Entrevista com Rafael Siqueira | Congresso Espírita Juiz de Fora MG
Sábado – 16/08 - Tarde | Entrevista com Rafael Siqueira | Congresso Espírita Juiz de Fora MG Tema: O sentido da vida Realização: CONECTA ESPIRITISMO Acesse: https://www.conectaespiritismo.com.br/ Transmissão e Gestão de imagens: TV IDEAK-RJ Conheça o IDEAK: https://institutoideak.com.br/
Oi pessoal, muito boa tarde. Nós estamos aqui em mais um episódio do podcast do Conecta Espiritismo. Nós estamos aqui no Congresso de Juiz de Fora e agora nós vamos iniciar mais uma conversa muito importante para nós e eu tô aqui com a presença do Rafael Siqueira que é advogado, psicólogo e tem especialização em psicologia positiva, neurociência e mindfulness. E o assunto de hoje a ser tratado com ele é a busca de sentido. E para isso nós vamos aqui começar um bate-papo e nós vamos trazer algumas perguntas reflexivas para que a gente possa desenvolver esse assunto, né, que é encontrar o sentido da vida. Então eu já vou passar a palavra pro Rafael e já fazendo uma pergunta que é eh como eh você vê esse assunto que é a busca do sentido pessoal de cada um. Mas primeiro pode falar pro pessoal as suas as suas apresentações e que todo estamos muito felizes em ver aqui você novamente. >> Olá, olá minhas queridas amigas, meus queridos amigos. Como é bom estar em Juiz de Fora no nosso evento do Conecta Espiritismo. Muito prazer estar contigo, Larissa, para falar sobre esse tema tão especial. A benfeitora Joana de Angeles, quando escreveu seus 16 livros da série psicológica, ela estabeleceu que a nossa vida tem um sentido. E quando nós conseguimos entender qual o sentido da nossa vida, é como se nós ganhássemos paz, alegria de viver, valorássemos cada um dos minutos pelos quais a gente vive. O grande problema da sociedade atual é que nós nos perdemos no piloto automático de tudo aquilo que a gente faz, porque a gente acorda, tem as nossas obrigações e muitas vezes não sabe o que preenche os nossos dias, qual o nosso propósito. A doutrina espírita nos diz que nós somos espíritos imortais. Então nós estamos no mundo para seguir em frente, para fazer o nosso périplo evolutivo por um grande compromisso de amor. Quando Allan Kardec indagou em a questão 132 do livro dos espíritos, qual o grande objetivo da encarnação? E entre outras coisas, os benfeitores da espiritualidade responderam: "Visa ainda outro fim à
Quando Allan Kardec indagou em a questão 132 do livro dos espíritos, qual o grande objetivo da encarnação? E entre outras coisas, os benfeitores da espiritualidade responderam: "Visa ainda outro fim à encarnação dos espíritos, que cada um cumpra a sua parte na obra da criação." Então, nós precisamos descobrir qual a parte que nos cumpre na obra da criação. Então eu gostaria hoje de falar da obra de Joana dees, da obra dos bons espíritos que escreveram o livro dos espíritos e sobretudo, se nos for possível, falar um pouco da trajetória de Víctor Franquio, alguém que sobreviveu ao campo de concentração, passou aí por cinco campos de concentração e saiu vivo porque a vida dele tinha um propósito. Em rápidas palavras, nós precisamos descobrir o que preenche os nossos olhos de brilho. Por que nós acordamos diariamente? É a relação com alguém? É algo em que eu coloco a minha energia? São as atitudes que eu tomo na minha vida do cotidiano? Estabelece Gustavo Jung que ninguém consegue suportar uma vida sem sentido. Então é descobrindo esse sentido que nós conseguimos viver a vida com a sua plenitude. >> Perfeito. Muito obrigada. eh essas essas eh esclarecimentos iniciais aqui traz muito, né, pra gente começar esse bate-papo que é nós vemos aqui em quase todos os assuntos que nós tratamos essa questão de olhar para si, né, de buscar em si, de trazer aqui esse conhecimento para dentro para poder olhar eh com esse olhar mais carinhoso para para dentro de nós. E essa busca de sentido, eu acredito que acontece no mesmo caminho. Quando buscamos o sentido, buscamos também a paz, né? Como diz o Emmanuel, a paz é a quitação da nossa própria consciência. Então, se eu tenho paz, eu estou em paz com a minha consciência e a na minha consciência que estão cravadas as leis divinas, né? Então, a gente entende que o sentido que nós tomamos é o sentido da evolução, é o sentido do bem. Mas durante muitas vezes, né, nossa encarnação, como é eh já organizado e já esperado, nós lidamos com várias
a gente entende que o sentido que nós tomamos é o sentido da evolução, é o sentido do bem. Mas durante muitas vezes, né, nossa encarnação, como é eh já organizado e já esperado, nós lidamos com várias sensações que nos tiram nesse propósito, que às vezes eh estabelecem um véu na nossa frente. E a gente e mais especialmente a gente às vezes é tomado por um vazio existencial, uma falta de sentido. E nesse momento você, né, como como psicólogo, mas também como espírita e como estudioso das obras, o que que você acha que é o melhor a fazer nesse momento em que a gente se encontra e ou pelo menos se percebe vazio por dentro? >> Vamos lá. Estabelece Joana de Angeles que nós podemos adotar uma cartilha com cinco passos para nós superarmos o vazio existencial. O primeiro passo é meditar da beleza da vida. A nossa vida é bela. Pode parecer uma frase de um livro de autoajuda, mas tem um significado muito profundo. Quando nós voltamos à filosofia dos estóicos, o estoicismo, eles costumavam dizer que o grande problema não é o fato em si, mas a forma como nós encaramos os fatos. Porque o que adoece o ser humano são as interpretações, é o que ocorre na nossa cabeça. Então veja, a beleza e a dificuldade está na forma como eu encaro as coisas. Quando Jesus estabeleceu o sermão da montanha, ele disse que se os nossos olhos forem bons, todo o nosso corpo terá luz. Há pessoas que amanhecem estão sempre reclamando: "Que dia ruim! Hoje está frio, hoje está chovendo. Há outras pessoas que nas mesmas condições, que dia bonito, elogia as pessoas. Larissa, você é jovem há bem menos tempo do que eu. Havia um programa na televisão, a turma do Zé Colmé e do Catatal, que tinha uma hiena que era chamada hard, hard quer dizer duro, e um leão da positividade chamado Lip. E o Lip era o leão. Que dia bonito, como as pessoas são agradáveis. E o Hard tava sempre de mal com a vida, com a cabecinha baixa e gritando: "Ó dia, ó céu, ó azar!" Ou seja, ele potencializava o negativo dentro dele. Então, ter olhos de ver a beleza da vida
radáveis. E o Hard tava sempre de mal com a vida, com a cabecinha baixa e gritando: "Ó dia, ó céu, ó azar!" Ou seja, ele potencializava o negativo dentro dele. Então, ter olhos de ver a beleza da vida das pessoas dá um sentido à nossa vida. Pelo contrário, quando nós somos aquelas pessoas ranzinzas, rabugentas, reclamonas, nós tornamos a nossa vida pesada. E para tanto, havia um filósofo da antiguidade chamado Juvenal, que ele estabelecia mensana, corpore sano. Se a minha cabeça é boa, bons pensamentos, bons propósitos, o meu corpo é santo. Esse é o primeiro passo. O segundo passo é: eu nasci para amar. Porque o grande sentido da vida é amar. Se eu quero ser amado, eu ainda estou na infância psicológica. Pensemos numa criança, ela é egocêntrica porque ela deseja que todos rodeiem ela. A chupeta é minha, a mamadeira é minha, a mãe é minha, só que nós precisamos amadurecer. E o processo de amadurecimento é: não importa se o outro odeia, não importa se o mundo está difícil. Eu amo as pessoas, eu dentro das minhas possibilidades, vou tornar o mundo mais leve. Eu nasci para amar. Terceiro passo para dar sentido à vida, eu nasci para servir, porque tudo na vida serve. Um relógio marca horas, um beijaflor tira o néctar de uma planta e leva para polinizar a outra. A abelha faz o mel e nós o que fazemos? O grande convite que a doutrina espírita nos faz quando estabelece a máxima fora da caridade não há salvação, é que não há ninguém tão rico que não tenha nada para receber, nem ninguém tão pobre que não tenha nada para dar. Quando eu descubro que eu posso servir através de um sorriso, através de um abraço, a minha vida ganha um sentido. Quarto passo para dar um sentido à nossa vida, meditar que o mal que me fazem não me faz mal. O mal que me faz mal é o mal que eu faço, porque me torno um ser humano mal. Não importa se alguém me bata, não importa se o mundo é covarde, porque o problema está com as pessoas, o problema está com o mundo. Eu me torno mal quando eu faço mal às pessoas. Por isso Jesus dizia:
ão importa se alguém me bata, não importa se o mundo é covarde, porque o problema está com as pessoas, o problema está com o mundo. Eu me torno mal quando eu faço mal às pessoas. Por isso Jesus dizia: "Não é o que entra pela boca, mas o que sai da boca, porque o que sai da boca sai do coração." E o quinto passo de Joana de Angeles para encontrarmos um sentido paraa vida é nós meditarmos: "Há um sol brilhando dentro de mim". Olha que linguagem bonita que remonta o texto do Gênesis, que é o primeiro livro da Bíblia e da Torá. Nós fomos feitos à imagem e semelhança de Deus. Então, há um sol brilhando dentro de nós. Nós temos o DNA divino. Então, eu preciso me amar, preciso me desculpar quando eu erro. Porque veja, eu só consigo amar você se eu me amo, porque o amor que eu dou é um amor que eu tenho dentro de mim. Eu só consigo te perdoar se eu me perdoo. Então, estabelecer um sentido paraa vida é passar por esses cinco passos. Mas tudo isso primeiro comigo, porque o que eu faço pro mundo é a forma como eu lido comigo mesmo. Perfeitamente. E nesse contexto a gente tem muito a conceitos, né? Nós temos o conceitos da o da doutrina espírita, que é o do planejamento reencarnatório, da missão terrena que nós temos. E aí eu te pergunto, como é que nós podemos eh ligar esses pontos, que é bom, eu tenho um propósito, eu tenho um sentido na vida, tenho uma missão, tenho eh tenho uma busca, tenho um planejamento reencarnatório. Como é que eu posso fazer para unir esses pontos e conseguir eh alcançar isso que a Joana de Angeles fala e ainda mais concluir o que eu me propus a fazer aqui na Terra? Nós nos acostumamos, sabe, Larissa, com raciocínios excludentes. É isso ou aquilo? É dia ou noite? É branco ou preto? Mas a vida não é assim, porque a vida é um raciocínio de comunhão, onde nós podemos conjugar o e, onde há uma soma de esforços. Nós não precisamos dividir, nós podemos somar. Se nós pararmos para pensar, Víctor Frankio, ele cunhou a proposta da logoterapia, a terapia do sentido. Car Gustavo Jung
, onde há uma soma de esforços. Nós não precisamos dividir, nós podemos somar. Se nós pararmos para pensar, Víctor Frankio, ele cunhou a proposta da logoterapia, a terapia do sentido. Car Gustavo Jung falava de individuação, torna-te o que você nasceu para ser. Quando nós pensamos em Jesus no Evangelho lá em João, capítulo 15 verso 12, eis que vos dou o meu mandamento, que vocês vos amem uns aos outros. E vem a doutrina espírita e nos coloca: "Façam a caridade, sejam a cada dia melhor do que no dia anterior." O raciocínio é de comunhão, porque as propostas elas se unem, não são propostas diferentes. Então, nós nos acostumamos a pensar que as coisas estão ou aqui ou ali quando há uma soma de esforços. Então eu percebo que essa proposta do sentido da vida, ela está em todas as vertentes, porque o sentido da vida é nós, espíritos imortais, nos darmos conta do nosso papel. Qual o papel do Rafael? Eu tenho vários. Por exemplo, eu sou o pai da Clara, isso dá sentido à minha vida, mas eu sou o psicólogo. Quando eu atendo um paciente e consigo que ele saia melhor da consulta, isso dá sentido à minha vida. Eu tenho um cachorro chamado Chico em homenagem a Francisco de Assis. Quando eu chego em casa e brinco com ele, dá sentido a minha vida. Então, nós precisamos valorizar cada coisa da nossa vida. Víctor Frank dizia que três são os valores principais: valores de criação, valores de relacionamento e valores atitudinais. O que que são os valores de criação? Tudo aquilo que você dá paraa vida. Por exemplo, um professor dá aula, dá sentido à vida dele. Eu não posso acordar de manhã sem saber o que que eu vou fazer, porque existem os escapismos do cotidiano, por exemplo, consumismo exagerado. As pessoas estão consumindo demais, às vezes sem necessidade. um outro escapismo do cotidiano. As pessoas estão se submetendo demais às redes sociais. Os relatórios do Instagram dão conta que as pessoas estão ficando 6, 7 horas nas redes sociais. Isso traz um vazio por alguns motivos. O que a gente vê nas redes sociais é
ndo demais às redes sociais. Os relatórios do Instagram dão conta que as pessoas estão ficando 6, 7 horas nas redes sociais. Isso traz um vazio por alguns motivos. O que a gente vê nas redes sociais é sempre a parte boa das pessoas. É como se as pessoas estivessem sempre viajando, sempre no glamuramentos. Ninguém vê nada negativo, mas a vida tem altos e baixos. E as redes sociais ainda nos trazem uma realidade de deixar de viver o real para ficar numa realidade completamente virtual, porque nós viajamos e vemos as cidades por trás dos celulares. Então veja, eu preciso estar criando. E essa criação não é artificial. Essa criação é aquilo que eu posso dar à vida. A minha vida tem um sentido quando eu estou conversando com você. Porque eu sei que tem pessoas assistindo, não é que é isso, não é que eu estou dentro da minha casa aqui ajudando a minha mãe idosa e isso se torna um sentido paraa minha vida? Víctor Franco estabelece que é os valores de relacionamento, porque ninguém consegue viver sozinho. Quando nós estamos num congresso espírita, as palestras são importantes muito, mas nós nos relacionamos, nós nos abraçamos, nós rimos uns pros outros. E dentro da psicologia positiva, nós sabemos relationship, os relacionamentos são fundamentais pro nosso bem-estar físico, espiritual. E diz Victor Frank o quê? Os valores atitudinais, aprender a lidar com a dor. Porque o mundo diz que a dor é sofrimento, é uma coisa que me limita. E nós aprendemos que a dor é algo que nos desperta. Daí vem uma palavra desperta dor. Porque se eu uso o despertador para acordar todo dia de manhã, eu posso pensar que a dor está me chamando a uma vivência melhor da vida. Então veja, as propostas, sejam religiosas, científicas ou psicológicas, elas podem ter diferenças de abordagem, mas elas acabam chegando no mesmo objetivo. Nós precisamos ter um propósito. >> Perfeito. Eh, fico muito feliz quando essas falas são trazidas, porque a gente consegue entender que nós não estamos caminhando sozinhos eh ou com o
mesmo objetivo. Nós precisamos ter um propósito. >> Perfeito. Eh, fico muito feliz quando essas falas são trazidas, porque a gente consegue entender que nós não estamos caminhando sozinhos eh ou com o espiritismo, ou com a psicologia, ou com qualquer outra vertente. Tudo está conectado afinal e assim tudo faz muito sentido quando nós colocamos nos colocamos dispostos a viver, a passar pelas experiências. A gente tem eh uma última pergunta aqui, que é uma pergunta que foi feita eh eh por uma por uma pessoa que estava assistindo o podcast e ela em outro momento perguntou, mas eu acho que não há ninguém melhor do que você para para responder. Eh, que ela perguntou que qual é o valor da prece quando estamos buscando esse sentido da vida. >> A prece é algo formidável. Nós, os religiosos, ainda não nos demos conta do valor da prece. Francisco Cândido Xavier costumava dizer que uma prece feita por uma mãe arromba as portas do céu. Então, é um valor simbólico para nós entendermos que não existe uma única prece que não seja atendida. Só que nós, Larissa, somos muito imediatistas. Nós queremos respostas rápidas, mas as respostas não são na hora que a gente quer, é no tempo de Deus. E também a nossa incompreensão com relação às preces é que se deixar por nossa conta, a gente costuma pedir, será que eu não posso ganhar na loteria? Não, será que eu não posso conquistar aquele espaço, me casar com aquela pessoa? Mas Deus é que sabe o que é bom pra gente. Às vezes o que eu quero vai ser a minha ruína. Então, a gente precisa aprender a orar não só para pedir o que eu quero, mas para compreender o que a vontade de Deus quer da minha vida. Então, o processo de oração, como fazia a Madre Teresa de Calcutá, minha irmã, quando você conversa com Deus, o que que você fala? Eu não falo nada, eu apenas escuto. E o que Deus fala com você, ele também não fala nada. eles apenas escuta. Pode parecer uma resposta trivial, mas é um processo de entrega, é um processo de conexão. Então, orar é um
eu apenas escuto. E o que Deus fala com você, ele também não fala nada. eles apenas escuta. Pode parecer uma resposta trivial, mas é um processo de entrega, é um processo de conexão. Então, orar é um processo de conexão com o criador. E como nós temos o DNA divino, nós estamos nos conectando com as fontes da vida. Quando nós nos conectamos com Deus, nós ganhamos uma força nova, um hálito novo. Nos enchemos de entusiasmo. Aliás, a palavra entusiasmo, ela vem do grego em dentro, até os Deus. Uma pessoa entusiasmada é uma pessoa que tem Deus nas palavras, nos pensamentos, nas atitudes. Vamos orar para nos entusiasmar, para nos conectar e nos manter conectados no Conecta Espiritismo. >> Perfeito, pessoal. Nós agradecemos muito a presença do Rafael Siqueira aqui. Eh, foi muito interessante esse essa busca que a gente fez aqui, trazendo vários eh complementos, não somente eh espiritualistas, mas também de todas as outras vertentes, que nós entendemos que agora está tudo conectado e que tudo chega a um objetivo comum. Então, eh, esperamos que vocês continuem, eh, olhando aqui pros nossos podcasts e continuem comentando, eh, trazendo novas perspectivas para que a gente possa falar. Agradeço muito a sua presença, viu? E peço para que você continue esse trabalho maravilhoso, sempre trazendo esses conhecimentos novos para nós e que a gente possa juntos chegar no objetivo comum e chegar no sentido da vida. Muito obrigado, pessoal. Boa tarde,
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