Cosme Massi - O Caráter da Revelação Espírita - PARTE 3 (em torno do ano de 2006)
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a obra vai complicando, porque eles botam os espíritos superior desmaterializando o leite. Porque quando Jesus bebia, ele não podia, ele não podia eh eh eh tomar o leite porque era confluído. Então, os espíritos desmaterializavam o leite. Tudo bem, mas veja como é que você vai criando uma teoria cada vez mais que uma coisa vai puxando outra, ela vai ficando tão fantástica, tão fantástica, que a gente diz em epistemologia, quando a teoria é mais fantástica do que ela quer explicar, você desconfia dela. Eu podia criar uma teoria, quer ver, maravilhosa, em que eu explico todos os fenômenos espíritas. Eu já fiz isso numa brincadeira com as pessoas. Como é que se cria uma teoria? Eu vou criar uma agora aqui, quer ver? Imagina o seguinte, olha a teoria linda que eu vou criar agora. Eu explico todos os fenômenos espíritos com ela. Teoria é a seguinte: os cérebros se comunicam entre si de forma consciente ou inconsciente, transmitindo à distância todo o conhecimento que cada um tenha e de geração para geração geneticamente. Admita isso como princípio, que os cérebros se comunicam entre si, de forma consciente ou inconsciente, transmitindo todo o conhecimento entre eles, entre esses cérebros, e de gerações para gerações. Bom, eu explico qualquer fenômeno espírita com esse qualquer, não tem algum que eu não explico aí, mas vamos explicar um conjunto de fenômeno espírito. Sócrates se comunicou. Não, o cérebro de Sócrates transmitiu para alguém de sua geração. E esse alguém que tá vivo hoje, que é de você consegue achar um descendente do Sócrates, esse cara tá vivo. O seu cérebro transmite inconscientemente para mim tudo que tinha no Sócrate. Então, quando eu escrevo com toda a habilidade de Sócrat, na verdade é o cérebro. Você pode fazer uma teoria que explica tudo. Aí você fala: "Pa, tá fantástica para caramba essa teoria, porque o sé se comunica você começa a a ter um montão de pergunta para responder nessa teoria. Cada vez que você vai colocando uma coisa, o sujeito pega, vai me perguntar:
ca para caramba essa teoria, porque o sé se comunica você começa a a ter um montão de pergunta para responder nessa teoria. Cada vez que você vai colocando uma coisa, o sujeito pega, vai me perguntar: "Ah, mas como é que os cérebros comunicam a distância?" Eu ainda não sei, mas se comunica. E aí você vai, então Kardec mostra no capítulo dos sistemas que é possível criar sistemas que explicam os fenômenos. Por que que você não fica com eles? Porque a ciência procura sistemas que sejam mais simples, que sejam muito que que não é tão fantástico, que você não tenha que inventar uma coisa. Não que seja impossível que Jesus tivesse corpo fluído e que os espíritos não pudessem desmaterializar os fluídos. Isso não tem uma impossibilidade lógica, mas é fantástico para caramba. Tudo bem, você prefere essa teoria ou a hipótese menos fantástica de que Jesus tenha tido um corpo normal como qualquer um. Você não precisa criar nenhum nenhuma coisa fantástica desse tipo. Só que mais ainda ao disser que ao quando eu digo que Jesus tem um corpo como qualquer um, esse problema da Maria e do José não tenho mais, que Maria e José também teve um corpo comum. Então eu já consigo resolver também esse problema que o caso eles têm um problemão, como eles explicam Maria e José sendo perfeito e tendo o corpo de carne, então Maria e José sendo perfeito foram punidos depois de perfeito. Então a teoria deles tem uma noção de perfeito diferente. E aí vai, você vai criando sistemas. Claro que você tem que ler o sistema, discutir e ver, olha que que você vai selecionar. O sistema que ele parece mais razoável, que condiz mais com o bom senso, com a razão e com os fatos. Você pode criar sistema. Os espíritos criam sistema, criam sistemas. Aí tá um exemplo de um sistema. Essa obra foi psicografada por uma médium e os espíritos assinaram Mateus, Marcos, Lucas e João assistido pelos apóstolos. Se for critério de autoridade, de nome, imagina se você usa critério de autoridade, pô. F Mateus, Marcos, Lucas,
médium e os espíritos assinaram Mateus, Marcos, Lucas e João assistido pelos apóstolos. Se for critério de autoridade, de nome, imagina se você usa critério de autoridade, pô. F Mateus, Marcos, Lucas, João pros apóstolos que é autoridade maior que essa. Então se você usar critério de autoridade, vale o sistema pro critério de autoridade. Você ficaria com esse sistema e não com Kardequiano, porque é Kardec. Quem é Kardec? Nem sei esse nome. Allan Kardec, Polite Leon, Denisar Rivaio lá, um professor pedagogo na França. O outro não, Mateus, Marcos, Lucas, João, assistido pelos apóstolos. Mas em ciência não tem critério de autoridade, não é o nome que tá assinado, mas o a lógica, o bom senso, a articulação do sistema, a sua coerência interna, a ausência de contradições, essas contradições aparentes, como eu mostrei aqui, que Maria e José é perfeito, mas eles não têm as diversas contradições. São essas estruturas que você vai aprendendo do sistema que você vai escolhendo. Claro que se tiver um rustenguista presente, ele vai defender o sistema dele. Eu o respeito. Ele acha que o tema dele é mais coerente. Claro que eu vou continuar perguntando como ele vai explicar essas coisas. Claro, se se ele quer discutir. Se ele não quer discutir, aí eu não vou nem perguntar. Ou você tá discutindo ou ou no ambiente de discussão vári os argumentos. Coloca você o argumento, eu coloco o outro. É assim que você aprende. A gente aprende discutindo. Tô colocando ideia. Como eu tô colocando aqui argumentos contra várias obras mediúnicas que vocês sabem que descrevem os espíritos cheios de órgãos. Vocês pod dizer o Cosm tá criticando um montão de obra. Eu não, Kardec tá lá na pergunta 257. Você quiser eu abro aqui e lê lá. Não tem órgãos. Agora eu acho o Kardec muito mais razoável. Opinião minha. Seus argumentos me parecem muito melhores por essas razões que eu tô colocando aqui. Mas o sujeito pode achar que essas obras revolucionaram o Kardec, como já me disseram. Esses espíritos revolucionaram
us argumentos me parecem muito melhores por essas razões que eu tô colocando aqui. Mas o sujeito pode achar que essas obras revolucionaram o Kardec, como já me disseram. Esses espíritos revolucionaram Kardec. Foram além do que Kardec. A doutrina avança, progride, como o Kardec disse, e esses sistemas foram progresso no espiritismo. Eu falo, bom, eu não vejo assim como progresso. Eu acho que isso são equívocos, minha oposição, eu dou meus argumentos, inclusive argumento de análise textual, que eu podia aqui botar os textos para vocês e mostrarem as frases sem sentido nos textos. Várias frases sem sentidos, várias frases com erros científicos. poderia fazer aqui pegar o texto, olha essa frase aqui, tá sem sentido, tem erro científico. Então, esses espíritos que pretendem superar Kardec cometendo erros científicos desse jeito, frases sem sentido desse jeito, me desculpa, mas eu não posso aceitar. Quem pretenda superar o pensamento de Kardec não pode cometer erros tão graves como a gente mostra que a obra tem. Então, é opinião do CM, opinião do Cosm. Mas eu tô dando os argumentos de você. é discussão ou é religião? Se é religião, eu nem discuto. Fica você com a sua, eu fico com a que eu não tenho. E nós e nós ficamos amigos, nos apreciamos, nos admiramos sem nenhuma problema emocional de eu ficar com raiva de você ou você ficar com raiva de mim. Porque ciência não é para você ficar com raiva. Ciência é para discutir a verdade de forma fria, lúcida. A verdade os epistemólogos, ela não tem valor. Ela não pode produzir em você a ira. Então você tá mal. Se a verdade te produz a ira, você tá mal. A verdade tem que ser sempre esse espírito aberto de que você, como diz o os grandes filósofos, você tem que ser sempre essa visão. Posso estar errado. O cientista, o filósofo tem que adotar a frase que define a humildade. Posso estar errada. Se eu posso estar errado, eu tenho que ouvir argumentos, eu tenho que fazer o diálogo, a discussão, porque eu posso tá errado. Então, eu posso estar errado nos
define a humildade. Posso estar errada. Se eu posso estar errado, eu tenho que ouvir argumentos, eu tenho que fazer o diálogo, a discussão, porque eu posso tá errado. Então, eu posso estar errado nos meus argumentos. Kardec pode estar errado, mas me apresente argumentos e não descrições. Isso é um pacto muito importante, gente. Não confunda argumentos com descrições. Essas obras descrevem sem nunca argumentar ou fundamentar. Só descrições. Sabem a diferença da descrição para o argumento. A descrição, eu digo: "É assim, é assim, é assim, é assim, é assim, é assim, assim". Mas fundamente. Por que razão é assim? Como você responde isso? Não tem, só tem descrições. É o que acontece com a tese Kardequiana da evocação, que é uma tese importante também, que Kardec dá os argumentos, porque tem que ter evocação, a importância dela. Aí vem espíritos contra a evocação, sem nenhum argumento. Sem nenhum argumento. Eu já li todas as passagens que me chegaram às mãos, podem não ter chegado todas. dos diversos espíritos que se manifestaram a partir dos nossos médios contra evocação, não tem nenhum argumento. A não ser o que a gente chama falácia em filosofia. É perigoso. Isso é falácia. É perigoso tomar injeção. Não tome não, viu? Injeção é perigosíssimo. Andar de bicicleta é perigosísimo. Não ande andar de carro hoje. Então, gente, não ande. Não tem coisa mais perigosa. Aliás, a estatística mostra que o Brasil morre mais gente em desastre automóvel do que matou na guerra de Vietnã por ano. No ano nós matamos mais do que a guerra do Vietnã matou. Que perigoso mais do que isso. Então isso não é argumento. A falácia do perigo é conhecida em epistemologia, em filosofia. Não faz nenhum sentido, porque os mesmos aí quando você pergunta por que é perigoso e às vezes algum desses textos diz que é perigoso e diz que que é porque é perigoso. Aí você lê. Quando você pega o que o indivíduo coloca que é perigoso, se aplica a comunicação espontânea também. É curioso. Pega alguns dos autores. Ele
e é perigoso e diz que que é porque é perigoso. Aí você lê. Quando você pega o que o indivíduo coloca que é perigoso, se aplica a comunicação espontânea também. É curioso. Pega alguns dos autores. Ele diz assim: "É perigoso ele dá porque é perigoso. Você pega aquilo que ele escreveu por e pega agora a comunicação espontânea, não evocação. Você descobre que também tem o mesmo perigo. Então é proibido comunicação espontânea. Sabe o que é isso? São os espíritos que propuseram proibido evocar os mortos. É proibida a comunicação mediúnica, porque os argumentos que eles dão contra evocação se aplicam todos à comunicação espontânea. Então, no fundo, eles estão dizendo pra gente: "É proibido comunicar-se com os espíritos". Então, vamos jogar o espiritismo no lixo, porque é uma doutrina que se funda na comunicação com os espíritos, é proibido fazê-lo. E aí esquecem de ler o texto que Kardec colocou na revista espírita chamado Proibido Evocar os mortos, em que ele discute tudo isso em uma lucidez. Impressionante. Usa ali noac, no IPAC e bota lá proibido evocar os mortos que você vai achar os textos de Kardecam disso. Ou seja, é a mesma coisa. A gente não tem, se você tá fazendo ciência, gente, você tem que discutir e tá disposto a ouvir o argumento contrário e se convencer ou não de acordo com a qualidade do argumento. Então eu sempre digo, me mando e as pessoas à vez eles me mandam porque como eu faço palestra sobre isso, de vez em quando uns me mandam. Achei o texto do médium tal do espírito tal, contracação, tá aqui. Aí eu pego o texto e sento, analiso friamente, faço isso friamente. Eu sou filósofo, homem de ciência. Aí mostra, olha aqui, ó, a falácia do perigo. A única que tem de argumento aqui é a falácia do perigo. Não tem mais nenhum. E alguns que tentam explicar a falar do perigo, ainda é pior, porque aí você aplica o mesmo para comunicação espontânea, para qualquer comunicação, fala: "É pior ainda, esse espírito tá pregando contra as comunicações mediúnicas". Então, desculpa, eu um
é pior, porque aí você aplica o mesmo para comunicação espontânea, para qualquer comunicação, fala: "É pior ainda, esse espírito tá pregando contra as comunicações mediúnicas". Então, desculpa, eu um espírito que prega contra a comunicação de um diferente tem que ser comunicado, né? Porque a melhor maneira de de eu pregar contra a comunicação era não comunicar, né? Ele fez, ele utilizou-se de uma comunicação mediúnica para sair contra a comunicação mediúnica. Tudo bem, eu ele eu respeito o sistema dele. Nem por isso eu deixo de gostar dele, de amá-lo, mas eu discordo dele. Kardec é muito lúcido. Quando ele critica as mensagens dos que os médiuns receberam da Sociedade Espírita de Paris, nenhum médium se ofendeu, nenhum. E continuaram firmemente na sociedade Espírita de Paris, porque as pessoas tinham a lucidez da ciência. O espírito deu a mensagem. A mensagem para ser discutida. Nenhum médium se ofendeu. Kardec Mantim vai ler a revista. A coisa mais linda do mundo. Você vê Kardec questionando os espíritos, duvidando, questionando a mensagem. Lázaro produz uma mensagem que tem mensagem belíssima no evangelho. Kardec questiona Lázaro, questiona Lamené, questiona e pede, pergunta, indaga que e nenhum médium se ofendia. Os espíritos, >> nem os espíritos. Aliás, Lázaro tem uma discussão na revista curiosa, curiosa com Kardec, que ele no final ele cede, é, você tem razão. E Lázaro que escreve aquela mensagem da lei de amor que é fantástica no Evangelho Segundo Espiritismo que a gente discute, tá até na gravação do GA que a gente tem um dia que a gente estuda essa mensagem que é belíssima a mensagem e ele chega: "Não, você tem razão." Por quê? Porque as pessoas estão preocupadas em entender a verdade, em buscar a verdade. Quem tem o compromisso de buscar a verdade não pode ser raivoso, não pode ter fígado nessa busca, não pode ter preconceito, raiva, porque o sujeito me deu um argumento contrário, eu amarro a cara com ele, eu fico bravo com ele, ou eu tô desrespeitando. Não,
aivoso, não pode ter fígado nessa busca, não pode ter preconceito, raiva, porque o sujeito me deu um argumento contrário, eu amarro a cara com ele, eu fico bravo com ele, ou eu tô desrespeitando. Não, se fosse assim, quando a revista me mandou o artigo do sujeito, eu tava desrespeitando quando recusei era o colega de sala que eu depois fiquei, ele não sabia que era eu, nem eu sabia que era ele. Depois eu soube porque ele fez o que normalmente a gente não faz, né, numa reunião do departamento, se a gente contar que teve um artigo daquele com aquele título, com aquele assunto recusado. A gente geral não conta isso, né? Até porque você não sabe se um dos colegas que estão ali pode ter sido o próprio que deu o parecer. Então, mas ninguém fica com raiva que eu tive vários artigos meus questionados, recusados. Isso é natural. Você demite um pão de vida. Falei besteira. Falei besteira. Eu faço muito, eu escrevo pouco, quando eu escrevo, eu mando muito pro amigo que é o Silvio, né? E de vez em quando o Silvio vem e me faz as críticas, eu falo: "Ixe Maria, escorreguei fei". Aí eu ligo pro Silvio: "Cara, ainda bem que você me alertou e que rata que eu ia dando aqui, que bobagem que eu falei e eu amo". Por isso, se ele não fizesse isso, talvez eu não gostasse dele tanto quanto eu gosto, porque a gente aprende que é assim que se aprende. E não tem arrogância e orgulho que eu escrevi, é a verdade, é a palavra final. Pelo amor de Deus, isso não é ciência. Então, quem se predispõe a fazer um espiritismo científico tem um preço a pagar. o preço da humildade, da discussão, de aceitar a crítica, de não fugir dela. Tudo que Kardec colocou ali exige exame, reflexão, análise. Se eu não quero isso, faça espiritismo não científico. Aí já não quero fazer isso. Quem quiser fazer espiritismo não científico, já que a palavra espiritismo pode ser usada em muitos sentidos, agora eu acho impossível fazer um espiritismo kardequiano não científico. Ou seja, em cima das obras de Kardec. Fora das obras de Kardec é possível
lavra espiritismo pode ser usada em muitos sentidos, agora eu acho impossível fazer um espiritismo kardequiano não científico. Ou seja, em cima das obras de Kardec. Fora das obras de Kardec é possível fazer. nas obras de Kardec? Não, porque Kardec fala o tempo inteiro de forma científica e trabalha o espiritismo cientificamente. Então, se você quer fazer dentro dele, você já tá pagando esse preço, o preço de ter um espiritismo eh científico. E por isso que ele vai colocar esse meio de elaboração próprio de uma ciência em que vai sendo construído pelo indivíduo, né? A multiplicidade de fatos demonstrou que o caso era excepcional, que construiu uma das fases da vida espírita, aquele caso do espírito que dizia que não estava morto, né? Pode-se então estudar todas as variedades e cause tão singular ilusão. Ilusão que ele vai mostrar, tem espíritos que descrevem que vive uma ilusão. É uma ilusão mental. Ele se vê preso num castelo durante muito tempo. Você fala: "Bem cá, como preso num castelo? você não pode aprisioná-lo. Então, há muitas situações da a vida mental no espírito é algo muito forte, muito forte. Kardec tem uns analis sonho curioso, né? Quem depois vocês podem pegar, não lembro a equipe aqui me ajuda a lembrar qual é o título que tem na revista para depois o pessoal pesquisar no IPAP. Quando ele fala do sono, o sonho, tem um um espírito que descreve um sonho curiosíssimo, ele descreve assim: "Sonhei que estava no plano espal dormindo e que dormia e fui me encontrar com espíritos tais e tais. Ele descreve um sono em que ele dormia no pano espiritual e ele havia ido se encontrar como se Já viram que essa descrição ocorre numa das obras também aí do movimento espírita. E e Kardec então pega esse caso curiosíssimo, evoca o espírito protetor do médium e daquele espírito para explicar, porque o espírito diz que dormiu, deixou, passa a ideia de que ele deixou o perespírito em algum lugar e foi para outro lugar. Mas olha que ideia maluca. Como é que eu posso deixar o meu corpo, já que não
ue o espírito diz que dormiu, deixou, passa a ideia de que ele deixou o perespírito em algum lugar e foi para outro lugar. Mas olha que ideia maluca. Como é que eu posso deixar o meu corpo, já que não existe perespírito sem espírito, nem espírito sobre perespírito, porque por definição o perespírito é o fluido em torno do espírito. Então você não pode ter um fluido em torno de um espírito sem ter um espírito dentro dele. Por definição de perespírito. Perespírito não é como o corpo físico que eu posso ter o corpo num lugar e a alma em outro. O corpo físico não é um arranjado de matéria em torno do espírito. É algo ligado ao perespírito por laços que podem ser à distância, que podem Agora o perespírito não. O perespírito foi definido por Kardec para significar uma estrutura fluídica que envolve o espírito. Não há, por isso que ele diz, não há espírito sem perespírito, nem perespírito sem espírito. Então, claro que o Kardec, o cara conta um caso que parece violar algo que está no livro dos espíritos, que tá lá quando Kardec discute o que é o perespírito, o que ele define, aí Kardec que faz? O espírito descreveu, tá tudo bem, a descrição tá dada. Não vou recusar essa descrição. Antes de recusar, ele podia recusar e evocar outro para ver se outro contava, ele pega a descrição que ele faz, evoca os espíritos superiores, em especial o protetor do espírito e do médium. E aí o espírito vem dar uma explicação belíssima. Nós criamos essa ilusão mental de um sonho. Nós entramos em sua mente de espírito e criamos nele essa ilusão de que ele estava dormindo, conversando conosco, encontrando conosco em determinado lugar. Tudo se encaixou de uma forma tão simples, tão simples. Era era o cientista racional que não abandona um princípio porque um espírito veio e disse, ele tenta ver que que será que ele quis dizer. Então veja que a beleza desse exemplo que ele bota na revista. Primeiro ele confirmou que aquela afirmativa do espírito não era falsa, no entanto, não era a leitura dele.
que será que ele quis dizer. Então veja que a beleza desse exemplo que ele bota na revista. Primeiro ele confirmou que aquela afirmativa do espírito não era falsa, no entanto, não era a leitura dele. A interpretação, a descrição dele foi correta. A interpretação dele é que foi errada. Então, Kardec propõe a interpretação correta que os espíritos propõem, uma ação mental sobre ele. Porque eu não vou abandonar um princípio que eu foi colocado sobre o perespírito que envolve o espírito numa primeira descrição. Claro que a ciência pode mudar seus princípios, mas eu tenho que ir com calma. Não se muda assim na primeira porque veio alguém descreveu. Por isso que eu falo, não é porque um espírito chegou e disse que tem estômago, como o caso do gastômo. Você tem estômago, tem estômago, que eu já mudo todo o livro dos espíritos, tá vendo? Foi dito lá que não tem órgão é falso, tem órgão, tem estômago. Carec, pera aí. Antes disso, a lucidez, você tem necessidade de comer? Pegou o gastrônomo pelo pé, né? Necessidade, não desejo força desejo desde que eu perguntei. >> Nesse é o Kardec ainda reforça a pergunta. Você tem necessidade? Veja bem o que eu tô perguntando. Ele fala: "Nidade não desejo." É o é o cientista Lúci, eu vou abandonar um princípio porque um espírito vê e diz que tem estômago. Não, eu vou primeiro entender o que ele quis dizer. Ele quis dizer que ele se vê com o estômago, mas ele não tem o órgão estômago porque ele não tem a necessidade. Só que ele não sabe disso. Ele não refletiu. É uma alma de poucos recursos intelectuais. Ele confunde aparência com necessidade, com órgão. Por exemplo, um robô tem a aparência de um ser humano. Tem uns órgãos e um ser humano ou uma boneca. Não, a boneca tem necessidade de comer. Ela não tem estômago, mas ela tem a aparência de um estômago. Você pode pegar essas bonecas que tem hoje, que as crianças abrem, tem os bonecos dos dos laboratórios de medicina, né? Esses bonecos que são perfeitos, tem a aparência de um ser humano, mas não tem os órgãos. Por quê?
sas bonecas que tem hoje, que as crianças abrem, tem os bonecos dos dos laboratórios de medicina, né? Esses bonecos que são perfeitos, tem a aparência de um ser humano, mas não tem os órgãos. Por quê? Porque não tem a necessidade. Os órgãos dão a necessidade, dão uma função. Não tem a função. Ali é uma aparência. Então ele tem a aparência, mas ele não tem a função. Então Kardec não precisou jogar toda a sua tese fora da 257 porque o gastrônomo disse que tem estômago. É assim que vai a ciência. Você tem que ter essa habilidade que Kardec tem na revista que me impressiona a lucidez dele botar essas coisas, dele preparar a gente pra gente aprender como ele fez e a gente esquecer o que ele fez. E a gente vai mudando com muita facilidade o pensamento kardequiano. Vamos lá. >> De Kardec para cá, houve evolução na ciência espírita? >> Minha opinião pessoal, nenhuma, tá? Opinião de Cosm, tá? Que sou ignorante, não li tudo, não conheço tudo. Então essa essa é uma pergunta que só exige opinião, não tem nenhum fundamento para dar minha opinião, certo? Então, por isso que ela tem o peso de uma opinião. Eu não posso fundamentar, sem perguntar por que não, eu não sei fundamentar. Eu não conheço nenhum autor mediúnico ou não mediúnico que tenha feito qualquer avanço na proposta cardequiana. Não conheço, mas eu sou ignorante, não conheço muita coisa, tá? >> Como se encaixaria aquelas experiências do William Brooks >> em relação a ao espírito King? Ah, muito boa, muito boa, muito boa. É, desculpa, é que eu tava É muito boa. E você levantou um caso muito interessante que merece estudo, que é o caso da materialização ectoplasmática, que Kardec abordou e que a gente teria que estudar com mais calma. É que o William Crucos estudou, esse caso, ele não abordou. e que o suspeito, o Herasto tem no livro dos médiuns uma passagem que ele trata do perespírito, em que ele fala que menos que uma geração se passe, viria surgir um médium que agiria num caso, numa forma cataléptica especial, produzindo um novo fenômeno antes que
gem que ele trata do perespírito, em que ele fala que menos que uma geração se passe, viria surgir um médium que agiria num caso, numa forma cataléptica especial, produzindo um novo fenômeno antes que uma geração se passe. Eu sempre digo que eu suspeito que ali seja um caso de umação ectoplasmática que era chamada pro William Cruz, que Kardec não tem identificado. Porque imagina, supondo que todas as descrições das materializações ectoplasmáticas sejam corretas, não há nenhuma descrição disso nas obras de Kardec. Então é um fenômeno novo que ele não presenciou. Mas aí é um fenômeno, não uma teoria nova, que quando você me perguntou, eu me detive na teoria, por isso que eu respondi que eu não conheço, mas eu conheço o único exemplo desse fenômeno que eu acho que era um fenômeno que ele não conheceu e, portanto, ele não estudou. Mas do ponto de vista da teoria, eu não conheço nenhuma contribuição que tivesse sido superada pro Kardec. Agora, a ignorância do cosmo, por favor, isso é uma opinião minha que eu posso estar errado. Tenho o peso de uma opinião, tá? Apenas uma opinião que eu não tenho fundamento. Dos livros que eu li da literatura espírita disponível, eu não conheci também. Pode ser que eu li e não entendi. Eu li muita coisa da literatura espírita brasileira, dos nossos grandes médicos, eu li praticamente tudo europeu. Eu li praticamente tudo. Camil Flamarriong, Gabriel Delan e todos esses chamados clássicos da literatura. Nenhum deles eu vi avanço em relação à proposta cardequiana. Em muitos eu vi contradições com a proposta cardequiana. contradições, eu diria retrocessos, cometendo ingenuidades que Kardec jamais cometeu. Seria correto no meio científico dizer que essas experiências do do Crooks eh agregou alguma coisa na ciência espírita? >> Não, porque foram só experiências, né? Precis que não foram tão aprofundadas como deviam. Claro que como experiências elas têm um um elemento forte de progresso que você poderia estudar. Mas o próprio Crooks constatou o fenômeno sem dar a ele
cis que não foram tão aprofundadas como deviam. Claro que como experiências elas têm um um elemento forte de progresso que você poderia estudar. Mas o próprio Crooks constatou o fenômeno sem dar a ele muitas explicações. >> O controle universal dos espíritos também não houve nessa experiência dele, né? Acho que não, mas também eu acho que isso não era tão relevante. Quer dizer, supondo que, e eu acredito que sim, que os relatos eram corretos, verídicos, se não houve nenhuma invenção e, e parece que não, porque essas experiências se repetiram ao longo de muito tempo, as explicações não aconteceram além daquelas que estão na gênese ou no livro dos médios, a combinação fluídica podendo dar origem a umação eh eh que tivesse até o lado físico em que o Kardec fala, o espírito pode ser tocado, se se conviver com você. Então, o Kardec antecipa a ideia, mas não temos que eu conheça nenhuma explicação que vai além daquilo, que explique como se dá esse processo. Mas em termo de construção teórica, foi o que eu me detive na sua pergunta, eu não conheço, mas pode ser minha limitação, a minha ignorância, a minha leitura. Eu li esses autores e não enxerguei ali o progresso. Pode ser minha ignorância, pode ser minha meu fracasso de leitura. Então, por isso que você tem que fazer o seu. É isso que é uma ciência. Muita gente tem que ler para que um diga: "Ó, você errou aqui, você interpretou mal aqui, você tá sendo ignorante aqui." Óbvio, eu sou ignorante em muitas coisas, graças a Deus, porque diz o Schopenha diz que a ignorância é infinita, só a sabedoria limitada. Por ser a ignorância infinita, ela é ousada, né? Ela diz às vezes o que não devia dizer. A ignorância tem a ousadia que o sábio não tem. O sábio se cala quando não sábio. O ignorante diz: "Eu, como sou ignorante, eu digo muitas coisas que ainda não sei." O sábio não. O sábio se cala. Ele diz: "Não sei." O ignorante é ousado. A ousadia da ignorância é terrível, né? Por isso que eu ainda não sou sábio. Espero um dia sê-lo. E acreditando na escala espírita,
ábio não. O sábio se cala. Ele diz: "Não sei." O ignorante é ousado. A ousadia da ignorância é terrível, né? Por isso que eu ainda não sou sábio. Espero um dia sê-lo. E acreditando na escala espírita, na evolução do espírito, certamente um dia serei. Até lá eu continuo no terceiro nível da escala. Terceira ordem, espírito imperfeito. Ah, então tô longe de ser espírito bom da o segundo nível da escala. Então, o que eu sugiro realmente é uma questão intrigante é que você coloca. Eu acho que tem que ser um desafio para todo mundo. Como é que você resolve o desafio comparando? Leia o autor e leia a Kardec. Aí eu falo, o único jeito de você responder a sua questão é: pegue o espírito tal, leia a sua obra com toda a exigência de uma boa leitura e lê Kardec e compara. Aí você pode dizer, superou, não superou, foi além, é mais racional, é mais lúcido. Faça isso e você vai poder tirar a própria conclusão. Eu fiz com a minha ignorância em muitas obras e não achei, mas pode ser que a pessoa faça e ache a superação que eu não vi. Então, cada um tem que fazer essa leitura, comparar e ver, porque é o trabalho, assim se faz na física. Você pega o trabalho de Aer, se alguém tá propondo ir além dele, você tem que ler o trabalho, comparar, ver os resultados experimentais. Aliás, já saíram várias teorias, inclusive, de um brasileiro tentando propor uma mecânica diferente da mecânica de Einstein e dizendo que o Einstein errou. Constantemente aparecem teorias assim, as pessoas recebem, analisam, investigam. É assim a ciência, tá? Então, a gente tem que comparar, investigar para chegar à conclusão. E pode ser que a gente chegue à conclusão hoje e amanhã mude. Você viu um detalhe agora que você não viu antes. É assim mesmo. Ciência é um vai e vem que às vezes você e se perde, você vai ganhando mais esclarecimento. Uma coisa que você achava errado, você passa a ver certo ou o contrário, algo que você achava certo, você acaba achando errado. É assim a sabedoria. Na medida que você vai aprendendo, a
sclarecimento. Uma coisa que você achava errado, você passa a ver certo ou o contrário, algo que você achava certo, você acaba achando errado. É assim a sabedoria. Na medida que você vai aprendendo, a ignorância vai sendo alterada e você vê diferente do que você via antes. Paramos aqui, são 9 horas, amanhã retornamos às 9 horas e vamos ler o o item 16 e um pouquinho da da concepção que Kardec vai dizer que o espiritismo é ciência e nós vamos ver agora quando ele discute lá a questão do pensamento religioso, comparando as duas discussões que ele faz da ciência com a religião, tá bom? o HR La Corder, que é também um espírito que produz boas comunicações e algumas delas se encontram aí no Evangelho Segundo o Espiritismo. Então, sempre tem informações um pouquinho clicar em cima. >> Ah, e se você clicar em cima do nome aqui, a Terezinha lembra? Você vai entrar no personagem, nas informações sobre ele. Aí, quem é, quem foi Henri Lacorder, quem foi cada um deles, tá? Isso é para manter a página com alguma coisa que tá sempre atualizando automaticamente. E embora que eu já disse mesmo, aquelas atualizações dos vínculos, elas não param de acontecer todos os dias. Vamos ver se tem alguém do grupo que tá trabalhando enquanto a gente tá aqui fazendo para vocês terem uma ideia como funciona. Vamos ver se tem alguém do grupo. Pode ser que tenha alguém do grupo trabalhando hoje. Então, se tiver alguém do grupo trabalhando hoje, vamos ver se tem coisas para eu homologar, porque como funciona as pessoas, ó, já tem alguém trabalhando hoje lá. Quer dizer, alguém fez vínculos, aí a gente fez o próprio software, já tem pessoas que fizeram vínculos, o livro dos espíritos, livro dos médiuns. E aí a gente faz a homologação. Eu olho, confiro, vê se os vínculos fazem sentidos. Aí eu homologo. Quando eu homologo a pessoa, só para vocês terem uma ideia, a gente fez um site pra gente trabalhar
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