🎙️ Podcast CONECTA ESPIRITISMO – CONECTA.ON com Angélica Almeida

Conecta Espiritismo TV 23/02/2026 (há 1 mês) 32:50 65 visualizações 8 curtidas

O espaço onde as grandes ideias ganham voz. Um bate-papo leve, inteligente e inspirador com as principais personalidades presentes no Congresso Espírita de Campinas 2026. Conversas que conectam experiências, ampliam visões e aproximam corações. Aqui, o conteúdo vai além do palco — ele pulsa, dialoga e transforma. Realização: Conecta Espiritismo Produção e Gestão: TV IDEAK 🌐 www.conectaespiritismo.com.br

Transcrição

que você está vendo. >> É, gente, olá, minhas queridas amigas, meus queridos amigos. diretamente de Campinas no Conecta Espiritismo, dando sequência aos nossos podcasts e agora com a grande felicidade de receber a Angélica, uma trabalhadora espírita, historiadora e nós vamos bater um papo sobre um projeto que ela desenvolve junto ao Núcleo de Pesquisas vinculado à Faculdade Juiz de Fora, onde ela estuda a vida de Kardec. Olha que interessante, você que está aí nos assistindo, curta, compartilhe, fale da existência desse vídeo. E Angélica, agradeço a sua participação, agradeço por você estar conosco. O que que você tem visto no Conecta? Quais são as suas percepções sobre o nosso evento? >> Bom, eu que agradeço muito a oportunidade de estar aqui, o convite feito. É sempre muito emocionante, né? um espaço grande desse, cheio, muito cheio, com as palestras, né, e o convívio, a troca de ideias, isso, sem sombra de dúvida. Acho que isso que é mais assim interessante nos congressos, né? Não só o ouvir, mas as pessoas também poderem compartilhar. Então, assim, tá um clima muito bom, um evento tá muito legal, >> muito bom. Eu acho que as pessoas devem conhecer ou pelo menos ouviram falar de um núcleo de pesquisa sobre saúde, sobre espiritualidade que é mantido lá na Universidade Federal de Juiz de Fora. As pessoas conhecem o Dr. Alexander Moreira e agora estão sabendo que a Angélica é esposa do Dr. Alexander e hoje ela está completando mais um aniversário. Saúdo a você pedindo a Jesus te abençoe, os bons espíritos prossigam abençoando o seu trabalho. E também no NUPS foi desenvolvido recentemente um projeto Kardec. Você que quiser conhecer já tem vídeos lá na TV NUPS sobre esse projeto Kardec. Não deixe de ir até lá. Não deixe de assistir os vídeos, porque a gente conhece Kardec, mas há muita coisa rica sobre a vida dele que nós podemos pesquisar. Fale um pouco para nós, Angélica, o que é esse projeto Kardec? >> OK. o NUPS, né, que é o núcleo de pesquisa em espiritualidade e saúde,

á muita coisa rica sobre a vida dele que nós podemos pesquisar. Fale um pouco para nós, Angélica, o que é esse projeto Kardec? >> OK. o NUPS, né, que é o núcleo de pesquisa em espiritualidade e saúde, Rafael, ele tem também dentro dele uma parte de humanidades, onde reúne historiadores, filósofos, assim, pessoas interessadas também nessa parte da filosofia, né, espírita ou espiritualista como um todo, né, ele não é um projeto fechado, NPS, não é, né, um núcleo fechado para só estudo do espiritismo, né, ele aborda todas as religiões E baseado nisso, há alguns anos atrás, nós tivemos contato com uma série de documentos, eh, através da FEAL, a Fundação Espírita André Luiz de São Paulo, do Canuto Abreu, né? Ou seja, uma série de documentos que o Canuto recolheu há bem tempo atrás e que agora estão sob custódia da Fiel. Junto também com esses documentos também tivemos do museu Acol, que também adquiriu documentos raros lá em Paris, na livraria Lemari. Temos também o acervo forrestier e um acervo anônimo. Então, daí veio a ideia, um conjunto de documentos inéditos de Kardec e como fazer isso se tornar público para que as pessoas interessadas no espiritismo ou pesquisadores também pudessem ter acesso a essa documentação para fomentar pesquisa e pessoas interessadas. Esse projeto então tá completando 5 anos eh este ano eh que a gente começou então, né, ter um sítio na Universidade Federal de Juiz de Fora, onde esses documentos são transcritos em francês, traduzidos para o português e publicados. Então, para que as pessoas possam, né, ter esse acesso amplo. Eh, junto, né, nesses documentos, nós temos também uma linha do tempo que a gente pode falar, eh, ver, né, por exemplo, no ano de publicação de um tal livro, o que que tava acontecendo também, né, na França como um todo, no mundo como um todo. Nós também nos responsabilizamos pela parte das biografias. Então, nós investigamos quem eram essas pessoas que se correspondiam com Kardec. também foi uma surpresa grande descobrir quem eram

um todo. Nós também nos responsabilizamos pela parte das biografias. Então, nós investigamos quem eram essas pessoas que se correspondiam com Kardec. também foi uma surpresa grande descobrir quem eram essas pessoas. Então você pode entrar, né, eh, projetos, se você digitar na busca projeto Allan Kardec, já vai aparecer no Google para você poder entrar. Então, vale muito a pena conferir, porque lá você tem, né, documentos da fase Rivile ainda e depois a fase Kardec. Então assim, são coisas muito, muito interessantes. A gente vai falando, né, um pouquinho sobre isso, mas trazer um pouco à tona eh sobre essa figura histórica, esse pesquisador que foi Allan Kardec, onde nós eh conhecemos, né, o Brasil tem um amplo conhecimento do espiritismo e de quem foi Allan Kardec, mas investigá-lo cientificamente agora também. Excelente. Quando ela fala em Silvino Canuto Abreu, ela fala de um trabalhador espírita que esteve na França e recolheu documentos pós desencarnação de Kardec. Foi em 1869. Fatos da vida pessoal, fatos que eram desconhecidos por nós, algumas cartas. E Lei Marie também, um trabalhador espírita que mantinha uma livraria, livraria Lei Mari. E muitos arquivos eram desconhecidos por nós. Então esse esse grande trabalho que é realizado nos permite hoje enxergar um Kardec, um conhecimento, colocar assim, das entranhas do Espiritismo nascente que nos fazem divisar fatos que nós não conhecíamos. E dentre essas correspondências, esses documentos, o que mais chama sua atenção, Angélica? É, então o importante também, voltando um pouquinho, Rafael, é que para pesquisador, historiador, né, qualquer pessoa do cientista da religião, as coisas primárias são essenciais para um trabalho mais fidedigno. Então, assim, por exemplo, quando eu mesmo, né, fiz eh meus estudos, a gente não tinha acesso a essa documentação. Então, esse tipo, né, pegamos outras documentações, mas ele, né, vai poder acrescentar e muito, eh, porque a gente tá tirando da fonte, né, direta e não de interpretações que foram

essa documentação. Então, esse tipo, né, pegamos outras documentações, mas ele, né, vai poder acrescentar e muito, eh, porque a gente tá tirando da fonte, né, direta e não de interpretações que foram feitas. Eh, então a gente foi possível, né, perceber um pouco falando ainda um pouquinho do Rivalho. Eh, lá, pessoal, tem uma carta, né, por exemplo, do noivado do Kardec Meli, quando ele pede aos pais da Melão eh dela. Então, uma carta, né, extremamente carinhosa, que dá para conhecer um pouco, né, essa relação que eles estabeleceram, eh, de um casamento, eh, sólido ali ao longo dos anos e como que era esse dia a dia e do Kardec, no Riv ainda, o quanto, né, que a Meli, que às vezes a gente sabe que apoiou o Kardec, que a gente sabe que foi uma figura muito importante na sua trajetória, especialmente aí nos 15 anos que ele eh organiza eh o espiritismo Mas pelas cartas a gente percebe realmente a sua importância, né? Kardec fazia muitas viagens, seja para divulgar doutrina e tal. E a Ameli, gente, tomava conta de praticamente tudo, da sociedade, eh, das propriedades que ele tinha, né? Então, assim, tudo. E ela escrevia isso nas cartas, ó, tá tudo bem na sociedade, ó. recebemos a visita de tal tal pessoa que chegou para te procurar, chegou tal tal carta tratando de tal assunto, o que eu pude resolver eu já resolvi, o que não você vai resolver quando voltar. Então essa correspondência é muito interessante para ver essa parceria mesmo, né? O quanto que ela foi extremamente importante nesta caminhada do Kardec. Eh, outra e questão curiosa também que todo mundo sabe que o Kardec tinha o Liceu Politécnico, mas pelas cartas também nós descobrimos que ele eles eh coordenaram, né, por dois anos um educandário para meninas. E lembrando que nós estamos na segunda metade do século XIX, então isso é um avanço gigantesco, porque mulher, né, não estudava. Então eles vão dirigir por 2 anos. E é muito bacana também perceber a Ameli com as alunas, os discursos, as meninas chamavam ela de mãe, então ela

m avanço gigantesco, porque mulher, né, não estudava. Então eles vão dirigir por 2 anos. E é muito bacana também perceber a Ameli com as alunas, os discursos, as meninas chamavam ela de mãe, então ela dizia que queria honrar este papel. Realmente, o que que é um papel de mãe? Não só de uma educadora, mas daquela que orienta, daquela que acolhe. Eh, tem um outro discurso também do Rivaio ainda para os meninos na abertura de um ano letivo. E assim, é muito bonito o discurso que ele traça a respeito da gratidão. Parece que nós estamos lendo Ja Kardec, então ele fala da importância de ser grato, falando pros meninos que isso vai abrir, né, as portas da vida com carinho, reconhecendo a importância das pessoas na nossa vida. Então assim, é muito interessante. Descobrimos também eh que num determinado momento Kardec e Ameli também eh custodiaram, tutoriaram uma criança, a pequena Luise. E a gente tem muitas cartas quando Kardec viajava pedindo a Meli e notícias da Luise, que desse um beijo afetuoso na Luise. Ele descreve que ele recebeu cartas da Luise para ele. Tem até uma cartinha muito interessante em que ele vai dando umas coordenadas paraa Melide para ensinar matemática paraa Luíse. Então, parece que eles desenvolveram ali uma relação mesmo, né? Não sabemos ainda, nem sabemos se vamos conseguir descobrir como que ela foi chegar, né, na casa deles. Mas eles tomaram conta dela, porque ele fala, eh, teve um momento que a Meli foi viajar com a Luía paraa casa dos pais dela e aí ele fala que tava com tanta saudade que ele deitou para dormir na cama da Luíse. Então, aí que a gente percebeu que a Luíse viveu efetivamente, né, com o casal por um período. E a cartinha também no ano ela apresentou alguns problemas de saúde e ela veio a desencarnar. E aí tem uma carta do pai da Ameli para ela, lamentando, embora dizendo que já era meio esperado aquela situação. E ele faz uma nota dizendo que o senhor Rivaio deveria estar muito abalado com esta perda, então mostrando esse envolvimento afetivo deles.

do, embora dizendo que já era meio esperado aquela situação. E ele faz uma nota dizendo que o senhor Rivaio deveria estar muito abalado com esta perda, então mostrando esse envolvimento afetivo deles. >> Excelente. Olha o quão instrutivo é a nossa entrevista de hoje. Descobrimos que Kardec não era tão austero o quanto parece. Porque quando nós vemos Kardec, aquele olhar cisudo, aquele aquela face compenetrada, pedia a sua esposa para dar um abraço afetuoso na filha, filha, melhor dizendo, alguém que ele tutoriou, sim. >> E que possivelmente teve o mesmo nome da sua mãe, porque a mãe dele chamava En Luiz do Ramel. Descobrimos um marido preocupado com a esposa, ou seja, pelas fontes primárias, a gente pode dizer que a gente vai reconstruindo a própria biografia de Kardec. >> Sem dúvida. Eh, dá para perceber esse lado humano. Eh, por exemplo, em 1860, a gente tem uma um rascunho de uma prece dele pedindo a Jesus que o ajude, porque ele estava, ele começa a prece dizendo que ele estava num momento detestável, em que ele tava com muitas dificuldades assim, sentido até do próprio equilíbrio ali naquele momento. E a humildade dele quando ele diz que se fosse um problema dele pessoal que ajudasse o a vencer, que se fosse interferência espiritual que a espiritualidade pudesse ajudá-lo, porque ele tinha uma caminhada a ser feita. Então a gente consegue perceber esse lado eh mais humano, que às vezes realmente, como você falou, Rafael, às vezes a gente tem aquela ideia muito cisuda, né, daquela pessoa que talvez, né, e aqui o vídeo do Conecta tá muito legal, né, da Iá, mostrando, todo mundo sorrindo, inclusive de Kardec. Eh, então dá para perceber que a vida dele eh, ele enfrentou dificuldades, né? O ano de 65 foi um ano muito difícil para ele, onde ele enfrentou questões de saúde muito significativas. Então, a gente vai percebendo, eh, e isso é interessante porque perceber, ah, ele lutou e seguiu e foi adiante, nós também podemos, porque nós também vamos enfrentar dificuldades nas nossas vidas, né?

Então, a gente vai percebendo, eh, e isso é interessante porque perceber, ah, ele lutou e seguiu e foi adiante, nós também podemos, porque nós também vamos enfrentar dificuldades nas nossas vidas, né? Momentos muito desafiadores, mas que a gente sempre tem que, né, como levanta a sacode, a poeira e dá volta por cima, né? Exatamente. Eu conversava com a Angélica agora na hora do almoço e ela contou de uma carta dele pra esposa dele falando do cuidado de um marido com a sua esposa, pedindo, eu vou deixar que ela conte. É, tem uma outra muito bacana também que ele estava em viagem e faz com a Meli encontrar com ele num determinado no mesmo local. E aí ele escreve na carta que ela não deixasse de levar um conjuntinho de joias lá que ela tinha, porque ele fica ela ficava muito bonita utilizando aquelas joias. Não que ela precisasse das joias para ficar bela, mas que ela teria um encanto a mais ao utilizá-las. Então assim, a gente vê, né, essa troca, apesar, né, Rafael, também, claro, eh, devido às muitas atividades, a gente também percebe algumas cartas dela que às vezes dizendo que ela enfrentava, né, muito só, porque às vezes ele passava muito tempo fora e ela pedindo ele para, né, retornar logo, que é claro, isso é normal, né, um casal que se afasta, né, um fica ali sentindo falta do outro, então assim, parece que ela tinha também uma sobrecarga grande. né? E às vezes ela relata esses momentos, né, de solidão, mas a gente vê que mesmo assim eles foram aí eh construindo essa vida, né, e levaram aí até o final, né, já que ele veio a desencarnar antes dela. >> Excelente, Angélica. Quando a gente entra para começar a estudar o espiritismo, uma das coisas que passam pra gente, isso tá em biografias clássicas de Allan Kardec, como aquela feita por Zeus, Vantu e Francisco Tissen, que Kardec utilizou-se de médium jovens e que aquele trabalho seria dessa forma, porque o psiquismo de um jovem estaria pouco afeito a eventuais interrupções, eventuais animismos. E hoje nós descobrimos por essas cartas que as

médium jovens e que aquele trabalho seria dessa forma, porque o psiquismo de um jovem estaria pouco afeito a eventuais interrupções, eventuais animismos. E hoje nós descobrimos por essas cartas que as médiuns não eram tão jovens. E aqui me refiro não só à pesquisadora Angélica, mas nós sabemos que existem outros pesquisadores como o Adaí Ribeiro, como Carlos 7, surgindo até um livro intitulado Espíritos em investigação. Fale um pouco pra gente sobre essas médiuns, se ela eram adolescentes mesmo, um pouco mais adultas. É o o trabalho do Carlos 7, gente, assim, é fundamental para quem quiser conhecer mais sobre a biografia do Kardec e esses, digamos, né, erros históricos. Claro que o Zeus Vantuil prestou um grande trabalho, eh, trazendo eh todas as informações, são três volumes, né, da biografia. Eh, eu mesmo me utilizei dela muitas vezes porque não tínhamos esses documentos, né, ao longo aí da minha pesquisa. Mas assim, o sete, né, nesse sentido, Carlos VI, ele é aquele investigador minucioso mesmo, que se debruçou sobre as fontes, né? Então assim, é muito, muito interessante porque a pesquisa histórica, gente, sempre para lembrar, ah, então o Zeus Vantu errou, né? Já vou responder a sua pergunta. O Zeus Vantu errou? Ele publicou alguma coisa errada? Gente, às vezes ele ficou lendo, né, alguma informação, às vezes algum depoimento e a pesquisa histórica é assim, né? Ela nunca se fecha. Então, a gente sempre vai encontrando outras fontes, outros documentos que vão complementando. Então, sobre as meninas, né, médiuns, sim, elas eram mais velhas, uma até já era casada. Eh, mas uma coisa interessante a partir disso tudo é que também, né, eh, esse destaque que era de mulheres, que de novo, gente, a gente vai voltar a uma sociedade onde a participação delas era ínfima, né? Não, não sou dizendo que foi proposital, que Kardec só quis trazer médiuns mulheres, porque ah para poder dar credibilidade. Mas o interessante é isso, né? Para ele, isso não foi uma barreira, né? Ou seja,

não sou dizendo que foi proposital, que Kardec só quis trazer médiuns mulheres, porque ah para poder dar credibilidade. Mas o interessante é isso, né? Para ele, isso não foi uma barreira, né? Ou seja, de onde teria que vir, né? De onde surgiam as comunicações, desde que estudadas, fidedignas, né? Seguindo o critério da universalidade, para ele era motivo de serem aproveitadas. Então isso não impedia, ah, não, só quero médiuns homens, né? E não não só da sociedade parisiense também, né? O o Washington Fernandes, ele fez um levantamento muito interessante das fontes de Kardec. Então, gente, ele recebeu comunicações de mais de 265 locais, de cinco continentes, né? Então assim, pra gente ver eh como que foi, por isso que assim, hoje em dia a gente negocia muito da ideia do codificador, né? Kardec foi muito mais do que um codificador, né? Aquele que junta e coloca lá, né? O trabalho dele foi de um pesquisador realmente, né? De pegar essas comunicações. Tem um, não me lembro ao certo qual o ano da revista espírita que ele fala que ele tinha recebido mais de 2.500 comunicações e somente 100 foram parar nas obras. Então, pra gente e e ó, pessoal, lembrando, né, não tinha internet, não tinha luz elétrica, tudo na base de vela, né, caneta tinteiro, não tinha WhatsApp, não tinha, né, Instagram, não tinha troca de e-mails. Então imagina reunir isso tudo, analisar isso tudo, comparar isto tudo além, né, das cinco obras que nós temos, além da revista espírita também que foi publicada aí por tantos anos, feito, né, um trabalho mensal. E lembrando também, né, a gráfica não era igual hoje, né, a gente tinha lá tipografia que tinha que construir as páginas, página a página. Então, assim, foi um trabalho realmente de um pesquisador, de um cientista. né, assim, comparar isto e de onde tiver que vir, nós vamos analisar, né, nós vamos trabalhar. E isso foi uma questão assim que eh mostra mesmo esse caráter de bastante amplo de Kardec ao lidar com as fontes, ao lidar com as pessoas. Então,

que vir, nós vamos analisar, né, nós vamos trabalhar. E isso foi uma questão assim que eh mostra mesmo esse caráter de bastante amplo de Kardec ao lidar com as fontes, ao lidar com as pessoas. Então, isso foi, né, porque às vezes as pessoas pensam: "Ah, as comunicações só saíram da sociedade, não, né? Até do Brasil, né? Nós tivemos correspondências do Brasil, por exemplo, eh, enviadas a Kardec também. Olha, nós estamos tendo uma verdadeira aula aqui agora, porque muitos de nós quando olhamos paraa doutrina espírita, olhamos assim: "Ah, já tá tudo aqui, para que que eu preciso mexer nisso? A parte moral tá toda aqui nas obras básicas, mas nós sabemos que o trabalho de um historiador é ir nas fontes primárias. Eu tive a oportunidade de conhecer Luciano Klein, que também é um historiador, que pesquisou a vida de Bezerra de Beneses, de Viana de Carvalho, de trabalhadores espíritas que nós hoje sequer falamos deles mais. E para nós está sendo um grande prazer te entrevistar, porque você hoje vai na fonte, quem foi Kardec? Como foi o marido Kardec, o pai Kardec, a pessoa Allan Kardec? Então, a pergunta que eu quero te fazer agora é o seguinte. Você que é uma professora de história, que fala de história antiga, de história recente, moderna, contemporânea, como é olhar a doutrina espírita sobadora? >> Sim. Eh, esse caráter, Rafael, da universalidade, eu acho que ele é muito importante de ser retomado. Claro que Kardec diz que a doutrina não está pronta, né? Que vai, informações novas serão acrescentadas. Claro que eh acho que o núcleo rígido do espiritismo, como reencarnação, né, a que é a crença da vida após a morte, a mediunidade que é possibilidade de comunicação, a existência de Deus e sua justiça, acho que isso foi muito bem posto por Kardec, tanto que é a parte, né, temoral, como você tá falando, e que assim, por mais que novas comunicações cheguem, esta parte eh não é mexida e a que mais nos impacta quando pessoa, né, na nossa nossa forma de agir, né, nos nossos proceder aí no dia a dia. Eh, eu acho

ssim, por mais que novas comunicações cheguem, esta parte eh não é mexida e a que mais nos impacta quando pessoa, né, na nossa nossa forma de agir, né, nos nossos proceder aí no dia a dia. Eh, eu acho que esse caráter universalidade ele é muito importante, eh, tal como uma pesquisa histórica, né? Quando eu vou lá fazer uma investigação, não é porque eu achei uma carta falando isto que eu já vou dizer: "Ah, o Kardec era dedicado à família, por exemplo." Não, mas porque nós achamos várias, né? A carta, ah, que ele teve essa bastante atenção com a Luise, porque nós também achamos várias cartas. Então eu acho que para as informações que chegam também, né, mediúnicas, a gente precisa também agir como um historiador a, porque às vezes o que a gente vê hoje, né, as pessoas leiem um livro, ai que livro bacana, que ideia bacana, inovadora, e já vai pra casa espírita às vezes fazer uma palestra sobre isso, né, já começa a divulgar, poxa, mas cadê o caráter universal? pode ser, né, uma uma formação muito legal, muito nova, que pode agregar ou modificar alguma coisa, acrescentar, né, mas eu penso que ela ainda tem que ser posta em reserva, né? A gente precisa dessa investigação, que outras notícias apareçam, que aí sim a gente segue o caráter universal de Kardec. Isso pode agregar. André Luiz mesmo foi um exemplo, né? Ele veio muito dizer como que era ali, vamos dizer, né, aquele cotidiano, o dia a dia da vida espiritual, né? Então ele foi trazendo em uma, duas, três, aí veio outros espíritos que foram corroborando, né? Por exemplo, Emmanuel faz muita introdução das obras, né, de André Luiz. Então isso foi construindo e agregando. Não que não possamos ser abertos a novos autores, a novos médiuns, novos espíritos, mas eu acho que esse caráter científico do Kardec. Excelente. Uma das coisas que o Luciano uma vez me disse foi o seguinte: "Meu filho, a gente precisa aprender a olhar paraa história dentro do seu contexto, o seu tempo e o seu lugar. E hoje a gente percebe que muitas vezes nós queremos

ano uma vez me disse foi o seguinte: "Meu filho, a gente precisa aprender a olhar paraa história dentro do seu contexto, o seu tempo e o seu lugar. E hoje a gente percebe que muitas vezes nós queremos entender Kardec olhar do século XX, como se nós tivéssemos hoje uma pariza aconteceu no século XIX, com pessoas, com costumes, com um modo de viver do século XIX. Por que que nós ainda nos perdemos tanto nesse anacronismo? >> Uhum. É, isso é muito importante, isso que o Luciano falou, né? Já esqueci de falar sobre a obra dele. Muito importante, né? é o livro, né, maravilhoso. Eh, esse é um grande problema, Rafael, que tá gerando muitas vezes, ao meu ver, polêmicas desnecessárias, porque também eh hoje em dia a gente tá vendo muito as pessoas eh quererem eh que seja dito da forma como ela quer acreditar ou que ela acredita, sem muitas vezes realmente olhar como era no passado. Então, por exemplo, né, eu vou dar alguns exemplos que são alguns pontos, né, que vem aí chamando bastante atenção. Ah, que o Kardec era machista, né, tá muito em voga, que ele era um homem europeu do século XIX e que, portanto, né, não via, só achava importante coisas que homens faziam e etc. Então, primeiro caso das médias, eu já acho que muda muito, né? As pessoas utilizam, por exemplo, a passagem de que Kardec fala, né, que mulheres e homens têm funções diferentes. Ah, então ele diz que mulher tem que ficar em casa cuidando dos filhos e, eh, né, os homens trabalhando, fazendo o que querem. Gente, mas isso para mim é um pouco de falta de estudo das obras, porque se a gente for olhar, por exemplo, na revista espírita, nós temos várias, né, vários artigos. Mulheres têm alma. E aí ele vai discutir toda a questão, né? E ele fala, por exemplo, que aquele que não reconhece a importância da mulher está em grave erro, né? Assim. Então, ele fala que eh que não precisaria de uma lei para dizer que a mulher é importante, é incluída na sociedade, que pela própria lei natural ela merece o destaque tanto quanto, né?

rro, né? Assim. Então, ele fala que eh que não precisaria de uma lei para dizer que a mulher é importante, é incluída na sociedade, que pela própria lei natural ela merece o destaque tanto quanto, né? Então, assim, tem vários, né? Eles discute sobre a educação das mulheres, estão pegando, gente, né? Agora que a gente viu que eles tiveram educandário para meninas. Então, assim, o pessoal, né, às vezes pega muito essa informação no sentido de, ah, não, falou que mulher tem uma função diferente, mas em nenhum momento ele diz que a mulher não poderia fazer nada, muito pelo contrário, senão ele não teria um educadário para meninas. E assim, gente, analisando, né, e eu digo hoje na minha posição de mulher mesmo, né? Claro, assim, para mim, né, a maternidade é uma coisa muito significativa. Então, eu vejo isso também como uma missão e não porque o meu marido me obrigou a tomar conta dos filhos, etc., ele também o faz, né? Então é essa questão que assim acho que as pessoas estão muito envolvidas no discurso de hoje em dia. Outras também que Kardec era eh racista, né? Porque tem uma passagem lá, né? Onde que ele discute eh sobre essa questão de que a raça, né, os negros iriam evoluir a chegar no patamar da raça branca. Gente, de novo, se a gente for, eu acho que se hoje ele já não se posicionaria, talvez desta forma, mas de novo, o que que ele fala lá? Que mesmo que seja considerado inferior, pode escravizar? Não. Pode maltratar? Não. Pode oprimir? Não, gente, de novo, vamos voltar ao século XIX, onde nós tínhamos escravidão em quase todos os lugares do mundo. Isso também, as pessoas só leiem um pedaço, mas não leem o resto. Então, tem que pensar nele. Eh, ah, mas será que possível que os espíritos falaram? Gente, ele era um homem do tempo dele, como nós somos também, né? Eu me envolvo nas minhas pesquisas porque essas pesquisas me chamam atenção de alguma forma, né? Ninguém é neutro, ninguém. né? Se, ah, a pessoa fala assim, ah, eh, por exemplo, senão mulher não poderia estudar mulher, porque eu sou mulher,

e essas pesquisas me chamam atenção de alguma forma, né? Ninguém é neutro, ninguém. né? Se, ah, a pessoa fala assim, ah, eh, por exemplo, senão mulher não poderia estudar mulher, porque eu sou mulher, né, assim, sou envolvida ali naquele cotidiano e tal. Então, assim, ninguém é neutro. Todas as pessoas que se envolvem em algum assunto, em alguma pesquisa, é porque aquilo motiva, aquilo toca de alguma forma. Então assim, a gente tem que parar com esse anacronismo e primeiro estudar, porque a gente às vezes pega uma frase, uma linha, um trechinho de uma obra e dali a gente já generaliza e não estuda para poder realmente ver todas as falas, um conjunto de posicionamentos. Acho que aí a gente não cai nesse anacronismo, né? Acho que isso é muito importante. >> Excelente. Eu quero agradecer pela sua sensibilidade. Nós não combinamos as perguntas que foram queriam ser feitas, então eu fui sendo intuído aqui e ela responde de uma forma a trazer respostas que nos contemplam para viver o espiritismo nos dias atuais. Angélica, eu quero aproveitar agora para mudar um pouco o assunto, porque eu conheço os seus trabalhos no movimento espírita e sei que você veio de uma mocidade espírita e hoje nós sabemos que nós temos uma evasão de jovens. Você que veio de uma mocidade espírita e sabe a importância, o que que você diria pros jovens, pros adultos, nesse período que nós estamos tendo dificuldade com a juventude? É, isso é uma questão, né, gente, que acho que infelizmente, né, a pandemia afastou muito. Às vezes nós tivemos algumas casas espíritas que demoraram muito para reativar os seus trabalhos, né? E nós estamos exatamente vindo agora de um encontro de jovens eh no no estado do Rio de Janeiro, né? Eu coordenei um grupo de 20 jovens entre 18 e 19 anos. Eh, e eu falei, né, assim, eh, e eu e eu tinha essa mocidade, como você está falando, né, eu, Alexander e outros amigos. Eh, e eu tinha muita ainda pena que meus filhos não estavam ainda conseguindo vivenciar porque ficou fechado, né, o

e eu tinha essa mocidade, como você está falando, né, eu, Alexander e outros amigos. Eh, e eu tinha muita ainda pena que meus filhos não estavam ainda conseguindo vivenciar porque ficou fechado, né, o centro. Hoje, né, ainda bem, a gente tem uma mocidade grande, né, lá na FIAC, em Juiz de Fora. E eu vejo, gente, o quanto, né, o estudo que isso firma a nossa fé, né, pra gente não balançar no mundo lá fora, né, do espiritismo mesmo, né, como a gente brinca, espiritismo na veia, o quanto que isso dá suporte, porque gente, assuntos do mundo os meninos já estão ouvindo lá fora, então eles precisam ouvir o espiritismo e as posições dos espíritos sobre os assuntos lá de fora. Então isso é muito importante. Eu tava até falando com esses jovens que às vezes a gente também é um pouco presunçoso de achar que nós mesmos nos bastamos. Ah, eu vou ler esse livro. OK, gente, mas de novo, a gente vai sempre ter a nossa interpretação apenas. Enquanto na mocidade você ouve um, troca ideia com outro, um apresenta, um fala. Então assim, isso nos enriquece muito e enriquece a nossa fé, que é um caminho, né? a gente não vira, né, fé da confiança plena, né, ou pistes à toa. É um caminho a ser trilhado. Então, a presença, né, de estar na casa espírita, amparada pela espiritualidade, essa troca de ideias. Então, assim, né, eu falo pros jovens, não percam. Acho que é uma oportunidade única, né, porque de novo, nós sozinhos não nos bastamos, né, isso jovem, adulto, criança, né? E eu sou assim muito grata à minha família, né, que já comecei lá na evangelização, né, espírita e tô aqui até os dias de hoje. Eh, e o quanto o espiritismo foi fundamental em vários desafios na minha vida, mas foi fundamental porque eu acreditava de verdade, né? Eu sabia que o que os espíritos estavam trazendo era verdade pelo, né, pelo caráter universal. Então, a gente não te tubeia, claro, vai enfrentar dificuldade, né? vai ter uma série de, né, de todos nós vamos passar na vida, mas assim, eu digo que hoje eu encaro que eu sou o que eu

er universal. Então, a gente não te tubeia, claro, vai enfrentar dificuldade, né? vai ter uma série de, né, de todos nós vamos passar na vida, mas assim, eu digo que hoje eu encaro que eu sou o que eu sou muito pelo que o espiritismo me ajudou a ser, né? Então assim, não percam, né? Retomem suas mocidades, incentivem as mocidades de vocês, os encontros de jovens. Isso eu acho que é foi fundamental. Vejo que é fundamental pros meus filhos e, né, tenho certeza que vai ser para todos vocês. >> Angélica, quero te parabenizar pelo seu aniversário, agradecer pela sua participação conosco, pedir a Jesus, aos bons espíritos, continue abençoando o Nups, abençoando o Dr. Alexander, você, seus filhos e nós prossigamos trabalhando no bem. >> Eu que agradeço a oportunidade de estar aqui com vocês, dividindo um pouquinho aí os nossos conhecimentos. Permaneça conosco. Ainda tem conecta espiritismo. Até daqui a pouco.

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