Fernanda Cardeal • Momentos Evangélicos • 07/12/2024

Mansão do Caminho 08/12/2024 (há 1 ano) 59:11 11,757 visualizações 1,809 curtidas

Palestra doutrinária realizada no Cenáculo da Mansão do Caminho, todos os sábados, com transmissão ao vivo.

Transcrição

Muito boa noite a todos. Vamos dar início à nossa reunião doutrinária dos sábados à noite. E para tanto, preparemo-nos para a prece de abertura dos trabalhos. Senhor e mestre Jesus, nosso divino amigo, necessitado, Senhor, somos todos nós. Ainda extremamente animalizados nas nossas emoções. Buscamos através da doutrina espírita os ensinos preciosos e necessários para o nosso estudo e para a nossa evolução. És o nosso modelo, o nosso guia, o ser mais perfeito que já pisou a terra. Assim, Senhor, nos deixaste uma lei muito importante para podermos seguir a lei de amor. No amor reside todo o segredo do nosso aperfeiçoamento e da nossa evolução. Permite-nos, pois, nesta noite buscarmos, através da inspiração dos teus ensinos, este precioso caminho que deveremos todos nós seguir. Tu és o caminho da verdade e da vida. E para chegarmos a Deus será através de ti. Inspira-nos, pois e permite-nos com os teus benfeitores espirituais uma noite rica de esperança, de paz e de amor. Abençoa-nos, ó Jesus. ser conosco hoje e por todo sempre. E que assim seja. Vamos algumas alguns poucos avisos para o início da nossa reunião. Primeiramente sobre a saúde de Divaldo Franco. Ele continua em tratamento da radioterapia, se desenvolvendo naturalmente, vai ao hospital, volta, mas o estado de saúde dele é normal. nada que nos preocupe e mantenhamos sempre a fé dos dias melhores que com certeza virão. Em relação à nossa campanha de Natal, a Tiraci está aqui conosco com as listas físicas, né, que é já um costume de longos anos da nossa instituição. E também a nossa campanha de Natal que pode ser acessada pelo site da Mansão do Caminho, www.mansodocaminho.com. mansaminho.com.br. A finalidade é sempre buscar ajuda financeira para que com esses recursos nós possamos fazer a distribuição das cestas de Natal. É sempre pra população carente do entorno aqui da mansão do caminho. Nós já atingimos praticamente 70% da nossa campanha e acreditamos que na próxima semana chegaremos ao 100% ou um pouco mais, né? ano passado foram 6.800.

carente do entorno aqui da mansão do caminho. Nós já atingimos praticamente 70% da nossa campanha e acreditamos que na próxima semana chegaremos ao 100% ou um pouco mais, né? ano passado foram 6.800. Também nós temos já no mês de dezembro, iniciando-se os preparativos para o final do ano, as nossas agendas, as nossas agendas físicas, né, que estão à venda já nos últimos os últimos exemplares, né, aqueles que tiverem interesse, é um bom presente de Natal para aqueles que estão acostumados com uma agenda semanal, com muitas informações, né, nós fazemos Temos o evangelho todos os dias na administração da mansão do caminho às 7:30 da manhã com todos que participam daquele grupo. E o a o nosso roteiro é a mensagem que consta na nossa agenda, né? Então é muito instrutiva, muito bonita e serve como belo presente de Natal, ajudando naturalmente as obras sociais. da mansão do caminho. Nós temos aí também agora o nosso movimento Você e a Paz, que acontecerá no dia 19 de dezembro, que é o dia municipal da paz da cidade de Salvador, tendo início às 17 horas até às 19, com a parte assim musical, com a presença dos cantores da Ivete Sangalo, do Carlinhos Brown e do Nando Cordel, né? a partir das 19 horas, então será a participação, né, dos dos homenageados do movimento Você e a Paz. Também existia o último aviso, é uma rotina costumeira nossa do dia 31 de dezembro. Todo 31 de dezembro nós promovíamos sempre o reveon, né? Todos os anos, já há muitos anos, né? Mas o grande protagonista do reveian é Divaldo Franco, que a presença dele é uma presença marcante, né? E que encantava a todos. Esse ano ele não tem condições, não terá condições de participar conosco do reveillon. E sem a participação dele, eu me sinto constrangido em fazer um uma festa de reveillon sem o protagonista principal estar presente, né? Então ouvemos por bem suspender o reveião desse ano, né? em respeito a ele, ele não poder estar conosco, apesar de estar em recuperação da sua saúde. Então, ouvemos por bem cancelar a

ar presente, né? Então ouvemos por bem suspender o reveião desse ano, né? em respeito a ele, ele não poder estar conosco, apesar de estar em recuperação da sua saúde. Então, ouvemos por bem cancelar a festividade do reveon desse ano. E teremos agora para a nossa palestra da noite a nossa irmã Fernanda Cardial, que trabalha conosco aqui na instituição já há muitos anos, é enfermeira. né? Trabalha no nosso posto, posto médico, é espírita, irá nos abrilhantar nessa noite com a sua palestra. Então passo a palavra à Fernanda Cardial. É, boa noite a todos e que a paz do nosso Senhor Jesus Cristo permaneça conosco. Vivemos dias difíceis na atualidade de um mundo carente de amor. De certo modo, pela nossa condição ainda primitiva, extremamente marcada pela presença do egoísmo e dos desdobramentos que o egoísmo proporciona. Lamentavelmente, para cada um de nós e para toda a coletividade, ainda temos um mundo de desamor. É claro que a há naturalmente a presença do amor na Terra. sempre houve e sempre haverá. Mas nós outros ainda nessa condição de imperfeição, marcamos muito a presença do sofrimento, das aflições, dos tormentos, por causa dessas imperfeições que mantemos de egoísmo, de orgulho, que nos infelicita e infelicita o próximo. Porque se assim não fosse, a terra já estaria diferente. Ficamos sempre na expectativa de que outros farão a parte que nos cabe. É como se fosse ainda aquela postura imatura, infantil, de alguém que busca a presença de um superherói, alguém ou heroína, né? alguém que vá fazer o que nos cabe. Construir uma terra nova, coroada de justiça, de equidade, de fraternidade, de amor. É certo que essas heroínas e heróis anônimos estão por aí, pelas ruas, pelas instituições, pelos lares, mas isso não exenta de fazer a parte que nos cabe. E efetivamente, por enquanto, o que temos feito em larga escala é o desamor variadas razões de natureza pessoal e coletiva provocadas por traumas e tragédias de existências passadas e mesmo da existência atual, onde o ser que não recebe amor

feito em larga escala é o desamor variadas razões de natureza pessoal e coletiva provocadas por traumas e tragédias de existências passadas e mesmo da existência atual, onde o ser que não recebe amor num período gestacional ou na própria infância fica fica marcado por isso e nem sempre consegue superar com êxito para aprender a amar. Não é todo mundo que levando uma vida difícil, desafiadora, consegue oferecer amor, o amor que tanto necessitamos. Por isso, há muita gente ferida. E pessoas feridas que trazem essas marcas da infância e outras reencarnações trazem muitos transtornos e conflitos que fazem com que o nosso mundo ainda seja um mundo carente de amor. Não é nenhuma novidade o quantos espíritos têm anunciado, principalmente na na no prefácio das obras psicografadas por Divaldo Franco, por Chico Xavier antes dele, o quanto eles observam o sofrimento, a miséria, não só social econômica, mas também psicológica e moral, que ainda marca a Terra. Estamos mesmo ainda naquela condição de uma aurora, de um amanhecer, de um mundo novo, mas ainda com sombras da noite, que provoca muito sofrimento e aflição. Se não fosse assim, os bons espíritos e aqueles que são fiéis trabalhadores da seara do Mestre não teriam tanto trabalho em socorrer aflitos. Por isso que nunca é demais falar e relembrar para todos nós o mandamento maior da lei de Deus. É lugar comum para qualquer um de nós, espíritas reconhecer o que Jesus disse ao doutor da lei no diálogo que tiveram sobre a questão do mandamento maior da lei de Deus, que o próprio Jesus perguntou didaticamente, porque ele é educador por excelência, o que é que ele achava, qual era o mandamento maior da lei de Deus? E como é tradição judaica, ele respondeu prontamente: "Amar a Deus sobre todas as coisas, com todo entendimento, todo espírito, todo coração, toda a alma. E o segundo mandamento que Jesus complementa semelhante ao primeiro é amar ao próximo como a si mesmo." Jesus teve a oportunidade de ter esse diálogo mais de uma vez com os doutores da lei,

da a alma. E o segundo mandamento que Jesus complementa semelhante ao primeiro é amar ao próximo como a si mesmo." Jesus teve a oportunidade de ter esse diálogo mais de uma vez com os doutores da lei, conhecedores profundos. dos ensinamentos judaicos. Obviamente que um desses doutores da lei, ao ouvir a resposta de Jesus, que o mandamento maior é amar a Deus sobre todas as coisas e que o segundo mandamento é semelhante ao primeiro, que amar o próximo como a si mesmo, reconhece a superioridade da resposta e que Jesus traz para todos nós a síntese perfeita do amor que representa toda uma lição filosófica, ética e moral que responde o desafio da criatura humana na Terra, que é o aprendizado do amor, tal qual ele nos ensinou e exemplificou. Nenhum filósofo ou teólogo ou qualquer outro pensador pode responder de tal maneira, mostrando que o amor é de fato a solução. não de uma maneira poética ou romântica ou utópica, mas o amor vivenciado no cotidiano de cada um de nós, que vai diluindo todos os aspectos das imperfeições que provocam tantas dores e aflições. Porque o egoísmo, por exemplo, que é uma das grandes chagas da humanidade, já nos diz o espírito Emmanuel, está lá no Evangelho Segundo Espiritismo, ele só predomina porque o amor está ausente na maioria de nós. Porque o antídoto do egoísmo é o altruísmo. E o altruísmo não existe onde não existe o amor ou onde esse amor se manifesta de maneira perturbadora. Evidentemente que é muito difícil para nós compreendermos em profundidade a complexidade desse sentimento nobre. E ninguém tem a capacidade intelectual de defini-lo com precisão. Cada um vai abordar algum aspecto do sentimento maior. Mas certamente um dos conceitos mais bonitos que nós cristãos conhecemos é o de João Evangelista, quando ele diz que Deus é amor. E quando ele diz que Deus é amor, a gente compreende uma identidade entre Deus e amor. Porque esse sentimento maior foi Deus que implantou em toda a criação, o que significa que existe amor em todo o universo,

ele diz que Deus é amor, a gente compreende uma identidade entre Deus e amor. Porque esse sentimento maior foi Deus que implantou em toda a criação, o que significa que existe amor em todo o universo, em tudo que foi criado e é permanentemente criado por Deus, a presença do amor. Porém, a manifestação dele vai depender do nível evolutivo de cada um de nós, vai depender de nossa maturidade psicológica, ética e moral. Porque muitas vezes o que é manifestação do instinto, a gente tá chamando de amor. Ou pode-se dizer que é uma expressão muito rudimentar do amor. Os espíritos nobres têm dito que o amor nos seres ainda primários, ele tem essa forma de instinto. É como se fosse uma semente que guarda toda a potencialidade da vida. A glande que depois vai virar o carvalho está ali presente, mas preciso o contributo do tempo, do esforço de fatores e circunstâncias para que esse amor se desenvolva em todo o seu esplendor e tudo de benéfico que ele tem para oferecer. Mas o amor não pode nem deve ser improvisado. É um processo de maturação do ser. Há em nós o amor, porque somos filhos de Deus. Somos filhos do amor no conceito de João Evangelista. Mas para que se expresse tal qual Jesus nos ensinou, há que ter um esforço pessoal, uma decisão que conte lucidez, raciocínio, vontade, perseverança e empenho. Não são os psicólogos que têm dito que amar se aprende amando. Jesus já disse isso há muito mais tempo. Não pode ser improvisado. Não acontece magicamente com um estalar de dedos. Seria bom se funcionasse assim, mas não é. Só se ama, só se aprende a amar quem o experimenta, mas quem se mantém nesse estágio primitivo de evolução, ainda que haja um desenvolvimento intelectual, tecnológico, científico, se os sentimentos não amadurecem, o amor em nós continua sendo uma expressão primitiva. Por isso que na nossa cultura ocidental, talvez na oriental também, mas não me atreveria a dizer tanto, mas na ocidental seguramente ciúme ainda é considerado prova de amor. As pessoas acham que quando a presença

na nossa cultura ocidental, talvez na oriental também, mas não me atreveria a dizer tanto, mas na ocidental seguramente ciúme ainda é considerado prova de amor. As pessoas acham que quando a presença do ciúme é um atestado do amor, quando é só de maturidade e insegurança, dos envolvidos na relação afetiva, seja de que natureza for, entre parceiros, no seio da família, entre amigos, se sentimos ciúme um do outro, do meu amigo, da minha amiga, do colega de trabalho, do membro da família, isso significa imaturidade e insegurança de quem sente o ciúme. e opressão para quem é alvo desse ciúme. Porque a pessoa que é alvo do ciúme pode inicialmente achar-se orgulhosamente envolvido pelo amor do outro, mas o ciúme sufoca, aprisiona, algema. E por mais que o ser amado demonstre que ama, nunca será suficiente, porque a insegurança é da pessoa que sente o ciúme. Então o ciúme nunca foi prova de amor, é prova de maturidade, de insegurança, de um amor infantil, não importa a faixa etária que a gente tenha. Na obra Amor, imbatível Amor da mentora Joana de Angeles, psicografado por Divaldo Pereira Franco, ela fala dessas fases do amor ou etapas. E a primeira delas é esse amor infantil, o amor que tem uma dependência do outro, dependência absorvente de ser amado, que na criança, biologicamente falando, é natural, é o momento da criança. Ela não tem maturidade para este amor de desapego, de desprendimento, de autoferta. A criança precisa receber porque ela está no momento de desenvolvimento físico e psicológico, mas à medida que cresce vai aprendendo ou deveria aprender que o amor por excelência é aquele que doa. Enquanto a gente continua, mesmo envelhecendo, biologicamente falando, dependendo tão desesperadamente do amor da outra pessoa, nosso amor ainda é infantil, é imaturo, que busca desesperadamente ser amado. Nessa mesma obra que citamos, a mentora diz que quando alguém fala desesperadamente, "Eu amo", pode estar dizendo por trás, "Eu necessito de ti". E não é a mesma coisa.

sca desesperadamente ser amado. Nessa mesma obra que citamos, a mentora diz que quando alguém fala desesperadamente, "Eu amo", pode estar dizendo por trás, "Eu necessito de ti". E não é a mesma coisa. O necessitar do outro é é dependência psicológica. Por isso o apego absorvente. Se essa pessoa é fonte do meu amor, é a minha nutrição de amor, eu preciso deixá-la comigo o tempo todo. É a criança ou o pré-adolescente ou adolescente que não reparte a amizade, que sente ciúme quando seu amigo, sua amiga está realizando e estabelecendo novos vínculos e dizer: "Eu perdi meu lugar". É a criança que vê o irmão ou a irmã nascer e sente que perdeu o amor do pai e da mãe, porque depende visceralmente do amor da outra pessoa. É um amor infantil que não cabe mais para nós adultos, porque gera sofrimento, aflição, gera uma dependência tão absoluta de que eu só sobrevivo se a minha outra metade me alimentar, me nutrir. e nos parâmetros que estabelecemos, a outra pessoa tem que ser daquela maneira, tem que ter aquele perfil, porque senão não me atende. É um amor que a gente espera sempre ser amado. É claro que somos seres emocionais. Todos nós amamos e necessitamos ser amados. Porém, o aprendizado do amor psicologicamente maduro, quando a gente começa a compreender e experimentar, exercitar, ficamos menos dependentes do outro. Há menos insegurança, menos imaturidade e há o prazer de amar sem a necessidade de receber de volta, porque a gente recebe de volta de Deus. Não é que ficamos carentes de amor. Eu amo alguém, esse alguém não me retribui. O alguém não retribui. Mas Deus é um distribuidor perene de amor. Não há porque nenhum de nós ficar carente de amor se sabemos nos alimentar do amor de Deus. Estamos mergulhados no psiquismo de Deus. E como Deus é amor, ninguém deveria estar carente de amor. Mas não percebemos o Deus em nós e em tudo que existe. Sabemos conceitualmente o que aprendemos com a doutrina espírita, mas ainda não sentimos em profundidade. Não temos essa identidade com a

e amor. Mas não percebemos o Deus em nós e em tudo que existe. Sabemos conceitualmente o que aprendemos com a doutrina espírita, mas ainda não sentimos em profundidade. Não temos essa identidade com a consciência divina. Por isso, esse sentimento de orfandade e a necessidade de apego a pessoas, a coisas, a cargos, a circunstâncias que por esta ou aquela razão se modificam, nos sentimos desamparados, órfãos, desamados. E no mundo feito de pessoas carentes, quem para oferecer amor? Se todo mundo está estendendo a mão para pedir amor, para ser amado, compreendido, tolerado, aceito, respeitado, que é direito de todos. Mas se todos fazemos isso, quem se decide a tolerar, respeitar, oferecer amor? Se eu ocupo o meu tempo só para pedir amor, pedir de alguém migalhas de amor, como o outro também está carente, não tem condição de dar. Por isso é difícil a compreensão e vivência do mandamento maior. Se não conseguimos nos amar e amar o próximo, como podemos amar a causa primária de todas as coisas que nos parece abstrata? Como é que ama algo? Uma causa, a inteligência suprema do universo. A gente não consegue nem entender como vai amar. Por isso que a mentora Jona deângeles, conhecedora profunda da psicologia humana no nosso nível involutivo, ela sugere a inversão do mandamento, porque o mandamento maior o primeiro é amar a Deus e depois ao próximo como a si mesmo. Aí ela sugere inversão, aprenda a se amar, estenda esse amor ao próximo e a gente começa a aprender a amar a Deus. E esse autoamor é um aprendizado que é imprescindível. O próprio Cristo mostrou para nós amar o próximo como a si mesmo. E ele diz que é semelhante. A despeito da ordem do primeiro mandamento, amar a Deus sobre todas as coisas. Ele vai dizer pro doutor da lei que o segundo mandamento é semelhante ao primeiro, porque é mandamento de amor. Amar o próximo como a si mesmo. Se a gente não aprende a se amar de uma maneira psicologicamente saudável, não conseguimos amar ao próximo e muito menos a Deus. E não é possível

é mandamento de amor. Amar o próximo como a si mesmo. Se a gente não aprende a se amar de uma maneira psicologicamente saudável, não conseguimos amar ao próximo e muito menos a Deus. E não é possível estar sem esses três pilares, o amor a Deus, ao próximo e a si mesmo, em que ordem qualquer um de nós conseguir experimentar de acordo com a condição evolutiva de cada um. Porque muitos de nós entendemos o autoamor como um egoísmo. Eu e eu e eu no máximo os meus e em algum momento os outros ou os outros como suporte para nós ou para mim na primeira pessoa. Evidentemente que é sempre a ideia de uma carência visceral. Preciso que os outros me sirvam. favores, privilégios, mimos, qualquer tipo de serviço. Nós é fácil perceber no cotidiano quando somos alvo de alguma gentileza e ficamos gratos, felizes e é tão prazeroso. Resta nos perguntar se temos o mesmo prazer se quando nós realizamos uma gentileza para alguém ou se ficamos enfadados, malumorados, entediados quando é a nossa vez de servir. nos recordamos do episódio dos discípulos conversando entre si quando Jesus os mandou numa tarefa. E quando eles voltam, conversavam na estrada, na linguagem maravilhosa e poética da mentora espiritual, Amélia Rodrigues, dona Amélia Rodrigues, como uma amiga nossa fala, que eles ficavam perguntando entre si, quem é o maior entre nós? Será que é João? É Tiago? É Pedro? Quem é para Jesus o maior? E segundo a dona Amélia Rodrigues, quando eles chegam junto de Jesus, Jesus lhes pergunta como se não soubesse. Que vinha conversando pelo caminho? E eles ficaram acabrunhados, com vergonha, porque de alguma forma sabemos quando nos comportamos mal. Já temos um mínimo de conhecimento por essa longa história da cristandade e nós mais recentemente da doutrina espírita, quando a gente se comporta mal, de maneira inadequada, e por isso eles se calam. E aí Jesus responde para eles na nossa maneira simples de falar, quem quiser ser o maior no reino dos céus, que seja o servo de todos. E ele diz que não veio para ser servido,

por isso eles se calam. E aí Jesus responde para eles na nossa maneira simples de falar, quem quiser ser o maior no reino dos céus, que seja o servo de todos. E ele diz que não veio para ser servido, mas veio para servir. E que o filho do homem não tem um lugar para repousar a cabeça, que até os répteis eles têm sua cova, tem um lugar, o seu cantinho de segurança, mas o filho do homem não tem. Ele deixa claro que ele não veio para ser mimado, para ser servido, para ser bajulado. Ele veio para servir, fazer a vontade de Deus, ensinando-nos a lição maior, que é o amor. E eles ficaram bem calados, envergonhados. Mas era o ciúme, a imaturidade psicológica de tenho que sentir e ouvir do outro que eu sou amado, que eu sou amada. E mesmo assim nos sentimos inseguros. Mesmo quando o outro diz: "Eu te amo, te respeito, te aceito, como é a gente não acredita". e fica pedindo várias provas de devotamento, de abnegação, provas de amor, porque é ainda um amor psicologicamente imaturo, no máximo juvenil, como a mentora Joana de Angeles fala nesta obra já citada, amor imbatível, amor. O amor juvenil é um amor de permuta porque é imaturo. Eu dou, estou esperando alguma coisa de volta, porque o amor infantil eu só quero receber. Aí cabe nos refletir. Eu só quero receber o tempo todo meu amor ainda infantil. O amor juvenil dá, oferece amor, mas está recebendo ou desejando receber alguma contrapartida. Muitos de nós ainda amamos desta maneira, até a Deus. Se nossa vida não está tão agradável como gostaríamos, a gente fica meio que de mal com Deus. Ora, eu me comporto bem, frequento a casa religiosa, realizo tais tarefas, cidadã, cidadão, e cadê que minha vida não está toda resolvida? A saúde, o trabalho, a vida afetiva, a vida familiar, é o dar para receber, que é uma visão mercantilista, que a gente se dá o luxo de fazer isso até na relação com Deus, quanto mais com o próximo. Mas Jesus teve a oportunidade de chamar a atenção de que este amor era imaturo. Quando ele disse aos discípulos, quando

e se dá o luxo de fazer isso até na relação com Deus, quanto mais com o próximo. Mas Jesus teve a oportunidade de chamar a atenção de que este amor era imaturo. Quando ele disse aos discípulos, quando vocês fazem uma gentileza e esperam a gentileza de volta, qualquer pagão faz isso, o gentil faz isso, o samaritano faz isso, que era consider eram considerados inferiores. Os judeus consideravam inferiores como se fossem cães. não enxergavam nem como pessoas. Então Jesus usa a mesma linguagem psicológica. Mas ser gentil com quem é gentil, qualquer pessoa faz. Amar quem ele ama, qual é a novidade? O que que tem de mais amar quem te ama? Por isso que ele diz, nós temos que fazer mais. E aí ele ensina que é preciso amar os inimigos. O amor na perspectiva do Cristo é um amor que precisa se estender aos desafetos, menos que isso é pouco, qualquer pessoa faz. Isso não significa superioridade do que do cristão, católico, espírita, evangélico. Significa compromisso de responsabilidade maior de quem não teve o acesso à informação que tivemos e temos diariamente com a doutrina espírita. não significa privilégio ou condição superior do ponto de vista divino, significa maior compromisso que ele ensinou há mais de 2000 anos. Orar por quem nos persegue calunia, fazer aos homens o que gostaríamos que os homens nos fizessem, que é o padrão ouro de comportamento. Qualquer um de nós sabe disso na teoria. Mas enquanto a gente espera a gratidão, a compensação, a compreensão, ainda é o amor psicologicamente maturo, juvenil, pelo menos. Eu estou dando, mas recebo, quero receber alguma coisa e exijo. É igual aquele, aquelas mães que dizem paraos seus filhos adolescentes: "Eu perdi a noite com você nas emergências ou quando ela bebê amamentando ou cuidando de sua saúde." A adolescente diz: "Fez quis". E é verdade. Não fez porque quis. Fez porque quis. É. minimizar o próprio amor. E é isso que estamos ensinando pro adolescente. Então, amar tem que ter preço. Agora eu vou ter que pagar todas

z quis". E é verdade. Não fez porque quis. Fez porque quis. É. minimizar o próprio amor. E é isso que estamos ensinando pro adolescente. Então, amar tem que ter preço. Agora eu vou ter que pagar todas as noites em son todos os sacrifícios. É claro que a gratidão é um sentimento de nobreza, mas quando a gente cobra desta maneira para filhos, para amigos, para quem for, a gente minimiza a mesquinha, o próprio amor, porque a pessoa entende, então tem preço, então tem preço as noites insônios, os sacrifícios que se teve. É preciso que o exemplo dos mais velhos, dos adultos, mostrem paraas novas gerações a maturidade, a grandiosidade de um sentimento de gratidão uns aos outros e, acima de tudo, a Deus. Mas ensinar com exemplo, não jogando na cara que eu perdi a noite por você. Agora você tem que me amar, me respeitar, porque eu fiz tudo por você. Paguei sua escola, a roupa que você tá vestindo. Então a gente põe um preço. Já pensou se Jesus usa o mesmo argumento conosco? Como é que a gente vai pagar a Jesus tudo que ele tem feito por nós? Se a gente demarcar o tempo da criação planetária para cá, não tô nem contando antes, da criação planetária da Terra para cá, o que que a gente deve a Jesus? E o que eles esperam na forma de gratidão de nossa parte é que a gente faça essa grande corrente de amor que até os não cristãos reconhecem a necessidade imperiosa do amor sobre forma de gentileza, cortesia, tolerância, respeito, paciência, indulgência, a capacidade humana de uma relação fraterna de aceitar e de respeitar diferenças. E se a gente quer que nossos direitos sejam respeitados, cabe-nos primeiro fazer a parte que nos cabe, como um exemplo vivo de urbanidade em qualquer contexto, principalmente aqueles que não têm conduta urbanizada conosco, porque são os que mais necessitam. Não foi o que Jesus disse que ele veio pros doentes e não pros sãos, porque os sãos não precisam de médico. Só que ele é médico das almas. Quem está doente é a alma. A doença mais grave é a da alma e uma

foi o que Jesus disse que ele veio pros doentes e não pros sãos, porque os sãos não precisam de médico. Só que ele é médico das almas. Quem está doente é a alma. A doença mais grave é a da alma e uma delas é o egoísmo. Onde o egoísmo imperar não tem espaço para este amor que Jesus ensinou e viveu. Porque a lição maior de Jesus foi muito mais em atos, em comportamentos do que palavras. porque ele pouco falou e mais agiu. Esse princípio é para que a gente possa entender a necessidade imperiosa de aprender a amar como ele nos ensinou. Não, esse amor agitado, nervoso, tenso, inseguro, imaturo, possessivo, dominador, violento. É preciso que a própria política na Terra, sobri políticas e sociais, políticas de saúde, educação e outras áreas para que nos ensine a amar, porque o que eles fazem, na verdade, é estabelecer o que Moisés já tentou há muito tempo atrás, estabelecer parâmetros, diretrizes de rigor. Se se comportar mal, terá alguma forma de punição. E a gente vai prolongando esse princípio, porque na época Moisés precisou, porque era um povo nômade, era um povo pastoril e também tinha passado quatro séculos de escravidão. Era preciso a diretriz muito mais eh férrea, aquela retidão obrigada. Se roubar, perderá a mão, perderá a vida. Se matar, perderá a vida. que não tinha espaço pro amor. Era uma ideia de ética rigorosa, sem tolerância, sem perdão, sem indulgência, porque foi o que coube naquele momento. Mas nem o próprio Deus estabeleceu que deveria matar, já que um dos mandamentos é não matarás. Mas Moisés, os patriarcas, precisaram naquele contexto histórico social de estabelecer parâmetros rigorosos para ter disciplina. Mas Jesus veio depois ensinar, não é bem assim. E aí veio ensinar que Deus é justiça, mas é também amor. Por isso nos ensinou a chamá-lo de pai, que nós o chamamos até hoje. Para ensinar que Deus é justiça, sim, mas é também amor. É sobretudo amor. Mas este amor de altruísmo, de entrega, de entrega total. Para superar a fase juvenil do amor, é

que nós o chamamos até hoje. Para ensinar que Deus é justiça, sim, mas é também amor. É sobretudo amor. Mas este amor de altruísmo, de entrega, de entrega total. Para superar a fase juvenil do amor, é preciso esse exercício diário de confiança, de entrega, não é de imaturidade ou ingenuidade, porque Jesus é um exemplo de maturidade psicológica. Jesus não era tolo ou ingênuo. Ele tinha os momentos de doçura, uma postura muito maternal com os sofredores, os aflitos, como no sermão das bem-aventuranças. Mas ele também sabia ser austero no diálogo com os doutores da lei diante da mentira, da hipocrisia, sem descer no nível deles. A gente ou é piegas numa condição sentimentaloidea, ou somos duros. Quantos de nós queremos fechar o coração e dizer: "Eu não confio em mais ninguém, não vou me entregar ao amor". Quantos de nós nas relações afetivas em geral prefere trancar-se, viver relações superficiais em que não permite qualquer vinculação mais profunda com a outra pessoa, qualquer nível de relacionamento. Simplesmente não nos permitimos aprender a amar pelo medo da mentira, da infidelidade, da traição, do abandono. Mas quem aprende a amar como Jesus ensinou, sabe lidar com essas situações sem se autodestruir. Os espíritos têm dito diversas vezes: "Quando o amor que Jesus ensinou estiver vigorando em todos nós, em cada um de nós e se espalhar pelas instituições, não importa que nome possa colocar, teoria econômica, tal, teoria sociológica, não sei o quê", mas que em essência vai ser o amor. Isto vai nos curar. E aí depressão, suicídio, uma série de transtornos inevitavelmente vai desaparecer, porque as pessoas vão aprender a se amar e amar o próximo. Significa lidar com situações difíceis sem se autodestruir. Se o outro traz, se o outro abandona, seja uma mãe, um marido, uma mulher, um amigo, não se destrói, não se deprime, não se suicida inconscientemente, indiretamente ou diretamente, porque está aprendendo a se amar. Por isso, os consultórios de terapeutas, psicólogos, estão super lotados, porque

trói, não se deprime, não se suicida inconscientemente, indiretamente ou diretamente, porque está aprendendo a se amar. Por isso, os consultórios de terapeutas, psicólogos, estão super lotados, porque precisamos que alguém nos diga como nos amarmos. Se amar dito desta maneira simples, não significa alisar o próprio ego. Eu tenho seu centro de tudo, não importo com nada, nem ninguém. Então, ninguém vai me ferir. E para não me ferir, é melhor não me envolver profundamente. E nosilhamos, nos isolamos. Mas nenhum ser sobrevive sem amor. O amor é o oxigênio da alma. está nessa mesma obra, amor, imbatível, amor. Logo, na primeira ou segunda página, se não me falha a memória, o amor é o oxigênio da alma. Não dá para viver sem amor. Este amor saudável, que é o amor que Jesus nos ensinou e os espíritos nos ensinam diariamente. Então, aprender a se amar não significa não ter consciência de suas debilidades, vulnerabilidades, mas é ter compaixão consigo mesmo. Tenho tais e tais e tais e tais dificuldades através do processo de autodescobrimento que a nossa mentora querida nos tem ensinado há tantos anos. identificar seus pontos de fortaleza, seus pontos de maturidade e, claro, de vulnerabilidade também da nossa humanidade imperfeita, mas se amar, se aceitar e se trabalhar para ao identificar essas vulnerabilidades e superando-as, sem justificativa, sem desculpas, sem acusação do próximo, porque a mãe negligente, o pai repressor, a mãe superprotetora fizer Era o que podia. Não estamos desculpando ou tirando a responsabilidade de quem quer que seja, mas somos todos filhos de Deus. Se nossos pais falharam aqui ou aculará, nós também falhamos. É só nos lembrarmos da parábola do Cristo falando daqueles servos e daquele servo específico que tinha aquela dívida enorme, acho que era 10.000 talentos. A dívida era tão grande que o Senhor diz assim: "Olhe, vendam a ele". a esposa e o que ele tiver para pagar o que me deve. E ele pede misericórdia, paciência, compaixão. O Senhor se compadece dele,

s. A dívida era tão grande que o Senhor diz assim: "Olhe, vendam a ele". a esposa e o que ele tiver para pagar o que me deve. E ele pede misericórdia, paciência, compaixão. O Senhor se compadece dele, perdoa a dívida e o libera. Só que quando ele sai à rua, encontra um companheiro como ele, servo como ele. A imagem psicológica, servo como ele, ombro a ombro. Não era alguém socialmente acima dele, é alguém na mesma condição dele que devia um valor muito menor. E ele imediatamente cobrou: "Paga o que me deves". E o seu companheiro pediu: "Tenha paciência comigo, tenha compaixão, te pagarei quando eu puder". Mas ele não teve a compaixão e a paciência que o Senhor teve com ele e mandou prendê-lo para só soltar quando ele pagasse. Os outros servos foram contar para o Senhor. O Senhor chamou e disse: "Servo mau, perdoei-te a dívida toda porque me pediste, porque não se compadeceste do teu irmão, companheiro com seu? Então prendam!" Entregouos algó, e de lá só sairás quando pagares o último setil. Porque a vida é uma excelente distribuidora de bênçãos, de amor, mas de justiça também. É imaturidade nossa como imaturidade infantil, o aluno que brinca o ano todo e quer passar. Isso é postura imatura. Vimos recentemente numa propaganda de não sei, não lembro onde foi, aquele personagem Cascão e ele vai rezar de noite pedindo a Deus, por favor, me passe de ano. Aí vem uma mão bem grande que é a mão de Deus, pega ele pela pela pelo pijama, bota sentado, diz: "Vai estudar se você quer passar". Mas a gente é igual esse personagem. A gente apronta, apronta, apronta. Depois me ajude, resolva por mim. Essa é uma postura imatura. nossa, me cure, me arranje um trabalho ou resolva a minha vida afetiva. Temos que assumir a responsabilidade de nossas vidas, até porque grande parte de sofrimentos e aflições tem nossa inteira causalidade. Se não for na existência atual, é outra. Nós somos as atrizes e atores principais de nossas existências no plural. Os outros são protagonistas, como somos protagonistas das existências

ra causalidade. Se não for na existência atual, é outra. Nós somos as atrizes e atores principais de nossas existências no plural. Os outros são protagonistas, como somos protagonistas das existências das outras pessoas. o que significa assumir a responsabilidade por nossas escolhas. Aí a gente corre depois para que o médico, enfermeiro, o guru, seja quem for, resolva a nossa vida ou os psicólogos e terapeutas. Quando para amadurecermos o desafio do dia a dia, todos os desafios existenciais estão postos para isso. Não se trata apenas de apenas, entre aspas de lei de causa e efeito. É muito mais aprendizado ou reaprendizado. Não é uma vingança divina. Pague o que deve. é o exercício da da sabedoria da vida, de aprender a fazer escolhas mais maduras, de aprender a regeros, morais, seja qual for a crença, a religião, o princípio filosófico de cada um, isto vai fazer com que a nossa vida fique melhor. E cada desafio, por mais doloroso que seja, representa experiência de aprendizado. O de lá não sairás até pagares o último seitil. é uma proposta de aprendizado, não é uma cadeia no sentido de punição, de eternidade, de sofrimento ou inferno, ou seja, qual for a o pensamento filosófico de cada escola, de cada um de nós. É um desafio de aprendizado, de recomeço, de assumir consequências de nossas escolhas e começar de novo e de novo e de novo. Estamos aqui por amor de Deus, pel sua misericórdia, o seu amor, mas isso não tira nossa responsabilidade de assumirmos as consequências de nossos atos, mesmo que sejam difíceis e dolorosas. E nem aí falta misericórdia de acréscimo. Não é de mérito, é de acréscimo. Cai entre nós a própria pandemia da Covid-19, que é uma lição de amor. Foi Jesus que permitiu a misericórdia da a capacidade dos médicos, cientistas e pesquisadores de descobrir vacinas em tempo recorde para diminuir a mortalidade altíssima de sofrimentos de aflição. Não é um mérito nosso, é misericórdia divina e o nome disso é amor. A mesma misericórdia do Senhor que perdoou a dívida, mas notemos que ele

diminuir a mortalidade altíssima de sofrimentos de aflição. Não é um mérito nosso, é misericórdia divina e o nome disso é amor. A mesma misericórdia do Senhor que perdoou a dívida, mas notemos que ele ensinou pro seu servo. Você tinha que ser igualmente misericordioso. Se não aprendeu, vai aprender na cadeia. Mas a cadeia no sentido de condição de sofrimento imposta para aprender. Não é para punir, é para aprender. Quando a gente começar a pensar diferente, todas as nossas dores físicas, psicológicas, morais ou de que natureza for, a gente vai entender que é uma lição, por mais amarga que seja, mas a finalidade última é aprender, não é punir, é aprender. O servo da parábola vai pensar duas vezes antes de não perdoar uma dívida de outro companheiro dele. E é isso que se espera de nós, que ao olhar para a própria dor a gente entenda que o outro também sofre. Por isso que o parâmetro do amor ao próximo é amar a si mesmo. Se eu aprendo a me amar, eu entendo. Eu estou sofrendo isso porque eu não escolhi bem o meu parceiro, a minha parceira. Não eduquei bem meus filhos. fui negligente, fui super protetora, ou fui mãe ausente ou pai ausente. Por isso que também estou lidando com essas consequências. Uma condição coletiva de aflição tem responsabilidade de todos nós. Se há a guerra armada nesta naquela nação, se há a violência urbana, temos uma responsabilidade, porque a gente ainda vibra na faixa da mágoa, do ressentimento, da raiva e mesmo do ódio, mesmo da crueldade. O processo de autodescobrimento que os espíritos nos ensinam significa ter a coragem de olhar para si e admitir, eu ainda tenho momentos de crueldade, de mau humor, de ressentimento, de mágoa, mas não se deprimir por isso, identificar esses essas características de nossa imperfeição para se superar, para se trabalhar na tão propalada reforma íntima, para que a gente entenda e viva o amor a Deus sobre todas as coisas. exercitando o auto amor e amor amor ao próximo. Porque se somos intolerantes conosco, se não nos perdoamos, se não

reforma íntima, para que a gente entenda e viva o amor a Deus sobre todas as coisas. exercitando o auto amor e amor amor ao próximo. Porque se somos intolerantes conosco, se não nos perdoamos, se não nos damos nova oportunidade de recomeço, não fui bem naquele relacionamento, fui preconceituosa, fui intolerante, fui rígida, fui inflexível, reaprender as mesmas lições de compaixão, de misericórdia, de bondade, que são expressões do amor. Justiça, sim, disciplina sim, mas sempre com compaixão, com misericórdia, com tolerância, com respeito, para que a gente tenha uma relação mais fraterna e a gente colabore efetivamente na construção da era nova e não deixar que os superheróis, entre aspas, venham apóstolos do passado, espíritos de auxío, de onde vier, o trabalho não é deles, é nosso. Nós é que tornamos essa condição de sofrimento de um mundo carente de amor. Precisa começar por nós mesmos, um a um. Não esperar que o outro ame, mas que nós, o que nós podemos fazer no cotidiano de nossas vidas, começando em casa, se estendendo pelo ambiente de trabalho, escola, pelos grupos sociais onde nos movimentamos, para que cada migalinha de amor que a gente experimente ajude a fazer esse mundo melhor. É isso que Jesus e os bons espíritos esperam de nós. Esse processo de aprendizado de amor é experimental, não é só teórico quando a gente faz o evangelho no lar ou numa reunião doutrinária ou num curso de espiritismo ou de qualquer outra religião, doutrina ou seita. É algo vivencial, porque foi isso que Jesus ensinou. Não é, não há necessidade de uma condição cultural ou intelectual de grande porte para aprender a amar. E a ideia do amor a Deus, que nos parece abstrata, teórica, que a gente faz juntando as mãozinhas, outros de joelho, outros de outra maneira, é muito mais vivencial na relação do cotidiano. A gente ama a Deus quando respeita a natureza, quando ama as plantas, os animais, quando protege a água, o ar, quando vamos aprendendo as lições da dos ecologistas de como preservar natureza.

tidiano. A gente ama a Deus quando respeita a natureza, quando ama as plantas, os animais, quando protege a água, o ar, quando vamos aprendendo as lições da dos ecologistas de como preservar natureza. Isso, amar a Deus. Quando a gente se ocupa de cuidados daqueles que estão abandonados, aflitos, quando a gente empresta nossos dois ouvidos para escutar a dor do outro e escutar muito mais com o coração do que só com a razão. Quando a gente se torna pequeninos instrumentos de conforto, de consolação para alguém, instrumentos dos próprios bons espíritos, é tão constrangedor a gente ouvir o depoimento do espírito Bezerra de Menezes, quando ele já diz que encontra às vezes essa parceria melhor entre não cristãos e não espíritas, é para fazer vergonha uma coisa dessa. Nós temos o dever de estarmos disponíveis, de sermos o samaritano. As parábolas de Jesus é para funcionarem como símbolos de aprendizado, pra gente tentar fazer isso na medida de cada um de nós, para que o evangelho ganhe cor e vida em nossas vidas pessoais e depois coletivas. Porque como dizem os bons espíritos e particularmente a nossa querida mentora Joana de Angeles, quando a gente começa a aprender a se amar e vai estendendo esse amor ao próximo, na mesma medida, vamos nos descobrir superiormente amando a Deus. Muita paz, meus irmãos. Muito obrigado, Fernanda, pela palestra, pelos lembretes e orientações a respeito da vivência de Jesus e o exemplo dele para todos nós. Vamos agora então nos preparar para o encerramento da nossa reunião e eu vou convidar os médiuns passcistas da casa para se colocarem ao longo dos corredores na aplicação dos passes coletivos. Senhor e Mestre Jesus, nosso divino amigo, na obra da benfeitora Joana de Angeles, Amor, imbatível, amor, há uma análise profunda a respeito dos exemplos que nos legastes a respeito do amor. Ainda estamos nos pródromos, Senhor, deste amor, mais próximos dos instintos e das emoções inferiores do que o sentimento nobre que deve nos movimentar no amor a si próprio e no amor ao

peito do amor. Ainda estamos nos pródromos, Senhor, deste amor, mais próximos dos instintos e das emoções inferiores do que o sentimento nobre que deve nos movimentar no amor a si próprio e no amor ao próximo. Nosso longo caminho é em direção a Deus. E neste caminho que és através de ti, nós desejamos que através dos vossos ensinos do Evangelho, possamos exercitar o nosso amor pessoal e o amor ao próximo. Neste momento, todos nós aqui presentes, em especial os médiuns passistas, que se predispõe à irradiação da energia oriunda do próprio ser para mesclada ao fluido cósmico universal, proveniente dos bons espíritos manipulado por eles, possam se converter numa energia positiva, absorvida para por cada um que se predisponha a absorver as energias do mundo espiritual. Abençoa, pois, Senhor, este esforço. Inuda o nosso coração com a vossa sabedoria, com a vossa vontade, para que possamos conduzir de forma amorosa esses fluidos especiais do mundo espiritual. Aproveitamos nas rogativas que também o nosso irmão Divaldo Franco possa receber os bons fluidos aqui originados para sua recuperação física. Abençoa-nos, pois, abençoa os nomes que colocamos sobre a mesa de entrada desse cenáculo. Sobre ele, Senhor, a vossa misericórdia de acréscimo. A água transforma num fluido medicamentoso que ao sorvê-la possamos sentir os benefícios para o corpo físico e o corpo espiritual. Dentro em pouco retornaremos ao lar. Conduze-nos em paz, levando a mensagem, a semente do amor para os nossos lares, para os nossos amigos, companheiros, nossa família. A ele, Senhor, a irradiação do vosso psiquismo caindo sobre a terra nessa época tão especial do Natal. Abençoa-nos, ser conosco hoje e por todo sempre e que assim seja. Está encerrada a nossa reunião. Muito obrigado pela presença de todos.

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