T01:E06 • A Família • Primeira Infância
Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 01 - A Família Episódio 06 - Primeira Infância Do inconsciente para a formação do Ego (eu); importância do vínculo afetivo e da referência materna; desenvolvimento com base na segurança, proteção e amor; “o mundo é um lugar seguro e que me inclui”. Apresentação: Cristiane Beira
Olá, iniciamos mais um Psicologia Espírit com Joana de Angeles. Nos episódios anteriores, nós conversamos a respeito dos papéis familiares, compreendendo a necessidade da ordem no sistema familiar, da organização da clareza e da transparência, do papel que cada um desempenha, das funções que são também particulares de cada um desses papéis, do que cabe a cada um dos membros, o que não cabe, de forma a evitarmos algumas às vezes extrapolações quando nos metemos em áreas, em responsabilidades que não são nossas, às vezes reprimindo, suprimindo outras pessoas, dominando, não deixando que elas cumpram aquilo que é de direito do papel que elas eh desempenham dentro da família, outras vezes deixando lacunas porque não nos responsabilizamos por aquilo que sim era de se esperar que nós mesmos viéssemos a fazer. Também falamos sobre a importância da consciência do paterno e do materno, da compreensão do que significa cada uma dessas funções. O que é o materno, o que ele acrescenta no desenvolvimento da criança, qual é a importância da maternidade. Destacamos que a maternidade e a paternidade nem sempre são desempenhadas pela mãe e pelo pai biológico, mas por pessoas que oferecem aquilo que a função eh requer, a maternidade, dando essa proteção, essa segurança, esse acolhimento, fazendo com que a criança se desenvolva em termos de sensibilidade, de afetividade, de vínculo. E a função paterna é aquela que vai conduzir as crianças e os jovens a compreenderem, a socializar, a se socializarem, compreenderem a vida social. é a função que ajuda o jovem a entender que ele pode, que ele dá conta e ele pode ir pro mundo, ele pode explorar, ele pode se aventurar, ele pode conquistar, ele dá conta disso. A mãe prepara primeiro internamente, prepara primeiro dentro desse lar e o pai joga pra vida. Essa, esse é o plano divino, independente de quem faça essa essa vez de pai e quem faça essa vez de mãe. Conversamos também no episódio anterior sobre a importância de compreendermos, de termos consciência
esse é o plano divino, independente de quem faça essa essa vez de pai e quem faça essa vez de mãe. Conversamos também no episódio anterior sobre a importância de compreendermos, de termos consciência do que é ser casal. E ser casal, na verdade, é nada mais do que ser indivíduo duas vezes. A importância de antes de querermos ser dois ou vivermos como uma dupla, como um casal, é importante termos consciência do que é ser um, da responsabilidade que cada um de nós carrega, da necessidade de olharmos para as nossas necessidades e estarmos prontos para dar conta, para prover aquilo que precisamos de tanto eh na vida prática quanto emocionalmente, para que a gente não vá em busca daquilo que nós não somos, para que a gente não ponha a outra pessoa e nos utilizemos da vida de outro ser humano para contemplar aquilo que não quis desenvolver por nossas próprias vontades. Quando nós dizemos: "Ele é uma bengala" para mim, significa ele não é muito um indivíduo na minha vida. Ele é, na verdade, uma parte daquilo que eu não tenho. Ao invés de eu desenvolver, eu prefiro trazer alguém para fazer às vezes daquilo que eu não desenvolvi. Então isso acaba gerando muito conflito, muitas projeções, muitas dependências, muitas expectativas. E normalmente isso se cansa, se esgota e chega uma hora que ninguém aguenta mais e a gente acaba se separando. Então o quanto é importante primeiro a gente se compreender, se conhecer, se fortalecer, se desenvolver como um indivíduo. Eu me basto, eu me cuido, eu me responsabilizo, eu dou conta e pronto, agora eu posso pedir ajuda, agora eu posso pedir companheiro, agora eu posso pedir uma sociedade. Não porque eu dependa do outro, mas porque é mais gostoso viver no coletivo, na sociedade, porque somos gregários. E hoje nós conversamos a respeito do ser criança. Eu vou iniciar a nossa conversa trazendo uma recordação como se fosse um resumo do que é uma vida, como será que vamos nos desenvolver, né? um ponto de vista a respeito do desenvolvimento de um ser
a. Eu vou iniciar a nossa conversa trazendo uma recordação como se fosse um resumo do que é uma vida, como será que vamos nos desenvolver, né? um ponto de vista a respeito do desenvolvimento de um ser humano para termos consciência de como é que a gente se forma na Terra a partir do momento que a gente é gerado. Como é que a gente se torna um adulto? Quais são os ciclos pelos quais a gente passa? Agora que nós já temos compreensão de cada uma das primeiras fases, a gente pode começar a desenhar esse conjunto. Para isso, eu fiz esse esquema que a gente vê aí o ciclo da vida. E nesse ciclo da vida tem as fases. Como a gente pode ver, eu expressei na forma de fotos, mas dá pra gente imaginar a que eu me refiro. Esse ciclo da vida, ele passa nessa primeira parte da nossa vida. Talvez a gente possa dividir a nossa vida em três grandes fases, né? Tem muitas formas da gente dividir o desenvolvimento humano do seu nascimento até o seu final de ciclo com a morte do corpo. Mas a gente pode pensar nessas três grandes fases. A gente pode pensar nessa primeira grande fase, que é a fase de desenvolvimento do corpo mesmo, do ser, até a gente se tornar adulto. Pronto. Agora, como adulto, eu vou eh exercitar aquilo que eu desenvolvi. Então, eu vou experimentar. Eu fiquei um tempo desenvolvendo um cérebro. Pronto, agora na fase adulta eu vou usar esse cérebro para trabalhar, para ganhar meu dinheiro, para tomar conta das minhas contas, para tomar decisões. Na primeira fase eu desenvolvi o corpo e agora, como adulto, eu vou usar esse corpo. Eu vou experimentar, eu vou ver do que ele é capaz. Eu vou utilizá-lo pro meu progresso. E depois que a gente cumpre essa fase de muita vivência, muita atividade fora, é o momento em que nós vamos fortalecer o nosso ego no sentido de quem eu sou, que eu sou capaz, para onde eu vou, o que eu vou construir, o que que eu vou correr atrás, que que eu vou formar na minha vida, quem eu vou me tornar. E depois que eu fortaleci isso, que eu passei por isso, eu entro nessa terceira fase que a
eu vou construir, o que que eu vou correr atrás, que que eu vou formar na minha vida, quem eu vou me tornar. E depois que eu fortaleci isso, que eu passei por isso, eu entro nessa terceira fase que a gente costuma falar que é a melhor fase da vida, porque é a fase em que a gente já, o ego já não tá tão em evidência e a gente pode começar a olhar pro lado espiritual de novo. A gente fala que é a fase da sabedoria, que é a fase da velice. A gente já tem experiência, a gente já tem maturidade, a gente já aprendeu muito da vida. Então, nós temos a chance de viver uma vida mais significativa, ou seja, priorizamos o que tem mais valor de verdade, não nos preocupamos tanto com as opiniões dos outros. Esse é o plano. Não quer dizer que todos nós conseguimos ou todos nós desenvolvemos a nossa vida dessa forma. Em linhas gerais, esse ciclo da vida mostra pra gente esse panorama. Primeiro a gente se desenvolve, depois a gente cria, constrói, corre atrás, batalha, vai pra vida, se aventura e depois a gente desfruta um pouco mais de paz, a gente curte um pouco mais a vida, a família, os netos, a gente já deveria ter uma estabilidade e a gente vai se preparar para outra fase fase que é do outro lado. Então, Jung, Carl Gustav Jung, esse grande psiquiatra suíço, ele fala que é como se fosse o o decorrer da vida, é como se fosse o decorrer de um dia. Nós temos o nascer do sol até que ele fica apino, quando ele está bem no máximo da sua expressão solar sobre a terra e depois ele começa a se pr até ele sair do nosso eh do nosso panorama e a noite entrar. Então ele diz que é assim que acontece com a gente. A gente cria nessa primeira metade da vida, a gente vai em direção a esse sol, a vida, à luz, ao fora, as conquistas. Então nós nos fortalecemos enquanto matéria, enquanto aspecto material do ser. O ego está se desenvolvendo até ele chegar na sua plenitude. Pronto. Agora, em termos de ego, de centro da consciência, é para eu saber quem eu sou, o que eu sou capaz de fazer. pelos caminhos que eu segui, o
tá se desenvolvendo até ele chegar na sua plenitude. Pronto. Agora, em termos de ego, de centro da consciência, é para eu saber quem eu sou, o que eu sou capaz de fazer. pelos caminhos que eu segui, o que eu conquistei, onde eu cheguei. E agora a gente começa a se preparar. Primeiro a gente se prepara para viver e da metade depois a gente começa a se preparar para morrer, ou seja, voltar pro plano espiritual. Aqui eu aprendi como viver na terra. Agora eu começo a aprender a viver de novo no depois da matéria, né, na vida imortal. Então o meu destaque hoje, voltando aqui nesse nesse ciclo da vida, nesse gráfico, é com relação a essa primeira fase entre que a gente junta aí o materno e o paterno. É o desenvolvimento desde a hora que eu chego na terra, né, que eu chego na no ventre até quando eu estou liberado para ser adulto. Quando que acontece esse esse grande passo que a gente dá? Porque esse passo que a gente dá, quando eu já eh capturei do internalizei o que eu precisava do materno e do paterno, significa eu já tenho internamente uma mãe, ou seja, eu sei cuidar de mim, me proteger, me dar carinho, eu sei me manter seguro, eu sei desenvolver a minha afetividade, os meus vínculos. Eu internalizei uma mãe. Eu tenho internamente agora uma mãe. Depois eu internalizo o pai. Significa eu sei do que eu sou capaz. Eu acredito em mim. Eu posso sair, eu posso conquistar o mundo, eu posso ser um sonhador, eu vou atrás das coisas que eu desejo. Então eu tenho esse esse pai que é provedor, esse pai que é conquistador, que é desbravador, que sai pra vida para ganhar o pão. Eu tenho ele internamente. Quando eu completo esse ciclo, eu estou pronto para, como a gente disse no episódio anterior, deixar o pai e a mãe e me juntar. Eu estou apta a me juntar com uma outra pessoa para formar agora um novo eh núcleo familiar. Como que a gente espera que esse jovem adulto esteja para dizer: "Pronto, ele fez uma boa eh passagem pelo desenvolvimento e tudo indica que ele vai ter grandes possibilidades de ser
núcleo familiar. Como que a gente espera que esse jovem adulto esteja para dizer: "Pronto, ele fez uma boa eh passagem pelo desenvolvimento e tudo indica que ele vai ter grandes possibilidades de ser feliz, de se realizar e de ter saúde. Quando ele, como adulto, tem essa mãe internalizada e esse pai internalizado de uma maneira equilibrada. Não vamos falar perfeitos porque perfeição não é desse mundo ainda. Mas pelo menos ele sabe se cuidar, que significa cuidar da própria alimentação, cuidar do corpo, cuidar de si. Ele é capaz de prover a si, ou seja, ele já tem condição de batalhar e ganhar o dinheirinho dele. Ele já consegue dividir as despesas com as receitas, ele consegue se manter e ele consegue também se socializar. Ele sabe fazer escolhas boas, ter boas amizades. Então significa ele já é capaz de viver sozinho. E a gente deveria fazer essa essa experiência antes de se juntar à outra pessoa para iniciar uma vida de uma nova família nuclear. a gente deveria ter essa experiência do que é ser um adulto, ou seja, não sou mais parte de um grupo familiar que me sustentava, que me protegia e nem tampouco já entrei numa nova configuração como parceiro de alguém. Antes de eu ser parceiro de alguém, eu preciso fazer essa esse desvincular. Eu preciso me diferenciar da família, ter um tempo suficiente para eu saber como eu sou sozinha. Eu sou capaz de me cuidar, eu sou capaz de me prover, eu sou capaz de fazer boas escolhas, eu sou capaz de gerar para mim uma vida interessante. Então, pronto, agora eu posso me juntar a outra pessoa. É interessante esse período do sozinho para que eu não coloque ã uma coisa no lugar da outra. Eu preciso ter um vão, porque senão é muito tentador eu sair de uma família em que meu pai fazia para mim algumas coisas e eu entro logo em seguida, por exemplo, num casamento e eu tendo a pegar o pai que saiu e pôr o marido no lugar dele. E eu não tenho a chance de experimentar se eu seria capaz de fazer o que meu pai fez para mim até ontem. Porque quando
lo, num casamento e eu tendo a pegar o pai que saiu e pôr o marido no lugar dele. E eu não tenho a chance de experimentar se eu seria capaz de fazer o que meu pai fez para mim até ontem. Porque quando meu pai deixa de fazer, eu ponho um outro no lugar. E aí ele passa a fazer por mim aquilo que meu pai fazia. E eu, será que eu não tenho esse pai interno? porque já sou adulta, já sou capaz, já sou competente. Então é interessante pra gente não projetar na frente, no marido, funções que não são de marido, que a gente primeiro tenha essa noção de ser adulto. Aí, pronto, eu agora como adulto sei quem eu sou, sei do que eu sou capaz, sou capaz de lidar comigo mesma, não preciso de ninguém. Já disse obrigada, mãe, obrigada, pai. Deixa que agora da minha vida eu sou capaz de cuidar. Não quer dizer que eu nunca mais vou te ver, que eu vou romper, não. Eu posso inclusive ter orientações, pedir opiniões, até pedir ajuda, mas quem administra, quem escolhe sou eu. Eu é que me oriento, eu é que me organizo. Agora que eu sou capaz disso, pronto, agora eu posso incluir alguém na minha vida, porque eu não vou cair na tentação de deixar coisas que são minhas do meu desenvolvimento, da minha do meu fortalecimento de personalidade para outra paraa outra pessoa executar. Então, nesse primeiro slide em que eu falo do ciclo da vida, eu gostaria de chamar atenção disso, sobre a importância desse dessa primeira fase pra gente gerar esse adulto capaz de se cuidar para poder depois tocar a vida dele, ser um adulto, formar família se ele quiser, ter filhos se ele quiser e depois ser o velho que é um velho que é alegre, que é disposto, que soube cuidar da vida antes para poder desfrutar da vida que vem agora. e se preparar para passagem com equilíbrio. A gente fala que a gente morre como a gente viveu. Então, em todos os sentidos, eu vou morrer com saúde se eu gerei saúde. Eu vou morrer com tranquilidade se eu preparei uma tranquilidade. Então, existe um plano aí bonitinho que foi feito, que foi delineado por Deus para
entidos, eu vou morrer com saúde se eu gerei saúde. Eu vou morrer com tranquilidade se eu preparei uma tranquilidade. Então, existe um plano aí bonitinho que foi feito, que foi delineado por Deus para que tudo esteja bem. Só que para que tudo esteja bem, eu preciso garantir que cada fase cumpra o seu papel, a sua função, o seu propósito, porque daí tudo vai desencadeando. Mais uma vez não quer dizer que todo mundo vai ser lindo, famoso, rico, bonito, que todo mundo vai ser feliz eternamente, que todo mundo não. Mas quer dizer que nós teremos a vida que é nossa, a vida que nos cabe, aquela vida que eu sou capaz de gerar, que eu tenho competência para administrar, que eu tenho prontidão para para almejar e para chegar lá. Eu não vou ter me atrapalhado porque eu fiz as coisas no lugar e na hora que era necessário. O que nos interessa essa primeira fase? Essa primeira fase que fala do materno e do paterno. Nova, novamente eu tentando chamar atenção da importância dos responsáveis pelas crianças. Se eu quero ver um adulto bom, equilibrado, saudável, responsável, eu preciso investir o máximo da minha atenção, da minha consciência, da minha compreensão na formação dessa criança. Por isso que Allan Kardec, no final da da lei do da lei do trabalho que está lá no livro dos espíritos, do livro dos espíritos, ele chama a atenção para a educação, dizendo que é ela a chave da transformação social, que não adianta nós querermos fazer algo instituído, vamos dividir tudo para que todo mundo tenha tudo, para que todo mundo seja feliz, porque ele diz, as aptidões de cada um em pouco tempo vão desmanchar e desequilibrar tudo novamente. que a melhor forma de criarmos uma sociedade harmônica boa é investirmos nos investirmos investindo nos potenciais de cada um e não nos potenciais em termos de informação, mas em termos de formação, formando pessoas de bons caracteres, ou seja, equilibradas, enfim, que sejam mães e pais de si mesmos, que esteja que esteam que tenham desenvolvido seus potenciais, as suas
mas em termos de formação, formando pessoas de bons caracteres, ou seja, equilibradas, enfim, que sejam mães e pais de si mesmos, que esteja que esteam que tenham desenvolvido seus potenciais, as suas habil idades e que tenham essa tranquilidade emocional para falar: "Eu dou conta, eu posso, eu mereço, eu sou capaz." Sem grandes conflitos. Quando que isso tudo atrapalha? Quando essa primeira infância teve muito conflito, esse adulto já não é tão bem resolvido, tão natural, tão espontâneo, tão confiante. E aí ele vai tentar compensar ao longo da vida, casando com uma pessoa, tentando correr atrás de outras coisas. e a gente vai mais ou menos que sobrevivendo. Então, se nós conseguirmos dar o máximo possível de possibilidades boas, equilibradas para o desenvolvimento, melhor, porque garantiremos que esse adulto esteja realmente mais apropriado do que ele próprio é capaz de fazer. Por isso é tão importante a primeira infância, por isso que é tão importante o período de desenvolvimento, por isso que é tão importante prestarmos atenção no ser criança, porque aquele adulto que nós vamos encontrar lá na frente vai ser o resultado de quanto essa criança se sentiu protegida, acolhida, cuidada, o quanto ela teve naturalidade para se desenvolver, para testar, para tentar. Por isso que é importante, por isso que Jung diz, quando ele foi perguntado, por que que você escreveu tanto, né? Porque ele escreveu muito, ele leu muito mais. A produção dele é, ele é um erudito e a enciclopédia que ele cria para explicar a psique é é profunda, é gigante. E alguém pergunta para ele: "Mas você dedicou um pouco tempo desse tanto para explicar, para falar com a infância, para falar sobre a infância?" E Yung diz, né, a resposta dele nas minhas palavras é algo mais ou menos assim: "É porque criança não tem problema, quem tem problema são os pais". E aí ele tem várias, vários lugares em que ele fala que o problema da criança é a vida não vivida dos pais, que o problema que os conflitos da criança
não tem problema, quem tem problema são os pais". E aí ele tem várias, vários lugares em que ele fala que o problema da criança é a vida não vivida dos pais, que o problema que os conflitos da criança muitas vezes são conflitos que os pais viveram e elas internalizaram. Por quê? Porque nessa primeira parte da vida, na primeira infância, o seu inconsciente é ainda muito absorvente. Ele absorve o que é dele e o que não é dele também e associa como experiências próprias. Por isso que o pai e a mãe dessa criança vão para dentro dessa criança. Então, quanto mais esse pai e essa mãe forem bem, estiverem bem com a vida, forem felizes, não forem conflitados, não forem violentos, não forem depressivos, não forem complicados, mais essa criança vai passar bem por esse desenvolvimento, se tornando um adulto mais adequado pro seu, paraa sua continuação de vida. Quanto mais turbulenta, violenta, complicada, complexada, traumatizada for essa criança, mais complicada vai ser a vida daquele adulto. Então, nós destacamos alguns pontos que nós vamos trazer aqui, principalmente de atenção, no sentido de que se eu quero fazer com que minha criança se torne um adulto bem, de bem com a vida, equilibrado, bom, saudável, eu preciso estar atenta na na sua infância. E o que que eu posso fazer para atrapalhar aquilo? Muitas coisas. Algumas dessas coisas eu selecionei para deixar aqui como um alerta, como uma opção, como uma possibilidade de tomada de consciência. São alguns fatores que interferem negativamente no desenvolvimento da criança, gerando adultos complicados, conflitados e problemáticos e até doentes. Primeiro ponto que a gente destaca, eu trago lá do Jung, do livro O desenvolvimento da personalidade e ele diz assim a respeito do desenvolvimento do ego. É na criança que se dá esse desenvolvimento da consciência. Nos primeiros anos de vida, quase não se verifica consciência alguma, apesar de que já muito cedo seja evidente evidente a existência de processos químicos. O cérebro tá lá, a
lvimento da consciência. Nos primeiros anos de vida, quase não se verifica consciência alguma, apesar de que já muito cedo seja evidente evidente a existência de processos químicos. O cérebro tá lá, a mente tá lá, mas esses processos não estão relacionados a nenhum eu, não tem um centro e, por isso carecem de continuidade, sem a qual impossível vai ser a consciência. Então, Yung explica pra gente que dos do do ventre materno até quase 3 anos de idade, o ser está caminhando do total inconsciente, da total inconsciência em direção à formação da consciência. Chega um momento em que Jung explica assim: imagine o oceano, né? E esse oceano com algumas ilhas isoladas. Essa é a o ambiente psíquico de um bebê no ventre ou de um bebê depois de nascer. Ele tem picos de ilhas de consciência. É como se ele olhei o que está acontecendo, daqui a pouco eu já mergulho no inconsciente de novo. E é solto. Essa consciência ela não está unida, ela não tem começo, meio e fim. É como se ele alternasse estados de consciência para muitos estados de inconsciência. Essas ilhas, elas começam meio que se juntar formando um continente. É assim que ele explica. Por volta dos 3 anos, um pouco antes dos 3 anos de idade, essa ilha se aglomerou. Essas ilhas formou realmente um continente. Agora existe um eu na história. Agora a criança sabe que ela é uma pessoa, um indivíduo. Até ali ela vinha de uma mistura que ela não sabia se ela era a mãe, se ela era a continuação da mãe. Ela estava inconsciente, ela não tinha consciência de si. Difícil da gente imaginar esse estado, né? Por isso que a gente não lembra de um, do anos de idade. A gente vai ter memórias, eu na minha vida, a partir dos três. Por isso que a partir dessa idade é que a criança começa a falar de si dizendo eu. Até ali, provavelmente ela falava de si na terceira pessoa, que é como a mãe fala, né? a a crise. Então, a crise eu me refiro a mim como minha mãe se refere a mim, porque eu não tenho essa diferenciação completa. Eu não sei exatamente que eu sou uma, como minha
ue é como a mãe fala, né? a a crise. Então, a crise eu me refiro a mim como minha mãe se refere a mim, porque eu não tenho essa diferenciação completa. Eu não sei exatamente que eu sou uma, como minha mãe é outra. Então, essa primeira parte da vida, os seus primeiros 3 anos, desde o ventre até os 3 anos, nós estamos desenvolvendo o nosso eu atual. Nós estamos desenvolvendo a pessoa, a personalidade da atual reencarnação. É isso que Jung diz. E aí, qual que é o problema disso? Problema ou solução as duas coisas em uma só. O problema é que nesse período que eu estou inconsciente, tudo aquilo que eu vivo, experimento, ouço, eu gravo no meu inconsciente como fosse meu meu. Então, se eu vejo a minha mãe sofrendo uma violência, não sou não, não é ela que está sofrendo a violência, sou eu. Se a minha mãe está sendo eh desrespeitada, eu vou guardar um registro em mim como eu sendo desrespeitada. Eu vou ter um registro de que um dia eu fui desrespeitada. Eu não fui. Quem foi foi a minha mãe. Então, tudo aquilo que eu observo do mundo, eu vou gravando e se mistura com as minhas próprias experiências. Difícil separar quem é que foi desrespeitado, desvalorizado, abusado, violentado, se fui eu ou se foi o outro, mas eu vivi como se fosse meu. Então, por isso que esse ambiente psíquico é de extrema importância. Essa criança precisa estar protegida. Ela precisa estar imersa num ambiente bom. Ela precisa observar, sentir, ouvir coisas boas, informações boas, carinho, palavras benéficas, porque aí eu estou garantindo que ela está se equipando com estímulos, ela está guardando boas memórias que vão fazer parte da vida dela depois de uma forma de positiva, de esperança na vida, de alegria, de confiança. Então, vamos imaginar uma criança que armazena na sua na sua no seu inconsciente, na maior parte das vezes, frases do tipo: "Nossa, você é linda, você é querida. Ai, eu te amo, vem aqui comigo. Nossa, como você vai crescer. Ih, você vai ser quem você quiser. Olha como você é inteligente." E
parte das vezes, frases do tipo: "Nossa, você é linda, você é querida. Ai, eu te amo, vem aqui comigo. Nossa, como você vai crescer. Ih, você vai ser quem você quiser. Olha como você é inteligente." E ela está guardando, ela está armazenando. Isso vai fazer parte do ser que ela é. Quando ela for adulta, ela tem no seu inconsciente esse monte de registro. Vai ser aquele adulto que fala: "Eu dou conta, eu consigo, deixa para mim. Eh, eu sou, eu sou, eu sou capaz." Vamos para um outro extremo. Uma criança que e vive num ambiente de grito, de ameaça, de medo, de aflição, de choro, de tristeza, de raiva, de explosão, de palavras ruins. Você não presta, você não serve, você não é nada. Ela vai ser esse adulto que carrega essas bagagens e essas vozes continuam lá. E é como se ela ouvisse ou se ela acreditasse, se tornam crenças e ela falasse lá no na fase adulta: "Eu não posso, eu não sou capaz, a vida é muito triste e eu só sofro". E quem olha de fora fala: "Imagina, a sua vida é maravilhosa, você é super competente", mas ela não acredita porque ela carrega esses registros. Eu não sirvo, eu não sou capaz, o mundo é ruim, a gente só chora, só tem desgraça. E aí a gente vê esse adulto que não tem motivo para ser triste, mas vive triste. Tem tudo para se dar bem na vida e só se boicota, só capota. Muitas vezes essa experiência começou lá na infância, nesse período em que ela estava inconsciente e ela assimilou uma vida que não era dela. E ela assimilou como se fosse dela e ela continua vivendo como se fosse ela aquele ser que estava sofrendo aquele tipo de eh estímulo negativo, de influência negativa. Então, nós temos aqui essa frase de UNG, que nos mostra a respeito da importância de oferecermos pra criança um ambiente protegido, um ambiente afetuoso, um ambiente de boas palavras e de bom estímulos para que ela armazene no seu inconsciente crenças positivas sobre si mesmo. Outro ponto que o Jung traz ainda no desenvolvimento da personalidade nesse mesmo livro, a gente pode ler aí,
bom estímulos para que ela armazene no seu inconsciente crenças positivas sobre si mesmo. Outro ponto que o Jung traz ainda no desenvolvimento da personalidade nesse mesmo livro, a gente pode ler aí, é a respeito do que ele chama de participa Mystique. Que que é isso? Uma participação mística. Ele diz: "A criança se encontra de tal modo ligada e unida à atitude psíquica dos pais, que não é de causar espanto se a maioria das perturbações nervosas verificadas na infância devam sua origem a algo de perturbado na atmosfera psíquica dos pais." que ele quer dizer que quando criança é levada para as as os eh consultórios terapeuticos, porque a criança está com uma ou outra perturbação nervosa, ele diz: "Na maioria das vezes, isso foi gerado a partir dos pais. Os pais é que éramos os problemáticos e a criança incorporou e assimilou". E Jung fala inclusive de um caso em que ele analisou o sonho de uma criança que não era como se fosse o sonho dela. É como se ela tivesse sonhado o sonho pelo pai. É como se ela tivesse tentando ajudar Yung para entender a psique do pai de tanto que uma coisa só é mesclada na outra. Então essa essa partecip participação Mystique fala o seguinte, exatamente o que eu tava dizendo antes. Existe como se fosse uma nuvem. Hoje a gente entende o conceito de nuvem, né? É um lugar aonde todo mundo pode fazer download ou upload. Todo mundo pode descarregar ou recarregar. Eh, eh, pode tanto subir arquivos, pode tanto depositar quanto retirar. Imagine uma psique também coletiva. Imagine uma um inconsciente ali que está misturado, pai, mãe e filho. E aí o filho se mistura com os conflitos do pai, com os conflitos da mãe. Por isso que prestar atenção no ambiente psíquico da casa, nas emoções que costumam ser mais afloradas, é também investir no desenvolvimento do filho. é permitir que o filho possa crescer com mais saúde. É garantir uma um uma atmosfera psíquica mais saudável, emoções mais saudáveis. Outro ponto que a gente destaca quando a gente fala do
to do filho. é permitir que o filho possa crescer com mais saúde. É garantir uma um uma atmosfera psíquica mais saudável, emoções mais saudáveis. Outro ponto que a gente destaca quando a gente fala do ser criança. Agora nós vamos lá com Joana de Angeles no livro Amor imbatível, amor, que é uma outra verdade. O quanto que as crianças eh serão não aquilo que a gente manda elas serem, não aquilo que a gente fala para elas serem, mas aquilo que a gente demonstra através de nós. Criança mimetiza, criança se desenvolve com base no exemplo do pai e da mãe. Então, Joana deângeles diz: "A criança é um ser imitador por excelência. Afinal, tudo quanto aprende decorre, na sua maioria da capacidade de imitar, de memorizar, de reflexionar. Imitar faz parte do processo de desenvolvimento psicológico saudável. Todavia, adquirir a identidade do outro porque ele foi plasmada oferece uma situação patológica. Então, a Joana tá nos chamando atenção que eu imitar os meus pais é um jeito de eu aprender. E a gente usa isso até nas salas de aula. Quantas vezes a gente fala assim, ó, faz igual a pro. Às vezes na educação física, numa aula de dança, a gente mostra no próprio corpo como é o passo e ele imita e aprende imitando. Então, o cérebro com esses neurônios e espelho, ele faz isso para facilitar a nossa vida. A gente aprende sem saber que tá aprendendo. A gente vai tentando copiar o outro. Daqui a pouco a gente já tá fazendo por nós mesmos. E não precisamos fazer a elaboração decomposta. Primeiro eu sei disso, depois eu sei daquilo. Simplesmente eu tentei fazer e eu fiz igual ao meu pai, fiz igual a minha professora. Só que Joana deângeles fala o seguinte: "Cuidado, porque ele aprende imitando, mas ele tem que aprender para ser ele. Ele tem que me imitar para conseguir se desenvolver enquanto ele tem a vida dele, a personalidade dele. Imitar os pais e mães não significa se tornar continuação do pai e da mãe." Então sempre fala também: "Atenção, porque muitas complicações psíquicas dos
anto ele tem a vida dele, a personalidade dele. Imitar os pais e mães não significa se tornar continuação do pai e da mãe." Então sempre fala também: "Atenção, porque muitas complicações psíquicas dos adultos se devem às vidas não vividas dos seus antepassados. Aquilo que os pais não fizeram e quiseram projetar nos filhos. Eu não fui capaz, mas meu filho vai ser. Pronto, já se apropriou do filho. Ou seja, o meu filho não vai poder escolher o que ele vai fazer, porque ele vai fazer o que eu não pude fazer. Mas é justo isso? Ah, não, mas era uma coisa boa, mas deixa para ele decidir, porque coisas boas tem muitas. Ele pode fazer outra coisa boa, não precisa fazer aquela que você queria ter feito. Então, ser exemplo é uma coisa. Querer uma cópia de si mesmo, como se fosse um clone de si mesmo pros filhos, é outra. E a gente vê muitas vezes pais se vestindo iguais aos filhos, brincando de vez em quando, OK? Na graça, OK. Agora eu não eu deixar de lado a personalidade do meu filho. Eu tenho uma filha que é mais moleca, gosta mais de coisas. Ah, não, eu quero que ela viva de laçarote no cabelo. Respeita um pouco a personalidade dela, né? Ou vice-versa. A minha filha é toda feminina, mas eu não. Eu acho que mulher tem que ser muito mais masculinizada e calma, né? Calma. Observa ela, aprenda com ela e deixe que ela viva a vida dela, sim, imitando você, mas não copiando no sentido de ser um xerox. Não vamos deixar os filhos serox nós. Eu quero que ele aprenda comigo a garra que eu tenho, mas não agarra para ganhar o que eu ganho de dinheiro. Agarra para ir ser artista, se ele quiser. Mas do mesmo jeito que eu corri atrás para ser quem eu sou na minha profissão, eu quero que ele corra atrás para ser quem ele é na profissão dele e não fazendo a mesma profissão que eu fiz. e assim por diante. Eu quero que meu filho me imite em termos de potencialidade, de virtude, de moralidade, mas não de atitude, de ação e de escolha. Não é porque eu escolhi isso que ele tem que escolher também. Quero
e. Eu quero que meu filho me imite em termos de potencialidade, de virtude, de moralidade, mas não de atitude, de ação e de escolha. Não é porque eu escolhi isso que ele tem que escolher também. Quero que meu filho seja espiritualizado, porque isso é importante. Eu acredito, eu vou convidá-lo, mas não necessariamente ele precisa seguir a minha religião. De repente, ele vai encontrar uma que faça mais sentido para ele. Mas de qualquer forma, eu sou exemplo. Isso é importante. Outro ponto que a gente destaca de atenção que a gente encontra lá no livro de Joana de Angeles, autodescobrimento, uma busca interior, tem a relação com o quanto que o medo e a culpa, a validação e a punição na infância vai determinar, vão determinar o adulto futuro. Então, Joana diz: "Atemorizada a criança pelas recompensas e pelos castigos, ao libertar-se da sujeição dos pais ou educadores severos, permanece presa às regalias, como ao medo ou das punições divinas, por exemplo, perdendo a própria identidade, confundindo-se vítima permanente de infundada consciência de culpa, quando não quando não a tem obnubilada temporariamente pela presunção, pela prepotência. Joana de Angeles está dizendo pra gente assim: "A criança teve medo quando ela era criança, muito medo, com muita frequência, vai ser um adulto temerário, temeroso, que vive com aflição de que o pior vai acontecer. A criança sofreu muito culpa, foi muito culpada, ela vai ser o adulto que tudo ela se cobra, tudo ela se culpa, tudo é problema dela, ela não serve para nada. A criança viveu num ambiente em que ela era premiada pelo que ela fazia e punida pela o que ela fazia errado. Ela vai crescer e sempre querer ser premiada ou esperando punição. Qual que é o ponto central? Ponto central disso é assim: pais, mães, educadores, quando nós estivermos nos relacionando com as crianças, vamos ter em mente que a gente precisa separar o ser do fazer. Que que quer dizer isso? Quer dizer que eu não vou deixar o meu filho ou meu aluno achar que ele é bom porque ele sabe
o com as crianças, vamos ter em mente que a gente precisa separar o ser do fazer. Que que quer dizer isso? Quer dizer que eu não vou deixar o meu filho ou meu aluno achar que ele é bom porque ele sabe fazer alguma coisa. Ele sabe fazer alguma coisa, significa você tem boas habilidades. Agora, o fato de você ser bom, querido, amado, é incondicional. Você é amado, é importante, é valorizado, tem enorme valor sendo quem você é. Se você sabe matemática, que bom. Se você não sabe, você continua sendo a mesma pessoa. Então, separar o fazer do ser significa: "O filho acabou de derrubar alguma coisa". Eu não vou dizer para ele: "Você é um desastrado, porque eu tô falando: "Você é, eu estou profetizando, eu estou dizendo: "O seu ser é assim". E aí eu tô determinando que esse filho vai crescer realmente desastrado. Se o meu filho derrubou alguma coisa, eu digo assim, ó, você fez uma coisa. Oi, olha aí que você fez. Você fez. Isso não fala de quem você é. Você continua sendo meu filho. Você continua sendo um ser humano especial como cada ser humano é. Você continua sendo alguém que merece tudo na vida. Você é filho de Deus. Ponto final. Agora você fez uma coisa aqui que precisa ser consertada. Você precisa fazer, você precisa arrumar, vamos limpar, eu te ajudo. Isso é assumir responsabilidade. E Joana de Angeles fala pra gente, ao invés da gente ensinar os filhos a se sentir culpados, vamos ajudá-los a se responsabilizar. Filho, você fez aqui, ó, você derrubou. E agora? Vamos lá, eu te ajudo. Pega um pano, traz o balde, a gente enxuga. Vamos passar alguma coisa. Eu te ajudo a resolver o que você fez e eu te ensino a se responsabilizar para consertar o que você fez. Não tem nada a ver com quem você é. Quem você é continua a mesma coisa. Um espírito filho de Deus de valor que está em desenvolvimento a caminho de ser anjo. Ninguém tira isso de você, nem de mim, nem de ninguém. Então vamos prestar atenção para separar, pra gente não criar adultos que vão ter medo, que vão se sentir culpado,
vimento a caminho de ser anjo. Ninguém tira isso de você, nem de mim, nem de ninguém. Então vamos prestar atenção para separar, pra gente não criar adultos que vão ter medo, que vão se sentir culpado, que vão se sentir menos. Não. O que você faz, de vez em quando coisas legais, de vez em quando coisas ruins, OK? A gente vai lá e repara. Agora, você é sempre um espírito em desenvolvimento, um anjo em formação, amado, querido e valorizado, para que ele não seja esse adulto que só faz se ganhar em troca, que quando fez uma coisa errada já espera punição, muitas vezes não conta o que fez porque tem medo de ser punido. Então vai ter medo de Deus porque Deus castiga. Por que que Deus castiga? Porque meu pai castiga. Então o pai de lá de cima deve castigar também. Então vamos separar o que meu filho fez. A gente vai apontar, mostrar e consertar quem meu filho é. Não, filho, você tirou uma nota baixa, fez uma prova, não estudou direito, mas eu não posso dizer você, você é burro, você é incompetente, não. Você não é nada, você é filho de Deus, espírito em evolução. Isso que você é. Agora você tá fazendo uma coisa que precisa ser refeita, que precisa ser reorganizada, que precisa ser retomada. Outro ponto pra gente prestar atenção, quando a gente cria uma criança eterna e essa criança não cresce, essa criança não se torna adulto, ela cresce em corpo, mas dentro dela vai lá uma parte dela que continua infantilizada. Ou seja, aquela primeira parte do gráfico, o materno e o paterno não foram bem internalizados. Ela não sabe se cuidar, ela não sabe se proteger, ela não sabe ganhar a própria vida. Algo ficou mal resolvido, não foi desenvolvido. Então, Joana de Angeles, no livro Vida, desafios e Soluções, diz assim: "Quando a infância se faz caracterizar por problemas, se fez caracterizar por problemas e desafios não solucionados, as dificuldades se transferem no inconsciente do indivíduo para todos os diferentes e futuros períodos de vida. Torna-sehe difícil o amadurecimento psicológico, procurando
e desafios não solucionados, as dificuldades se transferem no inconsciente do indivíduo para todos os diferentes e futuros períodos de vida. Torna-sehe difícil o amadurecimento psicológico, procurando permanentemente refúgio no período infantil que prossegue desafiador. É como se cada vez que eu enfrentasse um problema, não é o adulto que está enfrentando o problema, é aquela criança que ficou parada naquele problema que ela não viu ser resolvido. Então, se ela não teve alguma experiência que foi traumatizada e ela não poôde elaborar, falar daquilo, entender, ela não evoluiu, ela não, ela tá lá. Então, hoje as as coisas estão acontecendo e quem está lidando com isso? Aquela criança que não consegue se sentir grande para poder enfrentar as coisas. Esse é o adulto infantilizado. Então, um exemplo bem simples, para não perder muito tempo com isso. Eu fui aquela criança que um dia foi falar da a redação na frente da sala de aula. A professora falou: "Leia a sua redação". Eu comecei a ler e todo mundo debochou. A professora criticou, eu fui expostas. Eu me senti traumatizada naquele momento. Se eu não lidei com esse trauma, se alguém não me pegou e falou: "Cris, vem cá, olha, eles foram infeliz, isso não tá certo, não é você que é um problema. Perdoa, compreenda, vamos lá, eu quero te ouvir." Se eu não elaborei e isso ficou travado, isso vai ser um complexo meu, vai ser um trauma. Agora, eu já sou adulta, eu já sou estudada, eu posso ter me tornado uma das melhores eh escritoras, porque eu fui atrás de vencer isso. Quando eu vou ler a minha o meu artigo diante de uma plateia, eu tremo, eu não consigo enfrentar, porque quem está ali não é não é adulto, é aquela criança que não foi resolvida lá. Isso a gente faz demais na nossa vida. Então é outro ponto que a gente precisa prestar atenção. A as situações, as frustrações que as crianças viverem, elas precisam viver, sentir e resolver. Essa história de quando a gente era criança, ai deixa para lá antes de casar, Sara. Não sara, não sara. Sara
situações, as frustrações que as crianças viverem, elas precisam viver, sentir e resolver. Essa história de quando a gente era criança, ai deixa para lá antes de casar, Sara. Não sara, não sara. Sara aqui, mas não sara lá dentro. A criança precisa validar a emoção, dar nome pra emoção, sentir, chorar, espernear. E a criança precisa de uma ajuda para sair dessa emoção e enfrentá-la, dissolvê-la. Eu desviar a criança para ela parar de sofrer, eu evitar sofrimentos para ela não se frustrar, ou eu desvalorizar o sofrimento e se a bobagem para de chorar, eu não vou deixar ela validar o que ela está sentindo. Esse trauma vai ficar lá preso e ela vai viver o resto da vida como se ela fosse aquela criança. Então, pais e mães que não querem que os filhos sofram, chorem, sintam raiva e se frustrem, estão criando adultos infantilizados. Quando meu filho passar, meu aluno passar por uma situação emocional, difícil, chorar, tiver com raiva, o que que eu melhor posso fazer? Ir do lado dele e falar: "Vamos sentir isso juntos. Eu estou com você. Que que você tá sentindo? Por que você tá sentindo? O que que a gente pode fazer a respeito?" Deixa ele sentir a emoção, não afasta, não reprime, não desvalida. senão esse essa criança vai continuar na vida futura desse adulto. Um outro ponto interessante que precisa ser relembrado, retomado aqui quando a gente fala da do ser criança. Agora estamos lá ainda no no Vida Desafios e Soluções. Então Joana deângeles fala a respeito de que quando adulto eu ofereço pra vida aquilo que eu recebi quando era criança. Augusto Curi fala no material da Escola de Inteligência, que é um material de habilidades, desenvolvimento de habilidades socioemocionais destinado às escolas. Ele ensina as crianças assim, tem uma frase, né, de efeito para guardar mesmo. Ele diz assim: "Somente fere quem foi ferido emocionalmente, psicologicamente falando. Então, aquilo que eu ofereço é aquilo que eu tive. Ninguém dá o que não tem. Ninguém aplica alguma coisa na vida do
e diz assim: "Somente fere quem foi ferido emocionalmente, psicologicamente falando. Então, aquilo que eu ofereço é aquilo que eu tive. Ninguém dá o que não tem. Ninguém aplica alguma coisa na vida do outro que primeiro não tenha sentido na própria pele. Então Joana diz assim: "Em tais casos, né, quando eu recebi violência, quando eu vivi imerso no ambiente de violência, surgem os criminosos agora como como adultos, surgem os criminosos que, havendo sido crianças maltratadas, sentem a necessidade de punir a sociedade pelo que lhes ocorreu, tornando-se dessa forma bandidos. Eu vou oferecer aquilo que eu tive, ou porque é o que eu sei fazer, ou é porque isso está instalado em mim como um programa que foi instalado pelos meus antepassados, ou porque eu quero descontar a raiva que eu carrego do que fizeram para mim, eu vou fazer pro outro para compensar essa tensão emocional que eu trago internalizado. Então, o que nós temos oferecido para as nossas crianças? O que que nossos filhos, nossos alunos têm recebido de nós? Se for compreensão, acolhimento, aceitação, empatia, validação, paciência, orientação, eu vou ver esse aluno, esse filho adulto, oferecendo pro mundo compreensão, empatia, aceitação, participação e e enfim. Agora, se eu olhar um adulto que oferece pro mundo violência, falta de compreensão, brutalidade, pode investigar, mas muito provavelmente salvas algumas raras exceções, que aí a gente tem que falar de problemas do da vida passada ou de escolha desse desse espírito que se recusa a receber a boa eh influência. Mas grande parte das vezes nós vamos ver que ele está repetindo. Ele está repetindo aquilo que ele recebeu, aquilo que fizeram para ele. É o que ele carrega de bagagem, é o que ele tem para oferecer para o mundo. E a gente termina a nossa reflexão deixando esse convite. Talvez em linhas gerais o nosso pedido, nosso apelo, nosso convite seja: vamos oferecer pra criança um ambiente infantil, né, na sua primeira infância, principalmente na criança. Vamos deixá-la ser criança, brincar,
s gerais o nosso pedido, nosso apelo, nosso convite seja: vamos oferecer pra criança um ambiente infantil, né, na sua primeira infância, principalmente na criança. Vamos deixá-la ser criança, brincar, acreditar que o mundo é lindo, se sentir protegida, poder experimentar o mundo sem repressão, dominação, se sentir acolhida, validada em quem ela é, sem fazer comparações, sem ter cobrança, sem ter punições. Vamos deixar que ela cresça num ambiente bonito, agradável, protegido e seguro, para que ela internalize confiança, força, fé, coragem, autoconfiança. Aí quando ela for adulto e encontrar esse mundo que a gente sabe que não é como ele era na primeira infância, ela internamente está fortalecida para falar: "Mas eu dou conta". Essa história de que não, já vou mostrar pro meu filho desde pequenininho o que que é o mundo e ele já tem que saber é de quem foi entender como acontece o desenvolvimento cerebral, psicológico, fala sem saber. pelo menos vai se inteirar de como é o desenvolvimento. É preciso que as crianças primeiro mergulhem nesse mundo que é protegido para que elas se estruturem. Se eu tiver preparando alguém para ir paraa guerra, que vai na guerra sofrer um tiro, vai na guerra passar fome, eu vou falar para ele assim: "Vem aqui, enquanto você tá sendo preparado, eu já vou te dar uns tiros e já vou te deixar passando fome, porque é isso que você vai encontrar lá". Não, quando ele for encontrar lá, ele precisa estar bom. Então aqui na na preparação, eu vou proteger, eu vou cuidar desse corpo, eu vou fazer músculo, eu vou dar alimento para ele estar forte para enfrentar o que vem depois. Então, por favor, vamos nos informar mais a respeito do desenvolvimento da criança para podermos estar mais conscientes do que estamos oferecendo. Eu termino como uma homenagem a essa criança com um poema de Fernando Pessoa. Talvez Fernando Pessoa fale mais com o adulto que tem essa criança dentro de si até do que com a própria criança. E ele diz assim: "A criança que fui chora na
criança com um poema de Fernando Pessoa. Talvez Fernando Pessoa fale mais com o adulto que tem essa criança dentro de si até do que com a própria criança. E ele diz assim: "A criança que fui chora na estrada. Deixei-a ali quando vim ver, quando vim ser quem sou. Mas hoje, vendo o que sou, que o que sou é nada, quero ir buscar quem foi e onde ficou. Olha que profundo. A criança que fui chora na estrada. Deixei ali quando vim ser quem sou. Mas hoje, vendo que o que sou é nada, quero ir buscar quem fui, onde ficou. Vamos pensar sobre isso e vamos valorizar o ser criança.
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