#25 • Jesus e Saúde Mental • Luto e Melancolia

Mansão do Caminho 21/03/2023 (há 3 anos) 36:12 5,037 visualizações 647 curtidas

WEBSÉRIE • Jesus e Saúde Mental » Episódio 25: Luto e Melancolia » Apresentação: Dr. Leonardo Machado

Transcrição

não digas coração que a vida é triste porque a vida é grandeza permanente e a natureza em tudo é um cântico de Glória desde o sol a semente mágoas desde que as mágoas lembram trevas e que nem de longe sabes entendê-las contempla porém o céu noturno revelando avalanche de estrelas a severas que o sonhos são feridas quais picadas de espinhos agressores fita porém o verde das árvores podadas e verás que estão recoberta de flores nos dias de aflição ante a força das provas recorda na amargura que teu primo que a outra vai nascer do próprio ser mãe chaga a pérola sobre ele assim também nas trilhas da existência se chora sem apoio e caminha sem paz não te queixas do mundo serve ama espera e vencerás porque a vida toda vida luz eterna escalando da pleidões buscando apogeu e a presença da dor em qualquer parte é uma benção de Deus fica comigo para podermos conversar mais uma noite sobre Jesus e saúde mental a poesia vida de Maria Dolores pela psicografia de Chico Xavier nos faz um convite um tanto quanto difícil de repensarmos a vida mesmo com a presença da dor como sendo uma benção de Deus a vida como sendo repleta de imensões que nos faz escalar apogeu mesmo na presença da dor porque pensar a vida como uma benção de Deus é mais fácil quando estamos nos momentos vitoriosos quando estamos nos momentos poéticos nos momentos mais agradáveis Aí sim fica mais fácil pensarmos a vida como uma benção de Deus no nosso dia a dia mas quando estamos diante de Dores mais intensas dores mais atrozes às vezes temos dificuldade de entender a proposta por exemplo de uma poesia como essa Especialmente quando a dor é muito intensa e sem sombra de dúvida ao longo da nossa existência uma das Dores mais doídas uma das Dores mais doridas que nós podemos sentir é a dor do luto a dor vinculada as perdas as perdas nos levam a uma reação de luto de enlutamento e essa reação de luto Ela vai para além das perdas físicas além para além das perdas de pessoas de entes queridos essas certamente são as perdas e os

rdas nos levam a uma reação de luto de enlutamento e essa reação de luto Ela vai para além das perdas físicas além para além das perdas de pessoas de entes queridos essas certamente são as perdas e os lutos mais difíceis no entanto existem outras perdas que também desencadeiam o luto e no luto nós encontramos na realidade um fenômeno curioso em geral quando falamos da Saudade Nós pensamos na saudade do passado em algum momento bom do passado que nós queríamos relembrar até se fala que a saudade a presença do amor nas nossas memórias né é a memória amorosa no hoje enfim a saudade nos remete a algo que aconteceu e que a gente queria que acontecesse de novo mas o luto faz a gente sentir não só essa saudade as perdas que desencadeiam Portanto o luto faz também a gente sentir uma saudade do Futuro e se você já passou por um luto Qualquer que seja mais intenso não é uma perda menor sabe porque as perdas menores às vezes não desencadeiam essa reação de luto porque elas não causam tanto sofrimento né É como se a pessoa já não fizesse tanta questão ou fosse mais uma questão mais superficial quando é uma dor mais quando é uma perda mais profunda uma dor que uma perda que impacta mais na vida da pessoa aí sim a gente sente essa saudade do Futuro que é justamente a saudade de memórias que Nós criamos antecipadamente e que nunca mais estarão construídas pelo menos não como a gente queria nesta existência e a gente começa a sentir saudade dessas memórias que nós projetarmos para o futuro então o luto quando realmente acontece na pessoa ele é dolorido não só pela saudade do passado não só pela ausência do presente porque de certa forma são coisas que estão próximas né a ausência do presente faz com que a gente também lembre do passado com vontade de que esse passado volte a estar no presente então a ausência né do presente da convivência com aquela realidade automaticamente nos conecta a um momento do passado que a gente Queria que voltasse mas existe também a saudade do Futuro que por exemplo é aquela

ia né do presente da convivência com aquela realidade automaticamente nos conecta a um momento do passado que a gente Queria que voltasse mas existe também a saudade do Futuro que por exemplo é aquela experiência que a gente projetava para acontecer e não mais vai acontecer nesse sentido o luto que é sem que é vivenciado não necessariamente por perdas físicas mas por exemplo num processo de divórcio em que uma das partes não fica com a guarda igual de tempo né a possibilidade especialmente países da Europa da Guarda compartilhada com divisão igualitária de tempo mas no Brasil em alguns países né em geral parecidos com o Brasil em geral mesmo a guarda compartilhada é um dos genitores em geral uma mulher que acaba ficando mais tempo com os filhos e se a paternidade não for tão intensa na vida da pessoa é essa ausência não é tão sentida mas quando a paternidade é muito intensa dentro de alguém essa ausência do dia a dia da Constância do dia a dia é sentida com muita intensidade e muitas vezes né um futuro que foi projetado ele não vai mais acontecer para aquela paternidade que estava vencendo esse tipo de luto justamente por ter uma paternidade mais profunda mais aprofundada então é uma saudade do Futuro de coisas que foram projetadas para vivenciar com o filho daquela forma e não vai ser E aí às vezes também né é uma é uma veja como é complexo quando a gente pensa em perdas e lutos a gente pensa logo na perda da Morte né da Morte biológica e não convivência por causa dessa viagem maior mas existem outras viagens que são menores Ou seja a pessoa está encarnada mas no dia a dia não se coloca como antes pelas impossibilidades da vida e essa saudade do dia a dia faz também uma certa saudade do Futuro pode ser por exemplo um filho que se muda para uma cidade muito distante e aquela convivência que você enquanto avó enquanto avô estava querendo ter com os netos não vai ser daquela forma né de levar para o Colégio de pegar no colégio de vez em quando vai ser mais a convivência dos feriados dos feriadões

quanto avó enquanto avô estava querendo ter com os netos não vai ser daquela forma né de levar para o Colégio de pegar no colégio de vez em quando vai ser mais a convivência dos feriados dos feriadões das férias então é a uma saudade de um futuro projetado que eventualmente não chegará se não houver uma transferência e eventualmente as pessoas até mudam né de cidade às vezes os pais vão para Cidade dos filhos para poder tentar driblar essa ausência que é uma ausência do presente mas fala também de uma ausência dessas coisas do Futuro quando os filhos crescem saem de casa e a função materna diminui nunca acaba né mas diminui porque os filhos estão mais Independentes Há também um luto Então os lutos eles acontecem em diversos tipos de perda e é muito difícil quando nós estamos passando por um luto Qualquer que seja a gente entender profundamente a ideia de que a vida é são aplidões né que nos faz buscar apogeu e que a presença da dor em qualquer parte é uma benção de Deus porque essa dor é muito atrás muito excruciante mas mais uma vez se você me acompanha aqui em Jesus e saúde mental se você me acompanha me acompanhou Nos programas do Filomena admiranda né no programa sobre as emoções seria de alguma forma você acompanha minhas redes sociais no Instagram você percebe que muitas vezes eu falo dessa necessidade de vivenciarmos a dor Então essa necessidade a gente vivenciar a dor sem se enganar e sem legá-la ela não está incompatível com essa visão de Maria Dolores porque no final das contas sim na visão espiritista tudo que acontece na nossa vida é a presença de Deus para trazer algum aprendizado é a presença de Deus nos oportunizando a expiação para algum crescimento é a presença da lei de Deus para ser mais exato nos possibilitando a reparação Mas isso é uma questão mais conceitual que a gente só vai conseguindo acessar quando a dor não nos atravessa tanto a intimidade naquele momento poucas vezes né e poucas pessoas conseguem concomitantemente e tirando os aprendizados

nceitual que a gente só vai conseguindo acessar quando a dor não nos atravessa tanto a intimidade naquele momento poucas vezes né e poucas pessoas conseguem concomitantemente e tirando os aprendizados e sentir a dor é Possível sim a gente se sentir as duas coisas mas eu diria essas pessoas né que vão concomitantemente a presença maior da dor vão tirando também as aprendizados elas não deixam de sentir a dor é porque elas não ficam presas na dor apenas mas a dor está sendo sentida e por isso que é tanto alto e baixo e eu luto a grande uma grande exemplo disso dias melhores dias piores às vezes mais lembranças né vão vindo na cabeça às vezes menos lembranças ouvindo na cabeça então são altos e baixos porque porque a pessoa já tem um entendimento um pouco maior mas ela também está sentindo a dor intensa atrás por isso que ao estudar o luto a médica psiquiatra Elizabeth Club Ross ela tentou enumerar as fases que ela percebia que as pessoas passavam e ela não melhorou mais ou menos cinco fases que era que as pessoas passavam e que não são os fases digamos estancas uma duas três quatro cinco elas podem acontecer né como não acontecer em todo mundo todas as fases e não necessariamente a pessoa tem que passar pela primeira fase para ir para segunda tá então sem dizer qual a primeira segunda terceira Ela escrevia cinco fases por exemplo uma fase em que a gente tá com bastante raiva né raiva da vida raiva da Saudade raiva da dor raiva da ausência raiva do outro que supostamente provocou o que às vezes provocou de fato aquela perda raiva de nós mesmos por não termos falado tudo o que a gente queria ter falado na presença da pessoa raiva de nós mesmos por não termos aproveitado a vida com o seu fulgor anteriormente raiva Há também um momento de negação em que a perda está para acontecer ou já aconteceu mas não aconteceu na sua totalidade e a pessoa nega né a realidade que tá próxima de chegar ou que já chegou há uma fase também em que a pessoa tenta barganhar né geralmente a barganha com

á aconteceu mas não aconteceu na sua totalidade e a pessoa nega né a realidade que tá próxima de chegar ou que já chegou há uma fase também em que a pessoa tenta barganhar né geralmente a barganha com Deus fazer uma negociação com Deus para adiar um pouco a partida né ou fazer com que a pessoa retorne ao estado anterior aí é uma fase da depressão da tristeza né que é o mais o que mais se lembra luto e melancolia porque uma das emoções mais presentes no luto é a tristeza é portanto a melancolia mas eu gosto de lembrar dessa dessas fases de Elizabeth Club Rossi por quê Porque há uma também outras emoções envolvidas pode ser a emoção de raiva então tristeza e raiva são as principais emoções envolvidas no luto pode vir também uma certa anestesia que Telemar vinculada A negação pode vir também uma certa anestesia que tava vinculado a uma barganha uma negociação porque às vezes essa negociação É também um pouco de negação né porque às vezes não é possível negociar Então nesse sentido Acho que essas fases do luto que a Elizabeth Global se coloca são muito interessantes para a gente poder entender algumas algumas situações que a gente vai vivenciando ao longo dessa etapa até uma fase que seria a fase da aceitação em que é uma certa tranquilidade não é mais a tristeza não é mais a raiva né mas A negação não é mais o desespero da barganha da negociação é uma aceitação óbvio que a gente queria logo estar nesse estágio da aceitação porque é um estágio que a gente faz mais aprendizados né especialmente depois da aceitação a gente vai fazendo mais aprendizado Mas na vida real essas fases se misturam Às vezes você tá aceitando e logo mais você entra na tristeza profunda aí depois que você tá aceitando e volta para um estágio de raiva aí sai da raiva vai para barganha então há uma um multicolorido dessas reações do luto né as reações da perda para o desencadear das emoções então é importante a gente entender que a poesia ela sintetiza um ensinamento mas ela não quer negar essas outras emoções que a

as reações do luto né as reações da perda para o desencadear das emoções então é importante a gente entender que a poesia ela sintetiza um ensinamento mas ela não quer negar essas outras emoções que a gente tá sentindo né ao longo do processo do luto que é um processo né do enlutamento Especialmente a gente vê todas essas situações que a gente pensa não é só o luto da não aceitação da convivência física porque por exemplo se você é espiritista você pensa na convivência espiritual a partir do sonho aí você pode ajudar a diminuir um pouco a saudade do dia a dia mas é também por exemplo a pessoa que se foi não vai mais poder concretizar aquele sonho que vocês viveram pensaram juntos vocês idealizaram juntos Então apesar da Visão espiritual ajudar não significa que vai trazer de cara rapidamente uma aceitação porque vai vivenciando todas essas tristezas e a saudade do futuro é um dos principais pontos assim que não se fala muito e que gera muita dor gera muita dor nas pessoas porque a gente precisa de um outro estágio de aceitação de fato para lidarmos com o luto no processo de superação Qualquer que seja a gente precisa caminhar em duas posturas e talvez sejam essas posturas que o luto e a perda podem nos ensinar é a postura de desapego e a postura de aceitação aceitarmos integralmente os fatos da vida e a vida como ela é E para isso para ajudarmos nessa postura de aceitação sermos um pouco mais desapegado não ficarmos apegado porque o apego nos traz desespero o apego não nos dá a possibilidade da espera o apego então nos faz desesperar desesperar o desapego ajuda na aceitação a aceitação ajuda no desapego e esses dois ensinamentos né esses dois aprendizados que são cultuados né cultivados milenamente por várias atrações os históricos na filosofia os budistas os hinduístas em geral as visões reencarnacionistas e portanto a visão espiritista também a visão Cristã também fala desse desapego a gente tem dificuldade porque é difícil é muito doloroso e é muito difícil de

tas em geral as visões reencarnacionistas e portanto a visão espiritista também a visão Cristã também fala desse desapego a gente tem dificuldade porque é difícil é muito doloroso e é muito difícil de conseguir concretizar e nessa nesse aprendizado a gente vê algumas posturas equivocadas né como havia uma pessoa que estava num processo de luto porque o irmão havia morrido por suicídio E aí alguns meses depois um outro familiar também veio a desencarnar não pelo suicídio mas foram-se muitas perdas fora outras perdas Depois de alguns meses a filha foi diagnosticado com a doença mais grave E aí também tem um processo de luto medo de morrer o medo de perder fisicamente né um impacto da doença na filha e aí algumas perdas que isso traria Enfim uma série de tragédias aconteceram um espaço muito tempo muito curto e aí ela o relativamente muito curto e ela muito muito fervorosa com muita fé é cultivava essa postura do Desapego nessa postura de aceitação né mas obviamente com muita dor muito muito angústia em determinado momento ela foi falar para o esposo né E o esposo Então falou assim mas fulana pegando até um elemento da fé que eles têm em comum deixa os mortos o cuidado entre os mortos fulano e falou assim de uma forma mais grosseira e ela então conversando comigo sobre isso né eu Trago essa resposta a partir dessa palestra né dessa reflexão porque a gente tá falando de vários lutos mas esse luto de uma perda física de um ente querido é sem sombra de dúvida um dos mais difíceis E aí eu queria abrir com você essa passagem de Jesus para que a gente não Interprete a passagem como sendo uma lição né de desapego goela abaixo ou seja meu torturantes né meu Cruel porque a forma que a pessoa colocou foi muito cruel pegou uma fala que é muito profunda e que tá em Lucas no capítulo 9 Versículo 57 a 60 e em Mateus Capítulo 8 Versículos 19 a 22 então em dois Evangelistas né então uma passagem que traz uma um ensinamento bastante aprofundado mas totalmente desarticulada com o afeto com o

ículo 57 a 60 e em Mateus Capítulo 8 Versículos 19 a 22 então em dois Evangelistas né então uma passagem que traz uma um ensinamento bastante aprofundado mas totalmente desarticulada com o afeto com o afetividade portanto uma fala guela abaixo ou seja muito cruel então a passagem o conjunto das passagens desses dois Evangelhos dizem assim aconteceu que um deles pelo caminho veio um homem que ele disse Eu segui para onde quer que vai isso um homem desse para Jesus e Jesus então respondeu as raposas tem seus convites e as aves do céu tem seus ninhos mas o filho do homem não tem onde reclinar a cabeça aí veio um segundo homem a segunda pessoa disse aí vem um outro homem aí Jesus falou para esse outro homem me segue e esse outro homem respondeu senhor permita-me que primeiro eu vá sepultar o meu pai mas Jesus respondeu segue-me me convidou de novo segue-me e deixa que os mortos enterrem os seus mortos tu vai e anuncia o reino de Deus tá interessante a gente entender essa passagem vamos primeiro entender a primeira parte né A primeira parte é um homem que quer seguir Jesus E para isso se diz disposto a seguir Jesus onde quer que Jesus vá e a resposta de Jesus é um tanto quanto enigmática que ele vai dizer olha os lobos as raposas não haja pousas têm os seus covid as aves dos céus tem os seus ninhos mas o filho do homem não tem onde reclinar a cabeça E aí quando a gente vai entender aprofundar a gente Para para pensar como algumas interpretações que é como Jesus estivesse nos falando né nos chamando atenção e chamando a atenção desse primeiro desse primeiro possível seguidor para atitude eu tanto quanto é superficial atitude de devoção a Jesus mas um tanto quanto superficial porque para seguir Jesus não havia um local Ah eu vou seguir você onde quer que o seu vá mas Jesus não ia para um local de repouso né para um local de Retiro ele não iam para um local específico ele não tinha onde reclinar reclinar a cabeça ou seja o local que eu vou é desagradável o local que eu levarei você aí é

ocal de repouso né para um local de Retiro ele não iam para um local específico ele não tinha onde reclinar reclinar a cabeça ou seja o local que eu vou é desagradável o local que eu levarei você aí é desconfortável porque eu não tenho nenhuma de reclinar na cabeça Então como se na resposta ele tivesse dizendo assim poxa Que bom que você quer me seguir mas você sabe que ao me seguir você não vai ter a paz tão simples que você deseja porque eu não trago a paz dos homens né eu trago a paz de Deus uma paz mais profunda uma paz que às vezes está vinculada a um aparente guerra porque você é levado a deitar né nem tem nem onde colocar a sua cabeça será que aquele primeiro ser possível seguidor estava preparado ou era uma atitude superficial Sabe aquela é tudo empolgasse de empolgação porque Jesus combate isso e diz assim olha nem todos que levantam a mão para o céu e digam senhor o senhor entrarão no reino de Deus então ele combate essa postura superficial né de uma conversão rápida já atingindo uma salvação e essa fala chamaria Atenção para isso uma atitude mais profunda e realista do que é seguir ele e da mesma forma aí ele vai complementa veja que a segunda pessoa ele chama me segue então Certamente ele percebia alguma atitude nessa segunda pessoa que ele próprio faz um convite né mas mais profundo é morte tudo que não era certamente superficial mas ele vai e fala para uma atitude de não vacilação integral porque aí ele o homem ia sepultar o pai Então veja estava num luto no ritual de passagem e era para uma figura paterna E aí mesmo assim Jesus fala um ensinamento de que olha é preciso para seguir me uma postura de desapego de não vacilação integral ele não tava certamente desrespeitando a dor da pessoa ele não tava dizendo como esse marido falou para a esposa sabe uma postura pouco empática pouco acolhedora ele tava falando de uma forma mais profunda de que seguir ele Jesus seguiu o evangelho seguir trabalhando e não parar totalmente ajudaria no processo do enterro Ou seja

pouco empática pouco acolhedora ele tava falando de uma forma mais profunda de que seguir ele Jesus seguiu o evangelho seguir trabalhando e não parar totalmente ajudaria no processo do enterro Ou seja no processo do enlutamento eu digo com Total convicção que de fato Às vezes a gente pensa que precisa dar uma pausa completa e a vida nos convida Para darmos uma continuidade a gente pode pisar no freio diminuir mas a pausa completa indefinida dizendo Vou ficar um ano aí sabe por exemplo que a gente pensar no processo de luto culturalmente em alguns estados aqui no meu Nordeste por exemplo né no nosso Nordeste culturalmente no interior das capitais né fora das capitais você tem um luto mais prolongado Às vezes a pessoa segurava luto e para poder segurar o luto não vivia mais nada então é esse ponto também que a gente precisa entender não é porque a gente tá de um luto que a gente vai ter que ficar indefinidamente sem fazer uma atividade um trabalho inclusive um trabalho digamos assim de seguir Jesus mas que esse trabalho ao contrário vai nos dar sustento vai nos dar Fortaleza para podermos caminhar e aí a gente vai trabalhando né fazendo as pequenas pausas Os Pequenos repousos mas não necessariamente parando tudo porque essa estagnação pode ser bastante ruim para o processo de vivência do enlutamento porque a pessoas que param a vida inteira por causa de um luto e deixam de viver e essa estagnação Então veja a profundidade né Não só não vacilação para seguir Jesus mas a ideia de que para podermos continuar vivendo algum momento que a gente precisa fazer essa virada né a aceitação da perda numa aceitação integral de que não vai ser daquela forma que a gente desejava antes e que a gente precisa dar uma seguida na nossa vida essa mensagem profunda que Jesus nos coloca ela pode se aplicar em várias situações eu encontro pessoas que tiveram a oportunidade de ter inclusive mensagens né conhecer uma uma um casal que perdeu uma filha nossa de trágico e na época Chico Xavier estava encarnado Eles foram até

ões eu encontro pessoas que tiveram a oportunidade de ter inclusive mensagens né conhecer uma uma um casal que perdeu uma filha nossa de trágico e na época Chico Xavier estava encarnado Eles foram até Uberaba né obtiveram uma mensagem da filha totalmente autêntica e voltaram bastante renovados o luto ajudou intensamente Então essa vivência espiritual quer dizer essa vivência espiritual ajudou na diminuição da dor do luto de forma muito intensa e eles então até começaram a fazer algumas obras em homenagem a essa a esse ser querido que eles haviam perdido pela pela morte me lembro de uma outra pessoa que perdeu um filho também numa tragédia um filho muito pequeno com poucos anos de vida e ela também obteve não de Chico Xavier mas de outros médiuns revelações que confirmaram uma uma série de questões espirituais por médias diferentes que chegaram revelações semelhantes e ela pode então ter uma certa convicção uma certa certeza do alívio uma certa certeza da sobrevivência mas teve uma outra pessoa uma jovem que me chamou mais atenção porque de certa maneira ela ia casar com essa pessoa e na preparação do casamento essa pessoa veio a desencarnar ela Então entrou no processo profundo de muita saudade do Futuro que eles haviam projetado Mas ela já conhecia esse espiritismo se aprofundou ainda mais no espiritismo não guardou luto indefinidamente se aprofundou ainda mais e ficava naquela dor né ao mesmo tempo que se dedicando integralmente ao ser cuidando de outras pessoas ela que era médica Em algum momento ela então recebe uma carta eu tive oportunidade de ler a carta o médio não tinha tido contato nenhum com ela ela não tinha deixado nenhum nome e nem uma lista E além disso a carta trazia conteúdos que eu sabia porque ela com confidenciava para mim questões íntimas da relação dos dois fatos que não tinha como média saber e aquilo foi uma ajudou muito no processo do luto mas curioso que essas três pessoas tiveram revelações tiveram dados concretos para ajudarem o luto de

ão dos dois fatos que não tinha como média saber e aquilo foi uma ajudou muito no processo do luto mas curioso que essas três pessoas tiveram revelações tiveram dados concretos para ajudarem o luto de fato ajudou mas foram posturas um tanto quanto diferentes essa última jovem depois desse fato ela realmente deu uma guinada né de viver a existência sem digamos assim esquecer o aspecto espiritual ao contrário continuando no aspecto espiritual dando seguimento a própria vida sem ficar presa na dor a outra que a mãe que perdeu o filho com pequena idade nunca mais deu segmento apesar da Revelação e ficou muito estagnada e aí dores né em vários aspectos da biologia estagnando a vida de a vida dela e aqueles Ou aquele outro casal que já perdeu uma filha mais velha fez uma um momento de digamos assim de empolgação de servir a Deus mas com o tempo houve uma arrefecimento uma diminuição E aí uma volta também né aquela dor profunda Então o que é que a gente tá querendo dizer em algum momento é preciso que a gente faça essa postura de deixar que os mortos enterrem seus mortos deixar que eu luto né a aceitação da perda aconteça e deu uma guinada em nossa vida de continuar essa guinada não vai ser assim mudar completamente essa jovem ela vinha né transformando-se no processo de luto porque ela fez esse essa movimentação né ensinada por Jesus Mas deixar que os mortos enterre seus mortos não é um convite é não acolher a dor não é um convite é sermos agressivos na hora que a dor se impõe é um convite para estimularmos que a pessoa continue na fé na aceitação da fé que nos convida uma postura de desapego E aí sim a vivência espiritual a visão espiritual nos traz essa amplitude que Maria Dolores nos propôs não digas coração que a vida é triste porque a vida é luz resplandecente e a natureza em tudo é um cântico de Glória desde o sol até Nascente Ou seja a vivência da Fé Faz a gente tirar o foco da Visão exclusivamente para o a pessoa que se foi as coisas que se foram as memórias que não secretizaram Ou seja tira o

ria desde o sol até Nascente Ou seja a vivência da Fé Faz a gente tirar o foco da Visão exclusivamente para o a pessoa que se foi as coisas que se foram as memórias que não secretizaram Ou seja tira o nosso foco apenas para a dor e amplia a nossa visão para outros pontos essa amplitude de visão não vai nos retirar o sofrimento mas vai ajudar que a gente não fique digamos assim parado estagnado no tempo porque a estagnação continuada no tempo além de não nos ajudar nessa evolução que nós precisamos fazer em torno de um desapego mais saudável e não cruel esse essa postura de apego constante nos estagna e a estagnação cria lodo o lodo cria outros fungos outros mofos que tiram a vitalidade o fungo ele se vincula no hospedeiro e tira vitalidade Então essa estagnação que cria um fungo cria um lodo cria um mofo vai tirando também a nossa vitalidade e o que Jesus nos fala É a vida é abundância né Eu venci a vida né ou seja uma postura de olhar a vida em abundância olhar a vida nessa amplitude E aí sim algum dia a gente vai conseguir entender mais profundamente Maria Dolores que a vida é luz esclarecente então mesmo com a tua dor mesmo com a tua tristeza que em algum momento você possa se apegar aos elementos que a vida te dá para não ficar estagnada na para não ficar estagnada na raiva para não ficar estagnada na perda do passado e olhar um pouco mais para a vida do hoje vivendo até em homenagem para o excelso criador que criou a pessoa que se foi e a pessoa que se foi né certamente gostaria de nos ver caminhando e não adoecida por causa do passado que a dor venha até venha doença mas que a nossa vida possa ir caminhando e a gente não possa parar totalmente caminhar seguir Porque a vida é amplidão e meus pais buscar apogeu até a próxima

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