Momentos Evangélicos com Wesley Caldeira - Deus, antes e depois de Jesus

Mansão do Caminho 06/07/2025 (há 8 meses) 1:07:07 11,173 visualizações 1,838 curtidas

Palestra doutrinária realizada no Cenáculo da Mansão do Caminho, todos os sábados, com transmissão ao vivo. #espiritualidade #espiritismo #evangelho #deus #jesus

Transcrição

Boa noite. Boa noite, amigas, amigos do Espiritismo presentes no cenáculo do Caminho de Redenção, irmãs e irmãos de outras plagas que à distância nos acompanham. Que o Mestre de Nazaré prossiga iluminando os nossos caminhos. Agradeço ao Caminho de Reden esta oportunidade de trabalho inesquecível e agradeço na pessoa de Mário Sérgio por toda a simpatia com que recebeu a mim, esposa e os filhos. Agradeço também as dezenas de seminários aula que eu recebi do projeto Manuel Filomeno de Miranda. Pessoas que tornaram-se nossos familiares em Montes Claros. Então, abraço Nilo Calazãs, João Neves e o nosso saudoso Zé Ferraz. É claro que há um ausente saudoso e recente. Mas sobre Divaldo, eu vou falar é na revista Reformador do próximo mês de agosto. Reformador nos solicitou um artigo, então teremos uma edição especial para agosto. Edvaldo, claro, é o enfoque desse momento especial na história de reformador. O livro espírita aberto é um benfeitor que nos fala. O livro espírita fechado é um amigo que espera. Hoje o título da nossa conversação é o livro Deus antes e depois de Jesus, que a Federação Espírita Brasileira publicou em novembro de 2021, mas que estamos apresentando aqui às colegas e aos colegas de estudos espíritas numa breve mensagem que tentará organizar uma linha de reflexão a partir do livro. Recordemos sempre isso. O livro espírita é um grande benfeitor para as nossas mudanças fundamentais, alicando fé e razão enquanto fazemos o nosso processo de ascensão. Aberto, ele é um especial amigo. fechado, ele aguarda a nossa generosa concessão de tempo a ele. Então, falamos do nosso livro, mas louvando a importância de todo livro espírita. O objeto desse livro, naturalmente, é a questão de Deus. E a questão de Deus é a questão das questões. O tema prima de todo aquele ou aquela que ao longo da história tem pensado na vida, no seu significado e na sua destinação, passa por compreender Deus. O que é ele? Recentemente, com as descobertas do James Web, o notávia, o telescópio

la que ao longo da história tem pensado na vida, no seu significado e na sua destinação, passa por compreender Deus. O que é ele? Recentemente, com as descobertas do James Web, o notávia, o telescópio espacial, passamos a falar de um universo medido, não mais em bilhões de galáxias, mas em trilhões de galáxias. Porque é que existe alguma coisa ao invés do nada? Sem Deus, o todo seria constituído pelo nada. Mas nós somos, a criação existe. A busca da compreensão da realidade é um evento que desafia a criatura humana, não de agora, mas de muitos milênios. O nosso livro começa a falar da busca por Deus a 60.000 1 anos atrás era o chamado período paleolítico. O homo sapiens nômade descobre a existência da alma, dá-se conta da sobrevivência da alma ao corpo. E a nossa documentação acerca desses fatos naturalmente sai da antropologia. sai da arqueologia. E podemos então nos deparar no capítulo dois do nosso trabalho com esse homem andaro de muitos e muitos milênios, constatando uma contraparte em si e no outro que vai além daquele que foi o corpo que nos abrigou e abrigou aqueles que amamos. Chegamos ao período neolítico, cerca de 12.000 anos para agora e nos deparamos com o homem agora sedentário, vivendo a experiência da agricultura. O que levou o texto bíblico atribuído a Moisés a dizer que Abel matou Caim. E essa simbologia nos descortina esse processo histórico, porque vou reconstituir a fala. O nosso Abel é a representação histórica na Bíblia dos nômades que pastoreavam as manadas, que seguiam o curso das manadas. E quando diz o texto que Caimou Abel, Caim é o agricultor. Então, através de imagens que tinham significado na cultura judaica, o mundo bíblico nos revelou essas alterações. O homem sedentário do Neolítico, ele por volta de 8.000 1 anos atrás idealizou uma palavra de um idioma daquele tempo, o proto língua morta, mas que é a língua mãe do grego, do latim, do francês, do português, de todas as línguas ocidentais. Aquele homem primitivo que agora habita não mais as furnas, mas

aquele tempo, o proto língua morta, mas que é a língua mãe do grego, do latim, do francês, do português, de todas as línguas ocidentais. Aquele homem primitivo que agora habita não mais as furnas, mas em pequenas aldeias, como Jericó. Jericó talvez seja o aglomeramento humano mais antigo da história, datado de 10.000 anos atrás, ali nas margens do Jordão, por onde Jesus tantas vezes passou. Esse homem que agora se reúne em aldeia e cria uma disciplina social comante, mas vibrante, ele olha o céu e o céu parece revestido de uma camada brilhante, resplandescente. Todas as vezes que estamos sentindo alguma coisa difícil no coração, é tão intuitivo que nós olhemos pro céu como que buscando um auxílio, procurando uma ajuda, aquele homem fazia o mesmo. E por essa experiência de contemplar o céu resplandescente, ele idealiza na sua língua a palavra dei-vos para dizer de um ser celeste, para falar de um ser luminoso. Estamos trazendo um recorte das pesquisas antropológicas, mas quando visitamos o livro Luz Acima do nosso Humberto de Campos, pelas mãos do Chico, Humberto de Campos em luz acima concorda com a mesma tese: O homem da aldeia primitiva vislumbrou o direito do próximo e teve a primeira intuição de um criador celeste quando volveu os seus olhos para o céu luminoso e se sentiu acolhido, envolvido. A experiência do céu é interessantíssima. Onde quer que nos situemos, parece que ele nos abraça. Não tem um lugar que não seja o centro do céu. Quando nós olhamos para o céu, há 5000 anos, as primeiras civilizações que vão sistematizar os primeiros pensamentos religiosos, Suméria, Egito, com as suas súplicas de pedra na terra, procurando falar desse Deus infinito, Babilônia, e um período muito curioso ocupa do capítulo 5 ao capítulo 9 do nosso livro. Tratamos ali da preparação para a vinda de Jesus de Nazaré. E como nos explicou o espírito Emanuel, essa preparação foi antecedida pela constituição na Terra de quatro grandes núcleos civilizatórios. China, Índia, Grécia e Israel

ra a vinda de Jesus de Nazaré. E como nos explicou o espírito Emanuel, essa preparação foi antecedida pela constituição na Terra de quatro grandes núcleos civilizatórios. China, Índia, Grécia e Israel vão concentrar uma pleiade de espíritos nobres que vão ensinar o homem a pensar na vida, a pensar no destino, a elaborar as perguntas fundamentais com que nos defrontamos até os dias presentes. Por 800 anos, esses espíritos prepararam a chegada de Jesus, porque diz-nos Emanuel, era preciso ambientar vibratoriamente o planeta para que sentisse a mensagem de Jesus e esse sentimento se desdobrasse nos novos pensamentos. Esses espíritos trazem correntes ideológicas, formam as principais religiões do presente, aliceçam o porvi. Para a Índia, o governador espiritual do planeta, idealiza a incumbência de estudar o espírito humano no bramanismo, nos upanixades, no budismo e outras escolas do hinduísmo. estudar o espírito humano e as forças da criação. A China, o divino mestre, incumbe a tarefa de estudar a lei moral, de extrair da contemplação da natureza princípios que orientam o agir humano. Vivemos com Fúcio grande estadista. Mais tarde o taoísmo debruçando sobre a vida das coisas que têm vida para intuir daí as regras da boa vida pessoal e da boa construção social. A Grécia, o Cristo incumbe a tarefa de estudar o criador e o seu papel criador. Se séculos antes de Jesus, na pequena Mileto, nas margens do Maregu, Jônia, Thales faz a pergunta que somente 25 séculos depois seria recomposta na filosofia dos homens, porque ele questionou ti to que é Deus depois indagamos quem é Deus, especialmente depois que o pensamento de Jesus sobre Deus sofreu as mutações das primeiras escolas cristãs, ti, Tó Teon. E Kardec abre o livro dos espíritos com a pergunta na posição correta. Porque esse pronome que ele é abrangente, mas o pronome quem quer dizer qual é a pessoa e Deus não é uma pessoa. Escola e discípulo de Thales Anaximandro, pela primeira vez na filosofia, fala de um Deus uno,

esse pronome que ele é abrangente, mas o pronome quem quer dizer qual é a pessoa e Deus não é uma pessoa. Escola e discípulo de Thales Anaximandro, pela primeira vez na filosofia, fala de um Deus uno, através de uma palavra grega, apeiron, o infinito, o infinito que é um deus além dos deuses da mitologia. Depois, Xenófonis é o primeiro pensador que nós conhecemos, que defende a unicidade de Deus, mas agregando a ideia de Deus, há uma nova construção filosófica. Há de que o homem progride. Há uma evolução, há uma evolução biológica, há uma evolução intelecto moral. Esses nomes vão preparar o terreno do cristianismo. Mas a Israel, a grande escola da fé, Jesus de Nazaré determina a missão de estudar o nosso relacionamento com Deus. Quatro grandes povos. quatro núcleos transformadores que moldaram o mundo à maneira como nós o conhecemos nos tempos que correm. Tudo que nós idealizamos, eles idealizaram. Vem Jesus há dois milênios. E depois de Jesus começamos a pensar sobre Jesus entre nós. Começamos a pensar nos ensinos de Jesus sobre Deus e fizemos uma confusão ao entender que Jesus é Deus. Deus é a luz eterna. Jesus é a luz de mundos em evolução. Deus é um puro ser. Jesus é um ser puro. Deus é o Senhor da criação, é o Senhor da vida. Jesus é o Senhor do coração, o Senhor de almas em evolução. É um ser que tornou-se o que é enquanto Deus é. Jesus alcançou o apoguade e da sabedoria, um ser magnífico, como Ezequiel o denominou no Antigo Testamento. Ele é o cedro magnífico, sob cuja copa e sobre os galhos todos os pássaros receberão acolhimento. Chegamos ao século XIX e o Espiritismo trouxe-nos o passado à luz das revelações dos espíritos. E nós nos damos conta que Deus é o ente supremo, mas é um ser ingênito. Ingênito, sem gênese, sem criação. Deus não auto se gerou. Deus é encriado, como disseram os gregos, ele é o arquet olonom. Ele é o princípio sem princípio. É um ser sem princípio, é uma causa sem causa. E resgatando Jesus, diz-nos o Espiritismo, Deus é o Senhor de todas as

, como disseram os gregos, ele é o arquet olonom. Ele é o princípio sem princípio. É um ser sem princípio, é uma causa sem causa. E resgatando Jesus, diz-nos o Espiritismo, Deus é o Senhor de todas as misericórdias. Jesus é a maior das misericórdias de Deus para conosco. Manzé de Miriã esteve conosco, deixando as esferas resplandescentes da vida superior e tomou-nos pela mão, construindo conosco uma síntese de tudo o que houve antes e tudo que vem chegando a nós. Hegel na filosofia disse: "Toda a história vai em direção a Jesus. Toda a história vem de Jesus. Todos os grandes mestres são representantes do governador planetário. Mas aquela luz incomum cintilou naquela madrugada em Belém é a luz do mundo e é a luz dos nossos caminhos. Kardec diz em a Gênese que a parte mais importante da revelação de Jesus foi o modo inteiramente novo pelo qual ele considerou a divindade. Poderíamos dizer que a missão de Jesus exultou no amor, sem engano. Mas quando nós nos debruçamos sobre a história, de onde viemos e para onde devemos seguir, a coerência está no pensamento cardeciano. A coisa mais extraordinária que Jesus fez foi nos colocar Deus sob uma outra perspectiva. Jesus tinha discípulos avançados. Para eles, ele disse, "Eu e o pai somos um de unidade ou na melhor tradução, a espanhola, eu e o pai somos unos de união." Paulo de Tasso, na primeira aos Coríntios, pensando sobre isso, escreveu: "Não sabiais que sois um templo de Deus? e que o espírito de Deus habita em vós. Nó temos que magnífica compreensão que o mestre de Tarso deflagra pensando nessas sofisticadas e adiantadas noções de Jesus. Eu e o Pai somos um unos. Emanuel falou disso, mencionando a centelha divina que faz parte da nossa essência. E estudamos no capítulo um do nosso trabalho um grande teólogo Hudolf Otto, que apresenta ao mundo perspectiva de Deus em nós, não simplesmente instalado pela cultura, pela educação, pela religião, mas Deus componente de nós, como também lembrou o espírito André Luiz. quando falou dessa essência divina em

tiva de Deus em nós, não simplesmente instalado pela cultura, pela educação, pela religião, mas Deus componente de nós, como também lembrou o espírito André Luiz. quando falou dessa essência divina em nós. O livro dos espíritos tem um comentário na questão 455 muito importante, porque fala que nós somos constituídos de um sentimento puríssimo que faz o alicece do nosso ser. Isso filosofia e teologia chamam de o sagrado em nós. A experiência do sagrado é uma experiência mais adiantada. Por isso, Paulo de Tarso é quem intui aquele tempo que do dizer de Jesus deveríamos nos perguntar: "Sabiais que sois um templo e que o Espírito de Deus habita em vós?" Joana deângeles para esses discípulos adiantados em libertação pelo sofrimento. Então comenta avança no conhecimento, avança na investigação, avança no estudo trabalhando e trabalhando-te sem cessar. E quando menos esperes, Deus estará emboscado no teu sentimento, no teu discernimento, na tua vida. Mas Jesus evangelizou sobretudo os pequeninos, aqueles que não tinham a condição dessas buscas pela mente, que pudessem refletir a grandeza de Deus transcendente à criação e imanente na criação, em nós. aos pequeninos. A linguagem de Jesus, cheia de belezas e significados procurou um outro caminho. Procurou o caminho da dor para falar conosco sobre o nosso criador. Aos que sofriam, aos marginalizados. E vale lembrar, Jesus nunca ficou passivo em situação alguma em que alguém fosse marginalizado. Os cinco grandes marginalizados do seu tempo, as crianças, as mulheres, os doentes, os pobres e os estrangeiros. Doía a Jesus presenciar alguém marginalizando criaturas, mas ele intervia nos processos como grande pedagogo e não como aquele que toma o partido, faz a defesa e por consequência marginaliza o agressor. o seu jeito de agir, lembrava a quem fere a dor de ferir, que marcará sua memória eterna, mas traz o ferido. Há um sentimento compassivo que nós chamamos de perdão. aos pequeninos. Ele não disse: "Eu e o Pai somos unos". Ele disse: "Bem-aventurados os pobres de

marcará sua memória eterna, mas traz o ferido. Há um sentimento compassivo que nós chamamos de perdão. aos pequeninos. Ele não disse: "Eu e o Pai somos unos". Ele disse: "Bem-aventurados os pobres de espírito. Bem-aventurados os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os que clamam misericórdia, os pacíficos, os pacificadores, os que sofrem perseguição por causa do bem, da justiça, por causa minha". Então Jesus falou de Deus de um outro jeito, através de uma palavrinha que ele usava sempre, aba, os egípcios chamaram Deus de pai, os judeus chamaram Deus de pai, os gregos chamaram Deus de pai, mas o pai da nação, o pai do grupo, o pai transcendente. E a palavra aba naquele tempo era um termo do aramaico que significaria hoje o paizinho, uma linguagem da intimidade familiar. Então, falando das nossas dores, ele nos pediu que aprendêsemos a compreendê-las, a superá-las. E enquanto entendemos as nossas dores e não sabemos superá-las, que aprendamos a suportá-las crescendo, aprendendo. Como a benfeitura Joana diz, é possível ser feliz sofrendo, explicando as nossas dores. disse a cada um segundo as suas obras, nos estimulando a aprender a superá-las, ele falou que a fé do tamanho de um grão de mostarda move montanhas. E enquanto não temos essa fé, ainda precisamos aguardar que no futuro estejamos adiantados na ética do amor para superar a dor. E então, para que ele atraísse cada sofredor diante dessa tarefa descomunal, ele prometia a paz. João 14:27, cenáculo, despedida dos apóstolos. Deixo-vos a minha paz. A minha paz vos dou, mas não vola dou como o mundo a dá. Não se perturbe, nem se inquiete o vosso coração. Os indianos aprenderam que a paz seria imperturbabilidade, se sentir imperturbável. E a metodologia que as escolas hinduístas desenvolveu para fazer esse grande silêncio foi o autoconhecimento. Os chineses, com a sua função, aprenderam a buscar a imperturbabilidade na contemplação das harmonias cósmicas e da natureza. Os gregos chamavam a imperturbabilidade

e silêncio foi o autoconhecimento. Os chineses, com a sua função, aprenderam a buscar a imperturbabilidade na contemplação das harmonias cósmicas e da natureza. Os gregos chamavam a imperturbabilidade ataraxia e a praticavam, fossem cínicos, estoicos, céticos ou membros de outras escolas com distanciamento social, o distanciamento da fonte de perturbação. O outro. Israel acreditava que a paz se adquiria, cumprindo os preceitos da Torá. E os quatro núcleos transformadores de fato estão corretos. Mas Jesus fala de uma paz em João 14:27 que é diferente. E em outros textos que vamos visitar rapidamente, ele liga a paz à espada, à divisão e ao fogo. Mas que paz é essa? A paz de Jesus não é imperturbabilidade. A imperturbabilidade é uma fase provisória, onde nós, nas medidas de nossa evolução, tentamos silenciar a perturbação, cobrir a perturbação com a contemplação. Procuramos distanciar-nos da fonte dela ou nos mergulhar em ritos. Oito séculos antes de Jesus, o próprio Cristo inspira Isaías. Isaías 1:17. Aprendei fazer o bem. O próprio governador planetário inspira Oséias 66. Eu quero amor e não sacrifício. Conhecimento de Deus e não holocaustos. Um milhão de animais morriam em Jerusalém todos os anos em sacrifício, em holocausto. Eu quero amor. E vejamos a inspiração magnífica de Oséias 66. Conhecimento de Deus mais que holocaustos. O espiritismo nos ensina que a paz é uma adaptação interior. O mundo se move em torno de nós. O movimento do mundo nos afeta. Se temos essa adaptação, as experiências não nos confundem, nem nos aturdem. Nós nos mantemos em estado de equilíbrio. O que é o conflito? O conflito que seria a oposição da paz é a experiência de ver o movimento do mundo nos convidando à marcha. E nós não temos essa capacidade, essa qualidade desenvolvida de adaptação. Professor Camilo, mentor do Raul Teixeira, traz para nós, talvez o mais profundo conceito de felicidade. É um tipo de consciência que nós desenvolvemos. Não é onde estamos, nem com quem, nem o que fazemos.

ssor Camilo, mentor do Raul Teixeira, traz para nós, talvez o mais profundo conceito de felicidade. É um tipo de consciência que nós desenvolvemos. Não é onde estamos, nem com quem, nem o que fazemos. É um tipo de consciência que nós edificamos. Jesus não era um mestre de conceitos, é um mestre de diretrizes. Se perguntássemos a Jesus: "Qual a maior diretriz para a paz? Qual a maior disciplina para a paz?" Pensamos que ele citaria o que Mateus 7:12. Tudo, tudo o que quereis que o próximo vos faça, fazei-o vós a ele. Essa é a grande disciplina para a paz. Se perguntássemos ao Mestre Nazareno: "E qual a maior indisciplina para a paz?" Pensamos que ele nos diria que a nossa preocupação angustiada com o futuro. A nossa relação insegura com o futuro, a nossa incompreensão diante do futuro. Houve um filósofo na Espanha do século passado, Orteg Gê, que disse: "A vida é uma série de colisões com o futuro os seres humanos, em geral vivem como testemunhou Urtegê. A vida é uma série de colisões com o futuro. Então Jesus disse uma vez e Mateus nos guardou a memorável advertência. Não andeis ansiosos por vossas vidas quanto ao que aveis de comer e beber. Não andeis ansiosos com o que havis de vestir. Jesus tratou da ansiedade literalmente. E ali em Mateus 7, ele considera chamando a nossa razão, que é a irmã da fé. Olhai as aves dos céus. Não semeiam, não colhem, não ajuntam em celeiros, mas o vosso Pai celestial a sustenta. Então ele dialoga conosco. Porventura não valeis vós mais do que as aves? Lucas, capítulo 12. Qual dentre vós, com suas preocupações, ansiedade, preocupações, qual dentre vós, com as suas preocupações pode prolongar um pouco a duração de sua vida? Então, se o vosso poder não alcança as coisas mínicas, as coisas mínimas, por que vos preocupar com as coisas maiores? Parece que Jesus, vai lembrar Allan Kardec em o Evangelho, está fazendo a apologia da passividade, da entrega. Kardec vai recordar, se não fosse diferente o pensamento de Jesus, ele estaria a defender a inércia.

Jesus, vai lembrar Allan Kardec em o Evangelho, está fazendo a apologia da passividade, da entrega. Kardec vai recordar, se não fosse diferente o pensamento de Jesus, ele estaria a defender a inércia. E o espiritismo nos ensina sem trabalho, sem progresso. Definição do codificador. O progresso é filho do trabalho. O céu e o inferno completa agora em agosto, 160 anos. Capítulo 7. Depois dos 33 princípios que ordenam a justiça divina, Kardec sentencia para nós a sua mais bela formulação. A felicidade é o prêmio ao trabalho e não ao privilégio, como passamos a defender depois que nos debruçamos na história sobre o pensamento de Jesus. falando de uma conquista eletiva que Deus faz entre os seus, salvando por predestinação. E acreditamos por muitos séculos que pensar em melhorar, em aperfeiçoar, a progredir ofendia a Deus. Seria vaidade humana, querendo interferir nos planos da salvação dele, o ser sabientíssimo, o sábio ordenador da criação. Kardec diz: "A felicidade é o prêmio ao trabalho, não um prêmio ao privilégio. Com os judeus, o cristianismo trouxe coisas maravilhosas, mas o engano, o engano do povo eleito, uma ideologia sectarista, marginalizadora, diferenciadora. E Jesus amava os estrangeiros. A nossa relação com o futuro ocupou muitas vezes a pedagogia de Jesus, porque buscava ele nos transmitir a ideia que precisamos desenvolver os pequeninos um sentimento filial por Deus. Nós sabemos que Deus é o nosso pai, mas os pequeninos procuramos Deus no nosso coração. De uma maneira que nos sentimos seus filhos. Honestamente, se nós nos questionássemos: "Me sinto filho de Deus? Eu me sinto o objeto do cuidado amoroso? de sua providência, o que responderia? Esse vínculo está entre nós e ele? Por isso os irmãos muçulmanos afirmam: "Entre nós e Deus há 70 véus, mas entre Deus e nós não há nenhum véu." A separação é daqui para o coração do Senhor da vida, o Senhor de todas as misericórdias. Do coração do Pai para o coração do filho não há nenhuma distância. Com o espiritismo aprendemos

nenhum véu." A separação é daqui para o coração do Senhor da vida, o Senhor de todas as misericórdias. Do coração do Pai para o coração do filho não há nenhuma distância. Com o espiritismo aprendemos que precisamos aceitar a incerteza. Petrarca disse num verso: "Navegar é preciso, viver não é preciso. E não fez a defesa do suicídio. Trouxe uma verdade da filosofia imortal. A navegação no seu tempo medieval já encontrava parâmetros de precisão, certeza. Aal deixava um ponto com perspectiva de encontrar seu porto. Viver não é assim. Viver não é preciso. Qual de nós pode prolongar de um momento o nosso fôlego da vida? Questionou Jesus. Não sabemos o que nos aguarda no momento seguinte. Isso é desafiador e angustiante para muitos. As bases dos distúrbios que hoje vão avaçalando a população planetária está sobretudo nessas ausências espirituais desses aliceces faltantes. Embora as disfunções psíquicas mereçam todo acompanhamento clínico, toda assistência terapêutica, a fé do tamanho de um grão de mostarda move montanhas. E Jesus o demonstrou empiricamente, o exemplificou. O espiritismo chama atenção porque tratamos os nossos pensamentos negativos como se fossem verdadeiros. E essa é outra fonte de ansiedade, de preocupação e angústia que nos tira a paz. dirá Emanuel, esse tratamento aos nossos pensamentos negativos, como se fossem verdadeiros, é o sofrimento inútil da atenção mental. Ele completa nuvem da imaginação que nos atormenta sem proveito. Tratar os pensamentos negativos como se fossem verdadeiros. Uma pesquisa mundial antes da pandemia estudou esse tema. Mais de 90% dos pesquisados no mundo disseram que o que imaginava sofrer não aconteceu. Lembrei, Mark Twin, o escritor, num dos seus textos: "Os piores problemas que eu tive foram os que nunca aconteceram. tratar tudo como se fosse emergência. Outra fonte de ansiedade, outra fonte de angústia, outra fonte de inadaptação com a realidade. Querer livrar-se imediatamente dos sentimentos negativos. Primeiro tratamos dos pensamentos

e emergência. Outra fonte de ansiedade, outra fonte de angústia, outra fonte de inadaptação com a realidade. Querer livrar-se imediatamente dos sentimentos negativos. Primeiro tratamos dos pensamentos negativos. Agora, dos sentimentos negativos, esses não saem fácil. E os romanos escreveram: "Festina lente, apressa-te devagar". Há ocorrências em que a celeridade desafia o nosso tempo e a eficiência, mas se tratarmos todas as ocorrências como uma urgência, se querermos nos livrar dos sentimentos negativos imediatamente ao custo da drogadição, da alienação no trabalho, da fuga aos compromissos, da entrega aos medicamentos, sem acompanhá-los da reação, do esforço, da busca. Jesus fez a apologia da providência divina. Olhai as aves dos céus. Mas fez também a apologia da previdência. Pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e abrisse-vos a. E então Mateus 10:34, a nota de Jesus. Pensais que vim trazer a paz? Eu não vim trazer a paz, mas a espada. Lucas 12:51. Penseis que vim estabelecer a paz sobre a terra? Não, eu vos digo, mas a divisão. Lucas 12:49. Vim para lançar fogo à terra e o que desejo senão que ele se acenda. Vale a ligação com o verso de William Butler e Aides, poeta irlandês. Educar não é encher um cântaro. Há quem diga noutra tradução, educar não é encher um balde. Eu prefiro o cântaro. Mário. Educar é acender um fogo. Vim para lançar fogo à terra. E o que desejo senão que ele se acenda? O fogo da educação. É só assim que mais tarde, no cenáculo ele diz: "Deixo-vos a minha paz, a minha paz vos dou, mas não voladou como o mundo a dá. Não se perturbe, nem se intimide o vosso coração. Precisamos aprender a desenvolver uma nova relação com o futuro. da Aquarela de Toquinho, ele escreveu sobre o nosso pensamento que o futuro é uma astronave que tentamos pilotar, não tem tempo nem piedade, nem tem horas de chegar sem pedir licença. Muda a nossa vida e depois convida a rir ou chorar. Esse não é o mundo do Senhor das Misericórdias. Esse é o mundo do acaso, a força cega.

tempo nem piedade, nem tem horas de chegar sem pedir licença. Muda a nossa vida e depois convida a rir ou chorar. Esse não é o mundo do Senhor das Misericórdias. Esse é o mundo do acaso, a força cega. Esse é o mundo sem Deus. Mas sem Deus o nada seria o todo. E por que que existe alguma coisa ao invés do nada? A única resposta de 60.000 anos de indagação do homem do paleolítico ao homem da era do consolador prometido, o espiritismo. Deus, Deus, Deus. Vamos concluindo para deixar uma sugestão de ensaio, de experiência para modificar a nossa relação com o futuro. Quem vai nos auxiliar é o sábio espiritual Emanuel. Ali no seu livro algo mais. Ele lembra que o ser humano não tem o poder de controlar a sua condição no tempo e no espaço, como Jesus já afirmara. Então ele diz para nós, os seres em evolução, o futuro é o presente passado a limpo. Nós pedimos permissão, aumentou para um complemento. Então, a única forma de preparar o nosso futuro num controle relativo do futuro é fazer bem feito agora, fazer bem feito agora. Minha mãe me passava o caderno, eu me sentava debaixo de um pé de mamão e eu tinha que copiar as lições. Letra mal feita. Naqueles anos eu tomava um coque. Faz de novo e faz bem feito. Deus não faz assim com a gente. Primeiro ensino, primeiro exemplo, primeiros guias de um e do outro plano para na imitação dos mestres aprendamos a crescer pelo caminho do grande mestre de Nazaré. Eu sou pai, eu sou mãe, eu sou profissional, eu sou colega de centro, eu evangelizo, eu falo, eu administro, eu empresto o livro, eu vendo o livro, não é, Lucas? Eu faço bem feito. A única maneira de o futuro não nos surpreender é aprender fazer bem feito. Agora esse pai, essa mãe, esse cidadão, esse espírita se fizer bem feito como aquele que aqui laborou desde 1000. 9 52 ininterruptamente. Quando fazemos bem feito, nós entramos na sintonia da obra do Criador. Nós crescemos, nos fortalecemos. A paz de Jesus é engajamento. Simão Pedro viveu quase 75 anos, segundo os nossos estudos,

mente. Quando fazemos bem feito, nós entramos na sintonia da obra do Criador. Nós crescemos, nos fortalecemos. A paz de Jesus é engajamento. Simão Pedro viveu quase 75 anos, segundo os nossos estudos, e foi para o ano de 67 de retorno ao grande lar. Simão Pedro desperta além da vida humana, retoma pouco a pouco as forças da memória. Terminara por fim a luta insana do flagelo por grande pesadelo. Recorda a cruz do fim levantada ao avesso que aceitara na terra por vitória. sabe que está no além em recomeço do próprio apostolado. Mas onde estaria o mestre sempre amado? E os outros companheiros de ânimo nobre e forte que o haviam no mundo precedido sob a perseguição sem pausa e sem sentido ao encontro da morte. A brisa da manhã trouxe-lhe perfume ao leito novo e alvo. Simão indagou que surpresa teria. tocou o próprio corpo espiritual e sentiu-se srema alegria. Em alguns instantes mais, ouviu internecidamente cânticos de louvor e saudação. Alguém chegou à porta de repente em envolto em doce luz. a doar-lhe conforto e proteção. Pedro entendeu quem era e bradou-lhe Jesus. Erguendo-se em seguida, leve ágil, gritou: "Ave, Senhor da vida!" Jesus abeirou-se dele a enlaçá-lo sorrindo. Depois vieram outros companheiros, instrutores, amigos, mensageiros do júbilo, fazendo o festival mais lindo. E o deoso Simão tomou a si a mão que Jesus lhe estendia e disse quase em pranto: "Senhor, eu estou cansado. Não mais me distancies do teu lado. Trago comigo a dor dos que moram no mundo, aquele imenso caos, cada vez mais profundo. Não desejo perder as luzes que hoje alcanço. Permite-me, Senhor, ficar contigo neste celeste abrigo. Necessito de paz, descanso e socorro ao mundo de onde venho. Pelos testemunhos do lenho. Não mais quero voltar. Desejo viver contigo neste lar. Jesus, enlaçado a Pedro, apontou o espaço imenso à frente e falou-lhe: "Fica, Simão, fica, Simão, se estás contente, estes sítios são teus, tanto quanto de todos os que na terra serviram à bondade de Deus". Jesus fez uma pausa e explicou:

aço imenso à frente e falou-lhe: "Fica, Simão, fica, Simão, se estás contente, estes sítios são teus, tanto quanto de todos os que na terra serviram à bondade de Deus". Jesus fez uma pausa e explicou: "Eu, porém, não posso repousar. A construção do bem é o meu lugar." Ouve Simão, enquanto houver na terra um só gemido, uma gota de pranto, enquanto houver no mundo um coração caído, devo me esforçar por permanecer na tarefa do amor, que é meu dever. Mas fica, irmão, fica se estáis contente. Vê-nos depois. Nunca houve distância entre nós dois. Afasta-se Jesus. Simão Pedro o olhou, fitou o excelso amigo e bradou sem vacilar. Senhor, eu vou contigo. E no passo firme do divino mestre, ambos se retiraram das imensas alturas em busca da direção das faixas obscuras da vastidão terrestre. Na retaguarda em paz ficou uma multidão de almas angelicais. numa doce canção cujo estribíilho recordava esse tesouro dos hinos galileus. Louvado seja o amor. Bendito. Bendito seja Deus. Muito obrigado, Wesley. Nós é que agradecemos a palestra emocionante, muito bem elaborada, muito bem preparada, excelente pré-eleição nesta noite. Convidamos agora os médiuns passcistas da casa para se colocarem ao longo dos corredores na aplicação dos passes coletivos. Senhor e Mestre Jesus, aproveitando o ambiente favorável, onde a vossa presença pode ser sentida entre nós e os vossos benfeitores, os espíritos amigos, se fazem presentes para que a partir desse instante possamos utilizar a ciência da doutrina espírita, nos enriquecendo das boas energias que emanam do mundo espiritual. Abençoa, pois a esses nossos irmãos que se predispõe ao serviço do amparo espiritual, doando as boas energias das suas almas, a boa vontade dos seus corações, transmitindo a todos nós essa energia maravilhosa do nosso próprio corpo físico, mas também enriquecida pelo mundo espiritual. Abençoa-nos neste momento de comunhão, a comunhão do mundo físico com o mundo espiritual. Faz-nos assim recordar, Senhor, dos nossos irmãos Nilson de Souza Pereira,

enriquecida pelo mundo espiritual. Abençoa-nos neste momento de comunhão, a comunhão do mundo físico com o mundo espiritual. Faz-nos assim recordar, Senhor, dos nossos irmãos Nilson de Souza Pereira, Divaldo Pereira Franco, a nossa gratidão a nossa benfeitora Joana deângeles e os espíritos por ela conduzidos na direção desta instituição. Abençoa a nossa água na entrada do cenáculo, transformando-a num remédio para o nosso corpo físico e para o corpo espiritual. Os nomes dos encarnados e dos desencarnados. Por eles fazemos as rogativas da vossa misericórdia no atendimento a todos. Nossa gratidão ao nosso irmão Wesley Caldeira, a sua esposa Patrícia, a seus filhos, a sua família que considere aqui nesse ambiente a família estendida da sua residência. Abençoa-o, pois, ó Senhor, abençoa-nos e conduz-nos de retorno ao lar, pensando em ti, levando para os nossos entes queridos, amigos, companheiros, familiares, tudo de bom que aqui ouvimos a vosso respeito e a nossa profunda consideração pelo vosso amor. e pela vossa paz. Abençoa-nos. S conosco, Senhor, hoje, por todo sempre. E que assim seja. Está encerrada a nossa reunião. Muito obrigado a todos. Er

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