Esquecimento do passado • Cláudio Medeiros
Toda sexta-feira, a União Espírita de Vitória da Conquista recebe um convidado especial para abordar temas do cotidiano à luz da Doutrina Espírita. Palestrantes e estudiosos do Espiritismo se reúnem em momentos de aprendizado e reflexão sobre o Evangelho de Jesus. *Realização:* União Espírita de Vitória da Conquista (UEVC) #Espiritismo #DoutrinaEspirita #EvangelhoDeJesus #PalestraEspirita #UEVC #VitoriaDaConquista #EstudoEspirita #LuzDoEvangelho #ReflexaoCrista #TVMansaoDoCaminho *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Que o divino amor de nossas almas ilumine as nossas consciências. Que a sua paz esteja em cada coração. Sejam bem-vindos em mais uma live aqui na nossa webcv. Sempre uma alegria saber que estamos na companhia de tantas almas queridas, tanto os amigos que nos acompanham aqui pela webcv aqueles que estão conosco pela TV Manão do Caminho. Para iniciar as nossas reflexões desta noite, que possamos elevar os nossos pensamentos numa prece. Divino amigo, a nossa gratidão, Senhor, pela tua presença generosa através de tantos prepó comungam contigo na grande tarefa de espalhar a tua mensagem sobre toda a terra. que desta feita, Senhor, possamos ter ouvido para ouvir-te, para trabalhar no nosso íntimo o teu reino de amor e misericórdia, para assim colaborar contigo na grande redenção de nós mesmos. Inspira-nos, Senhor, para que saibamos tomar as decisões corretas e caminhar em direção de um ser e de um mundo melhor. Por isso, nós te rogamos, amigo, que a tua presença esteja em cada lar. em cada coração e que nos envolva na tua paz. Hoje temos a alegria de receber mais uma vez em nossos canais nosso querido companheiro lá das Minas Gerais, nosso querido irmão Cláudio Meteiros, que hoje trará o tema esquecimento do passado. Meu irmão, a casa já é sua. Sinta-se à vontade. Rogando votos de muita paz, passamos a palavra para você. >> Obrigado, Rosâela. Os nossos cumprimentos. a todos os telespectadores que nos acompanham pelos diferentes canais. No livro Depois da Vida, vamos encontrar um depoimento muito marcante de uma alma, de um espírito que se identificou como Marina da Conceição. Marina da Conceição assim se expressou. Nasci há menos de 50 anos numa família abastada em que em uma cidade próxima. Meus pais, fazendeiros prósperos, esperavam por um filho que levasse a propriedade adiante. Minha chegada causou-lhes um grande transtorno desde que eu não correspondia aos anseios acalentados. Experimentei desde a primeira hora o desdémrados que não queriam uma filha. A seguir, à medida em que o tempo se
causou-lhes um grande transtorno desde que eu não correspondia aos anseios acalentados. Experimentei desde a primeira hora o desdémrados que não queriam uma filha. A seguir, à medida em que o tempo se passou, a fissura fez-se um abismo entre nós. Porquanto, como consequência das leis divinas, é bom anotar, como consequência das leis divinas, a idiot epilepsia me assinalaram à debilidade orgânica e mental. 4 anos se passaram do meu nascimento e um irmão veio coroar a felicidade do nosso lar, fazendo, não obstante, que a minha dor fosse tornada insuportável. Na minha limitação, entretanto, eu não podia avaliar o que em verdade se passava. Notem bem, na minha limitação, eu não podia avaliar, eu não podia compreender, eu não conhecia o que em verdade se passava. Quando as convulsões epilépticas assaltaram-me a partir dos 7 anos, um verdadeiro calvário se apoou da minha vida fragmentada pelas limitações mentais e por sofrimentos outros que me eram impostos. Pessoas inescrupulosas chantageando a presunção da minha família, afirmavam ser eu possessa de demônios. O que levava meus pais a aplicar emme surras constantes, difíceis e homéricas, em vãs tentativas de expulsar de mim espíritos maus, execrando-me com epítetos mausãos e expressões que me humilhavam na presença dos empregados e dos demais familiares. Não fluí a bênção do carinho materno, que ao contrário, não escondia a sua ogeriza pela minha presença. era obrigada a fazer as refeições a parte da família, porque o meu controle motor sempre gerava cenas embaraçosas à mesa, aos 15 anos, apresentando-me uma forma harmônica, na estupidez da minha menteada, em vezes que me violentaram sexualmente, me estupraram em plena mata, sem que eu tivesse consciência da edionondez do crime que estava ocorrendo. E porque chegasse à casa com sinais visíveis do ato cruel, minha mãe acreditava me vulgar. Exigiu-me de meu pai que tomasse providências que se aplicariam mais tarde após uma sucessão de agressões físicas que me deixaram prostrada no leito por vários
o cruel, minha mãe acreditava me vulgar. Exigiu-me de meu pai que tomasse providências que se aplicariam mais tarde após uma sucessão de agressões físicas que me deixaram prostrada no leito por vários dias. Mas não terminou aí meu calvário, porque pouco mais de dois meses depois anunciou-se uma gestação indesejada. Meus genitores foram tomados de fúria, levaram-me para a mata e espancaram-me impiedosamente, a fim de que eu acasse o homem que me havia desencaminhado para que eles organizassem, forçassem, encenassem um matrimônio impossível de acontecer ou mandassem lavar-lhe a honra. manchada com a vingança na minha alucinação e desequilíbrio. No entanto, eu não podia identificar o meu algo-me então a um tronco de árvore e meu pai, tomado por um furor indômito, chicoteou-me até que a morte me adiveio. Experimentei terrível dor e agora ela vive um fenômeno muito especial no seu desenlace. Num certo momento, uivando como um animal e tentando libertar-me das amarras, vi-me mentalmente, subitamente, projetada a um outro cenário na forma de uma fidalga, de uma mulher nobre, aparentando 40 anos. diante de uma escrava com sinais evidentes de parto numa cenzala miserável infecta. Ali presente, eu exigia do feitor que lhe amarrasse as pernas, enquanto lhe retinha os braços no tronco da punição. Aquele filho não podia nascer porque era o filho do meu marido com a jovem negra que o roubara de mim. Acompanhei o trucidar daquele corpo moço nas violentas contrações do organismo com zombaria desprezos. Gargalhava enquanto seus gritos de lacerantes de dor ecoavam por toda parte. acompanhados pelo murmúrio das preces e das objatórias dos demais escravos espalhados por toda parte, via a morrer sem que o filho fosse projetado para fora, porque as pernas estavam atadas em corda. Nesse exato momento, eu voltei à cena que me via com a cabeça tombada. Senti-me livre e leve, enquanto minha mãe gargalhava, aplaudia o meu genitor, agradecendo-lhe por haver-me recuperado a honra ultrajada. Neste momento
eu voltei à cena que me via com a cabeça tombada. Senti-me livre e leve, enquanto minha mãe gargalhava, aplaudia o meu genitor, agradecendo-lhe por haver-me recuperado a honra ultrajada. Neste momento identifiquei então que aquela mulher que me concedera a maternidade e que agora estava me agredindo havia sido a escrava que eu mandara matar. E aquele homem que me houvera trazido a vida na condição de pai, nessa triste existência, era o meu marido de outrora a quem eu negara o direito da paternidade. Neste momento, uma doce paz tomou conta de mim. Abandonei o casulo carnal reconhecida. E porque alguém me aparecesse ofertando-me mãos generosas passados alguns minutos ali mesmo, me pus de joelhos e agradecer a Deus a oportunidade de resgatar o crime que cometera antes, a fim de poder encontrar paz perante a justiça divina, entregando os meus genitores à própria consciência, sem qualquer rancor. E finaliza Marina da Conceição no depoimento aqui. Venho hoje. Ela trouxe este depoimento numa reunião mediúnica para dizer que todas as dores, mesmo aquelas que se apresentam com um caráter mais chocante e cruel, t suas raízes no amor desprezado que enlouqueceu no passado, quando engendramos crimes que agora a providência divina deles nos permite liberar, a fim de grangearmos paz. Esse depoimento forte desse espírito identificado como Marina da Conceição, pode ser analisado e estudado a partir de diferentes perspectivas. Uma relaciona-se diretamente e é a que gostaríamos de destacar com o tema de hoje, o esquecimento do passado. Enquanto vivia as dolorosas experiências reencarnatórias, Marina não tinha o menor conhecimento acerca das circunstâncias que deram origem à aquela vivência dolorosíssima. Sua mãe de hoje, cruel e insensível, era a escrava que no passado ela houvera mandado matar com lances de crueldade. O homem que agora fora seu pai era o seu marido de outrora a quem ela negara o direito da paternidade. Se entrarmos no mérito das questões que envolvem o comportamento das vítimas
lances de crueldade. O homem que agora fora seu pai era o seu marido de outrora a quem ela negara o direito da paternidade. Se entrarmos no mérito das questões que envolvem o comportamento das vítimas atuais, das vítimas de ontem, que agora equivocadamente atuam no disforço e na vingança, não é o tema específico, a questão da justiça e a questão do desforço. O ponto central da nossa reflexão é, sendo a reencarnação uma realidade da vida, como seria a experiência destas três almas se todas soubessem de pronto? Se todas soubessem de pronto o que houver ocorrido no passado, se soubessem quem foi e o que fizeram ou quem foram e o que fizeram, como seriam as relações dessa tríade, pai, mãe, filha, na atual existência desde o berço, se a consciência guardasse lembrança total das relações do passado. Certamente que seria uma grande tragédia, sem contar um grande transtorno para as almas. A algóz de ontem seria rechaçada de pronto no próprio beço. o ódio, a resistência se manifestaria desde logo e nós teríamos a sociedade configurada de uma maneira muito aberrante, muito estranha, com aquelas criaturas se unindo a partir dessas experiências equivocadas ou mesmo bem-sucedidas do passado, sem qualquer perspectiva de libertação, sem qualquer perspectiva de progresso, sem qualquer perspectiva de renovação. E observem outro ponto a destacar na apresentação desse espírito, mesmo não trazendo a consciência plena das ocorrências, mãe e pai na atualidade, desde muito cedo, sem saber, nutriram aversão, ódio, antipatia por aquela filha que houveram recebido. Allan Kardec na segunda parte do livro dos espíritos, obra fundamental do espiritismo, parte que trata do mundo espírito ou do mundo dos espíritos. No capítulo 7, da volta do espírito à vida corporal, tratou dessa questão. Por que perde o espírito encarnado a lembrança do seu passado? É a questão 392. Os espíritos responderam: "Não pode o homem nem deve saber tudo". Vamos voltar à narrativa do espírito marina da Conceição para fixarmos,
spírito encarnado a lembrança do seu passado? É a questão 392. Os espíritos responderam: "Não pode o homem nem deve saber tudo". Vamos voltar à narrativa do espírito marina da Conceição para fixarmos, será ou qual seram os efeitos destas almas se consciência plena tivessem do que havia acontecido no passado. Não pode o homem, diz os espíritos, saber de tudo e nem deve. Deus assim o quer em sua sabedoria. Sem o véu que lhe oculta certas coisas, as criaturas ficariam ofuscadas como quem, sem qualquer tipo de transição, saísse de um ambiente extremamente escuro para um ambiente altamente claro, respondeu figurativamente os espíritos. esquecido do seu passado. O homem é mais senhor de si. E encontramos aí o primeiro elemento fundamental para o esquecimento do passado. A questão seguinte do livro dos espíritos, ela é mais ampla, mais extensa, mas ela é muito esclarecedora. Vale a pena, no esforço didático, nós trazermos o seu conteúdo nas nossas reflexões. É a questão 393. Como pode o homem ser responsável por atos e resgatar faltas de que não se lembra? Essa pergunta que Allan Kardec faz aos espíritos é uma pergunta que muita gente faz, principalmente aqueles que tem certa dificuldade de assimilar a lei da reencarnação, das existências pretéritas ou mesmo a imortalidade da alma. Allan Kardec segue numa sequência de indagações. Como pode aproveitar a experiência de vidas que ele não lembra, que se esqueceu ou de que se esqueceu. Concebessia que as tribulações da existência lhes servissem de lição, se se recordasse do que as tenha podido ocasionar. Ele vai naquela tese de que seria muito mais proveitoso para o espírito se ele soubesse do seu passado, se ele lembrasse do seu passado, se ele tivesse consciência do seu passado, né? Como conciliar isso com a justiça de Deus? É uma pergunta muito profunda, uma pergunta muito interessante. E os espíritos responderam também uma resposta um tanto quanto longa. Em cada nova existência, o homem dispõe de mais inteligência e melhor pode distinguir o bem e o mal.
pergunta muito interessante. E os espíritos responderam também uma resposta um tanto quanto longa. Em cada nova existência, o homem dispõe de mais inteligência e melhor pode distinguir o bem e o mal. Então, Kardec assevera primeiro que nas cada em cada reencarnação a gente vai adquirindo mais inteligência, consequentemente mais capacidade cognitiva de separar as coisas. E também naturalmente é é possível levantar a hipótese de que vamos igualmente adquirindo maturidade psicológica e espiritual se nos dedicarmos às reflexões, ao aprendizado referente às questões do espírito. Mas os espíritos questionam para ele devolvendo qual o mérito da pessoa se ela lembrasse do passado. Quando o espírito volta à vida anterior, né, quando a gente volta ao mundo espírita, quando a gente volta ao mundo espiritual, diante dos nossos olhos se lhe estende toda a nossa vida pretérita. E se as faltas que cometemos são significativas, elas se apresentam e a gente entende os seus elementos constitutivos e, principalmente, a gente enxerga o que a gente não enxergava durante a vivência da experiência. Como nós poderíamos ter evitado? Em geral, o espírito reconhece justa a situação em que se acha. Observem a experiência de Marina da Conceição, no momento em que ela desencarna, no momento em que ela morre. reconhece a justa situação e busque então uma outra existência capaz de reparar a que vem de transcorrer. No caso dela, ela é uma alma que se redimiu. Tanto que o livro Depois da vida é dividido em capítulos, almas em dificuldade nos primeiros capítulos e almas felizes, almas que conseguiram na experiência encarnatória a libertação das dos males que houveram provocados no passado e que são causa do estilo de existência que levaram para aquela vida, né? Allan Kardec então desdobra a questão, vale a pena consultar sobre ela, de que a alma humana então a partir disso, mergulha novamente na experiência da Terra, escolhendo provas para vencê-las, experienci, experiá-las, né? Porque na sua intimidade, no seu
sultar sobre ela, de que a alma humana então a partir disso, mergulha novamente na experiência da Terra, escolhendo provas para vencê-las, experienci, experiá-las, né? Porque na sua intimidade, no seu inconsciente, estão cientes das razões que levarão à aquela existência. destaca o professor Kardec que apesar do esquecimento, o espírito tem a intuição do pensamento, tem a intuição das ocorrências. E quase sempre quando a voz da consciência nos fala diante de uma situação, diante de uma decisão e principalmente diante da possibilidade de sucumbirmos em escolhas infelizes, quando a voz da consciência nos adverte, são estas intuições, principalmente relacionadas a esse passado. Ele conclui dizendo que não temos durante a vida a lembrança exata, conclui os espíritos, de que do que fomos e do que fizemos nas existências anteriores, mas temos sim a intuição. As nossas tendências instintivas são reminiscências desse passado. E a nossa consciência e o desejo que experimentamos de não reincidir nas faltas já cometidas nos leva a adquirir resistência, força e valor para não errarmos novamente. O benfeitor espiritual Manoel Filomeno de Miranda, no livro Temas da Vida e da Morte, traz uma associação muito importante sobre estas reminiscências informadas pelos espíritos superiores a Allan Kardec na questão 393 do livro dos espíritos, no capítulo 2, onde ele trata de reminiscências e conflitos psicológicos. Filomeno vai dizer que o processo de reencarnação está a convidar, a exigir de todos os pensadores, pesquisadores, cientistas, embriogenistas, biólogos, psicólogos, de uma forma muito mais profunda penetrar nos meandros da alma humana para compreender estes elementos que permanecem ignorados e que serão no futuro. Uma chave importante para decifrar muitos transtornos vividos pela alma, hoje classificados como transtornos psicológicos, transtornos de relacionamento ou transtornos emocionais. Diz Filomeno que as impressões mais fortes das experiências passadas fixam-se no corpo informação
classificados como transtornos psicológicos, transtornos de relacionamento ou transtornos emocionais. Diz Filomeno que as impressões mais fortes das experiências passadas fixam-se no corpo informação através das deficiências físicas e psíquicas, saúde, inteligência, de acordo com o tipo de comportamento que caracterizava o estágio evolutivo do espírito àela época. A benfeitora espiritual Jona deângeles tem também um texto muito interessante que está no livro otimismo, capítulo 15, reencarnação e ouvido, esquecimento. Sem o esquecimento temporário das ações pretéritas, o progresso moral do espírito seria impossível e pelo menos muito difícil, muito penoso. Calcetas, criminosos, almas fracas, que ainda somos todos nós diante da plena recordação das nossas vidas passadas. permitiriam que neuroses, psicoses governassem a nossa existência com mais vigor nos dias que se passam, porque estas lembranças dos nossos erros e acertos seriam também conhecidas daqueles a quem amamos ou preterimos, auxiliamos ou prejudicamos. Vocês imaginam nós, com pleno conhecimento e plena consciência dos nossos históricos reencarnatórios diante de pessoas no ambiente de trabalho, porque o ambiente de trabalho aproxima pessoas comprometidas de longas datas no ambiente familiar, aquele aquele filho que se apresenta, o esposo, a esposa, o avô, o tio, o vizinho. A existência, ela é muito especial e muito sutil no aproximar das pessoas que trazem vinculações espirituais mais profundas e decorrentes de comportamentos e relações passadas. Aquele estranho que se aproxima de nós, aquele estranho que chega num dado momento na nossa existência, sabe lá Deus de onde veio e quem é, mas que num dado momento a nós se vincula por diversas razões e começa a participar das relações sociais conosco, relações que têm impactos, impactos pessoais. impactos relacionais de todo tipo, né? Vem de onde? Quando nós pensamos nas existências passadas, certamente, e Joana de Angelhes destaca, não seria possível o perdão.
têm impactos, impactos pessoais. impactos relacionais de todo tipo, né? Vem de onde? Quando nós pensamos nas existências passadas, certamente, e Joana de Angelhes destaca, não seria possível o perdão. O perdão lucilaria no homem que se armaria de maior soma de rancor, desejo de vingança. Os ressentimentos tomariam um campo nos painéis das mentes, promovendo sérios distúrbios. As pessoas se uniam em grupos isolados, conforme nós destacamos. Muitos negariam a oportunidade fraternal aos arrependidos e aos viciosos para se corrigirem. Teríamos verdadeiras comeéias. alienadas da realidade, enquanto os enfrentamentos motivados pela infeliz necessidade de esforço, que ainda faz parte muito da nossa dinâmica psicológica interna, seriam mais repetidos e mais sangrentos. Daí a gravidade, daí a seriedade, daí a importância, o significado, daí a grandeza da misericórdia divina que nos traz o esquecimento do passado como um fenômeno presente nos processos reencarnatórios. O espírito Manuel Filomeno de Miranda destaca que a reencarnação se consolida mais ou menos na fase da da adolescência. Até lá, o espírito que renasce ainda guarda lembranças, vestígios mais relevantes, mais lúcidos do seu passado. E por isso que lembramos enquanto estudávamos que o pesquisador estadunidense Stevenson, nas suas pesquisas sobre lembranças de vidas passadas eh tinha uma preferência por estudar lembranças naturais e voluntárias em crianças. Filomeno destaca também que mesmo após a desencarnação, o espírito não adentra diretamente no conhecimento do pretérito. Tal fenômeno também é destacado por Jonas de Angeles nesse capítulo 15, o reencarnação e o ouvido que está no livro otimismo. O corpo físico impõe limitação dos sentidos, de todos os sentidos, né? e nos convida ao enfrentamento das questões que surgem de uma maneira corajosa e pensando no futuro, pensando na construção de valores, isso elimina e nos protege de muitas coisas. Neste texto, a benfeitura espiritual destaca que o compromisso nosso deve ser
uma maneira corajosa e pensando no futuro, pensando na construção de valores, isso elimina e nos protege de muitas coisas. Neste texto, a benfeitura espiritual destaca que o compromisso nosso deve ser treinar a paciência e a disciplina em face das má tendências, porque as má tendências são indicativos significativos, relevantes das experiências passadas que vivemos. Com isso, com esse treinamento, com esta paciência, com esse trabalho ininterrupto de autocompreensão das questões íntimas que nos afetam, principalmente nos relacionamentos e nos desafios da vida, de um modo geral, nós vamos adquirindo experiência para voos mais altos e mais expressivos, né? Relembra ela que existem muitas outras razões para soberanas leis da vida não permitirem a consciência de tudo que nós já fizemos e de tudo que nós já fomos. Esse esquecimento temporário, né? Porque a partir daí todas as conquistas que nós fizermos vão representar um patrimônio intransferível que nos proporciona crescimento e, principalmente nos encaminha para a conquista da plenitude. Aí a associação muito significativa entre essa diretriz da paciência e da disciplina em relação a às más tendências e potencialização, desenvolvimento dos hábitos positivos, dos valores e das virtudes que nós temos, até como experiências preventivas para provas futuras. É por isso que há uma relação importante com o que nós vamos chamar da jornada do autoencontro, do encontro conosco mesmo. Há uma expressão de Jesus muito conhecida que tem diferentes interpretações. E conhecereis a verdade, a verdade vos libertarás, podendo ela também representar o conhecimento da verdade que habita em nós, da verdade que guardamos no profundo da nossa alma. No livro Em Busca da Iluminação Interior, a benfeitora espiritual destaca que cada criatura é portadora de sua sombra individual, sombra no conceito da psicologiaunguiana, que é também eh interpretada dentro da psicologia espírita. Todos nós possuímos características, elementos interiores conflitantes que vão expressar,
ividual, sombra no conceito da psicologiaunguiana, que é também eh interpretada dentro da psicologia espírita. Todos nós possuímos características, elementos interiores conflitantes que vão expressar, mas não se manifestam com clareza tudo aquilo que nós fizemos, tudo aquilo que nós vivemos e tudo aquilo que nós experienciamos nas outras existências que tivemos no passado. A maioria dos conflitos que vivemos hoje tem origem na sombra, nesta sombra, nessa instância psíquica onde guardamos todos os elementos da nossa trajetória espiritual. Ainda esta semana conversava com um jovem adulto que dizia: "Eu trago uma culpa profunda e incompreensível quando eu olho para os meus pais. E dessa culpa vem um sentimento muito ruim de remoço e que eu não sei o que que é. Não consigo identificar. Na minha história, eu não tenho nenhum episódio de conflito com os meus pais na minha história atual, né? Então, observem que a compreensão lúcida dos fatos que trouxeram estas almas para a atual existência, ela não existe. E ainda bem que não existe, está esquecida temporariamente, mas há um uma intuição, há um sentimento, há um fulcro, um complexo que precisa ser trabalhado. E para ser trabalhado na maioria das circunstâncias, não necessitamos de qualquer experiência ou prática que nos leve, porventura, a um trabalho de regressão de memória. Porque por força da natureza e da misericórdia divina, somos capazes de, mesmo trazendo esses conflitos na alma, superá-los e vencê-los, substituindo-os por novos valores, por novos hábitos que vão nos engrandecer e, principalmente, diluir tudo aquilo que de infeliz e equivocado ocorreu nas outras encarnações. Daí a diretriz de primeiro um enfrentamento cotidiano que temos que praticar, não em relação aos outros, mas em relação à aquilo que nasce da nossa própria alma. uma antipatia gratuita, um sentimento de rechaço, uma mágoa por coisa pequena. Ao nos defrontarmos essas sensações e esses sentimentos nos relacionamentos com as pessoas e mesmo no campo dos desafios gerais, da
tia gratuita, um sentimento de rechaço, uma mágoa por coisa pequena. Ao nos defrontarmos essas sensações e esses sentimentos nos relacionamentos com as pessoas e mesmo no campo dos desafios gerais, da existência profissionais, do trabalho de um modo mais amplo, devemos nos ater muito a essa observação interior e ao trabalho de aprimoramento íntimo, moral, buscando eliminar, buscando desmascarar esta sombra que ainda marca o nosso inconsciente profundo. fiquemos atentos a esses aspectos, porque naturalmente na medida em que vamos avançando na evolução moral e espiritual, vamos ampliando nossa consciência que vai se tornando lúcida, que vai se tornando clara, que vai se tornando ampla e nos habilita a enfrentamentos maiores, principalmente nas relações que nós estabelecemos. Na questão 397 do livro dos espíritos, Allan Kardec pergunta: "Nas existências corpóreas de natureza mais elevada do que a nossa, é mais clara a lembrança das experiências anteriores?" Os espíritos responderam: "Sim, na medida em que o corpo se torna menos material, com mais exatidão, o homem vai se lembrando do passado. Esta lembrança que nos que habitam mundos superiores é muito mais nítida, muito mais clara. Certamente que para lá nós marchamos, evocamos nesse encerramento a bela oração poética do professor Rubens Romanelli quando dizia: "Senhor, inundas-me no esplendor de tua luz, mas contudo, do cego, eu não te vejo. Falas-me na eloquência de teu verbo e, no entanto, surdo, não te ouço. Abrasas-me na ardência de teu amor e, todavia, insensível, não te sinto. Ó estranha contradição, tu bem perto de mim e eu tão longe de ti. Desvela-me, Senhor, os olhos cegos de orgulho. Abra-me os ouvidos surdos de vaidade e sensibiliza-me o coração duro de maldade para que eu descubra a tua divina presença na intimidade de meu ser. A paz seja conosco. Muito obrigado. Nossa gratidão, Cláudio, pelas belíssimas reflexões, pelo comprometimento que temos com a nossa própria semeadora atual e a colheita de então. Que o Senhor da vida
A paz seja conosco. Muito obrigado. Nossa gratidão, Cláudio, pelas belíssimas reflexões, pelo comprometimento que temos com a nossa própria semeadora atual e a colheita de então. Que o Senhor da vida te inspira e te abençoe sempre, meu irmão. Paz e luz a ti. Nossa gratidão também a tantos amigos aqui conosco neste momento aqui pela UVCTV e pela manção do caminho. Que servamos aprender as lições para de fato colocá-las em prática. Que o Senhor da vida nos abençoe nesse propósito. Lembrando sempre aos amigos que estamos aqui na UFCTV todas as manhãs com o nosso programa Momento de Reflexão às 7 horas para começarmos o dia na luz da oração e todas as quartas-feiras às 21 horas com o nosso programa Somos Todos Imortais. Presença de Neos de Todos é sempre muito bem-vinda. A todos os amigos aqui presentes nos dois anos da vida. Paz e luz a todos.
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