Fora da caridade não há salvação, com André Siqueira | Palestras Virtuais FEB

FEBtv Brasil 02/02/2026 1:05:22

Acompanhe semanalmente, aos domingos às 17h as palestras Virtuais da Federação Espírita Brasileira. Tema: Fora da caridade não há salvação. ESE, cap. 15, item 10. Palestrante: André Siqueira Direção: Edna Fabro Link de Acesso: https://febtv.live/palestrasFeb Apoie a FEBtv! Para que este e outros estudos continuem a ser produzidos. https://doe.febtv.com.br

Transcrição

เฮ >> Queridos amigos, Boa tarde a todos. Sejam muito bem-vindos à nossa reunião do dia de hoje aqui na nossa Federação Espírita. Então, convidamos a todos vocês neste momento para elevarmos o nosso pensamento ao alto, procurando a figura amiga de Jesus numa prece de abertura. Querido amigo e Senhor, aqui estamos mais uma vez reunidos, Senhor, nesta casa abençoada que nos recebe para estudarmos o teu evangelho e te pedimos neste momento, unidos em sentimentos, em pensamentos, Dirigimo-nos a ti, Senhor, pedindo o teu amparo, a tua proteção para todos nós que aqui nos encontramos. Que a tua luz possa se fazer, Senhor, as tuas vibrações possam nos envolver e nos auxiliar para que o estudo da tarde de hoje possa ser compreendido, que nós possamos colocá-lo no coração, na mente e que ele possa ser vivenciado nos nossos dias de de de lar e de trabalho profissional e de amigos. Pedimos também, amado Senhor, por todos aqueles que estão conosco através das redes sociais, das da internet, que vibram conosco também nesta tarde com o estudo que iremos ter. Que todos sejam abençoados também pela tua misericórdia e que a tua luz possa chegar até os lares, aos corações de todos eles. Obrigado, Jesus por mais esta oportunidade de trabalho e que o Senhor possa estar conosco hoje sempre. Que assim seja. Graças a Deus. Bem, nós vamos então inicialmente passar a palavra ao Flamarion, que vai fazer a leitura e os comentários da nossa página de hoje. Por favor. >> Boa tarde a todos, queridos irmãos encarnados e desencarnados. Hoje a nossa leitura ela consta no item 75 desta obra Palavras de Vida Eterna, obra de Emanuel, psicografada por Chico. Vamos lê-la primeiro e depois aos comentários. Libertemos, disse-lhe Jesus, desatai-o e deixai-o ir. É um trecho que consta em João, capítulo 11, versículo 44. Comentários de Emanuel. É importante pensar que Jesus não apenas arrancou Lázaro à sombra do túmulo, trazendo-o de volta à vida, pede para que seja restituído à liberdade. Desatai-o e deixai-o ir, diz o Senhor. O

de Emanuel. É importante pensar que Jesus não apenas arrancou Lázaro à sombra do túmulo, trazendo-o de volta à vida, pede para que seja restituído à liberdade. Desatai-o e deixai-o ir, diz o Senhor. O companheiro Red Vivo deveria estar desalgemado para atender as próprias experiências. Também nós temos no mundo da própria alma os que tombam na força da negação, os que nos dilaceram os ideais, os que nos arrastam à desilusão, os que zombam de nossas esperanças e os que nos lançam em abandono, assemelham-se a mortos na cripta de nossas agoniadas recordações. lembrá-los é como reavivar velhas úlceras. Entretanto, para que nos desvencilhemos de semelhantes angústias, é imperioso retirá-los do coração e devolvê-los ao sol da existência. Não basta, porém, esse gesto de libertação para nós. É imprescindível, haja de nossa parte auxílio a eles para que se desagrilhoem, nem condená-los, nem azedar-lhes os sentimentos, mas sim exonerá-los de todo compromisso, ajustando-os a si próprios. Aqueles que libertamos de qualquer obrigação para conosco, entregando-os à bondade de Deus, mais cedo regressam à luz da compreensão. Se alguém assim caiu na morte do mal diante de ti, ajuda-o a refazer-se para o bem. Entretanto, além disso, é preciso também desatá-lo de qualquer constrangimento e deixá-lo ir. É muito interessante, não é? Essas reflexões de Emanuel. Então, ele começa trazendo uma passagem que é aquela em que Lázaro entra em um estado de letargia. Na nos textos eh bíblicos, a gente pode ver alguma tradução dizendo a ressurreição de Lázaro. Mas o Espiritismo esclarece que uma vez que a alma se desconecta por completo do corpo, ela não retorna. O que há, o que houve no caso de Lázaro foi um caso de letargia. é uma emancipação da alma em que estando desconectada, assim como acontece conosco no sono, né? Eh, por um tempo, ele começa até entrar num estado de decomposição. O que Jesus vai é aplicar essa energia da qual Lázaro então retoma. Mas vamos a a esse esse episódio que é um episódio muito

no, né? Eh, por um tempo, ele começa até entrar num estado de decomposição. O que Jesus vai é aplicar essa energia da qual Lázaro então retoma. Mas vamos a a esse esse episódio que é um episódio muito interessante, não é? Jesus havia saído com os discípulos e Lázaro enfermara. Então, as irmãs de Lázaro, Marta e Maria, pediram que uma pessoa fosse ao encontro de Jesus. Não devia ser muito difícil encontrar Jesus naquela época, né? Era só perguntar: "Onde é que tem um Galileu tumultuando tudo, dizendo que a gente tem que amar o próximo." Então, logo ele encontrou, eh, depois de três dias de cavalgada, encontrou Jesus. e explicou que Lázaro estava muito doente e que era necessário a sua presença lá em Betânia. E Jesus ficou calado. Os discípulos acharam estranho porque, afinal de contas, ele era tão amigo de Lázaro, mas imaginaram então que não fosse algo grave. Passado algum tempo, alguns dias, Jesus disse assim: "É necessário ir a Betânia, pois Lázaro dorme." Olha que não tava morto, né? dorme. E aí os discípulos disseram assim: "Senhor, se Lázaro dorme, ele que acorde. O senhor esqueceu que querem lapidá-lo, apedrejá-lo em Jerusalém?" Mas Jesus insiste e eles vão. Quando chega lá, logo Maria corre abraçar Jesus, diz: "Senhor, Lázaro partiu, ele morreu e se o Senhor tivesse aqui, ele não tinha morrido." Olha que interessante que aquela mesma Maria que tinha preferido estar com as ocupações mundanas, agora reconhecia a grandiosidade do Cristo. E aí depois veio eh Marta, né? Depois vem Maria. Maria disse então que Jesus eh a Jesus que realmente Lázaro estava morto. E e Jesus disse: "Lázaro dorme e acordará". Sim, Senhor. Eu sei. Ela respondeu: "Ele acordará no dia, no céu, no dia?" Não, não. Ele está agí conta, perdão, que nesse momento Jesus chorou. Olha que coisa profunda isso, né? Porque nós somos espíritas, sabemos que a morte não existe, mas precisamos nos permitir chorar também, né, pela ausência do amigo querido, né? E aí então Jesus fala: "Lázaro, sai para fora, vem para

? Porque nós somos espíritas, sabemos que a morte não existe, mas precisamos nos permitir chorar também, né, pela ausência do amigo querido, né? E aí então Jesus fala: "Lázaro, sai para fora, vem para fora". E aí quando Lázaro sai completamente ainda amarrado com as mord com a com as eh eh com as roupas, né? uma mortalha, melhor dizendo, atado à mortalhas, Jesus diz: "Desatai-o e deixai o ir". Mas antes ele explica: "Todo aquele que crê em mim não morrerá e se morto viverá". Jesus estava falando da imortalidade da alma, não é? Mas a reflexão que Emanuel traz pra gente, e ele possui uma genialidade evangélica muito grande, porque ele pega um trechinho e faz um um discorre de uma maneira que a gente nunca havia percebido. E ele fala nesse nossa nossa leitura sobre três aspectos. Primeiro, nós costumamos fazer como fizeram com Lázaro, enterrar pessoas vivas. Às vezes a pessoa nos magoa e a gente então fala assim, ó, eu não quero mais saber dela. Para mim fulano morreu. Já viram essa expressão? Existe outro que diz assim: "E não quero ver fulano nem pintado de ouro, né?" Imagina nem pintar de ouro. Porque essas pessoas nos magoam, nos traem, nos ferem. E aí o que a gente costuma querer fazer é considerá-las morta em vida. Jesus ressuscitou Lázaro, ou seja, tirou ele do estado de letargia. E a gente ainda insiste em manter alguns dos nossos irmãos em estado como se mortos, mortos estivessem. Aí Emanuel vai fazer outra consideração. Desatai-o e deixai-o livre. Precisamos aprender a libertar as pessoas. acontece muito, por exemplo, no caso de separação. A pessoa está convivendo em um convívio em que os cônjuges já não se dão. Um considera o outro morto dentro de casa, mas também não deixa ir, não dá o divórcio, né? Não dá a separação. Agora, a gente tá falando desse exemplo, mas existem muitos outros exemplos, né? No ambiente de trabalho, entre irmãos, a pessoa considera morta, mas não deixa ir. E aí, Emanuel faz uma consideração que Jesus havia dito para deixá-lo ir, mas antes desatai-o. Ou seja, era

plos, né? No ambiente de trabalho, entre irmãos, a pessoa considera morta, mas não deixa ir. E aí, Emanuel faz uma consideração que Jesus havia dito para deixá-lo ir, mas antes desatai-o. Ou seja, era preciso ajudar Lázaro a se desatar da mortália. Então, até aquelas pessoas que nós consideramos mortas porque nos feriram, nos magoaram, é preciso que aprendamos a deixá-las ir. Se não querem continuar conosco, se por algum motivo estão magoadas conosco e não querem estar ninguém obrigado a estar conosco. Precisamos libertar. Mas libertar nunca sem antes desatá-los, sem antes ajudá-los. Até para que a pessoa entre nesse estado de liberdade longe de nós, a gente precisa ajudar. Então, voltando aqui para aquele exemplo da da separação, né? Então, tem cônjuge que não dá o divórcio de jeito nenhum. Agora, quando é obrigado a dar, ele vai lutar pelo último centavo porque quer ver aquela pessoa na penúria. Olha que coisa. Então, não basta libertar, é preciso ajudar. A reflexão de Emanuel, desatai-o e deixai-o ir. A gente precisa fortalecer essa convicção de que ninguém é obrigado a seguir conosco. Mas até aquelas pessoas que não querem seguir conosco, nós precisamos ajudar. Muita paz. >> Obrigada, F Marion. Eh, vamos então agora passar a palavra ao nosso companheiro André, que vai nos conduzir no estudo do Evangelho da tarde de hoje. Queridas amigas, queridos amigos, que a paz de Jesus, nosso Senhor, nosso Mestre, possa nos envolver também na tarde de hoje, como tem sido ao longo de toda a nossa vida. Fora da caridade não há salvação. Essa é uma expressão que tornou-se comum a aqueles que labutam dentro da atividade espírita. como um roteiro de reflexão para a nossa vivência do dia a dia, para que possamos constituir dentro de nós valores de engrandecimento, tanto no campo intelectual quanto no campo moral. Entretanto, somos forçados a reconhecer que durante muitos períodos malbaratamos o conceito de caridade, confundindo-o às vezes com o mero assistencialismo material, com doar os

quanto no campo moral. Entretanto, somos forçados a reconhecer que durante muitos períodos malbaratamos o conceito de caridade, confundindo-o às vezes com o mero assistencialismo material, com doar os trapos velhos que já não nos servem, com o depositar uma pequena quantidade de dinheiro em favor de alguém. Reduzindo desta forma o sentido preciso que está por trás desta virtude que, conforme nos ensinam os espíritos, representa uma síntese que pode ser traduzida no plano prático como benevolência para com todos, indulgência para com as faltas. alheias e perdão das ofensas. A definição que os espíritos nos dão nesta prática de benevolência, indulgência e perdão, interpretando o significado que a palavra caridade teria para Jesus, vem encontrar de maneira muito adequada uma reflexão do apóstolo Paulo quando, depois de escrever aos amigos da cidade de Corinto, quando ele enviava as suas cartas reflexivas, convidando as pessoas a um entendimento prático de como o evangelho deveria ser vivenciado no dia a dia. Paulo, um homem de sabedoria em comum, vai resumir o seu entendimento a respeito da temática. dizendo o seguinte: "Restam-nos, portanto, três virtudes: fé, a esperança e a caridade, mas das três, a mais excelente é a caridade." Esta noção, ela ficou obscurecida em virtude de diferentes movimentos de interpretação, de maneira que nos é particularmente difícil compreender a extensão da proposta do Espiritismo sobre fora da caridade não há salvação, sem que nós visitemos alguns aspectos históricos que construíram duas outras alternativas a esse pensamento, a saber. Quando Allan Kardec, no capítulo que trata da caridade e que estabelece esse dístico: "Fora da caridade não há salvação, ele vai particularmente analisar duas outras abordagens, quais sejam fora da igreja não há salvação. E fora da razão, fora do conhecimento, fora da verdade, não há salvação. Para concluir que, embora as duas primeiras concepções sejam auxiliares, a terceira é a que mais prevalece dentro desse assunto. É

ora da razão, fora do conhecimento, fora da verdade, não há salvação. Para concluir que, embora as duas primeiras concepções sejam auxiliares, a terceira é a que mais prevalece dentro desse assunto. É interessante notar que Allan Kardec, ao abordar o assunto, ele não o faz de maneira aleatória, ele coloca uma ordem. E a ordem que ele coloca primeiro fora da igreja, depois fora da verdade e por fim fora da caridade, pretendem estabelecer uma perspectiva histórica que não é gratuita, que não vem a partir da simples escolha de Allan Kardec para encadear uma ideia de maneira interessante. Porque quando em 250 depois de Cristo, portanto já na era cristã, nós tivemos na cidade de Cartago, sob o domínio romano de Décio, um início de perseguição diferenciada aos cristãos. Essa perseguição, ela era caracterizada não por simplesmente levar os cristãos ao sacrifício, como acontecia em outros lugares. Ela era de natureza muito mais ideológica. Ao invés de levar os cristãos à morte. A perseguição empreendida por Décio estabelecia que os cristãos deveriam fazer sacrifícios aos deuses pagãos e, portanto, negar a sua própria conduta com uma prática que lhes caracterizava um retorno às convicções pagãs como um todo. E o argumento disso era: "Olha, você não precisa deixar de acreditar no que você acredita. Você pode continuar acreditando no cristianismo. Você pode continuar vivendo do jeito que você vive, desde que ao invés de se reunir com as comunidades cristãs na catacumba como uma orientação religiosa, você vai aos templos pagãos e faz os seus sacrifícios." É dentro desse contexto histórico que um personagem mais tarde conhecido como São Cipriano de Cartago, não confundi-lo com São Cipriano de Antióquia, que é um outro personagem que normalmente a gente conhece como São Cipriano. São Cipriano de Cartago. Ele estabeleceu uma relação muito curiosa ao escrever sobre a unidade da igreja. É importante a gente lembrar que eclésia ou igreja é na verdade o sinônimo para a comunidade. Então, quando nós originalmente

tabeleceu uma relação muito curiosa ao escrever sobre a unidade da igreja. É importante a gente lembrar que eclésia ou igreja é na verdade o sinônimo para a comunidade. Então, quando nós originalmente pensávamos em ir à igreja, nós estávamos, na verdade, pensando em ir a uma comunidade que compartilhava conosco valores, crenças e práticas. Por isso, as expressões antigas que diziam que nós deveríamos confessar-nos com a igreja, isto é, conversar uns com os outros dentro de uma vida comunitária para construir pensamentos e reflexões. E ao tratar do princípio da unidade da igreja, São Cipriano de Cartago vai estabelecer uma noção muito interessante, que é a noção da igreja visível. E por que que ele fazia questão de uma igreja visível? Porque ele dizia, não é suficiente que você acredite em silêncio. É necessário que você tenha manifestações de tal natureza que os outros possam ver o seu testemunho. E por isso mesmo, considerando que a comunidade é uma unidade, considerando que a igreja como uma comunidade de fé, ela é fundamental para a expressão desta crença que nós estamos fazendo que as pessoas conheçam. Precisamos reconhecer que extra eclésia nula sumora da igreja não há salvação. Essa era a expressão originária de estabelecer no contexto da igreja uma unidade de pensamento para que o processo de libertação da alma, o significado da palavra salvação. Porque muito depois o significado da palavra passou a ser tirar alguém de qualquer perigo. Quando, na verdade, o entendimento sobre a palavra salvação, cuja tradução em hebraico seria Yeshua salvação, que em latim deveria ser dito Yesus e que em português significa Jesus. Então, a palavra Jesus é a palavra salvação por um motivo simples, porque os hebreus costumam dar ao nome da criança aquilo que eles acreditam seja a missão dela. Então, tendo Maria recebido do anjo, o mensageiro, a missão que o menino deveria desempenhar, ele próprio diz: "E ele se chamará salvação e ele será o salvador e ele será o Messias que há de vir e ele será

, tendo Maria recebido do anjo, o mensageiro, a missão que o menino deveria desempenhar, ele próprio diz: "E ele se chamará salvação e ele será o salvador e ele será o Messias que há de vir e ele será este personagem." E quando a igreja falava a respeito desta ideia, ela queria dizer então à luz do conceito de São Cipriano, que se nós não compreendêsemos isso numa vivência em comum, não seria possível entender a salvação. Fora da igreja não há salvação. é o primeiro conceito que aparece e é desta forma que Allan Kardec vai observá-lo para entender que durante alguns séculos este foi o móvel das pessoas, procurar a igreja em busca da salvação, que no ocidente estabeleceu-se de maneira muito adequada até o século X7, Quando Francis Bacon e mais tarde os iluministas apelaram para uma visão de mundo que dizia: "Olha, nós não podemos confiar apenas na crença. Nós não podemos confiar na fé em particular, porque a ideia de fé estabelecida durante a Idade Média deixou de significar ter confiança naquilo que se sabe, ter confiança naquilo que se observa para se transformar na ideia de que fé é acreditar no que é impossível. Esse é um termo muito curioso, porque a noção de fé dentro do contexto da igreja associado a essa noção de que fora da igreja não há salvação. Portanto, ter a salvação era confiar cegamente naquilo que a igreja estabelecia, ideia que foi reforçada em alguns concílios posteriores e que se estabeleceu de maneira inequívoca quando o Papa Focas estabeleceu a infalibilidade papal como princípio de fé. Se o Papa disse é verdade, porque o Papa não falha. E como o Papa representa a igreja, então só há uma alternativa. A igreja é a verdade e, portanto, nós só a conquistaremos pela fé. Fora da igreja não há salvação. O que se colocou durante o século X7 foi uma afronta ao princípio da fé, dizendo o seguinte: "Pera lá, todo o conceito de fé da Igreja Católica, ele é um conceito que está estabelecido a partir de uma visão de mundo, que é a visão aristotélica, que estabeleceu-se como um princípio de

eguinte: "Pera lá, todo o conceito de fé da Igreja Católica, ele é um conceito que está estabelecido a partir de uma visão de mundo, que é a visão aristotélica, que estabeleceu-se como um princípio de raciocínio a partir de São Tomás de Aquino, que, por exemplo, usou as esferas celestes da astronomia aristotélica para construir a noção dos sete céus, para dizer que as coisas que eram da terra eram corruptas porque se modificavam, mas que as coisas que eram do céu eram perfeitas e que, portanto, os astros celestes deveriam ser esferas perfeitas. E quando Galileu olhou pra lua, que deveria ser uma esfera perfeita, ela tinha buracos. E quando ele viu que ela tinha buracos, ele disse: "Olha, tem alguma coisa errada no conceito de Aristóteles". E ele começou a observar a física aristotélica e descobrir que a física de Aristóteles estava errada. E se a física de Aristóteles estava errada, São Tomás de Aquino estava errado. E se São Tomás de Aquino estava errado, o conceito tradicional da igreja estava errado. Quando se percebeu isso, Galileu Galilei foi levado à Igreja de Santa Maria da Misericórdia e condenado à prisão domiciliar pelo resto da vida. para não tocar mais neste assunto. Entretanto, era tarde demais, porque já havia espalhado o conceito de que a nova ordem não era fora da igreja, não há salvação. A nova ordem era fora da verdade não há salvação. que a verdade deveria ser conquistada não mais por meio daquela fé que acredita no impossível, mas por meio da investigação racional que constrói o verdadeiro conhecimento. E a palavra conhecimento em italiano tienen virou a famosa ciência dentro do português como sendo a nova alternativa de vitória paraíso. não fosse suficiente esta pancada, ainda estabeleceu-se uma ruptura dentro da própria tradição da igreja, quando em oposição à fé cega, que deveria confiar indistintamente, nós vamos observar o movimento do protestantismo em que Calvino e Lutero, rejeitando as posições que se colocam ava época, convidava as pessoas a irem ler os

cega, que deveria confiar indistintamente, nós vamos observar o movimento do protestantismo em que Calvino e Lutero, rejeitando as posições que se colocam ava época, convidava as pessoas a irem ler os textos sagrados e fazerem as suas interpretações. O que eles estavam dizendo é: "Não confiem em quem interpreta para vocês. Leiam e interpretem por vocês mesmos". Esta ruptura definiu uma posição diferente e ao mesmo tempo em que crescia a ideia do iluminismo, da procura da razão, da procura das visões das coisas, estabelecia-se uma grande querela contra o pensamento da fé, como ele estava estabelecido. E a pedra de cal, isto é, a pá de cal, que a gente chama referência quando alguém tá morto. E a gente vai enterrar, bota uma p de cal para encerrar o processo da vida. Esta padical, ela aconteceu quando, depois que Galileu foi condenado, Decart, que era um pensador francês, pensando sobre o mundo e preocupado com a própria integridade física, ele fez uma proposta intelectual muito interessante. Ele disse assim: "Olha, existem duas coisas no universo. Existe o mundo material, esse de corpo das coisas que a gente vê, e existe um mundo espiritual, que é esse que a religião tá falando das coisas. Acontece que a matéria é uma coisa, o espírito é outra coisa e eles não têm nenhuma interação. Não é possível de maneira nenhuma que uma coisa espiritual aja sobre uma coisa material ou vice-versa. Então, estabelecido está o seguinte: somente no ser humano, só no ser humano, tem um elementozinho chamado glândula pituitária, essa proposta de Descart, que é o único lugar em que o espírito pode agir. Por isso o espírito no ser humano pode agir o espírito sobre o corpo. Fora disso, o espírito é um mundo, o corpo é outro. Mais do que isso, isso define limites muito claros. A igreja cuida do espírito, a ciência cuida do corpo e um não deve falar do assunto do outro. A igreja olhou para aquilo e disse assim: "Eu vou traduzir para vocês porque a linguagem da igreja é mais sofisticada do que isso. Então eu vou

cuida do corpo e um não deve falar do assunto do outro. A igreja olhou para aquilo e disse assim: "Eu vou traduzir para vocês porque a linguagem da igreja é mais sofisticada do que isso. Então eu vou trazer pro nosso popular. Topo, topo. Fica combinado assim. Daqui paraa frente eu não falo nada sobre a ciência e vocês da ciência não vão falar mais nada sobre o mundo espiritual. está resolvido o nosso assunto. E o acordo ia muito bem, até que os espíritos começaram a mexer mesa e surgiu o espiritismo como uma análise desta relação sobre o que é o espírito, que pega a mesa, que mexe mesa, que mexe copo, que se manifesta, que diz que tá vivo, que age sobre o mundo material e começou a burlar esse processo como um todo. É a partir dessas três perspectivas que Allan Kardec entende. Olha, fora da igreja não há salvação, não é suficiente. Fora da verdade não é salvação, porque a verdade é apenas um entendimento intelectual. Não significa que alguém que entenda vai agir de maneira adequada. É necessário uma aliança entre esses elementos para que se estabeleça na vida do indivíduo uma transformação de conduta. E essa transformação de conduta é precisamente o sentido de caridade. É precisamente o sentido de pensar claramente com justiça, sentir adequadamente com amor e agir coerentemente à luz da caridade. Isso foi a síntese que Paulo fez quando ele disse: "Restam-nos, portanto, três virtudes. Fé que significa esta confiança de ver as coisas e confiar nelas. Porque nós malbaratamos o sentido de fé, acreditando naquela fé no impossível, quando a fé verdadeira é essa confiança que todos nós temos de que hoje o sol vai se pô, mas amanhã ele nasce. Isso é uma confiança, isso expressa de tal monta o sentido da palavra fé. Eu costumo dizer que para aprendermos esse significado é mais adequado ir ao cartório do que a igreja. Porque quando você vai no cartório, o escrivão pega um documento, olha, pega a cópia, compara e assina, dizendo assim: "Este documento é verdadeiro e eu lhe dou

dequado ir ao cartório do que a igreja. Porque quando você vai no cartório, o escrivão pega um documento, olha, pega a cópia, compara e assina, dizendo assim: "Este documento é verdadeiro e eu lhe dou fé". Ele tá dizendo que ele acredita no que é impossível. O que ele está dizendo é: "Eu vi, eu comparei". Isso é fé. Quando Paulo está falando sobre a fé, ele tá dizendo: "Olhe a sua experiência. A sua experiência é uma virtude." Agora, lembre-se de uma coisa. A sua experiência não é resultado de você. A sua experiência é uma construção do mundo social em que você viveu, das experiências que você teve, da construção das palavras que você recebeu, do vocabulário afetivo que você teve. Por isso, a primeira expressão do fora da caridade é, desculpem, do fora da igreja significa estar na igreja, estar na comunidade. Isso nada tem a ver com os aspectos religiosos. Isso tem a ver com a dimensão social do estar com outro, do compartilhar valores, do compartilhar condutas, do compartilhar costumes. É a primeira virtude que nós desenvolvemos, mas que não é suficiente para nos levar a um estado de segurança. O segundo elemento, diz Paulo, é a virtude da esperança. E ao contrário do que muitos creem, esperar. Não é sentar e aguardar. Esperar é mobilizar o espírito para ver o futuro e dar-lhe uma noção adequada, explicativa. Então, quando Paulo está dizendo sobre esperança, ele está tentando juntar à confiança da fé o valor espiritual de ser capaz de pensar e entender as coisas para que a nossa esperança seja mais do que uma intenção. ela se transforme num móvel de atitude do nosso dia a dia, mas consciente de que a fé pode nos deixar parado aguardando e que a esperança pode fazer com que a gente fique esperando acontecer. Ele diz que há uma terceira virtude, a da caridade. Importante dizer que em hebraico a palavra caridade não tem uma tradução simples. Quando falamos em caridade no sentido hebraico, a palavra sedec ou sedacar, ela tem três traduções possíveis para o português,

te dizer que em hebraico a palavra caridade não tem uma tradução simples. Quando falamos em caridade no sentido hebraico, a palavra sedec ou sedacar, ela tem três traduções possíveis para o português, porque esta palavra vai significar ao mesmo tempo justiça, amor e caridade. Portanto, não é o acaso que quando Allan Kardec estabeleceu nas leis morais a lei de justiça, amor e caridade, ele estava falando de um mesmo conceito que a gente separa de maneira analítico, mas que na prática nós não podemos sair disso. Por quê? Porque não há verdadeiro amor onde não há justiça, e não há verdadeira justiça onde não há amor. E a conjunção dessas duas virtudes em ação é precisamente o sentido que os espíritos dão para a caridade. Não à toa. Quando Jesus foi interrogado por um doutor da lei, o doutor da lei, ele era o filósofo do seu tempo. Ele era o grande sábio de sua época. E um doutor da lei chega para Jesus e diz assim: "Senhor, eu tenho uma pergunta, talvez a mais importante da minha vida. O que é que eu devo fazer para me salvar?" Isto é, que eu devo fazer para ir ao reino dos céus? Jesus olha para ele e diz assim: "Você é um doutor da lei. Como é que você lê a lei? Se você fosse responder a essa pergunta, como é que você entende que deveria ser isso?" O homem achoua que estava agora abafando. Aí ele disse assim: "Ah, isso é fácil". amar a Deus sobre todas as coisas, com todo o meu coração, com todas as minhas forças, com todo o meu espírito e ao próximo igualmente. fez o resumo de quase 10.000 anos de cultura hebraica. Jesus olhou para ele aí fez assim: "Parabéns, passou no teste, você já sabe a resposta, então faça isso. Se você fizer isso, você tá salvo. E você era amar a Deus com todo o seu coração, com todas as suas forças, com todo o seu espírito e ao próximo você tá salvo. Eu, se fosse ele, tinha ido para casa depois de recebido o aplauso de Jesus. Mas ele querendo parecer que era sábio, porque a pergunta dele demonstrou que ele não era, ele resolve fazer o seguinte:

o. Eu, se fosse ele, tinha ido para casa depois de recebido o aplauso de Jesus. Mas ele querendo parecer que era sábio, porque a pergunta dele demonstrou que ele não era, ele resolve fazer o seguinte: "Mas quem é o meu próximo? Quem é o meu próximo?" Porque ele tava dizendo assim, ó: "Eu sei amar a Deus, mas esse negócio do próximo é que eu não entendi." Às vezes eu fico pensando, né? Jesus nos monólogos dele pensando com ele, né? Ele deve ter dito nessa hora assim: "Misericórdia, Senhor, onde é que eu vim parar? Deixa eu te contar uma historinha. Deixa eu te contar uma história para ver se eu desenhando você entende o que é que significa, tá certo? Você é um doutor da lei. A tua tradição, ela diz que vocês têm o melhor entendimento da lei. Agora, existe dentro da tua comunidade um pessoalzinho que vocês acham que não entendeu nada da lei, que são os samaritanos. Os samaritanos, eles não acreditam num monte de coisas que vocês acreditam. Por exemplo, enquanto vocês acham que Abraão ia sacrificar Isaque num lugar, eles acham que era em outro. Enquanto vocês acham que o lugar mais santo é em Jerusalém, eles acham que é o poço de Jacó. Então vocês têm umas diferenças de entendimento muito grande. E na concepção de vocês, os samaritanos estão indo direto pro inferno. Por quê? Porque eles não acreditam no que você acredita. Pois bem, tinha um homem descendo de Jerusalém para Jericó. Isso é muito curioso, porque Jesus está dizendo assim, ó: "Jerusalém era uma cidade santa. Jericó era uma cidade comercial, mundana. E se ele estava descendo, ele já estava limpo. Porque se Jesus dissesse na cultura hebraica, ele está subindo de Jericó para Jerusalém, você dizia assim, tava levando os pecados. Mas Jesus diz assim, não, ele tava descendo, então ele já tinha feito as suas necessidades de caráter religioso. Ele estava voltando purificado. Mas quando ele tava descendo, um grupo de malfeitores o assaltou, levou tudo, deu-lhe tanto que ele ficou estirado no chão. E aí aconteceu uma coisa,

caráter religioso. Ele estava voltando purificado. Mas quando ele tava descendo, um grupo de malfeitores o assaltou, levou tudo, deu-lhe tanto que ele ficou estirado no chão. E aí aconteceu uma coisa, passou por ali um doutor da lei, um sacerdote. E esse sacerdote, qual é a obrigação do sacerdote? Viver a lei de Deus, amar a Deus sobre todas as coisas, indiferentemente. O sacerdote passou, fez de conta que não viu o homem. e passou adiante. Por que que Jesus fez questão de desenhar essa imagem? Porque em hebraico, o coração é o órgão responsável pelas nossas percepções e emoções. Quando a gente vê alguém e a gente fica condoído pelo outro, é o coração que tá se movimentando. Olha o que Jesus disse. Ele fez de conta que não viu. Ele não movimentou o coração sequer por aquele homem. Passou um segundo. O segundo que era um doutor da lei, olhou para ele, viu que ele tava machucado, mas como tinha outros afazeres, ele resolveu seguir adiante. Então ele usou o coração para perceber. Ele viu que o homem tava necessidade, mas ele se lembrou que ele tinha outras responsabilidades e ele foi adiante. E aí veio o samaritano, aquele coitado perdido para sempre, que não tem nada a ver com a sua crença. E o que fez o samaritano? Olha a sequência que Jesus diz. olhou para ele e condoeu-se. Amou a Deus de todo coração, desceu do cavalo, cuidou das feridas com que tinha, botou o homem no cavalo e levou até a cidade para ser tratado. Em hebraico, as forças são tudo que está à nossa disposição, o que a gente pensa, o que a gente tem. Se você tem um carro em hebraico é uma força. Se você tem inteligência em hebraico é uma força. Se você tem uma casa, em hebraico é uma força. Se você tem uma conta financeira, em hebraico é uma força. O samaritano usou as suas forças para cuidar do homem. Além disso, ao sair de lá, ele disse assim: "Olha, eu preciso cuidar de algumas coisas, mas eu quero", disse ele ao estalajadeiro. "Eu quero que você cuide deste homem naquilo que ele precisar". Aqui estão algumas moedas, eu

á, ele disse assim: "Olha, eu preciso cuidar de algumas coisas, mas eu quero", disse ele ao estalajadeiro. "Eu quero que você cuide deste homem naquilo que ele precisar". Aqui estão algumas moedas, eu vou e quando voltar, se você tiver gasto mais do que isso que eu lhe dei, eu vou lhe restituir. Então ele usou a esperança, a capacidade de ver o futuro, de articular as ideias para lidar com aquele homem. Contou a história, tá bem desenhada, não tá? Aí ele voltou para o doutor da lei e fez uma pergunta interessante, porque a pergunta doutor da lei tinha sido: "Quem é o meu próximo?" Ora, essa pergunta ela toma como referencial a mim. Eu sou o centro da pergunta e quem é que tá próximo de quem? De mim. Aí Jesus pergunta para ele assim: "Nessa história, quem te pareceu o mais próximo do homem que estava caído?" Jesus deslocou a centralidade do raciocínio de mim e ele colocou a centralidade no outro. O doutor da lei percebeu a armadilha porque a única coisa que ele podia dizer de acordo com a teoria que ele tinha construído, amar a Deus sobre todas as coisas, de todo o coração, com todas as forças de todo o espírito e ao próximo como a si mesmo. Jesus desenhou que tinha sido o samaritano, mas ele não podia dizer que era o samaritano. Então ele a contragosto disse assim: "O terceiro Jesus olhou para ele e disse: "Então vá e faça isso". O faça é fundamental nesse processo. Muitas vezes nós queremos pensar sobre caridade, falar sobre caridade. E caridade não pode ser pensada, caridade não pode ser falada. Caridade só pode ser feita. E o grande equívoco que nós cometemos é achar que quando nós temos fé, estamos fazendo caridade. Que quando nós temos esperança, estamos fazendo caridade. Quando na verdade a caridade nas palavras de São Paulo é branda, é silenciosa, é paciente, sabe aguardar, sabe suportar, trata tudo com cuidado, faz o melhor que pode, segue adiante sem cobrar necessidades. Aí os espíritos terem nos recomendado entender a caridade, a caridade como benevolência

e aguardar, sabe suportar, trata tudo com cuidado, faz o melhor que pode, segue adiante sem cobrar necessidades. Aí os espíritos terem nos recomendado entender a caridade, a caridade como benevolência para com todos. benevolência, isto é, o esforço para fazer o bem significa fazer o nosso melhor sempre, em qualquer circunstância, para qualquer pessoa. Benevolência é uma atitude que caracteriza o nosso modo de ser. Lavar louça com benevolência, varrer casa com benevolência, dormir com benevolência, julgar com benevolência, educar com benevolência significam cumprir os nossos deveres e obrigações com o melhor esforço que está ao nosso alcance. para que a gente sinta a consciência tranquila, dizendo: "Fiz o que eu precisava fazer no limite das minhas possibilidades. Mas quando eu faço na minha vida esse esforço de fazer o melhor, é muito natural que eu olhe para as pessoas que estão do meu lado e cobre que elas façam o mesmo." Então eu me torno mais exigente, porque se eu faço melhor, eu quero que o outro também faça isso. E os espíritos dizem: "É, mas para com os outros a gente tem que ser indulgente. De você cobra o melhor. Do outro você deixa ele o espaço de crescimento que é dele. Isso é a indulgência. Se ele cometeu uma falta, compreenda. que ele está no tempo dele, no momento dele. Você pode ajudar a dar um resultado, a fazer uma devolução construtiva, explicando que aquilo não tá bem, mas você não pode exigir que ele aja desta ou daquela maneira. Deixe que os instrumentos da vida, inclusive os de natureza social, vão trazer os aspectos que lhe cabem, a menos que seja você o operador desses instrumentos. Um juiz que é instado a julgar um criminoso não pode abster-se por indulgência. Ele precisa operar a lei e, cumprindo com os seus deveres, aplicar as penalidades que são adequadas para a correção daquele indivíduo. Isto é, a benevolência e isto é, a indulgência. Mas existe um terceiro elemento na caridade que às vezes nos confunde bastante, que é o elemento do perdão.

adequadas para a correção daquele indivíduo. Isto é, a benevolência e isto é, a indulgência. Mas existe um terceiro elemento na caridade que às vezes nos confunde bastante, que é o elemento do perdão. Porque nós achamos que perdoar é esquecer. E pensemos nesses aspectos. Uma criança que mete o dedo na tomada e leva um choque, ela só para de botar o dedo na tomada se ela lembrar do choque que ela tomou. Porque se ela esquecer, ela vai morrer, porque vai tentar botar o dedo de novo na tomada. Nós somos assim. O perdão não é um processo de esquecimento. O perdão é um processo de ressignificação. Perdoar é quando nós somos capazes de lembrar e aquilo já não nos emociona. E aquilo é tratado da nossa parte como um episódio que aconteceu no passado, que trouxe as suas lições e que ficou lá. daqui para frente, eu não preciso levar aquilo que foi o outro que equivocou-se com isso. Preciso seguir adiante. E seguir adiante significa enfrentar a realidade com equilíbrio e ir adiante. Não significa que eu estou isentando o outro do que ele fez. Porque é muita pretensão da nossa parte nós acharmos que se eu perdoar, o outro não vai mais responder por isso. Se foi ele que cometeu a atitude, a vida cobrará dele. Agora, eu não preciso participar desse processo. O perdão é um ato de libertação pessoal. Por isso, os espíritos a definem dentro deste caráter. Ao estabelecer a noção de que fora da igreja não há salvação, havia um apelo à confiança na comunidade, a fé. Ao estabelecer que fora da verdade não há salvação, havia um convite ao apelo, ao raciocínio, à esperança, à intelectualidade de pensar o futuro como um instrumento de equilíbrio. Mas o que o Espiritismo nos trouxe é uma convicção de que é preciso aliar a fé, a ação, a inteligência, a atitude e por isso estabelece como roteiro para as nossas existências, para o encontro com a nossa verdadeira libertação. ístico. Fora da caridade não há salvação. Muito obrigada, André, pela excelente palestra, pelo excelente raciocínio, né?

para as nossas existências, para o encontro com a nossa verdadeira libertação. ístico. Fora da caridade não há salvação. Muito obrigada, André, pela excelente palestra, pelo excelente raciocínio, né? Muito obrigada. E falar da caridade é maravilhoso, né? Meus amigos, eh nós estamos nos aproximando, eh, de março, né, quando teremos o retorno de todos os nossos cursos. São vários cursos que a FEB oferece, né, ao longo da semana. Antigamente a gente tinha curso só sábado e domingo. Agora a gente tem curso todo dia da semana. Então, podemos escolher qual o dia melhor, né? Qual o dia que facilita mais pra gente para que a gente poder participar. Então, eh, as inscrições para os cursos, os cursos são vários, né? Eu vou ler aqui só para vocês terem uma ideia, mas depois esse cartazinho aqui vai estar pregado lá no quadro. Vocês podem olhar os cursos, né? Mas nós temos evangelização da infância, da juventude, o estudo sistematizado, estudo aprofundado da doutrina, estudo das obras básicas, estudo da revista espírita. Esse é excelente. Excelente. Mediunidade, estudo e prática é a minha favorita. Estudo das obras de André Luiz. A, e o estudo das obras de André Luiz agora tem presen tem online e presencial, porque era só online, né? o Evangelho Rede Vivo e o Estudo do Esperado. Então, eh as inscrições para para esses cursos todos serão os presenciais, aqueles que têm aula presencial. A inscrição é aqui na FEB, na aqui no prédio, na no andar de cima, no dia nos dias 7 e 8. de agora de fevereiro, nos horários de 16 às 18 horas no sábado e 16 às 19 horas no domingo. Eh, as inscrições virtuais são feitas pela pelo portal da FEB, tá? são feitas online a partir das 10 horas a infância e juventude a partir das 16 início dos estudos dois e o início dos estudos no dia 2 de março. Então, por exemplo, eh nós começamos esses estudos que é uma 2 de março é uma segunda-feira. Então, por que que a gente colocou segunda-feira? Porque tem um curso que funciona segunda-feira, né? tem terça-feira, tem quarta, tem quinta, tem

ses estudos que é uma 2 de março é uma segunda-feira. Então, por que que a gente colocou segunda-feira? Porque tem um curso que funciona segunda-feira, né? tem terça-feira, tem quarta, tem quinta, tem sexta, sábado e domingo. Então, eh, a mediunidade, por exemplo, né, nós estaremos começando no dia 4 de março, nos horários costumeiros. Então, meus amigos, quem desejar, né, nós teremos inscrições só nesses dois dias. Então, quem desejar fazer os cursos, participar, venham, venham nesse, nessa tarde de sábado e de domingo para conversar com a gente, tá bom? Qualquer dúvida vocês podem estar consultando o o portal da FEB, né, que dá também todas as as informações. Então, vamos agradecer a presença de todos com muito carinho, né? Tivemos hoje uma excelente palestra, uma excelente mensagem, eh, tão bem desenvolvida e e vamos agradecer a Deus, né, a Jesus, por estarmos aqui neste neste dia, neste momento. Eh, enviamos uma vibração amorosa a todos aqueles que estão não estão aqui conosco presencialmente e agradecemos a todos vocês que estão conosco. Mas vamos então fazer a nossa prece de encerramento do nosso trabalho. Jesus, neste momento, Senhor, queremos agradecer, agradecer por esses momentos de estudo, pelo aprendizado, pelas vibrações amorosas entre nós. Queremos agradecer pelos companheiros que à distância também vibraram, estão conosco e agradecer, Senhor, a tua misericórdia por nos permitir o trabalho, Senhor, que fazemos todos nós nesta casa, que nos oferece a oportunidade. E agradecemos também, Senhor, pela força, pela vontade de servir, pela vontade de fazer a caridade, pela vontade de estudar, pela vontade de aprender mais sobre o teu evangelho de amor e luz. Gratidão, Senhor. Gratidão aos benfeitores espirituais que estão conosco, nos dirigindos tarefas. E gratidão também a esta casa que nos recebe e nos proporciona a oportunidade de servir, de aprender e de trabalhar. Obrigado, Senhor. Que a tua paz fique conosco, que possamos levar esta paz para os nossos lares, para os nossos

a que nos recebe e nos proporciona a oportunidade de servir, de aprender e de trabalhar. Obrigado, Senhor. Que a tua paz fique conosco, que possamos levar esta paz para os nossos lares, para os nossos entes queridos e que a luz do teu coração generoso permaneça conosco, Senhor, hoje e sempre. Que assim seja. Graças a Deus. Muito obrigada a todos. Uma boa tarde. Ah, tem uma informação que eu quero dar. É isso mesmo. [risadas] Eh, para aqueles que o desejar haverá o passe, né? Podem permanecer nos seus lugares que o a equipe vai conduzi-los, vai chamá-los, tá bom? Obrigada. Isso.

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