Felicidade e infelicidade relativas • Carlos Campetti
Toda sexta-feira, a União Espírita de Vitória da Conquista traz um convidado especial para falar sobre temas do cotidiano sob a luz da Doutrina Espírita. Palestrantes e estudiosos do Espiritismo se encontram para reflexões acerca do Evangelho de Jesus. Realização: União Espírita de Vitória da Conquista (UEVC) #palestraespirita #espiritismo #felicidade #infelicidade
Que o divino amor de nossas almas ilumine as nossas consciências. Que a sua paz esteja em cada coração. Sejam bem-vindos todos os amigos que se encontram aqui conosco, tanto aqui nac Mansão do Caminho. Sempre uma grata satisfação saber que estamos na companhia de tantas almas queridas para mais um momento de reflexão a mensagem do Cristo à luz da doutrina espírita. para melhor sintonizarmos nesse instante, que possamos elevar os nossos pensamentos numa prece. Divino Amico, a nossa gratidão, Senhor, da tua presença generosa nessa terra, acolhendo-nos com teu olhar fraterno, com teu verbo lúcido e educativo, a fim de que possamos despertar para as verdades da vida imortal, da qual todos nós somos herdeiros. Que o teu amor, Senhor, possa sustentar-nos das nossas escolhas, a fim de caminharmos com propósito para a renovação da nossa mente. Estimula-nos, Senhor, para que sejamos compartícipes contigo nessa grande transformação de nós mesmos, a fim de trabalharmos na tua seara. Por isso, Senhor, neste instante te rogamos, ilumina-nos a fim de que possamos aprender a mensagem de hoje e vivenciá-la no nosso cotidiano, inspirando o nosso querido companheiro Carlos Campete para que seja mais um portador da tua mensagem. Vem, Senhor, e permaneça conosco. Hoje temos a alegria de receber mais uma vez em nossos canais nosso querido irmão Carlos Campete, trabalhador incansável da doutrina espírita e que hoje traz-nos o tema felicidades e infelicidades relativas. Carlos, seja bem-vindo. Sempre uma alegria tê-lo conosco em nossos canais. Amigo, a casa já é sua. Fique à vontade para abordar o tema, rogando votos de muita paz. Passamos a palavra para você. Muito obrigado, Rosângela. Saudações fraternas a todos. Nosso agradecimento nessa parceria com Naíra também, que vai fazendo a versão para Libras. Este assunto está na quarta parte do livro dos espíritos e essa parte é chamada das esperanças e consolações. E tem dois capítulos. O primeiro é das penas e gozos terrestres. No capítulo dois das penas e gozos
nto está na quarta parte do livro dos espíritos e essa parte é chamada das esperanças e consolações. E tem dois capítulos. O primeiro é das penas e gozos terrestres. No capítulo dois das penas e gozos futuros. E dentro desse capítulo um das penas e gozos terrestres, o primeiro assunto é felicidade e infelicidade relativas, que é o tema do da nossa conversa de hoje aqui. Se você tiver perguntas ou comentários sobre o tema, coloque aí no chat, né? Manifeste aí sua sua dúvida ou o seu comentário sobre o assunto, que é importante, não é? a gente acompanhar também as manifestações dos dos participantes daquilo que você vai entendendo sobre o assunto, da dúvida que surja aí a respeito do assunto. O assunto é bastante vasto, gente, alcança várias perguntas do livro dos espíritos e Allan Kardec na questão 920 vai perguntar: "Pode o homem gozar de completa felicidade na Terra?" E os espíritos respondem taxativamente: "Não, por isso que a vida lhe foi dada como prova ou expiação." Então, dele, porém, depende a sua avisação dos seus males e o ser tão feliz quanto possível na terra. Então, buscar a felicidade na terra é uma quimera, é uma ilusão, porque não existe a possibilidade de ter felicidade completa aqui na Terra. Mas nós podemos ser relativamente felizes na terra, porque os espíritos dizem que depende de nós, não é suavizar os nossos males. Então depende de nós sermos felizes dentro da relatividade que é possível dentro do planeta. E Allan Kardec vai esmiçar o assunto. Ele vai procurar retirar dos espíritos o máximo de informação para que possamos entender essa questão. Porque para nós eh a busca da felicidade é ou a felicidade em si é uma é uma meta, é algo que a gente deseja, não é? É, com todas as as veras do nosso coração. Então, Kardec vai perguntar: "Concebe-se que o homem será feliz na terra quando a humanidade estiver transformada? Ou seja, um dia a felicidade será possível, poderá ser plena na terra. Enquanto isso, se não verifica, pode-se conseguir uma felicidade relativa." Então, aí a gente
a humanidade estiver transformada? Ou seja, um dia a felicidade será possível, poderá ser plena na terra. Enquanto isso, se não verifica, pode-se conseguir uma felicidade relativa." Então, aí a gente até já comentou, não é? O homem é quase sempre o obreiro de sua própria infelicidade. Puxa vida, por será isso? Por que que o homem é o obreiro da sua própria infelicidade? Porque submetidos às provas, reprova nas provas, não cumpre, não é o seu papel conforme a orientação da lei divina. Então incorre em necessidade de expiação, de espiar os os enganos cometidos e isso gera desconforto, não é? gera atraso no processo evolutivo e gera aquilo que a gente vai, né, no conjunto chamar de infelicidade. Mas os espíritos seguem respondendo para Kardec: "Praticando a lei de Deus, a muitos males se forrará e proporcionará a si mesmo felicidade tão grande quanto o comporte à sua existência grosseira." Quando então a gente cumpre a vontade de Deus, a lei divina, qual é a lei divina? vista na terceira parte do livro dos espíritos, onde ele vai tratar justamente desses tópicos Allan Kardec espíritos superiores da questão da lei divina, dividida ali em 10 tópicos pra gente examinar. E Allan Kardec faz um comentário interessante essa essa pergunta 921 e essa resposta que é dada pelos espíritos. Ele dise que aquele que se acha bem compenetrado do seu destino futuro não vê na vida corporal mais do que uma estação temporária, mas como que parada momentânea em péssima hospedaria. Olha isso, em péssima hospedaria. Então ele facilmente se consola de alguns aborrecimentos passageiros, de uma viagem que o levará a tanto melhor posição quanto melhor tenha cuidado dos preparativos para empreender essa viagem. Então já vamos vendo por aqui que a forma como nós vivemos vai definir como nós estaremos depois da morte do corpo físico, não é? E aí Kardec segue que já nesta vida nós somos punidos pelas infrações que cometemos das leis que regem a existência corpórea e sofremos os males que são consequentes dessas
rte do corpo físico, não é? E aí Kardec segue que já nesta vida nós somos punidos pelas infrações que cometemos das leis que regem a existência corpórea e sofremos os males que são consequentes dessas infrações que a gente comete ou dos nossos próprios excessos, que os excessos todos trazem consequências desagradáveis. comer muito. A pessoa sente aquele prazer de comer, mas comu muito vai ter consequências para o organismo, vai ter incômodo, insatisfação. Então, eh, a gente tem que cuidar. E aí vale para todos os excessos no campo da palavra. A pessoa que fala demais se compromete. No Evangelho Segundo Espiritismo tem uma lição que diz que é sábio calar-se para que outro mais tolo do que a gente siga falando. Então, muitas vezes o segredo é comer menos, regrar, é falar menos, regrar. O ponto de equilíbrio, entre tudo nos traz uma tranquilidade de consciência, um bem-estar que não é comum ainda nesse mundo onde nós vivemos. Então, Kardecue, se gradativamente remontarmos a origem do que chamamos as nossas desgraças terrenas, nós veremos que na maioria dos casos elas são a consequência de um primeiro afastamento nosso do caminho reto. E aí nós nos desviamos desse caminho, nós enveredamos por outro caminho pior para nós. De consequência em consequência, nós caímos então no que é chamada desgraça, a infelicidade, a insatisfação com tudo. E aí Kardec vai perguntar aos espíritos. Uma pergunta mais longa, com a respostinha curta, mas muito profunda. 92. A felicidade terrestre é relativa à posição de cada um. Ponto pacífico. Kardec entendeu isso. Ele já afirmou. O que basta para a felicidade de um constitui a desgraça de outro. Olha só, o que para um é alegria, felicidade, para outro é uma desgraça, é um é um é uma infelicidade, é um desespero. Haverá, contudo, alguma soma de felicidade comum a todos os homens? Será que haverá alguma felicidade, alguma, algum quânum de felicidade que seja assim, eh, diz que para todo mundo, né? Aí os espíritos vão responder bem brevemente com relação à vida material é
omens? Será que haverá alguma felicidade, alguma, algum quânum de felicidade que seja assim, eh, diz que para todo mundo, né? Aí os espíritos vão responder bem brevemente com relação à vida material é a posse do necessário. Para ser feliz na vida material é a posse do necessário, mas a gente acha que para ser feliz tem que ter uma fortuna, tem que ganhar na loteria, tem que ter muito dinheiro, ã, tem que ser chefe, tem que ser o poderoso, não é? A gente pensa, bom, com relação à vida material é a posse do necessário. Isso é a condição paraa felicidade, conforme a possibilidade da terra. Com relação à vida moral, a consciência tranquila e a fé no futuro. Consciência tranquila. Quantas vezes a gente busca felicidade causando prejuízo pro próximo? Como é que nós vamos ter a consciência tranquila com isso? Se a consciência tranquila, é condição fundamental paraa felicidade moral, então estamos no caminho equivocado. Quando a gente quer a felicidade, lesando o semelhante, achando que pelo fato de ter enganado o outro, a gente vai ter mais, aí a gente vai ser mais feliz. A gente é mais infeliz porque vai ter que devolver com juros. E tem algo pior do que a correção monetária. Tem que reparar tudo, todo o dano que foi feito. Não tem como escapar. Então, a lei divina, ela é justa. Se nós fazemos o bem, nós recebemos em contrapartida as consequências do bem que a gente fez. Mas se nós fazemos o mal, nós recebemos as repercussões do mal primeiro em nós, né? E aí no nosso entorno nós vamos nos reunir com aqueles que vibram na mesma faixa. Então nós levaremos o nosso peso e também o peso alheio, muitas vezes pela convivência, porque em vez de estar convivendo com aqueles que têm uma vida mais leve, estão mais elevados, mais sintonizados com o bem, não é? sem gerar o que é chamar de karma negativo, sem gerar eh compromissos que tem que depois resgatar, não é? Então, ao invés de estar com esses, a gente vai estar com aqueles com quem nós os afinamos. E aí a a diz que a desgraça
de karma negativo, sem gerar eh compromissos que tem que depois resgatar, não é? Então, ao invés de estar com esses, a gente vai estar com aqueles com quem nós os afinamos. E aí a a diz que a desgraça nunca vem sozinha, não é? Ela vem acompanhada também, não é, de aquilo que está acontecendo com os outros que vibram na mesma faixa. Isso fica muito claro no livro Memórias de um Suicida. Quando Camilo Cândido Botelho, que era Camilo Castelo Branco, né, ele está num certo momento, de repente ele se vê envolto numas ondas e ele é tragado naquelas ondas, é arrastado, ele não sabe o que que tá acontecendo. E depois ele vai saber que ali passou um grupo de espíritos que haviam se suicidado mergulhando na água. E eles se juntavam lá em grupo, formando aquele ambiente onde eles estavam sofrendo as consequências do que eles tinham feito. Não era a forma como ele tinha tirado a própria vida, não era a mesma forma. Ele já tinha sido diferente o que ele tinha feito, mas ele sofreu as consequências daquilo por estar num ambiente onde outros estão também vibrando na mesma faixa. Não sei se dá para entender. Por isso que eh há um ditado antigo, popular, que diz assim: "Me dizes com quem andas e eu te direi quem és". Interessante, né? Então, o que é para para o alguns não é o o felicidade, para outros é realmente uma situação muito complicada, não é? E aqui na 923, o que para um superupérflo não representará para outro necessário e reciprocamente de acordo com as posições respectivas? Então, vamos entender, não é? Então, quando nós temos excessos, excessos de muitas coisas, aquela coisa toda, e isso não fará falta para outros, não será aquilo que justamente falta para os outros. E e aquilo que está faltando aqui não é porque tem excesso com alguém. Então a resposta agora é tá chativamente no no sentido positivo. Sim. conforme as vossas ideias materiais, os vossos preconceitos, a vossa ambição e as vossas ridículas extravagâncias, a que o futuro fará justiça quando compreenderdes a
ente no no sentido positivo. Sim. conforme as vossas ideias materiais, os vossos preconceitos, a vossa ambição e as vossas ridículas extravagâncias, a que o futuro fará justiça quando compreenderdes a verdade. Então, eh, os espíritos foram aqui duros na resposta para nossa conscientização. Disse: "Não há virtude que aquele que tinha 50.000 libras de renda venda vendo-se reduzido a só três a a só ter 10.000 se considera muito desgraçado, porque não mais pode fazer a mesma figura, conservar o que chama a sua posição, ter cavalos, lacaios, satisfazer a todas as paixões, etc. acredita que lhe falta o necessário, mas francamente, achas que seja digno de lástima quando ao seu lado muitos há morrendo de fome frio, sem um abrigo onde repousem a cabeça? O homem criterioso, a fim de ser feliz, olha sempre para baixo e não para cima e a não ser para elevar sua alma ao infinito. Tem relação a essa questão com a 715. Vale a pena consultar, não é? Então, nós temos que pensar, está sobrando por aqui, preciso fazer isso circular. É tão interessante que isso aqui me fez lembrar de Alípio Gonzales. Alípio Gonzales era canário, nasceu nas ilhas Canárias, era espanhol, portanto ele foi para Venezuela ainda, é, é jovem, né? se radicou lá, eh, se casou e o Alípio Gonzales, eh, teve a sua família ali na Venezuela e ele se tornou muito rico ao longo do tempo, eh, produzindo móveis com o sócio dele. E aí ele veio a conhecer o espiritismo, depois traduziu várias obras eh do Chico para o espanhol e também obras de Kardecía gratuitamente para todo lado. Eu visitei o Aípio, acho que umas quatro vezes na casa dele, na Venezuela, antes dele desencarnar. Na última vez que eu visitei o Alípio, quando eu entrei na casa dele, ele tinha uma estante de livros linda na entrada, né? Porque ele tinha trabalhado com móveis, então ele tinha feito naquele tempo aquela estante maravilhosa dos dois lados. Só que quando eu entrei, eu olhei e vi que tava desfalcada a estante dele, faltando livros, né? Tudo incompleto. E e ele muito perceptivo,
eito naquele tempo aquela estante maravilhosa dos dois lados. Só que quando eu entrei, eu olhei e vi que tava desfalcada a estante dele, faltando livros, né? Tudo incompleto. E e ele muito perceptivo, né? Disse assim: "Tá estranhando a minha a minha estante?" Eu falei: "Ol, você tá mudando, tá, né? Tá empacotando os livros." Ele disse: "Não, não. Eu aprendi que livro é como dinheiro, precisa circular. Então eu dou os livros. Se você vê algum aí que você não leu ainda e tiver interesse, pode pegar, é seu. E não fez nenhuma análise dizendo, ó, daqueles ali você pode, desse aqui não. Nada disso. Escolhe aquele que você quiser, que você não leu ainda e pode levar assim mesmo, né? Então, desprendimento total, ele trabalhando com livro e tudo, né? Mas desprendido em fazer circular. Aí me lembro também do meu pai que nunca teve biblioteca. Meu pai começou a ler já com 50 anos. Ele só lia antes o Evangelho Segundo Espiritismo. Desde que eu era pequenininho, me lembro do meu pai lendo o Evangelho Segundo Espiritismo. Ele dizia que lia só para ele, porque ele não sabia ler pros outros. Ele era eh semianalfabeto, aprendeu a ler alguma coisa com um tio que foi pra escola. Ele não pôde ir paraa escola, mas ele então quando depois dos 50 anos começou a ler e ele eh a gente dava livro para ele ou ele comprava, ele ia botando numa caixinha. Quando enchia a caixinha, como ele ia de ônibus pro centro, ele sempre é uma caixinha pequena. Enchia a caixinha, ele levava pro centro para distribuir para as pessoas que não podiam comprar os livros. Então, nunca formou biblioteca, né? Sempre distribuindo os livros. a gente como mora fora eh no Brasil e a gente depende, né, dos livros e muitas vezes não não tem ao alcance da gente, então a gente acabou levando os livros, mas estamos retornando pro Brasil, já estão preparando aí para fazer doação, tá? tão tão parados, não estão sendo utilizados um monte de livros já há algum tempo, eles têm que circular, vamos fazer circular aí já deveríamos
pro Brasil, já estão preparando aí para fazer doação, tá? tão tão parados, não estão sendo utilizados um monte de livros já há algum tempo, eles têm que circular, vamos fazer circular aí já deveríamos ter dado há tempos, mas cometemos o engano de preparar os livros como se fosse para uma biblioteca e botamos carimbo com nome. Então tem que tirar esses nomes para poder doar os livros, né? Mas vão circular. Então, a gente tem muita coisa que a gente examina e a gente chega à conclusão de que estão paradas às vezes. Já na filosofia do Feng Shui, tem essa orientação de que tudo que você acumula, não é, acaba te prendendo, acaba te fazendo um atraso de vida. Então, tudo que você tem de supérfolo tá fazendo falta pros outros, está te retendo no campo material. A gente pode traduzir assim no espiritismo, né? E na questão 924, Kardec vai perguntar: "Amales que independem da maneira de proceder do homem e que atingem mesmo os mais justos, nenhum meio terá ele de os evitar". Olha a resposta dos espíritos. deve resignar-se e sofrê-lo sem murmurar, se sequer progredir. Então, olha aqui. Ai, meu senhor, fico vendo, né? Gente, às vezes tá ali distraído e tá murmurando e não se dá conta que está murmurando. Sai ali fora e vê assim: "Nossa, como tá frio, meu Deus!" Como se Deus fosse culpado pro tá frio. Aí tá aquele sol quente, né? Ai, logo hoje que eu vou ter que sair. Olha sol aí chove. Mas bem, agora vai chover. Então a gente tá ali sempre insatisfeito, né? E reclamando. E é complicado porque isso gera situações mais difíceis para nós, não é? Porque a gente acaba também às vezes reclamando com as pessoas que estão ao nosso lado ou elas podem entender que a gente tá reclamando com elas e dar essas situações de desequilíbrio aí de de briga às vezes desnecessária, não é? Então, nós devemos nos resignar e sofrer sem murmurar, se nós desejamos progredir. Sempre, porém, lhe é dado air consolação na própria consciência que lhe proporciona a esperança de melhor futuro, se fizer o que é preciso para
ignar e sofrer sem murmurar, se nós desejamos progredir. Sempre, porém, lhe é dado air consolação na própria consciência que lhe proporciona a esperança de melhor futuro, se fizer o que é preciso para obtê-lo. Então, quando o indivíduo está trabalhando no sentido do bem e vem as as agruras, as dificuldades que são necessárias inclusive pro nosso crescimento espiritual, então o indivíduo sabe que aquilo é passageiro, que vai, não é, ser superado e que basta persistir. E olha então o horizonte do futuro, o qual o significado de uma existência no campo material em média hoje de 80, 81 anos. É como um átimo diante da eternidade. Isso passa rapidíssimo. Quando eu olho hoje no no na altura dos meus 66 anos, eu me lembro que quando era menina eu olhava meus tios que tinham 40, 40 e pouco, eu achava que eles eram velhos, não é? Então, olha como é que a perspectiva da gente, né, precisa eh mudar. A gente olha para trás, nossa, mas já, mas já passou isso? Nossa, o que eu poderia ter feito e não fiz? Ai, meu Deus, não é? E aí entra em angústia às vezes a pessoa se ela não tem, não é, uma visão, né, relacionada com a questão da perpetuidade da vida, da continuidade da vida, porque a vida Deus nos deu e a gente não vai perder nunca mais. Então, Kardec vai perguntar agora 925, por que favorece Deus com os dons da riqueza a setos homens que não parecem tê-los merecido? Então, tem pessoas que são ricas, a gente olha, né, e assim, nossa, como é que pode? Esse não merece isso, né? Temos o hábito de julgar, né? E aí vem a resposta dos espíritos. que significa um favor aos olhos dos que apenas vem o presente. Mas fica sabendo, a riqueza é de ordinário prova mais perigosa do que a miséria. Está relacionado com as questões 814 seguintes ali a respeito do assunto. Vale a pena consultar também. Então, está comentando que a riqueza é das provas mais difíceis do que a própria miséria. Na riqueza, nós temos que aprender o desprendimento e na pobreza, nós temos que aprender a resignação e todos passaremos pelas
ntando que a riqueza é das provas mais difíceis do que a própria miséria. Na riqueza, nós temos que aprender o desprendimento e na pobreza, nós temos que aprender a resignação e todos passaremos pelas distintas provas necessárias ao nosso crescimento espiritual. E a depender de como nós nos portamos, aí nós perpetuaremos ou nós prolongaremos a situação desagradável que a gente às vezes não é se lamenta de estar vivendo. Porque se reencarna rico e esbanja e usufrui com egoísmo, só cuida dos interesses dos seus, né, familiares e do mesmo grupo, inclusive utiliza a fortuna para ganhar posição e aí enganar os outros e assim vai, não é? Então que como é que vai reencarnar? reencarnaria na miséria de toda forma para passar pela experiência, mas agora tem uma expiação pelo mau uso do recurso que recebeu. E aquela prova, então falhou naquela prova, vai ter que espiar os enganos cometidos e para reparar aquilo e depois voltar à prova de novo. Por isso que a gente viu o espírito recomendando, né, na numa das mensagens que Kardec publicou, que nós não tivéssemos pressa como espíritos de pedir a prova da riqueza, que nós nos preparássemos. Eu me lembro até o nome dela, Paula, né? Ou Paula, eh, que que era, ela soube aproveitar, ela disse que se preparou durante várias encarnações para receber a prova da riqueza. Em todas as circunstâncias, nós devemos estar atentos. É sempre um desafio. Sempre um desafio. Estar na riqueza ou na pobreza é sempre um desafio. E a depender de como nós passamos pelo desafio, nós nos sentiremos bem conosco mesmo ou nos sentiremos muito mal e vamos ter que reparar os enganos cometidos, né? 926 do livro dos espíritos. criando novas necessidades. A civilização não constitui uma fonte de novas aflições. Será que a civilização provoca essa situação, né? Vai criando novas necessidades, aí acaba se tornando uma fonte de aflição. Os males deste mundo estão na razão das necessidades factícias que vós criais. Então, os males do mundo tá dizendo que provém das necessidades que a gente
s, aí acaba se tornando uma fonte de aflição. Os males deste mundo estão na razão das necessidades factícias que vós criais. Então, os males do mundo tá dizendo que provém das necessidades que a gente inventa, que não são reais, elas são falsas e a gente sofre por causa dessas necessidades supostas que a gente cria. Há muitos desengan se poupa nesta vida aquele que sabe restringir seus desejos e olha sem inveja para o que esteja acima de si. Ai, a inveja. Inveja é um tormento voluntário, assim como o ciúme. São tormentos voluntários. O invejoso, ele se corrói, ele sofre terrivelmente pelo que o outro tem ou pelo que o outro é e ele não pode ser. É horrível, não é? um sofrimento atroz desnecessário, mas que nós criamos a necessidade dele. É um sofrimento que a gente poderia evitar completamente, mas quando a gente se entrega, não é, a esses sentimentos desequilibrados, dá por consequência, não é, mais dores. O que menos o que menos necessidades tem, esse é o mais rico. Olha isso. Então, aquele que tem menos necessidade é o mais rico diante da realidade espiritual. Aí ele diz que invejais os gozos dos que vos parecem os felizes do mundo. Ele vai dizer que a gente precisa saber, né? A gente na verdade não sabe como é que é a situação da pessoa. Nós conhecemos a pessoa, né, na sua vida particular. Então, eh, muitas vezes nós pensamos que a pessoa é feliz, ela e tal, e não observamos que em todo lugar tem desafios, todos os lugares existem eh provas para passar, dificuldades para enfrentar. E ele então vai colocar, não é? Eh, se os seus gozos são todos pessoais, pertencem eles ao número dos egoístas. Então virá a situação reversa mais cedo ou mais tarde. Então ao invés de se sentir invejas e eles estão utilizando mais riqueza, é preciso lamentá-los, lastimá-los pelo que estão fazendo. Então, Deus algumas vezes permite que o mal prospere, mas a sua felicidade não é de causar inveja, porque com lágrimas amagas eles vão pagar o que estão fazendo ou nós se fizermos, não é?
tão fazendo. Então, Deus algumas vezes permite que o mal prospere, mas a sua felicidade não é de causar inveja, porque com lágrimas amagas eles vão pagar o que estão fazendo ou nós se fizermos, não é? Então, quando um justo é infeliz, isso representa uma prova que lhe será levada em conta se a suportar com coragem, lógico, né? Então, nós famos lembrado dessas palavras de Jesus. Ele ele coloca aqui: "Bem-aventurados os que sofrem, pois que serão consolados". Mas aí Allan Kardec, no Evangelho Segundo Espiritismo vai examinar qual a condição para ser consolado nessa circunstância, não é? Para ser bem-aventurado aqui no sofrimento. Vamos para 927. Vamos ver se tem alguma pergunta por aqui. Não sei se tem alguma pergunta. Se não tiver, a gente vai seguindo aqui, né? Depois possivelmente vai ter perguntas. Não é? Não há dúvida que a felicidade, o supérflo, não é forçosamente indispensável, porém o mesmo não se dá com o necessário. Então, não há dúvida que a felicidade, o supérfluo não é forçosamente indispensável, porém o mesmo não se dá com o necessário. Ora, não será real a infelicidade daqueles a quem falta o necessário, gente? Eu não sei se vocês passaram pela experiência ou familiares passaram pela experiência de não ter o que comer. Uma tia minha contava que eles chegaram da Itália, tinha um recurso, tinha dinheiro, mas o pai ele não soube conservar, nem empregar e ainda se entregou o jogo, perdeu praticamente tudo e eles ficaram numa situação miserável mesmo. E ela dizia que quando tinha arroz inteiro, eles diziam pra mãe: "Mãe, hoje não precisa de mistura". Todo mundo sabe o que é mistura, né, gente? É o complemento, é um ovo, um um uma abobrinha, alguma coisa que coloca ali junto com arroz e feijão, né? Então ela dizia que ela falava, né, pra mãe ou eles falavam, os filhos, eram nove filhos, mãe, hoje não precisa de mistura porque hoje tem arroz inteiro, porque comia só arroz quebrado. Aquele que quando faz o beneficio, não sei se vocês tiveram experiência de ver
filhos, eram nove filhos, mãe, hoje não precisa de mistura porque hoje tem arroz inteiro, porque comia só arroz quebrado. Aquele que quando faz o beneficio, não sei se vocês tiveram experiência de ver como é que tira a casca do arroz naquelas máquinas antigas, a gente morava no interior de São Paulo ao lado de uma. A gente morava do lado de cá na esquina, na esquina do lado era uma máquina dessas. Então, quando faz o beneficiamento do arroz para que ele acaba ficando branquinho, sai dali uma eh algo escuro assim, né, que é da que é o quando o arroz é integral, ele é mais escurinho, né? Então, tira aquela parte escura que acaba vir acabava virando comida de porco, né? O principal do do arroz virava comida de porco. E mas muito arroz quebrava. Então, eh, saía os arrozes, separava a máquina, separava o arroz inteiro e a e a quirera, como chamava, ia para outra parte. E tinha gente que não tinha condições de comprar o arroz inteiro, comprava a quererinha, né? Então, era esse tipo de comida que eles tinham todos os dias do arroz quebrado, porque não tinha condições, né? passaram por essa essa situação e a situação da pessoa ter que pular pro quintal do vizinho para colher banana porque não tem o que comer, não é? É bastante complicado a situação. E aí a gente quando vê essas situações de miséria, a gente sente no fundo da alma porque tem uma repercussão pela experiência passada, não é? Pela vivência. E se a gente se entregar análise, nós vamos perceber que lá no passado, em alguma encarnação, nós poderíamos ter passado por essa situação, tanto de ter sido rico como de ter passado realmente por necessidade, não é? Eu tenho essa lembrança, não é? de uma encarnação ainda menino e tinha um amiguinho mais ou menos da minha idade e nós morávamos num local que tinha uma estátua e a gente morava dentro da estátua, ela era oca e a gente entrava por um uma passagem e era um frio frio, uma fome terrível. logicamente desencarnamos muito cedo, né, naquela encarnação. Então, eh, a gente tem que prestar muita
estátua, ela era oca e a gente entrava por um uma passagem e era um frio frio, uma fome terrível. logicamente desencarnamos muito cedo, né, naquela encarnação. Então, eh, a gente tem que prestar muita atenção, não é? Faltar o necessário é muito duro. E a resposta dos espíritos: verdadeiramente infeliz. O homem só o é quando sofre a falta do necessário à vida e a saúde do corpo. Aí é a verdadeira infelicidade. As outras situações todas a gente cria, a gente sofre porque a gente é rebelde, porque a gente não aceita, não é? Então, o verdadeiro sofrimento é você não ter o que comer, você não ter como recorrer estando numa situação de enfermidade. Todavia, pode acontecer que essa privação seja de sua culpa, de sua responsabilidade, vamos colocar. Então, só tem que se queixar de si mesmo. Se for ocasionada por outrem, a responsabilidade recairá sobre aquele que lhe houver dado causa. Então, a pessoa lá no passado abusou, vai passar por aquela experiência como expiação, né? Muitas vezes a gente é que dá causa por passar pela miséria por causa do abuso quando teve os recursos ou por ignorar a necessidade alheia, por acumular desnecessariamente e assim sucessivamente, né? 928. Evidentemente, por meio das especialidade das aptidões naturais, Deus indica a nossa vocação neste mundo. Muitos dos nossos males não advirão de não seguirmos essa vocação. Bem, temos aquela vocação, mas a gente não segue a vocação. A gente quer alguma outra coisa porque a gente quer ser rico, a gente quer ganhar dinheiro, a gente quer então aquela profissão daqu que que que seria da minha vocação ia me manter pobre toda encarnação, ganhando o suficiente para viver, mas eu quero ter muito, eu quero ser rico, então eu vou partir para outra coisa que não era programada. Daí começa todo o problema. Aí a resposta dos espíritos assim é de fato. E muitas vezes são os pais que por orgulho ou avareza desviam seus filhos da senda que a natureza lhes traçou, comprometendo-lhes a felicidade por efeito desse desvio. Responderão por ele. Então, os
. E muitas vezes são os pais que por orgulho ou avareza desviam seus filhos da senda que a natureza lhes traçou, comprometendo-lhes a felicidade por efeito desse desvio. Responderão por ele. Então, os filhos querem ter uma profissão mais simples. Pai, não, mas você precisa ser médico, você precisa ser doutor, você tem que ser advogado, você tem que ser. E aí aquela situação às vezes desvia os filhos da vocação que eles eh trouxeram, né? Isso é bastante complicado. Eu me lembro que um jornalista especializado no campo de educação, ele era tinha convicção de que os pais não deveriam interferir na escolha da profissão dos filhos. E aí ele conheceu e foi entrevistar um biólogo ainda jovem, muito proeminente nos Estados Unidos. E ele fez a pergunta, né, pro pro biólogo, eh, dizendo a ele: "O seu pai interferiu na escolha da sua profissão?" E o rapaz respondeu: "Sim, meu pai interferiu muito." Aí o o jornalista ficou meio decepcionado, né? Porque puxa vida, o rapaz com tanto êxito na profissão e o pai tinha interferido parecer biólogo. Aí ele perguntou: "Mas como é que seu pai interferiu?" Ele disse assim: "Olha, quando eu cheguei na idade, né, de de consciência e de que eu teria que escolher uma profissão, o meu pai disse assim para mim: "Meu filho, escolha fazer o que você gosta de fazer, porque se você gostar de fazer, naturalmente você fará bem e você terá êxito na vida. Então, escolha o que você gosta de fazer". Aí o jornalista respirou aliviado. Ah, puxa, agora entendi. Realmente, né, não houve uma interferência na escolha da profissão, mas uma orientação que é uma diretriz para que então se o indivíduo escolhe o que ele gosta de fazer, ele vai seguir essa tendência natural, essa vocação que está nele, que já traz do compromisso de outras encarnações, não é? Aí nós vamos para o Kardec desdobrando a pergunta 928. Achareis então justo que o filho de um homem altamente colocado na sociedade fabricasse tamancos? Por exemplo, não é? Desde que para isso tivesse aptidão. Então nasceu
rdec desdobrando a pergunta 928. Achareis então justo que o filho de um homem altamente colocado na sociedade fabricasse tamancos? Por exemplo, não é? Desde que para isso tivesse aptidão. Então nasceu lá um filho de um ricaço, mas a pessoa tem aquela vocação para fazer tamancos. Então, normalmente o que acontece hoje, que se a pessoa tem essa vocação, ela cria uma indústria de tamancos. Se tem os recursos do pai, então cria uma indústria de tamancos, de sapatos e coisas, não é? Então os espíritos vão responder a CADEC: "Cumpre não cair no absurdo, nem exagerar coisa alguma. A civilização tem suas exigências e às vezes as exigências da civilização fazem parte das nossas necessidades. Então, por que haveria de fabricar tamancos o filho de um homem altamente colocado, como dizes, se pode fazer outra coisa. Poderá sempre tornar-se útil à medida de suas faculdades, desde que não as aplique as avessas, porque às vezes vai aplicar justamente ao contrário, né? Assim, por exemplo, em vez de mau advogado, talvez desse um bom mecânico. Deu para entender? Então, tem que realmente ver, não é, o que é que pode ser realmente o mais adequado. Eh, Allan Kardec faz um comentário aqui, não é? diz assim: "No afastarem-se os homens de sua esfera intelectual, reside indubitavelmente uma das mais frequentes causas de decepção. A inaptidão para a carreira abraçada constitui fonte inesgotável de reveses. É por isso que muitas vezes a pessoa considera o trabalho um castigo, porque vai fazer o que não gosta de fazer. Depois, o amor próprio sobrevindo a tudo isto, impede que o que fracassou recorra a uma profissão mais humilde e lhe mostra às vezes até a situação do suicídio, né, como remédio para escapar ao que se lhe afigura humilhação. Então, se uma educação moral o houvesse colocado acima dos tolos preconceitos do orgulho, jamais se teria deixado apanhar desprevenido. Então, não é fazer o que os outros querem que faça, mas fazer aquilo que nos coloca numa situação de realmente a gente sentir que está
nceitos do orgulho, jamais se teria deixado apanhar desprevenido. Então, não é fazer o que os outros querem que faça, mas fazer aquilo que nos coloca numa situação de realmente a gente sentir que está cumprindo, não é, com o nosso dever, o nosso papel, não é? Então, nós estamos aqui na 729, na 929 do livro dos espíritos. Que o tema é bastante longo. Eu tô atento aqui para ver se sai algum comentário, alguma pergunta. Não vi nada até esse momento, não é? Bom, a Rosângela depois nos dirá se tem alguma coisa pra gente responder, tá bem? Pessoas há que baldas de todos os recursos, embora no seu derredor reine e abundância, só tem diante de si a perspectiva da morte. Que partido devem tomar? Deixar, devem deixar-se morrer de fome? Não tá vendo nenhuma expectativa? Será que ela deve parar ali e esperar morrer? Nunca ninguém deve ter a ideia de deixar-se morrer de fome. O homem achará sempre meio de se alimentar se o orgulho não se colocasse entre a necessidade e o trabalho. Costuma-se dizer: "Não há ofício desprezível. O seu estado não é o o que eh deshonra o homem, não é? Isso porém cada um diz para os outros e não para si". Então, eu me lembro de uma senhora ainda jovem, né? Ela resolveu migrar pros Estados Unidos e lá ela chegou para limpar casas. Então, ela fazia limpeza das casas. Com o tempo ela passou a a juntar o dinheiro, né, da limpeza. começou a fazer limpeza mais pesada, limpeza de de obras quando termina, essa coisa assim. E e foi ampliando, né, o seu trabalho ali. E com o tempo ela comprou um prédinho desses de alguns apartamentos, como eh tem nos Estados Unidos, que é tudo feito de madeira, né, de de às vezes seis apartamentos, ela conseguiu comprar e ela foi morar num deles e passou a reformar. Então ela ela fazia o empréstimo no banco, não é, para com base na propriedade. Aí ela reformava a propriedade toda, ia reformando ela mesma, reformando a propriedade toda, trocando as madeiras, fazendo e eh eh a o polimento do piso e coisas assim. E aí quando tava bem melhor, ela tomava um
rmava a propriedade toda, ia reformando ela mesma, reformando a propriedade toda, trocando as madeiras, fazendo e eh eh a o polimento do piso e coisas assim. E aí quando tava bem melhor, ela tomava um empréstimo no banco maior, porque agora o o imóvel valia mais e com isso ela comprava outro imóvel. E ela então alugava esse aqui, os apartamentos, ia morar de novo num dos apartamentos do do prinho acabado que ela tinha comprado ali, que tava precisando de reforma e repetiu o processo. Aí um ela disse para mim um dia que eu que eu eh estava fazendo um trabalho espírita, encontrei ela disse para mim, tava me levando de carro, né, para pros lugares onde tinha que fazer a palestra. Ela disse assim para mim: "Um dia eu vou ter uma casa ali embaixo, era um lago, né, com várias casas em volta. Um dia eu vou ter uma casa ali." E ela ia conseguir ter a casa ali, não é? Porque ela estava aplicada e dedicada a isso. Aí a gente perguntará assim: "Mas ela não tá enriquecendo? Ela está ficando rica licitamente, gerando emprego para as pessoas e ajudando as pessoas a terem condições de morar, não é? quando elas não podem comprar alguma coisa que alugava, não sem exploração, esse tipo de coisa assim. Então, é muito interessante a maneira como a gente alguma coisa que é mais beneficiosa e não julgar a pessoa pelo que ela fez, o que ela deixou de fazer. Cada um responde por si, não responde pelo que os outros fazem, não é? mas é um exemplo de perseverança de dedicação. E ela foi ampliando, né, os seus recursos. 930. É evidente que se não fossem os preconceitos sociais pelos quais se deixa o homem dominar, ele sempre acharia um trabalho qualquer que lhe proporcionasse meio de viver, embora pudesse deslocá-lo da sua posição. entre os que não têm preconceitos ou os põe de lado. Porém, não há pessoas que se veem na impossibilidade de prover as suas necessidades em consequência de moléstias ou outras causas independentes da vontade delas. Pessoas que fazem de tudo, mas não consegue aprumar na vida,
que se veem na impossibilidade de prover as suas necessidades em consequência de moléstias ou outras causas independentes da vontade delas. Pessoas que fazem de tudo, mas não consegue aprumar na vida, como a gente costuma dizer, não é? Então, a resposta dos espíritos curtíssima. Numa sociedade organizada, segundo a lei do Cristo, ninguém deve morrer de fome. Deu para entender, né? Kardec comenta: "Com organização social criteriosa e previdente, ao homem, só por culpa sua pode faltar o necessário, porém suas próprias faltas são frequentemente resultado do meio onde se acha colocado. Quando praticar a lei de Deus, terá uma ordem social fundada na justiça e na solidariedade, e ele próprio também será melhor." E remete a questão 793. É um sonho nosso e nós estamos caminhando para isso, né, gente? Uma solidariedade entre todos os filhos do mesmo pai. 931. Por que são mais numerosas na sociedade as classes sofredoras do que as felizes? Aí a resposta, nenhuma classe é perfeitamente feliz. Aquilo que a gente considera felicidade muitas vezes é um engano da nossa parte. Então, e o que julgar e ser a felicidade muitas vezes oculta pungentes aflições. Nós não sabemos pelo que as pessoas estão passando na vida. O sofrimento está por toda parte. Entretanto, para responder ao teu pensamento, direi que as classes a que chama sofredoras são mais numerosas por ser a terra lugar de expiação. Nós estamos em transição, n? Estamos adentrando o período da regeneração. Então nós temos que agir de forma a não gerar mais necessidade de expiação. Porque se a gente continuar gerando necessidade de expiação, vai chegar um momento que a gente tem que sair do planeta, porque o planeta não vai comportar mais esse tipo de de experiência. Então, eh, quando a houver transformado em morada do bem e de espíritos bons, o homem deixará de ser infeliz aí e ela lhe será o paraíso terrestre. Depende do nosso esforço, gente, do nosso trabalho, né? Nós estamos aqui convidados, então, a fazer o bem incondicionalmente, né, para
mem deixará de ser infeliz aí e ela lhe será o paraíso terrestre. Depende do nosso esforço, gente, do nosso trabalho, né? Nós estamos aqui convidados, então, a fazer o bem incondicionalmente, né, para adentrarmos de fato no nosso sentimento, na regeneração. Por que no mundo tão amiúde a influência dos maus sobrepuja dos bons? Não é o que acontece? Eles dominam os meios de comunicação, eles dominam os, né, as as manifestações eh públicas por fraqueza destes, ou seja, fraqueza dos bons. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão. Então, nós vamos observando que devagarinho o bem vai preponderando na terra. devagarinho, vai levar tempo ainda, mas ele vai aumentando. Está aumentando. A quantidade de pessoas mais conscientes da realidade espiritual hoje é muito maior do que no passado. A quantidade de trabalho voluntário no mundo hoje é algo que realmente ultrapassa todas as estatísticas do passado. Trabalho voluntário de auxílio ao semelhante sem interesses financeiros. 93. Assim como quase sempre é o homem o causador de seus sofrimentos materiais, também o será dos seus sofrimentos morais? Ele disse, lógico, não é? Então, eh, algumas vezes esses sofrimentos independem da vontade do homem, pode acontecer isso, mas o orgulho ferido, a ambição frustrada, a ansiedade da avareza, a inveja, o ciúme, todas as paixões de uma palavra são torturas da alma. E se a gente olhar bem torturas voluntárias, a inveja de o ciúme, felizes os que desconhecem esses dois vermes roedores. Olha aí, a gente já falou sobre o inveja e o ciúme, que são os tormentos voluntários, né? Para aquele que a inveja e o ciúme atacam, não há calma nem repouso possíveis à sua frente, como fantasmas que lhe não dão trégoas e o perseguem até durante o sono, se levantam os objetos de sua cobiça, do seu ódio, do seu desespeito. O invejoso ciumento vivem ardendo em contínua febre. Será essa uma situação desejável? E não compreendeis que com as suas paixões o homem cria para si mesmo
sua cobiça, do seu ódio, do seu desespeito. O invejoso ciumento vivem ardendo em contínua febre. Será essa uma situação desejável? E não compreendeis que com as suas paixões o homem cria para si mesmo suplice os voluntários, tornando-se-lhe a terra verdadeiro inferno? Está nas nossas mãos. Então, Allan Kardec vai fazer um comentário aqui a respeito, né, desse tópico e o próximo assunto será perdas de entre entes queridos na sequência do livro dos espíritos, não é? No comentário de Kardec, não é? Eh, muitas vezes pinto energicamente o efeito de certas paixões, não é? Ímpar de orgulho, é a expressão que se diz, não é? Morrer de inveja, secar de ciúme ou de despeito, não comer nem beber de ciúmes, etc. Este quadro é sumamente real, porque a pessoa às vezes entra nessa situação, acontece até não ter o ciúme objeto determinado. A pessoa é tão ciumenta que ela tem ciúme da própria sombra. Coisa estranha, né? Há pessoas ciumentas por natureza de tudo o que se eleva, não importa o que seja, de tudo o que sai da caveira vulgar, tudo que sai daquilo que é comum, embora nenhum interesse direto tenham, mas unicamente porque não podem conseguir outro tanto, como não podem ter, não pode estar na situação do outro, então elas se sentem ofuscadas, né? Tudo aquilo que parece tá acima daquele horizonte onde ela alcançou, então constitui ali, não é, sofrimento, causa de sofrimento de dor. Então, eh, é o ciúme aliado à mediocridade que leva muitas vezes a essas situações. Então, os a Kardec vai comentar que o de ordinário, o homem só é infeliz pela importância que liga as coisas deste mundo. muito ligado à questão material, ainda aos interesses do campo material. Nós não entendemos ainda a necessidade do desprendimento. Então, nós sentimos infelicidade por causa da vaidade, a ambição, a cobiça desiludidas que a gente muitas vezes não consegue alcançar o que a gente deseja. Então, se nós saíssemos desse ciclo acanhado e tivéssemos a visão mais ampla da realidade espiritual, nós viríamos que
desiludidas que a gente muitas vezes não consegue alcançar o que a gente deseja. Então, se nós saíssemos desse ciclo acanhado e tivéssemos a visão mais ampla da realidade espiritual, nós viríamos que essas coisas são todas muito poeris, muito insignificantes diante daquilo que nos espera na realidade espiritual. Então a gente age como crianças que perdeu o brinquedo, fica desesperado ali e então a nossa felicidade está resumida aos brinquedos que o campo material pode nos oferecer. E como no mundo material tudo é passageiro, tudo é transitório, a nossa felicidade se esvai e se dilui com a própria matéria a qual nós nos apegamos. Então, aquele que só vê felicidade na satisfação do orgulho e dos apetites grosseiros, ele é infeliz desde que não os pode satisfazer. Agora, é incrível porque quando satisfaz também não tá feliz porque quer mais. Então, ao passo que aquele que nada pede ao supérflo é feliz com o que os outros consideram calamidades, porque muitas vezes o indivíduo está satisfeitíssimo. Nós temos uma história antiga do indivíduo que ele estava reclamando muito porque ele só tinha banana para comer. Então, ele ia andando e jogando as cascas da banana e comendo a banana e jogando as cascas, né? Aí num dado momento ele percebeu que alguém tava seguindo ele. Ele achou que ele estranho, começou a prestar atenção no que a pessoa tava fazendo, achando que eu queria roubar as bananas dele. Aí ele viu que o indivíduo tava catando as cascas. Aí ele se volta pro indivíduo, né, e diz assim: "Uai, tá querendo o quê? Tá achando ruim? Porque eu tô jogando as cascas no chão, eu só tenho banana para comer. O outro fala assim: "Não, não tô achando nada ruim, não. Tô achando bom, porque com essas cascas eu eu preparo uma comida para mim, porque eu não tenho nem banana para comer." Aí eu achei aquele estranho que essa história não tinha cabimento, né? Mas existe um doce que é feito no Brasil que é de casca de banana. A gente não pode falar o nome que hoje é discriminatório, né?
Aí eu achei aquele estranho que essa história não tinha cabimento, né? Mas existe um doce que é feito no Brasil que é de casca de banana. A gente não pode falar o nome que hoje é discriminatório, né? O nome do doce que faz com casca de banana é muito interessante, né? Então, referimo-nos ao homem civilizado, diz Kardec, porquanto o selvagem, sendo mais limitado à suas necessidades, não tem os mesmos motivos de cobiça e de angústias. Então, eh, os índios não sabiam o que que era a panela. Quando chegou a civilização aqui, os os civilizados, eles não tinha a menor ideia do que que era a panela, como é que eles se viravam? Então, vocês não sabiam o que que era a panela? Então, a hora que começa a usar, né, que entende, aí já cria a necessidade de ter panela, não pode fazer mais nada sem ter a tal da panela para cozinhar. Então, é isso que a gente vai observando, né? É um avanço, tudo bem, né? Ó, panela é uma necessidade indispensável. como é que vai fazer comida, não é? Mas houve um período que não tinha necessidade da panela. Agora, então a gente quando não tem a panela fica infeliz e às vezes não sabe o que fazer porque não tem panela, mas existem saídas para essas situações, não é? Então, diversa é a sua maneira de ver as coisas, não é? O indivíduo civilizado no sentido espiritual não é só de civilização no campo do do material, não é? O homem raciocina com a sua infelicidade, analisa, então o indivíduo vai examinando, né? Por isso é que esta mais o fere, mas também lhe é facultado raciocinar sobre os meios de obter consolação e de analisá-los. Então, tem como encontrar caminhos. Essa consolação ele encontra no sentimento cristão que lhe dá esperança de melhor futuro e no espiritismo que lhe dá a certeza desse futuro. Assim fecha Kardec tema, não é, que a gente está abordando aqui hoje sobre felicidade e infelicidade relativas. Só compreendendo que na Terra, no momento em que nós vivemos, só é possível a felicidade relativa. E a nossa infelicidade é também relativa,
rdando aqui hoje sobre felicidade e infelicidade relativas. Só compreendendo que na Terra, no momento em que nós vivemos, só é possível a felicidade relativa. E a nossa infelicidade é também relativa, porque está ligada à nossa incompreensão em relação a ao real propósito da vida. Quando entendemos esse real propósito, muitas daquelas coisas que nos traziam infelicidade já não trarão mais. Então nós teremos mais felicidade, não é, na aceitação da lei divina que se aplica a todos nós do que na nossa rebeldia, querendo fazer o nosso próprio caminho à revelia da proposta divina para nós. Não sei se tem alguma pergunta. Estamos às se tiver alguma coisa. Amigo, não, no aqui no chat da UFC nós não temos nenhum questionamento, apenas saudações. Uhum. Muito bem. Você quer fazer suas considerações finais? Sim. Eh, sempre as nossas considerações finais são de agradecimento, né? Queremos agradecer pela atenção, pelo carinho, pelo convite de vocês, de estar com vocês, que é sempre um motivo de muita alegria pra gente, não é? E nos une aqui um uma amizade ainda. Ontem temos um abraço no Barreto, né? Foi aquele abração tão gostoso, a gente leva saudade desses abraços tão bons, né? E vários outros companheiros que nós encontramos, né? Ali naquele momento de despedida, né? do Divaldo, na verdade, do corpo que estava sendo enterrado, né? Que nós temos a convicção de que o Divaldo está muito, mas muito bem mesmo, né? Porque ele foi um missionário que cumpriu não a missão simplesmente, mas ele foi além da missão que ele tinha recebido. Tenho convicção disso. Não falo para endeusar, Divaldo, que ele não precisa disso. E no espiritismo nós não endeusamos as pessoas e ninguém virá santo depois de morto, né? A pessoa é o que ela foi durante a encarnação dela. Então aqui no nosso final agora, as nossas palavras finais são de gratidão a esse irmão nosso que nos deixou o exemplo de que é possível fazer. E nós então inspirados nesses exemplos maravilhosos que não só ele deixou, mas muitos outros antes dele,
ras finais são de gratidão a esse irmão nosso que nos deixou o exemplo de que é possível fazer. E nós então inspirados nesses exemplos maravilhosos que não só ele deixou, mas muitos outros antes dele, né? que nós possamos ter a coragem de enfrentar a nós mesmos, que o maior inimigo que nós trazemos é o apego à personalidade transitória e à questão do campo material que nos prende ao ciclo das reencarnações, quando nós podemos encarnar e seguir avante, não é? Então, o convite que a gente encontra no espiritismo é isso que veio lá do evangelho do Cristo, né? Que nós realmente façamos conforme nós já entendemos que é preciso fazer e aí nós teremos mais gente como Divaldo Franco, né? Aqui no nosso planeta. Vamos então fazer a nossa parte. Nem todo mundo tem a tarefa que ele teve, mas quando nós somos pais, mães, somos irmãos, somos filhos e nós respeitamos a nossa família profundamente, nós poderemos estar cumprindo a tarefa para a qual nós viemos. Quando nós constituímos o nosso lar, nós respeitamos o nosso cônjuge. Com ele, nós constituímos a nossa família recebendo os filhos e nós tratamos essa prole com respeito, não é? ensinando disciplina, ensinando limites, ensinando eh a elas o caminho de fato da vivência cristã. Então, eh, pode ser que ninguém ouça o nosso nome, mas nós chegaremos no mundo espiritual com toda a certeza, com a tranquilidade da consciência bem feliz pelo dever cumprido. Então, que possamos seguir firmes adiante, que Jesus nos ampare sempre, nos guie nos nossos esforços de evolução espiritual. A nossa imensa gratidão Campete, que o Senhor da vida te ilumine nessa estrada rumo a nossa própria volção. Nossa gratidão também a tantos amigos que saudamos aqui dos vários campos do Brasil, que sejamos verdadeiramente aqueles que apreendem a mensagem do mestre, toma do arado, revolve a terra do seu coração e deixa a sua semente generosa germinar, brotando frutos abundantes e que ele possa nos guiar constantemente no rumo da nossa própria evolução. A nossa gratidão a
arado, revolve a terra do seu coração e deixa a sua semente generosa germinar, brotando frutos abundantes e que ele possa nos guiar constantemente no rumo da nossa própria evolução. A nossa gratidão a todos os amigos aqui presentes nos dois planos da vida. Paz e luz a todos.
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