#04 • Jesus e Saúde Mental • (Re)Conciliações

Mansão do Caminho 04/10/2022 (há 3 anos) 38:34 11,469 visualizações 1,151 curtidas

WEBSÉRIE • Jesus e Saúde Mental » Episódio 04: (Re)Conciliações » Apresentação: Dr. Leonardo Machado

Transcrição

Não digas, coração, que a vida é triste, porque a vida é luz resplandescente e a natureza em tudo é um cântico de glória, desde o sol até a nascente. Mágoas. Dizes que as mágoas lembram trevas e que, por isso, não consegues entendê-las. Contempla, porém, o céu noturno e verás que mesmo em trevas, ele está repleto de estrelas. Os versos são de Maria Dolores na poesia Vida de Chico Xavier, no qual ela arremata a ideia de que a dor é uma bênção de Deus em qualquer parte, porque ela nos mobiliza uma mudança E nos versos iniciais que eu trouxe como reflexão, ela traz a presença da dor através da mágoa. A mágoa como sendo uma mensageira de algum aprendizado, mas uma mensageira indigesta, uma mensageira que traz angústia, uma mensageira que traz a ideia de que não há uma luz, de que estamos em uma escuridão. a escuridão, que é a própria raiva. A raiva traz uma emoção, né, traz uma sensação muito pesada, uma sensação desprazerosa. A raiva faz com que a gente possa ter atitudes um tanto quanto irracionais, não pensadas, no sentido de destruição. Mas às vezes a raiva ela é mais elaborada e ela vem com um requinte humano de planejamento. A raiva mais elaborada, ela vem ali sobre duas perspectivas principais. A mágoa da qual Maria Dolores se vale para poder refletir, né, na poesia vida. E é interessante que o nome da poesia vida, né, já traz essa ideia de que a existência, de que a vida não vai ser marcada apenas pela presença luminosa, mas também pela escuridão e que às vezes a escuridão é aparente porque dentro da escuridão há pontos cintilantes que nos norteiam a trajetória. Então, nesse fato básico da vida, a mágoa é trazida por Maria Dolores como sendo uma iniciadora de certo modo. E a gente vai querer pensar no episódio de hoje, né, nessa palestra de hoje, nessa conversa de hoje, justamente sobre a ideia do auto perdão e do perdão, né? A ideia da conciliação. Concilia-te trazendo uma mensagem, né, que Jesus nos fala e que Mateus escreve no seu evangelho. A conciliação,

e hoje, justamente sobre a ideia do auto perdão e do perdão, né? A ideia da conciliação. Concilia-te trazendo uma mensagem, né, que Jesus nos fala e que Mateus escreve no seu evangelho. A conciliação, né, concilia-te traz a ideia de divisão, né? a gente precisa conciliar aquelas energias que são antagônicas, aquelas energias que são opostas, que nos trazem consequências às vezes muito dolorosas. Então, por meio dessa separação, por meio dessa divisão, por meio dessa fissão que eh produz essa adversidade, gerando na vida adversários e fazendo com que a gente às vezes se coloque na posição também de adversário do outro. está muito essa emoção de mágoa e também uma outra emoção que traz a raiva como uma um desdobramento que é a culpa. Então, se a gente puder pensar de forma didática, e aí eu remeto vocês a uma temporada de websérie que nós fizemos também pela TV da Mansão, que está no Espiritismo Play, né, como lidar com as emoções, em que a gente passeia um pouco sobre cada emoção. E hoje eu vou pensar, né, algum conceito que a gente trouxe lá nesse websérie, que é a raiva. É uma emoção básica, uma emoção que todos nós temos, os animais têm e que tem uma função protetora, uma função de nos proteger, né? Ah, enquanto animais. Então, a raiva faz com que a gente se proteja. E todos nós sentimos raiva porque é uma emoção básica, assim como medo, assim como tristeza, assim como alegria, assim como nojo, assim como a surpresa. A raiva é uma das seis emoções básicas, segundo a classificação mais eh mais divulgada, né, mais consensual do Paulman. Só que quando a gente sai da esfera, eh, digamos assim, dos animais em geral e entra na animalidade, digamos, do ser humano, a gente tem algo a mais, né, que é a capacidade do raciocínio, a capacidade da razão. Então, se no no animal você tem ali um princípio inteligente, segundo a visão cardeciana ou a visão de livro dos espíritos, esse princípio inteligente ganha eh o seu requint, como por exemplo a questão da consciência no ser humano,

ali um princípio inteligente, segundo a visão cardeciana ou a visão de livro dos espíritos, esse princípio inteligente ganha eh o seu requint, como por exemplo a questão da consciência no ser humano, na alma, com características humanas. E aí não é a característica necessariamente externa da indumentária humana que nós estamos acostumados com esta eh neste planeta Terra. Mas essa característica humana no sentido de racionalidade, no sentido da razão, no sentido de tomada de consciência. Então, quando passamos a a a analisar as emoções em nós, nós saímos daquela emoção básica, raiva. E essa emoção básica, raiva, é transformada eh em uma emoção mais complexa, as chamadas emoções complexas, que são emoções que misturam emoções básicas com alguma interpretação. Então, a raiva ela ao se transformar em mágoa, ela se junta ali com uma tristeza. Então, quando eu estou magoado, quando eu estou com a presença da mágoa em mim, eu estou sentindo algum nível de raiva e algum nível de tristeza, porque eu estou desapontado. Aí vem a questão racional. Eu estou desapontado. Eu estou decepcionado com algo ou alguém. Porque eu posso sentir mágoa de uma instituição, como também posso sentir mágoa de uma pessoa, né? Sentir mágoa da humanidade de uma forma geral, mas sente mágoa de um fato e de uma pessoa específica. Então, quando eu estou magoado, eu estou com raiva e estou também sentindo tristeza, porque eu estou decepcionado com algo ou alguém. Então, é uma raiva e uma tristeza direcionada a uma pessoa, né? ou seja, externo a nós. Quando, porém, eu estou sentindo culpa, eu também tô sentindo raiva, eu também tô sentindo tristeza quando estou culpado, né? Estou invadido por essa emoção. Eu me, eu me sinto triste, mas não é só tristeza, eu me sinto com raiva. E é por isso que muitos comportamentos autodestrutivos são mobilizados pela culpa, porque a raiva direcionada a mim mesmo. Assim como alguns comportamentos destrutivos, alguns comportamentos de vingança são direcionados ao outro, né, no sentido de

rutivos são mobilizados pela culpa, porque a raiva direcionada a mim mesmo. Assim como alguns comportamentos destrutivos, alguns comportamentos de vingança são direcionados ao outro, né, no sentido de destruir. Porque quando eu sou tô apenas triste, eu não tenho um comportamento destrutivo, nem pessoal, nem com o outro. Muitas vezes eu tô não tenho nem energia. Quando eu tenho energia para fazer algo destrutivo, é porque além da tristeza, eu também eu também estou mobilizado pela raiva, né? por uma por uma energia, por uma emoção que me ativa o comportamento. Então, por isso que é pensarmos em conciliação é pensarmos também como vamos manejar, como vamos lidar com essas duas grandes emoções complexas chamada mágoa e chamada culpa, que em suas essências tem uma mesma eh eh são muito semelhantes, são muito irmãs, só que a mágua direciono pro outro ou externo a mim. pode ser uma algo e a culpa eu direciono a mim. E aí às vezes quando eu estou magoado, eu posso mobilizar comportamentos destrutivos, externos. E quando estou muito mobilizado por culpa, eu posso mobilizar comportamentos autodestrutivos, porque aí tem a presença da raiva. E aí eu abro, né, como vou mostrar nos slides, o capítulo 5, versículo 25, do Evangelho de Mateus, em que Jesus fala: "Concilia-te depressa com o teu adversário enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz. e o juiz te entregue ao oficial de justiça e te encerrem na prisão. É muito simbólica essa frase, né, e essa passagem, porque assim como amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, como a ti mesmo, envolve um binômio, né, o outro e nós, aí também veja que ele começa, concilia-te, ou seja, concilia a ti mesmo. é algum nível de conciliação que a gente pode fazer conosco. E aí vem: "Concilia-te de pressa com o teu adversário". E aí direciona esse movimento de conciliação, né, que a gente pode fazer com o adversário externamente. Então veja que quando eu faço o movimento de conciliação interno,

pressa com o teu adversário". E aí direciona esse movimento de conciliação, né, que a gente pode fazer com o adversário externamente. Então veja que quando eu faço o movimento de conciliação interno, eu vou fazendo automaticamente o movimento de conciliação externo. Quando eu vou fazendo o movimento de conciliação externo, eu também preciso fazer esse movimento de conciliação interno. E esse movimento de conciliação eh envolve o que a gente chama de perdão e auto pererdão. O perdão, quando eu consigo lidar de forma saudável, construtiva, com a mágoa, ou seja, eu consigo perdoar algo ou alguém que me magoou, que me atingiu, que fez algum equívoco para comigo. e o auto perdão. Quando eu consigo é trabalhar de forma saudável, de forma madura, a culpa que eu sinto para comigo. Então isso vem de uma forma muito junta, de forma muito conciliada. Por quê? Porque muitas vezes essas esses movimentos, né, de divisão, esses movimentos de embate destrutivos, eles mobilizam, né, uma adversidade. Então, veja, o adversário vem por uma adversidade. E às vezes eu também sou o adversário do outro sem me perceber. o outro me vê como um adversário. Então, é um movimento que envolve uma harmonização. E aí acaba que eh quando eu me sinto culpado, como é que eu vou, Léo, eh, me sentir bem, né, quando eu tô mobilizado por culpa, se eu sei que eu fiz algo de ruim. E é interessante que a gente possa perceber que eu não tô falando apenas do amor compaixão, porque o amor compaixão é para o outro e para comigo, compaixão e autocompaixão, ele não necessariamente vai envolver um equívoco. Agora, perdão, eh, auto pererdão, conciliação, vai envolver sim eh algum equívoco. E é nesse sentido que a gente vai direcionar, porque a gente tá, eh, direcionando a o raciocínio a partir de uma mensagem que Emanuel muito bem eh analisa essa passagem de Jesus. Então, aqui existe o equívoco, aqui existe o erro de fato, aqui existe a adversidade de fato. E não é apenas uma interpretação. Por que eu tô colocando

uel muito bem eh analisa essa passagem de Jesus. Então, aqui existe o equívoco, aqui existe o erro de fato, aqui existe a adversidade de fato. E não é apenas uma interpretação. Por que eu tô colocando isso? Porque existem pessoas que são muito críticas consigo mesmas e facilmente s se sentem culpadas. mesmo que não tenham culpa no cartório, ou seja, mesmo que não tenham culpa de fato. E aí não é muito auto perdão, é mais autocompaixão, porque ela cria equívocos para ela própria onde não tem. Como também existem pessoas que facilmente se decepcionam com os outros e os outros às vezes nem fazem eh algo ruim para com elas, né? Às vezes outros só têm um pensamento diferente dela, né? Porque a gente tá cada vez mais numa associação de um, né? a gente não tá conseguindo conviver com pensamentos diferentes e aí entra a belicosidade. E às vezes não é que o outro que se equivocou no sentido de fazer algo diretamente conosco, mas a gente fica magoado porque fica decepcionado. A gente idealiza, sonha um outro que cabe no meu molde. E se ele não tiver o molde que eu acho que ele deve ter, aí eu fico muito enraivecido, fico muito magoado. Por isso que a Maria Dolores, logo depois do verso da mágoa, ela traz a ideia de que sonhos dizes que os sonhos são feridas qual picada de espinhos agressores. Contempla, porém, o verde das árvores, das árvores quando estão podadas, e verás que mesmo em feridas elas estão repletas de flores. Então vem muito junto, né, a sensação de raiva, de mágoa, de culpa, com quanto eu cobro de mim mesmo, culpa, e quanto eu cobro do outro, mágoa. Porque se eu cobro muito do outro até o ponto que ele tenha que ter o molde que eu acho que ele tem que ter, os pensamentos que eu acho que ele tem que ter, aí provavelmente eu vou ficar me sentindo muito magoado, com muita raiva direcionada ao outro por muita facilidade, porque eu acho que ele tem que ser o líder que diz tal coisa, eu acho que ele tem que ser o líder que não diz tal coisa. Ou seja, eu não quero eh

muita raiva direcionada ao outro por muita facilidade, porque eu acho que ele tem que ser o líder que diz tal coisa, eu acho que ele tem que ser o líder que não diz tal coisa. Ou seja, eu não quero eh fazer, né, uma percepção de liderança, desde que ele seja do jeito que eu penso que eu quero. Aí é outra questão. Aí eu preciso dar um pouco mais de compaixão, de amor. Aqui não, eu tô falando de uma situação que existe uma adversidade, né? Por isso adversário, existe de fato uma adversidade, uma um equívoco, né? E aí isso é que mobiliza a raiva eh com culpa e a raiva com mágua. Então o que é que a Manuel vai dizer, né, nesse próximo slide, no no na mensagem 120 de um livro chamado Pão Nosso, editado pela FEB Editora. E aí eu faço uma ressalva de que esse livro não ressalva, um destaque de que esse livro Pão Nosso, é assim um dos livros, né? A coleção Fonte Viva toda do de Chico Xavier, né? A partir da inspiração do espírito Emanuel, me parece um me parece uma coleção de obra prima, né? Mas especialmente o pão nosso. Impressionante. Eu queria compartilhar com você quantas vezes eu não estive me sentindo angustiado, entristecido com essas questões da mágoa, da raiva, da culpa, da tristeza, do medo, do desânimo, tantas angústias. E aí ele pude abrir a Esmo, né, o livro Pão Nosso, especialmente os outros também, mas especialmente Pão Nosso, abria a Esmo, ou seja, aleatoriamente e via uma mensagem que era certeira para o ponto que eu estava passando, que eu estava necessitando refletir e aprender. Então, é por isso que também compartilhando nessa web série Jesus e saúde mental, a gente vai trazer de vez em quando algumas dessas passagens que me tocaram e me tocam muito no sentido de trazer muitos ensinamentos. E uma delas é essa e especialmente esse trecho que acho que traz a alma da mensagem. Faz o bem que puderes enquanto palmilhas os mesmos caminhos. Porque se for o inimigo tão implacável que te busque entregar ao juiz, de qualquer modo terás igualmente provas e testemunhos a apresentar.

Faz o bem que puderes enquanto palmilhas os mesmos caminhos. Porque se for o inimigo tão implacável que te busque entregar ao juiz, de qualquer modo terás igualmente provas e testemunhos a apresentar. E um julgamento legítimo inclui todas as peças e somente os espíritos francamente impenetráveis ao bem sofrerão o rigor da extrema justiça. Então é interessante, às vezes é é muito muito importante essa última frase. Somente os espíritos francamente, totalmente impenetráveis ao bem, é que precisarão do rigor, né, da justiça extrema, ou seja, daquele daquele daquela criticidade elevada demais para poder eh, digamos assim, mudar a trajetória. Mas quando nós estamos abertos minimamente ao bem e a gente pode, ou seja, abertos à conciliação e tenta fazer a nossa parte da conciliação, tudo isso vai ser levado em conta, entre aspas, no tribunal da consciência de Deus, ou seja, no tribunal interno, na lei divina, no tribunal de Deus, né? Porque a gente vai ter feito tudo que a gente pode, porque aí vem o ponto, nem sempre tudo de bem que a gente pode consegue às vezes eh fazer com que o outro nos conceda o perdão. E como o outro às vezes não concede o perdão porque fica endurecido na mágoa, a gente também fica culpado eternamente, como se apenas o perdão do outro pudesse nos absolver. De fato, o perdão do outro é muito aliviador, é muito libertador quando nós estamos no equívoco, quando nós sabemos que fizemos um equívoco. E se o outro consegue nos perdoar, isso pode nos libertar. Mas não é uma questão sinequanom, porque às vezes o outro perdoou a gente, mas a gente fica se martirizando. O outro já nos absolveu, mas a gente fica se martirizando. Então nem sempre o perdão do outro faz com que, né, ou seja, o perdão que o outro tem da mágoa que ele sente para conosco, de um equívoco nosso, faz com que a gente diminua a nossa sensação de culpa. E por isso que o trabalho do autão não necessariamente depende do perdão do outro, porque também há essa outra situação, a situação em que a

sso, faz com que a gente diminua a nossa sensação de culpa. E por isso que o trabalho do autão não necessariamente depende do perdão do outro, porque também há essa outra situação, a situação em que a gente tenta fazer de tudo para angarear o perdão do outro, mas o outro fica implacável, fica impenetrável e não consegue sair dessa adversidade, né? Não consegue sair dessa trama. E aí a gente pode pensar nessa perspectiva que eu acho também muito libertadora, trabalhar o auto perdão, sabendo que a gente pôde fazer o máximo de bem que estava ao nosso alcance, direta ou indiretamente pra pessoa que foi atingida anteriormente por nós. E é curioso que como muitas vezes a essa essa relação que se estabelecia entre duas pessoas, não existe apenas um algóz. É muito comum que não tenha sido só você que errou 100%. O outro nessa relação, qualquer que seja, é muito provável que ele também tinha tido a contribuição dele para que o equívoco, o erro, o ediondo acontecesse. E não apenas você. Mas ele às vezes por ter tão impenetrável a justiça, né, ou seja, a mudança, ele entra no caminho da vitimização, de jogar toda a encrenca, todo o ediondo, todo equívoco para você. E como você tá mais aberto ali à mudança, você tende a sentir com mais facilidade a culpa e aí fica preso na culpa, se martirizando, se martirizando e o outro nunca vai mudar, porque por mais que você faça o bem para tentar diminuir a tua parcela no equívoco, se ele não tiver aberto também a mudança, aberto a conciliação, vai ficar uma eterna um eterno pagamento de dívida e ele nunca vai se saciar. E aí é onde precisa dessa virada de chave, a gente fazer o bem que a gente pode, independente do outro, nos conceder ou não esse perdão, porque a gente fez a nossa parte. E aí completa Emanuel. Trabalha, pois, quanto seja possível no capítulo da harmonização. Mas se o adversário te desdenha os bons desejos, concilia-te com a própria consciência e espera confiante. Eu queria ler de novo. Trabalha, pois, quando quanto seja possível no capítulo

harmonização. Mas se o adversário te desdenha os bons desejos, concilia-te com a própria consciência e espera confiante. Eu queria ler de novo. Trabalha, pois, quando quanto seja possível no capítulo da harmonização para diminuir as adversidades e fazer com que o outro não seja o teu adversário e nem você seja adversário dele. Se o adversário te desdenha os bons desejos, dizendo que você é uma fingida, um fingido, dizendo que você, na verdade, é uma capa, é um farçante, um impostor, algo do tipo, e que isso é só para poder ser bonzinho, concilia-te com a própria consciência. Tem paciência e espera confiante, porque você fez a sua parte. Você não precisa necessariamente que o outro consiga enxergar isso para você mover o barco. Concilia-te com o teu adversário enquanto estás a caminho com ele. Ou seja, faz o bem que seja possível. Se você fez um equívoco, não aumenta mais ainda o equívoco sem admitir a sua culpa. Porque é que que as pessoas fazem? Entram mais ainda na mentira, né? na vingança, na revanche e aí ficam criando um lodo gigantesco. Óbvio que você precisa dar o limite. Sim, precisa dar o limite porque às vezes o outro, por se vitimizar tanto, aumenta a tua dor, aumenta a tua pena, coloca ainda mais peso nos teus ombros. E aí você precisa dar um limite, sem sombra de dúvida. Mas que esse limite não seja sujando a sua mão, a tua mão, com a mesma lama que o outro ainda quer continuar. Esse é o drama, por exemplo, das obsessões. E aí a gente tá falando da relação desarmônica de adversidade, que é uma relação obsessiva, né, entre encarnado com encarnado, como no conceito espiritista. Mas se a gente pensar, por exemplo, na obsessão clássica, né, uma relação de adversidade, uma relação não harmônica entre um desencarnado e um encarnado, a gente vai perceber que muitas vezes, e eu tô falando especialmente nessa eh nessa obsessão que não é a obsessão pelo prazer, né? Ou seja, eh, para usufruir o prazer que a vida corpórea pode dar e que o espírito ainda não consegue mais sentir, né? Ou seja, a

cialmente nessa eh nessa obsessão que não é a obsessão pelo prazer, né? Ou seja, eh, para usufruir o prazer que a vida corpórea pode dar e que o espírito ainda não consegue mais sentir, né? Ou seja, a vampirização de dependências químicas ou dependências comportamentais. Eh, essa traz um que a mais de complexidade, porque tem ali, em geral o adversário que ao mesmo tempo que quer destruir o obsessor, o obsediado, ele o faz de uma forma mais sutil, de uma forma mais harmônica, porque tá tudo muito prazeroso. E esse é um capítulo à parte, né? as obsessões em que a pessoa sente um prazer porque é o prazer material da bebida, o prazer material de algum de alguma dependência de algum vício ou prazer material de alguma dependência sexual, de algum vício, da pornografia, enfim, isso tudo dá muito prazer e as pessoas acabam não estando no primeiro momento desarmonizadas. é uma relação de vampirização, mas a relação de vampirização vai esgotando as energias, assim como uma relação parasitária, em que o parasita vai sugando as energias do hospedeiro e vai trazendo algum adoecimento a curédio e a longo prazo. Essas relações também trazem o esgotamento, mas trazem uma questão mais complexa. E eu queria trazer hoje a reflexão da obsessão mais pela vingança em que o o obsessor quer destruir logo e não tem muita paciência para cultivar uma destruição mais minuciosa, mais paciente, né? falou curioso. Então, essas obsessões mais de vingança, mais eh intensas falam muito dessa relação, mas é interessante que a gente possa frisar, nem todo perseguidor que você tem se torna um obsessor teu, porque a obsessão ela vai se instalar, né, quando você abre as brechas. E às vezes uma brecha é a culpa excessiva, a culpa tóxica. Então tem lá o obsessor que tem uma mágoa de você, de outras existências, porque naquela outra existência você era uma pessoa mais perturbada e ele fica achando que você ainda é hoje o que você era em outra existência. Então ele vai eh o quê? Ele vai dizer que os teus bons propósitos,

ela outra existência você era uma pessoa mais perturbada e ele fica achando que você ainda é hoje o que você era em outra existência. Então ele vai eh o quê? Ele vai dizer que os teus bons propósitos, os teus bons desejos são farsa, você é um impostor, né? que isso você tá se fingindo, tá fazendo algo como se fosse bonzinho, mas na realidade a vida se moveu. Às vezes reencarnações inteiras se moveram e você de fato já é uma outra pessoa, não completamente perfeita, mas uma outra pessoa que de fato já tenta fazer diferente. E aí, se você ficasse condicionando a sua paz, né, é, para o perdão do obsessor, às vezes você nunca teria, porque às vezes a vida inteira, uma vida inteira que você vai tentando viver, mostrando que você é diferente para que um perseguidor consiga se convencer depois de anos de perseguição. Então ele era perseguidor, não se tornou obsessor, porque você ao invés de ficar preso ou presa na culpa, você tentou mover o barco tentando fazer o máximo de bem que você podia fazer na tua trajetória, diretamente ao obsessor ou indiretamente ao obsessor, mas sobretudo à vida, a você mesmo, a você mesma. E isso vai criando um uma cadeia de harmonização. Por isso que eu queria trazer esse outro slide final para que a gente possa refletir nas características do perdão e do autoperdão, que são as forças conciliatórias de nós para conosco e de nós para com um outro. é um processo. Exige, portanto, um esforço e exige um tempo. Então, o esforço de fazer o máximo de bem que a gente pode, mas sabendo que há um limite. Sabendo que há um limite, inclusive às vezes há o limite do silêncio, ao limite da retração, né? Porque todo bem que você tenta fazer é interpretado negativamente pelo adversário, porque ele ainda está muito magoado. Então, às vezes não dá para forçar barra, é preciso um certo silêncio, né? E o esforço vai ser direcionado à vida como um todo, não necessariamente direcionado à pessoa que está magoada. Então, nesse sentido, ele tem que ter um tempo. Agora, muito

ciso um certo silêncio, né? E o esforço vai ser direcionado à vida como um todo, não necessariamente direcionado à pessoa que está magoada. Então, nesse sentido, ele tem que ter um tempo. Agora, muito importante que o perdão e o auto perdão, essas forças conciliatórias não implicam nem na banalização do equívoco, nem no enaltecimento do agressor. Ou seja, nem você vai ser colocado como vítima quando você se equivocou. Nem o outro vai ser colocado como vítima quando ele se equivocou ou como vilão. É um comportamento mais equilibrado, né? Porque a gente não pode enaltecer o nosso equívoco. Não, foi um equívoco. Sim, foi um equívoco. Não dá para passar a mão na cabeça sempre. Às vezes é importante entender assim: "Eu me equivoco, eu me equivoco, você se equivoca, você erra, eu erro". Então não é diminuir o erro em si, mas é diminuir a culpa. é diminuir a mágoa para um caminho de harmonização. Óbvio que falar de auto perdão e de perdão vai ser um caminho mais longo ou um caminho mais curto, vai ser um processo menor ou maior de acordo com as feridas, né? Porque se foi uma pequena ferida que foi cutucada em você, ou uma pequena ferida que você cutucou ou provocou no outro, certamente vai necessitar de de um, o perdão vai necessitar de menos tempo do que as grandes feridas, mas perceba que envolve tempo. Envolve tempo porque não tem sentido. Concilia-te com o adversário se você não teve nenhuma adversidade. Não é conciliação. as coisas já estão eh, né, conciliadas, estão harmônicas. Então, a conciliação que Jesus fala e que Emanuel traz pressupõe algum momento de adversidade, algum momento de atrito, algum momento de se tornar ali eh visível a mágoa e a culpa. Então, um perdão que, né, você faz muito rápido, ou é porque a ferida foi muito pequena, é porque você está negando que sente culpa ou negando que sente mágoa, né, e às vezes nem percebendo eh o seu erro, não, não preciso me autoerdoar porque eu nunca errei. Então, veja, aí vem o ponto final do slide. O autoperdão envolve

te culpa ou negando que sente mágoa, né, e às vezes nem percebendo eh o seu erro, não, não preciso me autoerdoar porque eu nunca errei. Então, veja, aí vem o ponto final do slide. O autoperdão envolve humildade. Porque essa pessoa que não precisa de auto perdão é uma pessoa que não se equivoca. Se ela não se equivoca porque ela tá reencarnada, né? Porque ela tá aqui, porque ela tá em outro planeta, em outra existência, mais evoluída. Então, se ela tá é porque ela se equivoca também. O que falta às vezes é a humildade para perceber que se equivoca. Então, o humildade é a coragem de ser o que nós somos. não é se diminuir, nem se enaltecer. E às vezes a dificuldade de a gente perceber o nosso equívoco é também porque a gente não tem humildade de entender que a gente também se equivoca. A gente é imperfeito e como seres imperfeitos, nós somos passíveis de nos equivocar. Isso não é um convite ao erro, não é um convite ao equívoco, mas é um convite à humildade de saber que por mais que a gente tente fazer o bem, a gente também dá umas uma farrapada, uma deslizada, faz parte do processo. Nesse sentido, outro ponto interessante que a gente pode pensar é que esse essa conciliação não significa esquecimento, extição de memórias, porque é inclusive importante a memória pra gente não banalizar o erro e tentar fazer diferente, ter um aprendizado, né? Quando eu percebo que eu estou conciliado, quando estou me perdoando e perdoando o outro. Essa é uma grande pergunta, uma grande questão que, óbvio que a gente também não tem toda essa resposta. Sabe por quê? Porque a gente ainda é muito frágil, é muito pequenino e o nosso perdão e o nosso autão também é limitado. Então a gente talvez não tenha com a psicologia positiva, até mesmo com a teologia, o entendimento profundo do que é o perdão e de quando nós conseguimos perdoar. No entanto, a gente pode ter indícios indiretos. E um dos indícios indiretos é quando eu tenho alguma memória positiva, alguma memória não, alguma emoção positiva. Eu

e quando nós conseguimos perdoar. No entanto, a gente pode ter indícios indiretos. E um dos indícios indiretos é quando eu tenho alguma memória positiva, alguma memória não, alguma emoção positiva. Eu sinto algo de positivo diante daquela situação de adversidade, porque eu percebo o aprendizado. Por exemplo, se a gente sofre algo do adversário, a gente percebe o aprendizado do tipo, felizmente, ainda bem que não sou eu que estou cometendo esse equívoco. Ainda bem que eu já estou em outro momento. É um ponto. Mas se eu percebo que eu fiz o equívoco, eu posso, por exemplo, aprender algo que é a humildade que eu coloquei lá no final do slide. Eu percebo quão frágil eu sou. Eu vou tendo a mais próxima dimensão da minha limitação, do que eu sou. Não para ficar preso na limitação, mas para criar uma certa uma certa humildade. Então veja, o equívoco que fazem conosco e o equívoco que eu faço também podem trazer algum aprendizado. Não quer dizer que o equívoco em si seja bom, não. Porque aí seria banalizar o equívoco. Mas o processo pode me trazer um aprendizado quando eu entendo que, poxa, que bom que não sou eu que estou cometendo esse equívoco, ou que bom que esse equívoco que eu cometi me pôde trazer um pouco mais de humildade, de saber que não sou tão criança a ponto de saber tudo, né? Como dizia Renato Russo, óbvio que outro dois pontos interessantes que eu queria trazer é que pessoas queridas trazem, né, quando pessoas queridas promovem um equívoco na gente ou a gente promove um equívoco nas pessoas queridas, isso envolve maior decepção, então envolve mais mágoa e envolve mais culpa também. Agora, nessas situações é que é uma relação construída para caminharmos no autoperdão e no perdão, a gente pode se pegar ao bem que a gente já fez ou o bem que a gente já recebeu dessas pessoas. Se pegar as memórias boas, né? Quando é uma pessoa mais desconhecida, a gente pode também ter a possibilidade de usar uma certa indiferença. Então, concilia-te com o adversário enquanto estáais a

oas. Se pegar as memórias boas, né? Quando é uma pessoa mais desconhecida, a gente pode também ter a possibilidade de usar uma certa indiferença. Então, concilia-te com o adversário enquanto estáais a caminho com ele", disse Jesus. E esse conciliar-se envolve fazer o máximo de bem que a gente pode, mas envolve também ter paciência e enaltecendo ao mesmo tempo a poesia de Maria Dolores. Já que a gente lembrou aqui da poesia de Renato Russo da Legião Urbana na música Quase Sem Querer, eu acho que traduz muito bem essa questão de a gente aprender a ser um pouco mais humilde, porque a gente sabe que não sabe tudo, a gente sabe também que se equivoca, né? Ele diz assim: "Tenho andado distraído, impaciente e indeciso. E ainda estou confuso, só que agora é diferente. Estou tão tranquilo e tão contente. Quantas chances desperdicei quando o que eu mais queria era provar para todo mundo que eu não precisava provar nada para ninguém. Me fiz em mil pedaços para você juntar e queria sempre achar a explicação pro que eu sentia. Como um anjo caído, fiz questão de esquecer que mentir para si mesmo é sempre uma pior mentira, mas não sou mais a tão criança a ponto de saber tudo. Já não me preocupo se eu não sei porquê. Às vezes o que eu vejo quase ninguém vê. E eu sei que você sabe quase sem querer que eu vejo o mesmo que você. Nessa tumultuosa relação que envolve mágoa, culpa, mas que precisa também envolver uma conciliação, a gente fica nisso, né? nessa sensação de que a gente tá confuso, só que agora é um pouco diferente, porque eu tô começando a caminhar no processo do perdão. E nesse caminho eu entendo que eu não sou tão criança a ponto de saber tudo. Já não me preocupo parafraseiro se eu não sei porquê. Às vezes o que eu sinto quase ninguém vê e eu sei que você sabe quase sem querer que eu vejo o mesmo que você. a ideia de que nós podemos ser diferentes para melhor. Muita paz.

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