O GOSTO PELO AUTOENGANO. DE ONDE VEM? - Denizard de Souza [PALESTRA ESPÍRITA]

Comunhão Espírita de Brasília 15/08/2025 (há 7 meses) 46:26 366 visualizações

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Transcrição

Aqui eu entendi qual o valor dessa missão foi nessa casa que aprendi toda a beleza de viver doando amor, vibrando luz, buscando a ti, buscando a ti. Obrigado. Comunhão espírita de Brasília. เ Senhor, estou aqui para agradecer de coração a paz dentro de mim que encontrei na comunhão. Foi nessa casa que aprendi toda a beleza de viver doando amor. Meus amigos, minhas amigas, queridos irmãos que estão conosco no auditório Bezerra de Menezes, sejamos todos fraternalmente acolhidos pela comunhão espírita de Brasília. Nessa tarde ensolarada, queremos também levar os nossos votos de esperança, de renovação, da alegria, de viver e os melhores votos de muita paz aqueles que nos acompanham pelos veículos de comunicação da nossa instituição, a comunhão espírita, notadamente aqueles que nos assistem pelo canal YouTube da comunhão. A todos o nosso abraço fraterno. O tema que vamos eh analisar após a leitura e a nossa oração é precisamente autoengano. De onde vem isso? Então, nós vamos ler aqui uma página do livro nosso de caráter psicográfico, Cartas Vivas, que vocês encontram na livraria Mário Carvalho, a obra. No capítulo 6, vamos encontrar o tema loucura e sanidade. Nos capítulos da história da loucura, doentes mentais, mendigos e cidadãos indesejados foram lançados nos porões fétidos e obscuros para garantir o bem-estar de uma sociedade moderna que não podia tolerar os insanos em suas belas praças e jardins da Europa, que surgia como continente da modernidade científica e do admirável mundo lógico da ciência. A mente sempre foi um território a ser colonizado. Ora pela cultura da disciplina religiosa, ora pela ciência médica, com os seus critérios de normatização do comportamento social. Hoje, o mundo contemporâneo, com seus artefatos neuroquímicos, libertou os doentes mentais das terríveis prisões psiquiátricas, que são os manicômios, né? Não existem mais eles. Apesar disso, a cura e a sanidade mental não vieram, nem foram alcançadas pelos doentes mentais, porque os transtornos

erríveis prisões psiquiátricas, que são os manicômios, né? Não existem mais eles. Apesar disso, a cura e a sanidade mental não vieram, nem foram alcançadas pelos doentes mentais, porque os transtornos psíquicos não são gerados primordialmente pelo e cérebro, mas nasce no espírito. Esse âmbito que nós, os filósofos da história da loucura, costumávamos chamar a subjetividade. Espero que a ciência dos neurotransmissores seja mais generosa com os doentes mentais do que foi a ciência médica do século XVII. Somente uma solução de compromisso, ou seja, um acordo entre o ego individual e o ego social, poderá estabelecer bases seguras para a sanidade mental. Para tanto, a sociedade precisa se abrir ao pluralismo das formas subjetivas de ser, tornando-se mais fácil assim a conquista da da sanidade emocional. Sejamos todos trabalhadores da saúde mental. que vigiam a cultura para que ela não seja uma fábrica de atormentados da alma, com conflitos que poderiam ser menores, não fosse as exigências de enquadramento subjetivo nos estreitos moldes da cultura ou falsa cultura da modernidade e seu conhecimento de superfície. Salve a alegria que cura. Vou repetir essa frase aqui. Salve a alegria que cura. Salve a liberdade do sujeito consciente de si, que impede a doença mental de surgir e dominá-lo. Um abraço do vosso amigo Michel Fou espírito. Michel Foucault é um grande estudioso da saúde mental, da história da loucura, um autor muito lido nos domínios da psicologia, da psiquiatria e das ciências humanas. E ele aqui aparece como espírito desencarnado, trazendo esta psicografia que nós escolhemos, porque de alguma maneira se relaciona com o tema. O tema de hoje, autoengano. De onde vem isso? E antes do tema e da palestra, vamos fazer a nossa oração. Convido a todos e todas que desejarem fechar os olhos, repousar as suas pálpebras, esvaziar os conteúdos mentais perturbadores, nos autorizar a momentos de serenidade e paz. para que agradeçamos, dizendo obrigado, supremo criador do universo.

ar os olhos, repousar as suas pálpebras, esvaziar os conteúdos mentais perturbadores, nos autorizar a momentos de serenidade e paz. para que agradeçamos, dizendo obrigado, supremo criador do universo. Obrigado porque a luz do sol nos renovou a claridade de um novo dia. Obrigado, criador pela saúde física e mental que dispomos. Obrigado pelas pequeninas alegrias que nos confiastes no dia de hoje, pelas tarefas realizadas, pelas missões bem cumpridas. Obrigado o criador pela vida na terra e que ela floresça em todos os quadrantes do planeta, na sua fauna e na sua flora. nos oceanos e nas montanhas, no planalto e na planície. E que entre nós, seres humanos, encarnados e desencarnados, descubramos por fim que a única lei que nos rege para todo sempre é a lei do amor, da convivência pacificada pela mútua compreensão. Que a luz de Deus nos envolva a todos. Que a paz de Jesus nos alcance o coração hoje e sempre. Meus amigos, vamos conversar hoje sobre esse tema central em nossa experiência, em nosso cotidiano, que é a questão do autoengano. Quando nós falamos de enganar ao outro, nos parece relativamente fácil de compreender por querer enganar ao outro. é algo intencional, deliberado, voluntário e, naturalmente uma atitude que fere a ética das relações. Mas não é difícil entender ou enganar ao outro. Agora imagine o que acontece com a mente humana quando ela está sofrendo de autoengano da ação, de imediato, diremos inconsciente desse autoenganar, que promoverá a autabotagem, o autoengano, o autoprejuízo. Então, o tema se torna um pouco mais complexo e exige de nós a observação de dois modos de representar a realidade. Nós vamos chamar o primeiro modo com o conceito de substancialismo e o segundo modo de nilismo. Vejam só, o autoengano acontece de forma cognitiva pelo pensamento, mas também de forma inconsciente pelo mecanismo de defesa. Mas vejamos como é que se dá o autoengano pelo pensamento. Através do substancialismo, nós atribuímos substância as coisas e passamos a representá-las.

de forma inconsciente pelo mecanismo de defesa. Mas vejamos como é que se dá o autoengano pelo pensamento. Através do substancialismo, nós atribuímos substância as coisas e passamos a representá-las. Então, cada um de nós, por exemplo, representa o feminino e o masculino. A vida e a morte representa a liberdade e a escravidão e representa através de um comportamento substancialista. O que que é isso? A gente olha para a realidade através de representações mentais. Então, a gente pega um algo que é particular e atribui, por exemplo, ao nossa representação mental é tão poderosa do que é o melhor, do que é o ideal, do que é o certo, do que é o errado, do que é o masculino, do que é a vida e do que é a morte. a representação mental vai se consolidando dentro de nós. E essa representação mental, ela começa a funcionar como óculos pelos quais nós enxergamos a realidade. Os senhores dirão: "Mas existe a realidade da natureza?" Sim. E até ela é permanentemente mudança. A gente olha para uma estrela do tamanho do sol, com esse gigantismo de luz a alcançar o planeta e temos a sensação que é algo fixo, eterno, imutável. Essa estrela, o sol que representamos como a poderosa claridade de cada dia, não passa de uma estrela como milhões de outras ou milhares de outras que todas as noites enxergamos no céu. Ela só está mais próxima de nós. E ela é uma estrela constituída de gases. Mas a gente representa o sol como se fosse fixo, eterno e imutável. O sol nem é fixo, nem é eterno, nem imutável. É uma estrela que um dia vai explodir e se transformar numa supernova. Agora imaginem vocês, e eu falei de um fenômeno da natureza que tem a estabilidade de viver ainda por mais 5 bilhões de anos. Imagina a nossa representação mental operando dentro de nós e nos governando. A cada passo a gente olha através da representação mental e aquilo que é particular, aquilo que é particular de uma família, de uma relação, dê uma condição provisória, a gente transforma em universal. E a partir de agora, por

através da representação mental e aquilo que é particular, aquilo que é particular de uma família, de uma relação, dê uma condição provisória, a gente transforma em universal. E a partir de agora, por exemplo, a ideia de liberdade. A gente pega, por exemplo, a ideia de liberdade, a gente diz: "Não, a liberdade é fácil de entender. A liberdade é todos serem livres." E aí outros acrescent acrescentarão para dizer o que pensam quando quiserem, na hora que quiserem, em todo lugar. Já viram que a liberdade foi para o espaço, porque a liberdade nunca foi dizer o que pensa em qualquer lugar, em qualquer contexto e a qualquer momento. Outros dirão: "A sociedade tem que ser livre. Se eu não for autorizado a dizer o que eu quiser, inclusive nas redes sociais, ou praticar o vandalismo, eu não sou livre". Mas por quê? Porque eu consolidei uma representação mental e aqui eu fui ao extremo a representação mental que já está claramente distorcida, mas nós não conseguimos perceber que o tempo todo a gente pega o particular e transforma o universal. A gente diz: "Esse é o modo certo, portanto fixo, definitivo, não provisório. E pegamos o particular e universalizamos. E isso gera a primeira fonte de autoengano. Eu posso representar a juventude de uma maneira que através dessa representação mental eu me acredito jovem, porque jovem potente, porque jovem livre, porque jovem vitalizado. E através da representação mental de juventude, eu não tolero qualquer outra representação diferente da minha, porque eu peguei a minha representação mental, tornei ela rígida. Eu representei a juventude de forma rígida, eu presentei o que quer que seja de forma rígida aquilo que era particular, eu tornei universal. Então, a nossa atitude mental de atribuir substância às coisas e substâncias perenes é um absoluto equívoco que nos governa e gera autoengano. A gente representa nossa vida assim, ó. Passei pela minha infância, quem tá na juventude, na juventude, estou na maturidade e vou morrer lá pelos 90 e

oluto equívoco que nos governa e gera autoengano. A gente representa nossa vida assim, ó. Passei pela minha infância, quem tá na juventude, na juventude, estou na maturidade e vou morrer lá pelos 90 e tantos anos. No outro dia a que a pessoa disse isso, ela desencarna. Estou falando de novo de um fenômeno extremo, a morte corporal. Mas a representação mental que o sujeito tem da vida é sempre de fixar, delimitar e tornar rígido a sua percepção. E é essa rigidez da cognição social, essa rigidez mental é fonte de problema. todos os dias e a todos os instantes nas relações humanas. Se nós conseguirmos flexibilizar o nosso modo de pensar, compreender que há múltiplos ângulos para o mesmo objeto, os senhores perguntem uma biólogo, o que é uma célula? Ele explica: "Pergunte a um químico de outro jeito, pergunte a um filósofo ou a um poeta, ele vai dar outra narrativa." E isso são representações mentais de um mesmo objeto. Então, atribuir substância às coisas ao que quer que seja. Vamos lá. Numa doutrina reencarnacionista como essa, se você atribui substância masculinista ou ou exageradamente feminista, e através dessa substância você se define, de repente você desencarna e você muda a sua posição anatômica e aquele que era homem reencarna-se como mulher. Aquele que era mulher reencarna-se como homem. Olha que eu fui para outro fenômeno extremo, a desencarnação e a reencarnação. Mas se os senhores pegarem a representação mental, que temos de tudo, quando a gente consolida a representação, tendemos a torná-la rígida. Isso é fonte de autoengano. Então eu declaro que o amor e o romance, ele existe nesses parâmetros. Fora disso, nem é amor, nem é romance. Na hora que eu torno a minha representação mental rígida do amor e do romance, isso se torna uma fonte de autoengano para mim, porque eu tenho a impressão que toda a realidade do amor, do afeto, do romance delimita-se a representação mental que eu tenho dentro de mim. Então isso é uma fonte de sofrimento psíquico e acima de tudo de autoengano.

impressão que toda a realidade do amor, do afeto, do romance delimita-se a representação mental que eu tenho dentro de mim. Então isso é uma fonte de sofrimento psíquico e acima de tudo de autoengano. Então o autoengano tem uma base cognitiva tal qual eu penso a realidade e a realidade assim o é. Se eu acredito que após a morte corporal eu vou para o céu e para o inferno, tenho certeza que isso vai operar parâmetros dentro de mim, conforme a doutrina de penas eternas que eu há represento dentro de mim. Então, a gente não se dá conta que a maioria das nossas percepções são de natureza subjetiva, particular e não universalizáveis. Qualquer pessoa que viajou pelo mundo, vá à Índia, vá ao Japão, vá a Austrália ou visite as tribos amazônicas e vá perceber a realidade deles. Isso é o trabalho do antropólogo que viaja pelo mundo, conhecendo o quê? a diversidade de representações sociais e mentais pelas quais os indivíduos instituem o que é o casamento, o que é o filho, o que é a vida, o que é o amor, o que é a morte, o que é a desencarnação, o que quer que seja, porque aquilo que é particular de um grupo social opera às vezes com alguma eficiência naquele grupo. saiu daquele grupo, já não opera mais, já não funciona mais, porque é particular aquele grupo, é particular aquele contexto. Então, a primeira fonte de autoengano é nós acreditarmos que os sentidos que utilizamos são videdignos. Eu só acredito no que vejo. Acabei de fixar a minha percepção na minha visão. Não, eu acredito nos cinco sentidos. o que vejo, o que ouço, o que toco, o que é o sensório. A maior parte do universo não se vê, não se toca e nem se escuta, porque é inaudível, mas a nossa representação mental, ela vai se cristalizando. Isso é fonte de auto engano perpétuo, né? A gente pensa, por exemplo, que só morre uma vez. Do ponto de vista corporal, nós morremos várias vezes ao longo da vida, porque todas as nossas células renascem e morrem. E até as células do sistema nervoso central que se acreditava que não se renovavam,

nto de vista corporal, nós morremos várias vezes ao longo da vida, porque todas as nossas células renascem e morrem. E até as células do sistema nervoso central que se acreditava que não se renovavam, nascem novas, morrem outras. Certas áreas perdem a função, outras se fortalecem, porque nós somos o quê? uma eterna mudança, como dizia Heráclito, né? A única coisa permanente no no universo é a mudança, meus amigos. Quem atentou para mudança, quem se percebeu como eterna transformação, já está com melhores possibilidades de se transformar, porque vai realizar agora uma transformação mais consciente. Então, pedaço do pedaço do nosso autoengano é o modo como nos enganamos através de representações que nos parece definitivas e são só provisórias e particulares. E o pior, quando é particular e a gente tenta universalizar. Então, particular da minha crença, vejam aí no mundo o que que tá acontecendo. Povos se matando, grupos indo ao extremo da sua representação e se tornando terrorista. Países e povos dividido, porque uns acreditam que a representação X é definitiva universal e não há outra. O mundo não cabe fora daquela representação. Rigidez mental. Rigidez mental. fonte de violência e ódio. Agora imagina se todos nós fizéssemos um exercício de olhar pelo ponto de vista do outro, o idoso se recolhesse ao ato de pensar como é que uma pessoa de 16 anos observa a realidade, sendo tendo ele 90. Imagina o que aconteceria se o homem, na sua masculinidade específica fizesse o exercício de representar a realidade como a esposa o enxerga e enxerga a realidade. Através dessa flexibilidade cognitiva, nós fugiríamos de dois padrões extremamente perigosos: pensamentos obsessivos, pensamentos automáticos. Por que que tem pensamento automático, gente? Por que que as pessoas obedecem a pensamentos e elas não se livram daquele pensamento? Porque há uma rigidez cognitiva, fonte de autoengano. Sujeito cristaliza uma representação e ele diz: "É isso, eu vejo assim e é dessa forma." E ele acha

entos e elas não se livram daquele pensamento? Porque há uma rigidez cognitiva, fonte de autoengano. Sujeito cristaliza uma representação e ele diz: "É isso, eu vejo assim e é dessa forma." E ele acha que tal qual ele vê, assim o é a realidade. Poderíamos usar o exemplo até da física, que é a ciência mais poderosa do ponto de vista de ser a ciência da natureza. Fizis, natureza em grego, física, ciência da natureza. Até as partículas subatômicas, elas têm uma dupla realidade, elas são ondas e partículas a depender da perspectiva de observação. Então, primeira fonte de autoengano, o pensamento prejudicado por representações mentais rígidas. Toda rigidez é fonte de sofrimento psíquico. Primeiro porque ela não se sustenta. Eu sou rígido hoje, amanhã a vida me impõe a flexibilizar-me. Eu discurso de um jeito, amanhã a realidade nega o meu discurso. Porque a realidade é a eterna mudança, é a permanente transformação sem que tenhamos nos dado conta disso. Portanto, hoje quando nós, psicólogos e analistas, psicoterapeutas ou psiquiatras vai analisar o índice de saúde mental de uma pessoa, pergunta-se: qual o seu nível de flexibilidade? Tanto maior a capacidade de ser maleável, lembremos o bambu, não é? O bambu é um vegetal que nunca se quebra, que nunca se curva, que nunca sofre com a força dos ventos. Por que o bambu é assim? Porque ele é flexível. os ventos batem nele, ele se dobra e volta. Já o aço, que é muito bom, claro, para construir equipamentos que precisam de rigidez, o aço ele não se dobra. Quando ele, como ele não se dobra, quando ele se verga, ele destrói uma estrutura desse tamanho, de um auditório desse tamanho, porque ele se envergou sobre o impacto de qualquer força maior. Observe, a flexibilidade cognitiva é o modo de enxergar a realidade de maneira mais ampla, considerando aquilo que é particular, aquilo que é universal. Então, pela via do substancialismo, atribuir substâncias às coisas, a substância da família. Sujeito faz uma narrativa e acha que família é o que ele

o aquilo que é particular, aquilo que é universal. Então, pela via do substancialismo, atribuir substâncias às coisas, a substância da família. Sujeito faz uma narrativa e acha que família é o que ele acredita que é, porque ele tem uma substância e a substância que ele definiu, ele tornou universal e aí ele cometeu o erro de confundir o particular com o universal. Mas esse é o autoengano cognitivo, é o autoengano pela forma de pensar. rígida e não flexível. Por isso que Sócrates, Sócrates, que é considerado fundador da filosofia ocidental moderna antes de Sócrates, período socrático, pós- Socrático, ele dizia que a verdade só se sustentava através da perguntação, da reflexão do questionamento. Quem faz perguntas poderosas mantém a realidade em movimento tal qual ela o é, porque tá sempre se perguntando e cada vez de forma mais profunda. Nunca estabiliza e torna rígida uma representação. Tiramos uma fonte de autoengano, tornar rígida as nossas representações mentais. Fonte de morte, fonte de homicídio, fonte de violência, fonte de guerra. Eu tenho uma representação mental de Deus. Tudo que não cabe nessa representação não é Deus e é um falso Deus. Porque a nossa representação mental de Deus é tão estreita que a gente torna ele pessoal, o povo de Deus, o Deus que é meu. E a gente vai atribuindo características humanas e personalizando a representação mental de Deus. torna rígida, cria um território, tudo que tá fora disso é falsos deuses. Motivo de violência religiosa, intolerância religiosa e crime. Agora, a outra fonte de autoengano, o contrário, o nilismo. Na primeira eu atribuo características universais ao que é particular. Na primeira, eu crio substâncias, eu crio essências, esquecido que a realidade é transformação e movimento. E na segunda, eu nego toda e qualquer possibilidade daquilo que de fato é, mas que pelo meu nilismo filosófico eu não consigo compreender, eu passo a negar o absoluto. Então, o que é o nilismo? Agora, como fonte de autoengano, é a negação permanente da possibilidade

fato é, mas que pelo meu nilismo filosófico eu não consigo compreender, eu passo a negar o absoluto. Então, o que é o nilismo? Agora, como fonte de autoengano, é a negação permanente da possibilidade daquilo que é o absoluto. Aí é o oposto. Existem coisas absolutas no universo? Claro que existem. Por exemplo, Deus, não é? Eu não dou conta de Deus e eu passo a negar a realidade da causalidade cósmica, porque eu não dou conta de compreendê-lo. Eu poderia ter uma outra atitude, dizer: "Olha, eu não sei o que é Deus. Eu não posso me referir a Deus porque eu não consigo compreendê-lo. Logo, eu não sei o que é isso. Logo, isso não me cabe no meu campo mental. é uma atitude mais honesta, mas eu faço diferente. Se não me cabe na minha compreensão filosófica a ideia do absoluto, eu passo a negar aquilo que é o absoluto, a possibilidade de Deus. E olha que Deus não é um ser existencial. As pessoas pensam que Deus existe. Gente, se Deus tivesse existência, já tá dizendo existência. A palavra existência vem do latim existere. Aquilo que existe se manifesta. Aquilo que se manifesta muda. Deus é onipotente, imutável, infinitamente perfeita e suas perfeições. É o imutável. Ele não tem existência. Deus não existe. Deus é aquilo que é absoluto. Aquilo que é absoluto é lugar de negação. E aí eu nego qualquer dimensão absoluta. Temos dimensões absolutas, temos. Deus é absoluto. A imortalidade é absoluta. Se nós apostamos que todos os seres são portadores de uma dimensão espiritual, a imortalidade é o nosso destino. A corporeidade é provisória. Tudo que se refere ao mundo material é absolutamente provisório. próprio planeta Terra desaparecerá daqui a 5 bilhões de anos quando o Sol vai explodir e vai levar consigo o sistema solar. Provisório, mas isso é uma fonte do autoengano. Agora, a outra fonte é o processo inconsciente. É quando, através daquilo que é inconsciente em nós, nós fazemos, operamos os nossos mecanismos. de defesa. Então, o que que eu faço? Se eu sou uma pessoa muito ávara, avareza,

processo inconsciente. É quando, através daquilo que é inconsciente em nós, nós fazemos, operamos os nossos mecanismos. de defesa. Então, o que que eu faço? Se eu sou uma pessoa muito ávara, avareza, eu digo que não sou ávaro. Um mecanismo de defesa do meu eu gera o seguinte autoengano. Não é avareza, é previdência. Eu preciso acumular, acumular, não gastar, guardar, acumular para deixar paraos meus filhos. E às vezes eu me privo do meu próprio bem-estar para guardar, poupar e acumular. E eu não dou conta que por trás da avareza tem uma avareza de afetos, tem um um prejuízo no autocuidado. Então o Evangelho segundo o Espiritismo fala nem a avareza, nem a prodigalidade extremada. Há um ponto de equilíbrio entre a avareza e a prodigalidade. Não há avareza que propõe acumular e acumular. E esta é a lei dos profetas e que eu vou me chamar de previdente quando eu tô sendo ávaro. O mecanismo de defesa do eu gera outros autoenganos. Eu afirmo que eu sou uma pessoa absolutamente cordata, civilizada, desde que ninguém me contrarie. Na hora que a contrariedade me visita, eu perco a minha civilidade. Mas por quê? Porque eu entendo que é prerrogativa de defesa, atitude de defesa, a violência. Então, meus amigos, o autoengano é um flagelo espiritual, moral e emocional. Tem natureza cognitiva, tem natureza na nossa sombra psicológica. E qual é a solução para o autoengano? é o refinamento das nossas percepções. Por isso o Espiritismo diz: "Espíritas, amai-vos eis o primeiro mandamento, instruí-vos eis o segundo." Por que que instrução é tão importante, gente? Por que que é preciso se educar, se esclarecer, conhecer, compreender para não cair nas armadilhas da alienação, do engano e do autoengano? e confundir o particular com o universal, o provisório com o permanente, o material com o espiritual. E quantas pessoas fazem o autoengano de investir na religião de forma materialista? Se deveria existir um lugar em que todo o processo seria de doação e não de acumulação, seria o âmbito religioso. E

E quantas pessoas fazem o autoengano de investir na religião de forma materialista? Se deveria existir um lugar em que todo o processo seria de doação e não de acumulação, seria o âmbito religioso. E nem a religião foge ao autoengano de acreditar que existe um Deus que celebra a prosperidade da minha vida. Se eu faço certas coisas, Deus me dá riqueza. é sinal de bênção. Então, a proposta para superar o autoengano é a autolibertação daquilo que é governo inconsciente em nós, tomada de consciência. Na hora que eu começo tomar a de a tomar consciência, eu vou me descobrindo espírito imortal, porque não é possível que a complexidade de tudo que eu sou vai desaparecer com a morte. E eu começo a ter vivências de mortalidade. Eu não só estudo teoricamente a imortalidade. Eu tenho vivências. O sujeito começa a experimentar os estados de consciência espirituais. Ele começa a promover um autodespertar, uma autolibertação do autoengano. Ele começa o quê? a iluminar o seu mundo interior. Daí Jesus ter dito, né, quando perguntar a ele onde estar o reino de Deus, ele respondeu: "Ficai sabendo que o reino dos céus está dentro de vós, porém ele é um tesouro oculto que deveis descobri-lo. Observe que ele diz que está dentro de nós, mas também diz que é um tesouro oculto. Não está acessível de qualquer maneira. Não é a mente autoenganada. Não é a alienação, não é a falsificação de nós mesmos e o descompromisso com a verdade, inclusive nossa interior, que vai fazer acessar o reino de Deus dentro de nós. Mas aqueles estados nobilíssimos de consciência, a oração, a reflexão, a meditação, a autodoação, o despertar de uma consciência maior que vai além dessa consciência do dia a dia, que é o da vigília. Então, meus amigos, que nós vistamos, façamos investimento pulsional, afetivo, espiritual em nos libertarmos do autoengano, para que a sombra psicológica não nos governe, para que o pensamento obsessivo não nos governe, para que o pensamento distorcido não distorça a realidade, atribuindo universalidade ao que é

utoengano, para que a sombra psicológica não nos governe, para que o pensamento obsessivo não nos governe, para que o pensamento distorcido não distorça a realidade, atribuindo universalidade ao que é particular desse esse tamanhinho. O mundo será do tamanho das nossas representações e a nossa existência será tão grande, tão significativa ou tão ou tão resumida, miniaturizada quanto for as nossas representações mentais. Trabalhemos isso, a libertação do autoengano, da autoilusão materialista, da autoilusão narcísica. da autoilusão das ideologias extremadas, porque todas elas não dão certo. Os extremos são sempre perigosos e os gregos diziam: "A sabedoria está no meio." A sabedoria está em uma solução de compromisso que tá no meio, em um meio de equilíbrio da nossa condição psíquica e espiritual. Trabalhemos o despertar e com ele digamos: Desperta a tua alma adormecida nas ilusões perigosas desta vida. Não te detenhas ante as sombras do caminho. As belas rosas também trazem seus espinhos. Se alguém magoou teu coração, não te entristeças. Segues em oração, sendo a vida na terra passageira. Se caminhas para a libertação, esquece as ofensas e perdoa. Segue para tua evolução. Se tens conhecimento do evangelho, se praticas um pouco a caridade, não podes dizer que não sabes ou não conheces o que é a felicidade. Ergue teu olhar, fita a natureza. Pensa que pode ser. Leve o teu fardo, suave a tua cruz, se tiveres no teu coração, Jesus. Então, meus amigos, vamos terminar só fazendo um convite para vocês antes do passe. Amanhã, 15 de agosto, às 20 horas, nós estaremos de volta aqui na comunhão no trabalho do Pinga Luz. É um programa de palestra às 20 horas, só que uma parte do tempo destinada a responder perguntas do público com o tema como se libertar das emoções destrutivas, emoções quais a cólera, o ódio, a inveja, o ciúme, o ressentimento, a mágoa, enfim, emoções destrutivas, como se libertar delas. Amanhã 20 horas aqui no Auditório Bezer de Menezes. Obrigado pela atenção de vocês. Que possamos ir

io, a inveja, o ciúme, o ressentimento, a mágoa, enfim, emoções destrutivas, como se libertar delas. Amanhã 20 horas aqui no Auditório Bezer de Menezes. Obrigado pela atenção de vocês. Que possamos ir ao passe. Aqueles que tiverem interesse, nós estaremos lá na livraria Mário Carvalho tomando um café e oferecendo o nosso livro Cartas Vivas para quem quiser adquiri-lo na nossa livraria. OK? Obrigado pela atenção de vocês e até uma próxima oportunidade. >> Sejam bem-vindos. A nossa sala de passe virtual da comunhão espírita de Brasília. O passe tem como finalidade auxiliar a recuperação física, mental e espiritual, substituindo os fluidos deletérios por fluidos benéficos. Durante o passe, temos uma troca de energias físicas, mentais e espirituais, guiadas pelo melhor sentimento que é o amor. Essa energia amorosa auxilia no reequilíbrio dos pensamentos e emoções, restabelecendo a harmonia íntima. Assim, deve ser utilizado quando sentir necessidade ou até que se sinta reequilibrado. Nesse momento em que daremos início à aplicação do paz, pedimos que em um ambiente tranquilo você se coloque de forma confortável, fechando os olhos, respirando de maneira tranquila e serena, para que assim possamos sentir a presença do nosso Deus de amor, Senhor da vida e da misericórdia. Entrando em sintonia com o nosso mestre e amigo de todas as horas e com os mentores espirituais dessa casa, rogamos que nesse momento desça sobre nós todos os fluidos salutares e benéficos necessários ao reequilíbrio do nosso corpo físico, mental e espiritual. Senhor meu Deus, permita que os bons espíritos que me cercam me auxiliem nos momentos de dificuldade. Que eu tenha a força necessária para continuar a caminhada no sentido do bem, do amor e da caridade. Trai, Senhor, a cura para os males do corpo e da alma. Mas se não for o momento, traz o refrigério necessário para que eu continue a caminhada. Que nossos amigos espirituais possam visitar os nossos lares, abençoando a cada um que lá se encontra, trazendo a

s se não for o momento, traz o refrigério necessário para que eu continue a caminhada. Que nossos amigos espirituais possam visitar os nossos lares, abençoando a cada um que lá se encontra, trazendo a alegria de viver, a paz, a harmonia e que cada um possa colocar o amor do Mestre Jesus em seus corações. E também os mentores espirituais possam visitar os nossos ambientes de trabalho, levando a cada canto a tranquilidade, a fraternidade e a serenidade. Que esses bons fluidos se estendam para cada um de nós, amigos e familiares, trazendo o conforto que tanto desejamos. a coragem e a fé para continuarmos a nossa estrada da vida. Estamos chegando aos momentos finais de nosso passe. Faremos então a oração que o Mestre Jesus nos ensinou. Pai nosso que estais no céu, santificado seja o teu nome, venha a nós o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dai-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos que nos devem. Perdoa as nossas ofensas, assim como perdoamos aos que nos ofendem. Não nos deixes entregues à tentação, mas livra-nos do mal. E nesse momento, calmamente, vamos abrindo os nossos olhos, retornando ao nosso ambiente com paz e vibrações fraternais. E agradecidos que somos ao nosso mestre Jesus e aos mentores espirituais desta casa, damos graças a Deus, graças a Jesus e assim seja.

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