Fernanda Cardeal • Momentos Evangélicos • 01/06/2024
Palestra doutrinária realizada no Cenáculo da Mansão do Caminho, todos os sábados, com transmissão ao vivo.
Muito boa noite a todos. Vamos dar início a nossa reunião doutrinária de sábado à noite, uma reunião presencial e que ela é também transmitida pelos canais virtuais e pela web Mansão do Caminho, TV Web Mansão do Caminho. Preparemo-nos então para a prece de início dos trabalhos da noite de hoje. Senhor e Mestre Jesus, nosso divino amigo, eis-nos diante de vós. Nos apresentamos, Senhor, todos aqui presentes na realidade do nosso ser, aquilo que somos. numa larga luta em busca do processo espiritual da evolução. Somos cientes ainda do nosso primarismo animal e da nossas poucas feições espirituais, mas rogamos-te que possas nos assistir mesmo diante de tanta imperfeição. Buscamos num esforço íntimo e interno mudar a estrutura do nosso ser, anelando por mais perfeição, por mais evolução, por mais espiritualidade internamente no nosso ser. Os passos são lentos, trópegos, ainda com ricos momentos de insensatez, de imperfeição. Mas quando olhamos o largo caminho diante de nós e a vossa augusta espera por todos nós, animamo-nos e seguimos adiante sem tergiversar, buscando-te com a sofreguidão que nos é costumeira, mas o entusiasmo que possamos Vamos sentir para que a busca não seja uma busca insensata, mas a busca da retidão e das orientações do vosso evangelho. Abençoa-nos na noite de hoje. Permaneça instantes mais conosco e permita-nos o nosso enriquecimento pessoal através do esclarecimento das consciências aqui presentes e aqueles que nos assistem remotamente. Abençoa-nos só conosco, Senhor, hoje e por todo sempre. E que assim seja. O nosso irmão Divaldo Franco costumeiramente realiza as palestras no sábado, mas hoje ele está proferindo uma conferência em Cuiabá e retorna amanhã à noite. Nós também gostaríamos de dar um aviso relativamente a um grande acontecimento, consideramos grande pela importância do do momento e do tema. É o Congresso Nacional do Departamento Acadêmico da AM Brasil. A AM Asociação Médico Espírita Brasileira. Ela está promovendo aqui a jornada de saúde e espiritualidade
rtância do do momento e do tema. É o Congresso Nacional do Departamento Acadêmico da AM Brasil. A AM Asociação Médico Espírita Brasileira. Ela está promovendo aqui a jornada de saúde e espiritualidade da AM Bahia, comemorando seus 30 anos. O tema é a arte de cuidar da saúde mental. Nós sabemos que o tema saúde mental pós pandemia está muito em evidência e é uma necessidade, uma contingência de muitas pessoas que buscam justamente uma orientação relativamente à saúde mental, desde as crianças em teridade até aqueles com necessidades especiais. Vai acontecer então essa a arte de cuidar a saúde mental no dia 3 e 4 de agosto e terá o evento será aqui na mansão do caminho nesse cenáculo com diversos palestrantes convidados. Alberto Goraiebbe, Alexander Almeida, Antônia Marilene, Del Andioli, e Andoli, me desculpe, Gilson Roberto, Leonardo Machado, Marcos Ribeiro, Maria Veiga, Naddia Matos e Rodrigo Nacif e também Divaldo Franco. O evento terá início no sábado durante todo o dia, desde as 9 horas da manhã. E o encerramento, digamos, do dia será com Divaldo Franco na palestra das 20 horas. E aí continuaria no dia 4 de agosto, do domingo até às 12:30. Então, vejo que é um é uma jornada espírita com diversos palestrantes, médicos, psicólogos, psiquiatras, para nos trazerem as orientações necessárias. Aqueles que tiverem interesse de participar, as vagas são limitadas, estão disponíveis no site da Mansão do Caminho, www. mansondocaminho.com.br. Lá diz os horários dos palestrantes, o tema, o dia, os horários, tá bem especificado e as condições para participar. Então fica aí o convite a todos, né? Hoje, então, nós convidamos a a nossa irmã Fernanda Cardial para fazer a palestra da noite, a quem passamos então a palavra a ela nesse instante. Seja muito bem-vinda, Fernanda. Que a paz do nosso Senhor Jesus Cristo permaneça conosco desde os primórdios do tempo, quando o psiquismo, ainda em sua condição de consciência embrionária, começava a realizar suas viagens de natureza evolutiva,
nosso Senhor Jesus Cristo permaneça conosco desde os primórdios do tempo, quando o psiquismo, ainda em sua condição de consciência embrionária, começava a realizar suas viagens de natureza evolutiva, buscando desenvolver suas potencialidades. todo o contributo divino que há nesse princípio inteligente, desde esses primórdios, que nem podemos remontar de tão distante, que vamos acumulando essas experiências diversificadas que nos proporciona o desabrochar da potencialidade divina em nós, obviamente guiados pela lei de Deus. para bem mais tarde, através desses diversos reinos, desde o reino mineral até a condição de humanidade, principiar um despertar de uma consciência para assim poder desabrochar a lucidez, a capacidade de raciocínio, o próprio exercício do livre arbítrio. É uma jornada muito longa que obviamente acumulamos em nós essas experiências, esses aprendizados que não são perdidos, que ficam registrados em nós numa memória maior, no inconsciente que não acessamos tão facilmente e que certamente é alvo de estudiosos, pesquisadores, principalmente na área da saúde mental, mas também da filosofia. da psicologia que tentam desvendar a profundeza, a complexidade, o significado desse inconsciente maior. mesmo na área da religião, mesmo se pensarmos na doutrina espírita, quando Freud ainda era muito pequeno, Orlan Kardec já dialogava com os espíritos nobres sobre a questão do espírito desse inconsciente profundo do ser, nessa construção da identidade com o cosmo, na identidade com o divino, Acontece que nessa longa viagem de experiências multimilenares, nesse acúmulo de experiências, simultaneamente desenvolvendo a expressão física em cada um desses reinos, a necessidade de experimentar aquilo que representa uma aquisição de consciência, experimentar esse desdobramento do Deus em nós, mas através de um exercício pessoal e que também tenha a interface com o coletivo para a construção de nossa própria identidade com o divino. Quiz Deus que fosse assim, para que no exercício
s em nós, mas através de um exercício pessoal e que também tenha a interface com o coletivo para a construção de nossa própria identidade com o divino. Quiz Deus que fosse assim, para que no exercício dessa experiência evolutiva, como diz o Espírito de verdade, fôssemos aqueles que construíssemos a nossa própria imortalidade, que pudéssemos moldar com experiência pessoal e coletiva a construção do alcance da plenitude, da identidade com o divino, como Jesus mesmo teve a oportunidade de dizer: "Eu e o Pai somos um." Até chegarmos a esse ponto ir ir além na condição de puros espíritos, há uma jornada ainda muito grande a ser insetada e que estamos fazendo sobre o beneplácito do amor paternal de Deus. Obviamente que essa experiência evolutiva traz muitos desafios, porque todo esse material apreendido nas fases anteriores da condição de humanidade se encontra em nós, como se fosse no porão da nossa consciência, numa linguagem mais simples para o entendimento de todos nós, que não é de acesso fácil nem rápido, mas está ali presente. e que facilmente sob a forma de impulsos ou insites de alguma forma reverbera na nossa vivência cotidiana e interfere nas nossas condutas cotidianas, nas nossas escolhas, na própria construção de nossa história pessoal e coletiva. Por mais que a gente possa imaginar que o inconsciente ou o subconsciente, como uma parte dele nos direcione, o dire a direção maior é do espírito. É este que é o elemento condutor, o princípio inteligente que somos todos nós agora como individualidade, só que permeado por essa influência de nossa própria história registrada em nós. E como não temos o hábito de refletir, de meditar com regularidade, com a devida profundidade que o desafio evolutivo nos pede, nos convoca, esse material inconsciente, de alguma forma refletindo em nossas escolhas do dia a dia, traz consequências, tanto particulares quanto coletivas. Obviamente que nesse exercício evolutivo, a divindade nunca nos abandonou porque está conosco, imanente na sua criação e transcendente
a a dia, traz consequências, tanto particulares quanto coletivas. Obviamente que nesse exercício evolutivo, a divindade nunca nos abandonou porque está conosco, imanente na sua criação e transcendente a ela. E claro, particularmente nós espíritos que vivemos a experiência evolutiva na Terra, capitaneados por Jesus, nosso modelo e guia. Mas mesmo ele estabeleceu nossa liberdade de escolha, de exercício pessoal no desafio, nessa grande jornada evolutiva. Mas ele muito cuidadoso como irmão maior de todos nós, sempre permitiu que no desenvolvimento de cada um de nós e das coletividades, das civilizações na Terra, sempre os seus emissários estiveram presentes, respeitando a época, a cultura de cada povo. Nesse exercício esteve presente o desenvolvimento do conhecimento humano em suas diversas áreas e particularmente a religião. Porque evidentemente que a ciência, as artes, a educação e todas essas formas de conhecimento humano interferem vigorosamente em nosso desenvolvimento, influenciam de maneira positiva e ou perturbadora, a depender da vertente que é estabelecida por aqueles que são estudiosos, estudiosas de cada uma dessas áreas. Mas quando se trata de comportamento ético, moral, a religião, a filosofia tem sua primazia, mas mesmo elas ganham a cor, o tom e o sabor da nossa humanidade, que ainda é imperfeita, exercida por esse livre arbítrio, nem sempre bem vivenciado, bem direcionado da parte de cada um de nós. E é por isso que ao longo da nossa história evolutiva temos bastante áreas de conflito, de perturbação, primeiro com a herança de nós mesmos individualmente, já que desse inconsciente, dessa parte mais desconhecida de nós mesmos, afloram essas nossas experiências passadas, nem sempre exitosas, nem sempre bem-sucedidas, muitas delas, ao contrário, de natureza muito conflitiva. muito marcadas por expressões de paixões violentas, exacerbadas pelo egoísmo, pelas paixões primitivas em geral, que tem a primazia dos nossos desejos, das nossas vontades, de natureza bastante individualista,
cadas por expressões de paixões violentas, exacerbadas pelo egoísmo, pelas paixões primitivas em geral, que tem a primazia dos nossos desejos, das nossas vontades, de natureza bastante individualista, que de certo modo entra em conflito com o ideal coletivo e mais ainda os ideais nobres, porque neste exercício evolutivo, tentamos sobreviver, porque foi essa a história tal qual se desenvolveu na Terra do princípio espiritual, vivendo antes da humanidade, buscando a sobrevivência de indivíduos e da própria espécie, de cada uma delas. Muitos estudiosos afirmam que a natureza diz que prefere a espécie, que o indivíduo pode até morrer desde que a espécie sobreviva. E naturalmente na lei da natureza sobrevive o mais forte, o mais astuto, que desenvolve maiores mecanismos de sobrevivência, a agressão do ambiente de uma espécie contra a outra, o que foi essencial em nosso passado evolutivo. Naturalmente, para ver uma seleção das espécies, teve que desenvolver-se mecanismos de natureza agressiva, violenta, para a afirmação da espécie e no meio da espécie, os indivíduos, selecionando como um grande laboratório, claro, sempre guiados pela lei de Deus, mas respeitando os mecanismos naturais de sobrevivência. a lei do mais forte, do indivíduo que dentro da espécie fosse mais forte para agredir, para sobreviver, para fugir. É só assistirmos qualquer documentário do mundo animal que observamos as espécies buscando sobreviver para se alimentar, para expandir seus territórios, para se reproduzir. Mas nessa fase anterior da humanidade, isto é natural, é saudável e é essencial. Mas quando alcançamos a condição de humanidade, muitos desses mecanismos de sobrevivência se tornam danosos, porque tem esse tom de agressividade destrutivo que não se justifica mais quando se tem a razão, o intelecto, e quando se estabelecem escala de valores éticos morais para iluminar esses impulsos atávicos da evolução, que são esperados porque brotam de nós mesmos, da nossa história, da nossa herança animal da evolução, mas que numa
m escala de valores éticos morais para iluminar esses impulsos atávicos da evolução, que são esperados porque brotam de nós mesmos, da nossa história, da nossa herança animal da evolução, mas que numa condição de humanidade aguarda o contributo da reflexão, da lógica, do bom senso e, obviamente, da ética. Por isso que Jesus teve o cuidado de, em cada período da humanidade terrestre enviar o seus emissários para ajudar a suavizar esse processo evolutivo demorado, extremamente violento, que ainda permite-se manter na condição de humanidade por opção nossa, porque de alguma forma estamos muito aferrados a esse princípio evolutivo. Ele é tão intenso em nós, esses impulsos primários de agredir, de sobreviver, ainda a lei do mais forte, do mais astuto, violentando as próprias propostas ético-morais que vieram caminhando com o desenvolvimento das civilizações, que em pleno terceiro milênio ainda temos notícias de violência ali na esquina. Não precisa ser em outro país ou em outro continente aonde estamos. nossa cidade, atitudes extremamente bárbaras que não condizem mais ou não deveriam condizer com essa condição de humanidade. Aí parece um paradoxo onde a ciência e a tecnologia tem primazia. Do ponto de vista ético moral, caminhamos muito devagar, porque nos permitimos conduzir por esses impulsos primários da evolução. Como se dizia antigamente, o homem velho é ainda aquele homem entendido como ser humano, não o do sexo masculino, do gênero masculino, mas o ser humano enquanto espécie ainda se permite comportar impulsionado pela violência, pelo egoísmo, pelo orgulho e uma série de paixões derivadas do orgulho e do egoísmo em que vivemos nesta condição. ainda de brutalidade, lado a lado com a tecnologia e a ciência de ponta, mas reflete uma caminhada muito lenta, muito morosa, que nos permitimos pela fixação desses impulsos primários, que cabe a cada um de nós, por escolha pessoal, transformar, projetar a luz para iluminar cada um desses impulsos, para que haja uma viagem interior do encontro com o Deus
o desses impulsos primários, que cabe a cada um de nós, por escolha pessoal, transformar, projetar a luz para iluminar cada um desses impulsos, para que haja uma viagem interior do encontro com o Deus em nós, com a descoberta do eu profundo, que muitos estudiosos chamavam de inconsciente sagrado, o eu profundo, o si mesmo, o espírito, na linguagem como aprendemos na nossa doutrina espírita. Todos nós sabemos que a jornada é essa. Realizá-la é que é sempre um desafio diário. Por isso vivemos dias tão difíceis e ainda sombrios. E ao mesmo templo onde a luz está tão presente, porque Jesus nunca esteve tão presente porque nunca nos abandonou. Mas é uma decisão pessoal que não pode nem deve ser postergada pelo largo preço de sofrimento que ainda teremos que arcar, pela opção de nos mantermos acomodados a este passado que vive em nós não pode ser negado, mas precisa ser encarado através do processo de autodescobrimento, de busca interior. Quando a religião na Terra ganhou contornos mais definidos do ponto de vista ético moral, principalmente do judaísmo para cá, quando se estabeleceu a proposta da primeira revelação da lei de Deus, a proposta da retidão, ainda que sob os auspícios do Deus dito como Senhor dos Exércitos, da retidão estabelecida através da pena de Talião de punições mais severas, que tinham um tom muito mais de vingança, de uma cobrança que não havia espaço para compaixão, paraa generosidade, para o perdão, mas ainda assim era uma proposta ética, uma proposta pautada nos mandamentos da lei de Deus de respeito à vida, ainda que contraditoriamente houvesse a punição. Qualquer tipo de postura antiética era punida severamente. Inclusive, quem tirasse a vida teria que perder a própria vida, a existência física. Mas era o possível de ser feito do ponto de vista ético, moral, cultural aquela época. Era aquilo que era possível de se propor para ter um mínimo de aceitabilidade do ser humano reencarnado na época e do desencarnado também, de todos nós nesse cenário evolutivo da Terra.
aquela época. Era aquilo que era possível de se propor para ter um mínimo de aceitabilidade do ser humano reencarnado na época e do desencarnado também, de todos nós nesse cenário evolutivo da Terra. Só que o tempo passou e à medida que a civilização foi se desenvolvendo e a noção do direito, da ética, do respeito à vida também do desse ponto de vista cultural, científico, psicológico e ético moral, éramos para ter acompanhado com um pouco mais de sinceridade, de compromisso, de entrega do que conseguimos fazer, já que é uma escolha individual. E o fato é que todas essas propostas que vieram uma após outra, até mesmo a proposta da vivencial de Jesus, que chegou até nós com sua própria presença, ensinando-nos sobre o amor, vivendo o amor tal qual a proposta de encontro com o divino. Daí perdemos a oportunidade, do ponto de vista relativo, de crescer com ele, com Jesus. Por isso é que após a sua morte, ele enviou vários missionários que periodicamente tentavam resgatar sua mensagem. Quanto dos ensinamentos de Jesus sofreu nossa distorção na própria época, no período em que Paulo de Tarso, apóstolo dos gentios, realizava sua maravilhosa tarefa de divulgar os ensinamentos do Cristo entre os gentios, naquela época, Lucas, que seria mais tarde um dos grandes apóstolos, ele propõe uma identidade crística quando numa reunião entre aqueles que estavam ouvindo o próprio Paulo de Tarso, que todos aqueles que fossem seguidores de Jesus fossem chamados de cristãos. Era uma identidade crística proposta na época. E a fé daqueles tempos era muito mais ardente do que é hoje nos tempos atuais. Aquelas mulheres e homens se identificaram com o Cristo, com a sua proposta de amor, de comunhão com o Pai, muito além de qualquer postura ritualística, já que Jesus não estabeleceu formalmente religião alguma. Mas aqueles que estavam no seu entorno propuseram uma identidade para que se pudesse dizer: "Estas pessoas são seguidoras de Jesus, cristãs." Mas depois do terceiro século após a morte do Cristo, lamentavelmente,
que estavam no seu entorno propuseram uma identidade para que se pudesse dizer: "Estas pessoas são seguidoras de Jesus, cristãs." Mas depois do terceiro século após a morte do Cristo, lamentavelmente, ainda impulsionados por esses por esse egoísmo, esse orgulho, essa sede de poder que ainda habita em nós com maior ou menor intensidade, toda essa essência do ensinamento de Jesus, vivenciada por essas mulheres e homens que foram seus primeiros seguidores, foi distorcida um lado por Por um lado, por ignorância, por outro lado, por má fé. muito do que ele disse, mais ainda do que ele viveu, foi distorcido. Alguns dizem que por erro de tradução ao longo dos séculos e outros por má fé mesmo, porque é muito difícil para criatura imperfeita viver o ideal com a entrega que ele exige, porque o ideal propõe uma ascensão, uma sese que nem sempre estamos dispostos a fazer, porque exige sacrifício, dedicação, sinceridade, compromisso. exige, na verdade, ir na contramão desses impulsos, no sentido de dar a eles uma iluminação, uma transcendência que exige o esforço do sacrifício. Jesus sabia disso e sabe, mas não há outra maneira de transcender-se, de autosupar-se do que tomar a decisão sincera, verdadeira, de autossuperação. Reconhecer sua humanidade imperfeita, que é a nossa humanidade, e aderir a uma proposta que transcende a esta humanidade, porque é uma proposta de identidade com o divino. nosso caso, passando por Jesus, porque como ele mesmo disse, ninguém vai ao Pai senão por mim. Não é possível para nós nos identificarmos com o Pai Celestial sem primeiro nos identificarmos com o Cristo. Por isso, ele é proposto e apresentado pela doutrina espírita como modelo e guia da humanidade terrestre. Esta proposta é por demais ousada, mas é uma proposta de autoiluminação e é a única que dá a garantia da conquista da saúde integral, da conquista da harmonia, da paz, do equilíbrio, da plenitude para nos sentirmos como seres integrais, que é o que somos em essência, mas que precisa ser construído por cada um de
a da saúde integral, da conquista da harmonia, da paz, do equilíbrio, da plenitude para nos sentirmos como seres integrais, que é o que somos em essência, mas que precisa ser construído por cada um de nós. Por isso que ao longo da história da cristandade, lamentavelmente, construímos um lastro de vários equívocos. É a mentora que diz que somos discípulos equivocados de uma maneira muito gentil de se referir à aqueles que a sua época ou em épocas distintas distorcemos os ensinamentos de Jesus por ignorância ou má fé. pela dificuldade de viver autenticamente aqueles ensinamentos, reconhecer sua pureza, superioridade, mas não darmos conta disso, porque pela nossa própria história evolutiva, estamos muito mais fixados esse passado que ainda busca o imediatismo, o retorno imediato, coisa que Jesus nunca prometeu aos seus discípulos na sua época. Jesus sempre foi muito assertivo, nunca veio com palavras, parábolas ou exemplos que assinalasse qualquer proposta imediata de prazer, de gozo, de êxito dessa ou daquela natureza, principalmente material. Ao contrário, quando ele dizia: "Quem toma do arade da charrua e olha para trás não está apto para me seguir". quando ele mesmo disse que teria que tomar o bebê do cálice que ele bebeu, quando ele estabeleceu que o martirológio seria uma espécie de herança dos cristãos, não como uma apologia ao sofrimento, mas porque o contexto evolutivo não permite, e naquela época menos ainda, uma vivência confortável dos cristãos, ou melhor, daqueles que seguiam Jesus, que depois nos autointitulamos cristãos. Porque Jesus não estabeleceu nenhuma escola, nenhuma doutrina, religião que ele fundasse. Não há qualquer registro que ele tem escrito de mão própria, qualquer coisa que pudesse se estabelecer como doutrina, seita, religião, ordem, crença ou algo parecido. Ele simplesmente contou histórias, estabeleceu lições imortais com sua vida, seu exemplo, e bem mais tarde seus primeiros discípulos registraram. E mais tarde ainda se institucionalizou
algo parecido. Ele simplesmente contou histórias, estabeleceu lições imortais com sua vida, seu exemplo, e bem mais tarde seus primeiros discípulos registraram. E mais tarde ainda se institucionalizou o cristianismo, muito depois. E foi aí que as coisas dificultaram, porque quando se tornou uma instituição terrestre, recebeu toda a carga da humanidade imperfeita que nos caracteriza. Porque ainda precisamos emocionalmente a necessidade do tomal lá da cai. Eu preciso ter algum retorno o mais imediato possível com essa busca de felicidade, de prazer, que para nós precisa ser muito rápida, porque senão ficamos com a sensação de que a gente se entrega, se dedica e não recebe nada em troca. Isto é muito antigo e a gente continua com o mesmo pensamento psicológico de que religião é uma relação quase que comercial com Deus, com o divino, conforme a religião de cada um. E nunca foi proposto dessa maneira, não por Jesus, por outros que estabeleceram crenças, seitas, doutrinas e ordem. Sim, a ideia de prêmio, de castigo, de céu, de inferno, de prêmios, de punições. Mas Jesus nunca estabeleceu isso. Ele respeitou a cultura da época, porque ele não podia romper com uma cultura estabelecida, principalmente a judaica, de raízes profundas na história do judaísmo. Isso não podia ser rompido desta maneira e nem teria qualquer funcionalidade, nem aceitabilidade. ele tinha que partir do conhecido, do aceito, culturalmente falando, e, obviamente, devagar apresentar assertivas de superação, quando, por exemplo, ele dizia que as as ofertas de animais que se fazia a época dos animais puros, virgens, para conseguir os beneplácitos de Deus, que se fizesse a oferenda material, mas ao lado dela oferecer um coração puro. sem mágoa, sem ressentimento, sem ódio. Por isso é que ele respeita a oferenda material, mas diz: "Se na hora da oferenda se lembrar que tem um desafeto, um relacionamento complicado com alguém, deixa a oferenda no altar, vá resolver o desafeto pelo perdão, pela tolerância, pela
material, mas diz: "Se na hora da oferenda se lembrar que tem um desafeto, um relacionamento complicado com alguém, deixa a oferenda no altar, vá resolver o desafeto pelo perdão, pela tolerância, pela indulgência. Depois volte e faça sua oferenda, ensinando que o que interessa a Deus é a oferta de um coração purificado, sem mágoa, sem ódio, sem ressentimento. Então ele devagarinho vai mudando o paradigma para que nós pudéssemos aceitar uma proposta extremamente renovadora, que é uma proposta de natureza espiritual, porque ela tem por base a vida futura, a vida do espírito, a vida imortal, que ele chamava de reino dos céus, que é jáar a proposta do alcance da plenitude da identidade com o divino através dele, que é o nosso nosso modelo e guia, como propõe a doutrina espírita. Mas essa é uma proposta que a gente ainda está engatinhando, porque temos esses avanços e recursos por causa desse enraizamento com o nosso próprio passado. Por isso, a identidade crística, legitimamente, como foi proposta pelo Espiritismo, é extremamente difícil, ousada, mas certamente não impossível, porque muitos já conseguiram. Nós aqui ainda estamos na retaguarda caminhando para nos identificarmos com Cristo. Falar de Jesus todos nós falamos em qualquer ambiente ou contexto, no Evangelho, no lar, num salão doutrinário, nas diversas religiões ditas cristãs, mas não se trata de falar de Jesus, porque isso já fazemos há muito tempo. E quando começamos a falar de Jesus, nesse sentido do pronome pessoal, porque é uma corresponsabilidade do que foi feito com os ensinamentos do Cristo por nós cristãos, mesmo nas épocas recuadas lá atrás deste cristianismo nascente enquanto instituição. Nós temos uma responsabilidade de tudo que foi dito e feito, de todas as distorções, as omissões, os maus exemplos que nós fizemos e que tantas vidas até hoje vivem em sofrimento, em aflição. Tantos odeiam Jesus porque nós distorcemos os ensinamentos dele, porque nós não garantimos uma identidade com Cristo. que a ideia era de que quando se
s vidas até hoje vivem em sofrimento, em aflição. Tantos odeiam Jesus porque nós distorcemos os ensinamentos dele, porque nós não garantimos uma identidade com Cristo. que a ideia era de que quando se olhasse para um cristão, se enxergasse a proposta de Jesus vivida na prática. Essa é a ideia de identidade que Paulo de Tarso entendeu e disse: "Eu e o Cristo somos um. Já não sou eu quem vive, porque a vontade dele é a minha vontade. Isto é identidade. É uma espécie de anulação da própria personalidade, não por baixa autoestima, por uma autonegação, mas por uma adesão voluntária, verdadeira, sincera, para aquela proposta ético moral. No caso Paulo de Tarso, que era um inimigo dos cristãos, se tornou o maior cristão, um dos maiores cristãos que se conhece. é uma das maiores conversões que se tem na história da cristandade ao lado de Maria de Magdala, por essa adesão honesta, verdadeira, muito mais de vida do que de discurso, do que do que se foi dito ou escrito. É uma adesão que a veneranda Joana de chama de escravo por opção, no sentido de que o ego em nós silencia. para que a fala do Cristo, sua proposta reflita em nós, claro, de acordo com as nossas possibilidades evolutivas que são pessoais, mas é uma entrega que silencia o ego e precisa ser assim. Porque se o nosso ego disputa, porque nós temos que aparecer, porque tem que ter nossa assinatura, nossa presença para recebermos um aplauso, reconhecimento ou qualquer forma de contrapartida, ainda não vivemos legitimamente o ensinamento de Jesus. Não temos uma identidade crística. Ele próprio estabeleceu os parâmetros quando ele diz: "Quem me amar vai guardar os meus mandamentos". Ele estabeleceu que esse seria o parâmetro, simplesmente esse. E o amar na conceituação e vivência de Jesus é algo muito profundo que merece reflexões de cada um de nós. Porque o amor com Jesus, ele não tem esse tom e caráter de imperfeição, de apego, de possessividade que tem em nós o amor maternal, paternal, filial, conjugal. o apego às coisas, às posições, aos
nós. Porque o amor com Jesus, ele não tem esse tom e caráter de imperfeição, de apego, de possessividade que tem em nós o amor maternal, paternal, filial, conjugal. o apego às coisas, às posições, aos cargos, a materialidade da vida que ainda nos dá tanto prazer. Quando ainda estamos nessa condição, não nos identificamos com Jesus. Ainda que a gente diga que nós amamos Jesus, dói a gente ler a obra amor imbatível, amor. E a mentora Joana de dizer que ela é um amante não amado. Como assim não amado? Se todo mundo aqui diz que ama Jesus, eu digo, eu digo e sei que todo mundo diz, mas ela diz que ele é amante, não amado, porque ele estabeleceu que era o amor. E certamente ainda não é o nosso, não é ainda o nosso jeito de amar, porque o nosso jeito de amar ainda é muito imperfeito, muito marcado por esses apegos, por essa possessividade que ela mesma vai dizer nesta obra, amor imbatível, amor, que o quando a gente diz que ama o outro está muito mais para eu necessito de ti do que eu te amo. uma mãe com um filho, um pai com filho, irmãos entre si, amigos, é quase um apelo desesperado. Me ame, me ame, não me abandone. E não foi esse o amor que ele propôs, mas esse amor que a gente ainda sabe viver. É amor, mas uma fase ainda muito primária da evolução, muito longe da proposta de amor dele. O nosso amor amor infantil, no máximo adolescente, talvez, porque a gente já chega a uma espécie de troca, você me ama, eu te amo e a gente vai resolvendo. É um toma lá da cá. Ainda estamos na fase de troca. Pelo menos a gente não quer ser só amado, a gente ama um pouquinho. Exigimos mais sermos amados do que amamos. Mas a proposta de Jesus é um amor de doação e que se alimenta deste amor que doa, que não busca receber, porque já recebe de Deus. A gente tem a sensação que amar como Jesus vai ficar um vazio. Eu vou amar todo mundo e ninguém me ama, eu fico vazio. Mas quem ama como Jesus nunca está vazio, porque se identifica com o próprio Jesus, se alimenta desse amor, não tem um condicionamento de para me
u vou amar todo mundo e ninguém me ama, eu fico vazio. Mas quem ama como Jesus nunca está vazio, porque se identifica com o próprio Jesus, se alimenta desse amor, não tem um condicionamento de para me sentir bem, os outros têm que me amar no círculo familiar, no ambiente religioso, nos grupos sociais em geral. Por isso é que ele é o amante não amado, porque a gente ainda não aprendeu a amar como ele nos ensinou e como ele nos ama. E isto porque estamos aprisionados a nós mesmos. Ninguém vai nos libertar. A salvação proposta é uma autossalvação, é uma libertação dessa condição de sombra que a gente se esconde do esforço necessário da autorrealização pelo descobrimento interior. Autodescobrimento, essa viagem, essa busca interior. Não dá pra gente se identificar com Jesus sem primeiro viajar para dentro de si mesmo. E isto provoca medo, provoca um cansaço, uma dor, um sofrimento. E a própria mentora e outros espíritos superiores afirmam que, de fato, o começo dessa viagem não é uma diversão, vai causar algum desgaste, algum sofrimento, porque não é fácil ir buscar a própria verdade interior. tirar as máscaras que precisamos e usamos para sobrevivência social, tem alguma função, mas que dificulta o olhar para nós mesmos. nos acostumamos tanto com máscaras, até mesmo no ambiente familiar e mais ainda fora de casa, que fica muito difícil encontrar a sua própria realidade. Exige coragem, vontade e perseverança de viajar para dentro de si, fazer isso com regularidade, porque não é um mergulho rápido, nem fácil, nem de resultado imediato. Não apenas a doutrina espírita propõe isso, mas sempre os filósofos do passado propõe, conhece-te a ti mesmo. É o caminho que os próprios espíritos disseram para Allan Kardec para alcançar uma condição de serenidade, de equilíbrio em busca da perfeição relativa para a qual fomos criados por Deus. precisa da viagem interior. Sem ela não haverá identidade com o Cristo. Somente um discurso externo. O processo é de dentro para fora. E todos nós
erfeição relativa para a qual fomos criados por Deus. precisa da viagem interior. Sem ela não haverá identidade com o Cristo. Somente um discurso externo. O processo é de dentro para fora. E todos nós sabemos, não é novidade nenhuma. O que precisa é viver, é ter a coragem de começar a fazer o quem começou e parou voltar. Porque por mais assustador que seja, como a Sagioli falava, é como você atravessar uma floresta muito escura, muito densa, mas lá no centro tem a luz, tem o clarão. Compensa atravessar a própria sombra. É que a gente entende sombra como algo assustador. Sombra assusta, mas é porque tem o desconhecido e nem todo desconhecido é ruim. Vamos descobrir tesouros. Como quem vai visitar o soto ou porão da própria casa tem umas coisinhas desagradáveis, mas outras não. Porque como somos filhos de Deus, aí se encontram as respostas que a gente vai perguntar fora. A gente vai procurar os gurus para saber sobre dinheiro, sobre profissão, sobre casamento, saúde, doença e tudo mais. Essas respostas não podem nem devem estar fora de nós. Somos facilitadores uns dos outros, mas cada um tem que buscar o seu Deus interno. E essa identidade interna só faz com a viagem interior. Por isso que aquele símbolo daquela tempestade que Jesus está dormindo no barco e os céus estão bradando em trovoadas, raios, vento, chuva e os discípulos com medo de morrer sacodem Jesus para ele acordar e ele com sua voz de comando, que é o senhor da natureza, faz com que se acalme o mar, o céu, os ventos. Mas ele espera de todos nós a fé de acreditar que podemos ser senhores e senhoras de nossas vidas. É a gente que mantém Jesus manietado dentro de nós mesmos. Quem diz isso é a mentora. Só tô repetindo. Só isso. Claro. Tenho que me respaldar. É ela que diz que mantemos Jesus manietado, amarrado, dormindo no barco e morrendo de medo de morrer. Ele só desperta em nós quando o buscarmos. Como aquela história do Deus, daquele anjo que diz a Deus, o melhor esconderijo para o Senhor é no coração
o, dormindo no barco e morrendo de medo de morrer. Ele só desperta em nós quando o buscarmos. Como aquela história do Deus, daquele anjo que diz a Deus, o melhor esconderijo para o Senhor é no coração do ser humano, porque lá não vão procurar não, já que ele queria tirar umas férias, descansar. Então, se esconda num lugar que não será óbvio. Eles vão procurar o Senhor nas estrelas, no corpo humano, no fundo do mar, no seio da terra, mas jamais vão procurar Deus no coração humano. Mas é o endereço mais certo de Deus e de Jesus também. é no nosso coração, simbolicamente nesse eu profundo que somos, no self, na linguagem unguiana, né, no si mesmo. A despeito disso, somos convidados diariamente, e não é só de agora ou pela psicologia. Somos convidados por Jesus e todos os seus emissários antes e depois dele a fazer essa viagem interior para se identificar com ele, porque ele nos aguarda, ele nos chama porque nos ama profundamente. Cada um de nós precisa atender esse chamado, porque ainda somos aquele filho pródigo que não voltou para casa. Ainda estamos por aí gastando a fortuna. E não é fácil gastar uma fortuna como essa, porque uma reencarnação é um empreendimento de alto porte do ponto de vista evolutivo. É o empreendimento que a espiritualidade superior faz, investe em cada um de nós, acreditando que podemos realizar a autoiluminação, que podemos aproveitar a nossa experiência evolutiva da melhor maneira possível. E quando diz aproveitar, não é apenas êxito, sucesso, dias, risõhos ensolarados. é também na doença, na dificuldade socioeconômica, nos desafios das relações familiares, nos difíceis dias da transição planetária. É um momento muito especial que vivemos e, provavelmente, muitos desencarnados queriam estar no nosso lugar, dirigindo aqui, especialmente os reencarnados, que somos nós. está aqui agora no olho do furacão, mas é o momento especial de testemunhar nossa identidade com Cristo. E a gente faz melhor aqui fora quando fizer dentro, porque o resultado do que
s, que somos nós. está aqui agora no olho do furacão, mas é o momento especial de testemunhar nossa identidade com Cristo. E a gente faz melhor aqui fora quando fizer dentro, porque o resultado do que produzirmos fora será o resultado das reflexões internas, do mergulho interior, porque é um mergulho que a gente volta sempre com pérolas, pérolas da espiritualidade, intuições, inspirações, insites pra gente tentar de novo e de novo e de novo. Se teve algum insucesso, seja de que natureza for, tentar novamente, porque faz parte do aprendizado. Superar a tristeza, o medo, a angústia, as inseguranças, porque são fruto de nossa história passada que reverbera na história atual em forma de culpa, de insegurança, de medo. Mas a certeza de sermos filhos de Deus e de não estarmos a sós, que é aurida nesse mergulho interior para relembrar a nossa origem, que por mais que as coisas estejam difíceis, dolorosas, sombrias, não estamos a sós. A experiência reencarnatória não é um barco a deriva. Os espíritos estão dizendo isso n vezes. O planeta Terra não está a deriva, não é um barco a deriva, que Jesus está no leme. A gente já leu isso, mas não leva muito a sério. Mas a gente vai levar mais a sério quando nos propusermos a sair dessa materialidade que muitos de nós nos encontramos mesmo nos afirmando na identidade espírita. Se é para falar, vamos falar de nós, espírita, deixa o pessoal lá fora. A ideia de que sou espírita, mas acredito nisso a ponto de apostar nesta vivência espírita ou ela fica apenas no evangelho no lar, na reunião doutrinária, na reunião mediúnica? Os depoimentos que os espíritos trazem na reunião mediúnica, que reflexões provocam em nós? Fica difícil, a gente fica cochilando. Se a gente tá pensando que não deu ainda a hora de ir para casa, fica olhando pro relógio, não deu orar de ir embora ainda, parece que não levamos a sério, porque a materialidade fala muito alto em nós. Não é uma crítica ou uma censura, é apenas uma reflexão entre nós. Até que ponto a existência na Terra
e ir embora ainda, parece que não levamos a sério, porque a materialidade fala muito alto em nós. Não é uma crítica ou uma censura, é apenas uma reflexão entre nós. Até que ponto a existência na Terra tem muito mais peso? A conta para pagar, os desafios do dia a dia, a saúde, uma viagem, o lazer, as férias, o feriado ou o que for tem mais peso e importância do que nossa proposta de crescer, porque estamos reencarnados aqui para isso. A existência na Terra, por mais que a gente busque o conforto, o descanso e o lazer, não foi criada para isso. Permite-se isso, porque a nossa condição de humanidade precisa do descanso, do lazer, mas não é a prerrogativa fundamental. Estamos aqui para buscar autoiluminação. Estamos aqui para aprender. A terra é uma escola, é hospital também, porque estamos extremamente doentes, emocionalmente doentes, fisicamente doentes e outras coisas mais, mas é uma escola, sobretudo uma escola. Quem vem pra escola é para aprender, é para viver a experiência do aprendizado. E o aluno que somos nós, cada um de nós encarnados e mesmo desencarnados também estão estamos todos aprendendo, precisa olhar para si para identificar seus acertos e seus erros, seus êxitos e insucessos que são seus, independente de críticas externas, para saber qual o ponto evolutivo em que eu me encontro, aonde quero chegar, que metas eu me proponho para a existência atual. Não vale mais aquele argumento, eu resolvo na próxima reencarnação. Não é que não vale, é porque a esta altura da transição planetária não é boa ideia estar adiando para outra reencarnação que pode ser feito agora, porque o o custo do sofrimento pode ser muito maior. que contexto e circunstância a gente vai viver algo que poderia conquistar agora na existência atual, já que não se sabe a hora de voltar para o mundo espiritual, só o Pai sabe. Então, a proposta de se identificar com o Cristo é preciso ser realizada agora, pelo menos operacionalizada, com o máximo de empenho, de esforço de cada um de nós. é de nosso interesse
só o Pai sabe. Então, a proposta de se identificar com o Cristo é preciso ser realizada agora, pelo menos operacionalizada, com o máximo de empenho, de esforço de cada um de nós. é de nosso interesse evolutivo, de nosso interesse de busca da felicidade, da paz, do equilíbrio, da harmonia no mundo tão tumultuado e difícil. Jesus conta conosco porque nos afirmamos cristãos e no nosso caso espíritas. É nosso interesse a construção da nossa paz, da nossa felicidade, trabalhando nela. E isto começa com o processo de mergulho interior, de busca interior para encontrar o Cristo em nós. E só se encontra o Cristo quando encontrar esse eu profundo, nossa identidade legítima. Porque quando fizermos isso, vão desabrochar as virtudes que ele tanto nos ensinou, a capacidade de tolerância, de perdão, de indulgência, o sentimento de fraternidade que tanto nos falta nos dias atuais, dias de medo, de insegurança, medos de catástrofes naturais, de guerras internacionais, de epidemias, de pandemias. Mas é por isso que o testemunho hoje tem atualidade como nunca deixou de ter. A gente fica pensando que ficou lá atrás quando se eram queimados vivos, os cristãos eram devorados nos circos romanos. só mudou a formatação do testemunho, mas ele permanece enquanto proposta, enquanto proposta de ter uma identidade crística, testemunhar no nosso cotidiano, sem aplauso, sem holofote, sem reconhecimento, a não ser da nossa própria consciência, no sentido de estar fazendo o melhor que pudermos daquilo que nos propomos enquanto espíritas que somos, enquanto cristãos que somos. É por isso que a identidade com Jesus começa no que ele propôs, que é a busca da verdade. Por isso é que ele disse há mais de 2000 anos: "Conhecereis a verdade e a verdade dentro de nós vos libertará". Muita paz, meus irmãos. Nós agradecemos imensamente a Fernanda Cardial pela pré-eleção da noite e pelo excelente, excelente conteúdo das suas palavras, dos seus ditos e dos exemplos aqui apresentados. Excelente preleção. Vamos agora nos preparar então
a Fernanda Cardial pela pré-eleção da noite e pelo excelente, excelente conteúdo das suas palavras, dos seus ditos e dos exemplos aqui apresentados. Excelente preleção. Vamos agora nos preparar então para o momento do encerramento da nossa reunião com a aplicação dos passes coletivos. Eu convido aos médiuns aqui presentes da nossa casa, que se coloque ao longo dos corredores para a aplicação dos passes. nosso divino amigo, orientador dos nossos passos na longa jornada da vida. A vossa riqueza é difícil de ser dimensionada. pois ela tem a sua origem desde o início deste universo e nos alcança nos dias de hoje com uma riqueza de que és possuidor. Ainda não temos a capacidade de absorver o vosso amor. Os teus ensinos foram grandiosos e lentamente serão exercidos pelo nosso ser nas jornadas que viermos a exercer nos anos porvindouros. Por hora, Senhor, nós vos rogamos a vossa misericórdia para todos nós, aquela misericórdia de acréscimo, onde as nossas energias ainda animalizadas possam se mesclar. aos fluidos generosos do mundo espiritual, gerando as condições propícias para a transmissão dos passes, levando-nos em direção à saúde física, espiritual, emocional, e mental. Basta que esta geração possa ser perfeitamente entendida por nós e nos predispormos a receber a generosa doação dos médiuns aqui presentes. conduz os nossos pensamentos ao nosso irmão Divaldo Franco. A nossa saudade a tio Nilson, aos nomes que colocamos na entrada desse cenáculo, encarnados e desencarnados. Por eles nós vos rogamos e que abençoe a água que ali deixamos. para que seja uma fortaleza para a saúde física e a nossa saúde espiritual também. Abençoa-nos, conduz-nos de retorno ao lar, emulados pelo vosso amor e pelo pensamento cristão. Abençoa-nos. S conosco, Jesus hoje e por todo sempre. E que assim seja. Está encerrada a nossa reunião. Muito obrigado a todos.
Mais do canal
Conversando Sobre Espiritismo | Mário Sérgio, Solange Seixas e Marco Antonio
1:06:33 · 5.3K views
Em Busca do Sagrado | #193 • A Alegria
🔴 AO VIVO | Diálogo Franco: Sexualidade - Uma Visão Espírita
[EN FRANÇAIS] Nul ne meurt - Divaldo Franco
1:27:15 · 240 views
[EN FRANÇAIS] Pike et son fils toxicomane - Divaldo Franco
1:10:29 · 293 views
Estudo da Obra – Loucura e Obsessão | T7:E34 – Cap. 17: Terapia desobsessiva – Parte 2