A Essência da Comunicação | T9:E2 • Fala Amorosa

Mansão do Caminho 20/08/2025 (há 7 meses) 56:28 3,489 visualizações 597 curtidas

Na nona temporada de Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis, a apresentadora Cristiane Beira reflete sobre a essência da comunicação, analisando os diferentes aspectos da fala, da escuta e do silêncio na vida emocional e espiritual. No Episódio 2 – Fala Amorosa, o estudo mostra como a palavra, quando inspirada no amor, torna-se instrumento de cura, paz e compreensão, favorecendo relacionamentos mais saudáveis e um convívio baseado no respeito e na fraternidade. 📚 Referências bibliográficas: ⦁ Momentos de Saúde, caps. 2 e 19 ⦁ Jesus e Atualidade, caps. 4 e 13 ⦁ Plenitude, caps. 3 e 8 ⦁ O Homem Integral, caps. 4 e 8 🎬 Indicação de Filme: Colcha de Retalhos (1995) #PsicologiaEspírita #JoannaDeAngelis #CristianeBeira #Comunicação #FalaAmorosa #EstudoEspírita #Espiritismo #Autodescobrimento #DesenvolvimentoPessoal #Psicologia *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita. com Joana de Angeles. Estamos iniciando mais uma temporada. Dessa vez nós vamos tentar estudar com um pouco mais de eh de profundidade, de tempo o tema da comunicação, a essência da comunicação, o quanto isso é importante, porque a comunicação ela é estruturante paraa nossa vida, tanto pessoal, pra pessoa que eu desejo vir a ser, a pessoa que eu tenho me construído, ela tem sido desenvolvida muito como com base na forma como como eu consigo me comunicar, porque a gente sabe que a comunicação ela está intrinsecamente ligada com o modo de pensar. Eu vou organizando o pensamento conforme organizo a linguagem e vice-versa. E a forma como eu penso define muito quem eu sou, como eu sou, a forma como eu vivo. Então é é muito importante, é gratificante e e a gente vai ter um belo benefício se a gente se propor, se a gente se propuser a fazer esse investimento na melhoria da nossa comunicação, trazendo mais consciência na para sabermos mais com clareza como temos nos comunicado. Para falar hoje sobre comunicação, eu escolhi o tema que eu chamei de fala amorosa. Mas pra gente falar sobre fala amorosa, vamos primeiro falar sobre a fala que não é amorosa. Vamos começar daí pra gente poder diferenciar e também porque acho que é mais fácil, a gente tem mais experiência nessa fala que não é amorosa. Como é uma fala não amorosa? É uma fala que não vem carregada de amor. É uma fala violenta, rude, seca, agressiva. Quem aqui já não passou por alguma situação em que tenha recebido esse tipo de fala? Quando alguém vai conversar com a gente e expõe dessa forma violenta, agressiva, rude, o seu pensamento, se expressa para falar com a gente dessa forma grosseira, rud, como que a gente se sente? A gente se sente humilhada, a gente se sente desprezada, a gente se sente invadida, a gente se sente machucada. Algumas vezes dá raiva, outras vezes da tristeza. Dependendo de quem fala, se é uma pessoa que a gente tem muita consideração, a gente fica muito triste.

se sente invadida, a gente se sente machucada. Algumas vezes dá raiva, outras vezes da tristeza. Dependendo de quem fala, se é uma pessoa que a gente tem muita consideração, a gente fica muito triste. Se é uma pessoa que a gente não tem muita, muita afinidade e ela fala desse jeito, a gente fica com muita raiva. A gente tem vontade de revidar. Então, quando alguém nessa abordagem, né, ao nos abordar, traz uma fala rude, seca, agressiva, violenta, é como se a gente já tivesse começado ali um ato de guerra. equivale, equivale, porque se eu não sou Jesus Cristo, é óbvio que em mim vai provocar, pelo meu grau de evolução, vai provocar em mim, vai tirar de mim o o ruim que eu tenho. É como se tivesse cutucando minha área pior. É como se tivesse despertando em mim aquilo que eu trago ainda. Não, não desenvolvido, os meus vícios. É lá que eu cutuco, que eu sou cutucada. A não ser que eu já tenha um nível de consciência, de desenvolvimento, em que eu consigo respira, não reage, Cris, calma, vamos ver, não entra na dela. A gente fala, não, não entra na dela, não compra essa briga, mas se eu me pega desprevenida e eu tenho os meus conflitos, como a gente sabe que a gente tem, é como se tivesse declarado guerra. Então, alguém chega provocando, insinuando, acusando, ofendendo, é como se ela tivesse chamado paraa guerra. E aí desperta em mim esse lado agressivo. Eu não queria, não era minha intenção, não tinha planejado, mas da forma como ele falou, do jeito que ela me abordou, não dei conta, não me segurei. Quando eu vi, eu estava lá xingando, esbravejando. Então, uma forma da gente tirar o pior dos outros é quando a gente chega abordando as pessoas com esse lado agressivo, violento. Isso é nítido. A gente observa, a gente a gente passa por isso. Todo mundo vai ter alguma história para contar de alguma vez que a pessoa falou com a gente de um jeito e a gente ficou muito bravo e aquilo virou uma discussão e virou uma briga. Agora basta a gente inverter pra gente perceber a importância de você chegar com uma outra

soa falou com a gente de um jeito e a gente ficou muito bravo e aquilo virou uma discussão e virou uma briga. Agora basta a gente inverter pra gente perceber a importância de você chegar com uma outra abordagem. Se isso, essa abordagem violenta, provoca em mim essa raiva, essa indignação, esse essa tristeza, quando alguém chega do do lado oposto da história, quando alguém chega com uma voz calorosa, acolhedora, quando alguém vem conversar comigo e traz uma mensagem que você percebe que ela teve cuidado para escolher as palavras, Você percebe que ela tem intenção positiva com você. Ela pode até trazer uma mensagem que não vai ser agradável, mas ela traz essa mensagem de uma forma que a gente percebe que ela se importa com a gente, que ela se preocupa com a gente, que ela se preparou para nos abordar de uma maneira que não fosse desconfortável. Menos importante é o que ela vai trazer. ela já consegue me preparar. Ela prepara o meu ambiente. Se ela me trouxer uma mensagem de alegria, que delícia. Se ela me trouxer uma linguagem, uma fala difícil, se ela tiver tocando no ponto difícil, paciência, mas ela não vai tirar de mim um lado ruim. Eu posso não gostar, eu posso ficar triste, eu posso ficar desconfortável, mas eu não vou conseguir declarar guerra de volta. Então, quando a gente fala sobre fala amorosa, é o primeiro passo pra gente poder ter uma comunicação boa, pra gente poder estabelecer um relacionamento bom, porque é a partir daí que tudo se desenrola, a minha primeira abordagem, a forma como eu chego para as pessoas, a forma como eu eh procuro uma conversa, iniciar uma conversa, isso é fundamental para aquilo que vai acontecer depois. Então, se eu prestar atenção nessa primeira abordagem, se eu procurar trazer consciência pra forma como eu inicio uma conversa, eu já mudo os meus relacionamentos de um tanto que eu não sou capaz de imaginar. Porque se eu vou, como eu estou propondo, para que a gente comece a prestar atenção na forma como a gente se comunica, para que a gente traga

acionamentos de um tanto que eu não sou capaz de imaginar. Porque se eu vou, como eu estou propondo, para que a gente comece a prestar atenção na forma como a gente se comunica, para que a gente traga consciência pra nossa fala, eu vou começar a perceber que muitas vezes eu sou desagradável. Aí eu vou falar: "Nossa, mas por que que eu cheguei já contando uma piadinha do fulano? Se tivesse feito comigo, eu não ia gostar. Puxa vida, mas por que que se eu queria falar sobre esse assunto? Eu escolhi essa palavra e e é claro que a pessoa escutando essa palavra ela já travou. A gente vai ver tanta possibilidade, tanta oportunidade de melhoria. Pode acreditar. Quando a gente começar a prestar atenção na forma como a gente faz a primeira abordagem nos nossos relacionamentos, a gente já vai ver um monte, uma janela enorme, muitas janelas enormes de oportunidade, de melhoria. simplesmente escolhendo melhor as palavras que a gente usa, simplesmente prestando atenção na forma como a gente se expressa. A gente vai perceber que a gente provoca muito mal-estar por bobagens, coisas simples. Mas é que a gente já tá tão acostumado com esses coices e pontapés nos relacionamentos que a gente já desenvolveu umas cascas grossas. Então, meio que faz parte, mas não precisa ser assim. Ainda que ah, é assim que a gente se trata, tá tudo certo, a gente já acostumou um com o outro, mas então eu vou continuar no mesmo lugar. Mas por quê? Se eu tenho possibilidade de melhorar, por que não experimentar? Como será esse novo lugar se eu melhorar a forma de começar uma conversa com as pessoas? A como é a forma que você aborda as pessoas? Se a gente está aqui numa numa roda de amigos e você chega, como que a gente te vê? Como que é a sua linguagem corporal? Qual expressão você costuma trazer no seu rosto? E quando você vai falar sobre o que você costuma falar, quais as suas primeiras eh eh apresentações, faz os temas que você mais destaca. Tudo isso é autoconhecimento. Talvez quando a gente pare para prestar

do você vai falar sobre o que você costuma falar, quais as suas primeiras eh eh apresentações, faz os temas que você mais destaca. Tudo isso é autoconhecimento. Talvez quando a gente pare para prestar atenção nisso, a gente já começa a perceber: "Nossa, é verdade." Sabe o que eu notei? Eu notei que eu sempre chego e eu preciso puxar conversa. Por quê, né? Às vezes eu até interrompo alguém que tá falando, por que que eu preciso fazer iso? Isso é autoconhecimento. Eu vou começando a tomar mais consciência de quem eu sou, porque eu não sei quem eu sou. Eu não me conheço. Ah, não. Sabe o que acontece nesse exemplo que você deu, Cris? Se eu sou a pessoa que chega e tem uma roda conversando, ah, eu sou a pessoa que chega e ficar quieta, eu evito olhar pras pessoas, eu não quero que Por quê? Você não tem uma coisa interessante para falar? Duvido. Que medo você tem? Você tem medo de que ao falar as pessoas não te ouçam? O que que você acha que vai acontecer se isso se isso acontecer? que você pode fazer ao respeito? Ah, eu comecei a falar e as pessoas não me ouviram. Será que eu tô falando muito baixo? Ou eu posso ficar quieto ou falar: "Gente, oi, eu tava falando. Qual que é o problema se eu falar isso? Se eu não experimentar novas posturas, eu nunca vou mudar. Ah, mas eu tenho medo, tenho receio de que se eu for falar desse jeito, como que os não sei, mas se eu não testar, o que eu sei é que eu vou ficar onde eu estou. E se eu testar e der errado, paciência, eu vou aprender do mesmo jeito, vou crescer do mesmo jeito. Então, pra gente melhorar a comunicação, vai precisar de alguns passos corajosos da nossa parte. Ou às vezes a gente já chega chegando e de repente eu vou começar a melhorar isso, vou começar observando um pouco mais, analisando as pessoas. Aí as pessoas vão dizer: "Ih, Cris, que aconteceu? Você chegava sempre assim, agora você tá mais quieta". Então, tô experimentando novos, novas formas, novas abordagens. Tô tentando ampliar o meu rol de possibilidades de entrar numa

is, que aconteceu? Você chegava sempre assim, agora você tá mais quieta". Então, tô experimentando novos, novas formas, novas abordagens. Tô tentando ampliar o meu rol de possibilidades de entrar numa roda de conversa ou quando eu chego em casa, como é que é quando você chega em casa, como é que você, que que você costuma falar, com quem você costuma falar, sobre o quê? É prestando atenção nisso que a gente vai conseguindo se desenvolver. E o objetivo dessa aula de fala amorosa é a gente trazer consciência para saber quanto de amor eu tenho empregado na minha fala. E se eu não estou empregando amor, eu estou empregando o quê? Eu estou empregando ironia? Estou satirizando ameaça. Eu estou pondo na minha fala orgulho, vaidade? Que que minha fala carrega? Quanto que minha fala carrega de amor? Quanto que as pessoas costumam dizer: "Ai, que gostoso que é ouvir isso que você acabou de falar. Quando foi a última vez que alguém te disse isso? Nossa, obrigada pelas suas palavras. Nossa, foi tão bem, fez tão bem para mim. Nossa, Cris, que delícia ouvir você falando isso. Me fez bem. Obrigada. Quando foi a última vez que você ouviu alguém dizer que recebeu amor pelas suas palavras? Como a gente liga o piloto automático e sai falando que precisa falar? Ah, eu sou objetivo mesmo, eu já chego e já vou direto no assunto, tudo bem? Só que você tá criando um ambiente que combina com isso. O seu ambiente vai ser assim, na lata. O dia que você precisar de um colinho, não sei se você vai ter, porque as pessoas estão tratando do jeito que você trata. E é de forma objetiva. Por que que eu não posso experimentar algo diferente para saber também que gosto tem esses esses outros aspectos da vida? Bom, a gente começa aqui com Momentos de Saúde, capítulo 2. E Joana fala assim: "Há pessoas que preferem a queixa e a lamentação, armazenando o pessimismo em que se realizam. Negociam o carinho que pretendem receber com altas cotas de padecimentos que criam psiquicamente." Olha a fala de Joana. Eu fiquei imaginando a gente

ação, armazenando o pessimismo em que se realizam. Negociam o carinho que pretendem receber com altas cotas de padecimentos que criam psiquicamente." Olha a fala de Joana. Eu fiquei imaginando a gente aqui, tô tô precisando de um carinho, tô querendo um carinho. E a abordagem que eu faço para conseguir um carinho, sabe qual é? Eu chego me pondo de coitada. Aí eu chego, meu marido tá em casa, falou: "Ai, você não tem noção da minha do meu dia". Nossa, tudo aconteceu. Por quê? Por que que eu preciso primeiro mostrar que eu que eu que eu sou vítima para daí receber atenção? Eu não posso receber uma atenção carinhosa se eu tiver bem. Olha como a gente vai condicionando as coisas e a gente vai criando dinâmicas e a gente vai fazendo isso eh automaticamente. Eu vou associando que para eu receber uma fala amorosa, um carinho, eu preciso estar numa situação de vulnerabilidade. Se eu for uma pessoa independente, bem resolvida, OK comigo mesma, sem grandes necessidades, eu não preciso ter carinho. Por que que pra eu receber carinho eu faço essa voz de pobre coitada, de donzela indefesa, de vítima? Ela continua, ela continua ao lado de outras, ao lado de outras que chantajeiam os afetos mediante a adoção de sofrimentos irreais, estabelecem como metas a conquista de atenções e carícias que eles são sempre insuficientes, não se dando conta de que dessa forma farão secar a fonte generosa que as oferece. Ninguém se sente bem ao lado de criaturas que elegem o infortúnio como falsa solução para seus conflitos existenciais. Aí essa Joana foi pontual, né? Foi certeira. Então o que que ela tá dizendo aqui? Então vamos supor, eu chego para alguém ou alguém chega para mim e fala: "Cris, que saudade de você, quanto tempo!" E aí eu e aí eu solto uma dessa. É fazer o quê, né? Você esquece que eu existo. Eu sei, faz três meses que você não lembra de mim. Por que, o que que a pessoa vai fazer na próxima vez? Ela vai ter vontade de vir de novo me visitar? Ela vai ter vontade de falar para mim que ela tá com saudade de mim?

es que você não lembra de mim. Por que, o que que a pessoa vai fazer na próxima vez? Ela vai ter vontade de vir de novo me visitar? Ela vai ter vontade de falar para mim que ela tá com saudade de mim? Não. A gente vê muito isso em relação de pais com filho, mães com filhos. O filho tá lá vivendo a vida dele e é natural. A gente já fez isso. Você tá com 300.000 coisa conquistando o mundo. A gente lembra de pai e de mãe quando a gente precisa deles. É uma realidade. A gente já fez isso. A gente já fez isso com os pais, né? Mas aí os nossos filhos vão e a gente fica contando no calendário quantos dias que ele não lembra de mim. Eu não ligo para ele para falar: "Oi, filho, você deve est correndo. Só queria dizer que eu tô com saudade de você". Não, isso é uma fala amorosa, é uma fala que carrega amor. Não, eu fico lá em casa marcando no calendário. Mais um dia sem fulano lembrar de mim, mais um dia sem me mandar nenhuma mensagem. Isso é chantagem. Aí lá pelas tantas ele lembra de me ligar e o que que ele escuta? Oi, mãe. Nossa, mãe, tô correndo tanto, mas queria ouvir sua voz. Ah, lembrou que eu existo. Não dá vontade de desligar e falar: "Não, não lembrei. Não lembrei. Fica aí na sua amargura." E a gente faz isso. A gente recebe uma fala amorosa e a gente não guarda. Aproveita. Oi, mãe. Tava com saudade de ouvir sua voz. Oi, filho. Ai, que delícia. Ganhei um presente. Nossa, que gostoso. Também tava com saudade de você. Tendo imaginado a sua vida, que orgulho que eu tenho do que você tem feito. Ele vai ter vontade de me ligar de novo? Vai, vai, porque é gostoso você receber carinho, atenção. Mas a liga pra gente, ah, lembrou que eu existo, tá precisando de alguma coisa, porque só liga para mim quando precisa. A gente faz assim, ó. a gente dá um tapa nele de ele tá tentando se aproximar e a gente empurra ele para longe. Então, quantas vezes a gente até recebe uma fala amorosa, mas a gente não sabe receber uma fala amorosa. A gente não sabe. A gente devolve ela com uma com

e aproximar e a gente empurra ele para longe. Então, quantas vezes a gente até recebe uma fala amorosa, mas a gente não sabe receber uma fala amorosa. A gente não sabe. A gente devolve ela com uma com uma irritação, com uma chantagem, né? Então, Joana começa dizendo, eh, vigie, preste atenção para você não cair nessas armadilhas em que você precisa ou se pôr de coitadinha para receber atenção, ou você quando recebe atenção faz chantagem e nunca tá bom. Você viu que ela fala eh carícias que eles são sempre insuficientes. Se o filho liga todo dia também não tá bom. Porque ah, mas liga também para para não falar nada. Mas nunca tá bom. Se liga para não falar nada porque se não liga, se liga para não importa. Nunca tá bom o que a gente faz, né? Será que eu não fiz isso também quando eu estava nessa condição, né? Ou às vezes no relacionamento profissional. Aí a gente tá lá e e e de repente o chefe tá cheio de coisa e nos cobra. Ah, cobrar ele lembra, mas para vir elogiar nunca tá suficiente. E se a gente tivesse no lugar dele, será que a gente também na correria não faria igual? Então seja você o mensageiro da fala amorosa. Quebre você esse círculo vicioso que só fala quando tá ruim. Crie você o novo condicionamento com o chefe. Tem uns minutinhos lá antes do almoço, depois do almoço, passa pelo chefe, fala: "Chefe, tá tudo bem? Família tá bem? Porque se eu começar a oferecer amor, eu tô semeando amor na relação? Tá tudo bem, seus filhos?" Ó, chefe, lembrei que seu filho é músico, tá tendo uma apresentação da sinfônica, não sei das quantas. Eu preciso cultivar o terreno onde eu quero que seja semeado o amor, mas eu fico sempre nesse berço infantil de quem só quer receber. Ah, lá no meu trabalho, imagina, meu chefe é seco e você com ele como é? Você quer receber? Começa dando. Traga amor na sua fala. É impossível a gente não ver diferença nos nossos relacionamentos. Quando a gente começa a agir com amor em primeiro lugar, vamos semear aquilo que a gente gostaria de ver crescendo, né? Não esperar que

impossível a gente não ver diferença nos nossos relacionamentos. Quando a gente começa a agir com amor em primeiro lugar, vamos semear aquilo que a gente gostaria de ver crescendo, né? Não esperar que alguém venha fazer isso. E quando alguém chega nessa condição, por exemplo, que nos traz eh um lado perturbado, né? Quando alguma amiga, ai fulana, tô precisando, tô desesperada, você não sabe o que eu fiz, deu tudo errado. E quando alguém chega, como é que eu faço para ter uma fala amorosa? Quando alguém chega para contar do do seu problema, do do daquilo que passou, daquilo que que aconteceu, quando alguém chega com raiva pra gente, como é difícil nessa hora a gente acolher esse lado sombra. A gente ainda tem muito condicionamento de dar o bem para quem oferece o bem, oferecer gentileza para quem é gentil, né? Se dispor a ser amoroso com quem é amoroso. Mas lá no Evangelho já fala fazer o bem a quem faz o bem. Que mérito que tem nisso? A questão é se a gente já consegue devolver o bem a partir de mal que tenha recebido. Devolver o mal com um bem. Esse é o nosso desafio. A fala amorosa não é só para aqueles queridinhos nossos. Oi, meu amor, te amo. A fala amorosa é para aquela pessoa que te irrita, para aquela pessoa que é que reclama, para aquela pessoa que te cobra. Eu vou conseguir nessa hora. Respira, né? Não preciso ir de guti porque vai ser hipocrisia, né? Mas como que eu posso oferecer amor nessa hora que eu tô com vontade de brigar, de descontar, de revidar? Como é que eu posso trazer uma fala amorosa para essa pessoa que não está cultivando em mim o amor? Esse é o desafio do cristão, é a gente eh eh amar os inimigos, perdoar e amar os inimigos, a gente oferecer aquilo que o outro não é capaz. Isso é o que Jesus nos ensinou, né? Então a gente quando a gente ama, eu acho bonita a filosofia, ela fala que eh eh que é um amor por inteiro. Ela tem essa expressão, né? É o amor à sabedoria, mas é um amor inteiro. Quando a gente ama alguém, a gente tem que amar a pessoa inteira.

ta a filosofia, ela fala que eh eh que é um amor por inteiro. Ela tem essa expressão, né? É o amor à sabedoria, mas é um amor inteiro. Quando a gente ama alguém, a gente tem que amar a pessoa inteira. senão a gente tá fazendo negociação. Quando eu vou comprar alguma coisa, eu posso me dar o luxo de falar: "Não, não quero esse pacote inteiro não. Eu quero comprar só essa parte aqui. Eu quero comprar só esses ingredientes. Não quero essa cesta inteira porque essa parte não me interessa. Essa daqui eu não gosto. Eu quero comprar esse, esse e esse ingrediente. Eu posso me dar ao luxo, mas quando eu vou importar alguém pra minha vida, não dá para falar. E a gente vive tentando fazer isso. Ah, não quero esse lado seu assim, aquele lado seu assado. Não dá. Pra gente amar, a gente tem que amar por inteiro. Vem cá, quero você inteiro. Mesmo quando você tá chato, mesmo quando você não se controla, mesmo com o seu lado espaçoso, eu te amo por inteiro. Então, quando a gente quando a gente tomar consciência disso, vai ficar mais fácil da gente devolver com amor aquilo que a gente recebe às vezes pelo lado sombrio da pessoa, porque a pessoa não é só aquela sombra que ela traz. Hoje ela tá irritada, mas ontem ela tava carinhosa. Antes de ontem ela me ajudou, me quebrou um galho. Como é difícil da gente se relacionar com as pessoas por inteiro. A gente sempre se relaciona com uma parte dela. A gente quer negar a parte ruim e quer trazer a parte boa da pessoa. Não dá. Não dá. A gente casou com o pacote, a gente se comprometeu com o pacote completo. Então, olha sempre no todo. Hoje a pessoa chegou e foi grossa comigo. Olha como um todo. Hoje ela foi grossa, mas essa pessoa inteira, nossa, essa pessoa inteira é quem me socorre quando eu preciso daquele negócio que eu nunca consigo fazer. Essa pessoa inteira é aquela que me disse coisas lindas naquele dia. Essa pessoa inteira é aquela que um dia chorou comigo naquele momento que eu tava com dificuldade. Essa pessoa inteira que hoje chegou, né,

soa inteira é aquela que me disse coisas lindas naquele dia. Essa pessoa inteira é aquela que um dia chorou comigo naquele momento que eu tava com dificuldade. Essa pessoa inteira que hoje chegou, né, de quina virada por lado errado e foi grossa comigo. Hoje ela foi grossa comigo, mas eu tenho compreensão dessa pessoa inteira e eu amo essa pessoa inteira. Agora eu consigo devolver essa agressividade com um amor, com uma fala amorosa. Puxa, meu bem, eu vi que hoje o seu dia não foi bom. Porque você raramente chega com essa fala tão ríspida. Tem alguma coisa que eu possa falar para você, que eu possa fazer para você? Quer descansar? Quer eu faço um chazinho? Senta um pouquinho. Vou fazer uma massaginha nas suas costas. Mas eu não quero fazer isso. Quero receber. Eu quero que ele chegue sempre bom. Eu quero que ele chegue sempre acolhedor. Eu quero que ele se chega sempre carinhoso. A gente tem expectativas que são irreais. No nosso grau de evolução. Nós somos luz e sombra. Todos nós somos. E quando a gente se compromete com alguém, a gente se compra promete com a pessoa inteira, com o lado do lado sombra dela também. E nós vamos ter que ter paciência nesse dia. Não dá pra gente ter uma fala amorosa só quando ele tá de guti com a gente. Aí é fácil. Eu tenho que aproveitar esse dia que nós estamos cheio de amores um pelo outro e trocas de carícias e de carinhos. Ótimo. Vai ter um dia que a gente não vai querer olhar um pro outro. Nessa hora eu tenho que lembrar dele inteiro, porque senão eu me separo dele. Só que eu quero me separar dessa versão pequena dele. Mas ele não é só isso. Quantas vezes a gente tem expectativas irreais, a gente quer ele inteiro, luz. Não dá, não dá. Só Jesus pisou nesse planeta, sendo só luz. Todos os outros habitantes, uns mais, outros menos, todos tiveram combinação de luz e sombra. Ninguém já estava pronto e perfeito, a não ser que tenha vindo como missionário, como a gente sabe, de Jesus. Então, ame as pessoas por inteiro. Não devolvam o amor com o amor apenas.

de luz e sombra. Ninguém já estava pronto e perfeito, a não ser que tenha vindo como missionário, como a gente sabe, de Jesus. Então, ame as pessoas por inteiro. Não devolvam o amor com o amor apenas. Saibam se preparar para respirar, para ter uma fala amorosa quando o outro menos merecer. Eu acho que eu já contei para vocês um episódio, mas não tem como não lembrar dele, porque foi muito marcante. De vez em quando eu fico me perguntando, mas será que isso existiu mesmo? Porque eu acho tão exótico o que aconteceu. Aconteceu em casa. Então o meu filho eh caçula, na época ele tinha, ele conseguia escrever com letras ã eh maiúsculas, sabe? meio que faltando um pedacinho. Então ele ele era capaz de se expressar. Então ele devia ter o quê? Os seus 7 anos. Mais ou menos isso. Então eu eu fiquei muito brava com ele. Eu tava no quarto dele, fiquei muito brava com alguma coisa que eu já nem lembro o que que foi, mas fiquei muito brava. Respirei fundo e para não brigar mais com ele, eu saí pisando duro e fui pro meu escritório. Sentei, comecei a trabalhar com as minhas coisas e me desconectei. E ele deve ter ficou lá. Passou um tempinho, ele veio correndo. Eu lembro dos passinhos, veio correndo, veio correndo, corre correndo, jogou um papelzinho todo dobrado na minha mesa e saiu correndo. Estava com medo de mim, né? E saiu correndo, jogou aquele papelzinho. Eu fui abrir o papelzinho, tava escrito desse jeito, meio atrapalhado, mas tava escrito assim: "Ai, meu Deus, esse meu filho me aprontou cada uma". Mamãe, ame-me. Ame-me quando menos eu merecer, porque será quando eu mais precisarei. Era mais ou menos isso. Me ame quando eu não merecer, porque vai ser quando eu mais vou precisar. Gente, aquilo me desmontou de um jeito, porque é isso, é isso. Esse é o amor que a gente precisa cultivar. A gente precisa conseguir oferecer amor quando a gente não tiver com vontade, porque isso é superar os nossos vícios, os nossos conflitos. Isso é usar a razão para escolher. Não quer dizer que eu vou negar o que eu

a conseguir oferecer amor quando a gente não tiver com vontade, porque isso é superar os nossos vícios, os nossos conflitos. Isso é usar a razão para escolher. Não quer dizer que eu vou negar o que eu tô sentindo, mas eu vou conseguir escolher apesar daquilo que eu tô sentindo. Então o que que eu fiz? Eu levantei e fiz aquilo que eu tinha que ter feito na primeiro momento, mas não dei conta no primeiro momento. Fui lá, querido Augusto, eu tô aqui, eu tô aqui. Eu fiquei brava, eu tô irritada, eu me descontrolei, eu não sabia como reagir, eu saí para a gente não brigar mais. Mas eu te amo. Eu não poderia ter feito isso na hora. Na hora que ele fez alguma coisa que eu não gostei, eu não poderia ter falado: "Filho, ó, tô ficando aqui muito irritada, então dá dá licença um pouquinho, vou vou ali dar uma distraída, deixa eu respirar, eu te amo". E depois eu volto pra gente conversar. Essa seria uma fala amorosa. Eu fiz uma fala amorosa depois que ele me deu um chacoalhão de acorda, mãe, por favor. Ser mãe de quem tá só bonzinho é fácil, mas eu quero que você me ame por inteiro. Foi isso que ele quis dizer. Mãe, preciso que você me ame por inteiro, tá? Na hora que eu faço coisas legais, na hora que eu faço tudo errado, na hora que você se frustra comigo, eu preciso que você me ame nesse nesse olhar, nesse lugar também. Olha que lindo isso. Isso é a gente conseguir praticar a fala amorosa, falar de amor a hora que você tá lá embaixo do da luz do luar, né? Comendo aperitivos e trocando abraços ali é bom, é fácil, é simples. O duro é a gente conseguir ter essa fala amorosa quando o outro provoca, quando o outro nos testa. E aí uma forma que a gente tem é de lembrar o todo. Se eu ali tivesse olhado o meu filho como inteiro, nossa, aquilo que ele tinha feito ia ser desse tamanho. Eu ia pegar ele no colo, ia falar: "Você é o amor da minha vida. Você é o amor da minha vida. Eu te amo inteiro. Não importa o que você faça. Mas na hora que que eu enxerguei? Gigante aquilo que ele tinha feito. Como

no colo, ia falar: "Você é o amor da minha vida. Você é o amor da minha vida. Eu te amo inteiro. Não importa o que você faça. Mas na hora que que eu enxerguei? Gigante aquilo que ele tinha feito. Como se ele fosse só aquilo. Não dei conta de olhar ele inteiro. Só que ele vem e me chama. Mãe, dá para você cuidar de mim também quando você não tá com vontade? Dá para você me amar quando eu tiver fazendo coisa errada? Essa é a fala amorosa. Bom, então a gente amar o outro, acolher o outro, inclusive nas suas sombras. Aí eu trouxe um trecho do Momentos de Saúde do capítulo 19 agora, do capítulo 19. E Joana diz assim: "Na imperiosa ânsia de estabelecer comunicação, os indivíduos buscam-se para o relacionamento e anseiam por desvelar-se uns aos outros. No entanto, graça nos corações um grande medo de se deixarem identificar. O que são constitui-lhes tesouro afligente e temem vê-lo atirado fora. A forma de ser difere da imagem que exteriorizam e receiam perdê-la naturalmente porque não esperam receber compreensão. Ai, que triste isso. Sabe o que Joana tá dizendo aqui? Ela tá falando assim: "Algumas vezes a gente tem um lado que a gente tem medo de mostrar porque acha que o outro não vai amar. Ai, que triste eu achar que eu não posso ser amada por ser quem eu sou. Eu não sou só isso, mas eu tenho isso. Tenho o meu lado sombra. Eu gostaria muito que você me validasse sendo eu quem eu sou, porque eu não sou só sombra. Eu vou ter muita luz para te oferecer, mas eu gostaria que você me amasse, que você me aceitasse, inclusive com as minhas sombras. Esse é o verdadeiro amor que Jesus nos ensina. Outras vezes a gente finge ser o que não é. A gente faz um esforço para interpretar papéis como se a gente fosse um artista de cinema, porque a gente quer que o outro goste da gente. A gente sabe que sendo de um jeito que a gente não é, mas eu posso interpretar como se eu fosse para que ele goste de mim. É muito triste quando a gente não pode ser quem a gente é e quando a gente precisa ser o que a gente

de um jeito que a gente não é, mas eu posso interpretar como se eu fosse para que ele goste de mim. É muito triste quando a gente não pode ser quem a gente é e quando a gente precisa ser o que a gente não é para que o outro nos aceite, a gente precisa questionar que tipo de relação é essa, que tipo de sentimento é esse. A gente precisa buscar rela dentro dos nossos relacionamentos o amor por inteiro. O amor por inteiro. O amor por inteiro é aquele que eu te aceito na hora que você tá na luz e a hora que você tá na sombra também. Na hora que você tá na luz, eu vou curtir com você. Na hora que você estiver na sombra, eu vou tentar te apoiar. E eu espero que você faça isso comigo também, né? Então, é a gente se esforçar para ser quem a gente é. Aí a gente entra num outro ponto que é interessante também para esse tema. Quando a gente fala sobre transparência, eu terminei de ler um livro, não vou lembrar o nome do autor porque é um é um filósofo eh sulcoreano, mas ele mora em na Alemanha, então o nome dele é difícil de guardar. E ele tem muitos livros pequenos desses livros de bolso, sabe? Que ele traz um tema, é rápido você lê o livro assim, tipo, numa sentada. São muito atuais. E tem um livro que ele leu, eh, que ele escreveu, eh, que eu briguei com esse livro, porque ele fala sobre da, ele fala sempre a sociedade do cansaço, a sociedade da apatia, a sociedade da do consumo. Esse era alguma coisa do tipo sociedade do da transparência. E ele faz uma crítica à transparência. Por quê? Porque ele traz essa transparência no sentido de que a gente não tem ninguém transparente no sentido de eu sou só luz, não existe. Então quando ele diz que a gente faz muita questão da transparência, é como se a gente tivesse pedindo para tirar a nossa parte sombria, tirar o nosso lixo e a gente carrega, a gente carrega nossos enroscos, nossos lixos, nossas confusões. Então ele faz uma crítica dizendo que quem quer muito transparência tá querendo só o espelho da pessoa. Ele diz assim: "Uma água

rrega, a gente carrega nossos enroscos, nossos lixos, nossas confusões. Então ele faz uma crítica dizendo que quem quer muito transparência tá querendo só o espelho da pessoa. Ele diz assim: "Uma água quando ela é quando que ela é muito transparente?" Quando ela é rasa. Porque mesmo uma água transparente quando ela é profunda, ela já não fica mais transparente. Você pega, você vê que ela é transparente, mas a profundidade tira a sensação da transparência. Então ele faz uma crítica, eu entendo essa crítica dele, concordo com essa questão de que a gente tem que amar o outro por inteiro, luz e sombra. Não dá para falar: "Não, eu quero só seu lado limpinho, né? Só seu lado clarinho. Não, eu tenho que te amar inteiro no seu lado luz e o seu lado sombra. A hora que você tá transparente, a hora que você tá meio lodoso lá, eu concordo com ele. Mas é que para mim a palavra transparência ela traz mais no sentido e ele fala isso, transparência no sentido de realidade, no sentido de sinceridade, ok? E é nesse sentido que eu trago a questão da transparência, porque a gente tá vivendo muito uma sociedade de historinhas, de narrativas, em que a gente cria uma coisa que não é real, não se sustenta e a gente e e todo mundo compra. Você sabe que aquele fulano não não é o que ele tá contando, mas a gente não vai nem querer saber. Eu tô gostando, a gente tá gostando muito de comprar histórias que as pessoas criam e que estão longe de ser real. Ou seja, estamos vivendo um período muito estranho, de muitas narrativas, de muitas conversinhas, de muitas coisas que a gente inventa. Às vezes a gente vê eh artistas falando de uma coisa que você sabe que ele não faz, mas ele tá vendendo um produto. Se ele tá vendendo um produto, ele fica contando e aí você fica com aquela sensação de que tá querendo me enganar porque ele não acredita nisso e no entanto, ele tá ali fazendo propaganda daquilo. Então é nesse sentido da transparência. Não dá paraa gente ter um relacionamento verdadeiro se a gente não

me enganar porque ele não acredita nisso e no entanto, ele tá ali fazendo propaganda daquilo. Então é nesse sentido da transparência. Não dá paraa gente ter um relacionamento verdadeiro se a gente não tiver essa intenção de ser quem a gente é, o ser real. Não vou ficar pondo maquiagem, não vou ficar disfarçando, não vou ficar enganando, não vou ficar fingindo que eu sou que aquilo que eu não sou. Eu com você vou ser transparente. Você vai me conhecer na minha luz e na minha sombra. Então, muita atenção pra gente não criar relacionamentos como se fosse contos de fadas que a gente vai criando história. Depois a gente para para pensar e assim não existe esse relacionamento. A gente foi criando historinhas, chega uma hora que acaba a graça. Sabe quando a gente se apaixona e a gente só vê o lado bonito da pessoa? Ai, mas ele é assim, ele é assado. Quem tá escutando fala, ele não deve ser só isso, né? você não tá enxergando não, ele é só isso. Chega uma hora que isso desmorona, porque a verdade vai aparecer, a sombra vai emergir. Então, pra gente não correr o risco de ficar entrando em contos de fantasia, vamos ser transparentes desde o começo e vamos estar abertos para amar o ser e por inteiro. Não preciso que ele seja esse príncipe encantado que é ilusório para que eu me apaixone e ame. Eu preciso que ele seja ele. E aí a gente vai procurar as coisas que são semelhantes, as afinidades, os interesses em comuns e a gente vai se apoiar nisso. Isso vai fazer a gente crescer. E eu vou aprender a amar você na luz e na sombra, no ser inteiro que você é. Então, no livro Jesus e Atualidade, Joana diz assim: "Quando verbaliza o que levai no íntimo, o homem invariavelmente escamoteia, né, engana no envoltório das palavras o que desejaria dizer. Há mesmo de forma inconsciente um terrível pavor para alguém desnudar-se perante si próprio, a e não menor diante de outra. Então, olha que triste que que Joana tá dizendo, que é muito comum a gente escamotear, enganar, esconder nas palavras aquilo que a gente gostaria

-se perante si próprio, a e não menor diante de outra. Então, olha que triste que que Joana tá dizendo, que é muito comum a gente escamotear, enganar, esconder nas palavras aquilo que a gente gostaria de dizer. Sabe quando às vezes a gente faz uma fala e depois você fala assim: "Ah, é brincadeira". E a gente sabe no fundo que não era só brincadeira, é que você não tem coragem de dizer e aí você tenta dizer de uma forma mais brincalhona, mas que você no fundo tá querendo passar uma mensagem. Sabe quando a gente diz assim: "Ah, você não liga para mim mesmo? Ah, imagina, tô só brincando." Será que você tá só brincando? Será que você não tá querendo dizer, mas você não consegue ser real, verdadeira e transparente? você tá tentando dizer de uma forma velada, simbólica, de uma forma brincalhona. Que triste isso. Que triste que a gente não pode se desnudar. Quantas vezes a gente tem medo que as pessoas descubram algumas coisas porque a gente não acha que elas vão dar conta de nos manter num relacionamento de amizade, de amor, se elas souberem das nossas sombras. É muito triste isso. É muito triste. Porque quem é quem é cada um de nós para julgar o outro, né? Uma coisa é se ele continua sendo, sei lá, tô com alguém que é um psicopata pensando em matar a vizinha, não é esse o caso, mas tô dizendo assim: "Erei lá no meu passado, errei, sofri, superei, mas eu não posso contar, porque se eu estiver com essa pessoa e ela souber que aquilo lá que eu fiz, ela vai me olhar com outros olhos". É muito triste isso. É muito triste porque ela está, primeiro que ela não tem olhos de ver o ser inteiro que eu sou, porque às vezes eu sou muito mais inteira hoje, graças ao que eu sofri lá atrás, ao que eu errei lá atrás. Aquilo me fez ser tão maior hoje e a pessoa vai me olhar menor porque ela não tem olhos de enxergar o valor do ser humano. Ela vai me olhar menor se ela souber o que eu passei, sendo que eu sou hoje muito maior por causa do que eu passei. É muito triste a gente desenvolver

não tem olhos de enxergar o valor do ser humano. Ela vai me olhar menor se ela souber o que eu passei, sendo que eu sou hoje muito maior por causa do que eu passei. É muito triste a gente desenvolver relacionamentos assim. Então, a gente precisa prestar atenção para ver se a gente consegue criar eh situações diferentes. Não vamos cair nessa normose que é sempre contação de história, eh viver como se a gente tivesse encontros de fada. Vamos aceitar relacionamentos mais profundos, mais inteiros, né? Para que sem cair em julgamentos, em expectativas, que eu quero que seja a pessoa perfeitinha, não tem isso. Ai, mas eu tenho. Não tem. Você tá vivendo uma fantasia, uma hora isso aparece. Não quer dizer, não quer dizer que você possa amar a pessoa independente de qualquer coisa. Aí sim. Agora acreditar que ela não tem erros, que ela não tem, isso é ilusão da nossa parte, né? Então falar com amor é a gente estar alinhado, sintonizado com a gente mesmo. Aí a fala vai sair com amor, né? Jesus fala, a gente já citou isso no episódio anterior, a boca fala do que está cheio o coração. Que quer dizer isso? Aquilo que eu falo está alinhado com o que eu penso, que está alinhado com o que eu sinto, que está alinhado com o que eu faço. Ou seja, eu estou harmoniosa comigo mesma. Isso sai verdadeiro. Olha, às vezes alguma pessoa fala com a gente de um jeito meio grosseiro, só que essa pessoa, a fala dela tá alinhada com o pensamento, com o coração, com o fazer. Ela é real, ela é verdadeira. Aquilo que ela fala não me machuca. E às vezes alguém diz assim: "Nossa, fulano, você falou de um jeito". E eu posso dizer: "Não, não, não. Eu captei o que ele quis dizer e eu recebi isso com alegria e gratidão." Ainda que ele tenha usado uma palavra meio esquisita, mas eu entendi a mensagem porque ela veio autêntica. É só o jeito dele. O jeito dele às vezes faz piada, às vezes usa uma palavra meio torta, mas ele é tão real, ele é tão verdadeiro, que eu captei o todo. A mensagem veio do todo, eu vi o que ele sente, eu vi. Foi

o dele. O jeito dele às vezes faz piada, às vezes usa uma palavra meio torta, mas ele é tão real, ele é tão verdadeiro, que eu captei o todo. A mensagem veio do todo, eu vi o que ele sente, eu vi. Foi real. O pensamento, o olhar dele foi verdadeiro. Então eu dou menos importância pra forma. Se usou palavra bonita ou se usou uma palavra meio chula, tanto faz. Eu entendi o que essa pessoa é verdadeira comigo. E outras vezes alguém vem com uma lábia e usa palavras tão sofisticadas e eu olho bem pra cara dela e falo: "Ah, meu filho, você não te compro não, porque eu tô vendo aí que isso aí que você tá falando só tem forma, não tem conteúdo, não tem substância. A gente consegue captar, nosso inconsciente é poderoso." Então não adianta ficar preso na forma. É, é, é importante que a gente fale por inteiro também aquilo que tá no coração. Isso vale muito mais, né? Então, Joana no livro Plenitude capítulo 8, ela fala assim: "Quando se crê e se quer crer retamente, fala-se com a mesma qualidade de intenção. E essas palavras, conforme se refere ao evangelho, exteriorizam o que está cheio coração. Eu estou alinhada, o meu pensar, o meu querer, o meu sentir, o meu falar, eles estão unidos. Eles falam da minha essência. Eu passo veracidade, eu passo integralidade, eu passo realidade para as pessoas. Elas sabem que eu não tô ali fingindo, fazendo de conta para conquistar ou enganar. Às vezes a gente vê nessa fala certa arrogância, como que se diz se fosse melhor que a gente, né? Então, no livro Jesus e Atualidade, Joana diz assim: "Pciente e pacífico, desculpa, Jesus e atualidade, capítulo 4, paciente pacífico mantinha-se com serenidade nas circunstâncias mais adversas e jovial nos momentos de alta emotividade, demonstrando a inteireza dos valores íntimos em ritmo de harmonia constante." Então aqui eu trouxe Jesus como modelo. Então, quando alguém vem ou com conversinha floreada para me enganar, para me seduzir, ou para falar por falar, mas não tá sentindo. Tô vendo na sua cara que não é o que você sente, não

s como modelo. Então, quando alguém vem ou com conversinha floreada para me enganar, para me seduzir, ou para falar por falar, mas não tá sentindo. Tô vendo na sua cara que não é o que você sente, não é o que você pensa. Ou às vezes vem com essa arrogância se achando mais, tentando intimidar, tentando fazer a gente se sentir pequena porque ele sabe tudo, porque ele é doutor, eu não sei das quantas, ou porque ele fala forte, porque me dá medo. Quando a gente lembrar disso, quando a gente esver passando por isso, vamos lembrar do modelo e guia. Jesus passou por tudo isso. Jesus teve gente que tentou enganar. Jesus teve gente que tentou intimidar. Jesus teve gente que se achou arrogante, que ele sabe, que sabia mais que ele. Como que Jesus reage diante dessas eh eh dessas abordagens, né? Jesus continuava oferecendo aquilo que era dele. Eu não vou me modificar a partir do como você me trata, porque senão você tá muito poderoso sobre mim. Eu devo continuar sendo quem eu sou. Então alguém veio. Ai quisa parece quis ser mais que eu. Ah, vou mostrar para ele que eu também sou. Ué, então eu estou agindo conforme ele quer que eu aja. Não. Ah, se é tudo isso. Muito bom. Se eu não quero ficar me mostrando, eu não preciso me mostrar. Não é o outro que vai tirar de mim aquilo que eu não estou com intenção de dar. É nesse sentido. Alguém chegou e foi grosseiro comigo. Ah, você vai ser grosseiro, pois eu sou mais grosseiro ainda. Por quê? Ele acabou de mostrar para você que ele manda em você, porque ele te abordou de um jeito que fez com que você reagisse de um jeito que você não tinha planejado. Ele é muito poderoso. Então, lembra sempre de Jesus. Ele não se alterava, ele continuava aquilo que ele pensa, aquilo que ele sente, aquilo que ele fala, era tudo alinhado. Eu não vou mudar minha forma de ser porque o outro é mais assim, porque o outro é mais assado. Se eu tenho intenção de falar com amorosidade, a minha fala for amorosa, ela vai ser amorosa independente do que o outro me ofereça.

a de ser porque o outro é mais assim, porque o outro é mais assado. Se eu tenho intenção de falar com amorosidade, a minha fala for amorosa, ela vai ser amorosa independente do que o outro me ofereça. Se ele é arrogante, fala amorosa. Se ele é mal educado, fala amorosa. Se ele é cínico, fingido, hipócrita, fala amorosa. Eu vou dar aquilo que eu quero e não aquilo que o outro me provoca para dar, senão ele tem poder sobre mim. A mesma coisa com esses discursos de ódio que tem acontecido, essas falas cruéis, essas frases que as pessoas postam como se fossem baratas, falando de morte. Fulano tem que morrer matando, falando com tanta com tanta crueldade, com tanto ódio, né? Não vamos entrar nisso. Não vamos de novo. Isso é dele. Isso é dele. É o que ele tem para dar. Eu não posso oferecer de troca alguma coisa parecido, senão eu tô me sujando. Ele está me dando uma lama e eu estou me lameando. Não, isso é seu, fulano. Eu continuo oferecendo aquilo que Jesus me ensinou. Então, a gente tem lá no homem integral, capítulo 4, a frase: "Os grupos opostos se afastam, se armam e se agridem". O homem ainda não aprendeu a ser solidário quando não concorda, preferindo ser solitário, ser opositor, né? Então isso não é o que a gente deve oferecer se a gente quer ter uma boa relação, eh, criando ambientes bons pros nossos relacionamentos. A gente vai ter que ter coragem de ser a nossa versão e não um espelho do outro. Ah, o outro deu, eu devolvi. Não, eu vou escolher como eu quero agir, independendo do que o outro tem para me oferecer. E ainda no homem integral, mas no capítulo oito, Joana diz: "Uma das diferenças entre quem medita e aquele que não o faz é a atitude mental, mediante a qual cada um enfrenta os problemas. O primeiro age com paciência ante a dificuldade. O segundo reage com desesperação. Assim, o importante e essencial é dominar a mente adquirindo o hábito de ser bom. Então, o que que Joana tá dizendo? Quando eu tenho o autoconhecimento, a reflexão, quando eu faço minhas orações, eu medito, eu

importante e essencial é dominar a mente adquirindo o hábito de ser bom. Então, o que que Joana tá dizendo? Quando eu tenho o autoconhecimento, a reflexão, quando eu faço minhas orações, eu medito, eu presto atenção em mim, eu tenho chance de continuar sendo eu. Não importa o que o outro me provoque, eu continuo oferecendo o que eu quero. Nesse caso, a fala amorosa. Mas se eu sou ã se eu ando distraído, reativo, a aquilo que a pessoa me dá eu devolvo, né? Então eu acabo agindo como eu não queria. Ah, não era isso que eu queria ser. Eu tô tentando ser cristã. No entanto, a pessoa falou comigo, já descontei. Por quê? Porque eu tô corrida, alienada, distraída. Então, por isso que eu tô falando desde do encontro anterior. Consciência. Presta atenção na forma como você fala, na forma como você reage frente à aquilo que as pessoas trazem. Faça um compromisso com você mesmo. Eu vou procurar cultivar a fala amorosa em qualquer situação. Não só a hora que eu tiver recebendo amor, a hora que alguém me provocar, a hora que alguém for arrogante também. Como que eu posso ter uma fala amorosa? Não é para ser também eh meloso com quem tá te maltratando, não é isso? Porque Jesus nunca foi, mas Jesus sempre teve uma palavra amorosa, mesmo que ele tivesse sendo firme, mesmo que ele tivesse pondo limites. Então, a oração é uma das formas que a gente tem de treinar essa fala amorosa, porque quando a gente vai fazer nossa oração, nós estamos falando com quem a gente ama e por quem a gente é amado incondicionalmente. Tô falando com Jesus, tô falando com Deus, tô falando com meu anjo da guarda, né? E ali a gente não vai brigar, a gente vai ficar de mal, a gente não vai falar ásperamente. De vez em quando a gente até faz isso, mas é porque é muita, é muita involução da nossa parte. Mas quando a gente vai orar, a gente sempre oferece pela nossa fala o melhor do nosso coração. Ai Jesus, querido amigo, Deus, nosso pai de amor, espíritos benfeitores, obrigada. Sabe essa essa entonação e essa intenção

vai orar, a gente sempre oferece pela nossa fala o melhor do nosso coração. Ai Jesus, querido amigo, Deus, nosso pai de amor, espíritos benfeitores, obrigada. Sabe essa essa entonação e essa intenção amorosa? Vamos sempre lembrar dessa mesma postura quando for falar com os nossos pares. Oi, meu amor querido da minha vida. Oi, meu filho. É sempre trazer essa postura, porque quando a gente vai paraa oração, a gente põe uma postura. Ninguém vai paraa oração de qualquer jeito. Vamos orar. A gente até muda, né? tá no centro espírita, vamos orar, todo mundo se mexe. Por que que se mexe? Porque aconse tem que me preparar. Tem que me preparar. Então, quando a gente for se relacionar, quando a gente for conversar, dá uma mexidinha, vamos nos preparar. Pera aí, deixa eu pensar para eu não sair reagindo de forma reativa, falando aquilo que as pessoas me cutucaram, senão vai ser esse negócio de de de gangorra, né, de bate volta. Não, eu vou adotar como eu quero me relacionar e como vai ser a minha comunicação. Vou ficar consciente, vou vigiar e quero praticar o amor na minha fala, independente se o outro mereça ou não. Ame-me quando eu menos merecer, vai ser quando eu mais vou precisar. Eu quero ter esse amor para as pessoas. Isso é buscar eh ser realmente cristão. Então eu termino com o livro Plenitude, capítulo 3. O amor é sempre o conselheiro sábio em qualquer circunstância, orientando com eficiência e produzindo resultados salutares que propelem ao progresso e à felicidade. Que a gente opte, escolha, decida pelo amor na nossa fala. Eu vou deixar aqui um um uma sugestão. Lembra dos filmes que a gente brincou de trazer alguma relação do tema com o filme? Tem um filme que é antigo. Eu fui resgatar ele e mas é muito bonito, vale a pena assistir. Ele ele é de 1995 e ele chama em português Colcha de Retalhos. Então, é um é um filme que mostra gerações de mulheres. Elas se unem, é como se elas tivessem recebendo essa essa moça, a mais nova. Ela está começando um relacionamento,

português Colcha de Retalhos. Então, é um é um filme que mostra gerações de mulheres. Elas se unem, é como se elas tivessem recebendo essa essa moça, a mais nova. Ela está começando um relacionamento, ela vai talvez vir a se casar e as suas ancestrais se reúnem que enquanto elas fazem uma colxa de retalhos, que vai ser a colxa. A colxa tem um nome, chama Onde Mora o Amor? E é uma colxa que elas vão oferecer pro casamento. Vai ser a colxa do casal. É uma colxa que elas vão construindo juntas. E tem esse símbolo, porque enquanto elas constróem essa colxa juntas, essas mulheres se reúnem, elas vão conversando, contando eh experiências, histórias de vida e essa moça vai ouvindo, vai entrando e é uma troca, é uma fala amorosa. Essas mulheres mais sábias, mais velhas, mais experientes, de uma forma amorosa, elas falam sobre a vida, elas preparam o casamento dessa jovem que tá começando a vida. Então, mostra ali o poder do amor quando ele é empregado na fala, o quanto isso transforma, revoluciona. Fica então eh como sugestão. Vale a pena, gente, tentem eh fazer isso de irem assistindo. Vai ser muito rico se vocês conseguirem assistir esses filmes. Vai mexer muito com a gente, né? O filme ele é muito transformador. Nossa, a gente se projeta, a gente internaliza. Então fica como com sugestão. Couxa de retalhos de 1995. Muito obrigada e espero vocês semana que vem.

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