Sandra Borba - Bases cristãs para um mundo novo

Mansão do Caminho 11/03/2023 (há 3 anos) 59:41 1,249 visualizações

Bases cristãs para um mundo novo. Transmissão ao vivo da 25ª Conferência Estadual Espírita, realizada pela Federação Espírita do Paraná, entre os dias 10 e 12 de março de 2023, em Curitiba. O tema central do evento é: Rumo ao Novo Mundo. Os palestrantes convidados são: Divaldo Franco, Alberto Almeida, Sandra Borba Pereira, Alessandro Vieira de Paula e Jorge Godinho Barreto Nery. Estamos no Facebook @mansaodocaminho Estamos no Instagram @mansaodocaminho

Transcrição

Vou arrumar o microfone à sua altura. Obrigado. Nem estatura espiritual e nem física. Mas é isso. Deixa eu ver se eu estou equilibrada o suficiente aqui. Eu só tô fazendo isso porque teve uma vez que eu fui fazer uma palestra no centro espírita, não me lembro mais nem onde foi. E era exatamente assim um tabladozinho. E quando cheguei com a minha mediunidade de porta fechada, né, eu disse a moça, presidente, eu eu vou cair quando acabar a palestra, eu vou cair. Devia ter feito, fiz a palestra, minim makicos e tal. Quando acabei a palestra que dei ré, pronto. Então você cuida de mim, tá bom, meu irmão. Tá certo. Senão você vai ter que fazer um um momento espírita especial. A queda da expositora é uma tragédia, né? Vamos lá. Boa tarde. Boa tarde a todos vocês. Almoçaram bem? lancharam bem. Aliás, aqui só se come. Nunca vi um negócio desse na minha vida, né? Eu disse a meu esposo que ele assim alarmado, ele disse: "Não, é o esporte aqui, é um esporte". Foi a coisa que eu aprendi quando eu vim aqui pela pela primeira vez, né? Matuta, né? Ferraz, Matuta do do Nordeste. E lá fomos nós lá almoçar em algum lugar. Aí ele preparou o prato, aquela coisa toda impressionada com o tamanho de onde levaram. Era a gente comendo e a criatura passando aqui. Que é isso? que aquilo que é isso, que aquilo. Votes. Expressão nordestina. O povo não deixa a gente comer não. A gente tá comendo e o povo quer querendo empurrar mais comida. Então o pessoal continua firme, viu? Continua esse esporto maravilhoso. Vamos lá porque senão o tempo ru e eu vou ser demitida. Vamos lá. Bases cristãs para uma nova sociedade. Então, já agradecemos desde já a colaboração de todos. Eh, agradecida por vocês estarem aqui, pelo acompanhamento dos nossos irmãos. O nosso Paulo já agradeceu a todas as redes aí que estão responsáveis também pela multiplicação. E eu recebi até da França, vice, recebi, foi, fiz o a palestra e já recebi uma uma colocação muito interessante dizendo que eu não escrevi nada ainda sobre o currículum

veis também pela multiplicação. E eu recebi até da França, vice, recebi, foi, fiz o a palestra e já recebi uma uma colocação muito interessante dizendo que eu não escrevi nada ainda sobre o currículum espirituales reencarnatório, né? Mas que tem. Eu disse, eu sei que tem, tem arquivo, tem, tem lá um arquivo maravilhoso, né? E ainda mais tem o nosso arquivo mental. É só saber acessar e a gente vai então se impressionar. Então, a conferência chega não só do Brasil, chega fora do Brasil também. Vamos começar com a estatística. Hum. 2,18 bilhões de cristãos no mundo. Nossa, né? Nós somos mais de 30.000 denominações cristãs na terra. Diz que cada dia alguém fundou a igreja, então esse número deve estar defasado, né? Vamos lá. Mas quando a gente vê essa estatística, a gente se depara com uma pergunta. Uma pergunta que não quer calar, como geralmente se diz. Qual é a pergunta? O foi o que aconteceu? Como é que a gente tem 2,18 bilhões de cristãos no mundo, mais de 30.000 1 denominações que se dizem cristãs na terra. E a coisa tá desse jeito, a violência graçando em todas as suas possíveis manifestações do lar até mesmo guerra entre nações, como temos acompanhado. O que foi que aconteceu? Porque há essa contradição, nós temos esse número que, em tese, né, deveria nos conduzir a uma outra terra, a uma outra sociedade, a um outro perfil planetário. E o que é que está acontecendo conosco? O que é que ocorre? Tanto as desigualdades, destruição ambiental e manifestação, como já falamos, da violência em seus diversos matizes, tanto individual, do indivíduo para consigo mesmo pela autodestruição, como no lar, como em pequenos, como em grandes grupos, como se vê entre as nações. Então, a pergunta é exatamente esta: qual é a razão dessa dicotomia, dessa contradição entre a chamada adesão a princípios, adesão a valores e a prática real, a prática observável das nossas atitudes. Dentro das nossas reflexões, levantamos duas possibilidades com o auxílio dos universitários. O primeiro

esão a princípios, adesão a valores e a prática real, a prática observável das nossas atitudes. Dentro das nossas reflexões, levantamos duas possibilidades com o auxílio dos universitários. O primeiro universitário, né, é o nosso querido Raul Teixeira. Nosso Raul Teixeira num programa Vid Valores, o programa de número 187, gravado em janeiro de 2009, sobre a importância da vida religiosa. Muito bom programa, aliás, toda a série de valores, tanto em vídeo quanto, né, após a sua conversão em livros. Então, é este daí, o 187. a importância da vida religiosa. Então, nessa nesse programa, o nosso Raul nos auxilia a entender algumas distinções, o que seria, por exemplo, o religiosismo, que é uma expressão que ele usa, e a religiosidade, n? Então, ele começa nos informando que o chamado religiosismo é a misancene, é a aparência, né? é a palavra sem uma real ressonância naquele que a pronuncia. E nós encontramos também em outras pesquisas que diz respeito o chamado eh religiosismo aos aspectos ritualísticos e nós acrescentaríamos e também dos próprios credos, né, que se tornam de repente mais importantes que a própria fé. Então isso conduz é um caminho ao chamado fanatismo religioso. É uma aparência de religiosismo, de religiosidade, né? Então é o que o nosso Raul denomina de religiosismo. E a religiosidade o que seria? Ela tem um caráter então individual. Ela é a expressão da busca da criatura humana pela espiritualidade. É a manifestação do sagrado. É uma realidade principalmente interna que pode ou não se manifestar na adesão às religiões. E o que seria a religião no sentido mais sociológico? É aquele sistema de crenças e ritos que tem o quê? Uma um caráter eminentemente institucional. seus espaços de socialização, seu corpo de doutrina, de pensamentos, de credo e assim por diante. Bem, essa é uma possibilidade, é que ao longo de todo esse tempo tempo, nós não tenhamos sido de fato cristãos com religiosidade, mas cristãos com religiosismos, ou seja, com a aparência, né, com um aspecto meramente exterior,

ade, é que ao longo de todo esse tempo tempo, nós não tenhamos sido de fato cristãos com religiosidade, mas cristãos com religiosismos, ou seja, com a aparência, né, com um aspecto meramente exterior, sem ressonância interna e principalmente com determinados atavismos de comportamento, enquanto que a relí religiosidade, muitas e muitas vezes abandonada por nós, né, desprezada e não vivenciada por diversas razões. Entre as razões, o próprio religiosismo de muitos que se tornam, de repente exitosos perante a comunidade. Nós encontramos também aquelas pessoas que como que abafam em si esse sentimento porque não são aceitas no meio, né? Então, muitas vezes, no meio onde a pessoa está habitando, vivendo, existe preconceito. Hoje, por exemplo, nunca, né, vimos tanto preconceito como nos dias de hoje, entre os quais o próprio preconceito também religioso. Então, um jovem que se apresenta como alguém que manifesta a sua religiosidade pela busca desse sentido do sagrado, muitas vezes enfrenta a dificuldade, muitas vezes enfrenta o preconceito, a discriminação no seu próprio grupinho social. E a gente sabe, né, que a depender da faixa etária, a coisa fica bem mais complicada em razão da necessidade de ser o quê? de ser eh apreciado, aceito, respeitado, incluído no seu grupo de pares da mesma faixa etária. Então, o nosso Raul vai lembrar exatamente isso, que ao longo do tempo nós desprezamos muitas vezes essa religiosidade e privilegiamos o religiosismo, essa aparência, essa coisa que fica apenas no exterior, quando na verdade a religiosidade é um sentimento inato no homem. Nós temos essa necessidade, é a marca de vida em nós. Nós precisamos cultivar esse sentimento com ou sem religião. Não fiquem assustados, né? Mas sim, nós podemos cultivar religiosidade sem necessariamente fazermos as nossas opções religiosas. Porque enquanto a religiosidade ela tem um caráter individual, né, de encontro com o sentido de espiritualidade, a religião ela é mais formal, mais institucional, tem exigências inclusive de padrões de

orque enquanto a religiosidade ela tem um caráter individual, né, de encontro com o sentido de espiritualidade, a religião ela é mais formal, mais institucional, tem exigências inclusive de padrões de comportamento, código de valores e assim por diante. Então nós temos aí umas cabeças pensantes que são soltas, vamos dizer assim, né? e que revelam em seus pensamentos, em seus escritos, muitos literatos, escritores, pensadores, que você percebe nos textos aquele sentido de religiosidade, mas são pessoas que até mesmo às vezes pelo preconceito da academia, pelo preconceito de seus pares, terminam por não optar, né, dizer, afirmar as suas verdadeiras convicções religiosas. OK? Bem, essa é uma possibilidade, tá, daquela contradição entre a adesão e a realidade das escolhas, das atitudes. Temos uma segunda eh possibilidade que encontramos no livro, presta atenção, um livro muito importante, o livro da esperança. O livro da esperança, da autoria do nosso prezado, eh, Emanuel, vem nos trazer uma mensagem chamada cristãos sem Cristo. é uma paulada na cabeça da gente, né? ele começa dizendo e vai listando uma série de preocupações nossas com aspectos que nós diríamos aspectos exteriores, ou seja, reverências exteriores, até mesmo, né, o fato de nós sistematizarmos sobre o ponto de vista de memória e registro, informações acerca, né, de Jesus, acerca do cristianismo, eh manifestações da arte, a escultura, por exemplo, né, a pintura e muitas e muitas vezes o nosso próprio verbo proclamando essa ou aquela situação que envolve o cristianismo, né? A gente muitas vezes também cultiva a prece exterior, né? a gente faz pregações, enfim, a gente vai, né, apresentando aquilo que seria talvez o nosso desejo realmente de adesão. Mas quando esse desejo ele chega no dia a dia das cobranças comportamentais, aí nós estamos numa situação difícil por não conseguirmos de fato vivenciar a mensagem do evangelho. Ele tem, então, nessa mensagem, já quase no fim, ele vai nos apresentar a seguinte definição.

tais, aí nós estamos numa situação difícil por não conseguirmos de fato vivenciar a mensagem do evangelho. Ele tem, então, nessa mensagem, já quase no fim, ele vai nos apresentar a seguinte definição. Essa é dose. Diz para nós o querido benfeitor espiritual, através de numerosas reencarnações, temos sido cristãos sem Cristo. E aí basta que nós nos debrucemos em especial na obra, né, de André Luiz e outras obras que tratam do plano espiritual, da chegada de companheiros no plano espiritual, envergando muitas vezes vestes, né, sacerdotais ou adesões a essa ou aquela denominação religiosa. E esses companheiros chegam em condições extremamente difíceis no plano espiritual a partir exatamente dessa incoerência entre o assumir, o aderir a uma carta de princípios e valores e as suas próprias atitudes, as suas escolhas. E aí é interessante, ele vai apresentar quatro grupinhos. Eu espero que ninguém se identifique. Eu não me identifiquei com nenhum. assim, não recordei, né? Então, primeiro diz assim: "Conquistadores, eita, conquistadores, né? Latifundiários cruéis. Uau! Piratas, eita, guerreiros. São quatro grupinhos. Eu não me identifiquei com nenhum. Devo estar no quinto grupo que ele não botou aqui, tá? Mas vamos lá. Então ele vai nos conclamar ao final da mensagem, cristãos sem Cristo, né? Que nós, a partir desse momento em que nós recebemos as luzes da doutrina espírita, então que nós tenhamos o quê? Olha a palavrinha, responsabilidade. Que tenhamos a responsabilidade de viver. É imperioso, saibamos, dignificar o espiritismo na própria consciência, acima de demonstrações exteriores, procurando refleti-lo em quê? Em nossas atitudes, em nós mesmos. Então, meus queridos amigos, estimados irmãos, são duas opções que nós temos. Existem muitas outras, claro, né? Nós escolhemos, selecionamos essas duas formas de responder, porque essa contradição entre 2 bilhões, 2,18 bilhões, né, de cristãos, mais de 30.000 denominações que se dizem cristãs no mundo e o mundo se apresentando nessas

namos essas duas formas de responder, porque essa contradição entre 2 bilhões, 2,18 bilhões, né, de cristãos, mais de 30.000 denominações que se dizem cristãs no mundo e o mundo se apresentando nessas atuais condições. OK? Bem, quem quiser procure outra, depois eu aceito que me dê sugestões. Mas a pergunta que vem subsequente é muito simples, além de tudo aquilo que Emanuel nos diz, ou seja, essa esse interesse nosso em ter aspectos exteriores, né, em nos eh nos satisfazermos intimamente com as coisas, né, exteriores. Então, por que é que nós não estamos conseguindo essa responsabilidade de vivência? Não é verdade? É algo profundamente complicado para responder, porque a resposta é de caráter individual, é pelo viés da espiritualidade de cada um de nós. Então, a grande pergunta é: o que é que nos falta? Tem gente entre nós espíritas, né, que adora dizer assim: "Olha, eu tô até lutando pela reforma íntima". Ô, coisa difícil. Eu tenho um amigo que dizia ele, agora não diz mais não, já tá melhorou, né? Ele diz assim: "Olha, eu não consigo fazer reforma, no máximo eu consigo fazer um reboco, um reboquinho aqui, um reboquinho aquá, né? Porque de fato a reforma, essa palavra é forte, né? Ela demanda muitos esforços em muitas direções. Então, nós somos ainda de fato, Manuel tem completa razão, criaturas estranhas a mensagem de Jesus. Mas nós não tenhamos muitas preocupações com isso. Sabe por quê? Porque na própria época de Jesus, recebendo as bênçãos da presença do governador espiritual da terra em pessoa, hã, nós tantas e tantas vezes estivemos ali, talvez alguns de nós com ele e nem demos bola, nem nos preocupamos em ouvir as suas exortações. Quando nós nos debruçamos sobre a história do cristianismo, que vemos ali o próprio colégio apostólicos 12, né? Nós ficamos pensando assim: "Senhor, tu és muito bom, porque esse teu grupo não era fácil não, Senhor. Esse teu grupo não era moleza não, né? Um traiu, outro negou, né? Na hora da crucificação, eh, 10 fugiram, ficou um só que era o mais novo, talvez,

om, porque esse teu grupo não era fácil não, Senhor. Esse teu grupo não era moleza não, né? Um traiu, outro negou, né? Na hora da crucificação, eh, 10 fugiram, ficou um só que era o mais novo, talvez, né? novinho ainda, muito cheio de entusiasmo e de idealismo, né? Então, o grupinho não era fácil. As disputas interiores, todos nós lembramos perfeitamente que Jesus ali ensinando, Jesus pregando, Jesus demonstrando e ainda assim a turma não era moleza. Não lembramos-nos, está no livro que nós publicamos mais recente pela editora Frater, né? perguntas que Jesus nos fez, que quando Jesus estava diante da multidão, pregava desde manhã, era uma maravilha, né? E aí quando foi chegando o final da tarde, os discípulos disseram a Jesus: "Despede a multidão para que essa multidão possa eh buscar alimento, né? É muito tarde, daqui a pouco escurecerá". Jesus olhou pra cara deles, eles devem ter ficado assustados. Jesus disse assim: "Dê vocês de comida a eles". Eles devem ter pensado, o senhor tá achando que a gente tem um cartão de crédito muito bom ou então que a gente é capaz de comprar fiado, né? Aí eles ficaram tão horrorizados que eles nem responderam. Aí Jesus disse assim: "Eh, o que tendes?" É a pergunta. Cinco pães, senhor, dois peixes. Eu nunca sei se eram dois ou três. Toda vida eu me confundo. Então, dois ou três peixes. Agora, pães, não, cinco pães. Aí Jesus disse: "Então faz o seguinte, junta aí os grupos de 50 e de 100. e promoveu um festival gastronômico que nunca Curitiba viu. Nós, você vê como a gente é espírito inferior, né? A gente um dia desse tava conversando lá, né, na nossa casa espírita e alguém curioso disse assim: "Qual terá sido o peixe?" Eu achei tão interessante a pergunta porque eu nunca tinha pensado. Eu sempre acho interessante quando alguém pensa o que eu não penso e eu procuro pensar o que o outro pensou para poder não ficar numa situação de saia justa. A pessoa me perguntou: "Você tem alguma opinião sobre qual foi o peixe que Jesus deu?" N assim, eu olhei assim, virei, mexi, aí

r o que o outro pensou para poder não ficar numa situação de saia justa. A pessoa me perguntou: "Você tem alguma opinião sobre qual foi o peixe que Jesus deu?" N assim, eu olhei assim, virei, mexi, aí uma amiga me socorreu, me percebeu numa situação difícil, disse: "Tilápia". Já percebi que vocês gostam de tilápia. E aí eu perguntei para ela, por que que você acha de tilápia? Aquela região tem. E também porque era fácil. Jesus bastava um sopro dele. Pronto, já testava tudinho, já queimava tudinho, já não queimava não, já, né? assava tudinho. E eu então fiquei com aquilo na minha cabeça. Realmente, viu, Ferraz, tenho quase certeza que era pão integral, não era pão de farinha branca, tá? E além do pão integral, tilápia, certo? O problema é que eles deviam ter, coitado, se engasgado muito, né? Porque eu espero que tivesse água também, né? Mas vamos lá. Então, a gente tem umas coisas, né? Tem umas coisas, como por exemplo, tem gente que pergunta na maior simplicidade, quais os nomes dos amigos que desceram com aquele paralítico ali pelo telhado? Eu digo: "Não sei não. Os nomes de lá não sei. Agora se fosse no Nordeste, eu sei como como seria. João, José, Severino e Antôt tem gente que fica procurando. Lembram-me que certa feita, né, um companheiro decidiu, foi chamado para fazer uma palestra com um rapaz jovem ainda, bem, né? E ele passou a palestra discutindo os erros nossos, porque Paulo, segundo ele, não estava a cavalo, estava a pé. Ele levou em 20 minutos para tentar. Meu Deus. E aí o Assis, meu marido, quase infarta, inclusive nesse dia, né? Dis como é que ele pode passar 20 minutos? interessa saber se ele tava a cavalo, se ele tava a pé, né? Eu só sei que ele não pegou Uber. Isso tenho absoluta certeza, né? Mas nós somos assim, nós nos preocupamos com detalhes, com coisas, com conceitos, com ideias, com situações, não é verdade? Então, de repente a gente tem, não só quem se preocupe, é que ainda vai produzir um bocar de coisa para poder apresentar suas teses. Suas teses. Daqui a pouco a gente vai

com situações, não é verdade? Então, de repente a gente tem, não só quem se preocupe, é que ainda vai produzir um bocar de coisa para poder apresentar suas teses. Suas teses. Daqui a pouco a gente vai ter aí a reescrita das cartas de Paulo. É, vão reescrever, com certeza, eu acho. Vou retirar todo o rasgo de machismo. E daqui a pouco também deve ter algum grupo que vai fazer a nova versão da Bíblia. Aí vai ser o inferno, porque realmente é coisa, viu? que o que tem de contexto histórico, de preconceitos da própria época, claro, é evidente. Então, nós temos que nos preocupar muito com aquilo que nos chega, porque são eh são situações delicadíssimas, são situações que em que nós somos colocados para responder coisas que não dá para responder. Então, ao longo dos séculos, foram criadas denominações e mais denominações religiosas, porque não havia o quê? consenso das pessoas em torno de um ou mais pontos considerados esses pontos doutrinários, exegéticos, importantes. Então essa é uma das razões, é a nossa condição humana, é o detalhismo, hã, que nós temos uma espécie de doença em relação a isso e nós nos esquecemos daquilo que é o essencial. essencial a gente vai deixando, mas essas coisas que não são essenciais parece que elas caem bem no nosso gosto. O que é que nos falta além dessa problemática que nós eh apresentamos agora? Nos falta principalmente duas coisas, uma vinculada à outra. A primeira todos conhecemos, porque nós decantamos em verso e prosa, hã, na doutrina espírita, no movimento espírita, principalmente, nós estamos sempre evocando esse ponto doutrinário. Qual é o maior obstáculo que nós temos ao progresso? Qual é? Nota menos de quatro como boa professora. Ainda vamos lá. Qual é? Somente esse povo daqui sabe. Vocês não sabem? Nem vocês sabem. Qual é o maior obstáculo ao progresso? Por que que a gente tem medo de falar nele? É porque ele é trágico. É porque ele nos maltrata há séculos, há milênios, que nós convivemos com eles, com ele, e que nós somos alimentados

o ao progresso? Por que que a gente tem medo de falar nele? É porque ele é trágico. É porque ele nos maltrata há séculos, há milênios, que nós convivemos com eles, com ele, e que nós somos alimentados nele. O espírito verdade, ele não alisa, como diz o pessoal mais jovem, ele dá um brá, um brá em Kardec, consequentemente para todos nós também, um brá. Então ele diz logo que é o egoísmo, né? A grande chaga da humanidade. Esse egoísmo alimentado no interior das famílias. Esse egoísmo alimentado pelas instituições, pela, entre aspas, educação, né? Então esse egoísmo faz com que tudo para nós passe a significar algo estranho. Vou contar para vocês uma historinha do egoísmo rapidinho. Diz que um determinado cidadão, ele era mais tão egoísta, tão egoísta, que desencarnou e foi pro plano espiritual completamente em trevas, completamente uma situação assim triste. E ele vivenciou essa experiência em determinado momento. Ele cansou, ele foi evocando as recordações, porque nós somos seres, né? Não só de aprendizagens, mas de memórias também. E ele lembrou que a mãe dele ensinava a rezar. E ele conseguiu lembrar, porque a mãe obrigava a rezar. Todo santo dia ele começou, né? Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o vosso nome. Quando ele percebeu, viu em meio a escuridão fio dourado descendo. Aí ele, opa, pai nosso que está no céu, santificado seja o vosso nome, p nós vosso reino, seja feita a sua vontade. E começou a se animar e o fio começou a descer luminoso e ele atracou-se com o fio, disse: "Agora sai daqui dessa escuridão". E quando ele estava subindo e orando, ele percebeu que o fio balançava. Quando ele olhou para baixo, não sei quantos espíritos, os coleguinhas dele das trevas, tá tudo subindo também. Ele olhou e disse: "Solta, é meu." O fio cortou e ele voltou. a mesma situação. Então, nosso problema básico é egoísmo em todas as condições. E alguém pode dizer assim: "Não, mas nós espíritas já sabemos tanto disso, nós estamos eh melhorando". Hum. Então, então o que é isso, Paulo? Faça

osso problema básico é egoísmo em todas as condições. E alguém pode dizer assim: "Não, mas nós espíritas já sabemos tanto disso, nós estamos eh melhorando". Hum. Então, então o que é isso, Paulo? Faça essa cara não, né? Nós estamos melhorando, mas nós temos muitos problemas. Porque o egoísmo ele se manifesta de tudo que é jeito, de tudo que é forma. Tudo que é jeito, tudo que é forma. E aí a gente vai sempre o quê? Meu centro espírita, meu mentor espiritual, meu grupo de trabalho. Então tudo é meu, meu, meu, meu. Por isso a espiritualidade tem nos alertado. Quem continua nesse é meu, nesse é meu. Nesse é meu. Tá vendo o cordãozinho? Cordãozinho quebrou. E nós retomamos a condição profundamente egoística e de sofrimento, criando um círculo vicioso. A gente é egoísta e o egoísmo é o parâmetro das nossas escolhas e ações. Aí a gente recebe a consequência, a gente sofre. É porque a gente sofre, a gente chora, a gente continua do mesmo jeito. Então é sempre a mesma tônica, não é verdade? Então o egoísmo. E o que é que é a antítese do egoísmo? Alguém vai dizer a caridade, que é a palavra, sem dúvida nenhuma, que a gente usa, o grande lema do espiritismo, fora da caridade não há salvação. Mas Kardec, num texto em que ele evoca a famosa trilogia da Revolução Francesa, Liberdade, Igualdade, Fraternidade, ele vai dizer que a antítese do egoísmo é a fraternidade. Por quê? Porque a solidariedade ela pode ser vivenciada queacular. De repente alguém se sente, né, emocionado de alguma forma uma situação de dor, como nós acompanhamos tantas situações, os terremotos, as enchentes. Então, a criatura ela é motivada para um ato de solidariedade, não é verdade? Mas a fraternidade ela tem uma pegada mais forte. Frater é uma expressão que significa vir da mesma origem. E agora, se a fraternidade é vir da mesma origem, o que é que significa? Posso ser louríssima como Bet? Hã? Posso ser parda, posso ser negra? Mas isso é somente um acidente. É um acidente. Todos nós vivenciamos essas experiências

vir da mesma origem, o que é que significa? Posso ser louríssima como Bet? Hã? Posso ser parda, posso ser negra? Mas isso é somente um acidente. É um acidente. Todos nós vivenciamos essas experiências diariamente. Nós vivenciamos as manifestações, em especial do preconceito. O preconceito de C recrudeceu ultimamente de uma forma extraordinária. A violência aí está. E quando o a nossa capital natal aparece no noticiário nacional, a gente já fica tudo perguntando o que será que aconteceu de desgraça, que geralmente é o eixo Rio São Paulo, Minas, enfim, né? E quando aparece em Natal, a gente já fica, ai meu Deus, foi que aconteceu em Natal? Dito feito, num prédio que fica a menos de 300 m de onde nós moramos, né? Mãe e filha decidiram espancar uma outra moradora. negra, a moça médica e sua mãe então decidiram que a outra merecia um corretivo e aí no elevador pegaram a criatura e tome, né, pancada. Aí as câmeras obviamente filmaram tudo, não é verdade? E nós fomos para as páginas, né, e para as telas como com essa situação de mero preconceito, simples preconceito. E aí nós temos, né, as centenas, os montões de exemplos em relação à cor, em relação a gênero, em relação à própria questão social. e pasmem num país como o nosso problemas relacionados à sua própria origem, a sua naturalidade. Lembro-me que cheguei certa feita há muitos anos atrás, não pergunto porque faz muito tempo mesmo, tá? Eu fui participar de uma eh um curso sobre expositores espíritas, muito bem, e em uma determinada localidade do do centro, né, do país. E aí alguém perguntou assim: "Eh, é do sul? Quase que eu digo, sou paranaense, mas não tinha começado a vir aqui ainda, né? E a pessoa disse assim: "Você tão branquinha, né? Tão branquinha é do sul?" Eu disse: "Não, ó, gente, eu sou do Nordeste." Aí a pessoa dis assim: "Do nordeste? Se fosse nordestino diria: "Vixe". Mas não era? Então só foi perguntar do Nordeste? E eu fiquei impressionada porque que a pessoa me fez essa pergunta. Porque ela faz a leitura, é o

sim: "Do nordeste? Se fosse nordestino diria: "Vixe". Mas não era? Então só foi perguntar do Nordeste? E eu fiquei impressionada porque que a pessoa me fez essa pergunta. Porque ela faz a leitura, é o estereótipo da da pessoa, não é verdade? Isso me faz lembrar uma outra historinha rápida. Um rapaz chega, né, com uma bermuda, com uma camiseta e com aquele sapato masculino que andou saindo de moda, que tem um pinguelinho na frente, não sei nem como é o nome dele, é horrível, é fake só. E mas era muito moda. Há algum tempo atrás ele entrou numa concessionária de caminhões, mas ao mesmo tempo entrou também um cidadão de palitó, né? E a famosa pasta 007 que não deve ter mais, né? Porque morreu, né? No último filme. Chorei horrores. Muito bem. Então o rapaz que foi atender esse de bermuda, a camiseta e sapatinho, uma sapatilha lá, disse assim: "O senhor fica olhando aqui que eu vou?" e foi se embora atender o outro bem vestido, que na verdade não ia comprar nada, ia resolver um negócio lá. E o tal, o primeiro, ou seja, de bermuda, camiseta e um sapatozinho feinho, ele então chegou para o gerente e disse assim: "Eu quero 10 caminhões". Aí o disse: "Como é? Eu quero 10 caminhões. Trabalhava nessa área, tinha empresa nessa área. Jesus não foi atendido por ninguém, disse: "Fui, mas eu não quero que ele receba nenhuma comissão". Porque ele olhou para mim, fez a leitura a meu respeito e foi atender o cidadão que veio resolver um problema aqui só porque ele tinha uma pasta 007 morto agora no último filme. Então eu não quero que ele receba. Eu vim aqui então diretamente a gerência. preconceito. Preconceito de idade, como dissemos, de gênero, de cor, de naturalidade num país como esse, não tem razão de ser. Isso faz com que nós tenhamos essa certeza de que essa noção que Kardec coloca como antítese do egoísmo, ou seja, a fraternidade é algo extremamente o quê? Difícil para que nós alcancemos. Porque nós temos dificuldade de alcançar a ideia de fraternidade entre nós que temos parecenças,

ntítese do egoísmo, ou seja, a fraternidade é algo extremamente o quê? Difícil para que nós alcancemos. Porque nós temos dificuldade de alcançar a ideia de fraternidade entre nós que temos parecenças, entre nós que pertencemos muitas vezes a um mesmo grupo, a uma mesma religião ou uma mesma uma mesma região. Enfim, nós temos muitas parecências, muitas semelhanças e ainda assim nós temos dificuldade. Quer ver? Filhos ou raça boa, né? Agora tá complicando menos que faltam dois, três quando tem, né? Muito bem. Mas, por exemplo, aquelas famílias grandes, eu sou de uma família de seis filhos, éramos seis, agora só somos três. Mamãe tá chamando tudinho de novo lá para cima. Então o que que ocorre, né? É que entre os filhos, a famosa o quê? Competição, né? Eh, meus irmãos, eu sempre dizia que mamãe tinha uma preferência pelo terceiro. Tanto é que quando eu encontrava com ele, dizia: "Diz peixinho". Peixinho de quê? da mamãe. Seu peixinho favorito da mamãe. E mamãe dizia assim para mim: "Coisa feia, você é espírita." Passava logo na cara, né? Você é espírita? Não, mãe, é só brincadeira. Maneira não. Eu sentia na intimidade, né, na minha emoção, que ele era o filho favorito dela, por uma razão muito simples. Era o filho que passava na época que tinha cheque, ele assinava cheque por ela. Nenhum banco descobriu. Ele foi o filho que cuidou do meu pai doente em casa. Meu pai desencarnou dos braços dele. Ele foi professor com minha mãe, não é do candário que a minha mãe tinha. É claro que ele era o filho que não era o favorito, era o filho mais presente, em especial nos momentos mais difíceis. Então nós temos desde o lar, quer ver outra desgraça, escola, sala de aula. Meu Deus do céu. Eu que tenho neta há um tempo atrás, não, não, não foi esse ano nem no ano passado, ela dizia antes da pandemia: "Ah, na minha sala tem os seguintes grupos". Aí desfilava os grupos. Meu Deus. E vocês faz, você faz parte de quê? Dos normais. Da agora danos dos normais. Tem esse? Tem, tem o qu, não sei o quê. Cada nome

na minha sala tem os seguintes grupos". Aí desfilava os grupos. Meu Deus. E vocês faz, você faz parte de quê? Dos normais. Da agora danos dos normais. Tem esse? Tem, tem o qu, não sei o quê. Cada nome interessantíssimo, né? E tinha grupo dos normais. Ela se dizia pertencem ao grupo dos normais. Agora ela está já em outro momento, em outra idade. Ela chega para mim, disse: "Tá, vó, vou te ensinar". Eu digo: "Lá, vem, desgraceira. D feito: "Vó, vou te ensinar". na minha sala sabe como é que a gente divide o grupo? Não. Como? Minha filha é o seguinte, são tantos alunos, tem tantos heterossexuais, eu já comecei a gelar, parecia que eu tava em Curitiba. Tem tantas lésbicas, bem bem explicado, tem tantos bissexuais, até aí eu conheci as nomenclaturas. Tem psexual, como é que é? Pansexual. E agora tem um tal de sapiensal. E eu conversando a nossa amiga aqui, a esposa do Henrique, ah, tem mais de 70, eu tô desatualizada ao extremo porque a neta vai ensinar para mim quais são as opções. Eu disse: "E aí, vocês se dão bem?" Depende. Então, depende, né? se você faz parte do grupo, se você respeita o grupo. Então é difícil você hoje entender essa diversidade quando não é não é uma diversidade aceita, quando não é uma diversidade compreensiva para aquele que é diferente, né? Por isso, quando a gente ouve falar intolerância, em expensar intolerância religiosa, a gente lembra sempre de Jesus e a gente sempre está mencionando Jesus como exemplo de combate à intolerância. O elogio maior que Jesus deu entre nós, quando estava entre nós, não foi a nenhum judeu, foi a um romano, aquele que foi procurá-lo em benefício de seu servo, de seu criado. E ele disse: "Nem em Israel vi semelhante fé". Porque o cabo era bom mesmo, viu? Ele olhou para Jesus e disse: "Senhor, não precise não. Mande aqueles que lhe obedecem, porque eu também mando os que me obedecem". Jesus olhou para ele e disse: "Nem em Israel vi semelhante fé". Então Jesus não tem preconceito, não tem tolerância. Se dirige a mulher

es que lhe obedecem, porque eu também mando os que me obedecem". Jesus olhou para ele e disse: "Nem em Israel vi semelhante fé". Então Jesus não tem preconceito, não tem tolerância. Se dirige a mulher samaritana na maior, ela dá o maior fora que a gente tem no evangelho, né? Ela olha para ele, disse: "Como é que tu, sendo judeu, me diries à palavra, amém, que sou mulher samaritana, pá." Ela dá um fora em Jesus, não é verdade? E Jesus usa de toda a sua psicologia, porque tem um detalhe antes dessa situação, desse diálogo com a mulher samaritana. Jesus queria entrar na Samaria, mandou os discípulos. Discípulos se dirigiram às aldeias e as aldeias não quiseram receber a Jesus. Você sabe o que foi que os discípulos sugeriram a Jesus? Senhor, a gente pede o fogo do céu para essas aldeias. Povo bom, ô qualidade. Jesus disse: "Não, de forma alguma." E aí ele foi, conversou com a mulher samaritana, usou a psicologia masculina, disse para ela, tá lá no texto evangélico, mulher, eu sou Messias, eu que falo contigo. Bom, foi direto, não caprichou em em metáforas, em simbologias, nada. E ela ficou assim, desceu e quando chegou na aldeia fez aquela propaganda que só uma mulher sabe fazer. Claro, né? Com todo respeito. Inclusive quando eu me sentei aqui, eu disse: "Nossa, eu sou bendita". entre os homens, né? Então, nada contra vocês, tá? Só para dizer que a mulher ela tem uma inteligência, né, eh, narrativa bem mais acentuada, certo? Muito bem. O que é que Allan Kardec nos diz sobre a fraternidade? É, é duro, é duro ouvir. Ele vai dizer: "A fraternidade tá em obras póstumas, tá? Liberdade, igualdade, fraternidade é o título, né, do escrito. A fraternidade, na rigorosa acepção do termo, resume todos os deveres dos homens uns para com os outros. Aí vai dizer o que significa, né? Vai destrinchar. Significa devotamento, abnegação, tolerância, benevolência, indulgência. É por excelência a caridade evangélica e a aplicação da máxima proceder para com os outros como quereríamos que os outros

char. Significa devotamento, abnegação, tolerância, benevolência, indulgência. É por excelência a caridade evangélica e a aplicação da máxima proceder para com os outros como quereríamos que os outros procedessem para conosco. O oposto do egoísmo. A fraternidade diz um por todos e todos por um. O egoísmo diz cada um por si. E ele vai descrevendo exatamente a trilogia, né, da Revolução Francesa e tá lá colocando sempre para nós o que vai aparecer também em a Gênese, no seu último capítulo, capítulo 18. A fraternidade é a base, é o fundamento de uma nova ordem social. Então, a nova ordem social exige que nós tenhamos uma postura diferente, uma postura de compreensão de que o outro é meu irmão. A campanha da fraternidade de 1900 antigamente, porque eu já não lembro mais, tinha, alguém vai lembrar, tá? Tinha um cartaz muito bonito de uma criancinha de olho puxado carregando uma outra criancinha no ombro, nas costas, desculpem, uma criancinha nas costas. E os dizeres da campanha da fraternidade eram esse. Não é pesado, é meu irmão. Arrepiei, né? Não é pesado, é meu irmão. Então, esse sentimento de fraternidade é o sentimento que nós devemos buscar como exercício de combate ao egoísmo para que atinjamos o progresso moral, porque está na base daquilo que é a vivência dos valores cristãos. A vivência que começa primeiramente, só pra gente retomar alguns pontos importantes do pensamento crístico, começa principalmente pelo respeito. Jesus é um líder, é o exemplo da liderança moral que todos nós devemos ter, mas ele tem uma atitude muito diferenciada a época e que hoje é tão decantada em prverso por aqueles que adotam os estudos, que fazem, estudos, pesquisas sobre a liderança. Ele diz e Lucas registra, estou entre vós como quem serve. Liderança servidora é a proposta de Jesus. Mas vejam bem, essa condição de liderança vai ser ampliada com o respeito absoluto que ele tem aos seus discípulos e a todos. Ele respeita aquele que pensa diferente. Ele não acusa ajudas, por exemplo. Ele

ejam bem, essa condição de liderança vai ser ampliada com o respeito absoluto que ele tem aos seus discípulos e a todos. Ele respeita aquele que pensa diferente. Ele não acusa ajudas, por exemplo. Ele não tem uma atitude de agressividade para com o irmão equivocado. Apenas diria que aquele que colocasse a mão com ele no prato, esse seria o que o iria trair. Mas em nenhum momento ele tem aquela atitude agressiva. que respeita aquele que não quer participar, o moço rico, aquele que talvez fosse um dos componentes do colégio apostólico, quem sabe, porque Jesus diz a ele, vem comigo, teu momento é agora. E ele disse, senhor, eu vou ali resolver um negócio que Améia Rodrigues vai dizer que ele vai disputar uma corrida de quadrigas. É a Fórmula 1 da época, tá? Então ele vai disputar e lá vai encontrar a desencarnação. Mas Jesus respeita, ele não quer. Jesus respeita profundamente. Então, o respeito é um valor cristão que está na base da construção de um mundo melhor, na construção de uma sociedade equilibrada, na construção de uma sociedade onde possamos conviver com as diferenças mais visíveis do que hoje nunca tivemos, não é verdade? Você se surpreende a cada dia, né? Você vê coisas que há uns anos atrás você nem imaginava que veria e você tem que ter cuidado. Lembro-me da época de juventude, um tempo atrás, né? Claro. Então, juventude porque eu tenho juventude acumulada hoje, tá? Eu tenho juventude acumulada, mas na época que não era tão acumulada, né? A gente costumava dizer era muito comum a expressão, a coisa tá russa. Imagina, olha, Putin ouvindo isso vai invadir aqui também, não é verdade? Ou então a gente, né, nas marchinhas de carnaval. Um dia desse a gente tava escutando as marchinhas de carnaval que o pessoal bota nas lojas, né? E aí tava lá bem claro. Eu mostrei pra minha filha disse: "Olha o preconceito como era, cantado no frevo. Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é? Será que ele é?" Aí já levantava a suspeita sobre Zezé. Imagina, né? Então nós encontramos cada

a filha disse: "Olha o preconceito como era, cantado no frevo. Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é? Será que ele é?" Aí já levantava a suspeita sobre Zezé. Imagina, né? Então nós encontramos cada coisa impressionante pela ausência da convivência com as diferenças. A neta chegou e disse assim para mim: "Brigamos com professor de geografia. Menina, por quê? Porque ele é machista. Ele quis fazer média com a turma. Aí disse assim para elas: "Vou trazer uma panela de presente para cada uma". Menino, foi uma revolução na sala e elas iam a coordenação para denunciar que o professor é machista. menina, foi brincar com vocês que nada. Isso é brincadeira que se tem. Então, hoje a gente tem que ter o maior cuidado. Não pode dizer nem isso, nem aquilo, nem aquilo outro, porque as palavras elas estão carregadas de um sentido que não é só cultural. Não é só cultural, é ideológico também. E muita gente pega no ideológico, esquece que é o cultural, né? E aí a coisa se torna realmente, né, meio escandalosa, meio, né, diferente, estranha. Então, a gente tem que ter cuidado demais com as coisas que a gente fala, porque a gente pode, inclusive ser, né, punido, a gente pode ser processado. Então, a gente tem que ter esses cuidados. Sem dúvida alguma gente entende, até porque as pessoas podem se sentir o quê? se sentir de alguma forma alvejadas, de alguma forma atacadas com o uso da nossa linguagem. E é muito interessante a gente perceber, em especial o livro dos espíritos, como o espírito de verdade sempre dizia Kardec, entendei-vos primeiro quanto a vossa linguagem, quanto as vossas palavras, para evitar exatamente essas situações. Então, o respeito é a grande base para que nós aprendamos pelo menos a ter a curiosidade, se não uma outra postura, pelo menos a curiosidade de atender a um filósofo da antiguidade que dizia: "Nada do que é humano me pode ser estranho, ainda que a gente se horrorize com muitas coisas, né?" Mas é porque é alguma coisa que o ser humano faz, que a criatura humana

ofo da antiguidade que dizia: "Nada do que é humano me pode ser estranho, ainda que a gente se horrorize com muitas coisas, né?" Mas é porque é alguma coisa que o ser humano faz, que a criatura humana faz. E nós precisamos ter então essa postura de quem não aceita, obviamente tudo, mas quem respeita. Então respeito na base. Mas aí Jesus vai a partir de uma indagação que ele recebe nos dizer o que é que está na base de uma sociedade, uma sociedade que quer se dizer humana. Ele vai responder quando indagado sobre o mandamento maior da lei. E ele responderá: "Amarás o Senhor, teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito. Eis o primeiro mandamento e o segundo que é semelhante a este: amarás o teu próximo como a ti mesmo." E Jesus faz um adendo que é de uma significação extraordinária, quando ele diz: "Aí estão a lei e os profetas, tudo os dois, né? Então, amar a Deus é amar ao próximo. Mas Jesus vai dizer algo diferente quando ele estabelecerá para os discípulos um novo mandamento. Um novo mandamento vos dou, que vos ameis uns aos outros como eu vos amei. Prestemos atenção. Por que que ele deu um novo mandamento? Porque ele deu para a comunidade, para a comunidade dos cristãos. Por isso que ele diria está no Evangelho de João, nisto reconhecerão os de fora que sois os meus discípulos se vos amardes uns aos outros. Então é um critério, tá? que Jesus apresenta para a comunidade cristã, revelando que o compromisso que nós temos nas nossas comunidades, em especial de um tratamento fraternal, de um tratamento solidário. Por isso também o nosso codificador estabelece para nós a famosa trilogia trabalho, porque trabalhando a gente ocupa o tempo, né? solidariedade, que é este sentimento que nos faz desejar amar ao próximo, exemplificar a atitude de amorosidade ao próximo, mas quando não dá tolerância, né? Então, o qualificador sabia a nossa condição moral, espiritual e emocional. Então, respeito está na base e a amorosidade em suas múltiplas manifestações,

ao próximo, mas quando não dá tolerância, né? Então, o qualificador sabia a nossa condição moral, espiritual e emocional. Então, respeito está na base e a amorosidade em suas múltiplas manifestações, para que a partir desses elementos nós possamos atingir o que Kardec coloca também em obras póstmas, como lá já lemos, a fraternidade. Enquanto nós não nos sentirmos pessoas que fazemos parte, né, de um todo, enquanto nós estivermos separados por n acidentes, por n categorias, por n situações, não haverá de fato uma nova sociedade, um novo mundo. Isso não existe. Só existirá com a destruição, continua Kardec, do orgulho e do egoísmo, né? Então nós vamos ter este compromisso, esta base que vai de fato nos conduzir em primeiro lugar nos grupos menores, famílias, pequenas comunidades. Porque ao longo do tempo, meus queridos amigos e irmãos, se tentou muitas vezes estabelecer determinadas comunidades, não é só a casa do caminho de Simão Pedro, Thaago, não, não. Nós temos as comunidades chamadas petrinas com é que foram criadas por Pedro na sua tarefa de propagação. As chamadas comunidades paulinas por Paulo, as comunidades joaninas pelo apóstolo João. Então nós temos todas essas comunidades e interessante perceber como todas elas vão receber desses carismas, Pedro, né, João e também não podemos esquecer a grande figura de Tiago, né? Então, Pedro, João, Paulo, a exortação permanente. E aí situaríamos em Paulo, o grande aralto desse sentimento de fraternidade, quando ele diz que nós não devemos nada uns aos outros senão o amor recíproco. Quer dizer, quando nós combatermos realmente o egoísmo, o orgulho, quando nós estabelecermos o respeito como uma condição básica da convivência social, quando nós estivermos preocupados com a manifestação desde a família, as comunidades nas quais nas quais vivenciamos as nossas experiências societais, com a grande preocupação da solidariedade, quando nós estivermos realmente preocupados em criar no nosso entorno uma epopeia de amor, uma epopeia de

quais vivenciamos as nossas experiências societais, com a grande preocupação da solidariedade, quando nós estivermos realmente preocupados em criar no nosso entorno uma epopeia de amor, uma epopeia de respeito, uma epopeia de solidariedade, nós estaremos de fato caminhando para a grande construção de uma fraternidade universal. Por enquanto, às vezes nem fraternidade familiar, mas nós não temos que perder a esperança. Nós vamos aprendendo na tolerância, no perdão, na vivência, conforme Kardec coloca da abnegação, do devotamento e conforme Paulo coloca o amor recíproco entre as criaturas, nós vamos nesse processo lento, lento, mas é um processo possível. Em termos de planeta, em termos de galáxias, em termos de universo, nós não podemos usar o cronos, ou seja, a medida da cronológica do tempo. Temos que usar o cairos, que é o tempo divino. E o tempo divino está investindo em nós há milhares e milhares de anos no Homo Sápiens, bem antes bilhões de anos, para que um dia nós pudéssemos ter as nossas primeiras experiências encarnatórias. Então, meus queridos amigos estimados irmãos, quando a Federação Espírita do Paraná estabelece como tema um novo um rumo ao novo, uma construção nova que virá, muitos estarão preocupados com os nossos atavismos, com as nossas fixações sobonto de vista do nosso egoísmo, da manifestação do nosso egoísmo. Mas não nos esqueçamos, basta que uma pessoa se revolucione, como diria Leon Deni, revolucionará então no seu entorno. Basta que alguém possa de fato assimilar a mensagem de Jesus ou uma mensagem, mesmo não sendo cristã, seja uma mensagem de fraternidade, de humanidade, essa pessoa revolucionará no seu entorno. Só dois exemplos. um cristão e um não cristão. O não cristão, a figura de Mahatmande, revolucionou a si mesmo e transforma, com a sua atitude da não violência toda uma história do seu próprio país. E a figura cristã da Madre Teresa, que estávamos na Índia, quanto na Índia, né, da Madre Teresa de Calcutá, que asseverava de uma forma

atitude da não violência toda uma história do seu próprio país. E a figura cristã da Madre Teresa, que estávamos na Índia, quanto na Índia, né, da Madre Teresa de Calcutá, que asseverava de uma forma extremamente rica, que ninguém saia da nossa presença sem se sentir melhor. Nós temos a obrigação de realizar o melhor que possamos, mínimo que seja, mas que possamos, através das nossas atitudes, demonstrar nosso desejo de um mundo melhor, o nosso desejo de construção de uma sociedade, onde o respeito, a amorosidade estejam como as grandes bases, as grandes pilares para a edificação de uma sociedade menos violenta. menos desigual de uma sociedade capaz de atender as minorias, de uma sociedade capaz de vivenciar em expressões que são variadas, sem dúvida alguma, mas vivenciar o amor ao próximo, que é a condição sinequanon para um novo mundo e para um futuro mais digno para todos nós. que esta conferência possa nos trazer este compromisso interior, este compromisso íntimo, porque aqui estamos para ouvir as considerações, para aprendermos, mas tudo isso é matéria, é alimento e tudo isso tem que se consubstanciar em nossas vidas em desejo de melhoria. Se isso não acontecer, a conferência não atingirá o seu objetivo. Então, nós somos o objetivo da própria conferência para que os conteúdos aqui trazidos, as reflexões aqui apresentadas possam suscitar na nossa intimidade o desejo sincero, para que quando nós estejamos matriculados naquela fila que vai partir para o mundo espiritual, ou seja, a fila da desencarnação, alguém possa dizer a nosso respeito: "Bendito sejas Coração amigo, o mundo ficou melhor e mais feliz porque viveste. Que alguém possa dizer isso quando da nossa desencarnação. Que alguém possa sentir na sua intimidade que nós fomos importantes, que nós deixamos para a humanidade. Não só um livro, não só uma planta, não só um filho, mas que deixamos principalmente o desejo de termos feito algo de melhor para que um dia nós consigamos atingir a condição de servos do Senhor. Neste dia, nós teremos

ão só uma planta, não só um filho, mas que deixamos principalmente o desejo de termos feito algo de melhor para que um dia nós consigamos atingir a condição de servos do Senhor. Neste dia, nós teremos então conquistado aquele galardão e o Senhor dirá: "Vinde, vinde". que ele possa então nos receber, senão como aqueles que conseguimos grandes transformações, mas como dissemos em nossa primeira palestra, que nós possamos ser vistos no plano espiritual com esforçados. Estamos nos esforçando para fazer o melhor. E quando as decepções surgirem, quando as ingratidões estiverem presentes nas nossas experiências, lembremos que o importante é a nossa intencionalidade, é aquilo que nós estamos fazendo da mensagem que nós recebemos, porque afinal de contas o nosso, a nossa prestação de contas se dará entre nós, nossa consciência e o Senhor. que ele nos abençoe e agradecemos a todos a atenção e o carinho. Opa, opa, opa.

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