Justiça e direitos naturais • Wesley Caldeira
Toda sexta-feira, a União Espírita de Vitória da Conquista recebe um convidado especial para abordar temas do cotidiano à luz da Doutrina Espírita. Palestrantes e estudiosos do Espiritismo se reúnem em momentos de aprendizado e reflexão sobre o Evangelho de Jesus. *Realização:* União Espírita de Vitória da Conquista (UEVC) #JustiçaNatural #DireitoNatural #WesleyCaldeira #Espiritismo #DoutrinaEspirita #EvangelhoDeJesus #PalestraEspirita #UEVC #VitoriaDaConquista #EstudoEspirita #LuzDoEvangelho #ReflexaoCrista #TVMansaoDoCaminho *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Que o divino amor de nossas almas ilumine as nossas consciências e que a sua paz esteja em cada coração. Sejam bem-vindos todos os amigos e amigas que aqui se encontram conosco, tanto aqui na TV UVCTV como na TV Mansão do Caminho. Sempre imensa alegria saber que estamos na companhia de tantas almas queridas para mais um instante de reflexão em torno da mensagem do mestre à luz da doutrina espírita. E para melhor sintonizarmos com esse instante, que possamos elevar os nossos pensamentos numa prece. Divino amigo, eis-nos aqui, Senhor, mais uma vez, desta feita, para agradecer tantas almas, Senhor, que colaboram conosco, instruindo-nos, a fim de que tenhamos a capacidade desta feita, de termos ouvidos para ouvir-te. que nesta noite sejamos fiéis à tua mensagem, aprendendo-a para a nossa própria vivência. E assim, mestre, inspira, intos nesse instante e aqueles que estarão sintonizados com essa mensagem em qualquer tempo. Que o teu amor possa envolvernos, protegendo-nos hoje e sempre. Hoje nós temos a renovada alegria de receber mais uma vez em nossos canais nosso querido amigo irmão Wes Caldeira, que com seu verbo fácil vai nos trabalhar hoje o tema justiça e direitos naturais. Wesley, sempre uma imensa alegria ter em nossos canais. Seja sempre muito bem-vindo e rogando votos de muita paz. Passamos a palavra para você. A casa já é sua, meu irmão. Fique à vontade. >> Eu te agradeço, minha amiga Rosângela. E antes de passar ao tema, também quero estender o abraço à nossa Naira, que estará conosco nesse encontro de espiritualidade, fazendo a tradução para as Libras. e também abraçar a Ivic, que está por detrás nos bastidores, organizando toda a parte técnica dos nossos trabalhos. E a você, meu irmão, e a você, minha irmã, companheiro espírita, companheira espírita de toda parte. Mas claro, a você, irmão espírita e irmã espírita, audiente da TV UVCTV, da TV Mansão do Caminho, um abraço especial, rogando que o Senhor da Paz nos dê a sua paz em todo tempo e em todo lugar.
parte. Mas claro, a você, irmão espírita e irmã espírita, audiente da TV UVCTV, da TV Mansão do Caminho, um abraço especial, rogando que o Senhor da Paz nos dê a sua paz em todo tempo e em todo lugar. Esse tema, justiça e direitos naturais representa um conjunto de perguntas e respostas que se encontram em o livro dos espíritos. Sempre me recordo ao falar de O livro dos Espíritos e claro desse que é o nosso codificador, organizador dessa obra que reuniu em síntese o pensamento dos espíritos. Recordo-me também do antropólogo Clude Levi Straus, uma figura centenária que deixou o planeta em 2009 para o retorno ao grande lar. Claude Levi Straus, que acumulou uma sabedoria extraordinária, dizia que o sábio não é a pessoa que fornece as verdadeiras respostas. Sábio é a pessoa que formula as verdadeiras perguntas. E dificilmente nós vamos encontrar nos registros da história humana alguém que guarde tanta ligação com esse pensamento, como a Lan Kardec, nosso codificador, que com a sua inspiração superior deixou indelevelmente a qualidade do seu pensamento em perguntas. extraordinárias, além da eloquência céltica, que lhe conferia uma elegância muito grande na forma com que se expressava e registrava o pensamento dos espíritos. Uma resposta, quase sempre é uma proposta de encerrar, de fechar um tempo. Uma pergunta é o caminho que serve. Muitas vezes uma pergunta é o início de uma jornada e sim, nós trabalhamos muito mais as potências da nossa alma, formulando perguntas e procurando as respostas do que necessariamente conservando as respostas. O livro dos espíritos, na sua parte terceira, intitulada As leis morais, apresenta uma síntese dessas potências da alma que nós chamamos leis morais. Diante das dificuldades de linguagem, o mundo espiritual necessitou muito ajustar ao nosso entendimento, as realidades profundas do espírito. Quando nós falamos leis morais, estamos tratando de forças que presidem os movimentos da nossa forças ou faculdades que organizam e direcionam os potenciais da nossa alma.
dades profundas do espírito. Quando nós falamos leis morais, estamos tratando de forças que presidem os movimentos da nossa forças ou faculdades que organizam e direcionam os potenciais da nossa alma. e leis no sentido espiritual, do ponto de vista interno das criaturas, são faculdades, são potências que atualizam cada vez mais o nosso progresso e nos aproxima de Deus. A palavra atual que vai gerar o verbo atualizar é curiosa porque quer significar algo que deixa o estado de possibilidade, de potência e vai se transformando numa realidade. As leis morais são forças que atualizam o divino em nós, que atualizam o sagrado em nós, que nos aproximam de Deus. Mas para fins didáticos, Kardec então denominou-as acompanhando aos espíritos leis morais. E essas leis morais, como nós sabemos, ele as reuniu em 10 leis. Mas observando as 10 leis morais que estão na terceira parte de o livro dos espíritos, entre o capítulo 2 e o capítulo 11 dessa terceira parte, nós podemos considerar que há três conjuntos de leis ou três conjuntos de potências, forças em nós que vão atualizando a nossa condição, a nossa natureza divina. O primeiro grupo é o grupo das leis morais ou das forças ou deveres internos que nos ligam e comprometem com o próprio criador, com Deus. Então, são as leis de adoração e a lei do trabalho. A lei de adoração e a lei do trabalho são forças em nós que nos conectam com Deus numa relação direta com Deus. A lei de adoração é a lei de expressar o sagrado em nós. É a lei do trabalho nos faz cocriadores com Deus. O segundo grupo reúne três leis que têm relações conosco, que são forças internas, mas que trazem compromissos de nós para conosco mesmo. São as leis de reprodução, a lei de conservação e a lei de destruição. Na lei de reprodução, nós encontramos um potencial interno de criação, a reprodução no sentido da exaltação do poder criativo em nós. As leis de conservação e destruição relacionam a nós, conosco, na sabedoria do aprendizado, de aprender, de construir ferramentas no nosso
reprodução no sentido da exaltação do poder criativo em nós. As leis de conservação e destruição relacionam a nós, conosco, na sabedoria do aprendizado, de aprender, de construir ferramentas no nosso comportamento que nos permitam usar e consumir os recursos de uma forma produtiva em nosso favor e das criaturas. O terceiro grupo é um conjunto de leis que estabelecem deveres ou atualizam as nossas potências de alma que nos aproximam dos outros. São as leis de sociedade, de progresso, de igualdade e de liberdade. Mas há uma lei, a décima, que sintetiza todas essas nove anteriores às quais nós nos referimos. é uma síntese de tudo e Allan Kardec denominou-a lei de justiça, amor e caridade. Sim, nós compreendemos que amor e caridade são expressões sentimentais afetivas, mas muitas vezes, numa primeira vista, nós somos talvez levados a entender que a justiça parece ter mais relação com o poder racional, com a nossa capacidade racional. Não está correta essa perspectiva. Na verdade, essas três potências, as três grandes forças da alma, justiça, amor e caridade, são sentimentos. São sentimentos que estão nivelados. da sua sabedoria Kardec não as separou em lei de justiça, lei de amor e lei de caridade, como síntese das nove leis anteriores. Ele compreendeu que, em verdade, nós temos um nivelamento dessas três potências atualizadoras do divino em nós, justiça, amor e caridade. Assim, nós vamos poder, a partir das questões 873 a 879, trabalhar o primeiro tópico do capítulo 11 intitulado Lei de Justiça, Amor e Caridade. Nesse capítulo 11, o primeiro tópico tem o tema do nosso estudo, justiça e direitos naturais. A questão 873, ela abre o diálogo com os espíritos superiores, formulando a seguinte indagação: sentimento de justiça está na natureza ou é o resultado de ideias adquiridas? Não podemos cansar de louvar da competência de Kardec. Ele estabelece na pergunta o direcionamento que vai permitir aos espíritos trazer a resposta na maior profundidade possível. Justiça é o sentimento.
podemos cansar de louvar da competência de Kardec. Ele estabelece na pergunta o direcionamento que vai permitir aos espíritos trazer a resposta na maior profundidade possível. Justiça é o sentimento. O sentimento de justiça, ele quer saber. está na natureza. Quando nós dizemos que alguma coisa está na natureza, está nas forças da criação. Por outro lado, o sentimento de justiça, ele faz parte de nós. Ele é uma essência em nós. Ele representa um poder com o qual nós fomos criados. ou na alternativa da pergunta, o sentimento de justiça é o resultado de ideias adquiridas. A natureza da primeira alternativa é a nossa natureza intrínseca. Como fomos criados. Mas quando Kardec pergunta se não seria o resultado de ideias adquiridas, os espíritos vão concordar, veremos que está na natureza, mas ideias adquiridas formam também uma natureza, uma segunda natureza que nós chamamos educação. E olha, essa segunda natureza, ela pode se manifestar tão enraizada, tão entranhada em nós quanto a primeira. A nossa primeira natureza foi Deus que nos deu. A segunda natureza somos nós que construímos, mas com Deus. Porque conforme a filosofia espírita, Deus sem nós não quer e nós sem Deus não podemos. Porque Deus sem nós não quer. Ele quer que nós sejamos participantes do nosso processo de construção. Ele quer que nós tomemos a acharua da nossa jornada evolutiva e façamos a cada um de nós a sua semelhança, a sua imagem. Por outro lado, nós sem Deus não podemos. Não é possível falar em crescimento, em vida, em progresso, em amor, em justiça, em caridade, em nada, sem a participação desse pai amoroso que muito próximo de nós, ajuda-nos a coordenar os esforços do aperfeiçoamento. A resposta dos espíritos traz três pontos de destaque. Sim, o sentimento de justiça está na natureza. Nós fomos criados com ele tanto quanto nós fomos criados com as nove leis que mencionamos: adoração, trabalho, reprodução, conservação, destruição, sociedade, progresso, igualdade, liberdade. São ferramentas da alma, são poderes da
quanto nós fomos criados com as nove leis que mencionamos: adoração, trabalho, reprodução, conservação, destruição, sociedade, progresso, igualdade, liberdade. São ferramentas da alma, são poderes da alma, mas não estão atualizados em nós. Estão num processo de potência, de possibilidade. E com Deus e conosco, nós damos esforços e vamos fazendo a atualização dessas forças e nos aproximando cada vez mais da nossa poção que é divina. Nossa primeira natureza é a divina, mas nossa segunda natureza, a que vem da educação, também é divino, porque vai nos fundir a ele naquele belo conceito com que Jesus nos abordou no evangelho guardado por João. Eu e o Pai somos um. Haverá um tempo no nosso existir. É a nossa primeira e a nossa segunda natureza. Serão uma só natureza, porque nós e o Pai seremos um. A outra frase de poder, de impacto na resposta dos espíritos, é o sentimento de justiça foi colocado por Deus no coração do homem. Mais uma vez salientando que se trata de um poder de ordem sentimental, de como se vive por dentro, de como se é por dentro. Então, esse sentimento foi posto entre as forças sentimentais da criatura espiritual e quando estamos no corpo, a criatura humana. Mas ainda há um registro na resposta que merece destaque, vão dizer os espíritos. O progresso moral desenvolve esse sentimento de justiça. O progresso moral não dá o sentimento de justiça, salienta os espíritos, porque se desse seria o produto, resultado, a aquisição das ideias, das conquistas ao longo da trajetória evolutiva. Não. sentimento de justiça é inato, é de nossa natureza primária. Então, o progresso moral ajuda-o a desenvolver-se, mas não tá, não cria, ele está criado por Deus e posto no coração de cada um de nós. Mas é preciso entender que sendo a lei de justiça, amor e caridade, esses três sentimentos nivelados se interdependem e o progresso em um está intimamente relacionado com o progresso no outro sentimento, formando um trio, um virado, uma reunião de três forças, um feixe com que a nossa árvore evolutiva vai se
dependem e o progresso em um está intimamente relacionado com o progresso no outro sentimento, formando um trio, um virado, uma reunião de três forças, um feixe com que a nossa árvore evolutiva vai se desenvolvendo. chegando ao tempo da copa adiante das flores e um pouco mais a fase dos frutos. A questão 873, portanto, nos apresentou que o sentimento de justiça nivelado com os demais sentimentos é intrínseco a nós, é da nossa primeira natureza e probride com a nossa segunda natureza. Vamos à questão 874. pergunta o sábio Allan Kardec. Sendo a justiça uma lei da natureza, como se explica que os homens a entendam de modos tão diferentes, fazendo que uns considere injusto o que a outros parece injusto? Eu estou falando de Montos Claros, no norte das Minas Gerais. Eu sou nascido, criado aqui, como se diz, e eu trabalho como defensor público e eu conheço muitas histórias sobre a justiça entre os homens, naturalmente, porque são 31 anos de carreira. Há muitos anos aqui na cidade, um jovem de condições eh limitadas, pobre, viajou para o sul de Minas para a lavoura e a colheta do café. Ele voltou próximo do Natal e quando as pessoas vão para essa região, elas voltam bem providas materialmente. O nosso jovem de forma infeliz, ele bebeu bebida alcoólica nos dias de volta, Montes Claros, e teve um surto, uma psicose alcoólica. Ele foi internado e quando ele deixou dois dias depois o hospital público, ele bebeu mais um pouco e então ele entrou num outro surto, num outro estado psicótico. E ele se dirigiu alucinado para uma área num bairro próximo que é limítrof com a zona rural. Portanto, caminhou bastante. E ali, naquela região limítf, área rural, havia uma lavoura de ervas, havia algumas leguminosas e havia um cabo de enchada abandonado. Ele escutou uma voz: "Toma e mata". Esse é um depoimento que ele vai apresentando perante os jurados e as juradas do Tribunal do Júrio. Eu acompanhava a sessão, ele diz que escutou a voz, ele pegou o cabo da enchada abandonado e desceu por uma rua.
poimento que ele vai apresentando perante os jurados e as juradas do Tribunal do Júrio. Eu acompanhava a sessão, ele diz que escutou a voz, ele pegou o cabo da enchada abandonado e desceu por uma rua. Em síntese, ele atingiu com a madeira a cabeça de várias pessoas. Ele por último, assim que passava por uma calçada, no exato momento, uma criança foi espiar a rua. Ela estava vendo TV pela manhã. Ela deixou a salinha da sua casa pobre, foi até o portão olhar a rua instante em que recebeu o golpe. As pessoas procuraram cercar esse homem. Ele foi detido e começou a ser linchado. Nesse momento em que ele está sendo inchado, um homem sobe sobre uma carroça e grita assim: "Gente, gente, de que vai adiantar isso?" E voltou-se pro pai da criança que estava lá desmaiada na calçada. Não é melhor levar seu filho pro hospital? Esse carroceiro desarmou todo o linchamento de sobre a sua carroça, com a sinceridade e mansuetude com o que ele falou essas palavras. Quando esse homem foi ao tribunal sofrer o processo devido à punições humanas, o encarceramento, o carroceiro foi ouvido e ele repetiu a mesma história. Mas o juiz de direito, uma alta personalidade extremamente bem agraciada de estudos, honorável e louvável por várias razões. Depois que preferiu a sentença, disse para o acusado: "Se fosse um filho meu, o senhor não estaria aqui, querendo dizer que ele teria matado o criminoso." Então, o sentimento de justiça é algo mais elaborado do que os conhecimentos que nós desenvolvemos sobre a justiça. é uma manifestação de poder de ver. Por isso, nessas questões do livro dos espíritos, vão dizer os espíritos, muitas vezes é nas pessoas humildes, mais simples que encontramos esse rio que é o sentimento de justiça mais puro. Porque algumas vezes a cultura que traz também algumas exposições internas menos produtivas, como vaidade, arrogância, orgulho, esses fenômenos se transformam em afluentes tributários do rio chamado sentimento de justiça e contaminam o sentimento de justiça. Mas foi a manifestação do juiz pai
como vaidade, arrogância, orgulho, esses fenômenos se transformam em afluentes tributários do rio chamado sentimento de justiça e contaminam o sentimento de justiça. Mas foi a manifestação do juiz pai e não do juiz autoridade. Certamente foi um dia muito difícil para todos, mas na espontaneidade daquele coração, ele afirmou ao criminoso depois de ler sua sentença de mais de 40 anos: "Se fosse meu filho, o senhor não estaria aqui para o carroiro." Gente, gente, de que vai adiantar isso? E para o pai que teve o filho, não morto, mas prejudicado cerebralmente para o resto da existência, ele diz: "Não é melhor levar seu filho para o hospital". Como tantas diferenças na manifestação desse mesmo rio que é o sentimento de justiça? As diferenças dependem dos tipos de afluentes de outras forças tributárias. que jogam suas forças no curso da força do sentimento de justiça. Como responderam os espíritos ao nosso distinto codificador? Para explicar essas diferenças no modo de entender o que é justo do que é injusto, precisamos recordar que em geral paixões se misturam ao sentimento de justiça. Essas paixões produzem distorções no sentimento de justiça. E dirão os espíritos: "Essas distorções fazem com que nós vejamos coisas sob um falso ponto de vista. As potências divinas não se desnaturam, não se estragam, não se prejudicam. O que é de Deus é como Deus. Mas nós podemos ajuntar com a nossa segunda natureza certas forças agregadas aos potenciais divinos como fomos criados. E a nossa segunda natureza imperfeita pode produzir alterações. Os espíritos centralizaram o conjunto de [limpando a garganta] alterações negativas sobre o sentimento de justiça com a palavra paixões. Não porque todas as paixões sejam negativas, mas simplesmente lembrando que as paixões normalmente são sinônimas de forças arrebatadoras que descontrolam. Então as paixões alteram, misturam o sentimento de justiça com outras forças. E isso faz com que vejamos as coisas sob um falso ponto de vista. Leis morais são poderes anímicos.
oras que descontrolam. Então as paixões alteram, misturam o sentimento de justiça com outras forças. E isso faz com que vejamos as coisas sob um falso ponto de vista. Leis morais são poderes anímicos. Os poderes anímicos vieram de Deus, mas o aperfeiçoamento deles está em nossas mãos e nossa responsabilidade. Estamos em diversos níveis de consciência desses poderes. Por isso que tem linhas mais pobres de justiça praticadas pelos indivíduos e linhas [limpando a garganta] mais profundas de justiça praticadas por outros indivíduos. nas linhas rudimentares da justiça. O que é justiça para boa parte das pessoas? É o que favoreça a elas, é o que beneficia a elas. E o que é injustiça nessa faixa começante da evolução? O que é injustiça? É o que nos traz prejuízo, é o que nos agrada, que interfere nos nossos projetos. Tratamos por injustiça, mas veremos daqui a pouco o que seria um alto grau de sentimento de justiça se expressando por uma pessoa. Quando nas partas inferiores desse desenvolvimento do sentimento de justiça, o que acontece com o outro muitas vezes não importa pra gente. E essa é a nossa tragédia. Na pergunta 874 de O livro dos Espíritos, ainda podemos avançar. Bom, então nós temos o sentimento de justiça. Ele pode ser alterado. Ele pode ser alterado negativamente, mas o que que pode vir em auxílio do sentimento de justiça? O que que pode ajudá-lo a ir ao encontro do seu fanal, que é a perfeição? Mais brevemente, lembremos que o sentimento de justiça vai se aperfeiçoando a proporção que nós vamos vencendo os obstáculos da infância espiritual. Quais são os obstáculos da infância física material? os principais, ignorância, vulnerabilidade e egocentrismo. Os grandes obstáculos iniciais da criança na libertação de si mesma, nesse retorno do espírito à vida corporal, é a ignorância pelo esquecimento relativo do passado. é a vulnerabilidade que o faz carente e amedrontado, porque está completamente dependendo de outros para o prosseguimento da sua caminhada. E o egocentrismo que é diferente do
nto relativo do passado. é a vulnerabilidade que o faz carente e amedrontado, porque está completamente dependendo de outros para o prosseguimento da sua caminhada. E o egocentrismo que é diferente do egoísmo, a centralização em sua necessidade de defesa, de proteção, de carinho, de assistência. Esses mesmos obstáculos estão nos primórdios da infância espiritual de cada um de nós. Ignorância, vulnerabilidade e egocentrismo. Se pudéssemos reunir essas três coisas: ignorância, vulnerabilidade e egocentrismo e dar um nome só, poderíamos dizer: "É a sombra de Caim." Recordam o personagem mítico da Bíblia no livro do Gênesis, filho de Adão e Eva, irmão de Abel, miticamente e psicologicamente, o que foi Caim? E o que fez [limpando a garganta] Caim foi em função da sombra, da ignorância. da vulnerabilidade que se manifestou por inveja no irmão e o egocentrismo. Mesmo no mundo hipotético de quatro seres humanos, que é a tese metafórica da Bíblia, ele precisava centrar o mundo em si mesmo. Para vencer esses obstáculos, Joana de Angeles sugere que nós façamos um investimento individual em três virtudes: prudência, descrição e benevolência. Vios dizendo que o sentimento de justiça é como um rio. afluentes podem levar impurezas materiais contaminadores a esse rio principal de uma potência em nós, posta por Deus em nosso coração e que nos dá um senso de entendimento e realização com as coisas do mundo e os outros que nos dá harmonia e ordem porque nos auxilia a viver corretamente. O desafio ético da justiça é o viver corretamente, pensar corretamente, olhar corretamente, falar corretamente, adquirir corretamente, transmitir corretamente, viver corretamente, amar corretamente. Lembrando o caminho de oito passos dos nossos irmãos budistas, mas sem a precisão exata do caminho óctoplo. Prudência é o equilibrador do sentimento de justiça, dirá a nossa benfeitora Joana de Angeles. Prudência, de onde será que essa palavra se originou? Prudência é um termo que no mundo antigo era a expressão
ncia é o equilibrador do sentimento de justiça, dirá a nossa benfeitora Joana de Angeles. Prudência, de onde será que essa palavra se originou? Prudência é um termo que no mundo antigo era a expressão da ideia de sabedoria prática. Para escolher um nome para a sabedoria prática, Aristóteles chamou de frones, tradução, prudência. Assim, a prudência é uma sabedoria prática. O que em relação ao sentimento de justiça essa sabedoria prática sugere? Não julgueis. E quem nos afirmou isso? Jesus de Nazaré. Lembrando Mateus no sermão do monte ali, capítulo séo, que diz Jesus textualmente: "Não julgueis para que não sejais julgados, pois pela sentença que julgardes, sereis julgados, e pela medida com que medirdes, sereis medidos. A prudência é um equilibrante do sentimento de justiça na proporção em que a prudência nos faz olhar para nós mesmos e questionar se temos condições de julgar, deusar o senso ou sentimento de justiça e aplicá-lo sobre a conduta e do comportamento alheio. Porque se nós estamos tentando proteger o nosso sentimento de justiça, é importante que nós não o desnaturemos criando sentenças fortes, agravadas, sem misericórdia e aplicando-a aos demais. Porque internamente nós constituímos um clichê, um padrão mental. E quando fomos examinar as nossas faltas e deficiências, esse padrão, esse paradigma se levantará, nos avaliará e aplicará sobre nós a mesma sentença, disse Jesus. e usando a mesma medida. Então, a prudência nos faz olhar para o nosso estágio evolutivo e nos questiona se estamos em condição de construir essa ferramenta em nós, uma sentença e uma segunda ferramenta, uma medida. a sentença que vai nos sentenciar e a medida que vai nos medir. A segunda virtude proposta por Joana como um fator equilibrante, protetivo, regularizador do caminho e da pureza do sentimento de justiça, é a descrição. A descrição. Quando a palavra foi criada de escrição, ela tentava transmitir a ideia de que precisamos separar corretamente as coisas, discernir corretamente as coisas.
ento de justiça, é a descrição. A descrição. Quando a palavra foi criada de escrição, ela tentava transmitir a ideia de que precisamos separar corretamente as coisas, discernir corretamente as coisas. Então Jesus disse: "Por que miras o cisco no olho do teu irmão e não te dás conta? da trave que está no teu. Por que miras, olhas o cisco no olho do teu irmão e não te dás conta da trave que está no teu diz que precisamos primeiramente retirar o cisco ou a trave, melhor dizendo, do nosso nosso olho para depois nos sentirmos autorizados a tirar o cisco que está na vista do outro. Está nos propondo que a gente aprenda a separar em nós e separar no outro que estamos examinando e compará-los e compará-los. Porque se o próximo traz um cisco e na minha forma de ver eu trago uma trave que impede, que obstaculiza, naturalmente eu não devo me preocupar com o próximo, nem com a sua vida nesse particular e preciso preocupar-me comigo. Essa virtude é descrição. Separar em quem eu devo investir, separar o que que é mais necessário e quem é mais necessário ser auxiliado. Se o outro ou se a mim no campo da imputação das faltas, dos defeitos ou das deficiências. E a terceira virtude é a benevolência, ou seja, o desejo de servir, o desejo do bem, a boa vontade. No Evangelho segundo João, no capítulo número 8, versos 15 e 16, Jesus de Nazaré faz uma afirmativa. Vós julgais conforme a carne. Vós julgais conforme a carne, conforme a cultura educacional que o mundo poôde desenvolver e conforme os instintos que nós construímos no caminho biológico da evolução para as espécies planetárias de que herdamos. Jesus afirma, mas eu a ninguém julgo ele traz uma hipótese. E se eu julgo, porém, o meu julgamento é verdadeiro, porque eu não estou só, mas comigo está o pai que me enviou. Jesus não julga. O espírito governador do planeta não julga. Na hipótese de julgar, o seu julgamento seria verdadeiro. Porque Jesus não está só. Jesus e o Pai são unos ou um. Da nossa parte, precisamos proteger o nosso sentimento
overnador do planeta não julga. Na hipótese de julgar, o seu julgamento seria verdadeiro. Porque Jesus não está só. Jesus e o Pai são unos ou um. Da nossa parte, precisamos proteger o nosso sentimento de justiça. Esse rio que vai crescendo, que foi fonte, hoje está relativamente caudaloso, mas profundamente contaminado e alterado. Nós precisamos entender que todo julgamento é um auto julgamento. Todo julgamento é um auto julgamento. Quando Jesus trabalhou essa questão conosco, está nos auxiliando a compreender o problema do julgamento. Justiça nos convida a ser justos. Justos nos reclama justeza, a perfeita adaptação do que estamos vendo, sentindo para podermos julgar. É como Jesus se alienta. Eu não julgo, mas se eu julgo, o meu julgamento é verdadeiro, porque eu não estou só. Ele está com Deus que o enviou. Jana deângeles tem um estudo sobre o problema do julgamento excepcional no livro Diretrizes para o êxito. O capítulo chama ante os julgamentos. Nós vimos que auris, ela propôs três forças para ajudar a equilibrar o nosso sentimento de justiça e evitar que ele se altere ou se desnature com a força das paixões. Prudência, descrição e benevolência. João, no entanto, faz um estudo agora, é psicológico do problema do julgamento, como um estudo psicológico. Ela vai nos lembrar que quando nós nos propomos a julgar, nós estamos sob um estado de ânimo. Nós estamos sob um estado de ânimo, um estado interior. Esse estado interior, ela sugere, podemos observá-lo por três ângulos: ótica, emoção e conflitos. estado de ânimo, como estamos interiormente, isso pode ser avaliado pelo ângulo da ótica ou visão de mundo ou como nós somos no mundo, pela vertente da emoção, que emoções nesse momento estão influenciando o estado de ânimo e os conflitos. Ela vai dizer: "O estado de ânimo, diante do fato que aconteceu, gera reações diversificadas naqueles que o observam". Que importante isso. O estado de ânimo cria uma [limpando a garganta] cortina entre o que nós estamos acompanhando
, diante do fato que aconteceu, gera reações diversificadas naqueles que o observam". Que importante isso. O estado de ânimo cria uma [limpando a garganta] cortina entre o que nós estamos acompanhando e como estamos entendendo o estado de ânimo, seja a visão de mundo que nós temos, por exemplo, o pessimismo. Normalmente a visão de mundo pessimista agrava os acontecimentos, ou seja, trata-os como mais graves do que naturalmente são. Pessoas que são otimistas tem a condição de relativizar, ou seja, analisar melhor os fatos, tentando um caminho não de neutralidade moral, mas de abordagem moral sobre o fato que aconteceu, mas de forma produtiva, construtiva e produtiva. Certa feita, um amigo nosso aqui da cidade, espírita me contou esse episódio, como eu ele adora os mercados. E nós temos um grande belo mercado municipal Montes Claros. Ele estava lá numa banca comprando verduras e de repente o responsável pela banca de verduras notou que um rapaz de 14 anos, ele colocou a mão na bolsa de uma senhora e a senhora não viu. rapidamente tomou o rapaz, rendeu o rapaz, prendeu o rapaz de 14 anos junto ao solo e pressionou o seu pé sobre o pescoço do rapaz. As pessoas começaram com ssorro. Bate, bate, bate. É o mercado grande, tem galerias superiores. Outros gritaram: "Lincha, lincha!" Então, o mercado tomou-se de uma sonoridade tétrica, em que as pessoas exigiam que ele batesse, machucasse o menino. O meu amigo espírita frequentava aquela banca há muitos anos. Ele passou discretamente perto do rapaz, chamou pelo nome e falou: "Não vale a pena, não vale a pena". E deixou a banca. Havia comprado, pagado e se retirado. Mas ele pôde olhar para trás e veio que o rapaz estacou com o olhar e depois disse ao pai dele que também trabalhava na banca. Pai, não vale a pena. E soltou a menina. O rapazinho correu em direção ao estacionamento em busca do meu amigo e chorando, falou com ele: "Nunca mais, o senhor nunca vai mais me ver aqui." Então, o estado de ânimo tem profunda relação com a nossa visão
correu em direção ao estacionamento em busca do meu amigo e chorando, falou com ele: "Nunca mais, o senhor nunca vai mais me ver aqui." Então, o estado de ânimo tem profunda relação com a nossa visão de mundo e com as emoções do momento. Irritação, medo, raiva são intérpretes dos fatos. Ninguém notou como era franzino o jovem. Ninguém notou o pavor dos olhos dele quando ter o pescoço pressionado ao chão pelo pé de um homem muitas vezes maior e mais forte. Remoçando de medo, de raiva, de indignação, então gritavam palavras de ordem para feri-lo. Mas bastou o nosso amigo sussurrar não vale a pena. Desarmou. aquele que detinha o rapaz, que desarmou o pai que vinha para cima. E os dois quando param vão desarmando os que estão por perto. Daqui a pouco o mercado estava em silêncio. Estado de ânimo é um intérprete e muitas vezes interpreta erroneamente o que está acontecendo, o que estamos vendo, o que é necessário, o que não é necessário. que muitas vezes nós nos deixamos tomar por esse estado de ânimo, seja pela vertente da óptica, como vemos o mundo, as emoções do momento ou os conflitos, conflitos íntimos, conflitos interpessoais e os estados de ânimos nocivos são tradutores perigosos dos acontecimentos que nos faz. Então J vai dizer, essa é a psicologia do julgamento. Quem pode julgar? Como aperfeiçoar o nosso poder de julgar? Porque sentimento de justiça julga, aprecia, avalia para levar o que é correto, produzir o que é correto. Precisamos de um estado de ânimo, cuja ótica, visão de mundo, cuja emoção e redução de conflitos nos criem menos cortinas falsas, pontos de vista falsos, como lembra a resposta dos benfeitores à questão 874. pra gente enxergar melhor o que faz e o que vai fazer. O segundo problema psicológico do julgamento, salienta Joana, é que nós não temos dados e recursos que propiciam o conhecimento da ocorrência como ela sucedeu. Grande parte das vezes, nós não estamos munidos de informações, de dados, de recursos que nos permitam conhecer os fatos como eles se deram.
ue propiciam o conhecimento da ocorrência como ela sucedeu. Grande parte das vezes, nós não estamos munidos de informações, de dados, de recursos que nos permitam conhecer os fatos como eles se deram. Então, Joana propõe que é preciso muito cuidado com a fraqueza da precipitação. Precipitar é uma palavra também curiosa. Ela é formada de elementos que querem dizer caindo de cabeça para baixo. a pessoa eh tropeça e vai com a cabeça para a região do chão primeiro. Esse tipo de experiência os gregos chamavam de precipitação, ou seja, pessoas tão apressadas que caem dessa maneira pra gente julgar bem e pro nosso sentimento de justiça fluir bem. Nós precisamos de uma boa visão de mundo, uma boa ótica, emoções bem reguladas, bem conhecidas e conflitos amainados, porque assim a gente evita o problema da precipitação. Quanta vez, quanta vez a gente precipitou em julgamentos das coisas de dentro de casa e criamos distanciamentos, ressentimentos que talvez ainda não passaram. Criamos separações, distanciamentos que ainda prosseguem por conta da precipitação. Por isso, é preciso a gente desenvolver a noção de que muitos problemas da vida reclamam. Um tempo de elucidação. Um tempo de elucidação. Um tempo para chegar informações novas. um tempo pra gente poder ver melhor, se desembaraçar daquelas cortinas que mencionávamos, daqueles tradutores de fatos que alteram os fatos, que são a ótica, a emoção e os conflitos, quando bafejados por inspirações negativas. Então nós vamos chegando à questão 875. Kardec pergunta: "Como se pode definir justiça? Consiste em cada um respeitar os direitos dos demais. Cada um respeitar o direito de cada um. Cada um respeitar o curso das forças, dos poderes anímicos de cada um. cada um respeitar as leis morais em exercício em cada um. Então, alguém perguntaria: "Sim, o tema é justiça e direitos naturais. Quais são os direitos naturais? Direito à adoração, à crença, a liberdade de fé, direito ao trabalho, segunda lei moral, direito à reprodução, direito a viver
im, o tema é justiça e direitos naturais. Quais são os direitos naturais? Direito à adoração, à crença, a liberdade de fé, direito ao trabalho, segunda lei moral, direito à reprodução, direito a viver no processo reprodutivo, direito à conservação, ter acesso aos recursos da sobrevivência com dignidade, direito de destruição, de usar as coisas do mundo. Mas usar com a sabedoria da lei do uso, a potência da sociedade, ou seja, é um direito natural que as pessoas vivam em sociedade, se relacionem em sociedade, tem acesso às oportunidades sociais em função da lei de igualdade, da lei de progresso. E também é uma potência natural nos outros e, portanto, um direito natural. A liberdade, o direito à liberdade, trabalho, adoração, reprodução, conservação, destruição, sociedade, progresso, igualdade, liberdade. São potências em nós e são potências no outro. Que fizeste do teu irmão? Pergunta a força divina aos ouvidos do mitológico Caim. Todas essas manifestações são potências e direitos [limpando a garganta] naturais. Pergunta ainda Kardec, qual é a base da justiça? Os espíritos lembram Jesus. Aliás, Jesus é lembrado diversas vezes em o livro dos espíritos. Por essa questão a 876 diz os espíritos disse Jesus, queira cada um para os outros o que quereria para si mesmo nós vimos como a prudência, a descrição, a benevolência, a melhoria do estado de ânimo, a construção de um comportamento que espera, o tempo das elucidações para equilibrar melhor o nosso sentimento de justiça. Mas tem uma coisa que se a gente aprender a ser vai nos fazer chegar a mais alta expressão do sentimento de justiça. Fazer aos outros o que queremos que os outros nos façam. desejar para os outros o que desejamos que os outros nos façam. Então, dizem os espíritos, quando uma pessoa chega na plenitude dessa regra, que é o princípio fundamental da justiça, segundo a questão 822 o livro dos espíritos, a pessoa encontra o paradigma de Jesus de Nazaré. A pessoa encontra o paradigma do mestre de Nazaré. Essa crônica foi contada
cípio fundamental da justiça, segundo a questão 822 o livro dos espíritos, a pessoa encontra o paradigma de Jesus de Nazaré. A pessoa encontra o paradigma do mestre de Nazaré. Essa crônica foi contada num jornal americano baseado em fatos reais. Uma cidade, numa rua, uma pequena loja, uma joelheria. através da calçada, uma criança, talvez seus 10, 12 anos. O balconista naquela hora era o próprio dono da loja. Ele notou a criança atravessar a rua, ir à sua vitrine, colar o narizinho no ouvido e olhar as peças da joelheria. E o espanto da criança quando viu um certo colar que estava na vitrine, um colar de turquesas azuis, simples, nada muito sofisticado, mas de grande beleza. A criança entrou na loja, foi ao balcão e dirigiu-se ao balconista do momento, o proprietário, e pediu para ver o colar. E o proprietário foi e retirou o colar e mostrou a criança. Ela falou assim: "Como é bonito! O senhor pode embrulhar num papel bem bonito para mim?" O logista questionou: "Mas você tem dinheiro? Quanto dinheiro você tem?" A menina estava com a saia ampla. Ela enfiou a mão num bolso da saia, tirou um lenço cheio de nós, era onde ela guardava secretamente suas economias. Ela abriu nó a nó o lenço e mostrou ali alguns dólares para o comerciante e perguntou assim para ele: "Isso dá?" Não dá? O logista pegou o colar, foi ao balcão do fundo, retirou um estojo, alojou o colar, buscou um belo papel vermelho, embrulhou cuidadosamente, colocou uma fita azul bonita, recebeu as moedas, uma diferença de algumas centenas de dólares entre o valor real e o pagamento da menina e diz assim: "Vá para casa diretamente, tenha cuidado." E o dia, o dia seguiu o seu curso, mas antes do dia findar e antes da loja fechar, uma outra pessoa chegou muito parecida com a criança da parte da manhã, trazendo o embrulho desembrulhado do colar de turques azuis. Quando conversavam o logista e a criança de manhã, ela falou assim: "Olha, é um presente para minha irmã mais velha". Depois que mamãe morreu, ela passa quase todo o tempo dela
colar de turques azuis. Quando conversavam o logista e a criança de manhã, ela falou assim: "Olha, é um presente para minha irmã mais velha". Depois que mamãe morreu, ela passa quase todo o tempo dela cuidando de mim. Ela não tem tempo para ela, mas hoje é aniversário dela. E esses esses tons de azuis são o tom [limpando a garganta] de azul dos olhos dela. Ela tem olhos que parecem o tom de azul dessas turquesas azuis. Eu vou dar o colabora. Foi nesse momento que o logista foi ao fundo, embalou e entregou o colar pra criança. A moça chegava ao balcão e pergunta: "Esse colar foi comprado aqui?" Não foi o logista? Sim, foi comprado aqui. Mas como? Minha irmã não tinha dinheiro, tinha alguns dólares. Mas como ela pôde comprar? As peças são verdadeiras. Quanto custou colar? E respondeu o logista: "O preço dos produtos da nossa loja são um assunto confidencial entre nós e os clientes. A bolsa, que tinha os olhos muito azuis, percebeu o alcance daquele conceito. O logista recolheu o estojo, alojou novamente o colar, tomou de outro papel vermelho, embrulhou delicadamente o estojo, colocou outra fita azul e quando a moça então perguntou: "Mas como ela não podia pagar?" Ele respondeu, ela pagou. Ela pagou de uma maneira muito especial. Ela deu tudo que tinha. Quando o sentimento de justiça chega ao nível da questão 876, ou seja, que o seu princípio maior agora conduz o sentimento de justiça, queira cada um para os outros o que quereria para si mesmo. Nós estamos na faixa crística de Jesus de Nazaré. E nesse estado de coisas, nós aprendemos a reconhecer quando as pessoas dão tudo que podem e aprendemos a ser felizes com o que as pessoas podem nos dar. Boa noite, amigas e amigos do Espiritismo de toda parte. >> Que lindo! Nosso sincero agradecimento a ti, meu irmão, por sua generosidade em estar conosco neste momento que torna possível a construção de um ambiente de luz e aprendizado. Ouvindo quem sabe despertaremos em nós a vivência necessária dos postulados do amor e do bem a todos.
m estar conosco neste momento que torna possível a construção de um ambiente de luz e aprendizado. Ouvindo quem sabe despertaremos em nós a vivência necessária dos postulados do amor e do bem a todos. imensa gratidão e é com profunda gratidão a todos que estão aqui conosco, a todos que ouvirão este programa mais tarde em torno deste tema, justiça e direitos naturais. Agradecemos a todos pela escuta, mas sobretudo que tenhamos os nossos corações abertos para absorver os ensinamentos que nos convidam a uma vida mais consciente, equilibrada e alinhada com as leis divinas. que possamos levar conosco a compreensão de que a verdade, a justiça, sem o amor, sem a empatia, sem o respeito ao próximo, não teremos reconhecido em nós esses direitos naturais. Que o Senhor da vida possa nos inspirar, nos intuir a bem prosseguir no roteiro da vida, despertando para verdadeiro sentido dela. A todos vocês, muita paz e muita luz.
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