#16 Redução das desigualdades | Conscientização Ecológica

FEBtv Brasil 21/11/2025 (há 5 meses) 36:32 108 visualizações

🌟 Live Conscientização Ecológica 🌿 📅 Toda quinta-feira, às 19h30 (horário de Brasília). 💚 Tema desta semana: "Redução das desigualdades". ✨ Convidados especiais: Carolina Abreu e Julliana Cutolo. Vamos juntos refletir sobre a importância da preservação ambiental sob a ótica espírita! 🌎💙 Não perca! Acesse FEB Lives no horário marcado e participe com suas dúvidas e reflexões. Acesse a playlist completa: https://febtv.live/playlist_conscientizacao_ecologica 🔔 Ative o lembrete e compartilhe...

Transcrição

เ Olá, boa noite a todas e todos. Um prazer enorme. Nós estamos aqui reunidos mais uma vez para mais um episódio do nosso programa aqui da FEB. Eh, é uma alegria imensa poder contar com vocês, aqueles que vão nos acompanhar hoje, aqueles que vão nos assistir depois. Eu sou Juliana Cútolo. Eu faço parte da equipe eh da campanha espírita permanente de conscientização ecológica. E eu tenho ao meu lado a minha querida Carol. Carol, por favor, nosso seu boa noite. >> Boa noite, pessoal. Uma alegria estar conversando com vocês aqui essa noite num tema muito interessante também. >> Com certeza, Carol. É um tema difícil, né? É um tema que diz respeito a muitas eh características, a muitas pessoas. Eh, e a gente tem que pôr ele em pauta, né? A gente tem que discutir e falar sobre ele. Tem muitos números, mas também tem muitas reflexões que dizem respeito ao cidadão espírita. E é necessário que a gente enderece essas essas reflexões, né? é necessário que a gente coloque elas não só nas nossas questões íntimas, né, na forma como nós enfrentamos as situações, mas também, né, no que diz respeito aí à vida das pessoas, né, que nos acompanham, as pessoas que são atendidas pelas casas espíritas, a vida em sociedade de uma forma geral. Bom, eh, vamos pedir aí paraa nossa querida Fernandinha que tá na nos bastidores. Obrigada, F. Sempre rápida, né? Já trouxe aí o nosso nosso slide da noite para pra gente se guiar, pra gente se acompanhar. Vamos dar o boa noite aí pro pessoal que vem chegando também, né? Eh, a gente já vai pedir imediatamente aí pra gente refletir, porque a gente tem feito isso, né, Carol? trazer aí uma pergunta sempre para pro nosso chat e pro pessoal. E essa é uma pergunta difícil, hein, turma. A gente tá fazendo uma pergunta aí de escola. Vamos lá. Quais os tipos de desigualdades sociais que vocês conhecem, né? Porque a gente sempre fala em desigualdade social, né, Carol? Mas quantas será que tem? Quais serão? >> E por que dessa pergunta, né? Hoje a gente vai conversar sobre a a ODS 10, é

vocês conhecem, né? Porque a gente sempre fala em desigualdade social, né, Carol? Mas quantas será que tem? Quais serão? >> E por que dessa pergunta, né? Hoje a gente vai conversar sobre a a ODS 10, é o objetivo do desenvolvimento sustentável número 10, que é a redução das desigualdades dentro dos países e entre os países. Então, pensando nesse contexto, podem colocar aí no nos chats das mídias onde vocês estão assistindo, o quais tipos de desigualdades sociais você imediatamente consegue pensar. É isso aí. Próximo slide, por favor, Fe. Olha lá. Então, o que que a gente vai tratar no dia de hoje, nessa nesses 30 minutos que nós vamos estar juntos. A gente vai falar sobre algumas características desse ODS10, né, objetivos, suas metas. Vamos trazer algumas reflexões breves sobre esse evento que aconteceu aí nessas duas semanas, né, que é a COP 30, mais especificamente sobre a cúpula dos povos, né, e o que que a gente pode fazer em relação a tudo que a gente conversar hoje como cidadãos espíritas, né, quais seria o nosso papel, as nossas formas de atuação. Então, a resposta que vocês vão dar hoje pra primeira pergunta que a gente colocou é fundamental, né, pra gente se alinhar aí e dar prosseguimento ao nosso estudo. Vamos lá pro próximo. Isso. Pera aí. Já tá certo. Tá certo, Carol. Descul, desculpa. Vamos lá. Quer começar, Carol? >> Eh, qual seria o objetivo principal desse ODS10? É a redução das desigualdades socioeconômicas e políticas. e o combate às discriminações de todos os tipos. A gente não vai falar os tipos, ão esperando vocês colocarem um pouquinho aí no chat também. eh visando ampliar igualdade de oportunidade, reduzir desigualdade de resultados de um modo que a gente possa garantir que no caminho esperado do desenvolvimento a gente não deixa ninguém, a gente não deixe ninguém para trás, que não haja excluídos nesse processo de desenvolvimento. É resumidamente é isso que esse ODS10 nos traz. Acho que a gente pode passar para as metas também, Ju, o que que você acha?

ninguém para trás, que não haja excluídos nesse processo de desenvolvimento. É resumidamente é isso que esse ODS10 nos traz. Acho que a gente pode passar para as metas também, Ju, o que que você acha? >> Com certeza. Bom, e aí a gente tem algumas metas, né? Eu acho que é importante que a gente observe, porque são metas até bastante assim ousadas, né? Porque dão conta dentro do quantos ODSs foram aí pensados, né? Já faz quase já tá fazendo um um bom tempo, né? Praticamente de 2015 para cá, né? Que eles foram elaborados e tudo mais. A gente tem aí uma meta, no caso até 2030, né? Era progressivamente alcançar e sustentar o crescimento de renda dos 40% da população mais pobre a uma taxa maior que a média nacional, que vejam só, no caso do Brasil é de R$ 3.484 aqui em julho de 2025. É um dado que foi trazido pela pesquisa nacional por amostra de domicílios do IBGE, tá? Então, vejam só, essa renda, né, eh, a média nacional da renda, tá em torno de R$ 3.484. A Fernandinha, que tá nos bastidores, que moram lá nos Estados Unidos, sabe que isso é um valor muito reduzido, né? O salário mínimo por volta de R$.00 é um valor muito pequeno paraa média, para conseguir viver no Brasil. Mas enfim, nós estamos aí com esse valor, né, da taxa da população mais pobre, essa grande dificuldade aí. E vejam só, no último trimestre, em relação a esse daqui, houve um crescimento de 6,4%, quer dizer, houve um aumento ainda que seja meio eh pequeno, né, Carol? Quer falar o próximo? >> Não expressivo, mas bom, a gente a gente fala das metas, né? Eh, até 2030 o objetivo seria empoderar e promover inclusão social, inclusão econômica e inclusão política de todos, independente de idade, gênero, eh se tem alguma deficiência ou não, raça, etnia, origem, religião, condição econômica ou qualquer outro critério. Então isso é uma meta bastante ambiciosa. Você promover essa inclusão para que não haja distinção. é algo que que de fato seria essencial pra gente conseguir um equilíbrio no nosso planeta, né, Ju?

o. Então isso é uma meta bastante ambiciosa. Você promover essa inclusão para que não haja distinção. é algo que que de fato seria essencial pra gente conseguir um equilíbrio no nosso planeta, né, Ju? >> Exatamente. A gente tem aí um um trabalho grande pela frente enquanto sociedade, né? Bom, eh, uma outra meta seria garantir a igualdade de oportunidades e reduzir as desigualdades de resultados, a inclusive por meio da eliminação de leis, né, de políticas públicas, práticas discriminatórias e promoção de legislação, né, eh, políticas e ações adequadas a esse respeito. Então seria assim, a gente dentro dessa questão de vamos garantir essa igualdade, a gente precisa ir atrás como cidadãos dessas aprovações, aprovações de políticas públicas, ver quais leis estão em andamento, ver se elas são adequadas a isso, a esse desenvolvimento, a promoção da igualdade. Quer dizer, existe um trabalho nosso justamente para reduzir essas práticas discriminatórias, reduzir as causas das eh desigualdades. E aí, eh, como cidadãos, a gente tem que refletir sempre em que formas, de que formas, em que meios e por quais caminhos a gente pode agir. >> É, eh, eu, eu sempre vejo com olhos de bastante esperança essas metas, Ju, mas são grandes desafios mesmo. >> Uma das metas, gente, tem várias, tá? depois fica o convite para ver eh mais sobre esse ODS, mas seria de fato adotar políticas, especialmente fiscais, salariais de proteção social, para progressivamente eh promover uma maior igualdade, alcançar essa igualdade entre nós, entre os iguais. Então, eh, eu acho que assim, eu vejo com bastante esperança essas metas, mas, eh, pensando um pouco na realidade brasileira, a gente sabe que a gente tá um tanto quanto distante desse cenário. Fernanda, se você puder passar pro pro próximo, a gente trouxe só um um panorama pra gente entender como que se dá a desigualdade especificamente no nosso país, eh porque é algo que a gente consegue conectar de uma forma mais fácil. Então, eh, em relação à renda e concentração, o Brasil

nte entender como que se dá a desigualdade especificamente no nosso país, eh porque é algo que a gente consegue conectar de uma forma mais fácil. Então, eh, em relação à renda e concentração, o Brasil é um dos países mais desiguais do planeta. a gente tem algo como os 10% mais ricos concentram de 52 a 56% de toda a renda do país, segundo o IPEIA. E os 40% mais pobres, ou seja, aqueles que na meta a gente quer que chegue até a média de renda, eles detém 13% em média da da renda nacional. Então assim, a gente tem 10% ganhando mais na metade de de tudo que que é produzido, concentrando mais na metade do que tudo que é produzido no nosso país e 40% com menos de 13%. Então é é realmente um pouco é um cenário bastante desigual. >> É, com certeza, né? Então a gente vê até pelo pelo gráfico, né? O a diferença, né? A gente vê pela pizza aí, né? esse gráfico em forma de pizza, mas a gente vê nas ruas, né? Eu acho que isso é uma é uma questão que hoje está patente para qualquer um observar na rua da sua cidade, caminhando por entre as pessoas, percebendo eh essa concentração de renda, né? A forma como se dá o transporte, na forma como estão as moradias, enfim, uma série de aspectos aí que a gente pode observar. E entra aí uma questão interessante também, né? Aliás, que dia é hoje, gente, né? Vale a pena a gente se, a gente tava conversando um pouco antes da gente entrar, né? Hoje é o dia da consciência negra, né? Então, quer dizer, é um dia bastante importante, um feriado nacional e a desigualdade racial, né, está entre uma das desigualdades que a gente pediu aí que vocês listassem no chat, né, quais os tipos de desigualdade existem. Uma delas é a racial. Então, 56% da população brasileira, né, eh, e são negros, né, e estão aí, vejam só vocês, negros e pardos, né, e estão entre 75% mais pobres, tá? Então, tem uma renda em média 40% inferior à renda dos brancos. Isso sem contar, gente, eh vamos pensar não só a renda, mas também em termos de moradia, né, em termos de ocupação do

% mais pobres, tá? Então, tem uma renda em média 40% inferior à renda dos brancos. Isso sem contar, gente, eh vamos pensar não só a renda, mas também em termos de moradia, né, em termos de ocupação do espaço, as os territórios mais eh desprovidos, por exemplo, de árvores, que é fundamental pro equilíbrio térmico, é fundamental para saúde, né, eh com baixo saneamento, enfim, uma série de situações que vem dessa questão da desigualdade racial e estão ligadas a outras questões, como, por exemplo, a própria injustiça. né, ambiental. Enfim, eh, aí a gente vai ter também outra desigualdade, né, Carol? Isso. E você comentou, Ju, eh, falou sobre a desigualdade racial e ela também se manifesta numa desigualdade territorial. Então, a ocupação da da das populações no território também é uma fonte de desigualdade no nosso país. Só para vocês terem uma ideia, pegando dados de São Paulo, do atlas da vulnerabilidade do do IBGE, eh dentro de São Paulo capital, os bairros mais ricos, a média expectativa de vida é de 80 anos. Nos bairros mais periféricos, isso cai para 57 anos. Então, gente, quase 25 anos de diferença. E essa diferença, essa desigualdade se manifesta nos acessos, porque as pessoas eh que se localizam em comunidades mais periféricas estão mais expostas a choques climáticos, estão mais expostos a a problemas econômicos e de saúde. Ou seja, eh, é importante a a medida que a gente vai vendo esses tipos de desigualdades, que especificamente no nosso país, no Brasil, a gente tá falando de uma desigualdade que ela faz parte da estrutura constituinte do nosso país. Eh, quando a gente fala que é uma desigualdade estrutural, é porque ela constitui, a gente, os dados mostram que não há uma mobilidade social real no nosso país. é a exceção da exceção que consegue eh quebrar essa desigualdade que às vezes ela já a pessoa já começa a reencarnação com o cenário dado e os dados mostram que é a é a raridade que consegue quebrar esse cenário. Isso é isso é um ponto muito importante paraa

aldade que às vezes ela já a pessoa já começa a reencarnação com o cenário dado e os dados mostram que é a é a raridade que consegue quebrar esse cenário. Isso é isso é um ponto muito importante paraa nossa reflexão, né, Ju? >> Com certeza, né? E dentro dessa dessa questão da desigualdade racial, da desigualdade territorial, nós vamos encontrar muitas mulheres, né, que são também eh a os eixos centrais de famílias muitas vezes desestruturadas dentro de um ambiente que se estrutura economicamente, politicamente, culturalmente, eh, deficitário em relação à aqueles mais vulneráveis, né? Então assim, eh, a gente vai encontrar uma desigualdade de gênero, né, que vai se dar em várias instâncias e uma delas também é a questão dos salários, que a gente acabou fazendo um episódio só sobre só sobre questão de eh identidade de gênero, né? E e aí o que aconteceu, né? Igualdade de gênero, na verdade. E aí o que aconteceu? a gente observou o aspecto das mulheres, como elas lidam com essas questões relacionadas às discriminações, relacionadas a à questão dos salários, relacionada à questão do acesso à saúde, acesso a a nível educacional, enfim, como todas essas coisas impactam também nas relações das mulheres com os filhos, com a sociedade, com seus parceiros, com o poder público, né, as faltas de acesso à participação em várias instâncias inclusive as instâncias políticas. Então, a gente tem aí uma desigualdade que se estrutura em vários níveis, em diferentes aspectos, né, como você falou. E para concluir, Ju, esse cenário nada favorável do nosso Brasil em relação a esse ODS, >> a gente tem também uma desigualdade etária. Então, a gente tem jovens que hoje são grupo com maior taxa de desemprego e no outro polo idosos que também tão em crescente vulnerabilidade, seja porque por causa dos custos de inflação e as aposentadorias reduzidas, então, eh, vai caindo a qualidade de vida, o acesso aos serviços de saúde também vão ficando mais restritos para uma parcela da população e essa

a dos custos de inflação e as aposentadorias reduzidas, então, eh, vai caindo a qualidade de vida, o acesso aos serviços de saúde também vão ficando mais restritos para uma parcela da população e essa desigualdade também se manifesta aí. Então, antes da gente prosseguir, já que hoje é o dia da consciência negra, eu já vi que que tem um pessoal aqui colocando, responderam dia da consciência negra. Muito legal. Eh, continuem participando, gente. Eh, como hoje é dia 20 de novembro e é um dia que a gente precisa exaltar a contribuição da população negra paraa cultura e e pro nosso país em termos gerais, é importante refletir que em termos de desigualdade, ou seja, em termos estatísticos, raça é hoje o principal marcador de exclusão. Infelizmente, quando a gente vê todos os traços de desigualdade, a variável que mais explica é a questão de de raça. Então, é algo que eu acho que que merece a gente pensar profundamente. E Fernanda, se você puder passar, a gente tem também uma reflexão pra gente entender como é que a questão ambiental se relaciona com essas desigualdades. Então, a gente precisa frisar que há também uma desigualdade eh ambiental. Eh, e a primeira pergunta que a gente faz é: quem mora nos territórios de maior risco? A gente já conversou que há uma desigualdade territorial e eh a crise climática que a gente tem vivenciado e que ela está se intensificando, ela amplifica as desigualdades já existentes. Ou seja, eu posso até não criar novas desigualdades, mas eu amplifico essas desigualdades a partir do momento que eu tenho uma capacidade de resposta desigual. Um exemplo super simples, tá? um calorão, qual é a parcela da população que tem a a capacidade de comprar um ar- condicionado como se essa fosse a solução, tá? Tá, gente, eh, para poder não sentir esse desconforto térmico. Então, assim, é um exemplo muito simples, mas pra gente entender que é a como a nossa capacidade de resposta, a capacidade de respostas das populações e nessa nessas condições de vulnerabilidade é muito reduzida. São

um exemplo muito simples, mas pra gente entender que é a como a nossa capacidade de resposta, a capacidade de respostas das populações e nessa nessas condições de vulnerabilidade é muito reduzida. São essas as pessoas que vão ser mais afetadas. >> Exatamente, né? Eu acho que a gente tem aí algumas questões muito sérias, eu acho, para considerar, né? Você tava falando, né? eh é é um grande marcador de exclusão. Eh, a e é interessante assim, eu vou até fazer um acréscimo aqui, porque a gente dentro da nossa campanha, a gente tá abordando o conceito até de uma não só de justiça climática, a gente tem um dentro do site da campanha, aliás, eu convido novamente a visitarem o site da campanha, né? Eh, se for possível depois a gente colocar aqui no chat. Ah, já foi mais que depressa. Fernandinha é excelente. Mas enfim, o site da campanha, a gente tem lá um um é um glossário de termos, né? E dentro desses desse glossário de termos, a gente fala de justiça climática, justiça ambiental. Quer dizer, são questões que são pertinentes ao que nós estamos discutindo aqui hoje, a todo o o conjunto do trabalho da campanha. E é fundamental que a gente visite aqueles termos para entender quais, em quais aspectos nós temos que trabalhar hoje, né? Quando a gente fala eh do trabalho da campanha, a gente tem que levar um processo de reflexão, sim, para as nossas palestras, para as nossas aulas, para nossos processos de trabalho dentro da casa espírita. Então, a campanha convida a uma mudança realmente da forma de conduzir os trabalhos, né? convido a uma reflexão em torno de ações que possam justamente se refletir nas causas atuais das aflições sociais, das aflições humanas e das aflições não humanas também, né? Então, eh, existe aí um um aspecto presente que responde justamente essa crise, né, climática que nós estamos enfrentando hoje, que se expande estruturalmente no nosso nas nossas sociedades, né, que são variadas, não são todas as sociedades responsáveis pela crise atual. Vamos lembrar sempre

a que nós estamos enfrentando hoje, que se expande estruturalmente no nosso nas nossas sociedades, né, que são variadas, não são todas as sociedades responsáveis pela crise atual. Vamos lembrar sempre disso, né? Eh, existem sociedades, existem países, existem governos que são mais responsáveis pelo que tá acontecendo, empresas que são mais responsáveis, né, eh, pelo por esse estado de coisas. E existem populações que são vulneráveis, mais vulneráveis ainda, né, e não necessariamente causadoras do que tá acontecendo, mas que são aquelas que vão enfrentar as mais duras consequências. E com certeza diz respeito a isso que Carol tá falando agora para nós, né? E isso é desigualdade, né? Eh, desigualdade por quê? Porque essas pessoas, elas que não foram as causadoras vão enfrentar maior impacto. Então, elas têm esses territórios de risco, elas vão enfrentar, sim, maior índice de fome, vão muitas vezes ter que se deslocar das suas áreas de moradia para outras, em busca de socorro, em busca de melhorias de condições, né? Porque a gente tá caminhando para esse aspecto. Eu acho que é isso que a gente precisa observar. A gente tá caminhando para um problema de difícil solução, que a gente vai ter que utilizar algumas expressões que estão inclusive no nosso glossário, que são, por exemplo, mitigação e adaptação, né? mitigar é tentar reduzir o impacto, tentar reduzir, por exemplo, a emissão dos gases do efeito estufa, mas a adaptação é lidar com o que já é, com a situação que já está se mostrando hoje, né, climaticamente falando, os eventos extremos que nós já estamos sentindo e a possibilidade de nós termos um aumento de não 1,5ºC na média global em relação a lá a primeira medição que foi lá na na na na revolu ução industrial, mas pensar já em 2 graus acima dessa média, tá? Pensar até mais, porque os freios para parar tudo isso a gente não tá vendo sendo efetivos ainda, né? A gente precisa dar um freio realmente nas emoções. E eu acho que aí entra uma questão boa pra gente discutir, que é a questão da COP,

ra parar tudo isso a gente não tá vendo sendo efetivos ainda, né? A gente precisa dar um freio realmente nas emoções. E eu acho que aí entra uma questão boa pra gente discutir, que é a questão da COP, né? Eh, Fernandinho, próximo, por favor, querida. A gente começou tratando na na semana passada sobre a a COP 30, né, que a conferência das partes. E essa esse é um evento assim que já tem aí mais de quase daqui a pouco quase três décadas, né? Então assim, a gente vem já eh de longa data realizando essas COPES. Eh, a gente vem de longa data realizando conferências sobre o clima. Uma das primeiras foi em 1972, foi a primeira de Estoco, né? Eh, 72, gente, ali se levantou as dificuldades, né, as possibilidades de crises climáticas futuras, enfim, começou a se levantar quais deveriam ser feitas as primeiras atitudes. Enfim, nós estamos desde aquele tempo empurrando com a barriga, né? Não vou dizer nós, mas vamos dizer os que tomam as decisões, né? Os governos, as empresas, todos aqueles que de alguma forma tem poder de decisão e estão empurrando as soluções, né? Eh, o assim, eu não sei se vocês chegaram a assistir, mas recentemente eu tornei a assistir um filme que é aquele Não Olhe para cima. Você assistiu, Carvão? >> Muito interessante, né? Gostei. >> É, é um filme muito interessante. Quem puder assista. Eu assisti na na Netflix, mas eu acredito que deva ter em outras plataformas de streaming, mas enfim, é um filme que vai colocar a gente frente a frente com uma situação que a gente tem que encarar. E não adianta dizer não olhe para ela, né? E é isso que tá sendo feito desde 1972. Nós temos algo vindo ao nosso encontro, melhor dizendo, de encontro a nós, né? Vamos dar um bom português aí de encontro. E a gente não está olhando com olhos de ver, né, com olhos de enxergar a crise tal como ela se apresenta. Então, eh aí que a gente tem uma grande dificuldade. E a COP 30, eh, ela é uma COP que tem mantido uma característica dos outros eventos, né, eh, que é uma separação, né, entre a cúpula dos povos,

ta. Então, eh aí que a gente tem uma grande dificuldade. E a COP 30, eh, ela é uma COP que tem mantido uma característica dos outros eventos, né, eh, que é uma separação, né, entre a cúpula dos povos, que fica na zona verde, e, eh, os os grupos decisórios, digamos assim, aqueles que vão fazer as decisões que ficam na zona azul, né, onde são tomadas as feitas as negociações, feitos, né, tomadas as decisões, que rumos tomar o que vai ser feito daqui paraa frente. E eu acho que o que é importante para nós observar é que existe aí esse, né, esse vão entre essas duas zonas bastante nítido. E há dentro da cúpula dos povos uma imensidão, uma diversidade, né, de características de pessoas, de culturas, de cosmovisões que muitas vezes não são contempladas no conjunto daquilo que a COP poderia ser eh realizada, né? Então, eh as decisões estão tomad, perdão, Ju, já é uma desigualdade de oportunidade de fala, né? Exatamente. >> E aí, eh, a gente vê que ela se manifesta de de realmente de diversas formas. E aí eu fico pensando, a gente aqui como cidadão espírita, como que a gente conversa com esse, tendo noção desse caminho >> da desigualdade, do retrato da desigualdade no nosso país, como que a gente, quais são os caminhos que o espiritismo pode nos fornecer? E eu acho que já para encerrar, que a gente já tá caminhando pro pro Sim, vamos para frente pro >> nosso fim, >> eh, eu a gente trouxe dois trechos Livro dos Espíritos, só pra gente não ter dúvida. Eh, Kardec pergunta se perante, questão 803, perante Deus são todos iguais. E a resposta é sim. Não, não precisava ter mais nada depois desse sim. Mas ele fala que todos tendem para o mesmo fim, para o fim do progresso. E de Deus fez suas leis para todos. Então não tem ninguém especial. Somos todos iguais. >> E aí na questão 806 ele vai além. Ele fala: "É lei da natureza a desigualdade das condições sociais?" Kardec cirúrgico fez a pergunta literalmente, não precisa de nenhuma interpretação. Aqui é lei da natureza a desigualdade das condições

fala: "É lei da natureza a desigualdade das condições sociais?" Kardec cirúrgico fez a pergunta literalmente, não precisa de nenhuma interpretação. Aqui é lei da natureza a desigualdade das condições sociais? Não é obra do homem e não de Deus. Ou seja, eh, a gente podia parar só aí todas essas desigualdades de oportunidades. Se a gente tem gente com desigualdades sociais, econômicas, educacionais, raciais, de gênero, desigualdades ambientais, desigualdades políticas, desigualdades de oportunidades, isso é obra do homem, é fruto da cultura da sociedade que a gente construiu. E se algo construído não é algo natural, inato, é algo que pode ser desconstruído. E aí Kardec coloca que desaparecerá quando o orgulho e o egoísmo deixarem de predominar. é que eh o o espírito de verdade coloca esse tom moral da gente falar do orgulho e do egoísmo, mas que a gente pode transformar isso em exemplos do mundo material, ou seja, acumulação de riqueza, isso é egoísmo. Eu querer eh desigualdade de meio de produção, isso é egoísmo. a gente tá aqui falando de de condições que a gente tem que ficar muito vigilante na nossa sociedade para que isso não prospere. Então, eh, assim, eh, nesse trecho, nessas duas perguntas, existem outras, é claro, mas eu acho que fica transparente que eh que a gente tem os elementos para entender que tudo isso, toda essa desigualdade construída, principalmente no cenário brasileiro, é algo que a gente precisa como espírita, conversar sobre e lutar sobre bastante incisiva, eu acredito. >> Sim. Acho que a gente pode apurar esse slide aqui e direto pro pras ações práticas sugeridas. Obrigada, Fe. >> Né? >> Eu acho que é uma ótima, um ótimo >> aproveitar o teu gancho. >> Perfeito. >> Aproveitar o gancho porque você entrou muito bem nessa nessa questão, né, que a gente deve refletir eh sobre quais aspectos, né, as questões morais estão materializadas. E você colocou muito bem, Carol, nesse sentido, como elas se expressam, né? eh o que que precisa ser mudado e não só intimamente, né, o

bre quais aspectos, né, as questões morais estão materializadas. E você colocou muito bem, Carol, nesse sentido, como elas se expressam, né? eh o que que precisa ser mudado e não só intimamente, né, o indivíduo, mas principalmente a ação em sociedade. Então a gente coloca aqui que ações, né? Reduzir as desigualdades no nosso próprio entorno, né? Apoiar iniciativas locais que ampliem aí no caso acesso à renda, moradia, a gente falou disso, falou de educação, questão de saúde, questão de transporte, principalmente pros grupos que são vulnerabilizados, né? As pessoas que estão em condições vulneráveis hoje, né? Diante dessa estrutura que é desigual. E aí a gente vai ter também, né, Carol, essa essa questão aí das eh das eleições, né, que é fundamental o nosso papel enquanto cidadão, fazer boas escolhas. Gente, nós precisamos fazer boas escolhas, ter o compromisso de olhar as propostas, de acompanhar as pessoas dos candidatos e pensar o que que eles estão fazendo pela sociedade, o que eles propõem de fato, né, para a redução dessas desigualdades, né, que políticas públicas eles se propõem realizar. Enfim, eh, eu acho que a gente pode falar também no caso de incluir, né, ajudar a incluir pessoas negras, indígenas, periféricas, os LGBTs, as mulheres nesse espaços de decisão. Uma vez que a gente falou nitidamente que há uma ruptura, que há uma divisão onde são tomadas as decisões, a gente precisa trabalhar pela inserção. Então, uma das questões é justamente observar com essas pessoas nas comunidades, nos locais em que a gente atuar, né? Eh, como deve ser feita, né? Como essa representação pode acontecer, eh, lembrar que há lugar de fala, lembrar que é possível realmente trazer para si essas questões, representar-se, né, falar em nome de si e do seu coletivo, da sua comunidade, né? Você quer comentar alguma coisa também, Carol? É, Ju, eu acho que se a COP tá muito distante, vamos pensar na nossa casa espírita, nas nossos núcleos eh mais próximos, há essa diversidade, há essa representatividade

tar alguma coisa também, Carol? É, Ju, eu acho que se a COP tá muito distante, vamos pensar na nossa casa espírita, nas nossos núcleos eh mais próximos, há essa diversidade, há essa representatividade eh nos espaços de decisão, nas nos púlpitos das palestras públicas. Eu acho que é um exercício que a gente precisa fazer, eh, e se tiver ao nosso alcance, >> eh, aumentar essa, essa representação, incluir nos estudos espíritas esse tema de não só da desigualdade, mas qual é a origem da desigualdade, é como que a gente reduz essa desigualdade, eh, pra gente conseguir fazer ações não só de assistência social, mas de transformação social nas nossas comunidades e nos grupos que a gente já trabalha nas casas espíritas e coisas mais simples, as condições dos funcionários, das instituições espíritas, condições de trabalho, elas estão adequadas? São condições que promovem uma dignidade, uma redução da desigualdade. Essas são sugestões que a gente já pode fazer hoje. >> Uhum. E J, eu vi que tem um um pessoal, ó, Fernanda, obrigada, Fernanda, por estar aqui com a gente. A gente até passou um pouquinho do nosso horário. Eh, olha que legal, o Brasil possui recursos mais que suficientes para se tornar uma potência da transição climática e na eliminação das desigualdades. Só é preciso interesse e boa vontade. Então, que encontre pelo menos entre os espíritas, entre nós espíritas, essa esse interesse e essa boa vontade, que a gente comece essa transformação. >> Ah, legal. A Daniela também >> é sugestões possíveis de serem trazidas. Exatamente. A gente tem que sair das casas espíritas, né? A gente não tem que fazer as pessoas virem até nós. Nós temos que ir ao encontro delas, né? Como é que a gente vai propor transformações nos locais onde elas vivem, onde elas estão mais carentes, né? que possibilidades a gente pode oferecer para que elas se desenvolvam enquanto indivíduos, mas também enquanto coletividade é fundamental, né? A campanha vem trazer muitas sugestões nesse ponto, tá gente? Mais alguma

es a gente pode oferecer para que elas se desenvolvam enquanto indivíduos, mas também enquanto coletividade é fundamental, né? A campanha vem trazer muitas sugestões nesse ponto, tá gente? Mais alguma coisa, F? >> Não, acho que >> até para respeitar nosso prazo, gente, se deixar a gente conversa aqui e muito sobre sobre esse tema. Eh, eu acho que essas reflexões são essenciais nos nossos grupos de estudo. Então, levem isso, conversem sobre isso nas suas nas suas casas espíritas e aí a gente aguarda vocês paraa semana que vem eh para conversar sobre o ODS 11, cidades e comunidades sustentáveis, que vai ser muito interessante também. Eh, espero rever todos vocês semana que vem. >> Exatamente. É o último ODS, o último programa episódio do ano, tá gente? A gente vai voltar só o ano que vem, então não perca. Mas agradeço muito a Carol, agradeço a Fernanda, agradeço a todo mundo que nos acompanhou. A gente fica muito contente aí de poder trazer esses temas aqui. São inéditos, né, no trabalho da FEB. Eu acho que é fundamental que a gente traga e a gente possa com abertura, com esse espírito carinhoso, amoroso que a doutrina nos proporciona, trazer, né, eh, para as discussões tudo isso e poder ajudar, né, de repente o trabalho também a se expandir nesse sentido, né, Carol? Excelente, Ju. Estamos juntos nessa, gente. Todo mundo um pensando com o outro e a gente unindo, unindo forças. Consequência a gente, com certeza a gente vai ter êxito. Então, gente, obrigada mais uma vez eh por estarem conosco. Boa noite a todos.

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