Servir sempre • Cláudio Medeiros

Mansão do Caminho 31/10/2025 (há 4 meses) 47:11 853 visualizações 183 curtidas

Toda sexta-feira, a União Espírita de Vitória da Conquista recebe um convidado especial para abordar temas do cotidiano à luz da Doutrina Espírita. Palestrantes e estudiosos do Espiritismo se reúnem em momentos de aprendizado e reflexão sobre o Evangelho de Jesus. *Realização:* União Espírita de Vitória da Conquista (UEVC) #Espiritismo #DoutrinaEspirita #EvangelhoDeJesus #PalestraEspirita #UEVC #VitoriaDaConquista #EstudoEspirita #LuzDoEvangelho #ReflexaoCrista #TVMansaoDoCaminho *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

Olá, que o divino amor de nossas almas ilumine as nossas consciências e que a sua paz esteja em cada coração. Sejam bem-vindos em mais uma live aqui nos nossos canais da UVCTV e da TV Mansão do Caminho. sempre imensa alegria saber que estamos na companhia de tantas almas queridas nesses tempos e convoca-nos a termos paciência, amorosidade, para enfrentarmos os desafios do cotidiano e assimados num só pensamento, que possamos nesse instante elevá-los elevá-los numa prece. Divino amigo, a nossa gratidão, Senhor, pela companhia dos amigos nos dois planos da vida. Nossa gratidão por essa terra que nos recebe com toda a sua generosidade, dando-nos a oportunidade bendita do aprimoramento [música] através do serviço e da cooperação comum. Assim, Senhor, trabalhando em nossa consciência. o teu reino para que um dia ele se instalem verdadeiramente dentro de nós. Ensina-nos, amigo, para que tenhamos a capacidade de aprender desta vez o teu evangelho de luz, [música] para que assim possamos comungar junto a ti das benés do nosso refazimento em prol de um ser, de um mundo melhor. Te convidamos nesse instante que permaneça conosco, iluminando-nos sempre. Hoje nós temos mais uma vez a honra de receber em nossos canais nosso companheiro, nosso querido amigo, irmão lá das Minas Gerais, Cláudio Medeiros, que dessa feita abordar o tema servir sempre. Cláudio, seja bem-vindo. Sempre uma honra recebê-lo em nossos canais. Amigo, a casa já é sua. Fica à vontade para abordar o tema. Rogando um poto de muita paz. Passamos a palavra para você. >> Muito obrigado, Rosângela. Boa noite a todos. Boa noite a todas internautas que nos assistem no momento da transmissão, que assistirão oportunamente. Que o Senhor da vida nos abençoe, nos ampare e nos traga a sua paz. Conta-nos o espírito Néo Lúcio, que certo dia chegaram no céu um marechal, um filósofo, um político e um lavrador. Um emissário divino recebeu-os em elevada esfera a fim de ouvi-los. O primeiro a se apresentar foi o marechal. Aproximou-se reverente

egaram no céu um marechal, um filósofo, um político e um lavrador. Um emissário divino recebeu-os em elevada esfera a fim de ouvi-los. O primeiro a se apresentar foi o marechal. Aproximou-se reverente e falou: "Mensageiro do comando supremo, venho da terra distante, conquistei muitas medalhas de mérito, venci numerosos inimigos. Recebi várias homenagens em momentos que me honraram o nome. Que deseja em troca de seus grandes serviços? Indagou o enviado. Quero entrar no céu. O anjo respondeu sem vacilar. Por enquanto não pode receber a dádiva. Soldados e adversários, mulheres e crianças chamam-no insistentemente da terra. Verifique o que alegam de sua passagem pelo mundo e volte mais tarde. O filósofo acercou-se do preposto divino e apresentou: Anjo do Criador eterno, venho do acanhado círculo dos homens. Dei às criaturas muita matéria de pensamento. Fui laureado por academias diversas. Meu retrato figura na galeria dos dicionários terrestres. E o emissário pergunta: "Que pretende pelo que fez?", respondeu o filósofo. "Quero entrar no céu por agora. disse o emissário, não lhe cabe a concessão. Muitas mentes estão trabalhando com as ideias que você deixou no mundo e reclamam-lhe a presença de modo a saberem separar-lhe os caprichos pessoais da inspiração sublime. Regresse ao velho posto. Solucione seus problemas e torne oportunamente a nos. Foi então que se aproximou o político, tomou da palavra e destacou: "Ministro do Todo-Poderoso, fui administrador dos interesses públicos. Assinei várias leis que influenciaram meu tempo. Meu nome figura em muitos documentos oficiais. O emissário do Mais alto então indaga que pede em compensação e o político respondeu: "Quero entrar no céu". O enviado, entretanto, firmemente respondeu: "Por enquanto não pode ser atendido. O povo mantém opiniões divergentes a seu respeito. Inúmeras pessoas pronunciam-lhe o nome com amargura. E esses clamores chegam até aqui. Retorne ao seu gabinete, atenda as questões que lhe interessam e que interessam a paz íntima

ntes a seu respeito. Inúmeras pessoas pronunciam-lhe o nome com amargura. E esses clamores chegam até aqui. Retorne ao seu gabinete, atenda as questões que lhe interessam e que interessam a paz íntima e volte depois. Restou por fim o anjo emissário do Senhor, a presença do lavrador que se aproximou. e falou com tom de humildade: "Mensageiro de nosso pai, fui cultivador da terra. Plantei o milho, o arroz, a batata e o feijão. Ninguém me conhece, mas eu tive a glória de conhecer as bênçãos de Deus e recebê-las nos raios do sol, na chuva benfeitora, no chão abençoado, nas sementes, nas flores, nos frutos, no amor e na ternura dos meus filhinhos. O anjo sorriu e lhe disse: "Que prêmio deseja?" O lavrador, então, em lágrimas de emoção, requere: "Se nosso pai permitir, desejaria voltar ao campo e continuar trabalhando." Tenham saudades da contemplação dos milagres de cada dia. Luz surgindo no firmamento em horas certas, a flor desabruxando por si mesma, o pão a multiplicar-se. Se puder, plantarei o solo novamente para ver a grandeza divina a revelar-se no grão, transformando em dádiva espiga. Não aspiro a outra felicidade senão a de prosseguir aprendendo, semeando, louvando e servindo. O mensageiro espiritual abraçou e exclamou, chorando igualmente de júbilo. Venha comigo. O Senhor deseja vê-lo e ouvi-lo, porque diante do trono celestial apenas comparece aquele que procura trabalhar e servir sem recompensa. A parábola de Néo Lúcio, muito mais do que representar um conteúdo superficial voltado para questões moralistas, de comportamento religioso, de prática da caridade, apresenta-nos aspectos comportamentais que caracterizam níveis evolutivos de almas que representam grupos níveis de interesses de foco e de perspectivas existenciais mais profundas e que estão na base, que estão implícitas na diretiva que leva a mensagem do tema de hoje, servir sempre. Por que servir? Porque o servir está na base de quase todas as doutrinas e filosofias promotoras do crescimento espiritual.

o implícitas na diretiva que leva a mensagem do tema de hoje, servir sempre. Por que servir? Porque o servir está na base de quase todas as doutrinas e filosofias promotoras do crescimento espiritual. Porque o servir está na base e sobretudo foi um comportamento mais do que pregado, vivido por Jesus Cristo, seus discípulos, cada um a partir de um dado momento específico da existência. A compreensão do significado profundo do servir, como nós dissemos, passa pela compreensão da jornada evolutiva do espírito humano e da conquista de si mesmo. Esse é um aspecto, o primeiro aspecto. O significado profundo do servir está relacionado à nossa caminhada evolutiva, ao nosso nível de consciência, ao nosso nível de maturidade psicológica. O segundo aspecto que gostaríamos de destacar e vamos abordar é que a compreensão do servir está também relacionada à compreensão de um dos três aspectos fundamentais, vamos dizer um dos métodos fundamentais para o desenvolvimento dos potenciais divinos que jazem em nós, só terrados muitas vezes nas profundezas do inconsciente do espírito, aguardando o momento de despertar. É o servir como um elemento metodológico fundamental para a autorrealização e para a planificação da alma. Fazemos um convite ao estudo do capítulo 7 do livro Impermanência e Imortalidade. Uma bela obra de Carlos Torres Pastorino, espírito psicografia do grande médium Divaldo Pereira Franco. Nesse capítulo pastorino chama a atenção para o fato de que o egoísmo que predomina em a natureza humana é a herança cruel do primarismo por onde passou, por onde deambulou o princípio inteligente espiritual nas anteriores faixas antropológicas de evolução. é uma herança. alma primitiva nos seus tempos mais recuados e distantes, considerando inclusive sua experiência nos diversos reinos, vivenciou por largo período essa perspectiva, esse sentimento, essa característica que nós a conhecemos hoje como o ego. egoísmo, como o eu, como o ego, sendo o centro das nossas buscas, atenções, foco, necessidades.

rgo período essa perspectiva, esse sentimento, essa característica que nós a conhecemos hoje como o ego. egoísmo, como o eu, como o ego, sendo o centro das nossas buscas, atenções, foco, necessidades. essa herança desse tempo que precisa ser superada e que ao mesmo tempo é responsável pelos comportamentos infelizes, arbitrários, agressivos, violentos, infantis, que impedem, que bloqueiam o crescimento do reino de Deus em nós, do Cristo. interno adormecido nos refolhos mais profundos do nosso inconsciente. Essa herança, o egoísmo, é responsável pela busca contínua do prazer, do prazer para si, em dimensões que se aproximam ainda, infelizmente, ao selvagem, que a tudo elege para si e que não consegue, naturalmente, por consequência enxergar o significado a necessidade e, principalmente a representação do servir como um aspecto fundamental da lei da vida. Quando muito estas almas nestes estágios elege não para si, mas no máximo para a sua plore, para sua pl, para sua descendência, tudo aquilo que busca ajuntar, amealhar, como dissemos, é um elemento remanescente dominador desses tempos mais primários, da necessidade de preservação da vida, de segurança pessoal, ao mesmo tempo de insegurança, que leva a criatura a mecanismos de defesa, a presunção, ao orgulho e, naturalmente a incapacidade de estender as mãos para o próximo. desde um gesto de compreensão a uma ação de acompanhamento, proteção, suporte, apoio e serviço ao egoísmo, conforme os benfeitores espirituais estabelecem tanto na obra kardequiana, no livro dos espíritos, quanto nas complementares, particularmente, particularmente aquelas de caráter psicológico. O egoísmo está na base das grandes calamidades humanas, morais, sociais, da pobreza, da violência, da agressividade que estão presente ainda nas nossas sociedades. Está na base das guerras, dos embates de religiões, de classes, de raças, de grupos políticos, de anseios demedidos. desmedidos. Porque a criatura, ainda dominada por este elemento, somente vê a

ades. Está na base das guerras, dos embates de religiões, de classes, de raças, de grupos políticos, de anseios demedidos. desmedidos. Porque a criatura, ainda dominada por este elemento, somente vê a si mesmo e suas ambições como necessidades a serem conquistadas. As suas amarras vigorosas, diz Torres Pastorino, não são permanentes, porque a evolução é uma lei determinística. Cedo ou tarde, nós temos que despertar, que crescer, embora tenhamos o livre arbítrio para elegermos os caminhos. Somos determinados ao progresso, ao crescimento e por isso o impacto da evolução que a ninguém ou ninguém escapa é inevitável, promovem os mecanismos depurativos que vão trabalhando pela libertação da nossa inferioridade e sobretudo pela libertação. nossa destes elementos primários. É desta maneira que no automatismo sofrimento vamos depurando o nosso caráter agressivo, defensivo, egóico, relacionado, como dissemos, ao instinto de preservação da existência. Porque a inteligência, na medida em que progride, vai contribuindo para o alargar do entendimento sem que a alma precise recorrer a eh elementos destrutivos, agressivos e violentos. E isso se dá pelo mecanismo, pelo impositivo da reencarnação. A reencarnação se estabelece como lei, focando sobretudo na necessidade de nós promovermos a libertação atávica do egoísmo. Por isso que num primeiro momento a alma humana é levada a reencarnações difíceis, de luta pela sobrevivência provocada intelectualmente para superar os fenômenos violentos da natureza, de modo a desenvolver o discernimento. E na medida em que esse discernimento vai chegando, que a criatura vai se tornando lúcida, racional, ela vai entendendo aos poucos que é necessária a cooperação com o próximo. É aí que começa a nascer os primeiros movimentos da alma humana no sentido de servir, de cooperar, de ser útil. O que através do desenvolvimento intelectual provocado pelas lutas e pelos sofrimentos existenciais, o ser humano vai entendendo que, queirando ou não, é necessário

e servir, de cooperar, de ser útil. O que através do desenvolvimento intelectual provocado pelas lutas e pelos sofrimentos existenciais, o ser humano vai entendendo que, queirando ou não, é necessário a colaboração, a participação e a interação com os semelhantes. ao nosso redor, sem o servir, sem o cooperar, sem o trabalhar, sem o unir. A luta humana para a superação, a sobrevivência, a satisfação das necessidades mais primárias, é inevitável e inalcançável. O fracasso passa a ser uma realidade, porque isolada a criatura humana não consegue pelos próprios elementos da vida superar todas as dificuldades. É por isso, destaca pastorino, que à medida em que o ser experimenta a compreensão, experimenta o discernimento em torno dos objetivos existenciais, começa a compreender a dinâmica das relações sociais, ele vai vencendo o egoísmo, mesmo que permanecendo ainda dominante. E vão surgindo espaços de solidariedade e de sentimento de amor ao próximo, que vão ensejar o bem-estar. bem-estar esse que não é possível viver em estágios primitivos, que vão permitir o progresso, a conquista do esclarecimento e a superação da ignorância de si mesma. Observemos que este processo é um processo lento, progressivo, de muitas existências para algumas almas, de algumas poucas existências para outras almas e de até únicas existências para almas especiais, como destaque Torres Pastorino, o espírito de Paulo de Tarso, que foi capaz numa única existência de sair do estágio de ignorância, dominado pelo orgulho, pelo egoísmo e pela presunção, para chegar à condição de expressar-se que não É ele que mais vive, mas o Cristo que vive nele. Uma consciência liberta, lúcida e madura num esforço de uma única existência, um percurso de sono e lucidez em alguns anos. Naturalmente que isso não é desafio conquistável para a maioria de nós. Por isso, a reencarnação neste primeiro aspecto que trouxemos e que destacamos é fundamental para a alma humana, adquirindo consciência de si pelo desenvolvimento intelectual.

l para a maioria de nós. Por isso, a reencarnação neste primeiro aspecto que trouxemos e que destacamos é fundamental para a alma humana, adquirindo consciência de si pelo desenvolvimento intelectual. adquirindo consciência da sua realidade espiritual, vai aos poucos vencendo a herança egóica dos tempos primitivos para olhar além do eu e enxergar o outro em suas necessidades e por conta disso, servir viver na vida experiências de cooperação, de suporte, de apoio e de trocas nas relações sociais. O segundo aspecto que gostaríamos de destacar vem de reflexões do capítulo 18. da obra Desperte e Seja Feliz do Espírito Joana de Angeles. No capítulo 18, nós temos a autorrealização ou a planificação. Quais são os métodos fundamentais para o alcance da autorrealização? ou da planificação. E a benfeitora espiritual J deeles destaca três práticas. A primeira, o amor. E essas práticas estão interligadas. A segunda, o perdão. E a terceira, fechando a trilogia, o servir. Três práticas, três elementos fundamentais que promovem o desenvolvimento e a maturidade psicológica da alma humana. O amor é o alimento mantenedor da vida, sem o qual não há que se falar em transformação, em movimento, mas apenas num fenômeno vegetativo, desprovido de significado psicológico existencial. Quando ele é verdadeiro, quando ele é um sentimento que brota da alma, que vai se desenvolvendo, irradia-se como luz. Luz esta que nunca será manchada por ressentimentos de sabores e amarguras. Porque exercitando o amor, quando enfrentamos nas experiências relacionais com os nossos semelhantes, estes elementos de ressentimento, de sabor e de amargura, entra em cena a segunda experiência, a segunda prática, que é o perdão. perdão, que em muitos casos é o grande remédio, mas que também em outros, na medida em que a alma se encontra num patamar superior de maturidade psicológica, nem precisa ser acionado, porque são almas que não mais se milindram com as ofensas ou com as agressões, porque já compreendem a si próprio e aos

contra num patamar superior de maturidade psicológica, nem precisa ser acionado, porque são almas que não mais se milindram com as ofensas ou com as agressões, porque já compreendem a si próprio e aos seus semelhantes. A amargura, a o milindre, a mágoa, a os dessores são barreiras para o servir naquelas almas que nos encontramos ainda em estágios mais primários de maturidade psicológica. É muito comum, por exemplo, trabalhadores vinculados a projetos sociais abandonarem o posto de trabalho, de tarefa, porque se sentiram não reconhecidos, ressentidos, ofendidos, milindrados pelo comportamento daqueles que estão sendo servidos e também pelo comportamento de alguns da equipe. Por isso, o perdão é um elemento essencial, a prática do amor, a prática do perdão. E o terceiro elemento que Jan deângeles destaca é justamente o serviço, o servir sem cessar, destaca ela, porque essa é a finalidade suprema da vida. Servir se constitui na vivência do bem, da paz, do progresso em todo lugar. Onde o servir está presente, aquele que o promove, aquele que o executa, em geral, vive em paz de consciência, com uma alegria interior, embora os desafios, retirando bons proveitos de todas as experiências. que vivencia a autorrealização, portanto, ou a plenificação do espírito, decorre fundamentalmente da aplicação desses elementos essenciais da vida, o amor, o perdão e o serviço. Aí destacarmos que o serviço, o servir vitaliza e promove todo aquele que o executa, especialmente quando ele é voluntarioso, quando ele é destituído de interesses ou de remuneração ou de obrigação de retribuição ou outros elementos que justificariam a sua existência. Desta forma, vamos entender que o exercício do amor em todos os nossos passos, em toda a nossa caminhada, é um convite permanente a agirmos de forma amável, de forma pacífica e na medida em em que a gente exercita isso, principalmente nas relações interpessoais, vamos nos aproximando do perdão, porque a gente amando perdoa com facilidade. passa a entender o outro, o opositor, o

medida em em que a gente exercita isso, principalmente nas relações interpessoais, vamos nos aproximando do perdão, porque a gente amando perdoa com facilidade. passa a entender o outro, o opositor, o adversário, o perseguidor, como sendo um irmão de caminhada enfermo, sem o saber, necessitado, não de agressão, de violência, mas necessitado de socorro, qualquer que seja o método humano e responsável de socorro. Quando a gente perdoa sinceramente estes que têm dificuldade e nos geram problema, nós estamos colaborando com o bem e dessa maneira passando ao estágio de serviço, de solidariedade, de ação construtiva em favor das criaturas humanas, em favor do mundo e em favor do nosso próprio processo evolutivo. Por isso que o serviço não é um elemento religioso entendido como uma prática superficial de obrigação. é na verdade um recurso que se encontra na lei de progresso, obrigatório, fundamental para a superação do egoísmo e para o alcance da planificação e do despertar de cada um de nós. É natural que cada um de nós esteja num estágio evolutivo diferente quando tratamos destas questões. Alguns vão apresentar dificuldades enormes para se vincular a projetos de servir. E muitos se culpam, se afastam, se entristecem, porque não tendo aquela disposição para estar a campo, em serviço diante do próximo, se sentem envergonhados, sentem dificuldades e até pode passar pela ideia, a o sentimento de que não é capaz. capaz de viver essas experiências. Isso é natural. O que nós devemos fazer, acima de tudo, é respeitar a nossa própria condição, respeitar as nossas limitações e as nossas dificuldades e elegermos na nossa existência experiências, pequenos projetos. pequenas ações que vão representar no futuro grandes passos no comportamento, na arte e no ideal de servir. Por isso, devemos treinar todos os dias pequenos gestos, pequenas atitudes no ambiente doméstico, no ambiente familiar. Temos centenas de oportunidades de praticar o servir desinteressado, desataviado, descompromissado com alguma retribuição,

quenos gestos, pequenas atitudes no ambiente doméstico, no ambiente familiar. Temos centenas de oportunidades de praticar o servir desinteressado, desataviado, descompromissado com alguma retribuição, um parente, um familiar, um pai, uma mãe, um irmão, primo, alguém que está em dificuldade, alguém que está a necessitar de apoio, de uma presença, de um gesto, de um trabalho, de um apoio, de um suporte. Nestes momentos, nós podemos trabalhar estes três elementos de autorrealização trazidos por Joana de Angângeles, o servir, o amar e o perdoar. de maneira muito rica e progressiva e crescente até podermos nos sentir bem, motivados, com energia para abraçarmos grandes projetos que exigirão de nós abnegação total do eu. que exigirão de nós tempo, lutas e muito esforço. é o benfeitor espiritual Neo Lúcio, que na mesma obra da crônica, da parábola que deu início à nossa reflexão da noite, apresenta um chamamento, uma evocação no sentido de que nós somos hoje chamados a servir, porque o servir está em toda a natureza. O benfeitor espiritual Emanuel em Pão Nosso, tem a oportunidade de nos chamar a atenção de forma muito poética, como que a natureza está conectada e rica do servir nos seus mecanismos de funcionamento. abelha, na polização, a chuva, nas plantas, os vegetais com os animais, clima, a água, o sol, a escuridão, tudo interconectado de forma perfeita, indicando para nós que colaborar interconectar, servir é um elemento essencial da vida, da existência e dos mecanismos divinos. Por isso ele, né, o Lúcio, diz: "Louvemos a inteligência divina que dirige os serviços do mundo." Se cada árvore produz, segundo a sua especialidade, com um propósito definido a benefício de uma prosperidade comum, não nos esqueçamos que nós também, que fazemos parte do universo e da natureza, somos chamados a servir na obra do criador de uma maneira muito especial. Cada trabalhador em seu campo, em seu espaço. Cada um com as suas condições, com os seus recursos, com os seus instrumentos, deve honrar a vida e a cota de bem que

iador de uma maneira muito especial. Cada trabalhador em seu campo, em seu espaço. Cada um com as suas condições, com os seus recursos, com os seus instrumentos, deve honrar a vida e a cota de bem que produz como um servo permanente, convencido de que a maior homenagem suscetível de ser prestada por nós, nós, as criaturas, ao Senhor, o nosso criador é a correta execução dos nossos compromissos, dos nossos deveres, onde nós estivermos. Vamos encontrar em São Mateus ou Mateus, no capítulo 20 versos de 20 a 28. Um dos grandes destaques do que o servir representa na filosofia e no pensamento de Jesus. Abre aspas, reproduz Mateus, assim não deve ser entre vós. Ao contrário, aquele que quiser tornar-se maior, seja vosso servo, e aquele que quiser ser o primeiro entre vós, seja vosso escravo. Do mesmo modo, o filho do homem, o Cristo, não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida pela redenção de mundo. A benfeitura espiritual Janges vai nos chamar a atenção que não há não há em nenhum aspecto da proposta cristã a diretriz de rogar ser servido. Mas ao contrário, a vida de Jesus é um hino ao servir, ao dar-se, ao deslocar-se de si, do ego, do direção transcendente e não imanente de buscar o outro, de buscar um projeto, deixar na curta experiência da existência um legado de serviço e sair dela com uma habilidade bem desenvolvida, que é a habilidade de servir, que consequentemente trará para nós maior lucidez, maior maturidade psicológica, superação do egoísmo e maior plenitude com autorrealização. O professor Rubens Romanelli no livro Primado do Espírito nos apresenta uma singela evocação ao Cristo de Deus acerca das nossas relações espirituais e da nossa capacidade de compreender a vida na sua essência mais profunda. Diz-lhe: "Senhor, inundas-me no esplendor da tua luz, mas contudo, ainda cego, não te vejo. Falas-me na eloquência de teu verbo e, no entanto, ainda surdo, não te ouço. Trazas-me na ardência do teu amor e todavia insensível não te sinto. Ó estranha contradição,

tudo, ainda cego, não te vejo. Falas-me na eloquência de teu verbo e, no entanto, ainda surdo, não te ouço. Trazas-me na ardência do teu amor e todavia insensível não te sinto. Ó estranha contradição, tu bem perto de mim e eu tão longe de ti. Desvela-me, Senhor, os olhos cegos de orgulho. Abre-me os ouvidos surdos de vaidade. o coração duro de maldade para que eu possa descobrir tua divina presença na intimidade do meu ser. Que a paz esteja conosco. Somos chamados a servir. Nossa gratidão, meu querido amigo. Muito bom ouvi-lo. As reflexões sensíveis que nos tocam a alma e guiçar, atender o chamado e aprender a servir sempre. Paz e luz a ti. Que o Senhor da vida te continue te abençoando sempre. A nossa gratidão aqui também a tantos amigos aqui conosco de várias partes aqui do nosso querido país, do nosso Brasil. Sempre uma alegria saber que estamos juntos neste momento para mais um momento de aprendizado. E como sempre convidamosos para que se esse conteúdos nos aquece a alma, nos esclarece, nos consola, traz os conhecimentos necessários para a edificação da nossa mente, que possamos compartilhar, compartilhar o bem sempre, servindo como ponte para aqueles outros que, como nós, necessitam tanto de ouvir esse tipo de mensagem. Lembrando também que todas as manhãs às 7 horas aqui nos encontramos para iniciarmos o dia na luz da oração, na sua companhia, no nosso momento de reflexão e todas as quartas-feiras às 21 horas com o nosso programa Somos Todos Imortais. Então, que a presença de todos sejam feita nestes momentos para aprimorarmos em espírito e em verdade. Então, a nossa imensa gratidão a todos os amigos aqui presentes nos dois planos da vida. Paz e luz a todos.

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