Sexta-feira Literária | O Céu e o Inferno | com Carlos Campetti

FergsPlay - Canal da Federação Espírita do RS 16/08/2025 (há 7 meses) 56:09 1,021 visualizações 138 curtidas

Em agosto, a obra O Céu e o Inferno completa 160 anos de publicação. É uma das cinco obras básicas da Codificação do Espiritismo e tem como principal objetivo explicar a Justiça Divina à luz da Doutrina Espírita. A obra busca demonstrar a imortalidade do Espírito e a condição que ele vivenciará no mundo espiritual, como consequência direta de seus próprios atos. Para celebrar a entrega desse importante trabalho à humanidade, convidamos você a acompanhar um bate-papo literário especial no programa da Fergs que une Espiritismo e literatura: a Sexta-feira Literária. O evento contará com a participação de Carlos Campetti, vice-presidente de Unificação da Federação Espírita Brasileira, que trará reflexões e aprendizados sobre essa obra fundamental para a compreensão da vida após a morte do corpo físico. O programa será veiculado no dia 15 de agosto, às 22h. Acompanhe pela FergsPlay, pelo Facebook da Fergs e pela Fergs Rádio (www.radio.fergs.org.br). O aplicativo da Fergs Rádio está disponível gratuitamente na Apple Store e na Play Store.

Transcrição

O espiritismo é uma proposta de educação pessoal que nos convida à vivência do evangelho de Jesus por meio do amor, do estudo, da paciência e do trabalho. Quando bem compreendida e praticada, a doutrina espírita pode levar a um estado de paz interior decorrente da aplicação cotidiana de seus princípios. É, enfim, um caminho de educação para a vida. Conheça o novo livro de Vinícius Lousada. Em cada capítulo são apresentados textos escritos com simplicidade e devotamento, destacando a excelente proposta educativa da doutrina dos espíritos. Educação para a vida, para o saber virar sabedoria. de Vinícius Lousada você encontra nas principais livrarias espíritas do Brasil. Olá, amigos, sejam todos bem-vindos a mais uma sexta-feira literária, mais um programa da nossa área do livro da Federação Espírita do Rio Grande do Sul, que como sempre traz um assunto importante ligado ao livro espírita, ao bom livro espírita. E é claro, hoje é muito especial porque nós estamos eh no ano em que comemoramos 160 anos da obra O Céu e Inferno. E por isso a gente tem um convidado especial aqui hoje para conversar conosco. Eu vou deixar que o pessoal se apresente. Meu nome é Gustavo Roman, falo aqui de Porto Alegre, voluntário da Associação Espírita Teresa Dávila e multiplicador da área do livro da Federação Espírita do Rio Grande do Sul. Verno, meu amigo. >> Obrigado, Gustavo. Olá, pessoal. Olá, Campete. É muito bom estar com vocês nesta noite da sexta literária. Eu me chamo Verno Eduardo Kremer, sou trabalhador do grupo Espírita Allan Kardec GEAC de Alvorada, multiplicador da área de estudo do espiritismo e estamos também como diretor atualmente da área. É uma alegria estar com vocês participando desse encontro que será muito bom. >> Que bom. Obrigado, Verno, muito bom te aqui com a gente. E hoje para falar do céu e inferno, a gente traz aqui nosso querido convidado Carlos Campete, é vice-presidente de unificação da Federação Espírita Brasileira e seja muito bem-vindo, meu amigo, para as tuas

para falar do céu e inferno, a gente traz aqui nosso querido convidado Carlos Campete, é vice-presidente de unificação da Federação Espírita Brasileira e seja muito bem-vindo, meu amigo, para as tuas saudações iniciais, por favor. >> Obrigado, Gustavo. Saudações fraternas a todos. Vernos, satisfação imensa estarmos juntos >> aqui, Gustavo, nessa eh comemoração desse livro maravilhoso, né, da codificação espírita. E a gente já deixa logo de saída o nosso abraço fraterno para todos os que acompanham e que vão ver depois, inclusive também, né? >> Então, Verno, vamos lá paraa nossa nossa conversa. Vamos, vamos lá pra primeira pergunta aí pro Campete. No capítulo um da primeira parte da obra O Céu Inferno, o por vir e o nada, o Kardec afirma no item 14 que a unificação feita relativamente à sorte futura das almas será o primeiro ponto de contato dos diversos cultos. Uhum. um passo imenso para a tolerância religiosa em primeiro lugar e mais tarde para a completa fusão. A pergunta: Como podemos compreender essa afirmação à luz do diálogo interrigioso e do papel do espiritismo nesse processo de aproximação entre as crenças? Caro irmão Campete. >> Muito bom. Excelente pergunta, não é? E o o trecho selecionado de Allan Kardec também muito bom. Eh, Allan Kardec, ele tinha uma visão realmente de, eu não diria de inclusão, mas de acolhimento, não é? Porque, eh, o espiritismo nunca excluiu ninguém. Então ele não precisa fazer propriamente a inclusão, ele acolhe, não é, a todos aqueles de boa vontade que eh se aproximam com interesse de aprender a respeito da lei divina, que é a essência do Novo Testamento. Quando Jesus veio junto de nós, ele veio para nos apresentar a lei divina, como é que funciona a nossa relação com o Pai e a relação do pai com tudo que é criado, né, no universo. E o espiritismo vem justamente recuperar esse ensinamento que o Cristo deixou, não é, para nós em essência e que o contempo e a gente não pode de forma nenhuma apontar dedo pros outros porque nós somos

o espiritismo vem justamente recuperar esse ensinamento que o Cristo deixou, não é, para nós em essência e que o contempo e a gente não pode de forma nenhuma apontar dedo pros outros porque nós somos reencarnacionistas e nós fizemos parte dessa história. Então nós lá atrás construímos o que nós estamos recebendo hoje, né? Nós nos afastamos da proposta que Jesus apresentou e nós criamos a nossa própria maneira de ver, as nossas próprias visões, não é? As nossas próprias doutrinas. E aí passamos a ensinar isso para as pessoas em nome de Jesus, como se fosse a doutrina que ele havia trazido. E isso criou essas divisões todas. vem o espiritismo justamente para resgatar o ensinamento na sua pureza primitiva. E aí quando ele coloca o texto, né, dizendo eh quando nós entendermos qual é o destino da alma depois da morte do corpo, que é um fato, não é uma suposição, não é uma criação, é como as almas vêm e nos contam como é que é o que o espiritismo registrou. Então, quando todo todas as as religiões, os religiosos, inclusive não religiosos, não interessa, não importa, não é? entenderem isso, então esse será o primeiro ponto de efetiva fusão, não é, da crença, porque aí nós não precisaremos acreditar que a alma segue vivendo. Nós sabemos que ela segue vivendo e como é a situação. Então, nós nos encontraremos na convicção do processo. É isso, não é, que Kardec vai nos colocar aqui. E nós podemos entender o papel do Espiritismo como o papel da tolerância, da compreensão, da aceitação. Porque Allan Kardec na na no processo da codificação, ele deixa muito claro que a pessoa ela não precisa deixar a sua religião se ela está satisfeita com ela para estudar o espiritismo. E é interessante porque muitas vezes a gente passa por alto, mas na introdução do Evangelho Segundo o Espiritismo, que foi publicado um ano antes, né, do céu e inferno, ele vai dizer que o livro foi escrito para todo o mundo, não apenas para os espíritas. Então, o livro que é chamado religioso do Espiritismo, que é o Evangelho

cado um ano antes, né, do céu e inferno, ele vai dizer que o livro foi escrito para todo o mundo, não apenas para os espíritas. Então, o livro que é chamado religioso do Espiritismo, que é o Evangelho Segundo Espiritismo, foi escrito para todo mundo, sem discriminação, sem distinção de crença, de maneira de ver, não é? E o céu inferno, um ano depois é publicado, eh, dando então a a a chancela ou a sanção para o período religioso do Espiritismo, que teria começado com o lançamento do Evangelho Segundo o Espiritismo. Esses períodos foram previstos por Kardec, eh, e ele publica isso na revista espírita de dezembro de 1863, os períodos do Espiritismo. E ele fala do período religioso, né, que não diz quando ele começaria, mas ele fala esses 63 e 64 ele lança o Evangelho Segundo Espiritismo. A gente supõe que aí estaria, né, começando o período religioso do Espiritismo com esse lançamento. Um ano depois vem o céu e inferno, que vai tratar justamente da justiça divina, da questão da religião. E aí naturalmente o o céu inferno dá seguimento à proposta, né, do entendimento, eh, do que o Espiritismo entende por religião, o que é que o Espiritismo traz como religião. E então o espiritismo, né, dentro dessa visão que Kardec nos apresenta aqui, ele não concorre, não disputa, não estabelece eh eh perímetros, definições de de de dominação e em relação às outras religiões, porque o espiritismo não tem esse tipo de preocupação, não é? E ele não se impõe e não tem necessidade de se impor. Ele é apresentado, é oferecido. Isso é o que cabe nós fazemos na sequência do que Kardec começou, oferecer. E aqueles que tenham condições vão buscando quando é interessante, eh, eu vou terminar esse comentário assim com essa colocação. Nós já fizemos vários seminários, né, e às vezes tratando da questão da vida depois da morte e a gente tinha o hábito de fazer nos seminários essa pergunta. Tem alguém no público que foi católico, foi protestante ou de outra religião antes de ser espírita? Alguns levantam a mão,

pois da morte e a gente tinha o hábito de fazer nos seminários essa pergunta. Tem alguém no público que foi católico, foi protestante ou de outra religião antes de ser espírita? Alguns levantam a mão, né? Aí vem a segunda pergunta. O que que você pensava sobre a vida futura, sobre o mundo espiritual antes de conhecer o espiritismo? A resposta é quase invariável. Não pensava. Então, o que Kardec está tratando aqui é justamente nós entendermos isso. Nós seguimos vivendo, nós não morremos. O que morre é o corpo. Mas gente, e aí e as consequências disso? O que significa isso? O que que de fato acontece? O Espiritismo explica isso, não é? E não explica isso como uma visão do espiritismo. Como a gente colocou, ele explica como é o fato. E aí é onde todos nos encontraremos no futuro. A humanidade, a humanidade inteira que está habitando a terra vai se encontrar seguramente nesse ponto. >> Muito bom eh te ouvir, Carlos. Eh, a gente vai pensando, né, vai escutando, vai pensando como nós temos um um tesouro nas mãos e a responsabilidade que a gente tem de compartilhar esse tesouro, né, no sentido de eh transformar a este conhecimento que nós temos em acessível a todos, né, para que ele vá sendo absorvido inclusive por outras religiões, o que vai acontecer naturalmente, né, o próprio Kardec colocou isso, né, que naturalmente isso vai se colocando, né, e que nós não não queremos destruir nada, apenas construir juntos, né? Trazer a verdade à tona é uma construção eh coletiva, né? Eh, esse nosso segundo bloco eh a gente vai trazer um trecho muito conhecido do céu e inferno, que é o Código Penal da Vida Futura, né? Ele é muito falado em muitas, muitas palestras. O pessoal escolhe o Código Penal da Vida Futura para fazer palestras, seminários, né? E nesse trecho, Carlos, a gente tem eh ali eh três etapas para que haja regeneração ali, né? o arrependimento, a expiação e a reparação. Eh, a gente pode fazer uma conexão assim com o nosso momento atual, nós espíritas, eh mesmo que seja ainda num

rês etapas para que haja regeneração ali, né? o arrependimento, a expiação e a reparação. Eh, a gente pode fazer uma conexão assim com o nosso momento atual, nós espíritas, eh mesmo que seja ainda num momento inicial, a gente consegue perceber que nós estamos regenerando, já estamos reparando, como é que estamos na média, eh estamos fora da média, dentro da média, como é que a gente pode enxergar esse processo aí na tua visão? >> Olha, é muito interessante, não é? eh essa visão que que Kardec vai vai trazer e aí tá o o a essência, não é? O ponto fundamental, que é justamente esse entendimento da justiça divina através disso que que Kardec vai nos colocar, não é? Então, eh, tem o processo da do nosso despertamento. A gente resiste muito, primeiro porque a gente não admite que errou ou que erra, não é? a questão do orgulho ainda muito acentuado e e a gente vai entender que o primeiro passo é a gente admitir que nós e nós não somos perfeitos, nós somos perfectíveis e que nós temos estamos trilhando um caminho, não é, para chegar a a essa a essa condição. Então é natural que a gente cometa enganos, faz parte do processo. A gente não pode ter a pretensão de não se enganar, porque isso seria orgulho na nossa condição evolutiva. É, uma vez que a gente entende e essa essa proposta, então nós vamos eh observar que uma vez que a gente reconheceu que cometeu engano, a gente se arrepende, não é? Mas isso não resolve. Dentro da religião tradicional, você se arrependeu, você se confessa, tá resolvido o problema, não é? o representante da religião vai resolver com Deus a sua situação. Você não tem mais que se preocupar, mas a gente vai entender com o espiritismo que não é exatamente isso que acontece, porque a nossa consciência não nos libera. Não é o ritual que vai fazer a liberação da consciência, é a transformação íntima. E a nossa consciência, onde está inscrita a lei divina, ela exige a reparação. Então, normalmente a gente se arrependeu, entra num processo de expiação. Que que é a expiação?

é a transformação íntima. E a nossa consciência, onde está inscrita a lei divina, ela exige a reparação. Então, normalmente a gente se arrependeu, entra num processo de expiação. Que que é a expiação? A gente quando se engana desvia do caminho. Espiar é retornar para o ponto de retomar o caminho. Então, é fazer o caminho de volta, espiando, reparando aquilo que a gente não fez bem. Não é? E aí a gente vem depois a reparação. Opa, agora a gente pega a trilha de novo e vai seguir e vai fazer o que era para ter sido feito e não foi. E aí a gente então faz a reparação inclusive dos danos causados, dos atrasos provocados, não é? E a gente então eh chega naquela condição de sentir a liberação da consciência. Não é Deus que castiga, não é ele que impõe. É tão, a lei é tão sábia, mas é tão sábia que ela funciona, não é, de maneira autônoma, digamos assim, que o que que é o bem? Segundo está na terceira parte do livro dos espíritos, é agir conforme a lei divina. O que que é o mal? É agir diferente da lei divina. Então, o mal nós criamos, não é Deus que cria, somos nós, mas nós somos responsáveis. Então, e há um processo didático. No momento que você comete um engano, tem uma uma contrareação, provoca uma uma eh um desencadeia um processo, digamos assim, em que você terá que resolver a questão, não é, para que se sinta bem consigo mesmo. E aí nós somos criados com um propósito. O propósito é nos reintegrar com o criador no nosso pai. E a gente não pode fazer isso sem pureza de coração, porque Jesus colocou, não é? Só os puros de coração verão a Deus. E aí a nossa própria consciência nos cobra isso em algum momento a gente vai se dando conta, não é? E a gente então eh retoma esse caminho aqui, não é? E as nossas as nossas escolhas é que define porque nós temos o livre arbítrio. É uma questão muito questionada, né? Eh, no passado aí já se questionou se o homem teria livre arbítrio ou não. Se nós não tivéssemos livre arbítrio, nos diz Allan Kardec, se nós não tivéssemos o livre arbítrio, nós seríamos autómatas

é? Eh, no passado aí já se questionou se o homem teria livre arbítrio ou não. Se nós não tivéssemos livre arbítrio, nos diz Allan Kardec, se nós não tivéssemos o livre arbítrio, nós seríamos autómatas e não seríamos responsáveis por nada. Então, nós não eh poderíamos responder pelas coisas, mas nós agimos, nós temos, não é, realmente o livre arbítrio. Agora, nós estamos sintonizados com isso como espíritas. Será que nós estamos sintonizados com isso como espíritas? Ou nós conhecemos a teoria que é muito bonita, maravilhosa, até recomendamos pros outros, fazemos palestra com palavras assim de convencimento, mas como é que fica dentro de nós? Com o que é que nós estamos sintonizados hoje dentro dos períodos que Kardec fala, né? Nós teríamos seis períodos e o último período seria o da regeneração. Lá no artigo de 63, ele previu que o período da regeneração inauguraria o século XX. São palavras dele lá. E se seguisse o ritmo que vinha mesmo, porque o espiritismo foi a única doutrina, nem o próprio cristianismo fez isso e nem nenhuma depois do espiritismo. Deu a volta ao mundo em 10 anos e não tinha internet na época. Então, se seguisse aquele ritmo, no início do século XX, a humanidade estaria entrando na regeneração, mas as trevas recrudeceriam. Há uma mensagem que foi publicada em 68, que o espírito então informa que vai haver um atraso de aproximadamente 100 anos por causa da ação das trevas na tentativa de impedir que o consolador prometido se instalasse na Europa e ao desencadear da da guerra franco-prusiana, logo depois da desencarnação de Kardec, Primeira Guerra Mundial, né, no começo do século XX, quando deveria estar inaugurando o período da regeneração. e no meio do século, a Segunda Grande Guerra Mundial. E aí nós vamos entrar no período da regeneração com um século aproximadamente de atraso no início do século XX. É que nós estamos entrando agora no período da regeneração. Então nós espíritas temos que nos perguntar com que é que nós estamos sintonizados dentro desse processo descrito no céu e

cio do século XX. É que nós estamos entrando agora no período da regeneração. Então nós espíritas temos que nos perguntar com que é que nós estamos sintonizados dentro desse processo descrito no céu e inferno? Nós estamos sintonizados com expiação e provas. ainda gerando situações que a gente vai ter que reparar ainda sem assumir um compromisso sério com a nossa própria essência para que prevaleça a essência e não o interesse da personalidade transitória. Com que é que nós estamos sintonizados? ou nós estamos sintonizados com a regeneração, onde a gente repara o mal que já fez, mas a gente luta para não incorrer em novos enganos, em novas necessidades de expiação e de reparação, né, no caso. >> Muito interessante, Campete. E ouvindo e acompanhando o nosso diálogo, dá até vontade de pegar a obra, né? >> Com certeza. já voltar a estudar ela e quem não leu e ler e estudar até pra gente fixar melhor esse esses os ensinamentos que nós estamos tendo aqui, esse essa conversa, né? Não ensinamento, é uma conversa fraterna e sincera. >> Uhum. >> Sobre essa obra tão grandiosa da codificação, né? E nesse voo panorâmico que nós estamos fazendo da obra, nós entramos agora na segunda parte da obra, né? E nessa segunda parte do céu inferno, o Kardec reuniu eh inúmeros depoimentos de espíritos desencarnados, oferecendo valiosas informações sobre a provas da continuidade da vida e da individualidade após a morte. É extremamente interessante isso nesta obra do céu e infernoum. >> E dentro desse capítulo, nós vamos encontrar depoimentos de espíritos felizes em condições medianas, sofredores, suicidas, criminosos arrependidos, espíritos endurecidos ou em expiações terrestres. Veja como é que é grande. >> É >> dentro desses depoimentos. Aí nós vamos ser agora bem audacioso contigo. Qual é que tu toca o teu coração? O que ou que despertou mais interesse, tu podia compartilhar com a gente? >> Olha, é muito difícil, né? A gente eh quando a gente começa a ler, e eu acho tão curioso, né? que Allan Kardec ele

coração? O que ou que despertou mais interesse, tu podia compartilhar com a gente? >> Olha, é muito difícil, né? A gente eh quando a gente começa a ler, e eu acho tão curioso, né? que Allan Kardec ele vai começar, ele fala do passamento ali logo no comecinho, né, desse capítulo, como é que é a passagem, a a transferência nossa desta realidade material para a realidade espiritual, não é? E ele vai então trazer os exemplos e vai começar com os felizes. É curioso nisso, né? Eu me perguntei várias vezes por que ele começou com os felizes, né? Ou conversando, ouvindo outras pessoas falando, né? alguns palestrantes comentando e foi, mas foi muito bem pensado por ele, porque nos enche de ânimo. Veja, é possível ser feliz, não é? É possível chegar no mundo espiritual numa condição. E ele vai logo colocar Sanson, logo o primeiro, que era o membro da Sociedade Espírita de Paris, tinha desencarnado há pouquinho tempo e que chegou no mundo espiritual numa condição bem equilibradinho, direitinho, trazendo, né, orientação da várias comunicações, inclusive. Então, chama a atenção da gente essa questão dele começar por aí. Mas de fato, não é o que me toca o coração. O que me toca de fato é porque eu me identifico, provavelmente a luta que a gente trava é com os espíritos endurecidos. Meu esse realmente, né, é é difícil. E aí a gente faz uma uma autoanálise, né, e diz assim: "Puxa vida, quanta paciência tiveram que ter os os os bons espíritos, o próprio Jesus, que é o governador do planeta, para me aguentar, esperar até começar a despertar. Meu Deus!" Então, a gente olha para eles assim, a descrição que está sendo colocada e diz assim: "Nós não podemos ignorar, não temos como ignorar isso, não é? E aí a gente olha pro nosso mundo hoje. Quantos estão encarnados e que com o seu comportamento evidenciam que são espíritos endurecidos, que ainda não despertaram paraa realidade espiritual. E aí a pergunta, né, tem que a gente tem que ler para entender, para encontrar caminhos. Nós somos formadores de

am que são espíritos endurecidos, que ainda não despertaram paraa realidade espiritual. E aí a pergunta, né, tem que a gente tem que ler para entender, para encontrar caminhos. Nós somos formadores de opinião, nós somos divulgadores de uma mensagem libertadora. Como é que a gente consegue chegar no coração dessas criaturas? Porque o primeiro reação que a gente tem é de indiferença. Bom, é o problema deles. Eles estão escolhendo, poxa, não é? Eles têm chance e não querem. O que que nós vamos fazer? Vamos obrigar. Não é a questão de obrigar. Não tem nem como obrigar. E não é solução obrigar a nada. E aí eu olho, não é, para aqueles que tem uma esperança de alguma coisa melhor e que não sabe onde buscar. E aí os endurecidos que estão reencarnados se facem chefes de religiões para vender os pedaços do céu para essas criaturas. Então, é a igreja de mamão, é a religião do dízimo e assim sucessivamente. E é o que vem caracterizando, né, o chamado cristianismo depois do século teriro, ali paraa frente até nos nossos dias. E quando o espiritismo vem e fala diferente disso, então é considerado um inimigo. Mas acontece que desse jeito, então Jesus é o próprio inimigo. Oi porque o que Jesus ensinou que o Espírito tá falando, não é? O espiritismo não tá inventando nada. Ele tá recuperando o que Jesus ensinou e está apresentando. Então essas reflexões, eu digo, gente, como é que a gente faz para chegar? Tem que ter muita paciência. E aí nós vamos entendendo, né, que a proposta dentro disso e essas lições todas que vão vamos nos encontrar são os exemplos magníficos, calam fundo na alma da gente quando a gente lê e precisa reler mesmo, não é ver? Como você estava falando, da vontade de lá de volta, né, Gustavo? A gente tem vontade de de ir lá e ler outra vez. Eh, porque nós estamos convidados a servir, a ajudar. Não podemos ter a pretensão de salvar ninguém, porque ninguém salva ninguém. Isso não existe, nem Deus nos salva. A lei é tão perfeita que ele colocou para ter sentir, não é?

dados a servir, a ajudar. Não podemos ter a pretensão de salvar ninguém, porque ninguém salva ninguém. Isso não existe, nem Deus nos salva. A lei é tão perfeita que ele colocou para ter sentir, não é? A a a condição de se sentir como um salvo, é a gente construir a própria evolução espiritual. É o que falava o Beto Roden, que era um filósofo católico, né? Não aceitou nunca o espiritismo, mas ele escrevia. Às vezes eu digo, gente, ele era tão inspirado no do ponto de vista cristão que ele escrevia realmente a mensagem de Jesus às vezes e tem uma identidade perfeita com o espiritismo. Quando ele diz assim, olha só isso, Deus nos fez o mínimo possível para que nós nos fizéssemos o máximo possível. 115 do livro dos espíritos. Deus nos criou simples, ignorantes, nos submeteu às provas para que no na superação, não é? nós desenvolvêssemos e nos aproximássemos dele. Então, eh, o verdadeiro cristão, e é por isso que Kardec coloca isso, e o verdadeiro espírita são a mesma pessoa. E nem sempre o verdadeiro cristão sabe que ele é espírita, mas o espírita verdadeiro, verdadeiro cristão, precisa ter essa consciência. Não é para van a glória, para a glória pessoal, é para ter a consciência da sua responsabilidade em relação aos demais. Então, o que mais me toca de fato aqui é ver o quantas reencarnações a gente já passou, nossos irmãozinhos que se manifestam aqui já passaram e ainda terão que passar. E aqueles que estão recalcitrantes no planeta nesses momentos do dealbar da regeneração, que já não poderão reencarnar aqui para enganar os outros, porque não estão sintonizados com regeneração, então terão que ir para outro mundo. Ainda provavelmente no início da expiação e provas, como os capelinos quando vieram aqui para cá, ou seja, nós, né? pelo menos eu tô incluído nisso. Então, olha a dor e o sofrimento. Então, isso talvez seja o que mais me toca nesse momento, não é? Pela identidade que se sente, porque não faz muito tempo, né, que na minha condição eu comecei a despertar. Então, eu me

o sofrimento. Então, isso talvez seja o que mais me toca nesse momento, não é? Pela identidade que se sente, porque não faz muito tempo, né, que na minha condição eu comecei a despertar. Então, eu me identifico muito com isso ainda. >> Eh, é muito interessante essa reflexão, né? Eh, porque ela é muito atual, né, para para o momento que a gente vive, né? Eh, para quem tá chegando agora aqui na nossa transmissão, eh, saber que nós estamos hoje aqui comemorando 160 anos da obra O Céu e Inferno, de Allan Kardec, com a presença de Carlos Campete. Eh, a obra que foi lançada a primeiro de agosto, então, eh, recentemente fechamos esses 160 anos, né? E, eh, Carlos, continuando nessa mesma linha que tu tava indo já, né, abrindo esse esse bloco eh que o Verno abriu aí da segunda parte, né, e a gente a gente percebe que essa quarta obra da codificação espírita, ela acaba, como tu tá mostrando aí, a partir dos depoimentos e trazendo pro dia a dia, né, ela tem um um forte aspecto educativo para nós no momento atual, né? E em que aspectos tu consegue relacionar isso com o nosso momento atual, com o nosso aprimoramento moral, espiritual, com estes exemplos que ela traz? Como é que tu consegue trazer isso pro pro momento atual e pro nosso cotidiano, pro nosso crescimento? Olha, eh, aqui quando você faz a pergunta, Gustavo, me faz lembrar do seguinte, eh, nós, eu venho de família católica, né? Eh, meu pai era de família católica e foi acabou eh conhecendo o espiritismo por causa de uma situação em que o irmão mais velho estava tuberculoso e eles eram, creio que nove eram entre as mulheres e os homens. E o mais velho, não é, tava, né, numa situação de tuberculose avançada. E inclusive a prefeitura tinha ameaçado de retirá-lo da cidade porque ele era eh contaminava os demais, era perigoso e a família não queria naturalmente, não é? E aí alguém chegou e disse para pra mamãezinha dele, né, e que havia um curandeiro ali que tinha curado várias pessoas na cidade, tava fazendo uma construção de uma casa

ão queria naturalmente, não é? E aí alguém chegou e disse para pra mamãezinha dele, né, e que havia um curandeiro ali que tinha curado várias pessoas na cidade, tava fazendo uma construção de uma casa e que se ela queria que chamasse ele, ela disse: "Pelo meu filho eu faço tudo, pode chamar o homem". Aí foi um dos filhos chamar o homem lá no meio do dia e o homem disse que ele não podia ir não naquele momento porque ele estava trabalhando, que quando terminasse o dia de trabalho dele, ele iria lá. Aí o irmão disse assim: "Mas quando o senhor chegar lá, meu irmão poderá tá morto, ele tá para morrer". Aí ele, o senhor disse assim: "Não, seu irmão não vai morrer disso, não. Pode dizer paraa sua mãe ficar tranquila que ele não vai morrer disso e eu irei lá porque eu estou trabalhando para sustentar minha família e quando eu terminar o meu trabalho, eu irei lá". Então o pessoal tinha dito que ele era corandeiro. Você já deduziram se ele era corandeiro, né? Quando ele chegou, depois da tardezinha, pegou um livro que era o Evangelho Segundo o Espiritismo, pediu a ela se ela tinha uma garrafinha de eh de vidro branca, né, transparente para colocar uma água eh eh que fosse filtrada ou fervida para colocar na garrafinha e disse a ela: "Olha, o seu filho não tem tuberculose e ele não precisa de medicamento para isso, mas ele tá muito fraco. Então, eh, a senhora tem algum dinheiro para comprar soro na farmácia, que ele vai precisar de soro para se fortalecer. Aí ela disse que tinha sim, mandou um dos filhos, né? Era aquele monte de filho buscar soro enquanto o homem abriu o evangelho segundo o Espiritismo, fez uma leitura, deu passes nele, fluidificou a água, aí chegou o soro, ele aplicou o soro, não é? E disse assim para aquele que seria meu futuro tio, né? Nessa época eu não estava encarnado ainda, meu pai não tinha nem casado ainda, era um momento lá ainda jovem. E o disse pro pro tio, olha, eu vou lhe deixar esse livro e aqui está a água. Tem um centro espírita aqui na cidade.

encarnado ainda, meu pai não tinha nem casado ainda, era um momento lá ainda jovem. E o disse pro pro tio, olha, eu vou lhe deixar esse livro e aqui está a água. Tem um centro espírita aqui na cidade. Enquanto você não se afastar desse livro e você continuar utilizando a água, você não terá problema. Agora, quando você se afastar, não posso te garantir nada. Ele tava desenganado de três médicos. Uma semana depois, ele andava na rua. E aí, lógico, a família se tornou espírita. Aí meu pai se casa com a minha mãe, filha de Maria, católica, preparava o andor de Maria, ela e as outras moças que levavam andor de Maria nas procissões, né? E durante os meus primeiros 10 anos, meu pai nunca, nunca na vida disse a ela que deixasse de ser católica, qualquer coisa assim. Ela ia na igreja naturalmente. Até quando nós começamos a fazer o evangelho no lar em casa, ela parou de ir na igreja. Ela passou aí só nas batismos e e casamentos quando era convidada, porque o evangelho entrou. Então, eh, a gente vai observar que o espiritismo ele tem um caráter educativo pelo exemplo, não é? E aí a família católica tem aquela história do católico não praticante. E a gente sempre ouvia, na minha infância eu ouvia isso. Ah, ele é católico, mas não é praticante. E aí quando eu fui conhecendo o espiritismo, aí tem gente que diz assim: "Então você é espírita porque seu pai era espírita, né?" Digo, "Não, de jeito nenhum. Eu sou espírita por convicção, senão não seria. Porque se houvesse uma coisa melhor do que o espiritismo que eu tivesse encontrado nas minhas buscas, e eu li muito sobre religião, sou um curioso, adoro ler sobre religião e a história da humanidade, se eu tivesse encontrado alguma coisa melhor, por coerência de consciência, lógico que eu ia adotar, não é outra filosofia, mas eu não encontrei não. Então, eu sou espírita por convicção. Aí, eh, a gente vai observar que no espiritismo não tem espírita não praticante. Porque se é não praticante, não é espírita, porque na definição de Kardec, o

não. Então, eu sou espírita por convicção. Aí, eh, a gente vai observar que no espiritismo não tem espírita não praticante. Porque se é não praticante, não é espírita, porque na definição de Kardec, o verdadeiro espírita se reconhece por sua transformação moral e pelos esforços que emprega para dominar as suas más inclinações. Ou seja, o espírita é ativo ou não é espírita. Por isso, atenção você que está acompanhando. Se você entrou pro espiritismo, faz 30 anos, o espiritismo ainda não entrou em você, tem alguma coisa errada aí, porque é um processo atávico de transferência. Tá substituindo a igreja pelo centro espírita, tá substituindo o presidente do centro, né? tá tá substituindo o cura ou o médium principal ou palestrante, alguém tá substituindo o representante da religião, aí tá trocando a hóstia pelo passe, a água benta pela água fluidificada, o atendimento fraterno substitui a confissão e fica por isso. Mas essas coisas todas não estão erradas, não. Estão corretíssimas. É isso mesmo. A casa espírita precisa fazer tudo isso, inclusive o acolhimento fraterno, mas as pessoas não podem ficar dependentes do centro, nem das pessoas que trabalham no centro e nem do palestrante e nem de ninguém. Aliás, nesse período, pelo processo educativo que o espiritismo nos traz, nós temos que aprender a caminhar com os próprios pés, porque até hoje nós somos um peso paraa humanidade. Estou falando de mim, tá bem? >> Muito bom. Chegou a hora da gente sair dessa condição de peso da humanidade e passar a colaborar também, a dar a nossa contribuição. Então, eh, o processo educativo que o espiritismo nos oferece não é simplesmente pela obra maravilhosa que tem, porque hoje nós temos um dos maiores compêndios de análise do Novo Testamento está no espiritismo, para não dizer o maior, é um dos maiores que a gente já recebeu, que a humanidade já recebeu. Então, não nos falta literatura, orientação, esclarecimento. Não falta. O espírita não pode dizer que não sabe, que não teve chance de saber.

iores que a gente já recebeu, que a humanidade já recebeu. Então, não nos falta literatura, orientação, esclarecimento. Não falta. O espírita não pode dizer que não sabe, que não teve chance de saber. Ele pode não saber por ignorância voluntária, mas não porque não teve oportunidade. Então, é um é um um material maravilhoso que nós temos à nossa disposição, mas o material por si, ele não realiza a educação da criatura. Porque a moral que o espiritismo nos oferece não é a que traz os livros, conforme Allan Kardec fala. A educação que o espiritismo propõe é a transformação do caráter, do desenvolvimento moral da criatura para se tornar um ser melhor do que foi até então. Então essa é a proposta que nós vamos encontrar neste livro. Ele vai preparando aqui a comieira, não é? Para colocar o teto depois que acontece com a Gênese. Então é onde faz aquela armação da casa e tal. O céu inferno é aquela parte que tá colocando para preparar o teto. É profundamente educativo. >> Veja que interessante, né, Campete? A gente tá falando do céu inferno, dessa obra, né, que tá de aniversário, esse ano de 160 anos. E a gente acaba trazendo as nossas experiências de vida para dentro da obra do céu inferno, nossas memórias afetivas, né? >> Isso aí. E é um convite para que todos nós literalmente mergulhemos nessa obra, né, para buscar entender o que tá ali, o que está sendo proposto para nós dentro dessa perspectiva que tu trouxe para tá trazendo aí. É muito bom. Mas o Kardec também trouxe na obra do na obra do céu e inferno, que a justiça divina se manifesta de forma misericordiosa. >> Uhum. >> Permitindo ao espírito sempre novas oportunidades de aprendizado e progresso, né? Como já acabaste de referir aí, mesmo após as quedas e erros que a gente tem, né? >> Uhum. Então, como esse entendimento pode nos ajudar a lidar com esses desafios? Culpas e limitações. >> Uhum. >> Incentivando-nos ao esforço contínuo dessa transformação moral. >> Muito bem, excelente. As perguntas são ótimas. Eh, essa essa questão ela é é importante

es desafios? Culpas e limitações. >> Uhum. >> Incentivando-nos ao esforço contínuo dessa transformação moral. >> Muito bem, excelente. As perguntas são ótimas. Eh, essa essa questão ela é é importante e a gente com tempo no estudo do espiritismo, uma das coisas que assim me me emociona e e me incentiva, me faz seguir, é a capacidade regenerativa da criatura humana, é a capacidade de transformação. E com o tempo nós estamos vendo que está presente em toda a obra da criação, porque o princípio espiritual habitando, não é, a condição de animal, por exemplo, tá na luta de autossuperação, não é? na na busca da sobrevivência e tudo no seu desenvolvimento. Então, tudo é um processo de esforço contínuo, de superação das próprias limitações para a aquisição das condições, não é, que darão, eh, para o indivíduo as energias, as forças, o conhecimento e tudo que ele precisa para dar o passo seguinte. Então, eh, o Espiritismo nos ajuda a entender o que é que nós somos, de onde nós viemos, por que é que nós estamos aqui, para onde é que nós vamos. A gente não encontra outra filosofia que seja tão objetiva quanto o espiritismo nesses aspectos. Então, quando a gente começa a entender isso, nós vamos observar o que a gente já comentou mais ou menos no início, que nós somos perfectíveis, não perfeitos ainda, mas perfectíveis. E que na situação que nós estamos é possível que a gente vá cometer enganos. É mais certo que a gente vá se enganar do que acertar ainda em todas as circunstâncias. Então, a culpa tem que ser para o espírita uma palavra que vai no dicionário de referência, mas não no dicionário de uso. Há uma lição de Emanuel que me ajudou muito na minha na minha adolescência, ali saindo da adolescência para entrar na maturidade, que é a lição 90 do Fonte Viva, bem no meio do livro, varonilmente se chama. E ele examina essa questão da culpa. E eu vou falar com as minhas palavras. Quando a culpa se você comete um engano, você se arrepende, tem dois caminhos. entrar no caminho da culpa, da

ente se chama. E ele examina essa questão da culpa. E eu vou falar com as minhas palavras. Quando a culpa se você comete um engano, você se arrepende, tem dois caminhos. entrar no caminho da culpa, da autopunição ou no caminho do arrependimento e da busca da reparação. Aí a escolha do livre arbítrio. Se a gente escolher a culpa, nós entramos por um labirinto terrível, porque nós chegaremos a uma situação de autocomiseração e de incapacidade, porque a gente passa a acreditar nisso de que a gente não pode sair da situação sozinho. E a religião tradicional explorou muito isso. Nós exploramos isso no passado em relação ao nosso semelhante, não é? Onde o indivíduo tem que recorrer ao outro pro outro resolver as suas questões com Deus. E com o espiritismo, nós vamos entender que a culpa ela não é construtiva. O arrependimento é necessário, mas o passo seguinte tem que ser o outro que emano aponta, que é realmente da busca da reparação do que a gente fez de equivocado. Isso inclusive com paciência, porque às vezes a gente ainda não está em condições e se a gente cometer engano na relação com outras pessoas, pode ser que as outras pessoas não estejam em condições. Aí um dia o meu irmão Geral tava fazendo uma palestra na FEB e ele disse assim: "Eu assumi o compromisso comigo mesmo. Eu não posso falar dos defeitos dos outros. Não posso falar. Se eu falar dos defeitos dos outros, eu vou ter que apontar duas qualidades da pessoa para reparar o engano que eu cometi. Então, eu assumi o compromisso comigo mesmo de não falar dos defeitos dos outros. Aí eu fiquei depois pensando, né, na na coisa, caramba, aí eu vou e falo mal de alguém e aí eu puxou, ô meu Deus, eu tenho que achar, eu tenho que falar de duas virtudes da pessoa, vou lá e olho, olho, olho e não acha as virtudes de jeito nenhum por duas razões. Ou a pessoa não tem mesmo virtude ainda, o que é muito difícil porque todo mundo tem, ou é o que mais provável, eu tô ainda milp. Então, a cegueira espiritual que eu não consigo vertudes onde existe, só tô

pessoa não tem mesmo virtude ainda, o que é muito difícil porque todo mundo tem, ou é o que mais provável, eu tô ainda milp. Então, a cegueira espiritual que eu não consigo vertudes onde existe, só tô vendo coisa ruim, mas tudo bem, eu não consegui ver virtude, só tô vendo, não é, defeito na na criatura. Então agora, já que eu tô falando, falei mal da criatura, eu assumi um compromisso. Eu tenho que ajudar ela a desenvolver duas virtudes, porque eu vou precisar falar nela, sobre elas, para reparar o mal que eu fiz, não é? Então, aquele compromisso da gente eh trabalhar com essa capacidade regenerativa da criatura humana, a nossa própria, a gente tem essa convicção de que nós podemos, a maior parte das pessoas não fazem porque creem que não podem, que não tem condições. E aí se entrega aquilo que que manda coloca como autocomiseração, entra na síndrome de pânico porque fica com medo de tudo, porque tem medo de não dar conta de resolver as próprias situações. Então, o espiritismo nos ajuda a entender esse aspecto da nossa capacidade de superação que nós temos. Ah, mas eu eu não tô dando conta. Muito bem, nós temos um anjo da guarda, não temos? A gente não tem o hábito de falar com o nosso anjo da guarda. A gente precisa usar mais esse canal, pedir ajuda a ele. Ah, mas ele não acompanha a gente enquanto a gente é criança, depois é só quando a gente precisa. Sim, eu tô precisando. Ele acompanha sempre, mas ele estará presente. Se eu pedir, se eu necessitar da presença dele, ele estará ali para ajudar. Não importa a idade que eu tenha, porque às vezes eu tenho 60 anos e ainda continuo infantil. e ele tá me acompanhando muito de perto por causa disso. Então, é uma questão da gente estabelecer essa vinculação e contar com esse amparo, porque não falta o amparo. Nós temos espíritos familiares desencarnados que se interessam por nós. Nós temos amizades que a gente deixou de outras encarnações que estão no mundo espiritual. Não nos falta de forma nenhuma. E temos os encarnados que

familiares desencarnados que se interessam por nós. Nós temos amizades que a gente deixou de outras encarnações que estão no mundo espiritual. Não nos falta de forma nenhuma. E temos os encarnados que reencarnaram justamente para que a gente tivesse o exercício do apoio mútuo ao longo do processo. E no movimento espírita nós temos essa chance. Vamos desarmar e trabalhar pelo bem do semelhante. Apesar de que devemos reconhecer que na situação que nós estamos vivendo e lá aquela revista espírita que eu citei de 63, dezembro de 1863, Allan Kardec, além de colocar o artigo sobre os períodos do Espiritismo, ele coloca também um outro artigo de Erasto, porque estavam vivendo a partir de 61 o período de luta do Espiritismo e da humanidade. E o Erasto informa que a luta que era externa estava se tornando uma luta intestina, interna, porque os atacantes, o que eram contra o espiritismo estavam vendo que de fora, quando eles falavam, chamavam atenção e divulgavam o espiritismo. Eles estavam começando a entrar nas casas espíritas para provocar discussões de política, de religião. E um terceiro ponto que ele chama atenção, o meu centro é melhor do que o seu. Você tem dúvida, Verno Gustavo, de que o meu centro é melhor do que o seu? E aí fica essa disputa em glória e boba ao longo do tempo, porque os indivíduos estão desencarnados e encarnados, infiltrados dentro do movimento espírita para provocar essas situações. Então, atenção, não é? Vou terminar essa fala dizendo isso. Nós não devemos nos seguir uns aos outros. Nós seguimos o Cristo. Então, muito cuidado com essa história de seguir o palestrante, seguir não sei quem, seguir o fulano, porque o fulano é que quem nos guia é Jesus. Os demais todos estamos tatiando com semegueira e um cego quando conduz outro cai todo mundo pelo barranco. >> Carlos Campete, muito bom ouvir as tuas as tuas reflexões, né? a gente tá chegando nos nossos momentos finais. A gente quer te agradecer, lembrar a todos eh que estão nos ouvindo, que a esta

ranco. >> Carlos Campete, muito bom ouvir as tuas as tuas reflexões, né? a gente tá chegando nos nossos momentos finais. A gente quer te agradecer, lembrar a todos eh que estão nos ouvindo, que a esta altura estão nos ouvindo, nos vendo, né, nos assistindo, a essa altura também já devem estar com muita vontade de pegar o livro Céu e Inferno de Allan Kardec, reestudar, reler. Se você ainda não leu, fica o convite. É uma belíssima obra, né? Eh, como Carlos Campete comparou, realmente prepara o telhado lá que virá, né, para a Gênese na última obra de Allan Kardec do Pentateuco. Então, eh, um livro muito importante. Carlos, a gente quer te agradecer muito por tu estar aqui conosco. É nosso abraço gaúcho, que chegue até ti aí com todo o nosso carinho e vou deixar o Verno fazer as as suas saudações finais e depois o Carlos conclui para nós. Ver, >> perfeito. A gente agradece o Carlos, a todos que também nos acompanharam, estão nos acompanhando nessa sexta literária, dizer o seguinte: o céu inferno precisa ser estudado e manunciado. Vejo que o meu tá todo marcadinho, mas eu vou ter que voltar para muitos pontos depois de hoje de noite para rever. Olha aí, ó. A ação do Carlos é o povo anterior, né? >> Olha aí, ó. Estamos iguais. As adições são diferentes, né? Mas o celo febre tá aqui, é isso que importa, né? >> É isso aí. >> Tá aqui, né? Então fica o convite para que todos nós possamos novamente sentirmos tocados por esta obra, estudando ela e lembrando desta desse nosso encontro de hoje, dessa nossa conversa fraterna, esclarecedora, muito objetiva e direta. Agradecemos mais uma vez a presença de todos e um beijo no coração. >> Nosso agradecimento também, Gustavo Verno, não é, pela oportunidade de estarmos juntos. Nosso abraço muito carinhoso para Cleusa, nossa amiga de muitos anos, né, de trabalho na área de estudo do espiritismo e sentimos muito quando ela saiu, né, para pra vice-presidência e não poôde continuar com a gente no trabalho, mas estamos sempre juntos aí nos encontrando

de trabalho na área de estudo do espiritismo e sentimos muito quando ela saiu, né, para pra vice-presidência e não poôde continuar com a gente no trabalho, mas estamos sempre juntos aí nos encontrando de vez em quando pra tarefa, né? É uma satisfação muito grande mesmo. Nós deixamos um grande abraço para esse povo trabalhador dedicado, eh, o povo gaúcho felicitando, não é? Porque depois dessa situação tão tremenda que aconteceu e eu inclusive comentei durante aquela aquela enchente terrível de uma coisa vai acontecer quando terminar tudo isso, o estado vai estar melhor do que estava, porque esse povo vai reconstruir, não é? porque tem capacidade para isso. Então, falo de coração, realmente, né? Porque é um povo guerreiro, trabalhador, dedicado e é um movimento espírita de muitos empreendimentos ao longo do tempo, né? E a gente tem uma gratidão muito profunda. Então, fica aí a nossa nosso carinho, nossa saudação fraterna a todos. E o incentivo, né, que foi colocado pelo Verno Gustavo, não deixemos de ler a obra. é uma das menos lida entre a Gênesis e o céu e inferno. São as duas menos lidas da codificação. Gente, mas nós estamos perdendo muito, viu? A gente tem que fazer a primeira leitura, porque depois da primeira leitura você não vai conseguir deixar de estudar a obra porque vai querer voltar ela, porque realmente quem prova depois não vai querer mais perder o gostinho. Realmente vale a pena. A gente faz ciclicamente, começa lá com o que é o espiritismo. Quando chegar na revista espírita 1869, nós estamos agora de novo em 68, termina 69, a gente volta no que é o espiritismo. Vamos lendo tudo outra vez ciclicamente todos os santos dias, um compromisso com Kardec, que já faz anos que a gente tem. Essa era o meu trabalho individual, minha leitura, meu estudo individual. Minha mulher pediu que fizesse isso em família, não é? A gente já faz um estudo em família desde o ano 2005, 2002, a gente faz a leitura em família e a gente passou então também a estudar a obra de Kardec.

mulher pediu que fizesse isso em família, não é? A gente já faz um estudo em família desde o ano 2005, 2002, a gente faz a leitura em família e a gente passou então também a estudar a obra de Kardec. É possível fazer, não é? Então a gente aí deixa o convite e é libertador. Nem por isso a família é perfeita, viu? Minha mulher disse assim: "Cuidado, o pessoal vai pensar que a nossa família é perfeita". Não é perfeita não. Nós estamos nas mesmas lutas como todo mundo, mas o espiritismo ajuda muito. Mas ajuda muito mesmo, né? >> Gratidão a todos que nos acompanharam até aqui. Encerramos assim a nossa sexta-feira literária, aguardando a todos no próximo programa. A qualquer momento aí podem nos assistir nos canais da Federação Espírita do Rio Grande do Sul. Tchau, pessoal. >> Tchau, pessoal. Tudo muda ao nosso redor. As estações passam, os dias chegam ao fim. Teorias se modificam, costumes se alteram, patrimônios materiais são transferidos, lideranças se sucedem umas às outras. De um instante para outro, tudo se transforma. Diante da impermanência das situações da vida física, a imortalidade se apresenta como realidade inevitável. Ergueu-se o véu. O mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática. Não foram os homens que o descobriram pelo esforço de uma concepção en ingenhosa. São os próprios habitantes desse mundo que nos vem descrever a sua situação. Ante a certeza da sobrevivência do espírito, o preparo para a vida após a vida começa agora. A Federação Espírita do Rio Grande do Sul convida para o seu 13º congresso sob o tema Vida Futura em permanência e imortalidade à luz do Espiritismo. Participe desta experiência imersiva que reunirá estudiosos do Espiritismo em um ambiente de aprendizado, reflexão e reencontro. E mais, todo carbono gerado pelo evento será compensado com um plantil de árvores, reafirmando o compromisso dos espíritas com a sustentabilidade ambiental. Agregue novos sentidos à sua vida nos dias 17, 18 e 19 de outubro de 2025 no salão de atos da PUC em Porto Alegre.

de árvores, reafirmando o compromisso dos espíritas com a sustentabilidade ambiental. Agregue novos sentidos à sua vida nos dias 17, 18 e 19 de outubro de 2025 no salão de atos da PUC em Porto Alegre. Acesse congressespiritrs.org.br e realize a sua inscrição.

Mais do canal