Cosme Massi - O Caráter da Revelação Espírita - PARTE 2 (em torno do ano de 2006)
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A qualquer pode ir o montão igualzinho. Então, então aí você tem que respeitar isso. É, a maior parte >> Sim, inclusive esse é um ponto que eu não ia tocar agora, mas o Beto levantou bem, é bom, importante lembrar, mas foi muito importante lembrar, eu ia tocar um pouco depois, que a ideia de que muitos médunos espírit de Paris eram religiosos. Vem cá, você não pode ser física e católica? Bióloga e católica, botânica é católica. Você não pode ter uma ciência e uma religião. Os médiuns, várias sociedades espíritas de Paris eram. Por quê? Porque eles não conseg, eles achavam que era importante ir lá ao templo, fazer suas preces no templo que eles acreditavam e no entanto eram médio sociedade espírita de Paris. Vários inclusive receberam no final lá os padres para fazer o momento final da morte. foram enterrados como católicos e tudo mais. Porque o Kardec diz é uma ciência, questões religiosas não se trata aqui. Se o médium quer ter a sua religião católica protestante, é problema dele. Nós aqui estamos fazendo uma ciência. E aí eu brinco sempre, dou esse exemplo. Eu falo: "Você, eu sou físico. Eu não poderia ser físico e e e católico?" "Poderia, um problema. Eu não sou católico porque eu tenho uma formação em que eu não gosto de religião. Problema meu. Eu não gosto de religião no sentido usual do termo. Não de religiosidade, de Deus, de fraternidade. Tem nada a ver. Eu não gosto de coisas que você não pode criticar. Eu não gosto de coisas que você tem que fazer prática, sem saber porque tá fazendo. Porque que você senta, levanta, faz isso. Eu não gosto. Eu gosto de tudo racional, discutido. Eu tenho o perfil de um filósofo e um cientista. Então eu não gosto de religião, problema meu, cósmico, eu não gosto. E tudo que tiver com isso, eu não quero. Problema meu. Não tô dizendo com isso que a religião é uma porcaria. Não tem nada disso. Não tô julgando valor à religião. Quem quer religião é uma crença. A pessoa gosta da crença. Segue, eu respeito e admiro. Imagina, eu conto
com isso que a religião é uma porcaria. Não tem nada disso. Não tô julgando valor à religião. Quem quer religião é uma crença. A pessoa gosta da crença. Segue, eu respeito e admiro. Imagina, eu conto sempre o exemplo da minha mãe, né? católica fervorosa, morava no estado do Rio, morreu agora recentemente em abril desse ano. E eu sempre que ia a casa dela, ela me mostrava, eu admirava e sentia lisongeado. Ela tinha a santa dela, Nossa Senhora Aparecida, que ela orava e tinha o meu retrato ao lado da santa. Ela dizia: "Meu filho, todo dia eu oro para você. Eu peço a Nossa Senhora Aparecida que o ampare e que o protejo." Eu sentia muito feliz, dizia: "Continue orando, mamãe, que agradeço muito a senhora pela sua prece". Imagina, bacana isso, lindo, maravilhoso. Eu vou desrespeitarla, dizer não, ela acredita naquilo, faz parte de sua crença, é importante aquilo para ela. Então eu respeito, respeitava, admirava e adorava. Jamais disse para ela, não, tira essa seda daí, não precisa. Pelo amor de Deus, isso é um desrespeito à crença dela. Espiritismo não trata disso. Kardec é muito lúcido. Espiritismo é uma doutrina ciência. Ciência não tem que entrar nessas questões de foro íntimo. Questões que não são discutidas, que não podem ser debatidas, que não podem ser criticadas, são questões de foro íntimo. É como o cara chegar para você e falar assim: "Você gosta de pepino por quê?" "Ah, vai tomar banho, eu gosto de pepino." "Ah, mas eu não gosto de pepino. Eu gosto de pepino porque eu gosto de pepino." São questões de foro íntimo. Vai discutir porque que o cara Questões de gosto de foro íntimo. É, você tem que respeitar. Gosto de pepino, que legal. Eu detesto, eu adoro pepino. Eu peguei o exemplo do pepino, mas não presta porque eu adoro pepino, né? Então a pessoa, mas é questão de foro íntimo, questão de gosto do que a pessoa quer, você não vai violentá-la, ofendê-la, não. Não tem nada demais ou de ruim a pessoa ser religiosa. Nada de ruim nisso, é a crença dela. Então, quando a gente fala que o
ão de gosto do que a pessoa quer, você não vai violentá-la, ofendê-la, não. Não tem nada demais ou de ruim a pessoa ser religiosa. Nada de ruim nisso, é a crença dela. Então, quando a gente fala que o espiritismo é ciência, nós não estamos criticando a religião com isso. São coisas distintas, diferentes. E Kardec era muito lúcido, jamais criticou as religiões. Religião é religião, ciência é ciência, são coisas diferentes. E o e os médiuns, vários eram religios. Por isso que ele proibia quando o cara levantava, vamos criticar um dogma católico. Aqui não se trata disso. Isso aqui é uma ciência. Dogmas religiosos não fazem parte do nosso objeto de estudo. >> Tanto que ele recomenda em viagem espírita a não fazer a prece do Pai Nosso em reuniões. >> Em reuniões em que você tem as sociedades múltiplas. Pega, por exemplo, São Paulo para citar Paris. Ó, se você visita Paris, você sabe, Paris é a cidade universal. Em cada esquina você encontra, se você parar 5 minutos numa esquina em Paris, você deve encontrar umas 200 nacionalidades diferentes passando por ali. Paris é uma cidade universal, já na época dela era. Mas você chegar num numa reunião de estudos espíritas e começar a fazer prece exaltando Jesus pro muçulmano lá. Aí o muçulmano, pera aí, por isso com Maomé, o outro lá, por que não faz com Moisés? Care que na viagem espírita tem todo cuidado. Você deve evitar criar suscetibilidades, criar agora que todos oram, orem, cada um ore. A oração é fundamental. E a oração é fundamental porque ela é um princípio da ciência espírita e não da religião espírita. Tem pessoas que às vezes dizem: "Cosma, eu tenho que dizer que é uma religião porque senão eu me sinto mal. É como se eu não adorasse Deus." Eu falo: "Bom, tudo bem, você se sente mal. Eu digo que não é e me sinto muito bem e adoro Deus e oro e respeito a Não preciso da palavra religião para para me dar essa sensação de de que eu acredito em Deus ou coisa de não. Mas tem pessoa que precisa ser respeita. Já tive amigo eu
e adoro Deus e oro e respeito a Não preciso da palavra religião para para me dar essa sensação de de que eu acredito em Deus ou coisa de não. Mas tem pessoa que precisa ser respeita. Já tive amigo eu não consigo. Se eu não disser que é uma religião, eu me sinto mal. Eu preciso ter uma religião. Falei: "Então fica com Deus, com a sua religião, que coisa linda. Não tem nenhum problema nisso." >> É isso que eu ia comentar. E para mim, eu fui buscar a aceitação disso quando eu percebi, mas qual era a religião de Jesus? >> Claro, claro. >> Um exemplo, né? >> Sim, sim. >> Muitos iriam muito bem fazendo as coisas como da lei divina, né? >> Depois criou esse conceito. >> Pra sociedade é ruim. Qual que é sua religião? >> Não tem religião já cria. >> Claro, claro. >> Aquele chavão, né? >> Não, mas que eu tô dizendo, cada um do jeito que aquilo que a palavra lhe pesa e da palavra lhe significa. Se o indivíduo significa para ele religião, a ligação com Deus, ele quer dizer que ele é espírita, ele é e é uma religião, é a visão. Ele tá citando, nós vamos botar depois o texto Kardec fala espiritismo religião no sentido etimológico do termo. Mas ele diz, nunca utilizamos essa palavra, ele vai dizer o texto, eu vou botar daqui a pouco, nunca utilizar a palavra porque essa palavra tem um sentido próprio que o espiritismo não tem, por isso a gente nunca usou, porque ela já tem um sentido usual forte ao longo da história da humanidade. Ela tem um significado. O espiritismo não é isso. Ele é uma ciência. Então, como ele não tem esse significado, ele preferiu nunca usar essa palavra. Mas aí o povo fica bravo comigo, porque eu tô dizendo que o espiritismo não é religião. Eu digo no sentido usual, eu digo não. O Kardec disse, tô só repetindo, mas parece que incomoda, parece que a pessoa carrega um peso. Aí eu respeito o fulano que carrega o peso e que precisa dizer, você tem que respeitar. Você não tem que invadir a crença íntima dele. Crença íntima dele responde ele. A gente não tem o direito de invadir a
respeito o fulano que carrega o peso e que precisa dizer, você tem que respeitar. Você não tem que invadir a crença íntima dele. Crença íntima dele responde ele. A gente não tem o direito de invadir a privacidade da crença do sujeito. Isso é um seria seria não ser espírita, violar o princípio de caridade. Caridade manda você respeitar a crença leia, o que o indivíduo acredita, o que é legal para ele, importante. É um dever nosso respeitá-lo e jamais fazer julgamento de valor. dizer que ao ele ao ter uma religião que ele é pior do que você. Aliás, tem muito religioso que é muito melhor do que a gente e tem muitas pessoas religiosas que desencarnam e avançam e chegam no plano espiritual em condições muito melhores do que muitas pessoas que não são religiosas, como tem o contrário, que tem muito indivíduo que não é religioso, que desencarna em situação muito melhor que muitos religiosos. Por quê? Não é isso que conta. Que conta são seus valores éticos, morais, a forma como vive e como Kardec coloca. é o fora da caridade, não há salvação, não é o fora da crença. Então, mas aí se você me pergunta, o espiritismo de Kardec, eu mostro o texto, então as minhas palavras, eu estou mostrando a palavra de Kardec. Seu sujeito discorda, me mostra onde é que Kardec diz diferente para eu poder parar de dizer que era Kardec que disse. Por isso que eu digo, a gente tá estudando aqui os textos de Kardec, então eu tenho que botar o texto dele. Às vezes eu faço questão de botar o texto porque tem gente fica assim: "O Cos me disse". O Cosmo me disse nada. Eu tô dizendo aqui o que tá no texto. Se eu tô lendo mal o texto, me corrijam. Você tá lendo mal? Então pode ser que eu esteja lendo mal. Então vocês me corrijam, por favor. Eu não sou tão cabeça burra que de não aceito não. Eu me corrijo muito. Então aqui nós vimos, tava escrito lá em cima aqui. Volto é quisar dizer que o espiritismo é uma ciência de observação e não produto da imaginação. Bom, agora ele vai mostrar esse exemplo de como se cria,
o aqui nós vimos, tava escrito lá em cima aqui. Volto é quisar dizer que o espiritismo é uma ciência de observação e não produto da imaginação. Bom, agora ele vai mostrar esse exemplo de como se cria, como se cria algo, como se criou algo nessa ciência, de que maneira essa ciência vai sendo construída. Olha que exemplo interessante. Tem que descer um pouco. Se temos um exemplo, passa-se no mundo dos espíritos um fato singular de que seguramente ninguém houvera suspeitado o de haver espíritos que não se consideram mortos. Pois bem, os espíritos superiores que conhecem perfeitamente esse fato, não vieram dizer antecipadamente: "Há espíritos que julgam viver ainda a vida terrestre, que conservam seus gostos, costumes e instintos". provocaram a manifestação de espíritos dessa categoria para que os observássemos. Tendo-se visto espíritos incertos quanto ao seu estado ou afirmando ainda serem deste mundo, julgando-se aplicados à suas ocupações ordinárias, deduziu-se a regra. Ou seja, você dialogando com os espíritos e o cara começa a descrever que ele acha que vive igualzinho na terra, então você deduziu, há espíritos que pensam que vive igual na terra. É curioso, por exemplo, Kardec tem um diálogo com o espírito que vocês podem pegar aqui no GEC e botar assim: gastrônomo, no IPAC, gastrônomo. Aí é um diálogo com um espírito que era um indivíduo que na vida tinha sido um dedicado aos prazeres, aos parezeres da comida fundamentalmente. Adorava comer. Muito diferente da gente, né? Apreciava a boa comida, né? Só que ele apreciava às vezes um pouco mais que a gente. Comer era a sua principal ocupação. Então Kardec, esse espíit se manifesta e Kardec conversa com ele e ele já começa: "Ah, aqui não dá não, aqui não tem boa mesa, né? Ele não gostou muito de ser chamar na sociedade porque ele já não viu a mesa. Quer dê a mesa farta?" Tava falou: "Então Kardec pergunta para ele assim: "Você tem estômago?" Ele fala: "Tenho." Aí você fala: "Pera aí, tá vendo um problemão?" Porque lá no livro dos
não viu a mesa. Quer dê a mesa farta?" Tava falou: "Então Kardec pergunta para ele assim: "Você tem estômago?" Ele fala: "Tenho." Aí você fala: "Pera aí, tá vendo um problemão?" Porque lá no livro dos espíritos, no no item 257, ensaio teórico da sensação dos espíritos, Kardec e os espíritos disse que no espírit não tem órgãos. E o gastômo diz: "Tem um estômago." Kardec podia continuar com a pergunta: "Você tem certeza que tem estômago?" Não, ele faz uma pergunta genial, mostra o que é o cara que sabe perguntar e sabe interagir com os espíritos. Você sente necessidade de comer? Não, não sinto necessidade de comer. Sinto desejo. Bom, aí vejamos agora pra gente entender todo o processo. Uma coisa é aparência, outra coisa é o órgão. O órgão dá a função. Se ele tivesse estômago, ele teria a necessidade de comer. Você já viu alguém sem estômago que não tem necessidade de comer? Aliás, a natureza é tão sábia. O que acontece? Tem algum biólogo aqui? Quando não existe uma função, o que acontece com o órgão? Desaparece. Aliás, eu tô achando que cabelo deve ter a ver alguma tá perdendo a necessidade. Todo mundo vai ser careca, viu, Jilberto? E a gente simplesmente tá antecipando o futuro. >> A gente sabe que é o órgão que dá a função. O gastrônomo diz: "Não tenho necessidade com". Porque ele não tem estômago. Se ele tivesse estômago, ele teria a necessidade. Mas por que ele diz que tem estômago? Ele aparência. Ele acha que ele pensa que tem estômago. >> E ele até se olhar para si, ele vê um estômago. Porque isso está na mente dele. O desejo de comer forja nele a estrutura que ele quer. Mas ele não tem estômago como órgão que tem a função de comer. Isso é um detalhe muito importante quando vocês estão lendo as obras. Muito cuidado da aparência. com a função. Os espíritos têm aparência de sua mente, mas não a função de sua dos órgãos corporais. Muito cuidado com isso, porque esse é uma das coisas que a gente encontra em muitas obras mediúnicas, descrevendo os espíritos com órgãos e com funções. Não
s não a função de sua dos órgãos corporais. Muito cuidado com isso, porque esse é uma das coisas que a gente encontra em muitas obras mediúnicas, descrevendo os espíritos com órgãos e com funções. Não são com órgãos, aparências, são com órgãos e com suas funções, criando as necessidades de comer, de respirar. espírito tem pulmão, tem várias. E Kardec discute isso em 257 com propriedade e na revista espírita em vários textos. Só que a gente construiu um espiritismo, a lá brasileira, Kardec joga fora. A lá brasileira e nós criamos os órgãos e as funções. Aí botamos pulmão, estômago, aparelho digestivo incompleto. Vocês vão encontrar em várias obras. Luis espíritos tem aparelho digestivo, mas não tem intestino porque não defecta. Coisa curiosa, né? entra, mas não sai. Alguns autores, porque hoje eu já descobri alguns autores modernos que já botaram os órgãos intestinos. Saí. É porque alguns botaram pulmão, estômago, tudo mais. Não botou intestino, nem órgãos genitais. Esses autores mais modernos que estão saindo aí já completaram, botaram intestino e órgãos genitais. espíritos fica até grávido. Tem vários textos aí dos espíritos descrevendo os espíritos que engravidam. Você vai rir, achar que isso é piada, mas se botou o estômago, o pulmão, por que não pode ter órgão genital? Por que não pode ter intestino? Você já começou a botar órgão, vai adiante, né? O cara foi mais. Então são as criações, você vai um pouco mais e aí vai, hein? >> Eles devem ter gerado uma célula tronco, né? Não. E aí vai, você vai e a coisa não para, porque aí você botou. Então o Kardec é muito lúcido, ele não vira pro gastô e pergunta de novo se ele tem estômica. Ele ia dizer: "Claro que tem, mas é o Kardec é muito sábio porque o espírito vai olhar para si". Se você perguntar pro espírito, você tem braço? Tenho braço, tenho perna. Aparência com braço e perna é humana. Aparência não significa função. Carecute no capítulo, na pergunta 257. Os espíritos têm olhos? Claro, eles se aparecem com olhos, mas
o? Tenho braço, tenho perna. Aparência com braço e perna é humana. Aparência não significa função. Carecute no capítulo, na pergunta 257. Os espíritos têm olhos? Claro, eles se aparecem com olhos, mas tem olhos não, porque eles não enxergam com os olhos. Então, olha para quê? Quando ele pergunta, os espíritos enxergam, enxergam por onde? Pelos olhos? Não, não tem olhos para enxergar, enxergam por todo ser. Então, aqueles olhos são aparência de olhos, não são olhos no sentido de função. Você tem olhos e enxerga por onde? Pelos olhos. Porque o órgão dá a função. Então, aquilo ali não são órgãos. Por isso você vai entender porque ele pode falar ao mesmo tempo que os espíritos enxergam e ao mesmo tempo dizer que ele tem aparece com com a forma humana. com braços, olhos e rosto e ao mesmo tempo ele diz que não tem órgãos. Aí você pensa que é uma contradição, né? Você fala: "Bocal, você não tem órgão, como é que tem uma cabeça, um braço, um rosto, olhos?" Aparência não há função. Portanto, não tem órgão, porque o órgão só existe para produzir a função. Se eles tivessem olhos, você poderia cegá-los. Basta enfiar o troço no olho dele lá. E se não é matéria, fui um fluido lá para cegar o se tem olhos, ele enxerga pelos olhos. Então Kardec pergunta aos espídec pergunta numa lucidez, leia o item 257, mas como é que eles percebem? Então não podemos explicar. Cadec diz: "Eles enxergam, eles têm as nossas sensações, só que não são pelos mecanismos que nós conhecemos. Não tem, portanto, nossos órgãos. E não é possível explicar isso. Ainda não compreendemos de que maneira eles enxergam. é o a ciência. Eu não consigo entender até aí, até aí eu paro. E é claro que quando você vai além, você começa a criar essas especulações. Aí um vem e coloca o estômago, outro pulmão, o outro intestino, vem o outro e coloca o pênis, o E aí vai aumentando. Por quê? Porque na hora que você começou a colocar igualzinho ao corpo, você agora não renunciou à tese do Kardec. É por mecanismo desconhecido. Você já
outro e coloca o pênis, o E aí vai aumentando. Por quê? Porque na hora que você começou a colocar igualzinho ao corpo, você agora não renunciou à tese do Kardec. É por mecanismo desconhecido. Você já criou um mecanismo conhecido, você veio e pegou o mecanismo conhecido e botou para explicar. Mas se fosse esse mecanismo, os espíitos Lúcios de Kardec teriam dito: "Olha, enxerga pelos olhos". Não é? Eles disseram: "Enxerga e não é por óleo, não tem órgão." Ah, então como não podemos explicar? O mecanismo não é análogo da Terra. Aí a gente vem e cria mecanismo análogo. Aí as pessoas ficam bravas comigo porque eu eu prefiro a proposta cardequiana de bom senso, de lucidez. Então aí você me pergunta, então como é que eles enxergam? Leia 257. Enxergam por todo o seu ser. Não tem olhos para enxergar. Se tiveste olhos, olha como é que são os olhos. Eu só se eu não sei o que tá se passando atrás. Então Jesus tivesse olhando para lá, ele não viu o que tá acontecendo atrás. A gente não percebe que ao colocar órgãos análogos aos nossos corpos, nós temos que criar leis parecidas de funcionamento. Então você tem uma fisiologia análoga e aí você tem um problemão para você trabalhar essa fisiologia. Você tem 1000 problemas que vão surgindo daí. Aí na hora que você cria isso, você vai criando o quê? questionamentos irrespondíveis e você vai saindo do que o Kardec fala além da ciência, você vai para o terreno da especulação. Kardec é muito seguro, você tem que ir, já eu vou mostrar o item aqui, você tem que ir até onde dá para ir numa ciência. Se você perde o controle, você sai da ciência, vira especulação, você não tem mais controle de verdade. Se você me perguntar assim: "Tem razão o espírito que disse que tem estômago, que tem pulmão?" E não tem razão o espírito que disse que tem intestino. Suponhamos, você me perguntasse, eu diria: "Como é que eu vou saber? Me dê qual é o critério". Porque aquele que disse que tem estômago e não disse que tem intestino, não disse nenhum critério, não estabeleceu como
cê me perguntasse, eu diria: "Como é que eu vou saber? Me dê qual é o critério". Porque aquele que disse que tem estômago e não disse que tem intestino, não disse nenhum critério, não estabeleceu como isso se dá. O outro também não. Então, qual é o critério? Em qual que eu acredito? Você vai usar o critério da autoridade. Você vai dizer assim: "Aquele que disse que tem intestino foi uma mensagem do médium tal. O outro que disse que não tem é do médio tal". Isso é critério de autoridade. Se eu não tenho um critério científico de distinção, vira o quê? Critério de autoridade. Eu saio da ciência e vou para onde? Pra religião, onde cada um propõe uma ideia. Daqui a pouco um é mais criativo a propor outra coisa e cada um vai inventando uma ideia diferente. Você não tem mais o controle da observação e da experiência. Perdeu o controle. Na hora que você perder o controle, vale o mais criativo, né? E cada um vai. Aí de vez em quando alguém me conta, eu falo: "Ó, tão sendo mais criativos." Aí eu sempre pergunto, quando as pessoas questionam esses autores modernos que estão sendo mais criativos, eu digo: "Tente provar que eles estão errados. Na hora que você tenta fazer isso, você vai descobrir que você fica numa enrascada. Você nem consegue provar que eles estão errados e nem que os clássicos dos médiuns mais tradicionais estão certos." Aí você fala: "Ah, viu para onde Kardec não foi? e que esses espíritos através dos nossos médiuns foram. Por que Kardec não foi para lá? Porque não tem mais controle científico. Fica tudo opiniões e cada um sugerindo seu sistema, seu sistema, a seu sistema e você perdeu o controle. Aí você esquece. É preferível rejeitar 10 verdades do que aceitar uma única falsidade. Na hora que você abre a brecha para uma coisa entrar, abriu a porteira, pode passar um montão de coisas. Você não tem mais critério de distinção entre o que é verdadeiro e o que não é. Aí você vai além da ciência, você começa a fazer especulação. Claro que todo cientista faz especulação, mas sempre que o cientista
em mais critério de distinção entre o que é verdadeiro e o que não é. Aí você vai além da ciência, você começa a fazer especulação. Claro que todo cientista faz especulação, mas sempre que o cientista faz uma especulação, o pessoal diz: "Olha, isso aí tá além da mecânica quântica". Mecânica quânica. Você pode especular para ir porque todo mundo gosta de especular, mas você já saiu da ciência. A ciência vai até aqui. A partir daqui já não é mais. Até algumas especulações dessa podem ser verdadeiras, só que você não consegue saber qual especulação é verdadeira, qual é falsa. Ou seja, você saiu do terreno da possibilidade de verificação da verdade. Aí se você for para esse terreno, a gente deixa de fazer ciência. É gostoso. Eu também tenho as minhas especulações. O grupo que estuda, que estuda comigo, sabe, de vez em quando a gente faz o bate-papo do bar. Eu costumo fazer umas especulações, mas eu sempre digo, é uma especulação que pode ser falsa como verdadeiro, mas eu tô saindo da ciência, eu tô indo agora pro terreno da especulação. Então aí vem o perigo. Aí quando você lê o livro dos espíritos, Kardec não dá um passe em falso. Ele é muito preciso. Os espíritos disseram isso, justificaram desse jeito. Até aqui eu consigo ir. Daqui para lá, eu começo a entrar num terreno complicadíssimo. É o que a gente tá vendo hoje. Cada hora um cria alguma coisa diferente que a gente não havia pensar. Um criou o desgaste. Eu vi uma outra obra que me larraram porque as pessoas vêm me contar, né? Que o desgaste do perespírito, o sujeito anda e os pés vão desgastando. [risadas] Mas vocês estão rindo? Não tem estômago. Estômago não desgastaça também. Fígado, intestino deve ter calvice. Por que não pode ter calvice? E as pessoas vão, claro, a gente tá rindo, mas não é para rir, não é? É sério, porque como é que eu vou criar a distinção? Como é que eu vou dizer pro cara não desgasta? Ele fala: "Você não diz que tem estômago? Se tem estômago, por que que não tem pele? Se tem pele, a pele não desgasta, não
que eu vou criar a distinção? Como é que eu vou dizer pro cara não desgasta? Ele fala: "Você não diz que tem estômago? Se tem estômago, por que que não tem pele? Se tem pele, a pele não desgasta, não perde. Então você não perde pele, o seu pé não desgasta. Se tem estômago e tem perna, não tem pele. Você vai embora. Sabe o que que você faz? Você puxa o corpo inteiro, daqui a pouco chega a conclusão que ele tem tudo que tem no corpo. Pronto. Aí você fala: "É assim". Fale: "Não tem a mínima ideia". Mas nem posso saber se é assim, o cinema. Mas me parece muito esquisito. E aí você vai reproduzindo o corpo físico. Aí tudo que os espíritos disseram a Kardec num raciocínio muito bem feito, você vai jogando fora. Porque aí aquilo, então os espíritos mentiram quando dizeram, disseram que os espíritos enxergam por todo o seu ser. Eles mentiram. E vários disseram isso, porque se o os espíritos têm um corpo igual a gente, não, eu não enxergo por todo o meu ser. Você enxerga por todo seu ser só pelos olhos. Adoraria enxergar por todo o meu ser, mas não enxerga só pelo porque eu tenho órgão, o órgão da função. A gente não percebe que a gente vai cedendo, cedendo e você vai além do limite da ciência espírita. Você quer ir? Eu respeito. Mas saiba que tá indo nos limites de uma ciência. Você tá deixando de fazer ciência. Eu prefiro fazer ciência e ter um montão de resposta que eu não sei do que eu ficar especulando e além da ciência. Religião responde tudo. Você já viu uma religião que não responda tudo que você pergunta para ela? responde tudo. Ciência não. Eu sou físico. Tem mais perguntas não respondidas na física do que respondido. E a cada E a gente tá acostumado a ter ciência para ter questões não respond. Você pergunta como o espírito enxerga? Não sei. Só sei segundo os espíritos, que ele enxerga por todo o seu ser, que não há órgão para enxergar. Não tem olhos. Ah, se não tem olho, enxerga. Não sei. Ah, mas tem que saber. Não sei. Ah, mas pergunta. Já perguntamos, espírito
os, que ele enxerga por todo o seu ser, que não há órgão para enxergar. Não tem olhos. Ah, se não tem olho, enxerga. Não sei. Ah, mas tem que saber. Não sei. Ah, mas pergunta. Já perguntamos, espírito santo, não podemos explicar o mecanismo, não é, não pode ser explicado para você. A falá esses espírit estão desviando. Ele não diz é mistério. Não podemos explicar. Não é um mecanismo que possa ser explicado por comparação com com a forma como vocês enxergam. Muito parecida essa idória de você ter um mecanismo que não pode explicar. Se você for, por exemplo, no no numa tribo indígena, eu dou sempre esse exemplo, imagina você indo para uma tribo indígena no interior da Amazônia, que pouco teve contato com gente e tenta explicar para ele o que é um celular sem levar o celular ou o que é um aparelho como esse aqui sem levar. Experimenta. Você consegue explicar para ele o que é um computador sem levar um? Nunca. Você vai dizer: "Olha, é um negócio que fala". Ele vai, vai imaginar um papagaio voando. Há uma coisa que sai falando daqui e você escuta do outro lado. Ele vai imaginar que é um papagaio que sai voando daqui, vai lá no ouvido. Há certas estruturas. Se você tem um mundo cuja estrutura física não é similar à nossa, explicar esse mundo apoiado na estrutura física do outro é uma ingenuidade. A metáfora fica perigosíssima, porque a metáfora ela esconde diferenças. que você não consegue perceber. E se você fica na metáfora demais, você sai da ciência. Por isso a ciência usa muito poucas metáforas, porque a metáfora esconde diferente. Na religião você tá cheio de metáfora e deve ter mesmo. É, é, é próprio da religião ter metáfora. Não há nenhuma coisa mal nisso. A poesia é cheia de metáfora. A coisa mais linda do mundo é poesia. Não quer dizer que é por ter metáfora é ruim, não é? é próprio dela ter metáfora. A ciência evita metáfora porque ela quer um pouco mais de precisão. Ela não quer especulação, especulação livre. Até o filósofo especula demais do que o cientista.
não é? é próprio dela ter metáfora. A ciência evita metáfora porque ela quer um pouco mais de precisão. Ela não quer especulação, especulação livre. Até o filósofo especula demais do que o cientista. Filósofo vai além. Você lê os caras que escreve filosofia da matemática, o matemático fala: "Ih, tá delirando". Porque o matemático se detém ao que a ciência matemática lhe pode dar. Ele não quer ir muito além. Já o filósofo da matemática vai além. Algum crime o filósofo da matemática e além? Não, mas ele tem que saber que ele tá fazendo filosofia da matemática e não ciência matemática. Você quer ir além da ciência espírita? Vá, mas fique sabendo que você não tá mais fazendo ciência espírita. Você tá fazendo outra coisa que pode ser verdadeira ou pode ser falta, faça essa mera fantasia. Então é muito aí o espiritismo tem muitas perguntas não respondidas, graças a Deus por ele ser uma ciência. E às vezes você não se contenta. É tão legal você imaginar que você vai morrer e vai continuar comendo, né? Ou vai continuar vendo com olhos, né? Só que você pensa as coisas boa e esquece as coisas ruim. Imagina cai um cisco no seu olho ou alguém furar seu olho. Isso você não pensa, né? Quer dizer, você pensa as coisas boa, mas não quer saber das outras. Você não passa a pensar como é que são os mecanismos. Então é natural que você tende a reproduzir o corpo do lado de lá, porque fica mais fácil, você entende tudo, né? Se eu digo para você, você tem um estômago, você come, você tem sono, você dorme, fica muito natural, porque você sabe o que é isso, você tem uma sensação de compreensão naturalmente. Agora, se eu digo como na pergunta do cí 7, enxerga por todo ser, tem todas as suas percepções na alma como um todo, não tem órgãos para enxergar. Você fala: "Ih, já não entendi nada. Já não sei como ele enxerga". É, já não sei como ele enxerga. Mas você não quer, você quer saber essa sensação da gente querer saber tudo. E aí é o cuidado. Se apressa demais por saber tudo, você engole tudo. Você sai
le enxerga". É, já não sei como ele enxerga. Mas você não quer, você quer saber essa sensação da gente querer saber tudo. E aí é o cuidado. Se apressa demais por saber tudo, você engole tudo. Você sai da ciência. Ciência, se o cara quer responder tudo, ele todo mundo sabe. Já começou a errar a ciência, já começou a se dar mal. Por isso tem que passar passo a passo, ponto a ponto. Então Kardec nunca foi apressado, ele sempre vai. E cada vez que você postula uma coisa, você tem que ir complicando a teoria. Vou citar um exemplo que eu falei aqui há pouco para vocês verem o que é a construção de uma ciência, já que nós estamos no item exatamente da elaboração de uma ciência. Na hora que você começa a elaborar uma ciência, cada coisa que você coloca vai puxando outra e novas perguntas. Vamos dar um exemplo. Vamos pegar o exemplo de Rustéin, que é um exemplo que você pode pegar o livro e ler. Ele vem e cria a ideia do anjo. Ele precisa, a noção do anjo decaído para ele é muito forte. é a ideia de que o espírito reencarna por punição. Por exemplo, ele tem uma vida só espiritual, mas a hora que ele vai contra Deus, ele é punido com a encarnação. Então esse é um princípio forte de Jus tem que Kardec combate dizendo que a reencarnação é uma necessidade, não um castigo. Reencarnam todos espíritos bons ou não? Não é não é castigo apenas. Castigo é uma um tipo de encarnação. E ele que explica até Kardec explica o que significa castigo, hein? que a palavra castigo tem um significado próprio no espiritismo que não coincide com o significado católico de castigo. Então aí a hora que você cria isso de que o espírito ele reencarna por punição, você já criou um problema com esse princípio. Qual é? Como explicar a reencarnação de Jesus, né? Porque aí o cara vem logo, na hora que eu coloco isso, o sujeito vem em cima de mim. Mas vem cá aí Jesus, aí você tem que ter uma Jesus tinha corpo fluídico aí. Tudo bem, você falou um negócio legal, olha, Jesus tem conflito, bacana. Não tem nenhum problema lógico. Aí Jesus
ma de mim. Mas vem cá aí Jesus, aí você tem que ter uma Jesus tinha corpo fluídico aí. Tudo bem, você falou um negócio legal, olha, Jesus tem conflito, bacana. Não tem nenhum problema lógico. Aí Jesus tem conflí tudo bem. Maria e José não tinha, você tem um problemão. E você também diz que eles é perfeitos. Então você tem aí um problemão para explicar. Por que que você tem um espírito puro e perfeito que tem corpo fluíd que os outros dois que o receberam não tinham? Isso é um problemão. Mas vamos deixar esse probleminha de lado. Olha o problemão que você criou. Você tem que botar ele na Vamos pegar agora o outro aqui. Bom, ele tem corpo fluídico, né? Maria não. Então Maria e Maria não sabia que Jesus era. Porque isso está nos textos bíblicos. Jesus era tudo isso. Ela teve criança, então ela tinha que ter uma gravidez falsa, sem saber que era falsa. Portanto, a barriga tinha crescer. Ela tinha que sentir o bebê mexendo no na barriga dela. E outro mais, ela amamentou Jesus. Então Jesus tinha que mamar o leite, mas ele era fluído.
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