O perdão a si mesmo um caminho para o céu, com Alberto Almeida

Federação Espírita de Mato Grosso do Sul 30/09/2025 (há 6 meses) 1:01:47 22,161 visualizações 2,298 curtidas

5º Congresso Espírita de Mato Grosso do Sul, realizado em Campo Grande, entre os dias 8 a 10 de agosto de 2025. Tema central: “160 anos de O Céu e o Inferno”

Transcrição

Não te ludas, amigo. Por mais se expandam lágrimas contigo, todo lamento é vão. Tudo que existe persiste no mundo, vive entendimento harmônico e profundo através do perdão. Perdão que lembra o sol no firmamento, sem se fazer pagar pelo seu foco opulento, a vencer dia a dia a noite da escuridão insondável e fria, e a nutrir no seu longo itinerário o verme e a flor, o germe e o pó, o ninho e a fonte de horizonte, horizonte, quando for necessário. Perdão que se nos destaque na humildade da rosa, bênção do céu, estrela setinosa, que ao invés de pousar sobre o diamante, desabrocha sobre o espinho, como a dizer que de caminho a caminho não despreza ninguém. E alta, bela, generosa e fecunda, quer que toda maldade se transfunda na grandeza do bem. Perdão que aponte para a mansidão da terra. Esquecida heroína da paciência que acolhe em toda parte os detritos da morte e sustenta os recursos da existência. Mãe escrava de sublime de amor mudo que preside em silêncio o progresso de tudo. Amigo, assegura a certeza de que o perdão é lei da natureza, segurança de todos os mistérios. Perdoa e seguirás em liberdade no rumo certo da felicidade, nas menores tarefas que realizes para lembrares sem sombra os instantes felizes. Naciada de luz, na qual a luz de Deus se ensinou, reflete, é mais do que importante perdoar 70 vezes 7 cada ofensa que venha a perturbar o teu coração. O que vale afirmar que na senda ascensão em favor da vitória, que aspiras na luta transitória, é mais do que importante, essencial te esqueças de todo mal e em tudo no bem que te dês. Deus espera que tu ajudes e abençoes, perdoando e amando outra vez. É Maria Dolores através de Francisco Cândido Xavier. Na cantiga do perdão trazida no meu tom. O perdão é uma demanda incomensurável. É necessário, no entanto, lembrar como esse caminho é feito na busca do céu para se escapar do inferno da culpabilidade ou do ressentimento cronicamente colocado. na tradição que Narciso, depois de se afogar nas águas, na contemplação de si mesmo,

inho é feito na busca do céu para se escapar do inferno da culpabilidade ou do ressentimento cronicamente colocado. na tradição que Narciso, depois de se afogar nas águas, na contemplação de si mesmo, deu-se um fenômeno muito curioso. É que as flores chorosas em torno do lago, em vendo o lago, disse: "Por que choras?", disse o lago às flores? Ela disse: "Como? Tu não te dás conta?" "Conta de quê? Narciso, Narciso venha te contemplar todos os dias. E o lago disse: "Não, eu não via Narciso, mas como tu não vias, ele se debruçava sobre ti e tu não ouvias tão belo que ele era?" E o lago disse: "Não, eu apenas via-me nos olhos dele. As flores não conseguiu se entrever no lago, a anulação de si própria. O lago era tão narciso quanto Narciso, apenas contemplavam a si próprios." Esse é o dinâmica do ser humano na lida com o outro e com os outros. É o quanto nós somos capazes de ver-nos através do outro ou o quanto nós estamos fixado apenas no outro, na nulidade em que seja a autopercepção, ou o quanto nós estamos fixado a tal ponto em nós mesmos que nós não nos damos conta do outro. As flores representam bem o papel simbólico, mítico, metafórico daqueles que não conseguem se perceber, apenas olham para fora. Narciso e o lago é aquele que se olha, que se percebe a si mesmo e tão somente assim fixam-se numa autocontemplação periférica. O exercício de darmos conta de nós mesmos é ver o outro e ver-se através do outro. Essa talvez seja a demanda mais difícil que deveremos lograr fazer na nossa caminhada evolutiva. Porque sempre o problema é o outro. ou circulando em torno de nós mesmos, apenda apenas vendo as nossas próprias necessidades. O outro é um mero satélite que gira em torno dos nossos passos e da nossa existência. dar-se conta dessa realidade de que eu e você, o próximo e aquele que se relaciona com ele existem existencialmente e podem ver-se superficialmente num ângulo ou sob outro ângulo ou podem dar-se conta profundamente, talvez seja o desafio filosófico que a tradução judaico-cristã conseguiu

le existem existencialmente e podem ver-se superficialmente num ângulo ou sob outro ângulo ou podem dar-se conta profundamente, talvez seja o desafio filosófico que a tradução judaico-cristã conseguiu resumir na fala de Moisés és do amar a Deus sobre tudo e o outro como a si e que Jesus pode entretecer a vivência para demonstrar que isso é possível graduado ao nosso nível evolutivo de humanidade, de evolução espiritual que detemos. É nesse viés que nós somos capazes de poderem vivendo, termos muita dificuldade de lidar com aquele que é o nosso interlocutor, aquele que faz a contraposição conosco mesmos no processo da vivência. ser capaz de perceber-se e perceber o outro e perceber-se através do outro para que a relação seja profunda, para que o vínculo seja concreto e para que possamos dar conta de nós mesmos e daquilo que seja capaz de oferecermos ao outro como oferenda do que conseguimos acumular em nós mesmos. O perdão é essa expressão do amor que fala dessa interação complicada de conflito, aonde as nossas encrencas se multiplicam. E é de tal monta que Jesus colocou no sermão da montanha ao nos ensinar a orar no mesmo padrão do pão nosso de cada dia. Perdoar o outro na medida que vamos nos perdoando. Mas a dificuldade de poder lidar com o outro é a dificuldade proporcionalmente dada em lidar conosco mesmo. Não somos capazes de lidar com outro se há na relação conosco mesmo. Não temos profundidade nessa chegada dentro de nós próprios. Se você tem dificuldade de perdoar e já que o perdão é uma demanda do pão nosso, tanto quanto é cotidiana, é diária, aí está o desafio já posto, o quanto nós precisamos fazer uma dinâmica de autoaproximação, o quanto precisamos olhar para as nossas entranhas, aproximar-se mais de nós mesmos para poder ser com o outro, não na superficialidade. a mágoa, a culpa que todos trazemos em graus variados, já que convivemos com o outro e em cada dia, talvez hoje, talvez esta última semana, nós temos alinhavado algumas dezenas de mágoas e de culpas e

a mágoa, a culpa que todos trazemos em graus variados, já que convivemos com o outro e em cada dia, talvez hoje, talvez esta última semana, nós temos alinhavado algumas dezenas de mágoas e de culpas e de desculpas que precisam ser oferecidas desde um esbarrão na via pública, no elevador, ou então de um cumprimento não corres respondido em algum lugar em que você transitou ao longo dessa semana. Coisas pequenas que você pode levar a sério a tal ponto de ir pra cama e dizer: "Por que aquela pessoa não me respondeu ali no elevador?" Ela talvez não tenha ouvido. Você não pensa nisso. Talvez ela esteja tão preocupada em si mesesmada com a problemática que não conseguiu darse conta que você falou com ela. Talvez ela esteja tão alienada em função de um problema no qual ela vai resolver, está saindo para resolver que ela anulou toda qualquer perspectiva de interlocução com qualquer pessoa que lhe cruzasse o caminho. E talvez até ela não queira falar com você, porque ela acha você muito chato e você tem muita dificuldade de aceitar de que você o é pernóstico, que está sempre com o queixo levantado, como se você tivesse o rei na barriga e que algumas pessoas pontuam, mas que você acha que sempre é inveja dos outros. Pode ser muitas coisas, mas seja o que seja, nós levamos isso no dia a dia, várias dessas demandas paraa nossa vida comum e levamos para o anoitecer. E curiosamente não só dormimos, mas sonhamos e acordamos falando daquela pessoa que a gente não conseguiu perdoar. A culpabilidade por não conseguir perdoar alguém que nos magoou. Um mix de mágoa e de culpa. Eles se embrenham dentro de nós mesmos e nós não conseguimos ensejar fazer o nosso caminho com mais liberdade. E ficamos aqui a acular presos nesses conflitos sem fluir emocionalmente. O nosso pensamento aqui acular volta àquela dinâmica daquela semana. E se a encrenca for muito grande, talvez, como diz a tradição budista, você precise de mais tempo, porque uma dificuldade pode ser resolvida em alguém que vai entrando aí entre duas fileiras

a semana. E se a encrenca for muito grande, talvez, como diz a tradição budista, você precise de mais tempo, porque uma dificuldade pode ser resolvida em alguém que vai entrando aí entre duas fileiras e pise no seu pé. E você diante da pessoa que pisou e olhou e disse: "Desculpe, você disse: "Está desculpada". Um sorriso de lado a lado consolida ali a resolução de uma encrenca que poderia ter permanecido na culpa de alguém que passou e pisou e de alguém que foi pisado e desculpou. Mas se você fez a unha e ainda não está seca, ou se ela tem uma inflamação, você tá com unheiro e ele pisou na tua unha encravada, você pode até fazer na máscara social que você perdoa. Não, não foi nada. Mas durante 5 a 10 minutos, talvez enquanto aquilo está latejando, você olhe para ele ou para ela e diga: "Desgraçado de ti, que pisaste na minha unha, justo na minha unha". Mas talvez até a final da palestra, uma palestra sobre perdão, você consiga elaborar essa encrenca. Isso é só para mostrar que às vezes a gente precisa de alguns minutos, às vezes a gente precisa de alguns meses, às vezes de alguns anos. E há gente que é gulosa, que precisa de algumas vidas, alguns corpos, algumas encarnações para resolver as suas demandas que ficam fixadas no tempo, exigindo às vezes milenarmente a dissolução de algo que se nos fez ou do que nós fizemos nesse caminho do perdão. inferno que nos assola a mente, deixando-nos perturbado, com dificuldade de conciliar o sono e tendo pesadelos com alguém que nos feriu ou alguém que nós ferimos, na esteira do tempo, nos convida a que precisamos fazer uma viagem efetiva para o céu interior, capaz de poder lidar com uma vida de melhor qualidade. numa interação aonde nós sejamos capazes de estar mais em dia conosco mesmo numa atualização dos nossos conteúdos internos. É assim que na esteira do tempo nós nos reencontramos. E aqui aculá dentro do cadinho do lar, na posição da constelação familiar correspondente à nossa necessidade, nós recebemos alguém que nos desafia o

ssim que na esteira do tempo nós nos reencontramos. E aqui aculá dentro do cadinho do lar, na posição da constelação familiar correspondente à nossa necessidade, nós recebemos alguém que nos desafia o perdão retardatariamente colocado na linha do tempo, sonado muitas vidas e ele nos traz e nos convida. Há uma imersão no céu ou há permanência no inferno? Como vi uma criança que fora adotada numa circunstância muito curiosa, porque o casal querendo adotar uma criança, foi e tomou a criança que estava abandonada e depois deu-se conta de que tinha uma outra que era irmã. E segundo o gerenciamento das audações, você nunca separa irmãos que já se separaram dos pais. É uma dor que vai se multiplicando. Então, o casal com conhecimento espírita e com o conhecimento da sua matéria profissional, logo se apressaram em buscar a outra pessoa. E a outra pessoa que veio era a encrenca. A mãe diante da criança me dizia, Alberto, uma amiga muito querida, não dá para explicar. Eu até violência sexual sofri na infância, mas eu não sabia o que era ódio. O que eu sinto pela minha filha é ódio. Eu tenho vergonha de dizer, mas eu não posso negar para mim mesmo, senão eu não me curo. É ótimo. Essa zinha que eu vou chamar de B, a A fora que fora adotada por primeira. A segunda que veio de carona, ela era uma criança politicamente correta, fazia tudo certinho, todo mundo gostava dela. Onde ela chegasse, ela iluminava o ambiente. Mas aquela mãe em relação à aquela criança tinha uma defasagem imensa, uma dificuldade imensa de acolher. E ela me dizia: "Ela vem e quer me fazer massagem nos pés. Ela faz-me massagem nos pés. Eu deixo para acolhê-la e eu sinto dores no corpo, raiva e eu respiro e fico fazendo tudo para tentar dissuadir-me do sentimento que eu tenho vergonha de confessar para mim mesmo. Ela vem, me abraça, me beija e eu correspondo secamente no esforço Hercúlio de mãe que sou de muitos filhos. Ela tem uma pródia numerosa, mas que não consigo ser daquela que todo mundo elogia. E não poucas vezes eu sou surpreendida

eu correspondo secamente no esforço Hercúlio de mãe que sou de muitos filhos. Ela tem uma pródia numerosa, mas que não consigo ser daquela que todo mundo elogia. E não poucas vezes eu sou surpreendida quando chegando em casa no corredor, ela coloca florzinhas de um lado e de outro para me receber e eu não sei como fazer. E num dia ela olhou para mim e disse: "Mamãe, você não gosta de mim, não é?" E as lágrimas começaram a correr no rostinho dela. Eu olhei para ela e disse: "Não, minha filha, eu não amo você como você merece, mas eu prometo a você que vou amar você com um amor do tamanho do universo." A lágrimas rolavam nela e em mim a contradição, o fogo. Até que num dado momento os espíritos sinalizaram na reunião mediúnica, um espírito amigo chegou e disse-me assim: "Minha filha, vocês passaram séculos. Ora ela, ora você numa posão de ofensor e ofendido. Uma encarnação era você, na outra era ela. E a vingança foi se multiplicando no tempo. Mas eu preciso lhe dizer um segredo. Esse espírito que está aí, ele está reconciliado consigo mesmo. Ele já fez a parte dele e reencarnou. Agora é a sua parte. Está com você. Essa amiga me dizia chorando porque não conseguia acolher o inimigo de outrora ali encarcerado num corpo tão pequeno de 6 anos aproximadamente e cujo conflito era tão desproporcional que o marido disse: "Ou você atende a nossa filha do jeito que deve ser atendida, ou nós vamos separar." A ameaça da conjugalidade se colocou como possibilidade. Tal era a hostilidade com aquela com que aquela mãe tratava ao seu filho. São essas demandas que as vidas nos trazem sucessivamente quando não resolvemos a encrenca num minuto, num ano, num mês, numa década, numa encarnação. passa para outra, mas o tempo não resolve. Quem resolve somos nós. O tempo às vezes ajuda a gente elaborar melhor outros conteúdos e ganhar um pouco de substância para poder fazer o enfrentamento de algo que a gente não dá conta. Assim é possível compreender a beleza do tempo, mas o tempo em si mesmo, sem que você faça uma

teúdos e ganhar um pouco de substância para poder fazer o enfrentamento de algo que a gente não dá conta. Assim é possível compreender a beleza do tempo, mas o tempo em si mesmo, sem que você faça uma escolha na direção certa, não vai adiantar de nada o tempo que você possa dispor. O espiritismo nos faz colocar face a face para a necessidade do auto perdão como medida profunda e necessária para que você tenha uma chegada no outro para lidar com os ressentimentos e mágoas que você carregue. Não deixe o adversário caminhar com você até o fim sem se reconciliar com ele. É a proposição de Jesus. Reconcilia-te com ele, porque depois que ultrapassa a linha de chegada, o oficial de justiça haverá de internar depois do juiz da consciência documentar que você está com uma pendência. Os benfeitores que são os oficiais de justiça, te encerram na prisão e de lá não sairás até que pagues o último seitilio na fala de Jesus. E assim ninguém consegue fugir das consequências de si mesmo. O bem que a gente faz resulta em semeadura como efeito bumerangue e vem. Mas o mal que aqui perpetramos igualmente tem o mesmo a o mesmo fim e tem a mesma o mesmo tom de recorrência. É por isso que nesse caminho de chegada dentro de nós mesmos, é muito importante olharmos na constelação familiar e percebermos essas semelhanças, afinidades e as desemelhanças ao adversidades gratuitas que surgem, porque elas falam do perdão não atualizado em tempo hábil outrora como na vida vigente. Nós estamos construindo conflitos, estamos deixando para resolver mais tarde e damos de ombro como se o tempo pudesse resolvê-lo. E a desencarnação nos alcança. E aí a vém ressurge as possibilidades de novos reencontros, a fim de que possamos resolver a encrenca que ficou para trás. certafeita, e vi uma senhora muito apurada no seu comportamento, ética, que disse que estava tendo uma dificuldade imensa com um amigo pela qual pelo qual ela tinha se sentido apaixonada. deu-se conta que estava se apaixonada depois. No início ela não entendia, mas

ética, que disse que estava tendo uma dificuldade imensa com um amigo pela qual pelo qual ela tinha se sentido apaixonada. deu-se conta que estava se apaixonada depois. No início ela não entendia, mas ele percebeu. E antes que ela pudesse fazer uma chegada inconsequente, antes que ela se desse conta que ela estava apaixonada, ele fez um movimento ecológico e quebrou um pouco aquele vínculo e colocou ela num determinado distanciamento. Ela se sentiu abandonada, rejeitada e fez o movimento então de mágoa. E aquele movimento de rejeição que ela tomou, como se ele estivesse rejeitando, ele não estava rejeitando, ele estava fazendo apenas uma modulação de um comportamento que estava se tornando impróprio na análise dele, na chegada dele em relação a ela. E ele assim o fez, mas ela foi entrando em colapso. E Deus se conta em casa que quando adormecia tinha sonhos e esses sonhos levavam a um pesadelo que a entreteciam ao desejo de suicídio. O esposo generosamente a acolhia e fazia a dissolução daquele conflito no sonabolismo torturante, de modo a trazê-la para o nível de consciência. E quando ela vinha pro nível de consciência de vigília, ela não conseguia entender a que ponto chegava ao desejo de matar-se. Não conseguia fazer os links da realidade que ela estava vivendo. Havia uma grande inconsciência de que ela estava apaixonada por aquela pessoa que cuidava dela e de que de modo algum a pessoa a rejeitara. apenas fizeram um movimento capaz de poder trazer a relação para lugar certo, para o encaixe certo. Tampouco, espírita não podia supor que pudesse estar pensando em perdão, mas em suicídio, mas quando adormecia, esse fenômeno se tornou recorrente no mergulho no inconsciente profundo, porque aquilo que nós resolvemos agora, vamos resolver depois. Ela foi sair desse inferno que estava lhe dominando a existência. Aos poucos foi se dando conta de que precisava ir mais fundo na encrenca. Mergulhou e pôde perceber uma cena fantástica quando se percebia com aquele que hoje

no que estava lhe dominando a existência. Aos poucos foi se dando conta de que precisava ir mais fundo na encrenca. Mergulhou e pôde perceber uma cena fantástica quando se percebia com aquele que hoje era o amigo seu esposo numa outra existência. O espaço era um espaço enriquecedor de vivência. a sala muito bem posta, o piano no qual ele se esmerava e ela também, uma criança de seis para 7 anos e uma vida que se possa caracterizar como plena de felicidade. Mas a surpresa dela se deu quando esse companheiro de caminhada, numa saída habitual de casa, sofreu uma emboscada e foi assassinado. Ela entrou numa dinâmica de tristeza muito profunda e não conseguiu sair da fixação dessa amorosidade que levou-lhe subtraindo o parceiro, que era as cordas mais profundas do seu coração. Não mais conseguindo erguer-se do luto, entrou no processo de tristeza e foi então programando aquilo que era a possibilidade de reencontrá-lo pós morte, porque a vida já não faria mais sentido para ela. E assim ela o fez. planejou o suicídio, tomando substâncias, tomou algumas providências e depois, quando tudo estava programado, ela tomou o veneno para encontrá-lo. E quando saiu do corpo, surpreendentemente conseguiu lidar com uma realidade oposta. Aonde estava o seu amor? gritava pelo nome dele e nada se lhe acontecia correspondente ao desejo do reencontro. Ela, percebendo-se que estava dissociada do companheiro que foi ao encontro dele, sofreu um tempo que ela não conseguia avaliar no mundo espiritual. Até que aos poucos ela foi sendo acolhida, dando condições, ela foi sendo acolhida. E foi acolhida. E se ele ensejou uma encarnação que pudesse de algum modo lhe propiciar o seu refazimento. Era um espírito que tinha títulos de créditos e que merecia uma abordagem credora de um restabelecimento mais pronto. Ela renasceu e sempre, desde pequenina, procurava um grande amor. Teve pais amorosos em função dos seus merecimentos. mas estava sempre procurando um grande amor. Era algo que faltava, era o amor de outrora. E quando

empre, desde pequenina, procurava um grande amor. Teve pais amorosos em função dos seus merecimentos. mas estava sempre procurando um grande amor. Era algo que faltava, era o amor de outrora. E quando ela foi na adolescência, não se relacionava com ninguém, procurando o homem dos seus sonhos. E esse homem não chegava. E quando se estabeleceu o final da adolescência, ela percebendo que ela não ele não chegava e ela trazendo os problemas estomacais recorrentes que levavam ao médico à época em que seus pais lhe patrocinavam um atendimento médico sem um sucesso razoável. E sempre as indisposições gástricas resultadas do suicídio anterior fê-la com que mais ou menos em torno de 20 e poucos anos ela fizesse uma adesão à vida monástica e se vinculou a um caminho no cristianismo, assumindo uma posição de freira e ali dedicou-se toda uma vida em prol daqueles que eram os deserdados da sorte. sempre com aquela tristeza desde criança, aquela melancolia de que deveria haver alguém que lhe concedesse um espaço de realização interior que ela não lograra encontrar, mesmo durante toda a adolescência num caminho de busca. Agora, como freira, os seus processos estomacais digestivos foram sendo agravados e depois, antes que ela alcançasse a quarta década, ela desencarnou. chegando no mundo espiritual, indagando pelo que daquela dificuldade que teve digestiva e pelo que ela era uma pessoa tão melancólica, triste, quase depressiva ou vivendo uma depressão intermitente. Os espíritos então assinalaram para ela o esclarecimento que agora fazia parte do seu novo passo. Disseram para ela: "Você tinha uma encarnação que haveria de viver num trauma, numa vivência expiatória com grande amor da sua vida. Ele reencarnou e você se consorciou com ele. Era um grande amor que deveria deixar você. Ele desencarnaria de um jeito ou de outro, mas ele desencarnou numa emboscada. foi assassinado, mas se não fosse desencarnaria. Estava previsto dentro do planejamento e você deveria viver essa solidão, essa solidão de um amor não

ou de outro, mas ele desencarnou numa emboscada. foi assassinado, mas se não fosse desencarnaria. Estava previsto dentro do planejamento e você deveria viver essa solidão, essa solidão de um amor não correspondido numa dada a momento da trajetória em função de experiências pendentes que você tinha. Como a vivência seria uma vivência muito brutal, um espírito tutor, benfeitor, resolveu lhe servir de âncora e reencarnou como sua filha para diante da tragédia que deveria se estabelecer da vivez, esse espírito pudesse lhe dar sustentação na existência. Mas você foi tão egoísta, você pensou tão só em si que depois que o seu esposo desencarnou, você esqueceu que tinha uma filha como quê? E esqueceu que tinha pais idosos que eram afeiçoados pelo gerro, de tal modo que entraram num processo de sofrimento junto com você. E quando você abandonou a filha e abandonou o corpo, os seus pais, entrando no processo de depressão, faleceram. E a filha que reencarnou para lhe servir de porto seguro ficou órfão. Ela sai do transe depois dos esclarecimentos espirituais e consegue agora revisitar, fazer uma nova leitura da sua encarnação atual. O trans solambúlico era efetivamente a tentativa de sair do corpo. A parceiro do passado agora era replicada. Quando o amigo fez um movimento honroso, bem feito e modulou o distanciamento para que ela não ficasse tão afervorada e apaixonada que apaixonada estava. Deuse conta depois e ele o fez. E ela tomou isso como sendo o mesmo luto do passado. É como que aquela dor do luto voltasse naturalmente numa outro tom, numa outra dimensão. E agora ela percebia que o movimento sonambúlico, levando-o para a morte era o mesmo que fez ela tomar as essências, objetivando encontrar o esposo no mundo espiritual. Ela disse: "O espiritismo é essa doutrina de libertação. É necessário eu me reaprumar". E assim ela foi fazendo. Par e passo, disciplinando um sentimento e lidando com o egoísmo que fê-la falecer outrora e que agora era necessário com o conhecimento espírita atualizar.

eu me reaprumar". E assim ela foi fazendo. Par e passo, disciplinando um sentimento e lidando com o egoísmo que fê-la falecer outrora e que agora era necessário com o conhecimento espírita atualizar. E a atualização deveria se dar pelo fora da caridade. Ninguém se liberta. Fora do amor ninguém consegue plenitude. O amor que ama não se fixa, abre mão. O amor que ama sempre liberta. Como diz a mensagem do Evangelho, aonde há o Espírito do Senhor, ali a liberdade. E ela foi treinando essa liberdade. não só aceitou o distanciamento, mas fez com que a disciplina das suas emoções que evocavam o passado longinco de várias encarnações para um afeto que não se concretizou até o fim no passado, que hoje pudesse ser feito de uma forma transmutada. E assim ela se realou com parceiro, assegurou a estabilidade familiar e foi desenvolvendo o trabalho espírita, não na instituição que lhe conferisse uma proximidade perigosa, mas no exercício do amor que solta, no exercício do desapego, do amor que se desapega, não é do amor que é indiferente, do amor que se desapega Ela se transformou numa grande benfeitora da instituição no trabalho aqueles que estão mais marginais na sociedade. O perdão é assim. Passamos por momentos decisivos e dependendo da nossa escolha, nós retardamos a nossa reabilitação e somos chamados a novas lições e a novas experiências que nos categorize na posição do aluno que aprendeu a lição. Agora, com a lição bem apresentada, ela sedimentava o amor que reconhece que ninguém é de ninguém. Nós estamos numa grande teia de relações para aprendermos a amar em diferentes posições dentro da família. E quanto mais sagrado é o amor, mais leal ele é, mais fiel ele é e mais desapegado ele se consolida. Na medida que a maturidade do amor vai alcançando a iluminação, o autoperdão é a chave para você se dar bem com os outros. É a medida correta e justa com que você vai chegar com alguém e poder, diante de uma tragédia ou diante de um fato singelo, poder diluir sem se perder de si mesmo e sem fazer o

dar bem com os outros. É a medida correta e justa com que você vai chegar com alguém e poder, diante de uma tragédia ou diante de um fato singelo, poder diluir sem se perder de si mesmo e sem fazer o movimento do revide, capaz de tornar a relação mais encrencada e fazer com que ela se transfira de uma existência corpórea para outra a luz da reencarnação, retardando o nosso processo de plenitude de felicidade. O exercício do auto perdão é aquele que nós conseguimos compreender a luz da doutrina espírita na cabeça para trazermos a suavidade para o coração e para transformarmos efetivamente na ação de concretização do perdão, para que ele não seja apenas uma teoria ilustrativa, fugante, bela, mas que não tenha uma razoabilidade de concretude, porque não toma as dimensões da atitude. Esse perdão foi o que Allan Kardec nos ensejou oferecer quando disse em o céu inferno que nós deveríamos darmo-nos contas, arrependermo-nos, experimentar o desconforto que aquilo que fizemos ao outro nos causa a expiação, mas de que ninguém conseguiria conseguir o perdão se não fizéssemos a reparação adequada. É necessário reparar, é necessário refazer o caminho, é necessário desculpar, ainda que a gente demore alguns minutos ou alguns dias, mas poder trazer para nós a autonomia da liberdade, porque não há uma palavra que mais signifique a consequência do perdão do que liberdade. Perdoar é se tornar livre. E autoerdoar-se é libertar-se de si mesmo. Porque o carrasco pior de nós mesmos somos nós mesmos. Aquele que mais nos faz infernal não é Satã preço miticamente colocado ou os espíritos obsessores ou alguém que foi colocado no seu caminho. É você com você mesmo. É você com você mesmo que se torna feliz onde está. Porque Paulo de Tarso aprisionado, fazia inveja aos carcereiros que dizia: "Quis era eu ser um prisioneiro do Cristo". Eles é que detinham a chave do cárcere, do aprisionamento. Mas Paulo de Tarso, que estava preso era que era o homem livre. O homem é livre, não é porque está desencarcerado. O homem é

eiro do Cristo". Eles é que detinham a chave do cárcere, do aprisionamento. Mas Paulo de Tarso, que estava preso era que era o homem livre. O homem é livre, não é porque está desencarcerado. O homem é livre porque a sua consciência está liberta. Quem mais esteve livre do que Jesus plantado na cruz com os braços abertos? Ali estava livre na exata medida que ele dizia: "Pai, perdoa-lhes o que eles estão fazendo comigo? Eles não sabe o que estão fazendo com eles mesmos. Perdoa eles. Eles não sabe o que fazem, o que atuam, a atitude que tem. Esse era o homem livre. Tão livre que antes do terceiro dia ele ressurge para as mesmas pessoas que odiaram, traíram, negaram. para todas as pessoas que ficaram desesperançadas e não cobrou de ninguém, não ofendeu a mãe de ninguém, apenas voltou com seus lábios pulcros, com o seu coração de pureza, com a sua alma encharcada de compaixão, voltou para os mesmos que debandaram no momento supremo da cruz. Esse é o processo libertário de alguém que transforma uma teoria em prática em relação a si mesmo. E quando nós fazemos em relação a nós mesmos, nós nos tornamos diretamente proporcionais na vulnerabilidade ou na invulnerabilidade à agressão do outro. Ou seja, quanto mais a mim mesmo eu me amo, mais eu me perdoo. E quanto mais eu me libero das minhas culpas, menos eu estou vulnerável às agressões dos outros. Aquelas pessoas que se machucam por qualquer coisa, elas têm muita culpa, tem muita raiva de si mesmas e ela tem dificuldade de ceder, de desculpar os outros. Elas vivem no inferno, na relação com os outros, porque estão no inferno na relação consigo mesmas. Mas quem assim se perdoa, corre livre. salteia, dança, vai e qualquer vento contrário, a pessoa lhe se apresenta com maestria, com competência para não levar para casa de modo algum o outro na consciência com raiva, com ressentimentos, ressentindo, repensando o mesmo sentimento ruim do que o outro disse fez ou do gesto ou do que não fez. O exercício do autoperdão é a medida justa da autoliberdade.

ncia com raiva, com ressentimentos, ressentindo, repensando o mesmo sentimento ruim do que o outro disse fez ou do gesto ou do que não fez. O exercício do autoperdão é a medida justa da autoliberdade. Não é nenhuma novidade. Talvez se compreendermos que a tradição judaico-cristã colocou nesse plano de que a gente é com o outro como a gente é com a gente, de que o amor que a gente dá pro outro é o amor que a nós mesmos nos concedemos. O perdão está na mesma posição. Nós somos com o outro, com a capacidade de diluir mágoas e ressentimentos na exata medida em que nós somos conosco mesmos. Quem mais a se ama, mais se perdoa, sem nenhuma conivência, sem nenhuma acomodação, sem nenhuma cumlicidade com erro. tem capacidade para dizer: "Eu sou um aprendiz da vida, eu vou refazer". E vai refazendo e à medida que vai refazendo, vai se tornando mais maduro, mais competente, mais pleno, mais iluminado. E com isso dá conta de lidar com a sombra dos outros. Esse que faz assim é o que Jesus diz de hipócrita. Primeiro tira a trave do teu olho. E aí, se tu tirares a trave do olho, aí tu tem competência para tirar o cisco do olho do outro. Insensato tentar tirar o cisco do olho do outro se a gente tá com a trave no nosso, porque nós projetamos no outro a encrenca que tá na gente. Enquanto nós não nos liberamos do entulhamento que guardamos dos nós que se acumularam ao longo deste das outras existências, nós não conseguimos ter uma chegada leve, livre, transparente, gostosa, amorosa, compassiva, empática na relação com o outro. Nós ficamos aprisionados em nós mesmos. E quando alguém vem e toca no nosso dedo do pé encravado, é porque o nosso dedo do pé tá encravado. E por isso que doeu, não é porque ele pisou, porque as pessoas passam, pisam e aquilo não nos incomoda. Mas incomoda se tiver encravado. A alma quando está com alguma coisa encravada nela, tudo que toca dói. E quando dói, ao invés de eu dizer: "Puxa, não curei a minha unha cravada". Eu digo: "Puxa, tu pisaste na minha unha." Olha como é, é a projeção. A

com alguma coisa encravada nela, tudo que toca dói. E quando dói, ao invés de eu dizer: "Puxa, não curei a minha unha cravada". Eu digo: "Puxa, tu pisaste na minha unha." Olha como é, é a projeção. A gente joga no outro aquilo que é nosso. Deveríamos dizer: "Puxa, o que tá acontecendo comigo? Eu estou me magoando, estou levando isso para casa. O que tá acontecendo comigo que eu não consigo ceder para o perdão a essa pessoa que me tratou desse jeito, me passou a perna?" Não sei se aqui há Mato Grosso do Sul, pessoas que passam a perna nos outros. que engana os outros. Eu não tô falando dos rckres, estou falando daquele amigo que passa a perna do sócio ou do parente. Ao invés de olharmos e dizer: "Que pena, o meu filho repete a ação sendo ingrato comigo, eu digo, desgraçado do meu filho que é ingrato, me machucando o coração. Que pena! que o meu amigo não me respeitou e passou minha perna amizade, desconsiderando as décadas de relacionamento que temos, ao invés de podermos olhar e dizer: "Puxa, eu estou ainda nas décadas de relacionamento com um afeto construído e não sou capaz de poder entender esse meu amigo que fraquejou nesse momento. Porque no derradeiro quilômetro, diz o espírito André Luiz, a queda pode se dar. No derradeiro quilômetro, quando ele fala da médium, no estudo no livro, nos domínios da mediunidade, quando o André Luiz eh faz um elogio como que da trajetória daquele espírit, cuidado, nas últimas léguas a gente pode tombar. Por que um amigo não pode tombar? Porque um filho, um irmão, uma esposa, uma esposa não pode tombar. E se pode tombar, eu a medida que é não é do julgamento, é do quanto eu sou capaz de perdoá-lo. Porque há o perdão da desculpa e há o perdão olímpico quando alguém vem e gravemente tenta me alcançar. Se me alcança, é que eu ainda não dou conta de ser medalhista de ouro. que se eu dou conta é porque eu já ganhei um status de auto amor e de auto perdão, capaz de não levar para casa, de não levar para uma outra vida uma encrenca que foi muito grave e de

alhista de ouro. que se eu dou conta é porque eu já ganhei um status de auto amor e de auto perdão, capaz de não levar para casa, de não levar para uma outra vida uma encrenca que foi muito grave e de poder talvez chorar porque dói, se ressentir no sentido de poder se compadecer do outro, mas o que é diferente de amealhar e cultivar a mágoa, o ressentimento ou o desejo de correspondência. numa atitude reativa de vingança. O exercício do autoamor, portanto, reclama-nos para o autoperdão. E o autoperdão nos torna menos vulneráveis às querelas dos outros. Se alguém vem e fofoca sobre você, como é que você reage? Você tem a medida do autão. Se você fica aborrecido, se você xinga a pessoa, essa é a tua medida. Se você dizer, que pena, ele está falando mal dele mesmo, porque quem fala do outro fala de si. Então ele, coitadinho, coitadinha. Esse é um olhar já mais maduro, aonde eu já não estou tão vulnerável ao outro, mas quando eu sou capaz de poder acolher alguém que me machuca tanto ou que tenta me jogar no chão ou que corrompe princípios e valores que eram estatuídos na nossa relação e que tinham um status de honorabilidade. Quando eu consigo fazer esse movimento de aquecer, de que o outro também tem o direito de errar e eu não tenho direito de julgar, se eu consigo fazer isso, há uma festividade do céu interior com os benfeitores espirituais que nos acolhem, nos assiste, notadamente do nosso anjo guardião, que nos tutela a existência, porque nós somos um medalhista olímpico. A nossa conduta é de ouro, porque não só nós não conseguimos nos vingar, não assimilamos o ressentimento, mas somos capazes de orar pela pessoa, de em ter a possibilidade de pensar, pensar da possibilidade do bem para ela. Em tendo uma chance de fazer o bem, fazamos o bem para ela. É o que Allan Kardec elencou em um Evangelho Segundo Espiritismo quando tratou do amor aos inimigos, que não é ter a mesma relação de afabilidade, de doçura, de carinho que temos com amigo, mas é assumirmos uma posição gloriosa de

m um Evangelho Segundo Espiritismo quando tratou do amor aos inimigos, que não é ter a mesma relação de afabilidade, de doçura, de carinho que temos com amigo, mas é assumirmos uma posição gloriosa de alguém que superando a si mesmo, é capaz de poder, de lidar com o outro numa estatura de não incinerar o outro e lhe não fermentar uma dificuldade que o outro traz, transformando-se no carcereiro do outro porque ele errou contra você. Esses são dias pungentes que nós vivemos no mundo. E não há ninguém, ouço o que eu vou dizer, não há ninguém que não tenha que testemunhar. Todos somos chamados a testemunhar e as maiores desafios estão em casa. ou no campo dos amigos ou na parentela, porque esses são os afetos que estão conosco. Esses são aqueles que são os aferidores da nossa capacidade de amarmo-nos, de amarmo-nos. Porque se nós nos amamos, não tem como você deixar de amar o outro. É natural, é da natureza humana. Se você floresce, você perfuma, se perfuma. Quem está ao lado entorno mais próximamente. Quando você assim se ama, você é capaz de lidar bem com as suas dificuldades e é capaz de lidar com a dificuldade dos outros com o mesmo nível de elegância. Porque a elegância que você faz de se perdoar não é a elegância de aplaudir-se o erro, mas é de refazê-lo depois de dar-se conta, de cair em si, como fez Madalena, e é capaz de fazer com o outro essa mesma atitude que você gostaria e que você faz consigo mesmo. E quando você consegue fazer com essa elegância esse tipo de atitude, você está num céu, não precisa desencarnar aí para nosso lar ou para uma colônia superior. você já está conectado vibratoriamente nesse campo de excelência. aqueles que somos chamados ao testemunho. Não sei se vocês já foram chamados a esse testemunho, mas não se permitam um pouco mais de tempo para exercitar o perdão ao outro, sempre olhando para si mesmo. Uma vez era um pouco em torno de 1 hora, 1:30 da manhã, uma pessoa me telefonou e eu me identifiquei e ela disse: "Eu queria que você me perdoasse." disse:

rdão ao outro, sempre olhando para si mesmo. Uma vez era um pouco em torno de 1 hora, 1:30 da manhã, uma pessoa me telefonou e eu me identifiquei e ela disse: "Eu queria que você me perdoasse." disse: "Mas como perdoar você?" Não é que eu magoei você. Disse: "Eu não tô lembrando como". Aí comecei a tatiar uma paciente, alguém do movimento espírita. Era alguém do movimento espírita. Disse: "Não, eu fiz mal para você". E ela foi tentando, eu não conseguia. Eu fui notando que ela foi ficando meio sem graça porque eu não conseguia carimbar a mágoa dela, dessa pessoa. E era 1:30 da manhã, eu já tava para ficar magoado com ela. E ela diz: "Não, mas eu magoei". Diz: "Mas eu não consigo lembrar". Aí ela disse: "Você não, então você não me perdoa? Não, eu não tenho o que lhe perdoar porque eu não não tô lembrando dessa encrenca aí". Aí ela foi, foi, aí foi, o telefone foi terminando meio assim, meio sem graça, porque ela queria que eu perdoasse, eu não perdoava, porque eu não tinha que perdoar. E ela foi ficando meio decepcionada e eu fiquei depois pensando, puxa, ela passou mais de 2 anos com essa encrenca dentro dela, estava me telefonando e pode ter acontecido uma coisa que eu nem percebi, passei, não falei, eu nem sei o que, porque ela não conseguiu nem discriminar o fato que eu deveria perdoá-la. Não guarde, resolva a tua encrenca. E se ele já desencarnou, faça isso agora. Não deixe para depois para ir encerrando. Eu lembro de um homem, filho, estava com a mãe no hospital e a mãe chamou, disse: "Meu filho, afegante", disse: "Diga-me palavras de amor que o seu pai nunca me disse". E ele começou a dizer: "Mãe, a senhora é uma pessoa extraordinária". E começou a elogiar. Quando a gente está fazendo isso, ela desencarna. Então, tomado pela raiva, ela ele foi em casa e contou depois de ter assalado a desencarnação. Ela estava muito doente e contou a experiência. A família que acompanhava o relacionamento que era turbulento, então se fechou contra o pai e fez um julgamento arbitrário pronto. E

do a desencarnação. Ela estava muito doente e contou a experiência. A família que acompanhava o relacionamento que era turbulento, então se fechou contra o pai e fez um julgamento arbitrário pronto. E o pai saiu de casa. Os anos foram se passando, foram se passando e quando eles começaram a tentar reaver o pai, o pai tinha desaparecido. Até um dia que veio um telefonema. O telefonema era de Brasília. Foi uma filha ao encontro do pai que chamava. E quando ela foi encontrá-la, ele estava numa enfermaria moribundo. Desencarnou. Não houve possibilidade de trazê-lo. Esse filho ficou profundamente magoado consigo mesmo, culpado, porque ele foi o protagonista da expulsão do pai. E ele está um dia na rede. Belém adora a rede. Quando a gente tem um problema em Belém, a gente vai pra rede. Creco, creco, creco, crecnica, resolve todos os problemas. Por isso que rede custa caro. Ele estava na rede e ele foi adormecendo e adormeceu como que ficou naquele naquela madorna, aquela lá e aqui. E de repente ele começou a ver uma mulher elegante que estava acompanhado de alguém que estava cabis baixo. Ela, aquele ser foi se aproximando, ele luminoso. E percebeu quando olhou era sua mãe. Sua mãe se aproximou e digo: "Meu filho, nem você, nem seu pai tem paz. Você não se perdoa pela conversa que tivemos e pela atitude que tiveram. E o seu pai não consegue ficar em paz porque não conseguiu estabelecer o perdão com os filhos. Ele olhou para o pai, o pai não ousava levantar os olhos e ele choroso, começou a dizer: "Pai, perdoa". Eu agi sob impulso. A mãe, que era a heroína das nossas vidas pediram-me ajuda e eu precisava fazer justiça. Contaminei os meus irmãos, fui eu o responsável. E você se foi. Quando nós quisemos te reaver, não conseguimos. E ele chorando. E o pai não dizia nada, só chorava. E a mãe altaneira com o pai do lado, acompanhava a cena e dizia no final, celebrando aquele reencontro de reconciliação. Meu filho, você e seu pai precisam se tornar livres um do outro pela mágoa e

a. E a mãe altaneira com o pai do lado, acompanhava a cena e dizia no final, celebrando aquele reencontro de reconciliação. Meu filho, você e seu pai precisam se tornar livres um do outro pela mágoa e pela culpa que vocês entralaçaram entre vocês. E a mesma mãe que suplicou ajuda, palavras de amor para o filho, era a mesma mãe que, em nome do amor, trazia o filho ao encontro com o pai para a justa reparação. Esse extraordinário homem narrava a minha cena ainda chorando de emoção. Gratidão aos espíritos amigos que viabilizaram o encontro, permitindo que a sua mãe pudesse trazer o seu pai antes que ele pudesse desencarnar. A ausência do perdão e a presença da culpa fizeram no enfermo. Ele ganhara uma obesidade, estava com a tensão arterial alta e começava a perceber que ele não conseguia se libertar de si mesmo porque ele não encontrava o pai. O encontro com o Pai foi um start para ele começar a fazer aos poucos o caminho de volta. A misericórdia divina, amigos, nos convida a todos ao auto perdão. E se você assiste se perdoar, com justeza, você não conseguirá não perdoar aqueles que caminham com você. Talvez uns você precise de um pouco de tempo, talvez algumas décadas, no máximo, mas não deixará passar para outra vida. Você há de se reconciliar enquanto está no caminho, seja pelo zap, pelo telefonema, seja pelo encontro fortúito onde você vai, encontra e dá um abraço na pessoa e a pessoa toma um susto, é você e você diz as palavras que vem do teu coração na direção dele ou dela, expressa numa atitude de que você está livre da própria culpa, autoerdoando-se, perdoando o outro que num dado momento foi infeliz com você. Porque se Pedro recomendou Jesus a ele que perdoasse 70 vezes s vezes, o espírito emo assiná-la, é porque Pedro ele era capaz de errar 70 vezes, sete vezes. Tudo que fizerem conosco, nós somos capazes de fazer igual. E se não tivermos atualizado o nosso perdão, haveremos, portanto, de experimentar a dor de fazer aquilo que a gente julga que seja ruim nos outros.

e fizerem conosco, nós somos capazes de fazer igual. E se não tivermos atualizado o nosso perdão, haveremos, portanto, de experimentar a dor de fazer aquilo que a gente julga que seja ruim nos outros. negativo no outro, que mereça de alguma de algum modo uma sanção da justiça divina. A misericórdia caminha com a justiça. Sejamos aqueles que nos coloquemos como irmãos, Pai Nosso, somos todos irmãos. Por mais alocado que o irmão teu possa ter sido com você, abre um pouco de espaço e se você não tem condições de perdoá-lo, perdoe-se. E se você não tem condições de perdoá-lo, abre espaços neutros para exercitar o perdão. Porque quanto para exercitar o amor, porque quanto mais você ama, mais você se perdoa. E quanto mais você se perdoa, mais você está capaz de encontrar daquele outro enquanto está a caminho do outro. Se não der tempo, paciência. Talvez durante o sono, talvez num transe mediúnico ou talvez numa outra vida. Mas se puder fazer hoje, é te tornares livre hoje, não amanhã. Porque o amanhã pode estar coroado por circunstâncias mais desafiadoras, porque Deus nos quer apenas que o exercício de amor se faça. E esse amor que Deus nos permite que seja feito, está posto no Evangelho de Jesus, na figura do Cristo, que nos é apresentado pelo Espiritismo, sem ritualístico, sem cultos, sem complexidades, mas de uma forma clara, suave, doce, mas firme, para que possamos fazer a jornada de autolibertação. E se conseguirmos fazer isso, haveremos de celebrar o divino e compreendemos e compreenderemos que somos deuses a caminho de um processo de expansão para uma conexão com a divindade. E não lograremos poder experimentar a ânsia do poeta que indaga acerca do universo encantado que está sobre a magia que é o universo. Tudo no lugar, apenas ele fora. E ele diz: "Quem foi que fez o sol tão vivificador e sua luz pujante, cheia de vigor? os trilhões de estrelas que sentilam nos céus e as nuvens vaporosas como densos véus, a mecânica celeste, o arcano profundo da eterna ciência que equilibra os mundos, os

a luz pujante, cheia de vigor? os trilhões de estrelas que sentilam nos céus e as nuvens vaporosas como densos véus, a mecânica celeste, o arcano profundo da eterna ciência que equilibra os mundos, os microrganismos em desenvolvimento e os órbes gigantescos em de perecimento, o átomo e a nebulosa, ameba e o serafim, as origens das coisas que nunca terão fim, a virtude impoluta que não se modifica e a possante energia Dia que a tudo vivifica. Quem foi que fez a luz, o vento, o ar, o trovão, a primavera, o outono, o inverno e o verão. E o perfume das flores, o som, o ar, os campos, as florestas, a terra, o céu e o mar, o infravermelho e ultravioleta, e surgir a bela borboleta. Quem foi que fez as asas de um inseto a beleza de um ninho? Deu agilidade a incrível. Puga saltitante fez o passuler do tardo do elefante. Quem foi que fez o colibri com níia sutileza, sugando o mel das flores com tal delicadeza? E o tatu escavando a cova em que se abriga e a faina inesgotável da minúscula formiga? E o inquieto macaco e o fogoso corcel trabalhando ao lado da abelha na construção do mel. Quem foi que fez a baleia e a ingenhosa aranha tecendo a sua teia? um instinto de conservação como búsola infalível na orientação, guiando com os acertuos irracionais, sem transgredir as regras naturais, as maravilhas do reino vegetal, o reino onde repousa o reino também animal e os prodígios da animalidade, um elo mais acima, a nossa humanidade e tantos outros reinos que nós nem desconhecemos, sistemas de mundo que nós nem nos apercebemos, os gênios tutelares, arqueangelicais, imersos nos segredos dos planos federais. Que maravilha é esta que eu não posso descrever com todo o dramatismo que eu pudesse ter. Artista ímpar e ilimitado. Me ponho de joelhos e contemplo abismado e pergunto a mim mesmo com estupefação: "Quem criou tudo isso com tanta perfeição? Quem dá sem perder nada? Paga sem dever e a tudo movimenta sem nunca se mover. Governando e agindo, atuando e progredindo. Quem tem tanto poder? Pergunto a outras

criou tudo isso com tanta perfeição? Quem dá sem perder nada? Paga sem dever e a tudo movimenta sem nunca se mover. Governando e agindo, atuando e progredindo. Quem tem tanto poder? Pergunto a outras vozes, quem me poder dizer? Eu vos peço, os queridos irmãos meus, e as vozes me respondem: "Foi Deus, foi Deus, foi Deus, foi Deus.

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