Perdão Sempre| Roda de Conversa

Mansão do Caminho 31/08/2025 (há 7 meses) 1:50:24 2,084 visualizações

📍 72ª Semana Espírita de Vitória da Conquista – Tema central: Justiça Divina Nesta roda de conversa, os expositores Elaine Kapp, Eulália Bueno, Max Lânio, Marina Alves e Alessando Viana refletem sobre o perdão como lei de amor e condição indispensável para a paz interior, ressaltando sua importância na vivência do Evangelho e na justiça divina. 📅 29/08 a 07/09/2025 📍 Centro de Convenções Divaldo Franco – Vitória da Conquista, Bahia #SemanaEspírita #JustiçaDivina #Espiritismo #RodaDeConversa #PerdãoSempre #Perdão #TVMansãoDoCaminho #VitóriaDaConquista #DoutrinaEspírita *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

Boa tarde, queridos amigos. Que seja uma tarde de muitas bênçãos para todos nós que estamos aqui presentes nesse espaço tão lindo, preparado com tanto amor para nos acolher, para que a gente sinta o amparo da espiritualidade ainda muito mais perto. E também acolhendo todos os nossos amigos que acompanham virtualmente esse momento, certamente o tema alcançará nossos corações. Todos nós precisamos falar, compreender e sobretudo o esforço constante por viver o perdão sempre. Ontem nós falamos sobre culpa. A culpa que sinaliza nossos equívocos, nossa conduta e que é tão importante para que nós possamos reconduzir os nossos passos. Então, falamos também sobre arrependimento na roda de conversa da manhã, que abre portas para a reparação. A reparação que corrige, que faz com que caminhemos de uma forma mais assertiva paraa nossa destinação, que é o amor. E nós chegamos hoje ao perdão. O perdão que dilui o mal, que traz para nossa vida a paz, que nos permite dormir em paz, retornar em paz. O perdão é um ato íntimo. Ontem nós mencionamos a imagem aqui na tela, não é? Ele nos movimenta tanto em nosso coração quanto em nossa mente. Há um exercício muito grande para que nós aprendamos a perdoar, sejamos capazes de perdoar. E é tão interessante que nós falávamos sobre a etimologia das palavras. Elas já nos dizem tanto, né? E hoje eu vou usar a composição das palavras. Perdão em todas as línguas. Ele tem na composição dar ou soltar. E aí a gente vai entender que ele está falando de dar ou doar-se completamente, de soltar aquilo que pesa em nosso coração, de abrir mão. Abrir mão do quê? do ressentimento, do desejo de vingança, da mágoa, do peso. E a gente tem algumas metáforas que são tão ilustrativas do perdão que eu resolvi trazer aqui para nós nesse sentido de abrir mão. Existe uma metáfora no budismo que traz o ressentimento, a mágoa como se fosse uma pedra muito quente, que a gente fica segurando na mão, acreditando que nós vamos ferir o outro, mas ela nos queima incessantemente.

áfora no budismo que traz o ressentimento, a mágoa como se fosse uma pedra muito quente, que a gente fica segurando na mão, acreditando que nós vamos ferir o outro, mas ela nos queima incessantemente. Para perdoar é necessário abrir mão, soltar essa pedra quente. Alguns povos indígenas utilizam por simbolismo largar no leito do rio uma pedra, uma folha, um galho, levando aquele ressentimento embora, abrindo mão do desejo de vingança. Quando nós lembramos das cerejeiras no Japão, a flor da cerejeira, assim como ela chega tão linda, ela vai se embora rapidinho, mostrando a impermanência. E aí a gente pensa que a vida é tão curta para nós ficarmos presos a mágoas, a dores tamanhas, então é necessário abrir mão. No cristianismo, aprendemos com Jesus a oferecer a outra face, a abrir mão do desejo de vingança. Jesus nos apresenta a misericórdia, o amor. E nós não podemos falar de perdão sempre sem recordarmos Pedro questionando a Jesus em Mateus 18: quantas vezes eu devo perdoar a meu irmão quando ele me ofende? Será até sete? Diz ele, "E Jesus, eu não te digo até sete, mas até 70 vezes, sete vezes." E a gente fica com esse simbolismo. De onde vem esses 70 vezes, sete vezes, a que ambos estão se referindo. E quando nós vamos lá em a Gênese, nós vamos entender quando Caimou seuão, irmão Abel por ciúmes e foi condenado a vagar, ele tinha medo de que fosse objeto de vingança. Então ele ouviu de Deus que se alguém atentasse contra Caim, este alguém sofreria sete vezes o que Caim estava sofrendo. Acontece que Caim teve filhos e teve netos e teve bisnetos. Um deles Lamec. E Lamec, certa vez contando para suas duas esposas que havia matado um homem e um jovem, ele disse: "Se Caim, né, foi perdoado sete vezes, eu perdoado não será vingado sete vezes, eu serei 70 vezes sete vezes." Então nós vamos observando um crescente de violência. Jesus aproveita essa experiência para nos quebrar este ciclo e nos trazer a misericórdia, o perdão. Sim, precisamos fazer mais, sempre mais, e na medida em que

os observando um crescente de violência. Jesus aproveita essa experiência para nos quebrar este ciclo e nos trazer a misericórdia, o perdão. Sim, precisamos fazer mais, sempre mais, e na medida em que evoluímos, maior responsabilidade de aprendermos o exercício do amor, o verdadeiro perdão. Por isso, queridos amigos, para iniciarmos esse momento de roda de conversas e nos conectarmos ainda mais à temática, eu convido vocês a uma reflexão na trajetória de vida individual de cada um. Eu gostaria que vocês pudessem olhar para dentro de vocês. Quanta gratidão pelo que nós já temos vivido. Talvez você encontre dentro do teu coração algo que ainda pesa. E é bom que nós façamos esse movimento de autoencontro, de autoanálise, enquanto estamos aqui na jornada. Se você identificou esse peso que pode ser relacionado a si mesmo ou pode ser relacionado a um irmão, eu peço que nesse instante você o visualize como se fosse uma pedra na tua mão. Está em tuas mãos este problema. Agora gostaria que você analisasse quantas vezes nós, sem percebermos, estamos carregando um peso em nossas mãos, acreditando que ele precisa estar ali para nos defender de algo que possa acontecer, de sofrer novamente. Pois é, mas talvez um dia e esse dia pode ser aqui agora, você ouve uma voz serena, que chega a tua alma e que te pergunta: "Meu irmão, minha irmã, por que você ainda está segurando essa pedra? A voz chega tão profundamente que você já desejaria largar a pedra, mas ela continua ali. E você responde: "Eu já fui tão machucado que eu preciso estar pronto para me defender." Mas essa voz agora não é só voz, ela é presença que alcança a tua vida, o teu coração. E essa presença te diz: "Meu irmão, minha irmã, você ainda não percebeu que essa pedra está te impedindo de prosseguir?" imediatamente você começa a abrir a tua mão. Nós esperamos que a roda de conversa de hoje possa trazer luzes, orientações que te ajudem a soltar qualquer mágoa, qualquer ressentimento, qualquer inquietude que possa estar

omeça a abrir a tua mão. Nós esperamos que a roda de conversa de hoje possa trazer luzes, orientações que te ajudem a soltar qualquer mágoa, qualquer ressentimento, qualquer inquietude que possa estar presente na tua vida. Que nós possamos entender que nós não estamos perdendo quando perdoamos, quando largamos. Nós estamos abrindo espaço para que o amor se expresse e utilize nossas mãos como instrumento no meio onde nos encontramos. Começamos essa roda de conversa agora com o nosso irmão Alessandro. Eu gostaria que o Alessandro fizesse uma abordagem inicial sobre o perdão e que também nos falasse sobre essa questão sempre tão presente em nossa vida. Será que eu consigo esquecer o que me aconteceu? Perdão é esquecimento. >> Boa tarde a todos. É uma alegria imensa poder compartilhar desse espaço com todos vocês, com esta equipe qualificada aqui ao meu lado. Quando a Ilane vinha trazendo a passagem evangélica que envolve a figura de Simão Pedro. E muitas vezes quando nós vamos consultar o evangelho, é muito difícil definir a linha cronológica dos fatos, porque nem sempre os evangelistas, as traduções conseguiram manter a cronologia exata das ocorrências, o que em nenhum momento tira a grandeza das lições morais do Cristo que ali estão estampadas. Mas alguns espíritos nos ajudam a entender este contexto de muitos ensinos do Cristo. Amélia Rodrigues, a nobre benfeitora, é uma destas que tem nos ajudado às vezes a decifrar estas questões dos contextos das passagens do Evangelho. Essa pergunta que Simão Pedro fez a Jesus a respeito do perdão, teve um fato antecedente que justificou esse diálogo. Na perspectiva de Amélia Rodriguez, ela narra que o episódio que antecedeu foi aquele episódio conhecido de Nazaré, porque Jesus esteve com os discípulos em Nazaré, voltando à sua terra natal, não de nascimento, mas onde passou a sua primeira infância. E quando ele fez esta visita com os discípulos e ali adentrou o templo religioso local, apresentando-se em algum momento como Messias, houve um grande alvoroço.

as onde passou a sua primeira infância. E quando ele fez esta visita com os discípulos e ali adentrou o templo religioso local, apresentando-se em algum momento como Messias, houve um grande alvoroço. Não é este o filho do carpinteiro? Quem é este que se apresenta como o Messias, o Salvador? E o clima dentro do templo religioso se alterou. Foi um dos momentos de extrema violência, porque aqueles que lá estavam, ainda fanatizados pelos textos da lei mosaica, quiseram e tiveram o ímpeto de pegar Jesus para jogá-lo do alto da montanha. Houve este movimento. Os discípulos que ali estavam, inclusive Simão Pedro, naturalmente que se exaltaram com a situação. Tentaram defender Jesus, mas o Mestre, a sua defesa era o amor, a paz e o perdão. Mesmo levando-o na proximidade do topo da montanha, narra a nobre benfeitora que ele foi capaz de se desvincilhar daquela agressividade, daquela violência, simplesmente com o seu olhar e com o seu magnetismo. O magnetismo do Cristo exalava perdão, exalava amor. E ali, sem que os agressores conseguissem entender diante daquele magnetismo, foram pouco a pouco desarmando-se. Chegaram a pegar Jesus pela roupa, foram soltando sem entender aquele campo vibratório. Jesus dali saiu com os discípulos, libertando-se daquela cena de agressividade, sem precisar devolver o mal com o mal, a violência com a violência. Quando retornaram e tiveram a oportunidade do diálogo, Simão Pedro chega a Jesus narrando o fato de Nazaré, dizendo: "Mestre, que situação! Xingaram-te de príncipe das trevas, príncipe dos demônios, tentaram te jogar, mas nós te defendemos, nós também xingamos, nós também nos exaltamos." E ali nesse contexto, nesse diálogo deste fato precedente, é que Jesus propõe a ele então esta grande lição, a grande libertação, que é o perdão. Daí Simão Pedro indaga a ele quantas vezes devo perdoar o meu próximo. Então, são essas lições inesquecíveis que os nobres benfeitores resgatam, a fim de que possamos introjetar o significado espiritual, o significado em termos de

uantas vezes devo perdoar o meu próximo. Então, são essas lições inesquecíveis que os nobres benfeitores resgatam, a fim de que possamos introjetar o significado espiritual, o significado em termos de saúde integral, de saúde emocional, que o perdão representa. Só que, como a Elane bem propôs, a ideia de perdão veio muitas vezes eh amarrada com a questão do esquecimento. Esquecimento é da memória, perdão é do sentimento. São coisas distintas. As coisas que nos aconteceram que nós não conseguimos esquecer está na memória. A mãe que tem um filho assassinado, como é que ela vai esquecer o episódio? Uma traição, um fato grave, uma calúnia desafiadora está gravada em nossa memória física. Alguns já ouvi chegam até a dizer que para esquecer somente com Alzheimer. E eu diria nem o Alzheimer resolveria o problema do perdão. Porque ainda que eu bloquee a memória física do cérebro físico, se eu não fui capaz de perdoar e diluir aquilo, ficará na memória espiritual e eu terei que cedo ou tarde dar conta disso. Então, há algo maravilhoso que o Espiritismo vem nos ensinando, que Edivaldo Franco, citando Joana deângeles, vem fazendo palestras sobre o perdão. E eu tive a oportunidade, pela primeira vez quando ouvado e entender que de fato o perdão nada tem a ver com o esquecimento. A medida que eu for dando menos valor à ofensa, à agressão e que eu for terapêutica e espiritualmente trabalhando com essas questões dentro de mim, naturalmente que a cena, o fato, vai perdendo o seu vigor e pouco a pouco, sem pressa, vai diluindo-se, mas esquecimento não há. Então, o grande convite do Evangelho que o Espiritismo revive na questão 886 de O livro dos Espíritos, a caridade, segundo Jesus a entendia, e ali, além da benevolência e da indulgência está o perdão. É este passo a passo que nós vamos aprendendo com Kardec Evangelho Segundo o Espiritismo, com estes nobres espíritos que a partir da ofensa, da agressão, da atitude do outro, como devo proceder? Então nós vamos percebendo que nada tem

aprendendo com Kardec Evangelho Segundo o Espiritismo, com estes nobres espíritos que a partir da ofensa, da agressão, da atitude do outro, como devo proceder? Então nós vamos percebendo que nada tem a ver com esquecimento, porque se entendermos que perdão é esquecimento, ficaria para nós uma tarefa impossível que nós muitas vezes vamos relegando ao tempo e nunca vamos ser capazes eh de tratá-la. Ao entender que perdão tem a ver com o sentimento, a forma como nós vamos cuidar daquilo dentro de nós, vamos usar esses recursos terapêuticos que foi trazido aqui no início, a oração, o estudo do evangelho e da doutrina. Aí nós vamos entendendo que perdão é não devolver a ofensa. A pessoa nos mostrou a face do mal, nós mostramos a face do bem. Vamos respeitando o nível de evolução que o outro está. Naquele momento, ele não poderia ofertar nada de diferente. Deixamos o problema da agressão com o agressor e nós não nos permitimos revidá-la e seguimos vivendo bem. A partir dessas premissas, nós teremos condições daí sim terapêutica e espiritualmente ir trabalhando dentro de nós aquela cena, a situação, o fato, o episódio, a fim de que pouco a pouco possamos ir nos libertando, como foi dito, dessa deste desse fogo em brasa em nossos corações, em nossas almas. Então, neste primeiro momento, nós já descartamos perdão como esquecimento, mas perdão como ação do sentimento, que às vezes vai demandar tempo, mas é o caminho para que possamos estabelecer a felicidade e a saúde integral. >> Muito obrigada, Alessandro. Algumas vezes nós lemos, né, que o perdão é esquecimento e que isso seria próprio grandes almas. Eu gostaria que o Max explicasse para nós dentro daquilo que o Alessandro nos trouxe, porque a gente fica imaginando, não é? Muitas vezes eu, mãe, e a os meus filhos, quantas situações nós temos experimentado que não me atingiram dentro do que eles fizeram eu sendo mãe. E hoje, com mais maturidade, eu também cobro mais deles, preciso me dar uma resposta diferente. Então, quando nós lemos na literatura,

ado que não me atingiram dentro do que eles fizeram eu sendo mãe. E hoje, com mais maturidade, eu também cobro mais deles, preciso me dar uma resposta diferente. Então, quando nós lemos na literatura, inclusive espírita, sobre o esquecimento, qual deve ser o nosso entendimento, Max? Então, como o Alessandro nos explicou muito bem, nós temos um processo evolutivo que vai demarcando fronteiras em nossas almas. Nós vivemos um mundo de expiações e provas com um degradê mais pro lado primitivo e um degradê mais pro lado de regeneração. E nesse contexto de humanidade que habita este planeta em ambos os planos, nós temos vários tipos de almas com várias maturidades. Com qual alma nós estamos lidando? Se nós pegarmos o topo, tem quem nem se ofenda, porque já não traz na sua matriz qualquer caminho que permita ressonância como agressor. Certa ocasião, contam-nos os biógrafos de Mahatmand, como ela disse, uma grande alma, e que ele teria sido agredido de um por uma pessoa. Havia o problema entre a Índia e o Paquistão naquela época e Mahatman, de indiano e um paquistanês teria e agredido. E o agressão que para quem estava perto era extremamente grossa, forte e inevitável pedir a resposta. Um repórter que estava ao lado, segundo conto biógrafo, perguntou: "Maratma, você não vai fazer nada?" "Não, não vou fazer nada." "Mas e mas ele te agrediu, você não tá ofendido?" Não, eu não tô me fez nada, não me agrediu, não tô ofendido. Então, quer dizer, ele nem sentiu o que o outro fez. Então, como Alessandro bem explicou, perdão é do campo do sentimento, não é do campo da razão. A gente pode conversar sobre a razão aqui do perdão, explicar que não faz sentido perdoar, porque você, por exemplo, vamos pegar reuniões mediúnicas, a gente encontra nas reuniões mediúnicas, quem participa sabe disso, criaturas que chegam com uma situação de séculos, gente. Nós estamos falando em séculos que carregam uma situação íntima extremamente ruim de não perdoar, buscando o seu o seu suposto ofensor para buscar aquilo que

chegam com uma situação de séculos, gente. Nós estamos falando em séculos que carregam uma situação íntima extremamente ruim de não perdoar, buscando o seu o seu suposto ofensor para buscar aquilo que se chama vingança. E quando nós vamos conversando com ele no diálogo, que geralmente são breves, nós usamos o raciocínio da razão. Mas pensa, se hoje você perdoa, nós interrompemos um ciclo, porque se você não perdoar, amanhã ele estará na sua posição e será ele que vai te atacar, que vai te buscar num processo obsessivo. Mas ainda assim você percebe que ele compreende, mas não sente. Que que nós fazemos nessa hora? Nós usamos o recurso do sentimento nessas nesses diálogos. Geralmente os benfeitores que estão ali conosco nos permitem a presença de uma criatura que ele ama demais e que está afastada da vida dele. Não porque ela optou por afastar. E quando você fecha no seu mundo, o que está ao seu redor não é percebido. E alguém que carrega o ódio, alguém que carrega o ressentimento, desejo incontido de vingança, se fecha no mundo, isola-se. É uma pessoa completamente enquistada em si mesma. na pior situação que pode ser, que está envenenada pelo próprio ódio. E quando aproxima no diálogo de uma dialogador que está com acessibilidade própria, toca num ponto que possivelmente vem sempre pela inspiração, mas você tá vendo aqui na tela quem são essas pessoas. Aí você já começa a ver a face do médium. Geralmente quando o médium repete isso, já mudando, porque ele consegue ver um afeto muito caro, muito caro, uma alma caríssima para ele, como por exemplo no livro de hoje de manhã que nós falamos de um taciano para um quintos varro, uma alma caríssima que ele há tempos não tem acesso, não vê. E quando essa pessoa aparece na imagem, aquele enquistado, aquele isolado, insulado em si mesmo, começa a voltar para aquele passado que ele era feliz. E aí nós começamos a perguntar para ele, num diáo, é o que se acontece normalmente, por que você não encontra com a sua alma querida?

m si mesmo, começa a voltar para aquele passado que ele era feliz. E aí nós começamos a perguntar para ele, num diáo, é o que se acontece normalmente, por que você não encontra com a sua alma querida? Ah, porque eu não mais a vejo, mas ela está sempre ao seu lado, por que que você não a vê? Ele começa a refletir pouco a pouco, mas a reflexão nasce do sentimento fazendo ele perceber que ele estava isolado por opção. E quando ele quebra esse isolamento pouco a pouco, a coisa mais linda que eu acho numa reunião mediúnica é quando esse fato acontece, que a gente já trabalha com reunião mediúnica há 20 anos e é cada caso é um caso particular, mas os resultados quando acontece isso é é de uma alegria no coração da gente, porque a gente sabe que alguém que estava isolado do mundo, preso em si mesmo, naquele momento se libertou porque vê uma mãe, vê um filho, vê uma filha, vê uma pessoa muito caríssima. E a gente vê aquela mãe, aquele filho, aquela filha carregando aquele espírito nos braços, sendo levado dali, interrompendo um ciclo longinco de agressão que ele carregava em si. Então nós temos extremos, pessoas que já compreendem com a maturidade da sensibilidade e pessoas que ainda não conseguem nem sair de si mesmo. Entre os dois tem um mundo de de potidades que nós conseguimos já usar a razão junto com o sentimento, trabalhando juntas. Então, por exemplo, o espiritismo, que nada mais é do que o evangelho revivido, ou na linguagem de Emmanuel e de vivo. Então, nós temos o espiritismo nos ensinando pela lógica, pela razão, que não faz sentido não perdoar. É tolice, é falta de inteligência, com todo respeito, quando a pessoa se fecha nesse raciocínio, porque ele consegue enxergar os prós e os contras da sua permanência. naquele ambiente de querer devolver a ofensa, de se ressentir todo o tempo naquilo que sofreu. E não importa o que sofreu, não importa. Pode ser uma coisa mínima para um, mas para outro pode ser uma coisa máxima. Depende da maturidade de cada um o causado como sofrimento.

po naquilo que sofreu. E não importa o que sofreu, não importa. Pode ser uma coisa mínima para um, mas para outro pode ser uma coisa máxima. Depende da maturidade de cada um o causado como sofrimento. Mas nesse momento que ele consegue saber, ele começa encontrar um ponto de libertação. Por quê? Porque daquele momento ele começa a saber e começa a fazer com que o que ele saiba vem para aquilo que ele sente. E passando isso, aquelas forças repressoras que ele mesmo estabelecera para si, aquelas forças começam a diminuir a sua intensidade e ele começa a ter condição por si mesmo de mudar o seu contexto íntimo sem que alguém tenha que fazer intercessão por ele. E é esse o caminho que o Espiritismo oferece para muitos de nós que estamos aqui. É seguro que entre nós, os que estamos aqui, tanto os internautas como os presenciais, devemos ter algum caso lá no passado de alguma mágoa ou de alguma coisa que a gente não conseguiu largar ainda. Ela tá lá com a pedra, tá esquentando, tá queimando, mas tá lá ainda. E a gente não tem coragem de largar ainda. Mas quando a gente conhece essa lógica que o espiritismo oferece, por isso fé raciocinada, nós passamos a ter elementos que coadiuvam para que a gente ponha o sentimento em ação e a gente tenha coragem, porque a palavra é essa, é coragem moral de deixar o orgulho para trás, ir lá e pedir o perdão quando necessário ou ir lá e oferecer-se para fazer as pazes. Nesse momento nós entendemos que depende da própria criatura vencer esse estágio até um dia ela se tornar uma ratma e conseguir não mais se ofender com tudo que se passa seu Edom. >> Muito obrigado, Max. Aproveitando ainda a questão do esquecimento na fala do próprio Alessandro, né, que a gente não vai esquecer, é questão de memória. Então eu queria falar com a Marina agora, ainda aproveitando o perdoar, não só sete vezes, mas 70 vezes, sete vezes. Existe o ressentimento, o ressentir, ficar sentindo de novo. O pensamento também pode nos trazer lembrança constante daquilo que

da aproveitando o perdoar, não só sete vezes, mas 70 vezes, sete vezes. Existe o ressentimento, o ressentir, ficar sentindo de novo. O pensamento também pode nos trazer lembrança constante daquilo que aconteceu. Aí, certa vez, diante da vivência própria do perdoar, não só sete vezes, mas 70 vezes, sete vezes, eu entendi que cada vez que chega o pensamento, eu precisava elaborar aquela questão, precisava me perdoar, não é? Eu precisava orar. Então, Marina, o que fazer com esse pensamento constante que chega? Ou quando nós lembramos e a gavetinha se abre, como que nós devemos agir para a prática do perdão? >> Boa tarde a todos. inicialmente agradecer a oportunidade de estar aqui, dizer que estou particularmente feliz por estar nesta roda de conversa e pensando num tema que é tão dolorido, talvez tanto para ser sentido quanto para ser refletido por todos nós. O perdão e o ressentimento eles se conversam profundamente e enquanto espíritas, reconhecendo aquilo que o evangelho nos traz diante da necessidade de perdoar, nós não poderíamos fechar os olhos e dizer que para perdoar basta perdoar, que para deixar de ressentir basta deixar de pensar. Mas nós somos espíritos que temos bagagens muito mais complexas do que aquilo que nós muitas vezes somos capazes sequer de compreender. Aquilo que nos fere não diz respeito apenas à atitude do outro, mas diz respeito às nossas fragilidades. Desrespeito sobretudo a quais são as áreas do nosso espírito que ainda permanecem abertas e vulneráveis para que a ação do outro seja capaz de me ferir. Porque se eu estou blindada espiritualmente pela paz e pela consciência sobre mim mesma que já conquistei, já estou com uma rat magande, que acredito não ser o caso de nós que aqui estamos buscando falar, ouvir, no intento de internalizar algo sobre a necessidade do perdão. Talvez uma busca necessária seja antes de tentarmos apenas afugentar o pensamento, buscarmos o recurso da oração, pedindo não apenas a Jesus a espiritualidade, a mudança da vibração,

sidade do perdão. Talvez uma busca necessária seja antes de tentarmos apenas afugentar o pensamento, buscarmos o recurso da oração, pedindo não apenas a Jesus a espiritualidade, a mudança da vibração, do padrão vibratório, mas também um esclarecimento de nós mesmos, que Jesus, não apenas naquele momento, mas na nossa caminhada de vida, possa nos abrir os olhos para que nós sejamos capazes de enxergar novos horizontes internos para que nós possamos enxergar verdadeiramente quais são os nossos pontos de fragilidade. Por que o que o outro me fez doeu do jeito que doeu e não de outras maneiras? Por que que eu me lembro tanto disso? O que é que me faz lembrar? Quais são as circunstâncias que me remetem ao mesmo sentimento? E é uma jornada de autoconhecimento, em que a partir dessa jornada eu compreendo que no movimento de perdoar o outro, eu também preciso, para que esse movimento aconteça, se torne efetivo, eu preciso de um movimento de autoencontro, que nesse processo de autoencontro, eu me torno capaz de reconhecer em mim o agente reconciliador. das minhas próprias dores. E então o outro deixa de ser o agente causador e passa a ser um irmão também encaminhado. Torna-se mais fácil falar sobre indulgência, falar sobre compreensão e então falar sobre perdão. Poderíamos então dizer que o ressentimento é um sintoma da nossa incapacidade de reconhecer as verdadeiras origens e de lidarmos com as com os verdadeiros movimentos necessários de cura e que tantas vezes não encontraremos recursos apenas em nós. Para isso está a ciência do mundo, a ciência da psicologia, da psiquiatria, do atendimento fraterno e tantos os recursos que na vida de cada um Deus vai colocando para que nós tenhamos a coragem de nos reconhecermos necessitados de auxílio íntimo do alto e dos pares e buscarmos esse auxílio verdadeiro. Muito bem, muito obrigada. E agora a gente vai mudar o foco da pergunta com Eulália. Já aproveitando que os amigos estão passando, recolhendo perguntas para o segundo bloco, nós vamos ter

verdadeiro. Muito bem, muito obrigada. E agora a gente vai mudar o foco da pergunta com Eulália. Já aproveitando que os amigos estão passando, recolhendo perguntas para o segundo bloco, nós vamos ter algumas perguntas também do dia anterior para trazer para vocês. Muito bem, Elália. Outra questão que às vezes eh nos impacta no perdão é porque nós acreditamos que ao perdoar nós estamos apagando o que o outro fez, como que eliminando as consequências do ato dele. E eu queria que você falasse um pouco sobre isso para que nós possamos entender o mecanismo do perdão. >> Boa tarde. Com muito carinho a todos. aos nossos irmãos aqui presentes que enche de luz os corações. Esse é um fato interessante que eu estava pensando aqui enquanto os amigos conversavam. Muitos acreditam que ao perdoar alguém, simplesmente eles removem. Eu não vou dizer a culpa, vou dizer a responsabilidade que aquela criatura que praticou o ato eh vá ter que responder e não é verdade. O que eu vou fazer quando perdoo é remover de dentro de mim a importância que eu dei a atitude dele. Eu, particularmente, eu gosto muito de histórias, de desenhos. E quando algo desse tipo acontece, em primeiro lugar, a gente não faz um uma reflexão que é indispensável. Será que o outro teve a intenção de me ofender? Será que para ele, porque nós não estamos em níveis evolutivos exatamente iguais, será que para ele aquela fala ou aquele ato é uma ofensa? Porque nós vamos a outros países e se ouvimos, por exemplo, um português nos responder algumas coisas, é tão direto que a gente acha que é falta de educação e não é cultural. Então, em primeiro lugar, essa possibilidade eu entendi como uma ofensa, mas de fato ele não teve a intenção de me ofender. Mas se teve aquele livro Filho de Deus de Joana por Divaldo, tem uma lição excepcional. teu irmão e tu, eu tenho a obrigação de assumir as responsabilidades dos meus atos e o meu irmão a responsabilidade de assumir os atos dele. Meu perdão não apaga os atos dele, mas pode apagar o início de uma queda em que

enho a obrigação de assumir as responsabilidades dos meus atos e o meu irmão a responsabilidade de assumir os atos dele. Meu perdão não apaga os atos dele, mas pode apagar o início de uma queda em que eu venha a sofrer. Porque eu guardo aquilo para mim, aquilo vai apodrecendo o meu íntimo, vai me fazendo mal diariamente. Então, se eu agora pegasse uma folha com um desenho, com alguns personagens aparentemente conversando entre si e entregasse a cada um de vocês e pedisse que cada um montasse em cima das imagens um diálogo, com absoluta certeza os diálogos iam ser totalmente diferentes. Por que que eu não uso esse método quando estou inserido numa condição de suposta ofensa e vou trabalhando em mim os diálogos? Porque quando eu vou conversar com alguém, eh, de antemão, eu faço uma montagem, principalmente se eu vou estar na mão de alguém para uma decisão ou se eu sei que aquela pessoa vai me fazer algumas perguntas que venham a expor as minhas fragilidades, eu vou montando diálogos na minha cabeça, não vou? E esses diálogos, eu ponho palavras na boca do outro, não me dou conta, porque eu trabalho as minhas respostas em cima das perguntas que eu acho que o outro vai me fazer para trabalhar o perdão, o ressentimento, já que não vamos esquecê-lo, de maneira alguma nós vamos esquecê-lo, Mas quando fazemos esse trabalho e repassamos o quadro, nós vamos mudando os diálogos. Então, hoje eu estou profundamente ofendido. Não gosto nem de lembrar da pessoa. Não gosto nem de imaginar o que que aquela pessoa seria capaz de fazer comigo ou eu com ela. Mas aí eu vou refazendo os diálogos sempre que eu puder, mudando a perspectiva da atitude, da cena que eu tenho gravada, porque inclusive eu vou ali criar vibrações diferenciadas que vão chegar àquela pessoa, porque eu me vinculo a ela. E outra coisa que eu não percebo é quando eu amo, eu estreito laços. Quando eu odeio também eu estreito laços. O Marx falou das reuniões mediúnicas, são um parâmetro excepcional, porque eles vivem a problemática há

que eu não percebo é quando eu amo, eu estreito laços. Quando eu odeio também eu estreito laços. O Marx falou das reuniões mediúnicas, são um parâmetro excepcional, porque eles vivem a problemática há séculos. Eu nunca ouvi ninguém numa reunião mediúnica dizer: "Um dia eu perdoei o meu desafeto e me arrependi por isso". Você já ouviu, Max? Mas eu já ouvi tanto. Um dia eu perdi meu grande desafeto porque me magoei com ele, porque me ofendi, porque não o perdoei. Não me dei a chance de perdoá-lo. Não escolhi ficar com o amor. Então, todas as vezes que nós não perdoamos, nós estamos escolhendo não ficar com amor ou conviver menos com o amor. outro ou eu sermos perdoados por alguém não apaga as consequências dos atos que nós fizemos e muito mais do que o ato de uma ofensa que terá que ser em algum momento espiada e reparada. Imaginem perder a oportunidade de relevar. que responsabilidade nós também estaremos assumindo. Então, nem que seja por por egoísmo, relve, mude o diálogo, retire esse veneno de dentro de você, porque se é que alguém algum dia lhe deu o veneno, o efeito não está por conta de quem deu, mas está por conta de quem o recebeu. Às vezes aquela pessoa já se libertou e nós continuamos aprisionados ao fato, talvez por dezenas de anos ou séculos. >> Muito obrigada, Eulália. Nós vamos passar mais uma pergunta pro Alessandro, que é relacionado a mais um aspecto que às vezes nos impede o perdão. É acreditarmos que perdoar é voltar a viver com Eu queria que você falasse do perdão e da convivência, até porque muitas vezes diante do quadro que nós vivemos não há uma possibilidade de continuarmos juntos. Isso significa que não perdoamos? >> É, são questões eh bastante complexas, algumas destas até aparando parando no âmbito da justiça, né? Hoje questões de violência doméstica se intensificaram. Quando eu fico de plantão no fórum, aos final de semana, numa cidade de 170.000 habitantes e sábado e domingo são quase que duas dezenas de medidas protetivas, né? envolvendo. Você falou da questão da

Quando eu fico de plantão no fórum, aos final de semana, numa cidade de 170.000 habitantes e sábado e domingo são quase que duas dezenas de medidas protetivas, né? envolvendo. Você falou da questão da convivência, porque muitas vezes aquela que foi agredida pede o afastamento do outro, o distanciamento, eh, e às vezes são medidas necessárias no campo jurídico, no campo emocional, que muitas vezes não depõe contra o perdão que nós estamos aqui propondo, que é na área eh do sentimento. Então essa ideia que você nos traz, ela é muito significativa, porque hoje em dia usa-se uma expressão também amizade tóxica, né? Aquela precisa ver se nós não somos a amizade tóxica, porque quando a gente vai falando aqui sempre o agressor é o outro, a amizade tóxica é o outro, o inimigo é o outro. E muitas vezes, outro dia vi um orador espírita comentando, a Marina falou da do autoconhecimento, tá relacionado a esse tema. Tem tantos pontos cegos da nossa personalidade, da nossa conduta que estão ferindo as pessoas, estão magoando, né? estão desgastando as relações conjugais, familiares, pessoais e a gente não percebe. Então, nós temos que tomar muito cuidado. É um tema muito profundo que toca em várias esferas da nossa atitude, do nosso pensamento. Me veio. Agora, eu acho que nós que estamos procurando estudar a doutrina, trabalhar os sentimentos, o autoconhecimento, eu acho que nós muitas vezes melindramos por poucas coisas na casa espírita, vou falar um pouco da casa espírita, melindres da casa espírita. Ah, eu não olho, ah, você viu, fulana, eu não converso mais com a pessoa. Por quê? Porque ela não me deu carona para vir ao centro. Não, eu não converso mais com a pessoa porque eu encontrei ela na rua, ela não me cumprimentou. Aí eu lá, ele pergunta, mas será que ela viu? Será que ela estava prestando atenção? Hoje em dia com celular nós somos tão distraídos. Às vezes minha mãe é tão distraída, eu tinha uma avó, minha avó era tão distraída que se eu passasse do lado dela, ela não me via, mas não

do atenção? Hoje em dia com celular nós somos tão distraídos. Às vezes minha mãe é tão distraída, eu tinha uma avó, minha avó era tão distraída que se eu passasse do lado dela, ela não me via, mas não significava que ela estava querendo fazer algo mal para mim. Então nós temos que elevar um pouco o padrão, a fim de que não possamos mais nos sentir melindrados, ofendidos com pequenas coisas. Nós já devemos oferecer mais no campo do sentimento pelo tempo de conhecimento espírita, pelo tempo de evangelho e pelo esforço que nos cabe fazer. Estas coisas mais simples, mais bobas, mais singelas do cotidiano, claro, como o Max falou, há coisas que afetam uns e e não afetam outros. Depende da maturidade, do senso moral. Mas eu tô eu estou falando aqui dessas coisas comezinhas muito simples que as pessoas afastam-se das amizades, né? Agora, é claro, existem fatos de grande complexidade e gravidade falávos da amizade tóxica, da violência doméstica, e que muitas vezes vão recomendar de nós um determinado afastamento, porque aquilo naquele momento está nos fazendo muito mal. Mas mesmo assim eu posso manter esta atitude no campo do sentimento do perdão, entendendo aquele nível de evolução da pessoa, não devolvendo a ofensa, não desejando o mal a ela, não vibrando contra. Mesmo à distância, com a perspectiva espírita, eu posso orar a favor da pessoa, pedir por ela. Porque às vezes nestas armadilhas dos nossos sentimentos negativos, muitas vezes nós não não somos aquele que vai fazer o mal a ela, mas quando nós tomamos conhecimento que o mal aconteceu a ela, nós nos felicitamos. A pessoa perde o emprego, a pessoa adoece, a pessoa tem uma um desastre na sua vida pessoal. Não foi nós que causamos, mas a distância, já sem a convivência, nós em algum grau ficamos felizes com aquilo fulano merecia. Tá vendo? Então, vejam quantas coisas nós temos que estar auscutando em nossas almas, porque demonstram indícios de que questões do sentimento necessitam ser trabalhadas. Então é fato que em alguns

a. Tá vendo? Então, vejam quantas coisas nós temos que estar auscutando em nossas almas, porque demonstram indícios de que questões do sentimento necessitam ser trabalhadas. Então é fato que em alguns momentos nós teremos que adotar a postura do afastamento porque é o melhor. Mas não significa que nós estamos odiando, mal querendo, desejando mal. Nós ficamos orando, muitas vezes trazendo a situação à tona para ver se de alguma forma nós não colaboramos para aquilo. Aquela história magistral de Francisco Cândido Xavier. O fulano desapareceu do centro, o Chico foi lá procurar saber das pessoas e fulano, não, Chico não veio mais ao centro não, não. E que será? Aí o Chico começou a perar, será que eu fiz algo pra pessoa? N ele começou a olhar, mas não é possível. A pessoa começou a olhar e o Chico fazia essa essa viagem interior. Não é possível. não fiz nada à pessoa, mas mesmo assim, com a sua grandeza moral, ele toma a iniciativa de tentar eh consertar aquela situação, mesmo não sendo ele o causador. É aqui é minha inteligência artificial aqui no celular. Segura que celular tá no mudo, né? Ela captou eu falando Chico Xavier aqui, ó. Tá vendo? Tá atenta. Falei Chico Xavier, a inteligência artificial aqui já tô tô no bom caminho, né? Qual foi a atitude do Chico? Ele toma a iniciativa de ir buscar, conversar com a pessoa. Olá, meu irmão, como vai? Se não for mais ao centro e tal. E o Chico havia eh eh ter ouvido um comentário de que a pessoa estava magoada com ele, mas ele ao revisitar o íntimo não lembrou de nada. Muitos de nós que eu não fiz nada pra pessoa, a problema é dela. Eu não vou atrás, eu não vou conversar. O Chico foi atrás, foi na casa, bateu na porta, a pessoa abriu a porta em olha, olhou meio desconfiada. que viu o Chico, porque ela tinha um malestar com o Chico, mas o Chico não fez nada a ela. Aí a pessoa abriu a porta, o Chico falou ela assim: "Oi, meu irmão, tomei conhecimento que você se afastou do centro por algo que porventura eu tenha feito. Fiz uma

co, mas o Chico não fez nada a ela. Aí a pessoa abriu a porta, o Chico falou ela assim: "Oi, meu irmão, tomei conhecimento que você se afastou do centro por algo que porventura eu tenha feito. Fiz uma viagem interior, não achei nada, mas se eu fiz, foi algo inconsciente. De qualquer forma, eu vim aqui e vim pedir desculpa por algo que eu fiz que eu não lembro". abraçou a pessoa. A pessoa, o Raul conta a história, diz que a pessoa ficou que nem um valete duro. O Chico abraçou com a alma, com a alma, libertou-se, foi embora. A pessoa ainda disse ao Chico: "Ô Chico, ou você é muito bom mesmo ou você é muito cara de pau". Falou pro Chico, Chico foi embora, lavou a alma, a pessoa não voltou ao centro, mas ele fez a parte dela. Então, mesmo quando há necessidade do distanciamento e repito, há questões que realmente exigem, mas é o sentimento é que vai determinar. Nenhuma malquerença, nenhum ódio, vibrar a favor, orar. E o mais importante, o cristão está sempre aberto a reconciliar. Havendo qualquer possibilidade de diálogo, de reconciliação, a qualquer tempo, em qualquer momento, nós estaremos disponíveis para este contato, para esta nova conversa, a fim de que possamos começar a restabelecer as conexões da alma. Então é esta a perspectiva que a doutrina nos traz e como disse o Max, muitas vezes a necessidade de muita coragem moral. >> Muito obrigada, Alessandro. E agora a gente vai fazer a última pergunta antes do intervalo paraa Eulália para que ela faça uma abordagem sobre o auto pererdão. Após o intervalo, nós vamos responder as perguntas que vocês estão entregando pra organização. Teremos um tempo maior para isso. >> É o auto perdão, por incrível que pareça, é o mais difícil. Há pessoas que dizem que não tem nada sobre elas mesmas, mas porque não procuraram? Porque essa viagem interior, esse mergulho interior, como o Chico fez, como Santo Agostinho nos sugere que façamos, venhamos e convenhamos. fazemos ou fazemos sempre de modo parcial, expondo na nossa mente muito mais a

interior, esse mergulho interior, como o Chico fez, como Santo Agostinho nos sugere que façamos, venhamos e convenhamos. fazemos ou fazemos sempre de modo parcial, expondo na nossa mente muito mais a forma como o outro nos falou do como do que como nós falamos ou nos portamos. A gente muito facilmente põe uma carapaça em nós, disfarça, envolve em desculpas a forma como eu tive que agir com aquela pessoa. Não me sobrou outra alternativa. Portanto, no fundo, eu não tenho culpa. Então, me desentar da culpa é o caminho contrário do auto perdão, porque eu só vou me autoperdoar se eu reconhecer, né? Mas eu queria pegar aqui um gancho na história do Chico e contar algo real que aconteceu em nossa casa espírita. E acho que o Alessandro já me viu contar isso. Eh, um dia estávamos numa tarefa recebendo alguém de fora que fazia a palestra no andar de cima e começamos a ouvir uma imensa balbúrdia na porta do centro que incomodava até para ouvir a palestra. Imediatamente eu desci as escadas e estava à porta uma senhora muito embriagada, muito extremamente revoltada e cercada de entidades odientas. E ela queria um pau para matar o marido. Ela só queria isso. Os rapazes à porta com medo de botar-lhe a mão, porque agora você vai amparar uma pessoa, né, senhor juiz? E de repente fazem uma queixa de agressão e você vai preso. Eles com muito cuidado. Eu cheguei perto dela e disse: "O que que a senhora quer mesmo?" um pau para matar o meu marido. Falei: "Não, não mate com pau não, porque vai ficar a sua impressão digital e a senhora vai pra cadeia. Se ele não vale nada e a senhora decidiu mesmo matá-lo, tome cuidado para ninguém descobrir. Eu tenho outro método para senhora matar o seu marido. Ela ficou super interessada, entrou comigo. Eu peguei o livro Vida Feliz de Joana de Angeles, Abri no Perdão, onde falava do perdão. e disse pra ela: "Eu sou uma feiticeira e quando eu leio esse livro, imediatamente vem à minha mente a mistura que eu preciso fazer para o veneno que mata maridos".

i no Perdão, onde falava do perdão. e disse pra ela: "Eu sou uma feiticeira e quando eu leio esse livro, imediatamente vem à minha mente a mistura que eu preciso fazer para o veneno que mata maridos". E obviamente ela acreditou, ouviu e enquanto eu li a envolvia numa vibração. E por uma experiência anterior numa casa espírita onde eu fui criada, que tinha uma farmácia homeopata, nós tínhamos vidrinhos de água destilada com contagotas, né? Você trabalha em laboratório de geologia, mas sabe, eu peguei esse hábito, eu tenho água destilada, né? Mas naquele dia eu peguei o vidro de água destilada, fui à câmara de passe, onde a gente deixa águas para fluidificar, para doar as pessoas. Peguei uma garrafa, coloquei um tantinho dentro do vidro de água destilada, desci e disse: "Este é o veneno". A senhora vai pôr cinco gotas na hora do almoço, cinco gotas na hora do jantar. Imagina cinco gotas. A senhora põe no líquido, a senhora põe em cima da comida, onde quiser. Ele vai morrer devagarinho, mas ninguém vai descobrir que foi a senhora que o matou. Mas antes de fazer, ore de joelhos. Eu falei, se a senhora preferir de joelhos e peça a Deus que lhe perdoe a atitude. Ela fez, gente, toda semana ela ia lá renovar o vidrinho de veneno. Assim foi por um mês e meio, até que numa quinta-feira, dia do evangelho, ela chegou lá com ele perfumados, sóbrios. E ela queria falar comigo em particular. E eu disse: "Pois não, venha, eu não quero mais matar o meu marido". Eu orei tanto que Deus disse que eu precisava cuidar dele como um filho. Então, eu não quero mais matá-lo. A senhora tem um remédio contra o veneno? Eu disse, eu não te dei veneno nenhum. Na realidade, você levou água magnetizada. Expliquei para ela como era. Gente, eles são voluntários da assistência social do centro. E descobriram E descobriram que muito mais do que se amar. Ela disse: "Agora eu entendi que eu só vou mesmo amar o meu marido no dia que a gente se perdoar". Não é isso, dona? Eu falei: "É isso." Então, para perdoar, eu

cobriram que muito mais do que se amar. Ela disse: "Agora eu entendi que eu só vou mesmo amar o meu marido no dia que a gente se perdoar". Não é isso, dona? Eu falei: "É isso." Então, para perdoar, eu tenho que aprender a conviver com o jeito que ele é. Falei: "Isso mesmo". E principalmente para descobrir do jeito que vocês são, vocês não podem beber mais. Então os encaminhamos para um tratamento e hoje ela esta semana chegou à nossa casa e disse assim: "Dona Eulália, eu já perdoei o meu marido, mas eu não consigo me perdoar. A senhora tem alguma água para isso? Então, percebam que nos perdoar é um trabalho diário e para que seja efetivo, não é um trabalho eh ocioso, não é um trabalho de reflexão, é um trabalho de atitude. Então, tudo aquilo que eu sei que é uma má inclinação e que talvez eu não consiga encarar, eu não consiga lidar com ela, eu faça exatamente o contrário. Sou impaciente, tudo bem, não precisa virar cuidador de idoso, mas aprenda a fazer algo que exija um pouco de tempo, uma leitura, um bordado, né? Um um crochê, um tricô para as mulheres, para os homens. Uma leitura edificante, ir ao encontro de um amigo que está doente, que não pode comemorar nada com você para cultivar exatamente a paciência que nós ainda não adquirimos. Eu digo: "Hoje eu perdi a paciência. Quem tem não perde, nós ainda não construímos". Então eu acho que nenhum de nós até hoje de verdade realmente se auto perdoou. Porque se eu fizéssemos profundamente, nós iríamos em sequência descobrir que o autoperdão é a fase mais elevada do perdão em si. e automaticamente eu ia aprender a relevar o que o outro me fez. Muito bem, muito bom, não é? Falar de perdão. A gente vai continuar falando sobre isso a partir das 16:40. Então, temos um pouco de intervalo, retornamos na sequência. Os amigos que acompanham virtualmente também podem fazer a pergunta por lá que está sendo enviado para nós. Bem-vindos novamente a continuidade da nossa roda de conversa sobre perdão sempre. E esse é um momento muito

ompanham virtualmente também podem fazer a pergunta por lá que está sendo enviado para nós. Bem-vindos novamente a continuidade da nossa roda de conversa sobre perdão sempre. E esse é um momento muito esperado, porque é o momento em que respondemos a pergunas formuladas por vocês. Em especial agora, nós trazemos uma pergunta que nos foi eh transferida ontem e iniciaremos por ela. Como perdoar a quem abusou sexualmente quando criança? É uma pergunta que nós vamos direcionar para o Alessandro. Essa é daquelas perguntas que nós temos que ter muita serenidade espiritual para fazer a abordagem, porque ela é envolvida de uma complexidade de dores. trabalhando na área de execução penal, já executando penas, já tive acesso a muitas histórias dessa natureza que realmente nos entristece a alma por conta de nós já não termos nenhum mais desejo de que a violência estivesse ainda em nossa vida, em nosso mundo. Mas a pergunta vem bem ao encontro daquilo que nós estamos propondo aqui, as etapas para se chegar ao perdão. Ninguém transita do ódio para o amor de uma para outra hora. A doutrina espírita nos ensina a ter esse olhar da imortalidade da alma e dos métodos educativos que a divindade nos coloca à disposição. Falamos na palestra de abertura da reencarnação, do esquecimento do passado, etc. Há questões mais simples da vida em que com algum esforço e sensibilidade nós conseguimos trabalhar numa única reencarnação. Mas há questões tão complexas como esta que nos foi trazida, que realmente nós temos que ter um olhar um pouco mais longevo, um olhar realmente de imortalidade da alma. Nessas questões tão graves, entra também a maturidade do senso moral daquele que sofre a ação. Cada qual está num degrau, num nível de evolução e age após a situação de uma ou de outra forma. Numa situação tão difícil como esta, como foi trazida do abuso sexual, naturalmente que é aquela que sofre ou aquele que sofre a ação. Dentro da perspectiva espírita tem esta visão de que perdoar não é esquecimento. Como esquecer algo

a, como foi trazida do abuso sexual, naturalmente que é aquela que sofre ou aquele que sofre a ação. Dentro da perspectiva espírita tem esta visão de que perdoar não é esquecimento. Como esquecer algo dessa natureza fica na memória. Lembro da Marina falando. É algo que, sem dúvida alguma, a vítima vai precisar de apoio psicológico, apoio psiquiátrico, se busca a doutrina espírita, o apoio do atendimento fraterno, o estudo do evangelho, o passe, o evangelho no olhar, a fim de que pouco a pouco possa ir se recompondo espiritualmente. E a ela ou a ele, naturalmente, fica o convite para este olhar de construção do perdão etapa a etapa. Na literatura espírita, nós temos vastas histórias realmente de ações graves como esta, ou às vezes até mais complexas, em que os espíritos vão trilhar as trilhas do perdão ao longo de muitas reencarnações. Naturalmente que vai depender de cada um, desse senso de maturidade. Pode ser resolvido num breve ou num maior tempo. Algo como este vai demandar algumas reencarnações. Então, o que nós orientamos normalmente é o passo a passo, conforme nós apresentamos em nossa fala inicial, não odiar. Trabalhar, se traz o ódio, trabalhar a diluição deste ódio, porque o ódio está associado a desejo de vingança. O ódio é esta brasa na mão que vai fazer com que a pessoa adoeça física e emocionalmente. Então, no primeiro momento, a pessoa vai ter que se situar a vítima em que nível eu estou. Eu tenho, estou com ódio, um profundo ódio. Eu estou ressentida ou estou magoada com o que aconteceu? Porque são gradações que a psicologia muito bem nos ensina a enxergar. Normalmente numa situação como esta, conforme nós acompanhamos na experiência profissional e o senso comum, diz que normalmente ocorre o ódio, a mais o mais grave dos sentimentos. Então, trabalhar, diluir este ódio. Há situações em que o indivíduo passará, talvez a reencarnação inteira trabalhando este ódio, contendo este ódio. Jana deângeles, quando escreve a obra Conflitos existenciais, num dado momento, ela propõe que às

s em que o indivíduo passará, talvez a reencarnação inteira trabalhando este ódio, contendo este ódio. Jana deângeles, quando escreve a obra Conflitos existenciais, num dado momento, ela propõe que às vezes são tão graves os nossos conflitos e as nossas emoções que o esforço por administrar, não permitir que os nossos defeitos tragam danos maiores à reencarnação, muitas vezes já é um ganho espiritual para o indivíduo. Então imaginemos alguém nessa situação que está com um ódio, conservando o ódio, foi abusado na infância, agora está na adolescência, na fase adulta. e aquele ódio. Muitos poderão estar, talvez, diríamos na pior fase, o ódio nutrindo vingança e, ser possível, efetivamente se vingando daquele que foi o agressor. Outros estarão no ódio, mas estarão ali trabalhando a contenção da vingança. Não terão mais coragem de ir lá eliminar a vida daquele que abusou de si, mas estão com ódio. mas já está administrando, já está olhando, já está cuidando. Alguns vão começar a trabalhar terapêutica e espiritualmente este ódio para tentar ir amenizando ele e diminuí-lo para um ressentimento. Já é uma gradação menor. Outros vão estar no ressentimento e trabalhar para transformar na mágoa e na mágoa poder diluí-la totalmente. Então, vejo que são passo a passo. Nós estamos aqui falando de perdão como este exercício imenso da caridade na dimensão do planeta Terra. Mas quando nós vamos evangelho segundo o Espiritismo, que traduz um trecho do evangelho, nós temos uma etapa alenha ainda que é como amar os inimigos. Mas daí já é um passo adiante. Vamos colocando cada coisa no seu lugar. Então, essa visão da imortalidade, da reencarnação, do esquecimento do passado, torna-nos possível olhar para uma situação dessa e o olhar adiante e saber que esta situação, ao longo do tempo, com a misericórdia divina, vai tendo oportunidades deste ódio sendo diminuído, até porque o mal é transitório, o mal é permanente. Este ódio, cedo ou tarde na eternidade vai se diluir. Então, para esta que nos fez a

dia divina, vai tendo oportunidades deste ódio sendo diminuído, até porque o mal é transitório, o mal é permanente. Este ódio, cedo ou tarde na eternidade vai se diluir. Então, para esta que nos fez a pergunta, olhar para essas etapas, estas construções do perdão que aqui nós estamos propondo para que se situe e ali possa realizar um esforço imenso para ir pouco a pouco trabalhando. E por fim, certamente, dada a complexidade das questões da questão, pode ser que outros queiram eh acrescentar algum comentário, né? É importante que quando a pessoa é vítima de qualquer situação e ela tenha que buscar a justiça, é importante que às vezes as pessoas perguntam: "Se eu buscar a justiça significa que eu não estou perdoando? Para perdoar eu tenho que anular a ação da lei humana?" Uma pessoa que me caluniou, por exemplo, me difamou, acaba se constituindo num crime. Eu posso buscar a justiça? Isso significa que eu não estou perdoando? Claro que há possibilidade da conciliação, do perdão e da busca da justiça. Numa ação como essa, a justiça vai interferir, que naturalmente é um crime praticado, que infelizmente muitas vezes não chega ao conhecimento da justiça, perpetrado muitas vezes em intimidades domésticas, envolvendo genitores, padrastos, familiares e vizinhos. Se uma pessoa me caluniou, eu tenho o direito de ir fazer um boletim de ocorrência contra ela? Eu tenho. Porque se a pessoa agiu mal contra a lei humana, ela terá que dar conta à lei humana. O fato de eu buscar a justiça não significa que eu estou deixando de lado, excluindo a possibilidade do perdão. Mas ao buscar a justiça, eu vou ter que auscultar meus sentimentos. O que que eu quero buscar com a justiça? Às vezes, fato simples que eu já peguei, a pessoa bateu no meu carro, causou um acidente, dali já nasce uma uma mágoa às vezes ou um ressentimento. E as pessoas entram com ação na justiça para se verem ressarcidos daquele dano e ao mover a ação ali colocam todo o seu ódio, a sua raiva e ao invés de pedir o que é justo,

vezes ou um ressentimento. E as pessoas entram com ação na justiça para se verem ressarcidos daquele dano e ao mover a ação ali colocam todo o seu ódio, a sua raiva e ao invés de pedir o que é justo, querem pedir a mais. É vingança. Quando vão para a audiência de conciliação, vão com os ânimos exaltados. Já dirigi audiências em que a pessoa chega exaltada, xinga, briga. Às vezes temos que chamar Polícia Militar para interferir. Então a pessoa não está só buscando a justiça, ela está ali colocando estes sentimentos desencontrados, desajustados junto com a justiça. Então, plenamente possível em diversas situações da vida buscar a justiça, mas como eu busco, qual o meu sentimento? Então eu vou com esse sentimento de que a lei humana se cumpra simplesmente se houver uma audiência de conciliação, eu irei com essa possibilidade de conciliar, de fazer um acordo, de ceder, se possível. Então, vejo que é o sentimento, é esse ao escutar a alma que vai dizer o quanto aquilo ainda está afetando ou não negativamente as minhas emoções. Então, este assunto, perdão, justiça, crime, são questões muito complexas em nossas vidas. Então, num fato como esse, que nos sensibiliza a alma ao ver que tenha passado por experiências traumáticas dessa natureza, o espiritismo tem muito a oferecer ao propor esses degraus, estas etapas, estas construções passo a passo, sem pressa, no tempo de Deus, como foi dito esses dias, que Deus não exige, Deus não constrange e pouco a pouco esse espírito vai através deste auxílio divino. podendo na eternidade transformar sim este ódio em perdão. Conversamos agora agora a pouco, muitas vezes é, eu não diria impossível, mas eu dieria é profundamente desafiador tentar concentrar tudo isto numa única reencarnação. Quando a pessoa tem a visão de uma vida única e se vê muitas vezes constrangida pelas propostas teológicas mais fanatizadas, que ao sofrer uma ação dessa, ela tem que obrigatoriamente perdoar, esquecer numa única vida, aí fica algo profundamente desafiador e com ar de impossibilidade.

propostas teológicas mais fanatizadas, que ao sofrer uma ação dessa, ela tem que obrigatoriamente perdoar, esquecer numa única vida, aí fica algo profundamente desafiador e com ar de impossibilidade. A doutrina espírita nos renova a esperança, sabendo que o convite nos chega para a educação dos sentimentos, mas sem nenhum constrangimento, porque teremos o tempo à frente para resolver. Senhora Eulália, poderemos considerar a trajetória de Madalena desde que tomou o conhecimento de Jesus com uma trajetória de autão? Eu amo Maria Madalena. Eu acho que é a maior história de conversão que nós encontramos. no evangelho, principalmente por se tratar de uma mulher, foi aquela a quem Jesus se apresentou, a quem pediu para dizer que permanecia vivo e que foi constrangida, ofendida ao levar o recado, porque todos olharam para ela como a pecadora. Por que a ti? Quando perguntaram por a ti, estavam perguntando por que não a mim? Automaticamente essa pergunta já mostra que aquele que a fez se considerava muito superior a ela. Por que não a sua mãe? E quem foi a primeira pessoa que acreditou naquele momento em Maria de Magdala? Maria de Nazaré. Ela acreditou que o recado era verdadeiro. Mas naquela noite em que Maria de Magdala procurou Jesus e que disse que sonhara em ser alguém que constituira um lar, tivera filhos, que ela não era ninguém para Jesus ter um olhar particular sobre a ruína da sua alma, ele lhe responde: "Maria, Maria, pois se a cada primavera sobre os monturos do inverno, Deus faz nascer flores, o que Deus não será capaz de fazer florescer nas ruínas humanas? Perguntamos uma vez a Divaldo Pereira Franco, exatamente por amar esse personagem, se ele nos indicaria algum livro fora do espiritismo, porque a obra espírita, principalmente a Amélia Rodrigues, nos fala com uma beleza incomparável sobre essa trajetória de Maria de Magdala do auto perdão, porque não é uma coisa imediata, eu não vou dizer assim, Eu me auto perdoo. É uma dura trajetória em que eu vou me colocando a prova para

ável sobre essa trajetória de Maria de Magdala do auto perdão, porque não é uma coisa imediata, eu não vou dizer assim, Eu me auto perdoo. É uma dura trajetória em que eu vou me colocando a prova para descobrir os valores que existem sepultados em mim. Eu vou descobrindo que sou capaz, vou me oportunizando. E quando nós lhe perguntamos de um livro, ele nos indicou, ele é esgotado atualmente, merecia muito ser publicado, chama-se Magna Pecatrix, de uma baronesa chamada Ana Voncani. o Divaldo, que sem que ela saiba, esse livro é uma psicografia que traz à luz a história verdadeira de Maria de Magdala. Ela tinha sim uma vivenda luxuosíssima. Ela era uma cortesã, porém se apaixonou por um tribuno romano que deu-lhe a esperança de desposá-la, de fazê-la mãe, mas a transformou num objeto de luxúria, a ponto de certa feita chegar com outro tribuno, fazendo uma aposta de que ninguém dançava melhor do que Maria de Magdala. E ela estava em depressão. A gente a vê em depressão. E esse caminho da depressão nós vemos como uma busca de si mesma, como uma busca do do processo de autocura. E ela tinha uma criada que tratava como uma irmã, era uma adolescente ainda a princípio, a caminho da juventude. E quando ele lhe fala da aposta, ela disse: "Eu não vou, eu estou destruída". E naquele momento ele a força ameaçando a criada de morte. Ela só vai para salvar a criada. E nesse dia ela percebe que por parte dele não existia nenhum tipo de sentimento e ela decide procurar Jesus. Então, ela chegou ao fundo do poço, mas dentro dela ela achava que já estava no caminho da recuperação porque tinha encontrado um verdadeiro amor. E esse suposto amor era na realidade o maior de todos os algozes. diz essa escritora ao final que ele retorna doente e ela o reconhece. Então, mesmo no vale dos leprosos, ela o reconhece e não o abandona. Então, é sim um caminho de autão, mas como um processo de doença, o o autoperdão exige que nós passemos pela pelo caminho da autocura, curar a nós mesmos, enxergar

s, ela o reconhece e não o abandona. Então, é sim um caminho de autão, mas como um processo de doença, o o autoperdão exige que nós passemos pela pelo caminho da autocura, curar a nós mesmos, enxergar as nossas feridas e lutarmos, cuidarmos dessas feridas para curá-las. E ao fim, quando ela se entrega aos leprosos, todos os dias falando de Jesus, ela ao entardecer ela subia numa pequena pedra e dizia: "Voz, os leprosos, passado anos, quando vai se banhar, ela percebe as manchas violáceas e naquele dia ela Ela diz: "Nós os leprosos". E antes de desencarnar, ela faz o percurso das portas de Jerusalém a Éfesos para morrer próxima da mãe de Jesus. Então, ela é sim o maior exemplo de autocura, de auterdão, mas não negou nessa trajetória todo o tratamento doloroso das feridas que estavam cravadas na sua alma. Muito obrigada, Eulália. Eh, já que nós estamos falando de feridas, é agora para o Max. Como nos livrarmos dos melindres? Tudo me desequilibra, tudo me magoa. >> Melindre é um filho do orgulho. O orgulho tem muitos filhos e o Melindre é o primeiro e que já foi citado pelo Alessandro aqui, a gente vê acontecendo em vários locais, inclusive nas casas espíritas. O Melind denota que nós ainda estamos nos entronizando intimamente, desconsiderando o outro. Porque uma pessoa que se magoa, que se melindra, é uma pessoa que vê no outro está dentro dela. Então, quando isso acontece, nós temos que lutar contra esse, vamos dizer, esse pedestal que nós temos construído da nossa própria personalidade, de nos colocarmos numa posição como se fôssemos maiores do que os outros. E rever isso com o antítodo do orgulho. E o antídoto do orgulho é um só. Chama-se humildade. Nós temos que começar a trabalhar essas questões íntimas em nossos corações. E como Alessandro falou, é um trabalho de muito tempo, não se faz de um dia para noite, mas que você não der o primeiro passo, você nunca vai chegar ao final da jornada. Então, é preciso que nós tomemos de novo a decisão corajosa de autoexaminar-se

tempo, não se faz de um dia para noite, mas que você não der o primeiro passo, você nunca vai chegar ao final da jornada. Então, é preciso que nós tomemos de novo a decisão corajosa de autoexaminar-se ou conheça-te a ti mesmo e reconhecer quais são as mazelas que nós nutrimos durante séculos e séculos que hoje constitui a nossa personalidade. Mesmo que nós nos revistamos de personas que fazem-nos ser vistos não como somos, mas como o mundo nos vê externamente. Nós temos que sair desta persona e ter a coragem de assumir: "Eu sou orgulhoso, eu preciso mudar isso." E o primeiro elemento que a gente tem que ter para fazer isso é um encontro consigo mesmo. Isso ninguém de fora vê. é uma análise íntima que nós temos que fazer e isso exige de nós a vontade, a vontade de querer fazer isso. Porque enquanto eu for me olhar como maior do que os outros, como melhor do que o outro, como numa posição de destaque que eu não tenho, eu estou me enganando. E quando eu estou me enganando, eu estou permitindo que novos problemas sejam armazenados, novos lixos. tóxicos sejam introduzidos no meu íntimo. Então, eu preciso ter coragem moral de me modificar. Isso exige esforço. Daí, porque Kardec diz, reconhece o verdadeiro espírita como verdadeiro cristão, porque ambos são a mesma coisa pela reforma moral que faz de si esse olhar para dentro, esse autoencontro corajoso, sem fugir desse autoencontro. E pelo esforço que faz, a palavra é esforço, pelo esforço que faz para domar. Como se domma um animal como um cavalo bravo, selvagem, que se você não domar, ele doma você e te joga no chão. Todos os nossos esforços têm que ser para domar as nossas más tendências. e o orgulho junto com o egoísmo capitaneiam todas as outras, todas as outras tendências que nós carregamos, elas têm origem em um ou em outro. E o melindre, o ressentimento, a mágoa, esses sentimentos doloridos que ainda nutrimos dentro de nós, todos eles tem a sua origem lá no orgulho. E a única maneira de contrapô-lo é buscar nesse encontro íntimo o movimento de

imento, a mágoa, esses sentimentos doloridos que ainda nutrimos dentro de nós, todos eles tem a sua origem lá no orgulho. E a única maneira de contrapô-lo é buscar nesse encontro íntimo o movimento de dentro para fora, sem que ninguém tenha que participar disso. As pessoas reconhecerão isso quando nos observarem mais lá na frente, no nosso comportamento, nos nossos procederes, na nossa maneira de lidar um com o outro, na maneira de não reagir, de agir com relação ao que vai ser apresentado para nós, que às vezes fere isso com acaba de uma hora para outra. Vamos sentir a ferida, mas não vamos guardar a ferida. Tem uma imagem que eu considero muito boa, que quando a agressão vem, ela é como um raio. O raio ele te balança todo, te chamusca todo. Não tem jeito. Nós somos criaturas humanas em nível de mundos de expiações e provas. O mal prevalece ainda, com todo o respeito. O mal ainda é dominante nesse planeta. Mas se estabelecermos o fio terra com aquilo que se chama não guardar ofensa, nós deixamos passar toda essa corrente elétrica que nos faz chamuscar, mas não guardamos dentro de nós. Então, ninguém aqui que se engane fingindo que não sentiu. Seria hipócrita dizer isso. Não, eu senti, mas não guardei. Não guardei e tô ressignificando isso. Tô ressignificando isso, porque alguém que machuca, alguém que agride, alguém que ofende, alguém que provoca, é alguém doente da alma, é um enfermo da alma. Você em san consciência, eu em sã consciência, ninguém em san consciência faz o mal, porque a nossa essência é divina. Nós temos como origem o amor e não o ódio. O ódio é o amor doentado, como nós sabemos. Então, quando nós temos esse essa compreensão, de novo, esforço para domar a má tendência de arquivar aquilo lá dentro de nós. Quando fazemos isso, os melindres começam a ser menos perceptíveis. Por alguma coisa que eu melindrava há três meses atrás, hoje eu já olho com outros olhos, porque eu estou me vigiando para que isso não entre em mim. O outro tem todo o direito de fazer o que ele quer, adoentado da

sa que eu melindrava há três meses atrás, hoje eu já olho com outros olhos, porque eu estou me vigiando para que isso não entre em mim. O outro tem todo o direito de fazer o que ele quer, adoentado da alma ou não, mas eu tenho o direito de não aceitar o que o outro faz dentro de mim. Isso é meu campo íntimo. Quem penetra aqui é quem eu permito. E eu não vou permitir que o outro que quer o mal esteja instalado em mim. Então, com todo respeito, nenhum de nós vencerá o melindre sem o esforço íntimo, sem a autoconsciência de que isso está em nossas mãos. Por mais dolorido que seja ouvir isso, as pessoas às vezes gostariam de ouvir assim: "Ah, tem uma varinha mágica, aquela garrafinha de água da da nossa amiga aqui que vai sarar tudo." Olha, com todo respeito, a dona Euláia com as suas farmacinhas lá, não vai dar certo não. Nós temos que tomar o cuidado de esperar, buscar esperar soluções que são soluções falaciosas que nós fingimos acreditar que vai resolver, mas que não vai resolver. Tem uma história, se não me falha a memória, eu não vou me lembrar agora qual o livro de André Luiz, que ele chama, eu acho que é Missionários da Luz, se não me falha a memória. Se alguém lembrar, me corrija, por favor, que tem uma pessoa que ele chama de 10, é o 10o passe. A 10ma vez que ele vai tomar passe. Os benfeitores dão passe a primeira vez, dão a segunda, dão a terceira, dão a quarta, mas a criatura não muda o comportamento. A criatura continua agindo do mesmo jeito, com quanto melhor. A cada pass restaura. Aí vive mais uns dois dias, três dias, contamina-se de novo consigo própria, permitindo que o lixo seja instalado em si mesma e volta ao centro, toma mais um passe, mais um passe e ele chega uma decisão que depois do décimo passe ele fica por conta própria. Ele vai lá tomar o passe, mas não vai receber. Vai aparentar que está lá recebendo passe, mas não vai receber. Mas o André questiona, mas isso é cruel. maldoso, ele tá lá esperando o passe e não vai chegar não, porque chegou a hora

ão vai receber. Vai aparentar que está lá recebendo passe, mas não vai receber. Mas o André questiona, mas isso é cruel. maldoso, ele tá lá esperando o passe e não vai chegar não, porque chegou a hora de o passe chamado dor fazer com que ele perceba que precisa mudar. Então, com todo respeito aquelas pessoas que têm dificuldade para entender isso ou para aceitar, às vezes até entende, mas não aceita, nós não mudaremos intrinsecamente lá na estrutura matriz da nossa vida se nós não fizermos o esforço da nossa automelhoria. E o que é pior, o mundo de fora não sabe que você tá fazendo esse esforço. Ninguém tá se preocupado em saber se você tá sofrendo por dentro para fazer isso. Mas esse sofrer é no sentido de passar por, passando por essa dificuldade que te fazer, tá te fazendo crescer sem que você perceba de imediato. Mas ao longo de tempo você olha para trás e fala: "Nossa, como eu mesmo mudei". Ou as pessoas começam a falar: "Nossa, mas o Max que era tão agressivo, ele tá mais calmo? Que remédio que ele tá tomando? Ah, deve ser o da don Eolia, né? Não é. É o remédio chamado autoconhecimento e esforço para domar as más tendências. A receita é muito simples. O duro é praticar, porque exige esforço persistente. Você tem que continuar: "Ai, Max, mas eu não tenho sangue de barata. quem o tem. Mas nós temos que passar a adomar o impacto que vem do lado de fora em nós. Porque se nós acolhermos, nós estaremos sempre refém do outro e nunca dono da nossa própria vida. >> Muito obrigado, Max. E eu queria parabenizar quem fez essa pergunta porque é um autorecimento e quando nós percebemos a nossa condição, isso já é um primeiro passo de melhoria. Se a gente sabe a nossa fragilidade, nós já estamos mais atentos à aquilo que precisa ser corrigido, não é? Então, quando nós nos sentimos afetados, a gente precisa tomar aquela água da paz, não reagir tão imediatamente, não tomar tão rápido para nós, porque nem tudo é sobre você. Às vezes a pessoa não te olhou porque é milp, não te cumprimentou porque é milp

isa tomar aquela água da paz, não reagir tão imediatamente, não tomar tão rápido para nós, porque nem tudo é sobre você. Às vezes a pessoa não te olhou porque é milp, não te cumprimentou porque é milp e você já acha que deve tá bravo com você. Então, a gente trouxe essa pergunta já logo que se falou das feridas, porque uma das razões desse sentimento de melindre é quando nós estamos tomados de insegurança, já a nossa carga já está muito pesada, nós estamos doloridos, então tudo nos fere. A nossa visão tá autocentrada, que é é o orgulho. A gente precisa olhar do nosso lado. Tem tanto bem a fazer que essa mágoa que nos atinge pode nos impedir de ver as possibilidades de contribuição ao nosso ao nosso redor. Pode nos impedir grandes amizades e pode nos impedir até estudos espirituais, porque deixamos de frequentar muitas vezes o nosso grupo de estudo porque nos melindramos. por alguma coisa que aconteceu ali dentro e que nem tinha a razão de nos afetar. Então, que a gente olhe com muito carinho, sejamos mais caridos com os nossos irmãos e conosco mesmo, né? Aproveitando que a gente tá falando aí do perdão, né? Toda essa tarde vou passar paraa nossa querida Marina uma questão que a gente não abordou ou talvez não abordou diretamente no primeiro bloco, mas que é de muita importância que se fale. Boa tarde, gratidão por este encontro veio da internet. Gostaria de um de uma orientação para uma pessoa da família que não conseguiu perdoar o esposo falecido. Tem falas muito magoadas sobre ele. O que isso pode causar? Todas as vezes em que o sentimento tem maior peso, o vínculo também torna-se maior. Quanto maior o nosso vínculo, mais próximo nós estaremos em nossas trajetórias espirituais uns dos outros. O não perdão, ele não muda se a pessoa está encarnada ou se a pessoa está desencarnada. Porque se nós não conseguimos hoje perdoar quem está do nosso lado, amanhã a pessoa não estará mais. O cenário será o mesmo, o não perdão. Muitas vezes, o fenômeno da desencarnação faz com que algumas fichas

se nós não conseguimos hoje perdoar quem está do nosso lado, amanhã a pessoa não estará mais. O cenário será o mesmo, o não perdão. Muitas vezes, o fenômeno da desencarnação faz com que algumas fichas caiam para nós, com que nossos olhos se abram para as nossas atitudes e os nossos sentimentos, para que nós tenhamos uma sensação de impotência, talvez, diante da oportunidade perdida de do reconciliai-vos enquanto estais a caminho. O que nos faz pensar a partir de casos em que já se foram, das oportunidades que nós temos de conviver e de refazer os casos que aqui ainda estão. Mas já que a pergunta é referente a alguém que já se foi, o sentimento da mágoa e o sentimento do perdão, eles permanecem diante de uma mesma necessidade de trabalho, no sentido de que eu não vou perdoar o outro apenas porque ele desencarnou, mas eu também perdoar aquele que desencarnou. Preciso reconhecer quais são as atitudes, onde essas atitudes mexem em mim. Preciso reconhecer qual o papel que o outro teve em minha vida. Preciso olhar com um pouco mais de cuidado também para a trajetória espiritual daquele outro indivíduo para que eu consiga começar a despertar em mim o sentimento talvez de compreensão ou raciocínio da compreensão. E que este raciocínio da compreensão me leve a uma sensação, a um sentimento crescente da possibilidade de efetivamente perdoar. Já que falamos com relação a possibilidades do que pode vir a acontecer, nós entendemos que a lei de Deus é sumamente baseada no amor e no amor que não pune, mas no amor que reconstrói. Temos uma sensação equivocada, um entendimento equivocado no sentido de quando alegamos permanecer ao lado de pessoas, sejam relações conjugais ou não, para que em outra existência não voltemos juntos. Porque o que vai definir a permanência conjunta não é o cumprimento de tabelas ou de regras, mas é o sentimento que eu desenvolvi. Se eu me desvinculei desta história ou se eu me vinculei ainda mais a esta história. E quando o vínculo existe, nós vamos lembrar do que já foi dito antes. Esse

, mas é o sentimento que eu desenvolvi. Se eu me desvinculei desta história ou se eu me vinculei ainda mais a esta história. E quando o vínculo existe, nós vamos lembrar do que já foi dito antes. Esse vínculo pode ser de amor ou pode ser de ódio. A consequência é a mesma da permanência de uma história que precisa ser continuada, mas a circunstância é diferente no sentido de que o amor constrói laços e o ódio aprisiona. Se nós não fomos capazes de perdoar aqueles que já se foram, que tratemos o não perdão da mesma maneira como tratamos o não perdão daqueles que aqui estão, que a nossa necessidade de buscar a oração por nós e pelo outro seja a mesma. que nós possamos nos colocar numa condição de reconhecer o nosso íntimo e entregar este sentimento a Jesus. que no momento em que oremos, nós possamos dizer: "Senhor, eu não desejo o bem deste indivíduo se esse sentimento for verdadeiro, mas eu oro, porque se eu não o amo, o Senhor o ama e eu estou em uma jornada em que descubro que eu também sou amada por ti e, portanto, também mereço a minha própria felicidade. Reconheço tudo isso como um obstáculo para encontrar a paz dentro de mim mesma e busco no Senhor as forças para que eu possa me refazer diante de mim. Então eu oro por aquele que eu carrego, por quem de quem eu carrego mago. Eu oro para que este sentimento possa ser desfeito, para que o reencontro seja um reencontro de desvincular e não um reencontro de vincular, entendendo sempre que nada está fatado, nenhuma relação está plenamente findada ou determinada, mas nossas histórias são construídas a cada segundo. Não podemos dizer que porque nós não perdoamos alguém, este alguém ainda permanece vinculado à nossa história, porque muitas vezes este alguém já se desvinculou de nós. E será do nosso dever a reconstituição diante da nossa própria consciência, em circunstâncias outras que Deus saberá trazer através da sua providência, que nos possibilitem a reparação necessária. Então, não traçaremos aqui fatores obrigatórios de que acontecerá isto ou

ncia, em circunstâncias outras que Deus saberá trazer através da sua providência, que nos possibilitem a reparação necessária. Então, não traçaremos aqui fatores obrigatórios de que acontecerá isto ou aquilo, mas poderemos sempre refletir sobre as nossas possibilidades de ação, sobre a nossa compreensão do nosso estado humano, da nossa fragilidade espiritual, mas também dos nossos recursos e da nossa consciência de que não podemos nos contentar com a nossa fragilidade, por sabermos que somos muito mais do que aquilo que estamos hoje. Obrigada, Marina. Agora, uma pergunta para o Alessandro. Eh, eu vou unir duas perguntas em uma. Como perdoar a quem nos fereas? Ele é meu companheiro. Mas o perdão é soltar. Como soltar quem não quer sair? Eu vivo em um relacionamento abusivo. E a outra pergunta é: Como trabalhar o perdão para homens que praticam violência contra as mulheres? >> São questões bem complexas, né? Traz aquela questão novamente da convivência e do perdão, se são coisas que se contradizem, que são opostas, né? antes de responder, só fazer um adendo. Eh, me veio uma uma ideia sobre aquela primeira questão que eu respondi para quem trabalha com atendimento fraterno. Muitas vezes aparecem pessoas naquele cenário da violência sexual, no atendimento fraterno, que a nossa primeira preocupação seja de acolher a pessoa em sua dor e não de simplesmente ofertar de cara a proposta do perdão. Porque muitas vezes a pessoa chega no atendimento fraterno com histórias parecidas, semelhantes, mais ou menos graves. E muitas vezes de plano nós já queremos, entre aspas, jogar para a pessoa a proposta do perdão, que na muitas vezes naquele primeiro momento, ela não está preparada para ouvir. Ela está mais necessitada de um acolhimento e de um abraço. talvez mais adiante um pouco naquele atendimento, talvez num outro atendimento que é comum a pessoa voltar várias vezes no mesmo atendimento em outros dias, que daí sim possamos dar sequência pedagógica à aquela conversa. Quanto a essa questão da violência

num outro atendimento que é comum a pessoa voltar várias vezes no mesmo atendimento em outros dias, que daí sim possamos dar sequência pedagógica à aquela conversa. Quanto a essa questão da violência doméstica, a questão conjugal, que muitas vezes também comparece no atendimento fraterno, temos que ter um cuidado imenso, porque nós espíritas não estamos ali para ofertar soluções e tomar decisões pela pessoa, porque nós poderíamos ser muito simplistas e irresponsáveis numa situação como essa de violência doméstica, de relação abusiva e de simplesmente chegarmos lá e falarmos não busque é separe da pessoa. Só que cada um, cada indivíduo tem o seu, a sua escala, o seu senso moral, a sua escala de valores. Há pessoas que suportam mais ou menos estas situações no seu cotidiano. Muitas vezes as pessoas vêm ao atendimento fraterno, buscam nas espíritas porque muitas vezes querem que nós tomemos a solução por elas. E não é esse o papel do espírita e nem o papel do atendimento fraterno. Nós ali fazemos orientações à luz do evangelho, a fim de que a pessoa reflita e ela possa tomar a decisão que ela ache melhor para o seu processo evolutivo. E outro ponto, ele por experiência de atendimento fraterno. Muitas vezes nós estamos ouvindo uma versão da história. Nós não sabemos se a história realmente está acontecendo daquela forma. Então, tomemos muito cuidado. Mas se de fato a pessoa vive uma relação, as duas perguntas estão conectadas, vive-se uma relação abusiva, de violência constante e diária, né? A primeira questão é que a doutrina espírita, diferentemente de muitas religiões, ela não é não tem uma uma ela não é oposta àela questão da indissonibilidade do casamento. Há situações que para salvaguardar a a questão, o aspecto físico, emocional, psicológico dos envolvidos, dos filhos como recurso de emergência. Isso há várias lições na literatura espírita. Vereda familiar de Raul Teixeira, minha família, o Mundielu, Raul Teixeira, desafios da vida familiar, Raul Teixeira, em que em

omo recurso de emergência. Isso há várias lições na literatura espírita. Vereda familiar de Raul Teixeira, minha família, o Mundielu, Raul Teixeira, desafios da vida familiar, Raul Teixeira, em que em situações muito emergenciais é possível sim optar-se por este afastamento e por essa ruptura, né? Porque aquele que estava cumprindo com o seu dever diante dessa situação de extremo abuso e violência no seu cotidiano da vida familiar, naturalmente que poderá, sem se comprometer com a lei divina, fazer esta opção. Porque às vezes ouvíamos do passado conceitos equivocados de que, ah, não, aquele que pedir a separação, divórcio se compromete diante da lei de Deus. ou a Marina muito inspirada, ela vai ter que voltar com ele novamente. Aí as pessoas ficavam com medo. Não, não é quem pede o divórcio, quem busca a justiça para se separar, é quem causa a situação. Este é o responsável do ponto de vista espiritual. Como bem inspirada Marina, não existe tabelas e roteiros certos, congelados, fixados. cada situação uma situação. Este espírito que faz a sua opção pelo distanciamento, mas trabalhando em si o perdão nessa proposta de não devolver o mal, não desejar é o sofrimento do outro, entender o nível de consciência do outro e buscar o recurso da oração para se curar e auxiliar o outro, não terá necessariamente a obrigação de voltar com o outro. A mãe poderá fazê-lo por opção, como a mãe de André Luiz na obra do nosso lar. Em nenhum momento a mãe de André Luiz, cujo marido a havia traído e estava com as duas amantes nas regiões de sofrimento no mundo espiritual, em nenhum momento na obra, ela fala que ela foi obrigada pela lei de Deus a voltar com o marido. Não. O André até se assusta André Luiz e ela ali deixa muito claro que ela estava fazendo movida pelo sentimento e estava voltando numa nova reencarnação com um marido que não cumpriu com o papel. e as duas amantes como filho. Então nós vamos ver que, conforme aqui falamos, essa questão do poder, do perdão, que aparentemente

ando numa nova reencarnação com um marido que não cumpriu com o papel. e as duas amantes como filho. Então nós vamos ver que, conforme aqui falamos, essa questão do poder, do perdão, que aparentemente somente envolve o outro, não. Ele também nos envolve. Então, dentro daquilo que nos foi proposto na pergunta, podemos ser necessário, se analisarmos, se buscarmos uma orientação jurídica, entendermos que o afastamento é o melhor caminho, podemos fazê-lo. Mas a questão que diz respeito a nós é o sentimento, as etapas, não odiar, como fazer diariamente. Ela diz: "Estou numa relação abusiva. Como perdoar todo dia?" Realmente é uma situação desafiadora. A questão é: quão abusiva é esta relação. A pergunta não nos traz essa e essa questão. O quanto eu suporto ou não esta abusividade? Até onde irão as minhas forças morais? Até quanto este marido está disposto a modificar-se ou não? É possível uma terapia de casal? Existem n alternativas que se surgem numa dinâmica de convivência para que a gente possa salvaguardar aquela relação. Vejamos o diálogo de Joana de Cusa com Jesus, que quando o busca num primeiro contato, intimamente trazia o desejo de se separar do marido, porque ele não aderia ao cristianismo. E o Cristo percebendo a a o significado daquela situação naquele contexto, diante daquela especificidade, propõe ela que voltasse ao lar e amasse o marido como se fosse um filho. Muitas vezes, dessas relações, das das relações conjugais existe esta possibilidade. que a pessoa está e disposta a fazê-lo no campo do sentimento. Há relações em que a mulher ali continuará convivendo com o marido, mas mais como um filho do que marido. Ela não é obrigada. Ela poderá fazê-lo. E quando a gente faz e age na direção do bem, nós vamos ganhando méritos espirituais. Eu não me lembro se é na obra eh sexo e destino ou se é na obra entre a terra e o céu que a a personagem ali está nesse dilema da questão do divórcio e da separação. E os benfeitores orientam que há muitas situações em que algumas mulheres, não

ino ou se é na obra entre a terra e o céu que a a personagem ali está nesse dilema da questão do divórcio e da separação. E os benfeitores orientam que há muitas situações em que algumas mulheres, não por obrigação da lei divina, mas por opção e força moral do sentimento, sustentam a relação até o fim, muitas vezes até suportando situações difíceis, elas voltam com méritos espirituais, mas isso é da maturidade, do senso moral de cada um. Ninguém está obrigado a agir, a suportar uma relação abusiva até o fim. Se fizer a opção pela ruptura, que trabalhe agora o sentimento para que ali não fique nenhum resquício de ódio que a irá adoecer. E ódio com ódio, como nós já vimos, algema. Algema, abrindo o campo, inclusive, só para deixar aqui a ideia que não foi trazida ainda, os obsessores que muitas vezes irão se nutrir, irão inspirar e potencializar essas animosidades na ambiência doméstica. A fim de que as coisas se compliquem. abemfeitores aguardando as aberturas do perdão e do sentimento, para que ali possam inspirar também eh ideias e atitudes melhores para tentar de alguma forma salvaguardar melhor aqueles que ali estão. Então, toda vez que surg essas demandas da área da família, na casa espírita, num diálogo pessoal, no atendimento fraterno, há que se ter muito cuidado naquilo que nós iremos recomendar. E repito porque é muito importante, nunca tome a decisão por aquele que está indo buscar a casa espírita. ofereça as terapêuticas do evangelho, as recomendações dos benfeitores espirituais e aquele que lá foi buscar a casa espírita terá que entrar nesse processo de reflexão, a fim de que possa eleger para ele aquilo que ele estipula naquele momento como a melhor solução. A doutrina espírita é tão rica, não é? A gente aprende que fazer o bem não é ser conivente. E às vezes você tá fazendo bem quando você coloca limites, não é? Fazer ao próximo o que desejamos para nós pode ser a necessidade de despertamento para que os dois sigam melhor. Amigos, nós estamos aprendendo

s você tá fazendo bem quando você coloca limites, não é? Fazer ao próximo o que desejamos para nós pode ser a necessidade de despertamento para que os dois sigam melhor. Amigos, nós estamos aprendendo que soltar a mágoa, o ressentimento pode exigir também, pela fala de Alessandro, uma organização no campo material da nossa vida. que a gente saia com esse propósito renovador. Nós falamos hoje que perdão é diferente de esquecimento, que perdão não apaga as consequências dos atos. Falamos também que perdão e convivência são coisas distintas. Falamos que perdão exige mente e coração. E nós chegamos ao auto perdão, esse caminho de auto amor que vamos levando para nossa casa, porque o perdão dilui o mal. Fiquem em paz.

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