Live 23 - Afinal, somos os espírito no tempo? Christiane Drux, Jorge Elarrat e Ivana Raisky
Live 23 – Afinal, somos o Espírito no tempo? Facilitadores: Christiane Drux, Jorge Elarrat e Ivana Raisky O estudo das obras: Afinal, quem somos – Pedro Granja e O Espírito e o tempo – Herculano Pires será realizado quinzenalmente, terças-feiras às 21h30 Link para os vídeos apresentados na live: https://drive.google.com/drive/folder . PDF da obra: Afinal, quem somos? Capítulos: https://drive.google.com/drive/folder . Gráfico do Elarrat: https://drive.google.com/drive/folder 🎙️ Novo na transmissão ou querendo melhorar? Confira o StreamYard e ganhe $10 de desconto! 😍 https://streamyard.com/pal/d/5053460718813184
Ah. Oi, gente, boa noite. Alegria nós estarmos juntos aqui de novo. Muito boa noite, Cristiane Drux. Boa noite, Jorge Larrá. Como estamos? Tudo certo, alegres de estarmos aqui, né, Jorge? Com certeza. Para mais um episódio da nossa série que muito nos alegra, né? A gente hoje vai se debruçar sobre Herculano Pires, né? ficamos eh excepcionalmente assim em caso de exceção, sobre um capítulo e a gente comentava isso, né, Ivana e Jorge nos bastidores aqui antes de entrar. É um capítulo, mas é um senhor capítulo, né, em termos de eh conteúdo, de riqueza de conteúdo, né? Esse capítulo é demais. Eh, só pra gente orientar, deixa eu só pegar minha cola aqui do capítulo que tá aberto aqui na tela. Capítulo dois do Espírito Tempo. Isso. Ruptura dos arcabolsos religiosos. É fantástico. Eh, vamos dar boa noite para todo mundo que tá aqui já. Quanto recadinho bacana que nós já temos aqui no nosso chat. Sejam todos muito bem-vindos. E claro, né, daquela forma que vocês já sabem, à medida que a gente vai conversando aqui sobre o capítulo, vocês vão conversando daí, vão colocando os seus comentários, as suas dúvidas e aí nós vamos interagindo, que isso é o que é o mais gostoso aqui do nosso estudo, não é? Mas hoje, então, pensando, né, nesse capítulo riquíssimo de Herculano Pires, quem quer começar? Posso posso começar? E daí a gente vai caminhando. Eh, nos nossos capítulos anteriores, nós estivemos vendo as várias doutrinas antigas que aconteceram nos vários povos e depois nós entramos no cristianismo e começamos a ver a mensagem cristã. Na última live nossa, a gente estava exatamente debruçado sobre a história do cristianismo e esse processo que ele atravessou durante o período, principalmente da Idade Média e da Idade Moderna. E nesse capítulo segundo que Herculanos abre a segunda parte do livro dele, né, que a gente estava vendo as discussões sobre na última live, a gente estava vendo, afinal quem somos, vendo lá a parte do do cristianismo, da parte do catolicismo no na visão
parte do livro dele, né, que a gente estava vendo as discussões sobre na última live, a gente estava vendo, afinal quem somos, vendo lá a parte do do cristianismo, da parte do catolicismo no na visão do do Pedro Granja. Então, a gente tá voltando para o texto do Herculano e vendo uma parte da história que é muito importante na história do cristianismo, porque é uma é uma divisão muito severa que o cristianismo experimentou ali no século X. Só que ele não vai falar só do século X, ele vai fazer todas as construções do processo de eh enfraquecimento da ideia de uma religião única e a ruptura que vai se dar aí nesse período com vários pensadores que existiram nessa época. E é muito interessante nós observarmos que esses pensadores, eles não estão na Europa Ocidental, eles não vêm de Portugal, não vem da Espanha, não vem da da França, que é a parte mais ocidental da Europa, aonde havia um maior h fanatismo religioso, a intolerância religiosa era muito grande. é conhecido a a Inquisição espanhola pela rigidez que ela teve, como também é conhecida a a violência da Inquisição e das lutas religiosas. Eh, na França, aonde nós tivemos a noite de São Bartolomeu, nós tivemos vários incidentes mostrando as polarizações religiosas que existiam por ali. Então, esses grandes pensadores que nós vamos ter a oportunidade de conversar um pouco sobre eles hoje, eles não vêm dessa região, eles vêm do entorno disso. E nós temos um um primeiro nome assim que de certa maneira é quem starta toda essa discussão, que é um inglês chamado John Wickfle. Wifliff. John Wicklify, ele era um teólogo, ele era um filósofo que é anterior a todas essas discussões. Ele é ele é contemporâneo de Francisco de Assis, só que ele é inglês e ele também está questionando a igreja nesse período. Assim como Francisco vai questionar a igreja da forma dele, o Iclif também vai questionar a igreja na forma dele. Só que como ele é um teólogo, um homem de letras, ele escreve, ele discute as coisas, ele argumenta com em textos e
tionar a igreja da forma dele, o Iclif também vai questionar a igreja na forma dele. Só que como ele é um teólogo, um homem de letras, ele escreve, ele discute as coisas, ele argumenta com em textos e ele ele é inclusive bem anterior à figura de Henrique VII, que iria fazer a ruptura com a Igreja Católica, né? Henrique VII, ele ia criar o o anglicanismo, que é a religião específica que existe na Inglaterra. Na época de Wiklif não era assim. A religião que tinha ainda era a católica como hegemônica naquela região toda. E ele é um crítico muito muito feroz das ideias da igreja e começa a escrever sobre isso. E ele vai produzir um texto que vai ser chamado de as 45 teses de Wlif. Esse texto chamado as 45 teses dele é uma é uma coisa extremamente de vanguarda pro período, porque ele decide pegar as 45 contestações que ele tinha e divulgar. Disse: "Olha, eu acho que tem 45 erros na forma como a igreja trabalha". Interessante que ele não completa 50. Se fosse eu, eu tinha criado mais cinco só para fazer um número redondo. Ele vai fazer 45 e Lutero, que vai fazer depois as 95 não faz 100. Eu se fosse o Lutero tinha botado mais cinco e feito arrendoldado as 100 teses. Não são 95 tes Lutero e o Iclif vai fazer as suas 45 teses. Só que ele está num período que é chamado período da pré-reforma. é um período no qual eh as a igreja ainda tem muita força. É um período de muita força da da Inquisição, ela tem eh muita muita capacidade de realização do controle sobre a sociedade. Mas na Europa Oriental ele ela tem menos força. A Europa Oriental ela tem menos sujeição ao interesse religioso da época. Então, quando as ideias de Wiklif ela se espalham, vai aparecer no século seguinte, uns 100 anos depois, um cara que vai ficar apaixonado pelas ideias dele e vai ser o grande defensor e o grande divulgador das ideias de Wiklif, que é John Rose. Só que ele já vai estar na República Checa, enquanto quef já é do século X ali, daquele período mais para trás, né, que ele ele ele ele vive integralmente no período do
ias de Wiklif, que é John Rose. Só que ele já vai estar na República Checa, enquanto quef já é do século X ali, daquele período mais para trás, né, que ele ele ele ele vive integralmente no período do século X e ele, portanto, não vê nem o ano 1400. Ele vai desencarnar antes disso. Ele ele nasce 1328, vai desencarnar 1384. Quer dizer, ele já ele vive na janela do século XI, que é um século de muita intolerância. é o século onde a Inquisição chega num ponto assim bastante crítico, é quando ela é deflagrada, na verdade. E então em Praga, na capital da República Checa, bem depois, John Russe vai receber essas notícias e vai dar razão a tudo aquilo que Willyf falava na Inglaterra. E aí ele vai ser uma espécie de continuador do pensamento de Wilf. Ele vai continuar isso, só que ele vai se dar mal do ponto de vista de perseguição. João Russo vai ser muito perseguido. Eu tive a oportunidade de ir no lugar aonde ele foi sacrificado. Eu estive na prisão dele. Ele ele começou a pregar na República Teca e ele é chamado para prestar quanto? Porque ele era religioso, ele era sacerdote. E ele pega as 45 teses do Willyf e prega na igreja dele. A mesma coisa Lutero faria, só que Lutero faria suas 95 e pregaria na porta da igreja. Ele pega as teses de WF e prega na igreja e começa a questionar, a falar sobre isso e isso gera um desconforto danado, muito grande. Então, eh, as autoridades religiosas chamam, porque ele era sacerdote, para que ele venha para dar testemunho para o conselho do que ele tava falando. Então, tem um prédio lá na cidade de Constância, na Alemanha, aonde aconteceu o concílio. estive lá. É um prédio bem grande, aonde ele foi chamado da República Checa para dar o seu depoimento, pois ele foi, você acredita? Ele foi, ele foi defender a tese dele e o que que aconteceu? Ele chegou lá, ele foi considerado culpado, foi preso próximo do lugar onde era o conselho, ele foi preso. É um um tipo assim, um mosteiro. E eu estive lá no lugar onde ele foi, onde ele esteve preso. Ficou 2 anos preso, 2 anos
iderado culpado, foi preso próximo do lugar onde era o conselho, ele foi preso. É um um tipo assim, um mosteiro. E eu estive lá no lugar onde ele foi, onde ele esteve preso. Ficou 2 anos preso, 2 anos isolado da sociedade ali, sem ter contato com ninguém. E aí em 1415 é que ele sai da cadeia para ser incinerado. Ele vai ser queimado vivo. Então as pessoas retiram John Russo da cadeia, levam esse cara para uma praça. Hoje essa praça ela tá num local bem central, mas a época era um um ponto assim mais afastado da cidade. Ali ele é amarrado a um tronco e eles tocam fogo nele vivo ali e ele desencarna cantando hinos. Ele desencarna cantando hinos e a ideia dele não prospera porque eh ele é perseguido e é logo dito o seguinte: "Olha, quem brincar com essa história, nós vamos matar. Vocês não vão mexer com isso, para que não houvesse reforma no pensamento da igreja. E aí a gente vê o quanto nós éramos intolerantes, porque nós pegávamos uma pessoa que pensava diferente de nós, botava a pessoa na fogueira e queimava. Uma autoridade danada, né, Ivana? Autoridade incrível que você pega uma pessoa, não, ele pensa diferente de nós, então mata-o mata o que pensa diferente. Então ele é morto. Ele é morto e simplesmente aquelas ideias elas ainda ficam por ali. Logo depois tem Jerônimo de Praga que acontece a mesma coisa com ele e é incinerado no mesmo lugar do primeiro no ano seguinte. E a coisa fica parada por um tempo até que a gente vai ter a figura de um outro padre agora já na Alemanha, não na República Teca. Constância, que é a cidade onde ele foi julgado, é na Alemanha, é bem na fronteira com a Suíça. Fronteira mesmo. Você atravessa assim pouquinhos quilômetros, você tá na outra. E e aí lá na Alemanha é que vai surgir a figura de Martinho Lutero, que vai seguir a mesma ideia, como se fosse um pensamento reformista que navegava na Europa de lugar para lugar, estava na Alemã, estava na Inglaterra, foi pra República Checa e depois foi pra Alemanha. E aí já é virada do século XV
mo se fosse um pensamento reformista que navegava na Europa de lugar para lugar, estava na Alemã, estava na Inglaterra, foi pra República Checa e depois foi pra Alemanha. E aí já é virada do século XV para o século X, quando essas ideias estão pegando o corpo na cabeça de de Lutero. E ele então vai dar cumprimento às ideias da reforma protestante. E aí que que ele que que ele apresentou, que que ele tinha que era interessante eh para justificar essa mudança? a imprensa, os outros não tinham a imprensa para divulgar sua ideia e ele tinha. Então isso foi o grande triunfo que ele possuía. E nessa leitura, quando Herculano Pires começa a trabalhar esse texto mostrando as transformações, ele vai comentar, não é, Cris, de dois dois conceitos interessantes que são a religião estática e a religião de mantigão dinâmica, né? Como é que é isso? É, eh, eh, Herculano foi magistral, né, Larra, Ivana, e amigos, nessa consolidação desse capítulo, porque é um capítulo que nos oferta transição, a transição ao que a gente viu até agora, né, do poder medieval, o poder religioso na Idade Média, ali em um amálgama, um binômio bastante sólido entre a igreja e a os reinos, né, os reinados, a política e a igreja agindo juntas eh numa hegemonia sobre os territórios e sobre as mentes e os corações humanos. exercício de poder. Então, quando o Herculano nos apresenta o capítulo de hoje, ele vai nos apresentar várias argumentações que foram ocorrendo sob a chancela espiritual, né? Porque isso a gente já fala, a Ivana não tava com a gente na temporada passada, mas a gente sempre sublinha isso, que sempre tem um planejamento estratégico superior, coordenando essas evoluções, coordenando esse aprimoramento no entendimento ao ao religioso, no tocante ao religioso. Então, como é que como é que a gente pode impulsionar esse homem espiritual, né? Como é que a gente pode impulsionar para a humanidade encarnada o verdadeiro entendimento do que seja a religiosidade, essa religiosidade que Jesus veio exemplificar?
sionar esse homem espiritual, né? Como é que a gente pode impulsionar para a humanidade encarnada o verdadeiro entendimento do que seja a religiosidade, essa religiosidade que Jesus veio exemplificar? E aí eu acho magistral quando o Herculano começa a fazer a construção dessa passagem, a construção dessa ponte de transição entre períodos, né, onde essa ideia vai se maturando. Então, eh, Herculano chega a recuperar no capítulo o que ele nos falava sobre o horizonte profético. E dentro desse horizonte profético, a gente vai ter lá atrás, né, os profetas, as escrituras sagradas, o judaísmo, né, arraigados ali a questão da letra. E aí ele fala que o homem, a partir do horizonte profético, ele ganha com a presença do Cristo a dinâmica de um horizonte espiritual. Ali naquele momento do testemunho de Jesus, do momento da boa nova, o homem já ganha esse impulsionamento dessa perspectiva de poder agir e poder enxergar e poder se relacionar com a espiritualidade e com o Deus. Que o judaísmo nos entrega isso, a ideia monoteísta de um horizonte espiritual. Só que esse horizonte espiritual, e eu tô fazendo agora uma linha do tempo, só pra gente depois engrenar na questão do contributo do protestantismo e como isso se consolida uma fonte para a chegada do espiritismo, que vai ser o nosso próximo assunto nas próximas lives. Então, quando a gente chega na Idade Média, esse horizl está em latência, ele já é viável, ele já é possível, porque Jesus esteve entre nós e nos apontou o caminho. Só que a a igreja medieval, ela acriola os conceitos, ela mordaça a verdadeira fé e o sentimento de religiosidade. E aí é que ele fala, ela nessa questão da religi da religião, não é nem da religiosidade, ele usa essa expressão religião estática. E a proposta do mundo espiritual é fazer uma alteração, uma progressão dessa religião estática da Igreja da Idade Média, dos símbolos, dos ritos, da usurpação da crença alheia com a finalidade de adquirir poder. Então, e esse era o modos operante da igreja
uma progressão dessa religião estática da Igreja da Idade Média, dos símbolos, dos ritos, da usurpação da crença alheia com a finalidade de adquirir poder. Então, e esse era o modos operante da igreja medieval, né? amordaçamento da verdadeira religiosidade e o uso indevido da religião como instrumento de poder, como instrumento de barganha. Inclusive a gente vê na questão dos reinados, eh, sempre a política humana se mcuindo com o sentimento religioso e a depender do da crença daquela família imperial, eh esta crença ela evoluía ou não? E isso aconteceu justamente entre a a força papal na Europa da Idade Média e Henrique se consolidou como um grande monarca impulsionador do protestantismo, né? Porque ali houve acordo, né? Eu te apoio, eu te apoio na na consolidação do seu império britânico, né? Mas ao mesmo tempo nós queremos eh poder desenvolver a ideia do luteranismo na Inglaterra. E a mesma coisa acontecia nos reinados italianos com a força papal, né? Nós te apoiamos, mas nós queremos. Falamos, eu acho que na última edição, na última live dos MC, né? Nós falamos isso aqui, falamos de como essa família nobre italiana tinha voz inclusive no próprio Vaticano, né? no con no no nos conclavies, né, e nos concílios, enfim. Então, seguindo essa esse meu raciocínio da na linha do tempo e aí eu quero poder entregar pra gente poder fazer aqui um bate-bola. Eh, surge como uma grande luz esplendorosa dentro desse período medieval eh o pensamento humanista e o renascimento, né? E esse renascimento, ele faz com que as pessoas comecem a entender que é necessário fazer vivificar o espírito a a letra novamente, né? Porque eh primeiro não se escrevia nada na época de Jesus. Os o próprio Jesus não escreveu nada, mas os apontamentos foram anotados. Esses apontamentos anotados pelos discípulos do mestre, pelos eh evangelistas, foram depois acisolados na Idade Média, acrisolados e deturpados. Então, houve ali o amordaçamento da fé. Então, só poucos, só poucos tinham acesso aos evangelhos, né? Isso não era
os eh evangelistas, foram depois acisolados na Idade Média, acrisolados e deturpados. Então, houve ali o amordaçamento da fé. Então, só poucos, só poucos tinham acesso aos evangelhos, né? Isso não era uma coisa popularizada, até porque tudo era escrito em latim aos sacerdotes. O o o povo não lia latim, então a mensagem ela não era divulgada, né? Não era comunicada. Só os sacerdotes, como ela falou. E aí na aí quando começa essa onda do pensamento, da valorização do homem, do humanismo, do renascimento, eh surge nesse caldo cultural, nesse caldo de pensamento, a a figura do homem luterano, que vai querer popularizar e que vai querer difundir o acesso a essas anotações, o acesso a comunicação propriamente dita mensagem oculta da igreja medieval. E aí os luteranos assumem, né, na verve dessa intenção, assumem o protagonismo dessa época, né? E aí a gente já tá falando do século X. Eh, a gente eh eh o próprio Herculano nos apresenta eh mensagens lindíssimas de um predecessor de Lutero que é Erasmo, né? que falava do verdadeiro evangelho. Então, às às vezes, eh, os os eh os reis, os monarcas consultavam Erasmo, né? O Frederico da Saxônia é lembrado, Saxônia, uma região da Alemanha, é lembrado por Humberto de Campos, eh, tendo ele, eh, consultado Erasmo sobre Lutero e a pujança de Lutero. Erasmo, que precede Lutero diz: "Chancela". Não, ele é uma pessoa que está eh engajada nessa renovação ideológica religiosa. E ele chancela o nome de Lutero para Frederico da Saxônia, porque Lutero era alemão e vivia naquela região e pregava naquela região. Então ele cria essa, digamos assim, franqueia a Lutero o apoio, né, imperial daquela época para que ele pudesse continuar nas suas pregações, eh, divulgando a ideia luterana. E aí quando os luteranos assumem, bacana, a gente se livrou daquele pensamento engessado medieval, né? Mas os luteranos caem no outro extremo. E Humberto de Campos, o Humberto de Campos nos apresentano Pires. Ah, Humberto de Campos, Herculano Pires, eh, nos lembra isso, né? Cai no
gessado medieval, né? Mas os luteranos caem no outro extremo. E Humberto de Campos, o Humberto de Campos nos apresentano Pires. Ah, Humberto de Campos, Herculano Pires, eh, nos lembra isso, né? Cai no na maximização do da valorização e da fidelização da letra. Pois é. A gente ouve até hoje os nossos irmãos protestantes dizendo: "Não, mas é a palavra de Deus". E a palavra de Deus deve permanecer inalterada. Então, a interpretação a letra ela é eh obtusa, ela é enrijecida, eh não nos dá margem para a interpretação, quer dizer, não se vivifica, não se retira o espírito da letra, né? Uma coisa que Paulo já previa. É necessário a valorização das escrituras, é necessário a valorização do que tá dito nos Evangelhos, mas é necessário retirarmos o espírito da letra. E esse retirar o espírito da letra vai acontecer no século XIX. Então, sem sombra de dúvidas, né, diante de tudo que o Elará já poôde nos contar, o que a Ivana vai nos falar ainda, a gente pode afirmar que o luteranismo ele foi uma um degrau para a ruptura daquele engessamento medieval, daquela mordaça que colocaram na religiosidade humana. mas eh foi bom para libertar, mas se acrisolou nas suas próprias na própria rigidez do seu entendimento e da sua valorização do texto, né? E os o eh Herculano chega a falar de império do literalismo. O império do literalismo, ou seja, de enxergar literal. de ficar injecido na letra, né? E aí a gente vai ter depois no século XIX Kardec eh, criando aí o construtor dessas pontes todas, né? Mas foi isso, foi essa varredura que eu queria falar para vocês e já antecipar que por conta da minha semana terrível, terrível em termos de agendas e problemas e e obrigações, eu não consegui fazer o vídeo pra noite de hoje. Eu realmente peço muitas desculpas a todos vocês. Fico devendo. Olha que legal, né, gente? É muito bom ficar ouvindo vocês falando e sabe o que eu me encanta muito em toda essa história, né, que Herculano Pires vem trazendo? É que às vezes nós temos a tendência de olharmos com esses olhos da
muito bom ficar ouvindo vocês falando e sabe o que eu me encanta muito em toda essa história, né, que Herculano Pires vem trazendo? É que às vezes nós temos a tendência de olharmos com esses olhos da vida material e do imediatismo, né, de querer que as mudanças aconteçam muito rapidamente. Nós temos muita pressa de que as coisas se modifiquem. a gente fala muito desse período de transição do planeta, mas isso já estava sendo falado lá na época da codificação que os espíritos trouxeram para Kardec. Então, a gente tem esse olhar, né, muito imediatista. E quando a gente analisa a história da humanidade, a gente vai vendo a beleza da construção desse conhecimento, não é? Porque a gente observa lá no passado aqueles primeiros povos politeístas que que eh estavam muito centrados nos símbolos, né, na simbologia, nos mitos, no misticismo. Aí de repente surge o povo, o povo hebreu, que é o povo do Deus único, o primeiro povo politeirista. E chega Jesus nesse contexto, Jesus que vem, né, fazendo essa revolução no pensamento. Mas o que que a gente observa? O poder dominante da época, quando percebe que não consegue combater o Cristo, decide se apropriar do rótulo, mas trazendo os mesmos símbolos que eles já tinham, né, na na nas suas experiências de vida, nas suas crenças. Então, adaptou-se os símbolos. pegaram os símbolos do passado e adaptaram para o cristianismo e como você diz, né, encasularam, fecharam. E aí é muito legal quando vem a reforma, porque eu fico imaginando, né, quando eh Ian Rus que é queimado na praça pública, eh quando e quando ele é queimado na praça pública por discordar, já imaginaram se todo esse movimento das mesas girantes tivesse acontecido naquela época? queimar todo mundo. O que que seria isso, não é? Então é devagarinho, né? Quando se vê que o homem então já está pronto para passar para uma outra etapa, aí vem aqueles espíritos missionários com esse papel, não é? E vem um de cada vez em cada lugar. Então a gente vê que lindo isso, né? começa ali na Inglaterra, depois vai
passar para uma outra etapa, aí vem aqueles espíritos missionários com esse papel, não é? E vem um de cada vez em cada lugar. Então a gente vê que lindo isso, né? começa ali na Inglaterra, depois vai paraa República Teca, depois vai paraa Alemanha e aí eles vão pingando aqui e ali, aí vem trazendo renascimento para mudar tudo isso, para trazer a razão com tudo de volta, porque fé e razão elas sempre andam juntas, mas nós sabemos que o período da Idade Média quis acabar com a razão, não é? E de repente ela volta com tudo preparando o ambiente para o espiritismo. E eu gostei demais também, Crisahá, eh quando ele fala isso, né, do literalismo, do calvinismo, porque quando ele fala de Hermes, ele fala inclusive que Hermes ele ele tinha um grande ele tinha uma grande autoridade moral, ele era muito respeitado, mas ele era muito pacifista, não é? Então, ele era tímido, ele defendia, mas ele evitava o confronto, ele ele evitava as situações de conflito. Já eh, Lutero, ele era aguerrido, não é? Precisava de uma pessoa com aquela personalidade de Lutero para enfrentar tudo e lutar contra aquele sistema. Talvez Hermes na sua mansetude ali não conseguiria fazer muita coisa, mas junta Lutero. E é interessante, né, que Herculano fala que eles nem chegaram a se conhecer pessoalmente, mas os ideais eram semelhantes. E aí vem Lutero com esse espírito eh forte, não é? Destemido para enfrentar, porque gente é enfrentar. Imaginem o que esse homem enfrentou. É enfrentar com a própria vida. Pois é. pensa isso, né? Porque é porque assim, esses personagens eles vão eles vão vivendo no tempo e como você tava lembrando, Ivana, nem sempre eles se encontram, né? Então, por exemplo, o o Wiklif, ele tá sozinho lá na Inglaterra, tudo bem, mas as ideias dele as ideias dele vão chegar até John Russe. Jean Russe vai fazer as coisas, mas também não vai prosperar muita coisa. Mas deixa a como se assim vai passando o bastão. Quando chega o período do renascimento, o Erasmo de Rotterdam, ele era muito culto, ele era
fazer as coisas, mas também não vai prosperar muita coisa. Mas deixa a como se assim vai passando o bastão. Quando chega o período do renascimento, o Erasmo de Rotterdam, ele era muito culto, ele era muito respeitado pelo conhecimento que ele tinha. Ele é um dos grandes renascentistas ali do do da região, né, da Holanda. Ele é holandês, então ele ele é muito muito conhecido. A gente fala muito do renascimento na em Florença, na Itália, mas teve renascentistas para de lá. E Erasmo de Rotterdam foi um grande crítico das questões religiosas de sua época. Como ele estava num local que era fora da da Europa Ocidental, ele tinha mais liberdade para falar, porque ali a igreja tinha menos força, os reis não eram tão sujeitos à igreja. Então ele acaba se tornando um uma pessoa, como a Cris estava comentando, que tem muita influência sobre as autoridades políticas. Então isso vai ajudar Lutero. Eles nunca se viram, eles nunca se encontraram, mas mas eles têm eh eh o Lutero tem muito apoio da figura de Erasmo, de Rotterdam, que nas conversas que não, interessante, vamos ouvi-lo, vamos ouvi-lo, ou seja, deixa o cara, deixa o cara falar, deixa ele falar, porque eh eh era essa necessidade de mudança que estava acontecendo. E aqui eu quero fazer só uma uma crítica. a como é que a sociedade anda. Você tem um um uma um ambiente religioso aonde você pega e você aumenta a pressão e força demais. Quando você força demais, aí ele rebenta. Se nós não tivéssemos tido tanta intolerância no período do século X, do século X, do século XV, talvez a reforma protestante tivesse eh vindo de uma outra maneira, por dentro da igreja mesmo, tal, mas quando você força demais, o regime explode. Então, o que vai acontecer? a ruptura que que que vai acontecer e dizer assim: "Não, nós vamos sair, nós vamos nos apartar de vocês". É pela rigidez que tinha. É uma lição pra gente. Ela, desculpe te cortar sobre isso. É só pra gente mostrar esse contraponto, né, do que era praticado pela Igreja Católica Medieval e e o o
de vocês". É pela rigidez que tinha. É uma lição pra gente. Ela, desculpe te cortar sobre isso. É só pra gente mostrar esse contraponto, né, do que era praticado pela Igreja Católica Medieval e e o o que que estava no bojo dessas novas ideias protestantistas, tanto de Wlev quanto de Rus, né, e que por sinal é uma encarnação pregressa de Allan Kardec, considerado o primeiro mártir da liberdade religiosa. E aí a gente vai ter como digamos assim linha, eu sempre penso em jornalismo, linha editorial de Rus Wliff, eh, ideias básicas, como eu fiz umas anotações aqui, eh, e eles rejeitavam, os dois, e Wickliv, eles rejeitavam o tráfico das indulgências. A gente já falou isso aqui em em programas passados. A Igreja Católica medieval, ela vendia por escritura pedaço no céu. Então essas indulgências, ou seja, a libertação do ser humano quando desencarnava, né? Porque a Igreja Católica sempre foi eh espiritualista nesse sentido, de acreditar que o o espírito ele eh desencarna e vai para algum algum lugar imaterial. A igreja comercializava esses esses lugares para mediante o pagamento de indulgências ou perdão. O perdão era comprado, né? Eh, então essa igreja de Roma praticava esse comércio religioso. Você vê como a igreja conseguiu mudar, né? Exatamente. Como houve também nesse espaço, né, católico essa evolução. Então, os protestantes, ele eles questionavam essas indulgências, a superioridade papal, que nada mais era do que naquela idade medieval um um imperador também, né? Um monarca. Afinal de contas, é o chefe do Vaticano, considerado até hoje um estado, né? E defendiam a supremacia do Cristo e não a de Pedro, eleito equivocadamente, né, considerado como primeiro apóstolo por arranjo também. Então, eh, não consideravam Pedro chefe, a cabeça da igreja, consideravam primeiro papa, né, Cris? primeiro papa do primeiro papa e foi colocado ali como primeiro papa, né? Eh, enfim, coitado do Pedro. Mas, eh, e os protestantes, foi só esse a parte, Elah, questionavam essas coisas básicas, bem básicas, né?
papa do primeiro papa e foi colocado ali como primeiro papa, né? Eh, enfim, coitado do Pedro. Mas, eh, e os protestantes, foi só esse a parte, Elah, questionavam essas coisas básicas, bem básicas, né? Eh, contrárias à igreja de Roma. É o o que a gente o que a gente vai perceber é esse processo através do qual a igreja e assim eu não estou falando mal da igreja, tô comentando de forma alguma de estar falando mal dos nossos irmãos católicos, que inclusive estão passando por um momento difícil aí com a tentativa de substituição de um uma pessoa tão carismática como o Papa Francisco. Clave vai ter que uma missão muito grande que é encontrar uma pessoa que dê continuidade ao trabalho dele. Mas eh analisando a igreja daquela época, não é a igreja de hoje, mas a igreja daquela época, ela tinha muitas coisas equivocadas. Tanto era equivocada que ela mudou, né? certa ela tava até hoje fazendo. Se ela tinha uma conduta, aí houve uma crítica muito forte sobre ela e ela reviu suas posições e alterou, é um indicativo de que Lutero não tava errado, não. Agora esse ponto que a Cristo tá levantando também é um ponto muito importante. Ao mesmo tempo em que eles libertavam, eles se escravizavam numa outra numa outra visão. Então, houve uma libertação, mas ao mesmo tempo havia um uma rigidez muito muito significativa também. Pouca gente comenta sobre essa questão, mas também houve a inquisição da igreja, a igreja protestante, tá? Do mesmo jeito que a Igreja Católica tinha a sua intolerância e queimava pessoas, os protestantes também faziam isso quando alguém tinha uma conduta muito diferente do que deveria ser. Nós temos casos relatados na história de pessoas, inclusive da área médica, que foram sacrificados pela Inquisição por conta do protestantismo e não por conta do catolicismo em si. Então, a intolerância religiosa, ela era a o comportamento da hora, independente de ser de um lado ou do outro, mas a questão era intolerância. E isso é bem complicado, né? E e dentro desse aspecto da
Então, a intolerância religiosa, ela era a o comportamento da hora, independente de ser de um lado ou do outro, mas a questão era intolerância. E isso é bem complicado, né? E e dentro desse aspecto da intolerância e do radicalismo, Elará, você falando, eu me lembrei que da raiz protestantista, né, do protestantismo, eh emergem também eh grupos luteranos como os Mórmons, como os Quakers, né, na na América e já vindo aqui pro pro continente americano. Aliás, a cultura luterana teve uma presença bastante marcante na questão dos descobrimentos, né, da do mundo novo. Então, principalmente na América do Norte, eles vieram em grandes grupos e consolidaram as cidades, né, as primeiras cidades americanas, norte-americanas. E esses que vinham eram extremamente radicais em relação a regras sociais e a cultura deles era extremamente restritiva em alguns aspectos no no em relação à à figura feminina até onde ela podia atuar em nível social em relação à ingestão de determinados alimentos, a forma de se vestir, né? Então, a gente vai perceber que eh o protestantismo eh foi importante para essa ruptura da estrutura medieval, mas se acris isolou de novo. Mas ao mesmo tempo de novo, eh, ao mesmo tempo abriu novas perspectivas e um detalhe que o Herculano não deixou passar, porque o Herculano é genial, né? Ele não deixou passar a instauração da dos jesuítas, da companhia de Jesus, que surge também nesse momento e que vai ter papel fundamental na consolidação da pátria espiritual brasileira, da pátria do Cruzeiro. Esses missionários vieram para o Brasil, instalaram aqui as suas missões, principalmente no sul do Brasil, né? Isso dá pano paraa outra manga. Eu vou adorar falar disso. Colonização, CPET Araju, mas isso é assunto para outra live. Mas enfim, eh, eles tiveram, os jesuítas tiveram um papel fundamental nesse processo de colonização das Américas e, principalmente de colonização do território que hoje a gente entende como território brasileiro, né? E eles surgem nesse momento também de transição entre
nesse processo de colonização das Américas e, principalmente de colonização do território que hoje a gente entende como território brasileiro, né? E eles surgem nesse momento também de transição entre a igreja medieval e a Europa que estava se reorganizando com essa invasão protestante. Eu quero mostrar alguns comentários. Eh, a Simone fez uma pergunta que a Cris já respondeu se Kardec é a reencarnação de Rus, né? A história nos diz que sim. Só uma curiosidade sobre isso, Ivana. Ela vai me ajudar a lembrar, porque eu não eu li, mas não tô me lembrando em detalhes. Rusco, né, da região da da região da Boia, que depois hoje, né, eh o o que era a República Teca, eh, Yan Rus, eh, quando a gente traduz esse rusinec, rus, rusinec, esse rusinex, eh, rusinec, ele vai significar ganso em teco. E e ele ah ele ele no momento da sua ah entrega, no momento do da sua morte, né? Ele fala: "Hoje, hoje vocês queimam o gano, mas no futuro completa aí, Elahá! Virá o cisne e ele voará tão alto que será intangível à vossas mãos." Os protestantes dizem que o Sisne é Lutero, tá? Pois é. E quando ele veio, ele veio e não foi alcançado pela Inquisição, sobreviveu a Inquisição. 100 anos depois, com todas as coisas que aconteceu na Inquisição, eh Lutero tava num país confortável que era a Alemanha, e ele conseguiu. Se ele tivesse na França, ele tinha morrido. Se ele tivesse na na Espanha teria sido picotado e morto. Fosse em Portugal tinha moído, picotado e morto. que essa região é uma região muito mais intolerante. A corte mais carola da Europa era a corte portuguesa. Então ali havia uma sujeição muito grande ao ao conceito a própria Itália. Se ele tivesse também não teria sobrevivido, mas ele tava na Alemanha e ali o poder político dava uma certa proteção para o pensamento das pessoas. Então ele conseguiu pensar, criar e defender as suas ideias, né? É, mas eu não sei não. Eu acho que esse ganso virou cisne. Ele virou cisne. Eu diria que Lutero era muito aguerrido para ser branquinho e para ser
onseguiu pensar, criar e defender as suas ideias, né? É, mas eu não sei não. Eu acho que esse ganso virou cisne. Ele virou cisne. Eu diria que Lutero era muito aguerrido para ser branquinho e para ser cisnic negro. Ele era ele não tão pacífico assim. Lutero era era jogo duro, sabia? Nuto, era confrontador. Era guerrido. Pois é. Confrontador. Ô, ô Jorge, a Cláudia tem uma pergunta para você. Se você interrompeu os estudos do Bagavagita, Guita, não, não. Ainda domingo a gente fez, domingo fez mais um episódio. Tem que dar uma procurada, Cláudio. Tem mais um episódio aí que a gente tá fazendo. É que o Laélder, que é o o responsável pelo canal, ele teve umas dificuldades pessoais, não conseguiu estar com a gente. Eu também tive algumas, aí acabou somando tudo, mas a gente já retomou, tá? Inclusive agora domingo teve uma. Pronto, só procurar, não é? Ô Cris, um recadinho da Rita para você, tá? Que você tem créditos nas super produções didáticas e amorosas que nos traz. Todo mundo aguarda o próximo vídeo aí, né? E a Áura, ela faz um comentário aqui que eu queria que vocês analisassem. Infelizmente hoje não estamos muito longe da inquisição. Tem muita gente tentando trazê-lo de volta, não mesmo? Olha, eh, existe algumas questões que são muito importantes que a gente entenda. Por que que a doutrina espírita é contra a pena de morte? Por que que o cara fez a coisa errada? Por que que a doutrina espírita é contrária à pena de morte? Porque o objetivo da encarnação é a educação do espírito. Se o cara comete um equívoco e você tira o cara da vida, ele volta lá na frente mais ou menos congelado na visão que ele tinha. Então é importante que você eduque a pessoa para que ela não retorne com problemas em termos de interpretação da vida. Nós não temos feito isso ao longo da história. Nós temos combatido as pessoas que pensam diferente de nós e criado um processo de muita violência. E a lei de causa efeito, ela tem uma maneira de funcionar muito interessante, né? Por exemplo, os os
Nós temos combatido as pessoas que pensam diferente de nós e criado um processo de muita violência. E a lei de causa efeito, ela tem uma maneira de funcionar muito interessante, né? Por exemplo, os os muçulmanos eles eram um muito mais evoluídos do que os cristãos na idade média. Aí vem a o período das cruzadas. O período das cruzadas é um confronto entre a intolerância cristã e o esplendor do Irã, do Islã. 200 anos depois, quando as cruzadas acabam, o Islã começa a entrar num período de intolerância. Por quê? Porque os que eram cristãos, que estavam aqui combatendo o Islã, que era extremamente moderno, renascem aqui dentro e vão arrebentar com islã. Esses mesmos caras eram os pagãos que encarnaram dentro do cristianismo e arrebentaram com o cristianismo. Então são as mesmas entidades intolerantes, mudando apenas de roupa, mas levando a intolerância para onde vão. Se a gente for fazer uma conta, no século XI, o cristianismo tinha 13 séculos e estava no auge da sua intolerância. O Islã nasceu no século VI. Se você somar, somar 13 séculos, dá onde nós estamos. Então eles estão com 13 séculos. Se houve intolerância entre os cristãos, por que nós criticamos a intolerância que pode existir em outras doutrinas como se eles não tivessem direito a ter a sua idade média? E quem são esses que estão lá? São os mesmos intolerantes da idade média que odiavam aquele grupo, renascidos do grupo que odiavam e que agora estão descaracterizando as aquilo que era a essência da mensagem que foi perseguida. É sempre assim, você persegue algo, pois então você nascerá entre aqueles que você persegue. É assim sempre, é da lei de causa e efeito. Então, quando a gente fala eh de retorno de de intolerância, nós temos que considerar não só esse mecanismo da reencarnação, como a transição planetária que tá trazendo mais gente perturbada pro planeta. Vou fazer só uma continha com todos aqui. No ano de 1900, que tem o quê? Cento e poucos anos atrás. Cento e poucos anos atrás, vou repetir. C e poucos anos atrás a humanidade tinha
urbada pro planeta. Vou fazer só uma continha com todos aqui. No ano de 1900, que tem o quê? Cento e poucos anos atrás. Cento e poucos anos atrás, vou repetir. C e poucos anos atrás a humanidade tinha dois 2 bilhões de pessoas. Nem tinha 2 bilhões, tinha 1 bilhão 800 e pouco. Eu vou arredondar para dois. Há 100 anos tinha 2 B. Nós demoramos a história inteira da humanidade para chegar em 2 B. Em 100 anos nós chegamos em oito. Em 100 anos nós multiplicamos por quatro a humanidade. Então, a quantidade de espírito que tem reencarnado nesse período é um negócio maluco e as portas do processo reencarnatório estão ficando cada vez mais acessíveis a uma série de entidades perturbadas que a gente não tinha no passado. Então isso tem que ser considerado também. Interessante. Bom, eh, colocar o comentário que a Maria Eugênia deixou aqui, né, sobre o Henrique, né, o motivo pelo qual ele apoiou totalmenteismo, né, isso aí, pessoalíssimo. É porque é é aquilo que eu comentava, né, Ivana, eh esse conuio, eu acho que não tem outra palavra melhor, era um conuio mesmo entre os poderosos, os monarcas e a igreja visavam interesses particulares, né? O Henrique VII, ele queria poder se casar de novo e a igreja de Roma não abençoava isso. Então ele faz ali um arranjo, né, com o outro lado, a outra igreja, para que ele pudesse seguir com seus planos pessoais, né? É. E aí vem bem de acordo com o que o Manuel Moura comenta, né? Parece que a história se repete, os excessos acabam por romper em algum momento. É, é bem bacana esse comentário do Júnior, do Manuel lá de Santa Catarina, nosso amigo. Um abraço para você, Júnior. Eh, gosto muito de um pensamento do André Siqueira, né, Ivana, nosso querido André, coordenador da área de comunicação da FEB. Eh, ele fala das fissuras sociais. Nós estamos vivendo um momento de fissuras sociais. E o que que é uma fissura? Fissura é algo que estabelece um espaço não preenchido entre dois dois elementos, dois blocos, né? E fica ali aquele espaço vazio e aquele precipício
to de fissuras sociais. E o que que é uma fissura? Fissura é algo que estabelece um espaço não preenchido entre dois dois elementos, dois blocos, né? E fica ali aquele espaço vazio e aquele precipício entre os dois blocos, uma fissura. E o que a gente precisa é tentar se educar e se comportar no sentido de sermos pontes. Por isso que é tão importante, né, o esforço que diversas religiões fazem, graças a Deus, e é ele mesmo que tá no comando, para estabelecer o diálogo interligioso, por exemplo, o diálogo interligioso, né, essa filosofia de ter dentro do da na sua organização eh de entidade religiosa, essa preocupação de de manter um diálogo interreligioso. com as com os demais grupos religiosos, é o homem tentar se construir nesse sentido, no sentido da empatia, no sentido da comunicação não violenta, né, da postura eh ausente de preconceito, né, da na visão, a ausência de uma visão separatista. Eh, não existe, não existe uma única religião que detenha a verdade para si mesma, porque a verdadeira religião é aquela religião que Emanuel nos aponta, né? A religião que vai provocar esse religar, esse sentido dessa religião dinâmica dentro desse horizonte espiritual. com um homem espiritual, eh, dinamizando isso, esse horizonte. Então, o que importa não são os segmentos, o que importa não são as denominações religiosas, o que importa é aquele conceito de religiosidade que vai tornar o indivíduo melhor, mais próximo das máximas do Cristo. E é simples, e é dessa forma que a gente muito possivelmente em um terceiro milênio, em um momento pós transição planetária, a gente vai começar a se ensaiar nesse entendimento de religiosidade dessa forma, né? Interessante. Ela a Maé, ela faz o comentário aqui, né? Eh, quando a gente falou lá da dos grupos missionários que vieram para as Américas principalmente, e ela lembra que até hoje existem ainda, né, alguns segmentos que trabalham com esse formato de missões, como o caso dos mórmons, né? Os Elderes Mórmons, eles eles andam sempre de camisa branca e tem uma
la lembra que até hoje existem ainda, né, alguns segmentos que trabalham com esse formato de missões, como o caso dos mórmons, né? Os Elderes Mórmons, eles eles andam sempre de camisa branca e tem uma plaquetinha preta assim no no bolso é. E sabe por que eles andam sempre de dois? Eles não andam sozinhos. Os sempre andam dois. que tem uma profecia no Apocalipse que diz que no final dos tempos dois pregadores do Cristo estarão mortos e ficarão expostos numa praça. São as a morte das duas testemunhas. Então eles andam de dois a dois em função dessa previsão de que algum dia eles terão serão mortos e expostos. Seus corpos ficarão em sepultos. São três dias que essas testemunhas ficarão. Então, acaba tendo esse comportamento e isso se conecta com o sermão que Jesus faz no capítulo 10 de Mateus, quando disse: "Eis que vos envio dois a dois". Então, eles vão dois a dois porque Jesus mandou e tem as duas testemunhas do apocalipse. Você não verá é mórmores, mórmons andando sozinhos. sempre de dois. Interessante isso. Ô Cris, manda boa noite para Rosimar que ela pediu um boa noite da Cris. Rosimar, um beijo no seu coração, acompanhado de um boa noite, né? Obrigada aí pelo carinho. Muito bem. E olha, a teca lembra do famoso inquisidor espanhol, né? O torquemada. Toremada. Isso mesmo. É, as histórias da Inquisição são de arrepiar, né, gente? São de arrepiar. Eh, Elah, oi. A Maz que tem uma fofoca espírita que diz que Lutero era Paulo. Será? É essa fofoca espírita quem levanta é Herminho de Miranda. Ele tem um livro que ele fala em que ele trata disso. Como é o nome do livro? diversidade, não, diversidade de fiscarismo, mas é sobre mediunidade. Acho que é de de de Paula Lutero, de Paula Lutero, o nome do livro, em que ele levanta a tese de que a personalidade de Paulo se encaixa na personalidade de Lutero e ele tenta provar que um é a reencarnação do outro. Mas é aquela coisa, né, Teca? Isso não tem a universalidade dos ensinos. É uma as marcas do Cristo. Isso, Dolores. Isso mesmo. As marcas do
Lutero e ele tenta provar que um é a reencarnação do outro. Mas é aquela coisa, né, Teca? Isso não tem a universalidade dos ensinos. É uma as marcas do Cristo. Isso, Dolores. Isso mesmo. As marcas do Cristo. Exato. Esse é o nome. E tem dois volumes. O volume um é Paulo de Tarso, com os ganchos para a história de Lutero. E o volume dois é a história de Lutero com os ganchos para Paulo tentando encaixar um no outro. Ele ele tem na verdade essa proposta, mas essa proposta é uma proposta que o Hermeninho de Miranda tá trazendo. O que que a gente faz numa hora dessa? A gente lê a nota e diz: "É, vamos esperar algumas confirmações disso." Igual, por exemplo, a história de que Joana Dark é a reencarnação de Judas. Leão Deni diz isso. É, Leon Deni diz isso. Então a gente pega e diz, vamos guardar e a gente anota como hipótese aguardando uma confirmação. Até porque essas informações elas acabam sendo de pouca valia do ponto de vista prático para a nossa transformação moral. Então perde um pouco. Qual que a Estela diz, né? Estela se pergunta para quê, né? Se é educativo de alguma forma conhecer as encarnações anteriores. Estux colocando isso aí que eu tô dizendo. É porque assim, a gente conhecer isso e acaba não tendo muita utilidade prática, né, Estela? Não faz bem sentido. Eh, põe na gaveta. Isso, isso a gente pode levar numa discussão num grupo de estudo na casa espírita assim, olha, tem esse livro desse cara que fala isso, mas em palestra pública que você vai falar para grande público, é um tipo de coisa que a gente não deve levar, né? É. Eh, eu tava conversando hoje com um companheiro espírita aqui de Goiás, do interior, e ele comentando comigo que ele encontrou uma divergência de informações na obra de Kardec, na obra psicografada pelo Chico Xavier referente ao planeta Marte, se Marte seria mais com habitantes mais evoluídos ou menos, né? E aí eu achei interessante e fui pesquisar e curiosamente nas obras eh da codificação, né? Eh, inclusive na revista espírita, eh, diz que Marte é
seria mais com habitantes mais evoluídos ou menos, né? E aí eu achei interessante e fui pesquisar e curiosamente nas obras eh da codificação, né? Eh, inclusive na revista espírita, eh, diz que Marte é menos evoluído, mas nas obras psicografadas por Chico Xavier dizem que Marte é mais evoluído. E aí a gente tava ponderando sobre isso, né? Eu disse a ele, bom, Kardec utilizou um princípio que é da universalidade, que Chico Xavier não cumpre porque foi por meio só da mediunidade dele, não é? Então eu fico com Kardec. E aí também entra aquela questão, né? Eh, que importância tem paraa gente saber se Marte é um planeta que tem seres mais evoluídos ou menos evoluídos, né? O que importa é a gente saber que existem diversas moradas na casa do pai em períodos diferentes de evolução, né? É, e que essa e que essa hipótese, Ivana, de Chico Xavier tá baseada na comunicação que a própria mãe mantinha com ele, Maria João de Deus, né? Cartas de uma morta. E nesse livro Cartas de uma morta, ela se coloca como habitante de Marte. Mas será que ela não podear em Marte? Pois é, mas tem também Cris Humberto de Campos em duas obras que ele também faz essa mesma afirmação e também tem uma mensagem de Emmanuel. Então, mas sempre pelo mesmo médium, não é? Então, não atendeu ao princípio da universalidade, né? É, é, a gente guarda. Tem uma outra mensagem no livro Novas Mensagens de Chico Xavier, que é o primeiro primeiro livro do Humberto de Campos. É, lá também ele fala sobre Marte, então são então uma delas é essa, todas as duas são daquela primeirinha fase do Chico, a ele ainda quase que adolescente. Um é o Cartas de uma morte, que é o segundo livro que ele fez. O primeiro é o Parnio e o segundo é o Cartas de uma MTA. E o Novas Mensagens vem logo depois, tá entre os 10 primeiros. Então, e a de Emanuel tá no livro chamado Emanuel, né, que tem o mesmo título. Eh, então, realmente a gente tem que avaliar tudo isso e isso é o que menos importa, não é? Eh, eu quero colocar também o comentário que a Sônia
á no livro chamado Emanuel, né, que tem o mesmo título. Eh, então, realmente a gente tem que avaliar tudo isso e isso é o que menos importa, não é? Eh, eu quero colocar também o comentário que a Sônia Regina deixou aqui, eh, que ela vem do catolicismo, né, hoje ela é espírita e que ela sempre desviava do Espiritismo até que ela encontrou. E ela espera que o novo papa traga mudanças, né? Já, já trouxeram tantas, né? O o próprio Francisco trouxe tantas mudanças, né, significativas, né? Eh, George, tem também uma pergunta aqui da Estela Vasconcelas para você, ó. Porque algumas pessoas amam a Deus e ao Cristo com muita fé, mas não gostam de jeito nenhum de religião. Olha, a gente tem que lembrar que existe eh muitas histórias de pessoas que tiveram muita dificuldade com a religião durante o período da Idade Média. com a religião. Disse com a religião. O que que houve? Elas eram pessoas que eram médiuns, por exemplo, ou eram pensadores. E a igreja perseguiu e matou. Perseguiu e matou. Então, eu continuo gostando de Jesus. Eu continuo porque eu eu entendi um Jesus diferente. E aí eu tenho a versão a sacerdócio, a igrejas, a a cultos formados. Então eu acabo rejeitando todas essas coisas que dizem respeito à religião formal, mas eu gosto de Jesus. E eu vou encontrar outros que não entendiam bem Jesus e foram perseguidos pela religião. Esses têm horror, horror a religião, a sacerdócio, a a tudo. Tem ódio disso. Mas por quê? Quem são esses espíritos? São espíritos que muitas vezes martirizados pelo pelo poder religioso da época, hoje trazem traumas e não querem se aproximar. Vocês já viram quantas pessoas que são médiuns, não gostam de religião, são, imagina que você era uma bruxa do passado lá, ficava mexendo naquele caldeirão lá com asa de morcego. Aí o cara vai e mata você em nome de Jesus. Você nem entende direito o que é o cristianismo, cara. Eu eu quero distância disso, mas eu quero viver a minha espiritualidade liberta, porque eu sei que a espiritualidade, a mediunidade
ome de Jesus. Você nem entende direito o que é o cristianismo, cara. Eu eu quero distância disso, mas eu quero viver a minha espiritualidade liberta, porque eu sei que a espiritualidade, a mediunidade existem, mas eu não quero me aproximar de ninguém que tenha regras para minha vida. Então, cria um grupo significativo de pessoas eh resistentes a qualquer tipo de culto, mas completamente convencido de que sim existe o mundo espiritual e a comunicabilidade. Excelente. Eh, a Sul faz um comentário, eh, que eu concordo muito com ela, porque quando a gente tá fazendo esses questionamentos, quem é reencarnação de quem, aí é é o papo da fofoca, como disse a Mazé. Mas nesse caso aqui, olha, as obras da Ivone Pereira em que ela relata suas experiências reencarnatórias anteriores, é altamente didático, não é? Porque nós aprendemos com Ivone o quanto ela falhou no passado e o quanto ela foi vitoriosa nessa última reencarnação como Ivone, não é? Mas é é ela falando dela e os personagens não são famosos. Exatamente. O problema é quando você assim, olha, a dona Ivone foi Maria Antonieta também, ela foi a mulher de César e ela também foi Nefertite, aí o negócio começa a complicar, mas ela diz assim: "Olha, eu tive essas encarnações, pessoas aparentemente desconhecidas e tive altos e baixos". Pronto. Não, e é curioso que com nessas fofocas espirituais, quando a gente busca saber quem fomos, né? Todo mundo é rei, todo mundo é rainha, ninguém é limpador de chaminé, lavrador. Isso não existia nas sociedades. Só os reis, as pitonisas, né? Otisas. É, nós temos, eu me lembro, nós temos um amigo que a gente sempre encontra nos congressos, né? O nosso querido Luiz Mar, que a tese principal dele é descobrir quem foi reencarnação de quem. É muito interessante, né? Ele estuda mesmo isso assim. com a Finco. Eh, e a Maria Regina traz uma dica de leitura que eu concordo totalmente com ela, um livro fantástico, Os Luminares Checos do Espírito Rochester, conta a história de Ian Rose. Muito bom. Jerônimo de Praga,
a Maria Regina traz uma dica de leitura que eu concordo totalmente com ela, um livro fantástico, Os Luminares Checos do Espírito Rochester, conta a história de Ian Rose. Muito bom. Jerônimo de Praga, né? A gente vê aqui também nesse livro. Muito legal, muito bom mesmo. Bom, eh, a Estela, claro, né, fala que as bruxas do passado eram, na verdade, né, médiuns, que não se havia o conhecimento, né? Muito bem. Elas foram chamadas de bruxa, exatamente porque ninguém entendia o que era a mediunidade. Agora, o que é chato nessa história é o machismo, né? Porque as mulheres são bruxas e os homens são magos, né? É. E os magos não eram mortos na fogueira, né? É assim. Olha, olha o status, né? Falou, né? Mago, Mago Merlin, que era conselheiro do rei Artur. Consultores. É isso. Uns magos, as bruxas, coitadinhas. Mas olha, eu já falei isso aqui também, mas eu acho que quando a gente estudava o Brasil coração do mundo, não lembro, mas as Brumas de Avalon é outra dica de leitura que a gente deixa, não é, lembra? Não é uma leitura espírita, mas é uma maravilhoso isso. E aí quando quando você lê é é tão engraçado, né? Porque isso é isso é círculo cultural, né? Eh, vou só lembrar rapidamente, só para contextualizar aqui, eh, qual quão disspare pode ser a forma como você enxerga uma determinada situação a partir do que dos valores que você acredita. E eu vou dar um exemplo usando brumas de Avalon. Eh, as brumas de Avalon, Avalon era uma ilha, né? Uma ilha onde essas sacerdotisas, essas iniciadas, as mulheres que eram iniciadas na magia se reuniam. Elas é como se fosse um grande colégio interno, né? Era o Harry Potter da antiguidade, aquele colégio, né? E elas se, mas só mulheres. E é muito interessante porque você vai ter na ilha de Avalon, né, Viviane como a grande mestra daquelas daquelas eh pupilas, né? eh, Morgana, eh, sobrinha de Viviane, se eu não me me lembro, mas eu sei que tinha ali um grau de parentesco. E uma das cenas que mais me me marcaram na leitura dessa obra é que quando Morgana está no
eh, Morgana, eh, sobrinha de Viviane, se eu não me me lembro, mas eu sei que tinha ali um grau de parentesco. E uma das cenas que mais me me marcaram na leitura dessa obra é que quando Morgana está no continente próxima a à ilha dos padres, porque ali a gente tá falando da Britânia, né, cheia de arquipélogos e ilhas, enfim, tudo dividido pela água. E aí, eh, Morgana está na no continente, em paralelo, ela olha para a ilha dos padres, né? A a simbolicamente a igreja medieval ali representada na obra, no livro. E Morgana, ela quer empreender uma viagem para adentrar a Valon. E aí ela se coloca na barca com barqueiro e ela obrigatoriamente toda a barca, toda a trajetória, toda viagem se perdia nas brumas. E ela como iniciada Morgana, ela tinha a a faculdade, a virtude, né? A a virtude, a faculdade mediúnica para dissipar as brumas. Então ela se coloca na frente da barca, faz um movimento as mãos e aquela a névoa se dissipa para que essa iniciada, para que essa mulher espiritual, que tem a ver com o que a gente tá falando hoje, para que essa mulher espiritual, para que essa iniciada pudesse adentrar a Valon, uma comunidade com o protagonismo feminino, ela precisava dissipar as brumas, as brumas do materialismo, as brumas das crenças equivocadas medievais, a as brumas, né, da do preconceito. Então, isso tudo tá ali embutido nessa simbologia das brumas de Avalon. Eu acho, eu acho fantástico esse livro. Deu até vontade de reler. Eu também. É uma metáfora muito interessante, né, da questão muito, muito mesmo da do que tá oculto, né? É, mas essa diga diga, Ivana. Não, eu eu quero só lembrar eh pra gente ainda voltando lá ao capítulo, né, que nós estamos trabalhando que o final do capítulo tem uma analogia muito interessante que ele traz de Kardec, não é, quando se refere ao espiritismo, a a esse novo momento da humanidade, que ele diz que ele quebra a castanha para pegar a amêndoa, né? Eh, então, mostrando, na verdade, que a gente tem que pegar a essência. E é justamente isso que Kardec
esse novo momento da humanidade, que ele diz que ele quebra a castanha para pegar a amêndoa, né? Eh, então, mostrando, na verdade, que a gente tem que pegar a essência. E é justamente isso que Kardec nos fala quando ele vai introduzir, né, lá em o Evangelho de Segundo Espiritismo, que ele fala sobre as partes, né, contidas nos Evangelhos e ele fala que aquela obra se pretendia apenas avaliar o aspecto moral da vida de Jesus, não é? Não os costumes, não os atos. E aí Herculano faz o comentário, né, que até hoje nós estamos muitas vezes preocupados em estudar outros pormenores e nos esquecemos da essência que é o ensinamento moral da mensagem do mestre, né? Perfeito, Ivana. É isso aí. você foi no X da questão. Eh, e assim, toda essa discussão que ele vai fazendo nessa parte do capítulo, ele vai convergir para um raciocínio final, em que ele diz o seguinte, que a religião medieval era uma religião estática que não permitia qualquer mudança. E com contrapondo-se a religião estática, entrou a religião dinâmica, que era uma religião de mudança, de transformação, que é a reforma. Ou seja, aquela coisa que tava enrijecida, parada, ela dá movimento. Então, quando o protestantismo chega, ele vem com novas ideias, novos pensamentos, umas novas balizas. O o pastor pode casar, o padre não casava, todo mundo tem direito a ler o texto, antes não tinha. Eh, nossa, mudanças muito grandes. Não tem uma hierarquia como tinha a hierarquia rígida dentro da Igreja Católica. Não há um papa do protestantismo, não tem. Então você tem quando muito um elemento que tá acima do pastor, só conselho de pastores e fim. E isso era uma mudança muito forte dentro da estrutura hierarquizada que a igreja possuía. E isso dava um dinamismo muito maior para essa doutrina que tava se construindo. Então, quando Herculano Pires analisa, ele diz: "Uma era a religião estática, a outra era a religião dinâmica." Só que ele diz, ele trabalha o capítulo, essa discussão e lá na frente ele vai dizer: "É, mas o que a gente tá
o Pires analisa, ele diz: "Uma era a religião estática, a outra era a religião dinâmica." Só que ele diz, ele trabalha o capítulo, essa discussão e lá na frente ele vai dizer: "É, mas o que a gente tá procurando não é a religião estática e nem a religião dinâmica". Nós estamos atrás de uma outra religião, que é a religião, qual, Cris? Essa religião do religare, né? Eu tô eu tô tentando me lembrar qual é a expressão a religião do religião espiritual. Religião espiritual é a religião, a religião. Ah, meus amigos, é a doutrina secreta, né? Essa verdade transversal no tempo, né? Que por injunções humanas a gente teima em tisnar, teima em adulterar. Eh, já que o Ela levantou essa bola, eu queria também ressaltar do texto. E aí, Ivana, ficam sendo talvez as minhas palavras finais. Eh, eu gosto muito quando Herculano relembra no texto, nesse capítulo monumental, eh, duas passagens dos evangelistas, né, que eles registram. Em Mateus 10:34 diz assim: "Não julgueis que vim trazer paz à terra". Palavra de Jesus. Não julgueis que vim trazer paz à terra. Não vim trazer-lhe a paz, mas a espada. E aí Lucas também eh continua nesse diapazão de ideia. Eu vim trazer fogo à terra e que mais e o que mais quero senão e que mais quero senão que ele se acenda. Lucas capítulo 12 versículo 49. Isso vai nos falar da ideia que Paulo também nos apresentava que não sejamos mornos. Sim, que não cedamos e que não nos acomplicemos ao status quo estabelecido, quando esse status quo estabelecido não corresponde à verdade, criando rupturas, criando cancelamentos dentro dessa conexão entre o a criatura e o criador. Então, eh, a ideia revolucionária, ela é muito bem-vinda nessa construção da história da humanidade. A Revolução Francesa, por exemplo, ela inaugura uma nova idade, né? A idade moderna, enfim, ela traz e consolida conceitos humanistas. Eu não sei, meus amigos, mas eu me encanto quando eu estudo história, porque eu é como se eu lesse a história e vislumbrasse após além dessa da leitura da história que é possível fazer, nós
umanistas. Eu não sei, meus amigos, mas eu me encanto quando eu estudo história, porque eu é como se eu lesse a história e vislumbrasse após além dessa da leitura da história que é possível fazer, nós vislumbrássemos os bastidores espirituais dessa história, sempre com o apoio e a chancela do nosso governador planetário Jesus, organizando esses processos e efetivando essas fases para que a lei de progresso ganhe andamento. A lei do progresso, ela é inexorável. Então, a gente vê o judaísmo eh ganhando a luminosidade do cristianismo, a Idade Média amordaçando, as ideias humanistas florescendo, o protestantismo crescendo, estabelecendo a regra, estabelecendo o acesso à mensagem. se acrisolando de novo na letra. E aí na aurora do século XIX, num momento de uma de uma imensa briga de colossos entre a religião e a ciência, Kardec se apresenta como aralto da verdade, resgatando a doutrina secreta e facultando ao homem esse aprofundamento na letra, né? também nos convidando a não sermos mornos diante das adversidades da vida e nos entregando o consolo da lei de causa e efeito. Então é muito bacana, meus amigos. Sigamos, sigamos firmes porque Jesus está no leme e olha por nós. É isso aí. Mas olha, eh, nós vamos daqui a pouquinho passar então pro Elará também falar suas palavras finais, mas antes eu quero fazer um convite para todo mundo, né? um convite nosso aqui. Nós tivemos aí o comrante de Goiás, quem teve na live passada, né, ouviu a gente dar o retorno aqui, como que foi maravilhoso e tal. Só que agora, gente, nós já estamos numa vibe do congresso de Juiz de Fora, que nós estaremos juntos em Juiz de Fora de 15 a 17 de agosto. Então, eu vou deixar aqui o convite. Quem puder, vamos para Juiz de Fora pra gente se encontrar lá. Vou colocar aqui o nosso convite. Olha aí, não é um convite legal, Cris? E bem bacana. Tem mais, gente, tem uma novidade fantástica nesse congresso, é que nós teremos uma opção para quem quiser ir um dia antes e fazer um passeio turístico na região, mas não é
legal, Cris? E bem bacana. Tem mais, gente, tem uma novidade fantástica nesse congresso, é que nós teremos uma opção para quem quiser ir um dia antes e fazer um passeio turístico na região, mas não é qualquer passeio turístico, é um passeio turístico com a guia Cristiane Drux, que vai levar o pessoal para conhecer a fazenda onde nasceu Santos do Mon, que fica ali pertinho de Juiz de Fora, não é isso, Cris? Quer contar um pouquinho mais? É isso. Eu já tô convocando a Dolores para ser minha assessora nessa viagem, nesse passeio. Dolores, a nossa irmã querida, que mora em Juiz de Fora, colocou aqui: "Tô esperando vocês tudinho aqui, Dolores. Eu só não vou invadir a sua praia porque Juiz de Fora não tem praia, mas vai ser invadida". Eh, meus amigos, eh, a história de Santos do Mon tem a ver com a doutrina espírita e grandes protagonistas da doutrina espírita, que é Cloves Tavares e Nina Arroeira, que foram grandes bastiões da ideia doutrinária em Campos dos Goitacases, no Rio de Janeiro. E aí, quem quiser estar conosco nesse passeio vai entender a correlação entre Santos Dum e o Espiritismo com esse casal maravilhoso, esses eternos noivos, né, espirituais. Eh, e a gente vai poder, eh, empreender esse passeio e em dias que antecedem, né, a gente ainda não estabeleceu a data, mas vai ser um passeio organizado com ônibus de turismo, promovido por uma agência local. Eu vou ter o prazer de estar desfrutando da companhia de vocês e contando essa história. E além disso, Ivana, quem estiver no Congresso de Juiz de Fora vai se deparar com um grande movimento dentro do movimento. E a gente vai explicar o que que é esse aí, esse conecta espiritismo, né, que tem na sua essência a função de conectar. Mas a gente vai explicar isso melhor lá, só para quem tiver em Juiz de Fora. É isso aí. Olha, agora Ana Cecília tá fazendo uma pergunta difícil para responder. Qual capítulo nós estudaremos na próxima live? Cristiane Drux e Jorge Lará. Olha, eh, eu quero ouvir o Jorge primeiro, mas eu vou dizer do que que eu
ia tá fazendo uma pergunta difícil para responder. Qual capítulo nós estudaremos na próxima live? Cristiane Drux e Jorge Lará. Olha, eh, eu quero ouvir o Jorge primeiro, mas eu vou dizer do que que eu projetei aí. Mas fala, meu amigo. Eu acho que a gente segue nesse capítulo para terminar as partes que não foram vistas ainda, né? que a gente abriu o capítulo dois, a gente terminar de ver o os pontos que estão faltando dele, né? de repente alguma coisa para esse lado, porque nós já atravessamos o cristianismo do Pedro Granja, estamos vendo o cristianismo na mão do Herculano Pires. Se a gente eh avançar nessa direção, deixa eu ver o capítulo terceiro do Herculano. Ainda tem coisa desse capítulo dois que a gente não abordou hoje, não é não, Cris? Tem coisa que a gente poderia trabalhar ainda. Eu diria que a gente precisa estacionar ou imergirmos juntos, né? mergulharmos juntos, melhor dizendo, eh nesse momento de transição, eu acho que tem movimentos aí eh muito importantes acontecendo no período do renascimento, no período do iluminismo, para que a gente possa fazer construir esse calçamento para a entrada na piscina olímpica. a gente ainda tá naquela piscina paralela lateral, a piscina olímpica, para depois a gente poder mergulhar na piscina olímpica do século XIX. Então, acho que a gente precisa construir esse calçamento ainda eh dessa transição, né, do do protestantismo, dessa saída da idade média para um momento da era da razão. Eh, a fase a a a parte dois do livro do Hergculano são todos os antecedentes do Espiritismo. Então, e a reforma protestante, a invasão organizada, é o período de transição dessa visão do mundo até que no na parte três aí entra a doutrina espírita de verdade. É, a gente pode até falar do espiritualismo. Aliás, é bom a gente trazer isso pro estudo, porque poucas pessoas valorizam isso que ocorre na na América do Norte, né? Naquele momento do da das irmãs Fox. A gente pode resgatar um pouquinho essa ideia? É, ele vai aparecer, acho que vai aparecer no
e poucas pessoas valorizam isso que ocorre na na América do Norte, né? Naquele momento do da das irmãs Fox. A gente pode resgatar um pouquinho essa ideia? É, ele vai aparecer, acho que vai aparecer no capítulo três, a gente tá no dois, que traz essa parte da igreja protestante e tudo mais. Então eu acho que acho que a gente consegue seguir no dois para arrematar o que tem nele e depois vai pro três. Eu acho que a gente tem ainda coisa para tirar do dois. O espírito tempo. Então meus amigos, Herculano Tempo, capítulo dois. Perfeito. Da segunda por favor deixa aí a sua mensagem final para nós. Bom, de tudo, de tudo, de tudo, o que a gente percebe que quando nós estamos com aquela sensação de que o mundo está abandonado, como a gente poderia pensar no período da idade média, os bastidores espirituais se movimentavam trazendo pessoas diversas. Falamos de vários deles aqui que nessa janela aí de 200 anos, entre o século XI até o século X, perdão, século X até o século X, a gente teve vários personagens que fizeram toda essa transformação. A gente chegou a comentar na live passada sobre o século XV, a ponte que nos tirava de um período medieval e nos lançava para a idade moderna. Então esse período é um período muito importante e é nessa janela aí cheia de inovações que a gente passou um pedacinho de tempo hoje discutindo um dos aspectos da transição da ponte, que foi o aspecto religioso. Então isso significa que o mundo espiritual trabalha incessantemente para construir efetivamente uma sociedade cada vez mais adequada ao desenvolvimento do pensamento integral da criatura humana. O homem destrói e o Cristo planetário reconstrói, destrói, reconstrói, destrói, reconstrói quantas vezes for necessária, sempre no interesse de fazer. Se fosse um espírito menos evoluído, já tinha desistido da terra, mas aí ele sabe que é assim mesmo. A gente faz bobagem, de novo queimou o cara, queimou, manda outro ainda, manda outro, manda outro, manda outro até que o Sisne voa. Então é assim mesmo, é a
a terra, mas aí ele sabe que é assim mesmo. A gente faz bobagem, de novo queimou o cara, queimou, manda outro ainda, manda outro, manda outro, manda outro até que o Sisne voa. Então é assim mesmo, é a perseverança do governador para a construção de uma sociedade melhor. E numa dessas ele veio pessoalmente, né? Olha só, não é? Olha o tamanho dessa imolação dele, né? É incrível. Eh, olha, ô Luía, se você mora fora do país e não puder vir, você poderá acompanhar o congresso pela internet. Pode esperar, porque isso vai ser anunciado, tá bom? Vai ser uma alegria ter você também virtualmente. Muito bem, gente. Cristiane, algo mais que você gostaria de dizer? Não, tranquilo. Eh, convidá-los realmente, né, reforçar essa ideia das inscrições. Eh, a gente já tá no terceiro lote, o espaço do do trade do trade hotel em Juiz de Fora, não é um espaço. Quantas quantas pessoas, Ivana? Até quantas? É, no máximo 13 pessoas. Então, quem tem interesse, reserve e garanta a sua vaga. É óbvio que existem custos, né, gente? Ninguém faz congresso espírita sem custo. Eh, eu acho que nesse sentido, eu acho que o meu recado final também vai um pouco por aí. A gente precisa eh pensar sustentabilidade dentro do movimento espírita, né? Ninguém faz nada para ter lucro. Eh, mas a gente precisa garantir um conforto, a gente precisa garantir eh uma entrega, inclusive na transmissão, uma boa entrega de sinal, de filmagem, de iluminação, de cenário, e nada disso sai de graça. Então daí porque são é necessário a cobrança das inscrições e enfim é a sustentabilidade do próprio evento, né, Ivana, mas a gente tá tá caprichando, vale a pena. É, e quem quiser, realmente, a Sul falou que já reservou o quarto dela lá no hotel, é legal, porque você ficando no mesmo hotel facilita, né? Então tem que reservar o quanto antes também, pessoal. Então, olha só, nosso agradecimento enorme a cada um de vocês por nós estarmos juntos de novo. Daqui a 15 dias nós estaremos de volta. Eu não olhei nem que dia que vai dar, gente. Vocês olharam aí que dia que vai
só, nosso agradecimento enorme a cada um de vocês por nós estarmos juntos de novo. Daqui a 15 dias nós estaremos de volta. Eu não olhei nem que dia que vai dar, gente. Vocês olharam aí que dia que vai ser a nossa próxima? Vai ser no dia 13. 13 de maio, libertação dos escravos. Oh, então tá. Dia 13 de maio, 21:30, nós estaremos de volta aqui com muita alegria para reencontrá-los. Fiquem todos com Deus. Um abraço grande. Até a próxima. Á.