O BEM E O MAL SOFRER - Juliana Ferreira [PALESTRA ESPÍRITA]

Comunhão Espírita de Brasília 21/04/2026 (há 1 mês) 415 visualizações

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Transcrição

de viver [música] doando [canto] amor, vibrando luz, buscando a ti. >> Senhor, mesmo tão longe de atingir [canto] a [música] perfeição, aqui eu [canto] entendi qual o [música] valor dessa missão. Foi nessa casa [canto] que aprendi [música] toda beleza. Amigos, amigas, rendamos graças a Jesus pela alegria de estarmos aqui novamente sob a sua tutela e sempre com o coração aberto para o seu evangelho que tanto consolo nos traz em nossa caminhada. Hoje nós vamos fazer uma reflexão sobre o sofrimento. Lá no capítulo 5 do Evangelho Segundo o Espiritismo, nós temos uma passagem de Jesus que é bem-aventurados os aflitos. Ou seja, todo um capítulo dedicado a explicar porque nós sofremos. Será que estamos condenados ao sofrimento desde a criação? Fomos condenados a ele? Como é que eu transito pela encarnação sofrendo bem? Ou como é que eu transito escolhendo sofrer mal? Então, tudo isso nesse breve espaço de tempo que nós temos aqui, nós comentaremos. Desta vez eu não quis trazer Paulo, o apóstolo Paulo, como o símbolo da superação do sofrimento humano. Falei: "Não, vai ser pesado demais para nós. Vamos pegar alguém mais próximo da nossa experiência. Porque Paulo viveu o sofrimento como aquele que vai tomar uma injeção, sabendo que é profundamente dolorosa, mas que vai cheio de alegria, porque sabe que será curado. Então, como não estamos ainda nesse nível, nesse estágio, sigamos com algo mais palpável, mais próximo de nós. Então, lá no capítulo 5, nós temos bem e mal sofrer. O espírito nos mostra como é que eu devo encarar o sofrimento para torná-lo menos penoso. Sempre que se fala em sofrimento, nós temos que ter muito cuidado para não abraçar aquela ideia de que espírita adora fazer apologia ao sofrimento, não é? ou que nós temos uma verdadeira paixão pelo sofrimento. Não. Só que sabemos que assim como o desencarne ou a morte é algo que nos acompanha, queiramos ou não, o sofrimento também. Então, se lidarmos com essas questões mais profundas de uma maneira mais tranquila,

que sabemos que assim como o desencarne ou a morte é algo que nos acompanha, queiramos ou não, o sofrimento também. Então, se lidarmos com essas questões mais profundas de uma maneira mais tranquila, viveremos de maneira mais leve, não é? E quando este sofrimento me chegar, porque ele fatalmente chegará, não tem como ser diferente. Estamos aqui para vivenciar num corpo de carne um burilamento que o sofrimento nos oferta, não é? Reencarnamos para avançar nesse nível, no fortalecimento do nosso arcabolso moral. Portanto, vivendo a as experiências das dificuldades, de tal maneira que Emanuel nos diz que eu não construo a paz se não for no sofrimento, no nosso entendimento. Mas é interessante porque como ainda somos espíritos que estão engatinhando e por isso sofremos mais de uma maneira mais acentuada, se nós nos transpusermos para os espíritos superiores, eles também sofrem. Mas eles sofrem porque os irmãos ainda empedernidos sofrem. Só que o sofrimento para eles não tem a dimensão que tem para nós. Imaginemos, cai um cisco no nosso olho, horrível, porque trem no olho é um trem chato, muito chato. Chico Xavier conviveu com o problema dele no olho como se fosse um espinho que estivesse sempre ali apostos. E nada em relação a este assunto, nem nenhum outro fez com que ele desistisse de sua caminhada, de seu compromisso com o evangelho de Jesus, ou que o transformasse numa pessoa amargurada, num pessoa reclamona. Quando nós vamos lá no livro, em o livro dos espíritos, lá na pergunta 921, aí é como se colocassem um espinho no nosso pé, lá no nosso calcanhar. Kardec pergunta o seguinte para o espírito de verdade: "O homem será feliz na Terra quando a humanidade estiver transformada?" Isso é verdade. Quando atingirmos a nossa maioridade moral, não sofreremos mais na Terra. A Terra terá se transformado num planeta de regeneração. Então, não haverá mais sofrimento, não abrigará mais espíritos que precisam ainda trilhar o caminho da purificação. Enquanto isso não se verifica,

erra terá se transformado num planeta de regeneração. Então, não haverá mais sofrimento, não abrigará mais espíritos que precisam ainda trilhar o caminho da purificação. Enquanto isso não se verifica, pode se conseguir uma felicidade relativa, ou seja, eu posso ser um tiquinho feliz aqui na terra. Aí o espírito de verdade responde: "O homem é quase sempre o obreiro da sua própria infelicidade, praticando a lei de Deus, há muitos males se fortalecerá, forrará, perdão, e proporcionará a si mesmo felicidade tão grande quanto comporte a sua existência gross. precisa falar mais nada, não é? E é interessante também que os espíritos amigos nos dizem que a maior parte do nosso sofrimento quando estamos encarnados é decorrente desta vida presente, não é de vidas anteriores. Porque quando nos chama uma provação grande, a gente já pensa: "Vxo, tô pagando algum trem que eu fiz lá atrás". Mas os espíritos amigos nos alertam que não, que são coisas conquistadas nesta vida. Isso quer dizer que estou trilhando um caminho equivocado. Estamos trilhando, não é? E a pergunta que sempre nos acompanha é: por que que nós sofremos? Mesmo que seja uma necessidade do espírito, ele nasce com essa dificuldade, com essa necessidade. Não, nós não nascemos com essa necessidade. Nós sofremos porque saímos do caminho das leis de Deus. E por que saímos? Boa pergunta. Eu poderia assim ser bastante incisiva e dizer porque nós temos um trem chamado livre arbítrio e, portanto, eu escolho o caminho que eu quiser, não é? E nós sabemos que há espíritos, segundo nos revela o livro dos espíritos, que nunca trilharam o caminho do erro. Então, essas questões aí transcendem a minha capacidade de entender e de alcançar. E também não encontramos ainda na doutrina espírita nada que nos explique porque que isso aconteceu. Não estamos ainda em com maturidade espiritual para ouvir o que tem que ser dito. Aí eu fui buscar lá na filosofia como é que os filósofos ao longo da história do pensamento ocidental, né, porque a gente sempre fala do ocidente.

uridade espiritual para ouvir o que tem que ser dito. Aí eu fui buscar lá na filosofia como é que os filósofos ao longo da história do pensamento ocidental, né, porque a gente sempre fala do ocidente. Quando nós falamos de Jesus, estamos falando do ocidente, ainda que ele seja dirigente espiritual do planeta Terra, portanto, inclui todos os seres que aqui habitam, tá? Eu quis saber qual era a diferença filosófica e teológica sobre o sofrimento. Então, nós vamos ter filósofos que têm pequenas variantes acerca do sofrimento. Se nós pegarmos, por exemplo, nite, vai ter uma visão muito mais difícil do sofrimento do que Kirkergard, que é um outro filósofo, que ele já vê o sofrimento de uma maneira mais amena. Então nós vamos ter essas correntes aí que se distinguem por isso, mas o cerne da visão filosófica do sofrimento é que o sofrimento é uma condição e eh o sofrimento é inerente à condição humana. Então, vejamos que intuitivamente nós já sabemos que o sofrimento vai nos acompanhar, porque os filósofos eles tentam sempre se distanciar da visão teológica. Temos filósofos que são religiosos, temos, não é? Mas a filosofia ela tenta dar um um uma visão diferente da teologia. E aí os filósofos nos dizem que o sofrimento não é uma experiência a ser evitada, mas a ser compreendida. Quanto mais nós lutarmos para evitar o sofrimento, mais dispenderemos energia que poderia ser usada para quando ele chegasse, não é? E aí entra a passagem do Evangelho de Mateus, a passagem da palavra de Jesus, quando ele nos diz: "A cada dia basta o seu mal. Vivamos o momento, o que estamos agora ultrapassando. O futuro a gente vai viver quando ele se tornar presente do ponto de vista desta experiência com o sofrimento. Os filósofos também nos dizem que a dor nos torna mais conscientes da nossa existência, sendo necessário encontrar sentido da dor para suportá-lo, para suportá- suportá-la, para suportar a dor. Então, eu preciso entender que a dor, que o sofrimento é terapêutico. Por mais que nós queiramos

ndo necessário encontrar sentido da dor para suportá-lo, para suportá- suportá-la, para suportar a dor. Então, eu preciso entender que a dor, que o sofrimento é terapêutico. Por mais que nós queiramos espernear, não adianta. É terapia, é ação de Deus na nossa corrigenda, como o bom pai que é não quer ver os seus filhos transitando por caminhos que são perigosos. A teologia ela pega a mesma vertente, o mesmo pensamento acerca da dor. Ela diz que o sofrimento não é um erro divino, até porque não seria. Como Deus é perfeito, não haveria erro. Aí não é. fala também que é parte da condição humana a teologia e consequência entre esta relação, né, desta relação ou desta relação entre Deus e a humanidade. E de fato é porque se eu me distancio das leis de Deus, eu estou mais suscetível ao sofrimento, porque eu preciso corrigir a rota. Então a o sofrimento ele é uma correção de rota. Vocês vão falar: "Eu nunca vi nada mais lindo sobre sofrimento". Não é? Parece até que é bom sofrer. Não, não é bom sofrer. Não é. Mas eu posso encarar o sofrimento de maneira diferente. Tem muitas pessoas que gostam do tal do chá de boldo para quem tem problema de estômago. Aquilo ali a gente melhora porque o trem é tão ruim, tão ruim, que a gente tem medo de precisar de novo do chá de boldo. Então eu melhoro com o chá do boldo, não é? Ou seja, eu me utilizo de algo que é horrível porque e olha que eu gosto de coisa amarga, eu gosto de giló, eu gosto de gariroba, que é aquele palmito amargo que goiano gosta muito. Eu sou menina, mas adoro. Não gosto de jurubeba porque é um amargor diferente, mas não gosto do tal do chá de bo, nem posso porque sou alérgica. Então, olha só, eu tomo, eu aceito tomar aquele trem que faz eu ir e voltar ao céu ou a regiões diferentes, porque eu sei que eu vou melhorar ou que eu posso melhorar e eu não quero continuar naquele mal-estar. Então o remédio ele é amargo, mas pode ser eficiente. Aí eu decidi trazer Santo Agostinho. Não está no meu patamar, não é? Santo Agostinho

eu posso melhorar e eu não quero continuar naquele mal-estar. Então o remédio ele é amargo, mas pode ser eficiente. Aí eu decidi trazer Santo Agostinho. Não está no meu patamar, não é? Santo Agostinho tá lá na frente, mas já tá mais plausível para nós, mais que Paulo, que o apóstolo Paulo, que nos diz que não existe sofrimento, existe aprendizagem. Ou seja, para Paulo nem existe sofrimento, é só um processo mesmo de aprender. Santo Agostinho nos diz que o sofrimento não é um fim em si mesmo. E não é, claro, porque senão nós estaríamos sempre sofrendo, né? Ele é apenas o meio pelo qual nós chegamos a um burilamento. Vou chegar de qualquer maneira. Mas eu posso demandar, quando eu vivo o mal sofrer, eu posso demandar um esforço muito maior do que se eu escolher o bem sofrer, não é? Ele diz mais, diz que é um instrumento pedagógico e providencial que Deus permite para educar a alma, ou seja, o espírito, a alma dentro de o livro dos espíritos. A definição de alma é o espírito encarnado, né? somos nós que tem como como objetivo corrigir o orgulho e e conduzir ao verdadeiro bem. Então ele nos mostra que a dor é um instrumento de purificação. O sofrimento serve para isso. Então o cadinho, não é, que é aquele copinho pequeninho que tem em laboratório, ele é o sofrimento, ele é o instrumento, perdão. Nós somos colocados ali dentro e levados para uma um forno que se chama mufla, que atinge mais de 600º. E ali nós somos purificados, não é? E viramos o quê? Essência. Esta é a função do sofrimento. Passaremos quase todos pelo cadinho da dor, do sofrimento, mas sairemos infinitamente mais preparados para crescer espiritualmente. E aí, Santo Agostinho nos pergunta o seguinte: qual é o o sentimento que habita meu coração quando eu sofro? É de revolta ou é de rendição e confiança? Essa pergunta vocês vão levar como dever de casa. Nós vamos levar: Qual é o sentimento que me habita quando eu sofro? Eu observo no atendimento fraterno que quando as pessoas passam por provações acerbas, elas se distanciam do

var como dever de casa. Nós vamos levar: Qual é o sentimento que me habita quando eu sofro? Eu observo no atendimento fraterno que quando as pessoas passam por provações acerbas, elas se distanciam do pai. Este é o mal sofrer, não é? Porque o mal sofrer ele me traz o quê? revolta, desespero e eu tenho a tendência de culpar a Deus pelo meu sofrimento. Poxa vida, por que que tinha que ser comigo? Podia ser com qualquer outro, mas por que que tinha que ser comigo? Por que que eu preciso passar por esse sofrimento? Me diga aí. A pessoa fala assim: "Me diga aí, por que que eu preciso passar por isso?" E aí a pessoa enumera uma série de sofrimentos legítimos pelos quais ela tem passado e diz assim: "Será que Deus não podia ter me dado pelo menos um fôlego?" Reparemos, quando eu me queixo de sofrimentos sucessivos, eu vou me queixar de um único sofrimento, porque eu não entendi ainda que o sofrimento é mudança de rota, é necessidade de aprimoramento. E eu me esqueço ou eu deixo temporariamente escondidinho ali standby, que o sofrimento é oportunidade para crescer. Se eu não vejo o sofrimento desta forma, eu estou escolhendo o mal sofrer, segundo nos revela o Evangelho lá no capítulo 5. E aí eu tenho degraus que caracterizam o mal sofrer. Vamos ver se nós nos encaixamos nisso aí. Nós que sofremos, todos nós que sofremos, podemos estar num momento em que não estejamos sofrendo, mas já sofremos e iremos sofrer, não é necessariamente. Primeiro, a revolta. Que que é me revoltar com o sofrimento? é reagir a ele com perturbação e queixa, o que faz com que eu fique com o coração amargurado. Acompanhei meu pai mais de 5 anos em internações sucessivas e depois a minha mãe uns três mais ou menos em internações sucessivas, inclusive UTI. E eu observava que os médicos tinham uma dificuldade enorme de lidar com pacientes queixosos. E eles diziam que os pacientes mais difíceis são aqueles que se rebelam com sofrimento. Por quê? Porque eu me fecho para o socorro não só espiritual, mas também para a eficácia

om pacientes queixosos. E eles diziam que os pacientes mais difíceis são aqueles que se rebelam com sofrimento. Por quê? Porque eu me fecho para o socorro não só espiritual, mas também para a eficácia das medicações que me são ministradas. Então eu preciso me preparar para sofrer sem revolta, enfrentando com coragem, com disposição, com bom ânimo e com aceitação, porque aquilo que me chega é o que me cabe. O sofrimento de vocês não vai bater na minha porta e nem o contrário. Então, se me chegou, não é? Há pessoas, eu já eu sempre cito aqui o caso da Rosiane Sarnei, que está na 10ma expressão do câncer e ela aceita, ela tem uma visão diferente da nossa, porque ela é católica. Então ela diz assim: "Eu não entendo por porque eu preciso passar por tantos cânceres, mas eu aceito." E ela não fala de morte, porque também na fé católica não se lida muito com a morte. Nem nós que somos espíritas queremos lidar com esse assunto, não é? Mas ela não se revolta. Eu a vi recentemente lendo uma reportagem com ela, uma entrevista comparada a última terapia, a a última químia, ela dizendo que foi muito difícil, mas muito difícil. Ela não parece que passou pela quimioterapia muito difícil. Vejam o que é a fé, o que é a aceitação. Uma mulher que teve poder temporal, poder humano no estado do Maranhão, herdou esse poder do pai, não é? Ou seja, era uma oligarquia, mas nem por isso ela conseguiu debelar aquilo que lhe cabia como experiência de enfermidade. Ah, Juliana, mas ela tem os melhores tratamentos. É verdade, mas não muda o que a quimioterapia traz, gente. Hoje o serviço público de saúde tem o mesmo, a mesma medicação que é usada no serviço público de saúde, é usada nos hospitais particulares. Recentemente acompanhei uma pessoa conhecida que desencarnou no tratamento no Santa Lúcia. no tratamento oncológico é a mesma coisa. Então, o sofrimento tem também esse essa didática. Ele nos iguala. E aí eu saco eu posso ter 1 bilhão na minha conta, mas eu não venço a morte. Não venço, não é? Eu não vou ficar imune

a mesma coisa. Então, o sofrimento tem também esse essa didática. Ele nos iguala. E aí eu saco eu posso ter 1 bilhão na minha conta, mas eu não venço a morte. Não venço, não é? Eu não vou ficar imune à terapia de quem tem câncer. Vou sofrer como aquele que tá lá passando por situações difíceis. >> Depois os espíritos nos dizem que o desespero leva à perda da esperança e aí a pessoa se entrega à desilusão e a descrença. E aí o que que acontece com essa pessoa? Ela morre mais rápido, mesmo não querendo morrer. Porque pacientes terminais não querem morrer. Não querem. Não é isso? Faz parte do nosso instinto. E se eu fico sem esperança, e nós já dizem, dissemos aqui inúmeras as vezes que a esperança não é a última que morre, porque ela não morre. A esperança nos acompanha como algo inerente ao espírito que é imortal. E aí eu me entrego. E o que poderia surtir efeito? e curar uma doença pensada como incurável não vai acontecer. Depois vem a mais grave de todas as consequências do mal sofrer, a transferência de culpa. E só tem um responsável quando eu passo por uma aprovação muito dura. É Deus. Já que eu não posso culpar meu marido, minha mãe, meu pai, como é que eu vou culpar alguém até um desafeto por um câncer que eu tenho? Não é, não posso. Então eu preciso culpar quem? A Deus. E aí eu fujo de algo que é inerente ao processo do sofrimento, que é a consequência. O que que é o sofrimento? a consequência de equívocos cometidos que precisam ser reparados. É isso. Eu posso pass eh eh reparar só pelo sofrimento? Não, nós já falamos sobre isso. Eu posso reparar também pelo amor. Mas quem de nós aqui que é o ônus de ser uma Madre Teresa de Calcutá, um Chico Xavier, um Gand, um Divaldo Franco? A gente só quer o bônus, não é? E tantos outros que estão aí lutando para fazer deste planeta um mundo melhor. E como é que a gente vive o bem sofrer? Porque também não ia vir aqui desfilar esse rosário de queixas sem mostrar o que o evangelho de Jesus nos oferta como saída para o sofrimento.

um mundo melhor. E como é que a gente vive o bem sofrer? Porque também não ia vir aqui desfilar esse rosário de queixas sem mostrar o que o evangelho de Jesus nos oferta como saída para o sofrimento. Não sair do sofrimento na saída para o sofrimento. Olha a diferença. Então, primeira coisa, o bem sofrer é eu aceitar com resignação, sem revolta aquilo que me chega, tornando o sofrimento uma ferramenta de aprendizagem espiritual, de evolução. Tá duro, tá. Puxa vida, essa dor que me consome, eu não durmo, eu não consigo me alimentar. Tá difícil, tá? Tá muito difícil, mas é meu. Não é da enfermeira, não é do médico, não é meu, do meu acompanhante, é meu. OK, Jesus é meu. Tô abraçando isso aqui agora, mas me sustente, me ajude. E aí eu preciso ter esta resignação ativa. é não tornar mais difícil o tratamento, é facilitar as coisas, não é? Eu eu tô fazendo um tratamento que eu tenho que tomar uma injeção na veia uma vez por semana. Ô meu Deus, pense no cabra ruim para pegar veia, gente. E só tem ele. E eu tenho veia de criança. É a única coisa de criança, porque o resto tudo já é de idoso. Mas eu tenho veia de criança. Ele me deu uma furada aqui que eu levei quase três semanas para melhorar. Quando eu cheguei lá, na semana seguinte, a primeira, ele falou: "Quem fez isso aqui com a senhora?" "Fui eu". Falei: "Você mesmo?". Ele falou: "Foi mesmo?" Ô coitada. Ele foi, furou aqui, mas doeu, mas doeu. Aí eu digo para ele, olha, eu sou muito mole para dor e de fato sou, mas ele é muito ruim para pegar veia. Pensei em reclamar, falei: "Não vou fazer isso porque já tem ele na clínica. Vou fazer para quê? Eu tenho que fazer o tratamento. Então o que eu posso fazer? Eu já faço quando eu entro lá na clínica. É Jesus, dai-me coragem. Não dá-me força não, porque senão eu acerto ele. Me dê coragem porque eu vou ficar três meses indo lá, uma vez por semana. Tudo bem? Tem gente que tá numa situação infinitamente pior que a minha. Infinitamente. Então, a resignação ativa é isso. Tenho

e dê coragem porque eu vou ficar três meses indo lá, uma vez por semana. Tudo bem? Tem gente que tá numa situação infinitamente pior que a minha. Infinitamente. Então, a resignação ativa é isso. Tenho que tomar a inação, tenho uma vez. É, então eu vou lá no dia, bebo muita água que dizem que é bom para melhorar a aveia, converso com ela, amiga, por favor, facilita aí o caminho, não é? Imaginem quando eu ficar velha de vez, como é que vai ser para pegar minha veia? Nem penso, quero nem pensar. Depois, o bem sofrer, fé e confiança. Não é só fé na melhora, porque nem sempre a melhora vai chegar. do ponto de vista deste mundo, porque a melhora espiritual ela virá de qualquer maneira, não é? Mas eu preciso ter fé na melhora e confiança no sentido de entender que todo o auxílio de que eu necessito está ali invisível, mas por meio dos prepostos de Jesus. E aí eu me apego a quê? A oração pode ser só conversando com Jesus e até dizendo para ele: "Mas moço, o trem tá difícil demais, me ajude. Não precisa aquelas orações bonitas, não. Só dizer para ele: "Ô, mestre, eu sei que é meu, mas eu confesso que eu estou fragilizada, não é? O objetivo do sofrimento, nós já sabemos, é a evolução espiritual. E falar uma, eu quero falar um trem aqui para vocês que eu detesto ouvir, mas que quanto mais eu ouço, mais eu me convenço de que é verdade. O fardo nunca é superior às nossas forças, não é? Imaginem, vocês estão lá na academia, porque eu sei que todos vocês fazem exercício para envelhecer bem, pelo amor de Deus. Aí a gente chega lá, nós mulheres pegamos com um esforço sobre 20 kg de cada lado, lá do Eu não pego não, viu? É só tô aqui fantasiando, não é? Não pego não, não dou conta. Então aquele esforço ali tem um sentido, não é? Eu preciso fortalecer os meus músculos, porque quando eu envelhecer eu não vou contar com a ajuda amorosa dos ossos, não vou só com os músculos. Aí veio o cabra porque Deus fez homem para ganhar músculo. Assim, o homem só de meditar ganha músculo. Nunca vi nada parecido. Aí o cara vem do

m a ajuda amorosa dos ossos, não vou só com os músculos. Aí veio o cabra porque Deus fez homem para ganhar músculo. Assim, o homem só de meditar ganha músculo. Nunca vi nada parecido. Aí o cara vem do seu lado e pega 60 kg de cada lado. Aí você pensa: "Tudo bem, tudo bem. Na outra encarnação ele vai ver. Eu vou pegar 80 e ele vai pegar cinco, não é? Então, essa capacidade que nós temos de transformar o que é ruim em algo que nos alavanque, que nos mande paraa frente. E aí nós precisamos enfrentar com coragem, sem desânimo e usando a prece como apoio. Se precisarem de alguém que é especialista em acompanhamento em hospital, contem comigo. Não sou formada. Só na prática, quando nós temos pais que envelhecem sem saúde, ficamos exper, né, ou experts em acompanhamento no hospital. E eu confesso que nas últimas nos últimos momentos eu já ia para lá alegre, sabia que o meu pai já não ia voltar mesmo, minha mãe já não ia voltar mesmo. Levava um livro daqueles bem esperançosos, espíritas, sabe? Tipo, há 2000 anos que Jesus aparece lá para para públo. Aí você pensa: "Ai, meu Deus, eu tenho certeza que Jesus vai aparecer para mim também". Então, façamos amizade com o sofrimento, porque ele tá aqui, ele não vai largar do nosso pé. E aí, como nós estamos no outono, né, que é a estação do recolhimento, as aves, as árvores perdem as folhas, as avens se recolhem. É uma estação de introspecção, de encontro comigo mesma. Eu achei um poema lindo, gente, mas lindo, que é assim, ó. A espiritualidade, ela vai, quando você tem o tema já definido pela própria espiritualidade, ela vai te levando. Então, a poesia é do Kennedy Lazari ou Lazari, não sei, fala assim: "Chegou o cair das folhas, o tempo fica ameno, o vento venta sereno na estação das escolhas." É outono. O brilho caiu no sono. As flores e árvores dormirão na estação da solidão. Não fiques tristes. Olha, olha bem. Saberás que o brilho ainda existe e chegará no tempo certo. O brilho está tão perto. Reparaste no teu olhar e no teu coração a pulsar,

rmirão na estação da solidão. Não fiques tristes. Olha, olha bem. Saberás que o brilho ainda existe e chegará no tempo certo. O brilho está tão perto. Reparaste no teu olhar e no teu coração a pulsar, na cor das tuas palavras, na imensidão das tuas asas? Que não tem asas? Já experimentaste então sonhar? Pois voaste no vasto céu do universo quando escolheste de verso a inverso abrir a tua alma e amar. Não há outono que derrube o florescer do coração. Não há outono que não deixe de ser verão. E se o inverno chegar, a gente espera. Logo logo é primavera. Levemos o nosso pensamento até Jesus, esse mestre tão amoroso que tanta alegria nos traz, que nos consola com a sua palavra quando estamos em sofrimento, que nos convida a estar junto dele, não é? Vinde a mim todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, e eu vos aliviarei ali junto de nós, pedindo a ele que nos fortaleça, que nos mantenha de pé sempre que a adversidade nos chegar, mas que ele também sempre nos lembre que depois do outono a primavera chegará e que tudo florescerá numa nova numa nova dinâmica. da vida eterna. Que Jesus os leve de segurança a seus lares e que na próxima sexta-feira que estejamos felizes por ter Jesus ao nosso lado. Glória a Deus das alturas, paz na terra a toda a humanidade. Fiquem com Deus. Sejam bem-vindos à nossa sala de passe virtual da comunhão espírita [música] de Brasília. O passe tem como finalidade auxiliar a recuperação física, mental e espiritual, substituindo os fluidos deletérios por fluidos benéficos. Durante o passe, [música] temos uma troca de energias físicas, mentais e espirituais, guiadas pelo [música] melhor sentimento, que é o amor. Essa energia amorosa auxilia no reequilíbrio dos pensamentos e emoções, [música] restabelecendo a harmonia íntima. Assim, deve ser utilizado quando sentir necessidade [música] ou até que se sinta reequilibrado. Nesse momento em que daremos início à aplicação do paz, pedimos [música] que em um ambiente tranquilo você se coloque de forma confortável,

ntir necessidade [música] ou até que se sinta reequilibrado. Nesse momento em que daremos início à aplicação do paz, pedimos [música] que em um ambiente tranquilo você se coloque de forma confortável, fechando os olhos, respirando de maneira tranquila e serena, para que assim possamos sentir a presença do nosso Deus de amor, Senhor da vida e da misericórdia. Entrando em sintonia com o [música] nosso mestre e amigo de todas as horas e com os mentores espirituais [música] dessa casa, rogamos que nesse momento desça sobre nós todos os fluidos salutares e benéficos necessários [música] ao reequilíbrio do nosso corpo físico, mental e espiritual. Senhor [música] meu Deus, permita que os bons espíritos que me cercam me auxiliem nos momentos [música] de dificuldade. Que eu tenha a força necessária para continuar a caminhada [música] no sentido do bem, do amor e da caridade. Traz, Senhor, a cura para os males do corpo e da alma. Mas se não for o momento, traz o refrigério necessário para que eu continue a caminhada. Que nossos amigos espirituais possam visitar os nossos lares, abençoando a [música] cada um que lá se encontra, trazendo a alegria de viver, a paz, a harmonia e [música] que cada um possa colocar o amor do Mestre Jesus em seus corações. e também [música] os mentores espirituais possam visitar os nossos ambientes de trabalho, [música] levando a cada canto a tranquilidade, a fraternidade e a serenidade. [música] Que [música] esses bons fluidos se estendam para cada um de nós, amigos e familiares, trazendo o conforto que tanto desejamos. [música] a coragem e a fé para continuarmos [música] à nossa estrada da vida. Estamos chegando aos momentos finais de nosso passe. Faremos [música] então a oração que o mestre Jesus nos ensinou. Pai nosso que estais no céu, santificado seja o teu nome, venha a nós o teu [música] reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no [música] céu. O pão nosso de cada dia dai-nos hoje. Perdoa as [música] nossas dívidas, assim como perdoamos aos que nos devem. Perdoa

u [música] reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no [música] céu. O pão nosso de cada dia dai-nos hoje. Perdoa as [música] nossas dívidas, assim como perdoamos aos que nos devem. Perdoa as nossas ofensas, assim como perdoamos aos que nos ofendem. Não nos deixes [música] entregues à tentação, mas livra-nos do mal. E nesse momento, calmamente, vamos abrindo os nossos olhos, retornando ao nosso ambiente com paz e vibrações fraternais. E agradecidos que somos [música] ao nosso mestre Jesus e aos mentores espirituais desta casa, damos graças [música] a Deus, [roncando] graças a Jesus e assim seja.

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