ENFRENTANDO A DEPRESSÃO - Márcia Sirotheau (PALESTRA ESPÍRITA)
Palestra Espírita realizada no Auditório Bezerra de Menezes, na Comunhão Espírita de Brasília. Se você gostou desta Palestra, deixe seu like e seu comentário. Compartilhe o vídeo e se inscreva no Canal. #palestraespirita #comunhaoespirita #tvcomunhao ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ O que é uma Palestra Pública Espírita? Uma palestra pública espírita é uma atividade que faz parte da programação de muitos centros espíritas ao redor do mundo. É um momento em que um expositor espírita, geralmente um voluntário, apresenta um tema relacionado à doutrina espírita para um público interessado em conhecer mais sobre essa filosofia. Essas palestras podem abordar uma ampla variedade de tópicos, desde temas mais gerais, como amor, caridade e espiritualidade, até temas mais específicos, como a reencarnação, mediunidade e o processo de evolução espiritual. O objetivo das palestras públicas é compartilhar conhecimentos e esclarecimentos sobre a doutrina espírita e suas práticas, além de proporcionar um espaço para reflexão e debate sobre questões importantes da vida e do mundo espiritual. As palestras públicas espíritas são abertas ao público em geral e geralmente não têm custo. É comum que os centros espíritas promovam essas atividades regularmente, em diferentes dias e horários, para que um número maior de pessoas possa participar e aprender sobre a doutrina espírita. ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ Programação de Palestras Públicas na Comunhão Espírita de Brasília (Horários de Brasília): Segunda a Sexta, às 08h00, 16h00, 18h00 e 20h00. Aos Sábados, às 17h00 e 19h00 e aos Domingos, às 18h00. Transmissões ao vivo pelos Canais da TV Comunhão: @TV Comunhão - Comunhão Espírita de Brasília @TV Comunhão 2 - Comunhão Espírita de Brasília ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ TV Comunhão - Inscreva-se nos nossos canais, deixe seu like e ative as notificações para ficar por dentro de tudo o que acontece na Comunhão Espírita de Brasília. TV Comunhão: https://www.youtube.com/comunhaoespiritadebrasilia?sub_confirmation=1 TV Comunhão 2: https://www.youtube.com/tvcomunhao?sub_confirmation=1 TV Comunhão Kids: https://www.youtube.com/tvcomunhaokids?sub_confirmation=1 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ Canais de Mídias e Redes Sociais da Comunhão Espírita de Brasília: Site: http://www.comunhaoespirita.org.br Telegram: https://www.t.me/comunhaoespirita Instagram: http://www.instragram.com/comunhaoespirita Twitter: http://twitter.com/ComunhaoOficial Facebook: http://www.facebook.com/comunhaoespirita TV Comunhão: http://www.tvcomunhao.com.br Rádio Comunhão: http://www.radiocomunhao.com.br
Estou aqui para agradecer [música] de coração a paz [música] dentro de mim que encontrei [música] na comunhão. Foi nessa casa [música] que aprendi toda a beleza [música] de viver, doando amor, vibrando luz, buscando [música] a ti. Senhor, mesmo tão longe de atingir a [música] perfeição, aqui eu entendi qual o valor dessa missão. Foi nessa casa que aprendi [música] toda a beleza de viver, [música] doando amor, vibrando luz, [música] buscando a ti, buscando a ti. Obrigado. Comunhão espírita de Brasília. Meus amigos, sejam muito bem-vindos à nossa comunhão espírita de Brasília. Hoje nós vamos falar sobre o tema enfrentando a depressão. Antes eu convido a todos para que a gente possa fazer uma prece, unindo os nossos corações e pedindo ao nosso mestre Jesus, amigo querido, aqui estamos para aprender, para nos fortalecer. nos ajuda nesse instante para que a nossa mente se abra, para que o nosso coração se abra a compreensão dos teus ensinamentos. Nos ajuda a sentir a proteção dos amigos espirituais, o incentivo e a força que necessitamos. E assim, querido amigo, pedimos a tua permissão e a tua proteção para o início do nosso trabalho de hoje. Graças a Deus. Meus amigos, o tema de hoje é um tema muito complexo, né? Difícil falar sobre depressão, ainda mais falar como que a gente enfrenta. Parece até um pouco pretencioso, né? e meia hora querer estabelecer algum tipo de estratégia para um enfrentamento de uma situação tão grave, tão penosa, como a depressão. Mas nós procuramos aqui trazer em linhas gerais o que que a doutrina espírita fala sobre o tema. Nós temos, claro, né, a visão da medicina, da psicologia, temos a a visão espírita e elas de algum modo elas se combinam. E hoje nós vamos falar sobre essa perspectiva da doutrina espírita. Nós, se a gente olhar a codificação, nós vemos que a depressão ela é tratada basicamente em dois em dois eh livros da codificação. na no Evangelho Segundo o Espiritismo, num título intitul título intitulado, ó, que horrível, mas sob o título
vemos que a depressão ela é tratada basicamente em dois em dois eh livros da codificação. na no Evangelho Segundo o Espiritismo, num título intitul título intitulado, ó, que horrível, mas sob o título Melancolia, em que o espírito François e Genevancolia e depois lá no livro dos espíritos, na questão 943, então na no evangelho, esse espírito vai nos falar da melancolia, como aquela tristeza za aquela vaga tristeza, ele fala assim, que às vezes se apodera de nós e nos faz sentir a vida tão amarga, aquela tristeza sem razão que chega e a gente de repente perde assim o o rebolado, né? Ele não fala rebolado, lógico, quem fala que sou eu, mas essa tristeza que se aproxima de maneira sorrateira e que nos faz ficar sem energia, perder a graça pela vida. E esse espírito, ele vai trazer uma possível causa para essa tristeza. Ele vai nos dizer que a gente tem o anseio inato pela liberdade. A gente quer ser livre, a gente quer ser feliz. E a gente se vê preso num corpo de carne, limitado pela matéria, mas a gente gostaria de voos mais altos. E aí a gente tenta se libertar dessa situação e não consegue. E aí vem essa melancolia. Nós podemos interpretar isso de uma maneira um pouquinho mais ampla, como o anseio pela liberdade, pela felicidade de modo geral, como inconformismo por uma situação com uma situação que a gente vive e que não queria viver. Puxa, eu queria diferente. Eu queria liberdade, eu queria, eu queria estar em outro lugar, eu queria sentir outras coisas, eu queria ser diferente do que eu sou. É esse anseio da libertação que às vezes traz esse sentimento para nós. E o espírito Emânuel vai nos falar de uma tristeza de Deus, fazendo a diferença com a tristeza dos homens. essa tristeza que a gente sente por não estar ainda onde a gente gostaria de estar espiritualmente falando. É esse inconformismo. E Kardec perguntou aos espíritos lá na na pergunta 943, perguntou assim: "De onde que vem esse desgosto pela vida que a gente sente às vezes que se apodera de certos indivíduos sem motivos que o
ismo. E Kardec perguntou aos espíritos lá na na pergunta 943, perguntou assim: "De onde que vem esse desgosto pela vida que a gente sente às vezes que se apodera de certos indivíduos sem motivos que o justifiquem?" mesma coisa mais ou menos que tá lá no evangelho, né? O evangelho fala de eh vaga tristeza, né? Que faz sentir a vida amarga. E Kardec pergunta: "Esse desgosto pela vida que se apodera sem motivos. Vejam que é diferente de eu ficar triste porque tem um motivo. Aconteceu alguma coisa, eu me afastei por alguma razão de alguma pessoa que eu amo muito, seja pelo desencarne, seja por que for, e eu tô triste. Isso é diferente, tem um motivo. A pergunta que Kardec faz é aquele sentimento que vem sem motivo aparente, esse desgosto pela vida. E os espíritos vai vão dizer de uma maneira muito precisa que esse sentimento é efeito da ociosidade, da falta de fé e muitas vezes da saciedade. E aí, meus amigos, eu convido vocês para que a gente possa raciocinar sobre essa explicação aqui, porque aparentemente a gente lê assim e acha que não faz muito sentido, né? Porque ociosidade, ociosidade é não fazer nada, mas tem gente que trabalha de sol a sol e tá deprimido. Como é que é isso? Como é que é essa ociosidade? O que será que os espíritos quiseram nos dizer com ociosidade? Será que é o trabalho físico manual? Porque esse trabalho às vezes a gente faz, mas a gente faz ali sem tá nem presente, de forma mecânica, faz contrariado. É o trabalho que vai nos fazer crescer no sentido do trabalho repetitivo, exaustivo. O que que é essa ociosidade? E nós entendemos isso como a falta de utilização das potências da nossa alma. Eu tô ansiosa, não é quando eu tô sem trabalhar, mas quando eu tô deixando desperdiçar tudo aquilo que eu tenho no coração, que eu já posso oferecer, as minhas potências, os meus tesouros, se eles estão ali parados, por mais que eu trabalhe de sol a sol, eu estou ociosa, eu não estou me desenvolvendo espiritualmente. Então, é essa falta do olhar, do nosso
as potências, os meus tesouros, se eles estão ali parados, por mais que eu trabalhe de sol a sol, eu estou ociosa, eu não estou me desenvolvendo espiritualmente. Então, é essa falta do olhar, do nosso olhar para as nossas potências, as nossas possibilidades, que é a ociosidade e que traz essa tristeza, que traz essa depressão. A falta de fé traz essa tristeza. Aí, qual seria essa fé? Seria assim, mão, eu acredito, né? Tá. Eu, poxa, eu acredito, eu tô aqui deprimida, mas eu acredito. Eu acredito que existe uma vida após a morte. Eu acredito na proteção de Deus. Eu acredito que eu tô aqui para cumprir uma missão. Mas ainda assim eu me sinto deprimida. Por que que isso acontece? De que fé que os espíritos estão nos falando? Que fé é essa que motivaria em nós um sentimento diferente dessa tristeza? Vejam que eu acreditar em alguma coisa é muito diferente de eu saber aquela coisa. A nossa fé, ela é em um momento mais avançado da nossa trajetória, é uma fé raciocinada. Muito bem para nós. Excelente, né? É diferente de não é assim porque é e pronto. É um dogma e acabou. Nós somos convidados à fé raciocinada. é mais legal, mas essa fé ela precisa ser sentida no nosso coração. Então significa que eu compreendo a minha vida de acordo com o sentido que essa fé me convida a ter. Eu entendo que eu estou aqui numa situação determinada, passando por situação A, B ou C, porque aquilo ali é para o meu progresso e aí eu aceito aquela situação. O espírito Lázaro vai nos falar do evangelho, no evangelho, eh, lá no capítulo 5, em um uma um texto, né, intitulado, eh, obediência e resignação, ele vai nos falar que a obediência é o consentimento da razão. Faça isso, eu vou lá, OK, tem que fazer, faço isso. E a resignação é o consentimento do coração. A fé passa pela resignação. É quando o meu coração entende que aquela situação existencial é uma etapa da minha vida de espírito imortal para a minha felicidade, para o meu progresso. Nós espíritas temos muito o apego à palavra expiação. Eu tô aqui, tô espiando, é, tô
a situação existencial é uma etapa da minha vida de espírito imortal para a minha felicidade, para o meu progresso. Nós espíritas temos muito o apego à palavra expiação. Eu tô aqui, tô espiando, é, tô pagando, é prova. Não que isso não seja verdade, mas isso é uma visão um pouco estreita, porque além de sofrer as consequências dos meus atos em razão da lei de causa e efeito, eu estou aqui para aprender, para crescer. Então, as situações que eu atravesso, elas são milimetricamente estudadas para que eu cresça e atinja a minha felicidade. Então, essa eh essa compreensão, ela vai me trazer uma modificação na maneira em que eu vou me olhar, que eu vou ver o mundo e que eu vou entender as minhas relações com esse mundo. Isso é realmente fé. Eu, a partir do meu entendimento, modificar a minha maneira de ver as coisas. Não é só acreditar. Eu acredito, eu sei. Pronto. Isso, meus amigos, vai ser para nós de pouquíssima utilidade. É preciso que esta fé se converta em algo que me alimente, que modifique e que determine o meu sentir, o meu pensar e o meu agir. Então, voltando aqui à questão 943, em que os espíritos respondem que esse desgosto tem a ver com a ociosidade, com a falta de fé e com a saciedade que nós muitas vezes experimentamos. E a gente, todo mundo acordou aqui, né? Acordou, tomou café ou não, né? E veio aqui para esse momento. Nós apertamos um botão e, opa, apareceu a luz na nossa casa. Apertamos, giramos ali um dispositivo, tinha água pra gente escovar os dentes. A gente abriu a geladeira e tinha alguma comida ou armário, a gente não precisou ir atrás de um alimento, caçar, colher, tava ali lá, tava tudo pronto. Então, essa saciedade que nos fala que nós somos abastecidos de tudo e ainda assim nós sentimos esse vazio, porque é justamente essa facilidade que a tecnologia nos traz, que nos coloca com um espaço para que a gente possa olhar para si mesmo. A gente não precisa tanto mais como há séculos e séculos atrás se procurar com as se preocupar e obter o básico paraa
nos traz, que nos coloca com um espaço para que a gente possa olhar para si mesmo. A gente não precisa tanto mais como há séculos e séculos atrás se procurar com as se preocupar e obter o básico paraa nossa vida. Nós temos a tecnologia nos ajudando. A gente quer ir para um lugar, a gente pega um ônibus, pega um carro e chega rapidamente lá. E que que nós fazemos com esse tempo que nos foi poupado? a gente vai sentir, a gente vai se olhar e é uma um exercício a que nós estamos pouquíssimos acostumados. Então, vejam que a gente às vezes está muito cheio de coisas e nos sentimos cheios do nada. Isso nos traz esse vazio existencial. Então, precisamos preocupar com o que nós precisamos realmente, de que nós precisamos realmente nos abastecer. Porque as coisas nós temos, a gente tem essa facilidade. E o que que falta para nós? E novamente nós voltamos os olhos para as nossas potências. O que que eu preciso desenvolver em mim? O que que tá clamando por uma oportunidade de desabrochar? E eu tô ali às vezes tendo a televisão, às vezes, como a gente gosta de falar, matando o tempo. E aí vem esse vazio para nos convidar a um passo mais adiante. Então, ah, os espíritos seguem aqui nessa resposta nos dizendo que para aquele que exerce suas faculdades, vejam bem, faculdades, as potências da nossa alma, com um fim útil e de acordo com suas aptidões naturais, se olhando, se conhecendo, se permitindo, eu vou fazer o que está de acordo com as minhas aptidões, não que tá idealizado para mim, eu vou me olhar. que que eu posso fazer, aonde que eu me sinto bem? Então, aquele que exerce essas faculdades com fim útil e de acordo com suas aptidões naturais, o autor resespeito para essa pessoa, o trabalho nada tem de árido e a vida se escoa com maior rapidez. Então, vejam, meus amigos, que os espíritos nos falam de um despertar nosso, um despertar. Quando eles falam aqui faculdades com o fim útil, eu tô desperta para ver o outro. As minhas ações têm a ver com o fim. Eu me vejo colocada no lugar em que eu estou, no
despertar nosso, um despertar. Quando eles falam aqui faculdades com o fim útil, eu tô desperta para ver o outro. As minhas ações têm a ver com o fim. Eu me vejo colocada no lugar em que eu estou, no mundo como uma peça que colabora, um fim útil. Esse despertamento é para nós também. Porque quando a os espíritos falam de acordo com as suas aptidões naturais, eu estou me olhando e percebendo o que que em mim pode aflorar. Então, é um despertar nosso que vem nos dar ferramentas para lidar com esse vazio. Essas ferramentas elas vão significar uma mudança da forma de eu me ver, de eu me ver no mundo e de eu ver o outro. E essa mudança vai me dar ferramenta para quando eu me deparar com as dificuldades da vida, eu poder enfrentá-las com de uma maneira menos penosa. É justamente o que se diz aqui no desenrolar dessa questão. É dessa maneira nós podemos suportar as vicissitudes com tanto mais paciência e resignação quanto mais agirmos tendo em vista a felicidade mais sólida e durável que nos esperam. Vejam que a percepção da nossa realidade espiritual, a percepção da nossa função no mundo vai ser proporcional ao desenvolvimento da nossa paciência. e da nossa resignação. Resignação com o sentimento do coração. Paciência eu saber que as coisas não se resolvem do dia paraa noite, que eu preciso atravessar alguns momentos. E muitas vezes nós pensamos em felicidade, tristeza, felicidade é o contrário da tristeza. Qual que é o oposto de felicidade? Que a gente quer ser feliz, não é isso? E qual que é o oposto? Para mim, a primeira vista parece tristeza, mas o espírito irmã se do for vai falar para nós que não, não é a tristeza, não. O oposto da infelicidade é a insatisfação. Ela vai dizer isso no livro, Mereça Ser Feliz. A tristeza é um uma emoção. A insatisfação é um estado, um estado em que eu me coloco e que é decorrente de uma série de escolhas que me levaram a aparentes insucessos. Puxa, a coisa não saiu como eu queria, não obtive sucesso. E aí eu vou então abrindo o espaço para insatisfação.
loco e que é decorrente de uma série de escolhas que me levaram a aparentes insucessos. Puxa, a coisa não saiu como eu queria, não obtive sucesso. E aí eu vou então abrindo o espaço para insatisfação. Essas sequências de insucessos. Muitas vezes quando eu fiz escolhas que não eram as mais saudáveis para mim, muitas vezes quando eu não me respeitei. E a felicidade, então, ela tem a ver com uma identificação minha, com os meus verdadeiros propósitos. Aí eu pergunto, meus amigos, que que a gente veio fazer nesse planeta lindo, abençoado e azul? Que que a gente veio fazer aqui? A gente veio evoluir, a gente veio ser feliz, a gente veio crescer. Esses são os nossos propósitos existenciais. Essa é a finalidade da nossa vida. E o Yung percebeu isso. O Yung, que foi discípulo de Frode, depois eh divergiu em algum ponto, né, e construiu toda a sua teoria. Ele vem nos falar da desse sentido existencial. vem falar que o vazio que nós sentimos é quando nós não nos identificamos com o nosso sentido existencial, quando eu não me percebo como uma peça importante no universo, que que eu sou, que que eu vim fazer. E às vezes a gente não se respeita porque a gente não se olha, porque a gente muitas vezes age para agradar os outros. E o espírito Ramed vai nos falar sobre a depressão como momento da nossa existência. Ele vai no livro Dores da Alma fazer uma correlação muito interessante entre os nossos estados emocionais e as estações da natureza, trazendo a depressão como um inverno da nossa alma, como uma fase, uma fase em que a gente tá mais recolhido em nós mesmos, em que a gente não tá colocando tanta energia fora, mas muitas vezes essa energia ela tá retida em nós para A reelaboração. É como se a gente tivesse igual no inverno que tudo fica ali mais, né, a natureza mais quietinha. Por, mas tá tudo parado, tá morto. Não. Por dentro, uma na onde nós não conseguimos ver, há uma reelaboração. E às vezes é esse momento que também nós enfrentamos. Nós vemos que vários espíritos nas suas trajetórias terrenas
tá morto. Não. Por dentro, uma na onde nós não conseguimos ver, há uma reelaboração. E às vezes é esse momento que também nós enfrentamos. Nós vemos que vários espíritos nas suas trajetórias terrenas atravessaram momentos assim como Francisco de Assis, que um determinado momento ainda não identificado com a sua missão espiritual, porque ainda tava no processo de eh se apoderar daquele corpo de carne, ainda sujeito às influências da matéria e depois o espírito começa a despertar. Mas nesse intervalo existe um momento de depressão, que é um momento de depressão frutífera que Emmanuel vai nos falar lá no livro Caminho, verdade e vida, como a tristeza de Deus, que é diferente da tristeza do homem. A tristeza do homem do mundo, a terrena, ela vem da frustração. Puxa, eu não consegui o que eu queria. Eu não tô onde eu queria estar, não tenho o carro que eu queria ter. Essa é a tristeza do mundo. E a tristeza de Deus tem a ver com nós. Ainda não conseguimos fazer tudo que o nosso espírito anseia por fazer. Porque a gente traz isso inato. A gente em alguma parte de nós, nós sabemos da nossa natureza divina e nós queríamos estar ali, mas a gente ainda tá aqui. E aí vem esse sentimento. E é preciso, meus amigos, que a gente acolha esse sentimento e que a gente dê um passo adiante. Então, nesse livro Dores da Alma, Ramed fala para nós assim: "Muitas vezes da depressão é o natural período de transição." É um tempo de mudança e crescimento. Épocas de tristeza que antecedem novos horizontes de amadurecimento do ser. Foi o que aconteceu com o Francisco de Assis em constante processo de evolução. E ele nos fala da depressão relacionada à reparação. Quando a gente pensa em reparação, a gente pensa assim: "Puxa, reparar o que eu fiz com outro". Não é isso? Eu penso logo assim, reparar o mal que eu fiz com o outro. É verdade, não estamos errados de pensar assim, não. Mas e a reparação com nós mesmos? Nós temos algo a reparar conosco? E essa pergunta que Ramed nos faz. Muitas vezes, atitudes inadequadas
o outro. É verdade, não estamos errados de pensar assim, não. Mas e a reparação com nós mesmos? Nós temos algo a reparar conosco? E essa pergunta que Ramed nos faz. Muitas vezes, atitudes inadequadas nossas causam prejuízo em nós ou no outro. E esse prejuízo precisa ser reparado. Essas atitudes precisam ser reparadas. Precisamos modificá-las. Então nós fazemos a seguinte pergunta: Quantas vezes eu não me respeitei? Quantas vezes eu ignorei as minhas potências da alma para me adequar a que o outro esperava de mim? Quantas vezes eu deixei de permitir sentir uma determinada mágoa em uma situação que me ocorreu, asfixiando aquela mágoa, porque eu achava que aquilo era a maneira correta de falar, de agir. não escutando os nossos sentimentos, nós vamos progressivamente tendendo a estados depressivos, porque vejam, é a desconexão conosco. A conexão com meu íntimo significa minha conexão com Deus. Quando eu não escuto os meus sentimentos, eu vou tendendo a progressivos estados de depressão. E Ramed nos fala que muitas vezes nós temos atitude nas nossas vidas em que nós agimos contra as nossas convicções, contra o nosso modo de ser, contra os nossos valores íntimos. E aí é uma pergunta que nós precisamos no silêncio da nossa alma fazer a cada um de nós. Nós temos feito isso? Nós temos nos respeitado? Nós temos aberto mão de sentimentos, aberto mão de pensamentos, de necessidades nossas, porque a gente quer aprovação do outro? Será que temos feito isso? Nós temos asfixiado as nossas emoções diante de mágoa, não nos permitindo senti-las, não, porque eu não posso ficar triste, porque eu tenho tanta coisa de boa na minha vida, ai Deus me perdoe, até não posso nem falar isso, mas os sentimentos eles vêm falar do nosso ser profundo. E se nós não ouvimos esses sentimentos, a gente se afasta de nós mesmos. Então, vejam, meus amigos, Ramed chama atenção para nós para o fato de que nós temos e precisamos reconhecer o direito a sentir as nossas emoções. É um direito nosso. E esse direito, quando nós nos permitimos,
jam, meus amigos, Ramed chama atenção para nós para o fato de que nós temos e precisamos reconhecer o direito a sentir as nossas emoções. É um direito nosso. E esse direito, quando nós nos permitimos, nós estamos sendo honestos conosco. Nós estamos nos conhecendo, nós estamos nos descobrindo. Agora, como é que eu vou deixar as minhas potências da alma se manifestarem se eu não me conheço, se eu não me descubro? E se eu não me permito sentir? Então é um desafio que nós precisamos enfrentar, não nos culpando pelos fatos negativos que a gente que ocorreram em nossas vidas. Às vezes, puxa, eu agi de uma maneira que eu não queria, mas eu agi de acordo com a minha consciência naquele momento. Eu fiz o que eu podia fazer naquele momento. Agora, minha consciência mudou, eu faço diferente. Isso é o processo natural de evolução do ser. Então, nós não podemos confundir as nossas emoções e o reconhecimento delas com sermos dominados por ela, por elas. Sentir raiva é muito diferente de fazer uma brutalidade com o outro. É diferente. Quando eu me permito sentir aquilo, eu posso deliberar o que que eu vou fazer com aquela emoção. E aí eu vou julgar as minhas atitudes. Mas eu preciso primeiro deixar me deixar perceber aquela emoção. Para nós repararmos alguma coisa, seja conosco ou seja com o outro, é preciso que a gente saiba lidar com essas emoções. Se eu boto tudo para baixo do tapete, como é que eu vou lidar com o que tá embaixo do tapete que eu não tô nem vendo? Não dá para fazer isso. Então, vejam que é um desafio para todos nós, que a gente não se censure pelas emoções que a gente sente, mas que a gente possa deliberar o que fazer com elas. Porque as emoções de raiva, de medo e outras emoções básicas, elas fazem parte da nossa natureza. Diante da dor, eu procuro evitar aquela dor e eu vou procurar através de das minhas emoções, lidar com elas. Então, na hora que eu experimento medo, eu vou me mobilizar no sentido de fugir aquela ameaça. A raiva vai me dar condições de enfrentar aquela ameaça. São emoções
das minhas emoções, lidar com elas. Então, na hora que eu experimento medo, eu vou me mobilizar no sentido de fugir aquela ameaça. A raiva vai me dar condições de enfrentar aquela ameaça. São emoções básicas que eu vou sentir. São defesas contra a dor. E aí eu preciso sentir aquilo para saber o que que eu vou fazer com aquela com aquela emoção, com aquele sentimento. Se eu julgar essas emoções moralmente condenáveis, que que eu vou fazer? Eu vou eh censurá-las. Eu não, não, não tô sentindo isso. Eu nunca sinto raiva. Eu estudei muito evangelho. Sinto raiva não. Ah, não. Esse isso aí já foi. Como já foi se nós somos humanos ainda. Então nós vamos sentir tudo isso. E aí não podemos censurar esses essa percepção. Uma vez que eu abraço essa percepção, eu decido o que eu posso fazer com elas. Ramed fala assim: "Se essas emoções forem julgadas como negativas, elas poderão ser transformadas em sentimentos de culpa e autocondenação. Tanto a repressão sistemática dessas emoções como os julgamentos negativos dessas emoções, puxa, não devia estar sentindo isso, como eu sou errada de sentir isso." Vão nos levar a estados depressivos. Então, vejam que nós começamos aqui a nossa conversa falando do evangelho, falando da melancolia, não é isso? em que nesta passagem que tá lá no capítulo 5, o espírito François Genevancolia como esse anseio pela libertação em relação à prisão do corpo, anseio a mais liberdade, anseio a felicidade que ainda não é reservada para nós nesse estado que a gente se encontra. Ele vai nos falar dessa forma. E Ramed, quando ele nos fala para nós abraçarmos as nossas emoções, ele nos convida a libertação da ilusão que nós temos sobre nós mesmos. Então, vejam, meus amigos, o corpo em certo sentido, ele aprisiona o espírito. É também uma oportunidade de crescimento, principalmente, mas a gente não consegue tá onde a gente quiser, como a gente conseguiria se estivesse eh fora do corpo. Então ele, em certo sentido, ele nos contém. Mas a nossa contenção maior não é do
incipalmente, mas a gente não consegue tá onde a gente quiser, como a gente conseguiria se estivesse eh fora do corpo. Então ele, em certo sentido, ele nos contém. Mas a nossa contenção maior não é do corpo. A nossa contenção maior é da ilusão que a gente tem sobre nós mesmos. Eu acho que eu sou algo que eu ainda não sou. Eu não quero ser o que eu sou. E aí então eu me deprimo. Vejam que eu preciso acolher quem eu sou para que eu possa me transformar. E esse é o desafio. Por isso Jesus veio nos falar que a verdade, uma vez conhecida por nós, que ela nos libertaria. Será que qual verdade é essa? É a verdade sobre as leis divinas. a gente já conhece é a verdade sobre o funcionamento do mundo espiritual. A gente já conhece, no entanto, não somos livres. É a verdade sobre nós mesmos. é esse autoconhecimento que é a chave dessa dessa cadeia em que a gente se colocou, que é a cadeia da autoilusão. Essa nos aprisiona porque a gente não consegue nem ver essas barras, essas grades que a gente mesmo colocou ao nosso redor. Primeiro passo para isso, o acolhimento das nossas emoções, saber o que que nós vamos fazer com ela. Podemos deliberar. Eu posso escolher. Umas escolhas vão ser boas, outras não vão ser boas e assim eu vou progredindo e assim eu vou evoluindo. É uma tarefa que ela é difícil, mas é uma tarefa, meu amigo, meus amigos, que para a qual nós não estamos nem despreparados. Não estamos despreparados, não. A gente tem elementos e nem sozinhos. Vamos nos lembrar que nós somos corpo e espírito. Quando nós falamos de depressão, é claro que precisa de um cuidado físico também, porque nós somos o corpo, mas só o cuidado físico não é suficiente. O cuidado com as nossas emoções, o cuidado com as nossas conexões espirituais. E por isso, qualquer tipo de situação que nós enfrentemos, nós precisamos olhar o nosso corpo, precisamos olhar o nosso espírito, precisamos nos enxergar, ver que sentimentos nós estamos abrigando, que emoções nós estamos abrigando, como eu estou lidando com elas, eu estou me
har o nosso corpo, precisamos olhar o nosso espírito, precisamos nos enxergar, ver que sentimentos nós estamos abrigando, que emoções nós estamos abrigando, como eu estou lidando com elas, eu estou me respeitando. E para finalizar, Ramed também nesse livro vai dizer uma frase que eu acho profundamente impactante. Ele vai nos dizer que a pior coisa que pode acontecer a nós, a pior coisa é a gente passar uma existência inteira sem se respeitar. É forte, né? A pior coisa é a pior coisa, porque nós nos desconectamos de nós mesmos. Precisamos nos respeitar porque nós somos também divinos. Meus amigos, muito obrigada pela oportunidade de refletir sobre esse tema, pelo carinho de vocês e um bom dia para todos, um bom final de semana. Ah, é a prece, né, gente? Agora eu esqueci até porque agora eu tô na palestra, enfim, né? Desculpem. Vamos então fechar nossos olhos para que a gente faça a nossa prece, quem quiser, claro, né? Para que nós possamos agradecer. Muito obrigada, Jesus. por esse momento. Obrigada pela luz do teu evangelho. Obrigada pelos incentivos que os nossos irmãos maiores nos trazem para seguirmos caminhando. Obrigada, Senhor, por nos acolher como nós somos, pelo teu amor e pedimos a tua ajuda para que possamos nos aceitar, possamos olhar para dentro de nós, enxergar o que temos de bom oferecer. E como um jardineiro muito cuidadoso, muito carinhoso, que nós possamos ver essas sementinhas que trazemos, acolhê-las, adubá-las para um dia vê-las florescer. Abençoa, Senhor, o nosso esforço. Abençoa a nossa boa vontade, abençoa os nossos lares, nossos familiares, todos aqueles que convivem conosco. E assim pedimos a tua permissão para encerrar a primeira parte dos nossos trabalhos de hoje. Graças a Deus, meus amigos. Em seguida, nós temos o passe físico e o passe espiritual para quem nos tá nos está assistindo pela internet. Obrigada. Sejam bem-vindos à nossa sala de passe virtual [música] da comunhão espírita de Brasília. O passe tem como finalidade auxiliar a recuperação física, mental e espiritual,
tindo pela internet. Obrigada. Sejam bem-vindos à nossa sala de passe virtual [música] da comunhão espírita de Brasília. O passe tem como finalidade auxiliar a recuperação física, mental e espiritual, substituindo os fluidos deletérios por fluidos benéficos. Durante o passe, temos uma troca de energias físicas, mentais e espirituais, guiadas pelo melhor sentimento, que é o amor. Essa energia amorosa auxilia no reequilíbrio dos pensamentos e emoções, [música] restabelecendo a harmonia íntima. Assim, deve ser utilizado quando sentir necessidade ou [música] até que se sinta reequilibrado. Nesse momento em que daremos início à aplicação do Paz, pedimos que em um ambiente tranquilo você se coloque de [música] forma confortável, fechando os olhos, respirando de maneira [música] tranquila e serena, para que assim possamos sentir a presença do nosso Deus [música] de amor, Senhor da vida e da misericórdia. Entrando em sintonia com o nosso mestre [música] amigo de todas as horas e com os mentores espirituais dessa casa, rogamos que nesse momento desça sobre [música] nós todos os fluidos salutares e benéficos necessários ao reequilíbrio do nosso corpo físico, mental e espiritual. Senhor meu Deus, permita que os bons espíritos que me cercam me auxiliem nos momentos de dificuldade. Que eu tenha a força necessária para [música] continuar a caminhada no sentido do bem, do amor e da caridade. Traz, Senhor, a cura para os males do corpo e da alma. Mas se não for o momento, traz o refrigério necessário para que eu continue a caminhada. Que nossos amigos espirituais possam visitar os nossos lares, abençoando a cada [música] um que lá se encontra, trazendo a alegria de viver, a paz, a harmonia e que cada um possa colocar o amor do Mestre Jesus em seus corações. e também os mentores espirituais possam visitar os nossos ambientes de trabalho, levando a cada canto a tranquilidade, [música] a fraternidade e a serenidade. Que esses bons fluidos se estendam para cada um de nós, [música] amigos e familiares, trazendo o conforto
tes de trabalho, levando a cada canto a tranquilidade, [música] a fraternidade e a serenidade. Que esses bons fluidos se estendam para cada um de nós, [música] amigos e familiares, trazendo o conforto que tanto desejamos. a coragem e a fé para continuarmos a nossa estrada da vida. Estamos chegando aos momentos finais de nosso [música] passe. Faremos então a oração que o Mestre Jesus nos ensinou. Pai nosso que estais no [música] céu, santificado seja o teu nome, venha a nós o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. [música] O pão nosso de cada dia dai-nos hoje. Perdoa [música] as nossas dívidas, assim como perdoamos aos que nos devem. Perdoa as nossas ofensas, assim como perdoamos aos [música] que nos ofendem. Não nos deixes entregues à tentação, mas livra-nos do mal. E nesse momento, calmamente, [música] vamos abrindo os nossos olhos, retornando [música] ao nosso ambiente com paz e vibrações fraternais. E agradecidos que somos [música] ao nosso mestre Jesus e aos mentores espirituais desta [música] casa, damos graças [música] a Deus, graças a Jesus e assim seja.
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