Estudo da Obra – Loucura e Obsessão | T7:E15 – Cap. 8: A Grandeza da Renúncia – Parte 1

Mansão do Caminho 02/11/2025 (há 5 meses) 1:01:39 1,199 visualizações

Na primeira parte do Capítulo 8 de Loucura e Obsessão, de Manoel Philomeno de Miranda (psicografado por Divaldo Franco), o Grupo de Estudos Suely Caldas Schubert reflete sobre o valor espiritual da renúncia, destacando-a como virtude essencial no processo de libertação do ego e de sublimação dos sentimentos. O estudo ressalta que a verdadeira grandeza se manifesta na capacidade de servir, compreender e amar, mesmo em meio às provas. 📖 Obra: Loucura e Obsessão – Manoel Philomeno de Miranda / psicografia de Divaldo Franco 👥 Host: Andreia Marshall Netto 📝 Resumo: Vânia Maria de Souza 🔎 Aprofundamentos: Lusiane Bahia 📅 Domingos, às 18h30 📺 TV Mansão do Caminho (YouTube) #LoucuraEObsessao #AGrandezaDaRenúncia #EstudoDaObra #PhilomenoDeMiranda #DivaldoFranco #Espiritismo #VirtudesCristãs #ReformaÍntima #GrupoDeEstudosSuelyCaldasSchubert #TVMansãoDoCaminho *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

Olá, caros amigos, caras amigas. Bem-vindos a este estudo de hoje que é do capítulo oito dessa magnífica obra Loucura e Obsessão. Como a gente é de costume, nós fazemos uma prece inicial antes de passar a palavra paraas nossas queridas irmãs. E de fato, como a gente vê alguns comentários, este capítulo é de fato emocionante, ele é maravilhoso e somente podemos agradecer nesse momento por termos os benfeitores do mais alto que se encarregaram de trazer essa obra maravilhosa através das mãos do nosso saudoso de para que nós pudéssemos aprender um pouquinho mais sobre a realidade do nosso espírito imortal. A nossa jornada que é sempre aberta para que nós possamos corrigir os equívocos do passado, olhando paraa frente, tendo em vista o sol que brilha no mais alto, simbolismo do nosso mestre amado nos aguardando para que através dos nossos esforços nós possamos dar passos mais largos rumo a ele, à plenitude do nosso ser. Abençoe, Senhor Jesus, os lares de todos que nos acompanham, os nossos lares, dos nossos amores, dos dois lados da vida e fique conosco hoje e sempre. Agradecemos também ao benfeitor Manuel Filomeno de Miranda pelo trabalho incansável que ainda tem de trazer para nós essas realidades para que nós possamos triunfar mais rápido. Obrigada, Mestre Jesus, por ter-nos escolhido para ser parte de da da de suas ovelhas, por ser o nosso pastor, por estar conosco todos os dias, desde bem antes. Graças a Deus. Bom, como nós falávamos, hoje o resumo vai ser feito pela Vânia e os aprofundamentos logo depois pela nossa querida Luziane. Vou passar então a palavra para a Vânia e nós possamos acompanhar com ela o trabalho desta noite. >> Vamos lá. Então, Manuel Filomeno de Miranda esclarece logo no começo que naquele recinto onde eles trabalhavam, onde havia escassez de conhecimentos, sobressaía a ação da bondade. E logo que terminaram os labores espirituais da casa, o Dr. Bezerra apresentou o Filomeno de Miranda a mentora, a irmã emerenciana. Então ele disse a ela: "O irmão Miranda

obressaía a ação da bondade. E logo que terminaram os labores espirituais da casa, o Dr. Bezerra apresentou o Filomeno de Miranda a mentora, a irmã emerenciana. Então ele disse a ela: "O irmão Miranda vem a esta casa a convite nosso, acompanhando o caso de Cargos, cuja mãezinha foi bondosamente atendida pela cara irmã. Quando as circunstâncias permitirem, pedimos à nobre amiga que lhe elucidasse a razão pela qual se apresenta neste recinto com as características dos ancestrais africanos. Então aqui é interessante, meus irmãos, a gente voltar um pouquinho lá no capítulo dois, quando Filomeno escreve pra gente: "A entidade que incorporava o médium fora mulher na última existência. E apesar da aparência que poderosa autoideoplastia lhe modelava, era-me possível perceber que se tratava de uma pessoa procedente da raça branca, ou seja, ela veio da Europa, mas ela se apresentava com as características dos ancestrais africanos aqui nesse recinto. Então, a gentil senhora, que parecia haver de se encarnado na faixa dos 50 anos de idade, concordou de imediato em contar. E ela então diz assim: "Iniciemos no século X7 na Europa, especialmente na gloriosa Dinamarca luterana, no auge da guerra dos 30 anos. As lutas que se travavam dois anos, que se travaram dois anos antes, foram sangrentas e impiedosas, ceifando as vidas de quantos aparentemente mantinham as crenças ancestrais a Odim, que é a mais importante das divindades mitológicas, nórdica ou escandinava. Nossas tropas eram temidas pela impiedade e espalhavam o horror, havendo antes subjugados os povos vizinhos. A benfeitora emerenciana contou então que era viúva de guerra e usufruía as extravagâncias da nobreza. Ela era nobre e estimulou seu único filho de 20 anos, a vingar a morte do pai, abatido em batalha em glória, defendendo a pátria ameaçada. Orgulhoso de sua raça e dos ancestrais, o seu filho Valdemar partiu para o campo de confrontos, onde ele tombou prisioneiro e foi vilmente assassinado. Firmada a paz em Libec em 1629,

pátria ameaçada. Orgulhoso de sua raça e dos ancestrais, o seu filho Valdemar partiu para o campo de confrontos, onde ele tombou prisioneiro e foi vilmente assassinado. Firmada a paz em Libec em 1629, hoje uma cidade histórica do norte da Alemanha, os ódios permaneceram em feridas abertas e anos depois, após cometer arbitrariedades indignas da sua condição de mulher, ela desencarnou, sendo amparada pelo esposo digno que já havia tomado conhecimento da realidade espiritual. Em seguida, buscaram juntos o filho amado, que enlouqueceu de dor e de revolta com outras vítimas da insensatez guerreira. Prossegue então emerenciana. Foram gastos vários decênios para trazer para a paz o filho querido Valdemar. informados da necessidade da reencarnação e dos perigos de renascer na antiga pátria, em razão das contínuas guerras de anexação e de separação dos povos e das províncias, foi-nos acenada, diz ela, a oportunidade de recomeçar em terras africanas, na África sofrida, onde a escravidão nos serviria de educandário moral, libertando-nos dos vãos orgulhos de raça, tradição, cultura e poder. Aceitamos a oferenda tomados por esperança de futura felicidade. Desse modo, mergulhamos nas sombras do corpo. Primeiramente veio o meu esposo e eu lhe segui a posse, a fim de nos prepararmos para receber o Filho e guiá-lo com a lição de obediência sob a luz do amor. Fomos conduzidos ao reino de Iorubá, cuja cultura sócioantropológica era mais adiantada do que a de outros povos daquelas costas africanas. Estava, porém, escrito no livro dos nossos destinos que a aprendizagem seria longa, difícil e mais dolorosa do que pensávamos. Ainda jovens, fomos apanhados por caçadores de negros que venceram a nossa nação, surpreendida e sem defesa, e fomos enviados num navio negreiro para o Brasil. e vendidos nas terras bonançosas da Bahia, onde aportamos a fim de iniciar a era da nossa restauração espiritual. Surgia o século XVII, quando nos unimos, o companheiro e eu, na cenzala da fazenda, sob o culto dos antepassados da

sas da Bahia, onde aportamos a fim de iniciar a era da nossa restauração espiritual. Surgia o século XVII, quando nos unimos, o companheiro e eu, na cenzala da fazenda, sob o culto dos antepassados da raça que nos vestia a alma para darmos prosseguimento aos processos redentores. Posteriormente nasceu o ser anelado sob estigma de grande deformação decorrente dos exageros perpetrados na guerra antes de ser prisioneiro. Emerenciana explicou que os escravos portadores de mutilações ou impedimentos para o trabalho eram mortos sem qualquer consideração. ato que não se deu com o seu filho, embora ele tivesse experimentado desde cedo a zombaria geral. O filho Valdemar, por não haver superado as reminiscências do antigo poder, amargava o cativeiro e a limitação sob odienta revolta. Foi assim que, aos 20 anos, por motivo insignificante, rebelou-se contra o feitor, agredindo-o e vindo a pagar com a própria vida no tronco, depois de sofrer chibatadas que lhe dceraram as carnes. Vimos nosso filho morrer à míngua a cada minuto, ao sol aberto em chagas. O pobre estorsegava na agonia, clamando por vingança, já que não havia no mundo justiça em favor dos desgraçados. Naquela época, esclareceu ela, nas tradições dos iorubás, o culto aos mortos e as deidades eternas era natural. E nos acostumamos, encontrando neste culto consolo para a desdita e esperança para o desalento. Conta ela que, por intermédio dos benfeitores da tradição eubá, souberam que o filho desnorteado se encontrava sob a tutela dos chamados encantados na área do mal. E ela diz: "Preparavam meu filho Valdemar para a vingança organizada que se tramava nas regiões em que se omiziavam. Redobramos as oferendas a esses seres mais impiedosos, que se supunham criados eternamente para o mal, a fim de que liberassem o infeliz, sem que viéssemos conseguir qualquer resultado positivo. Os anos se dobraram, lentos e carregados das mais penosas angústias. quando foi separada do esposo para acompanhar uma das cinhazinhas que se casou e passei a

os conseguir qualquer resultado positivo. Os anos se dobraram, lentos e carregados das mais penosas angústias. quando foi separada do esposo para acompanhar uma das cinhazinhas que se casou e passei a residir em Pernambuco, para onde nos transferimos, continuando a servi-la, a atender os seus filhinhos que foram chegando neles, amando os amores que me haviam sido arrancados da alma. Quando os crepes da morte me envolveram o corpo, eu havia aprendido um pouco a respeito do dever antes que do prazer e sobre também sobre a afetividade sem amarras caprichosas do egoísmo. Vencesla, o esposo, retornou antes, sem que eu soubesse que ele estava na Bahia, né? e novamente aguardou-me. Então, novamente na pátria espiritual, emerencian e vencesla puseram-se à busca do filho desavisado e enlouquecido. Retornamos ao prosênio terrestre. Encarnaram nós dois, ela e o esposo, elegendo a submissão escrava, novamente, espontaneamente, de modo a auxiliar o filho, que voltaria a reencarnar por impositivo provacional compulsório. O filho então reencarna novamente como filho do casal. Emerenciane explicou que enquanto a resignação amparou o casal, purificando-lhe os sentimentos, o mesmo não aconteceu com o filho amado Valdemar, identificado com as forças malfejas e por elas telecomandado, a ponto de tornar-se um rebelde instigador da formação de um quilombo. Não para refúgio, mas para vinganças e arbitrariedades mais ferozes do que as que pretendia combater. Submisso a esses seres espirituais do mais baixo teor vibratório, ela continua relatando: "Ele retornou aos instintos primários, atingindo índices surpreendentes de selvageria. abatido, anos mais tarde, caiu nos abismos da sombra e degradação espiritual inimagináveis à quais se vinculava. Novamente a roda da vida nos recambiou à espiritualidade e demo-nos conta que só um ato nosso, del do esposo, de amor extremo, feito de renúncia total, poderia ajudar o filho consumido pelo ódio. já havia se espalhado em grande número pelo Brasil e também por pessoas de

nta que só um ato nosso, del do esposo, de amor extremo, feito de renúncia total, poderia ajudar o filho consumido pelo ódio. já havia se espalhado em grande número pelo Brasil e também por pessoas de epidmia branca, os cultos fetichistas e outros, mantendo-se intercâmbio vigoroso com os desencarnados, embora as luzes do consolador espiritismo já houvessem alcançado as mentes brasileiras verdadeiras multidões em razão do ataviso. decorrente da prática de outro credo religioso, logravam mais identificação com a seitas e cultos do sincretismo afro-brasileiro, nos quais haam forças para as lutas, a fé e para a vida. Apesar de proliferarem também as seitas afeiçoadas ao mal, cultivadoras da vingança, outras, entretanto, se dedicavam ao bem, à ordem, ao amor, à caridade, utilizando-se de práticas equivalentes, embora de conteúdos diferentes. emerenciana que se encontram no mundo espiritual muitos irmãos infelizes assumindo personificações mitológicas ridículas por autohipnose, fazendo-se conhecer por exus e outras designações. Uns em largo número creem-se seres de exceção na ordem universal. por efeito de autossugestão demorada desde a vida terrestre. Outros são vitimados por zoantropia de diferentes procedências. E por fim, aos que reconstruíram ideoplasticamente, incorporando os deus vos poderes mentirosos que atribuem a si mesmos, seja como orixás na eterna ação protetora da natureza e dos homens, seja como na de Exus, supostamente criados para o mal e dotados de força para tal execução. O querido filho Valdemar, caindo sempre e intoxicando-se de vibrações deletérias, perdeu-se por algum tempo, sendo recolhido pelos anteriores comparsas que o hipnotizaram e o adestraram em técnicas de obsessão, de vampirismo, de exploração de outros espíritos, assim como e principalmente dos encarnados. Tomou desse modo a personificação parasitária de uma deidade maléfica que se auto intitulou Exu, com especialidade de ação em determinado campo de sua preferência. impôs-se a postura de dominador,

os. Tomou desse modo a personificação parasitária de uma deidade maléfica que se auto intitulou Exu, com especialidade de ação em determinado campo de sua preferência. impôs-se a postura de dominador, conforme acontece com outros da mesma vibração, e submeteu mentes ignorantes e primitivas à sua governanças espiritual, recebendo homenagens e oferendas com que se comprazia e se nutria. prossegue a benfeitura, explicando, seguindo um exemplo de outras mães, cujos filhos se empederniram na impiedade e se aliaram às forças do mal, ofereci-me para trabalhar nesta área, atuando em favor do bem e do esclarecimento das criaturas. E já se vão alguns decênios dedicados a este mistério. Esclareceu ainda a benfeitora, atendendo aqueles que padeciam do meu filho a exploração psíquica, a sobrevivência moral e a perseguição tenaz. Ele veio para um confronto de forças que recusei prosseguindo no bem. enquanto ele se exasperava, impossibilidade de erguer barreiras ao serviço que lhe tomava as vítimas, lenta, mas vigorosamente, passou a vir ao lugar onde iniciei o ministério e depois a esta casa, engendrando os mais covardes expedientes para bloquear-nos o trabalho sem que lograsse os resultados que ele desejava. Impossibilitado de alcançar-me, pôs cerco rude ao médium, que advertido, resistiu pacificamente, terminando por ameaçar a invadir o nosso núcleo e conduzir à loucura os seus medos. Ah, chegou a oportunidade porque eu anelava. Vencesla, o marido, havia retornado à terra e o acompanhávamos com enternecimento, a fim de um dia serlhe encaminhado o filho, hoje em circunstância diferente. Assim, aceitamos o desafio do desespero e o enfrentamos com o seu bando indolente e infeliz. Meu pobre filho, vendo-me a sós e com Jesus no coração, zombou e se constrangeu, intentando uma pugna de vibrações maléficas que não me alcançavam, pois os sentimentos de mãe extravazavam do meu ser e arrebentaram-lhe as fixações do mal, fazendo-o render-se à esperança de paz e ao fruto de renovação. A debandada dos sequas foi estreptosa e

çavam, pois os sentimentos de mãe extravazavam do meu ser e arrebentaram-lhe as fixações do mal, fazendo-o render-se à esperança de paz e ao fruto de renovação. A debandada dos sequas foi estreptosa e desordenada. O amor recolheu-o e o internou na colônia de onde procedemos, fazendo-lhe o tratamento por mais de três lustros. Mais de 15 anos ele fica nesta colônia. Hoje o filhinho reencarnou com deficiência mental junto ao antigo genitor aflito, que o traz aqui por inspiração nossa e lhes seguimos os passos a fim de continuar na terapia da reabilitação. Fez uma ligeira pausa e arrematou, concluindo o objetivo primeiro a que me dedicava. Eu estava agora afeiçoada ao ministério. Apesar de ter licença para atuar noutro tipo de atividade, é por gratidão as reencarnações nas quais adquiri a compreensão da vida, lições de humildade, de abnegação e que eu pude recolher as bênçãos que a misericórdia de Deus me concedeu. que por fim é em reconhecimento pelo resgate do meu filho, que venho permanecendo por espontânea eleição no mesmo labor junto aos mais carentes e mais aflitos. É, portanto, o amor pelos sofredores em forma de gratidão que me mantém neste trabalho, ensejando-me no anonimato, na humildade e na caridade, sem alarde, para humilhar a senda da evolução por onde todos seguimos. Aí tem, amigo Miranda, uma síntese da experiência que eu tenho vivido nos últimos 400 anos com aqueles afetos mais próximos do meu coração. Muito obrigada pela atenção. Está aí, Andreia querida. >> Que resumo maravilhoso, Vânia. Muito, muito obrigada. Com certeza. Se alguém não leu esse capítulo, teve o gostinho de querer ler, porque maravilhoso, maravilhoso o seu resumo, deixou realmente a vontade de reler e mergulhar nessa história tão tão tocante. Muito obrigada mesmo, Vania, pela tua contribuição. Nós vamos passar a palavra pra nossa Lu, nossa Luziane, que vai fazer agora o aprofundamento do capítulo. A palavra é sua, Lu. >> Gratidão, Andreia. Gratidão, querida Vânia, ouvindo a Vânia num resumo tão

vamos passar a palavra pra nossa Lu, nossa Luziane, que vai fazer agora o aprofundamento do capítulo. A palavra é sua, Lu. >> Gratidão, Andreia. Gratidão, querida Vânia, ouvindo a Vânia num resumo tão bem construído. Nós ficamos emocionados revisitando o capítulo porque a forma como ela nos traz conduzem destaques a pontos que são essenciais e não ficou nada de fora em todas as suas observações. E pela narrativa da Vânia, pelo resumo que ela nos fez, a gente consegue perceber que o título desse capítulo, que é a grandeza da renúncia, ele poderia se chamar o amor incondicional, ele poderia se chamar a gratidão por excelência, porque quando o envolvimento é a entrega absoluta do ser em prol da evolução e do crescimento, do resgate e da superação de alguém que muito nós amamos. Há uma confluência de características e há uma conjugação de muitas e muitas frentes de ações, de sentimentos e faz com que nós nos emocionemos profundamente. sem dúvida alguma, por ainda não conseguirmos lidar diante das situações da vida que às vezes são tão desafiadoras e não conseguimos apresentar tamanha renúncia, tamanho amor e tamanha gratidão. É um capítulo reflexivo que fica no nosso coração para que a gente consiga construir em nós uma efetividade acerca do evangelho e dessa doutrina maravilhosa que console e liberta. Nós gostaríos de fazer alguns destaques nessa primeira parte da abordagem desse capítulo, porque no outro estudo da próxima semana há haverá construidade dessa segunda parte. Mas na primeira parte, quando Manuel Flamengo de Miranda, logo no primeiro parágrafo, ele fala a respeito da do senso de observação, essa acuidade que nós podemos ter acerca da vida de relação. A vida é recheada de experiências valiosas, grandiosas, e que se nós tivermos olhos de ver, ouvidos para escutarmos, seremos grandes aprendizes da sabedoria da vida. E esse primeiro parágrafo me lembrou uma informação, um compartilhamento de lição da espírita espanhola Amália Domingo Soler no prefácio do livro Contos Espíritas, em

aprendizes da sabedoria da vida. E esse primeiro parágrafo me lembrou uma informação, um compartilhamento de lição da espírita espanhola Amália Domingo Soler no prefácio do livro Contos Espíritas, em que ela afirma que amante dos livros, encantada pelas letras, ela aprendeu a ler nas marcas, nas rugas, nas cicatrizes, nos estigmas dos seres humanos. Ela aprendeu a ler as suas histórias e retirar dali profundas lições para as suas vidas. Então, esse primeiro destaque do benfeitor muito me sinalizou a importância de nós prestarmos a atenção na na vida daqueles que estão ao nosso redor, não para que sejamos fiscais das suas vidas, mas mas para que com eles aprendamos e percebamos que a vida é um grande livro, onde a conjugação dos nossos pensamentos, das nossas decisões vão trajar personagens, histórias no livro da vida e termos a oportunidade de aprendermos com o outro é um exercício de humildade, é um exercício de atenção, de não estarmos indiferentes ao que podemos colher do outro. É um exercício de que todos, todos podem nos ser campos de instrução e de crescimento. Em seguida, o benfeitor vai falar sobre o maior dos sentimentos. Vejamos que ele faz essa introdução para as grandes lições que nós vamos ter no capítulo. Ele nos chama atenção da atenção, da observação, mas fala do maior dos sentimentos que é o amor. Já deixando claro que se não tem a presença do amor, esses feitos grandiosos e vejamos que foram 400 anos de insistência, de perseverança, de começo, de recomeço, de retorno, de busca, de tentativa, de êxito, e sem desistir, somente o amor pode nos respaldar. Ele faz esse destaque para nos mostrar também que todas aquelas pessoas que estavam vindo serem atendidas pelo médium e estavam sendo recebidas pela mentora. E cada uma daquelas histórias mostravam, em verdade a grande lição da lei de causa e efeito, destacando também nessa introdução o benfeitor, o nosso cuidado de observarmos as nossas ações, porque são elas as únicas, minhas irmãs, meus irmãos, que são as causas para as nossas

e causa e efeito, destacando também nessa introdução o benfeitor, o nosso cuidado de observarmos as nossas ações, porque são elas as únicas, minhas irmãs, meus irmãos, que são as causas para as nossas aflições. E como sabemos disso? Como isso é reiterado, nós cansamos de dizer que nada nos acontece por acaso, que toda ação tem uma reação, que toda causa tem um efeito e que as coisas que vivenciamos nada mais são do que originárias das nossas próprias decisões, vindas das nossas incúrias, das nossas imprevidências, mas também dos nossos pálidos momentos de acerto, quando estes efeitos são mais sólidos dentro dos sentimentos e da e da grandiosidade das emanções. Mas o destaque que o benfeitor faz é para termos cuidado. Ele faz essa introdução para que dilatemos os nossos sensores e que percebamos que a jornada por onde vamos enveredar neste capítulo oitavo deve ser cuidadosamente, meticulosamente, como foi o resumo da Vânia, observado por nós, porque cada trechinho tem uma lição preciosa. E ele vai nos mostrando também, ainda no contexto introdutório, que de nada adianta intelectualizarmos o nosso contexto de aprendizado, buscarmos instruções se não vivemos aquilo que conhecemos teoricamente na vida prática. E ele sinaliza a importância dessa casa, dizendo que quanto tantas outras apresentam conhecimento, é essa casa que apresenta a essência da bondade. Ou seja, se traz a essência, traz a simplicidade. E a benfeitora em em momentos mais posteriores, a mentora em momentos posteriores vai dizer: "É assim que a gente segue de forma simples e dessa forma direta, diretamente atendendo ao que o evangelho nos pede. O conhecimento é importante, de suma importância. está lá no progresso intelectual, como dizem os bons espíritos no livro dos espíritos, ensinando-nos que o progresso intelectual abre campo para a asa imprescindível da moralidade, mas não podemos ficar unicamente no conhecimento. A sabedoria e destaca o benfeitor, ela só vai fazer sentido quando nós sabemos manejar na prática

abre campo para a asa imprescindível da moralidade, mas não podemos ficar unicamente no conhecimento. A sabedoria e destaca o benfeitor, ela só vai fazer sentido quando nós sabemos manejar na prática aquilo que conhecemos teoricamente. Porque se assim não fazemos, meus irmãos e minhas irmãs, nós não somos sábios. Então, em verdade não conhecemos o conteúdo. Se conhecemos, teoricamente, não vivemos na prática, não conhecemos. São aquelas situações em que sabemos que muitas coisas nos fazem mal. Nós sabemos teoricamente, instrutivamente, mas continuamos agindo no mesmo sentido daquelas coisas que não vão nos fazer bem. E aí ele vai desenvolvendo esse ponto da sabedoria, dizendo na necessidade de vivenciarmos tudo isso. Há aqui o grande aspecto de do benfeitor Bezerra de Menezes esclarecer essa vontade de Manuel Filoso de Miranda escrever. É tão lindo a gente perceber que ele vai fazendo as anotações, vai percebendo, ele tem vontade de perguntar algumas coisas, mas ele vai sendo envolvido e respeita todo aquele momento onde ele vai sorver lições, porque nada mais era este livro do que um amalgam de experiências espirituais de quanto encarnados e de quando também desencarnados, para nos mostrar que a vida é uma única realidade. Ela se apresenta em multiplicidade de existências, mas a nossa história vai seguindo a continuidade que a imortalidade nos é a realidade, para que a gente consiga constatar dentro dessa imortalidade o aprendizado imprescindível que temos de fazer. E ele vai desenvolvendo e a mentora vai trazendo as suas lições. A emerenciana vai nos descrevendo como foi que aconteceu essa vinculação dela com a casa. E é muito interessante percebermos isso, porque quando chegamos numa casa religiosa, nós não tenhamos dúvida e não temos dúvida alguma, de que aquela casa abriga mentores, guias, responsáveis pelo trabalho, aqueles que são talvez os pioneiros no plano material e que desencarnaram e que dão continuidade, mas para além deles, outros que estão no plano espiritual e por diversos motivos

sáveis pelo trabalho, aqueles que são talvez os pioneiros no plano material e que desencarnaram e que dão continuidade, mas para além deles, outros que estão no plano espiritual e por diversos motivos vão se vinculando à história da casa. E vermos este prisma de vinculação é um vínculo onde inicialmente tem um interesse pessoal, mas que solidifica-se na gratidão e no aprendizado de aprofundar em si a ideia do servir, do doar, do desprender-se. Então ela relata que tudo isso começa lá atrás na guerra dos 30 anos, uma guerra que tem muitas facetas, muitos capítulos de 1618 a 1648 e traz muitas evidências, dentre elas evidências religiosas. E aí a gente vê que é um exemplo esses interesses misturados entre terras, entre poder, questões financeiras, eh, e esses aspectos religiosos, como o nome de Deus ao longo da história vai ser utilizado em vão. Não utilizeis em vão o nome de Deus. E a gente quando é criança pensa assim: "Ah, porque a gente não pode falar Deus para tudo, né? A gente não vai chamar Deus em todas as circunstâncias". Utilizar em vão o nome de Deus é não honrar a lei de Deus sob a qual nós estamos jungidos. É conhecer a lei de Deus e falsearmos nas nossas ações a lei de Deus. é entendermos que não devemos fazer determinadas coisas e mesmo assim agredirmos esta lei. Isto é, utilizar o nome de Deus em vão, porque temos o conhecimento, porque temos a percepção intelectiva, a instrução de que aqueles aspectos já fazem parte da nossa consciência, que não são aspectos bons. E insistirmos habitualmente naqueles processos, isso sim é utilizar o nome de Deus em vão. Então essa prática aqui de guerrear, utilizando mecanismos, porque guerreavam protestantes em face de católicos, esse Deus Odim, que as pessoas que cultuavam-no também, essas pessoas foram agredidas porque não seguiam aquela vertente religiosa, ou seja, estavam guerreando sob uma façanha, sob uma aparência de discussões religiosas, apresentando morte mortes, guerras, assassinatos, mas também encobrindo outros interesses.

vertente religiosa, ou seja, estavam guerreando sob uma façanha, sob uma aparência de discussões religiosas, apresentando morte mortes, guerras, assassinatos, mas também encobrindo outros interesses. Porque se efetivamente o interesse fosse religioso, não haveria guerra e sim em paz. Mas também há um ponto aqui crucial quando ela começa sua narrativa, porque ela diz ser uma viúva de guerra, ou seja, seu esposo tinha sucumbido na guerra. Mas esse ato em que ela encaminha o único filho à guerra é o ponto, minhas irmãs, meus irmãos, que vai desenvolver e vai emaranhá-los por 400 anos. E isso é importante, percebamos, nós temos atitudes que são extremamente sérias, mas que a pressa, a imprevidência, a invigilância, a ausência de oração, a ausência de atenção, faz com que ajamos de forma equivocada e nos emaranhamos numa roda de sansara que não traz de forma alguma a eternidade, mas nos conduz a tantos sofrimentos. E como o tempo traz a relatividade daquilo no que estamos inseridos, parece-nos que estarmos envolvidos numa sequência dolorosa de situações traz-nos a ideia de uma eternidade, traz uma ideia de inferno, como lá diz o codificador na primeira parte de O céu inferno, quando nos descreve a condição infernal, que sabemos que é condição de consciência, mas vivermos a repetição de circunstâncias dolorosas faz-nos imaginar que há uma penalidade eterna e que aquilo vai se perpetuar tanto e que não teremos condições de suportar. Mas quando volvemos às causas, identificamos em muitos contextos a gênese nas nossas paixões, no orgulho, no egoísmo e que ali também revestido pelos seus filhos a vaidade, o ciúme, a inveja, condições pequenas que ainda, infelizmente, abrigamos no coração. É bem verdade que de uma forma bem diminuta imaginamos nós comparados com o nosso passado, mas abrigarmos isso em nós faz com que muitos pontos nossos não sejam genuínos. Porque aquela lição do evangelho de que quando elevarmos o pensamento em oração ao Pai, o coração deve estar puro, mas

, mas abrigarmos isso em nós faz com que muitos pontos nossos não sejam genuínos. Porque aquela lição do evangelho de que quando elevarmos o pensamento em oração ao Pai, o coração deve estar puro, mas ainda não se apresenta puro, minhas irmãs, meus irmãos, porque recalcitramos nessas paixões que nos conduzem a arrastamentos do passado, ainda vivenciando esses comportamentos de outrora. Aqui é um momento de revolta, de indignação, um momento de patriotismo, um momento de vaidade que faz com que ela queira ir a desforra em nome da sua pátria, em nome da sua honra, em nome do seu esposo, entregando o seu filho à guerra. acontece que se tratava de um espírito de fragilidade no campo da moralidade. Tanto assim é que vai vivenciar em sucessivas experiências a dificuldade de compreender e vai enveredar-se num campo da guerra apresentando crueldade. Porque segundo o livro dos espíritos, a guerra em e e as pessoas que estão no campo de batalha não precisam adotar a crueldade, porque muitos estão no cumprimento de um dever, é o atendimento de um ofício. E isso vai sendo compreendida pela lei divina que está escrita na consciência e trazendo atenuantes sob perspectivas de julgamentos da própria consciência em relação aos feitos próprios. acontece que ele não age no cumprimento de um dever. Ele vai incrementando para a sua situação aspectos ruins, porque ele traz crueldade, ele compromete-se no campo de batalha. E quem o induziu a essa experiência? Quem provocou essa experiência? é diferente se ele tivesse sido convocado, se tivesse sido algo que o arrastamento das condições legais no contexto fizesse com que aquela senhora inevitavelmente entregasse o seu filho no cálco de batalha, mas ela o faz por motivações que trazem esses aspectos que refletem ainda as suas imperfeições. o seu filho sucumbe no na guerra, sucumbe no campo de batalha, volta ao mundo espiritual e a sua revolta só faz intensificar-se. E vamos vendo isso à medida que vamos lendo o capítulo, vamos vendo que a cada retorno ao plano

a guerra, sucumbe no campo de batalha, volta ao mundo espiritual e a sua revolta só faz intensificar-se. E vamos vendo isso à medida que vamos lendo o capítulo, vamos vendo que a cada retorno ao plano espiritual, a cada retorno ao plano material, ele vai vivenciando experiências, mas que vai aumentando a sua revolta, vai trazendo essa essa permanência da personalidade reforçada pelo próprio hábito. Então, existe esse instante onde deixa bem claro aqui o benfeitor ao descrever as palavras da mentora, a vingar o pai e a defender a pátria ameaçada. Se nós olharmos a história da Don Ivone do Amaral Pereira, narrada principalmente em quatro livros, nos três livros da trilogia, nas voragens do pecado, Cavaleiros de Numi e Drama da Bretanha, mas também no livro Sublimação, que contém dois contos acerca e se referem a dois momentos reencarnatórios da Donivon. Nós vamos perceber que também a Donivon comprometeu 300 anos da sua existência, tendo marcas de dois suicídios na sua história por ter decidido pela vingança. instante em que ela poderia escolher, deixar aquelas pessoas entregues à justiça divina e não fazer a justiça com as próprias mãos. Mas ela envereda num processo de vingança, assumindo a personalidade da sua cunhada, buscando uma falsificação da própria identidade e aproximando-se do capitão de fé, aquele que foi responsável diretamente o executor da ordem de Catarina de Méic. para trazer aquele contexto uma grande vingança, simbolizando e lembrando a noite de São Bartolomeu, onde seus parentes todos sucumbiram naquela grande façanha também por aspectos religiosos. e Doniv Voni, mesmo afeiçoando-se por aquele quem ela gostaria de apresentar a vingança. Mesmo assim, ela tendo oportunidade de deixar de lado a vingança e ser levada por aquele sentimento que estava nascente e que estava se fortalecendo, ela segue até o fim. E isso rende para ela 300 anos de sofrimentos, dois suicídios nesse contexto, por conta da sua própria fragilidade, por conta de guardar o ódio

cente e que estava se fortalecendo, ela segue até o fim. E isso rende para ela 300 anos de sofrimentos, dois suicídios nesse contexto, por conta da sua própria fragilidade, por conta de guardar o ódio em si, que é o que está bem descrito pelo benfeitor, que o próprio Valdemar vai trazendo tanto ódio, vai guardando tanto ódio, o que que acontece com ele? Ele adoece. Por que que ele nasce com limitações na outra existência? quando ele vem posteriormente ele nasce com limitações e e a benfeitora vai trazendo, a mentora vai trazendo toda a necessidade do recomeço e nas terras da África e que depois eles vão ser transportados, escravizados aqui, vindo pro Brasil, vindo aqui paraa Bahia. Essa marca da escravidão, por que que ele vem com essa limitação? é uma limitação que está na sua consciência, não é uma punição. Primeiro que essa limitação tem duas funcionalidades. Tem trazer, tem de trazer para ele a oportunidade da recuperação no sentido da própria estrutura perespiritual, que ele vai precisar reformular, porque ele já começa um processo de agressão a si mesmo. Ele intensifica isso, ele vai intensificando isso nessa existência das guerra, da guerra, mas também no plano espiritual. Então tem esse cunho de buscar depurar algo que ele foi maculando e ferindo, mas também é um freio. Quando nós temos aspectos limitativos, desejemos graças ao alto, apresentemos graças ao alto, porque ali existe um freio. Porque se em aquele fator talvez nós estivéssemos enveredados em aspectos muito dolorosos, repetindo façanhas de outrora e nos comprometendo ainda mais. Então, simboliza um freio, a misericórdia divina. E aí a gente entende o quanto a reencarnação é processo de tratamento. A reencarnação ela é uma etapa do tratamento. O tratamento ele é contínuo. Ele é do mundo espiritual. Ele é aqui na reencarnação, ele volta e vai. A reencarnação faz parte do tratamento, é fonte de libertação, é encontro conosco mesmo numa realidade expressiva e numa uma profundidade de verdade que precisamos lidar de forma direta, sem

ta e vai. A reencarnação faz parte do tratamento, é fonte de libertação, é encontro conosco mesmo numa realidade expressiva e numa uma profundidade de verdade que precisamos lidar de forma direta, sem fuga, sem escamotearmo-nos, apesar de que mesmo assim quando temos fatores ainda preservados da nossa vontade, do nosso livre arbítrio, o quanto nos comprometemos, deixando claro que essa Essa limitação não é uma punição, é algo natural como consequência do livre arbítrio de Valdemar. ao escolher no passado as atitudes que teve, forja o futuro, escolhe o futuro, delimita esse futuro. Nós trouxemos o exemplo da Donivo, ela tem uma encarnação com uma fragilidade física e se despede da existência física muito cedinho, aos 14 anos. Mas depois do segundo suicídio, nós conhecemos a encarnação dela, que é como dona Ivone da Amaral Peru. E se nós observarmos, a dona Ivone não apresentava nenhuma limitação física ou mental. E aí a gente começa a perceber que quando o espírito está numa condição de espiar reparando, há também a dádiva da misericórdia para que assim seja. Não era o caso de Valdemar. Valdemar estava muito revoltado, não tinha laivo algum de arrependimento. A sua permanência era a continuidade do que estava fazendo. Então, para ele, somente a faceta dessa expiação, mas não a faceta de reparar espiando ou espiar reparando que nós temos oportunidade quando temos o processo do arrependimento. E aí nós quebramos esta roda que se repete nas mesmas circunstâncias, porque ela se repete justamente porque estamos em rebeldia, em revolta, sem querer fazer o nosso processo de libertação e de esperação. Então aqui a mentora vai trazendo os aprendizados e a gente vai chegando também no finalzinho dos nossos comentários, mas nós gostaríamos de destacar muito aqui esse aspecto da escravidão que marcou o povo africano, que marca o povo brasileiro, que marca diversos locais do nosso planeta. Porque a escravidão, o retirar a oportunidade e a liberdade de escolher ou de vir e ir, de dar conta, de dominar, de coesificar

que marca o povo brasileiro, que marca diversos locais do nosso planeta. Porque a escravidão, o retirar a oportunidade e a liberdade de escolher ou de vir e ir, de dar conta, de dominar, de coesificar o ser humano, é uma condição que traz reflexos e que até hoje nós vivenciamos. Ela cita o estado da Bahia, ela cita aqui a Bahia. E nós temos reflexos da escravidão até os dias de hoje. Nós temos sofrimentos que marcam a história do nosso país, do nosso estado, da nossa região, marcados pelo sofrimento, pela escravidão. A África de igual forma. Então, percebemos o quão esses fatores, e a gente encontra lá no livro Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho, quando o povo africano aproxima-se do povo branco dos portugueses, e vai apresentar-se na sua simplicidade, oferecendo o que eles podiam oferecer na força do trabalho para a contribuição da descoberta das terras novas, que era exatamente o Brasil, esse coração do mundo, pátria do evangelho. Mas o que que os portugueses que se apresentavam numa condição intelectual de sabedoria e de conhecimento, na verdade de conhecimento, de sabedoria não, mas de conhecimento, o que que eles fazem? Escravizam, dominam e sem resistência alguma negros são escravizados. E quando portugueses chegam aqui no Brasil, chegam aonde? Aqui na Bahia. E são recebidos por quem? pelos índios que também estão para apresentar a sua pureza, a sua contribuição, o seu aparato cultural de valor, de crença, de vínculo com as deidades, com Deus, com os deuses, para fazer uma grande junção e formar este povo. Este povo que é tão lindo, que traz a sua marca de fé. O que que os portugueses fazem? escravizam, também se aproveitam da da ingenuidade, da simplicidade e escravizam. E aí existe uma lição, porque emereciana, ela descreve isso aqui, que foi necessário uma encarnação desta forma para que eles aprendessem o que é submissão e esperança. E eu me fixei muito nessas duas palavras, porque um povo sofrido aprende a ter esperança também, porque como lhe falta muitas coisas, às vezes

para que eles aprendessem o que é submissão e esperança. E eu me fixei muito nessas duas palavras, porque um povo sofrido aprende a ter esperança também, porque como lhe falta muitas coisas, às vezes lhe falta o básico, às vezes lhe falta alimento, lhe falta educação, lhe falta respeito, lhe falta dignidade. Como falta tantas coisas que são essenciais, vincula-se à esperança, porque volta-se ao pensamento a Deus e percebe que se não tem aqui solução, a solução vem do alto. Então são experiências valorosas e que a gente aprende isso no próprio espiritismo. Aqueles espíritos que reencarnam na riqueza. Qual é a lição? A lição da caridade, a lição de compartilhar, de enxergar o outro, de pensar no outro, de entregar para o outro aquilo que está em abundância, é o cultivo desta caridade que acaba sendo também um veículo de humildade. Mas aqueles que nascem na condição de pobreza, qual é o seu aprendizado? humildade, entender e trazer para si a simplicidade, o cultivo destas coisas mais simples. E isso ela traz como lição esperança. E não é porque os povos são sofridos, as nações, as localidades apresentam tanta pobreza que aqueles outros ambientes que têm um pouco mais não vão estender os seus olhares porque estão imaginando que se trata de uma lei de causa e efeito. Nós estamos aqui juntos, palmilhando a existência para uns sermos os sirineus dos outros e apoiarmo-nos mutuamente. Porque se aquele que não provém das condições financeiras sofre pela ausência do alimento, muitos que têm a mesa farta sofrem da carência de Deus no coração. E é nessa junção, identificando-nos todos como irmãos, que vamos superando e fazendo que nós no nosso contexto passado, e que aí nós chamamos os nossos ancestrais, os nossos antepassados, éramos nós mesmos. O que nós não fizemos lá, temos a oportunidade de vivenciar aqui com consciência, deixando de lado condições da cor, da sexualidade, do credo, da condição financeira, do pensamento, seja esse ou aquele ideológico, partidário, o que quer que

nidade de vivenciar aqui com consciência, deixando de lado condições da cor, da sexualidade, do credo, da condição financeira, do pensamento, seja esse ou aquele ideológico, partidário, o que quer que seja. Somos irmãos e estamos na experiência terrena para não voltarmos no cometimento das mesmas faltas. E por isso que estamos aqui na pátria do evangelho, nesse povo que é tão misturado, para que a gente misturando o mundo todo, possa cultivar fraternidade, respeito, irmandade, cristianismo, solidariedade, caridade. E aí, como dissemos, concluindo as reflexões, ela segue o cumprimento das suas lições, porque ela mostra que ela vai ao estado de Pernambuco seguindo a Simzinha. é o momento que ela se separa do seu esposo, o seu filho, só uma reflexão, o filho, percebamos que na narrativa da Vânia, no resumo da Vânia, ela destacou muito bem o que Benfeitor traz, de que, por mais que as deficiências fossem destacadas como defeitos naquele contexto e fossem alvo e motivações para a morte, aquele filho não morre ali, mas ele morre pela sua incúria. Observemos, por motivo insignificante, ele provoca a o o feitor, ele provoca aquela pessoa que que era responsável pelos maus tratos, pela coordenação da fazenda, daquela casa da cenzala e tudo mais. ele provoca, ele tem uma responsabilidade sobre aquela, aquele desprendimento do mundo físico. E aí ela vai seguindo nas suas lições derradeiras, falando do dever da afetividade, que ela vai nutrindo, ela vai percebendo que o dever é antes do prazer, que a afetividade sem as amarras caprichosas do egoísmo. Percebamos que no sofrimento, no povo africano, aqui no estado da Bahia, na escravidão, ela vai trazendo para si aprendizados que vão ser a vão trazer continuidade pra posteridade. É aqui que ela aprende a servir. Aprende a servir como submissão, submissão aos senhores, mas uma submissão que vai contribuir para que seja submissão à vontade de Deus e ser uma serva do Senhor, para como Maria de Nazaré dizer: "Faça de mim a sua vontade. Eu sou a tua serva para te

hores, mas uma submissão que vai contribuir para que seja submissão à vontade de Deus e ser uma serva do Senhor, para como Maria de Nazaré dizer: "Faça de mim a sua vontade. Eu sou a tua serva para te servir diante desse contexto do meu filho que vai seguindo nas amarras da dor e do sofrimento. Percebamos que ela vai trilhar este caminho sem desistir da maternidade, percebendo lá atrás a responsabilidade quando lançou para um contexto de tamanha agressividade, onde ali foi sendo estopim para que ele pudesse realizar as suas próximas escolhas e recalcitrasse tanto. É bem verdade que a responsabilidade cabe a ele, mas a gente percebe o quanto a família, o quanto a maternidade, a paternidade, as personagens no núcleo familiar trazem importância para a formação do ser. E às vezes quando recebemos no nosso reduto alguém, um filho, um sobrinho, um parente, alguém que apresenta algumas dificuldades que trazem limitações físicas, limitações mentais, que trazem loucuras, enfermidades, muitas vezes nós olhamos e dizemos: "Mas o que que me emaranha a este espírito? Talvez ele tenha sido faltoso, mas o que é que me envolve nisso?" E aqui na história da Valdemar, do Venceslau, nós vamos compreendendo quais são os laços que nos envolve e entendendo que nada nos acontece por acaso e que o cadinho recuperador chamado família é um grande celeiro, onde todos nós estamos unidos. Não é por acaso nós nos reencontramos e e estas facetas nas quais nós nos apresentamos e que às vezes são fontes de incômodo, a gente diz: "Ah, meu Deus, mas esse companheiro, essa companheira, esse filho, essa filha, esse pai, essa mãe". Ah, e a gente começa a destacar esses pontos nodais de incômodo dos nossos entes queridos para nós. nós tenhamos a certeza que alguns desses pontos foram provocados por nós, pela nossa incúria, pelo excesso das nossas paixões e agora nos reencontramos para nos ajudarmos mutuamente no processo da libertação, no processo de reencontrarmo-nos e aí sim buscando o amor, buscando a atenção, o respeito, a

cesso das nossas paixões e agora nos reencontramos para nos ajudarmos mutuamente no processo da libertação, no processo de reencontrarmo-nos e aí sim buscando o amor, buscando a atenção, o respeito, a fraternidade, a dignidade e tudo que vai fazendo com que tenhamos correspondência com a lei de Deus. apresentada por Jesus através do seu evangelho. Gratidão imensa por essa oportunidade, tanto a Andreia quanto a Vânia, a todos vocês que estão aqui, a toda a equipe que faz parte desse estudo. é uma equipe que nos concede tantas oportunidades de aprendermos, de estarmos juntos, de buscarmos cada um trazendo a sua parte, mas formando este grande colar de pérolas, o colar de pérolas da fraternidade, do amor e que nos une através do nosso Senhor Jesus Cristo. Gratidão imensa, um beijo para todos. É encantador, Lu, ouvir você falar, fazer esse aprofundamento maravilhoso, tantas reflexões, tantas coisas que nos vem na cabeça nesse momento e e nos emociona até até o perespírito. A gente pode assinizer profundamente na alma. E a gente tem que lembrar que essas obras não estão aqui por acaso. Elas chegaram até nós através das mãos do nosso amado de pelos benfeitores para que a gente possa refletir e não perder tempo, refletir nesses ensinamentos, essas lições daqueles que trilharam o caminho que hoje nós estamos trilhando. E quantas vezes a gente se depara lendo e se reconhece no texto por essa ou aquela razão e a tempo de mudar, há tempo de fazer as modificações, há tempo de resgatar o tempo que nós já perdemos. Muitas pessoas falam: "Eu sou espírita, mas eu conheci o espiritismo com 60, 70 anos. Não importa, não importa". Então, a nossa gratidão profunda a vocês duas que fizeram um trabalho magnífico nessa noite. E hoje, só para finalizar, eu estava ouvindo, trocando rádio e eu parei numa numa estação cristã em inglês e o pastor ele falou assim: "Ser cristão não é um seguro de vida". Ele brincou. E é verdade. Ser cristão é tentar vivenciar os ensinamentos do Cristo todos os dias da nossa vida. para

cristã em inglês e o pastor ele falou assim: "Ser cristão não é um seguro de vida". Ele brincou. E é verdade. Ser cristão é tentar vivenciar os ensinamentos do Cristo todos os dias da nossa vida. para que a gente possa eventualmente estar perto do mestre face a face e poder sorrir e dizer: "Eu dei conta da minha tarefa, daquilo que foi pedido de mim, Senhor." Então, que a gente possa repetir, ser espírita não é um seguro de vida. Ser espírita é Jesus simbolicamente nos convocando ao trabalho árduo da ascensão que se dá através do esforço pessoal de cada um de nós intransferível. Então, essa noite, nesse dia, nessa tarde, nós gostaríamos de abraçar a todos e dizer obrigada pela sua participação. M.

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