CONGRESSO ESPÍRITA DE JUIZ DE FORA | BLOCO IV - SÁBADO TARDE
CONGRESSO ESPÍRITA DE JUIZ DE FORA | BLOCO IV - SÁBADO TARDE 13:50 às 13:55 : Avisos do cerimonial 13:55 às 14:10h – Fraternidade Sem Fronteiras – Andrei Moreira 14:10: Palestra Palestrante: Simão Pedro Tema: O Papel da Fé nos Momentos de Adversidade 15:10 h às 16:10 – Roda de Conversa Tema: Feridas infantis, autoconhecimento e cura interior. Palestrante: Andrei Moreira e Suzana Simões INTERVALO – 16:10 às 17h Realização: CONECTA ESPIRITISMO Acesse: https://www.conectaespiritismo.com.br/ Transmissão e Gestão de imagens: TV IDEAK-RJ Conheça o IDEAK: https://institutoideak.com.br/
Tá desesperado. maior. เฮ Só só um trechinho do clipe da música para mim. Só falar rapidinho, né? Eu só vou cantar um versinho com eles. Gente, você vocês assistiram esse vídeo? Viram a música que tocou? Alguma? Todo mundo viu aqui. O que que eu quero fazer? A gente só vai fazer um aquecimento pós o almoço com as cordas vocais, porque a gente tá aqui falando sobre o desafio de viver, né? E a música tá dizendo que vale a pena viver. Então eu quero brincar com vocês. De uma metade canta uma coisa, a outra metade responde. Pode ser? Pode. >> Mas vamos agora. Vamos acordar, >> ó. O lado de cá é é parecido. Vai cantar assim: "O que eu quero te dizer é que vale a pena viver". Vamos lá. Só isso. O que eu quero é que vale a pena viver mais forte. O que eu quero te dizer é que vale a pena viver. O que eu quero te dizer é que vale a pena viver. Eles escutando vão repetir lado de cá, lado de lá. O que eu quero dizer não é te dizer. O que eu quero dizer é que vale a pena viver. O que eu quero te dizer é que vale a pena viver. O que eu quero dizer? Então, vamos ensaiar. Eles vão cantar e vocês cantam depois. O que eu quero te dizer que vale a pena viver. O que eu quero dizer? Vale a pena viver. >> O que eu quero te dizer é que vale a pena viver. Vamos de novo. Todo mundo forte agora, hein? O que eu quero te dizer >> é que vale a pena viver. O que >> eu quero te dizer >> é que vale a pena viver. Vamos, vamos com a música agora. >> Vamos. Então vamos. Ó, o que eu quero te dizer é que vale a pena viver. O que eu quero dizer é que vale a pena viver. O que eu quero te dizer? Se dói o corpo e dói a alma, por favor, mantenha a calma. >> Por mais que pareça que não, para tudo a solução. Tatou uma hora termina e a vida então se ilumina. >> O que eu quero te dizer é que vale a pena viver. O que eu quero dizer é que vale a pena viver. Se o horizonte te parece sombrio, se seguir te causa arrepio. Peça ajuda, não desista. Busque luz para a sua vista. Encontrarás corações amigos para enfrentar os perigos. O que eu
e vale a pena viver. Se o horizonte te parece sombrio, se seguir te causa arrepio. Peça ajuda, não desista. Busque luz para a sua vista. Encontrarás corações amigos para enfrentar os perigos. O que eu quero te dizer é que vale a pena viver. O que eu quero dizer é que vale a pena viver. Ninguém vai realizar o que só você pode entregar. Seu sorriso é o único, acredite, não há ninguém que o imite. Fique conosco, vamos construir um novo caminho para seguir. O que eu quero te dizer é que vale a pena viver. O que eu quero dizer é que vale a pena viver. O que eu quero te dizer é que vale a pena viver. O que eu quero dizer é que vale a pena viver. Ó, vai voltar, hein? Vai terminar. O que eu quero te dizer é que vale a pena viver. O que eu quero dizer é que vale a pena viver. O que eu quero te dizer é que vale a pena viver. O que eu quero dizer é que vale a pena viver. Acordamos, né, gente? Tá bom. Maravilha. >> Que maravilha, hein? Delícia. Quero te dizer. >> Grava, né? Grava na mente. Bom, a gente vai sortear essa bolsa aqui. >> É sua? >> Ah, a gente encontrou no banheiro a bolsa. Já apareceu a amiguin aqui, querida. Se ela demora, eu ia sortear. E tá pesado, hein? Ó, muito obrigado. Obrigado, Júlio Corrade, por esse trabalho gostoso aí. Bem, queridos amigos, nós vamos agora assistir um vídeo sobre uma programação que eu já havia falado com vocês, que é o Congresso do Norte, Noroeste Fluminense, que vai acontecer em Campos dos Goitacazes, na Universidade Cândido Mendes e com a parceria também com o hotel Cravo e Canela que fica em frente à universidade. Vamos passar agora um vídeo para que vocês conheçam esse projeto lindo. M. Tá difícil, >> não tá aí? >> Tá sim. Estão localizando o vídeo. Enquanto isso, eu quero lembrar com muita alegria do Fraternidade Sem Fronteiras, porque de manhã, eu preciso contar isso para vocês. Nós tínhamos, sabe quantos apadrinhamentos de manhã? cinco apadrinhamentos e me deu uma tristeza no coração. E agora depois do almoço nós estamos com quase 50 apadrinhamentos. Então aplausos
ra vocês. Nós tínhamos, sabe quantos apadrinhamentos de manhã? cinco apadrinhamentos e me deu uma tristeza no coração. E agora depois do almoço nós estamos com quase 50 apadrinhamentos. Então aplausos para vocês, amigos queridos. Aqueles que estão divulgando também nas suas redes sociais o conectirismo oficial, coloquem lá também #fraternidades fronteiras. Divulguem também imagens e votos de fraternidade sem fronteiras. Isso tudo provoca um engajamento e as pessoas passam a conhecer melhor os projetos do bem que nós tanto fazemos questão de divulgar e participar, não é mesmo? tá no ponto. Então vamos lá o vídeo. เฮ Tem data, tem data. Viram a data? Quem viu a data, >> hein? >> Novembro. Que dia? >> 14, 15, 16. >> 14, 15 e 16 de novembro. Tá? Será uma alegria recebê-los lá na cidade de Campos dos Goitacas. para dar prosseguimento à nossa tarde de estudos. Temos uma programação maravilhosa hoje e agora quem vai estar conosco é o nosso querido irmão, que é médico, homeopata e terapeuta sistêmico de constelação familiar, escritor e autor de obras próprias e mediúnicas, diretor de relações públicas, coordenador dos núcleos internacionais e de caravanas de voluntariados da Organização Humanitária Fraternidade Sem Fronteiras, Andrei Moreira. aqui não pode, pode levar. >> Muito boa tarde a todos. >> Boa tarde. >> Nosso objetivo agora é falarmos um pouco para vocês dos trabalhos da fraternidade sem fronteiras. Apresentar quem aqui já é padrinho levanta a mão para eu saber. Coisa boa. Quem é padrinho hoje? Quem vai padrinhar daqui a pouco >> aí? Maravilha. Coisa boa também. Vamos colocar aqui o Qcode já para vocês. Pode colocar agora para mim, por favor, que já quem quiser já pode ir aí aproveitando para acessar o site, mas no final da apresentação também vai ter. Bom, fraternidade hoje, como eu disse para vocês, gente, ela está em nove países, acolhe a 37.000 1 pessoas diariamente. É um trabalho muito grande. Antigamente nós tínhamos tempo de apresentar o trabalho todo da
idade hoje, como eu disse para vocês, gente, ela está em nove países, acolhe a 37.000 1 pessoas diariamente. É um trabalho muito grande. Antigamente nós tínhamos tempo de apresentar o trabalho todo da fraternidade. Quando eu a conheci em 2014, haviam 354 crianças acolhidas. de 2014 até 2025, esse trabalho cresceu exponencialmente, significativamente. Nós estávamos ali dentro gravando um podcast sobre a fraternidade e a Susana Simões comentava o quanto ela e a Sherry, que é a companheira dela, que foram a ao Malawi comigo em fevereiro, ficaram impressionadas porque a Sherry é americana e os americanos têm muito hábito de pesquisar as ONGs na sua seriedade, na sua transparência e apesar de nós termos um contato muito próximo, elas foram olhar toda a seriedade da ONG e ficaram muito impressionadas com esse nível de organização da fraternidade sem fronteiras. E é um fato, o dinheiro chega até a ponta, chega lá aonde ele se destina. Eu quero compartilhar com vocês algo que só recentemente eu me dei conta quando eu fiz uma apresentação há duas semanas para empresários da fraternidade sobre a fraternidade sem fronteiras. Eu compartilhei com eles que a taxa administrativa da fraternidade é de 11%. Isso significa que 89% do recurso chega até a base. E fiquei impressionado de saber que a média das ONGs globais é de 25% e das ONGs brasileiras é de 20%. O da fraternidade sem fronteiras é mais da metade das ONGs mundiais e quase a metade das ONGs brasileiras. Isso porque a fraternidade investe muito em voluntariado. Nós todos diretores somos voluntariad voluntário é só quando ele quer, entende? Voluntário nesse sentido. Então nós investimos muito no voluntariado porque essa rede fraterna. Também quero compartilhar com vocês que uma das empresas que investem em projetos específicos dentro da Fraternidade Sem Fronteiras é a MERK Foundation, que tem um trabalho internacional muito sério, é a MERC Internacional. Eles fazem trabalhos pontuais, ajuda a construir uma escola ou ajuda a construir um ou a perfurar um
nteiras é a MERK Foundation, que tem um trabalho internacional muito sério, é a MERC Internacional. Eles fazem trabalhos pontuais, ajuda a construir uma escola ou ajuda a construir um ou a perfurar um poço. São áreas específicas. Conto para vocês que mês passado a Fraternidade Sem Fronteiras recebeu um prêmio da MERC de um investimento extra de 10.000€ com uma ONG mais séria, mais efetiva e mais transparente. E eu acho que isso é muito importante de ser partilhado, não é? Muito importante de vocês verem a governança da fraternidade sem fronteiras, né? O e todo o gerenciamento do dinheiro. Então esse é o Qcode de apadrinhamentos. vai direto pra página do apadrinhamento. Já já ele também volta aí. Pode passar paraa apresentação. Eu vou passar brevemente aqui em três projetos da África, que é o projeto órfãos do Congo, o projeto Nação Ubunto e o projeto do Malaui, aliás, ófans do Congo, nação do Bunto e Madagascar. para vocês conhecerem um pouquinho da realidade com a qual a Fraternidade Sem Fronteiras trabalha e que agora é a situação que está mais urgente. Certo? Pode colocar aí para mim a apresentação, por favor. Não, aquela, a outra, aquela que tava antes, logo no início que você colocou, que eu tirei para botar o QRode. Então, Fraternidade começou em Moçambique. Em Moçambique há quase 30 centros de acolhimento e acolhe a quase 15.000 1 crianças órfãs, só em Moçambique. Depois foi para Madagascar, aonde o Wagner percebeu um chamado muito grande da ONU, que se algo não fosse feito no sul da ilha de Madagascar, então algo muito sério iria acontecer. E aí ele chegou lá e viu essa realidade. E ele ficou muito chocado porque ele descobriu que as pessoas lá não tinham acesso à água, não tinham acesso à comida e estavam muito sujas. A primeira coisa que ele fez foi comprar um caminhão pipa para fazer um banhaço nas crianças. E foi uma festa, foi recebido muito bem pela aquela comunidade, não só água para beber, mas para poder tomar banho. Porque vejam os olhares das crianças. Essas três crianças me marcam
ço nas crianças. E foi uma festa, foi recebido muito bem pela aquela comunidade, não só água para beber, mas para poder tomar banho. Porque vejam os olhares das crianças. Essas três crianças me marcam muito no olhar delas, porque há uma história ali contada, a história não só de três crianças, a história de um povo, a história de um país, a história de um continente, a história de muito da forma como nós nos relacionamos com o dinheiro, com os recursos, da uma história política, não é? Tem muita coisa aqui nesses olhares. Olha os pezinhos das crianças. Me desculpa mostrar isso daí para vocês, mas eu só quero dizer que isso é bicho de pé, gente. Bicho de pé, tá? Então, a gente se põe a cuidar disso em situações muito sérias lá. Olha como as crianças são encontradas em Madagascar. Vocês lembram que eu falei para vocês que 50% de uma comunidade foi encontrada em desnutrição grave? É disso que eu tô falando. Tô falando de crianças com fome, só pedindo na rua? Não tô falando de desnutrição grave às vezes das crianças não conseguirem nem andar. A fraternidade tem um hospital no sul da ilha de Madagascar. É hoje o hospital modelo, referência. Os outros hospitais encaminham pro nosso e esse hospital atende essas crianças e outros casos muito mais sérios, né? Porque a situação é assim, ó. As crianças chegam nesse nível. Isso daqui que vocês estão vendo é uma casinha típica aonde às vezes moram 8, 9, 10 pessoas. Desculpa a comparação, mas parece as nossas casinhas de cachorro, não parece? Aquelas que você constrói no fundo de casa, não é? Então vocês vejam que nós estamos falando de uma situação de muita miséria, de não acesso aos itens básicos, né? E o Wagner se condoeu muito com essa situação e então criou o projeto Ação Madagascar, que hoje já tem 13 polos de distribuição alimentar, já construiu uma cidade da fraternidade com 100 casas, já perfurou inúmeros poços e tem uma escola para 600 crianças e um hospital que é o modelo no sul da ilha. E a escola que é a escola Orova foi a
já construiu uma cidade da fraternidade com 100 casas, já perfurou inúmeros poços e tem uma escola para 600 crianças e um hospital que é o modelo no sul da ilha. E a escola que é a escola Orova foi a número um agora no Enem de Madagascar. 100% de aprovação das crianças. São coisas muito significativas que só o trabalho coletivo realiza, não é? Bom, >> em uma região onde já vivenciamos tantas situações desafiadoras, enfrentamos uma que parecia ser inimaginável em pleno século XX. Vondrai não resistiu à fome. Faltou comida para a criança de apenas 2 anos de idade. to the fact that he had to run out of flood we tried to go in the public hospitals to search for the which we can the child andondrai era da comunidade de Silimosa, uma aldeia ainda não atendida pela fraternidade sem fronteiras. está a 9 km de distância do nosso projeto e reúne centenas de crianças em situação de desnutrição moderada a severa. Nós não queremos mais deixar que nenhuma vida se vá pela fome. A fraternidade está com 13 centros de acolhimento em Madagascar e vamos construir mais um em Silimosa para 600 crianças. a padrinha Madagascar e nos ajude a mudar essa realidade de fome e desnutrição, a oferecer esperança e vida para nossas crianças. >> Vejam que nós estamos falando de situações muito dramáticas, né? Essa é a comunidade que eu falei para vocês que acabou de ser descoberta, onde vai ter um novo, já está tendo um novo centro de acolhimento e uma nova distribuição alimentar. Mas nós estamos também no Malawi junto a um campo de refugiados com 56.000 1000 refugiados, a imensa maioria proveniente da República Democrática do Congo. Quem estava aqui no ano passado conheceu o Jojô, né, que é um dos refugiados que veio da República Democrática do Combo, passou por uma situação de violência muito grande, pois eu tenho alegria de falar para vocês que nesse momento Jojô está nos Estados Unidos empregado, estudando e tendo uma oportunidade nova na vida dele. E é isso que nós desejamos, né, que outros caminhos e outras oportunidades
ar para vocês que nesse momento Jojô está nos Estados Unidos empregado, estudando e tendo uma oportunidade nova na vida dele. E é isso que nós desejamos, né, que outros caminhos e outras oportunidades se abram. Mas como eu disse, nós temos uma situação lá muito séria. Olha, ali vocês vem um pedaço do campo. Aqui vocês vem a casinha como ela é, né? É uma casinha de barro e lá dentro nada. Isso daqui que vocês estão vendo aqui na embaixo no meio, onde tá este homem de vermelho, é o espaço que a gente chama de do primeiro momento as tendas aonde eles ficam logo que eles chegam. E ali não tem nada, gente. São só separados por um pedaço de cortina. E aí nós temos lá as nossas mães do campo, que eu tenho um carinho muito grande, porque são mães de sete, 8, no filhos que acabam tendo que se prostituir para dar de comer os seus filhos e batem desesperadas à porta da fraternidade sem fronteiras. Para elas, nós criamos o projeto Mães do Campo, Agrofloresta, cultura da terra, para que não só as sementes florçam, mas para que florça a vida e a dignidade. Passa para aquele outro, a outra apresentação que eu quero mostrar duas imagens para vocês. Muito importante que eu não consegui colocar aí nessa apresentação, mas esse trabalho é um dos trabalhos mais transformadores que eu já vi numa pessoa. E é muito interessante porque as mães não batem na nossa porta pedindo uma cesta básica, nem pedindo uma ajuda. Elas pedem trabalho, elas pedem a dignidade de uma oportunidade. Aqui foi na na última caravana em fevereiro, Rossandro tava comigo nessa caravana e nós visitamos esta família. Esta mulher nos tocou muito. Na casa dela não tinha absolutamente nada, só tinha aqueles galões que ela pega água no chão e o nome de Deus. na parede Yahvé, o nome sagrado de Deus, conforme foi colocado no original. E ela não pediu nada por ela, primeiramente, ela pediu pelo marido, porque é uma das raras que tem um homem dentro de casa, mas ele é doente mental e ela que cuida dele. Ela pediu por ele, ela pediu pelo filho.
pediu nada por ela, primeiramente, ela pediu pelo marido, porque é uma das raras que tem um homem dentro de casa, mas ele é doente mental e ela que cuida dele. Ela pediu por ele, ela pediu pelo filho. E aí nós olhamos para ela, que era o esteio daquela casa, né? uma mulher de um sorriso farto, uma alegria, nos contagiou ali. Eu estava ouvindo o marido falar a história dele e ela estava ali junto a nós. E esta imagem até hoje é a imagem que eu coloquei de fundo no meu celular para me lembrar o tempo todo do quão sagrados são esses encontros. Olha essa situação. Aquela é a mãe do campo como nós a encontramos no fim da tarde. E esta é a mãe do campo de manhã, empregada pela fraternidade sem fronteiras. Vejam, vejam a diferença, gente. Aí você vai até o campo, aí você vai até onde elas estão trabalhando e elas estão com os filhos nas costas, embora tenha uma creche para deixar os filhos, mas muitas filhas com f os filhos nas costas, na alegria de cultivar a inchada. E não floresce só a terra, floresce a dignidade, floresce a vida, floresce o respeito. Elas ganham novamente o a respeitabilidade dentro da comunidade. Pode voltar para aquela outra apresentação, por favor. Então, é dignidade, é oportunidade, é apadrinhamento. É isso que o apadrinhamento faz, transforma vidas. Por isso que eu disse para vocês que a fraternidade é um aprendizado, porque nós não acostumamos com isso, nós não sabemos. Isso vai sendo aprendido aos poucos à medida que nós vamos experienciando, né? Aqui nós temos as mães do campo ali, ó, num espaço de trabalho delas. Aqui nós temos a oficina de agro de de costura que fez esse essa jaqueta que eu estou utilizando, né, que não adianta vocês invejarem porque foi feita sob medida. Então, a outra querida chegou ali para mim e falou assim: "Você comprou mais rápido que eu ia comprar pro meu filho". Falei: "Não ia não, porque essa aqui foi feita lá no Malau para mim com medida tirada do corpo, mas tem outras lindas lá atrás para vocês, todas vindas da Ubunto Neixo." Eu tenho
mprar pro meu filho". Falei: "Não ia não, porque essa aqui foi feita lá no Malau para mim com medida tirada do corpo, mas tem outras lindas lá atrás para vocês, todas vindas da Ubunto Neixo." Eu tenho alegria de contar para vocês que esta oficina é autosustentável. Ela não só gera renda e sustenta a vida dos trabalhadores, como ela gera renda para o projeto. E essa é uma das conquistas. Então, nós temos oficina de costura, de sabão, de biocarvão, de marcenaria, de artes com os jovens talentosíssimos, de informática, tem biblioteca, tem oficina, tem galinheiro, tem uma infinidade de trabalhos lá, né? Como vocês podem ver aí o biocarvão e a o pão, né? Agora tem a Divine Bread, pão divino. É a padaria que tá sendo inaugurada lá no Malau e que já existe em Moçambe. Vou passar rápido porque não vai dar tempo. Quero ainda mostrar para vocês o órfãos do Congo antes da gente encerrar. Óf do Congo é o nosso último projeto lançado há pouco mais de dois anos, quando um dos nossos líderes Mike Mutej, refugiado no Malaui, pediu que nós fôssemos para socorrer as crianças no seio da guerra, que eram deixadas órfã no meio das aldeias. Crianças que viram seus pais serem assassinados, crianças que passaram por violência. O Mike mesmo é uma dessas crianças que passou por outros caminhos, mas também vivenciou isso. E aqui vocês estão vendo a chegada de um grupo de crianças socorridas e a gente pode ver no rosto quão politraumatizadas elas estão. Pois recentemente tivemos que tirar as 323 crianças do Congo porque os rebeldes invadiram o espaço, mas graças a Deus todas foram retiradas. E nós decidimos retirar porque por onde eles passavam eles sequestravam os meninos. ou matavam os adultos e violentavam as mulheres. E nós falamos, as nossas crianças não vão correr o risco de sofrer traumatismo uma vez mais, embora a gente acreditasse que eles fossem respeitar e até agora o orfanato está respeitado, não podíamos correr o risco. 323 crianças foram pro Burundi e um novo centro de acolhimento nasceu no Burundi.
ora a gente acreditasse que eles fossem respeitar e até agora o orfanato está respeitado, não podíamos correr o risco. 323 crianças foram pro Burundi e um novo centro de acolhimento nasceu no Burundi. Continua existindo o Cong, vai ser cheio novamente, mas agora temos uma nova célula no Burundi. Todas as crianças já estão na escola empregadas, saímos com todas com autorização judicial e agora já está sendo construído o novo centro de acolhimento lá. Aquela criancinha não conseguia comer, precisou ficar internada no hospital, né, durante 15 dias antes de conseguir se alimentar. E aqui vocês veem as crianças no antes e no depois. E ali o Wagner com elas no nosso orfanato no Congo. E aqui o movimento com as crianças saindo pro Burundi, né, para poder fazer esse recomeço, esse recomeço de esperança. E no primeiro momento ajudamos os orfanatos já existentes em Bucavo e Goma, onde mais de 15.000 crianças e adolescentes estão em situação de extrema vulnerabilidade nas ruas, mas vimos que precisávamos fazer mais. Vimos que precisávamos olhar ainda mais por eles. Assim nasceu o projeto Órfans do Congo. Nosso centro de acolhimento virou uma realidade linda, graças aos padrinhos e madrinhas que, sem fronteiras abraçaram nossos meninos e meninas. Ali construímos casas, escola, quadras esportivas, refeitório, um ambiente onde as crianças pudessem encontrar a paz para viver dias mais felizes. >> Mas a guerra não dá trégua. Os conflitos se intensificaram e chegaram mais perto do que podíamos imaginar. Com planejamento, cuidado e muita persistência, resgatamos nossos acolhidos para levá-los a um lugar mais seguro. Após 3 anos com o projeto na República Democrática do Congo, foi preciso recomeçar. Atravessamos a fronteira e nos instalamos no Burundi, na cidade de Bujumbura. E agora as nossas crianças estão seguras, as nossas crianças estão em paz. Então a gente escutar essa essa canção, a música, a integração delas nos dá paz. >> O trabalho persiste mesmo que do zero, sem perder a esperança, o amor e a
seguras, as nossas crianças estão em paz. Então a gente escutar essa essa canção, a música, a integração delas nos dá paz. >> O trabalho persiste mesmo que do zero, sem perder a esperança, o amor e a resiliência, com a certeza de que a nossa fraternidade pode fazer a diferença onde quer que estejamos. Nossas crianças se div em três casas. Uma para os meninos, outra para as meninas e uma só para os bebês. Todas oferecem diariamente alimentação, assistência médica e psicológica, educação e lazer. Mesmo nas situações mais desafiadoras, o amor prevalece e o caminho se abre para o bem. Nosso convite é para sonharmos juntos. Sonhamos em um espaço maior que caiba todas as nossas crianças e muitas outras que ainda iremos acolher. Juntos estamos reestruturando o projeto Órfons do Congo. Ófons do Congo, um projeto da organização humanitária Fraternidades Sem Fronteiras. Muito bem, gente. Então, vocês vejam que é um projeto muito grande, muito extenso, muita necessidade. Agora levanta a mão para mim. Quem é que vai padrinhar? Aumentou um bocadinho de mão aí. Tô feliz nisso, hein? Mas eu não quero só que seja padrinho não, gente. Quero que vocês tirem foto desse Qcode e mande no grupo da família. Sabe aquele que a gente só fala de política, só manda bom dia, é aquele grupo que a gente tem que falar: "Gente, eu conheci um trabalho sério, deixa eu contar para vocês aqui algo que tá transformando vidas, chamar, multiplicar, não é? Então, aproveitem para fazermos uma corrente. Uma corrente que multiplique o bem, uma corrente que multiplique as boas obras. Porque, como diz o o Evangelho Segundo Espiritismo, o livro dos espíritos, o mal predomina porque os bons são tímidos. E nós, embora não possamos ainda nos atribuir à classificação de bons, somos pessoas que estamos comprometidos em construir o bem em nós, em torno de nós. Então, é hora da gente perder a vergonha e divulgar e partilhar e somar mais esforços, tá bom? Aos pouquinhos nós vamos falando de todos os trabalhos para vocês. Muito
r o bem em nós, em torno de nós. Então, é hora da gente perder a vergonha e divulgar e partilhar e somar mais esforços, tá bom? Aos pouquinhos nós vamos falando de todos os trabalhos para vocês. Muito obrigado. >> É emocionante demais, né, meus amigos? Eu acho que agora a gente bate a meta, com certeza. Mas uma amiga me chamou atenção ali. Vocês estão falando a padrinhar e nós aqui somos quase todas meninas, tem que ser madrinhas. Ela tá certa, não é? A maioria aqui são meninas, então madrinhas do Fraternidade Sem Fronteiras. OK. Cumpri aí o que eu prometi para ela que ia dizer. E eu estou muito feliz de chamar o próximo expositor da noite, porque ele acaba de lançar uma obra cujo título é Paz além das palavras. E toda a renda desse livro será doada integralmente para o Fraternidade Sem Fronteiras. é o nosso isso digno de aplausos, né, meus amos? Trata-se do nosso querido irmão Simão Pedro de Lima, que é membro da Sociedade Espírita Casa do Caminho na cidade do Patrocínio, Minas Gerais, onde ele colabora nas atividades doutrinárias e administrativas. Então, seja muito bem-vindo, meu querido Simon Pedro. Você precisa do pedestal? Boa tarde. >> Boa tarde. >> Que Jesus nos abençoe a todos, nos inspire a cada um e que todos nós sejamos guardados junto dele em paz. Eu agradeço o convite para estar aqui hoje nesse belíssimo evento. Faço coro ao que o que o Andrei disse aqui, convidando todos a apadrinharem, a amadrinharem esse projeto da Fraternidade Sem Fronteiras. Eu tive a oportunidade de estar com eles lá no Malaui há alguns anos e precisa muito sim do apoio, da atenção nossa e quando possível da nossa presença lá. É importante isso. Quando eu estive lá, eu perguntei a um deles se não seria mais interessante do que doássemos o dinheiro da despesa de viagem. Talvez isso seria muito útil, o valor da passagem, da estadia, que aquilo se fosse fosse doado. E ele me disse uma coisa que me marcou muito. Ele disse: "Simão, é importante sim, mas nada substitui a presença de vocês
muito útil, o valor da passagem, da estadia, que aquilo se fosse fosse doado. E ele me disse uma coisa que me marcou muito. Ele disse: "Simão, é importante sim, mas nada substitui a presença de vocês aqui." E ele me disse assim: "Nós somos um povo esquecido. Então, quando vem alguém nos ver, nós nos sentimos mais existentes. Então, preferimos a presença de vocês do que somente o recurso substitutivo da viagem. Então isso me marcou bastante e é importante sim, não para fazer um turismo na miséria, mas para aprendermos a ser úteis diretamente, a servir diretamente. Então fica assim o convite, o apelo para o amadrinhamento, para o apadrinhamento desses projetos da fraternidade sem fronteiras e pediram-me que conversassemos um pouco aqui sobre a proposta temática, o assunto sobre a fé. Então vamos conversar sobre isso. Não vou me alongar muito. Creio que 3 horas de fala a gente termine a primeira parte, mas nós vamos fazer com que essas próximas 3 horas transcorram como se fosse uma. Na questão 354 do livro O Consolador, Emânio nos traz uma definição sobre fé que vale muito nós refletirmos sobre ela. Lá ele diz: "Ter fé é guardar no coração a luminosa certeza em Deus. certeza que ultrapassa os limites das crenças religiosas. Essa é a fala de Emânia. Questão 354 do livro Consolador. Ter fé é guardar no coração a luminosa certeza em Deus. Certeza que ultrapassa os limites das crenças religiosas. Pensemos nessa frase. Fé, um monossílabo, duas letrinhas, mas que exprime algo muito grande. Exprime algo que talvez transcenda a nossa capacidade intelectiva para entender o que é isso. E Emânio então vem nos trazer que a fé é a certeza. em Deus. Certeza. Para os hebreus, eles usam uma palavra, usavam uma palavra para exprimir essa ideia que Emânio nos trouxe. Eles usam a palavra, usavam a palavra emunar. Emunar não é fé. Emuná é confiança plena. Emuná é segurança absoluta. Então, quando eles se referiam ao Criador, ao Senhor, que assim eles eles chamavam, se referiam com essa ideia.
a palavra emunar. Emunar não é fé. Emuná é confiança plena. Emuná é segurança absoluta. Então, quando eles se referiam ao Criador, ao Senhor, que assim eles eles chamavam, se referiam com essa ideia. Por isso, muito bem aqui foi falado pelo Aroldo, por isso Abraão sai de Ur e vai pra terra prometida, para Canaã. Por isso, Moisés deixa Midiã e vai para o Egito para lidar com seu povo. É essa certeza emuná, essa certeza de que tudo está regido pelo criador, que tudo está sob o controle de leis universais, físicas ou morais. So o próprio criador. Dizem que uma comunidade, depois de longo período de uma seca, resolveram todos os habitantes irem para um lugar para orar a Deus pedindo chuva. Todos da comunidade foram para orar, mas só uma criança levou guarda-chuvas. Essa criança simbolizou o emuná, a certeza. Os demais tinham a esperança, mas não a certeza. Essa é a ideia que Emânio nos traz. Ter fé é guardar coração a certeza em Deus. Guardar no coração nos leva a entender que fé é um sentimento íntimo. É uma relação direta entre criatura e criador. é aquela relação do ser criado em sentimento profundo com aquele que o criou. É algo intrínseco à nossa própria natureza. Somos obras da criação. E a fé é o amálgama, é o ponto que nos liga, que nos cola, que nos une ao criador. A oração é um mecanismo pelo qual a fé se mostra, mas a fé é o amálgama, é o que nos faz justa apostos com o próprio criador. Por isso guardar no coração, porque a fé ela gera uma emoção, uma emoção que não se exprime por palavras, uma emoção que a gente apenas sente, sente sem explicar como o personagem Chicó lá do alto da da compadecida, quando ele dizia: "Só sei que é assim". Fé a filosofia chicoriana. Eu só sei que é assim, mineiramente falando, é um trem. É um trem que a gente sente e que nos faz nos sentir vivos. que nos faz ter certeza, a ter certeza de não sei o quê, mas certeza que nos permite, como nos trouxe dona Joana de Ângeles, dizer: "Nem tudo está bem, mas tudo está certo, porque está
s sentir vivos. que nos faz ter certeza, a ter certeza de não sei o quê, mas certeza que nos permite, como nos trouxe dona Joana de Ângeles, dizer: "Nem tudo está bem, mas tudo está certo, porque está sob as leis de Deus". E as leis de Deus são bondosamente justas ou justamente boas, porque a justiça de Deus é boa e a bondade de Deus é justa. E é isso que nos dá o sentido da certeza. E é um coração pulsando no ritmo do pulsar divino, do pulsar da própria natureza. É isso que Emânio nos coloca quando diz que guardamos no coração a certeza, mas ele coloca um adjetivo nessa certeza, a luminosa certeza em Deus. luminosa, porque a fé nos faz brilhar. A fé quando se conjuga e comunga, os olhos brilham. Os olhos brilham. Os olhos refletem a alma. A alma conectada com o criador. Como bem disse o Cristo, os olhos são as lanternas da alma, dizia ele. Os olhos são as candeias da alma. De sorte que se teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz. E essa luz, é essa luminosidade que a fé nos traz nos olhos aparentemente pedintes que nós vimos aqui nas crianças e nas mães, também por trás do pedido tem a luminosidade da fé. Por isso a casa estava cheia porque estava escrito e eu de revrei e avé na parede. Aquilo enchia a alma, embora o estômago estivesse vazio. É isso que é a fé. E é isso que encontramos nos olhares das pessoas que efetivamente comungam com Deus. Por mais difíceis que se nos apresentem as situações, as pessoas continuam brilhando o olhar porque tem a certeza em Deus. E essa certeza ilumina. E diz Emânio: "Certeza que ultrapassa os limites das crenças religiosas." Veja como Emânel transcende os aspectos institucionais. Para os hebreus, o judaísmo do nascente não era uma religião, era uma forma de viver. Para os hebreus, o emuná é o jeito de ser, é o jeito de ser, de viver. é uma filosofia existencial e não uma religião institucionalizada. As religiões são ótimas, são boas, são necessárias, mas obnobil fé muitas vezes quando estabelecem que o caminho da relação com
iver. é uma filosofia existencial e não uma religião institucionalizada. As religiões são ótimas, são boas, são necessárias, mas obnobil fé muitas vezes quando estabelecem que o caminho da relação com o criador é só por meio delas. Mas se nós lembrarmos de um diálogo belíssimo que Jesus teve com uma mulher, nós veremos que fé vai além disso. quando ele dialoga com a mulher samaritana, quando ali ele diz a ela, mulher, chegará o dia em que não mais adorareis ao Pai no monte ou em Jerusalém, no Guerezinha ou no Sião? Pois o pai é espírito e importa que os que o adoram o adorem em espírito e verdade. Deus não está circunscrito a paredes. Deus é espírito e verdade. Importa que o adoremos em espírito e verdade, independentemente de onde ou com quem ou quando estivermos. A relação com o criador é de alma, é de sentimento, é de entrega, é de segurança, é de confiança, é fé. Essa é a relação. E as crenças religiosas muitas vezes limitam, tentando nos dizer: "Só se pode falar com Deus aqui dentro, nesse local, como os samaritanos entendiam no monte Guerezim, como os judeus entendiam no templo, no monte Sião." Mas Jesus veio dizer para aquela mulher que não necessariamente seria no templo, não necessariamente seria no monte, mas em quaisquer lugares. Bastava que nós pensássemos nele. E Jesus foi além. Se nós olharmos lá no capítulo 16 do Evangelho de João, versículos 26 e 27, nós veremos Jesus nos falando algo que talvez nós não tenhamos percebido e entendido ou valorizado. Antes ele dizia: "Tudo que pedirdes ao meu Pai ou ao Pai em meu nome, eu rogarei ao Pai por vós e ele vos concederá. Olha que interessante. Eu rogarei ao Pai por vós. Mas lá nesses versículos 26 e 27, no capítulo 16 do Evangelho de João, Jesus já dá um passo à frente disso e ele diz assim: "Chegará o dia, chegará o tempo em que pedireis ao Pai em meu nome, mas eu não mais vos digo que rogarei ao Pai por vós, pois o Pai é o mesmo e nos ama a todos. Vejam essa frase do Cristo. Chegará o dia em que pedireis ao Pai em
mpo em que pedireis ao Pai em meu nome, mas eu não mais vos digo que rogarei ao Pai por vós, pois o Pai é o mesmo e nos ama a todos. Vejam essa frase do Cristo. Chegará o dia em que pedireis ao Pai em meu nome, e eu não mais vos digo que rogarei ao Pai por vós, pois o Pai é o mesmo e nos ama a todos. Em outras palavras, está dizendo: "Conversem direto com Deus. Chegará o dia". Não chegou ainda. Chegará o dia. Se nós olharmos a questão número 11 do livro dos espíritos, nós veremos isso. Quando se pergunta lá, um dia o homem verá Deus? E os espíritos respondem: "Quando não mais estiverem obscurecido pela matéria e pela sua perfeição, o homem verá e entenderá Deus, que é a mesma coisa dos versículos 26 e 27 do capítulo 16 do Evangelho de João. E é a mesma coisa que Jesus disse à mulher samaritana. E é a mesma coisa que Eânio nos disse, a fé, a certeza em Deus, ultrapassando limites das crenças religiosas. Porque as crenças religiosas, volto a dizer, boas e necessárias, elas têm um limite, porque não conseguindo nos elevar a Deus, muitas vezes reduzimos Deus ao nosso tamanho. Em vez de tentarmos crescer, nós usamos uma redução para Deus e colocamos em Deus elementos que são nossos, características que são nossas, limitações que são nossas, defeitos que são nossos. um materialista do século XVI chamado Febak. Ele escreveu um livro, A essência do cristianismo, e lá ele diz: "Está escrito que Deus fez o homem a sua imagem e a sua semelhança. Eu, porém, em desconfio, diz ele, que o homem fez Deus a sua imagem, a sua semelhança, pois o Deus que nos é mostrado tem mais defeitos humanos do que qualidade divinas." Vejam que interessante essa fala dele. Nós dizemos que Deus é ciumento, como está lá no capítulo 20 do livro Êxodo do Velho Testamento. Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirou do Egito, da casa de servidão. Não terás diante de mim nenhum outro Deus, nem a ele prestarás culto, pois eu sou um Deus ciumento, que puno a iniquidade dos pais nos filhos na terceira e quarta gerações.
Egito, da casa de servidão. Não terás diante de mim nenhum outro Deus, nem a ele prestarás culto, pois eu sou um Deus ciumento, que puno a iniquidade dos pais nos filhos na terceira e quarta gerações. Em outras traduções, sou um Deus zeloso. Mas se nós olharmos na estrutura hebraica, ciumento. Vejam, defeitos humanos. Daí dá para entender muito bem aquilo que o Rafael Papa disse aqui mais cedo da pesquisa que fizeram com as crianças e o maior medo que elas disseram foi ter medo de Mas até eu também teria com esse com essa estrutura de um senhor dos exércitos, de um exclusivista, porque Deus na ideia que se traz é exclusivista. Engraçado, falaram que era uma hora de fala. Tem meia hora que eu tô falando já. Falta só meia hora aqui. O tempo voa para quem tá daqui e daí vocês ficam pensando, voa nada, tá demorando uma eternidade, Simão. Mas sigamos. Esse Deus nos dá medo. Um Deus que não tem muita segurança no que faz, porque diz que tudo era perfeito, depois destrói tudo. Veja, isso são elementos humanos, respeitáveis, mas são humanos. Por isso, mano, dizer que a certeza ultrapassa os limites das crenças religiosas. Isso é fé. Não é obnubilada, não está pressionada, é uma liberdade. Eu e Deus. Ponto. Deus e eu. Ponto. E nós somos um. Ponto. É assim a relação com Deus. Como o apóstolo Paulo disse com maestria, quando ele se refere ao Cristo, que é esse ser, por assim dizer, por assim dizer, divinizado para nós. Já não sou eu mais quem vivo, mas o Cristo que vive em mim, mostrando a relação, a interação, como Cristo também disse aos seus discípulos, eu estou em vós, vós estais em mim e nós somos um no Pai. É essa a fé que nos traz. É isso que nós temos que perguntar a nós mesmos. Temos isso? Sentimos isso? Senão está na hora de começarmos. Porque fé não é dada. Não existe Deus que deu mais ou deu menos. A fé ela é construída. A fé é edificada, como vemos mais uma vez, Emânel, lá no capítulo 40 do livro Vinha de Luz, quando ele diz ou ele escreve, a árvore da fé viva não brota miraculosamente nos
nos. A fé ela é construída. A fé é edificada, como vemos mais uma vez, Emânel, lá no capítulo 40 do livro Vinha de Luz, quando ele diz ou ele escreve, a árvore da fé viva não brota miraculosamente nos corações. Veja aqui frase interessante. A árvore da fé viva não brota miraculosamente nos corações. Então, a fé não é dada. A fé não é algo que Deus me deu e não deu a outro ou deu a outro e não deu a mim. A fé se constrói como uma árvore pequena, semente, muda e vai crescendo e vai se robustecendo. E Emânio utiliza um símbolo muito caro aos aos judeus, aos hebreus, aos cristãos, a árvore. Se nós nos remetermos à parábola da criação, nós temos lá duas árvores significativas. a árvore da ciência do bem e do mal e a árvore da vida. A que comeram o fruto foi da ciência do bem e do mal, mas da árvore da vida não comeram o fruto. E diz a parábola que o Senhor colocou dois querubins com espadas flamejantes para evitar que eles, Adão e Eva, voltassem ao paraíso e comessem da árvore da vida e vivessem eternamente. Isso é o que encerra a estrutura da criação da parábola. A árvore é muito cara porque ela simboliza justamente esse esse elemento de construção, de temporalidade, de etapas, como disse o Cristo, diz a ele primeiro a árvore, primeiro, ele dizia ele o caule, primeiro a árvore, depois a espiga, depois o grão para encher a espiga. Dizia ele, a árvore simboliza uma temporalidade. Ela simboliza o tempo andando e nós crescendo nesse tempo, nesse andar do tempo. A figueira é muito forte para a cultura hebraica, porque ela é a árvore da ciência religiosa. Por isso, na parábola, Adão e Eva se cobriram com a folha de figueira. Por isso Zaqueu sobe em uma figueira. Por isso, Nataniel foi visto por Jesus debaixo de uma figueira, estudando os textos hebraicos. Então, Emânio traz na sua definição, no capítulo 40 do livro Vinha de Luz, a ideia da árvore, mas dizendo que a árvore da fé viva não brota miraculosamente nos corações. E ele acrescenta: "A conquista da crença edificante
sua definição, no capítulo 40 do livro Vinha de Luz, a ideia da árvore, mas dizendo que a árvore da fé viva não brota miraculosamente nos corações. E ele acrescenta: "A conquista da crença edificante não é serviço de menor esforço." Vejam a fala de Emânel. A conquista da crença edificante não é serviço de menor esforço. Quer dizer, então, que nós temos que nos esforçar na fé. Temos. É o que Paulo disse a Timóteo na sua primeira carta, quando ele diz a Timóteo, peleja, peleja na fé, que algumas traduções trazem combata, peleja na fé, diz o apóstolo Paulo, peleja na fé, guarda com zelo a justiça, toma Toma posse da vida eterna para a qual também foste chamado. É a frase do apóstolo. Peleja na fé, porque ela é uma construção. Olhemos o exemplo de Pedro, o apóstolo. Capítulo 14 do Evangelho de Mateus. Essa cena. Está Jesus caminhando sobre as águas. Estão os apóstolos num barco, numa noite, e aí vem o vulto, se assustam, diz o texto do capítulo 14 de Mateus, pois achavam que se tratava de um fantasma. E o vulto diz assim: "Não temais, sou eu." E Pedro, para variar, se és tu, manda-me a ti. Mineiramente falando, danado esse Pedro temoso, desconfiado. Eu tenho impressão que ele não nasceu em Betsaida, ele nasceu em Minas, desconfiado. Se és tu, manda-me a ti. E aí Jesus diz a ele, vem. E ele sai do barco. Sai do barco e se atemoriza um pouco. E acontece isso. Ele começa a se afundar. E quando ele começa a afundar, ele diz: "Senhor, socorre-me". E Jesus lhe estende as a mão, pega-o pelo braço e diz o que a ele? Homem de pequena fé, de pouca fé. Homem de pequena fé. Pouca fé aqui para nós em Minas. Aqui para nós em Minas soua um cacófato, porque o verbo por nós aqui não tem o R. Minas o verbo não tem o infinitivo. Então pouco, né, pouca fé para nós aqui mineiros, como tiramos o R do verbo, então ficou de pouca fé. E aí dá um cacófago, né? Mas é só em Minas que isso acontece. Então, o que diz Jesus a ele? Homem de pequena fé, pouca fé. Então, quer dizer que fé tem tamanho?
o R do verbo, então ficou de pouca fé. E aí dá um cacófago, né? Mas é só em Minas que isso acontece. Então, o que diz Jesus a ele? Homem de pequena fé, pouca fé. Então, quer dizer que fé tem tamanho? Se não tivesse, Jesus não diria que ela pouca. Então tem uma intensidade. Pedro convive com Jesus por um bom tempo e chega o momento. Jesus está seando com os discípulos na noite que ele seria preso. Isso está grafado no capítulo 22 do Evangelho de Lucas. E Jesus está dizendo que seria abandonado, que seria traído. E os discípulos começaram a olhar um pro outro. E Pedro se dirige a Jesus e diz o quê? Senhor, olha que Pedro, olha que rocha. Senhor, nunca te abandonarei. Irei contigo onde fores até a morte. Bom, um amigo desse é só correr pro abraço. Nunca te abandonarei. Irei contigo onde fores até a morte. já tinha passado mais ou menos do anos depois disso. Ele já tinha visto coisas e mais coisas com Jesus. Então, estava ali seguro, já não era mais de pequena fé. E Jesus vira-se para Pedro e diz assim: "Pedro, Pedro, falar duas vezes o nome da gente é complicado. Pedro, Pedro é, é pior do que falar o nome completo quando não é hábito, como é o meu caso, né? Meu nome é Simão Pedro. Normalmente as pessoas me chamam por Simão, umas me chamam por Pedro. Raras são as que me chamam por Simão Pedro. Mas minha mãe me dava indicativos. Quando ela me chamava pelo nome Simão, pelo primeiro nome, alguma coisa eu iria fazer para ela na nas palavras dela. Vou te passar um mandado, algo eu ia fazer. Quando ela me chamava pelo apelido, não vem ao caso, alguma coisa eu iria receber. Agora, quando ela falava Simão Pedro, ela já sabia que alguma coisa eu tinha feito, que talvez nem eu soubesse, mas ela já sabia. Então vem Jesus e diz: "Pedro, Pedro, os espíritos das trevas querem fazer-te sirandar como o vento ciranda o trigo." Ou seja, os espíritos das trevas querem te derrubar. Os espíritos das trevas querem fazer-te sirandar. Em outras traduções, peinear, em outras traduções, dobrar,
irandar como o vento ciranda o trigo." Ou seja, os espíritos das trevas querem te derrubar. Os espíritos das trevas querem fazer-te sirandar. Em outras traduções, peinear, em outras traduções, dobrar, como o vento dobra o trigo. Mas eu orei ao Pai para que a tua fé não desfaleça. E te digo mais, hoje ainda, antes que o galo cante, negar-me às três vezes. Quer dizer que nós podemos titubear na fé. Podemos. Pedro titubeou. Titubeou, pisou no tomate, viajou na maionese, pode escolher o que vocês quiserem. Titubeiou. tubeou e ficou chateado com isso. E ele também vazou na braquiária, limpou o rancho, picou a mula, em outras palavras, fugiu quando Jesus foi preso. Aqui abrimos um parêntese. Jesus escolheu umas pessoas espetaculares. Ele escolheu os 12 melhores homens da Palestina. Os 12 melhores. Um traiu, um negou e todo mundo fugiu quando ele foi preso. Olha que turma boa. Mas eram homens extraordinariamente comuns como nós. Só que nós não fizemos o que eles fizeram depois. Nós não fugimos, mas não trabalhamos depois como eles trabalharam. para nos dizer que são pessoas comuns como nós somos, extraordinariamente comuns. E Pedro ficou remoendo porque ele entendia que não o negaria. Ele acreditava que ele era forte e não foi. E ali ficou amargurando-se até que Jesus depois se apresenta depois da crucifixção. Se bem que Jesus se apresenta depois da crucifix e não dá muita atenção para Pedro não, porque sempre ele chamava Pedro, Tiago e João de cantinho para algumas conversas. E Jesus se apresenta aos discípulos e só diz assim: "A paz esteja convosco". e não chamou Pedro. Tomé não estava presente, duvidou. Jesus se apresenta depois e chama Tomé, mas não chama Pedro. Jesus se apresenta para Maria de Magdala e não se apresenta para Pedro. Pedro via nisso alguns indícios. Esse homem tá meio bravo comigo. Porque mineiro é interessante, né? Nós mineiros nunca a gente vai pro pro intenso. É meio bravo, meio com raiva, meio sem graça. Sempre a gente deixa no meio porque dá chance de dar uma
bravo comigo. Porque mineiro é interessante, né? Nós mineiros nunca a gente vai pro pro intenso. É meio bravo, meio com raiva, meio sem graça. Sempre a gente deixa no meio porque dá chance de dar uma consertada. E Jesus deu uma consertada. Dá depois. Jesus pede a Pedro para reafirmar o amor a ele, perguntando: "Tu me amas? Tu me amas?" E Pedro respondeu: "Que sim, que sim, que sim". E o terceiro que sim, foi um choro danado, porque diz o evangelista, e Pedro chorando disse: "Tu sabes tudo, tu sabes que te amo, apacenta as minhas ovelhas." OK. Pequena fé, titubeiou na fé. E estão Pedro e João, capítulo 3 do Atos dos Apóstolos, estão Pedro e João subindo à escadaria do templo. E diz o texto que um paralítico, esse é o termo do do texto do Atos, pede a Pedro uma esmola e Pedro vira-se para aquele homem e diz: "Ouro e prata eu não tenho". O mesmo Pedro que afundou nas águas. O mesmo Pedro que pisou no tomate, que titubeou. O mesmo Pedro ouro e prata eu não tenho, mas o que eu tenho, isso eu te dou em nome de Jesus. O Nazareno levanta e anda. Ouro e prata eu não tenho, mas o que eu tenho, isso eu te dou. Em nome de Jesus, o Nazareno levanta e anda. E diz o texto: "E o homem se levantou e foi andando, cantando e louvando a Deus. Pedro construiu a árvore da fé viva. Pedro construiu a crença edificante. Pedro pelejou na fé. Como nós podemos fazer? Como nós também temos pouca fé? Algumas vezes, muitas vezes, quase todas as vezes, para não dizer todas as vezes, nós titubeiamos, mas também podemos recobrar, podemos nos conectar com o criador e robustecer essas fé, transformar a crença efetivamente em certeza. Incerteza, a fé que também Kardec nos apresenta no capítulo 19 do Evangelho Segundo o Espiritismo, quando lá ele nos dá características da fé. Lá no item dois, Kardec nos fala que a fé é calma e revestida de humildade. Veja que interessante. A fé é calma. Por que a fé é calma? Porque quem tem certeza tem. Ele não tem que contar, nos demonstrar, provar a certeza. Se ele tiver que provar a alguém a
stida de humildade. Veja que interessante. A fé é calma. Por que a fé é calma? Porque quem tem certeza tem. Ele não tem que contar, nos demonstrar, provar a certeza. Se ele tiver que provar a alguém a certeza, ele não tem a certeza. Então, a fé é sempre calma. E diz Emânel, diz Kardec, e é revestida de humildade. Por que revestida de humildade? Eu tô aqui em pé andando, olhando essas cadeiras. Vocês não sabem o quanto que elas me chamam para sentar. Esse é o detalhe da gente ficar velho assim ao longo do tempo. Mas vamos revestida de humildade, porque a fé nos mostra que nós somos criaturas. Nós não somos o criador. A fé nos mostra que o criador é muito mais do que nós. A fé nos mostra que o criador nos conhece mais do que nós mesmos. A fé nos mostra que estamos no seio do criador e que sem ele nós não seremos nada. Por isso ela é humilde, é revestida de humildade, não é exaltada. Exaltar a fé é tentar provar pra própria pessoa a fé que ela tem. Então, ninguém exalta a fé, apenas vive e sente. Então, Kardec nos mostra isso lá no item dois do capítulo 19 do Evangelho Segundo o Espiritismo. Lá nos item 11 do mesmo capítulo, ele nos fala que a fé é empolgante e contagiosa. Olha que interessante. calma, na humildade, ela é empolgante e é contagiosa. Quando nós encontramos pessoas que efetivamente têm a fé como elemento de vida, como filosofia de vida, não me refiro a religiões, a fé, a certeza, nós nos sentimos acolhidos perto dessas pessoas. Elas nos transmitem paz, nos dão uma serenidade, causa um trem bom na gente. Não é assim? Você chega perto da pessoa, fala: "Não, eu gosto de ficar perto de você. Você tem um trem que me acalma um tanto?" Um trem bom. É isso que contagia, é esse elemento da serenidade. No item 6 do capítulo 19, Kardec nos fala uma coisa interessante no item seis e no item 7, dois elementos importantes para entendermos a fé. É uma pergunta. Eu estou falando muito alto, é porque eu não estou querendo acordar as pessoas, porque a gente fala alta, a pessoa
m seis e no item 7, dois elementos importantes para entendermos a fé. É uma pergunta. Eu estou falando muito alto, é porque eu não estou querendo acordar as pessoas, porque a gente fala alta, a pessoa acorda de sobressalto, né? E e a gente tem que tomar cuidado com isso. Então, tudo bem. Se eu estiver falando alto, é só levantar a mão. Simão, diminua o tom porque eu tô querendo dar uma cochilada. De boa. Fiquem tranquilos. Se quiserem cochilar todos, é só me avisar que eu cochilo também, sem problema. Mas pensemos no item 6 e 7 desse capítulo 19, Kardec nos traz algo interessante. Ele nos fala da fé cega no item seis e nos fala da fé raciocinada no item sete. Mas sobre a fé cega, talvez nós não percebemos o que Kardec disse. Lá nesse item seis, capítulo 19 do Evangelho Segundo Espiritismo, ele diz assim: "A fé cega quando levada ao excesso é prejudicial. Opa! A fé cega, vírgula, quando levada ao excesso, vírgula, é prejudicial. uma ação, uma oração subordinada, adjetiva, restritiva. Nos lembra a sétima série lá, o pronome relativo, podemos tirá-la que a fé cega leva a é prejudicial. Mas ele deixou claro isso lá numa verdadeira oração subordinada, adjetiva, restritiva. A fé cega quando levada ao excesso. Quer dizer que não levada ao excesso, ela não seria prejudicial. Mas a gente, por ser uma oração subordinada, adjetiva, restritiva, a gente vai e tira. E só vê assim, a fé ce segue é prejudicial. Kardec não disse isso. Ele disse que a fé cega quando levada ao excesso era prejudicial. Porque tem um detalhe, tem um detalhe muito simples, como sentar numa cadeira. É que é que vocês não sabem quant como que essas cadeiras falam. João Batista dizia que as pedras falavam. é que ele não conhecia essa cadeira, mas ele veja o que é essa fé cega quando não levada ao excesso. É a fé natural. É aquela fé que a gente sente e não sabe explicar que tem. E qual exemplo nós temos dessa fé natural? Eu não tô enxergando vocês. A mulher do fluxo de sangue, a mulher hemorroía, a mulher hemofílica, depende o nome que
gente sente e não sabe explicar que tem. E qual exemplo nós temos dessa fé natural? Eu não tô enxergando vocês. A mulher do fluxo de sangue, a mulher hemorroía, a mulher hemofílica, depende o nome que vocês quiserem dar. O fato é que aquela mulher padecia há 12 anos até encontrar Jesus de uma hemorragia. E uma mulher hemorrágica, nos termos do evangelho que sangrava, o sangramento era mal visto, era chamada impura, então ela não podia conviver com ninguém, anatemanizada seria pela estrutura da lei. E ela, sabendo que Jesus estava ali, disse para si mesma: "Eu não conseguirei chegar até ele". Debilitada. sangrando, ou seja, ninguém ia deixar, mas se eu conseguir tocar-lhe, eu serei curada. Ponto. Tem explicação não. E o evangelista Lucas, ele diz assim: "E ela, chegando por trás, tocou-lhe a borda da túnica". Só isso. A borda da túnica chegando por trás. E ele acrescenta e Jesus disse para alguém me tocou. Ela deve ter ficado branca de susto. Perdeu o sangue inteiro que já tava saindo. Porque alguém me tocou ela em sangramento. Isso era sério. E aí um discípulo, não se tem o nome dele, mas pela pergunta a gente pode imaginar quem seja. Senhor, como tu dizes, alguém me tocou? Se todos te empurram, olha que sensibilidade. Como tu dizes: "Alguém me tocou se todos te empurram." E ele disse: "Alguém me tocou, pois de mim saiu virtude." Em outras traduções, pois de mim saiu poder. Essa é a fé natural. Não tem que pensar muito. Não é cega em demasia, não é cega levada ao excesso. É natural. Mais uma vez fica a ideia de Chicó. Só sei que é assim, fé natural. E no item sete nós temos a fé raciocinada, que não é racionalizada, raciocinada. Eu tenho 2 minutos para terminar o raciocínio dessa fé. Vejam, fé raciocinada. Onde nós temos isso? Nos evangelhos, no centurião, que chega Jesus e diz: "Senhor, meu servo está doente em casa". E Jesus vira-se para ele e diz: "Vamos até tua casa". E ele se vira para Jesus e diz: "Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Eu sou comandante e tenho os meus
rvo está doente em casa". E Jesus vira-se para ele e diz: "Vamos até tua casa". E ele se vira para Jesus e diz: "Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Eu sou comandante e tenho os meus comandados. Se dou a eles uma ordem, eles a cumprem. Tu tens os teus exércitos. Dize uma só palavra e meu servo será curado." E Jesus disse: "Grande é a tua fé. Vai, que teu servo está curado. E Jesus vira-se para os discípulos e diz o seguinte: "Em toda a minha andança por Israel, jamais vi tamanha demonstração de fé como a desse homem, que era um romano, gentílico, centurião." Era como se ele tivesse dizendo pros discípulos, judeus, tomou. Era assim que ele, no mínimo ele tava dizendo isso. Tá vendo? Tomou. Mas o que que é isso? O que que ele fez? Uma analogia. Eu dou ordem pros meus comandados. Se eu estou perto ou não, eles cumprem. Jesus tem os exércitos angélicos. É só ele dá a ordem. Isso é fé raciocinada. Ele fez uma analogia, uma não exclui a outra. A fé natural e a fé raciocinada não são mutuamente excludentes. E mesmo a fé raciocinada temos que tomar um cuidado para não transformá-la em fé racionalizada. Ou seja, eu não consigo compreender, então não existe. Melhor dizer, eu não consigo compreender, existe, eu vou tentar compreender mais paraa frente, mas por enquanto existe. Então tá bom. Essa é a fé natural. Nem tudo vai se explicar naquele momento. Isso é a fé natural. E quando temos a fé natural, 4 3 2 1, Agora eu posso começar de novo. Zerou. Quando temos a fé natural, podemos desenvolver a raciocinada, mas se ficarmos só na raciocinada, nós racionalizaremos a fé. Nós teremos um reducionismo e só aceitaremos aquilo que conseguimos explicar. E nem tudo conseguimos explicar ainda. Então, há coisas que acreditamos, como disse Jesus a Tomé, quando Tomé o toca e diz: "Senhor". E ele diz: "Acreditaste porque viste-me e tocaste-me. Bem-aventurados os que acreditam sem nada ver ou tocar. fé natural. E essa fé natural é que nos permite serenarmos ante os desafios da vida.
hor". E ele diz: "Acreditaste porque viste-me e tocaste-me. Bem-aventurados os que acreditam sem nada ver ou tocar. fé natural. E essa fé natural é que nos permite serenarmos ante os desafios da vida. é que permite-nos serenar, diminuir a ansiedade, o temor, o receio, a dúvida, essa fé natural, essa fé natural que temos por meio do Cristo que nos trouxe, que nos trouxe por meio dos seus ensinos à presença de Deus, para que possamos no andar das nossas vidas nossas dizer, como disse o apóstolo Paulo, cumpri a carreira, combati o bom combate, quer dizer, pelejei a boa peleja, cumpri a carreira, guardei a fé. É isso que a fé natural nos permite, que nos permite ouvir do Cristo o que ele disse aos discípulos aqui nesta passagem. Não temais, sou eu. Não temais. Sou eu, disse ele. Isso precisa ecoar nos nossos ouvidos ante os temores da nossa existência. Esse sou eu é forte, como ele disse nessa mesma cena, aliás, numa cena semelhante a essa, desculpe-me, quando ele estava dormindo no barco e o barco foi tomado por uma tempestade e os discípulos, homens preparados no na arte da pesca, ficaram com medo de morrer, de naufragar. E eles acordam Jesus de uma maneira muito educada. Senhor, vamos morrer. Muito educado. Mas Jesus diz o que a eles? Por que temeis? Em outras palavras, não estou aqui com vocês. Nos momentos tempestuosos nesse mar da vida, ouçamos essa frase, essa pergunta de Jesus. Por que temeis? Por que tememos se sabemos que ele dorme conosco ao nosso lado? Se ele vela conosco, como ele mesmo disse, estarei convosco até a consumação dos séculos. Como ele mesmo disse, não vos deixareis órfãos, como ele mesmo nos disse, não se turbe o vosso coração. Credes em Deus? crede também em mim. Por que temer? Então, desafios fazem parte da existência. Jesus faz parte da nossa vida, que é muito mais do que uma existência. Então, reunindo as nossas forças para a fé, ouçamos o acalento que vem dos ensinos de Jesus. "Tenho-vos dito isso", disse ele, "para que em mim tenhais paz.
da, que é muito mais do que uma existência. Então, reunindo as nossas forças para a fé, ouçamos o acalento que vem dos ensinos de Jesus. "Tenho-vos dito isso", disse ele, "para que em mim tenhais paz. No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo. Eu venci o mundo. E ele arremata ou eu arremato, porque ele não disse isso na sequência, dando, falando-nos ou convidando-nos com a fé no coração, aceitemos esse convite do Cristo quando ele nos disse: "Vinde a mim, todos vós que estais cansados e fatigados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração. E então encontrareis refúgio para as vossas almas. Pois leve é meu fardo, suave o meu jogo. Com um convite desse é só correr pro abraço. Melhor do que esse alívio é o que vocês têm ao saber que eu estou encerrando a palestra agora. Mas eu falei o verbo encerrar no gerôndio. Encerrando, mas encerrando com uma ideia muito forte. trazida por Gilberto Gil, quando ele cantou: "Andar com fé eu vou, pois a fé não costuma falhar." E nós podemos dizer certeiramente: "Andar com fé é úvel, pois a fé nunca falhará". Que Deus abençoe a todos vocês e Deus lhes pague pelo carinho e pela atenção. Então, nós agradecemos pela belíssima contribuição, Simão Pedro. E para nossa próxima atividade, nós convidamos para uma roda de conversa Andrei Moreira e Susana Simões. Eles estarão falando, desenvolvendo o tema feridas infantis, autoconhecimento e cura interior. Então, Andrei Moreira e Susana Simões. Boa tarde. Boa tarde. >> Eu não sei vocês, mas eu preciso de um minuto para me recuperar da palestra do Simão, não é? A gente vai assim respirar fundo, que eu me sinto eh imensamente movida. Diante do fato de que todos nós vivemos desafios imensos e ao escutar e ao sentir a presença de Jesus nesse ambiente, a gente se se dá conta da pequenez da nossa fé, das nossas ansiedades, das nossas angústias e do grande desafio. Talvez eu gostaria de dizer o maior desafio de viver que seja o desafio de viver conosco mesmos.
e se dá conta da pequenez da nossa fé, das nossas ansiedades, das nossas angústias e do grande desafio. Talvez eu gostaria de dizer o maior desafio de viver que seja o desafio de viver conosco mesmos. Então, nós vamos começar a a nossa conversa e alguns, provavelmente muitos de vocês não conhecem um pouco da minha relação com o Andrei, então você fica à vontade para me interromper a hora que você quiser, porque você sabe, né? Uma vez que eu começo >> não para. >> E é supostamente para ser um diálogo, né? >> É, mas você tá começando. Pode ir, vai na fé. Bom, então vamos nessa. É, então a gente vai começar, eu gosto, pensei da gente começar falando um pouquinho sobre a questão do autoconhecimento, porque quando nós pensamos na iluminação interior, na nossa evolução espiritual, nós temos investido muito enquanto movimento espírita na busca da verdade. enquanto uma verdade cognitiva, enquanto uma verdade intelectualizada, o conhecimento da lei. Mas é fundamental e hoje em dia, eu penso que há uma evolução em termos da nossa abordagem do entendimento da necessidade do autoconhecimento. Quando nós pensamos em religião no sentido mais eh concreto da palavra, ela fala de ligação, ela fala de conexão. Então, é preciso para que nós possamos nos conectar com Deus, que nós busquemos, sim, o entendimento da verdade enquanto conhecimento da lei, mas que ele esteja conectado ao conhecimento da verdade, da nossa verdade interior, daquilo que nos habita. E todos nós somos espíritos ainda imensamente imperfeitos e trazemos dentro de nós um tanto de sombras, um tanto de luz, de limitações e de potências, um tanto de história das nossas histórias pretéritas, das nossas dos nossos equívocos, das nossas feridas, das nossas limitações. Então, a religiosidade ela passa pelo conhecimento da verdade, mas também em conexão com o conhecimento dessa verdade interna, para que o conhecimento ele gere verdadeiramente uma transformação. É interessante porque na doutrina espírita nós falamos que fora da
, mas também em conexão com o conhecimento dessa verdade interna, para que o conhecimento ele gere verdadeiramente uma transformação. É interessante porque na doutrina espírita nós falamos que fora da caridade não há salvação. Nós também entendemos o eh me falta a palavra em português, ah, o mandamento maior, amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. A primeira caridade deve ser então conosco mesmos. Ir nesse autoencontro, mergulhar dentro de si mesmo, ir de encontro a este mundo de personagens. de feridas, mas também de potenciais que existem dentro de nós para que a transformação e a iluminação possa acontecer. requer amor, requer compaixão, requer que o amor permeie a nossa, o nosso movimento para que a gente entre dentro da gente, para que a gente toque nesse mundo interno com carinho, com respeito à nossa condição humana e possa então fazer a conexão com aquilo que nós sabemos, com aquilo que nós percebemos dentro de nós. E a partir daí então possamos crescer. Todos nós trazemos feridas. Muitas vezes as pessoas perguntam para mim: "Vocês falam tanto de iluminação, de autoconhecimento, mas como é exatamente que a gente faz o autoconhecimento? Por onde é que a gente começa?" E eu gosto sempre de dizer pela observação das nossas emoções, dos nossos sentimentos, as nossas dores, as nossas dores são muitas vezes o material mais puro que a vida nos oferece para que a gente faça o processo de autotransformação, de autoconhecimento. Elas falam das nossas necessidades, elas falam de onde nós estamos no nosso processo evolutivo, assim como também as nossas defesas. Então, nós temos dores, Andrei pode falar um pouquinho sobre elas, um pouquinho mais de conhecimento. Ele fala dessas dores no livro dele. Nós temos as nossas defesas e é muitas vezes no vigiar e orai, que é o vigiar de nós mesmos, não é? dessas dores, dessas circunstâncias difíceis, que nós vamos ter a porta de entrada para esse mundo interno para entender o que que é que tá ali dentro de nós, que área de carência
e nós mesmos, não é? dessas dores, dessas circunstâncias difíceis, que nós vamos ter a porta de entrada para esse mundo interno para entender o que que é que tá ali dentro de nós, que área de carência é essa que precisa ser olhada, que precisa ser tratada. Eh, a nossa construção do da nossa relação com Deus e com a vida passa pela nossa relação conosco mesmo. Então, ainda pegando o gancho na no tema da fé, a fé é uma somatória de confiança e de entrega, como Simão também nos explanou aqui. acontece que confiança representa e entrega representam os estados básicos que a criança necessita quando retorna, quando o espírito retorna pra reencarnação, num estado completamente vulnerável, completamente frágil, completamente dependente dentro da nossa condição mamífera, da necessidade do calor humano, da necessidade da alimentação através da mãe, do cuidado através de um outro. Confiança e entrega são os instrumentos básicos que a gente precisa desenvolver e que se desenvolve através do cuidado. Então, o cuidado aporta para todos nós o estado de confiança e o estado de entrega. aquilo que ontem o Odeus estava falando quando ele se referiu ao Inicot, que diz que o colo é o primeiro lugar aonde a criança tem o seu paraíso, né, o seu estado de paraíso. Assim sendo, é exatamente nesta condição que nós trazemos as maiores feridas, que nós trazemos as nossas maiores vulnerabilidades e que nos levam a estruturar defesas, defesas comportamentais. Então, ferida de abandono, ferida de rejeição, de violência, de traição, de injustiça, são feridas que todos nós trazemos em uma ou outra medida, uma ou outra. E algumas pessoas gabaritam todas, não é, com a história de vida, porque elas não se formam somente nas circunstâncias francas machucaram, mas nos microtraumatismos que vão acontecendo nas circunstâncias relacionais que nós encontramos com pai, mãe, com avós, com tios, com irmãos. E aquela imagem geral ali formata em nós uma influência que dura a vida inteira. Essa entrega, ela é tão importante paraa
relacionais que nós encontramos com pai, mãe, com avós, com tios, com irmãos. E aquela imagem geral ali formata em nós uma influência que dura a vida inteira. Essa entrega, ela é tão importante paraa criança que a psicanálise nos explica que diante da vulnerabilidade que nós sentimos na vida infantil, nós aprendemos a nos conformar para pertencer. Aprendemos a ler o ambiente e reproduzir o que é aceito, o que é amado, o que é aprovado. E nos conformando, nós nos deformamos, ou seja, nos moldamos de acordo com aquela forma e com aquele molde que ali está. acontece que o que vem a seguir são defesas que vão estruturar a nossa personalidade e que nós vamos passar a vida inteira chamando de eu e de meu. Minha baixa autoestima, meu controle, minha arrogância, minha dificuldade de falar, minha timidez. Mas isto não é nem eu, nem meu. Isto são só as defesas que nós utilizamos para sobreviver. O que nós verdadeiramente somos ficou oculto e guardado lá no quartinho dos fundos, aonde a autenticidade se escondeu para que o vínculo fosse mantido. Então, a defesa de controle, por exemplo, ela é uma defesa de tentativa de evitar a sensação de abandono e a sensação de rejeição. Passamos pela vida tentando controlar as pessoas, os relacionamentos, as circunstâncias, tendo crises de ansiedade pela ausência de controle e vivenciando naturalmente uma dificuldade de entrega. Entrega à vida, entrega aos relacionamentos, entrega aos as aos aprofundamentos das relações. E o que é a fé senão um grande relacionamento com Deus? Algo que vai se construir, não é? Então, esta tentativa de controle é uma tentativa neurótica que nós estabelecemos para nos sentirmos em posse das circunstâncias que nos evitam sentir abandono, rejeição e que ilusoriamente ao evitar nos dão a sensação de sermos amados. Mas elas não nos fornecem amor. Elas só às vezes evitam a forte sensação de rejeição e a forte sensação de abandono, mas são defesas. Então, olhar para os vínculos que nós estabelecemos na nossa história, paraas
o nos fornecem amor. Elas só às vezes evitam a forte sensação de rejeição e a forte sensação de abandono, mas são defesas. Então, olhar para os vínculos que nós estabelecemos na nossa história, paraas vulnerabilidades infantis, pras feridas que nós desenvolvemos, pras defesas que nós estabelecemos, é essencial para que a gente possa mergulhar na vida adulta na construção da autonomia. Levanta a mão para mim, quem tem plena consciência de quais são as suas feridas infantis. Só isso >> aqui, ó. Mais um. Levanta quem tem consciência de quais são as defesas que desenvolveu diante da sua ferida. Mais gente, olha que interessante, as defesas são mais fáceis de perceber. e levanta quem tem consciência de quais padrões relacionais estabeleceu em cima da sua defesa e da sua ferida. Percebam? Esse é o tipo de coisa que nós teríamos que levantar a mão aqui 100%. se fosse ensinado nas escolas, se a gente fosse educado para isso, se a educação das emoções fizesse parte dos currículos, se reconhecer o que nós vivemos fosse algo estimulado nos centros espíritas. Então, a espiritualidade, ela pode ser um caminho de autoencontro, mas ela também pode ser um caminho de fuga. Ela também pode ser um caminho aonde a gente também tenta exercer controle com outras ferramentas, aonde a gente tenta exercer outras naturezas de relação. Uma boa parte de nós ficamos magoados com Deus quando ele não nos atende ou quando a vida nos traz uma dor ou traz uma decepção. Por quê? Porque nós estamos lidando com um Deus que é mordomo e não com Deus que é pai. com Deus que atende as nossas demandas e as nossas necessidades, que nós dizemos o que nós queremos quando queremos e que nós barganhamos. Olha, se eu comporto dessa maneira, como é que você não me premia desta forma? E essa não é a fé do evangelho, né? Não é a fé da entrega e da confiança, que é um relacionamento que vai sendo construído inclusive em altos e baixos, em decepções e encontros. Mas para que a gente possa mergulhar nisso, a gente precisa cuidar da nossa intimidade.
nfiança, que é um relacionamento que vai sendo construído inclusive em altos e baixos, em decepções e encontros. Mas para que a gente possa mergulhar nisso, a gente precisa cuidar da nossa intimidade. Então, a consciência das nossas feridas, a consciência das nossas defesas, ela permite que a gente desenvolva o cuidado e o acolhimento que mudam o cenário, que transformam a realidade e que a partir daí começa um caminho de cura interior, né? >> Sim. E aí a gente combinou de que a gente não ia fazer mais uma palestra filosófica, mas que nós íamos dividir algumas experiências eh com vocês. interessante que muitos de vocês eh não me conhecem, não me conheciam e algumas pessoas eh se aproximaram de mim, falaram para mim durante aí o intervalo: "Nossa, mas você é tão centrada assim, você fala, a gente sente assim uma paz com a sua fala e eu pensando comigo mesma, não me conhecem verdadeiramente, mas talvez estejam ão eh tocando no esforço que a gente faz para viver a mensagem espírita e no esforço que a gente faz para fazer essa caminhada de interiorização. Então, eu sou primeira filha, tenho três irmãos e eu não sei, tem primeiro filho aí no auditório, levanta a mão, quem é o primeiro filho, né? os primeiros filhos, eles têm algumas atribuições e a mim foi dado a atribuição de meio que gerenciar os meus irmãos menores. Também me senti muito responsável pelo gerenciamento, muitas vezes das dificuldades que acompanhei de mais perto dos meus pais, que os meus irmãos mais novos não tiveram necessariamente que lidar. Cresci me sentindo muito responsável em alguns momentos bastante sobrecarregada. Muitas vezes quando eu olhava as dificuldades dentro da minha família, uma família tradicional espírita para todos os os padrões, uma excelente família, porque isso também é uma coisa interessante. Há pessoas que falam para mim: "Não, eu tenho uma excelente família e não tive trauma nenhum de infância, não é?" Mas muitas vezes os traumas estão nas projeções naturais dos pais. Os pais são
ssante. Há pessoas que falam para mim: "Não, eu tenho uma excelente família e não tive trauma nenhum de infância, não é?" Mas muitas vezes os traumas estão nas projeções naturais dos pais. Os pais são espíritos imperfeitos, também traumatizados. Quem de nós nessa terra de Deus não tem traumas, não é? Então, eu nasci dentro dessa desse contexto familiar, que é um contexto familiar que eh me dá muita força, que me me ajudou a contexto familiar perfeito, né? porque a gente reencarna em famílias que vão eh que vão se encaixar com as nossas necessidades psíquicas, emocionais também. E muitas vezes vamos reencarnar num contexto familiar que vai fazer com que as nossas próprias feridas já trazidas nas nossas nossos processos reencarnatórios, elas sejam exacerbadas, elas sejam eh se tornem mais eh visíveis para que a gente tenha a oportunidade de trabalhar nelas. Então eu cresci dentro disso. Eu sinto, por exemplo, eu sou uma pessoa bastante ansiosa. Eu sinto que eu trabalho muito compulsivamente porque eu tenho medo de parar de trabalhar. A sensação que eu tenho às vezes é que se eu parar, alguma coisa muito ruim vai acontecer. Se eu parar, se eu não tiver produzindo, eu tenho medo, por exemplo, da ira, tenho medo da raiva, tenho medo de que os eu não esteja atendendo necessariamente as expectativas que os meus pais fizeram sobre mim. Então, eh, dentro da minha da minha infância, né, muitas vezes nessa posição de primeira filha, tentando atender a essas necessidades familiares, eu não me senti vista. Então eu quero dividir, eu tô tô passando isso assim para vocês de uma forma muito breve, muito superficial, para contar uma história para vocês e para dizer para vocês, ilustrar para vocês como é que mais ou menos a gente pode usar das nossas dores para o nosso crescimento e e para o é para o nosso crescimento. Eu eh foi falado aqui, eu fui presidente da Federação da Flórida durante muitos anos, participei do trabalho federativo por mais de 10 anos na Flórida, Federação Espírita. Algumas pessoas me
scimento. Eu eh foi falado aqui, eu fui presidente da Federação da Flórida durante muitos anos, participei do trabalho federativo por mais de 10 anos na Flórida, Federação Espírita. Algumas pessoas me perguntaram: "Você conhece fulano? Você conhece Belcrano?" como eu falo, conheço todo mundo porque trabalhei bastante eh dentro dessa dessa área e chegou um momento da minha vida que a minha vida pessoal eh pediu que eu deixasse o trabalho federativo. Eu precisava atender a minha família de uma forma um pouco mais eh próxima. Eu precisava ter mais tempo na minha vida. Bom, chegou a véspera da da assembleia geral, onde é feita a nova eleição, eh passado o cargo e antes eh desse dia eu comecei a sentir uma dor muito grande e eu dizia para mim mesma: "Eu vou sentir falta das pessoas, eu vou sentir falta dos meus amigos, eu vou sentir falta desse movimento." E eu eh criei o hábito de não eu pelo menos eh o tanto que eu posso não anestesiar as minhas dores. Quando elas chegam, eu digo a elas: "Sejam bem-vindas. Deixa eu sentar com você, tomar um café com um pão de queijo e ver aqui você vem". Não é? Então eu dirigia pro trabalho muitas vezes e as lágrimas escorriam e eu não sabia exatamente que dor era aquela. Muito bem. Um dia bem na véspera, eu tive a imagem vindo da minha mente de que eu estava no centro de um palco e que devagarinho todas as luzes se apagavam e que de a partir daquele dia ninguém mais me enxergaria. Então ficou claro no processar daquela dor que a dor falava da necessidade de ser vista uma ferida infantil. Não que os meus pais não tivessem me visto necessariamente, porque muitas vezes é como a criança interpreta e muitas vezes os pais estão centrados nas suas próprias dores e incapazes de ver a dor da criança, não é? Então eu me dei conta e o mais interessante disso foi que na véspera desse evento eu fui dormir e eu tava quase dormindo e eu via eh adulta olhando para uma criança que tava sentada e me dei conta que aquela criança era o mesma. E eu então, isso
isso foi que na véspera desse evento eu fui dormir e eu tava quase dormindo e eu via eh adulta olhando para uma criança que tava sentada e me dei conta que aquela criança era o mesma. E eu então, isso foi literalmente na véspera, eu caminhei na direção daquela criança, eu me agachei e olhei nos olhos e disse para ela: "Eu tô aqui hoje, eu te vejo". E dei um abraço naquela criança e acordei no dia seguinte com a lembrança desse sonho, não é? Porque parte do processo de cura importante é o adulto que hoje nós somos, não é? Olhar para essas feridas que todos temos e dizer: "Mas eu agora cresci, então agora eu posso cuidar de você." E cuidei daquela criança e fui no dia seguinte. Foi doloroso. Foi doloroso. Mas mas foi uma uma dor que agora saía de um lugar, estava num lugar de mais consciência. E quando as nossas dores se tornam conscientes, elas se tornam também gerenciáveis. Elas se tornam algo que nós podemos olhar e que nós podemos cuidar. Gosto dessa história. É uma história que eu mesma me lembro de tempos em tempos porque é um processo. A cura é um processo. Haverá muitas outras circunstâncias na minha vida onde eu mais uma vez não me não me sentirei vista e será necessário retornar a essa dor. Muitas vezes eu falava: "Mas meu Deus, já doeu tanto e agora tá doendo". É a mesma dor. Não curou ainda. Muitas vezes é preciso que a gente retorne a vida vai proporcionar as oportunidades de retornar as mesmas dores para que a gente vá fazendo a a cicatrização de dentro para fora. >> É muito lindo, né, gente? E quando a gente adquire esse nível de consciência, de perceber a própria dor e poder sentar com ela para tomar um café com pão de queijo, então a gente pode desenvolver autonomia e poder pessoal, porque as nossas defesas elas nos dão importância e falso senso de poder. O poder pessoal, ele só vem quando a gente começa a acolher e abraçar com amor as nossas vulnerabilidades. E isso é um processo. A autonomia é uma construção na vida adulta, exatamente das condições que a
der pessoal, ele só vem quando a gente começa a acolher e abraçar com amor as nossas vulnerabilidades. E isso é um processo. A autonomia é uma construção na vida adulta, exatamente das condições que a gente precisa. Porque na vida adulta cada um de nós precisa se tornar pai e mãe de si mesmo. Não pai e mãe que teve, mas o pai e mãe que quis ter, aquele que faltou, aquele que você precisou. Então, o que foi abandonado precisa ser presente para si mesmo. O que foi injustiçado precisa ser justo consigo. O que foi traído precisa ser fiel. O que foi violentado precisa ser carinhoso. O que foi rejeitado precisa se acolher e se aceitar com amor. Mas, Andrei, como é que nós vamos caminhar e construir um uma algo que nós não recebemos? Esta é a maravilha da vida. Nós sempre podemos construir o novo quando esse movimento de olhar se dá através do acolhimento, porque não tem transformação, gente, com briga interior. A transformação é sempre pelo poder do amor. Acontece que medo, vergonha e culpa são os frutos das nossas feridas. Nenhum de nós nasce com elas. Nós nascemos espontâneos e afetivos, que é o natural do instinto da criança a cada encarnação. Medo, vergonha e culpa são construções quando a gente se deforma para se conformar. E a essas três características constróem em nós uma voz autocrítica. E essa voz autocrítica cobra de nós perfeccionismo, exige o excesso, cobra que se dê bem, que não sai, que que trabalhe sem parar, que que tenha os primeiros lugares, que esteja o tempo todo eh atendendo ao outro, que sirva sem parar, que coloque o outro em primeiro plano, que não se ocupe de si, estrutura padrões salvadores e nós vamos ficando em estados de de esgotamento, até que às vezes o adoecimento nos traz de volta para nós mesmos. O que se opõe à voz autocrítica é uma voz autocompassiva. E autocompaixão é o processo de olhar com amor para nós mesmos, com beleza, com carinho, com afeto, com calma. E isso é uma construção. Então, eu lembro de uma época da minha vida que eu
tocompassiva. E autocompaixão é o processo de olhar com amor para nós mesmos, com beleza, com carinho, com afeto, com calma. E isso é uma construção. Então, eu lembro de uma época da minha vida que eu tinha muita vergonha de mim mesmo. Eu olhava no espelho e eu não reconhecia aquela pessoa. Eu não conseguia encarar-me nos olhos. Particularmente porque tendo reconhecido a minha homossexualidade desde muito jovem, eu cresci numa família muito homofóbica por estrutura, não por desejo consciente dos meus pais, mas por herança. E naturalmente aprendi a me esconder. E é comum que as pessoas homossexuais aprendam a se esconder, a tentar ser perfeccionista para compensar aquilo que sentem ou tentar se eh destacar em alguma área. Isso criou dentro de mim uma forte rigidez em que, por um lado, eu tava muito voltado para fora, por outro lado, numa grande briga com meu interior. E eu me lembro que naquela época, final de adolescência, início de vida adulta, eu ia a uma médica antroposófica que me acolhia com muito amor. Ela não fazia nada, ela só me olhava com inteireza. Ali eu sentia que eu podia ser inteiro. Não precisava nem de aplauso, nem de crítica. Ali bastava ser. E era interessante porque eu saía daquele consultório, eu olhava no espelho que tinha à direita da saída deste consultório e eu gostava de quem eu via. Eu falava: "Que coisa estranha é essa? Que eu não consigo nem olhar pros meus olhos, mas quando eu saio daqui eu gosto e eu percebi que eu precisava me conquistar". Então todos os dias eu comecei a tentar desenvolver a postura autocompassiva. Comecei a me olhar nos olhos, no espelho e a falar coisas bonitas para mim. No começo eu me senti envergonhado. Eu tinha vergonha daquela pessoa que me olhava. Não tava acostumado a ficar sobre aqueles olhares. Depois eu me senti impostor falando aquilo que eu não vivia, mas eu sabia que eu não estava buscando colher em terreno semeado, eu estava semeando para colher no futuro. Então eu insisti. Dali a pouco eu comecei a sentir simpatia por
do aquilo que eu não vivia, mas eu sabia que eu não estava buscando colher em terreno semeado, eu estava semeando para colher no futuro. Então eu insisti. Dali a pouco eu comecei a sentir simpatia por aquele cara do espelho. Dali a pouco ele me olhou com empatia e um dia eu vi amor naquele olhar e aos poucos eu senti que nós fomos nos conquistando. Anda meio excessivo esse seu amor por você mesmo atualmente. >> É um é um é um efeito colateral, entendeu? Do processo. >> Isso é ciúme dela, tá gente? Mas eu quero te dizer que eu te olho com os mesmos olhos de amor que eu olho para mim mesmo. Hoje eu tenho um espelho em cima do meu consultório, em cima da minha do meu da minha poltrona no consultório. E hoje eu de vez em quando passo em frente dele, eu paro, eu olho, dou uma piscadinha e sigo em frente. E naquela piscadinha a gente sabe o que que significa. Significa: "Eu tô fechado com você em qualquer circunstância. Eu fiz uma decisão de amor que qualquer coisa que eu olhar em mim, eu olharei guiado pela autocompaixão. Não importa se a coisa mais feia, a culpa mais horrenda ou a coisa que eu considere mais bonita. Eu mereço amor e se eu não me der isso em vão, eu vou buscar isso no outro como durante tanto tempo eu esperei sem encontrar, não é? Então, a autonomia da vida adulta é esse movimento em que nós vamos desenvolvendo e vamos construindo a nossa própria trajetória. A imagem que eu tenho mais simples para isso é que quando o passarinho sai do ninho, ele não fica mais abrindo a boca, esperando que os pais venham alimentá-lo. Ele constrói o ninho com o próprio bico. Cada um de nós precisa construir afeto, segurança, espaço de aconchego, conforto para si mesmo, porque é esse movimento que vai dar para cada um de nós o caminho. Eu vivi recentemente uma situação com uma com uma paciente que foi muito interessante, que é um uma ilustração daquilo que a Susana tava contando. Quero partilhar rapidinho com vocês. Ela veio me procurar porque ela tem uma enxaqueca desde os 16 anos em me buscar
foi muito interessante, que é um uma ilustração daquilo que a Susana tava contando. Quero partilhar rapidinho com vocês. Ela veio me procurar porque ela tem uma enxaqueca desde os 16 anos em me buscar como médico homeopata para poder tratar e dizendo que ela já havia tentado de tudo. E eu fiz anamnese médica normal com ela e ao final eu perguntei para ela o que aconteceu aos 16 anos quando isso começou e ela tá hoje com quase 50 anos. E ela disse nada, porque o nada não significa nada aconteceu, significa nada que eu possa dizer. quando a gente ainda não se deu tempo. Mas a base do processo de cura é a gente construir espaços de segurança. E quando a gente se sente segura, seguro, aflora dentro de nós aquilo que a gente precisa. E nós construímos segurança ali e de repente ela se lembrou, ela disse: "Quando eu tive 16 anos, foi a época que os meus pais se separaram e meu pai estava saindo de casa. E então, intuindo o que tinha acontecido, eu perguntei para ela: "E por acaso existia conflito entre os seus pais durante a sua infância?" Ela: "Sim, muito." "Era colocada no meio da relação de casal?" E ela me disse, arregalando os olhos: "Eu era a juíza do casal". Ora, como se sente uma criança que é colocada no meio da relação de casal? Inicialmente, ela se sente muito importante porque ela tá sendo requisitada por um papel de adulto com algo que os adultos não dão conta. Como todo filho é guiado pelo amor cego, que é o desejo inconsciente de querer retribuir aos pais o amor que recebeu e fazer algo por eles, a criança entra naquilo com profunda fidelidade, sobretudo a quem ela sente que é mais vítima. No entanto, esta importância é falsa, porque a criança sabe que ela também não dá conta de fazer aquilo e que ela tá sendo requisitada em algo que é maior do que ela. Então, no mais profundo, como é que a criança se sente? profundamente abandonada. Por um lado, a importância de se eu sirvo, eu ganho destaque, por outro lado, eu estou só no mundo. Isso estrutura uma personalidade
profundo, como é que a criança se sente? profundamente abandonada. Por um lado, a importância de se eu sirvo, eu ganho destaque, por outro lado, eu estou só no mundo. Isso estrutura uma personalidade servidora que vai mais paraa servidão do que para o servidor. Porque a diferença entre o servidor e o serviu é que a pessoa servidora, ela dá do que ela tem para dar com profundo respeito a si mesma. A pessoa serviu, ela serve compulsivamente porque ela precisa encontrar nisso o seu senso de valor e o valor que não encontra dentro consigo mesmo. Então, o caminho de ser servil é um caminho de esgotamento. Caminho de ser servidora é um caminho de vida, é pulsão de vida. Ela não era servidora, ela era servil. E isso estruturou nela um estado crônico de desconexão consigo mesmo. Então eu perguntei para ela, por acaso você tá sempre disponível pros outros? Ela falou que eu sou a melhor resolvedora de problema que você conhece. É só o outro falar: "Eu preciso, eu tô lá resolvendo". E isso estabeleceu um estado de crônico de peso sobre as costas que gera uma tensão permanente, uma enxaqueca tensional e a fibromialgia como um diagnóstico naquele corpo. Então eu falei com ela, nós vamos medicar e vamos cuidar de você. Mas enquanto a água gelada, enquanto a água gelada diminui a temperatura da panela, é preciso que você tenha coragem de mergulhar no fogo para que a panela não volte a esquentar. E pela primeira vez na vida, junto da medicação, ela pôde olhar pro padrão que ela estabeleceu a partir da ferida e perceber que tudo que ela precisava era servir no próprio prato, banquete, que ela oferta pro mundo. Carinho, cuidado, atenção, compaixão, ternura e que ela é excelente para dar para os outros e que apenas precisa se considerar com mesmo respeito. Hoje, pela primeira vez, ela tá sem xaca. O que eu acho que é importante que fique claro pra gente, né? Eu vou voltar a minha fala inicial. Fora da caridade não há salvação. Nós não conseguiremos ser caridos com o outro se nós não formos
aca. O que eu acho que é importante que fique claro pra gente, né? Eu vou voltar a minha fala inicial. Fora da caridade não há salvação. Nós não conseguiremos ser caridos com o outro se nós não formos primeiramente caridosos conosco mesmos. A chave da vida de relação está na maneira como nós lidamos com a nossa própria humanidade. Muitas vezes as pessoas falam assim: "Eh, nossa, Susana, mas você falou muito de você mesmo, mas por você coloca tanto". Isso é uma coisa tão íntima. Você não deveria estar falando isso para quanto? 1500 pessoas, não sei, mas eu falo do que eu vivo e eu falo também, acho que de uma posição eh conquistada, onde eu me sinto muito confortável com a minha própria humanidade. Não tenho vergonha de falar das minhas lutas, não tenho vergonha de falar das minhas limitações, porque eu falo delas percebendo que é onde eu estou, a minha posição evolutiva é o melhor que eu tenho para hoje. E esse melhor é OK, é divino também. Então é muito importante, eu penso que a gente faça as pazes com a ideia de sermos humanos. Muitas vezes a religião é ingrata quando diz pra gente que nós precisamos ser melhores. Sim, nós vamos evoluir, sim, nós vamos crescer, mas por detrás da ideia do ser melhores, existe também uma mensagem muito forte de quem você é não é suficiente, de quem você é não serve. e que você precisa ser sempre mais do que esta versão, que é a tua melhor versão construída no tempo. Então, é importante para que a gente possa fazer esse trabalho de mergulho interno, de visitar as nossas próprias sombras, que isso seja feito com a leveza do amor, que isso seja feito com a leveza da autoaceitação, porque nós queremos ser anjos antes de sermos gente. E na humanidade há o divino, na humanidade há também a beleza. E é importante que a gente faça uma distinção entre falar das nossas limitações, das nossas dores, das nossas feridas e associar isso ao nosso valor como filhos de Deus. Então, ser humilde é entender a nossa infinita pequenez e sentir o nosso infinito valor de filhos
s limitações, das nossas dores, das nossas feridas e associar isso ao nosso valor como filhos de Deus. Então, ser humilde é entender a nossa infinita pequenez e sentir o nosso infinito valor de filhos de Deus ao mesmo tempo. Quando nós conseguimos conjugar essas duas realidades no nosso coração, a gente consegue ter uma vida mais autêntica, uma vida mais fiel à nossa própria realidade. E falar disso sem medo e permitir uma vivência religiosa também mais autêntica, porque não precisamos nos esconder atrás das máscaras do perfeccionismo. Uma outra grande limitação que eu hoje vivo não é porque primeiro você tem pais, depois filhos. Então vem os filhos e eu tenho dois filhos amados, queridos, que Deus trouxe para minha casa, perdão, e pro meu coração. meus dois filhos adotados desde que nasceram e que são o grande amor da minha vida, mas também o grande exercício da minha vida nesse momento. E dentro das lutas do dia a dia natural de quem tem filho adolescente, eu, por exemplo, percebo a heroína dentro de mim. A mesma heroína. Às vezes a dor é tão grande dentro da gente que ela parece que vai transbordar pelos nossos poros. E quando ela toma essa dimensão, a gente sabe que é uma dor com camadas. Muitas vezes as dores elas têm camadas sobrepostas em nós. Então é a dor do momento que ela acontece, mas por baixo dela tem as dores primeiras. Então eu comecei a identificar, por exemplo, em mim a dor da heroína que um dia quis salvar os meus pais e hoje quer salvar os meus filhos, né? Das escolhas às vezes mais infelizes que o adolescente faz. E aí eu escuto Simão Pedro falar e tenho que segurar as minhas lágrimas, porque o único herói das nossas vidas é Deus. Então, a vida me oferta a oportunidade de olhar para essa dor e agora dizer, aprender o que talvez eu não pude aprender quando eu era pequena, mas a vida é sábia, a misericórdia de Deus é infinita e as nossas dores e as nossas lutas são a nossa missão na Terra. Então, ao invés de perguntarmos por do, é preciso que nós perguntemos para quê.
, mas a vida é sábia, a misericórdia de Deus é infinita e as nossas dores e as nossas lutas são a nossa missão na Terra. Então, ao invés de perguntarmos por do, é preciso que nós perguntemos para quê. para que essa situação, para que essa dor chega na minha vida? E hoje o exercício que eu faço é o exercício da humildade. É o exercício de dizer para mim mesma a cada dia: "Eu sou, eu estou a melhor mãe que eu posso." Me vem à mente a parábola do semeador. Nós pais, peço licença ao Andrei para falar um pouquinho sobre isso. Noss pais somos semeadores, não agricultores. Somos agricultores da nossa própria alma, mas semeadores em terras alheias. Então, é preciso jogar as sementes com fé que elas vão cair no terreno às vezes ainda pedregoso, espinhoso, da alma imatura. Mas a vida me convida ao exercício da fé, porque a semente do amor jamais se perde. A semente da verdade jamais se perde. Ela será sempre útil. Ela será sempre utilizada no tempo certo. Mas vejam o exercício que a vida oferece. E quanto de vida, de vida em abundância, nós não experimentamos a partir do momento em que nos abrimos para esse mergulho interior, para essa vivência saudável com a dor, para esse estado de alma onde nós vivemos atentos. vigilantes, orando e aproveitando destes ensejos e dessas possibilidades para crescermos, não é? Então, a dor muitas vezes é a porta de entrada para que nós possamos adentrar a terra árida, a terra necessitada das nossas próprias almas e fazermos então este investimento de vida. Há muita gente vivendo, pelos critérios da vida material uma vida feliz. Talvez feliz é poder sentir. Feliz é poder sentir tudo. Quem sente, quem abriga na sua, no seu íntimo todo o âmago das emoções e dialoga com estas emoções, este está vivo, este está acordado, este está desfrutando da vida abundante que Jesus veio nos oferecer. Então, a gente tem ainda uns 5co minutinhos, mas eu queria dizer para vocês dessa experiência. Eu falo, eu sou eu, eu sempre me emociono nas minhas falas porque eu caminho com o meu
veio nos oferecer. Então, a gente tem ainda uns 5co minutinhos, mas eu queria dizer para vocês dessa experiência. Eu falo, eu sou eu, eu sempre me emociono nas minhas falas porque eu caminho com o meu coração na minha mão. >> É, >> mas uma trago também dentro de mim um sentimento profundo de gratidão a Deus, a vida, por tudo, por tudo que vem, por tudo que chega até mim. O que não quer dizer que não tem horas que a gente canse, que não tem horas que eu mande uma mensagem para esse cara e fale assim: "Meu Deus do céu, né? Me ajuda, fala alguma coisa aqui. Hoje eu tô sentindo que eu não quero sair da cama, mas a gente sai com os joelhos desconjuntados. O desafio de viver e a fé, a fé, né? A fé espírita, a fé natural. E a fé racional são esse chão que a gente tem. Não importa os desafios, não importa o tamanho das nossas dores. A fé no nosso vir a ser é o que faz com que a gente se levante todos os dias e tenha a coragem, a coragem do verdadeiro cristão e a coragem de continuar a busca da verdade, sem medo, sem hesitação e com perseverança. >> É. Susana falou algo que eu quero ressaltar que é de extrema importância. Cura é o retorno à inteire. Doença e trauma é fragmentação. Cura é voltar a ser inteiro. Não é voltar a ser perfeito, é voltar a ser inteiro. E cura é processo. E é interessante porque a gente aqui em Minas Gerais, a gente usa muito a cura do queijo, não é? A cura da laje. Que que é cura do queijo? é deixar o queijo ali sofrendo processos químicos que vai torná-lo mais complexo, não mais simples, mais maturado, que significa mais denso em complexidade. O que que é a cura da laje? É depois que você bate a laje, você molhar ela três vezes por dia durante uma semana para ela ficar úmida e criar resistência e estrutura. Cura é gerar maturidade, resistência e estrutura na própria inteireza. amar a própria complexidade, olhar para si de uma forma inteira. Isso é processo, né? E o processo ele é no tempo. Então, tem uma poesia muito simples que eu coloquei no livro que o
própria inteireza. amar a própria complexidade, olhar para si de uma forma inteira. Isso é processo, né? E o processo ele é no tempo. Então, tem uma poesia muito simples que eu coloquei no livro que o Son Roste traz do buraco, que fala sobre isso. Ele diz assim: "Autobiografia em cinco capítulos. Há um buraco fundo na calçada". Capítulo um. Há um buraco fundo na calçada. Caio nele. Estou perdido e no escuro. Não sei onde estou. Não é culpa minha. Leva um tempão para eu sair. Capítulo dois. Há um buraco fundo na calçada. Finjo não vê-lo. Caio nele. Não é minha culpa. Ainda assim eu levo um tempão para sair. Capítulo 3. Há um buraco fundo na calçada. Caio nele. É um hábito. Sei onde estou. É minha culpa. Saio rapidamente. Capítulo 4. Há um buraco fundo na calçada. Dou a volta. Capítulo 5. Ando por outra rua. Não é lindo isso? E tem um sexto capítulo também que ele não colocou. Volto e ajudo a tapar o buraco para que menos gente caia. Não é que é o que a nossa experiência faz. Então eu quero encerrar contando para vocês que esse cuidado conosco mesmo, ele é às vezes uma coisa muito simples, gente, que a nossa autonomia da vida adulta faz. E eu vou contar para vocês a experiência da minha mãe. Minha mãe sempre quis ter uma filha, mas a vida deu a ela três filhos homens e ela no terceiro desistiu. Acontece que, e ela diz que sentia sempre uma angústia em relação a isso, mas a vida deu a ela a primeira neta e ela falou: "Ah, agora eu vou viver tudo que eu queria, né? de lacinho, de fita, de vestidinho, de brinquedo. E ela fez uma relação muito maravilhosa com a neta, muito no lugar dela de avó, respeitando o lugar de mãe. E aquela situação continuava. Ela falou: "Que estranho, tô vivendo tudo que eu queria". E mesmo assim essa situação continua. Mas um dia, conversando com uma vizinha psicóloga, amiga dela, ela se deu conta que as duas tinham a mesma ferida de infância. As duas vieram de uma situação de pobreza muito grande e a ambas haviam querido uma desejado uma boneca naquela época muito famosa
dela, ela se deu conta que as duas tinham a mesma ferida de infância. As duas vieram de uma situação de pobreza muito grande e a ambas haviam querido uma desejado uma boneca naquela época muito famosa chamada mãezinha. Vocês lembram da mãezinha da estrela que ninava outra? Mas ela só teve uma boneca de pano. Porque minha avó ficou viúva quando minha mãe tinha 2 anos de idade. Meu avô faleceu numa cirurgia e criou todos os filhos sozinhos. Então ela contou isso lá em casa. No dia seguinte meu pai chegou com uma boneca desse tamanho. Quando eu vi a cena do meu pai entrando, eu assisti e eu olhei pra cara da minha mãe e pensei: "Ih, deu ruim". E depois ela realmente confessou que ela não havia sentido alegria com aquela boneca, mas ela descobriu que ela podia entrar na internet e comprar a boneca que ela desejava. Comprou. Dia que a boneca chegou, ela subiu à rua esbaforida, igual uma criança pequena que recebe o primeiro presente de Natal da vida. E abriu como uma criança feliz, voltou para casa com aquela boneca radiante de alegria e se pôs a costurar roupinhas pra boneca. Até aí tudo bem. Estávamos todos pensando, questão resolvida. Dali uns dias ela me liga: "Meu filho, o que você vai fazer dia tal?" Aí eu: "Ah, mãe, tem consultório até tal hora." Depois disso você podia fechar sua agenda. Eu achei estranha. Ela nunca tinha me pedido isso. Para quê, mãe? Ah, eu queria que você viesse aqui em casa. Para quê? Ai, que eu vou fazer o batizado da boneca. Aí nesse dia eu preocupei. Eu falei: "Agora a mamãe regrediu, agora nós vamos ter um problema". Mas filho não dá sermão, filho não dá ordem, filho respeita e é grato. Então eu fui lá silencioso ver do que que se tratava. E quando lá cheguei, o que minha mãe chamou de batizado da boneca foi uma das cenas mais lindas, das muitas que ela nos deu. Em cima do bifet sala tinha a boneca no centro e ao lado, em cima de uma toalha que ela mesma bordou. E é muito lindo que na vida a gente possa bordar as toalhas com as cores que a gente
ela nos deu. Em cima do bifet sala tinha a boneca no centro e ao lado, em cima de uma toalha que ela mesma bordou. E é muito lindo que na vida a gente possa bordar as toalhas com as cores que a gente mesmo escolhe. tinha docinhos que ela preparou com a própria mão. E é maravilhoso que a gente possa fornecer doçuras para nós mesmos com sabores que a gente mesmo escolhe. E havia a foto da mãe e a foto da tia. E o que ela chamou de batizado da boneca era contar para nós a história da criança interior dela. Então ela disse: "Eu sempre quis ter esta boneca". No entanto, a minha mãe ficou viúva muito cedo, passou muita dificuldade, só poôde me dar uma boneca de pano e eu não podia. esperar mais dela, porque ela se sacrificou ao máximo. Por ela eu só tenho gratidão e reconhecimento. E essa minha tia foi a que me ensinou a costurar e graças a ela que eu costurei para vocês ao longo da vida também. E agora bone as roupinhas pra boneca. E quando eu contei isso em casa, você, meu marido, chegou com uma boneca maravilhosa. E quando eu não senti alegria diante dela, eu percebi que deveria interromper o ciclo de esperar que outra pessoa satisfizesse por mim aquilo que eu precisava. Só eu sabia como era aquilo que eu precisava. E descobri, meu filho, assistindo as suas palestras, que eu podia eu mesmo cuidar da minha criança interior e buscar a boneca por mim mesmo. Eu nem sabia que mamãe assistia minhas palestras. E então ela disse, conversando com a minha amiga psicóloga que tava lá também, ela tinha a mesma coisa e nós duas buscamos juntos. E aquela noite, aquela tarde, não era uma tarde batizada da boneca, era uma tarde de batizado da autonomia adulta, plena da minha mãe. E ela me mostrava ali uma inteireza que acolhe todas as suas versões. E nós passamos uma tarde muito agradável. E naquele dia eu saí de lá pensando: "Qual será a boneca? que falta no meu coração. Qual será a boneca que falta no seu? Qual é a boneca que cada um de nós gostaria de ter e que pode buscar com as
el. E naquele dia eu saí de lá pensando: "Qual será a boneca? que falta no meu coração. Qual será a boneca que falta no seu? Qual é a boneca que cada um de nós gostaria de ter e que pode buscar com as próprias mãos, que pode construir com a própria vida, que pode escolher por si mesmo? Acho que essa é a mensagem que eu gostaria que a gente deixasse aqui. Nosso tempo já se esgotou. Todo o conteúdo desse nosso bate-papo tá nesse livro. Se você não se curar do que te feriu, irá sangrar em cima de quem não te machucou, que foi o último livro que eu lancei, Renda para fraternidade sem fronteiras. A história da minha mãe, inclusive a foto desse momento que eu disse, tá no livro Atitude, que é um outro livro meu que tá lá disponível, tá na página 176, você pode ir lá foliar e ver, tá? Tem também outros livros lá, reconciliação, alto amor, homossexualidade, pílulas de confiança, esperança e amor. Eh, enfim, nem eu lembro mais os títulos dos meus livros. Todos eles estão paraa fraternidade. E o pessoal me pediu para lembrar que eu esqueci de falar na hora que eu falei da fraternidade, que ali atrás, gente, nós estamos cheios de stands com muitos produtos, jaquetas como essas, saias, capulanas, bonecas, blusas da fraternidade como essas que a gente tá usando, né? Essa da Susana não tem não, tá gente? Mas essa daqui azul tem, tá ali atrás, mais atrás assim, só vocês virarem, tá naquela parte ali. Aproveitem o intervalo para olhar inglês, inclusive. >> Inglês inclusive. Muito obrigado. >> Obrigada, gente. >> É, a gente tá desidratando aos poucos aqui, né? Perdendo um pouquinho de de massa. Isso é muito bom, né? Quantas emoções, quantas histórias lindas, meus amigos, nós temos uma notícia muito legal agora. Por favor, eu peço que vocês aguardem, não saiam do auditório, porque é uma notícia que todo mundo aqui vai gostar muito. E para dar essa notícia, eu quero convidar a Ivana, por favor, Ivana Risk, venha ao palco. >> Oi, gente, tudo bem? >> Todo mundo emocionado >> demais, não é?
ícia que todo mundo aqui vai gostar muito. E para dar essa notícia, eu quero convidar a Ivana, por favor, Ivana Risk, venha ao palco. >> Oi, gente, tudo bem? >> Todo mundo emocionado >> demais, não é? Olha só, nós estamos então aqui nessa energia maravilhosa e nós queremos dar um presente para todo mundo que está aqui e que planeja ir em 2026, nos dias 20 a 22 pro Conecta Espiritismo em Campinas. Nós estamos oferecendo exclusivamente para nós que estamos aqui 20% de desconto nas inscrições. Basta acessar o site e colocar lá assim: Promo e Promo 20 JF, tudo maiúsculo, promo 20 JF, sem ingressos com 20% de desconto. Tá bom? Quem tiver planejando, aproveita e já faz a inscrição agora e garante o preço promocional. OK? Vamos pro intervalo, né? Guto >> promo 20 JF de Juiz de Fora. Promo tudo maiúsculo 20 JF. Tá bom? Obrigada, Guta. >> Obrigada, Ivana. Que notícia ótima. Já vou fazer a minha inscrição. Nós temos aqui um brinquinho também que foi perdido. Passem a mãozinha na orelha e vejam se tem uma argolinha perdida. Ó, tá bom, já apareceu. Que bom. Não é a mesma pessoa que perdeu a bolsa não, né? >> Ah, é. Vamos fundinho. >> Na volta do intervalo, vocês vão ter mais uma surpresa maravilhosa. >> Tridade transforma vidas de >> até já. เฮ
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