Perdoados, mas não limpos | Roda de Conversa

Mansão do Caminho 05/09/2025 (há 6 meses) 1:46:55 3,727 visualizações

Jorge Godinho, Geraldo Campetti, Paulo de Tarso e Wesley Caldeira 72ª Semana Espírita de Vitória da Conquista Tema central: Justiça Divina 📅 29/08 a 07/09/2025 📍 Centro de Convenções Divaldo Franco – Vitória da Conquista, Bahia

Transcrição

Meus irmãos, boa tarde. Muita paz. Que a paz do nosso querido mestre esteja em nossos corações. O espírito Emanuel, através da psicografia de Francisco Cândido Xavier, nos traz no livro Justiça Divina um texto que está no capítulo 47 com o título Perdoados, mas não limp. O que significa isso? É o que nós vamos conversar aqui à tarde com o nosso querido Goodinho, nosso querido Wesley, nosso querido Geraldo. E nós vamos fazer essa rota de conversa. Ela vai durar até às 16 horas. Teremos o intervalo de 16 às 16:30. Retornamos às 16:30 para as perguntas e respostas que vocês já podem começar a formular. Tenho certeza que esse tema ele é bante provocativo e vai trazer muitas indagações por parte de vocês. E nós teremos aí mais uma hora para responder ou falar sobre essas perguntas que estarão sendo colocadas. também os internautas, amigos queridos, que poderão também formular suas perguntas e nós estaremos aqui fazendo esta essa roda de conversa a partir de então. O tema versa sobre perdão e culpa. E aí nós temos aqui uma frase que está nesse texto. Em nossas faltas, na maioria das vezes, somos imediatamente perdoados, mas não limpos. Querido Godinho, pode nos falar alguma coisa sobre isso? O perdão ele vem de fora, né? Porque nós somos perdoados, mas às vezes nós não nos limpamos porque mantemos ainda um sentimento que não deve ser cultivado, que é sentimento de culpa. E às vezes aquilo que nós fazemos vem o perdão, mas a gente fica remoendo aquelas atitudes que nós fizemos e não nos desvinculamos dela. Poderia fazer uma analogia como se nós tivéssemos dirigindo, olhando pro retrovisor. Vai acontecer acidente. A gente ol pro retrovisor de vez em quando para observar alguma coisa que provavelmente vai nos ajudar na viagem, mas ficar contido no retrovisor, se olhar o para-brisa vai haver acidente. Então esse sentimento que é o não limpo, muitas das vezes é a nossa visão que fica voltada ainda para aquele ato que nós praticamos. O benfeitor Manuel Filomeno, ele nos diz que nós devemos nos dar o

Então esse sentimento que é o não limpo, muitas das vezes é a nossa visão que fica voltada ainda para aquele ato que nós praticamos. O benfeitor Manuel Filomeno, ele nos diz que nós devemos nos dar o direito de nos equivocarmos, porque somos espíritos perfectíveis. E normalmente quando o equívocroco acontece ou alguma coisa que nós fazemos que necessitamos do perdão, nós ficamos diante de uma atitude como se fôssemos perfeitos. E aí culpamos a nós mesmos. O que ele nos diz é que nós não devemos repetir o erro, porque como já ouvimos aqui, inclusive na palestra do Geraldo, a gente aprende de tudo quanto é forma, inclusive com o próprio erro. E o erro é uma das formas belas de nós aprendermos. Não que devemos errar para aprender. Mas quando existe o erro e nós reconhecemos que foi um erro e não desejamos mais praticá-lo, nós crescemos com isso e aquele tipo de equívoco nós não cometeremos mais. Então, essa limpeza dá-nos a entender que é justamente essa postura íntima diante dos equívocos que nós cometemos para que nós possamos prosseguir avançando sem a necessidade de estarmos voltando para aquele mesmo ponto, nos culpando a respeito do equívoco que nós cometemos, como se nós fôssemos perfeitos. E devemos ter a humildade de sabermos que o equívoco faz parte da caminhada. Muito bem, Wesley. Eh, nesse tema que o Emanuel vai nos trazer, ele dá a entender que reverbera na alma de todos nós que somos agentes das relações, reverbera algo que seja consequência, consequência daquilo que a gente fez. Então, os nossos atos não necessariamente eles causam um mal no outro. Algo desse mal fica conosco. Como é que você vê isso? Inicialmente, um grande abraço às amigas e aos amigos do Espiritismo, presentes e remotos. é o nosso primeiro contato com a fala e o público desta 72ª Semana espírita de vitória da Conquista. E peço um instante para parabenizar a União Espírita de Vitória da Conquista. Eu frequento esta semana sucessivamente desde 2001. Me parece que eu tive três ausências

espírita de vitória da Conquista. E peço um instante para parabenizar a União Espírita de Vitória da Conquista. Eu frequento esta semana sucessivamente desde 2001. Me parece que eu tive três ausências nesses anos. E cada ano, gente, o trabalho é feito com mais esmero. Os detalhes se multiplicam, trazendo não só o conforto, mas uma grande experiência fraternal com todos e especialmente com temas extraordinários. Então, neste ano, como não poderia deixar de ser, o céu inferno, completando seus 160 anos, é a temática fundamental do nosso movimento, rever essa obra importantíssima. Hoje, depois de tanto caminhar o espiritismo pelo mundo, a obra pode nos trazer a impressão de que ela é uma obra, sim, fundamental. Só que imaginemos que retirássemos do movimento espírita toda essa andança e todo esse volume de livros e estudos maravilhosos. que vieram depois e nos concentrássemos no ano em 1865, em que nós tínhamos o livro dos espíritos, o livro dos médiuns e o evangelho. E fazendo análise desses livros anteriores, é um grande impacto a chegada de o céu e inferno. uma obra que respondeu ao método científico, porque é uma obra conceitual e investigativa. A segunda parte que foi objeto de tantos comentários desta manhã é um conjunto de comunicações selecionadas pelo codificador, representativas de tantas outras comunicações que de tantas partes da Europa ele coletou, analisou para referenciar um conjunto de ideias que é apresentada um conjunto apresentado na primeira etapa, a parte que chamamos número um do livro. Eh, hoje nós temos um livro chamado O homem diante da morte do famoso historiador Felipe Ari, já desencarnado, não há muito. É uma obra muito importante para estudar os últimos 15 séculos do pensamento humano em relação à morte. Então, Felipe Ari, que é um grande medievalista, ele traz enfoques dos séculos antecedentes e quando chega o século XIX, do que que ele fala? Do Espiritismo. Esse grande autor francês, ele abre um capítulo para falar de como a visão espírita

alista, ele traz enfoques dos séculos antecedentes e quando chega o século XIX, do que que ele fala? Do Espiritismo. Esse grande autor francês, ele abre um capítulo para falar de como a visão espírita redimensionou a visão da morte pelo homem. Ele chama a nossa contribuição de uma forma poética, a contribuição da bela morte. A morte agora que traz para junto de nós os que antecederam-se a nós na jornada diante do grande lar, dentro de uma perspectiva de convivência harmônica com o fenômeno da morte. Então, é um livro da academia, é um livro estudado pelo planeta, onde o nome de Leon Denis Rivai, é analisado é a contribuição da sua obra e desta obra em particular é analisado. Então, é um grande livro, mas este também é o ano dos 160 anos do primeiro Centro Espírita do Brasil. E a Bahia é o berço do espiritismo por esse sentido. Em 17 setembro de 1865, Olímpio T de Menezes fundou o grupo familiar do Espiritismo. Estamos na terra do Espiritismo nascente no Brasil, a pátria do Evangelho. Então, conquista está duplamente parabenizada pelo esmero desse evento e também por representar nesses dias todo o movimento espírita baiano, que é muito positivo, muito construtivo. fazendo a pergunta. Nós temos chamado o Código Penal da Vida Futura de O Código Penal da Vida Futura. Ocorre que Allan Kardec, durante o texto, ele deu um outro nome a esse esforço de relacionar princípios, encadeá-los, formando um perfil dos princípios e regras que norteiam a nossa relação com o delá, o além. Ele chamou também o Código Penal da Vida Futura de lei da reabilitação moral. Então, o texto a certa altura registra esta outra expressão. As duas são muito, muito oportunas, mas em verdade não é um código nos termos com que a humanidade organiza os seus textos que regulamentam e punem. No fundo, é uma lei de reabilitação moral. O cerne dessa lei, muitas vezes aqui mencionado, é que o sofrimento é inerente às imperfeições humanas. Então, podemos fazer uma conclusão inversa. Se o sofrimento é inerente às

de reabilitação moral. O cerne dessa lei, muitas vezes aqui mencionado, é que o sofrimento é inerente às imperfeições humanas. Então, podemos fazer uma conclusão inversa. Se o sofrimento é inerente às imperfeições humanas, nós sofremos com as qualidades que não temos. Nós sofremos com as qualidades que não temos. Pois que desenvolvendo qualidades proporcionalmente, nós enfrentamos menos a lei de causa e efeito no no retorno dos atos insensatos, no retorno dos atos desatinados. Então, de alguma maneira, nós estamos percebendo que a culpa acompanha o culpado. E um dos pontos fundamentais do livro, nesse capítulo sétimo é analisar que o futuro da criatura humana está aberto. Então, esse código ou essa lei fala de como nós nos libertamos do sofrimento. E um dos temas importantes nesse contexto é o perdão. O perdão é um fenômeno que trabalha com três vetores: o ofensor, a ofensa e o ofendido. Nós nos questionamos como aprender a perdoar? Seria necessário que nós compreendêssemos esses três vetores melhormente. O ofensor, quem é ele? Porque diante de pequenas ofensas vindas daquele ofensor, a experiência ganha vulto e nós nos sentimos incapacitados de perdoar. Um outro olhar. Por que que a partir de certos ofensores, aquela ofensa não me facilita perdoá-lo, embora seja um ofensor querido, estimado, mas nos parece que Emanuel em justiça divina, tratando dessa fala que intitula esse capítulo Perdoados, mas não limpos, ele está se concentrando sobretudo no ofendido. O ofendido é aquele que traz em si algumas matérias primas, alguns materiais, combustíveis, em que a xispa da ofensa quando cai incendeia, acende um fogo. Há um desses episódios que nós chamamos de raiva. A raiva é considerada uma emoção e, portanto, uma experiência natural na criatura humana. É uma das emoções básicas ao lado do medo, da alegria, da tristeza. Sentir raiva é natural no processo humano, mas certos materiais combustíveis da alma, do ofendido, eles não permitem que a experiência do encandecer da chispa se viva e passe. É

alegria, da tristeza. Sentir raiva é natural no processo humano, mas certos materiais combustíveis da alma, do ofendido, eles não permitem que a experiência do encandecer da chispa se viva e passe. É um material que conserva o fogo, que permite que a experiência reverbere, repercuta. Então, nesse caso, Joana Deânge, ele sinaliza que da raiva nós passamos a viver um segundo fenômeno, o ressentimento. Lembremos aquele fogo que varreu uma área e que veio a madrugada com a sua frieza e arrefeceu o calor das chamas, mas ficou algo fumegante no íntimo. Nós passamos pela experiência do fogo, da tempestade moral, da raiva, mas fica algo que está sendo eh comburido a partir dos materiais que nós conservamos. Então, a vida nos perdoa, abrindo um novo cenário. Um novo cenário passa raiva e a gente então descansa a mente daquela tempestade, mas fica algo no fundo de nós nutrindo um fogo interno chamado ressentimento, que se não é trabalhado evolui para a forma da mágoa, que se não trabalhada avança para a forma do ódio. E de alguma sorte o ódio é a raiva plena que não passa, que não cessa, ao ponto de perder aquela efervescência e tomar a consistência de algo frio, meditativo, que sabe esperar para retaliar. Então, perdoar é um processo que no ofendido demanda substituir os materiais ou os materiais que estão na base da sua própria condição. A gente costumou dizer no espiritismo que o inferno é um estado da alma e que o céu também é um estado da alma. Não nos parece que o céu é um estado, é uma natureza que se conquista, porque o estado oscila, se modifica, os estados passam e também o inferno psicológico, emocional passa. O que é permanente, duradouro, é a natureza, é a construção de um tipo de consciência. E esse tipo de consciência é da nossa transformação e mudança para uma outra forma de ser. Então, esse tema nos convida a penetrar nesses materiais combustíveis especiais que nós trazemos na alma, que estamos necessitados de examiná-los e reciclá-los para que essas chispas das ofensas que

. Então, esse tema nos convida a penetrar nesses materiais combustíveis especiais que nós trazemos na alma, que estamos necessitados de examiná-los e reciclá-los para que essas chispas das ofensas que ganham volume e poder a partir de certos ofensores não promova esse fogo interno do ressentimento da mágoa e do ódio. E isso é uma questão do tempo, porque estamos aprendendo que a alma sofre de acordo com as qualidades que não tem. E o estado de não perdoar é um sofrimento para quem o vive, que só vai passar na proporção que nos alimpemos. Mas a limpar significa colocar no âmbito de nós outras matérias primas capaz de absorver o fogo e vencê-lo brevemente nas experiências da animosidade, da raiva e marchar adiante para a compreensão do outro. Eh, Geraldo, ontem na sua palestra você comentou sobre aqueles três estágios, arrependimento, expiação e reparação. E aqui tem uma uma parte do texto que diz assim: "A chaga que abrimos na alma de alguém pode ser luz e renovação nesse mesmo alguém. Mas será sempre chaga de aflição e pesar-nos na vida. Quando eu vejo isso aqui, eu me recordo que existem muitas vezes situações aonde o que o outro me faz, ao invés de me destruir, me fortalece, me dá uma condição nova, me dá a condição de ser mais resiliente, maior e passa pelo processo do perdão ressignificar. Você veria nesses três movimentos a reparação como um instrumento de cancelamento desse ciclo vicioso de ódio que pode se estabelecer: "Eu te faço mal, você me faz o mal, eu vou, você volta". Seria na reparação a maneira de interromper através do amor esse ciclo vicioso, pensando que é possível ressignificar as dores que nos são trazidas por terceiros? Eh, não tenhamos dúvida, Paulo, que quando a gente tem esse caráter metodológico do nosso processo ascensional, ou seja, a nossa evolução se dá quando cometemos um equívoco, nos desviamos, portanto, do caminho normal, natural, do caminho divino, de certa maneira, em nossa intimidade, a gente se sente incomodado. Isso não acontece com vocês? Qualquer

cometemos um equívoco, nos desviamos, portanto, do caminho normal, natural, do caminho divino, de certa maneira, em nossa intimidade, a gente se sente incomodado. Isso não acontece com vocês? Qualquer coisa assim que não é legal, que não foi boa, que a gente parece ter assim feito o que não deveria, intimamente nós nos sentimos incomodados. Porque a gente sabe a lei de Deus estando escrita na nossa consciência, conforme a gente aprende, é claro que tudo o que for desviar desse caminho, que é a lei de Deus, vai, de certa maneira, nos deixar um tanto quanto desalinhado. O papaizinho era caminhoneiro. El dizer, às vezes o diferencial do caminão tá meio assim, o camião vai andando, não sei se já viram assim aqueles caminhões, né, do passado andar tudo meio torto, né? Então a gente parece que tá meio torto intimamente, a gente não se sente alinhado, tá faltando alguma coisa, precisa aprumar. E claro que esse caminho do arrependimento, da expiação, sobretudo da reparação, um coroamento de que nós estamos efetivamente livres, libertinho da realização do bem, porque a reparação em si já é o bem praticado. A expiação é como se fosse o zerando o saldo. É, pagou a conta, ficou ali equilibrado, né? E o equívoco vai nos trazer algo como se fosse negativo, né? Aí a gente tem que se arrepender para começar essa caminhada. Mas veja que interessante, o perdão, de certa forma, ele é um processo de libertação daquele que perdoa e daquele que é perdoado. Mas no texto de Emanuel, que vai dizer, não é? perdoados, mas não limpos. aquele que é ofensor, Wesley, que eu acho interessante, um contraponto também na sua fala, por gentileza, o ofensor é aquele que ofende a lei, que ofende o semelhante, que é o causador de desse desalinho. Ele provocou, pelo uso do livre arbítrio, alguma coisa que não foi assim, digamos, da forma como deveria sê-lo. como agente propulsor, usando do seu livre arbítrio para uma ação, um empreendimento que não é saudável, que não é salutar, que não é benéfico, ele pode ser até perdoado, como emano

omo deveria sê-lo. como agente propulsor, usando do seu livre arbítrio para uma ação, um empreendimento que não é saudável, que não é salutar, que não é benéfico, ele pode ser até perdoado, como emano coloca, a circunstância, a ocasião, o ofensor, inclusive pode perdoá-lo, mas é interessante que ele como ofensor, ele vai guardar dentro dele Isso ainda vivo, essa chama viva que ele vai ter que trabalhar em algum momento. É o Emanu vai dando vários exemplos aqui nessa belíssima obra que é eh Justiça Divina, que integra o que a gente chama de obras que estudam a codificação espírita. Não sei se vocês já ouviram falar, é a coleção estudo da codificação espírita. São cinco livros. E o Justiça Divina é o livro que explica o céu e inferno, assim como tem, não é? O Seara dos Médios, que explica o livro dos médiuns. O estude viva explica tanto o livro dos espíritos quanto o evangelho. O evangelho é explicado pelo religião dos espíritos, espírito da verdade pelo, né, livro dos espíritos. É isso. Então, a gente tem esses cinco livros sendo estudados. Só a Gênese que não tá nesse contexto, né, que ele vai ser visto segundo o Elará, né, ele tava explicando outra feita. ali no rumo, certo, no roteiro, que a gente vai encontrar pontuações de agênese. Mas veja como é interessante, todos esses listos estão disponíveis aqui na livraria pra gente poder acessar e estudar a codificação. Aqui é feito um artigo que é um dos tópicos do capítulo sete, item, né? Eh, aqui ele cita até o item, salve melhor juez, é o terceiro, né, Paulo? Ele vai fazer o estudo aqui, é o item três do capítulo 7 dessa primeira parte, o parágrafo 24, né? porque ele é ele é longo. E aí Emanu vai explicar um parágrafo de um item de um capítulo em um em um texto. Ele escreve um texto de três páginas para explicar um item, mas é um parágrafo de um item que ele foi detalhando ainda. Então, vejamos a percência, a sabedoria desse espírito, que foi o maior explicador do evangelho de todos os tempos, emano Deus conosco,

tem, mas é um parágrafo de um item que ele foi detalhando ainda. Então, vejamos a percência, a sabedoria desse espírito, que foi o maior explicador do evangelho de todos os tempos, emano Deus conosco, para trazer essa luz. Então, nesse caso, né, Paulo, veja bem, pela reparação, sem dúvida alguma, a gente se liberta e a gente angaria mérito, porque nós nos convertemos em trabalhadores, em servidores, em seareiros, em missionários, aqueles que vamos fazer a obra semeando as sementes, né, em todos os solos, fazendo a nossa parte como instrumentos de Deus. Porque enquanto a gente tá no erro, no arrependimento, quando a gente tá na expiação, a gente tá num estágio ainda em que nós estamos cuidando muito de nós mesmos, das nossas necessidades. Quando a gente vai pra reparação, a gente sai de nós e passa a cuidar da necessidade do outro. E nesse ponto a gente efetivamente se liberta, porque só é efetivamente livre aquele que consegue se doar, porque a gente só tem aquilo que a gente doa. A gente só não está preso quando efetivamente nós temos a liberdade de pensar, de se expressar e de fazer. Para isso a gente tem que ter mérito. Então é uma caminhada, é um processo que a gente vai seguindo passo a passo e graças a Deus a gente tá melhorando. Hoje nós estamos melhores do que ontem, assim como amanhã estaremos melhores do que hoje, porque essa é a ascensão, esse é o processo evolutivo. E não carregar mágoa, ferimento, melindre, às vezes uma ofensa, vai fazer com que a gente se sinta leve. Muitas vezes a gente tá carregado mental, psíquica, emocional, afetiva, não é? Espiritualmente, de um peso que nós não precisamos carregar, porque esse não é o julgo, muito menos o fardo do Senhor. Porque o julgo e o fardo do Senhor é suave e é leve. E nós vamos nos libertar nesse processo, sendo instrumentos de carregar esse fardo e de poder apreciar esse julgo na aplicação da lei do amor, que é a única exigência que Jesus faz para conosco. E quando a gente ama, não tem para ninguém. Bem,

ndo instrumentos de carregar esse fardo e de poder apreciar esse julgo na aplicação da lei do amor, que é a única exigência que Jesus faz para conosco. E quando a gente ama, não tem para ninguém. Bem, Cronos é impiedoso, né? O tempo vai correndo, a gente vai se dando conta aqui. Eu vou fazer agora uma rodada de bate-papo aqui com os nossos amigos, pedindo que a gente concentre nossas falas em mais ou menos aí uns 5 minutinhos cada um para dar tempo da gente fechar nosso primeiro ciclo aqui. Quais são as obrigações do perdoado? Primeiro perdoar-se que nós só damos o que temos. Se eu não me perdoo, eu não posso perdoar ninguém porque esse testemunho ainda não fiz. Então eu vejo que essa é a primeira obrigação, né? é nós fazermos isto. A segunda, já que são 5 minutos, nada que Jesus fez foi em vão, ou tudo que ele fez teve ensinamento. aquele momento que ele vai para o Golgas, é o morro na caveira, a gente observa ali que ele leva uma cruz, cai aqui, anda, cai ali, vai. E na multidão tinha muitas pessoas que ele havia atendido. Ninguém teve a coragem de ajudá-lo. Mas aquele Simão que era o Sirineu, Sirineu porque é da cidade de Sirineia, ele ajudou porque aquele soldado, diante das chicotadas e da impulsão para que Jesus levasse a cruz, o olhar de Jesus para ele tocou o sentimento dele, porque ele viu que aquele homem estava sendo sendo pisoteado, maltratado, e não havia reação no sentido que ele esperava, mas havia um olhar que quando Jesus olhou para ele, tocou o seu sentimento de misericórdia. Aí ele pediu aquele homem, era o agricultor que a lei previa para que ele ajudasse levar a cruz. Não foi o movimento espontâneo do Cirineu, mas foi o soldado que foi tocado naquele momento. E a partir daí Jesus podia dizer para ele: "Não, seão, essa cruz é minha. Eu vou carregá-la até aquele morro da caveira. Mas não. Jesus aceitou, ele ajudou até o ponto que ao chegar e levantar um símbolo sacrifício, Jesus transforma ele no símbolo de redenção. Esse é o fato. Tem ensinamento.

até aquele morro da caveira. Mas não. Jesus aceitou, ele ajudou até o ponto que ao chegar e levantar um símbolo sacrifício, Jesus transforma ele no símbolo de redenção. Esse é o fato. Tem ensinamento. A gente pode retirar daí alguma coisa. Primeiro, não há registro de que Jesus caiu e prostou-se. Ele caiu e levantou-se. Isso já é um ensinamento. Ele andou, caiu ali na frente, mas também não prostou, se levantou. Então ele tinha um destino, era chegar ao morro da caveira, cumprir as escrituras. Mas as quedas ele demonstra que ao levantar de que nós diante de qualquer ato que nós façamos, que seja equivocado, que nós nos ergamos confiante e não repitamos o erro. Porque ah, mas alguém diz, mas ele caiu sim, ele caiu depois de ter andado. Significa que se tiver um erro é o erro diferente. Não é aquele mesmo erro, porque o erro traz o ensinamento. Nós temos o direito de nos dar, de equivocar-nos, mas não devemos ser renitente. Nós devemos aprender com aquele equívoco e jamais cometer o mesmo erro. Porque se cometermos o mesmo erro, é sinal que não houve aprendizado. A gente precisa novamente estar repetindo até o dia que aprende. Mas se nós aprendemos, se tiver um outro, não é mais aquele, é um diferente que faz parte desta caminhada, que no nosso caso é o processo evolutivo, é a caminhada evolutiva, que Jesus tinha um objetivo chegar caver nós à perfeição. E a cada queda ele vem nos ensinar esse aspecto. E naquele momento que o Sirineu o ajuda, tem um outro ensinamento. Nessa caminhada teremos sempre Cirineu. Não é assim que a gente fala? Haverá sempre alguém que está para nos ajudar. Esse é outro ensinamento que ele nos deixa, porque se ele dissesse: "A cruz é minha". fosse, o ensinamento não ficava, mas ele naquele momento ele deixou o ensinamento. Ao mesmo tempo naquela mulher que quando chora, ele diz assim: "Não choreis por mim, chorei por vós". Porque naquele momento ele estava passando por um processo já previsto por ele mesmo como governador espiritual para nos deixar ensinamentos

hora, ele diz assim: "Não choreis por mim, chorei por vós". Porque naquele momento ele estava passando por um processo já previsto por ele mesmo como governador espiritual para nos deixar ensinamentos para que nós possamos assim ir aprendendo com isto. Então, no momento que eu perdoo a mim mesma, eu já me capacitei a poder perdoar alguém. No momento que nós aprendemos que o mal que me faz não me faz mal, mas o mal que eu faço, esse me faz mal, nós já estamos no caminho de não cometer mais esse equívoco. Só que o perdão faz parte da caridade. Quando Kardec pergunta, os espíritos respondem, todo mundo sabe. benevolência, indulgência e perdão. Ô Geraldo, me perdoe, meu irmão, que aquele mal foi que eu fiz. Geraldo olha para mim, é, vou dar uma pensada, vou perdoar muito, não. Foi um mal muito grande. Vou chegar para Wesley e vou dizer assim: "Ô, W, desculpe aquele momento que eu fui agressivo com você. Ele olha, mas você toda hora você faz. Eu vou dar uma pensada. Aqui não teve indulgência com a minha imperfeição. Ali não teve o perdão que eu solicitei. Por que aqui não teve indulgência, nem ali teve perdão. Que é o primeiro passo, conforme os espíritos dizem, chamado benevolência. que é sinônimo de boa vontade. Por isso que a benevolência para com todos indistintamente, porque na hora que eu solicitei e tivesse boa vontade, isso acontece com todo mundo. E nem tô ligando para isso não. Observe, veja que não faça mais. Mesmo se você fizer, não tem problema nenhum. Nós estamos numa vida, numa existência aprendizado. Ele teve benevolência, teve boa vontade, não precisou nem me dar. E notou o meu defeito, porque ele entendeu que eu sou o espírito que estou numa caminhada periva e com erros e que meu erro não o incomodou. Quando o erro o incomodou, aí temos dois problemas. é o meu cometi o erro e o dele que tá se incomodando comigo, porque nós temos que viver respeitando um ou outro como ele é, senão Jesus ia se incomodar com a humanidade. Então aquilo que o outro faz e que me

cometi o erro e o dele que tá se incomodando comigo, porque nós temos que viver respeitando um ou outro como ele é, senão Jesus ia se incomodar com a humanidade. Então aquilo que o outro faz e que me incomoda, nós estamos vivendo numa escola, numa diversidade para que nós aprendamos. Então, se alguém faz alguma coisa que me incomoda, eu vou trabalhar o que me incomoda, porque se ele continuar fazendo aquilo, não vai me incomodar mais, porque eu trabalhei em mim. Senão ele vai ficar fazendo a vida toda e eu me incomodando. Aí vai dar uma série de problema para ele e para mim. E nós estamos aqui para não evoluirmos o outro, mas a nós mesmos. Aí quando nós olhamos o Geraldo que não teve também, porque se ele tivesse benevolência, Godin não tem que perdoar nada. Perdoar o quê? Eu também cometo erros. Ô, meu irmão, nunca aconteceu isso. Pronto, problema sanado. Eu me aliviava e ele já estava aliviado porque tava no outra sintonia que nem teve necessidade de perdão. Então, a gente observa que a prática da caridade, ela começa com a benevolência. Agora, para ser benevolente, você tem que ter duas virtudes desenvolvidas: afabilidade e doçura. Ninguém é benevolente se não for afável nem doce. Então, nós precisamos aprender a abrandar os costumes para que este ato de perdoar, este ato de que nós, ao sermos ofendido, nós tenhamos benevolência, porque nunca seremos ofendidos. Porque o que o outro fizer para nós não vai nos ofender. Jesus não fez isso. Porque o outro ensinamento ele falou durante aquele problema, o que tinha que durante aquela subida, pouco o que tinha que falar para alguns. Ele falou com olhar para aquele soldado que tocou na sua intimidade. Ele deu aceitação para o Sirineu. falou para a mulher para que não se preocupasse com ele, não chorasse por ele, mas que tomasse cuidado. E lá aquela fala: "Pai, perdoai, porque eles não sabem o que fazem". Então, a benevolência de Jesus é o amor. É o amor na sinergia que se faz a caridade. É por isso que quando Jesus na

omasse cuidado. E lá aquela fala: "Pai, perdoai, porque eles não sabem o que fazem". Então, a benevolência de Jesus é o amor. É o amor na sinergia que se faz a caridade. É por isso que quando Jesus na manjedoura, ele autorizou aos espíritos falarem aqueles pastores. Glória a Deus nas alturas. Louvo o pai, né? Plataforma da terra, paz na terra, condição para que a terra tenha paz, boa vontade entre os homens, ou seja, benevolência entre os homens, caridade entre os homens. Porque se os homens tiverem boa vontade, ninguém vai olhar os defeitos ou as imperfeições do próximo e ninguém vai precisar perdoar. Porque todo mundo vai se entender e vai aproveitar que o equívoco do outro me incomodou. Eu vou trabalhar a mim, vou agradecer a ele por ser o laboratório mais adequado para eu fazer essa reforma íntima que eu tenho que fazer na convivência, nessa diferença que quando a gente convive com o outro, aceitando o outro como é, nós já estamos praticando essa benevolência. Então eu vejo que essa conquista a gente faz no momento em que coloca esse amor em sinergia na prática da caridade que começa com benevolência. Se nós chegarmos no plano espiritual benevolentes, meu Deus, já é um passo quântico que nós iremos dar. Talvez nas próximas a gente vai ver se precisa ser indulgente ou caridoso, mas se chega benevolente nem vai precisar disso, porque a benevolência já resolve. Obrigado, Wesley. E as obrigações de quem perdoa? >> As obrigações acessórias, viu? para usar o termo do juridique, a obrigação de quem perdoa inicialmente passa pela modéstia. O perdão tem que ser discreto, tem que ocultar a punjância da falta através da descrição. guardar no ato que praticou a compreensão de que viveu um dever de que somos necessitados. Porque é perdoando, é perdoando que nós somos perdoados. Esse exercício de conquistar essa modéstia, essa simplicidade de entendimento, é uma expressão desse amor de que o Jorge vinha tratando as amigas e os amigos se recordarem o filme E a vida continua,

. Esse exercício de conquistar essa modéstia, essa simplicidade de entendimento, é uma expressão desse amor de que o Jorge vinha tratando as amigas e os amigos se recordarem o filme E a vida continua, baseado na obra maravilhosa do André Luiz, que a febre editora edita desde então, o personagem que fecha o filme, usa algumas palavras que começam assim: o filho cresce, o homem envelhece, o amadurecimento surge, o entendimento floresce. E quando o entendimento floresce, o amor se manifesta. E o mal que estava em mim, envergonhado de si discretamente sai do meu destino então, por essa primeira obrigação, a da modéstia, nós estamos nos candidatando a ser perdoados. Uma segunda obrigação de quem perdoa é auxiliar o outro a viver o auto perdão. O nosso Camilo tem um livro muito importante chamado Justiça e Amor, que a editora Frater publica há vários anos e que também é um colosso. Então ele comenta a certa altura que o perdão é uma guirlanda. Como que nós fazemos uma guirlanda? Nós precisamos de pelo menos três fios. Então ele chama esses fios de afago, cuidado e carinho. Quem perdoa deve ajudar a quem não se autoerdoou a confeccionar a guirlanda do autão. E para isso o dever é dar-lhe afagos, estímulos, cuidados e carinho. Por que então responde Camilo? Porque é assim que Deus estrutura os nossos perdões ao longo das existências. Ele nos aproxima adversários cônjuges, adversários pais e filhos, adversários companheiros de tarefa, adversários. Deus nos dá aproximação e constrói entre nós, nas relações interpessoais, oportunidades de nós desfrutarmos dos afagos, dos cuidados e dos carinhos. Que assim seja. Muito bem, Geraldinho. No livro Homem no Mundo tem uma passagem que ele diz assim: No livro, não, no capítulo do Homem do Mundo Evangelho segundo espiritivo, melhor dizendo, desculpa aí, sois chamados a estar em contato com espíritos de naturezas diferentes, de caracteres opostos. Não choqueis a nenhum daqueles com quem estiverdes. Sede joviais, sede ditosos, mas seja a vossa jovialidade a de que

s a estar em contato com espíritos de naturezas diferentes, de caracteres opostos. Não choqueis a nenhum daqueles com quem estiverdes. Sede joviais, sede ditosos, mas seja a vossa jovialidade a de que provém de uma consciência limpa. Seja a vossa aventura do herdeiro do céu que quantos dias que faltam para entrar na posse da sua herança. Considerando que a evolução exige o esforço da superação e, acima de tudo, o encontro com as dificuldades, é possível o perdão se transformar em gratidão a quem é perdoado? >> Olha que pergunta bonita, né? Se é possível o perdão se transformar em gratidão por aquele que é perdoado. A gente vê que essas características caminham juntas quando verdadeiras, o perdão, a gratidão, porque são processos de união. Os espíritos se sentem verdadeiramente unidos na busca de um entendimento. O perdão é um caminho de construção de pontes. O ódio, o rancor é quando a gente estabelece muros que separam. E a gente vê na sabedoria de Allan Kardec colocando este item, o homem no mundo, para dizer que nós não somos seres à parte. No livro dos espíritos, a gente aprende que nós somos seres sociais, gregários. existe a lei de sociedade e é esta relação interpessoal e a relação com todos os seres da natureza que nos permitem o desenvolvimento das nossas faculdades, das nossas competências. Bezerra de Menezes diz que nós vivemos num regime de interdependência total. Citamos isso ontem na palestra, tá? mensagem divulgação doutrinária psicografada por Chico. E a gente vai ver que nós estamos vivendo num verdadeiro oceano. André Luiz coloca isso mecanismo da mediunidade. Nós estamos mergulhados numa espécie de um aquário em que lidamos com as mais diversas vibrações. Emanuel enfatiza que Deus não cria em regime de duplicatas. Nós todos somos originais. Ninguém é cópia de ninguém. Nós podemos ser semelhantes, mas não somos iguais, muito menos idênticos. Cada um é um. Cada um indivíduo. Nós somos especiais, somos diferentes. E a gente poderia dizer que hoje nós

cópia de ninguém. Nós podemos ser semelhantes, mas não somos iguais, muito menos idênticos. Cada um é um. Cada um indivíduo. Nós somos especiais, somos diferentes. E a gente poderia dizer que hoje nós estamos na melhor versão de nós mesmos, porque estamos sempre evoluindo. Então, é perfeitamente compreensível que nesse maranhado de relações distintas, nós vamos enfrentar diferenças. Nós vamos lidar com desigualdades. Nós vamos trabalhar inclusive antipatias. Nós vamos ter desencontros. Nós vamos nos relacionar com aqueles que não necessariamente nos são simpáticos e nem os nossos pares. Poderão ser os nossos ímpares e antipáticos a nós. Allan Kardec, na sua genialidade vai dizer que o amor ao oponente, ao inimigo, não é como o amor ao amigo. Porque o amor ao amigo a gente abraça espontaneamente. Já o inimigo é amar, não lhe desejando nada de mal, não querendo lhe prejudicar de nenhuma forma, não lhe guardando rancor, ódio e mesmo se por um acaso ofendido, magoado, ferido, melindrado, a gente perdoar. E mais cedo ou mais tarde, Paulo, nesse perdão, a gente vai encontrar a gratidão. Porque aquele que é verdadeiramente perdoado e reconhece esse perdão, ele vai se sentir tão leve e tão aliviado que o sentimento mais natural que ele vai expressar vai ser esse gesto espontâneo da gratidão. A gratidão é um novo olhar sobre a vida. É quando a gente vê a vida com otimismo, a gente vê a vida com bons olhos, a gente vê a vida tal qual a natureza se nos expressa constantemente em exemplos diários. A natureza é pródiga, a natureza é generosa, a natureza agradece constantemente na sua própria ação, em cada ser que habita essa criação divina. Isso é gratidão. E a gratidão muitas vezes é expressa no silêncio, sem nenhuma palavra. Porque eu posso abraçar o meu irmão, mesmo não lhe dirigindo uma sequer palavra, ele vai sentir o meu verdadeiro amor. Que se por acaso alguns laços e nós a serem desatados, ele vai perceber que nesse abraço a gente está se reencontrando para novas relações. Aí, ao invés de

lavra, ele vai sentir o meu verdadeiro amor. Que se por acaso alguns laços e nós a serem desatados, ele vai perceber que nesse abraço a gente está se reencontrando para novas relações. Aí, ao invés de reclamar, como Joana fala que é perder tempo, eu passo a agradecer, porque eu vou ganhar todo tempo, não só do deus Cronos, mas também do Deus que cuida da qualidade, que eu esqueci o nome agora, Deus Cronos e Deus >> Cairos, não é isso? Então é importante considerar, a nossa vida fica muito melhor quando a gente vive bem e a gente sabe bem viver, quando a gente se dedica ao próximo sem esperar nada em troca. e um abraço, um olhar, um contato visual, mesmo que seja a uma certa distância, mas que corresponda à afetividade, isso vai significar que nós já estamos desenvolvendo os laços do amor, criando pontes de entendimento, superando os muros de separação. Aí sim a gente pode dizer que nós estamos dando os primeiros passos nesse primeiro segundo do primeiro minuto, da primeira hora. do mundo de regeneração. Vamos nos sentir bem, bem melhores, meus irmãos, com certeza. Então, falando de perdão, eu peço perdão a vocês por termos avançado 7 minutos do nosso tempo. Então, nós vamos agora pro nosso intervalo, retornamos às 4:30, às 16:30, a gente retorna aqui para o salão para dar continuidade às perguntas. Quem ainda não fez, por favor, entregue a sua pergunta ao pessoal aqui da organização. Obrigado. Esse tema, gente céu, é bom porque futuca a gente, né? Vocês estão me vendo aí atrás? Eu vou fazer que nem aquela música da Jovem Guarda, vocês não sabem. Eu estou aqui atrás de um mar de rosas. Você tá vendo aqui? Ô gente, eu vou começar aqui esquentando os tamborins. Essa pergunta veio para você, Godinho, não devemos nos julgar e nos tratar como seres perfeitos, conforme sua fala. Mas como conseguir se aceitar comum? Com tantos erros quando vemos alguns espíritos que dão nos seus relatos terem feito muito, mas ainda são cobrados porque poderiam ter feito mais. >> Essa é uma voz comum que os benfeitores

itar comum? Com tantos erros quando vemos alguns espíritos que dão nos seus relatos terem feito muito, mas ainda são cobrados porque poderiam ter feito mais. >> Essa é uma voz comum que os benfeitores espirituais têm dito, principalmente para nós espíritas. que eles dizem que poderiam fazer mais. E a gente observa que essas falas vêm às vezes com referência a trabalhadores que dedicaram à sua existência durante 24 horas ao trabalho. Se a voz é comum, que poderia fazer mais. Eu refleti sobre esse aspecto e eu cheguei a uma conclusão para mim mesmo que me satisfez e me consolou e me alertou porque nós estamos submetível a um dominador implacável. Ele anda muito devagar, não retroage, ele anda a passo de 60 segundos por minuto, 60 minutos por hora. É o tempo. É uma variável que nós não temos controle. Ela é divina, porque a lei divina nos colocou no habitate que tem todo um sistema giratório que nos proporciona dia, noite, anos, séculos, que varia de um para outro. Mas se para nós o dia tem 24 horas e a gente precisa dormir, mas suponhamos que esses trabalhadores não dormiram, eles trabalharam 24 horas. Aí chega no plano espiritual dia, eu podia fazer mais. Eu digo: "Olha, o dia não tem 25". Então, o problema não é de medição temporal, não é de cronos, não é de medida de tempo. E eu cheguei à conclusão que eu digo: "Ah, entendi. Agora eu poderia fazer mais porque a doutrina espírita, ela veio para nos ensinar a vida de relação. A relação entre os espíritos como a ciência prática. E espíritos somos todos nós, encarnados, desencarnados, relação entre encarnado, desencarnado, entre desencarnado, entre nós. Nós nos relacionamos. Agora, como uma doutrina filosófica, ela veio dizer assim: "Olha, essa vida de relação tem consequências morais. E quando nós desencarnamos, o primeiro encontro que nós temos todos é conosco mesmo, com a nossa consciência. E aí, talvez ao longo eu trabalhei 24 horas, mas a minha relação com o Paulo de Tasso naquele dia eu o agrediu E não soube me controlar

ro que nós temos todos é conosco mesmo, com a nossa consciência. E aí, talvez ao longo eu trabalhei 24 horas, mas a minha relação com o Paulo de Tasso naquele dia eu o agrediu E não soube me controlar e eu pensei que eu estava praticando a caridade até em nome de uma pureza doutrinária. Eu fui tão rígido com aqueles trabalhadores da casa que eu assumi a presidência da casa e em nome desta pureza doutrinária, eu verifiquei que fulano não fazia bem a palestra, que cicano fazia aquilo e outro. Eu terminei tirando todo mundo e a casa estava estruturada e eu cometi um equívoco. Na vida de relação, eu não soube ser caridoso. Então eu poderia fazer mais, porque eu poderia ser mais, eu poderia ser mais indulgente, eu poderia perdoar mais, eu poderia ouvir mais. Porque eu gosto muito de falar e eu não deixava os outros falarem. Eu só falava e quando alguém ia falar eu interrompia. Eu tinha a impressão de que a minha fala era aquela que era mais importante, que eu é que interpretava melhor. Aí quando a gente faz uma análise, a gente vai dizer: "Meu Deus, eu poderia fazer mais, mais no sentido da prática, da qualidade daquilo que a doutrina nos diz, não em questão de tempo, porque às vezes a gente diz assim: "Puxa vida, tem 24 horas, mas eu não trabalhei tanto na doutrina que eu podia ir paraa casa espírita". Sim, é um tempo que a gente dedica dentro do equilíbrio que é natural de você estar na sociedade, na família, na doutrina, mas tem momentos que dependendo da circunstância você tem que fazer escolha e você sab precisa saber o que é prioritário, porque o ideal é o equilíbrio. O equilíbrio é justamente a harmonia entre os opostos. Mas tem momento até para nosso teste que você tem que fazer uma escolha para provar. Não foi assim com Abraão? Você acredita em mim? vai lá e mata teu filho. Ele firme foi matar o filho porque ele tinha uma convicção. E na hora do ato não, pega aquela ovelha, eu só queria te testar para verificar se a tua fera é sincera. Então, na hora que você tem uma escolha

firme foi matar o filho porque ele tinha uma convicção. E na hora do ato não, pega aquela ovelha, eu só queria te testar para verificar se a tua fera é sincera. Então, na hora que você tem uma escolha para fazer, você tem que saber o que é prioritário, é perecível. é o perene. Você abraça uma causa que sem ela você se equivoca. Com ela tudo que você faz, os equívocos praticamente não terá se você for tiver fidelidade. E tem momentos que você tem que deliberar a causa ou outra coisa qualquer. E aí eu poderia fazer mais. Então essa é uma questão que acomete a todos nós enquanto encarnados diante das escolhas que nós abraçamos e dos testes que nos chegam para fazer uma ferição. verdadeiramente aquilo que nós falamos e que tentamos agir realmente é da pureza do coração. Porque Jesus sempre perguntou, apesar de saber que todos poderiam ser curados, que queres que eu faça? Porque ele queria ouvir deles a sinceridade dos seus corações. E assim Jesus o fez. Sempre havia disso. Até mestre, se quiseres, me cura. Aí Jesus diz, eu quero. Aí curou. Então, nós estamos eh diante de uma oportunidade que não devemos perdê-la em função deste dominador implacável, para que nós possamos aproveitá-lo no máximo possível, sem esquecer de que a vida de relação É a oportunidade que o Pai nos dá na reencarnação para que nós sejamos caridosos, porque a doutrina que nós abraçamos diz que fora da caridade não há salvação. Então tudo tem que girar na lei do amor e ela sendo este impulsionador sinégérgico que faz com que o amor se apresente nessa vida de relação de uns para com os outros. Então, que a caridade jamais nós percamos de vista, mesmo que nessa diversidade que foi comentada aqui antes, que para mim não é joio. Muita gente pensa que é joio, é trigo, é um laboratório perfeito para que nós possamos exercitar todas as virtudes, até aquele que nos impulsiona a ficar nervoso. Se nós ficarmos calmo, a gente vai agradecer a ele depois dizer obrigado, porque você fez parte daquele laboratório que me impulsionou ficar

as virtudes, até aquele que nos impulsiona a ficar nervoso. Se nós ficarmos calmo, a gente vai agradecer a ele depois dizer obrigado, porque você fez parte daquele laboratório que me impulsionou ficar nervoso e graças a você pud exercar calma. E assim o outro, o outro, o outro e nós também para com os outros. Então, essa beleza que a existência nos traz para que nós possamos aprender com esta doutrina que nos esclarece, nos dá responsabilidade, mas nos convoca ao testemunho. Wesley, aquela frase que foi citada aqui, pai, perdoa-lhes. Eles não sabem o que fazem. É o perdão da gratidão, é o perdão do perdão, é o auto perdão que foi exemplificado por Maria de Magdala num certo momento da história planetária. Isso tem um marco dentro da ciência história em termos acadêmicos e é chamado de era axial, que foi de 800 anos antes de Jesus até Jesus. A nossa fisiologia moral fez uma introversão. Mais ou menos há 40.000 anos lá no Paleolítico, começamos a prestar atenção em nossa fisiologia corporal. O que é que comendo faz mal? Como deitando faz mal. E nós atravessamos esses tantos milênios, transpondo essa visão exterior para a lei de adoração, adorando exteriormente. Então, na história da religião, até 800 anos antes de Jesus, o que marcava as religiões nascentes era o rito, era a prática de atos com que nós negociávamos com a ou divindades em busca do perdão ou das concessões que desejávamos. Então, começa essa era axial. Emanuel fala dela em a caminho da luz. Porque a mensagem de Jesus diz Emanuel e a caminho da luz precisava ser ambientada no planeta, não só em termos de ideias, mas então vibracionais. Era preciso uma época de elevação do pensamento. E isso só acontece com a elevação dos sentimentos. E muitos mestres vieram ao planeta ajudar-nos coletivamente a esse desenvolvimento, a essa introversão. O que alguns descobriram? China, Confúcio, Lauds que a origem do mal entre nós e do mal dentro de nós. Era uma palavrinha que na época em chinês soava chie torto. É o estar torto,

a essa introversão. O que alguns descobriram? China, Confúcio, Lauds que a origem do mal entre nós e do mal dentro de nós. Era uma palavrinha que na época em chinês soava chie torto. É o estar torto, é o estar sem prumo. E hoje na China, guoko, passar do ponto, está fora do ponto. E qual que era a causa desse Xie ou Guoco? A ignorância. Vamos à Grécia dos pré-scráticos. O que Demócrito dizia ser a causa do mal entre nós e dentro de nós? A ignorância. Sócrates elevou esse raciocínio com a frase só sei que nada sei que é um marco sobre essa ignorância do saber. Eles acreditavam na Grécia, nós acreditamos que o conhecimento ilumina e de fato eles têm razão relativa. Na Índia, o hinduísmo entendeu que a causa desse mal fora e dentro é igualmente presentificada na ignorância. Mas os hinduístas creem que é a ignorância do que nós somos. Não saber o que nós somos leva as repercussões do mal fora e dentro de nós. Então, essas escolas hinduístas, as dezenas delas tentam entender o que é o espírito, o que é o ser humano. Vem Buda e vai dizer: "Não, o problema é a ignorância, mas não do que nós somos e sim do que não somos". as suposições que nós fazemos errôneas sobre nós e o outro também uma faixa de ignorância. Se fôssemos estendendo, Jesus está ali no Golgota, onde ele sete frases que resumem o messianato dele. E a primeira depois de crucificado, erguido, elevado, é essa. Ele olha a todos nós que estamos ali representados. E saliência o quê? A ignorância. Mas em Jesus, a ignorância que ele procura nos fazer a compreender é a ignorância de quem nós somos, a pessoa que nós somos. Então, nesse momento da cruz, o nosso mestre está enfechando o ensinamento de oito séculos. Agora, trazendo um outro viés, que pessoa eu sou? Que pessoa eu quero ser? Por enquanto, nós somos aquelas pessoas que estavam ali representadas, ovacionando o calvário do governador espiritual do planeta. Então é uma fala de Jesus onde ele olha isso em nós, a ignorância diante de tudo. Certa feita, o professor Raul Teixeira

ali representadas, ovacionando o calvário do governador espiritual do planeta. Então é uma fala de Jesus onde ele olha isso em nós, a ignorância diante de tudo. Certa feita, o professor Raul Teixeira então disse numa palestra uma frase: "O engano busca luz onde mora a verdade." O engano busca luz onde mora a verdade. E Jesus salientou: "Buscareis a verdade e a verdade vos libertará". Todas essas verdades que devem ser preenchidas com tantas formas de ignorância, mas especialmente que pessoa eu sou, que pessoa eu desejo ser. Em João 14:1, podeis fazer as obras que faço. Em João 10, nós encontramos Jesus dizendo: "Sois deuses". Então, nós estamos como seres brincando na praia cósmica da evolução, sem ter penetrar no grande mar da verdade. É nesse esforço que cada um daqueles antecedores culminados com Cristo nos convidam a vencer essas tantas formas de ignorância. Só fazer um adendo. Posso aqui, Paulo? Por favor? Eh, o Wesley a gente vê assim que ele conhece pouco, né? Ele vai falando, a gente vê que conhecimento é profundo. Eh, ele escreveu um livro, um alentado livro de pesquisa, dois livros publicados pela FEB. Um é da manjedora Emaús, já mais de algum tempo e menos tempo publicou pela FEB um livro muito bom também de pesquisa, de estudo, que é Deus antes e depois de Jesus. Eu tô falando aqui como divulgação, você pode ficar tranquilo, porque vale a pena a gente conhecer essa, né, período axial que ele falou, essa trajetória tá toda descrita de uma maneira assim bem minuciosa, fácil da gente entender, com alentada pesquisa, uma redação gostosa de ser lida para um entendimento de todos nós. O livro é um calhamaço, né, um livro volumoso, creio que esteja aqui disponível também na livraria, tá? Wesley Caldeira, ele tem esses dois livros publicados pela Federação Espírita Brasileira, pela FEB Editora, então da Manjedoura, Emaús, que traz informações importantíssimas, coisas assim que a gente não encontra às vezes, não é? Eh, a não ser assim espalhado em várias fontes, ele conseguiu consolidar.

ora, então da Manjedoura, Emaús, que traz informações importantíssimas, coisas assim que a gente não encontra às vezes, não é? Eh, a não ser assim espalhado em várias fontes, ele conseguiu consolidar. Eu aprendi algumas informações que eu não sabia e fui encontrar nesse livro. Eu não vou dizer quais são porque nós não temos tempo, mas fica a curiosidade. E Deus, né, antes e depois de Jesus é para dizer de toda essa importância do Cristo em como ele nos traz a figura de Jesus. A gente compreender isso antes e depois. Em reformador desse mês agora de setembro que nós estamos, não é? Eh, tem um artigo do Wesley também que trata do eh céu inferno, né? O reformador é de, acho que é de agosto, né? Ele de setembro que saiu, acabou saindo de setembro que eh referente aos 160 anos de céu inferno, foi comemorado, né, em, embora tenha sido em agosto, primeiro de agosto, mas saiu agora em setembro. Um artigo muito bonito, inclusive ele fez citação, sem citar, né, o artigo, mas ele citou conteúdos aqui, tá? E sempre leio um reformador também e que é muito importante, que é o algo oficial da FEB, eh o o seu artigo inicial que é chamado de editorial. Ninguém sabe, eu vou contar para Deus e o mundo que o editorial escrito pelo presidente da FEB, tá? O o editor que aí eu é o presidente da FEB quem escreve, né? o editor ali, um trabalho conjunto, trabalho muito bonito. Então, eh, vale a pena a gente ler como esse manancial informacional sobre >> Ah, sim. Complementando também, porque quando ele falou, falou, eu li esse artigo, mas acho que é do Adilto quando ele fala do primeiro centro espírita que é aqui, não é, da Bahia, é do querido Adilton Puglies, que aliás publicou agora pela FEB dois livros, né? Até eu apresentei um para para Joelma agora eh um novo olhar sobre o Evangelho Segundo o Espiritismo. E também ele colocou outro livro sobre a Allan Kardec e a grandeza de um homem. Publicamos dois livros aí numa assim, né? Agora o Adilto Puglies, querido pesquisador, né? Da mansão do caminho ali, a referência e

e colocou outro livro sobre a Allan Kardec e a grandeza de um homem. Publicamos dois livros aí numa assim, né? Agora o Adilto Puglies, querido pesquisador, né? Da mansão do caminho ali, a referência e tudo. Então são estudiosos, gente, não é? e a gente precisa prestigiar porque são obras de qualidade. >> Só fazendo um reforço aí em relação ao centro, né, o ao grupo familiar do Espiritismo, 17 de setembro do ano de 1865. Esse mesmo Luiz Olímpo, Tes Menezes, ele foi pioneiro também na imprensa espírita quando ele publica o Eco de Além Túmulo. É um jornal que era editado aqui no Brasil, inclusive foi uma referência, Allan Kardec fez referência a ele a época. E esse livro, esse jornal, ele era, eh, publicado, independentemente do seu conteúdo, que era muito importante à época, que era um instrumento de defesa da doutrina em relação aos ataques que eram eh perpetrados contra o Espiritismo pela igreja e por outras instituições que não concordavam o que estava ali sendo dito. Mas ele fez isso com esforço próprio, ele não tinha recursos. Então, a história desse jornal é uma coisa incrível, assim, a maneira como ele fez a o esforço em gente que ele empreendeu para poder publicar esse jornal. Então, agora no dia 17 nós faremos uma homenagem a ele eh em relação aos 160 anos do grupo familiar de espiritismo. E mais além um pouco no congresso, nós também teremos um espaço para falar sobre toda essa obra de Luiz Olímpio e a a importância desse personagem, desse pioneiro, eh, dentro do movimento espírita brasileiro. Mas Geraldinho, Geraldinho, ó, Geraldinho querido, eu não sei se ele gosta não, mas eu tô chamando de Geraldinho aí porque ele mora no meu coração, ele sabe disso. Não paga aluguel. >> Isso aí é para poucos, né? >> É, não paga aluguel. Eh, essa questão aqui é uma questão interessante porque na internet o tema é o mesmo, tá? questão do perdão, falar do perdão é muito fácil assim, a gente consegue falar, mas quando esse essas injúrias, esse ataque é sistemático, a pessoa perdoa e aí volta de novo a

et o tema é o mesmo, tá? questão do perdão, falar do perdão é muito fácil assim, a gente consegue falar, mas quando esse essas injúrias, esse ataque é sistemático, a pessoa perdoa e aí volta de novo a mesma situação. E isso reiteradas vezes, levando a pessoa a ter que se isolar, desligar celular, cortar relações, enfim. E a a pergunta da internet da nossa almerinda, eh, se eu consigo perdoar, mas o outro não me perdoa, o que que acontece? Pois o outro tem ódio de mim, diz Almerinda. Então, as duas perguntas estão relacionadas. Eu queria que você falasse um pouco sobre isso. >> OK. É, são inclusive questões recorrentes que nós temos, né? São dúvidas que surgem. Agora veja, quando nós efetivamente perdoamos alguém, quando o perdão é verdadeiro, nós estamos libertando essa pessoa do nosso sentimento. Se a gente perdoa e mantém esse vínculo com aquilo que gerou a necessidade do perdão, no fundo a gente não libertou e a gente continua preso. Então não há propriamente o perdão. O perdão é libertação. E quando nós estamos falando em libertação, nós estamos falando em desapego, em desprendimento, em não fazer exigência. Quando eu perdoo e faço exigência, eu não tô perdoando, eu estou cobrando. O perdão, ele não cobra, ele não exige, ele precisa ser incondicional. Então, quantas vezes eu vou perdoar? Quantas vezes foram necessárias? O próprio Cristo já nos ensinou que a gente não perdoaria 70 sete vezes mais, né? Não só apenas sete vezes, mas 70 vezes s vezes. Quer dizer, tem uma infinitude pra gente perdoar. Ou se quiser entender 70 vezes, sete vezes, cada falta, que acaba sendo muita coisa também. Então esse perdão é algo que não necessariamente vai levar um esquecimento, se tratando, né, da questão memônica, mas vai levar a não fazer qualquer tipo de exigência, de cobrança, de esperar que o outro tenha um comportamento que vá corresponder a alguma coisa que eu fiz. Ó, tô te fazendo bem, mas eu espero que você também me retribua fazendo bem, que você me pague de certa forma. Isso

ar que o outro tenha um comportamento que vá corresponder a alguma coisa que eu fiz. Ó, tô te fazendo bem, mas eu espero que você também me retribua fazendo bem, que você me pague de certa forma. Isso não é o bem autêntico. E a questão do perdão, ela é conosco enquanto a gente não perdoa. Depois que a gente perdoou, não é mais conosco, é com o outro. Por isso que a gente não tem que cobrar uma postura do outro para que nos perdoe. Porque eu perdoo, ele não me perdoa. Como é que vai fazer? É como se a gente ficasse naquele círculo, não. Se eu perdoei, eu fiz a minha parte. Se o outro não perdoa, é com ele. Deixe no seu tempo de maturação, de amadurecimento. Vai chegar um momento que ele vai reconhecer. Ah, mas eles ficam me perseguindo, fica aqui. O ideal é que a gente não se toque por isso, não se afete por isso. Hoje a gente tem recursos. Acaso às vezes as pessoas passam tanto limite, você tem que cancelar uma pessoa na internet, por exemplo? Ó, que absurdo que às vezes a pessoa não tem limite ou às vezes a pessoa começa a dizer coisas que não são. Você tem como se afastar de certa maneira, mas você não precisa odiar a pessoa por isso. Você perdoa, tenta esquecer aquilo e deixa a pessoa seguir o seu curso. Se ela continuar incomodando, continuar falando mal, continuar criticando, continuar assim, de certa maneira ali pisando no pé, no calo, deixa ela. Eu me recordo de uma experiência que eu tive já faz alguns anos. Eu tinha acabado de fazer uma palestra rapidinho, tá Paulo? Aí fui faz fiz a palestra. Quando acabou a palestra, uma pessoa me procurou e ela me procurou para me pedir perdão. Eu estranhei porque eu não tava nem identificando, confesso a vocês, aquela pessoa. E ela disse: "Olha, eu queria lhe pedir perdão". Eu olhei assim para ela, mas por que que você tá me pedindo perdão? Eu tentei entender. Ela disse assim: "Estou lhe pedindo perdão porque a cerca de 5 anos você falou alguma coisa que eu não gostei e eu fiquei com raiva de você. Eu fiquei alimentando diariamente um ódio por

tei entender. Ela disse assim: "Estou lhe pedindo perdão porque a cerca de 5 anos você falou alguma coisa que eu não gostei e eu fiquei com raiva de você. Eu fiquei alimentando diariamente um ódio por você, porque você tinha falado aquilo que tinha me magoado. Eu não tinha gostado. Você não foi feliz quando você falou aquilo. Mas eu fiquei esses 5 anos alimentando esse ódio, essa raiva, essa mágoa. E hoje eu queria lhe pedir perdão porque eu percebi que isso não era com você, mas era comigo. Aí quando ele falou isso, eu fiquei emocionado, eu abracei e eu falei: "Meu amigo, eu queria lhe parabenizar porque chegar num ponto desse como você chegou, tem que ter uma maturidade espiritual de você reconhecer isso. O mérito não é meu, é seu." Então, se for preciso, eu lhe dou um perdão. Mas eu acho que eu não preciso perdoar nada, porque eu eu sinceramente nem fiquei magoado, ferido, ofendido, nem sei do que você tá falando. Tamanha minha falta de sensibilidade, olha só, né? De aliamento, às vezes de indiferença. Nem percebi que o outro estava ferido, mas se necessário lhe perdoo. Mas eu quero dizer aqui que você está me dando uma grande lição nesse momento com essa sua postura e com esse seu exemplo. Então eu aprendo agora para frente sobre o perdão, um quesito que eu ainda não tinha, graças ao exemplo que você tá me dando. Então gente, tem muita coisa boa na vida. Às vezes até de um momento difícil a gente tira uma lição pro nosso aprendizado, né? É isso, Paulo. >> Beleza. Muito obrigado. Aqui tem uma questão que veio para Godinho que eu queria que ele explicasse um pouco sobre o que tá sendo colocado aqui, que são os dois lados da frase que orienta a nossa roda de conversa. Perdoados, quem são? E o que significa o não, mas não limpos, né? Conforme ele tá colocando aí. Bem, a questão pergunta que é feita é a respeito da pessoa que sofre os golpes das nossas irreflexões. Quando eu sou o provocador e a outra pessoa é a vítima, vamos dizer assim, das minhas provocações. natural que

o pergunta que é feita é a respeito da pessoa que sofre os golpes das nossas irreflexões. Quando eu sou o provocador e a outra pessoa é a vítima, vamos dizer assim, das minhas provocações. natural que pode haver perdão de ambas as partes, dependendo da própria condição que ambas podem ter. Se eu fui o provocador e eu despertei, eu cometi uma irreflexão, eu peço perdão à pessoa. Se a pessoa estiver limpa, ela vai chegar para mim e dizer: "Não, gordinho, isso não me ofendeu". E aí eu que estava com a mente ocupada e preocupada com a minha reflexão perante aquela pessoa, eu tomei iniciativa e me surpreendi de que aquela pessoa estava com coração limpo. Ela não estava nem precisando que eu pedisse o perdão, porque ela já tinha me perdoado, porque entendeu a minha imperfeição. Agora, se eu sou agressor e eu vou solicitar porque eu despertei que eu cometi o equívoco e a pessoa não está com coração limpo, ela não me perdoa. Se ela não me perdoa, eu não posso fazer nada, a não ser esperar rogar misericórdia, porque da minha parte eu já estou diante de uma reflexão que compreendi o meu equívoco e não vou mais cometer aquele erro. Um dia ela vai despertar, o problema é do outro. Chico estava trabalhando e o trabalho estava já sendo prejudicado, porque ele estava preocupado com uma pessoa que dizia seu inimigo, não gostava dele. Aí Emanu fez assim: "Chico, você vai lá e fala com ele, pede perdão se tem alguma coisa que você ofendeu, etc. Aí Chico feu aí chegou lá, bateu a porta. Quando entrei, abriu a porta que veio o Chico, bateu a porta e não recebeu o Chico. Chico voltou triste. Aí, mano, tá triste. Por que, Chico? Você não viu? Eu fui lá para justamente conversar, pedir perdão se eu fiz alguma falta. Aí minha irmã, oxigo, o problema agora é dele, porque você fez a sua parte. Fique tranquilo, vamos trabalhar agora porque você tá com sua consciência tranquila. Você não encontrou a receptividade, um dia ele vai entender. Então é justamente isto. Quando ambas as partes, ofensor e

e tranquilo, vamos trabalhar agora porque você tá com sua consciência tranquila. Você não encontrou a receptividade, um dia ele vai entender. Então é justamente isto. Quando ambas as partes, ofensor e ofendido, estão com os corações limpos. O ofensor ele desperta rápido que cometeu um erro. E aí rapidamente ele vai e o outro dá um sorriso, dá um abraço. Ô meu irmão, isso acometeu porque eu também cometo e eu quero ser perdoado conforme eu perdoo. Então vamos em frente. Mas quando uma das partes não tem esse despertar, aí aquela que teve o despertar, ela vai ter que esperar um pouco para respeitar o tempo de maturidade do outro. Agora, se ambos mantém remoendo o sentimento, seja de mágoa, de dor, de inveja, de qualquer coisa, são dois inimigos que fica numa roda viva, que a gente chama de lup, que fica assim. E nunca vai sair disso até que só tem uma saída. É o perdão. É por isso que o perdão liberta, porque aquele que tá nisso e verifica, ele toma um choque. E tem uma coisa interessante, eu não vou dar muito por causa do tempo do demais. Jesus, ele deu um ensinamento, não desejou o outro que você não quer para você. Quando nós estudamos o mecanismo do pensamento, a gente vê a sabedoria do Cristo que resume tudo até a questão científica quando vai estudar isso. O nosso pensamento, ele mente antes de sair, ele percorre o nosso cérebro, os lóbulos, desce pelo sistema nervoso central, banha todo o sistema periférico, depois ele sai. Isso quer dizer o seguinte: antes do nosso pensamento sair, ele banha o nosso corpo, as nossas células. Eu desejo outro ódio. Eu já bombardei todo o meu corpo com essa vibração. Chega no outro e o outro quando ouve falar ou sabe que eu desejei para ele isso, a recepção também é semelhante. Entra, banha todos os dois lóbulos, nervoso central, periférico, depois vai ser decodificado na mente. Aí ele recebe um banho de energias negativas. Como ele alimenta, ele aí aumenta, potencializa isso. E antes de sair dele e já bou o corpo dele pela segunda vez, só que agora com

decodificado na mente. Aí ele recebe um banho de energias negativas. Como ele alimenta, ele aí aumenta, potencializa isso. E antes de sair dele e já bou o corpo dele pela segunda vez, só que agora com Marbardeio pode transformar numa bomba atômica. E ele aqui emite o outro quando sabe, olha o loop aí, isso vai potencializando a tal que redunda o quê? As células não aguentam. Célas foram feitas para estarem sadias, receber energias boas, ser alimentadas com bem. E aí vem os efeitos. é doença disso, doença daquilo, que não sei o que, que não tem nada a ver com vida passada. São os tormentos voluntários que a gente escolheu naquela existência. Quando nós entendemos isso, se a gente tem o perdão, somos banhados pelo amor e a gente entra numa outra faixa de sintonia. O outro que continuou, ele emite o pensamento. Quando ele chega em nós, não encontra a sintonia. Aí tem o capacete e o escudo que Paulo fala. Então aquela energia, ela não encontra mais em mim condições dela penetrar e banhar todo o meu corpo, porque eu já não estou mais naquela faixa. E nós sabemos que quem conduz pensamento, quem conduz sentimento, quem conduz essas coisas são ondas eletromagnéticas que são neutras e elas se conjugam por afinidade. Por isso que diz que os afins se atraem, porque são estas ondas que acontecem. Então, como agora eu tô vibrando numa outra faixa eletromagnética, aquela onda chega e não encontra mais afinidade porque eu não tô nela. E aí o que é que acontece? Aquele que vibrou, ele vai se banhando de ódio, de ódio, de ódio, mas nunca penetra no outro. E quando ele sabe que o outro tá bem, aí ele alimenta mais ódio a ponto de deformar-se, tanto per espiritualmente quanto fisicamente. Porque quando a gente tá alegre é exp, é expansão, sorriso, alegria, tristeza. Eu me contraio. Eu entro numa situação de que o meu organismo expressa na minha parte exterior como é que eu estou. Uma dor de cabeça, uma coisa, a gente observa, fulana tá se sentindo bem, porque a pessoa é conduzida por

tro numa situação de que o meu organismo expressa na minha parte exterior como é que eu estou. Uma dor de cabeça, uma coisa, a gente observa, fulana tá se sentindo bem, porque a pessoa é conduzida por aquela dor a demonstrar que ela realmente está passando por uma coisa, uma sofrimento, seja ele qual for. algumas pessoas. E aí eu me lembro que eu brincava com o Divaldo. Eu digo: "Divaldo, você é um enganador de primeira ordem, porque você sente tanta dor, meu irmão, e a gente olha para você e a gente sabe que você tá sentindo dor, mas a gente não é capaz de saber se é muito ou é pouco, porque isso você não transmite exteriormente. Se fosse eu, certamente as pessoas identificavam logo que eu tava com a dor, com problema qualquer, porque não tenho essa capacidade de ainda sublimar essas coisas. Então, a reflexão sobre esse aspecto, quando a gente vê o ensinamento de Jesus, porque ele compreendia isso, essa energia que é emitida, porque somos emissores e receptores. E quando nós estamos na mesma faixa, nós nos alimentamos daquela faixa. Se a faixa nossa é do bem, o alimento é do bem, tanto nessa conjugação encarnado, desencarnado, quanto a encarnados. Mas se a faixa é outra fora do bem, nós nos alimentamos do bem que vai nos trazeras tanto morais quanto físicas dolorosas. Então, que perdoemos sempre fora da caridade no há salvação. Se o problema é do outro, é do outro. Enquanto é meu, eu resolvo. >> Idade masculina. Talvez seja muito mais fácil para mim responder isso, mas eu disse, sem dúvida alguma, eu daria todo o suporte, o apoio para que minha filha pudesse ter essa gestação, embora todas as dificuldades, com todos os acompanhamentos possíveis, até o ponto de ter o filho e, se ela quisesse, diante da situação, dizer: "Não quero ficar com esse filho". Eu como avô ficaria com essa criança. Poderia parecer simplista esse exemplo, porque toda a situação é complexa, ela não é simples, mas o amor cobre, porque não será aquele espírito que está com uma oportunidade de renascer, que

criança. Poderia parecer simplista esse exemplo, porque toda a situação é complexa, ela não é simples, mas o amor cobre, porque não será aquele espírito que está com uma oportunidade de renascer, que deverá ser vitimado ou sofrer as consequências. de uma atitude provavelmente infeliz, equivocada, coercitiva, que tirou a liberdade. Nenhum ser tem o direito de tirar a liberdade do outro. Nenhum homem dito sexo forte tem o direito de impedir a manifestação da mulher dito sexo frágil. se ela não tem vontade, se ela não tem interesse, se não há consentimento, porque qualquer violação a liberdade é um desrespeito. E aquele supostamente mais forte deve ser aquele que vá proteger o supostamente mais fraco. Não subjugá-lo, não escravizá-lo, não submetê-lo a condições difíceis. e jamais tirar a sua liberdade. Por isso, essas questões que são profundas e delicadas merecem análises também delicadas e profundas, sem precipitação, sempre em favor da vida, a vida na sua dignidade. a oportunidade da reencarnação, por mais difícil seja o processo pelo qual venha se dar, porque será em tudo que a gente tem aprendido no espiritismo, preferível permitir que esta criança nasça do que impedir o seu nascimento, mesmo que a mãe não queira ficar, mesmo que a mãe doe o filho a uma instituição. por exemplo, que é alguns casos de alguns trabalhos de casas espíritas que fazem assim: "Não todo suporte o acompanhamento, a mãe não tem condições de ficar com filho, ela doua esse filho, mas ela terá feito a sua parte nesse processo da maternidade enquanto gestação. E só por isso é louvável, já tem o seu valor. Que certamente a mãezinha, ela jamais gostaria de cometer uma ação dessa natureza. por vontade própria, poderia até fazer porque foi algo que ela não quisesse, mas de iniciativa provavelmente jamais. Quando há irresponsabilidade, a inconsequência e tudo mais, a gente vai ver que essas inconsequências geram consequências desastrosas para o futuro. Inclusive no próprio veículo orgânico feminino ou masculino, não é só na

ilidade, a inconsequência e tudo mais, a gente vai ver que essas inconsequências geram consequências desastrosas para o futuro. Inclusive no próprio veículo orgânico feminino ou masculino, não é só na mulher. Nós todos, homens e mulheres, de um modo geral, estamos compromissados na questão da sexualidade de um modo geral, não é todos nós 100%, mas boa parcela de nós temos algum comprometimento na área da sexualidade, porque abusamos das nossas forças, porque tiramos a liberdade do nosso próximo, porque de certa maneira escravizamos, não permitimos a livre manifestação, porque usamos da força para fazer o contrário do que ela deve servir, de amparar, de dar o suporte, de auxiliar. O mundo justo, o mundo fraterno, o mundo solidário, é aquele em que o amor impera pela relação fraterna. Por isso, gente, o aborto, como a gente aprende no espiritismo, é aquele permitido quando se coloca em risco de vida da mãezinha ou quando ele é espontâneo, natural, que acontece também o aborto provocado se já aconteceu. Se alguma mãezinha, pela circunstância que seja, sem julgamento, muito menos condenação, essa mãezinha vai ter uma nova oportunidade. que ela seja acolhida pela família, que ela seja acolhida pelo ambiente da casa espírita, que ela se sinta protegida, amparada, orientada e tenha força para prosseguir, porque certamente ela se sentirá digna no tempo certo da maternidade. O amor fala mais alto. Por isso, a vida em primeiro lugar, a vida de todos, incluindo principalmente a vida desta que é responsável, que é a mulher, que esta figura tão importante que se converte em mãe, que é o sentimento e a expressão do maior amor que Deus tem ofertado para nós, que é efetivamente esse amor. que cobre a multidão de todos os erros e que não coloca condição alguma para efetivamente amar. Sigamos, tenhamos confiança, não ajamos precipitadamente. Busquemos ajuda, recorramos à família, recorramos à casa espírita. Converse com alguém de confiança. Não tome uma decisão isolada. Tudo tem solução.

s, tenhamos confiança, não ajamos precipitadamente. Busquemos ajuda, recorramos à família, recorramos à casa espírita. Converse com alguém de confiança. Não tome uma decisão isolada. Tudo tem solução. Há caminho para tudo. E a vida é sempre uma bênção que se expressa dadivosamente pela misericórdia de Deus, que é um Deus de misericórdia e que quer sempre o nosso bem e o nosso melhor. Gente, a gente passou um tiquinho da hora. Vamos caminhando aqui pro nosso final. Eu já peguei aqui o sotaque de Wesley. Tiquinho da hora. Mas eu queria, só para finalizar dizer que a palavra perdoar, conforme a gente já vem conversando, começa com per. E o que começa com per quer dizer totalmente. Geraldo trouxe aqui que o perdão é doação, mas não é só doação, é dar-se todo, perdoar. E quando a gente se magoa, a gente fecha o coração. E o coração é uma casa que tem portas abertas, mas que quando a gente se magoa, o coração se fecha. E quando a gente diz que perdoa, o perdoado fica do lado de fora, na varandinha, não entra mais. Porque o medo de sermos magoados impede que ele entre na nossa casa íntima. O convite do perdão é que a gente tenha a coragem de abrir as portas do coração e dizer: "Entre na minha casa, entre na minha vida, mexe com as minhas estruturas e vem sarar as minhas feridas. Vem fazer da minha vida um exemplo de amor e de paz. Recomeça em mim para que nós dois juntos possamos aprender a caminhar nessa estrada de luz, sem mágoas e sem ressentimentos. E se você me magoar de novo, eu terei a paciência de entender que você ainda não compreendeu a lição que vai nos tirar desta terra de dor e de sofrimento. E por essa misericórdia de Deus, outras oportunidades virão e com certeza você terá a oportunidade dos seus refazimentos. Mas o meu coração é uma casa de portas abertas, porque nada pode ferir um espírito. Pode ferir o corpo, pode machucar o corpo, pode machucar o ego, mas o espírito jamais. O espírito se fortalece e cresce quando se doa. Quanto mais se dá, mais ele cresce. que nós

de ferir um espírito. Pode ferir o corpo, pode machucar o corpo, pode machucar o ego, mas o espírito jamais. O espírito se fortalece e cresce quando se doa. Quanto mais se dá, mais ele cresce. que nós possamos perdoar sem limites e sem condições. E aprendendo a fazer isso, nós vamos nos libertando, porque o ódio é uma taça de veneno que eu bebo, querendo que o outro beba, morra. Eu bebo veneno querendo que o outro morra. E é por isso que nós precisamos aprender sobre o perdão. Importantíssimo isso tudo que foi conversado aqui hoje à tarde, para que a gente possa refletir sobre isso e vivermos uma vida mais leve, mais tranquila e mais feliz. Daqui a pouco a gente volta com a palestra à noite. Obrigado pela assistência de vocês, pelos amigos internautas, pelas perguntas. Obrigado pela oportunidade dos seus olhares, dos seus sorrisos, dos seus aplausos. que nós sigamos em Deus. Que assim seja. Aproveito, Paulo, só aqui quebrando o protocolo um pouquinho para me despedir de vocês. Eh, amanhã cedo eu sigo para Belo Horizonte, temos alguns compromissos lá amanhã e na no domingo. Mas agradecer do fundo do coração a acolhida, como a gente se sente bem em família, essa proteção, esse carinho todo que vocês têm para conosco. variavelmente aqui os irmãos, os as irmãs têm dito que muito mais a gente recebe do que a gente doa. E é uma realidade. A gente aqui é muito mais assistido do que assiste. E a bondade de vocês, o carinho, quando a gente se abraça, quando traz uma palavra assim, a gente sempre pede, ore por nós. E eu peço, orem por mim, por favor. E eu saio daqui com coração repleto de alegria pela oportunidade desta convivência com vocês. Gratidão do fundo do coração.

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