e falar, vamos ter uma conversa nós dois. Olha, eu tô observando isso. Eu percebo que eu quero pôr limites e você não põe. Eu acho que isso pode prejudicar o filho. Então, eu posso ter essas conversas tentando

vamos ter uma conversa nós dois. Olha, eu tô observando isso. Eu percebo que eu quero pôr limites e você não põe. Eu acho que isso pode prejudicar o filho. Então, eu posso ter essas conversas tentando dialogar, tentando esclarecer, tentando convidar de forma amorosa, sem cutucar, sem acusar. Na nossa intimidade, na frente dos filhos, eu não vou levantar bandeira para isso, porque o meu filho não vai observar que o pai tá fazendo, não vai tá fazendo como eu estou observando. A leitura dele é dele, não é minha. Então, não passe sua leitura do marido para ele. Cuidado para não dar pro filho uma imagem de pai que ele não faria por si, que é você quem está delegando a ele, depositando nele. Isso acontece muito. A gente carrega muito imagem do nosso pai, não a partir da interpretação que a gente fez, do relacionamento que nós tivemos com ele. Mas a gente carrega muita imagem do pai de tanto que a gente ouviu a mãe dizer o que era o pai. E aí eu internalizo uma imagem do pai que não é minha, que é a minha mãe que falou que meu pai era assim. Então, muito cuidado quando a gente fala pros filhos a respeito do nosso parceiro, da nossa parceira. Muito cuidado. O que a gente puder fazer por eles, a gente vai fazer, a gente vai convidar. Se eles forem irredutíveis, a gente vai tocando do nosso jeito, a gente continua se esforçando. Mas o que não deve acontecer é criar contendas e colocar as crianças no meio dessas discussões. Adriana dizia assim: "Fiquei 28 anos com meu marido, nós nos ligávamos o tempo todo, agora ele desencarnou. Me sinto perdida e vou ter que me me redescobrir agora. Nós estamos lá no ser casal". E a Mircele compartilha disso. Fomos felizes até o dia que ele partiu. Hoje sou metade. Falta uma parte de mim. Olha, é algo que assim a gente não tem nem muito o que trazer. É uma realidade. Que que a gente pode falar a respeito? A gente pode falar: "Ã, realmente a vida não vai mais ser a mesma. Isso é verdade. Nós precisamos respeitar o luto. A gente precisa entender que existe uma nova

Que que a gente pode falar a respeito? A gente pode falar: "Ã, realmente a vida não vai mais ser a mesma. Isso é verdade. Nós precisamos respeitar o luto. A gente precisa entender que existe uma nova vida sendo construída. Tanto que vou ter que me redescobrir. É verdade. É verdade. Nós vamos ter que ter prontidão e aceitação para começar uma nova vida. Uma é uma vida diferente. Então, qual que é o cuidado? O cuidado é a gente se distanciar dos polos. Quais são os polos? Um polo é: "Não aceito, fico irredutível, inflexível, então eu vou cair em lamentação, em reclamação, em revolta. Não quero viver a outra vida que tá começando. Eu quero aquela que eu tinha, não aceito, então eu fico estagnada, eu fico parada. E aí o que que vai acontecer? Eu vou adoecer porque a vida tem que fluir. Então esse polo não é bom, que é eu me recuso a andar, eu quero o que eu tinha antes e eu não vou ter. Então eu posso cair na mágua, na revolta e adoecer. E um outro polo que também é nocivo é aquele polo, ah não, eu sou espírita, eu sou cristã, eu não sofro com isso. Afinal de contas, ele continua vivo. Imagina que eu vou chorar por causa dele. Não, então não tô sendo espírita. E aí a gente vai criando uma ilusão. É falso isso. Eu sou ser humano, eu sinto, eu tenho emoção. Então esse polo de tentar se distanciar, negar, reprimir, fingir que nada está acontecendo e eu continuo minha vida como se nada tivesse acontecido, isso também é uma certa alienação, é ilusão, é fantasia. Então também cuidado com isso. Eu não tenho que ser a fortona e e não posso chorar porque senão o que que o o espiritismo vai falar de mim? para eu sou ser humana, a minha emoção eu não controlo. Eh, isso é uma realidade e eu tô triste, eu quero chorar muito. Então, o bom é não ficar nos polos, nem aqui, aqui que eu eh não tá acontecendo nada, eu estou super bem e nem aqui eu não quero essa nova vida e eu me recuso a viver. Aí a gente tenta ir pro caminho do meio. E esse caminho do meio é: eu vou viver as duas coisas. Eu vou viver a

o nada, eu estou super bem e nem aqui eu não quero essa nova vida e eu me recuso a viver. Aí a gente tenta ir pro caminho do meio. E esse caminho do meio é: eu vou viver as duas coisas. Eu vou viver a tristeza, o luto, eu vou chorar, de vez em quando eu vou ficar quieta, de vez em quando eu quero ver álbuns de fotografia, eu quero me chorar, chorar muito, mas eu não vou ficar só nisso. E eu em outros momentos também vou viver, vou sair, vou conhecer gente nova, vou viver com a minha família, vou me dedicar ao trabalho. A gente tem que conseguir conciliar. É como se a gente vivesse as duas coisas. Eu estou triste, mas eu estou alegre também. Eu estou triste com isso, mas estou alegre por causa do meu filho que tá conseguindo tal coisa, porque no trabalho tá funcionando. Por que que eu não posso ter as duas coisas? Por que que eu não posso viver as duas coisas? Então, talvez essa seja uma direção pra gente tomando consciência. Eu não vou nem negar, nem reprimir. Eu também não vou me alienar e fingir que nada tá acontecendo. Eu vou validar o que eu estou, o que eu estou sentindo. E a gente sente o misto de emoções. Um dia eu estou bem, no outro dia eu não estou. Um dia eu estou alegre, quero sair, no outro dia eu quero ficar em casa e sozinha. E a gente vai se respeitando e a vida vai se reconstruindo porque nós não estamos resistindo ao mal. E o resistir ao mal significa não está acontecendo, finge que nada está acontecendo, não é bom. E também resistir ao mal muitas vezes é: "Eu não aceito, eu tô revoltada". O não resistir ao mal é: "Está acontecendo, vamos tocar a vida. Vamos viver um dia de cada vez, vamos aceitar a situação, vamos aprender com ela e vamos viver os as emoções sem ficar presas nelas e sem ficar também nos afastando delas. Essa seria uma possibilidade, né, de reconstrução. E a religião, né, gente, para quem passa por perdas, a gente sabe que nesse momento, se a gente não tem uma aonde a gente se segurar no que transcende a matéria, no que transcende a compreensão

rução. E a religião, né, gente, para quem passa por perdas, a gente sabe que nesse momento, se a gente não tem uma aonde a gente se segurar no que transcende a matéria, no que transcende a compreensão humana, fica difícil. Então, religião nessa hora e a Charlene fala, se puder falar de problema de vício no casamento, como lidar, né? É um pouco do que a gente falou. Eh, a gente é casal, mas nós somos também dois indivíduos. Então, eu vou fazer as boas escolhas por mim e eu posso ser exemplo, inclusive a forma como eu me alimento, a forma como eu cuido do meu corpo, a forma como eu me importo com a minha saúde. Exemplo, imagina alguém vivendo comigo o dia todo, uma vida inteira me observando. É óbvio que eu vou influenciar. Então, quanto mais eu sou exemplo, mais eu ajudo. Além de ser exemplo, o que mais eu posso fazer? Eu posso convidar? Eu posso eh orientar, eu posso facilitar a vida do outro para ser mais saudável, mas eu não posso brigar, eu não posso acusar, eu não posso cobrar, eu posso estender a mão, eu posso facilitar, eu posso promover coisas saudáveis para que ele venha de uma maneira gostosa. Mas a gente precisa respeitar esses dois indivíduos. A gente vai chegar num momento que a gente pode até decidir se a gente quer compartilhar ou compactuar do que ele está fazendo ou não. De repente eu posso chegar no momento e falar: "Olha, eu não tô dando conta. Eu vou adoecer junto com ele. Eu tô me sentindo cúmplice. Eu não consigo mais estar nessa configuração e tá me fazendo mal. Eu posso até decidir me afastar. é livre arbítrio. Então, quando a gente entra com livre arbítrio, que é sempre, dificilmente alguém vai te dar uma resposta do tipo: "Faça assim". Depois você faça assado, depois você fala para ele, não tem, é você que vai criar. A gente recebe aí da do espiritismo de Joana, de Jesus, a gente recebe essas orientações. Agora, como é que eu que eu configuro, que sopa que eu faço com as orientações? Aí sou eu. A melhor recomendação é essa. É paciência, é amor, é convite, é envolvimento

gente recebe essas orientações. Agora, como é que eu que eu configuro, que sopa que eu faço com as orientações? Aí sou eu. A melhor recomendação é essa. É paciência, é amor, é convite, é envolvimento amoroso, é facilitar o ambiente, é ser exemplo, né? É cuidar. Mas a gente sabe que tem limite porque o outro tem livre arbítrio. O que não é bom é acusar, é cobrar, é é punir, é querer dominar, é querer se apropriar. Isso não faz bem. Bom, esse era o do ser casal. Agora vamos lá. Depois veio ser criança. Eu selecionei do ser criança ã um trecho que está lá no Amor imbatível amor capítulo 10. Então, Joana deângeles, pela psicografia de Divaldo, diz assim: "A falta de amor na infância é responsável por muitos males que afligem os adultos, né? A criança quando cresce, ela tem, ela carrega muitos males que foram produtos da falta de amor na infância. A sobrevivência real de uma pessoa depende dos vínculos amorosos que foram mantidos com aqueles que acercavam na fase infantil. Então, Joana tá dizendo da importância do vínculo amoroso a ponto de ser responsável inclusive pela sobrevivência na fase infantil. Quando falta esse acolhimento gratificante, a criança se faz submissa, ora pelo temor, ora se isola, dando curso a um processo de fixação neurótica, em face das ameaças e das explosões dos pais inseguros e atormentados, que alternam esse comportamento com expressões de amor, compensação que não são absorvidas positivamente. Então, Joana está nos lembrando e a gente quando falou da criança, nós falamos a grande parte do tempo sobre a influência dos pais no desenvolvimento da psique, dos filhos. Nós trouxemos aquela base de UNG que diz que a vida não vivida dos pais é que é o fator de grande parte das neuroses, dos conflitos emocionais, psicológicos das crianças. o quanto as crianças se desenvolvem a partir da daquilo que Jung chama de participa Mystique, que é desse desse compartilhamento do inconsciente, como se tivéssemos imersos um no inconsciente do outro. A criança cresce

as se desenvolvem a partir da daquilo que Jung chama de participa Mystique, que é desse desse compartilhamento do inconsciente, como se tivéssemos imersos um no inconsciente do outro. A criança cresce imersa no inconsciente dos pais, né? Então, Joana tá dizendo isso, que é muito importante olharmos na fase infantil para as relações de referência das crianças. O que que precisa ter? Vínculo amoroso é um alimento. Ele nutre a psique. Quanto mais pobre é esse vínculo, mais anêmica, simbolicamente falando, a criança vai ser em termos de psique. Quanto mais essa essa essa nutrição for tóxica, porque for de dominação, de autoritarismo, de ameaça, mais essa criança vai ser nutrida de uma forma eh não saudável. vai se tornar obesa emocionalmente no sentido de que ela tem muito e ela não retém nada. Ela não vai ter saúde emocional. A saúde emocional tem a ver com a qualidade da nutrição psíquica. A nutrição psíquica é feita pelo vínculo amoroso. E esse vínculo amoroso é: eu me importo com você, criança. Eu paro o que eu estou fazendo para estar com você com frequência. Eu olho nos seus olhos. Eu quero conhecer você. Eu não fico só olhando para mim e e falando para você: "Vai fazer tarefa, moleque. Como se tanto faz quem seja você. Eu só preciso garantir que você faça as suas coisas". Então, quanto mais qualidade, quanto mais empatia, quanto mais amor, quanto mais atenção eu tenho dedicado à minha criança, mais essa nutrição é eficiente e mais essa criança vai crescer emocionalmente saudável. E o inverso também é verdadeiro. Quanto mais for deficiente, pais que alienam, pais autoritários, pais que brigam, quanto mais essa relação for conturbada, mais essa nutrição vai ficar a desejar e mais essa criança futuramente vai ter muitos problemas quando for adulto. Então, a importância do do ambiente onde essa criança cresce para que a gente garanta amor, paz, tranquilidade, aceitação, atenção. E eu selecionei uma pergunta que é da Raquel. A Raquel diz assim: "Eu e o meu marido não tivemos infância devido à

criança cresce para que a gente garanta amor, paz, tranquilidade, aceitação, atenção. E eu selecionei uma pergunta que é da Raquel. A Raquel diz assim: "Eu e o meu marido não tivemos infância devido à nossa pobreza material, privações do básico, como até alimentação. Não temos como ser adultos. com uma jornada normal. Então, é como se ela tivesse feito uma constatação a partir do que a gente conversou. E o que eu gostaria de trazer é assim, Raquel, eh, primeiro, quando a gente fala jornada normal, eu diria que na Terra dificilmente a gente vai achar uma jornada normal. Normal no sentido se a gente entender que normal é aquilo que está mais alinhado com as leis divinas, aquilo que é mais do caminhos, né, do do caminho que Jesus nos orientou, eu perguntaria: "Quem na Terra faz uma jornada normal?" Então, normal, no sentido de estar alinhado com Deus, eu diria que a gente vai assim, né? A gente se alinha, daqui a pouco a gente escapa, daqui a pouco a gente lembra, a gente volta, a gente se alinha, daqui a pouco a gente escapa. E em termos de humanidade, porque nós ainda somos muito imperfeitos, nós ainda vivemos no mundo de provas e expiações, ainda não estamos em condição de vivermos com mais frequência conectados com Deus. A gente fica num buscar e achareis numa tentativa e vai e daqui a pouco a gente desconecta, depois a gente volta. Então, Raquel, eu queria tranquilizar você. você detecta essa carência, né, que é uma carência material e realmente ela deve ter influenciado muito a vida de vocês, mas eu diria que inclusive ela pode ter trazido até benefícios. Talvez vocês tenham graus de resiliência muito maiores do que aqueles que nunca tiveram nenhum tipo de privação e inclusive foram até mimados. Então, a vida é linda porque ela, em cada experiência, a gente vai sempre colher benefícios e a gente vai assumir prejuízos. Para tudo existem perdas e ganhos. Então, uma pessoa que teve privação material, ela vai ter alguns prejuízos. Vai, às vezes até no próprio desenvolvimento, faltou

ios e a gente vai assumir prejuízos. Para tudo existem perdas e ganhos. Então, uma pessoa que teve privação material, ela vai ter alguns prejuízos. Vai, às vezes até no próprio desenvolvimento, faltou alimento, eu não cresci quanto eu poderia, eu carrego muito medo de passar fome, eu tenho conflitos emocionais, mas eu devo ser uma pessoa bastante resiliente, forte, decidida, que conseguiu vencer apesar das deficiências. Então, eu tenho perdas e ganhos. Agora vamos pegar o oposto. A pessoa que nasceu na fartura material, ela não teve, ela se desenvolveu muito, teve supervitaminas, ela cresceu em termos corporais, então ela teve uma facilidade para se desenvolver, uma tranquilidade. Por outro lado, talvez ela não saiba lidar com as com outros tipos de escassez. Se um dia passar por uma privação, não sabe como fazer. talvez não seja uma pessoa que é tão forte na vida porque tudo chegou muito facilmente. Então, Raquel, não dá pra gente dizer qual é a maior dificuldade. Sempre nós vamos ter perdas e ganhos em tudo. E qual que é a nossa função aqui, né? A nossa função aqui é a gente se desenvolver a partir da gente. Eu sou esse espírito. Esse espírito teve privação disso, teve dificuldade daquilo, foi abusado quando era criança. Tá bom, essa é a minha realidade. Agora, dentro dessa realidade, como é que eu posso me desenvolver enquanto espírito? Ah, enquanto espírito, eu posso tentar superar essa perda, eu posso tentar me fortalecer naquela dor, eu posso. É esse o objetivo. É que a gente tem na Terra essa ideia de normal. A gente usa muito isso, né? Que que é normal na terra? Normal na terra é o que o padrão diz: "Ai, é bonitinho ser saudável, viver amorosamente em família, ter um bom emprego. Mas será que que é isso? Quem consegue isso?" Então, acho que vale uma crítica no quando você traz não o que que é uma jornada normal, né? Não teríamos uma jornada normal. Jornada normal é de cada um. Não existe uma jornada padrão. Ai, a gente não vai ter como fazer a jornada padrão porque a gente vai entender que a

a jornada normal, né? Não teríamos uma jornada normal. Jornada normal é de cada um. Não existe uma jornada padrão. Ai, a gente não vai ter como fazer a jornada padrão porque a gente vai entender que a gente já saiu com certo prejuízo. Mas o que que é jornada normal? A sua jornada normal, Raquel, é você se conhecer e você tentar se desenvolver a partir dos seus conteúdos. Essa é a sua jornada. Então, não existe padrão lá fora. Ah, eu não sou assim, eu não consegui isso. Não existe. Existe a história de cada um. Uma vez tem um exemplo que eu uso muito do Raul Teixeira, que ele compartilhou, talvez eu já tenha falado nos encontros anteriores, mas eu acho muito significativo, por isso que eu repito. E conversando com ele a respeito de famílias, eu disse assim: "Raul, às vezes a gente pega famílias que são tão desestruturadas, que se violentam tanto, que debatem, que brigam, às vezes até ã trocam violência física, né? Como é que a gente entende? Qual vai ser a utilidade para esses espíritos? O que que está acontecendo? Eu tava lamentando as famílias que passam por esse tipo de desestruturação. E ele falou assim: "Cris, amplie seu ponto de vista, não olha o hoje e pensa assim para um grupo que no passado se tratava no foice, hoje se tratar no coice é lucro". Olha que interessante. Então ele quis dizer assim: "Talvez se você olhar esse grupo que hoje tá se brigando na vida anterior ou uma vida pregressa, eles se matavam e hoje eles não se matam, mas eles ainda trocam violência. Já é um passo." Então o que que é normal? A gente vai falar: "Ai, essa família que está dando coisa não é normal". De repente, se eu olhar pro lado espiritual, isso vai até fazer sentido. Não tô aprovando e dizendo que ah, então vamos sair no coice, porque não não é isso, é que cada um tem sua história. O Raul tá chamando atenção para que às vezes a gente tá falando de uma família que o coice é evolução. Não quer dizer que quem dá coice está evoluído com relação ao seu passado. Eu estou dizendo que quem no passado fazia

tenção para que às vezes a gente tá falando de uma família que o coice é evolução. Não quer dizer que quem dá coice está evoluído com relação ao seu passado. Eu estou dizendo que quem no passado fazia uma coisa muito muito violenta e hoje já faz metade, já teve desenvolvimento. Não quer dizer que isso seja aprovado, mas quer dizer estamos em andamento. Não dá para esperar que eu que eu me torne santo de um dia pro outro. Então eu questionaria essa história do que seria uma jornada normal. E eu diria que jornada normal é a jornada que cada um de nós deve cumprir a partir de quem eu sou e quem eu posso vir a ser, a partir do meu esforço, da minha dedicação. Eu eu eu afastaria padrões. Ai, tem que ser assim, tem que ser assado. A gente fala de padrões e aqui a gente traz padrões que eu digo assim e eh linhas gerais, tese, né? Mas é pra gente saber. Então, Jesus falou: "Vocês devem se amar uns aos outros". Esse é o nosso objetivo, é a orientação que a gente recebe. Agora, como é que eu aplico isso no meu dia a dia? Vamos ver o que eu sou capaz de fazer. Vamos ver até onde eu posso ir. Vamos ver como que eu faço para amar esse esse ã esse familiar que a gente se dá com muitos problemas. Então, a forma como eu aplico aquilo que eu aprendo é minha. A orientação tá dada, ela é geral. Isso sim a gente pode chamar de normal. O normal é a gente se amar, é a gente se perdoar, é a gente ser paciente. Esse é o normal. Porque é o que Deus nos pede. Agora, como que eu faço para aplicar isso na minha vida? Aí é com cada um. Cada caso é um caso. E o último episódio a gente falou sobre a adolescência, o ser jovem. E eu selecionei aqui pra gente falar eh um trecho que está também no Amor imbatível amor, capítulo 8. O Joana de Angeles diz assim: "O dever dos pais em relação aos filhos na moldagem da identidade é muito grave, porquanto de acordo com a conduta mantida, aquela será plasmada dentro dos padrões vigentes do lar. As castrações e as inibições, os conflitos não superados e as necessidades emocionais

é muito grave, porquanto de acordo com a conduta mantida, aquela será plasmada dentro dos padrões vigentes do lar. As castrações e as inibições, os conflitos não superados e as necessidades emocionais não satisfeitas contribuem para o transtorno da identidade, gerando a necessidade da projeção do papel dos pais nas outras pessoas. Então, Joana está dizendo a respeito, eu trouxe esse ponto central de castração e inibição, né, e do quanto que a identidade vai sendo moldada a partir dos padrões vigentes no lar e quantas são as necessidades emocionais não satisfeitas que geram transtornos de identidade. Joana também fala da necessidade da projeção do papel dos pais nas outras pessoas. quanto que o adolescente vai atrás do pai que ele não teve, da mãe que ele não teve, às vezes no professor, na própria namorada, no namorado, porque aquilo não ficou bem resolvido. Então, o os o ponto principal que eu trouxe da adolescência, que eu gostaria aqui de retomar é com relação a a esse ponto em que no desenvolvimento ele precisa, o jovem ele precisa começar a ensaiar a autonomia. Esse é o grande dilema da adolescência. Eu já não tenho uma criança em casa que eu sou responsável 100% pelo que ela vai fazer. Eu eu é que decido 100% das coisas dela em termos de sociedade, né? A criança só vai sair se eu deixar. A criança vai voltar a hora que eu mandar, a criança vai ficar onde eu onde eu permitir. O jovem ele precisa começar a ensaiar alguma autonomia na sociedade, né? Mas essa e e qual é o nosso dilema? é achar essa medida boa. Ele tem que ensaiar, experimentar a autonomia, mas essa autonomia é com meu minha vigilância, ainda que um pouco mais distante. Eu não posso falar: "Ah, jovem, agora você precisa treinar a liberdade, vá." Não, eu vou eu vou soltando um pouquinho, a gente vai negociando. Que hora você vai voltar? Me conta como você veio. Aí deu tudo certo. Eu tô percebendo que você é responsável. Deixo mais um pouquinho. Eu ajudo ele a fazer um test drive de viver em sociedade.

iando. Que hora você vai voltar? Me conta como você veio. Aí deu tudo certo. Eu tô percebendo que você é responsável. Deixo mais um pouquinho. Eu ajudo ele a fazer um test drive de viver em sociedade. Eu não falo para ele assim: "Ah, por exemplo, eu vou comprar um carro e o e o o o vendedor fala: "Experimenta primeiro". Que que quer dizer? eu te deixo dar uma voltinha, eu vou junto com você. Ele não fala assim, tá, que o carro vai usar, se vira, anda onde você quiser. Ele não larga o carro, ele me deixa experimentar. É isso, filho. Você vai começar a experimentar a a liberdade, a autonomia. Então, eu te deixo escolher isso que antes você não escolhia. Eu te deixo naquele lugar porque agora você já tem idade, mas eu vou te acompanhar, eu vou te orientar. Então é importante isso, castração, inibição para para proteger, porque assim ele não vai correr risco. Você inibe o desenvolvimento da autonomia, ele não vai saber se virar lá fora nunca, porque você não deixa, você pôs ele numa bolha. Então isso é muito sério, assim como o outro polo também é muito sério, que é, ah, você já se vira, você já é grande e libera, ele não tá pronto ainda para essa total liberdade de cara. Aí o motorista me dá a chave de um carro super poderoso e me fala: "Vai, faça o que você quiser". Eu acelero no máximo porque eu nunca andei com aquele carro e causo um acidente. Então é isso. Enquanto eu tô aprendendo a usar algum instrumento, eu preciso de uma orientação que me acompanhe nesse instrumento para eu não fazer bobagem com ele, para eu não exagerar. Então, os dois polos são nocivos. a gente que não deixa o jovem começar a experimentar lá fora e a gente que deixa ele ir e fazer o que ele quiser. O ideal é a gente ter bastante atenção, pesquisar o que que eu posso, o que que eu não posso, o que que eu posso deixar, o que eu não posso. A gente falou da bebida alcoólica. Ah, já vou deixar ele beber bebida alcoólica. Não, antes dos 18 é proibido por lei. Aquilo que é proibido por lei, eu não

ue que eu posso deixar, o que eu não posso. A gente falou da bebida alcoólica. Ah, já vou deixar ele beber bebida alcoólica. Não, antes dos 18 é proibido por lei. Aquilo que é proibido por lei, eu não dou autonomia. Eu vou dar autonomia o que é permitido, o que ele já é capaz de fazer. e vou seguir, vou orientar. Então é essa hã esse acompanhamento, sabe? Eu eu eu dou liberdade, mas é uma liberdade vigiada, acompanhada, orientada. Aí a gente tem algumas perguntas. Então nós temos, por exemplo, a Marilede. Meu neto tem 16 anos, mas ele age como se tivesse menos, ele está na puberdade? Bom, o que a Marileda tá está trazendo é algo que a gente tem visto muito, a gente tem se questionado muito, que os jovens de hoje eles não correspondem ao a algumas características da geração anterior. A gente tem a sensação de que a geração anterior amadureceu mais rápido. E isso é verdade. A pergunta é por a nossa vontade dos adultos da geração atual é oferecer isso no colo do jovem. A gente aponta o dedo e fala assim: "Eu na sua época era muito mais maduro. Eu já até trabalhava e você fica aí no computador o dia inteiro. A gente olha pra juventude como se eles tivessem se feito mal. A gente não, a gente se fez mais maduro. Mas vamos ser bem honestos. O jovem é o que a sociedade e principalmente o que o lar fez dele. Tudo bem que o espírito chega com as próprias demandas, tá tudo certo. Tem um bom tanto que é do próprio espírito do jovem, mas tem um bom tanto que foi a família que produziu. O meu filho fica o dia todo no computador. Ele não ficou o dia todo no computador de um dia pro outro. Ele foi ficando e ele foi ficando e ele foi ficando e ele foi ficando. E cadê a mãe, o pai, o orientador para pontuar? A gente não pontuou, a gente permitiu. Isso foi fazendo, foi fazendo, foi fazendo. Quando a gente olha, o negócio tá feito. E o que que a gente faz? Acusa ele. Então eu acho que vale o meia culpa no sentido da pergunta vir pra gente: o que que nossa geração está fazendo para que

do. Quando a gente olha, o negócio tá feito. E o que que a gente faz? Acusa ele. Então eu acho que vale o meia culpa no sentido da pergunta vir pra gente: o que que nossa geração está fazendo para que essa juventude não seja tão madura quanto era a nossa? O que que nos cabe enquanto pais? Essa que eu acho que é uma questão importante, porque aí sim está nas minhas mãos alguma mudança. Existe um contexto social, a gente tinha muito mais segurança, então podia andar pra rua. Hoje a gente sabe que o mundo está mais violento. Então existe uma questão social. A gente não deixa mais os filhos. A gente morava em cidade pequena e eu criança andava de bicicleta a cidade toda. Minha mãe nem sabia onde eu estava e tava tudo bem porque todo mundo se conhecia e não tinha tanto trânsito e não tinha tanta violência. Hoje não dá para fazer isso. Então o jovem não tá tendo a mesma chance de liberdade, porque quando a gente fica livre a gente aprende quantos tombos de bicicleta, quanta a gente, quanta coisa a gente conheceu por estar lá solto na sociedade, por brincar na rua. Os filhos não podem brincar na rua, então é óbvio que eles não vão ter a mesma maturidade que a gente teve. Então existe uma condição circunstancial que é da realidade atual e existe a participação de cada um de nós, porque os nossos pais nos delegavam mais responsabilidades. A gente não, a gente mima muito, a gente a gente não põe limites, a gente deixa tudo, a gente oferece coisas antes deles pedirem. Então, é um é uma combinação de fatores que têm permitido que esses jovens retarde um pouco a sua maturidade. Mas e também será que isso é um problema? Nem sempre. Por que que precisa amadurecer logo? O que que precisa acontecer é que a gente olhe no dia de hoje e a gente ajude o jovem a entender se hoje a vida, a rotina que ele está tendo é saudável. Isso nos cabe. Filho, neto, você tá cuidando do seu corpo, você faz uma atividade física, você se alimenta direito, você dorme o tanto de horas que é suficiente, você fica muito exposto à

é saudável. Isso nos cabe. Filho, neto, você tá cuidando do seu corpo, você faz uma atividade física, você se alimenta direito, você dorme o tanto de horas que é suficiente, você fica muito exposto à tela do computador porque isso prejudica a vista. É orientar. Quanto tempo você fica, olha, tá aqui, a gente sabe que o médico não não permite. Como é que a gente pode negociar? Ah, você não tem feito academia, como é que a gente pode fazer alguma coisa? Se a gente for correr em volta da lagoa da cidade, eu vou com você, eu vou atrair, eu não vou condenar, acusar ainda falar que eu era diferente, como se eu fosse melhor do que ele, até porque a gente nem é muitas vezes. Então eu acho que fica esse convite pra gente se responsabilizar por aquilo que nos cabe. Nós somos os adultos da situação. Então não cobrar o neto, não cobrar o filho, mas tentar atuar para ajudá-lo a ser mais saudável no momento atual. Aí eu posso garantir que o desenvolvimento vai acontecer e ele vai amadurecer na hora que for para ele amadurecer, porque eu estou garantindo condições de amadurecimento. Bom, a Rosilene traz a seguinte questão: Mudanças na tecnologia não podem mudar a vida em família? Sim, e a gente começou já falar, estão mudando o mundo, estão mudando as famílias. E a gente sabe que tem aspectos positivos e aspectos negativos a partir daí. Eh, eh, então vamos pensar assim, ó. Existe uma, aqui está a família, existe uma força que vem de fora, que é o mundo tecnológico, internet, apps, videogame, eh, plataformas, né, redes sociais, é uma força que está fora da família. Essa força, ela está pressionando muito, muitos convites, muitas ofertas, muitas demandas, muitas possibilidades. Então essa força vem vindo. Se a família estiver desatenta, é como se ela tivesse aberto portas, janelas e isso entra, entra, toma conta, regula e passa a dominar a família. Que que a família tem que fazer? Cabe à família se preparar para fazer uma força contrária. Então, existe muita força querendo entrar. Pera aí, aqui

ra, toma conta, regula e passa a dominar a família. Que que a família tem que fazer? Cabe à família se preparar para fazer uma força contrária. Então, existe muita força querendo entrar. Pera aí, aqui dentro não. Eu vou escolher qual vai entrar, quando vai entrar, de que jeito vai entrar. Eu me posiciono, não tenho uma força. Isso é lei da física. Tenho uma força daqui, precisa ter uma força para contrabalancear. O equilíbrio vai ser gerado a partir do quanto eu faço de dentro para fora para barrar um pouco essa força de fora para dentro. Então, a tecnologia tá aí e graças a Deus que tá aí, porque a gente tem 1000 recursos novos que a gente usa por causa da tecnologia. Basta a gente olhar pra pandemia, a gente vai agradecer, porque ah, a tecnologia nos salvou, a gente continua vivendo por causa da tecnologia, porque ficou todo mundo isolado e a gente conseguia fazer portais entre países, entre casas, graças a essas janelas que nos permitem conversar à distância. Então, o que que nos cabe? Nos cabe decidir o que vai entrar, quando vai entrar, de que forma vai entrar. E aí eu pergunto, quantos de nós estamos fazendo isso? Quantos de nós pomos regras em casa para o uso da tecnologia? Quantos de nós estamos garantindo que a convivência da família continue sem o tal do celular na hora do almoço? Quantos de nós estamos pondo regras para que a gente possa ter momentos de lazer que não dependam de tecnologia? É preciso que a família se mexa. É preciso que a família faça essa força contrária. Não, vocês não vão mandar na minha casa e daqui a pouco nós estamos 100% do tempo envolvido com tecnologia e a gente já nem se conversa mais e ninguém mais almoça junto, não. Nós vamos fazer uma força contrária e vamos pôr limites. Fecha essa janela, fecha essa porta. só vai entrar aquilo que eu permitir, na hora que eu permitir, do jeito que eu permitir. Então eu acho que fica esse convite pra gente criar por meio de conversas, né? Não é imposição, mas é conscientização, a gente pôr

o que eu permitir, na hora que eu permitir, do jeito que eu permitir. Então eu acho que fica esse convite pra gente criar por meio de conversas, né? Não é imposição, mas é conscientização, a gente pôr regras, limites, né? tomar consciência, criar responsabilidade. A Raquel diz assim: "Preciso de orientações sobre adolescentes que venham de um lar desestruturado. Você poderia falar, não, você fala de um lar que é estruturado e ela explica que ela atende no SUS e ela vê o quanto que as famílias hoje estão realmente empobrecidas em termos de relação. E a Regina vem também diz: "A maioria das famílias pobres não tm privacidade, fica tudo muito exposto." Então, trazendo essa essa questão do lar desestruturado, né? Eu entendo você, Raquel, o quanto que a gente fica aflito com essas com essas situações que a gente observa, né? Eh, eh, mas eu volto a falar algo que eu já disse. Esse momento nosso, ele é um momento de estudo. Nós estamos estudando as obras de Joana, né, esse viés da psicologia, olhando as famílias por esse ponto de vista que a benfeitora nos oferece. Não é um um lugar terapêutico. Nós não vamos aqui trabalhar casos, regras de como lidar com cada caso, qual é a medida terapêutica, como é que a gente tem que lidar quando acontece isso ou outro. A gente pode sim nessas nossas conversas trocar algumas ideias nesses encontros de perguntas e respostas, mas o objetivo dos nossos encontros é trazer as orientações de Joana de Angeles, do Espiritismo, do Cristo, para que a gente possa aprender esses modelos ideais, o modelo de Deus, o que que é alinhado com Deus, o que que é alinhado com o amor. Aí depois cada um de nós é vai tentar descobrir quais caminhos eu tenho, quanto eu sou capaz de aplicar o que Joana deângeles me disse, né? Então nós não temos o objetivo de transformar esses esses encontros numa terapia. A Joana nos oferece essas reflexões a partir do que é saudável. A ideia é que sabendo do que do que é saudável, cada um de nós vai tentar promover ajustes

ansformar esses esses encontros numa terapia. A Joana nos oferece essas reflexões a partir do que é saudável. A ideia é que sabendo do que do que é saudável, cada um de nós vai tentar promover ajustes para ir em direção a isso. Muitas vezes vai ser fazer o que é possível fazer, ainda que esteja longe do ideal. Vou dar um pequeno exemplo para para clarear o que eu estou tentando dizer. Vamos supor que eu lidando com essa família desestruturada, eu perceba que a carência é muita. Existe violência, existe abuso, existe falta de compromisso, existe falsa falta de diálogo. Nossa, eu não sei nem por onde começar. De repente eu consigo pelo meu acesso, você trabalha com as famílias, né, de uma forma muito amorosa, você consegue plantar uma sementinha que é, olha, eh, vamos tentar falar menos palavrão em casa, eh, vamos ver o que que isso causa. Eu tô dando um exemplo. Então, o que que eu tô querendo dizer? De repente eu mexer numa coisa pequenininha dessa é suficiente para eu fazer um primeiro movimento. Depois eu trago uma outra sementinha e eu consigo fazer um outro movimento. Talvez a família vai falar assim: "Bobagem que você tá fazendo não me interessa." E aí é livre arbítrio e a gente sabe que vai ter que doer mais um pouco para poder se mexer. Mas ã talvez a gente consiga da nossa parte a gente consiga ir fazendo sugestões. Eu tenho uma experiência para compartilhar. A gente tem aqui o núcleo educacional CEPI em Amparo, que é uma um braço social do da sociedade espírita esperança. E é é trabalha com contraturno escolar e a primeira o bersário, o período integral. E a gente faz há muitos anos um trabalho de de aproximação das famílias e a gente fazia encontros com essas famílias. é uma é uma uma obra social eh que é eh é ofertada pro público de maior risco social, de maior vulnerabilidade e hoje tem mais de 700 crianças, né, em época de não pandemia. E a gente faz há mais de uma década um trabalho de aproximação com as famílias e a gente viu muitos bons frutos, simplesmente

erabilidade e hoje tem mais de 700 crianças, né, em época de não pandemia. E a gente faz há mais de uma década um trabalho de aproximação com as famílias e a gente viu muitos bons frutos, simplesmente fazendo encontros periódicos pra gente conversar a respeito de temas que que envolvam a educação, relacionamento. Mas ao longo dos anos a gente foi vendo as famílias se reestruturarem, se interessarem. Então, esses encontros começaram com seis pais. Os últimos que nós fizemos antes da pandemia, nós precisamos quebrar em dois dias porque não cabia no salão. Nós chegamos a reunir 350, 400 pais num dia. Imagina o interesse deles. E é isso. É, é o que a gente chama do trabalho de formiguinha. Mas não eram reuniões de acusação, de apontar o dedo, eram reuniões de acolhimento. A gente procurava falar na língua deles no sentido de que a gente sabe que você vive, mas era coisinhas assim. Um dos projetos que nós desenvolvemos no núcleo educacional CEPI e a gente levou também paraa mansão do caminho e a gente faz esse mesmo trabalho com pais na mansão do caminho, a gente chamou de projeto gentileza. A gente começou a trabalhar com as crianças o que era gentileza e fizemos várias dinâmicas, várias atividades sobre o ser gentil, gentil com a natureza, gentil com o próximo, gentil com a gentil com comigo mesma, gentil com a minha com o meu corpo. E a gente foi trabalhando e nós começamos a convidar as crianças para levar algumas situações para casa. Então tinha, por exemplo, uma tal de uma pulseirinha que quando você fazia um ato de gentileza dentro do cepi, a criança, a professora dava uma: "Ah, obrigada, você foi gentil comigo e dava uma pulseirinha da gentileza." E a criança ia ficar com essa pulseirinha até alguém se genti com ela e ela oferecer pra outra pessoa. E essa criança foi paraa casa com a uma, um dos casos, tem muitos para contar, lindos. A criança foi para casa com a pulseirinha e o pai fez um ato de gentileza para ela. Ela deu pro pai e o pai ficou comovido. O pai foi pro

casa com a uma, um dos casos, tem muitos para contar, lindos. A criança foi para casa com a pulseirinha e o pai fez um ato de gentileza para ela. Ela deu pro pai e o pai ficou comovido. O pai foi pro trabalho com a pulseirinha e no trabalho deu para outra pessoa. Enfim, esse projeto pegou pegou fogo, gente, a ponto de uma mãe vir e falar: "Olha, eu criei a sexta-feira da gentileza, que é quem for mais gentil durante a semana ganha um bolo. Eu faço bolo do sabor que que a que o que o filho ou que o membro da família escolhe e ele vai ser o ganhador do bolo da gentileza". muitas histórias de mudanças, de de reflexões, de questionamentos a partir de coisinhas que a gente vai mudando. Então, às vezes o que nos cabe é isso e às vezes isso é é muito, a gente não enxerga, mas é muito. E a a Graziier Raquel disse, aham. É, a Graziier, ela diz: "Como sei que ele está entrando na adolescência, né? A gente vai observar as mudanças, né? né? A gente sabe que tem esse período principal aí. Hoje a gente tá falando de adolescência até antes, né? Antes era 13 anos. A gente, eu acho que hoje a gente tá até diminuindo porque essa primeira infância tá sendo acelerada, as meninas estão entrando na minarca com menos tempo, mas o que que interessa pra gente é observar as mudanças, tanto corporais quanto comportamentais, quanto emocionais. Por isso que eu preciso estar próximo, observar, porque às vezes as mudanças são sutis. Eu preciso ter conversa para eu ir acompanhando. Olha, eu tenho visto que você tá ficando mais quieto, tenho visto que você tá ficando mais no quarto, eu tenho observado que você tá trabalhando, trocando muitas mensagens. Eu percebi que você quis mudar o estilo do seu cabelo. Olha, eu notei que você já não gosta mais dessas roupas. E a gente deve participar e não recriminar. Você não tá mais gostando dessas roupas? Você tem outros interesses? Quer ir comprar algumas coisas novas de um jeito diferente? A gente deve ir participando, trocando, nem estimulando, ai vamos,

nar. Você não tá mais gostando dessas roupas? Você tem outros interesses? Quer ir comprar algumas coisas novas de um jeito diferente? A gente deve ir participando, trocando, nem estimulando, ai vamos, como se o senhor quisesse que ele crescesse e nem impedindo de crescer. Para com isso, você ainda é criança. Às vezes dentro dele vai falar assim: "Mas eu também queria ser, mas não tô conseguindo mais ser criança". E minha mãe tá falando que eu ainda sou criança. Imagina a neura que cria. Então é natural. Vamos observando devagarzinho, vamos trocando no ponto. Ah, mas ele não gosta que eu fale, então não fala. só observa a mudança, mas respeita a privacidade. Cada filho é de um jeito. Então, é por observação que eu vou constatando pequenas mudanças corporais, comportamentais e emocionais. E a gente vai toca no assunto, viu que não gostou, então dá mais eh privacidade, toca no assunto, viu que ele gostou, que bom, a gente pode conversar a respeito disso. Mas é isso, é esse acompanhamento. Bom, bastante coisa. Eu fico muito feliz com essas perguntas, com a interação de vocês, com o que vocês têm me trazido, um público muito carinhoso. Eu fico até emocionada eh de saber o quanto vocês estão desejando. Fico feliz de saber que a família tá sendo cuidada, valorizada. Esse é o nosso objetivo. Muito obrigada, gente, de coração. Que Deus abençoe a todas as famílias e a cada alma que está aqui com a gente, eh, que é heróica, porque está nessa busca, nesse interesse, mesmo trazendo tantas dificuldades, vivendo no meio, no mundo tão difícil, mas está batalhando. Que Deus fortaleça vocês nessa missão de preservar, de nutrir, de cuidar das famílias. Até a próxima.

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