#28 • Jesus e Saúde Mental • Jesus e Tolerância

Mansão do Caminho 11/04/2023 (há 2 anos) 38:27 5,968 visualizações 811 curtidas

WEBSÉRIE • Jesus e Saúde Mental » Episódio 28: Jesus e Tolerância » Apresentação: Leonardo Machado

Transcrição

Tolerância é a presença do amor, onde o entendimento ainda não consegue chegar. Com essa visão de tolerância, eu queria convidar você para estar comigo esta noite em Jesus e saúde mental. De um certo modo, quando as pessoas escutam a palavra tolerância, elas já têm uma certa aversão à palavra, especialmente se não são religiosas. E a aversão a essa palavra vem muito do fato do mau emprego, do mau uso da tolerância. Porque muitas vezes a tolerância é usada como quase sinônimo de vaidade. Como assim, Léo? Na ideia de que aquele que é mais evoluído, ou seja, melhor, pode usar a tolerância para lidar com as perturbações dos menos evoluídos, dos menores. Só que esse mais evoluído, ele faz questão de usar a tolerância para humilhar. Então, nesse sentido, a tolerância vem sendo mal empregada, o uso da palavra, eh, e vem quase como que humilhar o outro para dizer nas entrelinhas que aquela característica que eu ser evoluído, estou tolerando em você é uma característica menor, uma característica, portanto, defeituosa. E como eu sou misericordioso, como eu sou evoluído, eu tenho o dom da tolerância e por isso convivo com você. Então perceba que aí logo de largada a tolerância ela fic fica muito mal vista, porque de fato dessa maneira a tolerância gera uma um distanciamento, algo totalmente oposto do que o amor deve gerar. O amor ele deve gerar união. Então, dessa maneira, a tolerância também deve gerar união. Reconhece-se a árvore pelos seus frutos. Os frutos salutares, eles eh advém de uma tolerância aprofundada. Essa tolerância que divide, que é mais um simulacro da tolerância, ela vem separar. Então, não é um fruto bom, não é uma árvore boa. E não é essa tolerância que a gente quer falar. A gente quer falar da tolerância no sentido mais profundo, qual nos propôs na sua vida, na sua trajetória, Jesus. E aí a gente abre um pouco a perspectiva do que é amor. Bem, tolerância, eu comecei e a palestra de hoje dizendo: "É a presença do amor onde o entendimento não consegue chegar". Então, tolerância

sus. E aí a gente abre um pouco a perspectiva do que é amor. Bem, tolerância, eu comecei e a palestra de hoje dizendo: "É a presença do amor onde o entendimento não consegue chegar". Então, tolerância é uma das faces do amor. Então, a gente precisa pensar algumas características do amor. O amor, ele tem provavelmente duas principais características. Uma característica que é o entendimento. Quando eu entendo as coisas, fica mais fácil eu também amar essas coisas, as pessoas. fica mais fácil uma união, fica mais fácil um sentimento de fraternidade, mas também existe uma outra dimensão do amor que é o próprio sentir mais natural. Esse entendimento tem muito a ver com a empatia, a capacidade humana que todos nós temos, porque todos nós temos neurônios espelhos. Então, esses neurônios espelhos nos possibilitam uma capacidade de empatizar no saudável, no indivíduo saudável. Essa empatia, ela vem harmonicamente construída entre um braço, que é a empatia cognitiva, a empatia do entendimento e a empatia afetiva, a empatia do sentir. Quando eu entendo o outro, eu automaticamente começo a sentir mais o outro. Quando eu passo por experiências do outro, né, porque o outro já passaram, fica mais fácil poder entender. Então, vamos dar alguns exemplos para eh fica mais fácil o que eu tô querendo dizer. Imagine profissionais da área de saúde quando estão na faculdade de medicina, de enfermagem, quando estão fazendo os cursos técnicos de enfermagem, terapia ocupacional, fisioterapia, psicologia, todos eles não necessariamente precisam passar por todos os problemas de saúde que eles irão atender. Porque imagina se, né, é um médico psiquiatra, vamos colocar o meu exemplo, precisasse passar pela esquizofrenia para poder entender como uma pessoa com esquizofrenia se sente aí poder atender. Imagine que todo médico geriatra ele tivesse que ser idoso para poder entender totalmente o que é ser idoso. Então, imagine que todo médico ginecologista tivesse que ser do gênero feminino. Então, nesse sentido, se a

médico geriatra ele tivesse que ser idoso para poder entender totalmente o que é ser idoso. Então, imagine que todo médico ginecologista tivesse que ser do gênero feminino. Então, nesse sentido, se a empatia não tivesse algo de treinável, não fosse também uma habilidade do entendimento, a gente não poderia fazer eh algo que não tivesse literalmente com as minhas características. Nesse sentido, a empatia é treinável, porque a gente vai desenvolvendo essa habilidade e no que desenvolve a a empatia cognitiva, vai desenvolvendo a empatia afetiva. Eu sinto a dor do outro mesmo sem ter passado literalmente pela dor do outro. Eu sinto a dor da depressão do outro que atendo, mesmo sem ter passado ainda por um episódio depressivo. Mas eu estou tanto em contato, treinei tanto a minha cabeça, a minha visão para entender essa situação que eu consigo sentir, consigo entender num medida que também não fique encharcado pela dor e me paralise. Então, a empatia, ela acaba gerando essa base de entendimento mais eh racional, cognitivo e o entendimento também emocional. Não é à toa que quando eu passo pela experiência, o entendimento é maior. Ah, eu sei o que você tá sentindo, porque eu já passei por isso. Quando nós passamos, vem a lembrança das memórias, do fato daquele momento, junto com um entendimento porque a gente já passou. E aí a ideia da reencarnação aumentar o leque de opções, né, o leque de experiências na nossa existência para que em cada papel, em cada momento reencarnatório, a gente vá ampliando a nossa capacidade de empatizar de maneira harmônica, de maneira eh equilibrada, eh unida. E aí eu vou agora sim com a reencarnação até ficar um pouco mais fácil de entender esse conceito da empatia, né? ou talvez de ampliar, não de entender, mas de ampliar o conceito da empatia para poder entender às vezes que olha, aquele médico psiquiatra que hoje ainda não sentiu a depressão pode ter passado em outras existências por esse adoecimento. Olha, aquele médico geriatra que atende idosos hoje, ele não

vezes que olha, aquele médico psiquiatra que hoje ainda não sentiu a depressão pode ter passado em outras existências por esse adoecimento. Olha, aquele médico geriatra que atende idosos hoje, ele não é idoso hoje, mas ele já passou por experiências da velice no passado que traz uma certa sapiência. E aí vem a reencarnação como um aumento de empatia, pelo aumento de experiências, por aumento de eh sabedoria e consequentemente um aumento da nossa capacidade de amar. Aquele amor que era muito restrito ao nosso clã, aquelas experiências pequenas, eu vou aumentando para o clã universal para as experiências mais ampliadas. Mas fora isso, existe um amor mais de sentir, um amor mais natural. um amor, digamos, mais que brota, que transborda de nós. E esse amor é até difícil de explicar. É um amor que, eh, certamente tem a origem na nossa ascendência divina, na nossa origem divina. E já que Deus é amor, nós, sendo filho de Deus, temos no nosso DNA, mesmo que escondido às vezes pelas perturbações do caminho, essa esse germe amoroso, porque nós temos a conexão com o divino. Talvez seja aí a nossa origem amorosa e esse amor que transborda, né? Esse amor que transcende a nossa própria perturbação e a nossa própria limitação. Nesse sentido, o amor tem essas duas faces, o entendimento, mas um ponto que vai para além do entendimento. E talvez seja por isso que as pessoas me perguntam: "Ô, Léo, mas ter empatia eh totalmente é impossível. E é totalmente eu entender exatamente o que você que tá me assistindo eh passa, eu não tenho como, porque por mais que eu tenha treinada a minha habilidade empática e por mais que eu tenha passado pela por alguma experiência dolorosa, a minha experiência dolorosa é a minha experiência dolorosa. Não é a sua experiência dolorosa. Cada um é cada um passa por essas experiências dolorosas da maneira que ele que ele pode. Então eu sou único e por ser único, a minha capacidade de empatia, de entender totalmente você é limitada. Então, se eu for fazer tudo na minha

experiências dolorosas da maneira que ele que ele pode. Então eu sou único e por ser único, a minha capacidade de empatia, de entender totalmente você é limitada. Então, se eu for fazer tudo na minha vida apenas por causa do entendimento, da razão, eu vou ser limitado. E aí onde entra a possibilidade da transcendência do amor, a gente começa a adentrar no conceito que eu trouxe logo no início, que eu quis trazer logo no início de tolerância. Mas vamos aprofundar, vamos abrir o livro dos espíritos na questão 886, quando Allan Kardec questiona o qual seria a mais profunda acepção da palavra caridade dentro da perspectiva, né, do olhar de Jesus. E aí a gente precisa fazer primeiro algumas eh reflexões, caridade ou amor. Quando você pega traduções da Bíblia, por exemplo, da epístola de Paulo ao aos Coríntios, às vezes você vê ali, eh, se eu falasse a língua dos anjos, mas não tivesse caridade, se eu falasse a língua de todos os homens, mas não tivesse o amor, porque para ao que parece a palavra amor e caridade tem um possibilidade de serem intercambiadas. A gente costuma dizer na doutrina espírita, nesse sentido, que o amor, né, eh, digamos, a fagulha, a energia e a caridade é ação. Então, a caridade é o amor em ação. A caridade é essa outra faceta da atitude. Então, o amor teria agora uma faceta do entendimento, quem tem tudo a ver com a empatia, mas isso tem algum limite, por mais empático que a pessoa seja. e, portanto, mais eh tendendo à amorosidade que ela seja, ela tem eh um limite e esse limite precisa de algo mais transcendente, que é o amor eh na sua essência mais divina, no sentir, na emoção, né? Algo que não é tão racional. E aí nós temos uma outra característica do amor que é a ação. Entendendo, sentindo o outro, sentindo algo que me conecta ao divino. Eu sou compelido pelo pelo amor para agir de forma eh caridosa, a fazer algo de bom. Mas a própria palavra caridade às vezes não é bem quista. Por quê? Porque muitas vezes nós usamos essas esses conceitos, essas palavras eh a

o amor para agir de forma eh caridosa, a fazer algo de bom. Mas a própria palavra caridade às vezes não é bem quista. Por quê? Porque muitas vezes nós usamos essas esses conceitos, essas palavras eh a serviço da nossa vaidade. Eu como se eu fizesse a caridade, porque eu sou maior do que aquele que tá recebendo. Maior ou melhor, sabe? E fazemos uma caridade que humilha ao invés de levantar. Óbvio que a pessoa que recebe também precisa ter humildade de saber receber, mas às vezes também a postura. Então, é nesse sentido mais profundo que não é humilhação, mas sim uma a uma um reflexo da a do amor em ação que a caridade eh se representa e se apresenta, mostrando que essa fala tem muito a ver com compaixão. Compaixão também é um amor em ação, mas a compaixão tem a ver com algum eh alguma algum erro, certo? alguma coisa de equivocado do outro, eh, mas vai além, porque o que tem a ver exatamente com o erro leva para as esferas, por exemplo, do eh do perdão, as esferas da indulgência. A compaixão pode estar vinculada aí, mas essencialmente a compaixão vai paraa esfera do sofrimento. Eu sinto compaixão pelo outro quando o outro está sofrendo e meu amor é levado a agir compassivamente. Uma ação caridosa, portanto, que não tem a ver com superioridade, tem a ver com uma certa humanidade compartilhada, igualar-se no sentido de às vezes até eh se igualar na altura para poder ajudar o outro. E aí a compaixão se diferencia do perdão, porque o perdão exige um erro. A compaixão ela não tem um erro. Eu sou compassivo pelo sofrimento do outro. E compaixão também não é necessariamente igual a amor, porque eu posso ser amoroso mesmo que o outro não esteja sofrendo. Eu sou amoroso pela alegria do outro, pelo outro como um todo. Então, veja que são uma série de conceitos correlatos que derivam, mas que tem as suas diferenciações. Então, nesse sentido, compaixão é também um braço do amor, mas um braço do amor que age, portanto, amor e ação, amor e caridade, mas não necessariamente por uma por um

que tem as suas diferenciações. Então, nesse sentido, compaixão é também um braço do amor, mas um braço do amor que age, portanto, amor e ação, amor e caridade, mas não necessariamente por uma por um erro, por uma falta, e sim por um sofrimento, que pode ser um sofrimento qualquer, por uma perda, por um luto. Eu sou então um amoroso pelo sofrimento que o outro está sentindo. Então, nessa perspectiva, a gente vai na pergunta 886 de O Livro dos Espíritos e vê a resposta. O que que eles dizem? Eh, o amor, caridade se constituem benevolência para com todos, indulgência para com as faltas alheias e perdão das ofensas. Então, B é um bip. E nesse eu acho esse conceito bastante abrangente sobre o que é amor, sobre que é caridade, porque ele já introduz, se é amor ou caridade, já introduz essa ideia da ação. Essa ideia da do entendimento e da transcendência a gente pega em outras áreas do livro dos espíritos ou também estudando filosoficamente esses temas. Ah, agora vamos ver as características, os desdobramentos. Eu vou deixar a benevolência por último. Por quê? Porque indulgência e perdão, de certa forma, elas andam eh de mãos dadas em relação ao erro. Eu sou indulgente para com um equívoco alheio, para com uma imperfeição alheia, um erro, né? Algo que está diminuindo eh a evolução, algo que faz com que o outro seja caracteristicamente eh de uma evolução mais perturbada. Então, eu tenho indulgência para com os erros alheios. e tem um perdão para com as ofensas, que também não deixam de ser erros de imperfeições. Essa é a característica em comum da indulgência e do perdão. Agora, qual a diferença, né, sobretudo? Porque o perdão tem a ver com erros, com defeitos, com falhas que me atingem mais diretamente. Então, eh, o perdão é uma é um braço do amor para poder eu lidar com as mágoas, o rancor, o ressentimento ruim, né? Então, o ódio, eh, o perdão seria esse braço do amor que faz com que essas emoções motivadas por equívocos eh dos outros para conosco sejam abrandadas, sejam aliviadas. Já a indulgência, o

o ruim, né? Então, o ódio, eh, o perdão seria esse braço do amor que faz com que essas emoções motivadas por equívocos eh dos outros para conosco sejam abrandadas, sejam aliviadas. Já a indulgência, o equívoco, a imperfeição, o erro causa um impacto, mas é mais um impacto de tristeza geral, né? A ofensa do outro gera uma tristeza. Porque quando eu falo mágoa, eh, falo ódio, né, falo ressentimento ruim, eu tô nesse bolo da mágua, nesse bolo do ódio, existe a tristeza, existe a raiva, mas a diferença é que a mágoa é uma raiva direcionada para o erro do outro, tá? Então, sim, a indulgência, o erro, a o equívoco, a imperfeição, a perturbação do que a indulgência precisa lhe dar, tem também uma tristeza, tem também uma raiva, mas não é uma raiva de algo que aconteceu tão pessoalmente. A gente sente a partir da empatia, né, a dor que outro sentiu, mas não é uma dor que vai nas nossas entranhas diretamente. Então, indulgência e perdão e e perdão tem essas duas características, né? Essa característica fundamental que as diferenciam. São duas forças primas, mas duas forças que são diferentes, mas que são forças para a gente usar o amor para lidar com os equívocos. E essas duas forças, o perdão e a indulgência, levam a uma ação que é uma ação de não julgamento. No que eu sou indulgente, mesmo que eu consiga entender que aquilo é um equívoco e que, portanto, eu não quero repetir aquele equívoco, eu sou compelido a uma ação caridosa do não julgamento. E o perdão, eu sou compelido a uma ação caridosa, não só do não julgamento, como da não vingança. da não vingança. Então, sem sombra de dúvida, quando eu falo que tolerância é um braço do amor, e às vezes tolerância pode sim, eh, se misturar com perdão. Às vezes tolerância pode sim se misturar com indulgência, mas tolerância não é necessariamente perdão ou necessariamente indulgência. Por quê? Porque essas duas esferas elas necessitam do equívoco. E talvez seja isso da perturbação, da inferioridade, da imperfeição. E talvez seja essa

ariamente perdão ou necessariamente indulgência. Por quê? Porque essas duas esferas elas necessitam do equívoco. E talvez seja isso da perturbação, da inferioridade, da imperfeição. E talvez seja essa característica da tolerância que as pessoas não gostam. E talvez sejam essa tolerância, eh, essa essa esfera da tolerância usada para massacrar o outro, né, para mostrar a perturbação do outro que vem a serviço da vaidade, do orgulho e não do amor. É do amor adoecido ainda, do amor muito vaidoso. Nessa, nesse sentido, nessa perspectiva, é que eu deixei a benevolência para com todos na última análise. Benevolência para com todos é uma esfera ampliada, né? Eu quero o bem de todos. Então veja que não necessita aí uma análise de erros, de equívocos, de perfeição, de imperfeição, independente dessas características, eu quero o bem, eu ajo no bem. Então, essa essa benevolência para com todos que não faz julgamentos, nem que seja julgamentos eh de senso crítico, né? Porque tem aquele julgamento de eh condenação, de ficar falando, mas tem aquele julgamento de senso crítico. Olha, eu julgo meu senso crítico discerne esse sabor que é uma característica que eu não quero repetir em mim. Então é um julgamento natural, um julgamento normal, um julgamento até necessário para que a gente não encorra nos mesmos equívocos que a gente não gosta e que a gente entende que é ruim para pr pra vida, mas o julgamento que eu tô colocando aí anteriormente é o julgamento que massacra o outro. Mas a benevolência, ela até transcende a necessidade desse julgamento clínico, digamos assim, desse diagnóstico clínico, né, desse dessa desse bom senso para poder discernir as coisas. Porque a benevolência para com todos, o bem para com todos. É esse braço do do amor que eu queria levantar a palavra tolerância. É nesse sentido que a tolerância é um braço do amor, onde o entendimento não consegue chegar ainda ou talvez nem precise chegar ainda. Quando for mais evoluído, né, um espírito puro, aí talvez os conceitos

se sentido que a tolerância é um braço do amor, onde o entendimento não consegue chegar ainda ou talvez nem precise chegar ainda. Quando for mais evoluído, né, um espírito puro, aí talvez os conceitos modifiquem e talvez eles todas essas diferenciações entre perdão, benevolência, indulgência, compaixão, eh, caridade, sabe, empatia, todas essas diferenciações, elas ficaram muito simplórias, porque tudo talvez se resuma no amor agápico, no amor divino, né? Mas esse amor agápico a gente não entende, né? a gente não tem a capacidade de sentir totalmente. Então, a gente precisa entender, digamos assim, os fracionamentos do amor, os derivados do amor para uma característica, para outra. Então, é possível que o mais próximo do amor que transcende, né, seja esse amor sentir, esse amor fazer bem, desejar bem, querer bem. né? Esse amor que é benevolente, independente. E aí sim a tolerância que não precisa ser, não precisa de superioridade espiritual para poder agir. Ela é, ela age, mesmo que ela não entenda, ela age, ela sente. Eu queria fazer esse convite de tolerância, porque é esse convite de tolerância que eu acho necessária, fundamental, né? E esse convite e tolerância que eu particularmente aprendo em Jesus. E é esse convite de tolerância que necessitamos também do ponto de vista terapêutico, pessoal, porque todos esses conceitos eu estou falando pro próximo, amar o outro, mas também a o amar a si mesmo, a empatia em relação à questões dos outros. Mas eu também preciso ter empatia para comigo, o perdão para os defeitos alheios, mas eu também preciso de auto perdão, indulgência para com as faltas alheias, né? Os equívocos ali. Mas eu também preciso de indulgência, porque às vezes eu tenho um equívoco, uma perturbação que não causou mal ao ninguém, que não necessita de um perdão, mas precisa de uma indulgência pessoal. a compaixão para o sofrimento do outro. Eu também preciso de uma compaixão para o comer o sofrimento, porque às vezes não é um sofrimento de de erro, é um

rdão, mas precisa de uma indulgência pessoal. a compaixão para o sofrimento do outro. Eu também preciso de uma compaixão para o comer o sofrimento, porque às vezes não é um sofrimento de de erro, é um sofrimento de luto, por exemplo. E eu sinto porque sinto, né? Porque eu sou humano. Então, todas essas esférias que eu tô colocando aqui para o outro na convivência interrelacional, eu preciso, eu necessito para uma convivência intrapessoal. Aliás, elas são necessárias para que essa convivência interpessoal exija. Às vezes, esse excesso de julgamento, de condenação, julgamento que condena o outro, essa falta de perdão, essa falta de indulgência, essa falta de benevolência, essa falta de amor, essa falta de empatia, essa falta de compaixão, é na realidade uma coisa que eu não tenho para comigo. Aí me escondo julgando o outro, me escondo culpabilizando o outro, me escondo de mim mesmo numa falsa evolução. Porque a evolução, o pré-requisito da evolução é o quê? uma humildade e uma humildade entende que olha, mesmo que eu não tenha força, capacidade para admitir e ver em mim esses problemas tão graves, eu sou eu desejo, né, eu tenho humildade para entender que eu tenho limites, tenho limitações, né? Então, a evolução, quem é evoluído de fato, acaba não entrando nesses equívocos comportamentais tão severos, tão rígidos, porque ele já absorveu isso para ele próprio. Então, às vezes, sim, toda essa gama de de pontos, né, muito severos para com o outro, fala de um esconderijo emocional. Ô, Léo, mas tem um conceito do CPOP, né? O CPOP um dos pais da, assim, um dos pais não, um dos teóricos mais modernos importantes paraa ciência, paraa epistemologia, para o conceito de construção do conhecimento. Ele vendo ali os horrores da Segunda Guerra, ele vai trazer o paradoxo da tolerância e vai dizer que eh o paradoxo da tolerância é o seguinte: o intolerante sobreviver e governar por causa da tolerância dos tolerantes. Então, excessivamente tolerantes, nós deixamos às vezes tiranos nos

vai dizer que eh o paradoxo da tolerância é o seguinte: o intolerante sobreviver e governar por causa da tolerância dos tolerantes. Então, excessivamente tolerantes, nós deixamos às vezes tiranos nos conduzirem, conduzirem nossos passos e fazem as tiranias matando os tolerantes. E o que reina é o quê? A intolerância. É um paradoxo fundamental da gente poder pensar assim, porque nos fala do limite. Tudo tem um limite. A vida tem um limite. Deus nos dá um limite. O que a gente deve talvez entender é que na vida rela, né, sem ser essas questões tão ediondas, a gente não precisa ser tão caças bruxas assim, sabe? eh ficar caçando o erro de todo mundo a título de não deixar um intolerante vencer. Óbvio que a gente vai precisar sim dos momentos de energia, de ativação, como Jesus em alguns momentos nos demonstra, né? a, o exemplo ali da, dos vendilhões do templo, não sei se foi daquela forma, eh, mas certamente ele foi incisivo, mostrou ali o limite. Às vezes o limite é o silêncio, às vezes a a a não adesão ao comportamento coletivo, já é o limite que a gente tá dando, dizem mostrando assim pra sociedade, olha, a gente não precisa de tudo isso para viver. Então, a gente precisa sim de algumas intolerâncias que são as nossas ações amorosas. firmes. É o não e que o pai precisa dar pro filho, é o limite que a gente precisa dar. Mas a título de ficar dando limites, que a gente para não cair no paradoxo da da tolerância, que a gente não sustente a nossa intolerância só para não cair nesse paradoxo. Sim, vamos ter sempre a cautela, equilíbrio, né? Uma virtude que Kardec coloca, que a psicologia positiva chama atenção, que os filósofos chamavam atenção, que é a temperança, o tempero, a medida certa nesse tempero e o amor é um tempero fundamental, a gente vai encontrando certamente o equilíbrio na vida interrelacional e intrarelacional. Nesse sentido, eu queria ler um pouco só de algumas passagens do livro Jesus e Atualidade da Joana de Ângeles, em que ele fala do livro Jesus e Tolerância.

o na vida interrelacional e intrarelacional. Nesse sentido, eu queria ler um pouco só de algumas passagens do livro Jesus e Atualidade da Joana de Ângeles, em que ele fala do livro Jesus e Tolerância. Essas reflexões elas não estão aqui necessariamente, tá? Essas reflexões são reflexões que eu venho construindo ao longo dos estudos que faço da doutrina espírita. E aqui eu tô eh trazendo o resumo de reflexões pessoais embasadas na doutrina espírita em Jesus. Mas esse aspecto da tolerância com o outro, tolerância pessoal, acho muito interessante o Joan Adrian colocar assim, ó. Julgando as ações que considera incorretas no seu próximo, o indivíduo realiza um fenômeno de projeção da sua sombra em forma de autojustificação, que não consegue libertá-lo do impositivo das suas próprias mazelas. O mestre estabeleceu a formosa imagem do homem que tem uma trave dificultando-lhe a visão e, no entanto, vê o cisco no olho do seu próximo e complementa. Vai dizer o seguinte antes: "A tolerância em razão disso a todos se impõe como terapia pessoal e fraternal. A tolerância que utilizares para com os infelizes se transformará na medida emocional de compaixão que receberás. quando chegar a sua vez, já que ninguém é inexpognável, nem perfeito, né? Eh, certamente, ele coloca um ponto muito importante, certamente há cortes e autoridades credenciadas para o Ministério de Saneamento Moral da Sociedade, encarregado dos processos que envolvem os delituosos e os que e os e os julgam, eh, estabelecendo os instrumentos reeducativos jamais punitivos, pois que se o fizesse incendiariam erros idênticos, se não mais graves. Então, certamente existe, mas o que a a reflexão é que será que eu tenho esse poder, né? E será que se eu preciso fazer constantemente? Será que não preciso mais dessa temperança harmônica? Tolerância. Eu aprendi muito vendo o exemplo da família de meu tio. O meu tio, eh, irmão de minha mãe, ele foi o primeiro espírita na família. E a minha avó materna, que eu não conheci nessa existência, ela

ncia. Eu aprendi muito vendo o exemplo da família de meu tio. O meu tio, eh, irmão de minha mãe, ele foi o primeiro espírita na família. E a minha avó materna, que eu não conheci nessa existência, ela desencarnou quando minha mãe tinha 20 anos de idade, ela era muito católica e ela dava aulas de catolicismo na igreja, fazia as aulas de catecismo, tudo mais. Quando eh meu meu tio conheceu o Espiritismo e se transformou em espírita, ele sabia que ia ia ferir a minha avó, porque ela tinha uma visão equivocada, não só sobre o Espiritismo, mas sobre, por exemplo, o evangélico, protestante. Ela falava: "Olha, eh, foi um padre da igreja que se rebelou quando referia aos evangélicos". Então, ela tinha uma visão da sua época, né? Muito eh católica que era da sua época. Meu tio então ficou em silêncio, né? E ela acabou morrendo muito cedo por um problema de saúde e ele nunca falou para ela. Ela veio descobrir no plano espiritual, né, uma médium chamada Niná. Eh, quando minha mãe começou a conhecer o Espiritismo, eh, a minha avó estava lá perto dela e minha, essa Niná, essa médium, percebeu a presença da minha avó materna e foi conversar com ela e perguntou se ela sabia o que era ali, o que que tava acontecendo e ela já tava esclarecida em determinado momento, até fez uma como se fosse uma pedido de desculpa, né? Eh, e se deu comunicações, né? eh, se fez presente em reuniões mediúnicas, porque a vida vai modificando. Mas naquele momento o meu tio guardou o silêncio. E você pode pensar que era porque ele era, digamos assim, ah, ele foi medroso, não, é um cara muito corajoso, mas em respeito ali, né, eh, que acho que é uma atitude que mostra bastante tolerância, mesmo não concordando, mas ele ama a mãe dele, então ele guarda uma atitude tolerante, diferente, mas muito tolerante. E foi interessante que esse tio, ele acaba se casando com uma mulher judia. E os filhos dele, né, meus primos, eles cresceram com essas duas visões eh muito bem equilibradas. E me chamou atenção muitos anos depois, quando a minha tia,

le acaba se casando com uma mulher judia. E os filhos dele, né, meus primos, eles cresceram com essas duas visões eh muito bem equilibradas. E me chamou atenção muitos anos depois, quando a minha tia, né, a esposa dele estava na casa de minha mãe e estava falando sobre quase tudo do centro espírita, conhecia tudo, porque ele, presidente de um centro espírita há anos, né, que tem um trabalho social muito bonito na cidade de Manaus, especialmente nas periferias. Eh, a minha tia se envolvia inclusive para conseguir angarear recursos para manter as obras sociais. Então ela sabia de tudo. E aí, em determinado momento, meu tio fez um CD com visualizações terapêuticas, ajudava as pessoas que compravam e a renda se revertia para a obra social. Então, curiosamente, eu vi eh a esposa dele judia, que nunca deixou de ser judia, eh reproduzindo CDs. E aí eu fiquei assim, perguntei pra minha mãe: "Poxa, e ela deixou de ser judia, ela é espírita?" Não é porque é tão curioso a postura do teu tio que ela aprendeu a respeitar, aprendeu a amar, aprendeu a gostar. E muitas vezes meu tio vai nas sinagogas, né? Não participa necessariamente da da cerimônia, mas os rabinos sabendo depois da postura dele e tudo, às vezes pedem para ele comentar a Torá, né? O Velho Testamento, ele faz algum comentário geral. Então, esse clima de fraternidade, de tolerância, de amor, em que nenhum abandonou a sua posição de entendimento, cada um continua com o seu entendimento, né? Mas cada um continua com a sua capacidade de transcender o entendimento, amando, querendo o bem, sem o julgamento de que o espírito é melhor do que o judeu, do que o judeu uma raça eleita em relação ao espírita. os dois ali nivelados na construção de uma casa, de uma família. E eu achei interessante porque o os meus primos se chamam judeus espíritas. Eu conheço vários tipos de espíritos, mas eles são judeus espíritas. Foram os primeiros que eu conheci. Por quê? Porque eles cresceram com a tradição judaica, mas também cresceram eh no

eus espíritas. Eu conheço vários tipos de espíritos, mas eles são judeus espíritas. Foram os primeiros que eu conheci. Por quê? Porque eles cresceram com a tradição judaica, mas também cresceram eh no centro espírita e conhecem as duas coisas e gostam das duas coisas. Então eles se chamam judeus espíritas. e um judeu espírita, né, casou com uma evangélica. Outro judeu espírita casou com a católica bem eh bem assim católica. E um E aí eu brincava, brinquei com eles na época. Agora a minha prima judia espírita falta porque ela não tinha casado na época, falta casar agora com a testemunha de Jeová, porque fica todo mundo com as suas visões, né, com seus entendimentos, mas no jantar tá ali Moisés, tá Jesus, tá Kardec, né, tá Lutero, tá o Papa, tá tanta gente harmonizando-se a partir desses seguidores que aprenderam na prática com o meu tio, né, e certamente também com minha tia, a tolerância, que é o braço do amor, onde o entendimento não consegue chegar ou das vezes nem precisa chegar para existir. É essa tolerância que me achou, achei muito bonito na época da COVID. tava lá meu um dos um, o meu primo mais velho, eh, o único médico, eu e ele somos os únicos médicos da família, tava lá ele na área clínica enfrentando a pandemia. E na entrevista que deu a determinada eh TV, todo encapuzado lá no olho do furacão, ele falando de Deus, de Deus, né, sem catequisar ninguém, sem transformar ninguém, perguntaram como é que ele tava e falou: "Tenho muita fé em Deus. Se Deus quiser, a gente vai conseguir passar dessa". Deus, porque Deus estava na vida dele sobre várias bandeiras, mas sobretudo na bandeira do amor. A tolerância, na minha visão, é esse bem querer, é esse bem fazer, é esse bem desejar para todos, que não precisa de um entendimento, de um julgamento, portanto, mas que ama porque transcende. A tolerância é o braço do amor, onde o entendimento ainda não chegou e talvez nem precise chegar para poder existir o amor e a tolerância. Muita paz. Sejamos um pouco mais tolerantes nesse sentido para

tolerância é o braço do amor, onde o entendimento ainda não chegou e talvez nem precise chegar para poder existir o amor e a tolerância. Muita paz. Sejamos um pouco mais tolerantes nesse sentido para conosco e para com os outros.

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