🎙️ Podcast CONECTA ESPIRITISMO – CONECTA.ON com Alexander Moreira
O espaço onde as grandes ideias ganham voz. Um bate-papo leve, inteligente e inspirador com as principais personalidades presentes no Congresso Espírita de Campinas 2026. Conversas que conectam experiências, ampliam visões e aproximam corações. Aqui, o conteúdo vai além do palco — ele pulsa, dialoga e transforma. Realização: Conecta Espiritismo Produção e Gestão: TV IDEAK 🌐 www.conectaespiritismo.com.br
Olá, olá, minhas queridas amigas, meus queridos amigos. Estamos aqui diretamente de Campinas, no nosso Conecta Espiritismo, eu, Gutemberg Pascoal, nosso querido Guto, e agora com a grande satisfação de entrevistar um amigo e também um grande estudioso de saúde, de espiritualidade, eu me permito chamá-lo Dr. Alexander. Nada obstante ele pede para chamá-lo somente Alexander. Passo para você, Guto. >> Boa tarde a todos meus amigos queridos do Conecta Espiritismo Campinas 2026. Como o nosso Rafa já falou, é uma alegria estar aqui com Alexander, um amigo de longa data e que tem feito pesquisas muito importantes, uma referência para nós e para o mundo acadêmico. Queria começar perguntando a você, Alexandre, como você vem observando essa conexão da ciência com a doutrina espírita que é o mote do nosso evento aqui em Campinas esse ano? >> Acho que esse é um ponto extremamente importante, né? O espiritismo ele surge de uma proposta praticamente revolucionária do Kardecramental científico, a racionalidade ferramental científico para investigar fenômenos que eram tidos até então como da de outra esfera, não abordáveis pela perspectiva científica. Inclusive, a gente publicou recentemente eh um artigo de uma revista inglesa em que a gente apresenta isso, essa análise do método de Kardec. Então isso por isso que eh ao longo do tempo dentro do movimento espírita houve um grande valorização da ideia da ciência e tudo mais. Acho que isso é um dado bastante interessante. Inclusive no Brasil é muito comum espíritas se interessarem pela exploração científica, muito pela ideia do Kardec, da ciência, da fé raciocinada, etc. Por outro lado, no mundo, o estudo da espiritualidade da ciência, obviamente não tá restrito a a uma religião específica. São pessoas das mais diversas correntes, credos, crenças, etc. Assim como no Brasil também, né? O nosso grupo de pesquisa na Universidade Federal de Juiz de Fora, temos pessoas, temos judeu, católico, evangélico, protestante, agnóstico, umbandista, temos pessoas de todos os
no Brasil também, né? O nosso grupo de pesquisa na Universidade Federal de Juiz de Fora, temos pessoas, temos judeu, católico, evangélico, protestante, agnóstico, umbandista, temos pessoas de todos os tipos. E o que nos une é o é o respeito à experiência religiosa, espiritual das pessoas e o interesse de estudo rigoroso e chegar nos resultados, sejam quais forem, sejam a favor ou contra as nossas ideias. Essa é a busca sincera da verdade. E o mais importante, a boa notícia para todos é que num ambiente científico isso tá crescendo avaçaladoramente. Eu tô tendo o privilégio nesta vida de, que eu tô há 30 anos, tá fazendo 31 anos da minha primeira pesquisa em espiritualidade, comecei em 95, 31 anos. É uma mudança geracional, mas completa. Quando a gente começou na faculdade de medicina, não se falava. O mais que se fala de religião era que testemunha de Jeová não recebia sangue. Era só isso que a gente aprendia. Exato. >> E pronto. E e quando se falava num congresso sobre esse tema, havia um mal-estar, um desconforto, hostilidade, mudou completamente. Hoje em dia o Conselho Federal de Medicina tem uma comissão de espiritualidade. Nós temos nove associações nacionais de especialidade médica, cidade brasileira de pediatria, cardiologia, psiquiatria, cirurgia oncológica e muitas outras concomissões na área de espiritualidade. Então, há um interesse acadêmico. As universidades estão criando programas de pós-graduação, estudo e investigação no Brasil e no mundo. Então, nós estamos realmente vivendo uma nova era. >> Dr. Alexander, me tornei espírita muito jovem e lá na minha Itapiruna a gente sempre ouvia coisas do tipo, ah, deixa a mediunidade, deixa a espiritualidade para dentro da casa espírita. Isso não precisa ser estudado pela ciência, porque a gente já sabe que tudo isso é verdade. E hoje, com seus estudos, com as suas falas, com as suas palestras, nós sabemos que mediunidade, espiritualidade também é assunto da ciência e cada vez mais nós temos avançado nessas pesquisas. Fale um
hoje, com seus estudos, com as suas falas, com as suas palestras, nós sabemos que mediunidade, espiritualidade também é assunto da ciência e cada vez mais nós temos avançado nessas pesquisas. Fale um pouco para nós sobre essas pesquisas, >> tá? O primeiro ponto que eu acho que é muito importante também no Brasil tem uma ideia equivocada. Muitas pessoas associam espiritualidade com espiritismo. No mundo lá fora não existe essa associação. Mas no Brasil é muito frequente achar que espiritualidade é só coisa de espiritismo. Ou mesmo que a mediunidade seria uma propriedade exclusiva do espiritismo. Na realidade não. As experiências espirituais estão com a humanidade desde que a humanidade existe. As primeiras pinturas rupestres que você tem notícia na Chavê Pondark na França, de 30.000 1 anos atrás são sugestivas de experiências espirituais. Então, a humanidade sempre teve experiências espirituais, não é propriedade de ninguém. E a própria meidade, que é o relato de estar sob influência ou em contato com um ser espiritual, Sócrates tinha no antigo, né, na Grécia antiga, Maomé ouvindo o anjo Gabriel para tal o Corão. Eh, eh, e assim vai. as igrejas carismáticas e protestantes pentecostais eh com o Espírito Santo. Então, essa experiência de contato com uma dimensão espiritual eh eh de estar com entidades espirituais sempre existiram na história da humanidade. Isso é o primeiro ponto. Por isso mesmo é um dever da ciência investigar esse tema. O cientista não pode ter alguém que diz: "Ó, isso é proibido, eu não gosto, eu acho que isso não existe, isso não pode ser estudado." Isso obviamente não faz parte da ciência, isso é um dogmatismo. O cientista tem que ter uma humildade intelectual. Eu não sei a realidade toda, porque tem uma curiosidade, né? E vou tentar explorar e investigar isso. Isso, felizmente tem avançado muito. Sobre as pesquisas de mediunidade, há vários tipos de pesquisas. Eu vou fazer um panorama de algumas que existem que são muito interessantes. Primeiro é isso, estudar
o, felizmente tem avançado muito. Sobre as pesquisas de mediunidade, há vários tipos de pesquisas. Eu vou fazer um panorama de algumas que existem que são muito interessantes. Primeiro é isso, estudar as experiências mediúnicas ao longo da história da humanidade, né? As várias culturas, as várias épocas que tinham experiências mediúnicas. Por exemplo, como eu falei, Sócrates, ouvi o Diamond dizendo para ele, o Solon, na origem também da de Atenas, do direito moderno, do direito, né, ocidental, também ouvi um diamon que dizia para ele as bases do que nós temos, né? Nós temos inúmeras exemplos disso ao longo da história. Então, conhecer isso é um tema extremamente importante, modo transcultural, como é que acontece nas várias culturas. Esse é um tema muito importante. Outro tema de extrema importância foi o tema do meu doutorado, que por sinal tem a ver com o que você comentou. Eu fiz meu doutorado, comecei a 25, a gente vai ficando velho, né? A gente vai contando assim 1/4 de século atrás, [risadas] quando eu comecei o meu doutorado na USP. Ah, que por sinal foi interessante como é que surgiu a ideia do meu doutorado. A a eu tava fazendo residência de psiquiatria na USP e a minha esposa Angélic fazia um doutor, um mestrado em história na Unicamp, história do Espiritismo. E ela, estudando a história do Espiritismo, ela viu que havia uma das principais resistências ao espiritismo vinha dos médicos que chamavam que o espiritismo e a mediunidade era loucura, né? Causava loucura. E aí ela começou a mostrar, olha esse psiquiatra. Eu falei: "Nossa, mas esse cara é famoso, esse cara também é importante". Eu comecei a ver a importância do tema em termos de saúde mental. Eu falei: "Poxa, será que tem? Como é que será que é hoje a saúde mental do médium?" E aí ela fez o doutorado dela sobre a história da loucura espírita no Brasil. foi doutorado na Unicamp e eu fiz o meu doutorado, ela viu para trás e eu vi agora como é que eram os médiuns. E aí, olha que interessante e que triste na
bre a história da loucura espírita no Brasil. foi doutorado na Unicamp e eu fiz o meu doutorado, ela viu para trás e eu vi agora como é que eram os médiuns. E aí, olha que interessante e que triste na realidade. Por outro lado, procuramos uma associação espírita para poder fazer a pesquisa. Queríamos estudar os seus médiuns para ver como é que é a saúde mental deles e tudo mais. Você acredita que a pessoa que era coordenadora falou que não precisava de estudar não? Porque pesquisar não? Porque tudo que se pode saber sobre medida já está no livro dos médiuns, não precisa de investigar mais nada. E você fala o quê? Tentei argumentar, mas não tinha jeito. Mas aí, felizmente consegui procurar obter uma outra associação espírita, no caso Aliança Espírita Evangélica, que foi extremamente generosa. E começamos a estudar. E aí esse é um tema muito importante então de pesquisa, que é o diagnóstico diferencial, ou seja, quando uma experiência é uma experiência saudável, espiritual saudável, quando é uma doença mental. né? É um quadro psicótico, uma esquizofrenia, é uma experiência espiritual. E hoje em dia, então isso foi a minha tese, isso hoje em dia tá bem estabelecido, independente da religião. A Associação Brasileira de Psiquiatria publicou uma diretriz em 2023 sobre essa distinção, independente do profissional ser materialista, ateu, católico, espírita, esse conhecimento já é um conhecimento estabelecido. Então essa é uma área de pesquisa que tá crescendo muito. E existe também uma outra área de pesquisa que é entender mais o trans em si. Então, a gente tem estudos de neuroimagem, como é que o cérebro funciona durante a a atividade mediúnica, temos um estudo recent genética, que tipo de alterações genéticas o médium tem que um parente não médium não tem. E por fim, o último é e talvez mais desafiador e eu acho mais interessante, é o quanto a mediunidade pode produzir evidências de sobrevivência da consciência, né, desde a precisão das informações que estão numa carta psicografada ou, por exemplo,
e eu acho mais interessante, é o quanto a mediunidade pode produzir evidências de sobrevivência da consciência, né, desde a precisão das informações que estão numa carta psicografada ou, por exemplo, um estudo literário como Alexandre Carol Rocha fez, por exemplo, dos poemas do Chico Xavier ou dos textos de Humberto de Campos pelo Chico. >> Que maravilha, hein? Né, Rafa? Que resposta profunda e tão vasta, tando de informações. A Alexandre, a fé nesse contexto todo, ela vai na contramão? Porque quando a gente fala de fé, uma ideia que vem à mente é que a fé nos induz por vias intuitivas a crer e pronto, né? A fé vai na contramão da ciência ou a gente consegue fazer uma uma conexão entre essa essas duas questões? >> Muito bom. Eh, nós sabemos, né, tem uma frase famosa do Kardec, tá na epígrafe do Evangelho Segundo Espiritismo, fé inabalável só é aquela que pode encarar a razão face a face em todas as épocas humanidade. Eh, e esse debate Razão também é um debate milenar, né? não foi inaugurado pelo Espiritismo, é da própria Igreja Católica. Tomás Jaquino, por exemplo, Santo Agostim, foram grandes pensadores de união da fé e da razão. Na realidade, isso é um dado muito interessante, coisas que a gente aprende errado na escola. A gente aprende errado na escola, por exemplo, que na Grécia antiga, a transição do mitos pro logos, eu saio daquela coisa mitológica, espiritual, mitológica para o logos, para razão, ao abandonar o espiritual. Isso é completamente falso. A transição do mitpulogos na Grécia antiga, chamado milagre grego, que foi Sócrates, Platão, Aristóteles, o que eles fizeram foi usar a razão para explorar aspecto da espiritualidade da fé. Se você vai ler Platão, ele tá dando uma embasamento racional para crença em Deus, embasamento racional para a moral, para a vida após a morte, etc e tal. Então essa união de fé e razão na realidade está ao longo da história da humanidade. Essa ideia de uma necessária oposição é uma coisa muito mais recente e que está sendo superada. Por outro lado, a fé,
tão essa união de fé e razão na realidade está ao longo da história da humanidade. Essa ideia de uma necessária oposição é uma coisa muito mais recente e que está sendo superada. Por outro lado, a fé, sim ultrapassa apenas a razão. Razão é uma ferramenta muito importante, mas não é tudo. O senso estético belo, você que gosta tanto de música, não são racionais. É o a beleza quando você ouve uma música tocado por aquilo, é um outro aprendizado sobre a realidade, né? Então a fé tem um um embasamento também racional, mas existe um senso de percepção mais profunda da realidade que traz a fé também. Então essas coisas se unem. E para finalizar, a fé muitas vezes é mal compreendida. A gente entende a fé muitas vezes como sendo uma crença em certos fatos específicos. A palavra fé que a gente usa vem dos evangelhos que foram escritos em grego. E a palavra usada para fé em grego é pistes. E pistes em grego significa confiança. Confiança na soberania divina. confiança. Famoso que Deus tá no leme, ou seja, a confiança que existe uma realidade mais profunda, benevolente, que vela por nós. Então, a fé mais profunda tem a ver com isso. E esse confiança numa fé mais profunda não é contrária à razão. Quando você avalia racionalmente o universo e vê a ordem do universo, quando você vê o sentido propósito das coisas e tudo mais, as coisas vão se integrando também. Guto, que entrevista fantástica, hein? Que material nós estamos passando para aqueles que estão nos acompanhando em diversos canais espíritas sobre a ciência, confirmando tudo aquilo que a gente sempre teve como postulados espíritas. Mas nós precisamos te aproveitar nos mais variados aspectos. Já falamos sobre fé, já falamos sobre mediunidade, sobre espiritualidade. Agora eu queria entrar na reencarnação. Nós temos diversos estudiosos no mundo. Poderia citar Remendran Banergi, Brian Wise, poderia citar eh Ian Stevenson com seus 20 casos sugestivos de reencarnação, Hernane Guimarães Andrade, para fazer um pano de fundo e te
tudiosos no mundo. Poderia citar Remendran Banergi, Brian Wise, poderia citar eh Ian Stevenson com seus 20 casos sugestivos de reencarnação, Hernane Guimarães Andrade, para fazer um pano de fundo e te perguntar: "Pode a ciência confirmar a reencarnação?" Então, primeira pergunta, a ciência hoje já caminha de uma forma mais pavimentada para esse resultado positivo da reencarnação? Então, o primeiro ponto eh importante é que a ciência ela tem que estar aberta e com rigor, tem que ter as duas coisas, né? havia, infelizmente, chamamos de cientificismo materialista, a ideia de já partir do pressuposto que só existe matéria, que eu, o que pensa, que sente, é um produto apenas da atividade elétrica e química do cérebro, morreu, acabou. E se é uma hipótese respeitável de uma hipótese fisicalista ou materialista, tá tudo certo, é uma hipótese. O que eu não posso é assumir essa hipótese como fato inquestionável e qualquer coisa fora disso seria antífico, pseudociência, etc e tal. Porque não está demonstrado cientificamente que o cérebro realmente gera consciência. Não está demonstrado isso. Esse é um problema em aberto. Chamamos de problema mente e cérebro. Como que o cérebro se realiza, se relaciona com a mente. Muito bem. E aí vários fenômenos tm que ser estudados. O fenômeno de pessoas que alegam memórias de vidas passadas também é algo que sempre existiu em todas as culturas. É mais uma vez uma experiência humana universal, sempre existiu. Eh, teve alguns relatos antes, inclusive o Gabriel Delane é um dos primeiros na história a fazer uma documentação um pouco mais científica do tema. Inclusive ele foi uma das inspirações do Ian Stevenson, que quem criou a pesquisa moderna em casos sugestivos de reencarnação. O Ian Stevens é um importante psiquiatra da Universidade da Virgínia nos Estados Unidos que dedicou mais de 50 anos a sua vida a esse tipo de pesquisa, criou o campo, né? Ele documentou mais de 2.000 casos pelo mundo de crianças que alegam memória de vidas passadas. E é claro que nestes ele
dedicou mais de 50 anos a sua vida a esse tipo de pesquisa, criou o campo, né? Ele documentou mais de 2.000 casos pelo mundo de crianças que alegam memória de vidas passadas. E é claro que nestes ele e outros pesquisadores depois, né, foram eh eh seguindo citou alguns deles e eh claro, tem que se pensar em várias hipóteses. Pode ser fraude, os pais querem ganhar algum lucro, alguma vantagem, a criança fica fantasiando coisas, ah, eu acho isso e pessoa, a criança começa a fantasiar, pode ser uma doença, pode ser várias coisas, né? E por outro lado, uma hipótese também plausível é que possa ser a própria uma, né, uma reencarnação efetivamente também. deve ser levado em consideração. E as pesquisas têm sido feitas, têm avançado, né? Eh, eh, o Ian Stevenson, ele eh eh faleceu há aproximadamente 20 anos. Inclusive, eu tive a honra de publicar a última entrevista, último artigo autobiográfico dele em vida ainda, metade de uma carreira na paranormalidade, quem quiser só procurar ali. Publicado da revista Psiquiatria Clínica da USP, metade de uma carreira na paranormalidade, a acessa gratuitamente. A história fantástica dele e hoje em dia há uma retomada de estudos lá no NUPs mesmo. A gente tem atualmente, inclusive um amigo, aluno de doutorado, Eric. O Eric está atualmente, não, está da Virgínia, nos Estados Unidos, no doutorado sanduíche, com o financiamento da FAPEMIG, do estado de Minas e Fundação Bial de Portugal para poder fazer o seu doutorado sanduíche nos casos de reencarnação. Ele fez um mestrado, inclusive o mestrado dele foi seguindo os casos que o Hernan Guimarães Andrade entrevistou quando criança e ele fez um follow-up, um seguimento até a vida adulta, 40 e poucos anos depois o que aconteceu com essas crianças lá na frente também. E agora nós começamos a investigar também agora eh adultos, inclusive a Sandra Marciel, psicóloga, que nós orientamos o doutorado, ela investigou também centenas de brasileiros adultos, que referem memória de vidas passadas e nós estamos
mbém agora eh adultos, inclusive a Sandra Marciel, psicóloga, que nós orientamos o doutorado, ela investigou também centenas de brasileiros adultos, que referem memória de vidas passadas e nós estamos explorando e tentando entender eh situações. Também teve o Lucan que estudou crianças noutorado também. Então, ah, e não só aqui, mas outros lugares estão fazendo essa investigação. Claro, ainda é um tema eh controverso, não há um consenso da literatura científica, mas um ponto importante é que a maioria das pessoas, na realidade, isso é um dado muito interessante, a maior parte das pessoas no ambiente espírita, no ambiente população geral e no ambiente científico desconhecem completamente essas pesquisas que existem atualmente, desconhecem completamente. Então o primeiro passo, talvez, é as pessoas começarem a conhecer até para darem uma opinião. Eu sou a favor, sou contra, eu concordo, eu discordo. Pessoas de modo tem opiniões pré concebidas, a um pré a favor ou contra, porque as pessoas não estudaram o fenômeno. Até para tentar essa lacuna, a gente publicou um livro, né, Ciência da Vida Após a morte, que tem esse objetivo, um livro curto de 100 páginas, que procura, olha o que que tem no mundo hoje de pesquisa sobre esse tema de mediunidade, experiente quase morte, reencarnação, você conhecer e quem quiser aprofundar tem 350 referências bibliográficas no final para quem quiser aprofundar. Então essa é a ideia e hoje em dia há um crescimento de interesse nesse tema. A gente acabou de editar agora uma revista de psiquiatria importante, The National Review of Psychiatry, eh, um número especial da revista com autores de várias partes do mundo sobre essas experiências espirituais sugestivas, indicativas de que a mente sobrevive e vai além do corpo físico. >> Só um registro, eu tenho o livro Ciência da Vida após a morte, que é do Dr. Alexander, nosso amigo espírita, neto de dona Sueli Caldauber, Humberto Schuber e da Dra. Mariana, um livro excelente, a leitura fácil e todo referenciado. Para
ncia da Vida após a morte, que é do Dr. Alexander, nosso amigo espírita, neto de dona Sueli Caldauber, Humberto Schuber e da Dra. Mariana, um livro excelente, a leitura fácil e todo referenciado. Para quem quiser se aprofundar no assunto, vale a pena a compra, vale a pena a leitura. E não estou fazendo propaganda, estou anunciando e compartilhando o que é bom. Eu me recordo de você ter me pedido algumas, se você tiver alguns casos de Equm aí pra gente fazer essas análises aqui na universidade, vai ser muito importante. Fico feliz com o resultado alcançado e queria dar uma mudada aqui no nosso repertório, sabe? Porque você tem uma vivência além de toda essa que a gente tá te explorando aqui, uma vivência com trabalho juvenil. E eu creio que esse assunto seja um ponto que a gente não pode deixar de perguntar você, de pedir a sua ajuda. Nós estamos vendo hoje um movimento juvenil de evasão da casa espírita, infelizmente, não é, Rafa? Que tem sua opinião sobre isso? O que que, como você vê esse universo? Você acha que a gente pode fazer algo nesse sentido? A doutrina espírita, já que nós estamos aqui no Congresso espírita, pode contribuir de que forma a as pesquisas podem chegar até a juventude, já que você lida tanto com pesquisas, com orientação de pesquisas. Fala um pouco para nós sobre isso, por favor, Alexandre. >> Perfeito. Alguns pontos são bem interessantes de perceber. Primeiro, há muitas vezes um equívoco de achar que o jovem não tem interesse por espiritualidade, o jovem eh só quer saber de oba há uma subestimação do jovem. Não posso puxar o estudo, levar informação mais relevante ou até mesmo uma postura ética mais firme, porque isso vai afastar o jovem. Há uma série de ideias nesse sentido e isso é completamente falso. Vou pegar alguns exemplos para dados. Eu gosto de dados, né, assim, dados. Tava conversando até com o Guto recente, hoje mesmo, né? Só para vocês terem uma ideia, primeiro, eh, por exemplo, qual o grupo etário, por exemplo, é mais contrário à
osto de dados, né, assim, dados. Tava conversando até com o Guto recente, hoje mesmo, né? Só para vocês terem uma ideia, primeiro, eh, por exemplo, qual o grupo etário, por exemplo, é mais contrário à legalização do aborto. Acabou de sair uma pesquisa agora no Brasil, né, no início de 2026. o grupo de jovens são mais contrários de ligação do aborto do que o pessoal mais velho. Um outro exemplo, né? Eh, mais ou menos, vocês sabiam que mais ou menos 1/3 dos jovens vão a um grupo religioso pelo menos uma vez por semana? Isso é mais frequente do que na balada. Aí no shopping center. Nós fizemos uma pesquisa com 260 crianças de sexto ano, nossa antiga quinta série, que meninos de 10 anos de idade em Juiz de Fora, de várias escolas. Colocamos 10 itens para eles analisarem e colocarem o que eles acham que é mais importante para eles. Tinha lá videogame, futebol, etc, etc. As crianças colocaram Deus em primeiro lugar. Nem os pais achavam que isso seria tão importante para eles. E mais, as crianças que tinham melhor conexão com Deus tinham chance de cinco a 10 vezes estar entre as crianças mais felizes do grupo. Então, mostra que existe uma sede espiritual na criança. E outra coisa completamente falsa, criança não quer, o jovem não quer comprometimento, etc. Na realidade, o jovem quer um negócio que dá gana. Tanto é que eles são cooptados por movimentos políticos radicais. A juventude hitlerista, a juventude pegando da direita e da esqu juventude maoísta, os jovens eram copptados e faziam aquilo. Eles têm que ser trazidos e canalizados de modo construtivo. E uma ideia equivocada que eu costumo colocar, eh, eu tenir um artigo, inclusive recente nosso agora sobre a nossa análise do censo 2022. Por senão a gente fez uma análise, quem quiser ver na TV NUPS nosso canal no YouTube tem lá uma uma live sobre a nossa análise do senso. É uma ideia equivocada dizendo que os jovens vão fugindo da religião. Se a gente olhar no senso, os espíritas, sim, o juventude espírita tá diminuindo,
lá uma uma live sobre a nossa análise do senso. É uma ideia equivocada dizendo que os jovens vão fugindo da religião. Se a gente olhar no senso, os espíritas, sim, o juventude espírita tá diminuindo, tá envelhecendo o espiritismo, não tá conseguindo repor. Tem vários fatores. Um deles, a própria fertilidade. Os jovem, os espíritas têm menos filhos, isso é uma outra questão. Mas a outra também de não de não repassar. você vê muito menor preocupação dos espíritas com a educação espírita dos seus filhos, de levar paraa evangelização, para mocidade e tudo mais. Cum brincar problema de filho de espírito tem livre arbítrio. Ele que decide como se os pais não tivessem responsabilidade. Você não deve perguntar pro seu filho se ele quer ir paraa escola. Por que que para ir pra evangelização você pergunta se ele deve ou não ir? Você que tá dizendo que que é importante ou não para ele, inclusive, não é verdade? Ah, tá chovendo hoje, não vou te levar. Tô cansado, não vou te levar. Você faz isso na escola? Não. Então por que que um ser Então, e aí os espíritos estão caindo, mas entre os evangélicos tá subindo. E ao contrário do que você imagina, nós sabemos, os evangelhos não são relaxados moralmente. Pelo contrário, tem uma clareza, uma firmeza muito maior e não tem vergonha de proclamar o que eles acreditam. Então isso eu acho que é um ponto importante. Então e também subestimar. Você acha que eu numo religioso, você vai ficar ali só fazendo joguinhos, brincadeiras, dinoguinho dinâmica tem muito mais legal fora das casas religiosas. O que ele tem para aprender que vai levar realmente a motivação é aprender o que ele só pode aprender ali. E quando você faz isso, isso aprende, mobiliza o jovem e ele quer participar. Agora, claro, também o jovem tem que ser trazido para participar das casas espíritas nos grupos religiosos, estimular que eles tomam, assumam atitudes de protagonismo, mas claro, sob supervisão também, também não é largar, porque eles precisam de orientação, eles
r das casas espíritas nos grupos religiosos, estimular que eles tomam, assumam atitudes de protagonismo, mas claro, sob supervisão também, também não é largar, porque eles precisam de orientação, eles são jovens. Então, integrar essas coisas, eu acho que são alguns dos aspectos fundamentais. >> Permita R, antes de passar para você, eh, na nossa época de mocidade, que não faz tanto tempo assim, né? Eu me lembro que a gente saí, eu comentei isso outro dia numa entrevista que também dei, nós saímos da mão cidade espírita na cidade de Valença. Você conheceu muito bem nosso grupo lá, éramos parceiros lá nas comerdes locais e nós saímos da nossa cidade, íamos paraa porta do centro e ali continuávamos conversando sobre o que tinha sido debatido lá dentro sobre André Luiz e referência daqui dali. saíamos depois caminhando paraa praça. E na praça era outra parada, parávamos na praça, conversáamos mais um pouco e dali às vezes a gente ia pra casa do Sávio Gil, o Dr. Sávio Gil, veterinário que nos deixou recentemente, na casa de Alexandre Vitorino, que você conheceu, Cláudio Vitorino, e íamos paraa casa de um ou de outro tomar café com bolo que as tias preparavam. Continuávamos falando de espiritismo e hoje em dia as pessoas querem motivação para o céu. Eu percebo muita reclamação de ah porque não tem data show, porque a aula é expositiva demais, no máximo uma rodinha, um debate. A doutrina espírita em si, ela já é um grande presente transformador, né? Para mim a vida foi um resgate. Eu encontrei a oportunidade de viver de fato quando percebi que tudo aquilo que eu imaginava subjetivamente era real. A vida após a morte, a possibilidade de voltar à vida, que os parentes que haviam partido, na verdade não estavam mortos em definitivo, que haveria um reencontro. Então, a consolação e todo o conceito que o espiritismo traz para o ser humano verdades, verdades comprovadas, como você já trouxe aqui uma série de de pesquisas e e graças a Deus pelo seu trabalho, eh, a doutrina espírita em si
conceito que o espiritismo traz para o ser humano verdades, verdades comprovadas, como você já trouxe aqui uma série de de pesquisas e e graças a Deus pelo seu trabalho, eh, a doutrina espírita em si já é esse grande presente, né? Você concorda com isso? >> Eu acho que é isso. Acho que é a confiar na mensagem que tem que ser passada, né? copiar na mensagem tem que ser passada, que é essa mensagem mais profunda, né, de uma espiritualidade profunda, né, de de uma visão abrangente da vida, da realidade que emolda o modo como você vê e como você vive e te ajuda a viver de modo mais equilibrado. >> Dr. Alexander, por acompanhar o seu trabalho, ver os seus vídeos e participar esporadicamente, agora pretendo de uma forma mais contínua, do CONUPS, que é o congresso do NUPS, que se realiza todos os anos no na cidade de Juiz de Fora, que fica o convite para vocês também. Eu me permito fazer uma pergunta que a minha é muito cara. Nós sabemos de trabalhos de grandes estudiosos no mundo, por exemplo, Harold Kennig, da Carolina do Norte, de Kenneth Pargment, que falam do coping religioso positivo. O que que é o coping? uma estratégia de enfrentamento, ou seja, valer-se da religião como um aspecto positivo no enfrentamento de doenças, no enfrentamento da crise pós pré-morte, na forma de viver uma vida mais leve, uma vida mais saudável. Você acha que a religião hoje de fato é esse mecanismo? Nos propicia esse coping para nós vivermos melhor? >> Muito bem. Eh, exatamente. Coping é uma palavra inglês que não tem uma tradução muito boa, mas é lidar com problemas, né? Todos nós lidamos com problemas de várias formas, né? Eh, eh, saudáveis e não saudáveis, né? E a religiosidade e espiritualidade sempre foi um modo muito importante das pessoas lidarem com problemas, né? e de um modo geral positivo, mas também negativo. E há inúmeras pesquisas a esse respeito. E vou dar uns exemplos de modo positivo e de modo negativo. Coping negativo, né? Eh, frente a um problema, eu fico de braço cruzado
itivo, mas também negativo. E há inúmeras pesquisas a esse respeito. E vou dar uns exemplos de modo positivo e de modo negativo. Coping negativo, né? Eh, frente a um problema, eu fico de braço cruzado porque Deus vai resolver o problema. Ou é meu karma da vida passada, é o meu obsessor. Eu não sei que lá eu fico de braço cruzado e é assim. Ah, meu filho, ele tem tal problema, mas é da vida passada, eu não posso fazer nada. ele traz isso e acabou. Esse é o coping negativo, passivo. Ou também eh um outro coping eh negativo também, a ideia de que eu resolvo tudo também. Eu tenho capacidade de resolver tudo qualquer eh o mundo tá à minha disposição. Eu modifico tudo que eu quiser do jeito que eu quero, tenho controle absoluto de tudo, o que também não é adequado. Outro exemplo também eh eh de cob a ideia de que Deus me abandonou, né? Deus me abandonou. e ele e e eu fiz algo tão errado que não tem mais salvação, eu tô perdido para sempre. Então, esses são alguns exemplos de coping negativo. Felizmente eles são menos frequentes do que o coping positivo. Estratégias de copo positivo que as pesquisas mostram que são frequentes e que funcionam. Primeiro, uma muito boa. Eu faço a minha parte, o resto na mão de Deus. Eu não tenho controle de tudo, mas também eu não vou delegar tudo. É um c em parceria. Eu faço tudo que eu posso. Eu buscai o reino de Deus e todo o resto vos é acrescentado. Segundo, a percepção que os problemas da vida t uma razão de ser benevolente, justa e que eu tenho os recursos para lhe dar. A ideia é que Deus dá o frio conforme o cobertor. Aprendo a lidar com isso. Outras estratégias de corpo e impositivo. Eu vou tentar encontrar o sentido, um propósito, uma lição na dificuldade que eu tenho. Eu vou buscar orar, ler ou conversar com pessoas que eu confio para refletir e obter inspiração para lidar melhor com esses problemas. Eu vou me envolver num trabalho voluntário para ajudar outras pessoas a poder parar de remoer só o meu próprio problema. É, são algumas
fletir e obter inspiração para lidar melhor com esses problemas. Eu vou me envolver num trabalho voluntário para ajudar outras pessoas a poder parar de remoer só o meu próprio problema. É, são algumas exemplos de estratégias de coping positivo. >> Muito bom. É, a gente tá quase terminando nossa entrevista. Infelizmente esse papo seguiria até o final do nosso encontro aqui no nosso congresso em Campinas. Mas eu queria também que você falasse para nós, Alex, sobre essa realidade das famílias brasileiras, né? talvez você tenha orientado alguma pesquisa nesse sentido, possa trazer alguma contribuição para nós, porque os jovens, eh, volto na questão da juventude, estão muito envolvidos, pelo menos a mídia estampa muito isso. A gente falava também sobre o que a mídia propaga e a realidade, né, essa dicotomia do jovem se relacionar com a família e do jovem viver com as telas. Como é que isso tem sido um problema? Se é que tem sido um problema mesmo eh dentro do seio familiar, Alex, >> isso. Muito cuidado mesmo com essas visões que às vezes se passa como se o jovem fosse isso ou aquilo. Como eu falei, ah, o jovem não se interessa por religião, não é verdade. Outro exemplo, né? O jovem, por exemplo, vai na a favor do aborto, não é verdade? Outro exemplo, vocês sabem, chutem aí quantos por centos da, não só de jovem, da população brasileira tomou uma gota de álcool no último ano? Quantos por cento vocês acham? A última pesquisa do Lenad 3, uma pesquisa nacional de alta importância, mais de 60% da população, dois em cada três pessoas não tomaram nada de álcool no último ano. Mas não é isso a impressão que a gente tem. >> Me desculpa o recorte, mas a mídia tem divulgado isso na televisão, nos canais comuns abertos, como uma forma assustadora. Os jovens estão diminuindo o o o consumo alcoólico como se de uma forma assim não estavam comemorando a notícia, né? Estavam escandalizados com >> escandalizados. Exatamente, né? Então esse são são uma série de dados. Então muito cuidado com essas visões que são
uma forma assim não estavam comemorando a notícia, né? Estavam escandalizados com >> escandalizados. Exatamente, né? Então esse são são uma série de dados. Então muito cuidado com essas visões que são colocadas e do mesmo de modo e o que é o problema é um argumento pros educadores e os pais desistirem do jovem. Ah, é assim mesmo. Você julgou a toalha? Como assim julgou a toalha? Como assim? Claro que não. Eu vou lutar até o último minuto para poder fazer o que tem que ser feito, né? E os pais tá acontecendo muito isso, acho na questão da família hoje em dia. Eu até brinquei aqui antes, problema de jovens espem livre arbítrio, né? Esse problema os pais estão se desresponsabilizando do seu papel de educador. Acho que isso é profundamente grave. É claro que a gente vai ouvir os filhos e tentar atender na medida do razoável algumas coisas que eles querem. Mas a decisão, eu brinco, o casa, não é democrático. Quem decide é o pai e a mãe. A gente vai ouvir. Mas quem tem a responsabilidade, quem é o capitão do navio é o pai e a mãe. Mas daí isso dá trabalho. E tem um monte de teorias que tomar muito cuidado com teorias que parecem muito bonitinhos, mas que no fundo só reforçam nossa, né, nosso desejo de soltar a mão. Professor também não deixa ali meio solto que isso é bom para eles. É bom para eles ou é bom para mim. Então, muito cuidado com isso. Os pais estão abidicando do seu da sua responsabilidade de orientação dos filhos e de colocar o limite. Isso aqui não pode. Simples assim. Tem explica e coloca o limite. Isso é fundamental. Com as telas, a mesma coisa. Por exemplo, o filho, a gente vê isso todo dia, né? Ah, eh, ele tá dormindo, ele não acorda e vai pra escola. Por quê? Ele dorme 2 da manhã. Mas por quê? Porque ele tá no celular. Mas como é que ele tá no celular? Eu falo para ele desligar e ele não desliga. >> Quem deu o celular n? >> Aí você fala: "Meu Deus do céu, quem que manda na casa?" Melhor nem perguntar. Deve ser o pet. Muitas vezes acaba sendo o pet. E é verdade, acontece, tem pet
e não desliga. >> Quem deu o celular n? >> Aí você fala: "Meu Deus do céu, quem que manda na casa?" Melhor nem perguntar. Deve ser o pet. Muitas vezes acaba sendo o pet. E é verdade, acontece, tem pet vezes que manda mais na casa do que o dono. Não é piada, não. Vocês sabem disso. >> É, os países mais desenvolvidos já proibiram o uso celular uma certa. E aí o Brasil tá esperando uma uma lei para regulamentar isso. >> Não, os pais é e mas os pais não tm coragem de falar, filho, você não vai usar lá na escola. Não, a lei falou que não pode >> guarda isso, filho. >> Quer dizer, não, ou seja, eh, e não adianta, ah, mas eu falo e ele não obedece. Quem deu o celular para ele? Tira. Mas aí vai reclamar. É óbvio que ele vai reclamar, mas ele precisa saber a consequência. Tô falando isso porque aconteceu isso com os meus filhos, né? A gente teve embates, é natural, gente, acontece. Então os os pais estão abrindo mão do seu papel educacional, né, da sua responsabilidade. Muitas vezes o Ah, ele então não acorda de manhã porque tá no celular. Quem tá dentro do celular ou então fica julgando até tarde. Quem que decide que horas que desliga o o computador? Ah, eu chamo eles virem almoçar e ele não quer, ele fica trancado no quarto. Tem que ter com as regras básicas na casa. Inclusive tem pesquisas de Harvard que uma família que almoça pelo menos uma vez, tem uma refeição por dia, os filhos têm menos depressão, menos uso de drogas. Estudo mostrando isso, com 4000 jovens mostrando isso. >> Pois é que na nossa infância os pais faziam questão, né, de pelo menos no domingo a macarronada de domingo nós vamos comer todo mundo junto na mesa. Família. >> Isso. Regras básicas da casa, ó, gente. Quando tá em casa, todo mundo faz refeição junto, não tem celular na mesa e não tem conversa. você explica e tá resolvido. >> E como as crianças estão carentes de limites, né? >> Limite e afeto. É exatamente isso. As duas coisas, as pessoas estão, tem uma outra pesquisa muito boa também que eh que avalia o os pais eh que dão tem
mo as crianças estão carentes de limites, né? >> Limite e afeto. É exatamente isso. As duas coisas, as pessoas estão, tem uma outra pesquisa muito boa também que eh que avalia o os pais eh que dão tem medida, o pai, os bons pais tem que ter afeto e disciplina, tem que ter as duas coisas. E aí o pai que que não dá nenhum dos dois são os pais negligentes, não dá nem afeto, nem disciplina. O pai que dá só disciplina é o pai autoritário. O pai que dá só afeto é o pai permissivo. E o pai que dá os dois em inglês eles chamam de autoritativo. Não sei se tem uma boa palavra em português, mas é os pais que fazem a conduta adequada. E tem estudos mostrando exatamente o que é óbvio, né? O pior de todos é o pai que não dá nada. No meio tá o quem dá só um. E o melhor de tudo em termos de depressão, de qualidade de vida, de bem-estar, de uso, de drogas, tudo que vocês quiserem é o pai que das duas coisas. Então o nosso papel, o filho tem que saber que ele é amado e justamente porque você o ama, você vai colocar limite, você vai direcioná-lo enquanto ele está sob a sua responsabilidade. Para finalizar, eu vou contar uma história que jamais eu esqueci. o José Passini, que foi um ex-reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora, um espírita muito famoso. Eu assisti uma palestra que eu tava na adolescência, ele foi em Três Rios, que na minha cidade fazer uma palestra e ele falou da importância da evangelização espírita. Ele falou o seguinte de que uma vez o filho dele tava querendo ir numa festa de uma HiFi na época que chama HFI. Você lembra disso? Eu ouvi dizer, eu não me lembro bem. [risadas] Ele queria ir no Hi-Fi e a mãe falou, sabia que ali o negócio era meio barra pesada onde ele ia e a mãe não queria o menino insistindo. Só eu que não vou, que não vou. A mãe de todo mundo, aqueles papo de jovem sempre, né? E a mãe que falou assim: "Ah, vai falar com teu pai". Aí ela chega pro passine, né? O menino reclamando tal, tal. O menino chega, o pai chega pro passino, chega pro filho e fala assim: "Meu filho, você
a mãe que falou assim: "Ah, vai falar com teu pai". Aí ela chega pro passine, né? O menino reclamando tal, tal. O menino chega, o pai chega pro passino, chega pro filho e fala assim: "Meu filho, você acredita em reencarnação?" "Ô menino?" "Claro, pai." Mas tipo assim, o que que tem a ver isso, né? falou o seguinte: "Antes de você nascer, você sabia que você ia passar por um período em que você não ia ter condições plenas de decidir sobre você. Você escolheu duas pessoas que iam te guiar neste período até você ter a condição plena, eu e sua mãe. Então tu estão falando que não, eu não sei que [risadas] >> exa incrível, >> né? Então assim, eu acho que é isso, né? As pessoas precisam e acho que todos nós, né? Precisamos assumir mais as nossas responsabilidades, né, essas nossas tarefas, tratar as pessoas também com mais maturidade e caminharmos juntos nessa luta. >> Você sabe, Rafa, o Passine tem muitas histórias, né? E nós uma vez numa roda de conversa com Passini, alguém perguntou na plateia, eu tava na na tribuna lá no CR coordenando aquela roda de debates. Se aí perguntaram ao Passine: "Ah, mas táem, a minha carta tá em muito conflito, os meninos não obedecem, os pais não obedecem". Minha esposa Pat que tá ali nos assistindo, deve se lembrar disso aí. E o Parcino falou assim: "Olha, lá em casa também a gente tem problema, mas nós fazemos lá em casa o evangelho no lar". Vocês fazem? Ah, fazemos. Então, a gente faz o evangelho no lar. Toda, toda semana tem um dia que a gente faz o culto. Agora, quando a gente tá com problema familiar, a gente faz o cultão e todo dia tem um cultinho, porque aí a gente vai preservando o evangelho, vivenciando as informações doutrinárias diariamente, né? E eu achei aquele incrível dizer em poucas palavras e todo mundo riu muito daquela daquela proposta do passe. Nós estamos afastados de Deus, é chama Jesus pro convívioar e os conflitos vão desaparecendo. Então ele deu a receita, o cultão no sábado, todo dia da semana um cultinho que aí a gente vai chamando
e. Nós estamos afastados de Deus, é chama Jesus pro convívioar e os conflitos vão desaparecendo. Então ele deu a receita, o cultão no sábado, todo dia da semana um cultinho que aí a gente vai chamando Jesus para ocupar o lar junto com a gente e as respostas vão vão germando dentro do lar, né? >> É isso aí. O papo tá bom demais, mas tudo que é bom tem hora para acabar. Eu quero fazer dois recortes. O primeiro deles, essa fala final sua, que foi emocionante, limite e afeto. Porque quando o pai só dá limite, ele fica autoritário. Quando o pai só dá afeto, ele fica permissivo. Quando não dá os dois, ele fica negligente. Então, que a gente saiba dar os dois concomitantemente, o limite e o afeto. E outro recorte, o espiritismo, a mediunidade, a espiritualidade é sim assunto de ciência. Nós precisamos. E o Dr. Alexander demonstrou que isso pode e deve ser pesquisado. Dr. Alexander, nós te agradecemos. Contamos com personalidades como a sua que a gente tenha cada vez mais o espiritismo sendo levado pra universidade, levado pros fóruns de debate, porque a nossa doutrina ela é consoladora, mas ela também tem o grande cabedal de contribuir para o progresso da humanidade. Nós temos aí 20 canais espíritas nos ouvindo. trace as suas considerações finais falando aos espíritas, o que vier ao seu coração. >> É, eu acho que é um convite, né? A, eu gosto de usar essa expressão de Jesus para Pedro. Eh, eu uso isso na coberge todo ano. Eh, quando o Pedro tava pescando, pescando a noite pescando e não conseguia pescar nada, não, não conseguia pescar nada. E Jesus quando chega fala com ele: "Lança-te por águas mais profundas, lança-te ao fundo". A gente fica naquele reme, reme, naquela superficialidade. É, precis precisamos mergulhar por águas mais profundas da nossa vida, da nossa espiritualidade, de conhecer, de vivenciar e não ficar apenas naquela superfície. Fica esse convite pra gente fazer aquele mergulho por águas mais profundas. Gratidão, Alexander. Muito obrigado. Alegria estar compartilhando com você,
vivenciar e não ficar apenas naquela superfície. Fica esse convite pra gente fazer aquele mergulho por águas mais profundas. Gratidão, Alexander. Muito obrigado. Alegria estar compartilhando com você, não só dessa entrevista, mas dessa encarnação, desse momento reencarnatório em que a gente pode ver um colega de infância levando com tanta seriedade o trabalho na academia, na casa espírita, naerge, que é a confraternização de mocidades espíritas do estado do Rio de Janeiro, que reúne mais ou menos 3.000 1 jovens durante o carnaval em muito esse ano em 16 polos diferentes. É muito bom estar com você aqui, tantos esclarecimentos, tanta luz. Obrigado, Rafa, por partilhar comigo desse momento de entrevista e agradecemos também a você, internauta, que esteve conosco nessa tarde de entrevistas aqui com Alexander. Muito obrigado por estar conectado aqui em Campinas no Conecta Espiritismo 2026. Até a próxima.
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