É permitido repreender os outros, com Fabiane Oliveira | Palestras Virtuais FEB
Acompanhe semanalmente, aos domingos às 17h as palestras Virtuais da Federação Espírita Brasileira. É permitido repreender os outros, notar as imperfeições de outrem, divulgar o mal dos outros? ESE, Capítulo 10, itens 19 a 21. Link de Acesso: https://febtv.live/palestrasFeb Apoie a FEBtv! Para que este e outros estudos continuem a ser produzidos. https://doe.febtv.com.br
necessária para encontrar a melhor saída, que é a do auxílio, do amor e da fraternidade. Que ele nos oferte a sua paz para que possamos levar a esta paz a todos com as quais tenhamos contatos. dia 28 ou 27, melhor, nesse mesmo dia, em 1948, voltar a pátria espiritual, aquela que Emanuel chama de poetisa da espiritualidade superior. Neste livro intitulado Dádivas do Amor, Emmanuel vai começar dizendo: "Na vida, o trabalho realiza, a ciência analisa, a filosofia estuda e a poesia canta." quando ele apresenta Maria Dolores para a gente e diz que não consegue ou fica dispensável qualquer referência, homenagem para ela e que se ele fosse dizer alguma coisa, ele só diria silêncio. A nossa Maria do Loures vai falar, tenho certeza que vai falar hoje aqui, né? Nós começamos com as palavras do nosso irmão Flamarion, que nos conduz nessas reflexões iniciais. Boa tarde a todos, queridos irmãos encarnados e desencarnados. O tema de hoje consta no livro Fonte Viva, capítulo 174. É interessante nessa obra porque Emanuel mostra um pouco da sua da sua genialidade ao abordar um único versículo e discorrer dele. Porque nos evangelhos a gente vai perceber que um fundo moral se destaca geralmente com base em diversos versículos, né? Nesse caso aqui, ele vai pegar um versículo de Marcos, também chamado João Marcos. Era filho de Maria de Jerusalém e a pedido de Pedro escreveu o seu evangelho destinado aos romanos recém-convertidos. E Marcos é considerado um evangelho sinótico. Que que é isso? Sinótico? Sim, vem de semelhança, ótico, olhar. Então, existem três evangelhos que t o mesmo olhar, Mateus, Marcos e Lucas. João é considerado um evangelho não sinótico, porque João tem um outro olhar, não é? Então, ele vai abordar uma passagem muito interessante que a gente vai ver repetido nos outros Evangelhos sinóticos. É a cura. da mão de um homem no sábado. Então, conta Marcos que Jesus estava na sinagoga e apresentava-se um homem com a mão deformada e era sábado. Sábado era o dia do Senhor. A gente sabe que depois a
a cura. da mão de um homem no sábado. Então, conta Marcos que Jesus estava na sinagoga e apresentava-se um homem com a mão deformada e era sábado. Sábado era o dia do Senhor. A gente sabe que depois a tradição por influência romana transformou o dia do Senhor no domingo, não é? Mas aquela época era sábado. E com base na cultura existente à época, o dia do Senhor era um dia só para adorar a Deus. E Jesus, então, vendo o homem com a mão, né, eh, deformada, ele se aproxima e os fariseus, que já sabiam que Jesus operava milagres, como é o termo que se usa, né, na Bíblia, muito embora Allan Kardec esclarece que não existem milagres. Quando a gente vai estudar os fluidos, a gente percebe, né, a atuação dos fluidos na recomposição do organismo. Mas naquele momento os os fariseus já ficaram de olho em Jesus. Jesus então chamou o homem na frente de todo mundo. E nesse momento ele então faz uma pergunta agora destinada aos fariseus. O que é permitido nesse dia? fazer o bem ou fazer o mal, salvar ou matar. E nessas horas os fariseus ficaram calados. E aí conta que Jesus ficou indignado e triste. E aí ele cura a mão desse homem e os fariseus então resolvem planejar matá-lo, né? Quando a gente faz essa visualização desses versículos, a gente tá falando do versículo 1 a 7, a gente percebe um fundo moral, não é? A gente percebe que a formalidade de adorar a Deus é incompatível da forma que era feita aquela época. Como é que nós vamos amar a Deus e não amar as suas criaturas? Como é que nós vamos ter um dia de adoração e deixar de fazer o bem, né? Então esse é o sentido. Mas Emanuel, ele é tão genial que ele pega uma partezinha só e já discorre e traz novos significados. Vamos então dar uma olhadinha no que ele diz no capítulo 174. Olha só, mãos estendidas. Aí ele vai citar o versículo 3 do capítulo do versículo 5 do capítulo 3 de Marcos. estende a tua mão. E ele a estendeu e foi lhe restituída a sua mão, são. Então, trata daquele momento específico em que Jesus curou a mão do homem. Agora
pítulo do versículo 5 do capítulo 3 de Marcos. estende a tua mão. E ele a estendeu e foi lhe restituída a sua mão, são. Então, trata daquele momento específico em que Jesus curou a mão do homem. Agora o comentário é de Manuel. Em todas as casas de fé religiosa há crentes de mão estendidas suplicando socorro. Isso aqui é uma referência, né, a muitos locais em que antes de entrar no templo a gente verifica, né, muitas pessoas pedindo, solicitando recursos. Almas aflitas revelam ansiedade, fraqueza, desesperança e enfermidades do coração. Não seremos todos nós, encarnados e desencarnados, que algo rogamos à providência divina, semelhantes ao homem que trazia a mão seca, presos ao labirinto criado por nós mesmos? Eis-nos a reclamar o auxílio do divino mestre. Entretanto, convém ponderar a nossa atitude. É justo pedir e ninguém poderá cerciar qualquer manifestação da humildade, do arrependimento e da intercessão. Mas é indispensável examinar o modo de receber. Muita gente aguarda a resposta materializada de Jesus. espera o dinheiro. Aquele conta, esse espera o dinheiro, aquele conta com a evidência social de improviso. Aquele outro exige a imediata transformação das circunstâncias no caminho terrestre. Observemos, todavia, o socorro do mestre ao paralítico. Jesus determina que ele estenda a mão mirrada. E estendida essa, não lhe confere bolsas de ouro, nem fichas de privilégio. Cura. devolve-lhe a oportunidade de serviço. A mão recuperada naquele instante permanece tão vazia quanto antes. é que o Cristo restituía-lhe o ensejo bendito de trabalhar, conquistando sagradas realizações por si mesmo, recambiando as lides redentoras do bem, nas quais lhe cabia edificar-se e engrandecer-se. A lição é expressiva para todos os templos da comunidade cristã. Quando estenderdes tuas mãos ao Senhor, não esperes facilidades, ouro, prerrogativas. Aprende a receber-lhe a assistência, porque o divino amor te restaurará as energias, mas não te proporcionará qualquer fuga às as realizações do teu
nhor, não esperes facilidades, ouro, prerrogativas. Aprende a receber-lhe a assistência, porque o divino amor te restaurará as energias, mas não te proporcionará qualquer fuga às as realizações do teu próprio esforço. Muito interessante, não é? Então veja que coisa que ele diz, mostra que Jesus não deu ouro, não deu bens, ele restituiu a saúde para que o homem viesse a se manter, né? Então, eh, tem uma obra de Edivaldo Pereira Franco, o espírito Amélia Rodriguez. Ele conta uma passagem em que Thiago Menor ou Thiago o Moço, filho de Alfeu com Maria de Cleóofas, ele indaga como seria essa felicidade no reino dos céus. E Jesus diz assim: "Todos nós que estamos atribulados, aflitos, quando chegarmos lá, isso vai passar. Mas a felicidade não é a cessação das nossas atribulações. O nome disso é repouso. Repouso todos nós teremos." Ele diz também: "Não são aqueles bens que nos aprisionam". Quantas vezes nós não queremos bens e na verdade viramos escravos dele? Mas ele faz a a sua conclusão, a felicidade está na consciência do dever cumprido. Então, muitas vezes nós ainda estamos buscando benefícios para usufruir, quando o nosso benefício maior será a oportunidade de servir. Não é à toa que Allan Kardec, um pedagogo, resumiu em fora da caridade, não há salvação. Agradeço a Flamarion pelas palavras e ele já nos explica aqui que é permitido curar nos sábados. E agora fica por conta da Fabiane nos dizer se aprende, se podemos repreender os outros. Boa tarde a todos. Que Jesus permaneça conosco, nos envolvendo nesse instante sublime em que aqui nos encontramos depois das reflexões iniciais e trataremos de um tema que realmente fala diretamente aos nossos corações, porque é o tema de bem-aventurados os que são misericordiosos, no entanto, com enfoque nos itens 19 a 21 de o Evangelho segundo o Espiritismo, que são os itens que nos foram separados para trabalharmos na nossa tarde. Então, nós estamos no capítulo 10 de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Bem-aventurados os que são
lho segundo o Espiritismo, que são os itens que nos foram separados para trabalharmos na nossa tarde. Então, nós estamos no capítulo 10 de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Bem-aventurados os que são misericordiosos. É um capítulo belíssimo em que nós já discutimos aqui aos domingos. Temos como perdoai para que Deus vos perdoe. Reconciliação com os adversários, o sacrifício mais agradável a Deus, o argueiro e a trave no olho. Não julgueis para não serdes julgados. Atire a primeira pedra àquele que estiver sem pecado. E finalmente, os últimos itens do capítulo são as instruções dos espíritos, perdão, das ofensas, a indulgência e especialmente para o nosso dia de hoje é permitido repreender os outros, notar as imperfeições de outrem, divulgar o mal de outrem. É um tema muito desafiador, porque todos nós que estamos aqui na Terra não somos puros e nem perfeitos e, portanto, temos inúmeros defeitos. e tratar dessa virtude cristã, eh, a misericórdia na observação das imperfeições do do próximo nos refere ou nos remete sempre a esse questionamento. Quer dizer, nós temos o direito de repreender os outros, nós sabendo o quão imperfeitos nós somos, o quão ainda temos que trilhar no caminho da plenitude, da percepção de seres integrais que somos, indivíduos que estamos na jornada terrena, aprendendo para com os outros num processo de coletividade, Porque não somos sozinhos, somos irmãos uns dos outros, falamos em pátria, falamos em sociedade e nos esquecemos de que todos somos irmãos uns dos outros. Então, como é que a gente vai ter a misericórdia suficiente ao observar e notar as falhas daquele companheiro que convive conosco? E mais, quando é que nós devemos denunciar o mal que o outro pratica? Acho que esse é o maior dos desafios, a sabedoria em identificar se nós devemos ou não apontar o dedo pro outro, não apenas denunciando as suas falhas, mas mais do que isso, muitas vezes denunciando o próprio mal que ele vem causando a sociedade, a uma pessoa que convive com ele. Nós vivemos tempos em
pro outro, não apenas denunciando as suas falhas, mas mais do que isso, muitas vezes denunciando o próprio mal que ele vem causando a sociedade, a uma pessoa que convive com ele. Nós vivemos tempos em que todos nós nos unimos contra o mal. As redes sociais hoje elas podem ser vistas como campos e espaços de trabalho coletivo, em que eu verifico se as mulheres estão sendo bem tratadas, se as crianças estão sendo bem tratadas, se as pessoas que têm fragilidades estão sendo bem tratadas. Então, nós vivemos hoje um momento em que nos sentimos na obrigação de não apenas nos calarmos ou não eh cometermos o mal. Nós nos vemos em instantes eh adequados da nossa história social, em que esperamos atitudes, ações pelo bem do próximo. E então muitas vezes nós ficamos em conflito. Será que é o caso de denunciar alguém que falta a caridade de alguém que causa transtorno, de alguém que prejudica às vezes uma organização, uma instituição. E quando nós estudamos as obras espíritas, eu sempre tive isso muito como um ponto de atenção, eh, de todas as obras que a gente lê, as mais de 400 escritas, né, psicografadas por Chico, todas as obras de Divaldo, esses grandes nomes que foram instrumentos benditos de de mensagens do além. E não raras vezes nós nos defrontamos com personagens que não delatam, personagens que não apontam o mal do outro. Eu me lembro em renúncia, e muitos aqui já devem ter lido essa obra, que é uma obra fenomenal, espetacular e que fala muito aos nossos corações sobre Alilne, esse ser angelical. uma mulher extraordinária, eh, de uma evolução espiritual incrível, ao ponto de, já no, no primeiro capítulo, a a narrativa de Emmanuel é no sentido de que ela nem precisava mais reencarnar na Terra diante da sua envergadura espiritual, ela pede, roga, pleiteia essa reencarna ção aqui junto a familiares e amores, né, da sua vida, porque ela quer auxiliar essas criaturas nesse processo de redenção espiritual. E durante a obra, a gente vai percebendo ailne sendo tragada em tramas muito difíceis
iliares e amores, né, da sua vida, porque ela quer auxiliar essas criaturas nesse processo de redenção espiritual. E durante a obra, a gente vai percebendo ailne sendo tragada em tramas muito difíceis diante de ainda espíritos muito embrutecidos. E ela eh numa atitude eh de renúncia, como o próprio nome da obra, lhe faz ju e de humildade, ela ao invés de apontar dedos, denunciar, massacrar, ela se coloca numa posição de auxílio, de serviço, de bondade, tentando auxiliar essas criaturas por meio das suas atitudes. A mesma coisa porque não lembrar do nosso próprio Cristo. Judas, talvez o maior erro de Judas fosse justamente aquele afã, aquela expectativa de que Jesus se posicionasse com maior rigor, com maior firmeza, apontando os erros do Sinédrio, apontando os equívocos daqueles ditos senhores da lei. Ele aguardava que num momento final Jesus pudesse no alto da sua autoridade tomar providências e silenciar aqueles verdugos. E ele foi surpreendido com uma posição contrária de Jesus posicionando-se diante da história como alguém que se cala, que se deixa levar pelos acontecimentos, por aquela turba de homens ainda imperfeitos, ímpios, maldosos. E ele não delata, não entrega, não se posiciona modificando aquela psicosfera de extrema inferioridade. Porque nós sabemos que Jesus poderia fazê-lo. Jesus é o governador da terra. Jesus sabe manipular todos os fluidos que aqui estamos mergulhados. Bastava que num átomo, um raio de luz, ele manipulasse todos os fluidos e atmosfera da natureza pudesse modificar aquele cenário de condenação, de massacre a que ele seria submetido. E, no entanto, ele assim não o fez. Ele assim não o fez. Em crônicas de além túmulo, Humberto de Campos, e muitos de vocês devem conhecer Humberto de Campos, ele foi um renomado eh brasileiro, escritor, inclusive pertencente da Academia Brasileira de Letras. E ao desencarnar, Humberto de Campos faz um trabalho magistral com Chico Xavier, psicografando inúmeras obras. A primeira delas é Crônicas de Além Túmulo.
pertencente da Academia Brasileira de Letras. E ao desencarnar, Humberto de Campos faz um trabalho magistral com Chico Xavier, psicografando inúmeras obras. A primeira delas é Crônicas de Além Túmulo. E nessa obra, no capítulo 5to chamado Judas Iscariotes, foi uma psicografia do Chico de 19 de abril de 1935. Humberto de Campos tem a oportunidade de se deparar no plano espiritual frente à frente com Judas. Imagina que interessante. E ele de repente encontra ali e um companheiro que estava a seu lado fala assim para ele: "Você sabe quem é esse aí?" E Humberto de Campos fala: "Não, não sei quem é esse. É Judas. E ele espantado, Judas. Sim, os espíritos apreciam às vezes volver atrás visitando sítios onde se engrandeceram ou prevaricaram. Os espíritos tinham levado Humberto de Campos até aquele local da história onde Cristo foi crucificado e Judas estava lá. E então, eh, Humberto de Campos fala: "Aquela figura de homem magnetizava-me. Não estou ainda livre da curiosidade do repórter. Humberto de Campos era um cronista. Mas entre as minhas maldades de pecador e a perfeição de Judas existia um abismo. Meu atrevimento, porém, e a santa humildade do seu coração ligaram-se para que eu o entrevistasse. "O senhor é de fato o ex-filho de Iscariotes?", Perguntei. Sim, eu sou Judas, respondeu aquele homem triste, enxugando uma lágrima nas dobras de sua longa túnica. Como Jeremias das Lamentações, contemplo às vezes esta Jerusalém arruinada, meditando no juízo dos homens transitórios. E aí Humberto de Campos lhe questiona: "É uma verdade tudo quanto reza no Novo Testamento a respeito da sua personalidade na tragédia da condenação de Jesus?" E Judas lhe responde: "Em parte, os escribas que redigiram os evangelhos não atenderam as circunstâncias e as tricas políticas que acima dos meus atos predominaram na nefanda crucificação." Pôcio Pilatos e o tetrarca da Galileia, além dos seus interesses individuais na questão, tinham ainda a seu cargo salvaguardar os interesses do Estado romano,
os predominaram na nefanda crucificação." Pôcio Pilatos e o tetrarca da Galileia, além dos seus interesses individuais na questão, tinham ainda a seu cargo salvaguardar os interesses do Estado romano, empenhado em satisfazer as aspirações religiosas dos anciães judeus. sempre a mesma história. O Sinedério desejava o reino do céu, pelejando por Jeová a ferro e fogo. Roma queria o reino da terra. Jesus estava entre essas forças antagônicas com a sua pureza imaculada. Ora, eu era um dos apaixonados pelas ideias socialistas do mestre, porém o meu excessivo zelo pela doutrina me fez sacrificar o seu fundador. cima dos corações, eu vi a política, única arma com a qual poderia triunfar, e Jesus não obteria nenhuma vitória com o desprendimento das riquezas. Com as suas teorias, ele nunca poderia conquistar as rédias do poder, já que em seu manto de pobre se sentia possuído de um santo horror à propriedade. Planejei então uma revolta surda. Como se projeta hoje em dia na Terra a queda de um chefe de estado. O mestre passaria a um plano secundário e eu arranjaria colaboradores para uma obra vasta e enérgica, como a que fez mais tarde Constantino I, o grande, depois de vencer Maxêncio às portas de Roma, o que, aliás, serviu para desvirtuar o cristianismo. Entregando, pois, o mestre a Caifás, não julguei que as coisas atingissem um fim tão lamentável e ralado de remorços. Presumi que o suicídio era a única maneira de me redimir aos seus olhos. E chegou a salvar-se pelo arrependimento? Perguntou Humberto de Campos. Não, eu não consegui. O remorço é uma força preliminar para os trabalhos reparadores. Depois da minha morte trágica, submergi-me em séculos de sofrimento expiatório da minha falta. Sofri horrores nas persegidas em Roma aos adeptos da doutrina de Jesus. E as minhas provas culminaram em uma fogueira inquisitorial. onde imitando o mestre fui traído, vendido e usurpado. Vítima da traição, deixei na terra os derradeiros resquícios do meu crime na Europa do século XV, desde esse dia em
m uma fogueira inquisitorial. onde imitando o mestre fui traído, vendido e usurpado. Vítima da traição, deixei na terra os derradeiros resquícios do meu crime na Europa do século XV, desde esse dia em que me entreguei por amor do Cristo a todos os tormentos e infâmias que me aviltavam com resignação e piedade pelos meus verdugos. Fechei o ciclo das minhas dolorosas reencarnações na terra, sentindo na fronte o ósculo de perdão da minha própria consciência. E mais à frente ele nos diz que ainda hoje muitas pessoas apontam o dedo para ele, Judas, sem saber do quanto ele trabalhou ao longo desses séculos pela sua própria recuperação espiritual, pelo seu reerguimento espiritual e que muitos até hoje apontam. ão as 30 moedas que ele vendeu o Cristo, sendo esses mesmos que vendem Jesus nos templos sagrados do nosso planeta Terra. Então, vejam que essa história de Judas, ela nos fala muito ao coração, porque nós estamos sempre apontando para o outro, esquecendo-se das nossas próprias deficiências, das nossas próprias máculas, das nossas próprias dificuldades. Somos ainda muito limitados quanto ao entendimento do plano maior de Deus paraa nossa terra. E nós, a partir dessa história tão tocante de Judas, ficamos a imaginar o quanto nós ainda temos que trilhar, não apenas quanto ao arrependimento, porque muitos de nós sequer se arrepende ainda dos males que temos causado. E o arrependimento, como todos nós sabemos, é apenas o primeiro passo da redenção. Nós ainda temos que alcançar o segundo, muito mais profundo para essa regeneração, que é o do trabalho incessante no bem, desejando deixar de lado o nosso ego, o nosso egocentrismo, a nossa petulância, a nossa pseudociência para efetivamente mergulharmos na hum humildade e na bondade do Cristo, nessa pureza a que nós ainda sequer somos capazes de entender do que se trata. Aqui no nosso item 19 de O Evangelho Segundo o Espiritismo do capítulo 10 dos bem-aventurados os que são misericordiosos, Kardec pergunta: "Se ninguém sendo
somos capazes de entender do que se trata. Aqui no nosso item 19 de O Evangelho Segundo o Espiritismo do capítulo 10 dos bem-aventurados os que são misericordiosos, Kardec pergunta: "Se ninguém sendo perfeito, isso significa que então ninguém tem o direito de repreender o seu próximo?" E essa é a é a pergunta que realmente nos nos fala bem alto ao coração, porque às vezes a gente sabe de um companheiro de trabalho, de um colega de lead ou espírita ou profissional que está enganado e que pode também estar prejudicando uma tarefa maior. E nós ficamos nos questionando, se eu não sou perfeita, eu posso, eu tenho o direito de repreender esse meu próximo? Vamos ver o que os espíritos nos responderam. Certamente que essa não é a conclusão a se tirar, porquanto cada um de vós deve trabalhar pelo progresso de todos e sobretudo daqueles cuja tutela vos foi confiada. Então, vejam que interessante isso aqui. Nós precisamos pensar que nós não somos sozinhos, que nós estamos num todo coletivo e que cada uma das nossas ações vibra em toda essa teia desse tecido social. E eu devo, portanto, estar preocupada com esse coletivo, com esse progresso de todos, especialmente quando há uma tutela que nos foi confiada. Agora, o que acontece é que muitas das vezes nós não repreendemos o erro, nós repreendemos a pessoa. Por quê? Porque de novo, nós queremos sair como mártires, nós queremos sair como o baloarte da moralidade. Nós queremos sair como a pessoa perfeita que quer ganhar aplausos. De novo, estamos nos deixando levar pelo ego, pela vaidade. Não estamos imbuídos desse sentimento puro do progresso do todo. Estamos preocupados em nos autofavorecer para que os outros digam: "Ah, vejam como ela é extraordinária. Vejam como ela está atenta." Tá? Então isso é um erro, um equívoco terrível. Judas, apesar por isso, ele diz em parte, porque no fundo ele se achava, ele se arvorava como alguém detentor da solução para aquele problema. No alto da sua infantilidade espiritual, ele chegou-se a se entender como mais sagaz do que o
arte, porque no fundo ele se achava, ele se arvorava como alguém detentor da solução para aquele problema. No alto da sua infantilidade espiritual, ele chegou-se a se entender como mais sagaz do que o próprio Cristo. Então, vejam que sob o pretexto de um progresso de toda aquela coletividade, no fundo o que Judas queria era ele ser a solução dos problemas vividos da época. Quando ele se depara com um Cristo que se deixa levar pelos acontecimentos, um Cristo que sabe, porque ele e o Pai eram um Cristo que sabia da importância daquele ato para toda a humanidade e para todos os séculos e milênios futuros da Terra. Um Cristo que se deixa humilhar, massacrar, sacrificar por toda a humanidade. ali a sua consciência ressalta, fala mais alto e ele não encontra outra saída também diante da sua infantilidade espiritual, porque ele poderia ter feito como Pedro, que depois que percebeu que negou a Jesus, correu para reparar os seus erros. Ele no alto da sua fragilidade espiritual se suicida, cometendo outro ato pior ainda do que aquele que ele já havinha cometido. Então aqui, como nos dizem os espíritos, é claro que eu tenho o direito de repreender o meu próximo, desde que eu não eu não esteja querendo repreender a pessoa, mas sim a atitude. Eu não posso personificar esse ato de repreensão. Eu preciso ter caridade para com a pessoa. Eu preciso verificar que ela erra como eu erro, como todos nós erramos. Mas como eu estou fora da situação, eu estou podendo enxergar melhor sob outro ângulo aquela situação, e eu posso, portanto, corrigir sem humilhar, eu posso orientar sem destruir. E esse é o maior dos nossos desafios. Para que eu possa chegar a esse nível de consciência, primeiro lugar, eu preciso a todo momento estar atento à minha própria análise pessoal. E nós já nos conhecemos? Essa é a primeira pergunta. Será que nós nos conhecemos? Quantos de nós temos feito o que Santo Agostinho no nos proclama para todo dia à noite, antes de dormir, ficar ali alguns minutos refletindo
s? Essa é a primeira pergunta. Será que nós nos conhecemos? Quantos de nós temos feito o que Santo Agostinho no nos proclama para todo dia à noite, antes de dormir, ficar ali alguns minutos refletindo sobre como foi o meu dia, como foram os meus atos, o que eu repreendo em mim. Nós fazemos isso? Não, nós não fazemos isso. Ah, nem prece muitas vezes nós fazemos, né? Quantas vezes a gente ora e dorme no meio da prece a gente já tá já tá dormindo. Aquela prece que não faz sentido nenhum, é só da boca para fora, né? Eu sempre conto aqui quando eu posso, meu filho caçula, ele é muito médium, ele sempre me pediu para fazer prece com ele para ele dormir. E é incrível quando a minha prece tem aquela fé extraordinária, aquela fé que você sente assim o ambiente mudar, você vê as luzes do ambiente, você parece que você vê várias estrelinhas, o menino dorme, gente, mas dorme assim, ó, numa paz. Quando eu faço aquela prece da boca para fora, ele não dorme. Aí ele bate assim em mim e fala: "Mãe, faz outra". Eu acho isso muito engraçado então, quer dizer, a gente não tem essa fé sequer para fazer uma prece todos os dias antes de dormir. O que dirá para essa autoanálise necessária e importante sobre quem somos nós? Nós não sabemos quem somos nós. Outro dia eu comentava eh com uma pessoa que dizia assim para mim: "Ah, eu sou casada há 46 anos, eu não conheço meu marido." Eu eu falei: "Você não conhece nem a você mesma, porque nós não conhecemos nem o outro e nem a nós mesmos. Nós estamos aqui na Terra num processo de profunda reflexão, primeiro de tudo, sobre quem somos nós. Porque eu eu preciso saber quem eu sou, até mesmo para definir os meus propósitos, quais são os meus propósitos, como é que eu vou atingir, como dito na leitura inicial, esse encontro de plenitude, de consciência para que eu esteja feliz? Se eu não sei quem eu sou, eu não sei quem são, quais são os meus propósitos? Eu não sei quem são os meus amores. Eu eu tenho amor pelas coisas materiais ou eu já tenho amor pelas
que eu esteja feliz? Se eu não sei quem eu sou, eu não sei quem são, quais são os meus propósitos? Eu não sei quem são os meus amores. Eu eu tenho amor pelas coisas materiais ou eu já tenho amor pelas coisas espirituais? Eu já trabalho o meu ser como ser integral? Eu cuido de mim enquanto ser espiritual ou eu só estou preocupada com a matéria e o cotidiano do dia a dia? Eu tenho buscado meditações, eu tenho buscado reflexões, eu tenho buscado músicas que me elevam. Eu me lembro muito do Divaldo. Divaldo, sempre que vinha fazer palestra aqui na casa muitos anos atrás, né? Eu vinha sempre na na semana eh dos congressos em novembro e ele sempre falava: "Ah, minha Bahia que toca aquelas músicas horrorosas, né?" Então, sempre que a gente fala de música, a gente lembra às vezes de Divaldo fazendo essa brincadeira, mas porque a música também é um estado de arte que nos faz conectar conosco mesmos. Nas leituras das obras de André Luiz, sempre que ele tá nos planos mais elevados da espiritualidade, ele relata ambientes em que músicas tocam profundamente o coração dos presentes, né? Então nós não temos ainda essa preocupação. Nós estamos nos deixando levar pelo nosso dia a dia, pelas brigas do cotidiano. A gente sai daqui, ó, termina uma palestra, já se irrita no trânsito. A gente chega em casa, já começa a cair nos conflitos dos filhos, marido, esposa e assim vai. Amanhã, segunda-feira, a gente se esquece de tudo que a gente refletiu aqui hoje. Então, nós precisamos, acima de tudo, trabalhar esse processo de autocompreensão para que depois eu esteja então apta a poder repreender o outro, mas acima de tudo com esse olhar de alguém que repreende o erro e não que condena essa pessoa. E aí os espíritos continuam: "Por isso mesmo deveis fazê-lo com moderação para um fim útil e não como as mais das vezes pelo prazer de expor aquele que erra. Nesse último caso, a repreensão é até uma maldade. A repreensão aqui vai ser vista como uma maldade. No primeiro, é um dever que a caridade
como as mais das vezes pelo prazer de expor aquele que erra. Nesse último caso, a repreensão é até uma maldade. A repreensão aqui vai ser vista como uma maldade. No primeiro, é um dever que a caridade manda seja cumprido com todo o cuidado possível. É por isso que essas almas nobres, quando elas querem repreender, elas repreendem com atitudes. É muito interessante isso. Eles não pegam um holofote, eles não vão à polícia, eles não eles procuram primeiro dentro daquela eh possibilidade de convivência com o infrator, ensinar pelos atos, pelas atitudes, porque é assim que a grandeza faz, é assim que Jesus nos ensinou a fazer. É assim que os seus discípulos deram continuidade aos seus ensinamentos, ensinaram a fazer. Então, eh, os espíritos respondem: "A censura que alguém faça a outrem deve, ao mesmo tempo, dirigi-la a si próprio, procurando saber se não a terá merecido em uma outra oportunidade." Isso quem tá dizendo é São Luís, psicografia de Paris, do ano de 1860. Então, São Luís nos convoca, mais uma vez, como Santo Agostinho já o fizera, acima de tudo, a essa autoanálise, a essa reflexão sobre quem eu sou, onde é que eu me encontro dentro desse contexto de progresso social, coletivo e espiritual. E, infelizmente, as mais das vezes, os gritos que muitas vezes se esbanja como se fosse em nome do bem, são gritos travertidos de eh egocentrismo, idolatrias e fanatismos. Eu acho que os tempos, inclusive, que nós vivemos são tempos em que isso fica muito escancarado. Pessoas que sob pretexto do amor, da caridade de Deus, fazem um alarde que não edifica, é um alarde que constrange, é um alarde que divide, não causa união, não causa reflexões profundas sobre o evangelho do Cristo. E Jesus já dizia: "Eu vim aqui, eu vim trazer a espada, porque o homem não vai entender os meus conceitos, porque de novo o homem vai se deixar levar por essa idolatria ao ego, a personificação. Eu sempre quero ser alguma autoridade. E o que mais é me sensibiliza no espiritismo, e eu posso dizer isso a
os, porque de novo o homem vai se deixar levar por essa idolatria ao ego, a personificação. Eu sempre quero ser alguma autoridade. E o que mais é me sensibiliza no espiritismo, e eu posso dizer isso a vocês, porque eu sou espírita há 45 anos, o que mais me sensibiliza no espiritismo é que aqui não existe uma autoridade a se seguir. Eu não tenho um pároco, um líder religioso. Tenho pessoas que lutam por se transformar, por ser melhores a partir dos ensinos da espiritualidade. Pessoas que se colocam como protagonistas da sua própria evolução. É muito fácil eu virar para um padre, para um pastor, para um líder religioso e falar: "Toma, esta é a minha vida, conduza-a para mim". O espiritismo fala: "Não, quem vai conduzir a sua vida é você mesmo. É você quem vai ter que se libertar das suas dificuldades, dos seus conflitos, das suas mazelas. Você vai ter que enxergar quem você é". Muitas vezes nós não queremos ver quem somos porque dói. É um conflito eu ver quem eu sou. Nós muitas vezes carregamos máscaras, personas diante das pessoas e quando estamos nós conosco mesmos, a gente não quer parar para para se enxergar porque dói, vai doer. Não vou ser aquela pessoa bondosa que eu parecia ser, mas nós temos que fazê-lo se queremos essa mudança, num arrependimento ativo, já pensando no próximo passo. Como eu posso reparar os meus erros? Como é que eu posso ser melhor hoje do que eu fui ontem? E o espiritismo necessariamente, quem é espírita, de tempos em tempos está feliz. Quem é verdadeiramente espírita, como dizia Kardec e os espíritos aqui em o livro dos espíritas, dos espíritos, é aquele que verdadeiramente vai verificar o esforço que fez e que vai se situar hoje como uma pessoa melhor do que era 5 anos atrás, 10 anos atrás, 20 anos atrás. Então, a autoridade que eu sigo acima de tudo são os ensinos de Jesus. trazidos de maneira clara pelos espíritos que nos revelam que a vida continua, que não há fim após a morte e que, portanto, para tudo há solução. Às vezes as pessoas brincam, é, para
ensinos de Jesus. trazidos de maneira clara pelos espíritos que nos revelam que a vida continua, que não há fim após a morte e que, portanto, para tudo há solução. Às vezes as pessoas brincam, é, para tudo tem solução, menos paraa morte. Eu falo: "Não, para mim não. Eu sou uma pessoa que para tudo tem solução, inclusive pra morte, porque a vida continua plena, cheia de planos, de propósitos. E nós, ainda que erremos até o último dia de nossas vidas, sempre haverá um amanhã a florescer, cheio de esperança, cheio de bom ânimo, para que nós possamos refazer os nossos atos e, portanto, continuar junto a Jesus numa nova história, numa nova etapa. Então, no item 20, ah, os Kardec pergunta: "Mas será repreensível notarem-se as imperfeições dos outros quando daí nenhum proveito possa resultar para eles, uma vez que não sejam divulgadas?" Então, quer dizer, e se eu tiver só com aquela pessoa, eu não não vou divulgar para ninguém o mal daquela pessoa? Vale a pena essa eu repreender. Às vezes a gente lembra assim quando a gente tá fazendo evangelho no lar, cai aquela página inicial assim, a gente lê aí vira para um filho e fala: "Tá vendo? Ó, isso aqui é para você, né? Então eu posso fazer isso, essa repreensão, né?" E os espíritos respondem: "Tudo depende da intenção. De certo a ninguém é defeso ver o mal, né? né? Ninguém é proibido ver o mal quando ele existe. Fora mesmo inconveniente ver em toda parte só o bem. Semelhante ilusão prejudicaria o progresso. O erro está no fazer-se que a observação redunde em detrimento do próximo, desacreditando-o sem necessidade na opinião geral. Igualmente repreensível seria fazê-lo alguém apenas para dar expansão a um sentimento de malvolência e a satisfação de aplanhar os outros em falta. Dá-se inteiramente o contrário quando, estendendo sobre o mal um véu para que o público não o veja, aquele que note os defeitos do próximo o faça em seu proveito pessoal. isto é, para se exercitar em evitar o que reprova nos outros. Então, vejam que interessante. Toda vez
a que o público não o veja, aquele que note os defeitos do próximo o faça em seu proveito pessoal. isto é, para se exercitar em evitar o que reprova nos outros. Então, vejam que interessante. Toda vez que eu tiver a oportunidade de estar com alguém e que eu devo repreendê-lo, se eu quiser efetivamente fazê-lo, que eu pergunte a mim mesmo: "O mal que eu enxergo nele, eu também enxergo em mim?" A falta que eu verifico sendo cometida neste momento por ele é uma falta que eu também cometo, muitas vezes em outras ocasiões, ainda que seja em menor escala. Então, vejam que a gente muda a perspectiva. É uma perspectiva de cobrança de mim mesma e não cobrança dos outros. Aliás, a gente se lembra daquela célebre frase do Chico, né? Aos outros, eu dou o direito deles serem o que são e a mim o dever de ser melhor do que eles. Tomada essa frase na literalidade é exatamente o que nós temos que refletir a partir do nosso evangelho de hoje. Para que eu repreenda esse meu próximo, para que eu pegue a leitura do evangelho no lar e aponte para um filho, pro marido, paraa esposa, eu pergunte: "E mim? aonde está essa dificuldade, essa falta moral, eh, que eu verifico neste exato momento, né? Então, eu preciso ser um grande cobrador de mim mesmo. E não é o que acontece, pelo contrário, a gente passa a mão na cabeça dos nossos, né, dos nossos próprios erros, de nós mesmos, né? passamos a mão na nossa cabeça. Então, nós somos implacáveis, contumazes com o outro e muito serenos e amenos com as nossas próprias faltas. E a gente tem que perceber que nós precisamos despertar em nós esse sentimento, gente, de trabalho coletivo. Eu cada vez mais tenho refletido sobre isso, até mesmo nos meus estudos profissionais. Eu sou da área do direito, eu gosto muito de estudar eh como jurista direitos coletivos. Eu acho que cada vez mais a gente precisa perceber que a humanidade precisou daquele momento do individualismo, aquele momento do iluminismo, em que eh o indivíduo precisava ser o centro da atenção
s. Eu acho que cada vez mais a gente precisa perceber que a humanidade precisou daquele momento do individualismo, aquele momento do iluminismo, em que eh o indivíduo precisava ser o centro da atenção para descortinar os problemas dos déspotas, né, da da tirania, eh, daqueles massacres que nós vínhamos passando ao longo da humanidade, mas um indivíduo que hoje encara a si mesmo como alguém que precisa trabalhar pelo coletivo. E aqui trazendo pelos estudos espíritas por alguém que se reconhece como cocriador, alguém que sabe que tem uma missão divina, porque todos nós somos feitos à imagem e semelhança de Deus. Então, às vezes, a gente fica na desculpa de que a gente quer uma grande missão, uma grande tarefa e acaba não fazendo nada e acaba sendo uma pessoa que não se revela diante dos próprios filhos, diante do dos próprios companheiros de trabalho, diante dos companheiros dos templos religiosos, porque é uma pessoa que tá sempre esperando uma grande missão e ela se esquece das pequenas grandes missões, que é o de olhar para si mesmo e se revelar uma pessoa mais fraterna, mais amiga, alguém que olha para pro meio ambiente, pra natureza, alguém que tá atento às fragilidades do outro, do ser humano, alguém que busca os estudos e o conhecimento para melhor entender a vida aqui na Terra. Busca os estudos de psicologia, os estudos de fisiologia, todos os campos da ciência física. são absolutamente necessários para que nós também possamos melhor desenvolver as nossas habilidades espirituais. Porque Deus desenvolveu uma dualidade, espírito e matéria. Isso tá no livro dos espíritos muito claro. É Deus, espírito e matéria. É uma trindade, um triângulo que o espírito para chegar a Deus vai ter que passar pela matéria. Então, eu preciso estudar, eu preciso entender, eu preciso participar, eu preciso ser ativo. Eu não posso ficar esperando que outra me ensina, eu não posso ficar esperando que outra me diga o que fazer. Eu tenho que colocar mãos à obra, ainda que eu fale, ainda que eu
r, eu preciso ser ativo. Eu não posso ficar esperando que outra me ensina, eu não posso ficar esperando que outra me diga o que fazer. Eu tenho que colocar mãos à obra, ainda que eu fale, ainda que eu erre, mas a gente vai melhorando num processo em que eu tô atuando. E é assim que eu vou, inclusive poder, ao final de cada dia, perguntar: "Como é que eu fui hoje? As minhas atitudes me levaram a quê? A um crescimento espiritual ou eu permaneço numa tirania, no egocentrismo? querendo ser eh visibilizada pelos outros, aplaudida, querendo aplausos. Então, essas são as reflexões que acabam nos fazendo perceber que realmente o estudo de hoje não tem nada de simples, porque para eu apontar o dedo pro outro, eu acima de tudo vou ter que apontar o dedo para mim mesmo e vou ter que verificar quais são as minhas mazelas, as minhas dificuldades. Porque quando Jesus recebeu a moça que estava para ser apedrejada, adúltera, Jesus mudou aquela psicosfera, fazendo com que todos vissem a si mesmos. Por que que não apedrejaram a adúltera? Porque Jesus falou: "Não façam isso". Jesus deu esse comando. Guardem suas pedras, não façam isso. Jesus não precisou fazer isso. Jesus pediu para que todos olhassem para si mesmos e atire a primeira pedra aquele que nunca tiver cometido uma falta. Ninguém teve coragem de atirar aquela pedra. Mas Jesus não deixou de repreender o ato. Vai e não peques mais. Então ele não fala mal dela, ele acolhe ela, ele abraça ela, ele dá um novo rumo para ela, ele dá esperança a ela, assim como ele ensina a todos aqueles que eles precisavam olhar, abrir os olhos para si mesmos. A gente abre o olho pro outro e esquece de abrir o olho para nós mesmos. Então, eh, os espíritos respondem ainda aqui que o erro está justamente em se fazer que essa observação redunde em detrimento do próximo, desacreditando sem necessidade na opinião geral. Igualmente repreensível seria fazê-lo apenas para dar expansão a um sentimento de malevolência e a satisfação de apanhar os outros em falta. de novo, é o
sacreditando sem necessidade na opinião geral. Igualmente repreensível seria fazê-lo apenas para dar expansão a um sentimento de malevolência e a satisfação de apanhar os outros em falta. de novo, é o personalismo e não o desejo do progresso coletivo. E por fim, na questão 21, que é o item que finaliza o nosso capítulo 10 e próximo domingo começaremos a estudar o capítulo 11, amar o próximo como a si mesmo. Kardec pergunta: "Haverá casos em que se convenha desvendar o mal de outra?" E os espíritos respondem: "É delicada esta questão e para resolvê-la necessário se torna apelar para a caridade bem compreendida. Se as imperfeições de uma pessoa só a ela prejudicam, nenhuma utilidade haverá em divulgá-la". Mas se podem acarretar prejuízos a terceiros, deve-se atender de preferência ao interesse do maior número. Segundo as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode constituir um dever, pois mais vale caia um homem do que virem muitos a ser suas vítimas. Em tal caso, deve-se pesar a soma das vantagens e dos inconvenientes, mas mesmo assim, de novo, é um desafio e tanto, porque será que nós já estamos num patamar de evolução em conseguir em que nós conseguimos fazer esse esse sopesamento do bem versus o mal que aquela minha atitude pode causar? né? Em resumo, resumo de tudo isso aqui, nós temos que ter uma orientação amorosa. Esses alardes que a gente vê por aí, muitas vezes de caridade não tem nada, e sim personificações e egoísmo. Nós temos que pensar em edificar antes de uma atitude dessa uma oração para nos conectar com a espiritualidade maior e pedir para que eles nos orientem, para que nós saibamos bem agir diante dessa situação. E sempre pensando em pontes de regeneração. Eu preciso pensar em como eu posso recuperar aquele irmão. Quantos de nós ainda não queremos que as pessoas que cometem crimes, delitos, por mais tenebrosos que sejam, que elas sofram o tudo que puderem dentro de um sistema penitenciário, por exemplo. Esse é o pensamento de um verdadeiro
emos que as pessoas que cometem crimes, delitos, por mais tenebrosos que sejam, que elas sofram o tudo que puderem dentro de um sistema penitenciário, por exemplo. Esse é o pensamento de um verdadeiro cristão. E eu tenho que pensar em construir pontes de regeneração para aquela criatura. Se eu tenho que fazer um trabalho de oração e de aproximação para com a espiritualidade maior, é o mal que vai eh aniquilar com o mal ou é o bem ao longo dos dos anos, das décadas, dos séculos. da história tem nos provado que é o bem que constrói, que é o bem que corta ciclos do mal, que é o bem que regenera. Então a gente diante dessas, quando nós estivermos diante de situações como essa, vamos nos perguntar o seguinte: depois de fazer uma oração com fé, aquela oração em que você se sente transportar verdadeiramente pro plano espiritual? Aí nós vamos nos perguntar como é que Jesus agiria se estivesse no meu lugar. Corrigir pode ser até uma obrigação do amor, mas nós não podemos confundir correção com disforço pessoal, porque a caridade jamais grita, a caridade ensina com amor. Que possamos então desenvolver em nós a verdadeira misericórdia, que foi o tema do nosso capítulo 10 e que estudamos ao longo desses últimos domingos. Que sejamos instrumentos de paz onde houver julgamento, de compreensão, onde houver dureza de amor, onde houver erro, pedindo a Jesus que nos abençoe, para que nós saibamos corrigir com ternura, repreender com humildade, amar com sabedoria, esquecendo sempre de nós mesmos e pensando numa coletividade mais humana, mais fraterna, mais justa. Que Jesus nos abençoe. Agradecemos a Fabiane pela condução carinhosa, que levou o tema não deixando de nos chamar a responsabilidade que nos compete. E eu lembrava que Joana de nos orienta eh ou nos ensina que nada de fora perturba um coração que pulsa tranquilo ao compasso do dever retamente cumprido. Então, que busquemos cumprir com os nossos deveres, no limite de nossas forças, no limite de nossas capacidades, usando sempre da amorosidade, da
lsa tranquilo ao compasso do dever retamente cumprido. Então, que busquemos cumprir com os nossos deveres, no limite de nossas forças, no limite de nossas capacidades, usando sempre da amorosidade, da caridade e da fraternidade para com todos. Próximos às nossas despedidas, convido a todos mais uma vez para elevarmos o nosso pensamento, aquele que é a causa de estarmos aqui, ao Cristo Jesus, pedindo a ele que nos dê forças para enfrentarmos com serenidade e sobriedade todas as situações que nos apresentem. que ele nos dê coragem para que jamais percamos a fé e a esperança e que nos auxilie, mantendo acesa em nossos corações a chama que alimenta o perdão ilimitado, para que sempre possamos perdoar aqueles que porventura nos ofenderem. Que possamos, Senhor, seguir para os nossos lares, levando conosco essas bênçãos de luz e distribuindo no caminho aqueles que, porventura nos encontramos. Auxilia-nos a ser melhores amanhã do que somos hoje, sendo nós a estender as mãos aqueles que sofrem. Lembrando daqueles que já sequer conseguem chorar por terem secado as lágrimas diante da violência, nas vicissitudes, da inquietude e da falta de fé. Compadece-te dele, Senhor, e abençoe a todos. Pedimos também que abençoe os nossos médiuns passistas para que tenham suas energias reforçadas, seu pensamento equilibrado em ti e possam distribuir este amor pelo amor que receberam. Que assim seja. que desejam o passe, como de costume, peço que fiquem em seus lugares. A equipe vai preparar o ambiente e assim que concluído a preparação, vão convidá-los a este momento tão especial.
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