Para Viver o Evangelho | Episódio 199 • Estudo da obra “Pelos Caminhos de Jesus” (Capítulo 3)
Para Viver o Evangelho é um web programa da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB), transmitido pelo YouTube todas as segundas-feiras, às 20h. Apresentado por Jamile Lima, Marcel Mariano e Nádia Matos, o programa dedica-se ao estudo e à reflexão dos ensinamentos de Jesus à luz da Doutrina Espírita, com fidelidade aos princípios cristãos e ao legado deixado pelos grandes benfeitores espirituais. Nesta nova etapa, o programa passa a estudar a obra “Pelos Caminhos de Jesus”, de Amélia Rodrigues, pela psicografia de Divaldo Franco. Capítulo a capítulo, os encontros conduzem o público a uma análise cuidadosa das lições do Cristo, convidando à renovação moral, ao fortalecimento da fé e à vivência sincera do Evangelho no cotidiano. Com linguagem clara, abordagem respeitosa e profundidade doutrinária, Para Viver o Evangelho mantém-se como um espaço de aprendizado contínuo e reflexão edificante. 👉 Inscreva-se no canal, ative as notificações e acompanhe semanalmente este estudo esclarecedor. 📲 Siga as redes sociais da Mansão do Caminho e fique por dentro da programação e de outros conteúdos espíritas. 🔖 #ParaViveroEvangelho #FEEBBahia #PelosCaminhosDeJesus #AmeliaRodrigues #DivaldoFranco #DoutrinaEspirita #EstudoDoEvangelho #EvangelhoComJesus #EspiritismoCristao #MansaodoCaminho #YouTubeEspírita *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
A caravana baiana da Fraternidade 2026 inicia em fevereiro a sua 28ª edição [música] com o tema Espíritas o Livos. É um momento especial. A Federação Espírita do [música] Estado da Bahia visitará todos os centros espíritas do nosso estado e você é o nosso convidado. Participe como caravaneiro e faça parte dessa equipe [música] que promove a união e a confraternização da comunidade espírita do estado da Bahia. Caravana Baiana da Fraternidade, [música] uma história de amor que aproxima. Boa noite a todos os companheiros. Agradecemos a presença física dos que estão aqui conosco na sede central da FEB. Agradecemos a presença virtual dos que estão assistindo ao vivo através da web Mansão do Caminho e da Web FEB. também são os dois canais que transmitem esse programa e agradecemos aqueles que assistirão aí na no momento que tiverem oportunidade. É muito bom estarmos juntos de novo, é muito bom darmos continuidade ao nosso estudo aqui nesse programa para Viver o Evangelho. Vou começar pelos avisos e nós temos vários hoje, começando por uma eh a a sede histórica da Federação Espírita que fica lá no Pilourinho. Ela tem eh reuniões doutrinárias aos domingos e no último domingo do mês sempre eh com a nossa querida companheira Rute Brasil. Neste domingo, dia 22 de fevereiro, que é, não é este, é o último mesmo, depois do carnaval, nós vamos ter às 10 horas da manhã o tema. Rute vai fazer uma palestra sobre o tema obsessões espirituais e psicológicas, chaves de libertação. É um programa presencial e também com transmissão ao vivo pelo YouTube aqui da TV FEB. Além disso, nós estamos, vocês viram aqui no início a o Víd sobre a Caravana Baiana da Fraternidade. A Federação Espírita do Estado da Bahia, ela tem uma programação anual que já está pronta. Ela é organizada no final do ano anterior, discutida com os companheiros dos CDs e dos CRs, que são os órgãos federativos da capital e do interior também. E a primeira atividade já está em curso, que é a Caravana Baiana da Fraternidade.
erior, discutida com os companheiros dos CDs e dos CRs, que são os órgãos federativos da capital e do interior também. E a primeira atividade já está em curso, que é a Caravana Baiana da Fraternidade. Consiste em nós nos mobilizarmos no estado todo para que visitemos os centros espíritas ou que estão mais próximos de nós ou os que estão mais distantes e nós não não conhecemos. Porque a ideia da caravana é a integração entre as pessoas, entre os frequentadores dos centros espíritas. No caso de Salvador, a gente tem vários conselhos distritais que são grupos de bairros. Isso já tá organizado. Vocês procurem saber no centro espírita que vocês frequentam, procurem saber aqui na FEB a gente tem também eh várias programações e procurem participar. eh ir a um centro onde você nunca foi ou num bairro que você nunca foi ou o contrário. centro espírita que fica no seu bairro, você nem sabia que existia. Tem uma atividade ali, tem todas as programações, eh, é uma programação padrã, nós temos uma temática e, eh, cada, em cada oportunidade vai ter uma palestra no centro com convidados de vários outros centros, da federação, do CD, etc. Então, vale muito a pena. Isso a gente faz todo o ano, já começou, vai até abril. A culminância da caravana é um seminário. A gente tem um seminário que é o encerramento da Caravana Baiana da Fraternidade, que é muito bom, muito legal, que é idealmente assim, todo o movimento que a gente fez de conhecer novos companheiros, novas novos centros espíritas, novas atividades, a gente se encontra então nesse dia do seminário, tá certo? Todos são convidados, a participação é das pessoas. Não importa se você é espírita há muito tempo, se você só começou a frequentar o centro agora, mas aí você pode eh e é muito bem-vindo a participar dessas atividades. Uma outra atividade da nossa programação anual é o encontro estadual de espiritismo. A cada dois anos a gente tem encontro estadual. No outro ano também a cada dois anos a gente tem o Congresso Espírita. Em 2025, tivemos o
nossa programação anual é o encontro estadual de espiritismo. A cada dois anos a gente tem encontro estadual. No outro ano também a cada dois anos a gente tem o Congresso Espírita. Em 2025, tivemos o Congresso. Esse ano, nós teremos o 23º Encontro Estadual de Espiritismo, cujo tema Vivendo o Espiritismo. Ele vai acontecer no Fiesta de 31 de outubro a 2 de novembro e as inscrições já estão abertas. Vamos a combater aquela ideia de que espírita só se inscreve para as coisas no último dia, de que só deixa para cima da hora. Vamos deixar isso no passado e vamos fazer as inscrições o mais rápido possível. Vocês podem fazer essas inscrições pelo site da FEB ou então pode usar esse QR code que tá aí, que depois que acabar a palestra, eh, quando tiver no YouTube é fácil, você coloca ali e você pode fazer a inscrição também usando o QRC. Maravilha. Aí nós vamos ter assim recordes todos os quase 95% das inscrições, sei lá, dois meses depois que começou. Já pensou que maravilha? Vai ser um planejamento maravilhoso, a gente vai estar com tudo direitinho, arrumado, não vai ficar esperando três dias antes do evento para todo mundo se inscrever, né? Vamos ver se a gente consegue fazer isso que vai ser muito bom. O tema é interessantíssimo, é importante para nós e a programação vai ser feita ao longo do ano. As pessoas que quiserem participar de grupos presenciais de autoconhecimento aqui na Federação Espírita do Estado da Bahia, as segundas-feiras às 18 horas, elas podem vir a partir da semana que vem. É só chegar aqui e dizer que gostaria de participar. Reinilda vai recebê-los, vai conversar. e vai ver qual é o encaminhamento. Normalmente a gente tem um grupo de acolhimento das pessoas que nunca participaram e tal, mas aí vai depender do caso de cada um. As portas estão abertas, os grupos têm vaga e a gente pode sim participar desses vários grupos de autoconhecimento que nós temos aqui. Por último, é o carnaval, não é? que aqui em Salvador, dependendo do bairro onde a pessoa esteja, é meio complicado.
te pode sim participar desses vários grupos de autoconhecimento que nós temos aqui. Por último, é o carnaval, não é? que aqui em Salvador, dependendo do bairro onde a pessoa esteja, é meio complicado. A sede central da Federação Espírita aqui no na região do Iguatemi, ela vai ã não vai funcionar para atividades públicas abertas ao público, nem no dia 16, segunda-feira, nem no dia 17, terça-feira. No dia 18, quarta-feira, funciona normalmente e até o sábado anterior funciona normalmente, tá certo? Agora a sede histórica fica no Pilurinho. E para quem conhece Salvador, o Pilurinho é um dos roteiros do carnaval, né? um dos pontos de concentração. Então, é completamente impossível você circular pelo pelourinho durante o carnaval, mesmo que você consiga, você não consegue ouvir nada porque a música vai estar tocando. Então, por causa disso, a sede histórica vai estar eh sem atividades públicas, não vai funcionar nada da programação local do dia 13 até o dia 19. Fácil. Depois a gente pega a gravação e vai ouvir o começo e pega as datas e as orientações, porque agora nós vamos dar continuidade ao nosso estudo da obra pelos caminhos de Jesus, do espírito Amélia Rodrigues, psicografada pelo nosso querido Divaldo Franco. Nós estamos agora no capítulo três que se chama a magna carta. Esse eu fiquei me lembrando que a semana passada as pessoas estavam querendo prolongar o capítulo dois. Não, vamos fazer mais uma mais um encontro sobre o capítulo dois. E eu pensando assim, não viram ainda o capítulo três, que é eh sobre as bem-aventuranças. Ela vai falar não do sermão da montanha todo, mas ela pega as oito bem-aventuranças e faz um texto belíssimo que nós agora vamos mergulhar nele, na sua vibração, na sua proposta e fazer as nossas reflexões, começando pelo nosso companheiro Marcel Mariano e depois Jamile Lima. >> Meus amigos, amigas, paz para todos. Quando se ainda declina o nome carta, recordamos os correios. E hoje em dia expedir cartas tá praticamente fora de moda devido a
l Mariano e depois Jamile Lima. >> Meus amigos, amigas, paz para todos. Quando se ainda declina o nome carta, recordamos os correios. E hoje em dia expedir cartas tá praticamente fora de moda devido a tecnologia. Magna, palavra latina significa grande, gigantesco. A Magna carta é uma carta de dimensões inimagináveis. Unindo essas duas palavras, aquarelista do Evangelho, talvez tenha escrito uma das suas. Escreveu? Não, Amélia Rodrigues não escreve. Amélia Rodrigues pinta. Ela é uma aquarelista do evangelho. Ela escreveu, ela pintou uma das mais belas páginas de todos os seus 13 livros, pontuando exatamente as oito bem-aventuranças ditas no sermão da montanha naquele momento inesquecível que nunca mais se reprisou. Isso também leva-nos a recordar que todo município tem uma lei chamada orgânica, equivalente a uma constituição do município que disciplina o que a prefeitura faz e o poder legislativo. Todo o estado, Bahia, Pernambuco, Sergipe, Rio de Janeiro, tem uma Constituição estadual e todo o país tem uma magna carta que é a Constituição Federal. A nossa é de 5 de outubro de 1988, já se vão para esse ano, 38 anos dessa carta constitucional que disciplina os principais, todos os poderes, legislativo, executivo, judiciário, mas sobretudo que embriaga o cidadão pelos direitos que dá no artigo 5º e nos seus 65 72 incisos, mostrando a liberdade Riv, o direito de abbias corpos e todos mais as questões. Essas cartas do município, do estado, da união, periodicamente sofrem revisão por parte de seus legisladores, o vereador do município, o deputado estadual no estado e o Congresso Nacional, Câmara Federal e o Senado Federal no âmbito federal. para poder adaptar esta carta à dinâmica da sociedade. Que ótimo se a gente tivesse uma carta que não precisasse de tanta reforma, de tanta PEC, projeto de emenda constitucional, emenda aqui, emenda comar, puxa para cá, fazendo o famoso puxadinho jurídico para ela se adaptar à dinâmica da própria sociedade. Então essa carta magna já existe, nos
rojeto de emenda constitucional, emenda aqui, emenda comar, puxa para cá, fazendo o famoso puxadinho jurídico para ela se adaptar à dinâmica da própria sociedade. Então essa carta magna já existe, nos foi passada 2000 anos, mas não se conseguiu vivê-la integralmente. Houve muitas forças contrárias para aniquilá-la, para secá-la, drená-la, até mesmo extingui-la a fim de que ela não se aplicasse. E mesmo aqueles que diariamente manuseiam esses textos, ela parece inaplicável no atual cenário moral da Terra. Como perdoar os inimigos? Como oferecer a face? Como admitir que a melhor posição não é a de algóis, é a de vítima. Ah, mas eu fui a vítima e devo me rejubilar por isso. É porque o Algois, coitado, vai dormir com tanto peso na consciência, ele não sabe o que é que aguarda ele. Se a legislação do mundo não o pegar, não escapará da legislação divina íncita na consciência. Muita gente percebe isso, mas não vive. Continua criando mecanismos de fuga. achando que amanhã ou depois poderá escapar desses estatutos divino, enganando os códigos e os tribunais da própria consciência, onde essa lei, essas leis estão inscritas. Por isso mesmo, a nobre poetisa do Evangelho, ao escrever essa carta magna, o capítulo 3 de hoje, que talvez merecesse um mês de nosso programa, ainda seria pouco para esgotá-lo, ela descreve passagens belíssimas, porque as do contexto é histórico de época. A Palestina, Israel, estava sob domínio romano, mas já tinha passado pelo domínio egípcio, grego, fenício, já estivera sob o domínio dos assírios e de outros povos, agora tava sob os romanos. E de repente chega alguém das estrelas que traz um código de conduta que propõe que o indivíduo se liberte de algemas morais, de algemas mentais, porque Deus é pai de todas as criaturas, inclusive do gentil, do bárbaro, do sírio, do egípcio, do de outros povos. E isso causa causou um grande mal-estar nas pessoas que são acostumadas às conveniências e à casuística. Mas para as almas singelas que o ouviu naquele dia, foi um brado de libertação,
e outros povos. E isso causa causou um grande mal-estar nas pessoas que são acostumadas às conveniências e à casuística. Mas para as almas singelas que o ouviu naquele dia, foi um brado de libertação, porque as pessoas perceberam que poderiam ressignificar o próprio sofrimento, a própria subjulação à aquele povo. O que que eu posso aprender quando me surge o cativeiro? E, portanto, aquelas almas simples para quem ele veio falar fizeram a diferença porque passaram a ser cartas daquele evangelho. Jamais esquecer que o evangelho é uma caixinha de primeiros socorros. Não se destina aos saudáveis, ela se destina preferencialmente aos enfermos. Boa noite aos irmãos e irmãs aqui presentes e aos nossos internautas. Eu vou iniciar parabenizando João Paulo e Naiara que nos avisaram aqui, NJA e Marcel que fizeram a lição de casa. João Paulo diz que leu a questão 1009 de trás para frente, de frente para trás. E Naar ainda sinalizou que não só estudou como fez registros no caderno. Então, parabéns aos dois porque na semana passada com os pedidos pra gente repetir o capítulo dois, a gente recomendou que lesse a questão 1009 e os dois fizeram assim muito bem. Tem inclusive palmas para ambos no chat. Mas voltando aqui paraa nossa magna carta, o iniciozinho do capítulo já vai trazer uma ideia de um verbo lúcido, poderoso e que jamais seria ouvido ou replicado. Claro, com a majestade que Jesus apresenta. Nós replicamos, avaliamos, buscamos entender, acima de tudo buscamos vivenciar. Mas do jeito que foi proferido, com o magnetismo que é próprio a este ser iluminado, com toda a certeza nós não vamos poder perceber, alcançar ou vivenciar, a menos que estivéssemos naquela época, naquela situação. É interessante que quando a gente assiste os filmes, as reproduções cinematográficas, já nos sentimos envoltos naquela psicosfera. o que nos transpõe dessa realidade material, superficial, sofrida, que nos impõe ainda alguma forma de viver como se fosse o máximo ou o apogeu da felicidade que o ser pudesse
ltos naquela psicosfera. o que nos transpõe dessa realidade material, superficial, sofrida, que nos impõe ainda alguma forma de viver como se fosse o máximo ou o apogeu da felicidade que o ser pudesse encontrar. Mas ainda assim essa ideia de que neste monte o poema foi apresentado é muito significativo. E eu gostei muito quando a Mélia traz pra gente que este momento entoado, ela faz uma comparação muito bela, porque ela diz então que as bem-aventuranças se constituem em um poema e Jesus era o grande cantor. E isso me fez recordar de um trecho de uma outra obra que nos apresenta o momento do sermão do monte da seguinte forma: A multidão embcida espera mais de seu mestre. Fecundo silêncio se estabelece no mundo das palavras, enquanto inusitadas emoções e profundos pensamentos permeiam o estado psíquico dos ouvintes. Uma crescente unidade se faz presente entre aquele que ensina e aqueles que aprendem. O ato educativo desvelador de mistérios transcende a linguagem comum. Faz-se comunhão, partilha, entrega. fusão e o cântico prossegue em voz suave e enfática. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Esse trecho trazido para nós desse momento é de André Luiz Peixinho e está na obra Bemaventuranças e outras belezas espirituais. E eu percebi consonância com essa descrição que Amélia então vai trazendo deste momento em que o grande cantor era esperado para entoar então o poema ali nas bema-aventuranças. E uma parte que ela traz que eu achei, se se eu ficar dizendo a parte que eu achei que era bela, a parte que eu achei que era bela, o capítulo todo é belo, então não preciso ficar dizendo a parte. Mas quando ela traz essa ideia de que havia uma espera de um líder guerreiro que iria então conseguir fazer com que Roma assumisse então a condição do subjugado, a gente percebe que um número expressivo dos que esperavam esse Messias experimentou frustração. E aí a gente vai lembrar de João Batista no deserto, já que ele era essa voz que clamava e anunciava a vinda deste que
que um número expressivo dos que esperavam esse Messias experimentou frustração. E aí a gente vai lembrar de João Batista no deserto, já que ele era essa voz que clamava e anunciava a vinda deste que ele então depois denomina de cordeiro. Para quem tá esperando um guerreiro receber um cordeiro não deve ser uma ideia muito agradável que atenda as expectativas. Porque enquanto aqui a ideia seria estimular a animosidade, tomar o poder, oprimir quem hoje atua como opressor, ele veio trazer a ideia de que devemos amar os inimigos, que em verdade o reino a ser implantado não é um reino com ministérios, com castelos, com poderio do ponto de vista militar. A ideia aqui seria mesmo um reino que nascesse de dentro de cada um de nós. E estamos aqui 2000 e alguns anos depois, ainda na labuta, por fazer com que esse reino consiga transpor essas barreiras de materialidade e dos nossos próprios interesses. Então aqui ela vai traduzindo paraa gente uma dificuldade que ainda alimentamos até hoje de permitir que essa ideia trazido pelo trazida pelo Cristo consiga ganhar a sua força. Quando ouvimos falar bem-aventurados os que choram ou bem-aventurados os que sofrem, temos uma impressão pesar. Como é que eu posso ser bem ser bemaventurado se sigo sofrendo? E aí o espiritismo descortina para nós, entre aspas, esse mistério. A ideia do sofrimento ou do chorar significa a renúncia à ideia de abnegação e de reconhecimento de nossas necessidades pelas provas e expiações, não de castigo ou punição, mas de refazer rota e reescrever a história para sermos felizes. E assim então consigamos a cada choro aquele que nos indica, como diz a música, né? Eu lembrei bastante do que Milton Nascimento canta, que as lágrimas que nós percebemos hoje são as alegrias do porvi. Que sejamos então os bem-aventurados de hoje, porque sofremos. Verdade. Quando Jamile diz que se for ficar dizendo qual é a parte, ah, isso é bonito, a gente não faz mais nada. Eh, como Marcelo sempre fala, é um é uma pintura, ela vai descrever as cenas. E a
mos. Verdade. Quando Jamile diz que se for ficar dizendo qual é a parte, ah, isso é bonito, a gente não faz mais nada. Eh, como Marcelo sempre fala, é um é uma pintura, ela vai descrever as cenas. E a magna carta que nós associamos com as os estatutos legais que temos na nossa sociedade se referem a leis divinas, se referem uma legislação que, ao contrário da legislação humana, não depende de seres humanos fazerem ou mudarem. Marcel falou, é preciso tá adaptando a constituição, à dinâmica da sociedade, etc. As leis divinas, elas são a estrutura da realidade no sentido físico, no sentido espiritual, histórico, em todos os sentidos. Então, eh, é, são leis que não dependem da gente concordar, que não tem como a gente burlar. Uma vez eu vi uma palestra de Sandra Borba num num congresso espírita aqui em Salvador e ela falava sobre a lei divina e ela disse uma coisa que eu não esqueci, que era exatamente que as leis humanas nós podemos ultrapassar, nós podemos fingir, nós podemos não seguir. E aí tem todo um aparato para pegar o transgressor, para punir os o transgressor, tem os códigos, como é que faz, como é que não faz. E nós estamos habituados a essa lógica. Então, em geral, nós agimos com a lei divina como agimos com a lei humana. Ah, mas eu não vou fazer. Ah, mas eu não concordo. Ah, mas eu não gosto. Ah, mas a diferença é que a lei divina é a própria estrutura do nosso ser, é a própria estrutura da realidade onde a gente vive. Não tem como a gente estar fora dela. Não depende da nossa aquiessência. E na no sermão da montanha, o evangelho nos traz essas leis. Se nós formos observar as leis morais, a lei de justiça, a lei de amor, as leis morais em geral, elas estão colocadas no evangelho. Acontece que elas são colocadas num nível de consciência que em geral a gente não percebe. Então nós olhamos para elas e achamos bonito, achamos interessante, achamos maravilhoso, mas não sentimos, não compreendemos que eh as a magna carta que o Evangelho nos traz, que as bem-aventuranças e o sermão
olhamos para elas e achamos bonito, achamos interessante, achamos maravilhoso, mas não sentimos, não compreendemos que eh as a magna carta que o Evangelho nos traz, que as bem-aventuranças e o sermão da montanha nos trazem, não é algo que nós vamos, que vai ser implantado. Marcel falou a a lei é aquela, não é que ela vai ser esta é a lei. Agora, pra gente entender demora, tal como a criança que entra na alfabetização, ela não compreende a lógica dos números, ela não compreende a formação das palavras, ela não compreende os textos, ela tá aprendendo o alfabeto, o que não impede que a lógica dos números exista, que o que a estruturação textual exista. E aí ela faz uma escolha aqui que é pegar somente o as bem-aventuranças. O sermão da montanha ele é um conjunto de ensinamentos que ele tá mais estruturado no Evangelho de Mateus em três capítulos 5, 6 e 7. A gente vai lá no Novo Testamento, procura o Evangelho de Mateus, capítulo 5, começa com as bem-aventuranças. Aí continua com eh a nova lei, a lei antiga. Vai falar sobre o sal da terra, a luz do mundo. Vai falar sobre oração, sobre jejuar em segredo. Vai falar sobre a verdadeira oração. E ele coloca o Pai Nosso, Mateus coloca ali. Vai falar sobre o verdadeiro tesouro. Vai falar, repare que vai num crescendo. começa falando, a lei antiga vale, a lei nova é para destruir a lei antiga, não é para avançar, é para que a gente compreenda melhor e vai ampliando qual é o verdadeiro tesouro. Para seres totalmente identificados com a matéria, dizer que o verdadeiro tesouro é espiritual é muito estranho, é difícil de entender. a gente já tá acostumada a ouvir, tem 2000 anos que nós ouvimos isso em várias religiões, em várias reencarnações, em vários textos. Mas até hoje você pensa assim: "Ah, mas não dá para fazer isso não, pessoa? Pense aí se você vai abandonar as coisas materiais." Não, não dá certo não. Ainda estamos, como eh foi dito, ainda estamos lutando. Ele vai para abandonar-se a providência. Confie, a lei protege você. Você não
se você vai abandonar as coisas materiais." Não, não dá certo não. Ainda estamos, como eh foi dito, ainda estamos lutando. Ele vai para abandonar-se a providência. Confie, a lei protege você. Você não precisa se defender, você não precisa se proteger. O amor divino provê tudo. Agora não vai estar focado nas coisas transitórias, porque nosso destino é a luz. Aí vós sois a luz do mundo, nosso destino é a perfeição, vós sois o sal da terra. É preciso fazer escolhas. Tem uma frase que Amélia Rodrigues vai dizer nesse capítulo que é assim: Aquela, porém, era uma carta de alforria lavrada em decretos de amor e de paz. Carta de euforria é aquele documento que liberta escravos. Somos escravos de quê? Somos escravos da ilusão de que somos matéria, da ilusão de que podemos ser destruídos pelas circunstâncias. Dá ilusão de que o centro da nossa vida são nossos desejos imediatos. É preciso uma carta de alforria, algo que nos liberte, diga: "Não, você não é escravo, você é filho de Deus. Você é luz do mundo. Você é sal da terra. Você é Deus. Vós sois deuses, porque um dia estaremos um com o Pai, assim como Jesus era. Então, as promessas da das bem-aventuranças são promessas sérias, profundas, que vale a pena, sim, a gente meditar e a gente buscar transformá-las no norte da nossa vida para que a gente possa ser feliz. Todas as épocas da humanidade, os discursos foram sempre adaptados às circunstâncias e aos interesses. Se eu tenho uma nação que está em guerra, eu conclamo os cidadãos à defesa da nação. Ou seja, a Revolução Francesa, alguém num bar, por volta de 1789, antes do dia 14 de julho, subiu em uma mesa em um bar na periferia de Paris e disse: "Cidadãos, as armas libertê, igualité, fraternitê, rastilho de pólvora. Ali foi o encontro do palito de fósforo aceso com barril de pólvora. O povo queria derrubar a casa dos Bbons. Aparece um revolucionário que encendeia a massa. O que se viu foi uma revolta em Paris, em cada esquina uma guilhotina e 50.000 pessoas, se estima decaptadas,
O povo queria derrubar a casa dos Bbons. Aparece um revolucionário que encendeia a massa. O que se viu foi uma revolta em Paris, em cada esquina uma guilhotina e 50.000 pessoas, se estima decaptadas, foram os que morreram de outras formas. É preciso matar quem é contra a revolução. Nasceu o direito do homem e da mulher, o direito do cidadão, o direito universal humano, que passou a ser a carta da ONO, a carta da OEA dos países que vieram após. E vamos para a Grécia, ouvimos Sócrates percorrendo as ruas de Atenas com um discurso filosófico, propondo que se analisasse que o indivíduo não era apenas matéria, ele era um espírito imortal que vinha do além, reencarnava-se. Sócrates era reencarnacionista, um dos pais da palinguenésia e propunha renovação de ideias com base na ética. transformou a filosofia numa proposta que tem um pensamento ético e um comportamento psicológico. Se formos ouvir os grandes ditadores da história, todos eles animaram o público a algum tipo de gesto. Adolfo Hitler falava em Berlim com todas as luzes apagadas. Normalmente uma pessoa falando em ritmo normal de 140 palavras por minuto. Adolfo Hitler falava 250 palavras por minuto, mandava apagar todas as luzes de Berlim, acender tochas para criar aquele crima medieval. E ele propunha solução final, que era eliminar todas as raças que não fossem a raça pura, a raça ariana. E de onde vem a sua filosofia de solução final? Já sabemos o resultado entre 1939 e 1945. Ninguém nunca imaginou que chegaria uma pessoa para falar a alma, falar aos corações, falar aos deserdados, aos párias, aos réprobos, aos excluídos. Alguém que tivesse um poder de verbalização que unisse, falava o que vivia, vivia o que falava. Nenhum gesto de peguem armas. Vamos expulsar o romano a toques de baioneta e a patadas de cavalo. Não. Dê a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. tinha como base a construção pelo amor, o amor incondicional, não esse paixão, porneia, né? Esse que é praticamente representado pela ocitocina,
. Dê a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. tinha como base a construção pelo amor, o amor incondicional, não esse paixão, porneia, né? Esse que é praticamente representado pela ocitocina, o neurotransmissor das paixões e dos conflitos de natureza libidinosos, não. Ele falava da serotonina, da dopamina, de outras substâncias, com outras palavras que conclamassem a alegria, a esperança, a fraternidade, a compreensão de que o outro, no exercício arbitrário das próprias razões, estava doente, estava enfermo, que cada um não se utilizasse de uma de uma resignação estática. A resignação estática é aquela que vale a que se repete mactubão em árabe, né? Alá quer que no ocidente virou meu filho, que eu não posso fazer nada. Deus quer assim e eu me torno estático diante do sofrimento. Não. A proposta da resignação cristã no sermão da montanha é uma resignação dinâmica. Eu sofro, sei as causas do sofrimento e luto com as armas do amor para ou diminuir o sofrimento ou reverter a sua incidência. Isso é profundo porque impõe de que eu deva abandonar a culpa e me tornar responsável. é me tornar responsável, é acordar o ser que eu sou para gerir o meu próprio destino, assumindo o que faço ou que deixo de fazer, mas continuo trabalhando na sociedade para tornar melhor a partir de mim. Então, não procuro transformar o outro ao outro. No máximo eu posso dar água, conselho e canja de galinha, como se diz na Bahia, é o máximo. E ele vai beber a água, tomar a canja e seguir meus conselhos se quiser, porque ele é o Supremo Tribunal Federal dele mesmo. No final, cada um bate o martelo do que vai fazer ou do que vai deixar de fazer. Não é que cada um deverá ter uma resignação dinâmica. Se conhecendo as causas, eu compreendo os efeitos e os aceito pela lucidez e pela mensagem embotida que eles podem ter e normalmente tem de transformação do ser. E ele embalou isso numa mensagem de bem-aventurado. Então isso caiu como um caldo, como uma chuva fina almas profundamente sedentas. Jesus
que eles podem ter e normalmente tem de transformação do ser. E ele embalou isso numa mensagem de bem-aventurado. Então isso caiu como um caldo, como uma chuva fina almas profundamente sedentas. Jesus proclamou a boa nova diante de um deserto humano. estavam miseráveis, doentes, desprotegidos, desassistidos, vulneráveis, mulheres numa sociedade profundamente patriarcal e misógena, crianças doentes, famintas, abandonadas, homens válidos, subjulgados que ganhavam, o estado romano levava, o sinério levava a outra parte, o indivíduo voltava ao estado de miséria. aparecesse alguém ali com a alcunha, com o timbre de um Antônio conselheiro em Canudos, aquilo incendiava aquele povo. Era uma guerra que precisar de canhão para calar aquele povo. Parece um homem suave, sereno, olha para cada um e vislumbra a alma que está embutida nos corpos transitórios e os convida a cultura do amor, da pacificação. O que não quer dizer que o indivíduo é um amolentado, é um indiferente, que aceita as circunstâncias perversas que surgem no mundo por proposição de ditadores, de canibais, de sátrapas e de outras figuras execráveis. Não, mas o indivíduo compreende que tudo aquilo é transitório. A sociedade é a semelhança do camaleão profundamente metamorfósico, tá sempre trocando. Onde estão os ditadores da época? Ele nasceu sob o império de Tibério César, que se refugiou em Capre porque era um homem doente, só vivia em fachado, pegava gripe cada manhã. Quando respirava, Tibério já tava doente, era um enfermo. Depois nem se fala que vai aparecer Calígola, aparecer Nero, verdadeiros psicopatas. Uma tocou fogo em Roma, matou a própria mãe, duas esposas, sorriu enquanto Roma pegava fogo e vai. Aparentemente ele passou, não é? Porque Jesus não cabe na história. Jesus dividiu a história antes dele, depois dele. Na história cabe todos nós. E nessa passagem ou nessa história, Marcel, de fato, pensarmos e como pensamos ainda hoje o quanto é bom estar na condição do rico, do bem posicionado, socialmente falando,
Na história cabe todos nós. E nessa passagem ou nessa história, Marcel, de fato, pensarmos e como pensamos ainda hoje o quanto é bom estar na condição do rico, do bem posicionado, socialmente falando, de ter uma profissão que nos confere status ou ser bem-sucedido do que a gente entende do que seja chegar nesta condição. Aí vem um homem e diz então as pessoas e ele não fala com imposição, com violência, com determinação. A sua palavra não é do tem que ser. Ele vai chegar com suavidade, com leveza, com brandura, o que não poderia ser diferente de alguém que recomenda mansidão. E ele vai então colocar as pessoas que vão ganhar o, ou melhor, conquistar o reino dos céus, justamente entre os sofredores, os deserdados, os pobres, os oprimidos e os esfaimados. Eis aí um homem muito estranho, porque ele traz uma completa e absoluta inversão dos valores aos quais estamos acostumados. E mais do que uma inversão absoluta dos valores, ele é alguém que mexe com as estruturas de poder e naquilo que ela tem de mais nefasto. E o interessante que ele não chega com o discurso: "Vamos implodir, já era Roma". Nada disso. Ele vai mexendo nas entranhas do ser, que é no lugar reservado onde cada um se percebe e se conhece. Ele não levantou bandeiras, não tinha um comportamento bélico ou disse quem era melhor ou quem era pior. Conversou com todos a despeito das condições. Hoje temos diversas nomenclaturas para as minorias, PCD. A gente fala de questões raciais. étnicas. A gente fala de questões como o feminismo. Ah, se nós formos pensar num precursor para tudo isso, Jesus não olhou a superfície e ninguém tá aqui fazendo discussão sociológica, antropológica ou das teorias que estão aí tentando fazer com que nos entendamos e por forças de lei nos respeitemos. Mas não há lei, não há decreto e não há portaria diante do ser que não se apresenta desperto. Jesus era personificação do próprio código moral divino. E é esse caminho ou pelos seus caminhos que nós estamos precisando e tentando chegar. Por enquanto tem que
o ser que não se apresenta desperto. Jesus era personificação do próprio código moral divino. E é esse caminho ou pelos seus caminhos que nós estamos precisando e tentando chegar. Por enquanto tem que ter lei, tem que ter decreto para colocar freio à nossas paixões, ao nosso egoísmo, a nossa vaidade. Mas vai chegar um momento, e aí como a gente ouviu da afirmativa de Pestalose, em que a gente sai daquilo que é o impulso na criança, é o estado natural. Quando a gente chega no estado social, a gente faz porque tem lei, porque as regras determinam, até chegar no estado moral, onde eu faço, porque entendo que o meu dever é ser bom, cultivar o belo e o verdadeiro. Não porque alguém me olha, não porque tem uma sanção, mas porque eu escolhi caminhar em conformidade com as leis divinas. E aí todas essas palavras farão sentido. Não só porque Kardec disse, não só porque Jesus trouxe, mas porque eu sinto que esse é o caminho, como Nja bem colocou, que me tira dessas prisões que são de natureza moral e que nos escravizam ainda todos em maior ou menor proporção. E logo depois Amélia vai dizer que depois dessa mensagem que é revolucionária, é tão revolucionária que nos encanta até hoje e ainda não conseguimos cumpri-la em sua pujança e completude, que três grupos saíram depois dessa apresentação. As testemunhas do mundo novo, aquelas que disseram: "Me parece que esse mundo é interessante, ele é belo e eu quero viver nele." imaginar o que é um um mundo com fraternidade, liberdade, onde eu posso ser quem sou, onde eu tenha os meus direitos garantidos, onde o próximo não vai ser aquele com o qual disputo, vai ser alguém com que eu posso colaborar, que eu tenha uma postura fraterna, não haveria mais guerra, exclusão, preconceito, guerra. Que beleza. É por isso que o reino dele não é deste mundo, porque ainda estamos teimando a ficar alguns passos atrás, porque estamos buscando os nossos interesses mesquinhos, ainda muito distantes do que é esse reino apresentado. O segundo grupo é o
te mundo, porque ainda estamos teimando a ficar alguns passos atrás, porque estamos buscando os nossos interesses mesquinhos, ainda muito distantes do que é esse reino apresentado. O segundo grupo é o dos orgulhosos que ficaram decepcionados porque, puxa vida, eu esperava um líder que me tirasse dessa condição. Agora eu passaria a condição de supremacia do povo adorado. Meu orgulho então ficou ferido e magoado, porque não era essa liderança apresentada. E o desencanto também se apresentou. Então o primeiro grupo é aquele das pessoas que perceberam que havia algo melhor do que eu que tinha. O segundo dos decepcionados e desencantados. E o terceiro grupo muito característico e que a gente identifica com facilidade é o grupo dos revoltados, mas se revoltaram porque não tinha aquele que fizesse o trabalho que deveria ser feito por eles. Porque se eu estava esperando alguém que então pegasse as armas e a responsabilidade em me defender e ele se apresenta como cordeiro, eu me revolto porque aquilo que me seria dado este rei não representa. Então a minha revolta vem de transferência de responsabilidade. Eu não preciso fazer esforço. Tem alguém que irá fazer por mim. Só que o esforço que ele apresentou era individual, totalmente entregue a aqueles que estão tentando seguir os seus caminhos. Jesus não caminha por nós, ele apresentou roteiro. Aí vai caber que cada um escolha. E vejam como Amélia vai dizendo depois. Ele se apresentava pacífico, mas também era pacificador. Ainda estamos nos contentando e vibrando pelos heróis denominados os Vingadores. É tempo, é questão de evolução. Ainda haverá o dia que assistiremos os pacificadores e quem sabe seremos nós os grandes personagens. Depois Amélia diz: "Ele era muito mais ovelha do que lobo devorador". E isso foi levando algumas pessoas à frustração e outras ao encanto. E por fim, ela vai dizer que o discurso dele a isso nos afeta diretamente, propunha que leão cordeiro bebessem da mesma água. Nós estamos ainda numa luta ferrenha para conviver
ão e outras ao encanto. E por fim, ela vai dizer que o discurso dele a isso nos afeta diretamente, propunha que leão cordeiro bebessem da mesma água. Nós estamos ainda numa luta ferrenha para conviver com as diferenças. E para compartilhar a palavra com Nádia, além da inversão que ela traz aqui dos valores vigentes, essa coragem de ser aquele que diz: "Sim, eu vou seguir o Cristo ainda é algo que nos acompanha, porque como o outro vai me ver? Como inclusive eu irei sobreviver?" Ainda não conseguimos viver em completude a ideia de que tudo aquilo nos será acrescentado se buscarmos o reino dos céus. A gente ainda duvida, vá que eu busque e Deus não me complemente, onde está a nossa fé para viver esse reino? E aí a gente se sente aqui tocado quando este homem diz: "Abençoado é quem sofre, porque eu lamento por aqueles que fomentam miséria. Mas nós ainda estamos na época de que queremos ir a desforra desses que fomentam a miséria. E tudo que eles precisam é misericórdia." Seguindo essa essas colocações que Jamile traz da fala do texto de Amélia Rodrigues, vale a pena nós refletirmos sobre quanto, em que partes, em que momentos, em que circunstâncias nós estamos em cada um desses grupos. É muito fácil avaliar as populações passadas, é muito fácil avaliar as atitudes alheias, mas não tem o menor resultado prático para o processo evolutivo da gente. Avaliar os outros não nos ajuda a crescer. avaliar os outros, salvo se isso for um dever de ofício devido à profissão, devido ao contexto social, é apenas uma forma de tirar os holofotes de nós mesmos. É preciso que nos avaliemos com a mesma misericórdia que Jamile pontuou que é necessária em relação aos ao gozes. Nós vivemos numa época que nega explicitamente os princípios do evangelho. Embora todas as pesquisas, todos os censos vão dizer que 80 a 90% da população planetária eh tem alguma fé religiosa, alguma fé espiritual. Nós vamos ver que um percentual elevado se coloca na posição de cristãos, nós inclusive. Mas a essência da
dizer que 80 a 90% da população planetária eh tem alguma fé religiosa, alguma fé espiritual. Nós vamos ver que um percentual elevado se coloca na posição de cristãos, nós inclusive. Mas a essência da mensagem do Cristo segue nos revoltando, nos eh desgostando, nos assustando, nos desinteressando, porque a essência da mensagem do Cristo propõe uma mudança extrema. Ele trazia, quando Marcel fala assim, ele dividiu a história, é um fato antes de Cristo, depois de Cristo, agora mudaram o nome, enfim, isso se dá com se refere ao ocidente. Mas para além do fato histórico, nós temos uma qualidade vibratória introduzida organizadamente nesse ensino. Mas até hoje, Jamile dizia isso, nós preferimos a revolta, a discordância, a o desinteresse, porque é mais fácil, difícil é fazer esse processo de mudança. E aí fazemos o que com os valores cristãos? Avaliamos os outros, criticamos os outros, condenamos os outros. Atualmente é, vamos dizer assim, é necessário e socialmente que as pessoas fiquem indignadas. Eu estou indignada com isso, eu estou indignada com aquilo. Eu fico olhando. É porque precisa dizer, aí corre todo mundo pra internet porque é um absurdo, porque não sei quê. A a proposta do Cristo de perdão, de amor ao inimigo, ela é desconsiderada e mais do que isso é desqualificada. Se você falar em perdão, você é objeto de ironia, você é objeto de crítica. A primeira hipótese que se coloca é que você tá mentindo, você tá sendo hipócrita, porque os religiosos são todos hipócritas. As pessoas que buscam eh vivências espirituais, elas são hipócritas, elas estão fingindo. Aí a pessoa que não crê no que a gente tá dizendo, ela vai dizer o quê? Ela vai dizer: "Ah, se diz cristão e cadê? cobra perfeição da pessoa. E nós que ainda não introjetamos esta proposta do Cristo como uma realidade, duvidamos de nós mesmos e mais do que isso, nos colocamos na mesma posição de criticar o outro e de não fazer um movimento de mudança. E aí nós vemos uma sociedade onde todos criticam o mal, todos condenam o mal de uma forma
e mais do que isso, nos colocamos na mesma posição de criticar o outro e de não fazer um movimento de mudança. E aí nós vemos uma sociedade onde todos criticam o mal, todos condenam o mal de uma forma muitas vezes extremamente cruel. Ah, porque tal pessoa fez isso, isso é um crime, é uma crueldade, deviam matar, deviam esfolar. Qual é a diferença mesmo entre o que essa pessoa fez e o que eu tô fazendo no nível da proposta? que muitas vezes eu não vou fazer fisicamente, mas no anonimato da internet eu tô alimentando ideias que alguém fará ou que eu posso estar desejando que alguém faça. Ah, mas ele é culpado. Sim, ele é culpado porque foi cruel. Na hora que eu tô sendo cruel, eu sou o quê? Eu sou igualmente responsável. Eu tô na mesma sintonia. A proposta do Cristo nas bema-aventuranças é disruptiva. Ela diz assim: "Romba com tudo. Parece que o bom é ser feliz, tá sorrindo alegre, mas quem sorria alegremente no mundo de injustiça e de crueldade tá com problema. Bem-aventurados sois vós quando por minha causa vos perseguirem". Mas ninguém persegue a gente não, porque a gente faz igual a todo mundo. Não tem motivo para perseguir, não tem motivo. A gente não faz diferença. E isso é o que a gente precisa olhar, não a postura dos outros, a ação dos outros, nossa própria transformação. Porque é disso que se trata. Jesus vem, ao contrário das ilusões das pessoas à volta, ele não vem para eh colocar um reino humano político, assumir o poder, eh destituir do poder. Não, ele vai veio para revelar o poder realis de Deus. Esse é o poder real. O resto transitória é ilusão. Vamos pensar se a gente quer, se a gente tem coragem, finalmente, depois de 2000 anos, de viver desse jeito. >> Eis a carta magna apresentada aos simples, aos despossuídos, aos destituídos de ufanias. Acorreram a ele porque ele os acolheu. A ovelha percebeu que estava diante de um pastor singular. não ia levá-los para a tosquia, nem para o matadouro. Optou por um aclive, se colocou numa posição que pudesse ser visto por todos,
acolheu. A ovelha percebeu que estava diante de um pastor singular. não ia levá-los para a tosquia, nem para o matadouro. Optou por um aclive, se colocou numa posição que pudesse ser visto por todos, sem os destaques que as tribunas, os palanques normalmente dão aos artistas e aos menestréis. Olhou a multidão, percebeu a ferida de cada um e deixou a bem-aventurança como um bandeide. nas almas feridas. Cada um saiu dali renovado, diz o capítulo e a síntese de Amélia Rodrigues. Saiu profundamente esperançoso internamente quando aquela mensagem revolve as entranhas e internamente comoove o indivíduo até as lágrimas. E o indivíduo da al em diante vai dar outro direcionamento à sua vida. Quem tava perdido se achou. Tá parecendo a história daquele rei já aqui contada. Depois de viajar tanto para conhecer a extensão do seu reino, para numa encruzilhada, encontra com um lavrador que mora nas redondezas e pergunta: "Se eu for para o norte, chega em Calcutá?" Não sei, meu rei. E pro sul chego a Bombaim. Não sei, meu rei. Se eu for para oeste alcanço Bangalore. Também não sei. Se eu for para leste em Rajastan, a região dos sábios. Também não sei, meu rei. O rei olha para o homem lavrador, agricultor daquela região e certamente agastado, irritadiço, exclama: "Mas meu senhor, o senhor não sabe de nada, né?" E o agricultor responde ao rei: "É verdade, eu não sei de nada, mas não é eu que estou perdido. A proposta de Jesus é cada um encontrar nele bússola GPS. mais moderno o ex e se guiar porque é paraa frente que se anda. E já que paraa frente que vamos caminhar seguindo avante sempre, me despeço de vocês essa noite com esse trechinho aqui trazido por Amélia, enquanto todos disputavam e todos, ou boa parte ainda disputa permanência em um corpo frágil. e que já desaparece. Vem Jesus e propõe libertação plena, que começa na coerência entre aquilo que vivo e o que acredito, que é justamente o que a divindade veio nos ensinar por meio do seu filho dileto. Depois que ela traz essa ideia de
õe libertação plena, que começa na coerência entre aquilo que vivo e o que acredito, que é justamente o que a divindade veio nos ensinar por meio do seu filho dileto. Depois que ela traz essa ideia de harmonizar o pensamento com o coração pacificado, ela diz que quem assim se encontra não importa a circunstância exterior, nada nos irá abalar. Aí recordamos do evangelho quando lá é dito: "As provocações, as irritações serão miladas, porque nós já estamos interiormente constituídos sobre a rocha." E por fim, quando ela diz que bastaria que esse código que é social, que é um código de vida em abundância e espiritualidade, que é a carta magna, quando então ela conseguir ou melhor permitirmos que ela dentre os nossos corações, seria suficiente para nortear cada homem e todos os homens, cada povo e todos os povos. que sejamos bem-aventurados. Então é isso, vamos aprofundar essa mensagem, vamos refletir. Se a gente quiser, a gente vai lá no Novo Testamento, no Evangelho de Mateus, capítulo 5, 6 e 7. Se achar muito ler três capítulos, pega os primeiros versículos do capítulo 5, onde estão as bem-aventuranças. pode ir no Evangelho segundo o Espiritismo e que tem vários capítulos que tratam de bem-aventuranças. Bem-aventurados os os aflitos, bem-aventurados os puros de coração. E podemos retomar esse texto de Amélia Rodrigues, que com certeza vai nos dizer muito. O essencial é que a nossa vida seja cada vez mais um espelho, uma expressão dessas leis que Jesus nos trouxe e que nos libertam. E que ela seja desde hoje um esforço de realizar essa mensagem. Que Deus nos abençoe a todos. A gente vai se encontrar na semana que vem com capítulo 5 e capítulo 4ro, né? Com o capítulo 4 e a os avisos eu não vou repetir. A gente volta lá no início do vídeo que estão todos direitinhos. Vamos aproveitar. Uma boa noite. A Caravana Baiana da Fraternidade 2026 inicia em fevereiro a sua 28ª edição com o tema Espíritas o Livos. É um momento especial. A Federação Espírita do Estado da Bahia visitará
veitar. Uma boa noite. A Caravana Baiana da Fraternidade 2026 inicia em fevereiro a sua 28ª edição com o tema Espíritas o Livos. É um momento especial. A Federação Espírita do Estado da Bahia visitará todos os centros espíritas do nosso estado e você é o nosso [música] convidado. Participe como caravaneiro e faça parte dessa equipe que promove [música] a união e a confraternização da comunidade espírita do estado da Bahia. Caravana Baiana da Fraternidade, uma [música] história de amor que aproxima. Oh.
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