Jesus e Saúde Mental | #136 • Perguntas e Respostas
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라 Boa noite. Mais uma vez começamos o nosso Jesus e saúde mental. Dessa vez também trazendo perguntas e respostas que foram mandadas no nosso Instagram, Prof._leonardo Leonardo Machado. Na caixinha de perguntas que de vez em quando eu abro lá nos histories e praticamente todas as perguntas que são de ordem geral nós respondemos aqui no nosso programa. Então fica de olho porque iremos abrir novamente para que a gente possa eh responder aqui dentro do nosso programa. pedia para que você possa junto de junto comigo fechar os olhos a fim de que nós possamos exercer a nossa crença de que a prece é um instrumento terapêutico fundamental diante da vida, diante das dificuldades, diante dos problemas e podermos juntos pensarmos assim: Amado Mestre Jesus, tu que és o caminho da verdade para a vida com Deus. Tu disseste certa vez que onde hessem duas ou mais pessoas reunidas em teu nome, tu aí estarias. Pelas vias da modernidade, Senhor, aqui nos encontramos reunidos, não fisicamente no mesmo ambiente, mas pelas ondas da internet. Nos encontramos conectados nesse momento no ideal de pensarmos um pouco sobre a nossa vida, tentando encontrar lenitivo e um pouco mais de paz para acalmar os nossos corações e aquiietar um pouco mais as nossas mentes. Por isso, nós te pedimos, ajuda o nosso lar, ajuda a nossa casa durante esses momentos que estaremos juntos para que essas energias de paz que vêm oriundas das reflexões salutares em torno do teu evangelho possam invadir o nosso ambiente, indo ao encontro dos nossos filhos, das nossas pessoas queridas, daquelas pessoas das quais nós sempre oramos pedindo pedindo ajuda para que elas possam sentir os eflúvios salutares que vem através de nós quando nós estamos conectados com o teu amor através da oração. Muito obrigado, Senhor Jesus. Fica conosco hoje, agora e para todo sempre. Que assim seja. Pois bem, a primeira pergunta de hoje é sobre autoperdão. Gostaria que você falasse sobre os caminhos para o autoperdão. Primeiro ponto, entender que
co hoje, agora e para todo sempre. Que assim seja. Pois bem, a primeira pergunta de hoje é sobre autoperdão. Gostaria que você falasse sobre os caminhos para o autoperdão. Primeiro ponto, entender que são caminhos. Porque se você entende que são caminhos, você entende que o caminho só se faz com o caminhar. Então, lembrando de um poeta de língua hispânica que fala assim: "Caminheiro não há caminho. O caminho se faz com um caminhar." Hum. Ou seja, não há um caminho específico paraa felicidade, não há um caminho específico para o perdão, não há um caminho específico para o autoperdão. O autoperdão, o perdão e a felicidade, eles se fazem caminhando na direção desses construtos. Tanto quanto a felicidade não é só o destino, mas a trajetória. O perdão também não é só o destino, mas a trajetória de um caminho que se faz. O auto perdão não é também só a trajetória, mas o caminho que se faz. Isso tem uma importância prática. Primeiro, a gente fala de maneira geral algumas alguns pontos importantes, mas esses esses pontos importantes não significam que são um passo a passo. Tipo, primeiro eu tenho que dar um passo para depois dar outro, depois dar outro. Porque na verdade esses passos para o perdão, esses passos no caminho do auto perdão, eles são passos eh que são variáveis de cada pessoa. Tem pessoa que já deêu um passo para se dar um segundo. Tem pessoa que o segundo passo é o quarto. Ou seja, há uma questão muito individual do caminho específico a seguir. A estratégia de um auto perdão pode ser mais e, digamos assim, palatável para alguém e não para outro. Além disso, a ideia do caminho, muito bem colocado na pergunta, dá uma ideia de tempo. Ninguém consegue caminhar pelo caminho se não tiver o concurso do tempo. É uma questão dinâmica, não é a questão estática. O caminho é uma caminhada. O caminho, portanto, é uma trajetória. Então, tem que ter um tempo. Então, para o auto perdão, eu preciso entender que não existe um passo a passo específico e preciso entender que existe
a caminhada. O caminho, portanto, é uma trajetória. Então, tem que ter um tempo. Então, para o auto perdão, eu preciso entender que não existe um passo a passo específico e preciso entender que existe um tempo para poder eu conseguir eh digerir essas emoções das quais o autoperdão nos ajuda a diminuir. E aí, nesse terceiro ponto dessa reflexão e inicial, que é muito importante para entendermos o autoperdão, existe o autoperdão que é a meta, ou seja, seria o autoperdão perfeito, seria o autão ideal, seria o autoperdão ágape, por exemplo, mas a trajetória já é uma trajetória de autoperdão, porque a cada passo eu vou ampliando o meu autoperdão. A cada passo, eu vou caminhando com o meu, vou ampliando o meu auto perdão até chegar no autoperdão mais completo. Pois bem, a partir disso, uma quarta questão que se impõe é entendermos o que o autoperdão faz. O autoperdão é uma estratégia mental, emocional e espiritual para podermos lidar com a culpa. Por quê? A culpa é uma forma de raiva, mas é uma raiva que se mistura com uma tristeza a partir do entendimento de que eu errei. Quando eu entendo que eu errei, eu me sinto triste pelo erro que cometi, pelo dano que eu causei nos outros. E quando eu entendo que eu errei, eu me sinto com raiva de mim mesmo pelo estrago, pelo problema todo. Então essa raiva junto com tristeza, a partir do entendimento de que eu errei, a gente chama de culpa. E o autoperdão é justamente uma um remédio para culpa, tanto quanto o perdão é um remédio para a mágoa. Então, perdão, remédio para a mágoa, auto perdão, um remédio para a culpa. E a o e o remédio para culpa é muito difícil, porque é interessante, é mais fácil às vezes perdoar do que se autoperdoar. Porque quando eu eu vou perdoar alguém, eu estou diminuindo a mágoa em relação a alguém. Então, se eu tô diminuindo a mágoa, eu estou fazendo uma estratégia em relação a alguém que eu entendi que errou. Então, veja que coisa, pelo menos o erro não é meu, o erro é do outro. Então, a perturbação é do outro.
iminuindo a mágoa, eu estou fazendo uma estratégia em relação a alguém que eu entendi que errou. Então, veja que coisa, pelo menos o erro não é meu, o erro é do outro. Então, a perturbação é do outro. Se a perturbação é do outro, eu fico me sentindo menos mal, entendeu? Mas quando é culpa, o erro foi meu. Então a culpa meu que me impregna. Então é mais difícil me desimpregnar de uma sensação de que eu estou errado. Então pelo menos quando é um perdão, vem pelo menos uma estratégia mental. Graças a Deus que não fui eu que fiz essa essa encrenca. Graças a Deus que não fiz, não fui eu que fez esse problema, não sou eu que estou errado. É menos mal, entendeu? Especialmente quando eu tô lidando aqui com pessoas que são espíritas ou espiritualistas e querem acertar. Então, por quererem acertar, é mais fácil acabar lidando com o erro do outro do que com o erro pessoal. Então esse é um ponto importante. Outro ponto no caminho do autão, eu entender que autoperdão envolve algum nível de humildade, justamente pelo fato de ser difícil lidar com o erro, ao entender que eu errei, ao aceitar que eu errei, eu estou sendo o quê? de alguma forma humilde. E essa talvez seja a grande pedagogia do erro. A grande pedagogia do erro, conforme aprendemos na obra de Jonateles, é o entendimento da humildade, entendimento da fragilidade, entendimento de que eu sou tão frágil quanto outras pessoas, de que eu também me equivoco. Isso é difícil. É um aprendizado, uma lição amarga de sentir, mas é talvez a grande pedagogia do erro. E aí vem, quando eu entendo isso, eu me torno um pouco mais humilde para não errar de novo. Quando eu me torno um pouco mais humilde para não errar de novo, eu estou me auto perdoando. Eu me recordo de duas situações com um tema pessoal. mente falando, pessoalmente falando, em que um benfeitor que não consegui identificar na época quem foi, mas me colocou algo fantástico que mudou assim, virou a chave na minha cabeça, porque em determinada situação eu havia cometido um erro e fiquei com muita
e não consegui identificar na época quem foi, mas me colocou algo fantástico que mudou assim, virou a chave na minha cabeça, porque em determinada situação eu havia cometido um erro e fiquei com muita raiva de mim mesmo, me sentindo muito perturbado. Puxa vida, como é que pode? E então meio então o benfeitou e falou assim para mim: "Mas você achava que era perfeito?" Essa frase foi assim um lenitivo, né? E ao mesmo tempo me desarmou. Quem é você? Quase que ele me pergunta, né? Mas você achava que era perfeito? Quando ele me perguntou isso, vi automaticamente um pensamento. É mesmo. Quem sou eu para não errar? Achar que não erraria nunca ou que não erro nunca. seria uma prépotência, seria uma vaidade escondida. Então, veja que coisa fantástica. Ao mesmo tempo que eu treino a humildade, eu automaticamente vou entrando no caminho do auto pererdão, porque aí foi um alívio para eu poder realmente me autoperdoar. Ao mesmo tempo, eh, às vezes a gente fica com raiva de si mesmo, porque a gente queria perdoar o outro rápido demais. Eu tô dizendo que perdoar o outro às vezes é mais fácil do que se auto pererdoar. Mas não que não tô dizendo que é fácil perdoar o outro, não. Não. Por quê? Porque é uma ferida que dói. E é interessante porque às vezes, como a gente quer ser evoluído demais antes do tempo, quando acontece um erro do outro para comigo e eu fico magoado e eu percebo que eu tô magoado, eu nego essa mágoa ou então fico me colocando para baixo, eu sou um perturbado. E aconteceu em outra situação isso de acontecer um equívoco grande que me feriu. E eu fiquei com muita raiva, né? E isso ao invés de eu, por exemplo, ter uma compaixão para comigo, né, e ter um auto perdão, eu fiquei me punindo por sentir raiva, entendeu? Então, fiquei me sentindo culpado por sentir mágua. E aí veio esse mesmo benfeitor, que também não identifiquei porque foi uma situação próxima. E ele então me falou assim, né, mas você achava que não ia sentir raiva? Quem você achava que era para não sentir
eio esse mesmo benfeitor, que também não identifiquei porque foi uma situação próxima. E ele então me falou assim, né, mas você achava que não ia sentir raiva? Quem você achava que era para não sentir raiva? Isso também foi um um lenitivo assim, né? E uma uma rasteira saudável pro meu orgulho, pra minha vaidade. Quem sou eu para não sentir raiva? Essa é uma pergunta fundamental que também nos leva através da humildade a um caminho de auto perdão em relação à raiva que eu sinto pela mágoa que estou do outro. E aí quando eu me auto pererdoo em relação a isso, isso já vai diminuindo pouco, entendeu? O ciclo de raiva. Porque o ciclo de raiva transforma culpa em mágoa, mágoa em culpa. Olha aí um exemplo que eu tô dando. Uma mágoa que eu sentia se transformando em uma culpa pelo que eu sentia. E quando eu consigo me autoerdoar pela culpa que eu estou sentindo, pela cobrança menor, através da visão de humildade em relação a mim mesmo, eu consigo o quê? Perdoar o outro. com mais facilidade, porque o ciclo da raiva diminui. Então, o caminho da humildade, da humildade, nem que seja entender a minha fragilidade, eu posso entrar numa humildade espiritual, emocional, quando eu consigo me desarmar de mim mesmo e me desarmar da raiva e da culpa. Mas para que de fato o auto perdão seja mais profundo e seja mais perto do auto perdão ideal, eu preciso necessariamente entrar em algum grau de reparação. Porque diz Allan Kardec no Código Penal da Vida Futura, muito bem colocada, que o arrependimento ele antecede a expiação ou vem junto da expiação, mas depois precisa vir a reparação para poder nós sairmos desse ciclo vicioso da culpa. E essa reparação faz com que eu entenda que tudo bem, eu errei, mas não é possível que eu já não tenha pago os meus pecados. Como eu perguntei para uma pessoa, ela errou, se equivocou, mas ela ficava assim se penitenciando há anos e isso já tinha acontecido tanto problema, não só de, digamos, autopenitência, como também fortuitas, digamos assim, da vida, questões da
u, se equivocou, mas ela ficava assim se penitenciando há anos e isso já tinha acontecido tanto problema, não só de, digamos, autopenitência, como também fortuitas, digamos assim, da vida, questões da vida. E depois de muito tempo falei: "Mas assim, fulano, realmente foi um erro que você cometeu, mas depois de tantos anos, será que você e tanta coisa que já aconteceu, tanta coisa que você já fez de bem, inclusive pra pessoa que você cometeu erro, será que você já não, digamos assim, pagou a a sua pena, já não pagou os seus pecados? Até quando eh essa esse pecado vai ter que ser pago?" E outra coisa, quem vai dizer até quando não é você. Então não adianta você ficar se autopunindo como uma consequência da ausência do auto perdão, porque quem sabe até quando é a divindade, é a lei divina. e querer controlar o tempo, digamos assim, da consequência do erro, seria, de certa forma outra vaidade escondida, como se você soubesse o tamanho da punição que você merece ou não. E você não sabe de nada, tanto quanto eu não sei de nada em relação aos caminhos da vida de Deus, aos caminhos espirituais que Deus nos leva. Essa é uma perspectiva interessante para podermos pensar no auto perdão, mesmo que nós não encerremos esse tema que é inesgotável por si só. O vazio existencial, ele tem a ver com o desvio do indivíduo de seu planejamento reencarnatório? Excelente questão. Sim. E também não. Como assim? Sim. pode ser uma uma consequência de algo que eu tinha como propósito de vida, um planejamento reencarnatório. E por estar desviado desse planejamento, eu me sinto triste, eu me sinto entediado, eu me sinto desconectado e eu me sinto, portanto, vazio. Esse vazio existencial tem a ver com a a pergunta faz tem a ver com o que Victor Frankel ele falava sobre o vazio. Foi um dos primeiros eh pensadores da psicologia, da psiquiatria, que trabalhou muito sobre o vazio existencial antes mesmo da Segunda Guerra Mundial, mas especialmente depois da Segunda Guerra Mundial. Por quê? Porque ele
h pensadores da psicologia, da psiquiatria, que trabalhou muito sobre o vazio existencial antes mesmo da Segunda Guerra Mundial, mas especialmente depois da Segunda Guerra Mundial. Por quê? Porque ele falava do conceito de vácuo existencial. Esse vazio existencial que é atormentador, que é adoecedor e ao mesmo tempo é um sintoma de uma doença emocional, ele como um vácuo, ele suga toda a possibilidade de vida. Então, o vácuo existencial, que seria esse tipo de vazio que a pessoa está perguntando, nos remete a isso, tira a vitalidade. E de certa forma, quando nós estamos fora do eixo da nossa vida, nós estamos nos sentindo nesse vácuo, nós estamos nos sentindo sem vitalidade. Então, sim, se temos um planejamento, e aí eu lembro de uma mensagem eh que tive ocasião de psicografar do espírito loureiro, falando sobre essa questão, sobre planejamento e fazendo uma comparação com o ciclo penal, né, o Código Penal da Vida Futura que eu coloquei aqui, ele coloca o Código Civil do Amor, que seria assim mais ou menos a a ideia de ao invés de arrependimento um planejamento. Então, o arrependimento é ligado à dor, né? E, portanto, ligado a ao ciclo da reparação. O planejamento não é uma reparação de algo ruim que eu fiz, mas é a concretização de algo bom que eu quero fazer. Então, planejamento, concretização de algo bom. No planejamento, eu sinto o quê? Uma antecipação. No na no arrependimento, eu cito o quê? expiação. Então, o Kardec fala arrependimento, expiação, reparação. A ideia de forma análoga que esse benfeitor colocou foi assim: planejamento, ao invés de expiação, antecipação de alguma coisa alegre, mas eu só consigo sentir alegria mesmo e me sentir preenchido totalmente quando eu conseguir concretizar. Então, saio de um planejamento e entro em uma concretização ou como a benfeitora escreveu recentemente, num vencimento. Eu entro no planejamento reencarnatório e quando desencarno eu entro no vencimento. O que é que é o vencimento? Vencimento tem a ver com os honorários,
enfeitora escreveu recentemente, num vencimento. Eu entro no planejamento reencarnatório e quando desencarno eu entro no vencimento. O que é que é o vencimento? Vencimento tem a ver com os honorários, né? Ou seja, depois da desencarnação, se eu consigo concretizar o meu planejamento reencarnatório, eu entro nos honorários do bem, porque todo trabalhador é digno do seu salário. E o salário do bem seria os vencimentos do bem, seriam, portanto, digamos assim, o que a gente vai receber de uma recompensa. E essa recompensa é justamente o preenchimento emocional, porque estamos pensando num vazio existencial de um vácuo existencial durante essa existência, mas no depois da vida, depois da existência, depois da morte, o vazio existencial de quando a pessoa se desviou é maior ainda, mais intenso ainda, porque não tem como ela se enganar, porque durante a vida, durante um corpo, ela pode se enganar para não ver esse vácuo existencial. não ver essa falta de vitalidade e tentar se enganar se preenchendo com outras coisas em relação eh a vida. Mas quando vem depois da morte, fica impossível se enganar, porque nós temos um autoencontro com a consciência muito forte, um autoencontro com o nosso perespírito, um autoencontro com a com a energia que nós construímos ou desconstruímos dentro de nós. Então, sim, é uma questão muito verdadeira. Por outro lado, por outro lado, às vezes não é um vazio existencial por conta de uma uma um desvio reencarnatório. Às vezes é um vazio um um vazio existencial inato que já vem de be, digamos assim, já vem desde muito precocemente, porque já vem, ó, como consequência do passado reencarnatório. Eu coloquei aqui exemplo de um uma pessoa, né, que depois que desencarna, quando ele se desvia, ele vai sentir um vácuo existencial ainda mais forte, porque ele estava totalmente eh fora do eixo, né? E consequentemente ele não conseguiu concretizar quase nada do que ele planejou. Então ele se sente em falha, ele se sente o quê? culpado. E essa culpa existencial, o guar faz com
eh fora do eixo, né? E consequentemente ele não conseguiu concretizar quase nada do que ele planejou. Então ele se sente em falha, ele se sente o quê? culpado. E essa culpa existencial, o guar faz com que ele fique fixado. E aí quando ele reencarna, ele não só traz uma sensação de culpa, porque vem muito junto o vazio existencial desse outro tipo que eu tô dizendo, e culpa, da mesma forma também do desvio reencarnatório, um culpa, quando a pessoa percebe. Então, culpa e vazio vem muito próximo. Então essa culpa existencial vem atrelada ao vazio existencial, mas às vezes de berço. Por quê? Porque nos fala de questões já reencarnatórias. Vamos supor, esse espírito que se afastou do planejo, planejamento reencarnatório passado, ele ele fica no além túmulo com esse vazio mais profundo e quando se reencarna ele muitas vezes vem já com esse vazio existencial que é outra possibilidade. Então não é um desvio dessa reencarnação, às vezes foi um desvio de outra reencarnação e aí seria a questão de um vazio existencial atávico. seriam os atavismos de outras existências que podemos carregar nessa nessa existência. Por último, eu queria colocar um outro vazio que já não é um vazio existencial do vácuo que tira vida. É um vazio existencial até talvez terapêutico e útil, que tem a ver com um certo tédio. Aqui tem a ver com culpa, sobretudo e tédio também, porque a culpa acaba levando a um tédio. Mas aqui é mais o tédio, não tem uma culpa em si, mas é um vazio existencial no sentido de nós estarmos esvaziados. E esse vazio de estarmos esvaziados é bastante importante, sairmos das nossas certezas, esvaziarmo-nos da nossa vaidade e então esvaziado pela humildade, termos então um vazio interior para poder ser preenchido. E esse vazio bus ter uma busca. Esse vazio falar de uma falta que nós temos de Deus e aí sim nos fazer com que a gente vá para Deus. Então, toda conversão, toda grande conversão, ela parte de uma, de alguma sensação de vazio, de alguma sensação de esvaziamento, de alguma
emos de Deus e aí sim nos fazer com que a gente vá para Deus. Então, toda conversão, toda grande conversão, ela parte de uma, de alguma sensação de vazio, de alguma sensação de esvaziamento, de alguma sensação de entediamento do tipo assim: "Isso não mais me preenche e agora eu preciso encontrar algo que me preencha mais profundamente a existência". Esse vazio já não é de desvio reencarnatório, é um vazio saudável, que ao contrário, pode nos levar ao eixo reencarnatório que nós precisamos eh existir. Isso é interessante de pensarmos, porque poucas vezes falamos desse outro tipo de vazio. Eu queria aproveitar a questão e ampliar. Após uma enfermidade grave, eu estou sem ânimo para nada e isso já faz 3 meses. O que é que pode ser? Olha, obviamente que seria leviano de minha parte, mesmo sendo psiquiatra de profissão, é médico, portanto, nessa área, dá um diagnóstico, né, especialmente sem tá conhecendo, sem saber do caso. Eh, mas eu aproveitei essa pergunta para dizer assim: "Olha, depois de uma enfermidade grave, como a pessoa colocou, é muito comum acontecer o chamado depressão, por exemplo, depois de um infarto." É muito comum acontecer uma depressão pós infarto. Depois de um AVC, é muito comum acontecer uma depressão pós AVC. E essa depressão pós AVC nem tá tão vinculada às áreas cerebrais que o AVC atingiu no cérebro, mas sim as consequências que, por exemplo, a pessoa percebe que vai enfrentar, por exemplo. E aí então depois de muitas adoecimentos graves, é comum acontecer estados depressivos. E como fala assim, sem ânimo, um dos sintomas muito comum da depressão não é a tristeza só. é a falta de ânimo, a falta de vontade, a falta de eh vitalidade. Ánimos vem de alma, né? Falta, portanto, de vitalidade para as coisas da vida. Nós pensamos muito em tristeza, mas às vezes a depressão ela tem uma sensação de esvaziamento. É uma como se fosse um sentimento da falta de sentimento numa linguagem psicopatológica. E esse sentimento da falta de sentimento tá ligado a um
vezes a depressão ela tem uma sensação de esvaziamento. É uma como se fosse um sentimento da falta de sentimento numa linguagem psicopatológica. E esse sentimento da falta de sentimento tá ligado a um desânimo. E como já faz 3 meses, a depressão, a gente coloca ali um período de 15 dias, se quisermos ah, mas foi uma doença, vamos pensar um mês, 3 meses, já tá passando bastante do tempo. E nessa situação que muitas pessoas podem eh se encontrar, é importante procurar ajuda profissional. Eu tenho encontrado, aproveito para colocar isso. Eu tenho encontrado pessoas que depois de palestras presenciais me procuram e fala assim: "Eh, me chamam de doutor, mas podia chamar de Léo, tanto faz. Me chama assim: "Doutor Leonardo, eu queria agradecer o programa Jesus e saúde mental. Eu já vi quase todos e devo dizer que me ajudou. Eu lembro de um relato eh que fiquei bastante emocionado desse aqui que tô lembrando. Ela me falou assim: "A pessoa eu queria agradecer porque eu tava passando por um momento da depressão e a a os programas me ajudaram a segurar as pontas e entender que eu precisava de ajuda profissional. E hoje eu estou no ajuda profissional. Procurei um psiquiatra, procurei um psicólogo na minha cidade e eu estou bem melhor, mas com certeza eu continuo assistindo, tá me ajudando, mas com certeza eh se não fosse o programa eu estaria bem pior, porque eu nem teria procurado ajuda. E além da ajuda, o programa me ajudou a me sustentar um pouco. Então, já tenho escutado tanto relato assim nas palestras presenciais pelo Brasil e também fora do Brasil que faço espíritas, né, no caso, e as pessoas me dando esse relato que eu queria então aproveitar essa pergunta e aproveitar esses relatos para dizer que às vezes sim, é uma situação que precisa de uma ajuda profissional. Eh, e um bom profissional, mesmo que não seja espírita, ele vai ter uma boa ética, uma boa eh visão humana e vai poder ajudar você para além da ajuda que a Casa Espírita oferece, além da ajuda que a TV da Mansão do Caminho oferece, além da
o seja espírita, ele vai ter uma boa ética, uma boa eh visão humana e vai poder ajudar você para além da ajuda que a Casa Espírita oferece, além da ajuda que a TV da Mansão do Caminho oferece, além da ajuda que esse programa aqui se dispõe a ajudar. E é importante procurar e essa situação colocada é bastante pertinente, indicada à ajuda, tá? Então de queria que você que tá passando por isso, tanto outras pessoas que estão passando por algo semelhante, eh procurem ajuda, porque é algo muito comum depois de uma enfermidade grave. Por fim, a última pergunta de hoje vem vem assim: aprofundar na obra psicológica de Joana nos elucida tanto quanto eh em Freud e o e Jung? Acredito que a pergunta é feito por alguém da área da psicologia ou alguém da área da psiquiatria. Então, eh, talvez a resposta seja um pouco mais técnica, mas eu acho que é uma resposta importante de dizermos que o seguinte, eu vou contar a própria experiência pessoal enquanto profissional, tá? Quando eu estava na faculdade de medicina, eu pensei em fazer oncologia, ou seja, pensei em cuidar de pessoas com câncer. Então, fiz alguns projetos enquanto estudante na área, mas fui fazendo esses projetos, um deles chamado Grupo Ballent, que eu acabei conhecendo um pouco mais sobre a questão da da mente humana, porque tinha a ver esse projeto. Uma outra coisa que eu pensei em fazer muito tempo foi algo relacionado eh à neurocirurgia. Então, eu pensei em fazer neurocirurgia, acompanhei eh acompanhei neurocirurgiões, né, residentes, porque eu pensava que eu sabia que eu gostava do cérebro, sabia que eu gostava da de entender o cérebro, o sistema nervoso. Então, pensei em neurocirurgia primeiro, mas eu vi que não era bem neurocirurgia, porque eu sabia que tem habilidade manual e alguém me disse assim: "Ah, quando você tem habilidade manual, é interessante às vezes fazer alguma especialidade da cirurgia. Então, cérebro, cirurgia, pensei neurocirurgia, mas não era bem o que eu me interessava. Aí eu pensei em neurologia, fiz pesquisas PIBIC na área
ssante às vezes fazer alguma especialidade da cirurgia. Então, cérebro, cirurgia, pensei neurocirurgia, mas não era bem o que eu me interessava. Aí eu pensei em neurologia, fiz pesquisas PIBIC na área da neurologia e gostei e fiquei na dúvida até que veio a psiquiatria. E quando eu comecei a ter aula de psiquiatria, eu gostei muito. Então esse contato que eu já tinha tido do grupo Balent junto com as aulas de psiquiatria, fiquei na dúvida até o final da minha da minha eh da minha faculdade entre neurologia e psiquiatria. Tanto que depois o mestrado, doutorado foi na área de neurociências, porque é uma área que eu gosto de entender a mente humana, não só na perspectiva, digamos, fora do corpo, mas também o que tem dentro do corpo, que é, digamos assim, o portal pra nossa mente, que é o cérebro. o cérebro, o sistema nervoso e incluindo a visão espírita sobre isso, desde Gabriel Delan, é o cérebro que seria o grande eh portal assim, né, o grande a grande, digamos assim, portal de de de sistema, né, da organizacional do nosso do nosso perespírito. Então, acabei indo paraa psiquiatria. Na psiquiatria, eu fui percebendo que gostava de atender como psicoterapeuta e não só dar o diagnóstico, dar o tratamento medicamentoso. Os meus professores perceberam isso. Então comecei a a digamos atender em psicoterapia também. E aí a primeira abordagem que eu conheci por conta da do local onde fiz, né, em Pernambuco, lá na onde tem uma tradição muito grande da psicanálise, eu comecei atendendo de uma abordagem analítica freudiana, portanto, então eu atendi o paciente como uma de base analítica. Então era uma psicoterapia de base analítica. Eu comecei a fazer análise pessoal, análise freudiana e leva e levava o caso para supervisão, o caso que eu atendia, e o e o colega que me eh supervisionava me dava os textos para eu poder estudar, para eu poder ler. Então, fiz todo, digamos assim, o passo inicial para uma formação em psicanálise, né? atender na abordagem, passar pela terapia na abordagem pessoal,
s textos para eu poder estudar, para eu poder ler. Então, fiz todo, digamos assim, o passo inicial para uma formação em psicanálise, né? atender na abordagem, passar pela terapia na abordagem pessoal, levar casos para supervisão que eu atendia e estudar o tema. Mas eh acabou que a minha vida acadêmica eh na área da neurociência me levou a me desgarrar um pouco eh da psicanálise, porque senti dificuldade com a psicanálise em fazer paralelos com as neurociências e com a psiquiatria moderna que eu tanto gosto. Então, o meu mestrado ainda teve um tema sobre psicanálise, que foi os mecanis os mecanismos de defesa do ego. Mas depois de lá, então, eu praticamente abandonei eh o estudo na área e fiquei com o que eu já tinha eh aprendido e fui fazer especialização em terapia cognitiva comportamental e depois e pesquisar sobre psicologia positiva e psicoterapia positiva, que eram as áreas que mais me afinizava. Pois bem, eu continuei, porém, sendo analisado na psicanálise, porque como psiquiatra, como psicoterapeuta, eu achava importante ter uma uma terapia pessoal e foi fundamental também, mesmo que não fosse da área de terapia cognitiva comportamental. Até que em algum momento eu consegui fazer também sair da abordagem eh freudiana e fui como paciente para uma abordagemana e passei a fazer análise yungiuiana para poder ter uma outra percepção. Então veja o que que eu tô querendo dizer com isso. Eu posso eh afirmar não só como psiquiatra, como psicoterapeuta, com formações, mas também como alguém que teve uma trajetória em outras abordagens até encontrar um jeito próprio, digamos assim, de de atender, de fazer uma coisa eh não só como clínico, mas também como pesquisador na área, eh como professor de alunos de psicologia, preceptor de residentes de psiquiatria, eu posso dizer que uma coisa não necessariamente eh suplementa a outra, não é? Bem essa a perspectiva. Provavelmente o que você puder estudar na sua formação da psicanálise vai ser muito útil como uma abordagem eh, digamos assim, que tá
essariamente eh suplementa a outra, não é? Bem essa a perspectiva. Provavelmente o que você puder estudar na sua formação da psicanálise vai ser muito útil como uma abordagem eh, digamos assim, que tá na base de muitos pensamentos, né? inclusive o pensamento yunguiano. Então, algumas alguns conceitos são muito importantes, mecanismo de defesa do ego, transferência contra transferência, negação, né? eh o vínculo, eh o a neurose, segundo a visão psicanalítica, enfim, todo conceito, estrutura de personalidade, vários conceitos que a psicanálise pode construir e dar sua contribuição importante. Isso vai ajudar a a entender o Jung, né, a o modelo topográfico que Freud propõe pra mente, embora não seja um modelo que contemple o que nós sabemos hoje em relação à neurociências e em relação à espiritualidade, sobretudo porque ele não contempla essa parte. Então, o que nós sabemos de espiritualidade, a gente precisa buscar o modelo de Yung, por exemplo, mas a gente vai além e vai, por exemplo, pegar o modelo de Roberto Assagioli, da psicossíntese, o Victor Frankel. Então, são tantas eh tantas áreas que eu diria que podem se complementar, sabe? Então, nesse sentido, não é que você, enquanto profissional estudar apenas a a benfeitora, a obra da benfeitora, vai fazer com que você não precise estudar as outras abordagens. Eu diria até o contrário, que estudar as outras abordagens vai fazer com que você, enquanto profissional, possa entender melhor o que a benfeitora escreve. Porque a série psicológica da benfeitora Joana de Angângeles não é uma um livro não é uma série psicológica escrita, digamos assim, para o público em geral captar tudo, porque é uma série voltada para um estudo aprofundado e que provavelmente muitas coisas só vão conseguir ser retiradas de lá quando a academia se abrir mais para outras reflexões. Ela então ali traz uma síntese bastante interessante, né? Na verdade uma interface espiritismo para par para par paraapsicologia, ela também fala filosofia antiga, especialmente, né, filosofia da
ões. Ela então ali traz uma síntese bastante interessante, né? Na verdade uma interface espiritismo para par para par paraapsicologia, ela também fala filosofia antiga, especialmente, né, filosofia da Grécia, mas também filosofias outras. Ela traz a muitas visões orientais, né? Então, a filosofia do hinduísmo, a do budismo, neurociências, a psiquiatria moderna, muitas teorias da psicologia, incluindo a visão da psicanálise, visão de Jung. Então, é uma obra assim abrangente, que para você entender a abrangência dela, você precisa entender a abrangência das coisas que a ciência convencional tem para dizer. Eu particularmente vi claramente esse pude eh depois conversando com o Teodivaldo entender. Foi isso que aconteceu comigo. Inclusive eu já era espírita. Eh, então já tinha contato com a obra da benfeitora Joana, bem como com a obra de Filomeno de Miranda, mas acabava que eu li primeiro, por exemplo, a obra de André Luiz do que a obra de Filomeno de Miranda. Porque na obra de André Luiz, eu vi a interface em relação à questão psiquiátrica, mas via muito a questão da revelação de como é o mundo espiritual, talvez parecido com a obra de Emanuel Swedenborg naquele tempo passado. Mas a obra do Filomeno de Miranda, eu via uma interface maior com a psiquiatria e a obra da Joana, eu vi ainda mais ainda essas interfaces com tudo isso. Então, algo me deixava assim, me dizia para esperar um pouco para ler essas outras obras, primeiro fazer a formação que precisava fazer e aprender o que a ciência convencional tinha para me dizer, aprender o que a psiquiatria, o que a psicologia, o que a neurociência tinha para me dizer. E foi isso que eu fiz. Eu aprendi o que a psiquiatria tinha para me dizer. Só depois foi que eu comecei a ler eh o Filomeno de Miranda na sua totalidade. Eu tinha lido alguns livros eh espaçados dele, mas não tinha lido tudo. Deixei para ler depois ah da depois que eu tava no final da residência de psiquiatria. E a obra total da Joana de Angeles eu também deixei para ler depois que eu já tava
dele, mas não tinha lido tudo. Deixei para ler depois ah da depois que eu tava no final da residência de psiquiatria. E a obra total da Joana de Angeles eu também deixei para ler depois que eu já tava com uma grande experiência clínica, uma grande experiência do ponto de vista das outras obras. Aí deu para entender e aí eu tive a oportunidade de discutir inclusive algumas percepções minhas com o tio Divaldo e ele poder me dizer que a benfeitora entendia isso mesmo, que dizia a si mesmo. Então eu posso dizer que não é bem de suplementar, ao contrário, você estudar o que a ciência tem para te dizer vai te ampliar ainda mais. E aqui eu fiz um relato eh pessoal sobre como foi um pouco dessa trajetória eh profissional. Nesse sentido, agradeço mais uma vez a atenção de todos e em comunhão com o criador, rogo a Deus para que as bênçãos do nosso pai chegue até nós hoje, agora e sempre, para que eu possa ficar em paz, para que você possa ficar em paz, para que os nossos familiares possam ter paz, para que os seus familiares possam ter paz. Mas também rogo a Deus pel aquelas pessoas que não gostam de nós, que não simpatizam conosco, para que nós possamos caminhar independente dessas antipatias, se possível, fazer com que a antipatia diminua para que essa raiva interna dentro de nós também possa diminuir. Mas fazei também, Senhor, com que nós entendamos que só o tempo é capaz de cicatrizar algumas feridas pessoais e algumas feridas alheias. Portanto, Senhor, dai-nos paciência para mim, dai-nos paciência para aqueles que nos escutam, para que possamos prosseguir nacenda do bem, sem desistir, sem perguntar até quando. Muito obrigado, Senhor da vida, e nos despede em paz. Que assim seja. เฮ
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