Jesus e Saúde Mental | nº 163 – Ansiedade, raiva e perdão

Mansão do Caminho 07/04/2026 (ontem) 1:02:15 1,513 visualizações

Websérie | Jesus e Saúde Mental » Apresentação: Leonardo Machado com participação de Tânia Menezes » Episódio 163 – Ansiedade, raiva e perdão #JesusESaúdeMental #LeonardoMachado #Espiritismo #SaúdeEmocional #EquilíbrioInterior #Autoconhecimento #PsicologiaEspírita #Evangelho #Espiritualidade #BemEstar #ReflexãoDiária #EspiritismoPLAY *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

เ >> Olá, seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda para mais um programa Jesus e Saúde Mental aqui na TV da Mansão do Caminho. Como você está sabendo, nós temos nos últimos programas nos debruçado sobre o livro Ansiedade e Felicidade, que é publicado pela editora Leal e que eu tive a oportunidade de escrever. Então, nós temos nos debruçado sobre os capítulos na ideia de podermos pensar sobre essa temática, esses dois polos da vida, de uma perspectiva direta que nos possa [limpando a garganta] ajudar lembrando do cristianismo espírita. Então, é um livro que foi feito com essa função, uma função terapêutica. É como se fosse mesmo uma conversa, digamos, terapêutica, que não substitui as terapias convencionais, mas que vem como algo a acrescentar, algo a ajudar, tá bom? como você tem se acostumado, como eu tenho me acostumado, geralmente nós começamos com uma prece, porque a prece acaba sendo uma forma terapêutica que a doutrina espírita, que o cristianismo, portanto, espírita, nos convida a fazermos. Então, convido você a fechar os olhos e pensarmos juntos, amado mestre Jesus, caminham para a verdade com a vida em Deus. Tu disseste que onde houvesse duas ou mais pessoas reunidas em teu santo nome, tu aí estarias. É bem verdade que também te encontras conosco quando estamos a sós. Mas o convite da reunião é também o convite da comunhão, a comunhão de ideais, a comunhão de valores cristãos que nos falam do amor, nos falam do perdão, nos falam, portanto, de uma superação não do outro, mas uma superação de nós mesmos. Tu disseste que havias conseguido vencer o mundo. Essa é a nossa ideia, vencer o mundo vencendo a nós mesmos, superando as nossas dificuldades. Por isso, hoje nós te pedimos mais uma vez para podermos refletir sobre o teu evangelho e ajudar a nós mesmos ao mesmo tempo que ajudamos nossos familiares, nossos entes queridos, a partir das emanações que levamos sempre dentro de nós. Porque é bem verdade, amado mestre, que em geral quando nós estamos vinculados pelo amor

que ajudamos nossos familiares, nossos entes queridos, a partir das emanações que levamos sempre dentro de nós. Porque é bem verdade, amado mestre, que em geral quando nós estamos vinculados pelo amor com os nossos entes queridos, nós carregamos ele eles dentro de nós a todo instante. Então, toda atitude de amor que nós fazemos acaba reverberando de uma maneira maior ou menor nos nossos entes queridos, filhos, filhas, todas essas pessoas que compõem a nossa rede de afeto direto. Ilumina, portanto, esses nossos afetos e em teu nome nós te pedimos para iniciarmos mais um programa. Que assim seja. Muito bem, vamos falar hoje sobre ansiedade, raiva, culpa e o perdão. Porque a ideia é que nós não falemos apenas, digamos, da problemática, mas possamos também falar das soluções, das propostas de soluções que o evangelho nos convida. E a raiva é uma emoção que gera muita angústia. Aquele que sente raiva, especialmente quando nós tentamos nos superar, quando nós tentamos evoluir, a raiva desgasta muito, porque nós nos sentimos culpados às vezes só por sentirmos raiva. E aí então vem a proposta do perdão e do auto perdão. Então, [roncando] hoje para que possamos conversar juntos, a gente está aqui com a convidada especial, nossa amiga Tânia Menezes, que é enfermeira, é professora da Faculdade de Enfermagem da UFOBA e também uma trabalhadora espírita de vários setores, né, palestrante espírita na coordenação mediúnica, assistência social, porque na verdade chegou aqui na mansão do Caminho muito pequenininha, né, Tânia, com 2 anos de idade. Então, Tânia, seja muito bem-vinda, muito obrigado por estar aqui conosco. Queria que você pudesse dar suas boas-vindas. >> Olá, queridos amigos e amigas. É uma alegria podermos neste momento estar junto com vocês, dividindo um pouco as nossas reflexões a respeito da proposta sobre raiva, culpa e mágoa. Ô >> Tânia, a primeira coisa que eu queria que você pudesse pensar pra gente, qual é a relação assim eh entre raiva, entre mágoa, entre culpa? Como é que essas

da proposta sobre raiva, culpa e mágoa. Ô >> Tânia, a primeira coisa que eu queria que você pudesse pensar pra gente, qual é a relação assim eh entre raiva, entre mágoa, entre culpa? Como é que essas emoções, como é que esses sentimentos eles se entrelaçam? e nos prejudicam. Em primeiro lugar, a gente precisa entender cada um deles. Quando nós falamos de raiva, a própria benfeitora Joana de Angeles nos traz uma página muito interessante no livro Conflitos Existenciais, é o terceiro capítulo. Ela vai dizer para nós que a raiva é um sentimento que se exterioriza quando o ego ele se sente ferido. Então, pensando nesta exteriorização de um sentimento, como vai relacionar essa raiva com a culpa e com a mágoa? Na verdade, quando pensamos em culpa, nós pensamos em algo que é interno, um sentimento que nós trazemos fruto de algo que fizemos. Esse fazer não necessariamente significa que foi na presente existência. Nós carregamos a culpa como um algo que ficou em nosso inconsciente de existências pregressas. Mas a benfeitora Joana de Angeles também em conflitos existenciais vai trazer no capítulo 6 intitulado culpa, que a culpa é uma manifestação da raiva. Que manifestação é essa? quando de fato nós eh fizemos algo e percebemos que este fazer não deveria ter acontecido. E a mágoa, ela vem também como uma manifestação dessa raiva, mas proveniente de algo exterior. Alguém fez algo que me machucou, que me provocou um dessor. Então, todos esses aspectos, eles precisam ser trabalhados em nós para que não levemos, conforme nós falamos, culpa em relação a algo que fizemos no passado. Tudo que é feito, ele precisa ser diluído para não ficar cristalizado e isso desencadear uma série de aspectos que serão prejudiciais não somente ao nosso corpo, mas também à nossa alma. >> Otânia, você trouxe uma questão da culpa que às vezes nós já trazemos de uma maneira eh reencarnatória, né? É aquela culpa que é até inconsciente, porque esse resquício da reencarnação vem, como você bem trouxe da Joana de Angeles, vem

culpa que às vezes nós já trazemos de uma maneira eh reencarnatória, né? É aquela culpa que é até inconsciente, porque esse resquício da reencarnação vem, como você bem trouxe da Joana de Angeles, vem no nosso inconsciente profundo. São coisas que nós não lembramos do ponto de vista da narrativa, do que aconteceu, da história que aconteceu, de qual foi o erro praticado, mas nós sentimos a reverberação a partir dessa emoção chamada culpa. E aí eu me recordei, queria te remeter também essa questão pra gente pensar junto. É assim, uma pessoa me perguntou espírita uma vez numa aula, não lembro bem, mas faz tempo, ela perguntou assim: "Poxa, se é uma culpa inconsciente, uma culpa que a gente nem sabe pelo que foi, como é que a gente pode trabalhar essa culpa pelo que a gente nem sabe o que foi, já que nós temos um certo bloqueio das memórias?" Quando falo que é um certo bloqueio, porque o próprio fato de a gente sentir culpa de outras reencarnações já é uma demonstração de que o bloqueio não é total. Às vezes é o bloqueio da memória no sentido da história, mas a emoção não deixa de ser uma lembrança, uma lembrança emocional. E aí, como é que a gente poderia pensar assim, como trabalhar essa culpa reencarnatória? Que que você pensa? nós poderíamos estar eh tentando de alguma maneira fazer [roncando] algo que possa diluir aquilo que nós não temos concretamente o que foi que aconteceu. Quando vem, por exemplo, e nós lidamos com pessoas na nossa convivência, seja familiares, sejam amigos, que nos causam uma certa animosidade, nós precisamos quebrar isso. Então, às vezes, a culpa também vem nesses relacionamentos que nós estabelecemos e que reconhecemos que tem algo que nos fragiliza e que nos impulsiona para poder fazer uma quebra daquilo que está cristalizado. Não saber o que aconteceu é um mecanismo protetivo da espiritualidade. E aí nós vamos para o esquecimento do passado. Já pensou, Léo, se nós tivéssemos a lembrança >> desses fatos onde nós fomos o autores, os autores de uma de uma traição, de um

etivo da espiritualidade. E aí nós vamos para o esquecimento do passado. Já pensou, Léo, se nós tivéssemos a lembrança >> desses fatos onde nós fomos o autores, os autores de uma de uma traição, de um roubo, de um assassinato, então nós não saberíamos lidar. E aí é pensar, digamos, se eu tenho um relacionamento difícil com um irmão, >> Uhum. Tem algo nesse relacionamento que nós não conseguimos precisar no relacionamento atual. >> E aí a gente sabe que vem de uma experiência passada. Como é que nós podemos trabalhar isso? tentando melhorar o relacionamento com ele. Bom, se eu estou fazendo a minha parte e ele não responde, aí já não é mais comigo. Mas eu preciso, compreendendo como funciona a lei, a lei de causa e efeito. que estamos nesta vivência atual com estes desafios, com essas dificuldades nos relacionamentos, isso vai remeter a nós uma movimentação interior. Daí eu, fazendo essa movimentação, certamente estarei trabalhando este sentimento de culpa que fica obscuro. é o nosso inconsciente que vai traduzir as experiências. Quando você fala, Léo, de não termos a lembrança, >> certamente nós no desprendimento parcial pelo sono, temos eventualmente a recordação destas experiências que ao acordar pode se apresentar na forma de pesadelos, de algo que alguém estava nos perseguindo. Então, são essas lembranças que, de fato, muito bem colocou Allan Kardec nesse tópico do esquecimento do passado. Ele chega para favorecer a nossa caminhada e não ficarmos presos na ocorrência do passado. >> É verdade. Você falou uma palavra assim, são mecanismos eh de proteção, né? E de fato, até mesmo na obra psicológica de Jonas de Angeles, ela disseca bem eh um conceito psicanalítico que Freud começou a a desenvolver, que é o mecanismo de defesa do ego, né? Você colocou a raiva como sendo uma manifestação >> do ego ferido, >> do ego ferido. E aí, às vezes, como mecanismo de defesa do ego, nós desenvolvemos alguns tipos de estratégias. E a estratégia básica é a negação para justamente tentar esquecer

ão >> do ego ferido, >> do ego ferido. E aí, às vezes, como mecanismo de defesa do ego, nós desenvolvemos alguns tipos de estratégias. E a estratégia básica é a negação para justamente tentar esquecer que aconteceu algo. Então esse a reencarnação com esse ocultamento parcial das memórias claras não deixa de ser o mecanismo de defesa que Deus proporciona ao nosso ego ainda frágil que não conseguiria dar conta de eh lembrar de tudo para que nós possamos caminhar. O Jonas de Angeles, num livro mais recente, né, publicado Sendas Luminosas, ela traz um capítulo é muito bom assim que é sobre justamente as lembranças de vidas passadas, quando a Tânia colocou que nós não daríamos conta, não aguentaríamos. Por quê? Porque não é só o fato histórico, ou seja, não é só narrativa. Quando a gente pensa em lembrança, a gente pensa muito na história, como se fosse a novela. Mas não é só a novela, é a emoção, é também toda a carga de sentimentos energéticos. Então o nosso psiquismo, que ela escreve muito bem isso nesse capítulo, eh ele tem limites de como ele consegue lidar com vários conteúdos. Então isso de fato é uma proteção. E a ideia que a Tânia traz é assim, a reencarnação como sendo o próprio mecanismo de reparação, fazer o bem o máximo que eu posso. E outra coisa que você colocou que eu queria enaltecer que assim, os problemas de relacionamento, né, que nós temos, quer seja problemas reais ou quer seja sentimentos que nós temos, não deixa de ser às vezes um resquício de alguma coisa, especialmente com aquelas pessoas mais próximas. Veja, às vezes não significa de reencarnação, significa às vezes diferença de temperamento mesmo, como Allan Kardec muito bem coloca em as afinidades, as simpatias, as antipatias. às vezes são antipatias por diferenças dessa existência, mas esses entes mais próximos que reencarnam mais próximo, que foi o exemplo que a Atenea trouxe, eh a dificuldade que a gente tem, digamos, com esse irmão, com essa pessoa próxima, certamente já é um resquício ainda dificuldades, porque os

rnam mais próximo, que foi o exemplo que a Atenea trouxe, eh a dificuldade que a gente tem, digamos, com esse irmão, com essa pessoa próxima, certamente já é um resquício ainda dificuldades, porque os dilemas eles acabam ainda continuando. Aí, Tân, eu queria pensar justamente sobre o que o evangelho nos fala sobre o perdão, né? o perdão como uma uma um remédio para com relação a esses sentimentos, perdão e auto pererdão. Como é que você poderia pensar para nós também eh esse perdão? Veja, quando tem alguém comigo aqui, eu sempre jogo pra pessoa pensar primeiro e eu penso depois. E aí eu espero que você fale até mais do que hoje, como você tá falando, que é o que a gente quer mesmo, Antônio, nem fique preocupada. Olhe, Léo, eh, falar sobre perdão é falar da própria história da nossa jornada evolutiva, porque ainda nos situamos em um planeta que é de provas e expiações, conforme assinala Kardec no capítulo terceiro do Evangelho Segundo o Espiritismo. Qual é a predominância desse mundo? É a predominância do mal. Se o mal predomina, significa que nós estamos infringindo a lei. Porque o próprio Kardec pergunta na questão 630, como distinguir o bem do mal, os benfeitores vão responder que o bem é tudo que está conforme a lei de de Deus e o mal é tudo que é uma infração. Então, quando nós infringimos a lei, nós estamos daquele lado do infrator, que o infrator é alguém que está prejudicando. Quando nós levamos um prejuízo ao outro, o outro pode. Inicialmente ele vem com uma raiva talvez inconto ele fica magoado porque nós fizemos determinada ação com relação a ele e isso pode ir diluindo, mas nem sempre em toda ação praticada nós vamos conseguir diluir. E aí surge o perdão. O perdão. É interessante nós lembrarmos daquele diálogo de Jesus com Simão Pedro. O livro Boa Nova nos traz um capítulo muito interessante a respeito disso. Simão falava com Jesus exatamente daquele lugar de homem comum, de pessoas comuns que somos nós, de que ele esteve com alguém que tinha eh prejudicado e

m capítulo muito interessante a respeito disso. Simão falava com Jesus exatamente daquele lugar de homem comum, de pessoas comuns que somos nós, de que ele esteve com alguém que tinha eh prejudicado e ele passou junto àquela pessoa e a vontade era de não olhar para a pessoa. Quando eh nesse diálogo que se estabelece, que pergunta: "Então, eu devo perdoar sete vezes?" Jesus não sete vezes, mas 70 x 7, que não é uma conta matemática, e sim é algo que nós precisamos estar continuamente tentando este exercício. E aí eu lembro muito do nosso querido tio Di, que em vários momentos ele trouxe que o perdão não era esquecimento, porque a memória nós trazemos, o que é que vamos trabalhar, porque esquecer um dissabor aquela energia daquele momento em que você passou por aquela condição que ele trouxe sofrimento, Eu não vou ficar com a energia que me minou, talvez no dia, talvez uma semana, um mês, um ano, mas eu vou tentar a, ao chegar à lembrança do fato, não guardar um sentimento de rancor, não ficar eh entristecido. Então, este é um processo contínuo na nossa existência. E aí vamos lembrar do nosso pai criador, das infinitas possibilidades que já tivemos de retornar, de cumprir um planejamento que foi estabelecido, inclusive quando somos com eh convidados a estar no grupamento familiar, que temos os desafetos e que nem sempre conseguimos trabalhar este lace, este laço esteilian. por conta daquilo que foi a infração, mas da mesma maneira que fazem na nossa direção, nós também fazemos na direção do outro. E o que eu acho interessante, Léo, é pensarmos no quanto podemos também trabalhar no sentido do auto perdão, de eh pensar que você também tem suas limitações, você também se equivoca, mas você precisa se dar a chance de refazer o caminho. A benfeitora Joana de Ângeles, ela nos coloca que nem ninguém reencarna sem um objetivo psicológico que seja de refazer os caminhos que percorremos de maneira equivocada. Refazer estes caminhos é você estar lidando com aquelas pessoas que lhe

oca que nem ninguém reencarna sem um objetivo psicológico que seja de refazer os caminhos que percorremos de maneira equivocada. Refazer estes caminhos é você estar lidando com aquelas pessoas que lhe magoaram, lhe maltrataram, lhe violentaram. uma série de condições que faz parte deste mundo que nós estamos atualmente habitando, que é de provas e expiações. Então, é preciso também você se dar a chance de reconhecendo que infringiu a lei, buscar enquanto a tempo essa reconciliação. Assim falou Jesus: "Vai e reconcilia-te com o teu adversário, mas nós não podemos estar em confronto conosco mesmo. >> Daí é que este auto perdão, ele nos faz um convite para que nós possamos iniciar um novo caminho se permitindo." Eu vejo muito, Léo, nesses trabalhos que nós desenvolvemos, eh, trabalhos voluntários na casa espírita, a todo instante nós cometemos equívocos porque não somos perfeitos. >> Uhum. E quando você se depara com aquilo, eu hoje falei de maneira mais grosseira com a pessoa, enquanto eu não me der conta de que isso aconteceu, eu vou continuar sendo um infrator da lei. Mas a partir do momento que eu reconhecer, Léo, que hoje eu falei de maneira equivocada com você, eu tenho que buscar refazer isso e não ficar, ai, mas eu falei de uma maneira agressiva com Léo, eu não poderia ter falado daquela maneira com ele. E aí o que é que acontece com muitas pessoas? ficam remoendo. E aí tem uma página maravilhosa da benfeitora no livro Vida Plena, ela dizendo que muitas vezes quando nós estamos nessa tarefa do bem, nós não atendemos as propostas que nós abraçamos. é como se fosse uma infração, mas eu preciso recomeçar e acreditar que vai dar certo e ser vencedor e vitorioso. E aí a gente lembra de Jesus quando disse que a gente teria aflições, que era necessário ter bom ânimo. Então nós nos equivocamos, mas temos a possibilidade de refazer. Então, se dê a chance >> de recomeçar, de refazer. Se perdoe por aquilo que eh você fez e que você reconhece que não deveria ter feito. Nós

o nós nos equivocamos, mas temos a possibilidade de refazer. Então, se dê a chance >> de recomeçar, de refazer. Se perdoe por aquilo que eh você fez e que você reconhece que não deveria ter feito. Nós falamos de um lugar que talvez, Léo, seja um lugar mais simples de falar de maneira agressiva quantas outras infrações nós estamos cometendo e que a lei ela vai atuar, mas a nossa consciência é o nosso guia. Então ela precisa chegar e dizer a você: "Olhe, hoje não deveria ter acontecido". E aí a gente vai também, Léo, para na questão do perdão. Vejo que a compreensão do lugar do outro precisa também ser um farol de alerta para nós, porque às vezes o outro faz algo que eh não teve a intensidade na intenção dele de trazer um prejuízo para nós, mas nós >> eh levamos aquela ação com um prejuízo que nos maltrata muito. Então, que possamos ter a compreensão. O outro ele só pode dar aquilo naquele momento. Se nós tivermos este olhar mais de compreensão do nível em que o outro se encontra, talvez a gente possa lidar melhor com essas afrontas, com estas mágoas, com estas situações que podem passar mais rapidamente, se assim nós o permitirmos. Ô Tânia, você tava falando e eu me recordei de uma página do Allan Kardec mesmo, escrito por ele em o Evangelho Segundo o Espiritismo sobre as causas atuais das aflições. E aí ele vai falar assim que muitas coisas não são assim de reencarnações, mas são de da atualidade. E uma um ponto específico que toca nisso que você colocou agora é assim, se nós tivéssemos mais moderação, aí eu posso colocar moderação, ponderação antes de agir e por outro lado, a outra pessoa e nós também tivéssemos menos suscetibilidade, seriam menos aflições. Então é interessante que ele bota os dois lados. Por um lado, a gente precisa ser mais ponderado no agir, ponderado no falar e, por outro lado, também precisamos ser um pouco menos sensíveis demais, né? A palavra que eh escutamos bastante, que é o milindre, que é a suscetibilidade. Allan Kardec traz com essa essa a

no falar e, por outro lado, também precisamos ser um pouco menos sensíveis demais, né? A palavra que eh escutamos bastante, que é o milindre, que é a suscetibilidade. Allan Kardec traz com essa essa a tradução colocou suscetibilidade e é uma tradução muito bem posta também. Isso ajudaria a diminuir muitas dessas causas, dessas aflições, desses atritos. Gostei também assim, Tânia, quando você relembra o que não é o perdão, porque o perdão assim puro, né? Vamos pensar assim, o perdão eh de Jesus, né? O nosso guia e modelo. Como é que é o perdão nesse ser crístico? É difícil até a gente poder teorizar sobre isso, porque a gente não tá nesse lugar. Então, para poder entender algumas coisas, é bom entender o que não é essa coisa. É mais ou menos o que Kardec faz com o raciocínio sobre Deus. Como não dá para entender exatamente o que é Deus, a gente pode entender o que não é Deus. E aí quando você lembra do Divaldo Franco, né, o perdão não é esquecimento, beleza? Não é, portanto, uma questão de memória, é uma questão mais de como eu lido com essas memórias do ponto de vista de pensamentos, do ponto de vista de comportamento. E aí tantas reflexões feitas aqui, dá para perceber que perdão também não é uma coisa que eu gosto de chamar assim o perdão fast food, porque na era de tudo muito rápido, né, tudo muito à mão é até o fast food tá lento, porque agora você tem o iFood, né? Você tem vários foods aqui dentro do celular. Então, nessa coisa assim muito rápida, muito à mão, dá para perceber que o perdão exige um tempo de maturação para que ocorra. E esse tempo mínimo seja, seria pelo menos o tempo de ponderar, reconhecer. Como é que eu posso, por exemplo, me perdoar se eu nem reconheço, né, que eu me equivoquei? Como é que eu posso perdoar alguma situação se eu nem reconheço, nem admito para mim mesmo que o meu ego tá ferido? Por quê? Porque eu queria ser mais invulnerável. Nós queríamos ser mais invulneráveis. Então, me parece que um dos pontos do que o perdão não é, não é

em admito para mim mesmo que o meu ego tá ferido? Por quê? Porque eu queria ser mais invulnerável. Nós queríamos ser mais invulneráveis. Então, me parece que um dos pontos do que o perdão não é, não é uma coisa tão rápida. O perdão parece que é um processo. Eh, mas nesse processo queria propor assim um dos pontos que eu também abordo é assim o perdão como uma não vingança. Talvez a primeira etapa que seja um pouco mais acessível seria assim usar da moderação que Kardec propõe, usar da ponderação que ele propõe. Ele propõe também, Tânia, num num livro que eu acho muito bom assim, que é a o relato de viagens espíritas que ele fez e ele coloca ali algumas divergências entre os espíritas e tudo e ele vai colocar um critério para ir percebendo e chegando, digamos, em um acordo tal, seria a temperança, né? Temperança é uma característica das virtudes, porque as virtudes são moderadas, né? elas são o justo meio termo, como propunha Aristóteles. Então, nessa [roncando] perspectiva, eh, a ideia de que a gente pode pelo menos moderar a reação. Não vai ser não sentir raiva, a gente vai precisar entender que tá sentindo raiva, ter humildade para entender que sentimos raiva, ter humildade para entender que o nosso ego ficou ferido, faz parte. Agora ter a ponderação de não cometer a mesma o mesmo ato com o mesmo ato. Então seria acho que é interessante a gente poder trabalhar isso, né? que você acha o perdão talvez como sendo o primeiro processo assim, a não vingança, né? >> Nós lembramos de situações no trânsito que muitas vezes eh nós não temos uma reação física, mas na mente ela vai estar lá posta. alguém, nós estamos num congestionamento ou talvez numa estrada e aí diminui o fluxo, vai parando, vai parando e você vê as pessoas transitando pelo pelo acostamento que é proibido por lei, exatamente para que fique livre em necessidades de ambulância, carro da polícia, enfim. Aí você está ali seguindo as recomendações da lei, indo devagar, parando e aí chega alguém que vem pelo estacionamento e quer pelo pelo

ue livre em necessidades de ambulância, carro da polícia, enfim. Aí você está ali seguindo as recomendações da lei, indo devagar, parando e aí chega alguém que vem pelo estacionamento e quer pelo pelo acostamento e quer passar na sua frente. Então o trânsito ele mobiliza muito as nossas emoções e nós precisamos cuidar porque existem muitas brigas de trânsito que poderiam ser evitadas exatamente porque nós vamos inicialmente com este impulso e no impulso pode ser prejudicial para nós e para aqueles que estão infringindo a lei. E aí o que é que acontece nessa coisa do que é processual? Eu já estou avançada em minha jornada evolutiva. Se alguém comete uma infração e eu não vou para uma reação física. Mas o ponto, Léo, que nós precisamos trabalhar é quando a nossa mente vai e diz, você vai encontrar alguém aí na sua frente que vai fazer igual ou pior do que você está fazendo comigo. Então, esse processo é um processo que nos indica também eh a conquista de uma virtude que ainda não temos, que se chama paciência. E a benfeitora Joana de Ângeles, lá no Evangelho Segundo Espiritismo, vai escrever uma página belíssima para nós que está no capítulo 9o, Bem-aventurados Os Brandos e Pacíficos. No item sete, a paciência. Ela se apresenta como um espírito amigo. Eh, 1862 ela escreveu essa página e no segundo parágrafo ela inicia dizendo que a paciência é também uma caridade. A caridade não é a de dar esmolas, mas aquela que se se chama do perdão, das ofensas. E aí quando nós vamos para este trânsito, Kardec vai indagar na questão 886, qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus. Veja, Léo, que Kardec não perguntou o significado de caridade, como entendia Jesus. E aí nós temos três caminhos a percorrer. Os benfeitores respondem: benevolência, indulgência e perdão. Por que que os benfeitores não colocaram primeiro perdão? >> Uhum. >> Não colocou o segundo perdão e sim por último, porque é um transitar até chegar ao ponto que se considera ser o ponto mais difícil. Então, nós

os benfeitores não colocaram primeiro perdão? >> Uhum. >> Não colocou o segundo perdão e sim por último, porque é um transitar até chegar ao ponto que se considera ser o ponto mais difícil. Então, nós precisamos entender o perdão como um processo onde cada um irá transitar conforme o seu tempo, conforme a sua situação evolutiva. Às vezes nós queremos que o outro nos perdoe, mas ele ainda não está em condições de oferecer o perdão. E aí eu lembro também do nosso querido tio Di, quando ele dizia: "É, se o outro não quer oferecer, você já fez a sua parte. Não guardemos em nosso psiquismo essa energia, essa vibração, porque ela vai ocasionar adoecimentos, seja ele físico, seja ele psíquico, seja ele emocional. E a alma adoecida, nós levaremos para a nossa jornada espiritual aquilo que ficou impresso em nosso perespírito. Então, cuidar para que esta última palavra, que é a expressão da caridade máxima, como a entendia Jesus, possa fazer parte da nossa vivência no nosso cotidiano. Eu penso, Léo, que nós precisamos sempre estar refazendo, conforme a proposta de Santo Agostinho, as nossas ações diárias. E a primeira coisa é se perguntar: No meu dia hoje, nas minhas ações, alguém terá motivo para se queixar de mim? Então esse é um sinal de alerta, porque se alguém tiver motivo, esta pessoa pode estar magoada, ressentida, com raiva. E essa vibração, enquanto não sair da pessoa, ficará neste psiquismo e nós ligados a essa pessoa. Então, busquemos também ser pacientes conosco com o tempo em que nós nos situamos nessa jornada evolutiva. Porque eu vejo, Léo, que às vezes a gente quer exigir de nós >> algo que nós não estamos em condições de oferecer. >> Uhum. >> Pensemos em um pai que maltrata um filho. E aí você diz: "Mas você precisa perdoar?" Ele não sabia o que estava fazendo. Claro, é a recomendação do evangelho. Mas a pessoa que viveu, que sofreu a violência, que sofreu a perseguição de quem quer que seja, ela precisa processar isso e ela vai processar conforme o nível de

Claro, é a recomendação do evangelho. Mas a pessoa que viveu, que sofreu a violência, que sofreu a perseguição de quem quer que seja, ela precisa processar isso e ela vai processar conforme o nível de entendimento que ela tenha a respeito da vida, a respeito das leis de Deus. Então, às vezes nós também expectamos em relação ao outro algo que nós não estamos em condições de oferecer. Às vezes ficamos muito fiscais do ego alheio, né, e esquecemos a as nossas dificuldades. E acho interessante lembrar Allan Kardec quando ele fala que reconhece-se o verdadeiro espírito é pelo esforço. Então, o esforço já simboliza uma caminhada, não necessariamente o resultado. O perdão como um resultado é o desejo, mas o esforço para perdoar, o esforço para querer bem, né? como muito bem colocou a Tânia, o querer bem, a benevolência ou pelo menos o não querer mal, já é o primeiro início. Aí depois começar a tentar não ficar lembrando sempre eh da mágoa. Então são processos interessantes e eu queria jogar para um canto aqui, Tânia. Tanto você quanto eu gostamos muito do da obra de Felo de Miranda, né? E Felomino de Miranda faz um estudo minucioso sobre as obsessões, particularmente no início ali, aquela introdução de nos bastidores da obsessão, primeiro livro ali que ele traz, já é uma um estudo minucioso sobre a obsessão. E a obsessão tem tudo a ver com a questão da reconciliação, do reconcilia-te. E você lembrou da fala de Jesus, reconcilia-te com o teu adversário enquanto estás a caminho com ele. Em algumas vezes aqui e você trouxe algo muito bem que queria reforçar. Perdão não é necessariamente sinônimo de reconciliação, porque você trouxe várias vezes que às vezes a gente faz, faz, faz, só que a pessoa, digamos assim, que ficou magoada pelo nosso equívoco, ela não, digamos, nos perdoa. Então, será que a gente só conseguiria nos autoperdoar ou nos absorver perante a lei de Deus só com o perdão do outro? Se fosse assim, a gente ficaria condicionado à evolução do outro. E não dá para condicionar a nossa

gente só conseguiria nos autoperdoar ou nos absorver perante a lei de Deus só com o perdão do outro? Se fosse assim, a gente ficaria condicionado à evolução do outro. E não dá para condicionar a nossa evolução à evolução do outro. Então, é interessante que a reconciliação seria o o objetivo final quando nós conseguirmos nos perdoar mutuamente, quando nós conseguirmos nos amar mutuamente. Mas Emanuel examinando a questão e naquela coleção Fonte Viva, eu acho muito bom porque ele traz assim: "Faz o máximo que tu puderes para a reconciliação, mas se o adversário for tão endurecido, né, em relação a você, que não consiga entender que você já mudou, que não consiga entender a mudança, fica em paz. É mais ou menos o que o Divaldo recomendou, é mais ou menos o que a gente encontra na obra de eh de Joana de Ângeles. E aí eu queria trazer essa questão, né? O perdão como sendo algo mais interno. Aí não depende muito do outro, depende mais de mim, porque eu não necessariamente preciso que o outro me peça perdão para perdoá-lo. Então é um processo mais interno. Já reconciliação é um processo relacional, então depende do outro. E às vezes nós ficamos, digamos assim, obsediados pela culpa num processo de obsessão de si mesmo, de autoobsessão por conta dessa culpa. E o adversário nunca nos libera porque também não tá com condição de perdoar. Queria trazer por esse caminho também, perdão, ansiedade, culpa e obsessão. >> Eh, você falando, Léo, lembrei de Allan Kardec lá em Gênese, no capítulo 14º, que ele intitula Os fluidos, nós temos um tópico que é intitulado obsessões e possessões. E lá Kardec vai dizer que o homem não necessariamente é o obsessor de si mesmo. Quando você persiste com aquela ideia de que você fez e que não deveria ter feito e que você precisa sair desse lugar, mas que você não consegue, você precisa se trabalhar para não ficar eh remoendo, revivendo essa condição. Que caminhos nós podemos estar utilizando para esse processo? O processo da autoobsessão que Sueli Calda

cê não consegue, você precisa se trabalhar para não ficar eh remoendo, revivendo essa condição. Que caminhos nós podemos estar utilizando para esse processo? O processo da autoobsessão que Sueli Calda Schuber também coloca lá no livro Obsessão Desobsessão, é a oração. Esse é um grande recurso, porque quando vem a sua mente, quando paira algo que foi desagradável e que você não consegue sair, não é fácil. Mas se você busca o exercício da oração, esta conexão com a esfera superior já trará para você uma diluição deste momento que não foi um momento bom. Quando você falou do livro nos bastidores da obsessão, que nós recomendamos a leitura, esse livro, Kardec traz três, digamos, prefácio ou introdução e uma delas é examinando a obsessão e vai falar também trazendo Allan Kardec que eh que é exatamente até na introdução deste deste tópico, obsessões e e possessões, que é polula em torno da Terra os maus espíritos em razão da da sintonia que nós estabelecemos. E esses espíritos não necessariamente, Léo, nós vamos sintonizar somente com os nossos desafetos. Você fala de uma raiva, você fala de uma culpa. Se nós em nosso psiquismo alimentamos a raiva, o que é que nós vamos atrair para junto de nós? estes espíritos que também carregam, que estão ao nosso redor e que plugam naquele naquela, naquele pensamento que naquela hora, naquele momento, eu estou alimentando. Então, nós temos que ter esse sinal de alerta em nosso mundo íntimo para que busquemos nos afastar destes pensamentos que nos aprisionam a estas situações que foram vividas e que deixaram marcas em nosso mundo íntimo. Não estamos aqui dizendo que, ah, porque foi o assassino do meu pai, do meu esposo, do meu filho. Não, quem de nós aí vamos para a benevolência que você também trouxe. Quem de nós quando vê as atrocidades, especialmente quando está no nosso reduto próximo, pensa em orar para aquele que cometeu a atrocidade? Então, vejam que é um percurso que todos nós teremos que fazer, cada um a seu tempo, mas quanto mais rapidamente

uando está no nosso reduto próximo, pensa em orar para aquele que cometeu a atrocidade? Então, vejam que é um percurso que todos nós teremos que fazer, cada um a seu tempo, mas quanto mais rapidamente nós percorrermos este percurso, mais rapidamente nós alcançaremos a felicidade. Aí eu lembro de uma outra questão de O livro dos Espíritos, que é a 614, é a que abre a parte terceira que é destinada ao estudo das leis morais, da lei divina natural, quando Kardec vai indagar o que é a lei natural e os benfeitores responde: "A lei de Deus, a única indispensável para a felicidade do homem. O homem só é infeliz quando se afasta dela. Ou seja, se nós temos alguém que nos persegue, alguém que nos caluniou, alguém que nos prejudicou, ao invés de ficarmos na sintonia, no psiquismo, só alimentando aquele momento, nós precisamos trabalhar. Falamos da oração, falamos eh vamos falar de uma leitura edificante. A benfeitora Joana de Angeles tem uma série de livros que são livros de bolso, que tem mensagens curtas, a exemplo do Vida Feliz, 200 mensagens que trazem uma profundidade em pequenos parágrafos que podem, naquele momento mais desafiador para nós, nos tirar desta sintonia que será atrativa para estes que pululam. mas também para os nossos desafetos que estão aguardando o momento oportuno para poder atuarem diante de nós. E aí vem a pergunta: o que é que nós estamos fazendo para poder sair desta condição? Sentimos raiva por alguém que tentou nos tentou nos prejudicar? Não vamos fugir deste sentimento. É claro que eh essa é uma emoção básica, conforme você traz muito bem no capítulo do livro, mas nós precisamos saber trabalhar, porque assim como naquele momento da raiva, aí vamos trazer um pouquinho da fisiologia brevemente. Quando nós sentimos raiva, nós vamos liberar pela glândula suprarrenal a adrenalina e o cortisol que vai para o nosso sistema nervoso. Por que que isso acontece? Porque a raiva ela também pode ser como eh eu preciso naquele momento fugir daquela situação ou fugir porque

a adrenalina e o cortisol que vai para o nosso sistema nervoso. Por que que isso acontece? Porque a raiva ela também pode ser como eh eu preciso naquele momento fugir daquela situação ou fugir porque eu estou em apuros. Então vai para o sistema nervoso, vai aumentar o nosso batimento cardíaco, vai ampliar o nosso processo respiratório, exatamente para que nós tenhamos condições de fazer o que é preciso. Mas isso ela vai no momento inicial e imagine se aumentaram os meus batimentos cardíacos e eu ficar alimentando a raiva, esse batimento cardíaco ele vai diminuir de que maneira? Então, nós precisamos estar cuidando disso. Mais uma vez eu reitero, para que não haja adoecimento físico, emocional, psíquico e espiritual. Pois é, esses mecanismos que a Tânia trouxe fisiológicos, acabam sendo a própria explicação fisiológica da relação entre raiva e ansiedade, porque a raiva ela desencadeia dentro de nós uma série de reações muito semelhantes resumidas pela Tânia que a ansiedade traz. Então, biologicamente elas são emoções desagradáveis, nós chamamos de emoções negativas. Por quê? porque trazem no primeiro momento um sentido de proteção. Ninguém sente raiva, digamos assim, do nada. Existe um porquê biológico e um porquê espiritual, porque é uma questão de proteção, porém há um limite, o limite do corpo ir se desgastando. Aí nessa perspectiva pra gente ir encaminhando para a etapa final assim, Tânia, eh, queria dessa sintonia que você trouxe com entre encarnados e entre desencarnados. Alegria gera alegria, gentileza gera gentileza, mas raiva também gera mais raiva. Pode ver, você como um profissional de saúde deve ver muito isso. É, às vezes quando, sei lá, tá algum serviço de saúde atrasando, tá ruim, aí vem uma pessoa reclama, aí já junta outra reclamação, uma terceira, uma quarta. Então, reclamação puxa reclamação, né? E nessa perspectiva vai puxando sintonias. A benfeitora Joana trouxe um livro, né, através da mediunidade do Divaldo, que foi publicado postumamente, né, Vida

a. Então, reclamação puxa reclamação, né? E nessa perspectiva vai puxando sintonias. A benfeitora Joana trouxe um livro, né, através da mediunidade do Divaldo, que foi publicado postumamente, né, Vida Gloriosa. E ontem eu lia, especificamente ontem, né, lia um livro em um capítulo do livro que fala sobre sermos ponte e ela faz uma análise muito interessante sobre o momento atual de assim tão atual. é um capítulo que foi escrito em 2023, né? Foi psicografado pelo Divaldo em 2023. E ela vai falar assim da situação atual do planeta e colocar que muitos de nós pensamos que é consequência da pandemia da Covid-19 ou consequência entre a guerra na Rússia com a Ucrânia. de lá para cá, quase 3 anos, né, nós estamos em 2026, eh, parece que as guerras só foram se ampliando, parece que as coisas só foram eh, digamos assim, de alguma forma se modificando no crescimento dessa raiva, da exteriorização dessa raiva, dessa vontade de dominação um para com os outros, nas famílias, eh, e no global. Mas ela traz uma questão anterior a isso. Ela fala assim: "Olha, a o que a a pandemia, digamos, não a questão do vírus em si, mas a questão social que todos nós vimos do ponto de vista relacional, as questões das guerras que nós estamos verificando trazem por trás dela uma consequência da relação da sintonia. E ela coloca algo muito interessante, né? a mediunidade está mais ampliada na atualidade. E é verdade, no sentido assim, olha, nós estamos reencarnando e desenvolvendo nossas potencialidades. Então, a mediunidade também vem mais desenvolvida. Só que essa mediunidade mais desenvolvida entre os seres humanos, a partir das intuições, a partir dos sonhos, a partir inclusive de outros fenômenos, não significa que seja algo pro bem. às vezes é algo para esse conuio de perturbação, esse conuio de eh obscenidades que temos visto e isso acaba gerando um clima muito tenso. Então, interessante essa ampliação da mediunidade nos seres humanos, como também uma ampliação de contatos negativos que nós temos dado brecha,

e temos visto e isso acaba gerando um clima muito tenso. Então, interessante essa ampliação da mediunidade nos seres humanos, como também uma ampliação de contatos negativos que nós temos dado brecha, dado portas enquanto sociedade. Isso tem total a ver com o que Filomeno de Miranda traz inclusive nesse livro, né? Obsediados ou somos ou ou seremos ou já fomos, né? Ou a gente já está obsediado, ou já foi obsediado, ou será, né? Ou seja, mostrando que esse intercâmbio é muito comum e esse mecanismo da raiva, da ansiedade, da dificuldade de a gente lidar com essas emoções está no bojo porque gera esse efeito deletéreo destrutivo a longo prazo no biológico, no perespírito e nessas coisas todas. Então, pra gente pensar assim, essa sintonia que você trouxe para além da obsessão, essa sintonia que às vezes é até momentânea, mas é uma sintonia perturbada, perturbadora, e como nós somos espíritas e temos a convicção do intercâmbio mediúnico, é sempre importante que nós não joguemos. Veja, quando Joana Diane fala isso, ela não tá dizendo que o problema é do obsessor, nem Filomeno de Miranda para a doutrina espírita. A questão é de ambos, porque nós podemos ter perseguidores, mas obsessores já significam um certo conuio, uma certa vinculação. E então o problema da obsessão é um problema íntimo também, portanto um problema de foro psicológico. Então, queria que pensasse assim, do ponto de vista de sintonia, Tânia, mental, para além da obsessão, essas sintonias que você trouxe bem, eh, que às vezes não é só a questão reencarnatória, como é que a gente pode ultrapassar? Você trouxe uma coisa importante também que eu queria frisar, que é assim, tudo bem, a gente tem que acolher a raiva, mas a proposta espírita não é uma proposta da psicologia tradicional. A psicologia tradicional vai falar muito de acolhimento. Acolhimento. A proposta espírita é de acolhimento no momento para uma superação posterior. Isso é importante porque senão a gente fica só acolhendo raiva, acolhendo raiva e ligamos assim

acolhimento. Acolhimento. A proposta espírita é de acolhimento no momento para uma superação posterior. Isso é importante porque senão a gente fica só acolhendo raiva, acolhendo raiva e ligamos assim uma série de explosivos eh sociais. nessa perspectiva, como trabalhar a sintonia do ponto de vista espírita para transcendermos e não só acolhermos a nossa raiva. Tânia, >> interessante é que nós temos caminhos a percorrer e não utilizamos esses caminhos. Se eu, por exemplo, estou tomada por uma raiva de uma situação que aconteceu agora no meu trabalho, para sair deste campo minado em que eu me posicionei naquele momento, eu posso sair deste ambiente. Ah, eu eu trabalho numa sala que tem várias pessoas. Eu posso buscar, por exemplo, um ambiente mais silencioso, botar uma música que vai me trazer uma uma paz momentânea e sintonizar com essa esfera. Eu gosto muito de lembrar, Léo, do nosso anjo da guarda, esse anjo protetor que nos acompanha, que nos orienta, que está às 24 horas sintonizado. Eu lembro de uma um movimento que tio Dias eh um dia falou sobre o anjo da guarda. Nós precisamos estar neste mesmo patamar dele, porque ele está a nos, mas às vezes nós estamos tão abaixo dessa orientação que a gente não sintoniza para poder perceber o que ele está dizendo. Tânia, não vá por esse caminho, minha filha. Esse caminho será prejudicial para você. Então, a sintonia que nós podemos estar estabelecendo hoje, vou dar um outro grande exemplo do que nos tira do foco com a sintonia do bem, são as redes sociais. A nossa mente, ela é consumida por eh propagandas, por res povoam de agressividade, de violência. A política nos contamina. Então, o que é que vai permitir em nós a sintonia com o bem? A sintonia com belo? É você está trazendo para a sua mente, para o seu psiquismo, esta onda que vai vibrar na harmonia, no amor, na paz. E o que é? Cada um é que vai descobrir. >> Uhum. Cada um terá o seu caminho. Eu gosto muito de pegar um livro e ler uma frase. Se você está muito atormentado,

vai vibrar na harmonia, no amor, na paz. E o que é? Cada um é que vai descobrir. >> Uhum. Cada um terá o seu caminho. Eu gosto muito de pegar um livro e ler uma frase. Se você está muito atormentado, eleja uma frase para você ficar repetindo aquela mesma frase durante o dia. Tenha certeza de que você vai sair um pouco deste deste ambiente mental que está lhe atormentando. Agora vamos também lembrar, não é fácil, é um exercício que vai exigir de nós. E aí eu lembro de Leonir quando vai trazer para nós no livro O problema do Ser, do destino e da dor, as potências da alma, capítulo 20º, que fala da vontade. Eu quero sair deste lugar porque a vontade tem que me movimentar a fazer a saída daquele lugar que eu não quero estar. Porque se a minha a minha vontade for fraca, eu vou continuar alimentando, sintonizando. Então, vamos trazer uma dinâmica para este mundo íntimo que começa a partir da vontade. Eu quero sair. Este é o ponto de partida. O que é que eu preciso fazer para sair e sintonizar com bem? Aí cada um também fará a eleição daquilo que está factível no seu dia a dia. Ah, mas eu não gosto de ler. Aí eu lembro bem lá atrás quando o tio Edivaldo dizia: "Quem não gosta de de ler?" Eu criei, eu inventei o as músicas, as palestras no CD, aí depois deixou de ter CD, aí foi pro penrive. Hoje nós botamos ali no YouTube o que é que a gente quer? música eh que traz elementos da natureza. Você vai ouvir sussurro do vento, água caindo. Então, cada um tem tantas ferramentas que pode estar acionando agora, não é uma receita de bolo. >> Cada um é que vai se encontrar no seu propósito e ter este desejo de movimentar para a sintonia com o bem, com o amor, com a harmonia. Ô Tânia, muito obrigado pela participação, muito obrigado pelo esses esclarecimentos todos. E já que uma das ferramentas que o Espiritismo nos convida é a oração para mudarmos a sintonia do nosso coração, lhe convido para fazer nossa oração de encerramento e ato contínuo, nós finalizamos o nosso programa de hoje.

mentas que o Espiritismo nos convida é a oração para mudarmos a sintonia do nosso coração, lhe convido para fazer nossa oração de encerramento e ato contínuo, nós finalizamos o nosso programa de hoje. >> Vamos então neste momento fechando os nossos olhos. buscando a harmonia íntima que a convivência com Jesus permite a quem busca a comunhão com ele e agradecer ao Pai Criador por todas as oportunidades que o dia de hoje hoje ofereceu a todos nós por aquilo que vivemos na semana anterior, no mês anterior, no mês, no ano passado, entendendo que os processos que nos chegam faz parte de um planejamento e que teremos que abraçá-lo. tentando com os nossos recursos atingir a reta final de nossa jornada, que é a plenitude, com o exercício do perdão, com o exercício do auto perdão, cujo amor é a base que vai nos sustentar para mais rapidamente atingirmos a nossa meta. Que saiamos deste momento refletindo sobre os pontos que precisamos renovar. para caminharmos mais leves em nossa jornada evolutiva, lembrando sempre que Jesus nos oferece o roteiro seguro para esta caminhada. Gratidão a ele por nos orientar. por seu farol que ilumina as noites escuras da nossa existência e que prossigamos abastecidos desta harmonia íntima que nos invade. Que o amor de Jesus prossiga conosco agora e sempre. Que assim seja.

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