Roda de Conversa com Carlos Campetti | 105 Anos da Fergs

FergsPlay - Canal da Federação Espírita do RS 11/03/2026 (há 3 semanas) 41:33 94 visualizações
Transcrição

Bom dia a todos. Sejam muito bem-vindos, queridas irmãs e caros irmãos. Eu me chamo Verno, sou trabalhador da área de estudo do espiritismo da Ferges, tenho pele branca, sou careca, estou usando uma camisa verde com a temática do Evangelho Rede Vivo e calça azul de brinco. Amigos e amigas, eu sou o Cleto Brutes, sou um homem cabelos crista crisalhos, quase brancos e tô usando uma camisa azul escura e é uma satisfação estarmos aqui hoje para conversarmos, dialogarmos com o Carlos Campete acerca das questões que foram trazidas para nós. >> Já descrevi carros Campete, também pele clara e cabelos grisalhos. Uso um óculos com arinho fino. Estou usando uma blusa cinza e também uma calça cinza, um tom mais claro. Amigo Carlos, vamos começar com uma pergunta então pra nossa roda de conversa. Sou professora do ensino médio e observo muitos jovens que parecem nutrir um vazio muito profundo. Isso é sinal da falta de educação religiosa da família. Quais são os riscos? O que é possível fazer nesse sentido? >> Muito bem. É realmente um grande desafio que nós estamos enfrentando. Consideremos que nós estamos recebendo uma geração nova no planeta, né, e junto com a geração antiga. Então, há uma uma luta entre as duas gerações, o que é muito natural, né, neste momento eh que nós estamos vivendo. E essa geração nova, ela é composta por espíritos que vêm de outros planetas pouco mais evoluídos que a Terra. e também daqueles espíritos que ligados à Terra estão acompanhando o processo evolutivo do planeta, conforme está na Gênese, no capítulo 18, no livro de Allan Kardec. Mas paralelo a essa essa geração nova, nós temos a geração ainda antiga que está aqui presente, que são espíritos que não despertaram ainda paraa realidade espiritual e que vivem para o campo material, disputando no campo, né, da administração mundo, a questão da conservação das riquezas e essas coisas todas e que também estão muito presentes nos campos no meios nos meios de comunicação. Então, eh, há um conflito natural de

da administração mundo, a questão da conservação das riquezas e essas coisas todas e que também estão muito presentes nos campos no meios nos meios de comunicação. Então, eh, há um conflito natural de interesses e alguns desses espíritos reencarnados, eles, eh, enfrentam dificuldades por causa dessas essa dicotomia, não é? E sentem uma espécie de vazio, uma ausência de objetivo. Por que tudo isso? Afinal de contas, e as famílias muitas vezes não estão atentas para tratar o assunto, nem mesmo a família espírita. Por isso a importância de nós espíritas compreendermos que o espiritismo é uma proposta de renovação que precisa ser conhecida por nós e por aqueles que estão sob a nossa responsabilidade, sem ânimo de imposição. Mas nós precisamos instalar o estudo do espiritismo dentro do nosso lar, preparando a era da regeneração. Então, como é que nós podemos contribuir com a nossa família dessa maneira? Vamos realmente fazer o estudo do espiritismo em casa. É o evangelho no lar uma vez por semana, mas hoje já não está sendo mais suficiente. É preciso que a gente sente com as nossas crianças para que eles se habituem a ler conosco. E na eles estão tendo dificuldade de interpretação, não conseguem ler um um parágrafo e interpretar. Nós temos que ajudar. Nós somos responsáveis por isso. Não podemos esperar que os professores façam milagre lá na escola. Então, é preciso que a gente tenha muito claro, as crianças precisam aprender desde pequenininha que há limites, que é preciso ser responsável e obedecer, não é, as orientações que a família passa, porque senão vai ter consequências depois. Nós não podemos abdicar do nosso papel de educadores dentro da família. Agora, se nós somos, no caso, professor, estamos lidando com a sociedade, então o nosso posicionamento não pode deixar de ser um posicionamento claro. Nós não vamos lá ensinar espiritismo para essas crianças, não é? Não temos o o possibilidade de fazer isso. Mas o nosso comportamento pode ser um comportamento de primeiro

ser um posicionamento claro. Nós não vamos lá ensinar espiritismo para essas crianças, não é? Não temos o o possibilidade de fazer isso. Mas o nosso comportamento pode ser um comportamento de primeiro acolhimento, não é? e depois de conversa sincera, honesta, não é? Porque os jovens têm condições de entender. Às vezes tá faltando esse essa conversa sincera, olho no olho e dizendo o que que está acontecendo e ouvi-los, né? Uma oportunidade ímpar às vezes que a gente tem na sala de durante alguns minutos ter essa conversa, deixar que eles coloquem e a gente passar para eles aquilo que a gente sabe que é a vida. sem tocar em termos de religião para não desrespeitar, não é? Mas com honestidade e sinceridade. Acho que os jovens estão necessitados de alguém que os ouça, porque possivelmente a família não os está ouvindo, eles não têm chance de se manifestar. Então, vivem sozinhos a frustração sem ter os elementos suficientes para enfrentar essa frustração. Então, eles entram em depressão quando não recorre a droga, não é? Mas é muito interessante que tenha havido, né? A gente até tava conversando, acho que foi ainda ontem, hoje de manhã com o Antônio no carro a respeito dessa questão, foi ontem, né, que eu chamei atenção porque tá muitas academias e e inclusive a juventude tá buscando muito, né, eh essas atividades físicas que os distrai e que de alguma maneira não é os leva a enfrentar as as dificuldades. Mas isso não é suficiente. Mas isso levou a uma coisa que o Antônio chamou atenção, o consumo de álcool diminuiu na juventude porque eles estão entendendo que causa prejuízo pra organização física, mas eles precisam entender que não é só esse prejuízo. Há um prejuízo, não é para o que nós somos em essência e apresentar para eles qual é o sentido de fato da vida. Terem colocar. poderão, poderemos não ser acolhidos, aceitos, mas nós fizemos a nossa parte, porque não vai haver ninguém que vai nos criticar por a gente dizer que a pessoa precisa fazer o bem pros outros. >> Obrigado, Carlos. Temos uma segunda

lhidos, aceitos, mas nós fizemos a nossa parte, porque não vai haver ninguém que vai nos criticar por a gente dizer que a pessoa precisa fazer o bem pros outros. >> Obrigado, Carlos. Temos uma segunda pergunta que é uma continuação que talvez seja um caminho dentro daquilo que tu respondesse. A pergunta é a seguinte: nos dias de hoje, onde a tecnologia ela supera qualquer método de recebermos as informações, como levar os nossos irmãos, sem sermos invasivos, o hábito de ler um bom livro espírita em busca do caminho da paz interior? >> Muito bem. A ciência tá avançando e já chegou à conclusão de que os jovens não devem ter celular até os 14 anos, nem criança e nem jovem até 14 anos. Não devem ter celular, usar celular, não é? Nós vamos chegar um momento em que nós vamos realmente estabelecer limites para essas coisas, né? O uso sem o abuso. E as escolas estão cada vez mais nesse sentido de proibir o uso do celular dentro de sala, não é? E então a isso vai acontecer necessariamente algum momento, porque é prejudicial mesmo já evidências científicas de que prejudica o desenvolvimento intelectual da criatura. Então, como é que a gente vai incentivar? Bom, vou colocar para vocês o seguinte. No ESD, a gente recomendava sempre que as pessoas lessem. Até que nós aprendemos uma coisa com alguns facilitadores. O ESD tem um uma citação imensa de bibliografia e os facilitadores, né, que já deixaram de ser monitores, se tornam facilitadores, eles levam os livros pra sala e na hora da leitura dos textos pega os livros para ler. E a gente na coordenação acompanhando, entrando de sala em sala, nós começamos a observar o que acontece. Com o tempo os participantes começam a trazer os livros, porque eles consultam e vê, eles vão lá, compram o livro e trazem. Já marcado o que vai ler para participar. O hábito se faz. Gente, meu pai semianalfabeto, praticamente analfabeto. Ele só lia o Evangelho Segundo Espiritismo. De quando eu eu era criança, a recordação que eu tenho do meu pai sentado na cama lendo o Evangelho

Gente, meu pai semianalfabeto, praticamente analfabeto. Ele só lia o Evangelho Segundo Espiritismo. De quando eu eu era criança, a recordação que eu tenho do meu pai sentado na cama lendo o Evangelho Segundo Espiritismo, isso me marcou. Se nós vemos, a gente acaba copiando dos outros. Então, se nós queremos que os nossos filhos leiam, nós pramos ler com eles, ver eles verem que nós estamos lendo e ajudá-los a aprender a interpretar, porque a escola não tá dando conta de fazer isso hoje, que não tem mais reprovação, não tem como exigir, mas nós podemos fazer isso com os nossos filhos. Como é que a gente vai ensiná-los a ler um bom livro? Lendo com eles. Se somos pais, se somos avós, se somos professores, vamos levar os livros, deixar eles manusearem, botar lá na mesa, num dado momento, pedir para um e outro ler e a gente ajudar a interpretar. Não importa qual é a matéria que a gente tá dando, tem livros de todas as matérias. Então eu que a gente pode dar de contribuição, a gente a única coisa que funciona de fato é o exemplo. Muito bem, Carlos. Essa próxima pergunta aqui, eu preciso fazer um preâmbulo. Não é porque eu tô usando a camisa do Evangelho Rede Vivo, mas porque caiu na organização para fazer como o programa de estudos do Evangelho Rede Vivo da Federação Espírita Brasileira pode nos ajudar a percebermos que somos dignos da vivência do evangelho de Jesus. Uhum. É muito boa, né? As perguntas estão excelentes, gente. Essa pergunta nos leva a observar o que a gente já tava comentando da questão do exemplo. Nós temos eh acompanhado, né, várias turmas no Brasil, fora do Brasil, do Evangelho Rede Vivo. E nós de quando em quando ouvimos dos próprios participantes eh os depoimentos, porque no tempo do ESD quando começou, depois foi mudando devagarinho, mas no começo não dava tempo da pessoa falar da vida dela, porque tinha muito conteúdo pra gente estudar. No Evangelho Rede Vivo, a gente, ao contrário, a gente incentiva que as pessoas tragam depoimento, porque tem

ão dava tempo da pessoa falar da vida dela, porque tinha muito conteúdo pra gente estudar. No Evangelho Rede Vivo, a gente, ao contrário, a gente incentiva que as pessoas tragam depoimento, porque tem uma parte de vivência. E nesse momento de vivência, é importante que as pessoas falem o que é que está acontecendo na vida delas em função do evangelho. E nós temos observado tanto facilitadores como participantes comentarem que o a metodologia é tão interessante que mexe com a gente por dentro e a gente se vê quando vê a gente está fazendo o que tá sendo examinado ali na nossa vida prática, no dia a dia. Então é uma metodologia revolucionária. a gente já destacou isso. Ela é fruto do amadurecimento de nós como espíritas e de nós como movimento espírita. Se a proposta do evangelho Rede Vivo tivesse surgido em 1970, nos anos 70 quando surgiu a evangelização ou mesmo nos anos 80 quando começou o o ESD, teria abortado, porque nós não tínhamos maturidade para entender essa proposta. Ela é completamente revolucionária e é uma proposta pedagógica. de ensino, aprendizagem que vai influenciar a academia, porque tem professores espíritas que estão começando a levar devagarinho a metodologia, que ela vem da dialógica, mas não é a dialógica acadêmica, é a dialógica do Cristo. Em resumo, rapidamente, ela parte lá da dialética de Sócrates, o Pato das ideias, passa pela dialógica do Cristo, utiliza a metodologia que Kardec utilizava na época da codificação, que era uma metodologia científica daquele momento. Vai no capítulo 3 de renúncia, quando Alun que tinha aprendido do padre Damiano mais tarde, Emmanuel, que já fazia o estudo minucioso do evangelho naquela época com eles. Ela descreve isso lá quando ela então diz assim que aprendeu com ele a mensagem do Cristo precisa ser conhecida, meditada, sentida e vivida. E essas quatro etapas a gente trata com cada versículo ou cada conjunto de versículos que se escolhe examinar. Tem vezes que num encontro de 1 hora meia a gente faz três vezes

itada, sentida e vivida. E essas quatro etapas a gente trata com cada versículo ou cada conjunto de versículos que se escolhe examinar. Tem vezes que num encontro de 1 hora meia a gente faz três vezes apresentação da tese, o conhecer, as análise da tese, o meditar, nós levamos à conclusão o sentir, né, o o interiorizar para sentir a mensagem e nós fazemos a vivência da mensagem com os depoimentos, com as propostas que o Cristo trouxe, com aquilo que o Espiritismo nos ensina. Então é uma metodologia de fato que está conforme com a nova era, a era da regeneração da humanidade e ela ajuda muito os jovens. Então a dificuldade às vezes de integrar o jovem no ESD, no Evangelho Rede Vivo, não vai ter tanta dificuldade. >> Obrigado, Carlos. A a pergunta quatro é talvez um é sobre um dos temas que mais nós ouvimos, seja nas palestras, nos encontros de estudos e e talvez ainda nós temos muita dificuldade de entender. Por isso a importância da pergunta que diz o seguinte: o que devemos entender por reforma íntima e qual a relação entre o tempo e a descoberta do que é essencial à vida? >> Muito bem. Eh, primeira parte, reforma íntima, está relacionada com autoconhecimento. É um processo de mergulho mesmo para dentro. Tem gente que diz assim: "Esse negócio de meditação é esotérico, né? Lá da eh não é não é do Ocidente, é do Oriente isso, né? Não tem nada a ver com a gente esse negócio de meditação. Aí eu digo assim: "Você leu Kardec?" "Ah, eu já li." Eh, aí eu até estudo Kardec. Falei: "Então tá ótimo. Então vamos começar tudo de novo. Começa lá com o que é o espiritismo, pega um lapizinho para não estragar o livro e vai circulando. Quantas vezes Kardec fala em meditar, meditação pra gente ver se isso é esotérico, né? É profundamente espírita, tá? Na questão muito citada pelos palestrantes, 919, né? homem conhece-te a ti mesmo. É o processo do autoconhecimento. E isso exige coragem, porque na maior parte das vezes, quando a gente começa a fazer o processo, que a gente começa a encontrar o que tá lá

mem conhece-te a ti mesmo. É o processo do autoconhecimento. E isso exige coragem, porque na maior parte das vezes, quando a gente começa a fazer o processo, que a gente começa a encontrar o que tá lá dentro, a gente fica com medo e abandona. Então, a gente tem que aprender que precisa enfrentar esses monstros que a gente cultivou durante milênios e que eles não são nossos inimigos. é uma experiência acumulada, como Paulo aproveitou a experiência dele como Saulo. Então, a gente tem que aproveitar essas experiências para dar os passos seguintes. Não tem eh prejuízo. Autoconhecimento, não é? Está relacionado com a questão da reforma íntima. É uma busca. Agora, quanto quanto tempo leva entre o conhecimento e a aplicação? pode levar alguns minutos e alguns milênios, porque depende da nossa vontade e do uso do nosso livro de arbítrio. A vida nos levará a descobrir isso, porque se nós não fazemos por vontade própria, virão as consequências, porque só existe a luz. A treva é a ausência dela. Então, só existe o bem. O mal é simplesmente ausência do bem. O mal não existe por si mesmo. Então, nós nos conscientizaremos com tempo de que a gente precisa fazer o bem. E não há essa situação de eh o bem inativo. O bem ele é profundamente ativo. Então não existe aquela situação, mas eu não faço mal para ninguém. Já está fazendo mal. Porque não está fazendo bem, então já está fazendo mal. E aí nós vamos aprender então a colocar na prática mais rápido aquilo que a gente conhece na teoria. Colocar na teoria depende da nossa vontade. E a nossa vontade ela se intensifica e se direciona no sentido daquilo que nós temos necessidade na medida em que a nossa consciência desperta. Então, tem que trabalhar no campo do autoconhecimento, de fato, a busca de a gente entender que a lei divina está na nossa consciência e a gente entende melhor, ela já está, mas a gente entende melhor a lei divina na medida em que a gente amplia a nossa capacidade consciencial. >> Obrigado, Carlos. Nossa conversa tá

nossa consciência e a gente entende melhor, ela já está, mas a gente entende melhor a lei divina na medida em que a gente amplia a nossa capacidade consciencial. >> Obrigado, Carlos. Nossa conversa tá muito boa, né? As perguntas são formuladas pelo público que tá nos assistindo pessoalmente ou nas redes sociais e a gente convida eles permanecerem fazendo as perguntas que elas vão chegar aqui até nós. Vamos mais uma pergunta então agora de uma obra básica, a Gênesice. Lá na Gênese, na pergunta trás finalzinho, quando Kardec fala sobre a geração nova e sobre o momento de transição, como a gente consegue discernir quais são os valores desse novo período, desse novo mundo? >> Muito bem. Eh, a gente vai percebendo naturalmente ou às vezes a gente é forçado a perceber, não é? Vamos lá. Vou dar um exemplo clássico também. No tempo ainda que tinha o telefone fixo, que hoje em dia tá desaparecendo, né? Mas o exemplo serve, toca o telefone. Aí o pai diz assim: "Meu filho, atende lá. Se for para mim, diz que eu já saí". Vou dar outro exemplo, tá? Aconteceu esses dias, a gente orientando as nossas netinhas para se sentarem à mesa para comer, para não ficar comendo andando pela sala, andando, né, andando pelo jardim, tem que se sentar para comer. Vai comer um biscoitinho, tem que sentar para comer. Aí a senhora que trabalha conosco se serviu, tava na cozinha apressada e começou a comer. E a netinha diz assim: "A tia Ne tá comendo em pé na cozinha". Então, nós vamos entender que essa geração ela está entendendo as coisas não mais como criança precisa obedecer, mas que elas já têm capacidade de entender uma coerência entre aquilo que a gente fala e aquilo que a gente faz. E elas estão tendo a liberdade de se manifestar, porque antigamente tinha medo, né, de falar com o papai, com a mamãe, com o mais velho. Tinha aquele medo. A gente não falava, ficava, via, mas ficava calado, né? Porque pode o adulto, mas a criança tem que obedecer o que o adulto tá mandando. Hoje não serve mais isso. Então, a importância da

aquele medo. A gente não falava, ficava, via, mas ficava calado, né? Porque pode o adulto, mas a criança tem que obedecer o que o adulto tá mandando. Hoje não serve mais isso. Então, a importância da coerência dentro desse processo, os valores não são mais aquelas coisas externas que a gente ensina pros outros. Os valores são aquelas coisas que a gente vive e onde entra o evangelho Red Vivo. Porque lá no Evangelho Rede Vivo, no momento do sentir, a gente vai checar os valores que nortearam a nossa vida até agora com os valores da boa nova. E aí nós vamos precisar às vezes renunciar a certos valores que estão aqui losados, já não serve mais para esse momento. Vai ter que adaptar alguns valores que ainda servem, mas não estão lá. Tem que ajustar e vai ter que adotar novos valores. E isso vale para todas as gerações, não é? Por isso, a importância dos evangelizadores fazerem o evangelho Rede Vivo, porque isso vai influenciar o trabalho que eles estão fazendo com as crianças ou com os jovens. Pode ter certeza disso. Evangelho Rede Vivo é é uma metodologia para todo mundo. Ah, mas eu tô há 40 anos no centro. Eu sou presidente do centro. Eu vou precisar do Evangelho Rede Vivo. Precisa, você precisa mais do que os outros. pode ter certeza disso. Obrigado, Carlos. A próxima pergunta também tem a ver com vivências. E a pergunta é a seguinte: como nós espíritas devemos nos posicionar diante das adversidades do momento para ajudar tantos irmãos, inclusive espíritas, que estão se deixando levar para as coisas momentâneas e esquecendo o que é essencial a vida. >> Olha, é um desafio, mas uma primeira coisa é a gente aceitar o outro como ele é. e compreender que nós não respondemos, né, pelas pessoas com quem nós convivemos. Cada um responde por si mesmo. Portanto, eu não sou responsável, não sei pelos meus filhos que eu estou educando, né, ou pelos netos que eu posso influenciar, mas pelas pessoas em geral, companheiros de trabalho, até mesmo membros da família. Nós não somos mais

el, não sei pelos meus filhos que eu estou educando, né, ou pelos netos que eu posso influenciar, mas pelas pessoas em geral, companheiros de trabalho, até mesmo membros da família. Nós não somos mais responsáveis. O que nós podemos fazer é conversar com eles, mas principalmente é preciso que a gente entenda que as palavras comovem, mas os exemplos arrastam. Então vou colocar uma situação que a gente viu acontecer mais de uma vez. Familiar chega no outro e diz assim: "Ué, tá querendo dar uma de santurrão para cima de mim agora? Tá pensando que eu não te conheço?" Não é aquela pessoa que tá lutando para fazer sua transformação, começa a se calar nos momentos que tinha vontade de falar o que o outro precisava ouvir e aí o outro tá estranhando porque ele precisa da briga, ele tá dependente psicologicamente das discussões e tá perdendo o parceiro ou a parceira das discussões. Então começa a entrar em conflito e quer agredir para ver se vem o retorno. E é essa hora que a gente então precisa não reagir, mas agir com tranquilidade. Dizer: "Me desculpe se você está ainda percebendo que eu finjo, mas eu estou lutando para ser realista naquilo que eu estou fazendo, não é? Eu poderia agora te dar uma resposta como eu tô com vontade de dar, te jogar na cara, não é? aquilo que eh eu vejo que você não tá fazendo bem, mas eu também tenho um monte de coisa que você, né, pode ver que eu não tô fazendo bem. Então eu tô dedicado a perceber essas coisas que eu não tô fazendo bem para fazer melhor, porque eu quero sair dessa onda, não é, de desentendimento, de briga. Eu quero ter paz na vida. Você não quer ter paz na vida, não? Vamos nós construir a paz juntos. Vamos lá. Isso pode parecer pieguismo, mas olha, sinceramente, ao invés da gente ficar discutindo aqui, você não quer me dar um abraço? Não, não é? E aí a questão é: "Ah, que dá abraço coisa nenhuma, tá ficando bobo agora. A, eu sou homem, sou. Tá querendo me abraçar por quê?" Então tá bom. A hora que você deixar de ser machista,

aço? Não, não é? E aí a questão é: "Ah, que dá abraço coisa nenhuma, tá ficando bobo agora. A, eu sou homem, sou. Tá querendo me abraçar por quê?" Então tá bom. A hora que você deixar de ser machista, vem cá me abraçar que eu tô aqui, tá? E vamos em frente, né? Te agradece as respostas, Carlos as respostas dadas e agradece também as perguntas que estão sendo feitas, que é com extrema qualidade. E esta próxima também tá dentro dessa mesma linha. Ela vem como pode o espiritismo contribuir para que busquemos o essencial, o tema, né, do nosso evento. >> Isto >> diante dessa globalização de notícias de guerras, >> ótimo, >> tragédias, >> exposição de idolatria, >> Uhum. >> de influenciadores digitais. >> Uhum. >> Para, entre aspas, influenciadores digitais. exposição de jovens à telas e etc. >> Muito bem. Eh, nós precisamos como família combinar com os nossos filhos, não é? Existem situações de de que a gente pode acompanhar, né, dentro de dos programas os nossos filhos que estão com celulares e essa coisa. Então, é preciso assumir essa responsabilidade, mas a gente já comentou sobre isso, já está a evidências de que atrapalha o desenvolvimento neurológico, inclusive da criança, o uso dessas telas, não é, de maneira excessiva. Então, eh, é preciso ter um controle, a gente precisa assumir isso, ter responsabilidade. As nossas crianças precisam aprender que tem limites e não precisa para ir ser violento com elas, porque a gente ensina violência para elas. a gente tem que ter poder de argumentação mesmo e de explicar e a gente trabalhar de tal forma que eles aprendam a ser responsáveis. E muitas vezes é o desenvolvimento da da parceria. Então, uma das coisas, por exemplo, as netinhas estão lá agitadíssimas, a vovó, ela gosta de costurar, aí a vovó pede pras netinhas ajudarem a costurar e elas vêm com maior gosto segurar o pano e segurar para cortar e aquela coisa toda e ajudam e vão contribuindo. Aí tem que elas fizeram sujeira no chão. Ah, meu Deus do céu, chama a fulana lá

osturar e elas vêm com maior gosto segurar o pano e segurar para cortar e aquela coisa toda e ajudam e vão contribuindo. Aí tem que elas fizeram sujeira no chão. Ah, meu Deus do céu, chama a fulana lá para limpar o fulano para vir limpar. Não, a criança dá o paninho e vai junto com ela, ensina ela a fazer a limpeza do chão. Outro dia o meu genro manda, me ligou e mostrando ao vivo na tela, né, que ele estava fazendo bolo junto com a filha dele, a netinha. Aí eu dei o maior incentivo. Mais tarde ele diz assim: "Ela está apavorada porque tem que esperar o bolo esfriar, ela quer comer." Digo, "Ótimo, faça bolo com ela mais vezes, porque as crianças estão perdendo a referência. ver tudo pronto, a gente faz tudo por elas e elas não aprendem, não é, a ser responsáveis por elas mesmos, não aprendem limites. Então, temos e precisamos trabalhar essas questões no nosso dia a dia. É trabalhoso, isso, é trabalhoso, mas evita as os o trabalho que a gente vai ter no futuro, porque essas crianças que não aprenderam limites dão um trabalho muito maior do que as outras quando se tornam jovens. Então é importante aprender limite, responsabilidade, consequência das coisas. E isso tem que acontecer no nosso dia a dia. Não tem jeito, tem que investir e trabalhar no dia a dia. Ah, notícias. Já numa outra pergunta, eu tinha pensado em comentar e acabei não comentando. Bom, vou colocar para vocês, gente. Nós estávamos vivendo nos Estados Unidos na época num bairro que só tinha um canal a cabo pra televisão. E a minha mulher telefonou porque não não tinha no controle, não não bloqueava os canais. Hoje em dia bloqueia os canais no controle, né? Não tinha ainda celular do jeito que tem, essa coisa toda. Então a minha mulher ligou pra empresa para ela eh bloquear um um dos dos programas que vinha. E o rapaz perguntou por que ela queria bloquear, que não podia bloquear não, porque o programa era do pacote. E por que que ela queria bloquear? Ela disse: "Porque eu tenho um filho e que é criança. Mas o canal é para criança,

e ela queria bloquear, que não podia bloquear não, porque o programa era do pacote. E por que que ela queria bloquear? Ela disse: "Porque eu tenho um filho e que é criança. Mas o canal é para criança, minha senhora". Pois é. O mais esquizofrênico que vocês oferecem. E o menino é autista, está atrapalhando o menino o canal. Ah, mas não tem jeito não. Isso aí faz parte do pacote. Então cancela o pacote. Mas minha senhora, vocês vão ficar sem televisão em casa? Só tem essa. Nós somos a única rede. Ela disse: "Pis cancela, nós vamos ficar sem televisão em casa, porque o nosso filho é mais importante do que a programação de vocês." Então, gente, nós temos que fazer opção, não é? Nós tiramos a televisão de casa, não é que tirou a televisão, tirou os canais, né? E aí a televisão ficou para vídeos selecionados na época dos vídeos e tal. Aí um dia a nossa filha disse: "Pai, eu quero uma televisão na minha no meu quarto". Aí eu olhei para ela, né? Eu disse: "Pai, não é para ver essas programações, pai, eu quero ver aqueles canais de natureza, os canais de história, não é? E como eu não quero perturbar vocês, é bota no meu quarto, né?" Eu falei: "Vamos, vamos comprar a televisão, então, filha, não é?" porque tava com consciência de que não deveria notícias. Gente, eu sou jornalista e um dia disse para um colega meu: "Escuta, nós somos seres humanos ou urubus?" "Ah, mas se não der essas notícias, o povo não vai ler, não tem ibope." Aí eu fui acabando fazendo a opção de ser jornalista espírita, né? Porque a gente escreve só coisa boa. Então tem canais hoje só de coisas boas, vocês já viram, quase não tem BOPE. Nem os espíritas vão lá para ver as notícias porque são boring, cansativas, porque a gente adora as notícias, não é? Que são fofocas, gente. Um dia um familiar, a gente tava dentro do carro, o familiar começou: "Você viu tal notícia?" "Não, não vi a notícia. Olha o E aí descreveu até o sangue, sabe? Aí o familiar terminou e eu olhei para ele, falei: "Será que eu precisava

dentro do carro, o familiar começou: "Você viu tal notícia?" "Não, não vi a notícia. Olha o E aí descreveu até o sangue, sabe? Aí o familiar terminou e eu olhei para ele, falei: "Será que eu precisava saber do que você me falou agora? Aliás, você precisava realmente saber dessa notícia? Aí, ô meu Deus do céu, realmente você tem toda a razão. Tava todo perturbado, não tinha percebido. A hora que eu falei, caiu a ficha. Nós precisamos disso. Nós alimentamos o nosso corpo com alimento estragado. Por que que nós vamos alimentar a nossa alma com isso? Então, vamos dizer não. Agora nós estamos com a telinha, né? Para onde a gente vai, tá lá a coisa. Alguns usam como escritório. O escritório vai até pro banheiro com a pessoa, né? Trabalha o tempo todo. Outras ficam vendo essas coisas que aparecem, né? Então a gente tem que tá ter um uma um processo de seleção de fato pro nosso próprio bem. Quem é que seleciona as notícias que a gente vai ver? Não, os outros não tem que selecionar para nós. Somos nós temos que selecionar. Às vezes nós precisamos estar informados, mas não precisamos estar informados de tanta coisa. Você não tem que saber que a pessoa veio dirigindo, ela bateu contra o muro lá e aí até dis a descrição do sangue do que a gente precisa saber que uma pessoa descuidada bateu, trombou e que isso, né? Pronto, tudo bem, já estou sabendo que tá acontecendo isso, mas eu não preciso saber de detalhes que são deletérios e coisas assim. Mas será que eu preciso saber? Realmente, todo dia tem acidente, eu preciso saber. depende do assunto. Se a gente vai tratar a respeito, né, dessas questões e tal, a gente precisa saber. Mas tem muita coisa que a gente não precisa saber. Tem gente que tem prazer. Hoje em dia a guerra mostra lá cenas ao vivo e a pessoa tem prazer de ficar vendo isso. Pessoa não vai pro carnaval, mas as cenas do carnaval estão entrando pela televisão dentro de casa. Nós somos responsáveis, gente. Temos que agir no sentido, não é, do cumprimento da nossa responsabilidade para o nosso

carnaval, mas as cenas do carnaval estão entrando pela televisão dentro de casa. Nós somos responsáveis, gente. Temos que agir no sentido, não é, do cumprimento da nossa responsabilidade para o nosso próprio benefício e o benefício da nossa família. Antigamente era o rádio. Na minha família o rádio ficava ligado o dia inteiro. O dia inteiro o rádio ligado. Tem gente que liga a televisão, né? Fica o dia inteiro. Ou então hoje já bota o tablet lá na cozinha. vai cozinhar e o tablet tá lá mostrando as coisas, que tipo de vibração tá indo pra comida. Então tudo isso tem que ser examinado e a gente tomar uma decisão. >> Obrigado, Carlos. Nós temos ainda tempo para uma última pergunta. Temos várias que recebemos aqui. Eh, nós escolhemos aqui a seguinte questão: A luz da doutrina espírita, qual o caminho real para a paz interior em tempos de transição como o que vivemos? Olha, gente, nós temos que estabelecer com a gente mesmo um programa, não é? Ontem na palestra a gente comentou sobre isso, um programa para nós mesmos. Você é espírita? Você conhece toda a obra de Kardec? Já leu? Você é espírita, você está estudando Kardec? Tem só Kardec para ler? Não. Hoje tem um compêndio maravilhoso, né? Vale a pena pelo menos ler 2.000 livros. Quanto tempo leva lendo três livros por mês? A gente lê três livros por mês. Quanto tempo vai levar para ler os 2.000 livros? pelo menos 2000 tem hoje que vale a pena a gente ler, tá? Dentro do espiritismo. Então nós estamos fazendo isso. Eu tenho um programa de leitura diária. Quantas vezes eu como no dia para sustentar o corpo? Em quantos momentos eu paro no dia para alimentar a alma, que é a essência divina. Então, um programa de estudo diário, eu comigo mesmo. Quanto tempo? Uma vez eu disse, né? É uma hora. E o o Will Duran que escreveu um livro que ele seleciona 400 títulos, 400 textos, às vezes livro inteiro e às vezes partes de livro. E ele diz uma pessoa que leia esses 400 textos uma hora por dia durante 4 anos, ele se torna um filósofo autodidata. Eu era

400 títulos, 400 textos, às vezes livro inteiro e às vezes partes de livro. E ele diz uma pessoa que leia esses 400 textos uma hora por dia durante 4 anos, ele se torna um filósofo autodidata. Eu era menino quando eu li isso, adolescente. Eu olhei pra minha pequena bibliotequinha de livros espíritos que eu tava fazendo, falei: "Cardec já fez a seleção". Então nós já temos os livros selecionados. Se a gente vai na obra da codificação e os livros que são concentâneos com a codificação, nós já temos a seleção. 4 anos de estudo do espiritismo, uma hora por dia, sete dias da semana, nós nos tornamos filósofos espíritas. Agora os 4 anos vão passar se eu ler ou se eu não ler. E pode ser que depois chega nos 40 anos a Carlos Campet me deixou um peso de consciência danado, porque se ele não tivesse falado isso, eu não estaria sabendo, né? Então a gente participar do espiritismo é desenvolver também responsabilidade. A proposta é essa, gente, um estudo diário do espiritismo. Um dia tava falando, falei uma hora e disse assim: "Quem não tem tempo faz 15 minutos". E uma companheira da Colômbia me interrompeu, falou: "Não, Carlos Campete, não abre exceção, porque todo mundo vai ler só 15 minutos, tem que ser uma hora mesmo." E aí o estudo individual, o estudo do espiritismo em família. Ah, o evangelho no lar, ótimo. O evangelho no lar tem que fazer toda semana mesmo, 30 minutos, 40 minutos. Só que a espiritualidade informou que leva 10 anos para a espiritualidade estabelecer um ciclo de proteção no ambiente, fazendo o evangelho uma vez por semana. E se a gente fizer o estudo do espiritismo todo dia em casa, quanto tempo vai levar para proteger? Mas não é só para isso. Se nós estudarmos com nossa família, o espiritismo todo dia em casa, o que vai acontecer com a nossa família vai ficar perfeita? Não. Nós fazemos isso desde o ano 2022. 2002, perdão, desde o ano 2002 que a gente faz isso e a nossa família não ficou perfeita, só que a maneira de encarar as dificuldades mudou muito

icar perfeita? Não. Nós fazemos isso desde o ano 2022. 2002, perdão, desde o ano 2002 que a gente faz isso e a nossa família não ficou perfeita, só que a maneira de encarar as dificuldades mudou muito nesse período. Tudo bem? Não podemos recomendar o que a gente não faz. É possível estudar com a família todo dia o espiritismo, tá bem? É possível fazer isso e o estudo do espiritismo na casa espírita, porque os três estudos se complementam, o individual, o estudo na com a família e o estudo na casa espírita. Mas isso tudo não tem valor se não for colocado em prática na vivência do nosso dia a dia. Por isso importância do evangelho no lar uma vez por semana pelo menos, onde a família não vai para ler o texto, interpretar para ver se o outro familiar entende, vai examinar o texto e comparar o seu comportamento em família e na sociedade durante a semana para ver se bate com aquilo que tá proposto ali. Tudo bem, gente? Acho que tem, não sei se outra ainda dá tempo. Chegamos no final da nossa roda de conversa e só resta agradecer o Campete, a presença de todos vocês e nós temos um minuto ainda, Campete, para trazer uma fala final. Gente, pode parecer, né, que nesse momento tava pensando que fica assim meio massante, né, repetir que a gente tem que estudar, que a gente tem que, mas com toda a sinceridade, nós estamos tratando do evangelho e a essência, o essencial. O que que é essencial de fato? Não é, depende da condição evolutiva que eu estou, não é? na nossa média de evolução, o essencial é a minha transformação moral para que eu me integre nos propósitos da criação divina. Por que que Deus me criou? Por que que Deus criou cada um de nós? Nós somos filhos dele. O que é que a mamãe e o papai esperam que os filhos façam uns pros outros? Nós que somos imperfeitos, o que é que nós esperamos? Deus espera isso mesmo de nós no potencial que a gente pode dar. Então, o espiritismo é uma doutrina libertadora e a principal coisa que ela nos ajuda a fazer é nós nos libertarmos de nós

s esperamos? Deus espera isso mesmo de nós no potencial que a gente pode dar. Então, o espiritismo é uma doutrina libertadora e a principal coisa que ela nos ajuda a fazer é nós nos libertarmos de nós mesmos, não é? Do ego que se coloca a serviço da essência divina. E aí nós caminhamos cumprindo a função para a qual nós somos criados e que foi a essência do evangelho que Jesus apresentou. Faz ao teu próximo o que você gostaria que o próximo fizesse por ti. Agora faça por ti tudo que podes fazer também por ti, porque tu mereces o melhor de ti mesmo.

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