O Problema da Culpa | Roda de Conversa

Mansão do Caminho 30/08/2025 (há 7 meses) 1:43:19 1,572 visualizações

📍 72ª Semana Espírita de Vitória da Conquista – Tema central: Justiça Divina Em um diálogo esclarecedor, os convidados Elaine Kapp, Max Lânio, Raquel Maia e Marina Alves analisam a culpa e seus efeitos sobre a alma, destacando como a Doutrina Espírita nos auxilia a superá-la por meio do amor, do perdão e da reparação. 📅 29/08 a 07/09/2025 📍 Centro de Convenções Divaldo Franco – Vitória da Conquista, Bahia #SemanaEspírita #JustiçaDivina #Espiritismo #RodaDeConversa #Culpa #Autoconhecimento #TVMansãoDoCaminho #VitóriaDaConquista #DoutrinaEspírita *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

Vamos passar a palavra agora para Elane Cap, que irá coordenar a conversa com os nossos amigos sobre este tema. >> Boa tarde, que alegria estar aqui com vocês. Nós agradecemos a todos que vieram nessa tarde primorosa, esse ambiente tão lindo, tão acolhedor que nós temos aqui nessa festividade espiritual. Nós agradecemos também aos amigos que acompanham pela internet. E esse momento ele é bem proveitoso, porque nos dá a possibilidade não só de refletir, mas também de participar. Por isso, reforçamos aquele convite para que vocês façam as suas perguntas, que nós temos um espaço após o intervalo para respondê-las. O nosso tema, o problema da culpa. Pela manhã nós recebemos alguns convidados que nos falaram sobre arrependimento. E foi tão bom, não é, falar a respeito desse primeiro passo para a regeneração de nós mesmos que encontramos lá no livro Céu e o Inferno, em o Código Penal da Vida Futura a partir do capítulo 16º. Mas os artigos anteriores, artigo 16º, os artigos anteriores vão falar para nós sobre esse despertar de consciência, vão falar para nós inclusive da culpa. E nós desejamos explorar esses artigos na tarde de hoje. Eles vão falar do porquê, do para quê. Então, de diferente do arrependimento, pensa assim: "Puxa, eu errei, preciso melhorar". Não é no culpa, no sentimento de culpa, eu posso pensar dessa forma: "Nossa, fiz uma coisa muito errada. Eu faço tudo errado. Sou uma pessoa péssima. Não mereço ser feliz. Parece exagerado, não é? O sentimento da culpa muitas vezes autocentrado, desperta em nós esse julgamento muito doloroso e paralisante. E a gente vai falar sobre isso. Veja, quando a gente se encontra no momento desafiador da nossa vida, ele nos convida a alguma resposta. A resposta do arrependimento, ela é uma resposta cognitiva. Eu tenho uma compreensão do fato e então eu tomo uma decisão diante daquilo que acontece de melhoramento íntimo. Mas a resposta que nós damos da culpa no sentimento de culpa, ela é afetiva. Eu sinto que errei. E esse sentir que errou pode despertar

uma decisão diante daquilo que acontece de melhoramento íntimo. Mas a resposta que nós damos da culpa no sentimento de culpa, ela é afetiva. Eu sinto que errei. E esse sentir que errou pode despertar em mim os mais variáveis, as mais variáveis consequências que a gente quer explorar. Bom, aceitar a culpa é bom. O que não é nada producente é nós ficarmos nos autodepreciando, nós nos impedirmos de crescer. Então, eu trouxe aqui uma fala de Joana de Angeles a respeito da necessidade da culpa. E ela diz para nós que a culpa ela evita a indiferença. Quando a gente pensa na origem da palavra culpa, que é erro, equívoco, todos nós na nossa trajetória nós vamos viver experiências exitosas e aquelas que não são tão exitosas assim. E aí nós vamos precisar saber como agir diante disso, né? Joana deâeles vai nos convidar então a trocar as palavras pecado ou culpa pelo conceito de responsabilidade. E ela vai dizer que isso deriva de entender que toda semeadura tem uma colheita. E a gente precisa fazer isso sem qualquer expressão castradora de discernimento. Significa é bom sentir. Tem gente que não sente culpa, seja por algum transtorno, um mecanismo de defesa, seja por não compreender os impactos das suas ações, né? Então, é bom sentir. É bom quando eu sinto que dói. Quando eu não tenho essa percepção, eu corro um grande risco de continuar num ciclo que a gente chama vicioso. A gente tem o ciclo vitorioso e o ciclo vicioso. Então, perceber que nós erramos é sinal de humanidade. Perceber o que nós causamos no meio onde nós estamos é sinal de empatia. Aí Joana vai dizer para nós que tampouco deve ser fatalista de sofrimento. Percebendo a culpa, nós não estamos fadados a sofrer. Aliás, gente, nós não sofremos nem para pagar, nem para apagar. Nós sofremos para aprender. E esse é o nosso grande objetivo aqui hoje. Nós vamos fazer isso aqui buscando eh alicerçar as nossas perguntas nos artigos do Código Penal da Vida Futura na primeira parte e na segunda parte relacionada ao tema problema da culpa.

vo aqui hoje. Nós vamos fazer isso aqui buscando eh alicerçar as nossas perguntas nos artigos do Código Penal da Vida Futura na primeira parte e na segunda parte relacionada ao tema problema da culpa. Então eu vou abrir aqui as nossas questões e a gente vai começar com o Max, buscando entender porquê que parece que a gente tem mais essa tendência à dor, ao sofrimento, ao remorço, quando percebemos que nós erramos, do que a uma consciência de despertamento para novas resoluções, melhores atitudes. Então, no primeiro artigo do Código Penal, nós lemos que a alma ou o espírito sofre na vida espiritual as consequências de das suas imperfeições que não conseguiu corrigir na vida corporal. O seu estado feliz ou infeliz é inerente ao seu grau de pureza ou impureza. E no segundo artigo, nós lemos que toda imperfeição é, por sua vez, causa de sofrimento e de privação de gozo. Não é fácil, não é? agir assim com consciência diante desse sentimento. Então a gente pergunta pro Max querido, por que considerando aí nossas construções atávicas, as nossas experiências íntimas, há muita resposta, né, do por que a gente tende a dor e o Max vai nos elucidar. >> Boa tarde a todas e a todos. Bem, nós estamos diante de uma problemática que é oriunda do mundo em que nós habitamos. Todos nós sabemos que o mundo que habitamos ainda é um mundo de expiações e provas. E o que significa isso? Que o mal ainda prevalece sobre o bem. O que significa isso? que qualquer um de nós que viva nesse mundo traz consigo as suas próprias histórias evolutivas, os seus próprios acertos, os seus próprios desacertos. E nenhum de nós que habitamos este mundo estamos ilesos ao erro. Qualquer um de nós, num processo de aprendizado da vida, passamos por experiências. E essas experiências, muitas vezes, elas são experiências fracassadas. Mas atenção, elas são experiências fracassadas porque nós deixamos de observar o código divino. Allan Kardec estabeleceu em 33 artigos uma forma de enxergarmos isso, uma forma de percebermos que há leis que regem o

las são experiências fracassadas porque nós deixamos de observar o código divino. Allan Kardec estabeleceu em 33 artigos uma forma de enxergarmos isso, uma forma de percebermos que há leis que regem o universo, que estão todas elas harmônicas entre si e que nós, os que estamos vinculados a elas de uma forma ou de outra, precisamos nos harmonizar com elas. E toda vez que nós fazemos a nossa vontade caprichosa, ao invés de fazer a vontade do Pai, tanto aqui na terra como no céu, nós estamos correndo o risco de cometer erros. E quando o erro fere as leis, eles em nós um sentimento ruim, que não é ruim por si só, ele é ruim para acordar-nos de que aquilo não é adequado, que aquilo não é compatível com o que a vontade suprema espera de cada um de nós. Daí, porque a culpa em si analisada individualmente, ela é um bem e não um mal. Ela é um bem porque ela te sinaliza tal como a dor que você não está no caminho certo. E fazendo isso, você tem oportunidade de parar, refletir e maduramente verificar o que que precisa mudar para que aquilo não se repita e não volte a sentir o mal-estar tal como sentiu. Quando fazemos isso maduramente, como dissemos, nós conseguimos passar pro estágio seguinte, não ficar naquele círculo vicioso, mas utilizar a culpa como um agente motivador para que nós acendamos para um outro patamar que foi discutido, foi conversado maravilhosamente aqui hoje de manhã, que é o arrependimento. E como a Elane bem deixou claro, onde nós já temos clareza de que erramos, é lógico em nosso raciocínio, mas não estamos perdidos sem enxergar a luz do túnel como na culpa, no remorço ou na culpa, que são sinônimos, nós nos sentimos isolados. E às vezes, por causa desse isolamento, é que nos perdemos e temos atitudes às vezes que nos ferem a nós mesmos. Mas quando madurecemos na compreensão, nós passamos a perceber que o erro é inerente ao viver. Nenhum de nós passa sem errar. O grande problema não é errar, é você permanecer no erro consciente disso. Aí você está realmente

na compreensão, nós passamos a perceber que o erro é inerente ao viver. Nenhum de nós passa sem errar. O grande problema não é errar, é você permanecer no erro consciente disso. Aí você está realmente introjetando em si mesmo pesos com os quais você vai ter dificuldade de lidar. Então, a doutrina espírita nos ensina que essa imperfectibilidade que nós nos encontramos agora é inerente ao nosso viver, mas que ela é, apesar de inerente, ela é passageira, desde que nós nos esforcemos para a nossa própria progressão. Aí, passando por outro estágio, nós passamos a ter novos horizontes e aquele peso que antes nos esmagava, nos isolava, nos maltratava, ele passa a não ser mais parte da gente. Então, qual é o ensinamento que nós temos que ter com isso? compreender que somos falíveis. Isso você pode usar como uma alto pedão, que nós vamos falar amanhã também, mas ter certeza de que se você se colocar como um culpado que não tem remissão, você estará se isolando de si mesmo, isolando-se de Deus. E quando você se isola, a ajuda não chega. E quando a ajuda não chega, você não encontra saída. Então, qual é o caminho para esse momento de muitos de nós? Muitos de nós nos sentimos culpados às vezes por coisas que não são da nossa responsabilidade direta, mas por razão essa ou aquela a gente assuma como se fosse e fica carregando aquilo. Primeira coisa que nós temos que fazer, aquilo que qualquer pessoa pode fazer sem mesmo nem ter religião, sem mesmo ser professar qualquer culto, é a oração. É nos colocarmos em contato com o mais alto. Porque quando fazemos isso, é como se acendsemos uma luz e essa luz penetra em nós e nos torna capazes de enxergar com lucidez. E assim os rumos, tanto pelo que a lucidez nos permite, tanto quanto pelas inspirações que vem do mais alto, nos assinalam caminhos e que esses caminhos nos livrarão desse sentimento que fez nos acordar, mas que não podemos permanecer nele. >> Muito obrigada. Quando nós vemos essa imagem ali, né, trazendo a razão, sentimento, a necessidade de

caminhos nos livrarão desse sentimento que fez nos acordar, mas que não podemos permanecer nele. >> Muito obrigada. Quando nós vemos essa imagem ali, né, trazendo a razão, sentimento, a necessidade de nós equilibrarmos, nos reharmonizarmos, fala muito desse processo. Mas através dos tempos a gente foi construindo o nosso entendimento de uma forma tão diversa, não é? Para algumas religiões, nós somos herdeiros da culpa. O pecado original. No espiritismo a gente já vai compreendendo a diferença, os simbolismos ali presentes, não é? e também a necessidade de nós agora caminharmos de uma forma mais consciente diante da vida, realizando esse processo de autoiluminação que o Max nos convidou, tão necessário. A gente deixa, né, de viver como era lá na lei de italião, né, olho por olho, dente por dente. Eu preciso pagar sofrendo o mesmo mal que cometeu. Não, eu eu vou pagar com a única moeda que eu tenho condições de pagar, que é a moeda do amor, a moeda do bem, melhoramento íntimo, a nossa conduta, nossa gratidão, viu? A gente continua nesse processo de falar da culpa em cima ali dos artigos do Código Penal, agora transferindo para Raquel. Não sei se as meninas querem fazer mais um comentário sobre a dor da culpa. E aí a gente quer agora passar por que a culpa acontece. Quando que acontece, quando que a gente sente isso, não é? Então, no artigo 6º do Código Penal, nós lemos: "O bem e o mal que fazemos decorrem das qualidades que possuímos. Não fazer o bem quando podemos é, portanto, o resultado de uma imperfeição. Se toda imperfeição é fonte de sofrimento, o espírito deve sofrer não somente pelo mal que fez, como pelo bem que deixou de fazer na vida terrestre. Então, gente, tem culpa pelo que a gente fez, tem culpa pelo que a gente deixou de fazer. Tem culpas que são reais, tem culpas que são irreais, não é? Às vezes a gente se sente culpado por estar doente, por não conseguir responder a vida da mesma forma que antes. Muitos de nós temos tanta dificuldade com o não que a gente se sente culpado

is, não é? Às vezes a gente se sente culpado por estar doente, por não conseguir responder a vida da mesma forma que antes. Muitos de nós temos tanta dificuldade com o não que a gente se sente culpado quando tem que dizer não. São culpas irreais, não é? Então eu vou aproveitar a presença da Raquel conosco para ela falar sobre todos esses tipos de culpa. Inclusive a gente falava ali, né, na na sala em onde nós estávamos reunidos. Nasceu uma mãe, nasceu uma culpa, né? A gente muitas vezes se culpa por tudo que a gente poderia ter feito e não teve condições de fazer ou não fez. Então, a gente quer entender melhor esse artigo. É claro que ele fala da nossa responsabilidade, mas eu desejo explorar também a questão do sentimento. Tem gente que se culpa por tudo. Tem gente que anestesia suas culpas de diversas formas ou transfere para outros. E tem gente que carrega culpas sem saber de onde elas vêm. Então, querida, quando sentimos culpa, boa tarde a todos, a todas. É uma alegria imensa estarmos aqui nesta cidade. Primeiro agradecer a Deus pela oportunidade, agradecer por esses queridos amigos que conheci presencialmente e aí nada é melhor que o abraço, o contato é maravilhoso. Agradecer ao nosso querido amigo, irmão Barreto, que é um dos responsáveis por eu estar aqui. E eu sou muito feliz e grata por isso. e dizer para vocês que aprendi uma coisa. Na linguagem de Leondi, ele nos fala que nós somos viajores do universo. Eu não sou uma cidadã conquistense, mas eu me senti uma cidadã conquistada. Então assim, já me sinto com vocês aqui e com muita gratidão. Voltando ao assunto, eh é de tão suma importância nós estudarmos esta problemática a respeito da culpa que nós vamos aprender acima de tudo, que a doutrina espírita no prefácio da obra Missionários da Luz, o Emanuel, ele vem nos dizer no resumo que a doutrina espírita é um movimento libertador e, acima de tudo, não é, consolador e liberta consciências e corações. E nesta libertação, quando nós adentramos ao espiritismo, que não é uma

resumo que a doutrina espírita é um movimento libertador e, acima de tudo, não é, consolador e liberta consciências e corações. E nesta libertação, quando nós adentramos ao espiritismo, que não é uma uma doutrina de dor, mas é uma doutrina de libertação. E aí o próprio Cristo, porque é o cristianismo rediv vivo, nos fala: "Conhecereis a verdade e ela vos libertará". E é nessa libertação que nós gostaríamos de trazer nesta tarde de bênçãos para que a gente possa entender a respeito da culpa. Na realidade, todos nós temos e realizamos ainda com os erros, muitos erros, dificuldades, equívocos que ao longo das nossas existências, mas sempre na vida, porque ora estamos no mundo espiritual, ora estamos aqui na terra, ou seja, a vida que é eterna, estamos sempre na vida, mas precisamos entender que a culpa é justamente nós compreendermos esta conotação da conse sequência natural do erro. Mas a doutrina espírita vem nos dizer que nós aprendemos também por tentativas, não é? Por erros e por acertos. E o que vai diferenciar é justamente essa não permanência nossa no erro. E aí a distinção para que a gente conheça isso é a respeito que o Código Penal da Vida Futura vem nos trazer a respeito do bem e do mal. E para que a gente entenda isso, é muito importante quando Kardec pergunta em o livro dos espíritos o que é o bem. E aí a espiritualidade superior vem nos dizer que o bem é tudo aquilo que está de acordo com as leis de Deus e o mal é tudo aquilo que se afasta disso. Mas também a gente tem a definição quando Kardec nos traz na obra a Gênesis, no capítulo 3, o bem e o mal. E a gente vai entender que Deus só criou o bem, porque o mal é a ausência do bem. E é muito interessante assim como ele compara o frio, é a ausência do calor. E falar sobre a culpa é a gente entender que Joana de Angeles nos fala no livro Despertar do Espírito, no capítulo 2, autorrealização, no item da necessidade da culpa. Ela vem nos dizer justamente que existem as culpas relacionadas, por exemplo, eh, que a gente precisa

a no livro Despertar do Espírito, no capítulo 2, autorrealização, no item da necessidade da culpa. Ela vem nos dizer justamente que existem as culpas relacionadas, por exemplo, eh, que a gente precisa substituir o termo culpa por responsabilidade, mas no sentido maior que os tipos de culpa são culpa tormentosa. E o nome já tá falando, esse tormento que pelos atavismos, né, a herança atávica, como foi trazido bem aqui, por tradições anteriores de nós aprendermos do pecado original, na realidade, pelo nosso próprio orgulho e o perfeccionismo que nós queremos avançar em relação a isso e achamos que estamos agindo de uma forma correta, ou até mesmo pelos processos obsessivos que nos tornam ainda nos sentirmos seres culpados. no erro. E a gente vem a imaginar, imaginamos, por exemplo, ser o próprio Paulo de Tarso, perseguidor dos cristãos na época, achando que estava fazendo correto, que então responsável por Estevão à sua morte e ele ficasse naquela culpa enorme, naquele grande encontro com Jesus e ali achando que o que eu vou fazer agora, ah, mas eu errei tanto, não vou fazer nada e ficar ali paralisado. É nesse sentido que a doutrina espírita vem nos orientar para esta libertação. E Joana de Anjo nos fala justamente na culpa tormentosa, é para que a gente possa melhorar o nosso campo emocional e, acima de tudo, reconhecermos acima de tudo que somos espíritos em processo de aprendizagem e o momento mais importante é o agora. Mas ela também nos fala da culpa terapêutica e é esta que a gente deve compreender como sentido de conotação positiva, porque está ligado diretamente ao nosso processo consciencial. E quando Kardec pergunta onde está escrita a lei de Deus? Ah, no livro dos espíritos, a espiritualidade responde onde? Na consciência. E é justamente esse despertar de consciência que vai fazer com que nós compreendamos verdadeiramente que o nosso sentido maior da vida é que a gente possa aprender com os próprios erros e não permanecermos na culpa e entendermos que é hora de trabalhar, trabalhar de foro

compreendamos verdadeiramente que o nosso sentido maior da vida é que a gente possa aprender com os próprios erros e não permanecermos na culpa e entendermos que é hora de trabalhar, trabalhar de foro íntimo, trabalhar em relação ao nosso próximo, no cumprimento do nosso dever. Por isso que o próprio dever ele está inserido lá no Evangelho Segundo Espiritismo, não é? A Lázaro nos trazendo que é obrigação, que é lei moral da vida, dever para com Deus, para com o próximo, para conosco. Então, a conotação que a gente vem compreender com a doutrina espírita a respeito da culpa é porque a culpa existe, porque nós somos seres humanos que precisamos ser mais humanizados para sairmos do reino da humanidade para angelitude no processo evolutivo. E um dia nós vamos conseguir. Mas para isso nos libertemos. De que forma? Trabalhando, amando, servindo, ajudando, fazendo com que reconheçamos os nossos próprios erros, mas não para permanecermos neles, mas para chegarmos no estágio do arrependimento verdadeiro, genuinamente, que nos impulsiona a reparação. Tão bom, né? A gente precisa se amar muito para se melhorar. Se a gente não se ama, a gente não realiza o esforço. A gente se esquiva da dor de sofrimento. Porque, gente, da da dor de crescer, porque crescer gera em nós necessidade de esforço. E muitas vezes nós vamos precisar tomar decisões que antes não tomávamos. E a gente vai precisar aprender a lidar com elas. Quando a gente falou, né, há muitos caminhos que a gente poderia tomar e não tomou. A vida é assim. Quando eu tomo, faço uma escolha, eu estou negando outras múltiplas possibilidades. Se eu ficar preso ao e se eu tivesse feito e se eu tivesse percebido, eu não avanço. Estas percepções, essas análises, elas nos convidam ao melhoramento, mas os passos seguem, não é? Então, a gente falou aí da dor da culpa porque dói. A gente falou dos tipos de culpa, culpa lúcida, culpa tormentosa. E agora a gente vai falar da necessidade da culpa com a Marina. E a gente utilizou para isso o artigo sétimo do

r da culpa porque dói. A gente falou dos tipos de culpa, culpa lúcida, culpa tormentosa. E agora a gente vai falar da necessidade da culpa com a Marina. E a gente utilizou para isso o artigo sétimo do Código Penal da Vida Futura, Céu e o Inferno. O Espírito sofre pelo mal que fez, de maneira que, sendo a sua atenção constantemente dirigida para as consequências desse mal, melhor compreende os seus inconvenientes e trata de corrigir-se. Então, a culpa tem um papel na nossa vida, não é? A gente que trabalha com o Evangelho Rede Vivo, né? A gente sempre quer resgatar alguma passagem evangélica. E eu fui lá em a primeira carta aos aos aos Coríntios, Paulo dizendo assim: "Olha, lembra quando a gente falou que tem gente que não sente culpa? Nem por isso deixa de ser culpado". Então ele diz: "Porque a minha consciência em nada me acusa, mas nem por isso sou inocente? Nós não deixamos de ser responsáveis, não é? Então, querida Marina, fala para nós a respeito dessa conscientização de nós mesmos, da nossa conduta sobre a necessidade de culpa em nossas vidas. >> Bom, primeiramente cumprimentá-los. Boa tarde a todos. fazer das palavras de Raquel também as minhas, agradecer a Deus, a espiritualidade, a Barreto, a toda a organização que nos possibilita aqui estarmos para que possamos juntos pensar um pouquinho tantos temas que em uma composição harmônica tornam a justiça divina algo muito mais compreensível para nós enquanto espíritos imortais. E a culpa ela chega em um lugar muito presente em nossas vidas como um todo, não apenas em uma encarnação, mas na nossa trajetória de espíritos. Pensando a nossa trajetória de espíritos, especialmente em um ambiente espírita, nós não poderíamos deixar de pensar a relação com o evangelho. Qual o sentido da culpa se pensamos a culpa a partir daquilo que nos trouxe Jesus? Quais são as propostas do mestre de renovação íntima a partir das nossas dores? O que que Jesus veio nos trazer? Que nos mostra, que propõe escancarar as portas dos nossos corações, tirando as

Jesus? Quais são as propostas do mestre de renovação íntima a partir das nossas dores? O que que Jesus veio nos trazer? Que nos mostra, que propõe escancarar as portas dos nossos corações, tirando as traves dos nossos olhos, fazendo com que nós sejamos capazes de nos enxergarmos a nós mesmos? que nos conecta com a culpa no lugar de ao enxergar enxergarmos o erro, não somos capazes de nos conectarmos também com a nossa capacidade de movimentar os nossos recursos para superarmos esse erro. E então que a culpa cumpre com um papel que já foi introduzido. Aproveitarei um pouco das reflexões já trazidas. cumpre com o papel de nos despertar, nos despertar primeiramente no campo da emoção, no campo do sentimento, para que a partir de então nós tenhamos as vistas mais esclarecidas para necessidade de mudança. Porque muitas vezes na compreensão da vida, na compreensão também do evangelho, nós entendemos o certo e o errado. Nós entendemos quais seriam os melhores caminhos. Nós entendemos qual a proposta que melhor se adequa àquilo que buscamos enquanto espíritos. Porém, escolhemos o caminho contrário, como comentávamos. Escolhemos nadar contra o fluxo natural da correnteza divina, apesar de sabermos. Elane fez uma introdução com relação à culpa e o arrependimento, onde o arrependimento seria muito mais racional e a culpa muito mais emocional. em que para que o arrependimento seja efetivo, como Raquel terminou, é preciso muitas vezes que primeiro a emoção nos toque, que primeiro a dor seja grande demais para prosseguir no mesmo caminho. Porque se apenas eu sei que o caminho é inadequado, eu talvez ainda não me movimente. Mas eu não mais suporto este caminho inadequado. Eu começo a fazer a as escolhas, as decisões que me movimentam a uma recomposição desta rota. Portanto, a culpa teria um lugar muito pontual, que é muito diferente do lugar que ela frequentemente ocupa, em que ela cumpre com uma função de nos despertar, como foi comentado, ela cumpre com o momento inicial, com start,

um lugar muito pontual, que é muito diferente do lugar que ela frequentemente ocupa, em que ela cumpre com uma função de nos despertar, como foi comentado, ela cumpre com o momento inicial, com start, para que nós possamos caminhar ao contrário das nossas posturas, de encontrarmos de de maneira muito próxima à culpa, o vitimismo, onde eu reconheço o meu erro, onde eu não decido pela transformação e me torno vítima do meu erro. De modo que não é exagerado os primeiros comentários de que não mereço nada, não acerto em nada, eu não sou ninguém, porque estes sentimentos tornam-se reais. Quando eu me confundo com apenas o algós e me esqueço que, em verdade, sou grande responsável ou sou a grande responsável pela construção da minha caminhada de progresso, na qual eu não sou apenas o agente de dano, mas eu também sou o agente do conserto. E que se Deus coloca em minhas mãos a capacidade de discernir, de compreender os erros e os acertos, ele também coloca em minhas mãos o amparo necessário para que através do meu pensamento, este mesmo pensamento que me martiriza, eu possa me salvar, eu possa me reconectar com a essência divina que habita em cada um de nós. Então, para finalizarmos, Jesus nos convida em um primeiro momento, em uma primeira reflexão sobre qual o papel de reconhecermos os nossos erros, é de humildarmos, por assim dizer, trazermos humildade ao nosso coração, pedirmos forças na certeza do amparo para podermos seguir e caminhar. Obrigada, Marina. As forças que jamais nos serão negadas, não é? Então, nesse momento, a gente pro nosso segundo bloco. Nós vamos falar do problema da culpa. E nós não temos a pretensão de enumerar todos os problemas, mas a gente escolheu três, dentre eles, o problema de ordem pessoal íntima. o problema eh que tenha vínculo com as relações e o terceiro relacionado às reencarnações. Eu vou começar com a Raquel, com o problema de ordem pessoal. E vou utilizar para isso o livro Jesus e a atualidade de Joana de Angeles para começar, onde ela diz: "A culpa é sombra

às reencarnações. Eu vou começar com a Raquel, com o problema de ordem pessoal. E vou utilizar para isso o livro Jesus e a atualidade de Joana de Angeles para começar, onde ela diz: "A culpa é sombra perturbadora na personalidade, responsável por enfermidades sues causadas causadoras de desgraças de várias ordens." Enumeramos algumas consequências da da culpa tormentosa, dentre elas entorpecimento emocional, distorção de fatos, autorecriminação, insegurança, sentimento de desvalia, remorço, complexo de inferioridade. Então, essa culpa desadaptativa quando a gente não consegue lidar com a dor. Gostaria então, Raquel, que você fizesse uma abordagem sobre os problemas da culpa, as consequências da culpa relacionadas a nós mesmos. Como falávamos, a culpa ela precisa ser analisada por cada um de nós. E o melhor processo é este reconhecimento de buscarmos realmente nos libertar a cada instante. quanto a potencialidade desta culpa em virtude da problemática que cada um está inserido e no âmbito pessoal, a doutrina espírita vem nos dizer, em primeiro lugar que nós precisamos entender verdadeiramente quem somos. Quando a gente começa a perceber, não é, que somos todos filhos de Deus, muito amados, criados para a felicidade, porque o objetivo da encarnação, tá lá no livro dos espíritos, a espiritualidade superior nos fala, é a perfeição. Joana de Anjos vem nos dizer para que a gente possa trabalhar esta questão questão da culpa enquanto sombra para chegarmos aonde? Na luz. Então, somos todos filhos de Deus, filhos da luz, filhos do amor. E se fomos criados à imagem e semelhança de Deus, todos nós temos em nós a essência divina e somos centelhas divinas também e precisamos reconhecer isso. Mas na realidade a culpa, ela neste âmbito interno precisa ser trabalhada às vezes não só intimamente sozinhos. Ou seja, nós precisamos ter a humildade de reconhecer que muitas vezes estamos adoecidos e precisamos nos curar. Hoje de manhã foi falado pelo nosso querido irmão Alessandro a questão de quantos

nhos. Ou seja, nós precisamos ter a humildade de reconhecer que muitas vezes estamos adoecidos e precisamos nos curar. Hoje de manhã foi falado pelo nosso querido irmão Alessandro a questão de quantos espíritas não realizam próprio atendimento fraterno para si mesmo. E aí a doutrina espírita na obra O Despertar do Espírito através de Divaldo Franco na psicografia, através de Joana de Ângeles, ela vem nos dizer: "Precisamos buscar em muitos casos o terapêutica profissional, o psicólogo, o psiquiatra, a medicação para este reconhecimento de entender realmente para poder sair, porque muitas pessoas a gente sabe que isso pode gerar o quê? fatores emocionais que geram ansiedade, que geram mas uma ansiedade não só aquela natural que é comum do ser humano, mas o um o fator patológico e também chegar até a depressão, que muitas pessoas imaginam que é ah, você é espírita ter depressão. Ah, isso não era para acontecer. e vem no nível das palavras, quando na realidade nós precisamos ser pontes de luz para dar a mão e ajudar as pessoas a direcioná-las e compreender que às vezes é preciso sim ir ao terapeuta, ir ao psiquiatra, ir ao psicólogo e também ao centro espírita fazer o tratamento espiritual que nós indicamos muitas vezes na tribuna. E eu não sei aqui na terra de vocês, mas na minha terra, na Paraíba, tem algumas pessoas que vão fazer tratamento espiritual noutra casa espírita, que é para poder o outro de casa não ver que eu estou também adoecida. Aqui não acontece isso não, né? O povo baiano é tudo sarado, né? Mas assim, olha, para que a gente possa analisar, para que a gente possa perceber o quanto a o Espiritismo vem nos falar, que aí é claro, nós vamos nos curar. Emanuel nos diz que a definição de saúde para Emanuel é a perfeita harmonia da alma. E é interessante porque ele também vem nos dizer que através da doença nós começamos a entender o princípio da cura. Ué, como assim? A doença começo da cura? Sim. De poder fazer esse processo de expurgo, de entender verdadeiramente

bém vem nos dizer que através da doença nós começamos a entender o princípio da cura. Ué, como assim? A doença começo da cura? Sim. De poder fazer esse processo de expurgo, de entender verdadeiramente que é preciso passar na conscientização e através da culpa a gente começa, inevitável chegar ao arrependimento para que a gente possa realmente mudar e mudar num patamar. com Jesus que nos ama, que nos entende, que disse: "No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo". E aí a gente buscar a luz do entendimento, do conhecimento, no brilhe a vossa luz. E assim a gente vai conseguir realmente olhar para dentro de si e poder começar a cuidar de si mesmo, né? Cuidai do corpo e do espírito. Tá lá no capítulo 17, sede perfeitos. Quando o espírito George nos fala, e a gente sabe muito bem, cuidar do do espírito, nós muitas vezes conhecemos e deixamos a matéria adoecer numa negligência que precisamos hoje melhorar cada vez mais os nossos sentimentos, as nossas emoções. E Jesus é o caminho. Não por acaso encontrar-se com ele. Eu sou o caminho, a verdade e a vida. E ninguém vem ao Pai senão por mim. Encontremos com ele o maior psicoterapeuta da face da terra de Joana de Angeles. E nós seremos saudáveis e curados. >> Muito obrigada, Raquel. A gente falou então do problema íntimo e agora a gente vai falar das relações, das sintonias. Nós sabemos que o sentimento da culpa é um poderoso fator de manipulação. Quem já viveu com pessoas manipuladoras sabe o quanto elas fazem com que aqueles que estão ao redor se sintam culpados. E isso por quê? Porque então a gente aceita o julgo opressor, o comando, o domínio. Isso não acontece só no meio físico, acontece também no espiritual. Então esse fator de manipulação também tem um outro vinculado que é desculpabilização. Quando a gente normaliza o equívoco, a gente diz: "Tá tudo bem fazer isso todo mundo faz, mas a gente ainda continua sendo responsável, não é?" Então nós vamos falar sobre essas influências e para isso nós trouxemos o livro Nos

equívoco, a gente diz: "Tá tudo bem fazer isso todo mundo faz, mas a gente ainda continua sendo responsável, não é?" Então nós vamos falar sobre essas influências e para isso nós trouxemos o livro Nos Bastidores de Obsessão Manuel Filomeno Divaldo, que vai falar sobre a consciência culpada. O remorço faculta o sentimento de ideias fantasmas, apavorantes, que ensejam processos obsessivos de resgate de dívidas. também num outro livro que maravilhoso de se ler. A gente comentou muito ele antes de entrar aqui nesse palco. É o livro Entre a Terra e o Céu de André Luiz. A gente vai ter uma fala de Clarêncio depois da desencarnação do Julinho, né, afogado. E aí ele vai dizer a respeito do sentimento de culpa de Zumira. E ele vai falar que o sentimento de culpa é sempre um colapso da consciência e através dele sombrias forças se insinuam. Então a gente pede aí pro Max nos conduzir na sua abordagem sobre os problemas da culpa que são relacionados às sintonias, às relações. >> Jesus certa vez asseverou. Se vens trazer oferenda e lembra-se que tem alguém, alguma coisa, ou alguém contra você ou você contra alguém, ele recomenda que a oferenda de deva ser deixada de fora e que se volte e se reconcilie. com o adversário enquanto está a caminho. Enquanto está a caminho. Porque se assim não for, pode ser que você seja entregue ao juiz, o juiz mande o meirinho e você será metido numa prisão e daí não sairá enquanto não pagar o último seitil. Nós estamos falando de um processo que o relacionamento humano implica. Nós vamos ter pessoas com as quais nós nos simpatizamos, mas nós vamos ter pessoas também que não simpatizamos e que também não se simpatizam com nós. Nós estamos, voltamos a repetir, no mundo de expiações e provas em que as diferenças evolutivas existem, em que as similidades vinculadas aos erros também existem. E geralmente aquele que traz culpa projeta a culpa no outro porque vê no outro a si próprio. Se nós já compreendemos isso com a clareza que Jesus trouxe e agora com

inculadas aos erros também existem. E geralmente aquele que traz culpa projeta a culpa no outro porque vê no outro a si próprio. Se nós já compreendemos isso com a clareza que Jesus trouxe e agora com esclarecimento sublime que o Espiritismo nos mostra que a vida não se encerra, que a vida prossegue, por esperar para que alguém morra para depois se arrepender de não ter pedido um perdão, uma desculpa, de ter oferecido um braço amigo e deixar que o outro vá com ressentimentos acerca de nossas atitudes, porque nós não tivemos a humildade de procurá-lo. Diminuir o peso do orgulho é tarefa difícil para esses habitantes deste planeta que somos nós. Mas é preciso que lutemos contra esta força opressora, porque se não o fizermos, nós seremos fadados a termos que ser metidos numa prisão. E essa prisão chama-se obsessão. Porque muitas vezes os que foram ofendidos ou que se sentem como tal, mesmo que não tenham sido ofendidos, muitas vezes eles não têm ainda, como muitos de nós não temos, a capacidade de perdoar, a força espontânea de buscar esquecer aquele mal que se envolveu. E por causa disso, muitos deles se sentem no direito, no direito de fazer com as próprias mãos a dita justiça que nós colocamos entre aspas, que nada mais é do que uma espécie de vingança. E esse é o ponto que enchameia-se nessa terra. A quantidade de obsessões se nós pudéssemos observar com os olhos do espírito que existem nesse momento no planeta, são absurdas. muitos suicídios, muitas depressões, muitos acidentes, muitos problemas de ordem conjugal tem sua matriz nessa permissão que damos paraa invasão daqueles que se julgam no direito de se justiçar. E é por isso que nós precisamos aprender que esse essa ligação que possa ser estabelecida entre aquele que nos quer mal e que nos quer fazer sofrer e nós mesmos depende de nós mesmos. Porque se nós tivermos a capacidade de intimamente pedir perdão e, se possível procurar ainda fisicamente o perdão, façamos enquanto antes. Senão ainda tem o recurso da prece em que nós nominamos a

s. Porque se nós tivermos a capacidade de intimamente pedir perdão e, se possível procurar ainda fisicamente o perdão, façamos enquanto antes. Senão ainda tem o recurso da prece em que nós nominamos a o nome da pessoa propriamente dita, que a gente sente que há problema com a gente. E mesmo que ela esteja desencarnada, os pensamentos se comunicam e ela será atingida. Se nós pudermos, utilizamos os recursos das ajudas espirituais. Cada um de nós, por misericórdia de Deus, temos um benfeitor que está ao nosso dispor. Diz Kardec que eles se sentem alegres de serem utilizados, de serem chamados, de serem solicitados, porque eles estarão ajudando-nos a encontrar harmonia íntima. E esse processo obsessivo não existiria se nós definitivamente assumíssemos que erramos e pedíssemos o perdão. Porque já não passa a ser mais o problema desse que fez isso, mas daquele que se vai aceitar o perdão, como disse Jesus, nós não sabemos. Se aceitar, ganhamos o irmão. Senão, ele terá que resolver com a própria vida, mas não mais conosco. Então, essa ligação incisiva, essa ligação obsessiva só se estabelece porque nós damos guarida para tal. E quando a criatura carrega pesos tremendos na consciência, nós temos coisas que nós nem imaginávamos que pudesse acontecer. No livro Libertação de André Luiz, pelas mãos abençoadas do nosso Francisco Când Xavier, nós vamos ter um capítulo em que vai falar de licantropia. Temos um hipnotizador inteligentíssimo, com força mental impressionante, que vai se utilizar da fragilidade de uma moça, de uma mulher que tinha cometido muitos abortos. E ele vai incutir nela as lembranças e ela vai se sentindo tão mais culpada do que já se sentia. E ele vai induzindo-a a se transformar numa loba e ela se deixa conduzir porque o perespírito é um perespírito plástico e ela pode perfeitamente se transformar naquilo que ela introjetou como culpa. Eu estou trazendo esse exemplo que é extremo para mostrar que essas ilusões, como nosso querido eh nosso querido livro Tormes da

ode perfeitamente se transformar naquilo que ela introjetou como culpa. Eu estou trazendo esse exemplo que é extremo para mostrar que essas ilusões, como nosso querido eh nosso querido livro Tormes da Obsessão trouxe, nós temos essas ilusões criadas pelas mentes dos obsessores que fazem-nos enxergar essas situações como se elas fossem reais. Em atendimentos que nós temos feito na casa espírita, temos ouvido pessoas falando que vem no espelho sangue. O sangue não tá lá, mas a ilusão criada pelo obsessor está e aquilo é tão real para ela e que se você falar que não está, a pessoa vai dizer que você não está entendendo nada, porque para ela aquilo é real. Entre a licantropia e os eventos ilusórios existe uma distância, mas o fenômeno é o mesmo, a guarida da culpa. O único recurso é nos livrarmos da culpa, é ter a humildade de pedir perdão. Eu me lembro pessoalmente de uma época que eu fazia ainda o curso de graduação e nós morávamos em República. Eu não sei se o pessoal sabe o que que é isso hoje, mas naquela época nós não tínhamos muitas oportunidades e a nossa saída era morar em repúblicas, vários alunos, vários universitários. E teve uma época que nós tivemos que morar numa república em que existiam homens e mulheres. E nessa república tinha uma das moças que ela era muito perfeccionista e ela tinha muita rigidez nas maneiras. Então se você deixasse uma coisa fora do lugar já era motivo de discórdia. E como eu sou espírito ruim, vocês não deixariam nem entrar que se soubesse tanto que eu sou ruim. E naquela época eu ainda era jovem. Pensa no que que seria acontecer. Ah, minha filha, vai dizer paraa sua tia o que que você tem que fazer. E aí deu um problema de malestar entre ela e eu. Mas eu não fiz por maldade. Ela também não fez por maldade. Ela queria manter a casa limpa, arrumadinha, como é o certo. Ela tava certo. Eu aqui era, obviamente mais ali pouco preocupado com isso naquela época. Mas o que aconteceu? Ficou um malestar. Passou o tempo, ela desencarnou num

impa, arrumadinha, como é o certo. Ela tava certo. Eu aqui era, obviamente mais ali pouco preocupado com isso naquela época. Mas o que aconteceu? Ficou um malestar. Passou o tempo, ela desencarnou num acidente de ônibus quando ela descia para voltar paraa casa dela. E nós nunca tivemos a oportunidade de conversar pessoalmente para poder resolver isso. Certo momento de minha vida, eu remeti a ela uma prece e eu disse para ela com todo o meu coração, não falei com a razão, falei com o meu coração, que eu jamais quis o mal dela, que aquilo foi feito pela minha imaturidade, que eu deveria, ela estava certa, eu deveria seguir sim a ordem da casa, porque era o que certo fazer, mas eu não fui capaz e pedi a ela perdão. Eu não sei se ela me perdoou ou não. Ela nunca me fez processo obsessivo, mas a mim pessoalmente eu me livrei de um passado que não foi importante na essência, mas que estava em mim e hoje ele não está mais. Então esse é o momento em que a gente se desvincula pela nossa própria decisão íntima. E é por isso que eu reporto essa experiência pessoal que para mim fez um bem imenso. Nossa gratidão por isso. E já aproveitamos para convidá-los para a roda de conversa do perdão amanhã. Queridos, você está passando aí a oportunidade de fazer a as perguntas pro bloco após o intervalo. Mas antes do intervalo, nós temos mais uma pergunta direcion para Marina. o problema da culpa que nós carregamos através das reencarnações. Então, em o Código Penal, no artigo 9, nós vamos ler que toda falta cometida, todo mal realizado é uma dívida contraída que deverá ser paga, se não o for em uma existência, selo há na seguinte ou seguintes, porque todas as existências são solidárias entre si. Querida, faz sua abordagem para nós. >> Gostaria de aproveitar o finalzinho da fala do Max no sentido do desvincular-se do passado e trazendo o desvincular-se especificamente para aquilo que nos prende em sentidos negativos, entendendo como Alessandro já trouxe em outros momentos, que as nossas

entido do desvincular-se do passado e trazendo o desvincular-se especificamente para aquilo que nos prende em sentidos negativos, entendendo como Alessandro já trouxe em outros momentos, que as nossas existências são solidárias, que a nossa vida se dá por entre muitas existências em que uma complementa a outra. Nós vamos entender que também os nossos débitos, como os nossos méritos, as nossas histórias percorrem essas existências. De modo que no evangelho nós temos uma mensagem que nos faz refletir, em que está dito assim que muito mais nos admiraríamos da bondade divina se pudéssemos apreender a complexidade e a perfeição das relações que nos unem uns aos outros por entre as existências. e não apenas uns aos outros, mas de nós mesmos para com as nossas próprias histórias. Nesse sentido, torna-se pouco relevante descobrirmos quais as origens exatas, se desta encarnação ou se de outra encarnação, as origens dos nossos sentimentos e das nossas dores. Mas torna-se muito mais importante o nosso movimento para curá-las. para solucioná-las, para fazer o movimento de mudança necessário, para que nós possamos tomar atitudes, comportamentos, vieses, que nos distanciem daquilo que nos aproxima do sentimento da culpa e que nos aproxime da do nosso refazimento. Porque se formos pensar, o nosso estado mental, ele não diz respeito apenas ao momento presente, mas ele é também uma consequência daquilo que já foi construído. que ele agora se torna a causa do nosso momento futuro, onde nós temos a oportunidade de entendermos por dois lados a os acontecimentos da nossa vida, onde por um lado, embora não compreendendo, nós buscamos a praticidade do processo, embora não compreendendo o porquê de um determinado parente, eu compreendo a necessidade do aprendizado, do aprender a amar assim. for possível da tentativa da busca desse aprender a amar e caminho a partir daquilo que eu sei que tenho que fazer, sem necessariamente me prender às razões que me trouxeram a este momento. Até porque

for possível da tentativa da busca desse aprender a amar e caminho a partir daquilo que eu sei que tenho que fazer, sem necessariamente me prender às razões que me trouxeram a este momento. Até porque sabemos que o esquecimento do passado é, em verdade, um grande presente da misericórdia divina em nossas vidas. E se optamos pela segunda opção a qual o Espiritismo nos convida, a qual Jesus nos convida desde a muito, que é a opção do recomeço, nós vamos nos encontrar em um processo de modificação íntima, em que continuaremos nos equivocando, mas que os nossos equívocos nos levarão ao arrependimento e não necessariamente à culpa. e que a partir desse arrependimento, nós poderemos continuamente reconstruir. De modo que nos lembrando de uma história que tá relatada nos mensageiros, no livro Os mensageiros, nós não levemos para o plano espiritual atavismos que nos prendam as nossas dores. Nós vamos encontrar o caso de Paulo, um personagem em que ele foi o agente desestruturador de muitos lares, inclusive do lar de Alfredo e de Ismalha, em que Alfredo, após se reconstituir no plano espiritual, tem a oportunidade de resgatar a Paulo como a quitação de uma dívida com a sua própria consciência, como a oportunidade de que ele, Alfredo, na tentativa de aprender o evangelho, pudesse aprender o perdão e o reconciliar-se. E nós encontramos um diálogo entre André Luiz e Aneto, em que André Luiz muito se espanta pelo estado de Paulo no plano espiritual, diante do qual Aniceto narra essa história de maneira mais prolongada. E Paulo estava em um estado de profunda demência, de profunda confusão, em que não sabia encontrar e concatenar muito bem a sua própria personalidade e os seus entendimentos movido pela culpa. Porém, em vida, Paulo teve uma trajetória retilínea aos olhos dos indivíduos. nunca foi descoberto ou punido. Imaginou que através dos seus recursos, digamos, de ignorar as suas realidades íntimas, de satisfazer-se a partir daquilo que buscava de sensações, conseguiria driblar a culpa que carregava dentro de

Imaginou que através dos seus recursos, digamos, de ignorar as suas realidades íntimas, de satisfazer-se a partir daquilo que buscava de sensações, conseguiria driblar a culpa que carregava dentro de si. Ao chegar no plano espiritual, todos nós nos deparamos com as nossas verdades mais íntimas. Todos nós nos deparamos com a realidade de que as nossas vidas não apenas se interconectam entre uma encarnação e outra, mas que os nossos estados de encarnado, desencarnado, reencarnado e desencarnados são continuamente uma consequência uns dos outros. E então que por não ter vivenciado o processo de refazimento, de arrependimento, de reconciliação primeiro consigo mesmo e depois com o outro, durante a sua encarnação, ele se depara com uma necessidade de reforma através da dor no plano espiritual, que naturalmente o levaria para uma um contexto muito diverso de uma próxima encarnação do que aquele que ele teria se houvesse tomado iniciativa. a partir do reconhecimento do erro. Ainda aqui, a intenção dessa narrativa é para que possamos compreender, para que possamos, em verdade, nos lembrarmos daquilo que já sabemos, que quando temos a oportunidade de refazer no hoje, não é apenas o nosso dever diante da lei divina, mas é o nosso dever diante dos nossos próprios corações. É o nosso dever diante da consciência de que somos nós, os agentes da nossa própria felicidade, como o Espírito de verdade vai escrever no Evangelho em que Deus nos criou simples e ignorantes para que nós pudéssemos ser os artífices da nossa perfectibilidade. Que portanto em muito ouvindo, em muito refletindo, nós tenhamos a coragem, que é talvez uma das nossas maiores dificuldades. Tenhamos a coragem de olhar para dentro e termos a certeza de que, por mais aguda seja a dor do assumir as nossas faltas no hoje e buscar recompô-las, sempre será melhor do que o adiar o inevitável. Nossa gratidão a todas as reflexões aqui. Nós vamos fazer um breve intervalo agora e retornamos 16:40 para as respostas que foram, né, que que recebemos agora

será melhor do que o adiar o inevitável. Nossa gratidão a todas as reflexões aqui. Nós vamos fazer um breve intervalo agora e retornamos 16:40 para as respostas que foram, né, que que recebemos agora na pergunta de vocês aqui presentes e também do pessoal da internet. Gratidão. Retomando então a nossa roda de conversa, nós vamos até 5:30. E nós recebemos as perguntas tanto daqueles que estão presentes quanto dos nossos amigos internautas. Vamos começar a primeira pergunta para o Max, que diz assim: Quando o ódio e a falta de perdão se passa dentro da própria família, o que fazer? Nós sabemos que paraa nossa realidade espiritual no nosso planeta, a maior parte das famílias, a esmagadora maioria delas são famílias de reajuste. Então isso normalmente tem causa anterior em outras desavenças que deva ter havido entre os membros daquela família. E o objetivo de formar-se a família é exatamente mudando-se de corpos, não se reconheçam aqueles espíritos e, portanto, possam ter um novo ponto de partida para um novo recomeço. Mas mesmo não se reconhecendo, esses espíritos se presentem pelas emissões de alma para alma no campo da antipatia ou da simpatia que a gente chama gratuita, que acontece em que a gente entenda de imediato porquê. O fato é que se estão dentro desse cadinho de regeneração chamado família, é porque ali é a escola onde precisam aprender a amar. Mas antes de aprender a amar, necessariamente passamos pelo fato de aprender a respeitar. E se o ódio, seja ele agora desta existência ou seja ele trazido de existência passada, não vem ao caso. Se ele aflora, é um motivo para que a gente coloque o que nós temos aprendido na doutrina espírita. Coloque o evangelho de Jesus em prática. Nós precisamos conhecer o evangelho de Jesus, mas nós precisamos viver esse evangelho de Jesus dentro de nossos lares. E é importante que nós não fiquemos apenas no campo da informação, sabendo, conhecendo o espiritismo, conhecendo o evangelho, compreendendo, mas não sentindo esse evangelho dentro de nós. Quando nós

. E é importante que nós não fiquemos apenas no campo da informação, sabendo, conhecendo o espiritismo, conhecendo o evangelho, compreendendo, mas não sentindo esse evangelho dentro de nós. Quando nós temos essas desavenças, nós estamos sendo chamados aí, primeiramente a nos reajustarmos intimamente. Então, se eu tenho indisposição com um parente, que seja ele qual for, o primeiro a mover esforços para resolver o problema tem que ser eu. Eu tenho conhecimento disso. Eu não posso mais alegar que não sabia como fazer, porque eu sei como fazer. Só que se exige uma coragem, uma coragem íntima de lutar contra aquela energia negativa que tá prevalecendo no nosso íntimo para poder romper com ela. O mundo de fora, ninguém de fora vai ver a luta que você tá travando intimamente. Mas é essa luta que você tá travando intimamente que o mundo espiritual vê, é que vai fazer a diferença. E você vai conseguir alijar o ódio de uma hora para outra ou se vai levar um tempo, isso não vem ao caso. Porque se reconhece o verdadeiro espírita como o verdadeiro cristão nos ensinou Allan Kardec, pelo esforço que faz para domar as más tendências e ódio é uma das piores tendências que alguém possa carregar. Mas se eu não carrego o ódio, mas eu sinto o ódio do outro, eu tenho que usar um outro recurso evangélico, perdão das ofensas. Tem que olhar aquela pessoa que me desperta, esse sentimento ruim, esse sentimento que causa malestar intimamente, como um irmão que não sabe o que faz. Lembrar quando Jesus estava na cruz, mesmo tendo sido escolhido para ser assassinado, trocado por um ladrão convencional, mesmo assim ele olhou do alto para aquelas pessoas e compreendeu que eram crianças espirituais. e rogou ao pai: "Pai, perdoa-os. Eles não sabem o que fazem." Se Jesus no deu a última lição plantado numa cruz ignomniosa, com essa força de de um coração que é ele, por que que nós não podemos nos esforçar para fazer o mesmo dentro de nossos lares? É preciso que a humildade entre nas conjeturas das nossas

ruz ignomniosa, com essa força de de um coração que é ele, por que que nós não podemos nos esforçar para fazer o mesmo dentro de nossos lares? É preciso que a humildade entre nas conjeturas das nossas intimidades. É preciso que abaixemos a nossa serviz orgulhosa para que o mundo de paz se estabeleça dentro de nós. A paz não se constrói de fora para dentro. A paz se faz no esforço ingente de se automelhorar. E ninguém se automelhora tendo anciso, tendo problemas, tendo antagonismo com o outro. Aprendamos a ver o outro como crianças espirituais e endereçamos a eles o nosso melhor. Oremos por eles, queremos o bem deles, seja ele quem for, membro de uma família ou não, porque assim então nós estaremos fazendo a transmutação daquela energia perversa para uma energia de suave, uma energia de paz, uma energia que nos sustenta o equilíbrio junto ao equilíbrio cósmico. >> Muito obrigada. Nós agora temos uma pergunta paraa Marina. A gente falou da culpa saudável e também da culpa tormentosa e fomos sendo direcionados ao arrependimento na fala inicial. O arrependimento sincero já é facilmente percebido por quem foi lesado? Ou nós precisamos expor a quem tenha sido machucado a nossa mudança de comportamento. Existe uma grande diferença entre a nossa posição íntima e a posição de percepção do outro, tanto por um fator de não sermos capazes automaticamente de demonstrarmos, quanto pelo fator da impenetrabilidade, digamos assim, daquele que poderá receber a nossa mudança de conduta, de modo que em nos arrependendo, tendo ou não mudado diretamente a conduta para com esse outro. Nós não podemos esperar necessariamente a validação do outro do nosso comportamento. Não podemos esperar que o outro nos ofereça aquilo que nós gostaríamos de receber quando em um momento antes, nós também não fomos capazes de oferecer a este outro aquilo que ele gostaria de receber. Então, nem sempre o arrependimento, por mais que sincero, vai ser percebido automaticamente por um fator energético pelo outro. Naturalmente que é

ecer a este outro aquilo que ele gostaria de receber. Então, nem sempre o arrependimento, por mais que sincero, vai ser percebido automaticamente por um fator energético pelo outro. Naturalmente que é necessário que para que essa percepção ocorra, que nós mudemos um pouco, mudemos efetivamente, melhor dizendo, a nossa conduta no que diz respeito à falta cometida. Mas talvez mais importante do que isso, nesse momento de pensarmos sobre a culpa e sobre o nosso processo íntimo de nos relacionarmos conosco mesmo, com a nossa consciência diante das leis divinas, seja a compreensão de que não é a partir do outro que nós vamos estabelecer os nossos parâmetros de caminhada ou não, mas a partir da retidão da nossa consciência que retoma algo que Max já comentou, no sentido de que a partir de No momento em que eu perdoo ou que eu mudo, eu estou em paz comigo mesmo e o outro passará a ser uma questão que pertence à vida do outro. Muitas vezes, apenas para exemplificar de maneira rápida, nós não teremos a oportunidade de apresentar aquele que nós ofendemos a nossa mudança. comentávamos sobre o livro 50 anos depois, em que o pai de Célia, Evío, ele em um primeiro momento, a expulsa de casa e é um dos grandes agressores, um dos grandes provocadores das dores que ela viria a ter na trajetória de vida. Ao final de sua vida, ele tem a oportunidade de reencontrá-la no momento e de descobrir quem ela era no momento da sua desencarnação. Mas durante toda sua trajetória, onde houve uma efetiva mudança das suas concepções, ou seja, o pai que expulsou a filha de casa já não era mais o mesmo indivíduo que desencarnava. passou por um processo de arrependimento e de mudança. Nesse processo, ele não poôde mostrar a Célia que ele havia mudado. Mas a mudança e a retificação da consciência aconteceram, porque foi dele para com ele, para com Deus. E no final ele teve a graça de estar em contato com a sua filha. Nós podemos não ter a oportunidade de nos retificarmos, de nos redimirmos, digamos assim, diante daqueles a quem

om ele, para com Deus. E no final ele teve a graça de estar em contato com a sua filha. Nós podemos não ter a oportunidade de nos retificarmos, de nos redimirmos, digamos assim, diante daqueles a quem nós prejudicamos. Mas é preciso lembrarmos, para finalizar de que aqueles que foram vítimas das nossas mãos também são filhos de Deus e que nós não estamos na vida uns dos outros de modo a revelia do planejamento e da ciência do pai, que a vida do outro não depende de mim, mas depende de Deus. Então eu tenho a certeza de que o outro também está sendo cuidado, assim como eu estou sendo cuidado e que o meu papel é que eu não acrescente em minhas culpas que não me pertencem, mas que eu me satisfaça com aquilo que Jesus me pede. Porque aquilo que Jesus me pede, os lugares onde Jesus me coloca são suficientes e suficientemente difíceis para nossa trajetória. Não é necessário que busquemos mais para que tenhamos a sensação de não dar conta, porque o que Jesus nos pede, ele também nos dá a condição de cumprir. >> Obrigada, Marina. Essa vai para Raquel e chegou da internet, TV Mansão do Caminho. Eu me arrependo dos meus erros, mas mesmo assim continuo na prática do julgamento e quero consertar o os defeitos dos outros. Não consigo me libertar do sentimento de culpa. Esse sentimento é uma prova. Se você já se arrepende dos próprios erros, parabéns, porque assim a gente precisa estar atuando, agindo, não é? Em todo momento do nosso viver. A questão maior é porque a nossa constância de propósitos, a nossa determinação de verdadeiramente buscarmos interiorizar as lições grandiosas de Jesus para que aconteça em todos os momentos do nosso viver. E nós ainda estamos, na maioria das vezes, nos comprometendo diariamente com as leis soberanas de Deus. Na realidade, nós precisamos, na grande assertiva de Jesus, vigiai e orai para não cairdes em tentação. E, acima de tudo, buscarmos o não julgamento, porque é no exemplo maior, porque Jesus mesmo já dizia, não é? Não julgueis para não serdes julgados, pois com a mesma medida

ara não cairdes em tentação. E, acima de tudo, buscarmos o não julgamento, porque é no exemplo maior, porque Jesus mesmo já dizia, não é? Não julgueis para não serdes julgados, pois com a mesma medida que medirdes, sereis medidos. E na realidade, se nós pudermos verdadeiramente olhar para dentro de nós com uma lupa gigante das nossas inferioridades, espíritos de terceira ordem, como registra bem Allan Kardec no item 100 da escala espírita, não é? Espíritos imperfeitos. Na segunda ordem, bons espíritos. De primeira ordem, espíritos puros. e conhecemos o Cristo, que é o único que veio aqui à terra. Mas na realidade é preciso isso, uma escada gradativa de reconhecimento e a gente ter no outro que os outros que estão a nos testar, a nos cobrar, na realidade são os nossos grandiosos professores. Por que são os professores? Parece até um contrassenso, mas é porque através deles é que nós vamos aprender verdadeiramente se já conseguimos amar, se já conseguimos perdoar, se já conseguimos nos libertar verdadeiramente de tudo aquilo que nos faz sofrer. É por isso que a partir do momento a doutrina espírita vem nos dizer, é gradativo. a gente começa nesse autoconhecimento de nós mesmos, né? Quem realmente somos, o que estou fazendo aqui na terra. E a partir daí começarei a buscar a entender o outro como ele se apresenta. Aí sim a gente vai tendo a certeza que nós estamos ligados uns com os outros numa dimensão de compreensão, de necessidade de compaixão, de necessidade de renúncia. de necessidade de justiça. E o que é a justiça? Estamos falando de justiça divina. No livro dos Espíritos, na questão 875, Allan Kardec faz a pergunta: A espiritualidade superior, o que significa justiça? E a espiritualidade nos fala respeito incondicional aos direitos dos outros. E como tantas vezes nós não respeitamos o outro, julgamos. E não fica só por aí. Muitos de nós damos a sentença, condenamos. Então, por isso a gente ainda passa por tantas provas que tudo isso só vai ser exterminado no nosso viver quando

os o outro, julgamos. E não fica só por aí. Muitos de nós damos a sentença, condenamos. Então, por isso a gente ainda passa por tantas provas que tudo isso só vai ser exterminado no nosso viver quando verdadeiramente reconhecermos as nossas imperfeições, o que precisamos mudar. E uma das formas para vencermos esta culpa e nos arrependermos na realidade é o autoperdão. Porque o autão é perdoar a si mesmo. Eu só posso perdoar ao outro quando eu me perdoo. E me perdoar é sair desta culpa e estar certa que reconheço que errei, mas não quero mais permanecer no erro e vou avançar para onde? para o acerto. E de que forma? Com Jesus, através da reforma íntima, eh, ajudando e auxiliando aqueles que estão mais próximos de nós e não termos aquela receita de bolo para todas as pessoas. É na realidade, como Emmanuel nos fala no livro Justiça Divina, ele nos diz, tem uma mensagem sobre culpa e a reencarnação que ele nos fala, espíritos somos, espíritos culpados somos quase todos nós. E ele fala assim: "Porque eu imagino que aqueles que estão na terra em forma de missão não se sentem e não estão nesse patamar, como a gente vê, né, na história de Alcilne, com Carlos, com Pos que vem aqui para ajudar, como foi falado ontem, né, aqui quem quem são o os grandes missionários que estão a nos ajudar. E a nossa ainda eh o nosso orgulho é tão grande que a gente ainda fica pensando, quem é que eu estou quanto missionário ajudando alguém? Olha que pretensão. Tem gente que diz assim: "Eu sou tão humilde, tão humilde, que me orgulho da minha humildade". Marx, já ouviu isso? Então, olha a importância da gente visualizar o primeiro patamar, como Jesus trouxe, não é, no sermão do monte, se a gente for observar, bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus, é o primeiro degrau, é a humildade. Quando a gente reconhece, então você que nos perguntou, obrigada pela pergunta, que é bastante pertinente. Se já nos arrependemos, mobilizemos para chegarmos no processo da reparação. Ainda falta o estágio do

gente reconhece, então você que nos perguntou, obrigada pela pergunta, que é bastante pertinente. Se já nos arrependemos, mobilizemos para chegarmos no processo da reparação. Ainda falta o estágio do sofrimento expiatório que a gente vai passar é da lei. Porque reconhecer que somos culpados e que estamos na realidade, né? Né? O termo é mais estar. para vencer a si mesmo já é o primeiro passo paraa mudança. Mas essa constância de propósito só depende de nós. E o mais importante é que como Jesus não nos julgou, como chegou junto à samaritana, né, dizendo que a que iria apresentar a água da vida, aquela que tiver que beber a água, aquela criatura jamais terá sede. Ela não, ele não julgou dizendo que ela já tinha casado várias vezes, falou com uma mulher e naquela época nem cumprimentaram os samaritanos, quanto mais de uma mulher. E ele ali disse, não é? Estava junto com ela. Nós estamos juntos daqueles que nós ofendemos. Nós estamos juntos daqueles que nós eh ainda sentimos algo que não tem a sintonia perfeita. Então é isso que nós precisamos, amar como Jesus amou, viver como Jesus viveu e saber que a todo momento ele aguarda de nós esse processo de mudança, de modificação, porque o reino de Deus vai ser instaurado, sim aqui na terra, em toda parte, mas aonde estivermos, porque onde estiver o vosso tesouro, aí está o vosso coração, dizia o mestre. E o livro Céu Inferno, ele complementa Kardec trazendo no capítulo 5, dizendo-nos que as sucessivas encarnações elas nos proporcionam a oportunidade da vivência da justiça divina através da mensagem do Cristo a cada um, segundo as suas obras. É assim que a gente vai trabalhando, né, nesse auxílio maior interno, libertando-nos das culpas e ficando mais livre para reconhecer e deixarmos de observar o argueiro no olho do nosso irmão, que é muito julgamento que a gente faz, e visualizar a trave imensa que se encontra no nosso. Mas para isso é preciso ter humildade. E por isso que a gente tá aqui estudando, analisando as lições do Cristo. Vai chegar o momento

a gente faz, e visualizar a trave imensa que se encontra no nosso. Mas para isso é preciso ter humildade. E por isso que a gente tá aqui estudando, analisando as lições do Cristo. Vai chegar o momento que a gente vai viver e encontrar com Jesus, com a divindade, em todos os momentos, em espírito e verdade, num patamar mais superior. >> Muito obrigada, Raquel. Tem uma pergunta aqui que diz assim sobre a culpa do fracasso. A culpa quando nós não atingimos o sucesso em determinadas áreas de nossa vida. E eu vou pedir a licença para estar respondendo essa questão. Quando nós iniciamos a nossa jornada aqui, nós já vamos tendo para nós um uma definição do que seria um bom pai, do que seria uma boa mãe e a gente vai crescendo e a gente vai construindo projetos de vida para que a gente pudesse fazer o melhor diante dessa jornada. E na medida que a gente estuda, a gente vai compreendendo que é ser um bom cristão. E a gente desenha aí, no caso eu, uma linearia de construir nessa jornada, mas talvez ela não seja alcançável ainda. Talvez o processo ainda esteja iniciando ou esteja alguns passos além. Então, a gente vive uma pressão muito grande, interna, quanto às nossas expectativas íntimas e quanto as expectativas do meio onde nós estamos. Quando nós nos tornamos mães, tem um peso muito grande diante de nós para que a gente cumpra aquele papel tal qual se desenha. Assim também se espera que quando nós nos formamos, nós sejamos um profissional de sucesso na área em que formos atuar. Também acontece quando nós começamos a nossa LID nas tarefas espirituais da casa espírita. Parece que de repente a gente tem que ser um ser perfeito. Quando de fato nós assumimos um compromisso não só íntimo, mas diante daqueles que caminham conosco de esforço constante, disciplinar para o automelhoramento. E nisso a gente se apoia. Então, atingir as nossas metas, as nossas expectativas, nem sempre serão possíveis, especialmente num momento em que nós somos muito imediatistas e estamos em meio a essa cultura que nos

nte se apoia. Então, atingir as nossas metas, as nossas expectativas, nem sempre serão possíveis, especialmente num momento em que nós somos muito imediatistas e estamos em meio a essa cultura que nos exige respostas tão rápidas, nós precisamos pisar um pouquinho no freio e entender a nossa necessidade do autoencontro, da aceitação. Às vezes o que a gente chama fracasso não foi fracasso, não. Foi o impositivo da vida, uma necessidade que nós precisamos experimentar para desenvolver valores que nós ainda não temos desenvolvido. Então, quando a gente fala desse sentimento de culpa, a doutrina espírita nos ajuda muito, porque ela nos convida a fé esclarecida, a questionar aquela nossa necessidade neurótica de dar contudo. Nós não vamos dar conta de tudo. Nós ainda não somos perfeitos. mas também não ficar justificando todas as nossas ações numa condição de comodismo, porque a gente percebe que as nossas atitudes trazem consequências. Então a gente caminha de uma forma mais assertiva, entendendo que cada dia oportunidade valiosa que Deus nos oferece de aprender o autoamor e de exercer o amor para aqueles que estão conosco. Eu espero ter respondido essa pergunta porque ela é muito especial ao meu coração. Nós fizemos um encontro sobre perdão, eh, culpa e perdão recentemente em Santa Catarina. E ao término, alguém me procurou e disse assim: "Eline, eu sinto tanta culpa. Eu sinto culpa por tudo e eu nem sei porquê". E aí vem estas respostas que vão nos preenchendo sobre as cobranças externas, as cobranças íntimas, sobre aquilo que nós não visualizamos hoje, mas que tá lá como necessidade reparatória para o tempo presente. Então, Marina fez uma fala que eu costumo utilizar muito. O porqu responde sobre maneira o que nós estamos vivenciando, mas o para que nos move. Então, gratidão por isso. Nós vamos pra próxima pergunta e ela é para o Max. O remorço, a culpa e a sensação de não sermos probos, pacientes e justos nos acarreta o arrependimento. A mudança de rota se faz como um

ão por isso. Nós vamos pra próxima pergunta e ela é para o Max. O remorço, a culpa e a sensação de não sermos probos, pacientes e justos nos acarreta o arrependimento. A mudança de rota se faz como um imperativo. Pelas leis, nós não nos abtem, não, não deixamos de lado as consequências. não nos abstemos das das consequências. A sensação é de que nós passaremos pelas regiões umbralinas novamente. O que pode ser dito para quem possui esse sentimento constante? >> No livro Voltei de Frederico Figner, que a assina como irmão Jacó. São 15 desencarnados que estão sendo conduzidos pelo Dr. Bezerra, o irmão Andrade, a sua, a filha do do próprio autor que já era desencarnada. E tem uma momento que eles estão caminhando, ligados uns aos outros, unísso-nos em um só sentimento. E quando aproxima-se de uma ponte que ele chama ponte luminosa, um dos membros começa a gritar de forma veemente e extentórica. Eu não posso, eu não posso, eu não posso. Dr. Bezerra se aproxima dele e ele continua dizendo: "Eu não posso, eu não posso. Eu sou um assassino, eu sou um criminoso, eu não posso". E Dr. Bezerra se aproxima dele mais uma vez e diga: "Sim, meu filho, você fez, você cometeu o homicídio, mas pensa no que você fez depois que você cometeu o suicídio. Você começou a trabalhar incansavelmente pelo bem de todas as pessoas que cruzavam o seu caminho e você fazia isso com coração participando das suas ações. Não era uma forma de pagamento, era uma forma de acalmamento do seu próprio coração. A cada criança que a sua presença, o seu dinheiro, a sua atenção permitiu não desencarnar, é um pouco de vida que você devolveu. O irmão que você assassinou não pode mais voltar pelas suas mãos, mas ele já está reencarnado novamente porque o Pai deu um outro corpo para ele e não será por isso que ele deixará de continuar a sua jornada. Então você já quitou completamente com a sua própria consciência e você tem que aceitar com seu aut perdão que você fez o que precisava ser feito enquanto estava encarnado.

de continuar a sua jornada. Então você já quitou completamente com a sua própria consciência e você tem que aceitar com seu aut perdão que você fez o que precisava ser feito enquanto estava encarnado. Essa história que é verdadeira é a história que nós vamosos aprender aqui enquanto estamos a caminho, enquanto temos força, enquanto a luz do dia ainda está clara para os nossos olhos, façamos o bem no limite das nossas forças, porque o bem feito no limite das nossas forças, com o coração envolvido nele, é o antídoto para o espurgo completo desse sentimento de culpa que se ainda a loja em nós pouco a pouco, tal como a água de um copo sujo, você tá colocando água limpa, a água está entornando e pouco a pouco a água vai se tornando transparente até se tornar límpida completamente e ao seu coração novamente isento de culpa. Então, trabalhe bem. Fora da caridade não é salvação. Não há salvação. Não é um lema vazio. É uma realidade perene. Trabalhe no bem e o bem será seu melhor advogado em qualquer parte onde você estiver, inclusive nas imediações do Umbral. >> Obrigado, Max. Agora, Raquel, pressupõe-se que toda culpa tem origem numa reflexão de um eh de um ato equivocado que eu tive em direção ao próximo. Em uma observação feita com o sentido de ajudar, pergunto sobre as implicações do meu ato e as ações do outro nas palavras do irmão. Se o outro não entende a a e não entende o meu equívoco e toma atitudes drásticas, onde está a nossa culpa? Na realidade, nós, cada um tem a responsabilidade de realizar o melhor no próprio viver. Nós somos um projeto de Deus para dar certo. Nós temos um programa reencarnatório que no mundo espiritual, não é? A gente vai ver lá em nosso lar próprio os ministérios, a vinda paraa terra, o ministério da reencarnação, por exemplo, em que nós temos todo esse processo de eh preparação do corpo físico, da escolha das provas. Existe lá no livro dos espíritos as orientações. Então, não é algo aleatório. O que acontece no nosso viver que as nossas

os todo esse processo de eh preparação do corpo físico, da escolha das provas. Existe lá no livro dos espíritos as orientações. Então, não é algo aleatório. O que acontece no nosso viver que as nossas culpas que levamos, né, ao longo da existência, quando ela tem a origem nossa, conosco, por exemplo, no sentido alimentar. Quem às vezes tá se alimentando, comendo muito, muito compulsivamente, daqui a pouco sente aquela culpa, né? E o que é que precisa trabalhar? trabalhar dentro de si todo esse processo e ver que os excessos fazem mal, adoecem. em relação ao outro, como foi visto aqui, eh, libertar-se através da força do perdão. Mas se por um acaso a gente vai estar dialogando com alguém, dar algum conselho, alguma orientação e nesse sentido alguém não aceita, por exemplo, nosso perdão ou se desvia da rota, o problema de cada um é com o o próximo e Deus, não é conosco. Vejamos que nem os nossos próprios filhos que nós, né, levamos, carregamos a mãe noss 9 ve meses dentro do do nosso próprio ventre. E os nossos filhos, antes de serem nossos, eles são filhos de quem? De Deus. E a responsabilidade, assim como nas leis civis, pós os 21 anos, eles respondem, né, de de cada um solidariamente, nesse sentido maior. E a gente, enquanto pais e mães, nós não podemos ir responder os delitos de cada um por eles também. O que a mãe e o pai pode fazer é orar, acolher, ajudar. Então, na pergunta, pela nossa compreensão, é o sentido de nós entendermos que se fizemos algo para ajudar alguém e alguém não aceitou, não entendeu, não fiquemos com culpa. Entreguemos a misericórdia divina, porque como diz Joana de Anjos, o mal que nos faz mal não é aquele mal que a gente recebe, mas é aquele mal que nos origina, que nós originamos, que nos torna mal, equivocado ainda, mas nós precisamos, enfim, compreender o outro. E até mesmo, por exemplo, se falar do próprio perdão para sairmos da culpa, não significa dizer que a própria amizade com relação a alguém, se houve alguma coisa, por exemplo, um processo

der o outro. E até mesmo, por exemplo, se falar do próprio perdão para sairmos da culpa, não significa dizer que a própria amizade com relação a alguém, se houve alguma coisa, por exemplo, um processo de traição, de amizades ou conjugal em diversos níveis, mas se pelo menos nós já não sentirmos nenhum resquício de dor, de ressentimento, né, em relação ao outro, aceitarmos o que acontece E respeitarmos a tomada de decisão do outro já é algo positivo. Não iremos responder de forma alguma pelo que o outro faz, pelo que o outro age. Então, vamos agir com mais amorosidade, compreensão e darmos contas da nossa própria administração. É assim que o evangelho nos orienta, que já não é pouco, gente, é muita coisa que a gente precisa fazer. Mas com Jesus aqui já foi reforçado. O jugo é suave, o fardo é leve e a gente vai conseguir sim. E a forma que nós temos para que possamos realmente conhecer a nós mesmos e termos mais um suporte para ajudar ao outro, porque também Jesus já falava, né? A gente só pode dar aquilo que tem. Não se colhem uvas dos espinheiros, nem figos dos abrulhos. Uma boa árvore dá bons frutos, uma má árvore dar maus frutos. Então, a gente sabe que Santo Agostinho nos relata muito bem na questão 919 de O livro dos Espíritos, não é? Como conseguir, por exemplo, o processo do autoconhecimento, fazer o que eu fazia quando estava na Terra, passar em revista, na própria consciência, qual foi o bem que eu fiz durante toda a minha vida, né, ou durante o dia, todas as noites, o mal que eu realizei, o bem que eu deixei de fazer. E ele enfatiza dizendo que isso é um processo de início, de reforma, é de mudança. Então, compreendamos o outro. Se o outro não entende o que acontece ou que algo de bom que a gente quer doar, não fiquemos eh preocupados com isso. O que a gente não pode é perder mais tempo, porque o tempo é precioso demais. Aqui a vida na Terra passa muito rápido e a sensação que nós temos hoje é que o tempo está correndo, não é? e que a gente não tem mais 24 horas. Então, vamos agir

po, porque o tempo é precioso demais. Aqui a vida na Terra passa muito rápido e a sensação que nós temos hoje é que o tempo está correndo, não é? e que a gente não tem mais 24 horas. Então, vamos agir positivamente, vamos entender o próximo como ele se apresenta, não vamos ficar com a culpa do outro. E na realidade é seguir o Cristo na orientação magistral de amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Aí está reunida toda a lei e os profetas. Obrigada, Raquel. Agora paraa Marina, eu queria esclarecer que a gente tem tantas perguntas aqui que não serão possíveis, porque provavelmente essa é a nossa última, mas ela de certa forma responde algumas questões que nos chegaram de cunho bem pessoal e algumas extremamente dolorosas. Eu espero que responda a vocês também. O que o outro faz comigo não é o que realmente deve me preocupar. O que o outro fez comigo não me define, pois é dele a responsabilidade. O importante é o que eu faço com o que o outro fez comigo. Então, para a vida, não podemos dizer que a culpa de minha queda é do outro. E sim, minha. É isso mesmo. >> Poderíamos dizer perfeitamente. Se Saulo de Tarso, ao encontrar Jesus transferisse a responsabilidade dos seus atos ao contexto farisa do qual ele pertencia, ele não teria dito que queres que eu faça? e seguida, nós naturalmente não vamos abstrair a influência do outro, nem influência do meio, nem influência social das nossas ações. Seria ingênuo não levarmos em consideração, mas também seria ingênuo entendermos que nossa vida se baseia única e exclusivamente no outro. Entendermos a nossa responsabilidade não é não é encontrarmos culpados aproveitando o tema, não é encontrarmos exatamente as razões de que através da influência de alguém, de uma determinada pessoa, de um determinado grupo, eu fui levado a determinados cometimentos, a determinadas atitudes. Mas é que fazendo parte da nossa história, aquilo que faz parte da nossa história, trazendo em nossa bagagem as influências e os e as causas daquilo que nós hoje

cometimentos, a determinadas atitudes. Mas é que fazendo parte da nossa história, aquilo que faz parte da nossa história, trazendo em nossa bagagem as influências e os e as causas daquilo que nós hoje somos. Ao cairmos na nossa estrada de Damasco, ao reconhecermos em nós o erro ou na linguagem do evangelho, cair em si, já foi mencionado antes, ao cairmos em nós, que nós possamos não mais buscar a culpa, mas buscar o arrependimento para o recomeço. Perguntar: "Senhor, que queres que eu faça?" Sim, a nossa responsabilidade nos pertence diante da condição das nossas vidas. Sim, o outro faz parte do nosso viver, mas também sim, Deus, Jesus e a espiritualidade nos dão sempre o amparo para que possamos caminhar para o melhoramento de nós mesmos a partir de onde estamos. Nunca negando as nossas histórias, mas sempre reconhecendo que a nossa história não se encerra aqui, mas ela tem um futuro infinito de caminhada cada vez mais assertiva e tão célere quanto nós desejemos que ela seja. >> Muito obrigada. E para encerrar esse momento, eu vou pedir uma frase de reflexão para cada um aqui presente e aí a gente segue para o final. Quem gostaria de começar? Gostaria de agradecer imensamente aos que fizeram as perguntas, agradecer aos meus queridos aqui nesse compartilhar de tanto aprendizado. Muito obrigada por tudo. Agradecer a cada um de vocês, a todo o evento e dizer que o poeta Merlândo Maia, ele nos fala: "Dentro de ti há um ser estelar". que reluz. És um projeto de Deus, és um sonho de luz. E como projetos de Deus, que possamos fazer brotar as virtudes dentro de nós, que possamos nos libertar de todas as amarras da terra, do que nos faz sofrer e possamos utilizar essas leis soberanas de Deus para que cresçamos a cada instante e possamos ter uma vida mais saudável. muito mais feliz no amar, no servir a todos os reinos da natureza. Muita paz. Raquel fez um encerramento poético, me fez lembrar de Vanessa. Então, vou seguir uma mesma linha. Na música, em uma das músicas, tem temos

no amar, no servir a todos os reinos da natureza. Muita paz. Raquel fez um encerramento poético, me fez lembrar de Vanessa. Então, vou seguir uma mesma linha. Na música, em uma das músicas, tem temos um trecho muito bonito. A música se chama Assim seja e diz assim: "A toda criatura Deus chama pelo nome para despertar o ser e ser um anjo homem. Não existem potestades, não existe mal algum que nos possa apartar do amor de Deus. que nós tenhamos essa certeza e caminhemos com fé e alegria nos nossos corações, porque não existe mal algum que nos possa apartar do amor de Deus. Primeiramente, gratidão pela oportunidade de estar aqui para compartilharmos. Os problemas que cada um de nós carrega são comuns. Nós não estamos aqui na condição daqueles que estão ensinando, mas aprendemos juntto uns com os outros. Os nossos problemas íntimos muitas vezes se manifestam nas perguntas que nos foram feitas. E a solução para todas essas perguntas respondidas ou não, tem um nome, chama-se Jesus. E eu quero lembrar que estamos aqui celebrando uma semana espírita e trazendo Jesus de volta pro nosso convívio. E eu gostaria, como as meninas não poderiam deixar de trazer os poemas, de trazer um pedacinho de uma estrofe de Casimiro Cunha no Parno, de Além Túmulo. Ele diz assim: "Se buscas o Espiritismo, norteia-te em sua luz". Espiritismo é uma escola e o mestre amado é Jesus. Muita paz. Agradeço muito pela oportunidade de aprender servindo com vocês, por cada pergunta realizada. E eu finalizo com uma receitinha que nós encontramos em necessidade da culpa, Joana de Ângeles, e é mais ou menos uma síntese de toda a nossa conversa da tarde. Ela diz que para nosso crescimento espiritual, nós precisamos desenvolver plena consciência da nossa conduta. E quando identificarmos o erro, ou seja, culpa lúcida, ali surge o imperativo do auto perdão. E aí ela nos convida a racionalizar a nossa emoção, conversar com ela. E este auto perdão não nos exenta da responsabilidade, mas ele vai nos conduzir ao próximo

ali surge o imperativo do auto perdão. E aí ela nos convida a racionalizar a nossa emoção, conversar com ela. E este auto perdão não nos exenta da responsabilidade, mas ele vai nos conduzir ao próximo passo, a reparação. Muito obrigado, queridos amigos. Oi. Agradecemos aos nossos facilitadores da tarde pela tarde belíssima de aprendizados, de trocas, de esclarecimentos. Agradecemos a oportunidade que nos foi dada, a presença de vocês, a solicitude de sempre. Espero nos vermos mais em mais semanas espíritas aqui novamente. Muito obrigada. Fiquem com Deus. Hoje às 20 horas teremos a palestra A expiação com Jamile Lima do estado da Bahia. Por fim, agradecemos a Deus, inteligência suprema do universo, causa primária de todas as coisas, ao Mestre Jesus, aos benfeitores espirituais, a vocês, nosso público presente, física e digitalmente através das nossas transmissões. Muita paz a todos. Uma boa tarde. Fiquem com Deus.

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