LIDANDO COM A ANGÚSTIA - Márcia Sirotheau (PALESTRA ESPÍRITA)
Palestra Espírita realizada no Auditório Bezerra de Menezes, na Comunhão Espírita de Brasília. Se você gostou desta Palestra, deixe seu like e seu comentário. Compartilhe o vídeo e se inscreva no Canal. #palestraespirita #comunhaoespirita #tvcomunhao ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ O que é uma Palestra Pública Espírita? A palestra espírita é uma apresentação oral cujo objetivo é informar, esclarecer e consolar, através de temas do Evangelho e da Doutrina Espírita, promovendo a reflexão, auto aperfeiçoamento e a vivência dos ensinamentos de Jesus. ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ Programação de Palestras Públicas na Comunhão Espírita de Brasília (Horários de Brasília): Segunda a Sexta, às 08h00, 16h00, 18h00 e 20h00. Aos Sábados, às 17h00 e 19h00 e aos Domingos, às 18h00. Transmissões ao vivo pelos Canais da TV Comunhão: @TV Comunhão - Comunhão Espírita de Brasília @TV Comunhão 2 - Comunhão Espírita de Brasília ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ TV Comunhão - Inscreva-se nos nossos canais, deixe seu like e ative as notificações para ficar por dentro de tudo o que acontece na Comunhão Espírita de Brasília. TV Comunhão: https://www.youtube.com/comunhaoespiritadebrasilia?sub_confirmation=1 TV Comunhão 2: https://www.youtube.com/tvcomunhao?sub_confirmation=1 TV Comunhão Kids: https://www.youtube.com/tvcomunhaokids?sub_confirmation=1 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ Canais de Mídias e Redes Sociais da Comunhão Espírita de Brasília: Site: http://www.comunhaoespirita.org.br Telegram: https://www.t.me/comunhaoespirita Instagram: http://www.instragram.com/comunhaoespirita Twitter: http://twitter.com/ComunhaoOficial Facebook: http://www.facebook.com/comunhaoespirita TV Comunhão: http://www.tvcomunhao.com.br Rádio Comunhão: http://www.radiocomunhao.com.br
Amigos, sejam muito bem-vindos à nossa comunhão espírita de Brasília nessa tarde de hoje. Chegar mais para cá esse microfone um pouquinho, né? Eu sou a Márcia e vou conversar com vocês hoje sobre um tema que eu acho que inquieta a todos nós, que é o sentimento de angústia, lidando com a angústia. Antes de nós começarmos a falar desse tema tão árduo e tão familiar ao mesmo tempo, né, para todos nós, eu convido a que a gente possa fazer a nossa prece, que a gente una os nossos corações nesse momento. Quem quiser fechar os olhos, fica à vontade para que nós possamos nos lembrar a razão que trouxe a cada um de nós aqui, a força que trouxe a cada um de nós aqui. E logo nos lembramos do nosso mestre Jesus, que é esse amigo querido que nos compreende, que nos aceita como somos, mas que ao mesmo tempo segue nos dando as condições e a oportunidade para nos fortalecermos. Amigo querido, aqui estamos reunidos no teu nome para aprender, para trocar ideias, para oferecer a nossa boa vontade e para receber da espiritualidade as forças necessárias ao enfrentamento dos nossos desafios. Abençoa, Jesus nossos propósitos. nos inspira a olhar para as nossas vidas com carinho, com determinação e acima de tudo, Senhor, com a esperança daqueles que já compreenderam que tu és o caminho, a verdade e a luz. E assim pedimos a tua permissão e a tua proteção para o início das nossas atividades. Graças a Deus, meus amigos, a angústia é algo que todos nós, em alguma medida, de mais pertinho ou de mais longe, nós conhecemos. É aquele sentimento que a gente sabe quando ele nos atinge e que nos deixa sem palavras, não é? A gente não consegue dizer exatamente o que que é uma angústia, é aquela coisa ruim, é aquele aperto no peito, é aquela sensação de que o nosso pulmão, de repente deu aquela encolhida, né? Se pudesse ter isso, não tem. Mas se tivesse, a gente talvez descrevesse dessa maneira, que o ar não chega. Aquele aperto no peito. Quantas vezes a gente ouve falar nesse tal, aquele aperto no peito, aí a gente, ah, sei, a
ão tem. Mas se tivesse, a gente talvez descrevesse dessa maneira, que o ar não chega. Aquele aperto no peito. Quantas vezes a gente ouve falar nesse tal, aquele aperto no peito, aí a gente, ah, sei, a gente sabe o que é. A gente não sabe dizer exatamente o que acontece conosco, mas a gente sente esse desconforto. E esse desconforto várias vezes ele não fica só no campo do sentimento, ele ultrapassa e vem para o físico. às vezes nos adoecendo, nos debilitando, outras vezes tirando de nós a vontade de fazer as coisas, a vontade de acordar, de sair, a vontade de acreditar. É angústia que nos traz tudo isso e nos paralisa. É um dos efeitos terríveis que a angústia promove. Então eu trago aqui para nós. Me dá licença que eu vou só ali pegar o livro que eu deixei aqui. trouxe aqui para todos nós, meus amigos, uma reflexão que ela se baseia nesse livro aqui, Jesus, a inspiração das relações luminosas, que é um livro eh do espírito irmãô pelo médium Vanderlei Oliveira. Esse livro eu gosto muito dele porque ele veio nos falar exatamente o que Jesus veio fazer na vida de cada um de nós. Jesus não ficou lá naqueles 2000 anos lindo, né? Distante que a gente vê naqueles filmes de Semana Santa, né? todo mundo com aquela roupa tão diferente, tudo tão diferente, tão estranho, mas ao mesmo tempo veio no momento de uma conturbação muito semelhante a que nós vivemos, no momento de incerteza política muito grande, no momento de injustiça muito grande, de opressão, um momento de desprezo pela dor do outro muito grande, vivenciado por todos aqueles que lá estavam naquela época, sabe-se lá se nós também naquele momento, né? E Jesus veio trazer luz sobre as relações. Ele veio com seu ensinamento falar da nossa relação íntima com aqueles que nos cercam, da nossa relação íntima conosco mesmo, da nossa relação íntima com a divindade. Esse Deus que parece também tão distante e que às vezes a gente tem dificuldade, puxa, tão difícil falar de Deus. É algo assim tão etéreo. E aí a gente se aproxima de Jesus que está mais próximo
dade. Esse Deus que parece também tão distante e que às vezes a gente tem dificuldade, puxa, tão difícil falar de Deus. É algo assim tão etéreo. E aí a gente se aproxima de Jesus que está mais próximo de nós, do nosso entendimento, que veio, que assumiu um corpo de carne, que sofreu, que derramou literalmente sangue. também sofrendo dores físicas como nós, dores morais certamente, mas com uma capacidade de entendimento que a gente não consegue nem sequer imaginar de tão distante que tá de nós, mas veio nos mostrar esse caminho para que as nossas relações elas possam ser também luminosas. E nesse livro, no capítulo 10, irmã, se fala justamente desse sentimento de angústia. Vem nos falar desse sentimento que nós conhecemos, do qual nós não gostamos e do qual nós certamente queremos nos livrar. Mas a notícia que eu tenho para dar para todos nós hoje, ela é animadora por um lado, porque ela vem nos falar de como iluminar essas relações, mas por outro lado, ela traz um tanto de realidade para nos dizer que a angústia ela é natural no nosso estágio evolutivo. A gente não vai se livrar da angústia. Ah, não, tira, quem sabe o remédio, tira isso de vez de mim. Não tem, né? A medicina veio nos ajudar e certamente tem seu valor, tem sua importância, mas ela não vai, nem a medicina, nem aqueles que nos amam, não vai promover em nós aquelas mudanças que só a gente consegue promover. Aquele caminho da nossa evolução que é pessoal, ninguém fará por nós e nós não faremos também por ninguém mais. Então, precisamos saber como lidar com esse sentimento. Primeiramente, compreendendo o que que é angústia para cada um de nós, os efeitos que ela produz na nossa vida. E irmã se vem nos falar aqui que aquela dor que se aloja no nosso peito, isso a gente já sabe, mas ela vem nos lembrar de outras consequências que essa angústia traz. Ela fala que ela sufoca a iniciativa, porque quando a gente tá angustiado, a gente parece que fica paralisado. E paralisado a gente não tem iniciativa de nada. Pera aí, eu vou
que essa angústia traz. Ela fala que ela sufoca a iniciativa, porque quando a gente tá angustiado, a gente parece que fica paralisado. E paralisado a gente não tem iniciativa de nada. Pera aí, eu vou ficar aqui quietinho para ver se passa, não é isso? Teve uma amiga outro dia aqui falando sobre angústia comigo, falou assim: "Sabe o que eu tenho vontade? Assim, no meu quarto tem uma espécie de uma escrivaninha com uma cadeira e eu tenho vontade de ficar lá naquela escrivaninha, mas embaixo escondida assim de cócoras, embaixo da escrivania e da cadeira. Isso é uma angústia terrível. Ela tentando falar de uma maneira eh para explicar aquele sentimento que tava lá no coração. Sufoca a iniciativa. A gente quer se encolher. Mas a gente não consegue se encolher e a gente não consegue deixar de viver, a gente não consegue deixar de existir de forma alguma. Então essa sensação que a angústia nos traz, ela nos coloca como se a gente tivesse ali andando em areia movediça, né? A gente não andou, talvez poucos de nós tenhamos eh tido essa experiência. A gente vê filme, né? Mas é aquele terreno instável que a gente se sente a todo momento com risco de ser tragado. E essa sensação é muito ruim de instabilidade. E a angústia faz mais ainda. Ela tira de nós a condição de sabermos que a gente consegue se recompor. É como se a gente achasse que a gente não tá valendo muita coisa, que a gente não tem muito instrumento. Então, a gente se desacredita no momento em que a gente está angustiado. E aí é muito comum as pessoas irem ao médico, irem no psicólogo e falar assim: "Olha, eu vim aqui que eu quero que tire isso de mim". Mas não dá para tirar isso de ninguém. Nós precisamos aprender a tirar de nós, sabendo que vamos lidar de vez em quando com aqueles sentimentos, que nós temos a condição para lidar, porque a angústia nos faz achar que a gente é impotente, mas isso é uma ilusão. Nós temos a condição de lidar sozinhos muitas vezes não. E aí entra uma outra lição maravilhosa que Cristo
o para lidar, porque a angústia nos faz achar que a gente é impotente, mas isso é uma ilusão. Nós temos a condição de lidar sozinhos muitas vezes não. E aí entra uma outra lição maravilhosa que Cristo veio nos trazer, quando ele veio nos ensinar que nós somos irmãos, a gente depende um do outro, a gente tá conectado um ao outro. Então não adianta no momento de angústia eu querer me enfiar embaixo daquela mesa para ver se passa ou eu me enfiar embaixo do meu cobertor e querer dormir sem parar para ver se passa, porque assim não vai passar. Precisamos compreender que angústia vem nos trazer um convite e esse convite é para que a gente dê um passo na direção do outro e na direção de nós mesmos. É isso que o espírito irmância nos fala, que a angústia ela tem um aspecto terapêutico muito profundo, que ela tem um aspecto terapêutico que nos que nós precisamos compreender. Ela é aquela mensageira, ela veio trazer o recado. Enquanto a gente não entender que recado é esse, a danada não vai embora. Ela vai ficar ali porque ela tem um recado para dar. E esse recado é sobre nós mesmos. Ela vem nos falar de algo que não está funcionando bem em nós. E é tão interessante que quando a gente fala em angústia, a gente sempre projeta fora. Aí eu tô angustiada porque eu tô num momento em que eu não sei se eu vou continuar naquele trabalho, se eu vou arrumar trabalho. Eu tô angustiada porque eu me mudei, eu não sei se vai dar certo. Eu tô angustiada porque tem uma pessoa que eu amo muito que tá sofrendo. A gente traz os motivos exteriores. Claro que eles existem. Não é dizer assim: "Não, isso daí é da sua cabeça". Não, gente, tá acontecendo. Existe, mas existe algo dentro de mim que se liga a esse motivo. Porque senão todos nós na mesma situação sentiríamos a mesma angústia. E a gente olha assim ao nosso redor e vê que não é verdade. Vê que tem pessoas atravessando situações muito difíceis com uma serenidade que a gente fala assim: "Meu Deus, da onde veio?" E a gente tem até uma inveja disso, né?
osso redor e vê que não é verdade. Vê que tem pessoas atravessando situações muito difíceis com uma serenidade que a gente fala assim: "Meu Deus, da onde veio?" E a gente tem até uma inveja disso, né? Que tem inveja boa, né? Inveja branca, sei lá que dizem. Não é uma inveja nesse sentido, mas é uma vontade de querer estar naquela condição. E nós vamos estar um dia, mas a gente precisa começar a querer caminhar nesse sentido. Então a irmã se fala que a nossa angústia, independente dos motivos exteriores, ela vem porque dentro de nós tem algum aspecto que precisa de uma mudança. Ela vem nos falar que a angústia ela traz em si uma finalidade. E essa finalidade é avisar que o seu mundo interior está se desorganizando ou já está desorganizado. O mundo interior está desorganizado. Porque se o mundo exterior se desorganizar e o meu mundo interior tiver organizado, eu não vou sentir angústia. Mas todos nós estamos aqui na Terra com uma certa desorganização do nosso mundo. A gente sabe disso, é do nosso estágio de evolução. E às vezes essa organização ou desorganização, ela fica mais bagunçada ou fica menos bagunçada. Então é como se fosse aquele quarto que a gente mais ou menos arruma. Tem dia que tá ali, tá até mais ou menos, tá organizado. Aí tem dia que a gente tá com pressa, pega uma coisa, revira outra, abre a gaveta, esquece a porta aberta, quando vai ver, meu Deus do céu, que bagunça. Não dá uma angústia quando a gente experimenta uma sensação assim, a não ser as pessoas que têm aquela compulsão pela bagunça, né? Mas geralmente a gente se incomoda porque a desorganização fora vai falar de uma desorganização dentro. E aí nós vamos nos angustiar. E vem então esse convite para que a gente realize essas mudanças que a gente consegue realizar. A irmã se nos fala então que quase sempre quando a gente sente essa angústia se trata de alguma coisa muito antiga que a gente traz no âmago do nosso ser lá dentro escondido, trancadas sete chaves, mas que naquela ocasião que nós
quase sempre quando a gente sente essa angústia se trata de alguma coisa muito antiga que a gente traz no âmago do nosso ser lá dentro escondido, trancadas sete chaves, mas que naquela ocasião que nós estamos vivenciando, aquela aquela situação tem a permissão de Deus para florar. E por que que tem a permissão para florar? É porque nós temos condição de resolver. E a resolução desse problema vai nos trazer um avanço na nossa caminhada espiritual. Tudo que tá dentro de mim está pipocando para que eu resolva. Não, tem coisa que a gente não tá nem vendo, não tem nem noção que aquilo ali tá travado dentro de mim. Tá nem na minha consciência. Agora outras começam a aparecer e começam como se fosse a bater na porta e a gente não ouve. Começa a se distrair, mas bate mais forte, a gente não ouve. De repente dá um chute na porta. Opa, agora eu ouvi. Poxa, até me assustei. Da onde veio isso? São essas questões internas que a gente traz. Então, situações internas que a gente não compreendeu ainda e que a gente não tem ainda consciência de que a gente pode e precisa mudar, mas que aparecem para dizer para nós, essa mudança é necessária ser feita. Então a angústia ela vai funcionar, meus amigos, como se fosse um termômetro emocional, um termômetro que vem nos convidar a essa mudança. É um alerta que vem nos falar que a gente cometeu um erro muito grave, mas muito comum, que é o abandono de nós mesmos. A gente em algum momento deixou de se olhar. Em algum momento a gente deixou de se olhar. Olha que essa afirmação ela é muito complexa e muito séria. A angústia veio me falar de uma desorganização interna que é fruto de um abandono, de um autoabandono. Tem a situação externa acontecendo, tem. Mas a minha reação angustiante é por conta desse abandono que eu me permiti. Então, abandono no sentido da gente não priorizar as necessidades verdadeiras. Porque a gente fala assim: "Não, como assim abandono? Não, me cuido, tô ótima, faço checkup, eh, tenho um sucesso profissional, tô ali dando atenção à
gente não priorizar as necessidades verdadeiras. Porque a gente fala assim: "Não, como assim abandono? Não, me cuido, tô ótima, faço checkup, eh, tenho um sucesso profissional, tô ali dando atenção à família." Não, não concordo não. Eu eu não tô abandonada, não acho. Mas esse abandono não é aquele abandono visível, é o abandono das nossas reais necessidades, que são muito diferentes das nossas necessidades materiais imediatas. Eu tomar banho, eu ir no médico, eu trabalhar, comer direito. Isso é a minha necessidade material imediata. A minha necessidade essencial ou espiritual tem a ver com o que eu me propus a fazer aqui na Terra. Olha como é diferente. E quantas vezes a gente se olha e se pergunta sobre a finalidade da nossa encarnação. Quantas vezes a gente se olha e avalia, pera aí, aqui eu fui bem, aqui eu não fui bem. Puxa, pisei na bola nesse aspecto, naquele outro até que acertei. Quantas vezes? Poucas vezes. Então é esse convite que a angústia vem nos trazer. Como se nós, quando a gente se abandona, a gente perdeu, a irmã se fala assim, perdeu, se perdeu no caminho do mapa da existência. Olha como tem a ver com a nossa missão aqui na terra. Nós temos uma missão muito específica para cada um de nós, que foi combinada detalhadamente por nós e pelos nossos mentores no plano espiritual. A gente tem isso, não são só os grandes missionários que vem com isso, não. A gente tem os nossos desafios e eles não são poucos e eles são de natureza muito eh difícil, mas certamente adequados à nossa possibilidade. E hoje eu falava com uma amiga que tava com muita angústia, engraçado que eu falei com várias pessoas com angústia esses dias, né? Parece que a espiritualidade vai assim combinando. E ela falava assim: "Eu tô com tanta angústia porque eu entendo que Deus faz o melhor para mim. Eu entendo, eu até aceitei isso." Ela me dizia, mas eu tenho impressão que ele acha que eu dou conta de alguma coisa que eu não vou dar conta. Eu sei que fala assim: "Não, eh, Deus não vai colocar o fardo mais pesado do
aceitei isso." Ela me dizia, mas eu tenho impressão que ele acha que eu dou conta de alguma coisa que eu não vou dar conta. Eu sei que fala assim: "Não, eh, Deus não vai colocar o fardo mais pesado do que a gente consegue". Mas eu acho que ele às vezes ele acha que eu sou no nível que eu não tô. E aí eu lembrei daquele pai nosso que a gente faz, né, marotamente dizendo assim: "Seja feita a vossa vontade e lá nos íntimo a gente pensa: "Tomara que ela combine com a minha, não é isso? A gente não faz isso. Seja feita a vossa vontade, senor. Mas tomara que seja tal coisa que eu quero, porque na verdade a gente ainda não consegue se render à vontade do Pai para nós. A gente não tem ainda essa confiança toda que um dia nós vamos ter, mas a gente tá ainda aqui engateando nesse processo. E a irmã, se for, ela traz alguns exemplos desse autoabandono. Que que é o autoabandono que nos faz sentir angústia para nos lembrar de cuidar da gente? Ela fala assim: quando a gente não enfrenta os nossos medos, tem medos que a gente não tem nem coragem de falar, quanto mais enfrentar, não é? Tem gente que tem medo mesmo espíritas da desencarnação. Eu tenho uma amiga querida que é espírita, trabalhadora, excelente, dedicada, mas não quer ouvir falar de morte, não. Não dá conta não. Pelo amor de Deus. Um medo muito grande que às vezes ele vem de experiências que a gente viveu lá atrás em outras existências, de traumas. Ele, o medo tem sua razão de ser, mas a gente precisa começar a enfrentar esses medos. Quando a gente não enfrenta, eles começam a aparecer em forma de angústia. Quando nós queremos ter o controle de tudo, gente, quando eu li isso aqui nesse livro da irmã se do for, falei: "Gente da nuce, vou ser angustiada a vida toda ô meu Deus do céu, como é que vai ser?" Por causa dessa ilusão do controle. A gente quer controlar e algumas coisas a gente pode mesmo controlar e deve, senão a gente vai se colocar numa situação de pessoa ser iniciativa. Ah, não, deixa, seja o que Deus quiser, não, tudo resolve. Aí você
controlar e algumas coisas a gente pode mesmo controlar e deve, senão a gente vai se colocar numa situação de pessoa ser iniciativa. Ah, não, deixa, seja o que Deus quiser, não, tudo resolve. Aí você tá fazendo o quê? Não, tô esperando, tô aguardando. Não, não é isso. Precisamos controlar assim algumas coisas, as que estiverem ao nosso alcance. A gente não tem condição de controlar, por exemplo, a reação daqueles que nos acompanham nessa existência terrena, seja na condição de esposo, esposa, filho, pai, mãe, amigo, não temos condição de controlar. E quando a gente quer controlar, porque a gente está apegado a essa ilusão, vem angústia para todos nós. Então essa ilusão do controle é algo que está convidando, nos convidando a fazer uma revisão de nós mesmos. Quando a gente espera muita perfeição nossa nas nossas atitudes, é a ilusão da perfeição. Nós não somos perfeitos, então a gente pode errar. Se a gente comprar essa ideia de que a gente não vai errar, nós vamos nos angustiar, porque a gente vai estar vestindo uma capa, uma máscara, mesmo que seja inconsciente de que a gente não erra. O que que isso vai fazer com que a gente seja mais rigoroso com o outro? Mas no fundo a gente sabe que nós somos falíveis. E é esse, no fundo, esse saber lá no fundo que vai me colocar em uma situação de ambivalência ou de conflito comigo mesmo. Puxa, eu sei que eu não sou perfeita, não, mas eu não aceito erro. Como não aceita erro, da onde vem isso? precisa rever esse posicionamento. Ou quando a gente cultiva, por exemplo, de uma maneira exaustiva a culpa, a culpa é algo da ordem, dos sentimentos mais tóxicos que a gente pode experimentar, é a culpa. Vejam bem que é muito diferente da da gente assumir a responsabilidade pela pelo equívoco e a gente se dispor a arregaçar as mangas para reparar. Isso aí não é culpa, isso é responsabilidade. Isso não aprisona, isso liberta. É algo louvável. Mas quando a gente fica ali aprisionado na culpa, no remorço, puxa, mas e o que e quanto que eu fiz? Não dá
o aí não é culpa, isso é responsabilidade. Isso não aprisona, isso liberta. É algo louvável. Mas quando a gente fica ali aprisionado na culpa, no remorço, puxa, mas e o que e quanto que eu fiz? Não dá mais para ser desfeito, porque às vezes foi uma briga que eu tive com alguém e a pessoa não tá mais nem aqui no plano material. Como é que eu vou resolver essa situação? E aí a gente vai se aprisionando na culpa, mas nós precisamos entender, ampliar a nossa visão para perceber que estando no corpo de carne ou fora dele, nós continuamos nos relacionando e nos comunicando. O nosso quando a gente acha que precisa vir ao centro espírita ou falar com o amigo médium para receber a mensagem daquela pessoa querida do nosso coração de que a gente espera notícia como se fosse um momento possível de união aquele aquele instante que a gente recebe uma mensagem que pode não vir nunca. E por isso nós não estamos nos relacionando com pessoas que estão ligadas a nós pelos laços mais fortes que existem no universo, que é a força do amor. É uma ingenuidade nossa muito grande. Então, a gente continua se relacionando. Podemos pedir desculpas, podemos, se a gente agiu equivocadamente com aquela pessoa, agir de maneira acertada com quem a vida nos coloque à frente. Nós vamos assim aprendendo uns com os outros. Então, vejam, meus amigos, que a angústia em qualquer situação que ela se apresente, ela é um convite para esse autocuidado. Esse autocuidado mais, eh, qual a palavra que eu vou usar? Eu quero falar mais cuidadoso, mas fica feio, né? esse autocuidado mais caprichado que a gente precisa ter com a gente, que é muito mais do que tomar banho, escovar o dente no médico, tomar remédio, comer bem, exercício físico. Isso é o cuidado com a matéria e o cuidado com as nossas emoções que nos direcionam, que nos impulsionam com a nossa energia que nós estamos dispendendo constantemente. Esse cuidado a gente precisa ter. Então, meus amigos, a irmã se vai nos falar aqui, a gente não vai ter tempo,
onam, que nos impulsionam com a nossa energia que nós estamos dispendendo constantemente. Esse cuidado a gente precisa ter. Então, meus amigos, a irmã se vai nos falar aqui, a gente não vai ter tempo, apesar de que esse capítulo ele só tem duas páginas, mas tem muito material paraa nossa reflexão, não é? A gente não vai conseguir falar tudo. Eu sugiro que vocês, se puderem, de uma lidinha nesse capítulo, mas ela eh vai nos dizer aqui, vai nos contar a história, eh, uma história que é narrada por Jesus, né? Evangelho de Lucas, quer dizer, narrada por Lucas, contando o que Jesus contou no capítulo 10, lá no versículo 30, é aquela história do bom samaritano, mas ela vai pegar só o iniciozinho dessa história. Aí falar que um homem vinha lá de na estrada, ele vinha de Jerusalém para Jericó. E aí que ele foi, vou ler aqui, respondendo Jesus disse: "Desci um homem de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores, os ladrões, né, os quais o despojaram e espancando se retiraram, deixando o meio morto." Aí, irmã nos convida a analisar esse trechozinho do evangelho de Lucas, essa pequena passagem, nos dizendo que Jericó, aliás, Jerusalém simbolizava o lado espiritual, as conquistas espirituais, Jerusalém e Jericó, que era uma cidade muito desenvolvida, simbolizava a vida, o comércio e a vida material. Então esse homem nesse trajeto deixando então ela faz essa analogia, um aspecto da espiritualidade ou da busca da espiritualidade se dirige então ao mundo material, ao comércio, a enfim as coisas da matéria, né? E aí nesse momento, ele é então eh roubado, cai na mão dos bandidos. E aí tiram tudo que ele tem e deixam ele quase morto. E ela vem nos dizer que comparar, ela vem comparar esses assaltantes aos assaltos emocionais. Olha que coisa interessante. Na hora que a gente deixa a espiritualidade de lado, e aqui eu não tô falando que é para vir na comunhão todo dia, na igreja tal, não é isso. É o conhecimento de que nós estamos aqui temporariamente e que nós somos seres
deixa a espiritualidade de lado, e aqui eu não tô falando que é para vir na comunhão todo dia, na igreja tal, não é isso. É o conhecimento de que nós estamos aqui temporariamente e que nós somos seres eternos. E temos que agir como seres eternos num corpo de carne, não o contrário. Não agir como se a nossa carne fosse eterna e qualquer coisa que tá ali fora, meu Deus do céu, acabou o mundo para mim. Então, nós precisamos compreender que nós devemos buscar essa compreensão sobre nós mesmos. Na hora que a gente abandona essa compreensão ou a gente vai relegando, vem os assaltos emocionais que nos tiram tudo. Em que sentido? A gente se sente sem chão. Não é isso? Não é angústia a gente ficar sem chão, a gente se sentir completamente perdido e aí Jesus continua. e é deixado meio morto. A angústia toma conta do nosso mundo interior de tal maneira que a gente fica meio morto. Qual que é? A gente lembra que na parábola veio o samaritano, não é? E lá socorreu e tudo mais. a gente não vai entrar nesse nesse ponto, mas apenas em relação a esse sentimento meio de estar meio morto, quando a gente é assaltado por esses assaltos emocionais que nos angustiam, qual que é o caminho? A volta à espiritualidade é o que nós precisamos nos conscientizar. Então, meus amigos, se eu acho que eh alguma coisa está acontecendo que me está tirando sono, é incerteza por causa de algum acontecimento externo na minha família, no país, no mundo, onde onde seja onde for. O que que nós precisamos fazer para lidar com angústia? Eu vejo que não é tirar angústia, mas para lidar de uma maneira a que a nossa encarnação seja produtiva, precisamos nos focar e voltar para o nosso centro. Nós somos seres eternos no corpo de carne. Não é o contrário. A gente não é um corpo de carne que quer durar para sempre porque não vai durar para sempre. Então, nós precisamos conviver com as idas e vindas, as nossas, os nossos seres queridos, entendendo que o nosso objetivo é muito maior. É como humanidade, a gente se dar as mãos, a
durar para sempre. Então, nós precisamos conviver com as idas e vindas, as nossas, os nossos seres queridos, entendendo que o nosso objetivo é muito maior. É como humanidade, a gente se dar as mãos, a gente buscar o laço com o outro e com a gente mesmo para que a gente possa se ajudar a crescer, se ajudar a essa viagem tão difícil que é esse mergulho para dentro de nós. Nós temos o caminho que nos foi dado por Jesus. Ele veio nos falar o evangelho. Ele veio nos falar das nossas potencialidades e ele veio nos ensinar a descobrir essas potencialidades. Eu agradeço a vocês o tempo, né? Esse momento nosso tempo se esgotou. E eu convido a que a gente possa então respirar bem bem profundamente assim dessa vez agora, botando a nossa angústia para fora. O que quer que seja que esteja nos atrapalhando nesse momento, cada um de nós tem as suas dificuldades, eu sei. Então vamos respirar e vamos botar para fora. Não imaginando que isso aí vai sumir, mas vamos entregar nas mãos do nosso mestre Jesus. Vamos fazer a nossa prece, meus amigos. Depois dessa respiração bastante profunda, procurando eliminar essas angústias que nos mortificam, que nos paralisam e vamos colocá-las, todos esses conflitos, esses sentimentos, essas apreensões nas mãos do nosso mestre Jesus, esse amigo querido. que nos conhece tão profundamente, muito mais profundamente que nós mesmos. E vamos pedir a ele, mestre, nos abençoa nesse instante, nos mostra o caminho a seguir. Renova, Senhor, as nossas esperanças e nos ajuda a compreender que, apesar das limitações que trazemos ao estarmos nesse corpo de carne, temos as condições necessárias a levar o nosso pensamento, a levar a nossa emoção de maneira a entrar em contato com o teu próprio coração e assim vislumbrar o nosso caminho infinito de evolução, vislumbrar a nossa condição de filhos do Pai, criados para a luz, para a beleza e para a felicidade. nos fortalece, Senhor, nesses momentos em que atravessamos, para que cada um de nós possa vasculhar no seu íntimo e oferecer a nós mesmos e
Pai, criados para a luz, para a beleza e para a felicidade. nos fortalece, Senhor, nesses momentos em que atravessamos, para que cada um de nós possa vasculhar no seu íntimo e oferecer a nós mesmos e aqueles que nos acompanham as flores da nossa compreensão, as flores da nossa amorosidade. Muito obrigada, Senhor, e fica conosco agora e sempre. Graças a Deus. Sejam bem-vindos. A nossa sala [música] de passe virtual da comunhão espírita de Brasília. O passe tem como finalidade auxiliar a recuperação física, mental e espiritual, substituindo os fluidos deletérios por fluidos benéficos. Durante o passe, [música] temos uma troca de energias físicas, mentais e espirituais, guiadas pelo melhor sentimento que é o amor. Essa energia amorosa auxilia [música] no reequilíbrio dos pensamentos e emoções, restabelecendo a harmonia íntima. Assim deve [música] ser utilizado quando sentir necessidade ou até que se sinta reequilibrado. Nesse momento em que daremos início à aplicação do paz, [música] pedimos que em um ambiente tranquilo você se coloque de forma confortável, fechando os olhos, [música] respirando de maneira tranquila e serena, para que assim possamos sentir a presença do nosso Deus de amor, Senhor da vida e da misericórdia. Entrando em sintonia com o nosso mestre e amigo [música] de todas as horas e com os mentores espirituais dessa casa, rogamos que nesse momento desça sobre nós todos os fluidos salutares e benéficos necessários [música] ao reequilíbrio do nosso corpo físico, mental e espiritual. Senhor meu Deus, [música] permita que os bons espíritos que me cercam me auxiliem nos momentos de dificuldade. [música] Que eu tenha a força necessária para continuar a caminhada no sentido do bem, do amor e da caridade. Traz, Senhor, a cura para os males do corpo e da alma. Mas se não for o momento, traz o refrigério necessário para que eu continue [música] a caminhada. Que nossos amigos espirituais possam visitar os nossos lares, abençoando a [música] cada um que lá se encontra,
o for o momento, traz o refrigério necessário para que eu continue [música] a caminhada. Que nossos amigos espirituais possam visitar os nossos lares, abençoando a [música] cada um que lá se encontra, trazendo a alegria de viver, a paz, a harmonia e que cada um possa colocar o amor [música] do mestre Jesus em seus corações. E também [música] os mentores espirituais possam visitar os nossos ambientes de trabalho, levando a cada canto [música] a tranquilidade, a fraternidade e a serenidade. Que esses bons fluidos se estendam [música] para cada um de nós, amigos e familiares, trazendo o conforto que tanto desejamos. a coragem e a fé para continuarmos a [música] nossa estrada da vida. Estamos chegando aos momentos finais de [música] nosso passe. Faremos então a oração que o Mestre Jesus nos ensinou. Pai nosso que estais [música] no céu, santificado seja o teu nome, venha a nós o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na [música] terra como no céu. O pão nosso de cada dia dai-nos hoje. Perdoa as [música] nossas dívidas, assim como perdoamos aos que nos [música] devem. Perdoa as nossas ofensas, assim como perdoamos aos que nos [música] ofendem. Não nos deixes entregues à tentação, mas livra-nos do mal. E nesse momento, calmamente, vamos abrindo os nossos olhos, retornando ao nosso ambiente com paz e vibrações fraternais. E agradecidos que somos [música] ao nosso mestre Jesus e aos mentores espirituais desta casa, damos graças a Deus, graças a Jesus e assim seja.
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