Bloco 2 - Fraternidade Sem Fronteiras em Goiânia - 2025

Conecta Espiritismo TV 13/09/2025 (há 6 meses) 2:37:55 43 visualizações 7 curtidas

Bloco 2: 8h15 - HARMONIZAÇÃO MUSICAL 8h45 - AÇÃO MADAGASCAR Giovanna Gadia, Paulo Gustavo, Ana Lúcia , Wagner Moura, Gisele Tannous 9h45 - NAÇÃO UBUNTU Daniela Migliari, Andrei Moreira, Wagner Moura, Adeline (Instituto Flamboyant), Ivana Raisky

Transcrição

Vejo o deserto de areia em cada grãozinho, brilhando ao sol. Vejo o sorriso aberto daquela criança brincando na rua. Ouço o canto das aves voando ao vento. No bosque das flores. Ouço cantar. dos planetas, elétrons, cometas do cosmos sem fim. Tudo foi feito por Deus, o nosso pai criador, inteligência suprema, ser infinito de amor. Tudo foi feito por Deus. O nosso pai criador, inteligência suprema, ser infinito de amor. amor, o mandamento maior, amor, o mandamento maior. Sinto em meu peito o ar que inspiro. A cada instante. Sinto a chuva caindo, molhando meu rosto. Com flocos de luz. Vibro com minhas escolhas. Vivo, amor poderoso, porém delicado, essência de tudo. Esse amor que nos guia, que cura e alivia os prantos de dor. Tudo foi feito por Deus, o nosso pai criador, inteligência suprema, ser infinito de amor. Tudo foi feito por Deus, o nosso pai criador. Inteligência suprema, ser infinito de amor. por o mandamento maior. amor, o mandamento maior, amor. Obrigada, balão da Como cantar, como cantar. que possamos deixar brilhar a nossa luz como trabalhadores do bem. Que possamos ser inspirados para aquele que veio nos deixar o seu exemplo, seu exemplo de trabalho no bem, de bondade, de amor infinito. Por do sol, natureza e luz, amai-vos uns aos outros. Foi o que disse Jesus. Somos todos irmãos trabalhadores do bem. Eu quero a paz do mundo. Sei que você quer também. Bem além do sol, do céu e do mar, há de existir uma luz a nos chamar. Ela é o amor que emana de Jesus a dizer: brilhe a vossa luz. Corções sempre a paz a semear, plantando novos sonhos pro mundo regenerar. Temos muito a fazer enraizar o amor. Siga a caminho do Cristo. Brilhe sua luz interior. Bem além do sol, do céu e do mar. Há de existir uma luz a nos chamar. Ela é o amor que emana de Jesus a dizer: Brilhe a vossa luz. Brilhe a vossa luz. Muito obrigada. Obrigado. Última canção para que a gente possa começar a nossa programação mais harmonizados. Mestre Jesus do alto do monte ensinou sua voz como um canto ecou.

luz. Brilhe a vossa luz. Muito obrigada. Obrigado. Última canção para que a gente possa começar a nossa programação mais harmonizados. Mestre Jesus do alto do monte ensinou sua voz como um canto ecou. Me ensine o caminho, Senhor, >> do reino de paz. Disse Jesus: "Bem-aventurados sois vós, o salra que brilhe a vossa luz, a luz do mundo. Que brilhe a vossa luz, a luz do mundo. Bem-aventurados sois vós, os pobres de espírito. Bem-aventurados sois vós que estais aflitos. Bem-aventurados sois vós, os pacíficos. Que brilhe a vossa luz, a luz do mundo. Que brilha a vossa luz, a luz do mundo. Bem-aventurados sois vós os limpos de coração. Bem-aventurados sois vós os que perdoam. Bem-aventurados sois vós os que choram. Que brilhe a vossa luz, a luz do mundo. Que brilhe a vossa luz, a luz do mundo. Muito obrigado a todos. Bom dia, bom dia, bom dia a todos meus amores e minhas amoras. Tudo na santa paz. Para quem não me conhece, eu sou o bem. Estamos aqui pela gratidão de Papai do Céu, pela fraternidade sem fronteiras e vamos agradecer uma salva de palmas aqui paraa nossa querida Sara. Gratidão, meu amor. Bom, nós vamos dar o início aqui à fraternidade sem fronteira Goiânia. para você que está aqui presente, para você que está nos assistindo através das redes sociais, através da internet, um bom dia, uma boa tarde ou uma boa noite, dependendo do horário que você nos permite entrar em seus corações. E para que a gente possa iniciar e manter essa frequência de harmonia, eu gostaria de chamar aqui ao palco a nossa querida Gadia. Eu chamo ela de gad. É tão lindo esse sobrenome. Deixa ela vir aqui devagarinho. Ela é um espírito que ela vem volitando. Isso. Ela está chegando. Ela vai se materializar aqui ao meu lado esquerdo. Vejam. Pronto. Ela vai fazer a nossa prece de abertura. >> Meu Deus do céu, né? Volitano no escuro, só pode. Bom dia, gente. Uma alegria imensa a gente juntos aqui iniciando esse momento de fraternidade, de confraternização e de renovação dos nossos propósitos,

u Deus do céu, né? Volitano no escuro, só pode. Bom dia, gente. Uma alegria imensa a gente juntos aqui iniciando esse momento de fraternidade, de confraternização e de renovação dos nossos propósitos, elevando o nosso pensamento ao alto dentro do que é sagrado para cada um, convidando a vocês, se estiverem confortáveis, a fechar os olhos e a se conectarem com aquilo que há. de melhor, de mais bonito nos nossos corações. Mestre amado Jesus, muito obrigado por estar aqui conosco, sentado lado a lado, na figura de cada irmão que abraçamos, na figura de cada sorriso que recebemos, dos amigos que revemos, daqueles que conhecíamos apenas pela internet, que hoje podemos abraçar, daqueles que estão do outro lado do oceano e que estão nos nossos pensamentos e precisam, Jesus, também estar nos nossos braços de ação, nos nossos movimentos de trabalho. Senhor, que o nosso dia, assim como ontem, foi revitalizado pelo que aqui vimos e sentimos, possa hoje também ser renovado por tudo que vamos partilhar. Que os nossos corações saiam daqui hoje conectados e compromissados, Senhor, com o amor, com a partilha mais sincera daquilo que podemos ser e dar. Que a cada painel os nossos amigos possam tocar os nossos corações através da mensagem que chega primeiro, através dessa causa, Senhor, que nos mobiliza, nos constrange, nos abraça, nos transforma. que cada um de nós possa assim sair daqui sendo uma chama de multiplicação da necessidade que ainda existe no mundo de sermos mais irmãos, mais fraternos e de espalharmos o amor. Fica conosco, Jesus hoje e sempre. Que assim seja. >> Gratidão. Gratidão. Nossa querida Geovana agora vai se desmaterializar. Nós estamos agora neste momento agradecendo a participação do público encarnado e o público desencarnado que aqui está lotado. Temos vários andares aqui e antes de nós iniciarmos, nós vamos aqui aquecer nosso coração, porque eu soube ontem que o nosso nosso Papa deu início. Vou pedir permissão aqui aos espíritos amorosos que estão, a equipe

dares aqui e antes de nós iniciarmos, nós vamos aqui aquecer nosso coração, porque eu soube ontem que o nosso nosso Papa deu início. Vou pedir permissão aqui aos espíritos amorosos que estão, a equipe técnica espiritual que está aqui atrás de mim e a nossa irmã Matilde, a patrona dessa casa. Eu soube agora a nossa irmã Matilde e muita gente já sabe quando eu falar fraternidade, >> ó lindo. Mais uma vez, Fraternidade >> aí, então vamos iniciar com os nossos anúncios. Bom, nós estamos, como todo mundo já sabe, nós estamos em parceria com o almoço com o Novares Hotel, tá? E muita gente já adquiriu convite, lembrando, eh, são vagas limitadas. E quem já adquiriu, eu gostaria que vocês procurassem no local a nossa querida Lívia e a nossa querida Priscila Vilela, para que possam adquirir o ticket. Sem esse ticket não há arrozinho. Tudo bem? Então, por gentileza, procurem nossos amores. E para dar continuidade, nós vamos chamar um vídeo da fraternidade sem fronteiras. Nós temos um sonho, o sonho de que todos se reconheçam como irmãos e acolham uns aos outros. Um forte chamado do coração nos levou à África. No berço da humanidade nasceu também o nosso sonho de fraternidade. >> Encontrei fome, falta de água, doenças e ali eu quis implantar a primeira unidade de trabalho amparando 70 crianças órfãs, de pai e mãe. O desejo sincero de vencer a fome e construir um mundo de paz atraiu mais corações com o mesmo ideal. Um a um foram chegando voluntários, padrinhos, apoiadores de muitos lugares do mundo e a fraternidade expandiu entre os povos. >> Hoje, mais de 15 anos depois dos primeiros passos, a fraternidade sem fronteiras realiza projetos em seis países da África e em várias cidades do Brasil. Todos mantidos pela doação continuada do tempo, da moeda e do conhecimento de milhares de pessoas. Uma obra humanitária coletiva transformadora. A fraternidade salva crianças da severa desnutrição, educa, cria oportunidades de estudo e acesso à universidade. Perfura poços artesianos, oferta água

s. Uma obra humanitária coletiva transformadora. A fraternidade salva crianças da severa desnutrição, educa, cria oportunidades de estudo e acesso à universidade. Perfura poços artesianos, oferta água limpa e dá vida ao solo para o cultivo sustentável. Constrói casas dignas para vovôs, vovós e famílias, criando novas comunidades. Capacita para o trabalho e promove a renda, incentivando a autonomia e a autoestima. Essas e tantas outras ações fraternas desenvolvem-se em 74 polos de trabalho, onde há uma grande corrente de fraternidade. Juntos acolhemos pessoas refugiadas de seus países de origem, crianças e adultos com doenças raras, famílias do sertão nordestino. Instruímos música ajudando a formar crianças e jovens. Apoiamos o recomeço de vida de pessoas em situação de rua e de dependentes químicos. Acolhemos crianças da África. Os valores da causa, as ações continuadas, a obra coletiva de amor receberam reconhecimento e incentivo com os prêmios Você e a Paz na categoria instituição que realiza e prêmio Inspiração. >> Você não vai ajudar a pessoa porque ela é uma pessoa pobre ou coitada, não. Você vai se movimentar porque ele é teu irmão. >> Estamos vivendo a fraternidade. Adeptos de diferentes religiões, filhos de diversas nações, negros, brancos, pobres, ricos. Somos um só povo, um só coração. E sonhamos um dia em que não haverá mais fome e todos viverão com dignidade e como irmãos. Vamos juntos. Vamos mais longe. O pouquinho de cada um pode mudar o mundo. Apadrinhe. Apadrinhar é amar. Apadrinhar é amar. Que lindo, que lindo, que lindo. Nós vimos aqui o nosso irmão Divaldo. E o nosso irmão Divaldo, eu sempre lembro com muito carinho, senhoras, senhores, irmãos e irmãs, encarnados e desencarnados, esse era o início para todo evento que Divaldo se apresentava. E sempre é bom lembrarmos que a fraternidade sem fronteiras, ela já existe há muito tempo no plano espiritual. Alguns foram por expiação provocado para estarem presentes, como todos nós. Alguns vieram com esta missão de materializar a

aternidade sem fronteiras, ela já existe há muito tempo no plano espiritual. Alguns foram por expiação provocado para estarem presentes, como todos nós. Alguns vieram com esta missão de materializar a fraternidade sem fronteira do plano espiritual. aqui no plano terrestre. E para que a gente possa mostrar essa materialização de uma dessas ações, nós vamos chamar ao palco para falar da ação Madagascar, o nosso querido Henrique Amorim. Cadê você, Henrique Amorim? Esse menino bonito, ele está também vindo volitando. Olha que coisa linda. Aqui à minha esquerda, Dr. Henrique Amorim. Seja bem-vindo. O próximo da nossa lista, a lista dos encarnados. Vamos lá. Vamos chamar Ana Lúcia. Cadê a irmã Ana Lúcia? A irmã Ana Lúcia, ela está trabalhando no plano. Ah, está ali, ó. Já se materializou. Está chegando, volitando. Pronto. Bem-vinda, irmã Ana Lúcia. Outro eu vou chamar antes Giseleus. Olha, cadê os diamantes da Gisele Thanos? Se ela fala é para ser feito. Não há escapatória. Vocês espíritos em expiação. Cuidado com ela. Gisele, seja bem-vinda. E o nosso querido papa, Dr. Wagner Moura. Esse aqui já surge aqui à nossa esquerda, tá? Este aqui é outro nível. Nosso querido papa, olha, ele tá brigando comigo mentalmente. Seja bem-vindo, fique à vontade. >> Obrigado. >> Olá, pessoal. Bom dia. >> Bom dia. >> Deixa eu fazer uma introduçãozinha aqui, depois a gente senta e ficamos nesse diálogo lindo. Eh, não falta mais ninguém no nosso painel. Não faltou mais ninguém. Faltou Dr. Paulo. Vem, vem Paulo, vem para cá, Paulo, por favor. É assim, viu, gente? Fraternidade é assim. Eh, pessoal, a gente primeiro eu queria falar com vocês sobre eh fazer uma pequena introdução. A organização Fraternidade Sem Fronteiras eh tem uma missão. E essa missão, qual é a missão da fraternidade? Missão da fraternidade sem fronteiras é vivenciar, né? Vocês viram até no vídeo, né? Qual que é a nossa missão? é viver o espírito de fraternidade, né? Nós somos todos irmãos. Sem fronteiras, sem fronteiras religiosa, a gente tá no centro

é vivenciar, né? Vocês viram até no vídeo, né? Qual que é a nossa missão? é viver o espírito de fraternidade, né? Nós somos todos irmãos. Sem fronteiras, sem fronteiras religiosa, a gente tá no centro espírita. Ontem eu disse o seguinte, ó, hoje a gente tá dentro do centro espírita, mas o meu sonho é que daqui a pouco a gente esteja dentro da igreja católica, dentro de uma igreja evangélica. E evangélica já fizemos um encontro em Campo Grande dentro de uma evangélica pentecostal. Foi maravilhoso também, né? Igreja Católica, evangélica, dentro de uma sinagoga, sabe? Esse é o nosso sonho, que a gente consiga expandir, porque é essa visão da organização fraternidade sem fronteiras, né? Todos somos irmãos e vivenciarmos isso na prática. O outro ponto é, já que a gente é irmão e a gente vai praticar, trabalhar numa obra social, humana, humanitária, aonde que a gente vai começar a trabalhar? E aí vocês viram no vídeo institucional que a gente tá em situações bem bem tensas, né? Densas, tensas, difíceis. É o irmão que mais precisa, né? E hoje nós vamos estar falando aqui sobre uma dessas regiões que é Madagascar, sul da ilha de Madagascar. Tudo que a gente vai estar falando aqui é sobre o sul da ilha de Madagascar. Na minha visão, eu que já tenho viajado alguns locais, dos locais que fora a guerra, né, porque a guerra você não consegue fazer nada, né? Fora a guerra, na minha opinião, é a região mais pobre do mundo e que o mundo não conhece. O mundo conhece, né? Então, a gente vai tentar, eu acho, né? A gente vai tentar porque é muito difícil a gente ficar falando aqui. Eh, a gente tem um vídeo para passar para começar. Se tiver um vídeo, a gente já solta ele aqui e depois a gente já começa. Fraternidade transforma vidas em Madagascar, região que vive uma das piores crises humanitárias do mundo. Desde 2017, nosso trabalho é emergencial. Temos pressa para socorrer, aliviar a dor da fome e restaurar a saúde dos milhares de desnutridos. Oferecemos alimentação, cuidados em saúde, capacitamos para o trabalho. Se

so trabalho é emergencial. Temos pressa para socorrer, aliviar a dor da fome e restaurar a saúde dos milhares de desnutridos. Oferecemos alimentação, cuidados em saúde, capacitamos para o trabalho. Se antes crianças esperavam pela chuva para tomar banho e matar a sede, hoje elas sorriem com as gotas de água vindas do primeiro poço perfurado na região. >> Jorra a água, jorra a esperança, abundância de dias melhores, terras mais verdes e produtivas. Se o futuro parecia incerto, hoje nossas crianças podem desenhar, rabiscar e calcular o que desejarem ser. A força da União de Corações garantiu a construção da primeira escola na cidade da Fraternidade. Escola Ruruva, um bom lugar no futuro que começa a ser escrito agora. A padrinha, o projeto Madagascar e a iniciativa Escola Ruruva. Apadrinhar é amar. Gente, quando a gente tá lá, eu tô acabando de voltar, faz uma semana que eu tive em Madagascar e toda vez que eu vou, eu fico meio que indignado. Eu tento me resignar, mas não consigo me resignar naquela situação. Eu sou tocado na alma todas as vezes. Todas as vezes. Mas eu queria escutar a Ana falar sobre isso, o incômodo, porque Madagascar para ela, eu não sei o que é. Fala para nós, Ana. Bom dia. Falar de Madagascar para mim é complexo, porque eh para eu dar conta de ir para lá tantas vezes como eu vou, eu tenho que dar uma focada no cheio, porque lá é muito desafiador. Estve lá a primeira vez em 2019, voltei de lá assim assim como não tem condição aqui, não tem o que fazer porque não tem condição de viver nessas condições subhumanas, né? Porque são condições eh que a gente nem imagina. Aí a gente se coloca no lugar das pessoas, a gente imagina como que é viver. Aí, eh, lembra como que a vida nossa aqui, as nossas oportunidades, as nossas condições, fala, gente, são pessoas como como a gente, com as mesmas necessidades, com as mesmas eh eu nem digo ambições, porque eles não eles só vivem aquela realidade. Mas eu voltei muito, muito abalada, muito. E e o meu coração falou: "A gente precisa fazer alguma

s necessidades, com as mesmas eh eu nem digo ambições, porque eles não eles só vivem aquela realidade. Mas eu voltei muito, muito abalada, muito. E e o meu coração falou: "A gente precisa fazer alguma coisa para mudar essa realidade", né? E aí depois eu voltei, aí a gente já tem a escola que já deu uma melhorada lá no campo da paz. Então, é nesse cheio que eu que eu eh eu foco muitas vezes, porque é possível, é possível, a gente já conseguiu melhorar uma parte, eh já está já conseguimos erradicar a a numa região a gente conseguiu os bichos de pé, a desnutrição, eh, nessa região do campo da paz, mas aí a gente anda 10 km, 5 km ainda é muita escassez, é muita doença, é muita fome, desnutrição, muita morte por diarreia, por coisas simples. Eh, então assim, é possível, mas ainda é muito desafiador, porque a gente precisa fazer muita coisa para Madagascar. Madagascar é eh é isso, a gente eh eh dá essa esse esse desconforto, essa coisa de meu Deus, como que pode viver assim? O mundo não sabe, ninguém ninguém fala disso, porque Madagascar as pessoas pensam que é o filme, que é praia, que é, mas não é. Então, é é um é uma realidade assim cultural que a gente precisa, a gente respeita, mas eles estão assim, eles não têm acesso a conhecimento, então eles não têm acesso a a nada do mundo, eles estão confinados naquele sul da ilha, não não viajam para 30 km dali. Então, a gente precisa levar eh água, a gente precisa levar conhecimento para eles terem oportunidade de de escolhas, né, de de melhorarem a a região deles, né, com a escola. a gente vê que eles já estão empolgados com com o ensino, já estão plantando, já estão tendo consciência ecológica, eh porque eles não têm eles não têm acesso a isso. 60% da população lá é analfabeta, então eles vivem numa condição muito muito primitiva, né? E e é isso. Madagascar me toca bastante. Eu eu tenho ido lá anualmente porque lá precisa da nossa da nossa energia, da nossa vontade de de fazer pelos nossos irmãos e também precisa disso, dessa divulgação, dessa

Madagascar me toca bastante. Eu eu tenho ido lá anualmente porque lá precisa da nossa da nossa energia, da nossa vontade de de fazer pelos nossos irmãos e também precisa disso, dessa divulgação, dessa mobilização. Ana você e Madagascar é um é uma missão de vida para você. >> É uma missão de vida para mim. Madagascar é uma missão de vida. Eh, não dá para depois assim a gente ver aquela condição e e e esquecer e deixar para lá. É uma missão de vida, sabe? É uma coisa que a gente precisa, que incomoda muito e a gente precisa trabalhar por isso. >> Bom, gente, então a fraternidade tá cumprindo a missão. Sabe o que que é a a missão da fraternidade? É gerar desconforto em você, entendeu? É desconforto na gente, hein? Os amigos Wagner, você não nos deixa em paz, não. A fraternidade não deixa em paz mesmo, né? Porque a gente não pode ter essa essa essa paz toda entre Não tem. É impossível. Enquanto a gente tá vendo situações como a gente tá vendo no sul da Ilha de Madagascar, aí aí vem uma, a Ana chega, né, Ana vê tudo isso, fica incomodada. né? E vira uma missão e ela começa a movimentar o teu meio, né? A tua a tua volta. E eu acho que essa é a missão. E aí você se acha mais ou tá no caminho de mais fraternidade, Ana? Ai sim, eu trabalho bastante essa fraternidade porque a gente começa a entender um pouco assim as oportunidades que nós temos no Brasil, como eu nasci, como eu me eduquei. E não dá para ter isso só para mim, né? A gente precisa compartilhar isso com outras pessoas e e fazer algo, né? É, é, é uma missão de vida, porque me dá um conforto a gente verê o que a gente já caminhou. Me deu um desconforto imenso a primeira vez que eu estive lá. para todos que estiveram lá a primeira vez, é uma coisa assim, nossa, surreal mesmo. E e agora que a gente já está lá há 7 anos, eh, 7 anos, então assim, a gente já conseguiu avançar porque nós temos trabalhado duro, né? Tem muitas ações, tem muito trabalho, mas não não ainda tem muita coisa para fazer, mas dá uma uma uma um

s, eh, 7 anos, então assim, a gente já conseguiu avançar porque nós temos trabalhado duro, né? Tem muitas ações, tem muito trabalho, mas não não ainda tem muita coisa para fazer, mas dá uma uma uma um a sensação é isso mesmo. Eu estou no caminho certo. É essa sensação, a sensação de de de missão, de falar: "Puxa vida, eu acho que é para isso que eu vim mesmo. É para para fazer o bem". Isso não é lindo, transformador. E o Paulo? Ô Paulo, e aí você volta de uma região dessas mais desafiadoras do mundo, mais pobre, situação e de saúde. Eu queria que você falasse sobre duas coisas. O que que você viu lá? Você viu em algum outro lugar do do planeta, você como um médico, né, na área da da saúde, você já viu isso em algum lugar? E a outra pergunta é na sequência, você consegue eh falar disso paraas pessoas e qual e tem impacto? Como é que é a divulgação? Porque eu sei que você também é um divulgador. Além de ser um voluntário que vai lá, você é um divulgador. É fácil divulgar, transmitir essa mensagem? Então, amigos, muito bom dia. Eh, a experiência de estar lá na condição atual de de médico, né, de ir nas caravanas de saúde nos desafia em humanidade, né, independente da posição de médico, vê os nossos irmãos naquela situação, mas sobre o ologar do sobre o hogar de médico, assim, nos desafia muito em humanidade porque são irmãos em que se encontram em privações muito grandes. Eh, e com todo respeito à criatura humana, eh, citar um caso avaliado por nós em uma das comunidades de uma criança com 12 anos, na idade do meu filho mais velho. Meu filho mais velho, ele deve pesar aí os seus 50 kg, mais ou menos, e a gente avaliar uma criança de 12 anos com seus pesado e conferido 8,300. E e esse incômodo no qual a Ana falou, no qual o Wagner falou, no qual a peça Lera Musical de ontem versou, que nos desafia a confrontar essa posição de inércia chamada indiferença, que a gente precisa acolher, né, essas nossas dores, acolher essas nossas características, o nosso egoísmo. Mas sobretudo transformar isso em ação.

frontar essa posição de inércia chamada indiferença, que a gente precisa acolher, né, essas nossas dores, acolher essas nossas características, o nosso egoísmo. Mas sobretudo transformar isso em ação. E o que nós vemos lá? E aí eu quero ver o copo meio cheio, o prato meio cheio a vasilha de arroz meio cheia. E o que nós vemos lá agora falando especificamente do ponto de vista da saúde, são ações que geram impacto, né? Nós temos uma clínica lá muito linda, é um oasis do ponto de vista da saúde e do ponto de vista do acolhimento, que além do olhar sobre a alimentação, consegue melhorar os índices, consegue melhorar a estatística, né, de mortalidade, de mortalidade infantil, do tratamento de algumas doenças. Então isso tudo é muito lindo, é o impacto que a gente vai vendo que o pouquinho que a gente consegue fazer aqui chega lá reverberado nesse milagre da multiplicação dos cinco pães e dois peixes. É muito nesse sentido e mas nos desafia em humanidade. E ao trazer e experienciar isso e voltar ao Brasil e encontrar cada um nas suas condições, mas em condições todos muito, muito melhores, materialmente falando do que os nossos irmãos que lá estão, eh, a gente defronta duas situações, uma do coração que fica sedento em espalhar essas notícias como Emânuel, né, um colador de panfletos. Então, a gente fica querendo colar esses panfletos e espalhar essas notícias, mas também tendo que lidar com as dores que temos no coração de ver aquilo tudo e sempre querer fazer um pouco mais e lidar com esse nosso sentimento que às vezes é dúb quer fazer mais e mais. E e é isso que a gente vem tentando, aprender a ser mais fraterno nessa oportunidade que a fraternidade trouxe nesse convite inolvidável do coração. Às vezes a gente chega em regiões, eh, porque é feito uma uma ferição, né, uma sondagem por aldeias e assim que a gente implanta núcleos de atendimento. São centros nutricionais, porque é tanta fome, é tanta fome, só na base que é o chamado campo da paz, a gente tava servindo acho que umas 2500

eias e assim que a gente implanta núcleos de atendimento. São centros nutricionais, porque é tanta fome, é tanta fome, só na base que é o chamado campo da paz, a gente tava servindo acho que umas 2500 refeições por dia. Então começa 11 horas da manhã e vai ter 4 horas da tarde sem parar. Não imagina o fluxo, né? E são de seis aldeias que vão até, né? As crianças vão se alimentar. Elas tomam banho, cortam unha, corta cabelo, né? Tem esse centro de apoio a essa criança e a alimentação, né? Eh, e aí a gente abriu vários outros núcleos. Hoje já são 14 polos, porque a criança que tá a 10 km, 15 km, 30 km, não consegue chegar até o centro nutricional. E nessa ferição a gente já chegou a ter mais de 40 crianças com, como é que chama? É, não é nem risco nutricional, é desnutrição mesmo, né? a desnutrição severa. Eh, eles usam um índice baseado no AMS de classificação da desnutrição feito e gerido pelo Dani, que é um malgas, um fofo, um coração muito querido. E a gente teve comunidades no qual a desnutrição severa. Nós não estamos falando de fome, nós não estamos falando de magrinho, nós estamos falando de desnutrição severa. alcançava alarmante 50, 60, às vezes até mais por das crianças. Gente, isso em pleno século XX, o mundo sabe disso? Não, não sabe. Por isso a importância de nós enquanto movimento, sabe, de de levar isso adiante. Então assim, eu já até aproveito o momento aqui, gente, olha quem tem Instagram, ah, eu não posso fazer nada, pode. Você tem um Instagram? Entra lá no no na na Fraternidade Sem Fronteiras, no Instagram da Fraternidade Sem Fronteiras, e você vai ver o tanto de vídeo, o tanto de informação que tem ali. Para começar, eu quero engajar, começa agora, nesse exato momento, você pode pegar o teu celular e compartilhar a ação Madaguascar e comentar. Curte, comenta e compartilha. E a gente precisa levar isso para mais pessoas. O mundo precisa saber disso para que a gente tenha mais suporte a essa a esse movimento tão necessário, tão importante, né? Agora a gente tem o o o

lha. E a gente precisa levar isso para mais pessoas. O mundo precisa saber disso para que a gente tenha mais suporte a essa a esse movimento tão necessário, tão importante, né? Agora a gente tem o o o Henrique. O Henrique ele ele morou um ano, né, Henrique? meses. Ele ficou meses. Henrique, o que que mais te impactou nessa experiência vivendo uma imersão numa das regiões mais desafiadoras do mundo? Qual que foi o teu, o que chamou mais atenção e qual o teu maior aprendizado? Bem, pessoal, bom dia. Eh, antes de começar, eu, quando Paulo começou a falar, eu lembrei de uma das cenas mais impactantes, que eu não me recordo se foi no Mala ou foi lá em Madagascar. O Paulo tava fazendo um atendimento médico, ele é oftalmologista. E aí nos atendimentos e eles levam geralmente 200, 300 óculos, né, para dar lá para pras pessoas. Num desses atendimentos, eu me lembro que era uma criança que ela recebeu um óculos, se eu não me engano, tinha uns 8º. E aí eu tava lá, eu tive a oportunidade de estar lá nesse momento e e ver o momento que essa criança colocou o óculos. É você ver na no rosto de alguém que aparentemente nunca tinha conseguido ver como a gente consegue ver aqui normalmente. Desculpa, é um pouco é um pouco não é muito difícil falar sobre essas coisas lá, que quando a gente começa a falar vem aquela energia de volta. E aí eu tive a oportunidade de ver essa criança lá. Parecia que era a primeira vez que ela tinha conseguido ver na vida um negócio assim impressionante de eu ficar lá paralisado uns 10 minutos tentando entender um pouco do porquê daquilo e agradecendo a Deus por estar fazendo parte desse trabalho. Mas vamos lá. Eh, eu queria começar perguntando a vocês aqui, quem já teve a oportunidade de ir numa caravana, levanta a mão, por favor, quem já teve, quem já se deu essa oportunidade, né? Tá? Porque eu porque eu eh comecei perguntando isso em 2022 eh eu tive a oportunidade de ir pro Malaue. Eh e como muitos que já foram sabem como funciona, né? A gente é fisgado pela

oportunidade, né? Tá? Porque eu porque eu eh comecei perguntando isso em 2022 eh eu tive a oportunidade de ir pro Malaue. Eh e como muitos que já foram sabem como funciona, né? A gente é fisgado pela fraternidade, a gente é compelido a a trabalhar e não tenho nem palavras para explicar direito o que acontece. Eh, eu fui em março e chegando lá eu me deparei com uma situação que de verdade foram os momentos mais emocionantes da minha vida, sem medo de falar. Eu cheguei lá e eu no momento que começaram as reuniões, eu comecei a refletir. Eu falei: "Caramba, tudo que eu aprendi na minha vida até hoje, eu vou ter a oportunidade de botar em prática aqui. Tudo, tudo. Eu tinha feito uns trabalhos do sertão para fazer perfuração de poço lá. A gente tava precisando perforar poço. Eu tinha eh eh eu tinha começado um trabalho trabalhando com energia solar. lá a gente é atendido só com energia solar, porque a rede elétrica do país não atende lá o projeto, então precisava fazer um trabalho também nessa área de energia solar. Então foi algo assim que você pronto, aqui é é onde eu tenho que tá, como a Ana falou um pouquinho sobre isso já. E aí foi em março, minha primeira caravana. Eu fui com a caravana para passar 15 dias, passei um mês. Voltei em julho, passei, fui com a caravana, passei mais um mês. Fui em outubro com a caravana, passei mais um mês. Aí em outubro eu falei: "Não, agora é hora de eu passar um pouquinho mais de tempo". Passei 2023 me organizando. E aí eu acho que no final de 2023 teve algum encontro. Eu falei: "Wagner, ó, ano ano que vem eu tô querendo ir para passar mais um tempo". Aí a gente tem uma, algumas pessoas como eu, assim, tem uma síndrome de superhomem. E aí eu falei, onde é o pior lugar? Tá precisando de ajuda lá. Aí o Wagner falou: "Ó, Madagascar é o lugar que eu que ele falou agora a pouco, né, que eu sinto que é o que é o lugar que é mais forte e tá precisando de ajuda." Eu falei: "Tá bom, então para lá que eu vou". Aí no começo de março fui para lá

r que eu que ele falou agora a pouco, né, que eu sinto que é o que é o lugar que é mais forte e tá precisando de ajuda." Eu falei: "Tá bom, então para lá que eu vou". Aí no começo de março fui para lá com uma caravana odontológica e a a gente começou a desenvolver um trabalho lá. E aí na caravana médica, que foi um pouco depois, o Wagner chegou por lá e numa reunião que a gente teve lá, eh, ele perguntou às pessoas que estavam nessa reunião: "Se você pudesse escolher qualquer coisa para poder implementar um projeto aqui e esqueça qualquer dificuldade, só pense qualquer coisa, o que você escolheria". E perguntou para todo mundo, né? E aí eu pensei, o que tinha mais me tocado até aquele dia ali era a água. Em 2022 o poço não foi mais ou menos isso, né? o poço, eu acho que foi em 2022, a fraternidade, depois de muita dificuldade, isso assim, isso até um tema bom para o Wagner um dia falar sobre essa perfuração desse poço. Eh, foi perfurado o o poço lá, só que a água ela é uma água salobra, na verdade é uma água salgada, porque ela é ela é um ela é mais ou menos metade da da salenidade da água do mar, então ela é uma água bem salgada. E aí todo mundo ao redor, nos momentos de estiagem, eles bebem essa água. É assim, só da gente colocar na boca dá uma agonia, mas é água que eles bebem. Porque é água que eles têm para beber? A gente vê as crianças quando estão saindo da escola, abrem a torneirinha, bota a boca embaixo, bebe água. E quando a gente fazia os atendimentos médicos lá, a gente tem as a nossa água que a gente bebe, que é são compradas lá garrafas de água mineral e as crianças ficam sempre na janelinha pedindo água e a gente não pode dar. A gente dá, né? Mas não pode falar que dá, não pode, mas a gente dá. Não tem como. A gente chama num cantinho escondido para ninguém ver e tá. Mas não pode falar, pessoal. Não é para dar, pessoal. E aí isso tocava muito, muito. Então quando o Wagner falou, eu falei: "Wagner, eh, o meu sonho aqui é um salizador." E aí começou-se um trabalho de estudo para

falar, pessoal. Não é para dar, pessoal. E aí isso tocava muito, muito. Então quando o Wagner falou, eu falei: "Wagner, eh, o meu sonho aqui é um salizador." E aí começou-se um trabalho de estudo para poder comprar um desalenizador, instalar esse desalenizador e poder levar uma água potável, porque eh além da questão social deles não terem um um simples água para para beber, eh tem o fator nutricional dessa dessas crianças, dessas pessoas de lá, que com certeza influencia muito na saúde deles, né? Isso sem a menor dúvida. Então, começou-se esse estudo que salenizador seria qual é a verba que a gente tem que não tinha, mas que se se deu um jeito, resolveu e compramos o salenizador. E em dezembro de 2024, agora faz pouco menos de um ano, a gente conseguiu instalar esse desalizador e a gente atende, eu não sei como tá hoje, mas na época a gente tava atendendo com todas as famílias que são as famílias atendidas lá pelo projeto estavam recebendo 20 L de água potável. Não sei se era por semana ou por mês. Eu realmente não sei como como tá. Mas de forma resumida, naquela localidade a gente conseguiu atender eh essa demanda de água potável para todas as famílias lá da região. E e para encerrar, é isso, isso é tão forte, tão impactante que toda vez que eu tomo um banho, eu agradeço, porque fal meses tomando banho de água salgada, mas eu podia reclamar. Essa água salgada que eu tomava banho, que lógico eu não gostava, é a água que todo mundo tinha para beber. Como é que eu ia reclamar? É isso, pessoal. Obrigado. É isso, pessoal. Então, naquela região tem um copo de água por dia, por pessoa, um copo por dia. Água doce. Maravilhoso, gente. Você não tem ideia do que significa isso. Porque quando você sai daquela região e vai um pouquinho mais distante, você vê as pessoas, por isso que eu tô dizendo, entra lá na Fraternidade Sem Fronteiras e veja as fotos. As pessoas quando chove um pouquinho em forma poça de água, eles vão com copo e aquela água vermelha que animais também tomam e tomam. Viram

o, entra lá na Fraternidade Sem Fronteiras e veja as fotos. As pessoas quando chove um pouquinho em forma poça de água, eles vão com copo e aquela água vermelha que animais também tomam e tomam. Viram aquele copo de água suja. Alguns que ainda t um boizinho, eles vão com recipientes e catam essa água e vendem 20 L de água suja para beber. para outras pessoas. Só para vocês terem uma noção da da da riqueza e do trabalho maravilhoso que foi feito, liderado pelo nosso querido Henrique, né, de levar água potável paraas nossas crianças, nossas famílias. Muito obrigado, meu irmão. Bom, como eu disse para vocês, é uma é uma região que você chega e eh você já chorou, Gisele? Você já chorou vendo a realidade? >> Quando não chorei, a Gisele falou disse que primeiro quando ela chega no projeto, ela tem que chorar primeiro. Primeiro momento de choro para depois começar a trabalhar, né, gente? Vai vendo. Mas é isso que a gente faz. Então nós vamos numa região e deixamos todo mundo desesperado, né, Gisele? Como eu disse. E agora o que que a gente pode fazer? E a Gisele tem uma história, eh, porque da das do lá atrás, no início, eu, a Gisele, a Ana, nós ficamos muito angustiados. Eu queria que você falasse primeiramente sobre essa angústia inicial, né, que que a gente ficou e aonde a gente chegou, o que que é essa dor, que que essa angústia, que que esse desespero que a gente teve no início, o que que você transformou aí? Você foi uma líder que transformou o desespero, a dor em amor, né? fala pra gente sobre isso, Gi. >> Bom, bom dia, minhas amigas, meus amigos, meus irmãos. Que bom tá aqui com vocês hoje falando de Madagascar, né? E e poder junto com vocês eh compartilhar as lágrimas, os sorrisos, as emoções dessa caminhada que que vem sendo tão desafiadora. quanto compensadora, né, Wagner? Então, em 2017, eu participei da minha primeira caravana na vida e a minha primeira caravana na vida foi para Madagascar. Não foi justo. Ai, de vez em quando eu converso com os irmãos lá do do outro plano, eu penso

, eu participei da minha primeira caravana na vida e a minha primeira caravana na vida foi para Madagascar. Não foi justo. Ai, de vez em quando eu converso com os irmãos lá do do outro plano, eu penso nisso. Mas afinal não foi justo isso comigo, né? que já me pegaram, torceram o coração e me amarraram no pé da mesa, né? Eh, eu não queria ir para Madagascar, eu queria ir para Moçambique. Eu queria conhecer todos os projetos da fraternidade e eu queria escolher para onde eu ia naquele meu meu sonho de eh fraternidade não muito comprometida. Eu tinha essa ideia de fazer um turismo eh parcial, né? Assim, ia ser trabalho, lógico, sempre ia ser trabalho, mas eu ia fazer isso de uma forma organizada, calma, né? Ia começar em Moçambique, porque eu achava na minha ideia, né? Depois eu conheci realmente Moçambique, mas na minha ideia Moçambique já tava bem organizado, tinha uma boa estrutura, eu não ia ter risco paraa minha saúde, tava tudo tranquilo, eu tinha acabado de sair de um de um câncer de intestino. E eu me propuse então a conhecer os projetos, tendo conhecido o Wagner e depois eu vou falar sobre isso. Aí fui, fui na fraternidade, eu sou de Campo Grande, né? Moro em Campo Grande, fui lá me inscrever na caravana para Moçambique. Afinal, eu sou dentista de primeira formação, eu era professora, eu sou advogada de segunda formação, alguma coisa eu sei de cozinha, dizem que eu cozinho. Eu pensei: "Esse povo vai me querer nessa caravana". Cheguei lá e não tinha vaga, gente, não me aceitaram. Eu fiquei muito frustrada, muito mesmo. Não, mas eu sei fazer bastante coisa. Eu posso contribuir, tem alguma coisa que dá para ajudar? Não tinha assunto, não tinha vaga. Caravana para Moçambique fechada. Eu fiquei bem frustrada e e na minha indignação, eh, quem estava ali no momento virou para mim e falou assim: "Você não quer ir para Madagascar?" Eu falei Madagascar nunca pensei mais que esse lugar. Que que tem a ver esse lugar, né? Não, nós estamos começando lá. Isso é 2017, tá gente? Nós estamos começando lá e

ê não quer ir para Madagascar?" Eu falei Madagascar nunca pensei mais que esse lugar. Que que tem a ver esse lugar, né? Não, nós estamos começando lá. Isso é 2017, tá gente? Nós estamos começando lá e estamos precisando não sei o quê. Tarará. Você não é dentista? Aí você pode ajudar lá alguma coisa, tá? Falei a Madagascar. Não, não era isso. Era Moçambique. Quando é a próxima para Moçambique, sabe assim? Aí tá bom. ficamos para Madagascar e eu fui nessa caravana, gente. Eu fui, eu fui. E isso que a Ana falou que sentiu em 19, eu senti em 17, que foi um choque existencial. Depois de três dias literalmente chorando, o Wagner que tava junto, ele falou: "Tudo bem, minha irmã, tá tudo bem?" E aí veio aqui para chorar, vamos embora trabalhar. Vai fazer o quê? Exatamente? Vai começar por onde, né? Porque tinha um engenheiro no nosso programa, o engenheiro cortava a unha o dia inteiro. Aí tinha uma bioquímica, ela tirava bicho de pé o dia inteiro. Gente, era uma situação tão caótica. Eu não, eu tô rindo porque eu não quero chorar tanto e se eu começar a falar sério, eu desabo de novo. E realmente eh eu vou contar uma única experiência que para mim foi e eu vou contar firme, né? Nós descolamos a roupa de uma criança que tava com essa roupa há uns meses e ela tinha crescido dentro da roupa. A roupa era um trapo que tinha se colado na pele de tal forma que para tirar a gente precisava ir umedecendo devagarzinho e com a pontinha do dedo sem unha, tentando soltar a pontinha. E a criança olhava pra gente num estado assim de completo estranhamento, porque parecia que aquilo era a pele dela que tava sendo tirada, né? Ela sentia aquilo dessa forma. Eram muitos meses sem um banho numa criança. Eu sou mãe de três, avó de quatro. Eu vou falar para vocês aquilo a gente só via ali na frente, né? Então, foi um estado de choque tamanho que quando a gente voltou, eu tava nesse estado de indignação, não sei a palavra melhor para dizer, porque você vê a humanidade ali, você vê a humanidade,

e, né? Então, foi um estado de choque tamanho que quando a gente voltou, eu tava nesse estado de indignação, não sei a palavra melhor para dizer, porque você vê a humanidade ali, você vê a humanidade, onde é que a humanidade chegou, né? Você pensa na vida e você fica tão tocado por tudo aquilo, incomodado a palavra, não sei. E o Wagner tem um modos operante, tá? Eu preciso revelar para vocês. Eu sentei do lado dele no avião e fui lá, tipo, e aí? E agora tudo bem? Chegamos aqui, mas ali tudo vai ser enxugar gelo. Não tem o que fazer nesse lugar. Como é que nós vamos avançar? De que jeito nós vamos fazer isso? E ele devolve, né? Ele diz assim: "Mas e qual é o teu sonho para isso?" Esse é o modos operante dele. Ele libera o sonho da gente. Ele deu uma liberada no meu total. Falei: "Mas se você pudesse fazer algum negócio, que que você achava que você podia fazer, hein?" Falei: "Escola, essas crianças têm que ter um futuro e esse futuro tem que ser educação, porque a gente não vai conseguir trazer tudo. Eles vão precisar fazer por eles, né? A gente, ele falou: "Puxa, bacana, esse sonho é bacana. Vai chegar a hora desse sonho então se realizar, né? Vamos trabalhar bastante e vamos chegar lá. 2018, pandemia, eu fiquei um ano, mais de um ano, um ano e meio sem ir para lá. E em 22, né, chegou a hora do sonho da escola. E aquele sonho que a gente tinha sonhado junto lá atrás, né? Eh, foi de vez liberado, né? Ele falou: "Ó, agora tá na hora, nós já temos os centros nutricionais, a parte de saúde tá estruturada, tínhamos construído as primeiras 100 casinhas da cidade da fraternidade e vamos embora fazer essa escola. Vamos juntar um grupo, vamos juntar um grupo, junta um grupo, junta a gente, vamos fazer isso, tá?" Tá? E aí, pronto, esse sinal verde, eh, que eu acredito que tenha sido inspiração, né? Eh, propiciou a aproximação de todas as pessoas necessárias. As pessoas necessárias foram se chegando, né? Chegou a Marinez na caravana certa, que era que a gente tinha que fazer o programa escolar, ela

, propiciou a aproximação de todas as pessoas necessárias. As pessoas necessárias foram se chegando, né? Chegou a Marinez na caravana certa, que era que a gente tinha que fazer o programa escolar, ela tava lá, ela ajudou a gente a estudar. traduzido francês, enfim, foi um trabalho grande e a gente chegou no projeto da Ruruva, né? Para quem não sabe, o emalgache é U. Então, a gente lê huruva, o H é o R, tá? Não existe esse som de o no Malgash, é ruruva. E ruruva é um nome que eles deram. E olha que lindo, gente, o nome que eles escolheram. Essa palavra significa um bom lugar no futuro. Eles acreditam na escola. E o símbolo que eles escolheram, que é o cactus, é de onde eles tiram a água, o alimento na maior parte dos dias. No meio dessa seca intensa, eles comem as os frutos do cactus, as palmas. Aprenderam a tirar os espinhos para comer a palma, né? Então é o símbolo de vida para eles. Para nós talvez fosse o baobá, aquela árvore linda, maravilhosa que eles têm na ilha, mas o símbolo e o nome foi dado por eles. E é muito importante que seja assim. E nós temos trabalhado nesse sonho com um grande grupo de pessoas, né? Eu tenho a honra e a alegria de compartilhar esse sonho com tantos irmãos, entre eles Ana Lúcia, que tá sempre muito firme no apoio da nossa escola, eh, Marine Inês e tantos outros que vejo aqui, né, que sonham junto e vão, eh, nos ajudando a a ir adiante. A Ruruva hoje tem 600 alunos, ela já tem o primário. Muito lindo, né? Muito lindo. Ela já tem o primário, tá no primeiro ano ginasial, né? no college que começou esse ano. E eu vou contar um negócio com muita alegria. Eh, a nossa escola foi a melhor escola em desempenho em toda a ilha para o Exame Nacional de Admissão pro College. Então, os nossos alunos os nossos alunos foram 100% classificados. Sabe o que que significa isso? Significa assim, eles chegam logo cedo, aí eles tomam café da manhã, aí eles têm o uniforminho, aí eles têm o material pedagógico, eles têm os professores qualificados, porque os

e que significa isso? Significa assim, eles chegam logo cedo, aí eles tomam café da manhã, aí eles têm o uniforminho, aí eles têm o material pedagógico, eles têm os professores qualificados, porque os nossos professores são qualificados semestralmente no método montessoriano. Eles têm salas de aula bem preparadas, eles têm almoço, eles têm aulas no período vespertino, é período integral. Depois eles têm lanchinho da tarde antes de ir embora para casa, ganha o pãozinho e a banana. Isso é um oasis. É um oasis naquela situação que a gente falou e que a gente conhece. E a gente hoje acredita realmente que nós, a única coisa que me assim me anima é pensar que nós podemos fazer muitos oases juntos. Nós podemos juntos fazer muitas ruruvas lá. Nós podemos multiplicar essa ação que nós estamos aprendendo a desenvolver ali com eles, não é? Respeitando a cultura local e inclusive resgatando muitas coisas que ficaram perdidas no período de dominação francesa dentro da ilha. Eles podem e querem muito mais. E nós não queremos nenhuma criança fora dessa alegria. Nós queremos que cada centro nutricional nosso, né, Wagner, possa ter um apoio educacional local, para que as crianças todas aprendam a ler, a escrever uma matemática básica, tenham pelo menos uma alimentação ao dia, não é? Então, esse sonho que a gente tá compartilhando com vocês e temos buscado divulgar, né, ele precisa ser de todos para que nós possamos ser mais. Vamos divulgar, vamos tentar ao máximo, né, nos localizar dentro disso como o possível, aquilo que a gente naquele dia, eu disse, mas não há nada para fazer ali, há muita coisa para fazer ali, né? E aí a gente tem sido abençoado, a oportunidade tem seguido. Eu trouxe um videozinho que eu acho que vai ser passado, ele é ele é curto, mas eu gostaria de compartilhar com vocês um pouquinho disso. Tem como passar, gente? Vamos ver se temos. Tá. Uma palavra na língua malgas, originária do povo nativo da ilha de Madagascar, que significa um bom lugar no futuro. O sul da ilha é considerado um dos

Tem como passar, gente? Vamos ver se temos. Tá. Uma palavra na língua malgas, originária do povo nativo da ilha de Madagascar, que significa um bom lugar no futuro. O sul da ilha é considerado um dos lugares mais pobres do mundo, onde 80% da população está em situação de extrema vulnerabilidade social, uma triste e silenciosa agressão aos direitos humanos. É lá uma das regiões que a ONG Fraternidade Sem Fronteiras atua, procurando levar conforto e dignidade aos que mais necessitam neste mundo tão desigual. E é somente através da valorização da educação e das escolas que de fato melhoraremos o futuro, mudando vidas, dando esperança a esses olhares. No sul da ilha, o sistema educacional existente é inacessível à grande maioria, pelo custo, pela falta de professores e pelos longos e difíceis trajetos até as escolas. Foi nesse contexto que a Fraternidade Sem Fronteiras teve o sonho de levar uma educação de qualidade, gratuita e conectada com a realidade local para crianças e jovens na região de Ambo Vombê. Acreditando na transformação social e no empoderamento das comunidades a partir da educação. Hoje em dia, esse sonho tem nome e se chama Uruva. É um lugar que atravessa as fronteiras de uma escola. Uruva é um larra. Lá os sonhos vão além do pensamento e os sorrisos largos expressivos transbordam cada coração com um brilho que fica impossível não crer em um mundo melhor. Com o começo do novo ano letivo, somente com a sua ajuda, será possível aumentar o número de alunos na escola para abranger mais turmas através de um fundo permanente focado na educação. Construiremos salas de aulas multiseriadas em centros nutricionais que estão localizados em áreas remotas, onde as crianças não tem nenhum acesso à educação. Também será construído um espaço conjugado utilizado como repertório, teatro e local de reuniões educacionais. Se você seiza com essa causa e acredita que a educação transforma, a Fraternidade Sem Fronteiras te convida para semear as inúmeras possibilidades que uma escola pode oferecer a alguém e

educacionais. Se você seiza com essa causa e acredita que a educação transforma, a Fraternidade Sem Fronteiras te convida para semear as inúmeras possibilidades que uma escola pode oferecer a alguém e vê-las florecer. Sua contribuição pode ser esporádica ou recorrente. Faça parte desse movimento. Use a chave Pix indicada e contribua. É isso, pessoal. Uh! É isso, gente. É isso. É a fraternidade sem fronteiras. E a gente convida você eh a continuar sonhando com a gente. Se você ainda não conhecia, quem tá nos assistindo também, né, na web, são três web divulgando esse evento, eh, venha participar com a gente. Se você não é padrinho, comece apadrinhando um pouquinho de cada um, vocês viram o que tá acontecendo. Às vezes R$ 50 por mês, né? Quem pode mais, dá mais. Quem pode menos dê menos, mas você pode contribuir de alguma forma. E se você já é padrinho, vamos pensar, não seria muito legal ter essa causa, como a Ana falou, essa causa da minha vida, como Gisele falou, essa causa da minha vida. Nós da fraternidade temos uma oportunidade de abraçar uma causa ou mais uma, né? Se você tem, pega mais uma, você tem condições, você tem potencial. A ideia é a gente poder ir mais além na possibilidade que a gente tem de fazer, de construir, né? Então, abrace uma causa. E nesse momento o convite é abrace uma causa da fraternidade, escola Rorova, sul da Ilha de Madagascar. Muita paz, muito obrigado. Estamos juntos sempre. Fraternidade sem Fronteiras em Goiânia. Você está assistindo aqui ao vivo e a cores. Agradecer a participação do nosso irmão Paulo Gustavo, Henrique Amorim, Gisele Thanos, Ana Lúcia e Wagner Moura. Dando continuidade às atividades de hoje em Goiânia, dia 20, não, dia 13 de setembro. E eu tenho aqui uma linda palavra que nos foi autorizado pro nosso grande Seja você, você aqui presente, você internauta que nos está vendo aqui ao vivo. Seja você a mudança que quer ver no mundo. E para que a gente possa ver mais uma mudança no mundo, vamos chamar aqui no palco quem?

você aqui presente, você internauta que nos está vendo aqui ao vivo. Seja você a mudança que quer ver no mundo. E para que a gente possa ver mais uma mudança no mundo, vamos chamar aqui no palco quem? A minha, a sua, a nossa Giovana Gadia. Olha, ela está chegando, gente. Eu vou ficar paradinho aqui. Pessoal da técnica vai materializar aqui à minha esquerda. Atenção técnica. Isso, cara. O pessoal da técnica é fantástica. Bom, a nossa querida Geovana Gadia, ela vai nos falar sobre caravanas, as nossas caravanas. Muita gente nos pergunta o que é uma caravana, quem é a caravana? Quem vai nos responder é a nossa Geovana. >> Ei, gente, bom dia de novo. >> Bom dia. >> Nossa, depois de ver Madagascar, difícil, né? Difícil. Mas eu queria começar falando de caravanas para vocês, passando um videozinho para que vocês entrem nessa nesse clima bom, sigam no clima de Madagascar e entrem também no clima de quem vai a Madagascar, de quem vai a Moçambique, ao Malaui, ao Burundi, ao Senegal, com a fraternidade sem fronteiras. Então, se a gente puder ver o videozinho, depois a gente fala. Itafamba ningela itafamba ningela itafamba ivo ningela inda ya fam ningela yafamba itafamba é Maria girou assim assim assim assim assim girou assim assim assim assim assim gira eterno aikum aikumalausala aikum Gente, as caravanas da Fraternidade sem fronteiras são mais um jeito da gente vivenciar fraternidade, como a missão dessa organização nos convida. a fazer todo santo dia na prática. E e para ir a uma caravana, você precisa primeiro de ter um coração aberto para aprender. Ninguém vai mudar a África, ninguém vai salvar a África. é muito mais sobre partilha, é muito mais sobre conexão com uma cultura que nos ensina fortaleza, resiliência, fé, espiritualidade num nível e numa dimensão que eu particularmente só fui vivenciar lá. A fraternidade sem fronteiras tem projetos no Brasil, tem projetos na África e hoje as caravanas são uma maneira muito importante da gente dar visibilidade para quem não tem voz, para quem ainda

r lá. A fraternidade sem fronteiras tem projetos no Brasil, tem projetos na África e hoje as caravanas são uma maneira muito importante da gente dar visibilidade para quem não tem voz, para quem ainda não consegue caminhar sozinho e precisa de uma mão de irmão, de uma mão de igual. Ninguém vai porque é melhor. A gente vai paraa troca, paraa partilha, para entender que o mundo não pode ter paz mesmo enquanto não tiver comida para todo mundo todos os dias. Teve uma experiência que eu queria partilhar com vocês e depois a gente fica disponível o evento inteiro para falar sobre caravanas, para tirar a dúvida. Tem um monte de caravaneiros queridos aqui, de pessoas que já passaram por vários projetos da fraternidade. Mas existe uma pergunta que fazem muito, né, pra gente. A caravana tem um custo, a caravana custa caro. Por que que você que confia nesse projeto da maneira como você confia, não pega esse dinheiro e entrega pro projeto? Ao invés de ir pra África, ao invés de gastar 20 dias eh se se organizando entre viagem de ida, volta. E teve uma experiência que eu já compartilhei algumas vezes, mas que eu gosto de repetir, porque ela respondeu essa pergunta pro meu coração. A gente estava em Moçambique numa das caravanas de saúde e nós fomos visitar uma família que estava de luto. Essa família tinha perdido, a senhora, a vozinha tinha perdido a filha no dia anterior. E o luto lá é vivido em comunidade como tudo que eles fazem, né? Então, o terreiro estava aberto de esteiras, eh, e todos os os membros daquela comunidade estavam com aquela senhora ilutada pela morte da sua filha e com quatro crianças pequenas, a mais novinha, com cerca de 40 dias, um bebezinho que se chamava Isabele, um nome muito parecido com o nome da minha filha mais velha. E a grande preocupação dessa família e o líder nos chamou para ver é porque o bebezinho não se alimentava desde a morte da mãe do dia anterior. Uma mãe que tinha falecido de HIV e o pai dessas crianças tinha falecido no início do ano. Isso era março, ele tinha falecido

porque o bebezinho não se alimentava desde a morte da mãe do dia anterior. Uma mãe que tinha falecido de HIV e o pai dessas crianças tinha falecido no início do ano. Isso era março, ele tinha falecido em janeiro. E todo mundo muito preocupado porque a criança então não se alimentava, né? mamava na mãe que tinha falecido. E a gente já não tinha mais nada aquele dia porque a gente tinha feito o atendimento na comunidade ao lado e na hora dessa visita a gente já não tinha mais medicamento, não tinha mais alimento, não tinha doação para fazer. As 4:30 da tarde o motorista do cam do do ônibus que nos levava disse assim: "Não, mas tem uma vila aqui pertinho que tem uma venda. A gente pode ir lá e tentar ver o que acha". E aí nós fomos e graças a Deus encontramos uma mamadeira, leite em pó, compramos água mineral, compramos umas bolachinhas pros irmãozinhos maiores dessa criança e voltamos pra comunidade. Na hora que a gente voltou já tinha anoitecido. E não é estrada, né? Você vai andando no meio da savana. Então, o ônibus foi iluminando o caminho até onde deu. O ônibus parou e nós seguimos a pé com a luz dos nossos celulares e fomos iluminando e fizemos então a mamadeira paraa criança. Ela se alimentou, deixamos as provisões, as bolachinhas, o serviço social da fraternidade fez ali o acolhimento daquela família para acompanhar e tudo aquilo no movimento da caravana. Então, terminamos esse atendimento, apagamos os celulares e eu virei e a gente foi voltando pro ônibus. E aí me deu um clique que essa coisa do anjo de guarda, do mentor, do que nome a gente der pro sagrado que conduz, que está disponível para responder os nossos questionamentos, eu virei para trás e tava um breu, tava tudo escuro, mas escuro mesmo. E aí eu entendi, a gente vai porque tava escuro, mas eu sabia que eles estavam lá. A partir daquele momento, eu sabia que eles estavam lá. Então, a minha obrigação disso que aconteceu em 2019 e que hoje constrange meu coração da mesma maneira, é continuar dizendo: "Eles estavam lá,

A partir daquele momento, eu sabia que eles estavam lá. Então, a minha obrigação disso que aconteceu em 2019 e que hoje constrange meu coração da mesma maneira, é continuar dizendo: "Eles estavam lá, eles estão lá". É para isso que a gente vai, para multiplicar e para endossar que esse trabalho é muito sério, que esse trabalho transforma vidas a começar das nossas. Porque quando eu vejo o Henrique se emocionar de uma coisa que ele viu Paulo fazer, eu me lembrei imediatamente de uma outra situação em Moçambique em que o pastor da igreja que a gente visitou estava numa alegria imensa de conseguir ler a Bíblia pelos mesmos óculos que o mesmo Paulo tinha proporcionado em outro momento. E é isso que a gente faz. A gente compartilha milagres porque foi milagre pro Paulo também foi milagre pro Henrique, é milagre para mim. muito mais até do que o benefício que a gente pretensamente leva. Então, se você gosta dessa causa, se você acha bonito o trabalho da fraternidade, se você tiver a oportunidade, vá, porque você também se torna um ponto multiplicador. Porque às vezes o que eu tô falando aqui não faz diferença nenhuma pro teu amigo da escola, mas você falando faz diferença porque ele te conhece, porque ele sabe que você é uma pessoa séria, verdadeira e que você não estaria dentro de uma causa que não valesse a pena. Moçambique precisa muito do nosso olhar. Madagascar precisa muito do nosso olhar. O Malau precisa muito do nosso olhar. As nossas crianças do Congo que estão no Burundi precisam muito do nosso olhar. Nossos meninos do Senegal, nossos meninos e as crianças de todos os projetos que o Brasil acolhe também. Não tem projeto certo, tem amor para ser partilhado. Para ir numa caravana da fraternidade sem fronteiras, você precisa ser padrinho da causa, que o Wagner disse aqui, começa padrinhando R$ 25 por mês para qualquer dos projetos. É um compromisso pequenino, é um ingresso de cinema, né? eh, um café com pão de queijo e talvez um suco na padaria de manhã, que vai garantir

meça padrinhando R$ 25 por mês para qualquer dos projetos. É um compromisso pequenino, é um ingresso de cinema, né? eh, um café com pão de queijo e talvez um suco na padaria de manhã, que vai garantir manutenção disso que a gente vai lá ver durante 10, 15 dias, mas que existe de domingo a domingo. O caravaneiro também assume os seus custos de viagem. Então, quando a gente se inscreve para uma caravana, a gente sabe que tem que fazer a parte aérea, a parte terrestre, pagar o visto, tá com as nossas vacinas em dia, ter um certificado internacional de vacina contra febre amarela, são os passos que a gente faz e precisa querer servir, porque é médico carregando caixa, é dentista brincando de roda, é engenheiro cortando unha e é a gente aprendendo coisas que a gente nem imagina. você chegar numa comunidade, num refeitório, numa comunidade que não tem água todos os dias, numa comunidade em que água é luxo e entrar no refeitório e ser esperado com uma bacia de água morna limpa e uma toalha limpa para higienizar as suas mãos de caravaneiro. É algo que eu vivo e não consigo mesmo alcançar de generosidade, de entrega do que se tem de melhor. Então que a gente também vá entregar o nosso melhor, abrir nosso coração, ficar disponível pro amor que transforma. Lá no site da Fraternidade Sem Fronteiras estão todas as caravanas com inscrição aberta. Tá lá como ajudar caravanas. Centra, faz a sua inscrição e a gente espera vocês. Beijo. Gratidão, gratidão à nossa querida Giovana Gadia. Então, procure aí nossas caravana Fraternidade Sem Fronteiras. E você está na Fraternidade Sem Fronteiras em Goiânia. E vamos dar continuidade à nossa programação. Nós gostaríamos de chamar ao palco para falar sobre a nação Ubuntu. Nós vamos chamar em primeira mão nossa querida Daniela Migliari. Cadê Daniela Migliar? Olha, ela está vindo vitando também. Vejo o sorriso dela. Eu deixo chegar primeiro. Um beijo. >> Vamos chamar aqui ao palco a Adeline. A Adeline que é do Instituto Flamboian. Cadê a Adeline?

Migliar? Olha, ela está vindo vitando também. Vejo o sorriso dela. Eu deixo chegar primeiro. Um beijo. >> Vamos chamar aqui ao palco a Adeline. A Adeline que é do Instituto Flamboian. Cadê a Adeline? Linda. Linda. Minha jovem. Adeline, que lindo. O nome da minha mãe é Adelina. >> Que maravilha, maravilha. Gostaria de chamar ao palco também Ivana Heis. Cadê Ivana? Ó, Ivana, meu amor, bora viver um sonho. Este sonho. E para completar o nosso palco, quem será? Quem? O meu, o seu, o nosso Andrei Moreira. O comando é seu. >> Obrigado. Bom dia a todos. Uma alegria estar aqui com essas amigas queridas, essas pessoas que são tão caras ao meu coração, pra gente partilhar com vocês para falar desse projeto tão lindo que é a nação bunto. Mas eu ainda tô emocionado aqui com a Giovana e com a maravilhosa história que ela conta com tanto coração e que força tem essa frase que ela nos deixa, não é? Eles estão lá. que é o mesmo que a Gisele falou com tanta, tanta emoção, com tanto carinho. E é lindo ver como que a fraternidade é feita disso, de corações que se emocionam e que se unem nesse sentimento de fraternidade. Pois nós vamos falar agora de um projeto que nos toca muito, porque se trata de um projeto que não foi o primeiro da fraternidade. veio depois de Moçambique, depois de Madagascar. No entanto, hoje ele é um dos projetos modelos da fraternidade pela sua estrutura e pelo nível de complexidade de trabalho que envolve, que é nação Ubunto, que está no Malaui, considerado país o coração quente da África, aonde há um campo de refugiados de guerra. Mais de 56.000 1000 pessoas vivem lá neste campo de refugiados na cidade de Desaleca. O Malau é um país acolhedor, então ele permite que o campo se estabeleça lá, mas o campo é regulado e comandado pela pelo alto comissariado para refugiados das Nações Unidas no na assistência aos refugiados, o que inclusive nesse momento tem sido muito desafiador diante da crise global de assistência e de financiamento. E nesse campo os refugiados então são

Nações Unidas no na assistência aos refugiados, o que inclusive nesse momento tem sido muito desafiador diante da crise global de assistência e de financiamento. E nesse campo os refugiados então são acolhidos. O refugiado ele perde a nacionalidade do país de origem momentaneamente. Ele não ganha do país acolhedor. Ele não pode circular pelo país e ele não pode trabalhar. Então o campo de refugiados é como se fosse uma prisão a céu aberto. As pessoas estão seguras, vieram fugidas da guerra. mais de 80% da República Democrática do Congo, aonde existe um genocídio há mais de 30 anos por conta dos recursos minerais, da situação histórica, política, social, dos conflitos de várias naturezas, mas sobretudo pelo interesse econômico. E ali naquele lugar as pessoas vivem uma situação de completo abandono, pois lá a fraternidade está e tem um trabalho muito lindo, porque uma escola para mais de 900 crianças, mais de 1000 e tantos refugiados empregados na fraternidade, oficinas de trabalho, carpetaria, costura, sabão, eh, marcenaria, galinheiro e tantas outras coisas mais ali disponíveis para promover o desenvolvimento pessoal, a dignidade, para promover a visibilidade, para transformar. Diante desta crise humanitária que está, as pessoas que recebiam antes mensais por pessoa nas famílias para sobreviver, estão recebendo a metade até outubro e depois disso não se tem mais. Mudou alguma coisa, não, né? Não. Então, a partir de outubro não se tem mais informação de que vão receber nada. Então vocês imaginam o que dava antes para um saco de farinha, agora não vai dar para nem isso. E lá então há inúmeras iniciativas, cada uma comandada por um impulso do coração. Mas de forma muito especial eu quero ressaltar aqui a iniciativa Mães do Campo. Mães do campo é o trabalho na agrofloresta feita pelas mães de família de 5, 6, 7, 8, 9 crianças que são deixadas sozinhas no cuidado com as crianças por uma cultura sexista que joga a responsabilidade dos filhos inteiramente na mulher pelos homens que

as mães de família de 5, 6, 7, 8, 9 crianças que são deixadas sozinhas no cuidado com as crianças por uma cultura sexista que joga a responsabilidade dos filhos inteiramente na mulher pelos homens que morrem na guerra ou que abandonam as mulheres para formar outras famílias. Então estas mulheres no desespero acabam recorrendo à prostituição para alimentar os seus filhos e batem as portas da fraternidade desesperadas por aquela situação, porque elas se prostituem muitas vezes por 25 centavos de dólar. Isso quando recebem, porque muitas vezes são abusadas, exploradas, não é? e passam uma grande necessidade. Para elas, a fraternidade criou esse projeto chamado mães do campo, hectares de terra para o cultivo sustentável, aonde não só se cultiva a terra, mas se cultiva a vida, a dignidade, a alegria de viver, a respeitabilidade, o senso de pertencimento, a conexão social, familiar a um grupo. E é muito tocante ver o quanto essas mulheres florescem quando são tiradas do abandono e do abuso para a oportunidade e a dignificação. Particularmente, é um dos projetos que mais me tocam, porque é incrível você ver como que a pessoa sai da completo estado, né, de sensação de abandono. Todas elas conhecem muito bem isso e floresce, né? Nós temos a foto, por exemplo, de uma mãe que foi na nossa caravana, acho que do do flambaian, né, do dia que não, da forma como nós a encontramos, deprimida, angustiada, com fome e no dia seguinte a foto dela sorridente, trabalhando viva, simplesmente porque foi vista reconhecida, porque eles estão lá e porque alguém os visitou. E é muito tocante quando você entra numa casa e alguém te recebe dizendo: "Eu sabia que vocês vinham". E a gente pergunta: "E sabia por quê?" Porque eu orei a Deus hoje pedindo o socorro. E aquilo nos toca muito profundamente, porque nós estamos entrando numa casa que não tem absolutamente nada, que tenha ali algumas eh nem sei como é que chama aquilo, alguns é a esteira e a aqueles recipientes de plástico, né? Uma bacia, uma aquelas garrafas de água

numa casa que não tem absolutamente nada, que tenha ali algumas eh nem sei como é que chama aquilo, alguns é a esteira e a aqueles recipientes de plástico, né? Uma bacia, uma aquelas garrafas de água vazias, né, que que usa para se armazenar. É aquilo que tem ali na casa. O móvel é aquilo, as panelas vazias que tantas vezes nós fotografamos e e vimos às vezes cozinhando uma folha de mandioca para poder comer. Não é nem a mandioca, é a folha da mandioca ou o resto do milho branco. Não é nem o milho, é a farinha do milho para fazer a chima. E é isso que tem para comer naquele dia e às vezes três dias sem comer. Então esse trabalho Nação Bunto, ele nasce do coração da Clarissa, que como Wagner fez uma escolha de vida de dedicar-se aos refugiados antes de conhecer a fraternidade. E quando conheceu a fraternidade foi uma soma de propósitos e de corações dentro desta vivência de fraternidade. os líderes que são os jovens que vivem a fraternidade enquanto princípio na alma, lideraram junto com a Clarissa esse desenvolvimento com toda a o apoio do Wagner. E nós temos hoje a nação Ubunto. Por que que se chama nação Umbunto? Porque muitos dos refugiados que vêm do Congo são de uma tribo chamada Balemoleng, que significa uma mistura das tribos rivais lá do Congo, dos Tutses e dos Utos, que todos conhecem através do filme eh Hotel Ruanda, que narra o genocídio que aconteceu em Ruanda sequente a a invasão e a colonização absolutamente abusadora belga que houve no Congo. Então, o uma casta foi considerada superior porque eram longelíneos e aparentemente considerados mais bonitos pelos belgas. os outros brevínios considerados inferiores e gerou ali uma disputa histórica que não só gerou um genocídio após a saída dos belgas, mas uma grande disputa que continua até hoje, que ainda tem uma grande fluência na guerra do Congo. O fato é que aqueles que são filhos da mistura das tribos de um tutto é considerado sem tribo, sem nação, dentro da sua própria nação. Então, uma boa parte deles que estão lá no

ia na guerra do Congo. O fato é que aqueles que são filhos da mistura das tribos de um tutto é considerado sem tribo, sem nação, dentro da sua própria nação. Então, uma boa parte deles que estão lá no no campo de refugiados vem desta realidade. E a nação Ubunto é a nação da fraternidade, a nação de todos os povos. a nação de todas as pátrias, a nação de todas as pessoas, de todos os corações. É o princípio buntuado em prática. Então, vamos passar um vídeo para vocês verem um resumo, porque eu tô só fazendo um resumo desse trabalho tão lindo pra gente poder comentar sobre ele. >> O campo de refugiados de Zaleca foi criado em 1994 para 9.000 pessoas. Hoje, em 2022, 52.000 pessoas vivem aqui. A maioria delas da República Democrática do Congo. Para sobreviver, as pessoas fogem com a roupa do corpo, passam de país em país até encontrar algum lugar de paz. O Malau é o quinto país mais pobre do mundo. Ninguém de fato escolhe viver aqui, mas pra maioria não há outra opção. Os refugiados não têm direito de circular no país, não tem direito a trabalhar e as crianças só podem estudar se houver escola dentro do campo e não há. São mais de 10.000 crianças sem acesso à educação e milhares de pessoas sem trabalhar. Todos dependem da ajuda humanitária mensal da ONU de por pessoa por mês. Para viver o mês inteiro. É isso que cada um recebe aqui. O projeto Nação Bunto nasceu em dezembro de 2018 com o objetivo de unir nossos corações em prol dos refugiados, de nossos irmãos e irmãs que vivem nessa situação desumana. Aqui temos nossa escola Bunto com 500 estudantes que se alimentam duas vezes por dia e recebem educação de qualidade baseada da metodologia montessoriana. Temos nossas oficinas de trabalho com objetivo de gerar renda pros refugiados e sustentabilidade pro nosso projeto. A costura que produz roupas lindas, a produção de sabão com óleo reutilizado, a carpintaria e a produção de carvão ecológico com lixo orgânico. campanha Casas do Coração, que construiu através do amor de nossos padrinhos e

oupas lindas, a produção de sabão com óleo reutilizado, a carpintaria e a produção de carvão ecológico com lixo orgânico. campanha Casas do Coração, que construiu através do amor de nossos padrinhos e madrinhas 102 casas no campo para refugiados que dormiam no chão em tendas transitórias. As caravanas que vem com tanto amor até aqui e trabalham incansavelmente. Temos 12 haares de horta com objetivo de produzir alimento orgânico pras nossas crianças e que gera trabalho e renda para 233 mães refugiadas. São nossas mães do campo, que para elas criamos um projeto especial de acolhimento para que não tenham mais que fazer prostituição, somente para alimentar seus filhos. O projeto Naçal Bunto ajuda tanta gente, graças a cada um de vocês que nos apoia mensalmente, mas a necessidade aqui é muito maior. São tantas crianças sem estudar, são tantas pessoas se alimentando somente uma vez ao dia, são tantas mães que fazem prostituição diariamente para que seus filhos possam comer e todos os dias eles vêm aqui, aqui em nosso projeto, em busca de uma esperança. Nação Obunto, um projeto da organização humanitária Fraternidade sem fronteiras. Vocês vejam que o vídeo é de 2022 e os números já estão desatualizados, né? Como é que o projeto e a necessidade ela aumenta enormemente. Mas todas essas três queridas são caravaneiras da fraternidade sem fronteiras, madrinhas, divulgadoras, cada uma teve uma experiência diferente, né? Quero começar com a Ivana. Ivana, conta para nós um pouco do que que você viveu e sentiu lá. >> Bom dia. >> É uma experiência que nós recomendamos para todas as pessoas que puderem vivenciar, porque nós conhecemos o trabalho da fraternidade bem no início, né? Tinha pouco tempo que o Wagner tinha começado em Moçambique. Ele esteve aqui participando do nosso congresso espírita. E desde o início nós nos encantamos com os vídeos que ele mostrava, com as histórias que ele nos contava. Então nós tínhamos sim uma ideia do trabalho da fraternidade sem fronteiras. Mas quando nós vamos, que a gente tem a

os encantamos com os vídeos que ele mostrava, com as histórias que ele nos contava. Então nós tínhamos sim uma ideia do trabalho da fraternidade sem fronteiras. Mas quando nós vamos, que a gente tem a oportunidade de estar lá, é que a gente entende a dimensão e a importância do trabalho realizado pela fraternidade sem fronteiras, porque até então é num nível muito muito teórico, né, a gente imagina. Mas lá quando eu estive no Malaui, nós podemos presenciar e ouvir muitas histórias que foram narradas. Imaginem vocês uma pessoa que tem nível superior, formação superior, que está no seu país, que tem a sua casa, o seu emprego, o seu carro, vive com a sua família e de repente, em função de uma circunstância que o país vive de uma guerra civil, ela é obrigada a sair correndo da sua casa, praticamente só com a roupa do corpo, levando seus filhos para permanecer viva, porque os rebeldes invadem a casa, roubam tudo, matam a família para se apropriarem dos bem. E as pessoas começam então a caminhar em busca de um lugar para elas viverem e elas chegam no Malaui. E quando elas chegam ali, elas não podem se eh se eh movimentarem livremente pelo país. Elas ficam restritas ao campo de refugiados. Mas também no campo elas não podem trabalhar porque elas não são cidadãs, elas não têm direito civil no Malaui. Então você coloca aquelas pessoas, elas são acolhidas, mas você diz a elas: "Vocês podem ficar aqui, não podem sair daqui, não podem trabalhar, mas e aí como é que a gente vai viver? Como é que vai comer? Como é que vai?" Então, se não é essa ajuda humanitária, eles nem estariam vivos. A fraternidade então chega e dá essa oportunidade. Nós nas nossas visitas no campo, eh, eu presenciei isso que o Andrei falou. Nós chegamos numa casinha, tinha um pequeno fogareiro do lado de fora, uma panela única, com um punhadinho de folhas cozinhando, um punhado pequeno, que eram folhas de mandioca. E aquela era a única refeição do dia da família, um pouquinho de folha de mandioca. E quando a caravana começa a caminhar no

inho de folhas cozinhando, um punhado pequeno, que eram folhas de mandioca. E aquela era a única refeição do dia da família, um pouquinho de folha de mandioca. E quando a caravana começa a caminhar no campo, as mulheres começam a vir pedindo. Nós vimos muitas olhando com olhares suplicantes, pedindo a oportunidade. E é muito doído porque elas só pedem a oportunidade de trabalho digno. Elas não pedem dinheiro, elas não pedem coisas, elas pedem oportunidade de ganhar o sustento. Então isso é algo que nos toca muito. Agora, uma outra coisa que nos tocou demais, embora essa vida difícil, é, gente, é um nível de dificuldade que nós nem conseguimos imaginar aqui no Brasil, porque nós temos sim dificuldade no Brasil, mas não é nada que se compare. Mesmo com esse nível de dificuldade, nós quando chegamos lá, nós somos recebidos com festa, com música, com dança, com alegria. Toda manhã, início de manhã, 7:30, na fraternidade, as pessoas acolhidas pelo projeto, elas se reúnem para começar o dia louvando e agradecendo a Deus. Então é um momento de música, de dança, de alegria. O louvor é alegre. Aquelas pessoas, elas têm uma fé, elas trazem no semblante essa fé que ensina muito para nós. Eh, quando eu voltei do malau, eu voltei com dois sentimentos assim muito fortes. Primeiro é porque a gente precisa fazer alguma coisa mesmo. A gente tem que se empenhar, a gente tem que se envolver para que mais pessoas saibam. que existem irmãos nossos que em pleno século XX estão morrendo de fome. Segundo que nós vamos para lá e nós ganhamos muito mais do que qualquer coisa que a gente possa dar, porque a gente aprende muito com essa experiência. Então eu posso dizer que foi o presente de vida que eu ganhei. Andrei, obrigada pelo convite. >> Muito bem. Não só as pessoas são uma um apoio importante, mas também as organizações, as empresas cujo coração tem o valor da fraternidade e os valores que a Fraternidade sem fronteiras exposa para o apoio. E uma dessas empresas é o Instituto Flamboian, aqui de Goiânia, o

organizações, as empresas cujo coração tem o valor da fraternidade e os valores que a Fraternidade sem fronteiras exposa para o apoio. E uma dessas empresas é o Instituto Flamboian, aqui de Goiânia, o grupo Flambaian, na verdade, representado pelo Instituto Flambaian. E nós tivemos alegria de ter uma caravana do instituto com a nossa querida Alessandra Lousa, que mais tarde vocês vão ver o videozinho dela partilhando aqui com a gente a experiência dela. Ela não pôde estar conosco porque ela viajou e o Instituto Visitando, Estabelecendo a Parceria e a Conexão. E a nossa querida Adeline é uma das dirigentes do Instituto Flambaian. E lá nós fomos com um mergulho muito profundo, né, Adeline? Como é que foi isso? >> Bom dia. Eh, para mim a África é difícil falar porque é algo que bate muito forte no meu coração. Eu já tive numa missão em 2008. Eu era nova, eu tinha 21 anos. Eu morei por 7 meses em Moçambique e foi muito transformador naquela época para mim. Mas ir pro Malaui, eu nunca tinha presenciado algo tão profundo e tão A palavra é essa, gente, é miserável mesmo assim, no sentido de não ter condições, né? Quando as pessoas me perguntaram assim como que foi o Malau e eu vou falar para todo mundo aqui que é de Goiânia, vocês vão entender exatamente. Imagina você na 136, o lado de cá tem um flamboian, do outro lado tem um parque flamboiã. E essa estrada é uma estrada que liga a capital do país. E esses refugiados eles não ficam no lugar que é fechado, não. Gente, quando a gente fala um campo de refugiados, quando eu cheguei lá, eu achei que era fechado. Não é, é um lugar aberto, mas é uma prisão a céu aberto. E isso me impactou de uma forma tão grande, porque as pessoas que moram e num lado de cá, como se fosse o flamboian, o outro lado o Parque Flamboian, essas pessoas moram de um lado e do outro. E essa estrada, gente, ela deveria ser a o grito de liberdade pra pessoa circular, mas ela não pode sair daquele lugar. Então, essas pessoas saem lá do Congo, chegam desse lugar com uma esperança, porque a

a estrada, gente, ela deveria ser a o grito de liberdade pra pessoa circular, mas ela não pode sair daquele lugar. Então, essas pessoas saem lá do Congo, chegam desse lugar com uma esperança, porque a gente escuta histórias, a gente escutou uma história que me marcou profundamente de uma pessoa que foi estuprada por 24 horas por mais de 20 homens e ela saiu do Congo como uma forma de grito de desespero com dois filhos. E ela anda por conta do acontecido, ela anda mancando. Então a gente vê muitas histórias que a gente sofridas, pessoas, crianças que estão nascendo naquela condição que nem sabem do que os pais passaram, né? E que tão ali, gente, 56.000 refugiados, 56.000 pessoas passando por situações muito difíceis e a fraternidade tá ali no meio. Aquele lugar é um lugar de luz, né? Existe uma conexão divina extraordinária. É um canal de luz. Você consegue sentir e ver. É palpável. Então, quem ajuda, quem faz, quando você tá ali, você tá se, você tem a oportunidade de ir pro campo, vê aquela situação, vê aquelas pessoas, não tem como não chorar. É realmente é chora mesmo. Você dorme chorando, acorda chorando, você sai da casa que você fez o atendimento e chora e você fica até eh você se sente mal por ter estar chorando, porque você tem uma condição privilegiada. E aquelas pessoas não têm, aquelas crianças não têm. As crianças estão há três dias sem comer. Os meninos que trabalham comigo aqui, o Dulei, o Sebastião e a Morgana, o Dulei um dia chegou para mim e falou assim: "Nossa, Adeline, um a gente tinha ido num campo eh que é um campo provisório, as pessoas chegam nesse local eh e a gente foi num dia nesse local e foi no outro também. E num desses dias, uma criança tava super sorridente, brincando com o Duley. No outro dia ele tava assim moadinho. Aí o Dulei falou assim: "Que que foi com você?" Ele falou: "Tio, eu tô com muita fome hoje, a minha barriga tá doendo demais". Então, a gente foi embora. Aquilo vai tomando conta da gente, porque você fala: "Gente, a gente precisa realmente

você?" Ele falou: "Tio, eu tô com muita fome hoje, a minha barriga tá doendo demais". Então, a gente foi embora. Aquilo vai tomando conta da gente, porque você fala: "Gente, a gente precisa realmente mobilizar." E a e a nação bulto, gente, é uma coisa mais linda que eu já vi. Assim, tem escola, a escola é linda e realmente é a educação. Se não for educação, vai ser como? A gente tem que acreditar, a gente tem que apoiar aquela escola. As crianças ali do campo de refugiados, elas precisam ter realmente uma esperança. E a esperança ela é o estudo, é a educação. E as mães que já não tem para onde ir, a esperança é realmente nós apadrinharmos essas mães, porque o dinheiro que chega lá, gente, elas ficam, elas vão pro campo. É o que o Andrei falou. Você chega numa casa. E a gente fica assim, meu Deus, nossa, que sabe, a gente queria abraçar a todo mundo, mas a gente sabe que não é possível ainda. E a gente sabe das provas de cada um também, enfim. Mas assim, e no outro dia ela chega lá naquele na na no naquele momento de alegria, nem parece aquela pessoa que tava naquele dia triste se prostituindo por 40 centavos de dólar. É muito triste isso, gente. 40 centavos não é nada. E como o Andrei falou, às vezes uma pessoa não tem nenhum dinheiro, ela tá foi só abusada mesmo. Então é um lugar que você tem a oportunidade de apadrinhar. Ajudar não é só uma mãe, é uma criança, é uma estrutura, é um local inteiro. Eh eh são pessoas que estão ali por uma diversidade da vida. Quem for lá no Malau e tem que conhecer o Peter. O Peter é uma pessoa incrível, uma pessoa que saiu do Congo e escreve coisas lindas, músicas lindas, poesias lindas. O Peter fez a gente morrer de chorar porque ele conta a história dele lá no Congo, da família dele do Congo. A o as histórias do Peter tinha que virar um livro mesmo pra gente poder mais pessoas terem oportunidade de eh vivenciar aquela história. Imagina só deixou família que tá no Congo ainda, a preocupação dele deles terem que passar ou por algum abuso, o irmão que apanhou

oder mais pessoas terem oportunidade de eh vivenciar aquela história. Imagina só deixou família que tá no Congo ainda, a preocupação dele deles terem que passar ou por algum abuso, o irmão que apanhou porque não quis ir para uma tribo diferente. Então, a nossa, a gente que tá de cá de uma, uma posição privilegiada, a gente, eh, a gente precisa mesmo, né? A palavra é essa, a gente precisa se mobilizar, a gente precisa envolver. Eu falo como representante, né, do grupo Flamboian, como empresas podem se mobilizar. Isso é extremamente importante. Nós não precisamos estar lá o dia inteiro vivendo isso, mas a gente pode sim mobilizar outras pessoas, segurar na monta da outra pessoa e falar: "Ô, vamos lá junto com a gente, vamos ajudar", porque tem pessoas em situação muito piores e de fato o Brasil a gente tem o direito de ir e vir. Lá você não tem o direito de ir e vir. Isso é muito triste. Então assim, o que eu deixo para aqui de mensagem e na verdade eu agradeço o Andrei, uma alma também maravilhosa junto com o Wagner, pessoas maravilhosas. O Andrei, eh, quem não teve oportunidade de ouvir a história dele com a fraternidade também um dia ouça, porque é lindo, é inspirador. Eu acho que a gente vai sendo tocado por Deus. E o Wagner. Então, um dia que a gente falou com a gente lá, eu só vi um negócio assim, uma luz vindo assim dele, eu falei: "Olha que pessoa diferente". Então é isso, pessoas escolhidas mesmo. E é isso. Eu falo que a gente pode ser sim uma sementinha. Eu trabalho com isso. Eu trabalho com desenvolvimento humano e nós somos uma sementinha. a gente planta, né, aquela sementinha e vai regando devagarzinho. Então, quem puder ajudar, quem puder contribuir e apadrinhar, apadrinhe, comece apadrinhando, depois vai para uma caravana e tem a oportunidade de fazer a diferença. Vocês vão ver que isso vai mudar a vida de vocês. Obrigada. Muito lindo. Foi uma alegria seguir com essa caravana e nós seguimos aí com a parceria com Instituto Flambaiano também para mais e mais iniciativas, né? Se

ue isso vai mudar a vida de vocês. Obrigada. Muito lindo. Foi uma alegria seguir com essa caravana e nós seguimos aí com a parceria com Instituto Flambaiano também para mais e mais iniciativas, né? Se Deus quiser. Dani querida é uma amiga querida de todos nós, jornalista, terapeuta e nós tivemos um mergulho juntos lá no Mala com amigos numa caravana muito íntima. destinada a conhecer, apoiar e dinamizar o trabalho com as mães do campo. Então, Dani, conta para nós o que te tocou. >> Bom dia a todos. Bom, eu quero começar minha fala trazendo um trechinho da carta de Paulo aos Romanos, quando ele diz que onde o pecado abundou, transbordou a graça. E a primeira vez que eu vi essa frase, eu fiquei um pouco confusa, mas ela tocou no fundo do meu coração. E essa vivência ao Malau meses depois que eu voltei, que essa ficha foi cair para mim. Porque se a gente compreende a o significado da palavra pecado é errar o alvo. Então imagina que você tá jogando dardo e você tá tentando acertar o alvo. Então aquilo que a gente imputa um peso de maldade, na verdade é um aprendizado. Nós temos ali almas em aprendizado de acertar o alvo. E se a gente olhar pra guerra como uma um processo de ignorância, seres ignorantes que ainda não aprenderam, que eles ainda estão em processo de aprendizado, ou o estupro, ou, enfim, todas essas mazelas humanas são processos de aprendizado. Eu tô aprendendo, eu tô pecando porque eu tô errando o alvo. Certo? Então, eh, como poeta, jornalista, escritora, filósofa, consteladora familiar, eu fui para lá e eu sou da turma também da Gisele Thanos. É Gisele Thanos >> que eu sou chorona de plantão e eu fui para lá toda dura assim, pensando: "Não posso chorar, tenho a dignidade daquelas pessoas passando por aquele processo". Eu preciso ajudar de um lugar lado a lado, nem daqui, né? Esse branco que vai lá salvar as pessoas que estão necessitadas na África. Eu fui cheia de pensamentos racionais para não sentir. E sendo dessa turma dos que estão chegando, dos que são medrosos, dos que

e branco que vai lá salvar as pessoas que estão necessitadas na África. Eu fui cheia de pensamentos racionais para não sentir. E sendo dessa turma dos que estão chegando, dos que são medrosos, dos que não querem ver, daqueles que querem aquela paz. Eu me lembro de conversar com um amigo meu terapeuta um dia com questões familiares, questões pessoais. Eu muito faltando paz na minha vida. Um dia eu falei para ele: "Ai, eu queria tanto viver em paz". Aí ele olhou fundo nos meus olhos e falou assim: "Você quer paz de quê? De cemitério?" E eu levei um susto com aquilo. E eu falei: "E hoje eu não sei o nome dela, mas acho que é Geovana. A Giovana respondeu uma pergunta que a minha alma trazia há tanto tempo, quando ela diz: "Não podemos ter paz enquanto tiver alguém com fome". Então, por que que a gente vai nessas caravanas? Por que que a gente vai aqui nesses eventos? É pra gente encaixar aqueles pontos em nós que nós estamos com medo de sentir e com medo de avançar no nosso aprendizado em termos de acertar o alvo, né? Isso aconteceu para mim na lá pelo terceiro, quarto dia, quando a gente entrou numa casa de uma mulher que assim que a gente entra na parede da casa dela tava escrito Yahvé, né? A divindade tava ali presente. Entramos eu, Andrei, Rossandro Cingy, a Janine, esposa do Rossandro, uma turma, Daniel Cade, tava todo mundo lá. E essa mulher nos recebe com um sorriso pleno e ela percebe que a gente chegou, ela já tá feliz, ela conta que o marido dela é uma das poucas casas que a gente entrou que havia marido. A maioria delas são casas dessas mulheres que não tem janela, tem uma porta e elas estão com os filhos naquele piso batido. Mas essa mulher não, ela tinha um marido. E Andrei maravilhosamente eu fiquei observando muita postura do Andrei, da Clarissa, foram as pessoas com quem eu entrei na casa de entrar nessas casas com absoluto respeito e falando com a dignidade dessas famílias. Mama, eu tô entrando aqui retribuindo a sua visita nação bundo. A senhora permite que a gente entre? Então a gente

entrar nessas casas com absoluto respeito e falando com a dignidade dessas famílias. Mama, eu tô entrando aqui retribuindo a sua visita nação bundo. A senhora permite que a gente entre? Então a gente entra assim. Sabe quando você tem um vizinho e que você recebe alguém, você a pessoa muda para sua, para seu bairro e leva um bolo e daqui a pouco ele volta. Foi isso, foi uma uma visita entre vizinhos e entrando lá devagarzinho, conversando com ela, mas elas elas já sabem o que isso significa quando entra a caravana, que é uma chance de se tornar uma mama do campo, que vai receber o apoio para poder receber duas refeições ao dia, para poder trabalhar nas machambas, que são as plantações, para poder levar alimento paraos seus filhos, quem sabe levar os seus filhos pra escola. também. Então elas ficam muito tocadas, elas já ficam sorrindo porque elas fazem essas orações como os nossos amigos ali que também estavam na nossa caravana. Levante aí Lucas, Ju, Romero, quem tava com a gente nessa caravana aí do Malaui. E foi maravilhoso como Lucas contou pra gente que entrou nessa casa e a mama disse: "Eu sabia que vocês vinham porque eu orei para Deus a isso". E essa mulher trouxe assuntos que tocavam a minha alma. Quando ela falou do marido, Andrei foi perguntando para ela, com todo respeito e falando assim: "O que acontece?" E ela disse: "Meu marido às vezes fica muito violento. Ele voltou com muitas marcas da guerra e ele ficou louco. Ela fazia assim. E aí o Andrei vira para ela e fala: "Leva ele amanhã lá na nação bundo. Leva ele lá que a gente vai dar um remédio para ele, para ele ficar bem". E aí já me pegou, porque minha família tem muitos históricos psiquiátricos ali. Eu, ui, já abri uma uma rachadura. E aí aquilo foi caminhando e ela deu uma gargalhada e falou: "Graças a Deus, bç a Deus. o meu marido vai ficar bem. E aí, depois de um tempo, uma pessoa que tava com a gente na caravana, Patrícia, se propôs de adotar aquela família. Eu já tava querendo e aí Andrei falou:

Deus, bç a Deus. o meu marido vai ficar bem. E aí, depois de um tempo, uma pessoa que tava com a gente na caravana, Patrícia, se propôs de adotar aquela família. Eu já tava querendo e aí Andrei falou: "Quem quer?" E já estávamos todos nós pulando na sala, mas ela se tacou na frente assim, falou: "Ela é minha". Então a gente começa até, olha só, gente, a brigar por quem vai apadrinhar aquela família. É para isso que a gente vai nessas caravanas, pra gente deixar essa rachadura abrir, porque é pela rachadura que entra essa luz da fraternidade. Eu falei para mim mesma, pra minha família, quando eu tava indo, por que que você tá indo? Eu falei: "Porque eu quero viver fraternidade, eu quero experimentar isso. Embora eu seja voluntária a minha vida inteira desde os meus 14 anos de idade, ali é um outro nível. Eu não sei explicar o que que é a a magia, a esfera desse lugar assim. Essa é outra coisa. E eu faço meditação três vezes ao dia. Eu fiz meditação lá na Nação Bundo três vezes ao dia. Eu silenciava e entrava naquela vibração. É algo diferente. Então essa mulher, na hora que Andrei chamou ela para ser apadrinhada pela Patrícia, ela já caiu de joelhos e falou de novo: "Graças a Deus, agora meus filhos vão ficar bem". Gente, nenhum momento ela falou dela e ela ainda por cima tava grávida e aélio todo e eu pelando. Meu Deus. Aí a rachadura abriu totalmente, tá? Já saí correndo lá de dentro que eu falei: "Não vou pagar mico aqui dentro". E fui assim, nossa, foi muito forte. E quando eu voltava, eu falava: "O que que eu vou fazer aqui nessa caravana? Eu sou jornalista, eu quero contar essa história". E toda vez que eu vi as minhas colegas de caravana colocando fotos daquilo que Giovana e Wagner falaram, a gente não pode sentir paz, a gente precisa se indignar. Eu quero ver vocês indignados. Pra gente que tá com medo e que tá nessa postura de avestruz, a gente não não consegue chegar de primeira. Então eu percebi que eu tava lá para representar os medrosos, os os chorões.

ocês indignados. Pra gente que tá com medo e que tá nessa postura de avestruz, a gente não não consegue chegar de primeira. Então eu percebi que eu tava lá para representar os medrosos, os os chorões. A minha alma, a minha defesa falou mais alto. E como jornalista eu achava que eu tinha que mostrar essas mazelas e tudo. E toda vez que eu postava alguma foto dessas mulheres em sofrimento no campo, que eu via minhas colegas, ah, eu consegui tantos, eu consegui apadrinhar tantos e eu tava assim, gente, que que eu sou? Eu não sou nada aqui. Eu só postando as flores que tinham dentro da nação mundo. Porque um dia a Clarissa andou com a gente por todas as oficinas. Eu fiz uma sequência de stories que acabou sendo feita, vista entre os posts e e e stories que eu fiz por mais de 100.000 pessoas que alcançaram aquela semana. E eu fui postando, eu falei: "Gente, esse negócio tá viralizando, eu vou mostrar o lado bom, o lado da graça, onde o pecado abundou, transbordou a graça." Sim, nós precisamos olhar pros dois lados, pra dor de amor, mas a gente também precisa olhar pro amor da graça que tá abundando ali. E eu comecei a receber retornos de pessoas aos meus stories, porque eu tava me sentindo péssima de não estar tendo coragem de postar aquilo. Por quê? Porque eu não tinha coragem. Eu não tava conseguindo ainda. Cheguei a pedir para minha minha colega me marcar em alguns posts e falar: "Dani, eh, tem que postar isso aqui". Aí eu olhava, eu não conseguia, meu, minha alma não tava ali. Eu comecei a perceber que o meu papel era outro, nem melhor, nem pior, era outro. Depois disso, eu recebi dezenas de mensagens falando, toda vez que eu vejo essas mensagens do Aknu, de não sei quem, eu passo rápido e eu já quero mudar logo, eu quero pular logo. E o fato de você ter mostrado a alegria delas cantando, delas terem feito isso, da oficina de sabão, da das oficinas de costura, eu ando com isso aqui, meu marido fala: "Você não vai parar de usar isso não?" E eu uso o tempo inteiro muito por quê? Porque isso

as terem feito isso, da oficina de sabão, da das oficinas de costura, eu ando com isso aqui, meu marido fala: "Você não vai parar de usar isso não?" E eu uso o tempo inteiro muito por quê? Porque isso marcou a minha vida. E a quantidade de pessoas que chegaram por ver esse lado da graça foi imensa. E muitas pessoas me agradeceram. Eu não tinha coragem de entrar em contato com isso. Agora eu tenho porque eu tô vendo toda a beleza que tem nesse lugar. Então, gente, tem tem muita dor de amor, tem muito que eu chamo pecado, ou seja, um processo de aprendizado ainda. Então, esse é o aprendizado para todos nós, pra gente ir lá aprender para poder falar disso. É, eu que sou uma microinfluenciadora e gosto de falar dessas coisas, eu tenho feito a minha parte e desejo, né, de coração que vocês se abram para essa graça que tá prestes a transbordar, porque é para isso que a gente tá nesse planeta escola, pra gente aprender a fraternidade. A gente vê um mundo tão polarizado diante daqueles três princípios da revolução francesa que são atribuídos a Rober Pierre, mas não é exatamente a ele. Ninguém sabe a autoria. né, de liberdade, que é uma pauta muito forte da direita, de igualdade, que é muito forte, uma pauta da esquerda e quem tá no meio, fraternidade. Nós precisamos dessas duas asas, mas a gente precisa do coração e ele vai se dar pela fraternidade. E aí a gente vai saindo desse sentimento de clubinho, de eu sou isso, você é aquilo. Nós somos tudo. A gente não tem um clubinho dos espíritas, dos católicos, dos de direita, dos de esquerda. Nosso clubinho é o da terra, é o planetário. Essa é uma instituição planetária, porque esse é o clubinho do amor de Jesus, enfim. Então, que bom que vocês estão aqui. Eu quero ver essa sala cheia e pros medrosos, venham pela graça, porque eu tô aqui junto com vocês, mas a gente precisa ter coragem de abrir essa rachadura, né? E faz parte ter medo, faz parte evitar entrar em contato com isso. No entanto, é para isso que a gente tá aqui. A gente

ui junto com vocês, mas a gente precisa ter coragem de abrir essa rachadura, né? E faz parte ter medo, faz parte evitar entrar em contato com isso. No entanto, é para isso que a gente tá aqui. A gente pode, né? Então, a gente vai junto, a gente vai junto de mão dada. E que bom poder estar aqui. E eu não chorei, consegui falar com vocês sem chorar. Muito obrigada. Maravilha. É isso que é fraternidade sem fronteiras. Papá quer completar alguma coisa? Tudo ótimo. Tá certo. Muito bem. Então nós convidamos vocês a participar das caravanas paraa nação bunto. Todas as datas estão no site, você sempre encontram no site na parte como ajudar caravanas, as datas de caravanas que estão abertas e lembrando as condições, ser padrinho ou madrinha, pagar todos os seus custos e ter boa vontade para servir no que for necessário. Tendo essas três condições, são todas as pessoas muito bem-vindas. Nós vamos, eu vou passar, devolver a palavra ao bem agora, que vai anunciar que nós temos o intervalo. Eu gostaria de convidar as pessoas de Brasília pra gente fazer uma reuniãozinha aqui na frente rapidinho durante o intervalo, tá? Porque nós estamos com um grupo grande de voluntários aqui de Brasília e nós vamos programar um evento como esse lá ano que vem. Então nós vamos aproveitar para fortalecer o núcleo de voluntariado agora na hora do intervalo, tá bom? É só vim cá paraa frente. Muito obrigado, gente. Maravilha, maravilha, maravilha. Você está na Fraternidade sem Fronteiras em Goiânia. Fechando aqui em mim, antes do intervalo, nós vamos dar os nossos recadinhos, sempre lembrando do nosso almoço aqui ao lado no nosso hotel Novares. Quem não adquiriu, adquira agora. Procure o nosso pessoal no local e muito importante ainda aqui a sua direita, quer dizer, a minha direita nós temos aqui nossas camisetas, nós temos aqui a participação da nossa Expor Mulher com as nossas bancas. Quem quiser também tem almoço, tem macarrão que você pode montar e melhor ainda. É sempre importante nós lembrarmos que você que

s temos aqui a participação da nossa Expor Mulher com as nossas bancas. Quem quiser também tem almoço, tem macarrão que você pode montar e melhor ainda. É sempre importante nós lembrarmos que você que está nos assistindo possa adquirir e possa também dentro do nosso site e ser madrinha ou padrinha. Acesse www.fraternidadesfronteiras.org.br. PR. E você que está aqui presente no seu crachá, tem um QR code, acesse e seja um padrinho e uma madrinha. E nós vamos dar início ao nosso intervalo. Vocês têm exatamente 18 minutos para estarem aqui de volta, sentadinhos. Agradecemos e um bom dia, pessoal de Brasília. tem É muito interessant. É, é muito importante eh se nós iremos fazer, porque assim, eu depois que você oficializações

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