O céu e o inferno: o destino das almas, com Décio Iandoli Jr.

Federação Espírita de Mato Grosso do Sul 07/10/2025 (há 5 meses) 51:58 12,176 visualizações 1,190 curtidas

5º Congresso Espírita de Mato Grosso do Sul, realizado em Campo Grande, entre os dias 8 a 10 de agosto de 2025. Tema central: “160 anos de O Céu e o Inferno”

Transcrição

Bom, boa tarde todos. Eh, não é muito fácil falar depois do Alberto, do Aroldo, né? Meio fria isso, mas a gente vai tentar. Eh, uma das um dos grandes desafios, eu até falei com o Peres sobre isso, né? Tava falando com o Cleon também, é assim, o céu e o inferno, 160 anos do livro. Legal. Test, você faz palestra? Faço. Qual é o tema? O céu e o inferno. Tá. Mas o Aroldo vai falar sobre o quê? O céu e o inferno. E o e o Alberto, o céu e o inferno. Eu falei: "Ai, Jesus Cristo, pelo menos que eu seja o primeiro, puser a gente no fim, né, Cledson?" E aí, pronto, fechou, né? Mas de qualquer maneira, o que eu procurei fazer é puxar a sardinha paraa minha brasa, sabe? E tentar falar alguma coisa que que faça sentido para vocês e que eu me sinta à vontade para falar, tá bom? Eh, bom, vamos falar então do saio do inferno, começando com a vida, seu sentido e propósito. Eu costumo falar eh uma palestra sobre o sentido da vida e eu fico vários minutos falando sobre o que é sentido, porque a gente a gente fala muito do sentido da vida, o sentido disso, sentido. Quando você vai pegar uma direção para algum lugar, a estrada te dá a direção que é é norte, é horizontal, vertical. E o sentido é qual lado que você vai adotar da estrada. Então, se é uma estrada norte e sul, a direção é norte, sul, mas você vai pro norte ou você vai pro sul, esse é o sentido, tá? A vida, a encarnação, ela coloca a gente na estrada e quem escolhe o sentido somos nós. Mas esse sentido tem que fazer sentido. Então, aí seria a segunda forma de interpretar a palavra. Fazer sentido é eh ter uma conexão com você, com o que é lógico, com o que com o que te diz alguma coisa, tá? E o propósito que é assim, eu peguei a estrada por quê? Ah, é para ir pro norte. Por quê? Que que tem lá no norte? Que que eu vou fazer lá? Tá? Então, eh, o sentido e o propósito da nossa vida, e quando eu falo vida, não é da sua existência. Então, eu sou cheio de de colocar conteúdos nas palavras, sabe? Eu falo que as palavras são caixinhas vazias e

h, o sentido e o propósito da nossa vida, e quando eu falo vida, não é da sua existência. Então, eu sou cheio de de colocar conteúdos nas palavras, sabe? Eu falo que as palavras são caixinhas vazias e eu preciso colocar alguma coisa dentro delas. É os é o conteúdo das palavras. Então, por exemplo, a gente tava conversando agora aqui, eu uso a palavra eh dor e sofrimento de uma maneira diferente que é que o Arold usou. Não que ele esteja errado eu certo ou vice-versa, mas são formas diferentes, contanto que você declara o que tá na caixa, né? Eh, você tem o direito de interpretar aquilo. E o importante quando você vai fazer uma comunicação é que as pessoas saibam o que é que você pôs na caixinha, tá? Senão, senão ninguém vai entender nada, tá? Então, eh eh a existência, na minha forma de ver, é desde o momento em que eu fui criado puro e ignorante, eh em que eu ganhei a minha individualidade permanente e e a minha existência vai ser sempre. Ela não tem começo, mas não tem meio porque não tem fim, né? O que não tem fim não tem meio. Não sei se vocês já pensaram nisso. Então não estamos no meio, nem nunca vamos estar porque teve o começo, mas agora é só o o fim. não tem também. Então é só viver e viver e viver e viver, tá? Então, eh, dentro dessa dessa proposta, eh, a vida é esse esse capítulo, essa etapa que eu tô vivendo, eh, em que eu estou déco, né? Eu, eu não sou o Décio. Décio é uma fração do meu ser, da minha essência, que é a minha alma. E tem mais coisa lá, tanto pro bem quanto pro mal. é que a cada encarnação a gente reserva umas coisas pra gente cuidar na próxima. E tem umas coisas que é para resolver agora. Essas que é para resolver agora a gente já tem a programação, né, a discussão, o que é que você vai vi, como você vai vir, aonde, com quem, que é para resolver aquelas pendengas específicas que estão precisando ser resolvidas, tá? O problema que eu acho é que na hora que você vai lá, que você é chamado, te chamaram lá na no Ministério da Reencarnação, porque vai ter uma reunião

pecíficas que estão precisando ser resolvidas, tá? O problema que eu acho é que na hora que você vai lá, que você é chamado, te chamaram lá na no Ministério da Reencarnação, porque vai ter uma reunião final lá para você definir como é que é, né? O problema é que a gente chega lá valente, ó, nós vamos fazer você com 1,6 m. Ah, beleza, tudo tranquilo. É, mas nós vamos colocar você é numa família que não vai ter muito recurso. É, tem f doido, tiro de letra, né? Aí depois na hora que chega aqui a gente fica reclamando, né? Podia, já que é para ter 1,66 m, podia ter um olhinho mais claro, verde, sei lá, né? Ah, mas pelo menos tem cabelo, tá caindo danado. Então, não pode nem dizer que eu fui enganado, né? Era para ser desse jeito. Então assim, o que que eu preciso fazer? Eu preciso superar, que é outra coisa que eu gosto de colocar. Isso tudo tá no capítulos da vida. Vou fazer propaganda do livro. A diferença entre enfrentar e superar. O que que é enfrentar? É bater de frente. Não dá para bater de frente. Bater de frente é acidente. Diante de um problema, eu não tenho que enfrentá-lo, eu tenho que superá-lo. Eu tenho que deixar ele para trás. E nem sempre eh isso vai significar destruir nada. Aliás, nunca é. Eh, eu sempre digo que eh eu aprendi quando eu era pequeno que não era para levar desaforo para casa. E hoje eu eu sei que é para levar, porque os desaforos são grandes pedras de gelo. Se eu quiser quebrar na hora, eu vou me machucar. Se eu levar para casa, ele derrete. Não precisa nem ter um armário para guardar os seus desaforos. Eles vão todos pelo ralo. O duro é é deixar, né? Porque aí entra a questão do orgulho e tudo mais. Mas nesse processo de superação dos obstáculos, eu preciso tá consciente de que eu vou ter que abrir mão de algumas coisas. Não dá para eu achar que tudo vai se resolver da maneira como eu imagino que isso é, eu falei lá pros jovens, é uma expectativa. E mais uma vez a palavra expectar vem de assistir. Toda vez que eu vou expectar alguma coisa, significa que eu vou

er da maneira como eu imagino que isso é, eu falei lá pros jovens, é uma expectativa. E mais uma vez a palavra expectar vem de assistir. Toda vez que eu vou expectar alguma coisa, significa que eu vou assistir. Quando eu tô assistindo, eu não participo, eu não interfiro, eu apenas assisto. Então, se eu sentar diante da vida e colocar as minhas expectativas, eu não tô fazendo absolutamente nada para que a minha vida vá para lugar que eu quero. Eu não tô fazendo nada para escolher o sentido. Você vai pro norte, pro sul, você vai pro leste ou pro oeste, amigo, decide o que que você vai fazer, porque o livre arbítrio é inalienável e ele é determinante pra nossa evolução. É o maior presente que a gente ganhou do criador é o livre arbítrio, porque ele faz de cada um de nós únicos, porque ele permite que a gente escreva a própria história. Seja uma história num livro curto e objetivo que nem o pessoal gosta hoje, ou seja, uma Bíblia com 200.000 páginas que você vai ficar 10 capítulos no mesmo lugar fazendo a mesma coisa, porque você fica chafurdando naquele problema que você nem admite que tem. Não é? Então, eh, eu acho muito importante que a gente tenha sempre em mente o propósito. E eu falo muito isso de manhã, né? Eu, depois que eu virei o cabo da Boa Esperança, eu fiquei pensando assim: "Eu preciso me cuidar porque senão eu vou virar um velho decrito e e vou ter problemas, né? Eu quero poder ir no banheiro sozinho até o meu desencarne. Eu quero ter eh autonomia até o meu desencarne. Então eu decidi que eu precisava finalmente fechar a boca e fazer exercício. Aí eu comecei a acordar cedo, porque eu trabalho e à noite nunca dá certo. Comecei a acordar 5:15 para correr. Agora vocês acham, gente, 5:15 com esse frio, eu acordo de manhã e falo assim: "O que que eu estou fazendo aqui? Aí eu boto uma camisa de manga comprida, eu vou correr, eu falo assim: "Meu Deus! Ah, você gosta de correr? Eu odeio. Se correr fosse boa, a melhor parte não era quando termina, não é? Mas aí eu vou e a minha mulher

camisa de manga comprida, eu vou correr, eu falo assim: "Meu Deus! Ah, você gosta de correr? Eu odeio. Se correr fosse boa, a melhor parte não era quando termina, não é? Mas aí eu vou e a minha mulher fala assim: "Nossa, eu admiro a sua a sua tenacidade". Não é que eu tenho propósito. O propósito é envelhecer saudável. É o meu propósito, eu quero muito isso. Então eu levanto às 5:15 e saio no frio xingando todo mundo, né? Mas eu vou e corro. Quando eu volto, eu tomo um banho quente, aí eu me sinto bem, não é? Aí eu falo: "Ah, valeu a pena, até a próxima hora de correr". Então é sempre assim. Isso é que faz com que a gente chegue eh na seguinte proposição: eu sei aonde eu quero chegar. Eu quero chegar onde eu quero. O Orodo falou muito da questão da vontade. Eu chamo a vontade de combustível da alma. É a única coisa que é originalmente minha. Ninguém pode me dar, emprestar. Vontade é absolutamente pessoal, intransferível. E se eu tenho vontade, eu consigo fazer as coisas. A vontade é transformada em ação. Se eu tenho realmente a vontade e eu não posso nem hipotecar, nem emprestar, nem comprar. Ela é absolutamente minha, tá? Então, diante disso, né, eu preciso levantar de manhã e saber por eu estou levantando, por eu vou correr, por eu vou trabalhar, por eu vou no centro espírita, por eu escrevo, por eu faço palestra, por quê? Se eu não souber essas respostas, então eu tô perdido. E aí, eh, eu me lembro muito do desse trabalho aqui, desse, desse, eh, psiquiatra vienense Víor Frankel, né? Eh, se vocês nunca tinham ouvido falar nele, anotem, porque vale a pena. O Vittor Frankel, ele é vienense e ele começou uma ideia de terapia um pouco antes de começar a Segunda Guerra Mundial. E ele chamou isso de logoterapia. Logo é de sentido, terapia, o a terapia do sentido. E ele dizia que sem sentido ninguém aguenta nada, né? você precisa ter sentido ou propósito. E aí ele foi, ele era judeu e ele foi pro campo de concentração, ele sobreviveu a Auschwitz e a Daha. E durante o processo, quando ele foi pro

aguenta nada, né? você precisa ter sentido ou propósito. E aí ele foi, ele era judeu e ele foi pro campo de concentração, ele sobreviveu a Auschwitz e a Daha. E durante o processo, quando ele foi pro para Auschwitz na primeira vez, ele levou na mão dele o a brochura da tese dele da logoterapia e ele queria, podiam tirar tudo dele, menos aquilo. Foi a primeira coisa que tiraram dele. Aliás, ele fala que tiraram tudo dele, inclusive a identidade, porque ele foi totalmente despido. Rasparam todos os pelos do corpo dele e deram para ele uma roupa com um número que era de alguém que já tinha morrido. Eles usavam as mesmas roupas dos que já tinham sido mortos. E ele falou: "O que é que sobrou de mim?" Nada. Mas ele foi e durante todo o processo que ele vivenciou, e ele relata isso no livro dele que eu recomendo vivamente, ele foi reforçando que ele precisava sair de lá porque ele tinha uma ideia de algo que podia fazer diferença para as pessoas, que era a logoterapia. E aí, de repente ele se percebeu no melhor laboratório possível para provar que a terapia dele era verdadeira, porque todos os dias que ele levantava, ele só queria sobreviver para ele conseguir sair daquilo e conseguir publicar o trabalho dele, mostrando que se você tiver propósito, você consegue suportar todas e qualquer todas e quaisquer dificuldades que se colocarem diante de você, não para enfrentá-las, mas para superá-las, tá? Então, a logoterapia de Frankel vem desse termo logos, que do grego significa terapia pelo sentido. E ela é chamada como a terceira escola viense de psicoterapia. A primeira é Freud, a segunda é Adler, né? E é interessante que o Freud fala do prazer, o Adler fala do poder e o Franco fala do propósito, não é? Eh, o prazer e o poder eles são falsos, né? O que vale é o propósito. Então, eu acho que das três escolas ele o que em cheio, tá? Eh, e essa é a capa do livro que eu recomendo que vocês leem. é um livrinho pequeno. A primeira parte ele faz a descrição do que aconteceu com ele na no campo de

s três escolas ele o que em cheio, tá? Eh, e essa é a capa do livro que eu recomendo que vocês leem. é um livrinho pequeno. A primeira parte ele faz a descrição do que aconteceu com ele na no campo de concentração. E não é uma descrição emocional, é uma descrição científica que ainda assim é avaçalador, né? O que nós fomos capazes de fazer com os nossos irmãos, né? Eu tô falando nós porque a hum como humanidade, o que alguns humanos conseguiram fazer fazer com outros humanos é uma coisa inadmissível, tá? Mas ele tirou disso algo produtivo, tá? Eh, e ele chegou à conclusão que mesmo diante das condições mais adversas, eu não consigo imaginar nada mais adverso do que um campo de concentração. Se você tiver o sentido, você encontra a guarida em você mesmo. E eu me identifiquei com ele, porque eu acho que nós estamos num momento em que às vezes as coisas parecem sair do controle ao nosso redor, né? Eh, isso acontece com alguma frequência comigo. Às vezes eu eu tô olhando as coisas ao meu redor e eu falo assim: "Meu Deus, para onde nós estamos indo? Que loucura que tá isso aqui". Aí eu aprendi a fazer o seguinte: eu paro e olho para dentro de mim. que diz que o reino de Deus está dentro de nós. Pois é, eu olho para o reino de Deus porque esse é real, o resto é tudo ilusão. E aí, se eu continuar com o propósito e o sentido firmes, eu vou encontrar em mim aquilo que eu preciso para me sentir bem. Seja qual for o ambiente que eu estiver inserido, pode estar tudo uma droga, pode estar um caos, eu vou estar em paz. Por quê? Porque eu vou encontrar a realidade, a verdade dentro de mim. E essa é inexpugnável. Ninguém consegue entrar e bagunçar, não sei eu mesmo, né? Então, quando eu li Frankel, eu achei que esse cara ele viu a verdade, né? Porque a verdade existem várias verdades, mas não sobre a mesma coisa. Só existe uma verdade para cada coisa. E se é verdade, ela é eterna e imutável, porque a verdade é perfeita, portanto não se aperfeiçoa, portanto, não se modifica, não se transforma. E quando a

coisa. Só existe uma verdade para cada coisa. E se é verdade, ela é eterna e imutável, porque a verdade é perfeita, portanto não se aperfeiçoa, portanto, não se modifica, não se transforma. E quando a gente dá de cara com uma delas, ela nunca mais vai mudar. Por isso que fala assim: "Ah, mas eh tem mais de quantos anos tem o Espiritismo?" Não interessa quantos anos tem. Interessa, é verdade ou não é, né? E o tempo só vai cada vez mais fortificar isso, porque a cada momento em que o mundo muda e os questionamentos vêm, a verdade se reafirma, mesmo que ela tenha sido negada, tá? O Churchel falou uma coisa interessante, você pode enganar muita gente por pouco tempo, eh, pouca gente por muito tempo, mas você não pode enganar todo mundo o tempo todo. A verdade, mais cedo ou mais tarde ela vai vir, tá? Eh, então quando você mantém o seu propósito e o seu sentido, você mantém o seu livre arbítrio livre e desimpedido. Isso faz com que você possa tomar tuas próprias decisões. Isso é liberdade. Isso é liberdade, porque tudo tá dando errado. As pessoas estão te empurrando para uma direção que você sabe que não é certa e você olha para dentro de você mesmo e fala assim: "Não, para aí eu não vou, eu vou para ali." Ah, mas tá todo mundo. É, não interessa. Diz que a ocasião faz o ladrão. Mentira. A ocasião revela o ladrão. Porque se você não é ladrão, mesmo que tenha a chance de roubar, você não vai roubar, não é? Então, a as dificuldades elas são postas na medida em que nós precisamos passar por essas experiências para que a gente aprenda e se conduza no processo evolutivo, tá? Qual é o grande problema e que Frankel traz de uma maneira bastante própria? A noênese. Que que é a noênese? É o vazio existencial, tá? é quando justamente você não tem o que mais você precisa ter, que é o propósito. E é o que eu acho que está acontecendo com a nossa sociedade hoje. Apesar de eu não tô sendo hipócrita nem ingênuo ao ponto de dizer que não existe miséria nem pobreza no mundo. Claro que existe, mas gente, compara o que tem

tá acontecendo com a nossa sociedade hoje. Apesar de eu não tô sendo hipócrita nem ingênuo ao ponto de dizer que não existe miséria nem pobreza no mundo. Claro que existe, mas gente, compara o que tem hoje com o que tinha 200 anos atrás. Não dá para comparar. muitos, a maior parte, eu não tenho essa porcentagem, eu procurei, não existe esse tipo de pesquisa, mas eu tenho certeza que muito mais da metade das pessoas desse planeta tem as suas necessidades básicas atendidas. Eu vou mostrar daqui a pouco a pirâmide de necessidades, vocês vão ver o que que é necessidade básica. É comida e abrigo. Quem de nós não tem? Se você quiser ver onde isso tem, você fala com o pessoal do Fraternidade Sem Fronteiras e vai lá pra África, lá você vai encontrar. Aqui não. E aí o que que acontece? A Europa, os Estados Unidos, os países em desenvolvimento, tirando a África, é muito raro você encontrar alguém que ainda tá lutando pelas suas necessidades básicas, não é? Então isso é propósito para esse para essa população. Eu perguntei pro Wagner do Fraternidade qual que era o índice de suicídio dessas populações lá em Madagascar, nos países que ele tá atendendo? É zero. Não dá tempo de pensar em se matar. Você tá tentando ficar vivo. As suas necessidades básicas é que estão te movimentando. O teu propósito quando você levanta de manhã é poder levantar de manhã no outro dia. Então você vai correr atrás do básico. Aí quando você já tem isso, você vai querer o conforto. Depois você vai querer, bom, chega uma hora em que você precisa encontrar um outro propósito, porque estar vivo, ter conforto, você já tem. E aí nós estamos vivendo uma sociedade que isso já aconteceu, mas ela tirou de nós o nosso propósito permanente, que é o quê? A espiritualidade, é a capacidade de transcendência, ou seja, e o que vem depois. É sobre isso que a gente vai falar agora, tá? Então, na logoterapia, eh, a dimensão neológica, ou seja, do espírito, trata dessas questões existenciais. Os problemas psicológicos modernos vêm

depois. É sobre isso que a gente vai falar agora, tá? Então, na logoterapia, eh, a dimensão neológica, ou seja, do espírito, trata dessas questões existenciais. Os problemas psicológicos modernos vêm desse vazio existencial, que é a falta de propósito. Então, tiraram Deus da minha vida e me deram tudo que eu preciso de material, eu vou viver por quê? E aí entra o Franco de novo. Se eu tenho um porquê, eu supero como, mas se eu não tenho porquê, nenhum como é suportável. Essa essa esse pensamento que é a base de Víctor Fran eh, eu fiquei admirado quando eu descobri, veio de Niet, que era um nilista, que acreditava no nada, mas ele percebia que era preciso ter um sentido, porque senão nada faz sentido, não é verdade? Por que que você se cuida? Por que que você, ah, porque eu quero viver bem, porque eu quero estar bem com as pessoas, mas se quando você terminar é o nada, tudo perde o sentido. Você tem que se virar o melhor possível. Então é você e o resto que se dane. O máximo que der para você aproveitar é melhor para você, porque no final é um nada, né? Isso é muito complicado da gente pensar, tá? Então essa frase chave da logoterapia, quem tem um porqu enfrenta qualquer como, é uma interpretação que o o Frank deu de uma frase que é originariamente de Niet, tá? Eu fiquei bem eh impactado quando eu soube disso. E qual seria a aplicação clínica da logoterapia? Bom, crises existenciais, eh luto e sofrimento, depressão ligada à falta de propósito e suicídio. Prevenção de suicídio. Gente, sou eu ou isso é tudo que a gente tá enfrentando hoje em dia? Não é? Os nossos maiores problemas não são esses daí. Vocês sabem qual é o remédio, a classe de remédios mais vendidas no planeta? Quem chuta? antidepressivo. Não vou nem perguntar quem é aqui que toma um remedinho antidepressivo. Isso não é demérito, viu? Que eu sou o primeiro a levantar a mão. Também tomo. Também tomo. Por quê? Porque às vezes eu acho que é quase insuportável estar encarnado e eu sei que eu escolhi e agora eu tenho

ão é demérito, viu? Que eu sou o primeiro a levantar a mão. Também tomo. Também tomo. Por quê? Porque às vezes eu acho que é quase insuportável estar encarnado e eu sei que eu escolhi e agora eu tenho que assumir. E eu vou fazer isso porque pelo mesmo motivo que eu levanto às 5:30 da manhã para correr no frio, tá? Porque eu tenho um propósito, eu quero chegar em algum lugar, tá? Então, essa aplicação clínica que ele trouxe o Víctor Frankel, ele na verdade ele tá dizendo aquilo que eh a gente tá percebendo, né, que é eu preciso ter um propósito. Se eu sei aonde da onde eu saí e eu sei aonde eu quero chegar, então eu não tô perdido. Se eu não sei da onde eu vim ou eu não sei para onde eu vou, aí eu tô perdido, né? Eh, eu queria mostrar a pirâmide de Maslow, mas eu passei. Deixa eu ver aí. A pirâmide de Maslow fala sobre as necessidades humanas. Então, vê lá embaixo, tá? As suas necessidades fisiológicas. Eh, a gente recebeu uma psicografia, Dr. Bezerra de Menezes, numa reunião da Associação Médico Espírita do Brasil e ele dizia para assim: "A colegas médicos, vocês não estão mais correndo atrás do pão, vocês têm o pão. Vocês não estão mais correndo atrás da manteiga, vocês têm manteiga, vocês estão correndo atrás das geleias, as vários sabores de geleia, né? Tem algum problema nisso? Não, desde que você não faça isso para tentar se realizar, desde que isso não seja o seu propósito, desde que você não eh eh prefira uma um novo sabor de geleia para para sua mesa, enquanto o teu irmão do lado não tem nem o pão. Aí depois vem a necessidade de segurança, depois vem as necessidades de autoestima para finalmente a necessidade de autorrealização. É nesse pico da pirâmide que está o maior e o mais difícil propósito que tem que estar relacionado à espiritualidade. Porque até então, né, até mais ou menos a terceiro andar da pirâmide, para mim é necessidade de sobrevivência e de bem-estar, né? Enquanto eu não alcançar essas coisas, eu tô lutando por elas, porque eu preciso delas para estar bem. Mas

nos a terceiro andar da pirâmide, para mim é necessidade de sobrevivência e de bem-estar, né? Enquanto eu não alcançar essas coisas, eu tô lutando por elas, porque eu preciso delas para estar bem. Mas quando eu vou paraa autoestima e quando eu vou paraa autorrealização, eu já tô pensando em uma transcendência. E essa transcendência geralmente é confundida com uma casa maior, com uma roupa mais bonita, com com coisas que são supérfluas, né? Eh, e o supérfulo é é muito relativo isso, tá? Mas o suérflo é aquilo que você tendo ou não vai mudar a sua vida, tá? Então a gente precisa est ligado nisso daí. Onde é que tá o propósito sentido da vida? Então na minha opinião, aí é uma uma ilação minha, varia com a população e o tempo. Por quê? Porque se, por exemplo, eu eu tô lá eh em Madagascar, eh se eu tô lá na África, ah o meu propósito é sobreviver e atender as minhas necessidades básicas. Eu preciso estar vivo, aquecido e protegido, tá? Eh, se você for pegar uma população de um país em desenvolvimento, aí a coisa já muda, né? Que que eu vou buscar? Eu vou buscar a progredir, né? tanto intelectualmente quanto economicamente e atender as minhas necessidades de conforto e prazer, tá? Eu não sou hipócrita, tá gente? Eu gosto disso, gosto mesmo. Tem um filósofo que eu tenho citado ele na Eu nunca vou paraa internet, né? Eu tenho Instagram, mas tá lá o meu nome, mas eu não não olho nunca. Eh, eu sou eu faço dieta de informação. Eu resolvi que isso não faz parte da minha vida. Mas eu eu peguei um lá que ele falava assim: "Comprei uma perua combi com cortininha na janela. Por quê? Por nada. Porque eu quis, não é? Porque eu acho bonito. Porque quando eu era guria eu queria ter uma combi com cortininha na janela. Então eu acho assim que depois de muito esforço e trabalho, você tem direito aos seus pequenos luxos. ou as suas bobagens, tá certo? Tem direito. E eu acho que isso não faz mal para ninguém, tá certo? Desde que você tenha consciência de que é uma bobagem, tá certo? Esse é o é o é a dificuldade.

luxos. ou as suas bobagens, tá certo? Tem direito. E eu acho que isso não faz mal para ninguém, tá certo? Desde que você tenha consciência de que é uma bobagem, tá certo? Esse é o é o é a dificuldade. Então, atender as suas necessidades de conforto e prazer durante algum tempo vão fazer diferença para você. Depende da população que você tá vivendo e do tempo que você tá vivendo, tá? Daquilo que tá acontecendo com você. Só que depois, depois que você já conquistou tudo, depois que você já atingiu o topo da pirâmide e depois que você já não tem mais como melhorar a sua casa, o seu carro, a sua roupa, eh não tem mais o que fazer com o dinheiro que você ganha. E aí, que é que vira isso? Aí eu achei essa escultura, né, que é lá em Genebra, que o nome é melancolia da da escultura, mas é o próprio vazio existencial, né? Então, com 10 anos, qual era o propósito da sua vida? Com 20, com 30. Eu costumo dizer que cada 10 anos você passa de uma etapa pra próxima na sua vida. Quando você sai dos 10 pros 20, faz uma baita diferença. Dos 20, é, dos 30 pros 40 a diferença é o óculos, né? Quando você acabou de cantar o parabéns 40 anos, você não acha o bolo para pagar a velinha, né? Aí você tem que ir lá na Isabel para pegar um óculos pro pro pra sua presbia, mas depois começa a pegar dos 40 por 50, dos 50 por 60, já começa a pegar, né? Aí é aquela história, a idade do condor. Levanta de manhã, dói o pescoço, aí você vai pôr o pé no chão, dói o joelho, aí você levanta, dói a coluna e eu falo: "Graças a Deus, ainda tô encarnado". Não é porque tô sentindo dor. Eu espero quando desencarnar não sinta mais sua dor. Talvez eu sinta também. Mas a cada 10 anos o teu corpo muda, a tua cabeça muda, os teus propósitos mudam, você casou, você teve filho, sua vida do avesso, muda tudo, né? Então esses propósitos eles vão acontecendo na medida em que você vai vivendo. Por quê? Porque são novas dificuldades que se apresentam a você. Mas aí chega o momento que eu acho que é o mais produtivo, que é dos 60, 70 e hoje 80. Porque

ecendo na medida em que você vai vivendo. Por quê? Porque são novas dificuldades que se apresentam a você. Mas aí chega o momento que eu acho que é o mais produtivo, que é dos 60, 70 e hoje 80. Porque quando eu era guri, 60 anos era velhinho. Hoje com 80 o pessoal tá mandando ver, tá super ativo, né? Eh, deixa eu contar uma. Eu fiz 60 anos, o ano passado já tô com 61. E aí eu comecei a usar a fila preferencial no aeroporto, mas morrendo de vontade pra moça mandar eu sair e nada acontecia. Eu falei pra minha mulher, ela falou: "É bem feito, você quer se você acha o quê?" Aí outro dia eu fui, a moça falou assim: "Aqui é para se sentar mais, moço". Eu falei: "Posso te dar um abraço?" Eu esperei um ano para alguém falar isso para mim. Não é, mas finalmente lá estou eu. E assim, ah, mas agora é 80 mais, mas o pessoal de 80 às vezes tá melhor que a gente, né? Graças a Deus, é sinal de que nós estamos realmente evoluindo. Mas aí o que eu acho que acontece nessa idade, você não tem mais que lutar por essas coisas básicas, né? nem as muito menos as necessidades básicas, mas as coisas básicas como segurança, como eh eh autoestima, normalmente nessa idade a gente já achou o nosso lugar. É para achar, né? Tem gente que não acha. Eu conheço adolescentes de 60 anos, 65 anos, e conheço adultos de 15, 14, mas aí é de cada um, tá? O grande lance é o seguinte, é um trabalho danado para reencarnar e essa é a idade da produção. É a idade que você não precisa mais correr atrás desse básico e você tem espaço, tempo e experiência para ver o que realmente te interessa, o que realmente te mobiliza, o que é que faz para você sentido, tá? E para a desgraça total de quem escolhe esse caminho, ele escolhe o caminho de ganhar mais dinheiro e ele vai achar que aquilo vai fazer ele mais feliz e não faz. E ele entra numa roda viva de ficar o tempo inteiro correndo atrás do rabo, achando que o próximo milhão vai ser o melhor. Então é assim, o cara tá, ele é corrupto e aí ele ganhou 100 milhões de dólares que ele já tem

roda viva de ficar o tempo inteiro correndo atrás do rabo, achando que o próximo milhão vai ser o melhor. Então é assim, o cara tá, ele é corrupto e aí ele ganhou 100 milhões de dólares que ele já tem uma conta na Suíça. Ah, agora tá bom, né? Porque se ele não trabalhar o resto da vida, ele gastar todo esse dinheiro que nem um louco, ainda vai sobrar dinheiro quando ele morrer. Não, ele continua roubando. Por quê? Porque ele acha que aquilo tem que trazer algum conteúdo para ele. Não traz. Ele continua vazio igual aquela estátua ali, um baita de um vazio e parece que o vazio vai aumentando conforme ele vai insistindo em ter propósito. Alguma coisa que não tem propósito, que é a matéria, é o que passa, tá? Então, vão sobrar duas opções. Ou a ilusão de que mais dinheiro traz propósito, que é falsa, ou que a realidade, a realidade que a matéria é efêmera e não satisfaz a alma, tá? É aquela história, né? O Rossandro conta isso. Ele ia sair com o vô dele para ir na praça. O vô dele colocou meia porque tava frio, colocou um chinelo. Aí ele colocou uma calça de moletom e uma camisa social. E aí ele pegou um gorrinho e colocou na cabeça. Falou: "Vamos". E o Rossand falou para ele: "Mas vou desse jeito? Você tá, sei lá, parecendo um quebra-cabeça, cada coisa de um jeito." Ele falou assim: "Filho, eu tô numa fase em que o que me interessa é o conforto, não aparência. Olha que liberdade. A única coisa que eu acho que tá acontecendo, que eu esperava o contrário, é que eu achava que quando eu ia ficar mais velho, eu ia ficar mais paciente. Acaba a paciência, acaba. É aquela história, mestre, qual é o segredo da felicidade? Não discutir com idiotas. Mestre, não concordo. Tudo bem, entendeu? Você fica pensando, a pessoa fica, você vai vendo a voz dela fica longe, você fala assim: "Meu Deus, quantos minutos preciosos da minha existência eu estou perdendo aqui com esse chato?" Não acontece isso com vocês também ou só só eu? Aí você também não quer ser mal criado, mas gente, tem coisa melhor para fazer

tos preciosos da minha existência eu estou perdendo aqui com esse chato?" Não acontece isso com vocês também ou só só eu? Aí você também não quer ser mal criado, mas gente, tem coisa melhor para fazer do que ficar ouvindo esse cara reclamar da vida, não é assim? Então, eu acho que a gente tem que ir se adaptando e se eh reprogramando para que as coisas vão acontecendo de uma maneira fisiológica e eficaz para que eu aproveite, né, essa minha encarnação. Então, a grande novidade da espiritualidade, eu digo isso porque finalmente a o novo paradigma que tem sido chamado de paradigma pós-materialista está se instalando francamente na ciência. Só faltam alguns funerais pro pessoalzinho da da retaguarda desencarnar para que isso aconteça de uma maneira definitiva. Eh, ele mostra assim que depois de a gente escalar um de a gente percorrer um longo caminho, escalando a conquista das nossas necessidades, a gente chegou perto do topo da pirâmide e a gente percebeu o seguinte: não há sentido sem transcendência, tá? Eu uma vez eu eu fui convidado a uma discussão, uma mesa redonda no Conselho Federal, no Conselho Regional de Medicina aqui de Campo Grande. E na época o presidente era um era um médico psiquiatra extremamente bem conceituado, muito bom, eh mas materialista. Eu acho tão engraçado o psiquiatra e psicólogo materialista. É bizarro, né? Quer dizer, você cuida da alma, mas você não acredita nela. Eu acho interessante, meu filho mais velho é psicólogo e ele é materialista. Eu falo para ele, ele é o meu, ele é o meu materialista favorito, entendeu? E e ele é extremamente inteligente e ele tem um coração gigante, por isso que eu não me preocupo com ele. Mais cedo ou mais tarde, ele vai descobrir que ele nunca foi materialista, né? Eh, e a gente tava discutindo, ele falou assim: "Não precisa propósito, a vida não precisa propósito. Eu não tenho propósito". Falei assim: "O senhor não tem, doutor?" Não, o senhor trabalha presidente do CRM tantos anos, o senhor não tem problema?

"Não precisa propósito, a vida não precisa propósito. Eu não tenho propósito". Falei assim: "O senhor não tem, doutor?" Não, o senhor trabalha presidente do CRM tantos anos, o senhor não tem problema? Não, não tenho. Doutor, o que que o senhor acha dessa minha moção pra gente transformar o nome da rua do prédio CRM com o seu nome? Aí ele sorriu, falou: "Ah, eu ia gostar. Isso é, isso é transcendência. Você tá querendo que o seu nome seja lembrado?" Não tá? É isso, é transcendência, só que é uma transcendência rasa, é uma transcendência que não preenche. Mas o teste da maca nunca falha. Vocês conhecem o teste da maca? Eu tinha um amigo muito materialista, super assim, nilista, é o nada. E pronto, um belo dia ele sofreu um acidente de motos e quebrou todo. Me chamaram e eu fui lá no hospital porque eu tava preocupado com ele. Chegou lá, ele tava entrando na cirurgia todo quebrado. Cara, que que aconteceu? Putz, meu, tava chovendo e bati a moto, tô todo quebrado. Falei: "Você tá bem?" Ele falou: "Tô." Aí eu falei assim: "Bom, eu vou entrar no centro cirúrgico acompanhar tua cirurgia". Ele falou: "Tá bom. Ô, ô, D, você sabe que eu não acredito em Deus, essa bobagem toda, né?" Eu falei: "Sei, eu tô sabendo." "Você acredita, né?" Eu falei: "Sim". Ele falou assim: "Então vamos cobrir todas as possibilidades, dá uma rezada por mim". Gente, esse é o teste da maca. Na hora que o negócio aperta, você fala: "Agora é minha vez de passar na catraca". Aí você vai falar assim: "Bom, é melhor eu acreditar em Deus, porque o nada é insuportável. O nada não faz nenhum sentido." Tá muito bem. Aí vem esse livro, o céu e o inferno, que é genial, né? Eh, eu li ele de novo tentando achar o que que eu ia falar depois do Arold, do do Alberto, do Valadares, todo mundo, da galera toda, do Cleitson. Aí eu trouxe alguns dados sobre o livro, né? Publicado em 65, 1865, né? Também conhecido como A Justiça Divina Segundo o Espiritismo. É a quarta, a quarta obra da codificação de Kardec, tá? Eh, o livro tem o objetivo de explicar

bre o livro, né? Publicado em 65, 1865, né? Também conhecido como A Justiça Divina Segundo o Espiritismo. É a quarta, a quarta obra da codificação de Kardec, tá? Eh, o livro tem o objetivo de explicar sobre a ótica do Espiritismo a justiça de Deus diante do destino das almas após a morte, confrontando as doutrinas tradicionais com a revelação espiritual. Então é assim, eu vou trazer mais ou menos o que ele o que o que o Kardec coloca no livro de uma maneira resumida, as teorias das penas eternas, que é a teoria tradicional cristã, é a tradição judaico-cristã que a gente aprendeu na escola, né, do Deus que pune, do le do Deus da lei de italião, que não é a lei de evolução, não é ação e reação, não é olho por olho, dente por dente, gente, não é, não é, tira isso da cabeça, tá? Ah, tem o karma. Então, se você fez isso, você vai sofrer do mesmo jeito. Você pode até sofrer por escolha, sabe? Ou por falta de escolha, mas não é lei de italião, é ação e reação. Eu acho que o Aroldo deu alguns exemplos que eram bem legais aqui, bem claros. Então, após a morte, a alma é julgada por Deus e destinada definitivamente ao céu e inferno. Gente, isso daí vamos combinar, hein? Tá difícil de acreditar, hein? Não é? Então, eh, primeiro Deus botou você numa família super legal, com os pais super legais, que te deram tudo que você precisava. Aí você fez tudo certinho, você vai pro céu. Aí ele colocou o outro na favela, o pai abandonou, a mãe não tinha como o sustentar, ele teve uma vida miserável, virou bandido e aí vai pro inferno. Cadê a justiça? Cadê a justiça? Então, se eu fosse acreditar nisso, quando os meus filhos nascessem, eu já matava eles, porque aí não dá nem para errar, já vai pro céu direto, não é verdade? Alma pura, branca, não é? Não é, não é, não é assim que funciona, não é? E aí, onde é que tá o arrependimento? Onde é que tá a reparação? Onde é que tá? Não tá em lugar nenhum, né? ficou faltando isso. Eh, ela se baseia na ideia de um Deus que pune e recompensa de forma absoluta. Gente, por que isso,

ndimento? Onde é que tá a reparação? Onde é que tá? Não tá em lugar nenhum, né? ficou faltando isso. Eh, ela se baseia na ideia de um Deus que pune e recompensa de forma absoluta. Gente, por que isso, hein? Vocês têm alguma ideia do por que, eh, eh, isso é desse jeito? Por que que alguém foi Deus, foi Jesus que falou isso? Foi, não foi, gente, não foi. Essa teoria contradiz noção de justiça divina. fala assim: "Deus é infinitamente bom e justo, mas ele vai te mandar pro inferno pela eternidade." Então, cadê a a infinita bondade de justiça? Não é? Eh, vocês sabem para que que isso foi feito? Para controlar. Controlar. Então, é assim, enquanto eu tô de olho em você, eu tô te controlando. Se eu fizer alguma coisa errada, eu te ponho na cadeia, né? ou te prendo ou te puno. Mas e quando eu não tiver te olhando, como é que eu vou te controlar? Aí eu coloco na tua cabeça um Deus que está olhando tudo e todos. Gente, isso foi muito traumático para mim. Eu tive uma aula de cateicismo, eu nem lembro minha idade, viu? Ten uns seis ou 7 anos. Eu sempre conto as mesmas histórias, viu, pessoal? Quem quem conhece as minhas palestras já sabe o final, mas vamos lá. Eh, e aí a professora disse para mim, professor de cattismo, ela disse assim para mim que não adiantava eu fingir nem mentir, porque Deus ouviu os meus pensamentos e eu pecava por pensamento. Então, quando eu pensasse alguma coisa errada, eu já tinha pecado. Meu Deus, quando eu fui à noite, e eu tinha problema de insônia, meu pai mandava eu dormir às 8 da noite, eu ficava rolando na cama até 11:30, meio meia-noite. Imagina quanta bobagem eu pensava. Imagina a quantidade de bobagem que eu pensava. Aí nesse dia eu fui para lá e eu falei assim: "Meu, vou pro inferno. Eu nem cheguei na adolescência ainda e já tô lascado porque eu penso um monte de bobagem". Aí tinha que ir no padre para confessar, mas só que eu não tinha feito primeira comunhão ainda, né? Tinha que esperar. E aí quando eu fui pro padre, aí que ficou pior, porque era um número de preces, né? de

ha que ir no padre para confessar, mas só que eu não tinha feito primeira comunhão ainda, né? Tinha que esperar. E aí quando eu fui pro padre, aí que ficou pior, porque era um número de preces, né? de Ave Marias de Pai Nosso, de acordo com que ele achava que tinha sido pior ou não. E os meus pecados era mentir para minha mãe, puxar o cabelo da minha irmã, era era os meus pecados, né? Eh, alguma dúvida que eu tinha dificuldade de aceitar esse Deus? Alguma dúvida que eu tinha dificuldade de ir pra igreja? E ao mesmo tempo eu tinha certeza que tinha que ter alguém ali, alguém inteligente para fazer as coisas acontecerem, né? Então, eh, eu precisava achar uma um meio termo. Eu precisava achar alguém que me mostrasse esse Deus misericordioso, eh, esse Deus que leve em conta as desigualdades de conhecimento, as circunstâncias que cada um de nós é imposto a cada encarnação, né? a a forma eh de controle autônoma e não heterônoma. O controle autônomo é: "Eu não faço porque eu sei que é errado e que eu não devo fazer". A heterônoma é: você não faz porque Deus vai te mandar pro inferno. Você não faz porque o pecado vai fazer você arder no fogo do inferno pela eternidade. Gente, pelo amor de Deus, não consigo ver nada mais terrível do que isso. Não existe. E o e o o outro lado, ir pro céu. Eu não sei o que é pior, porque aí no céu você vai ficar fazendo o quê? Vai ficar nas nuvens contemplando a vida. Pelo amor de Deus, né? a gente tirar férias depois de um certo tempo já tá doido para voltar. A gente não admite muito isso, mas tá doido para voltar. Assim, não aguento mais ficar sem fazer nada, né? Diz que a gente, costa, costa, depois abana quando começa a arder, né? Chega uma hora que não tem mais o que fazer, você tem que voltar pra tua vida para fazer alguma coisa de útil. Esse é o céu. Então, eu acho que eu ouvi uma vez essa história, eu achei ótima. Eh, o indivíduo desencarnou, chegou lá e o Hosts recebeu, ele e falou assim: "Escuta, você quer ir pro céu ou pro inferno?" Bom, a princípio pro céu, mas

eu ouvi uma vez essa história, eu achei ótima. Eh, o indivíduo desencarnou, chegou lá e o Hosts recebeu, ele e falou assim: "Escuta, você quer ir pro céu ou pro inferno?" Bom, a princípio pro céu, mas eu queria saber como é que é que funciona a coisa. Não, eu posso te mostrar. Pode, pode. Pegaram o elevador, desceram pro inferno. Chegou lá no inferno, tinha uma panela gigante cheia de comida lá no fundo e umas colheres grandes que só aquela colher grande conseguia pegar a comida no fundo. Aí as pessoas pegavam a colher, pegavam a comida e não conseguiam comer porque a colher era tinha 5 m. Como é que você vai comer? E tava todo mundo magro, gemente, alguns mortos do lado. Morto, morrido, né? porque já tava morto, tava no inferno. Essa parte da história ninguém me explicou. Aí ele entrava de novo no elevador para ir pro céu. Chegava lá no céu, era mesmo panelão, as mesmas colheres, só que lá um pegava e dava na boca do outro e todo mundo era feliz, tava nutrido. Então é isso. Eh, eu acho que no fundo, no fundo, esse céu e inferno, como foi dito aqui várias vezes, é aquilo que a gente faz, é aquilo que a gente acredita, é aquilo que a gente constrói, tá? A outra teoria é a do unicismo, que é aquela teoria eh mais eh esotérica de que a sua alma vai voltar para um todo, tá? O hinduísmo fala muito sobre isso. Então é a história da piscina de bolinha. Se eh eu tenho uma piscina de água, eu tiro um copo de água, o copo de água tá individualizado. Se eu jogar aquele aquela água de volta na piscina, aí eh ela desaparece. aquela aquela porção de água se mistura com o resto e ela não vai mais ser uma individualidade. Agora, se eu tenho uma piscina de bolinha e pego uma bolinha, a bolinha é um indivíduo. Se eu jogar ele de volta na piscina, ele continua sendo um indivíduo. Eu posso até não saber qual era a bolinha que tava na minha mão. São todas vermelhas, mas ela continua sendo um indivíduo. Então, quando eu falo que a evolução vai me levar para um todo cósmico, eu tô falando da perda da

er qual era a bolinha que tava na minha mão. São todas vermelhas, mas ela continua sendo um indivíduo. Então, quando eu falo que a evolução vai me levar para um todo cósmico, eu tô falando da perda da individualidade. Isso também tira o sentido, tira o propósito, porque se no final das contas eu não vou virar nada, eu vou continuar, eu eu vou desaparecer como indivíduo, por que que eu vou me desenvolver como indivíduo? Tá? Essa consciência cósmica que abarca tudo, ela tira a minha individualidade e não há sentido nisso. O espiritismo fala que não, que a gente nunca perde a individualidade. Você perde o perespírito, continua sendo indivíduo, porque você vai ter um campo informacional chamado corpo mental, que vai manter a sua individualidade, tá? Então, se eu extinguir a individualidade, então eu vou perder o sentido da existência, tá? eh eu vou deixar de de existir como como ser, como inteligência, tá? Eh, e isso é igual do niilismo, é igual. Eh, eu não vejo diferença na transcendência de eu deixar de existir para fazer parte de um todo ou eu deixar de existir para não fazer parte de nada. De qualquer jeito, eu vou deixar de existir, tá? E isso eh suprime a responsabilidade, a moral e leva ao egoísmo e ao desespero. Então o que o Espiritismo considera que a alma mantém sua individualidade eternamente mesmo após alcançar os estados elevados de evolução. O André Luiz no livro libertação, ele chama isso de segunda morte. Quando você não tem mais per espírito, você atinge esferas crísticas que não tem matéria, então não tem nada para organizar em volta do teu do teu espírito para para ser perespírito, mas você continua sendo uma alma, continua sendo um indivíduo, né? E não vai haver fusão na consciência única, mas sim harmonia das leis divinas. Então, vamos tirar as conclusões finais dessa nossa pequena ilação. Eh, o Aroldo fez bullying comigo, né? Porque eu coloquei no meu livro eh reflexões de um filósofo amador, mas ele precisa ler a minha justificativa, tá? Eh, eu coloquei

ais dessa nossa pequena ilação. Eh, o Aroldo fez bullying comigo, né? Porque eu coloquei no meu livro eh reflexões de um filósofo amador, mas ele precisa ler a minha justificativa, tá? Eh, eu coloquei porque o o segundo o dicionário, o filósofo é aquele que busca a verdade e eu quero, eu busco, tá? Então, por isso que eu coloquei amador, tá? ele já foi embora, mas eu queria responder ao bullying que ele fez. Eh, então, eh, quais são as reflexões deste filósofo amador, né? A teoria do céu e inferno é uma ferramenta de controle, desprovida de lógica e baseada no medo, né? Isso é uma coisa sabidamente conhecida. O niilismo materialista é o produto da arrogância intelectual, utilizando-se de uma visão imediatista e destruidora de valores humanos, aniquilando o sentido e o propósito da vida. Então, nem a primeira, nem a segunda valem a pena, tá? O espiritismo formece uma explicação racional e consoladora da vida após a morte, valorizando a responsabilidade individual e a esperança na evolução moral. O céu e o inferno não são castigos ou prêmios eternos, mas o resultado direto da minha conduta, das minhas escolhas nesse processo evolutivo, uma lógica de justiça divina compatível com um Deus infinitamente bom e justo e nos fornece o sentido e propósito fundamentais para que a gente consiga encarar toda e qualquer dificuldade que se coloque diante de nós, tá? Então, ainda bem que eu terminei antes de acender a Porque acende a luz uma vez, depois acende outra, depois implode o, né, o, o orador. E antes de eu ser implodido, eu queria dar os meus parabéns paraa federação. Eu tô aqui, eh, vou contar outra outro segredinho. Quando eu vim de São Paulo para cá, quando eu cheguei aqui, teve uma época que eu só reclamava de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Aí um dia um espírito veio para mim e falou assim: "Você é um ingrato que você fala mal de quem te acolheu". E aí teve um congresso espírita e quando eu subi para falar, o primeiro que eu falei aqui em Campo Grande, porque quando eu morava fora, eu

m: "Você é um ingrato que você fala mal de quem te acolheu". E aí teve um congresso espírita e quando eu subi para falar, o primeiro que eu falei aqui em Campo Grande, porque quando eu morava fora, eu já tinha vindo falar aqui, mas aí eu era, eu tava fora, todo mundo achava legal. Aí quando eu passei a morar aqui, eu virei carne de vaca, né? E todo mundo e carne de vaca aqui todo mundo come, né? É tranquilo. E aí eu subi no púlpito para falar e eu olhei um monte de gente me olhando e sorrindo, eh, com uma um olhar de de acolhimento. E eu falei: "Meu Deus, eu tô cheio de amigos aqui. Eu tô cheio de almas que tão eh me ajudando a fazer o que eu tenho para fazer e eu ainda tô reclamando, né? Então, a partir desse momento, eu adotei aqui Campo Grande, o Mato Grosso do Sul, como a minha terra, né? Eh, até porque quando eu chego em São Paulo, eu tenho duas grandes alegrias. A hora que eu baixo, a hora que eu saio. Obrigado, gente. E eu aprendi a ver a beleza que a gente tem nessa terra, a beleza material e a beleza espiritual, tá? E por isso tudo eu tenho que trazer aqui o a minha gratidão. Muito obrigado.

Mais do canal