O Código do Monte - Sérgio Lopes

FergsPlay - Canal da Federação Espírita do RS 19/08/2015 (há 10 anos) 1:20:17 10,604 visualizações 476 curtidas

7º Congresso Espírita do Rio Grande do Sul - "O Evangelho no Mundo e nos Corações." Gramado/RS - outubro de 2013. Promovido pela Federação Espírita do Rio Grande do Sul. www.fergs.org.br

Transcrição

Francisco Espinelli deve estar muito feliz, aquele que foi presidente da Federação Espírita do Rio Grande do Sul e que divulgava a doutrina espírita a cavalo nos tempos aonde as dificuldades eram extremamente maiores do que as nossas. Ao podermos olhar para os lados e ver aonde estamos chegando, resta-nos um sentimento profundo de gratidão aos pioneiros. aqueles que iniciaram o trabalho. Porque quando se começa uma atividade não se tem a proporção, a dimensão, o tamanho que ela tem. Quando uma obra começa no plano físico, ela já estava desenhada nos planos invisíveis. Portanto, quando nós iniciamos uma atividade, por mais singela que ela seja, ela já tem uma perspectiva de desenvolvimento e que o garante a sua expansão é o tamanho da sua nobreza. Se nós tivermos a capacidade, a sinceridade, a honestidade de sermos instrumentos para que as grandes tarefas surjam no mundo, nós não precisamos fazer grandes coisas. Nós precisamos apenas fazer a nossa parte, porque o trabalho verdadeiro, o trabalho principal, ele não é nosso. Nós somos apenas executores daqueles ensaios que já iniciaram, mas que precisam se materializar pelas mãos dos instrutores da espiritualidade maior. aqueles mesmos que nesse instante, enquanto estamos envolvidos em grande número, enquanto as câmeras de televisão transmitem para o mundo, enquanto os DVDs registram as imagens, os gravadores gravam os sons nesta grande área de gramado que nos recebe tão gentilmente, ficamos a imaginar o tamanho da plateia de desencarnados. que nesse exato momento escuta as expansões do trabalho do evangelho regenerador na terra, o trabalho de Jesus. Qual serão os aparelhos que eles dispõem para alongar a mensagem promissora de uma era que já se iniciou e que estamos tendo a felicidade de sermos aqueles que estamos vivendo esse momento glorioso? Já foi previsto por Jesus. E nós estamos apenas tentando fazer uma pequena parte desse trabalho grandioso que está destinado ao nosso planeta. Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos

revisto por Jesus. E nós estamos apenas tentando fazer uma pequena parte desse trabalho grandioso que está destinado ao nosso planeta. Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os aflitos, pois eles serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque os mansos herdarão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque estes serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles obterão misericórdia. Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que são perseguidos por amor à justiça, porque deles é o reino dos céus. Se todas as obras sacras da humanidade se perdessem, se todos os livros sagrados desaparecessem, mas se salvasse apenas o sermão da montanha, nada estaria perdido. Assim, Mahatmagand resumiu o significado para o pensamento da humanidade deste que é, sem dúvida alguma, o maior poema de amor da história da humanidade. A obra moral do evangelho está sintetizada no sermão da montanha. O coração do evangelho é o sermão da montanha. O coração do espiritismo é o evangelho. Ciência, filosofia, religião. Estamos envolvidos nesse momento pelas bênçãos de Jesus, inspirados por esse trabalho que ele nos legou há mais de 2000 anos. Quando ele recitou esta obra gigantesca, sem escrever nada, sobre uma montanha, falando aos deserdados da terra, aos sofridos, aos aflitos, aos esquecidos, aos anônimos. Jesus não veio para os grandes. Jesus não veio para os sãos. Jesus não veio para aqueles que querem sucesso. Jesus não veio prometer as glórias do mundo, as glórias da vaidade, do orgulho, tão conhecidos nossos desde aquela época e continuamos igual. Ele vem nos prometer um outro tipo de paradigma para aqueles que possam desenvolver determinadas virtudes que são encontradas no sermão da montanha. Estamos lançando paraa reflexão de dos amigos que adquiriram nesse congresso o livro Código do Monte. Quando eu escrevi esse livro, há

determinadas virtudes que são encontradas no sermão da montanha. Estamos lançando paraa reflexão de dos amigos que adquiriram nesse congresso o livro Código do Monte. Quando eu escrevi esse livro, há alguns anos atrás, eu estava fazendo uma palestra em Pelotas sobre o sermão da montanha. E durante a palestra, enquanto eu falava, me ocorreu que cada bem-aventurança que Jesus nos ensina, se destaca em cada uma delas uma virtude principal. E concomitantemente a esta percepção, me pareceu que estas virtudes apresentam uma certa ordem cronológica e lógica de progressão moral. É como se no sermão da montanha, no sermão das bem-aventuranças, nós tivéssemos um código, o código moral da humanidade. E analisando da primeira bem-aventurança, que pode estar representada como a base da montanha, nós teremos a primeira virtude até o topo da montanha, a culminância das bem-aventuranças, representando a virtude mais importante de todas, a qual reúne todas as anteriores. A partir de agora, então, pedimos licença para fazermos uma um breve resumo do que nos ocorreu em pensamento, que certamente não é nosso, destas virtudes, que são as virtudes que nós precisamos desenvolver para sermos mais felizes, as virtudes que nós precisamos desenvolver para progredirmos. Portanto, são as virtudes que nós estamos aqui ensaiando na nossa encarnação. É claro que estas virtudes, elas não são desenvolvidas de forma linear. Procurem ouvir quando falarmos uma depois da outra, que elas se desenvolvem concomitantemente. À medida que estamos desenvolvendo uma, naturalmente teremos que estar desenvolvendo outra. Mas para fim de compreensão, é importante que possamos entender a lógica desse projeto de desenvolvimento moral. Uma outra percepção interessante ocorreu quando percebemos que cada bem-aventurança que Jesus nos trouxe corresponde a um centro de força nosso do nosso campo energético, os chamados chakras. Assim como as bem-aventuranças apresentem uma ordem, apresentam uma ordem de ascensão, também nos parece que

ouxe corresponde a um centro de força nosso do nosso campo energético, os chamados chakras. Assim como as bem-aventuranças apresentem uma ordem, apresentam uma ordem de ascensão, também nos parece que os chakras parecem responder por cada virtude que é desenvolvida em cada um desses planos. Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Pobres de espírito ou pobres em espírito, conforme a obra O novo testamento de Aroldo Dutra, que utilizamos como texto base para eh referirmos a nossa obra e o nosso raciocínio, significa aquele que está desprovido de orgulho, aquele que está desprovido de pretensões. Portanto, entenda-se, pobre de espírito, a primeira virtude é a humildade. A primeira e mais importante virtude que precisamos ter para escalar a montanha, sem a qual nós não saímos do lugar. Sobre o ponto de vista psicológico, a humildade é a virtude mais importante para quem quer crescer. Na psicologia é uma verdade. Somente os humildes se tratam. Somente os humildes buscam ajuda. Somente os humildes vão às casas espíritas. Nem todos somos. Mas é preciso ter um que de humildade para dizer: "Eu preciso aprender. Eu não sei tudo". Ou eu preciso de ajuda. E é preciso muita humildade para dizer: "Eu preciso me conhecer". A humildade é a virtude que antecede a coragem. Porque para nos conhecermos, nós precisamos nos conhecer naquilo que nós temos de bom e naquilo que nós temos de negativo. É, portanto, a humildade a ferramenta mestra do evangelho de Jesus. Jesus propõe exatamente a humildade, nos parece, porque ele sabia que para aqueles indivíduos orgulhosos, aqueles da prepotência, aqueles que apresentam o falso saber, esses são como um copo cheio, que não cabe mais nada. Somente aqueles que estão abertos aos novos conhecimentos é que tem possibilidade de haver progresso. A humildade é, portanto, a virtude da humanidade, da nossa humanidade. Humildade vem de húmos, humanidade vem de húmos. Humus significa terra, é a base da montanha. Portanto, a humildade é a virtude que

humildade é, portanto, a virtude da humanidade, da nossa humanidade. Humildade vem de húmos, humanidade vem de húmos. Humus significa terra, é a base da montanha. Portanto, a humildade é a virtude que nos liga à Terra, que nos faz seres humanos, que nos faz sermos todos iguais, todos iguais, sem essa de sermos alguns mais evoluídos que outros. Não. Em planeta de provas e expiações, nesse momento, pouquíssimas pessoas estão em missão. A maior parte está em provas e expiações, mesmo, todos nós. Portanto, a primeira virtude que nos nivela por baixo, a da base da montanha, é a humildade. A virtude do humos, a virtude da terra. Curioso, qual é o primeiro chakra? O chakra básico, o chakra da raiz. que é o que nos liga à terra. A pessoa que não tem humildade, ela não se liga ao chão, ela não se enraiza onde ela está. São os prepotentes, são os vaidosos. Jesus irá escolher 12 anônimos para fazer a propagação do seu evangelho para o mundo. Ele não irá escolher aqueles famosos, não irá escolher aqueles que têm sucesso, pescadores, aqueles que não têm valor nenhum durante o seu tempo. E desses 12 anônimos que se transformam em gigantes, surge o humos, aqueles que escrevem, aqueles que exemplificam a obra do mestre. A humildade, ela é tão importante que as principais obsessões dos nossos dias, as obsessões mais importantes da nossa vida moderna, estão ligadas à vaidade. No nosso ambiente espírita temos assistido, infelizmente, isso é uma autocrítica, a vaidade em muitos momentos corroer. Pessoas que têm um grande potencial, mas que por não terem humildade acabam se envaidecendo das próprias qualidades. E vejam que curioso. Quando uma pessoa fica vaidosa da sua própria personalidade, ela é alvo fácil de obsessores, pseudossábios. aqueles espíritos que se apresentam como se fossem espíritos superiores e começam a disseminar a divisão, começam a trazer ideias antagônicas à unificação. E aí nós temos assistido pessoas valorosas que se melindram, ao invés de permanecerem juntas num movimento de coesão para

eçam a disseminar a divisão, começam a trazer ideias antagônicas à unificação. E aí nós temos assistido pessoas valorosas que se melindram, ao invés de permanecerem juntas num movimento de coesão para crescimento do bem em comum. Porque não há progresso sem diferenças. Eu não preciso pensar exatamente igual à pessoas que estão comigo para nós estarmos dentro de um mesmo movimento. É preciso humildade para reconhecer que no nosso movimento, no nosso meio, existem falhas. Porque nós somos humanos. Mas nós vamos corrigir juntos essas falhas, porque ninguém é melhor do que ninguém no planeta Terra. Ah, Jesus, Jesus sabia disso quando ele entrava nos templos e visitava os fariseus. E veremos logo adiante que Jesus não era simplesmente uma pessoa mansa, passiva, pacífica, calma, tranquila. Não. Jesus tinha uma espécie de ira também. Não a ira aquela do ódio, a ira da destruição, mas a ira da autoridade moral. Ele não deixava passar uma crítica para os orgulhosos, para os vaidosos. Jesus aceitava as prostitutas, as pessoas consideradas de má vida, aqueles que eram consideradas pessoas erradas na sociedade. Jesus não tinha problema nenhum com esses. Pelo contrário, ele convivia com esses. A ordem dos franciscanos é o segmento desta linha de comportamento de Jesus. H, mas quando ele entrava num templo das autoridades daqueles sacerdotes fariseus hipócritas, sois como sepulcros caiados, que são lindos por fora, mas podres por dentro. Ele sabia que o que nos suja por dentro é o orgulho, é a vaidade. Portanto, bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Que bom que a gente possa exercitar a humildade no início de tudo, porque nessa humildade estaremos escalando, fazendo a grande escalada da montanha que nos convém subir, a montanha do progresso. Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. Será que existe alguma virtude na aflição? A gente ouve muitas pessoas dizerem: "A dor é uma bênção". Nós nascemos para sofrer. Mas será que existe lei da

nturados os aflitos, porque serão consolados. Será que existe alguma virtude na aflição? A gente ouve muitas pessoas dizerem: "A dor é uma bênção". Nós nascemos para sofrer. Mas será que existe lei da dor? Será que existe lei do sofrimento? Será que nós nascemos para sofrer? Ou será que nós nascemos para sofrer, termos alegrias, termos felicidade, termos decepções e progredir? A virtude que se destaca nas aflições não é a dor, é a resignação, que é a capacidade de suportar o sofrimento, a capacidade de suportar a dor, aquela virtude que vai desenvolver a resiliência que foi aqui apresentada pela nossa querida Sandra. Jesus sabia que sem a aflição dificilmente nós amadurecemos. Quantos somos aqui hoje? Milhares. Quantos de nós veio parar aqui hoje pelo caminho da felicidade? Quantos de nós aqui viemos para a doutrina espírita, senão através do caminho da dor, do sofrimento, das dificuldades? As dificuldades têm uma finalidade, uma um propósito, que é fazer com que a gente desperte para o que é importante na nossa vida. Então, quando Jesus diz: "Bem-aventurados os aflitos", ele está sinalizando que na aflição nós podemos desenvolver uma virtude. E nos parece que, entre outras, a virtude da resignação é uma das principais. Pessoas que não sabem suportar dificuldades são pessoas imaturas. São exatamente as pessoas que não amadurecem, que não se desenvolvem, que vivem se queixando, que vivem procurando encontrar culpados pelos seus próprios sofrimentos. Sofrimentos. Já dissemos, o sofrimento em si, ele não gera progresso, porque há pessoas que sofrem e se revoltam. Há pessoas que passam por dores e se tornam piores. Há pessoas que sofrem e se vingam, planejam vingança. Então o sofrimento em si não traz progresso. O que traz progresso é o que nós fazemos com o sofrimento. Se nós, diante das nossas dores, das nossas aflições, nós nos revoltarmos, nós nos desesperarmos, nós nos enraivecermos, nós não progredimos. Só existe um tipo de aflição, cuja resignação não é o passo

e nós, diante das nossas dores, das nossas aflições, nós nos revoltarmos, nós nos desesperarmos, nós nos enraivecermos, nós não progredimos. Só existe um tipo de aflição, cuja resignação não é o passo que nós temos que dar, que é aquela aflição que nós causamos, aquela aflição que nós temos alguma coisa que fazer com ela, que está nas nossas mãos resolver. Se eu estiver passando dificuldades por falta de disposição para o trabalho, eu não posso culpar a vida de que eu não tenho salário final do mês. É necessidade minha trabalhar para conquistar o meu salário. É minha responsabilidade. Portanto, resignação não é sinônimo de acomodação. É diferente de passividade. A resignação é uma virtude ativa em que então nós precisamos nos resignar diante das dores inevitáveis. uma perda, uma doença incurável, uma situação que não depende de nós, acontecimentos difíceis que não estão mais nas nossas mãos fazer alguma coisa por eles. A virtude mestra, a resignação. Ela tem um caráter estruturante e ela necessita ser acompanhada da humildade. Só se resigna quem é humilde. Por isso falamos que cada virtude precisa ser acompanhada da virtude anterior. Os indivíduos orgulhosos não se resignam porque comigo eu não merecia isso. Eu sou bom demais para tal situação. Não. Todos nós em algum momento da nossa vida teremos sofrimentos. Mas nós nascemos para ser sermos felizes. Esta é a boa notícia. A boa notícia do evangelho é de que a partir de hoje nós já temos condições de construir o reino dos céus. Desde já o reino dos céus não é para depois da morte. O reino dos céus é para desde já, porque ele se constrói dentro de nós. O reino de Deus está dentro de vós", disse Jesus. E se ele está dentro de nós, ele não é temporal nem espacial, ele é subjetivo. É uma construção interior. Então ele virá nos dizer: "Bem-aventurados os mansos, pois os mansos herdarão a terra". A vir a virtude desta bem-aventurança nos parece ser exatamente a mansetude. No momento que nós nos tranquilizamos, que nós nos

nos dizer: "Bem-aventurados os mansos, pois os mansos herdarão a terra". A vir a virtude desta bem-aventurança nos parece ser exatamente a mansetude. No momento que nós nos tranquilizamos, que nós nos resignamos, que nós já temos a humildade de saber receber as coisas importantes da nossa vida e as nossas responsabilidades, nós nos tranquilizamos. É a virtude que nos tira da ansiedade. O orgulhoso, ele é ansioso. Porque o orgulhoso ele precisa ser mais sempre do que é. Ele precisa provar além do que ele é. O humilde não precisa provar nada para ninguém. Ele é. Então ele se tranquiliza e essa virtude ela é tão importante de nós desenvolvermos que ela irá apresentar os principais índices da medicina moderna relativas à saúde mental. As pessoas mansas infartam menos, morrem menos, brigam menos, tem menos acidentes vasculares, menos infarto do miocárdio, apresentam índices de infecções menores, menor índice de hospitalizações, melhores índices de recuperação de enfermidades, menores índices de depressão, menores índices de transtorno do pânico, melhores índices de relacionamento afetivo, suicidam-se menos, apresentam melhor as suas taxas dentro da psicoimunoneuroimunologia. Difícil, né? Mas existe. E o que estamos dizendo não é chute, são pesquisas científicas. É a ciência que está dizendo que as pessoas atrabiliárias, as pessoas revoltadas, essas são mais infelizes. Ao contrário do que se pensa, as pessoas mais tranquilas vivem melhor. Aquele que não leva desaforo paraa casa, que não tem sangue de barata, ele morre antes. Vocês sabiam que os maiores índices de infarto do miocárdio se dão segunda-feira de manhã. Amanhã é segunda-feira. Cuidado. E você sabe por quê? Porque por esse horário agora, a maior parte das pessoas já está em casa assistindo determinados programas de televisão, que só de ouvir a musiquinha já começa a despertar angústia, porque está anunciando o final do domingo e o início da segunda-feira, aonde existe o trabalho. Trabalho vem de tripáum, que é

e televisão, que só de ouvir a musiquinha já começa a despertar angústia, porque está anunciando o final do domingo e o início da segunda-feira, aonde existe o trabalho. Trabalho vem de tripáum, que é um instrumento de tortura. A origem da palavra trabalho é a mesma origem da palavra tortura. E o nosso inconsciente registra de que trabalhar é sofrer. Portanto, nós construímos angústias dentro de nós à medida que nós não nos tranquilizamos. Gente, nós estamos num dos lugares mais belos do Rio Grande do Sul, no maior congresso espírita de todos os tempos, com saúde suficiente para estarmos aqui hoje, respirando, ouvindo palestras e recebendo, não tenho dúvida, o atendimento espiritual individualizado em cada um, dentro do que cada um precisa. Nós somos bem-aventurados. Nós já somos felizes agora. Então, quando Jesus diz: "Bem-aventurados os mansos", ele está falando de medicina, ele está falando de psiquiatria, ele está falando de psicologia moderna. O sermão da montanha não é para 2000 anos atrás, é para os dias de hoje. Isso é o encantador do evangelho. O evangelho dá para pegar e usar agora. Agora vocês estão aqui agora ou o pensamento já está em outro lugar? A maior parte das pessoas não estão no lugar estão. A maior parte das pessoas está com pensamento em algum outro lugar. Nós não sabemos se nós teremos amanhã. Vamos ter sim, viu? Tá todo mundo tranquilo, tá garantido. Mas nós precisamos viver o nosso hoje. Bem-aventurados os mansos são aqueles que se tranquilizam. Segundo chakra, chakra umbilical é o chakra responsável por várias funções, dentre as quais a área emocional e a área da sexualidade. Quando nós nos desarmonizamos desta área, nós nos desarmonizamos em níveis que nos geram ansiedade. Estamos subindo e vamos chegar agora quase na metade da montanha. quando ele nos diz: "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois eles serão saciados." Mas ele pede antes de entrarmos no chakra da fome, no chakra gástrico, no que tem fome e sede, que não é só de matéria, mas de

aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois eles serão saciados." Mas ele pede antes de entrarmos no chakra da fome, no chakra gástrico, no que tem fome e sede, que não é só de matéria, mas de espiritualidade, ele nos lembra que os mansos herdarão a terra. Será? Quantas pessoas duvidam desta máxima? Estamos passando para o período da regeneração do planeta. Estamos na transição. E a doutrina espírita afirma, reafirma aquilo que Jesus afirmou. Os mansos herdarão a terra. Aqui permanecerão as pessoas mais tranquilas. Quanta gente duvida disso, né? Basta olharmos para o lado e vermos, mas como esse planeta não pode ser um planeta que está arrumando para a regeneração, porque aqui encontramos os revoltados, os marginais, as pessoas más, as pessoas que passam os outros para trás, os representantes que não respeitam o nosso voto, os corruptos, aqueles que geram a violência, aqueles que são pessoas com animosidade, que convivemos com elas, esses parece que nunca vão desapar aparecer do planeta, os mansos herdarão a Terra. Nós temos a ideia de que permanece no nosso planeta o mais forte. Isso é um equívoco, porque a ciência já demonstrou que o que quem permanece no ecossistema não são os mais fortes, são os mais competentes, são os mais aptos, são aqueles que têm condições de se adaptar à ecologia do planeta. Se permanecessem no planeta os indivíduos, os seres mais brutos, mais violentos, nós não estaríamos aqui hoje. Quem estaria aqui hoje seriam os dinossauros. Porque há milhões de anos as espécies bárbaras eram os dinossauros. Quem passasse pelo planeta Terra e pensasse lá vai viver uma um tipo de espécie. o ser humano, alguém olharia para um dinossauro? Disse: "Não, eles serão devorados pelos dinossauros". Não é possível que uma espécie menor conviva com uma espécie como os dinossauros. O que que aconteceu com os dinossauros? Eles desapareceram. Por quê? Porque bastou um movimento ecológico de congelamento do planeta para que as espécies brutalizadas não pudessem mais permanecer aqui. E

ue que aconteceu com os dinossauros? Eles desapareceram. Por quê? Porque bastou um movimento ecológico de congelamento do planeta para que as espécies brutalizadas não pudessem mais permanecer aqui. E permaneceram espécies mais adaptáveis à ecologia do planeta. Assim como há mais de 60 milhões de anos desapareceram os dinossauros, segundo o André Trigueiro que vocês ouviram aqui, nós estamos vivendo uma época muito semelhante àquela sobre o ponto de vista da ecologia. Já não mais sob o ponto de vista da espécie, mas sob o ponto de vista da energia, do tipo vibratório do planeta. Assim como os os dinossauros desapareceram naquela época, os dinossauros humanos desaparecerão também. Vocês conhecem algum dinossauro? Existem dinossauros encarnados, dinossauros no trânsito, dinossauros na família, dinossauros na política e até mesmo dinossauro nos no nossos movimentos religiosos. Eu é que sei, eu é que sou importante. A pessoa que não passa o bastão nas diretorias, a pessoa que não transita a humildade na convivência, terão que desaparecer, porque os mansos herdarão a terra. Os mans herdarão o seu próprio território. Herdar a terra significa herdar a si mesmo. Ter o comando das próprias emoções. Porque quando nós não comandamos as nossas emoções, nós somos comandados por elas. Portanto, Jesus tinha razão. Ao dizer que nesse nível das três primeiras bem-aventuranças, nós avançamos de nós para nós mesmos. É responsabilidade nossa. As três primeiras virtudes, humildade, resignação e mansubuitude, depende apenas de nós. Mas a quarta, quando ele nos fala de bem-aventurados os que têm fome, sede de justiça, porque serão saciados, ele está nos falando de uma outra virtude. Saciados como a fome não é de comida, a sede não é de bebida, a não ser, da comida e da bebida espiritual. Quando nós temos sofrimentos, nós temos sede. Quando nós estamos com dor, nós temos fome. De quê? De espiritualidade. Jesus está nos falando da fé. A fé nos parece ser o meio da montanha. É quando nós nos

do nós temos sofrimentos, nós temos sede. Quando nós estamos com dor, nós temos fome. De quê? De espiritualidade. Jesus está nos falando da fé. A fé nos parece ser o meio da montanha. É quando nós nos abrimos para algo além de nós, para a nossa transcendência. Vocês vão concordar comigo, mas há momentos da nossa vida que nós não damos conta sozinhos dos nossos problemas. Quando uma mãe perde um filho, quando nós temos determinadas dificuldades de perdas, principalmente decepções com a saúde, com pessoas, nós não nos bastamos. Nós precisamos de alguma força além de nós. Bem-aventurados os que têm fome e sede, porque serão saciados. Saciados como quando nós nos abrimos ao Pai e dizemos: "Meu Deus, me ajuda! Meu Deus, eu sozinho eu não consigo fazer tudo. É preciso muita humildade para pedir ajuda. Quando a gente pede ajuda, nós estamos provando a nossa humanidade. Trabalhadores espíritas. Não precisamos ter vergonha nenhuma quando precisarmos receber um passe, passar por um atendimento espiritual. Temos visto pessoas se criticando dentro do nosso próprio movimento por não estão bem. Todos nós temos o direito de um dia não estarmos bem. Todos nós temos o direito um dia de errarmos. Todos nós um dia temos problemas de saúde, de depressão, de ansiedade. São problemas dos seres humanos. Nós somos iguais no humus. Nós somos iguais na nossa essência. como seres humanos. Portanto, bem aventurados os que têm fome. Sede significa a nossa pequeneza, a consciência da nossa limitação, da nossa finitude, meu Deus. E nesse momento da montanha, nós abrimos os braços para algo além de nós. É o nosso relacionamento com Deus. Quando nós saímos dos níveis inferiores e começamos a entrar nos níveis superiores, nos níveis superiores da consciência, é quando já estamos no meio da montanha e já começamos a enxergar o céu. Já não somos mais apenas nós, mas já somos principalmente aqueles que estão junto conosco, nos ensinando a continuar. E ele dirá logo a seguir: "Bem-aventurados os misericordiosos, pois eles obterão

. Já não somos mais apenas nós, mas já somos principalmente aqueles que estão junto conosco, nos ensinando a continuar. E ele dirá logo a seguir: "Bem-aventurados os misericordiosos, pois eles obterão misericórdia. E bem logo a seguir, bem-aventurados os limpos de coração, porque estes verão a Deus". Jesus fala de misericórdia. Córdia é coração. Bem-aventurados os limpos de coração. Qual é o chakra? Vocês acham que a coincidência que Jesus tenha dito esta sequência e esta seja exatamente a sequência dos nossos centros de força, ele está nos trazendo a compreensão de como que nós funcionamos. Nós nos abrimos para Deus na misericórdia. Nós nos abrimos ao nosso próximo. Ao nos abrirmos ao nosso próximo, nós nos abrimos à miséria alheia daquele que nos agride. Misericórdia é aquele que tem compaixão da miséria alheia. Então ele institui o perdão. Perdoa. Perdoa não sete vezes, mas 70 vezes sete vezes. Tem compaixão do teu semelhante e pela primeira vez na história, alguém inaugura a fase da religião aonde existe o outro. Porque até então já temos conhecido grandes pensadores que foram precursores do Cristo. Alguns, como Sócrates, por exemplo, que dizia: "Conhece-te a ti mesmo. Através da derrubada, da ignorância, nós nos desenvolvemos". E ele nos dá a cartografia da razão. Ele nos ensina que através da razão nós vamos substituir os nossos passos pequenos da ignorância pelas luzes do conhecimento e pelo conhecimento de nós mesmos. Mas ele irá também nos mostrar através do progresso das suas leis, das suas obras e dos seus ensinamentos. que assim como Cristo, ele também nada escreveu. Foi escrito a sua obra através de Platão, que é preciso que se encontro conosco mesmo para desenvolvermos potenciais de saber. E ele então dizia: "Eu só sei que nada sei." Mas é um trabalho individual. Sócrates apresenta uma cartografia de trabalho individual, de trabalho pessoal, de desenvolvimento interior. É eu comigo. No Oriente nascerá o Buda, que nos ensinará o caminho do meio. E ele dirá

ual. Sócrates apresenta uma cartografia de trabalho individual, de trabalho pessoal, de desenvolvimento interior. É eu comigo. No Oriente nascerá o Buda, que nos ensinará o caminho do meio. E ele dirá que nós temos que desenvolver uma vida de desapego, não nos prendermos às coisas temporais que nos fazem sofrer. Nos ensinou a nos libertarmos dos nossos sofrimentos. Nem chorar demais, nem sorrir demais. O caminho do meio, o caminho do do equilíbrio, é a flor de lótos que sai da água, que vive no meio da água, mas que não se deixa tocar mais pela água. Ele então nos traz a experiência da compaixão, a compaixão pelos outros, a compaixão pelos animais, a mais bela das virtudes humanas, a maior das virtudes humanas, a maior das virtudes que nós podemos ter como seres humanos é a compaixão. Então, o Buda nos ensina também um trabalho pessoal, interior, da meditação, do esvaziamento da consciência. Mas Jesus nos trará alguma coisa a mais. Ele diz assim: "Tudo isso é muito bom, mas a nossa competência, ela só é testada quando nós estamos misturados uns com os outros. Vós sois o fermento que deveis levedar a massa. Não basta ficar só meditando, não basta ficar só se conhecendo, é preciso se envolver com o outro. Nós só nos desenvolvemos na medida que nós nos envolvemos. Só se desenvolve quem se envolve. E Jesus sabia disso. É por isso que Jesus era encontrado várias vezes almoçando junto com pessoas as mais comuns. Determinadas passagens do evangelho chegou a dizer que ele comia e bebia como uma pessoa qualquer. E ele chega a dizer que não é o que entra pela boca que imacula o homem, mas o que sai da boca. Ele não perdia nenhuma dessas oportunidades para ensinar aos outros sim descer. viver no mundo, estarmos envolvidos uns com os outros, estarmos no coletivo, mas não sermos exatamente iguais aos outros, sermos pessoas melhores, sermos pessoas que possamos desenvolver virtudes, porque quando assim o fizermos, nós nos limpamos por dentro. E à medida que nós nos limpamos por

xatamente iguais aos outros, sermos pessoas melhores, sermos pessoas que possamos desenvolver virtudes, porque quando assim o fizermos, nós nos limpamos por dentro. E à medida que nós nos limpamos por dentro, ah, bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus. A limpeza de coração tem a ver com esse chakra, o chakra laringo. Porque a virtude da limpeza de coração é a espontaneidade. Assistimos agora a pouco as crianças e não há nada que nos emocione mais do que crianças. Por que que nós nos emocionamos com as crianças? Porque todos nós já fomos crianças. E todos nós temos saudade de nós mesmos. Nós temos uma saudade de nós. Vocês não têm de quando a gente convivia como criança, sem a preocupação de qual era o sexo, a raça, a religião, de que classe social era, qual era o sobrenome, de que cidade era. A espontaneidade da criança é o tesouro do evangelho de Jesus. Quando ele fala da limpeza do coração, ele está falando do resgate desta pureza em nós. Então, trouxeram-lhe criancinhas para que impusesse as mãos e orasse. Mas os discípulos repreenderam eles e o que ele disse? Deixai vir a mim as criancinhas, porque o reino dos céus é para aqueles que se lhes assemelham. Ele não diz que o reino dos céus era para as crianças, mas para aqueles que se lhes assemelham. Aqueles que são crianças, que são limpas. Quando nós passarmos uns pelos outros ao final do congresso, vamos limpar o nosso coração, vamos treinar o sorriso, vamos chamar a criança de dentro de nós. Essa é a única forma de nós sermos felizes. Se nós continuarmos neuróticos no dia a dia, desconfiados uns dos outros, nós seremos infelizes. Se o que acontecer com o outro na nossa volta não nos diser dizer respeito, nós seremos doentes. Na ecologia dos sentimentos, nós precisamos nos importar uns com os outros. Precisamos resgatar a limpeza do coração como uma forma urgente de confiar uns nos outros. Nós somos confiáveis. Nós podemos confiar nas pessoas. Todos nós um dia confiamos. Vocês não se lembram quando era um pequeno? Eu tô com

za do coração como uma forma urgente de confiar uns nos outros. Nós somos confiáveis. Nós podemos confiar nas pessoas. Todos nós um dia confiamos. Vocês não se lembram quando era um pequeno? Eu tô com meus filhos aqui e eu me lembro ainda agora de pouco tempo do João Pedro, quando pequeninho ainda, ele já tá com 13 anos, ele ainda continua pequeninho, vai ser sempre o meu pequeninho. Mas ele era o pequeninho daquele que quando me dava a mão para atravessar a rua, ele não precisava olhar pro lado para ver se vem um carro. Ele confiava no pai e ele confia. Ele atravessava a rua sem olhar, porque ele estava com a mão do pai. O pai olha por mim. Todos nós nascemos confiando. Todos nós um dia emprestamos a confiança a alguém. A nossa vocação natural é confiar e não desconfiar. Quando foi que nós aprendemos a desconfiar? Quem foi que nos enganou? Quando foi que nos mentiram pela primeira vez? Talvez o nosso pai, talvez a nossa mãe, talvez aqueles que deveriam cuidar de nós, que nos enganaram. Lágas, quando éramos crianças, ainda aprendemos a mentira de que o ser humano era capaz de enganar. O ser humano ele é capaz de enganar. Não é mensagem de ingenuidade, de sairmos acreditando em todo mundo. Não é isso. A pureza de coração diz ter a crítica do adulto, mas ter a simplicidade da criança no movimento de confiança, o movimento inicial. É tão interessante quando nós viajamos em palestras pro exterior, principalmente em alguns países considerados desenvolvidos, aonde a impessoalidade vigora, a impessoalidade reina. Me chocou muito quando em um país da Europa, nós estávamos caminhando entre dois colegas médicos fazendo palestras e veio um senhor de bicicleta e trancou no pneu da frente a roda e ele voou e caiu de rosto no chão. Sangrou o rosto, a pasta dele caiu no chão. Imediatamente nós, colegas, médicos, espíritas, fomos até ele. Um pegou a bicicleta, levantou, outro levantou o rosto dele, outro pegou a pasta e ele achou que era um assalto. Tá certo que nós somos brasileiros,

te nós, colegas, médicos, espíritas, fomos até ele. Um pegou a bicicleta, levantou, outro levantou o rosto dele, outro pegou a pasta e ele achou que era um assalto. Tá certo que nós somos brasileiros, mas a gente sabe fazer outras coisas também, né? E ele ficou tão nervoso assim, daqui a pouco surgiram pessoas da volta e o que aconteceu no nosso parco inglês? Não é ajuda. Ele ficou tão desconcertado que ele nos abraçava e ele chorava como se tivéssemos salvo ele da morte. E aí éramos nós a dizer: "Não, calma, foi só uma ajuda. Não, isso é algo inacreditável. Isso é algo que eu nunca vi. As pessoas caem do nosso lado e nós não fazemos nada. Jesus nos fala no sermão da montanha: "Bem-aventurados os limpos. Nós temos que nos importar com os outros. Quando nós nos relacionarmos, nós temos que sorrir pros outros. Nós temos que mostrar pros pros outros que os outros existem. Nós vivemos num mundo neurótico. Outro dia, perto da minha casa, um rapaz, um senhor que tinha um instituto de corte de cabelo, cabeleireiro, ele era conhecido pela sua antipatia. Ele é antipático mesmo, coitadinho. Ele realmente faz merecer a fama. E por conta disso ele não tem quase cliente, ele tá sempre sentado na frente, na porta do instituto dele. E naquele naquela ocasião, quando eu ainda morava perto do meu consultório, eu ia a pé muitas vezes. Então eu sempre passava por ele. Obviamente que quando eu passava por ele, ele nem olhava. Depois de um dia, dois dias, três dias, quando a gente passa por uma mesma pessoa, nós temos obrigação de cumprimentar porque já tá se tornando velho conhecido. Não é assim? É porque eu conheço pessoas que circulam e se passam por elas várias vezes e são estranhos. A gente até desconfia que possa estar desencarnado, se toca assim que é para ver se tá. E com o caso dele era isso mesmo. Então aí um dia eu ficava olhando para ver se ele olhava para mim, ele não olhava. Aí eu digo: "Não, o espírita aqui sou eu, né?" Aí passei por ele um dia, ele disse: "Bom dia aí eu desconfi que eu estivesse

í um dia eu ficava olhando para ver se ele olhava para mim, ele não olhava. Aí eu digo: "Não, o espírita aqui sou eu, né?" Aí passei por ele um dia, ele disse: "Bom dia aí eu desconfi que eu estivesse desencarnado." Disse: "Não, mas é possível." E como eu sou muito espírita, na hora eu fui tomado de uma onda de fraternidade, um sentimento muito bom, porque não tem coisa melhor do que nós cumprimentarmos uma pessoa e a pessoa nem nos olhar. Ah, é, não me cumprimentou, então eu não vou te cumprimentar mais. Primeira coisa que me veio é humano. A gente vive dentro de uma lei de reciprocidade. Geralmente a gente só dá alguma coisa para quem nos dá algo em troca. Esse é o nosso nível de amor, do amor de filiação. O amor filia. Provavelmente o Alberto deve ter falado sobre porneia, sobre erros, sobre filia, sobre ágape. Filia é esse amor nosso aqui. Eu te dou, mas tu tem que me devolver. na mesma moeda, tá bem? Serve para namorado, serve para marido e mulher, serve para uma série de relacionamentos, mas não serve pro sermão da montanha. Esse é um amor muito pequeno para Jesus. Então eu passei por ele, ele não me cumprimentou. Na volta eu voltei, cumprimentei mais baixinho, ele não cumprimentou. Aí no outro dia eu fiz uma oração, disse: "Jesus, quero fazer escola". Esse é o meu teste. Vou cumprimentar ele com todas as forças. Passei por ele. Bom dia. Ele olhou e de dentro dele saiu um som que eu não defini muito bem. E veio lá das entranhas, era quase um ruído cultural assim. fez. Eu entendi que foi o máximo que ele conseguiu fazer. Aquilo era o cumprimento dele, era a filia dele. Cada vez que eu passava por ele, ele dava uma rosnada. Bom dia, boa tarde. Mas o mais interessante que eu percebi foi o seguinte. Quando eu dobrava a esquina e ia na direção, ele já ficava me olhando e esperando que eu cumprimentasse ele. Veja muito interessante. Ele ficava olhando, quando eu chegava perto, eu cumprimentava. Bom dia. E ficou nisso, não foi mais adiante. Ele não conseguiu ir além

o e esperando que eu cumprimentasse ele. Veja muito interessante. Ele ficava olhando, quando eu chegava perto, eu cumprimentava. Bom dia. E ficou nisso, não foi mais adiante. Ele não conseguiu ir além disso. Aí depois é óbvio que a gente acaba sabendo como psiquiatra, eu vou contar um segredo para vocês. A maior parte das pessoas que são mal humoradas, que são antipáticas, elas não são assim porque são más. Elas são assim porque sofreram rejeição na infância. são assim porque aprenderam a se defender do mundo. O mundo das pessoas que elas confiavam, aquelas pessoas que elas sorriram um dia lhe decepcionou. E elas então aprenderam a ser brabas, a serem ferozes, a serem antipáticas como uma maneira de dizer: "Não te mete comigo". É como se fosse uma casca de proteção. Ela não tem nada contra nós. Então, a maior parte de nós seguimos o modelo da antipatia, seguimos o modelo do distanciamento, do esfriamento das emoções. Ah, bem-aventurados os limpos. Que venham a mim as crianças. Ele nos convida a sermos crianças de novo. Chico Xavier. Uma vez um repórter perguntou pro Chico: "Chico, qual foi o momento mais importante da tua vida?" Que será que nós teríamos respondido pro repórter, né? Talvez tivéssemos respondido dia do meu casamento, dia da minha formatura, o dia que eu consegui um emprego, que eu comprei um carro, que eu comprei uma casa, porque nós contamos as nossas glórias pelas coisas que nós conquistamos. Você sabe o que que Chico Xavier respondeu para esse repórter? Ele pensou um pouco e disse: "Eu ouvi essa história do Divaldo Franco. O dia mais importante da minha vida foi um dia que eu saí de casa atrasado, próximo do horário que o banco ia fechar, porque eu tinha uma conta para pagar. Então eu subi no ônibus, eu fui subir no ônibus, que era o último ônibus que dava para pegar antes do banco fechar, porque depois eu já não poderia pagar mais aquela conta. Quando eu fui subir no ônibus, uma criança me chamou, olhou-me nos meus olhos a sorrir e disse: "Chico, Chico, espere."

antes do banco fechar, porque depois eu já não poderia pagar mais aquela conta. Quando eu fui subir no ônibus, uma criança me chamou, olhou-me nos meus olhos a sorrir e disse: "Chico, Chico, espere." Ele naquele momento ele ficou em dúvida, porque se ele esperasse ele perdia o ônibus e perdia a conta. Mas se ele subisse no ônibus, ele decepcionava uma criança. Aquela criança correndo, passou por um jardim aonde havia flores e colheu uma flor no jardim de Deus, que é o mundo, e disse: "Seu Chico, recebe essa flor, porque eu amo tanto o Senhor. O Senhor é uma pessoa tão boa, eu não tenho nada. O que eu tenho é essa flor em nome do meu amor. E Chico disse: "Esse foi o dia mais feliz da minha vida. Nós contamos os dias gloriosos na nossa vida pelas conquistas humanas. Chico Xavier computava as conquistas pela ternura, computava as suas glórias pelo coração. Bem-aventurados os limpos. A limpeza de coração significa esvaziamento. Nós precisamos esvaziar os nossos sentimentos das coisas velhas, assim como nós precisamos esvaziar os nossos armários agora na primavera das roupas de inverno que nós não vamos usar no inverno que vem. Nós somos acumuladores. Nós acumulamos roupas, acumulamos objetos, acumulamos coisas, acumulamos ressentimentos, acumulamos mágoas, acumulamos preocupações. Nós somos acumuladores. Jesus dizia: "Limpa! Olhai os víos do campo. Deixai vir a espontaneidade. A limpeza significa esvaziamento. Esvaziamento significa espaço para coisas novas. Quando nós esvaziamos os nossos armários e colocamos as roupas para quem tem frio, nós abrimos espaço para comprar e adquirir novas possibilidades. Quando nós esvaziamos as nossas coisas velhas, nos libertamos das nossas mágoas, das nossas raivas, dos nossos ressentimentos, nós abrimos espaço para o amor, nós abrimos espaço para a ternura, nós abrimos espaço para a confiança, abrimos espaço para as riquezas, para as riquezas do espírito. E o nosso chakra larinjo começa a girar no sentido adequado. Nós passamos a

s espaço para a ternura, nós abrimos espaço para a confiança, abrimos espaço para as riquezas, para as riquezas do espírito. E o nosso chakra larinjo começa a girar no sentido adequado. Nós passamos a ficar mais felizes, nós ficamos mais saudáveis, nós ficamos mais comunicativos, nós ficamos mais abertos ao mundo, nós ficamos definitivamente pessoas melhores. Bem-aventurados os pacificadores. Por que deles? Porque eles serão chamados filhos de Deus. Qual é a virtude do pacificador? O pacificador é o promotor da paz. Quem promove a paz é o altruísta. A virtude do pacificador é o altruísmo. É aquele que fabrica paz em torno dele, começando pelo pensamento. Qual é o chakra? Chakra frontal é o chakra dos nossos pensamentos. É onde começa a paz. A paz dentro de nós é das mais belas passagens de Jesus, na minha opinião, das mais desafiadores, da desafiadoras, porque ele dizia que havia, que ele era a paz do mundo. A minha paz vos deixo, a minha paz vos dou. Mas vocês lembram de uma passagem que ele diz assim: "Eu não vim trazer a paz, eu vim trazer a espada, a estranha moral no evangelho segundo espiritismo, que segundo o Aroldo é das mais belas passagens do Evangelho Segundo Espiritismo. E eu concordo porque nesta mensagem existe um desafio. É óbvio que Jesus não poderia trazer a paz para nós. O que ele pode nos trazer é uma espada, mas nós é que conquistamos a nossa paz. Conquistamos a nossa paz através de uma espada. Qual a espada? A espada da luta. Da luta exterior. Da luta interior. O que que faz uma espada? A espada ela corta. O que que nós precisamos cortar? Vamos lá. egoísmo, orgulho, vaidade, ambição, prepotência e todo o resto. Portanto, ele não veio trazer a paz, porque todas as vezes que nós começamos a usar essa espada, nós entramos em conflito. Se a pessoa fuma e tenta parar de fumar, ela perde a paz, porque ela entra em abstinência. Se a pessoa bebe e ela para de beber, ela entra em abstinência. Se a pessoa faz fofoca e para de fazer fofoca, ela entra em abstinência também.

fumar, ela perde a paz, porque ela entra em abstinência. Se a pessoa bebe e ela para de beber, ela entra em abstinência. Se a pessoa faz fofoca e para de fazer fofoca, ela entra em abstinência também. É verdade. Fica um vazio. Fica um vazio momentâneo. Então é uma luta interior. A luta que interessa a humanidade é a luta do pacificador. É nesse sentido que a paz começa dentro de nós. Nós somente conseguimos instituir a paz em torno de nós no momento que nós nos pacificamos por dentro. Quando houver cinco ou mais dentro de uma casa, dois estarão contra três e três contra dois. É interessante. Jesus diz: "O pai estará contra o filho, o filho contra o pai, o irmão contra a irmã, a sogra contra a nora, a nora contra a sogra". Aí eu acho que eu vou, né? Mas que cinco são esses? Os cinco dentro de uma casa podem ser entendidos como os nossos cinco sentidos e todos estarão lutandoos um contra o outro. Se eu tenho a visão apenas para a vaidade, eu preciso cortar. Eu preciso cortar a sensualidade. Eu preciso cortar a superficialidade. Eu preciso cortar para o lado errado das coisas que eu olho para o mundo. Se eu uso a minha audição no cinco da minha casa, dos cinco sentidos, eu preciso cortar a fofoca, a maledicência. Eu preciso cortar a escuta indevida. Se eu sou alguém que fala errado, eu preciso cortar o motivo de escândalo. Portanto, não venho trazer a paz. Jesus nos promete a conquista da paz através do uso da espada, a espada da luta interior. E no nosso chakra frontal é exatamente o trabalho do pensamento que nós temos que descobrir todos os dias. e recomeçar no esforço diário de sermos pessoas que trabalhamos as nossas más inclinações. Qual é o a definição de espírita? Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua reforma íntima ou pela sua transformação interior e pelo esforço que faz para dominar as suas más inclinações. O esforço é esse trabalho diário do altruísta, o trabalho do pensamento. Já estamos quase lá, estamos quase no topo da montanha. Aí ele então nos

esforço que faz para dominar as suas más inclinações. O esforço é esse trabalho diário do altruísta, o trabalho do pensamento. Já estamos quase lá, estamos quase no topo da montanha. Aí ele então nos dirá: "Bem-aventurados os que são perseguidos por causa de justiça, porque deles é o reino dos céus. Os que são perseguidos por causa de justiça são aqueles que já têm humildade, resignação ou estão construindo através da fé, da misericórdia, da limpeza de coração, do altruísmo. E quando nós chegamos nesse ponto, nós não conseguimos mais ficar dentro de casa. Ah, não dá para ficar um fim de semana vendo televisão. Não dá para fazer como boa parte das pessoas fazem todo fim de semana a mesma coisa. Sábado faz um almoço, uma janta, um churrasco, toma cerveja bastante, no domingo acorda de ressaca, deita na frente da televisão, no domingo, começa a assistir esses mesmos, né? os nossos times tentando não cair paraa segunda divisão e na semana seguinte faz a mesma coisa e aí vai trabalhar segunda-feira para ter dinheiro, para se quechar, para poder dar sustento. Tudo isso é muito justo. Jesus está falando de outro tipo de ser humano que é bem-vindo à humanidade, daqueles que são perseguidos por causa de justiça, que são aqueles que desenvolvem a caridade. Nós dissemos que a mais bela das virtudes humanas é a compaixão. E por que não a caridade? Porque entendemos que a caridade é uma virtude que vai além da humanidade. Quando nós fazemos caridade, nós somos mais do que nós mesmos. Nós não somos mais apenas nós mesmos. Todas as vezes que nós agimos na direção do nosso irmão de forma ágape, de forma despretenciosa, já não somos nós, é o Cristo que vive em nós. Qual é o chakra que permite que o Cristo viva em nós? O chakra coroná. Estamos no topo da montanha, estamos no exercício da caridade, do amor incondicional. Pois tive fome e me destes de comer. Tive sede e me destes de beber. Eu era estrangeiro e me acolhestes. Não tinha roupas e me agasalhastes. Mas, mestre, quando foi

da caridade, do amor incondicional. Pois tive fome e me destes de comer. Tive sede e me destes de beber. Eu era estrangeiro e me acolhestes. Não tinha roupas e me agasalhastes. Mas, mestre, quando foi que te demos de comer? Quando foi que te demos de beber? Quando foi que te agasalhamos? Todas as vezes que acolhestes ao menor dos meus pequeninos. Todas as vezes que alimentastes aqueles que tinham fome, não foi a ele que fizestes, foi a mim. Jesus nos fala através disso de que quando agimos na caridade, ele está lá. Nós ficamos nos perguntando quando é que nós vamos encontrar com Jesus e achamos que achamos que é só quando nós desencarnar desencarnarmos. Não. O encontro com Jesus se dá todas as vezes que nós no anonimato agimos na direção daqueles que são os deserdados da sorte, daqueles que são o alvo da sua obra, daqueles pelos quais Jesus veio ensinar o sermão da montanha. Alguns anos atrás, quando a minha irmã Eloína Lopes lançou junto com a Glades o projeto Conte Mais para o Rio Grande do Sul, parecia que ela estava lançando um trabalho secundário. Pareceu trabalho que iria alcançar um público menos exigente, embora a Federação Espírita do Rio Grande do Sul tivesse feito um trabalho de 50 anos de reunião de obras escondidas. Estas obras hoje já chegaram aos corações das crianças e essas crianças estão com as sementes do evangelho dentro delas. É o trabalho da caridade. Eu sou de família espírita. Eu tive a graça de nascer numa família espírita. Tive a graça de frequentar a evangelização da infância na minha cidade natal, na minha querida Magé. E lá eu recebi essas sementes, as sementes do evangelho à luz da doutrina espírita. Aqueles evangelizadores que disseminaram essas sementes não tinham esta intenção de que um dia pudessem estar ajudando alguém a ser palestrante num congresso engramado. Eles não pensaram nisso. Mas alguém pensou de tal forma que os instrumentos da obra divina são os trabalhadores que Jesus precisa. que façam a sua obra, o seu trabalho de maneira

congresso engramado. Eles não pensaram nisso. Mas alguém pensou de tal forma que os instrumentos da obra divina são os trabalhadores que Jesus precisa. que façam a sua obra, o seu trabalho de maneira despretenciosa. Quando nós trabalharmos, nós não podemos objetivar os resultados. Nós temos que nos abastecer pelo prazer do trabalho. E eu faço questão de enfatizar o o projeto com mais como um trabalho da Federação Espírita do Rio Grande do Sul, como um trabalho que serve para o mundo, porque esse trabalho é o exemplo vivo da caridade de Jesus. Caridade não é só dar comida a quem tem fome ou coisas ou dinheiro aos pobres. Essa caridade é fácil. é a caridade das coisas. A caridade mais importante é a caridade de nós. É a caridade que sai de nós, que dá do nosso tempo útil, que dá às vezes da nossa vitalidade, que dá da nossa saúde. Ah, quando agasalharmos todos esses hospedeiros, é a Jesus que recebemos. Jesus que nos pede conforme Paulo para falarmos mais que a língua dos homens, mais que a língua dos anjos, para sermos mais do que o bronze que soa do símbalo que retine, ele nos pede caridade e ele nos diz já no topo da montanha das suas bem-aventuranças, que ao sairmos daqui hoje, nós não podemos sair de mãos vazias, porque a caridade é benfazja, a caridade é paciente, a caridade é branda, ela não é invejosa, não é temerária, não é precipitada. Portanto, a caridade é cheia de virtudes, é cheia de humildade, é cheia de limpeza de coração, de misericórdia, de fé, de altruísmo. Essa caridade é a caridade que pede mais de nós, que continuemos sendo além de nós, que possamos fazer alguma coisa por nós, mas que possamos fazer alguma coisa pelo mundo também. Tomara, ao encerrarmos essa atividade nesse domingo, nessa bela cidade cheia de flores, que leva o nome das flores, possamos levar as sementes, as sementes de Jesus dentro de nós. Porque esse mestre nos convida nos dias de hoje a subirmos a montanha, a montanha das suas bem-aventuranças. Nos convida a sermos felizes desde já. Que

as sementes, as sementes de Jesus dentro de nós. Porque esse mestre nos convida nos dias de hoje a subirmos a montanha, a montanha das suas bem-aventuranças. Nos convida a sermos felizes desde já. Que felicidade podermos estar vivenciando esse momento, esse momento de plenitude. Nós continuaremos sobre o amparo dele, que nunca nos largou, que nunca nos deixou, nunca deixou de confiar em nós, porque ele sabe que do seu rebanho as pessoas podem fazer muito mais do que nós somos capazes de imaginar que somos. Ele nos disse: "Vós sois deuses. Podeis fazer tudo que eu faço e muito mais se quiserdes. O reino de Deus está dentro de vós e eu estarei convosco até o fim dos tempos, portanto, para sempre." é o mestre da caridade, é aquele que nos convida a continuarmos adiante, continuarmos além, continuarmos tocando a nossa vida como se fôssemos músicos, artistas, como se soubéssemos tocar algum tipo de música e de sinfonia, como se soubéssemos apresentar alguma obra em especial. que talvez a gente nem desconfie do quanto nós somos capazes. Dizem que havia um grande teatro e no centro desse teatro iria se apresentar no palco um grande maestro. Esse maestro era um pianista. O público estava reunido, esperando o momento do da apresentação. E nos camarotes estava uma mãe que havia levado a sua filha pequena para assistir ao grande maestro. Antes que começasse a apresentação, a mãe começou a conversar na volta e a menina se levantou e começou a passear pelo teatro. Andando em torno daquele teatro, as cortinas fechadas, a menina chegou próximo de uma porta que dizia: "Proibida entrada". Ela entrou. Havia uma cortina e a menina se sentou a um piano de calda. despretenciosamente. Naquele momento que a menina se sentou ao piano, abriram-se as cortinas, apagaram-se as luzes, ligaram-se os refletores, ela não deu bola. A mãe estava lá apavorada, porque ao invés do maestro estava lá sua filha sentada ao piano. Mas naquele exato instante, por trás dela entrou o grande maestro Paderevsk.

s refletores, ela não deu bola. A mãe estava lá apavorada, porque ao invés do maestro estava lá sua filha sentada ao piano. Mas naquele exato instante, por trás dela entrou o grande maestro Paderevsk. É uma história com soro de lenda. E ela começou ingenuamente a tocar um caicai balão. Ingenuamente um caicai balão. O maestro viu o público rir, pediu silêncio, porque ela não viu a entrada do maestro e foi até ela e disse para que ela não se assustasse. não para, continua tocando e com a sua mão esquerda, ele me ajudou a fazer uma base do caiai balão. Com a sua mão direita, ele foi lhe ajudando a tocar um solo. O cair balão começou a se ampliar porque já não era só ela que estava tocando, já tinha um maestro junto com ela. Ela não sabia disso, mas a música começou a crescer e em pouco tempo aquele caikai balão foi se transformando com a inspiração do maestro que estava junto dela numa música de improviso. já não era mais um cacai mal, já começou a se transformar numa sinfonia improvisada que não estava sendo esperado pelo público que estava quieto. Todos nós nascemos no mundo para tocarmos o nosso caicai balão. Se nós tocarmos o nosso caicai balão direito, o maestro virá ao nosso ouvido e dirá: "Não pare, continua tocando. Não importa que o nosso caicai balão seja sermos oradores, porque nós oradores só sabemos fazer o nosso caiai balão." Mas em dado momento da nossa palestra, parece que um maestro chega perto de nós e abre os braços e começa a surgir uma sinfonia de coisas que nós não havíamos pensado. Somos maestros da espiritualidade. Mas ele nos diz: "Não para, continua tocando." Quantas vezes nós pensamos, vou parar de falar, tá tanto trabalho. Não segue no teu caiai balão. Se tu é professor ou profissional da área da saúde, trabalha na periferia, não para, continua tocando, porque o grande maestro prefere os professores, prefere os anônimos, prefere os simples, prefere os humildes, prefere aqueles que não têm reconhecimento. Quantas vezes na área da educação, quantas vezes na área do

de maestro prefere os professores, prefere os anônimos, prefere os simples, prefere os humildes, prefere aqueles que não têm reconhecimento. Quantas vezes na área da educação, quantas vezes na área do anonimato, nós pensamos: "Vou desistir, não para, continua tocando. O teu improviso pode ser tão belo que merecerá ser registrado como uma obra tua, mas é a obra do maestro. Se tu é um trabalhador, um trabalhador da casa espírita, trabalha na biblioteca, trabalha na portaria, segue o teu cai balão. Pode parecer pouco. Talvez eu pudesse estar fazendo alguma coisa mais importante. Não para, continua tocando, porque o grande maestro vai abrir os braços por sobre o teu caão da tua obra diária e te transformará num trabalhador anônimo de Jesus. Assim como os 300 trabalhadores anônimos que trabalharam durante a semana inteira para que esse congresso tivesse esse tamanho. Estes aplausos são para eles. Porque os aplausos geralmente quem recebe os aplausos é o palestrante que leva as glórias. Os maestros não preferem aqueles que aparecem. O grande maestro trabalha com os simples. Ele prefere os humildes. Ele prefere vocês. Foi ele que nos ensinou que nós temos que trabalhar a simplicidade. Agora ele vem nos dizer essa dúvida de se eu devo continuar ou não, é uma dúvida que não cabe nesse momento da humanidade. Nós precisamos continuar fazendo as coisas que nós estamos fazendo de bom. Não para, continua tocando. As sinfonias surgirão, a regeneração virá. O evangelho estará no mundo e nos corações. Talvez, eu não sei vocês, mas provavelmente ao encerrarmos esse evento, muitos de vocês hoje possam ter vindo aqui pensando em sair por alguma mensagem, alguma frase, que que eu levo de gramado agora de tudo que eu ouvi? Parece que eu tô ouvindo ele dizer aqui do lado. Não para, continua tocando.

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