Roda de Conversa (Palestra 3) - Dia 1 | 3º Encontro Nacional da Área da Mediunidade
3º Encontro Nacional da Área da Mediunidade — “A mediunidade além do fenômeno” Local: Recanto Lins de Vasconcellos (Campo Largo/PR) Data: 12 a 14 de setembro 🎤 Palestra Título: Roda de Conversa (Palestra 3 - Sexta-feira) Participantes - AnnaThereza, Jacobson Trovão e Thiago Aguiar Este vídeo faz parte do 3º Encontro Nacional da Área da Mediunidade, que reuniu lideranças espíritas de todo o Brasil para integração, reflexão e convivência fraterna. A programação contou com palestras, rodas de ...
Bem, aqui diz o seguinte: espíritos com transtornos mentais que desencarnam e prosseguem ainda com suas desarmonias no plano espiritual, poderiam ser auxiliados nas reuniões mediúnicas com terapêuticas, como a terapia através do desenho, como forma de descarga psíquica para o espírito atormentado. Conhece casos nesse sentido? Bem, eh, a arteterapia, no caso, é uma terapia ah, própria e complementar que é utilizada, não é, no tratamento de pacientes com algum transtorno mental. Ela, porém, não está indicada para todos os casos, não é? E diante desse fato, eu eu levo esse raciocínio análogo aos espíritos desencarnados, não é? Eu não, eu acredito que é muito eh difícil a gente supor que ele necessita de uma terapia específica como essa, não é? Para a descarga psíquica. Eu prefiro acreditar que a reunião mediúnica espírita posta, não é como atualmente funciona e é colocada, é o melhor método para que a gente possa cuidar dos espíritos desencarnados, tenham eles transtornos mentais ou não. Então eu me valio mesmo da da própria da própria terapêutica espírita como está posta, não é? a desobsessão e os demais e as demais terapias, as demais práticas. Professor, me pergunta: "Runião mediúnica, entra em transtorno mental interno? Tem algo que devemos inseri-la?" Eu acreditei assim, podemos inseri-la de volta à reunião mediúnica? >> Você você pode ler de novo, por favor? >> Uma pessoa que frequenta reunião mediúnica, entra entra em transtorno mental. Acredito assim que a pessoa saiu porque estava com transtorno, não é? >> Uhum. >> E aí tem algo que devemos, acredito na volta, né? Tem algo, quando podemos inserir-lo de volta? >> Essa é uma ótima pergunta. Eh, acho que vale vale diferenciar assim o médium, não é, do médium e o médium do frequentador. Quando a gente tá diante de um espírita que frequenta uma reunião mediúnica e sofre algum transtorno, não é? Há, por algum motivo, uma deterioração da vida mental, da saúde mental. É interessante a gente eh discutir com ele próprio a respeito um alinhamento a
eunião mediúnica e sofre algum transtorno, não é? Há, por algum motivo, uma deterioração da vida mental, da saúde mental. É interessante a gente eh discutir com ele próprio a respeito um alinhamento a respeito da sua do seu afastamento, porque ele vai precisar agora se dedicar a recompor, a retomar a sua saúde mental. Então, como prioridade e entendendo como nós acabamos de ver que o exercício mediúnico, ele não produz transtorno mental, mas em pessoas vulneráveis ele pode atrapalhar, ele pode comprometer em alguma instância, ele deve se ocupar com o tratamento, seja ele médico e psicológico ou de práticas complementares, bem como da assistência espiritual, não é? e depois retomado, recuperado, eh, não, não ainda, por exemplo, sem uso das medicações, porque como nós dissemos, isso não necessariamente é uma contraindicação pro retorno à atividade. Eu acho que seria interessante uma nova conversa para alinhar a respeito das suas limitações, se a doença mental mental trouxe alguma nova limitação, por exemplo, pra sua vida e se o trabalho mediúnico ainda se adequa à sua nova realidade. Então, caso haja, ele pode retomar. Caso não haja, ele pode ser conduzido para outras atividades da casa espírita. >> OK. Obrigada. Em nossa visão de facilitador do MEP, como reconhecer ou identificar sinais ou indícios que caracterizam ambas as situações, mediunidade e transtornos indícios, né, dos dois? Eh, que traços ou sinais externos devemos observar? Vi de tudo que eu falei em uma hora aqui, gente. É, eh, bem, eh, entenda que para que a gente possa observar tanto os sintomas da mediunidade quanto os sintomas de alguma condição que traga sofrimento psíquico, nós precisamos estar próximo dessa pessoa. Concordam? Nós precisamos acolher essa pessoa, buscar entender os motivos pelos quais ela está frequentando aquele grupo, está frequentando aquele estudo, está na atividade espírita. Eh, os transtornos mentais eles exibem diversos sintomas iniciais, não é? desde alterações do sono, desde alterações como inquietação,
upo, está frequentando aquele estudo, está na atividade espírita. Eh, os transtornos mentais eles exibem diversos sintomas iniciais, não é? desde alterações do sono, desde alterações como inquietação, agitação, até tristeza, angústia, não é? Então, a diferenciação de sintomas de mediunidade e de sintomas mentais, ela primeiro passa por essa aproximação. Nós precisamos conhecer, saber o que está acontecendo, saber do que se trata, não é? para que a gente possa inclusive entender se a pessoa está realmente onde ela deveria estar na casa espírita, no caso, num estudo dedicado à mediunidade. Thiago, eh eu acho essa temática extremamente importante, essa que você tá desenvolvendo. queria te fazer uma pergunta nesse sentido ainda, eh, porque nós vamos falar de nós aqui, na maioria de nós, que não somos profissionais da área de saúde, até que ponto nós teríamos condições de fazer um diagnóstico, dar uma orientação e na dúvida, como proceder, eh, como encaminhar isso? ao médico e um médico não espírita, como é que poderia tratar essa temática? Não é uma vez que muitas pessoas chegam no centro espírita e apresentando uma o que a gente chama de obsessão, né, ou uma mediunidade a desenvolver e pode ser um transtorno mental. Eu acho que para ser para ser justo com a nossa comunidade, eh, não deve recair sobre os nossos ombros a responsabilidade de identificar com clareza a respeito dos transtornos mentais, né? porque eles de fato são complexos e eles eh estão nessa interseção dos fenômenos psíquicos, como nós colocamos aqui. No entanto, a nós cabe, na minha opinião, eh a sensibilidade, não é, para abordar questões como essa. E de de e mais uma vez eu eu falo a respeito dessa desse acolhimento e dessa proximidade. Então, ter a sensibilidade de observar os seus, não é, os seus tutelados, os seus eh frequentadores, os seus, enfim, os seus assistidos, não é? Para que a gente possa identificar até que ponto existe uma vulnerabilidade que é incomum. Eu costumo falar para os meus alunos quando a gente comenta a respeito
eus, enfim, os seus assistidos, não é? Para que a gente possa identificar até que ponto existe uma vulnerabilidade que é incomum. Eu costumo falar para os meus alunos quando a gente comenta a respeito de um de um paciente específico e eu digo assim: "Vocês atenderam esse paciente e vocês entenderam que isso é um caso de depressão, não entenderam?" E eles respondem: "Sim". E eu digo assim: "Então, guardem esse padrão, guardem eh o que de sintomas essa esse paciente, essa pessoa te trouxe, porque isso é depressão e tudo mais que for diferente disso acende o alerta que pode ser outra coisa. E analogamente, eu quero eh na minha família espírita, na minha comunidade, falar exatamente isso. Eh, nós que estamos na mediunidade já há há bom há muitos anos, há bons anos, nós conseguimos levantar determinadas percepções de padrões, de perfis, não é? E tudo que diferir muito disso, atentem que pode ser um transtorno mental, atentem que pode ter sintomas psiquiátricos além do que a gente esteja vendo como sintomas de eclosão de mediunidade, por exemplo, né? Então, eh, quando, por exemplo, chega um companheiro, eu mesmo cheguei eh com a mediunidade aflorada na federação e aqui ali, passando mal, me sentindo mal, a partir do momento em que eu comecei a frequentar, a participar do trabalho de atendimento espiritual e frequentar o estudo da mediunidade, em questão de semanas, aquilo tinha passado como se tivesse tirado com a mão, não é? Então, eh, é mais ou menos esse o raciocínio. A nossa sensibilidade, ela precisa estar posta na relação com o outro para que a gente consiga captar. E se a gente desconfiar, observar com mais cuidado, ter atenção, trazer para perto aquele companheiro que você não sabe se tá passando por um por um grave problema, por um grave conflito familiar ou interpessoal, ou se, de fato aquilo são somente sintomas de mediunidade. Bom, eu preparei 32 perguntas para você, Thaago. >> Eu quero ver quem vai ficar aqui para me ouvir. >> Todos ficaremos com você. >> É, tem a misericórdia dos nossos.
o somente sintomas de mediunidade. Bom, eu preparei 32 perguntas para você, Thaago. >> Eu quero ver quem vai ficar aqui para me ouvir. >> Todos ficaremos com você. >> É, tem a misericórdia dos nossos. >> Mais uma pergunta muito eh recorrente que a gente sempre se defronta com ela em relação ao autista. frequentar a reunião mediúnica e o portador do de outros de outras eh síndromes eh como de alterações neurológicas específicas, não é? Mas o que que você poderia nos falar sobre a participação como médiuns, não é? Inclusive fala-se, inclusive em relação a um acolhimento, se estaríamos afastando ou não, como é que seria o nosso posicionamento em relação ao autista? Ah, os indivíduos autistas eles têm eh o autismo é conceitualmente um transtorno do neurodesenvolvimento, né? Ele tem uma alta carga genética e já se nasce com essa carga genética que expressa logo no início da vida, em torno dos 2 anos, esses sintomas. E os sintomas do autismo, o tripé de sintomas do autismo, gira em torno de uma dificuldade do que a gente chama de reciprocidade socioemocional. é uma incapacidade de compreender as situações sociais e de se portar diante dessas situações sociais. Então, para que o autista ele possa participar de um trabalho mediúnico, é importante que se faça um trabalho, uma abordagem específica com esse trabalhador, porque ele precisa aprender a estar no ambiente da reunião mediúnica. Não é simples para ele estar em ambientes que não são comuns usuais, porque ele sofre de uma desadaptação maior ou menor, extrema ou não. E essas desadaptações, elas podem produzir desregulações emocionais que trarão agitação, um comportamento agitado para esse indivíduo. Além disso, grande parte deles tem o que a gente chama de eh reatividade neurossensorial. Então, não são afeitos a a ruídos, a barulhos específicos. É por isso que eu acho importante que a gente faça esse trabalho, essa abordagem muito eh corpo a corpo, indivíduo a indivíduo, para entender se de fato ele próprio tem condições e se sentirá
cíficos. É por isso que eu acho importante que a gente faça esse trabalho, essa abordagem muito eh corpo a corpo, indivíduo a indivíduo, para entender se de fato ele próprio tem condições e se sentirá vontade de trabalhar numa atividade privativa como a da reunião mediúnica. Até que ponto nós podemos diferenciar a o Alzheimer, o o quadro clássico do de um processo obsessivo? Olha, eh, no início, antes de se tornar Alzheimer, esse transtorno ele se chama primeiro declínio cognitivo e ele atua basicamente no comprometimento do que a gente chama das funções executivas superiores, das funções superiores. Então, nós vamos perdendo a capacidade de planejar, nós vamos perdendo a capacidade de eh iniciar e terminar tudo aquilo que a gente faz. Então, vou dar um exemplo aqui prático para tornar mais claro o que eu quero dizer. Quando nós nos propomos a vir ao Paraná para um evento como este em que nós estamos, qual foi o número de providências que nós tivemos que ter nas nossas vidas para aqui estarmos por três dias, né? fora aeroportos e táxis e ônibus e malas e documentos e separar o que ia fazer aqui. Então nós perdemos quando, né, o portador de Alzheimer, o indivíduo portador de Alzheimer perde essa capacidade e ele vai deteriorando eh a vida mental a ponto de desaprender funções básicas como a da própria comunicação social, não é? Desaprende a comer, desaprende a falar, desaprende a andar. Então, é uma condição de uma deterioração progressiva, crônica, que degenera a vida, não é, como um todo. As doenças clínicas também podem, não é, abrir espaço para obsessões, para condições oportunistas, não é? Que quase sempre estão postas eh tanto o adoecimento em si quanto as questões espirituais. Então eu acho que a gente não deveria se preocupar em diferenciar quando é uma coisa e quando é outra coisa, porque ele precisa provar pra gente que é uma coisa só, certo? Então, quase sempre o nosso trabalho precisa ser promover essa essa essa possibilidade de tratamento integrado, de tratamento combinado, o
orque ele precisa provar pra gente que é uma coisa só, certo? Então, quase sempre o nosso trabalho precisa ser promover essa essa essa possibilidade de tratamento integrado, de tratamento combinado, o atendimento, a assistência espiritual a esse enfermo que precisa de forças para o enfrentamento de uma provação tão difícil como essa, não é? ao passo de que também ele será eh serão amenizadas essas influências que mais cedo ou mais tarde estarão presentes e poderão comprometer ainda mais a sua qualidade de vida. Temos alguns poucos minutos aqui, mas gostaria de perguntar aí e o portador de síndrome de DA, participante como médio em reunião mediúnica. O portador de síndrome de Down, ele tem eh antigamente nós chamávamos isso de retardo mental, né? Hoje esse nome mudou por ser considerado pejorativo. E agora o termo correto, termo mais utilizado é deficiência intelectual. Então, os pacientes com síndrome de Down, inclusive uma parcela dos pacientes, dos indivíduos autistas, perdão, eles têm deficiência intelectual que pode gerar comprometimento na aquisição das habilidades. Então eles terão dificuldades de compreensão, de entender o que é que significa eh uma reunião mediúnica, por exemplo. Porque quem tem deficiência intelectual tem um pensamento concreto, ele perde a capacidade de simbolizar. Então, será muito abstrato e incompreensível para ele eh entender que aquela pessoa que tá falando ali está sob a influência de um espírito, porque ele é médium, psicofônico e aquilo é uma incorporação, aquilo é uma psicofonia ou aquilo é uma psicografia. Então, eh, a abordagem e a análise individualizada é sempre oportuna no nos casos de de qualquer indivíduo que tem uma condição mental que possa trazer alguma limitação de compreensão quando da inclusão dele na atividade da reunião mediúnica. >> Mais uma só para esclarecer a pessoa que eu acredito que fez uma confusão aqui, tá? pergunta assim: "Se algumas experiências espirituais possuem sede, significa que são tratadas como doença?"
nica. >> Mais uma só para esclarecer a pessoa que eu acredito que fez uma confusão aqui, tá? pergunta assim: "Se algumas experiências espirituais possuem sede, significa que são tratadas como doença?" Em síntese, se tem sidença? >> Não, não necessariamente. O sid ele cataloga as experiências e o fato delas estarem lá contempladas é um marco para a ciência, assim como para nós, não é? Porque ele é um sinal de que nós passamos a conceber que aquelas experiências, como foi dito, como está descrito no CID, são variantes da experiência normal. Então, se são variantes da experiência normal, mesmo que estão contempladas no SID e que tenham um sid, elas não serão tratadas como doença, certo? O CID, ele não contempla apenas doenças, mas outras tantas condições do desenvolvimento e diversas situações que estão lá colocadas em diversos códigos. Então, é uma é um progresso, na verdade, porque ali nós vamos entender a possibilidade de que o que eu vivo enquanto médium não é um sintoma psiquiátrico, não é um transtorno mental. Aquilo faz parte de uma experiência mística, de uma experiência anômala, de uma experiência espiritual não patológica. Eu quero só lembrar aqui nossa irmã Suel Calda Schubert, que ela chama bastante atenção pra necessidade do estudo, não é, dos transtornos, porque nossa atividade ela requer esse conhecimento. Então, no atendimento fraterno, a gente precisa desse conhecimento. Na mediunidade a gente precisa desse conhecimento. Então, é importante aprofundar o estudo nessa área, né? fazer essa essa visão ampla junto com outras obras, como você trouxe o consolador, o livro dos méds, para que a gente consiga realmente fazer uma escuta qualificada, o entendimento qualificado e o encaminhamento também qualificado dentro da casa espírita, tá? Então, a gente agradece a presença sua e eu eu cometi um lapso, eu esqueci dizer que ele é presidente da Federação Espírita do Amazonas, corrigindo e psiquiatra, tá? Porque quando Regina me falou, ela falou: "Chama ele por Thaago". Disse:
e eu eu cometi um lapso, eu esqueci dizer que ele é presidente da Federação Espírita do Amazonas, corrigindo e psiquiatra, tá? Porque quando Regina me falou, ela falou: "Chama ele por Thaago". Disse: "Tá bom, então é Thaago, não vou chamar Dr. Thiago, eu sou obediente, tá Regina?" Então, gente, muito obrigada.
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