CONECTANDO COM O PALESTRANTE | Rafael Siqueira
O Programa CONECTANDO COM O PALESTRANTE recebe em sua Estreia o Palestrante RAFAEL SIQUEIRA de Niterói/RJ, que será entrevistado por Paulo Witter, de Conchal/SP.
Muito boa noite para todos. Bom dia, boa tarde, boa noite, boa madrugada. Estamos aqui iniciando uma jornada, o nosso programa de estreia aqui pelo canal Conecta Espiritismo, o programa Conectando com o Palestante. Qual é a proposta desse nosso programa? entrevistarmos de forma muito descontraída, de forma muito casual, os palestrantes do espiritismo, aqueles que nós temos uma conexão, aqueles que fazem um trabalho incrível no movimento espírita no Brasil e quçá também atingiremos palestrantes de outros países. E para essa nossa estreia, nós convidamos um amigo muito querido, um palestrante de grande capacidade de reconhecimento, que viaja o Brasil inteiro nos congressos, mas com uma humildade franciscana. Não à toa, eu chamo de R. Francisco, o nosso querido Rafael Siqueira de Niterói, no Rio de Janeiro. Boa noite, meu querido. >> Boa noite, meu querido Paulo Wter Gel. Que prazer estar com você. Quero parabenizar por essa por essa nova iniciativa, conectando com o palestrante, por essa proposta de conversar com as pessoas de uma forma descontraída, de uma forma leve. Que Jesus abençoe nesse projeto e que nós sigamos aí dentro desse grande, dessa grande tarefa de fazer o bem. Muito legal. Quero te agradecer de antemão, Rafa, a tua disponibilidade de estarmos aqui, de estar conosco nesta noite para esse momento especial, porque, como já disse, é a nossa estreia e nada como ter um amigo no momento de estreia, porque a gente fica mais tranquilo, mais à vontade e a gente pode realmente bater um papo, né? Porque esse é o objetivo desse programa. O objetivo é que a gente possa conhecer melhor aqueles que tanto nos oferecem e tanto nos ensinam com eh a sua fala, as suas colocações, as suas ideias através da doutrina espírita. Meu querido, queria começar te pedindo para que você se apresente, já que a questão aqui é é de entrevistas, não sou eu que vou te apresentar. Então vou pedir para que você se apresente dizendo que eu sou Paulo, o Inter de Concha Charles, São Paulo. E você, meu amigo, quem é?
questão aqui é é de entrevistas, não sou eu que vou te apresentar. Então vou pedir para que você se apresente dizendo que eu sou Paulo, o Inter de Concha Charles, São Paulo. E você, meu amigo, quem é? >> Eu sou Rafael Siqueira, sou filho do estado do Rio de Janeiro, de uma cidadezinha interiorana bem no norte do estado, Itaperuna. Vim para Niterói, é Itaperuna. Vim para Niterói quando eu já tinha 21 anos. Comecei jovem na doutrina espírita quando eu tinha 18. Até meus 18 anos eu era católico. Cheguei a ser convidado para entrar no sacerdócio. Mas hoje estou muito feliz na doutrina espírita. Profissionalmente eu sou advogado. Trabalho no Banco do Brasil já há 25 anos. Me formei recentemente em psicologia. Estou trabalhando com todo o meu entusiasmo, com todo o meu carinho, procurando servir a Jesus, aos bons espíritos. Não só no campo da oratória espírita, mas em todo e qualquer trabalho que a doutrina espírita abre as portas ao nosso coração. Que maravilha. Então, vou pedir para você fazer a nossa prece inicial depois dessa introdução, dessa apresentação, que você faça a prece pra gente. Você faz a inicial e depois eu faço o final. Pode ser? >> Com certeza. Vamos orar. Ó Jesus, divina estrela que povoou o céu das nossas existências, muito obrigado por estarmos aqui. Muito obrigarmos, muito obrigado por iniciarmos mais um projeto em que pensamos em ti, em que através da veneranda doutrina espírita iniciamos mais uma proposta de conversar com os palestrantes, de saber de suas vidas, de suas trajetórias, de seus trabalhos no bem, mas sobretudo de reverenciar o evangelho, de falar de doutrina espírita, de falar de nós mesmos, sempre com o intuito de que E a sua mensagem se espra por todos os rincões do Brasil e do mundo. Eu te peço, Senhor, abençoe a todos aqueles que laboram no Conecta Espiritismo. Continue intuindo o nosso querido amigo Paulo Wter Geli nas suas entrevistas, nos seus trabalhos, na sua vida profissional. E quanto ao programa de hoje, nós pedimos o teu amparo, a tua
a Espiritismo. Continue intuindo o nosso querido amigo Paulo Wter Geli nas suas entrevistas, nos seus trabalhos, na sua vida profissional. E quanto ao programa de hoje, nós pedimos o teu amparo, a tua intuição, que permaneça conosco e que todas as palavras aqui desenvolvidas, tudo que vamos falar seja inspirado e possa chegar ao coração das pessoas como uma mensagem de paz e de esperança. Guarda-nos, Senhor, na tua presença e se mantém entre nós. Que assim seja. >> Que assim seja. Obrigado, querido. Ô, Rafa, eu também venho de de uma família muito católica e você citou, né, esse seu contato com o catolicismo e aí também quase quase chegando, né, ao seminário. Você chegou a fazer seminário, me conta sobre isso. >> Não cheguei. Na verdade, eu nasci numa numa família católica. Minha mãe muito católica. Meu pai sempre fez questão de me levar na igreja. Então eu fui batizado, fiz os dias do cateicismo na nossa na minha época, né, Paulo, a gente virava depois do cateicismo a abelhinha de Jesus, que era a forma como a gente falava aqui no interior do estado. Depois nós entrávamos pra colmeia de Jesus. Depois fazíamos a crisma com 15 anos. Depois entrávamos para um grupo de jovem que aqui no interior do estado do Rio era um grupo de jovem línguas de fogo, lembrando do Pentecostes que está presente lá no livro de Atos dos Apóstolos no capítulo segundo. E quando eu tinha ali de cerca de 17 para 18 anos, eu me lembro do padre da minha paróquia, Roberto, um padre que me batizou, que posteriormente ele virou bispo e também me crmou. Ele chegou a fazer um convite por intermédio de uma de suas auxiliares chamada. Olha, Roberto tá dizendo que vê em você vocação pro sacerdócio. Ele pede para que você pense sobre a possibilidade de você assumir esse compromisso com Jesus entrando pro seminário. Eu confesso, meu amigo, que aquela aquele convite mexeu comigo, porque de fato eu amava Jesus e amo até hoje. amava o evangelho, gostava de estudar os textos bíblicos, tive e ainda tenho muita proximidade com Francisco de
o, que aquela aquele convite mexeu comigo, porque de fato eu amava Jesus e amo até hoje. amava o evangelho, gostava de estudar os textos bíblicos, tive e ainda tenho muita proximidade com Francisco de Assis, sempre gostei muito da vida daquele jovem rico que abdica de tudo para servir a Jesus, que conversa com pássaros, que se aproxima dos pobres e que se torna o trovador de Deus. Mas o fato é que fenômenos mediúnicos começaram a ocorrer na minha vida e aquilo foi me deixando muito perturbado, se eu posso me expressar dessa forma, porque a igreja não aceita aparições, visões, audições, porque pra igreja os fenômenos místicos, a teofania, como a gente chama, ela até ocorre, mas ocorre no seguinte sentido. Você pode ter um dom do Espírito Santo e fazer registros, por exemplo, do Espírito Santo de Deus, que na Igreja Católica, Deus, Jesus e o Espírito Santo são a mesma pessoa, >> representam a Santíssima Trindade, um dogma. Ou você pode fazer registros como foram feita, feitos por diversas personalidades do mundo da Virgem Maria, mas o fato é que também podem ser registros, como o padre me falou à época, da própria manifestação diabólica, porque o diabo, segundo a igreja, ele se expressa de muitas formas, pode enganar as pessoas e eu, muito jovem, sem saber lidar com tudo aquilo, me confessava, fazia as penitências e por mais que quisesse entrar pro semin ário. O fato é que as ideias já não batiam mais. Então, resolvi adentrar nas ochas espíritas, onde vim a entender tudo aquilo que se passava comigo como um fenômeno mediúnico. Comecei a estudar a mediunidade, a entender tudo aquilo que se passava, mas ainda hoje guardo grande proximidade, grande carinho pela Igreja Romana. Interessante. Você já deu o gancho para eu fazer a próxima pergunta para ti, que foi exatamente essa questão da mediunidade aflorando, porque a pergunta que eu te fazer era como que como que foi esse contato com o espiritismo? Foi através da abiidade que te puxou paraa doutrina? Foi esse foi essa essa
uestão da mediunidade aflorando, porque a pergunta que eu te fazer era como que como que foi esse contato com o espiritismo? Foi através da abiidade que te puxou paraa doutrina? Foi esse foi essa essa faculdade que te atraiu ou entender ela? É, na verdade, o que que acontece? Nós sabemos que a mediunidade no início, ela tem facetas de muita, muita dificuldade pros médiuns, principalmente quando eles não têm o endosso, o aparato de uma doutrina séria, que se possa estudar, que se possa entender. Então, um médium hoje ao mundo é alguém que fica sem um amparo, sem alguém que o oriente. E nós sabemos também que nós somos seres humanos. E os seres humanos hoje, na nossa condição, pelo menos na minha, um ser imperfeito que habita um mundo de provas e expiações, nós sabemos que a mediunidade acaba vindo junto com muito dos problemas do cotidiano. Porque os jovens, não só da minha época, eu tô falando aqui da década de 90 século passado, mas os jovens de hoje têm problemas depressivos, angústias, as mais variadas, problemas do cotidiano. Então foi um somatório de coisas, problemas da juventude, que no meu caso eu fiz uma curva depressiva, cheguei até mesmo a pensar no suicídio em determinados momentos e aquelas visões que eu tinha, algumas visões boas, mas na grande maioria visões negativas, sonhos muito pesados, ideias que brotavam na minha cabeça, vozes. Então, tudo aquilo me perturbou bastante e num determinado período da minha vida, eu passando por uma rua em Itapiruna, rua 10 de maio, me deparei com um grupo espírita e eu olhei pro letreiro, grupo da fraternidade espírita Humberto de Campos. E a voz na minha cabeça disse assim: "Entra, meu filho, mas pera aí, como é que eu vou entrar numa casa espírita?" Eu quase entrei pro seminário, agora vou entrar numa casa espírita. Eu ficava pensando o que que a minha mãe ia achar, o que que os meus colegas iriam dizer de mim. O fato é que eu entrei, entrei para nunca mais sair. Eu quero >> quero contar um um detalhe curioso, sabe, Paulo? Que nos primeiros dias eu
mãe ia achar, o que que os meus colegas iriam dizer de mim. O fato é que eu entrei, entrei para nunca mais sair. Eu quero >> quero contar um um detalhe curioso, sabe, Paulo? Que nos primeiros dias eu ia na casa espírita, principalmente no encontro de jovens, que era o sábado, mas continuei indo na igreja. Foi uma transição, porque eu ia na missa o domingo e ia na casa espírita no sábado e comecei a frequentar as palestras, os trabalhos assistenciais, os grupos de estudo. demorou mais ou menos aí uns 5 anos para que eu efetivamente, bom, agora eu só venho na doutrina espírita, não tenho qualquer tipo de raiva, tenho grandes amigos na na Igreja Católica, inclusive minha mãe é católica, minha irmã é católica, mas hoje >> isso, isso. Então, tornei-me católico ou tornei-me espírita, mas mantive assim uma relação de muito carinho e respeito com os meus amigos e a minha família que ainda hoje estão no catolicismo. >> Que interessante. E quando é que você foi para Niterói? >> Ah, tá. Vamos lá. Eu quando já estava frequentando a Casa Espírita, isso começou em 1998. Veja que eu não sou tão novinho assim e eu quis começar a trabalhar, a vida foi ganhando um novo tôus e eu fiz um concurso pro Banco do Brasil e passei. Passei no ano de 1999. Entrei no Banco do Brasil por uma sorte, porque o Banco do Brasil aquela época costumava mandar pro Brasil inteiro. Eu acabei entrando na minha própria cidade de Itaperuna. Só que o Banco do Brasil tinha hoje até um pouco menos o costume de mandar as pessoas para outros lugares. Então, quando foi em 2003, quando eu já estava 3 anos no banco, me transferiu para Niterói. E foi um período bastante difícil, porque um jovem do interior acostumado com coisas pequenas, os amigos sempre muito próximos, a casa espírita que aconchegva. Eu vim para Niterói e foi em Niterói, trabalhando no Banco do Brasil, que eu iniciei minhas atividades na Sociedade Espírita Fraternidade, onde encontrei o médium e tribuno José Raul Teixeira. >> Chegou no povo que eu queria agora. Como
, trabalhando no Banco do Brasil, que eu iniciei minhas atividades na Sociedade Espírita Fraternidade, onde encontrei o médium e tribuno José Raul Teixeira. >> Chegou no povo que eu queria agora. Como foi essa convivência? Como é essa convivência com o Raul? Mas como foi, principalmente nesse nesses primeiros anos, primeiros momentos, né, como como um jovem? eh adentrando, né, já tendo adentrado a doutrina, mas adentrando o CF, né, a sociedade espírita fraternidade. >> Veja, eh, foi diferente, foi tudo muito complicado, porque quem tá acostumado no interior vim para uma cidade grande e Niterói é uma cidade do lado do Rio de Janeiro, os prédios são altos. Eu recordo de eu olhando para tudo aquilo, falei: "Meu Deus, onde que eu tô? O que que eu tô fazendo aqui?" E depois a doutrina espírita vai nos ensinando que a gente precisa aprender a florir onde nós estamos plantados. E aqui é uma cena curiosa, sabe, Paulo? Porque foi também por uma inspiração que um dia, já no ano de 2003, uma voz disse: "Meu filho, hoje nós vamos num lugar". E eu saí caminhando aqui da praia em Caraí e fui até uma casa espírita. Dá mais ou menos uns 2 a 3 km. E me deparei com a outra casa espírita, Sociedade Espírita Fraternidade. E ali eu entrei. Era uma quarta-feira, 8:30 da noite, estava um homem fazendo uma palestra, um homem negro, dos olhos verdes falando sobre felicidade. E eu achei muito curiosa aquela fala. Eu gostei a primeira vista porque ele falava de felicidade e lincava a felicidade com Jesus e o evangelho. E terminada aquela palestra, eu me aproximei e falei: "Eu gostei muito de você, gostei muito da sua fala". E ele, meu filho, a gente tava te esperando. Raul, sempre um grande médium, um grande orador espírita, muito bem intuído. Jesus te espera para que a gente possa reatar os laços com o trabalho no bem, com o amor. Vamos começar a trabalhar. Vamos começar a trabalhar, mas já era 10 horas da noite. A livraria ainda está aberta. Apresente-se na livraria, comece a vender livros. Eu vender livros é pode
com o amor. Vamos começar a trabalhar. Vamos começar a trabalhar, mas já era 10 horas da noite. A livraria ainda está aberta. Apresente-se na livraria, comece a vender livros. Eu vender livros é pode parecer difícil, porque a tarefa de vender livros requer que você leia os livros. Então você vai ler os livros, vai vender os livros e sobretudo vai conversar com as pessoas. vai começar esse contato, porque estar na livraria também um contato de acolhimento. Você vai ver que as outras pessoas têm problemas, você vai se afeiçoar os livros, vai se afeiçoar às pessoas e ao mesmo tempo comece a estudar o espiritismo. Então eu comecei na livraria, nos grupos de estudos e pouco tempo depois eu recebi uma carta psicografada pelo Raul do Benfeitor Camilo, me chamando para ingressar no trabalho mediúnico da casa. >> Au, que legal. Uma convocação, né? >> Exato. >> Uma convocação que você aceitou de pronto. >> Aham. >> Que legal. Que legal. Eu fico imaginando, fiquei aqui imaginando essa cena, viu, Rafael? você entrando na sociedade e vendo aquele homem zarrão negro de olhos verdes falando sobre felicidade. Puxa vida. >> E é um detalhe bom de se lembrar porque Raul e Divaldo tem um tipo de fala diferente das que a gente tem no dia atual, >> porque é uma fala muito inspirada. Você percebe do início ao fim que eles falam com inspiração. A voz ganha uma espécie de corpo de perfume, se eu posso assim me expressar, que é como se cativasse as pessoas do início ao fim. E Raul tem uma particularidade na oratória que ele ele faz início, meio e fim. Ele apresenta um tema, depois desenvolve aquele tema de forma a chamar atenção nas pessoas e ele sempre termina com uma proposta evangélica. Nós costumávamos ouvir falar de felicidade conforme os padrões do mundo, mas Raul faz uma, eu me lembro como se fosse hoje, ele faz uma construção falando de felicidade vinculada ao evangelho e vai casando com as propostas da doutrina espírita. Para mim, aquilo foi um verdadeiro divisor de águas. foi um reencontro, se eu posso assim
a construção falando de felicidade vinculada ao evangelho e vai casando com as propostas da doutrina espírita. Para mim, aquilo foi um verdadeiro divisor de águas. foi um reencontro, se eu posso assim dizer. É, eu ia, é, fiquei pensando mesmo, um reencontro. E a tua mediunidade, ela ela sempre permaneceu num num mesmo patamar ou ou ela teve oscilações. Muita gente às vezes tem a mediunidade como um chamado e depois ela refece ou ou ela teve um acrescente. A partir do momento dessa convocação do espírito Camilo também para o trabalho mediúnico. >> É, na verdade a mediunidade ela requer estudo, requer treino, requer experiência. É como se nós tivéssemos uma grande antena que quanto mais a gente usa e vai drenando os espaços, a mediunidade vai se tornando mais estuante. Então, quanto mais a gente exerce, mais aumenta a nossa capacidade de de captar, de estar no trabalho do bem. O fato é que começando na nas reuniões mediúnicas, a reunião de atendimento aos desencarnados, os sofredores, os obsessores, outros campos de possibilidades vão se abrindo. Por exemplo, eu me recordo quando estava uma noite, estávamos eu, Raul e um outro companheiro chamado Alexandre. Raul me perguntou assim: "Meu filho, quando que você vai começar a falar?" eu falar: "Raul, mas eu sou um eu tímido. Eu às vezes gostava de me esconder debaixo da mesa, Raul, quando eu era mais jovem. Meu filho, fale de Jesus. Fale de Jesus, porque as pessoas precisam muito dele. Nós precisamos da mensagem renovadora do evangelho." E eu, galhofeiro, respondi assim: "Olha, Raul, o dia que eu falar igual a você, eu começo a falar." Ou seja, eu não ia falar. [risadas] Olha, se você quer falar igual a mim, você não quer trabalhar, você quer se comparar. inicie a sua proposta, estude e fale do seu jeito, fale com coração. E aquilo ficou na minha cabeça martelando. E o fato é que eu não sabia quando eu ia começar, quando surgiria um convite. E a nossa vida, sabe, meu amigo, não é uma vida retilínea. Muitos de nós gostaríamos que
ficou na minha cabeça martelando. E o fato é que eu não sabia quando eu ia começar, quando surgiria um convite. E a nossa vida, sabe, meu amigo, não é uma vida retilínea. Muitos de nós gostaríamos que a nossa vida fosse retilínea, mas encarnar é um grande desafio, é um compromisso com a nossa transformação, com a nossa mudança, porque a vida é sinuosa e são nessas sinuosidades da vida que a gente aprende. Quando eu estava novamente adaptado na CF, fiz contato com as pessoas, me afeiçoi, comecei a frequentar grupo de jovens, trabalhar, o banco me transferiu novamente. Eu de Itapiruna vim para Niterói e agora fui para Campos dos Goitacazes. O bom é que também é uma cidade aqui no Rio de Janeiro. Raul sempre foi uma pessoa muito bondosa e ele ligou para um companheiro em Campos Goitacas, porque ele conhece gente no Brasil inteiro, no mundo inteiro, se podemos assim dizer. E falou pro companheiro: "Ó, tá indo um jovem para aí que ele participa de atividades mediúnicas. A medida das possibilidades de vocês, coloquem o rapaz para dar continuidade. E assim foi feito. Eu cheguei em Campos, me habituei e comecei a trabalhar na mediunidade. Olha como é a vida da gente. Eu comecei a trabalhar na Liga Espírita de Campos, que mantinha um hospital psiquiátrico. É um hospital psiquiátrico. E aquele trabalho junto com os pacientes psiquiátricos foi muito bom para mim. Primeiro porque a gente ainda tem muitos preconceitos com relação às pessoas, >> mas me aproximar com um exercício de caridade para eles e para mim, porque essa aproximação com as pessoas faz-nos sentir que todos somos filhos de Deus. E eu percebi que não existiam doentes, sabe Paulo? Existiam pessoas que precisavam dessa amorosidade e dessa misericórdia de Deus. E eu me tornei tão próximo dos doentes, assim para me expressar, que um dia uma pessoa me chamou: "Você quer fazer uma palestra para eles?" Olha o que que o Raul tinha falado alguns anos antes e olha o convite que me fizeram. Não falar, falar. Eu não falo nunca. Eu já
um dia uma pessoa me chamou: "Você quer fazer uma palestra para eles?" Olha o que que o Raul tinha falado alguns anos antes e olha o convite que me fizeram. Não falar, falar. Eu não falo nunca. Eu já tô aqui trabalhando. Você ainda quer que eu faça uma palestra? >> Tá bom aqui. Tá bom aqui onde eu tô. >> É, tá bom onde eu estou. faço uma palestra para eles. São apenas 15 minutos, mas 15 minutos parece que vira 15 horas, porque a gente, [risadas] meu amigo, eu falei sobre Francisco de Assis, lembrei dos dias da igreja e fui fazendo os links de Francisco de Assis com as leis morais. E quando eu terminei, falei 15 minutos. Eu tava meio de olho fechado assim, porque eu não queria nem ver o que que as pessoas estavam estavam achando. Porque eu acho que todo palestrante tem aquela cisma, será que as pessoas estão gostando? Será que não estão gostando? Será que eles estão entendendo? E quando eu terminei, as pessoas vieram me abraçar. Foi um dia tão feliz, mas tão feliz, porque eu senti que a mediunidade poderia ser aproveitada em outros campos. E dali começaram a surgir outros convites, falar 30 minutos, falar para pessoas que moravam nas comunidades, até que eu fui sendo chamado para falar em casas espíritas e recentemente viajar, como você me anunciou aí no início da nossa entrevista. E sabe, meu amigo, eu não me considero um orador espírita, eu me considero um conversador, alguém que faz tudo com tanto entusiasmo que acaba passando. Mas em verdade o orador é o Jorge Alará, Ana Teresa Camasmi, mas você pode ter certeza de uma coisa, tudo que eu faço eu faço com muita alegria. Então eu acho que acaba indo, >> vai indo e vai muito longe. vai muito longe, porque e esse teu eh jeito de falar, as tuas características sempre tão singelas, cordiais, e eu sempre vou repetir isso, franciscana, que é é cativante, Rafael. Então isso pra gente que te ouve é uma alegria muito grande e a gente assimila o conteúdo que você transmite de uma forma muito fácil. Porque a tua forma de expor é é
scana, que é é cativante, Rafael. Então isso pra gente que te ouve é uma alegria muito grande e a gente assimila o conteúdo que você transmite de uma forma muito fácil. Porque a tua forma de expor é é cativante, tá? Então você conversa e também é orador. Fique fique certo disso. Mas você sabe que você provou agora que você realmente é médium, porque você respondeu exatamente aquilo que eu ia te perguntar. Como que foi esse primeiro contato com a tribuna, né? como que foi esse eh eh esse primeiro momento e nesse e nessas circunstâncias atuais em que você passa a rodar o o Brasil em encontros, em congressos e tudo mais, eh como que você consegue encaixar aí na tua rotina de bancário, de psicólogo, de pai, de marido, né, de trabalhador do CF? Como que você dá conta disso? conta pra gente. >> É um grande desafio. Na verdade, eu sempre pensei que o dia deveria ter mais horas do que ele tem, mas ele só tem 24 horas. E nós precisamos ser racionais com relação a isso. Porque, sabe, Paulo, eu vou falar de uma forma bem bem psicológica agora. Estar com a família, estar com a filha, cumprir os compromissos da sociedade também fazem parte do nosso compromisso com Jesus. Às vezes as pessoas acham que eu só estou trabalhando para Jesus quando eu estou na tribuna ou quando eu estou na reunião mediúnica, mas eu me torno um trabalhador com Jesus quando eu sou um bom patrão. E eu hoje sou um supervisor que tenho sete advogados que acolhem as minhas determinações. Então ali eu sou espírita, ali eu tô trabalhando para Jesus. Eu tenho uma filha de 7 anos que o nome dela é Clara em homenagem a Clara de Assis, que ela precisa de mim. Não adianta, por exemplo, eu fazer muitas viagens para falar e deixar ela, deixar a minha esposa e perder esse senso de família. Esse é um ponto. Mas um outro ponto que eu gosto sempre de trazer em conjunto é o seguinte: nós sempre podemos fazer um pouquinho mais. E isso tá lá no livro dos espíritos, que a gente pode sempre dar um pouco mais, porque Jesus nos
nto que eu gosto sempre de trazer em conjunto é o seguinte: nós sempre podemos fazer um pouquinho mais. E isso tá lá no livro dos espíritos, que a gente pode sempre dar um pouco mais, porque Jesus nos convidou. A quem te convida a andar 1000 passos, anda 2.000. A quem te pede a capa, dá também a túnica. Não te negues a oferecer de ti. Não te negues a emprestar aquele que vem te pedir algo. Então, se a gente começar a recusar muito também, a gente acaba freando as nossas possibilidades de estar com Jesus. Então, não é uma matemática simples, é a matemática do equilíbrio, onde a gente vai estar sempre ponderando. Por exemplo, um mês tem 4 semanas. quatro finais de semana. Será que eu preciso viajar todos? Será que eu não posso ficar um, dois com a minha família, às vezes três, no momento de maior necessidade de fazer um congresso, uma palestra, duas palestras? Mas será também que eu não posso num determinado momento, ir para um lugar e fazer três, quatro palestras, atender as pessoas, conversar com as pessoas? É mais ou menos como diziam os antigos, nem tanto ao mar, nem tanto à terra. O livro do Eclesiastes diz: "Há tempo para todas as coisas debaixo do céu". Então, há o tempo de há o tempo de falar, há o tempo de ficar em casa. Então, a gente precisa entender essa equação, que na verdade é a equação do amor. E quem ama tem sempre um pouco mais para dar. Poxa vida, lindo isso. Muito lindo, muito lindo. E esse teu contato lá em campo de Goitacazes com eh o hospital psiquiátrico tem alguma relação para depois você vir a fazer psicologia ou não? >> Olha, esse contato no hospital psiquiátrico lá em Campos dos Goetac me fez lembrar uma história que eu acho que você conhece porque ela é muito palada no movimento espírita. Divaldo Pereira Fran, quando era muito jovem, fazia muitas palestras. Uma vez ele estava no interior de São Paulo e Jesus Gonçalves, para quem não conhece, Jesus Gonçalves é o poeta das chagas Rede Vivas, porque ele nasceu no interior de São Paulo. Eu não sei onde onde é Borebi, mas eu sei
o interior de São Paulo e Jesus Gonçalves, para quem não conhece, Jesus Gonçalves é o poeta das chagas Rede Vivas, porque ele nasceu no interior de São Paulo. Eu não sei onde onde é Borebi, mas eu sei que é no interior de São Paulo. E desenvolveu-se como um músico, um poeta, uma pessoa alegre, mas jovem veio a descobrir-se com ranceníase >> e desencarnou. de ateu, ele passou a espírita já num sanatório, como se chamavam os leprosários antigamente. E desencarnado, Chico Xavier ou viu várias vezes. Olha, aqueles que vocês viam como um leproso, hoje é uma ave de luz, porque ele cumpriu a sua expiação. Então esse Jesus Gonçalves apareceu para Divaldo Pereira Franco quando ele estava no interior num trabalho com aquele que a gente chama de Vinícius, mas é Pedro Camargo. um grande trabalhador do interior de São Paulo e disse assim para ele: "Divaldo, nós precisamos ir no leprosário." E Divaldo respondeu para Jesus Gonçalves: "Meu irmão, eu tomo conta de crianças, eu adoto crianças. Eu subo o morro, eu desço o morro, eu vou na periferia, mas no leprosário eu não vou". E Jesus Gesus Gonçalves deu a ele duas opções. Ou você vai até lá, ou você vai para lá, você pode escolher. Acho que todo mundo entendeu, mas o recado de Jes Gonçal foi o seguinte: você traz na sua intimidade os germens da ranceníase, que se você não for até lá trabalhando no bem, você pode ir para lá em decorrência de alguma expiação. Então Divaldo respondeu a Jesus: "Vamos agora". E Divaldo, Doraavante passou a frequentar os leprosários, passou a ter contato com essas pessoas com problemas epidérmicos e fez isso a vida inteira. Então eu acho que essa convivência minha no hospital psiquiátrico foi da mesma forma. Ou eu ia até lá ou eu ia para lá. Porque dentro da juventude difícil que eu passei, com uma mediunidade incompreendida, problemas depressivos, um quase suicídio, se não fosse a doutrina espírita, eu hoje poderia estar no hospital psiquiátrico. Então, Deus me apresentou o hospital psiquiátrico na forma: "Meu
mpreendida, problemas depressivos, um quase suicídio, se não fosse a doutrina espírita, eu hoje poderia estar no hospital psiquiátrico. Então, Deus me apresentou o hospital psiquiátrico na forma: "Meu filho, trabalhe no bem, entenda essas pessoas, ame essas pessoas, seja útil essas pessoas e posteriormente por não ser útil à aqueles que sofrem de problemas mentais? Eu que já gosto de Joana deângeles fazendo uma faculdade de psicologia. Então, com 40 anos, eu comecei a fazer psicologia e não foi fácil, porque eu já trabalhava no Banco do Brasil, saía muito tarde, já tinha uma filha pequena, mas conversei com a minha esposa, estamos junto. E eu hoje me formei em psicologia, estou fazendo um mestrado em psicologia. Para quê? Para ganhar dinheiro, não para poder ajudar as pessoas. Porque nós precisamos entender o nosso psiquismo. Porque o nosso psiquismo nada mais é do que uma forma de manifestação do nosso espírito imortal. Quando o espírito adoece, o corpo sofre as consequências. Então hoje, meu amigo, nós somos muitas pessoas com desequilíbrio nas emoções, na forma de enxergar os nossos sentimentos. Então eu quis fazer psicologia para trazer isso pra tribuna espírita. para trazer isso pro acolhimento espírita e por ter vivenciado uma uma realidade onde eu vi pessoas que não eram malucas, que deveriam ser segregadas da sociedade. Eu vi ali filhos de Deus que precisavam de amparo. Então tudo isso ajudou a formar o Rafael que eu sou hoje. E que bela construção, né? Que bela formação. Legal demais. Legal demais. Eu eu citei você como um bancário há pouco. Você que é um advogado, né, também se considera bancário ou eu falei de forma equivocada? >> Me considero bancário. Eu entrei no Banco do Brasil quando eu tinha 19 anos e fui muito feliz no Banco do Brasil. O Banco do Brasil me deu um senso de responsabilidade muito grande. A nossa relação com o trabalho deve ser uma relação de agradecimento. O próprio livro dos espíritos traz pra gente que a primeira lei é a lei de adoração e logo depois vem a lei do
idade muito grande. A nossa relação com o trabalho deve ser uma relação de agradecimento. O próprio livro dos espíritos traz pra gente que a primeira lei é a lei de adoração e logo depois vem a lei do trabalho. Porque o trabalho edifica o ser humano, nos ajuda a ser responsáveis, a ter compromisso com a nossa família, com as nossas despesas. E trabalhar no Banco do Brasil foi para mim muito inspirador. E olha como a vida vai nos colocando nos lugares onde a gente precisa estar. Eu fui caixa, fui tesoureiro, abasteci muito cash eletrônico. Então, meu amigo, eu lidava com milhões de >> numerários, >> é numerários. E eu fico pensando quantos numerários já passaram pela minha mão em vidas passadas? E hoje eu tô aqui lidando com numerário que não é meu, tendo a oportunidade de mantê-lo íntegro, sem tirar qualquer seitil. Então o que eu digo para as pessoas é o seguinte, nós temos múltiplas possibilidades e onde a vida vai nos colocando são oportunidades da gente ressignificar. Porque ressignificar como bancário, ressignificar como advogado, porque veja, há advogados que usam a ver, a fala para poder construir causas que às vezes não são as mais justas. E aqui eu faço uma parte, todo mundo precisa de defesa. Está no código de ética da advocacia, mas ao fazer essas defesas, a gente pode agir com ética. Então, a advocacia me ensinou a ética. O Banco do Brasil me ensinou a responsabilidade, então me considero bancário e agora depois dos 40 estou fazendo uma transição para essa área mental, chegando aí no meu grande meu grande objeto de estudo, que é o meu verdadeiro amor, que é a espiritualidade. Porque a psicologia hoje é a grande expressão da espiritualidade, é a forma de entendermos a nós mesmos. Pode ser que a ciência do mundo ainda não veja dessa forma, porque ainda trabalha com bases materialistas. Mas Joana de Ângeles, desde 1989, quando saiu o primeiro livro Jesus e Vida, já vem nos falando de uma psicologia com alma. Perfeito, perfeito. Eu me lembro claramente por volta dos anos 80,
ialistas. Mas Joana de Ângeles, desde 1989, quando saiu o primeiro livro Jesus e Vida, já vem nos falando de uma psicologia com alma. Perfeito, perfeito. Eu me lembro claramente por volta dos anos 80, 86, 87, pouco antes dos anos 90, Edivaldo Franco aqui, a nossa vizinha em Araras falando que por volta do ano 2025 nós teríamos uma epidemia de depressão, de ansiedade, né? E nós estamos exatamente vivendo isso. Então, eh, esse teu movimento para a psicologia é muito bem-vindo, Rafael, e você tem muito a contribuir somando tudo isso a essa habilidade, essa responsabilidade que você adquiriu no Banco do Brasil, essa ética na na condição de advogado, a sua espiritualidade e somada a essa visão da psicologia. Muito bom. Quem quem ganha somos todos nós que temos a oportunidade de conviver contigo e te ouvir. Eh, mas eu queria que você citou agora a pouco sobre vidas passadas e eu tô e eu conhei essa expressão de te chamar, né, abusadamente de R Francisco, né, porque quem olha para você vê um franciscano, não tem jeito, você sabe disso, né? você teria, se é que poderia, se quiser, falar eh sobre essa ligação com o nosso pai Francisco, >> Francisco e Clara são benfeitores de religiosos falidos de vidas passadas. Essa informação foi trazida por Divaldo Pereira Franco. Não há dúvidas hoje no movimento espírita, inclusive é trazido por pela mansão do caminho em várias das suas publicações que Joana de Ângeles viveu uma das suas vidas ali no século XI em Assis na personalidade Clara de Assis. >> Clara de Assis. Também não há dúvidas, pelo menos para mim que acompanha o Raul e os companheiros da CEF, que o próprio Camilo foi um dos franciscanos mais próximos, porque Francisco também teve 12 amigos muito próximos, que é o fratelo Maceu. Então veja, nós podemos dizer que não só eu, mas vários no movimento espírita estão ligados a Francisco de Assis e aí estariam Divaldo Pereira Franco, José Raul Teixeira, César Braga Saí, Larissa Chaves, entre todos eles eu. Agora, Paulo, eu gosto
s vários no movimento espírita estão ligados a Francisco de Assis e aí estariam Divaldo Pereira Franco, José Raul Teixeira, César Braga Saí, Larissa Chaves, entre todos eles eu. Agora, Paulo, eu gosto muito de relembrar as falas do Elará, porque muitos de nós temos assim uma grande coisa com as vidas passadas. Mas o nosso compromisso é com o presente, é com o futuro. O que eu sei com relação a isso é que Francisco é uma espécie de tutor de muitos de nós, porque ele vem alavancando os nossos passos, vem secundando o nosso o nosso progresso, porque muitos fomos religiosos em vidas passadas, fomos franciscanos, fomos dominicanos, fomos jesuítas. Por exemplo, há muitos jesuítas no movimento espírita. Hoje você olha para alguns palestrantes, olha um jesuíta. Quando você olha para outros palestrantes, por exemplo, o Álvaro, o Álvaro judeu, judeu nessa vida e ele traz traços assim como Elará, são as nossas histórias. A grande beleza da doutrina espírita é que ela diz que nós somos espíritos, que nós já vivemos antes e nós trazemos esse arcabolço de tudo que nós fomos. Porque muitas pessoas pensam assim: "A gente traz os nossos equívocos também, mas trazemos as coisas boas". Quando eu olho para você, eu vejo muitos méritos. Vejo uma pessoa que dentro da sua simplicidade, um trabalhador que cativa corações, ouço muitas pessoas falando bem de você. E aqui eu não tô rasgando seda, porque dentro da psicologia a gente tem que trabalhar o seguinte: o que é positivo precisa ser reforçado para que a pessoa continue no caminho. Algumas pessoas no espiritismo dizem assim: "Mas isso vai envaidecer". Não, a vaidade está no coração da pessoa. Às vezes a pessoa não é elogiada e é vaidosa. Então a gente precisa dizer, como a gente diz para um filho, minha filha, o dever tá muito bem feito. E ela continua fazendo. Então nós trazemos esse histórico de coisas negativas, mas de coisas positivas. Então, a gente precisa entender que o cristianismo está dentro de nós. Nós estamos aí sobre o olhar amoroso do
fazendo. Então nós trazemos esse histórico de coisas negativas, mas de coisas positivas. Então, a gente precisa entender que o cristianismo está dentro de nós. Nós estamos aí sobre o olhar amoroso do Cristo há muito tempo. É que nós às vezes pegamos apenas o aspecto negativo. Ah, eu devo ter sido um cruzado, devo ter sido um inquisidor também. Mas tivemos os nossos momentos de compromissos, os nossos momentos de mais devoção, senão, meu amigo, nós não estaríamos aqui. Então, assim, pensar em Francisco de Assis é pensar num grande benfeitor. E abaixo de Francisco de Assis há vários outros franciscanos. Quando eu penso em Francisco, quando eu penso em Clara, quando eu penso nesses franciscanos, para mim é como se nós fôssemos uma grande família. E veja, nós poderíamos dizer que hoje no movimento espírita nós temos uma grande família de franciscanos e nós temos uma outra grande família de espíritos paulinos, porque são ligados a Paulo, são ligados à aquele espírito intimorato de ir para os lugares, de pregar, de falar de Jesus. Então, esses mensageiros do alto estão nos impulsionando para que nós sigamos em frente. Que lindo isso. Que lindo isso, Rafa. E dentre os temas eh que você acabou de falar, né, dessa dessa verba e tudo mais, dos perfis, como que você eh classificaria o teu perfil de orador e como que você e quais são os temas que você mais gosta de abordar? Olha, quando a gente pensa num orador conforme os padrões do mundo, e eu cheguei a fazer um curso de oratória, cheguei, fiquei lá, ah, observa isso, observa aquilo. E num determinado momento, Paulo, porque a gente fazia uma apresentação em todo final do curso, aquilo me engessava tanto porque eu tinha que observar o tom de voz, eu tinha que observar a cadência, eu tinha que observar o que eu li lá no livro do Carmine Galo, no livro do curador do do TED, que é uma experiência que se tem na internet, technician entertainment e design, palestras de 18 minutos que servem de referência, que num determinado momento eu pensei, mas
ivro do curador do do TED, que é uma experiência que se tem na internet, technician entertainment e design, palestras de 18 minutos que servem de referência, que num determinado momento eu pensei, mas gente, se eu for fazer todas essas coisas, Em nenhum momento eu vou ser o Rafael. Então, qual o meu perfil? Se eu posso dizer, eu quero ser uma pessoa que traga uma mensagem de esperança para aqueles que me ouvem. Eu não quero ser percebido como orador. Eu quero ser percebido como um amigo que está conversando com você e trazendo uma mensagem que vai te acolher. Então, eu não me preocupo se vou falar bonito, não me preocupo se vou errar, mas eu me preocupo com as pessoas que estão ali no salão, porque elas estão precisando de Jesus, estão precisando de evangelho. Então, se eu pudesse dizer algo do que eu procuro fixar nas minhas falas, é um coração precisa se conectar ao outro, porque do alto o coração de Jesus está amparando a todos nós. Até mesmo porque, meu amigo, existe uma coisa que a gente precisa perceber. Às vezes a pessoa tem todos os recursos de oratória, ela sabe falar como ninguém, tem todo o conhecimento, mas sem os bons espíritos nada funciona. O microfone falha, a inspiração não vem, as palavras não saem e às vezes chega uma pessoa que nunca falou nada e sobe lá em cima e as pessoas gostam. O que que é aquilo? Magnetismo. Francisco de Assis não era orador. Quantas pessoas ele arrebanhou? Francisco Cândido Xavier não era orador. Quantas pessoas ele arrebanhou. Allan Kardec era orador, mas o perfil dele era mais de estudioso, de codificador. Olha quantas pessoas ele conseguiu congregar na personalidade dele. Então veja, há espaço pros mais variados perfis. Eu só penso que a gente não pode perder a nossa identidade, a nossa espontaneidade, sobretudo a nossa conexão com o alto. >> Perfeito, perfeito. Excelente. Olha só, o nosso tempo voou, meu Deus. Já estamos com quase uma hora aqui de prevista, de programa e nós temos um quadro que são as tríades. Eu costumo dizer, Rafa, que
Perfeito, perfeito. Excelente. Olha só, o nosso tempo voou, meu Deus. Já estamos com quase uma hora aqui de prevista, de programa e nós temos um quadro que são as tríades. Eu costumo dizer, Rafa, que o Espiritismo adora o número três, né, Kardec? adorava o número três, porque a gente vê tríades para todo lado, né? E na condição de de um celta, né, que também tinha umas tríades ali nas galhas, né, a gente vê sempre em espiritismo eh o número três presente. Então, eu queria que você citasse para mim três livros espíritas da sua preferência. >> Ô, que tarefa difícil, hein, meu amigo? Mas sem sombra de dúvidas, o primeiro é Paulo e Estevão. O segundo >> é o segundo, boa nova. >> Boa nova. >> E o terceiro, problema do ser, do destino e da dor. Eu sou realmente apaixonado pela obra de Francisco Cândido Xavier. E falar em Paulo e Estevão é falar de algo extraordinário, porque o que Emanuel faz, o evangelista não fez, porque ele pega a história de Saulo que se fez Paulo de antes de de do livro eh diante de Atos dos Apóstolos e termina depois. Ele corrige datas, ele traz nomes, ele traz conversas. Se não fosse Emanuel, com essa com essa possibilidade de ir aos mananciais da vida e trazer com essa sintonia com o espírito paulino, nós não teríamos esse livro. Então vejam, só por essa obra, não fosse uma obra mediúnica, Chico Xavier mereceria estar em qualquer academia brasileira de Letras ou qualquer academia de Letras do mundo inteiro. Por que que eu escolhi segundo Boa Nova? Porque eu tenho uma uma afinidade muito grande com Humberto de Campos. Humberto de Campos é um escritor brasileiro vindo do Maranhão. Então ele passou por uma infância pobre, se fez autodidata, entrou pra Academia Brasileira de Letras. Ele tinha um estilo muito clássico, ele era um contista, era um prosador, teve um final de vida muito difícil, porque um determinado momento da vida dele, ele fez escritos satíricos, condenando as mazelas sociais. E quando ele desencarnou, ele teve a humildade de ir a Chico
teve um final de vida muito difícil, porque um determinado momento da vida dele, ele fez escritos satíricos, condenando as mazelas sociais. E quando ele desencarnou, ele teve a humildade de ir a Chico Xavier. Olha, quando eu tava vivo, eu duvidei, mas agora eu vejo que é verdade. Você é médium, a vida continua e eu quero escrever por você. Então ele começa escrevendo crônicas porque ele era um cronista de além cúmulo >> e depois ele nos traz essa obra notável chamado Boa Nova, que são 30 experiências, olha, que a gente não encontra na Bíblia e qualquer pesso >> é >> exatamente. E por que que eu escolhi como terceiro o problema do ser, do destino e da dor? Vejam, muito se especula se nós não tivéssemos Kardec, se Leon Deni poderia ser o codificador. Isso está nas tradições, não se há uma certeza com relação a isso. Mas Leon Deni era filho de pedreiro, de camponesa. Ele aprendeu a trabalhar manualmente. O pai dele num determinado momento foi empregado da Casa da Moeda e ele ajudava o pai dele, ficava com as mãos sangrando. pouca oportunidade de estudar, teve contato com o livro dos espíritos aos 18 anos e começou a ler aquilo e viu o tesouro da existência para escrever jovem, porque esse livro é de 1905, 1907, eu não tenho certeza com relação à data aqui de cabeça, >> por aí. Então, então ele escreveu essa obra falando do problema do destino, o problema do ser, o problema da dor, falando das potências da alma. E a leitura de Leon Deni é uma leitura assim, parece uma poesia do início ao fim, porque as palavras elas parecem encaixadas uma na outra. Meu amigo, você me pediu três, eu poderia te falar 30. Múltiplo de três. Tá tudo bem. >> É. >> Agora eu queria que você dissesse três livros não espíritas que você gosta, recomenda. >> A Bíblia, o primeiro, por que a Bíblia? Porque eu me afeiçoei a ler a Bíblia desde que eu sou pequeno. E a Bíblia, por mais que a gente saiba do seu aspecto simbólico, a gente não pode ler a Bíblia literalmente, mas a Bíblia traz Jesus. A Bíblia fala dos patriarcas, de toda
ia desde que eu sou pequeno. E a Bíblia, por mais que a gente saiba do seu aspecto simbólico, a gente não pode ler a Bíblia literalmente, mas a Bíblia traz Jesus. A Bíblia fala dos patriarcas, de toda uma história para que a gente chegasse a Jesus. E sem Moisés, sem Jesus, nós não chegaríamos ao espiritismo. O segundo livro, eu colocaria Os Miseráveis e Vitor Hugo. Por que os Miseráveis? Vittor Hugo hoje é uma presença, segundo Doniv Amaral Pereira, nesse processo de transição do planeta Terra. E nesse romance Os Miseráveis, ele nos fala de um de uma pessoa que roubou um pedaço de pão e ele conseguiu fazer >> é Jean Valjan Valjan. e conseguiu fazer um verdadeiro périplo redentor na sua vida, tornando-se posteriormente alguém que doou a sua vida para salvar Cosette, que era a filha de uma prostituta. E ao terminar os seus dias, Vitor Hugo fala de um verdadeiro desencarne, uma verdadeira desencarnação, porque ao final do livro ele se vê fora do corpo e encontra-se com seres espirituais e recebe a seguinte frase: "Olha, quem ama consegue ver a face de Deus". Eu acho isso bonito demais. E o terceiro, o terceiro eu pegaria alguma biografia de Francisco de Assis, o irmão, o irmão de Assis de Inácio Laranhaga, porque não é um livro espírita, mas é um livro de uma doçura, é um livro de uma simplicidade, de uma narrativa tão, tão singela do nosso Pai Francisco, do que eu me enterneço e recomendaria. Nesse nesse livro é narrado quando Francisco vai a Roma e encontra-se com Inocêncio Ia para sua ordem. A gente não tem um livro no movimento espírita que narre esse encontro. Inácio Laranhaga narra. Que que você quer, meu filho? E ele começa a falar do Evangelho de Mateus lá no capítulo 6, versos de 25 a 34. Porque se preocupar com o que tereis para beber ou que comer não é a vossa vida mais do que o alimento, não é o vosso corpo mais do que as vestes. E Inocênio I responde para ele: "Olha, eu já quis viver dessa forma, mas é impossível. Eis que um dos cardeais levanta-se. Você tá dizendo para ele que
ento, não é o vosso corpo mais do que as vestes. E Inocênio I responde para ele: "Olha, eu já quis viver dessa forma, mas é impossível. Eis que um dos cardeais levanta-se. Você tá dizendo para ele que viver como Jesus é impossível. Repense. Porque o que ele quer é apenas copiar Jesus. Francisco passou a sua vida copiando Jesus. E esse diálogo é narrado nesse livro. >> Repete pra gente o título da obra. >> O irmão de Assis, de Inácio Laranhaga. >> O irmão de Assis. Poxa vida. Olha, >> achou aí, Paulo? >> Não, não procurei aqui não. >> É o irmão de Assis Inácio Laranhar. >> Tá. Não, eu vou eu eu vou procurar depois, mas eh eu acho que que eu assinaria embaixo. Eu não conheço esse último que você citou, mas os demais com certeza. Paulo Estevan, Boa Nova, O problema do Se destino da dor, a Bíblia e os Miseráveis. Show de bola. Muito bom. Agora, Rafael, para nós, três filmes inesquecíveis. >> Ohô, meu Deus. Três filmes inesquecíveis. Ghost por causa do fenômeno mediúnico. >> Eu adorei aquele filme e aquele filme vendo o Patrick Saz fazendo aquele espírito que não morreu e aparecia para Wolf Gber, que era uma mulher que fazia vários trambiques e ela se torna uma médium notável. Verdade. >> E ele fala do amor que ele tinha pela Demimur. Então aquele filme é para mim é é um espetáculo. Benhur >> Benur. >> Benur é um filme que eu gosto bastante porque a gente consegue ver no filme que mesmo após um processo de grandes desavenças, a paz é possível, dois irmãos podem se encontrar. Existe o benur dos tempos antigos, existe o benur dos tempos atuais. E o terceiro, eu vou falar de um filme infantil por causa da lição moral nele envolvido e a minha filha gosta muito, o rei Leão. Parece assim pueril falar do Rei Leão, mas a lição de vida daquele filme, quando a gente vê o rei Leão, da relação dele com aquele tio Scar, da relação dele com o pai, depois todo um trajeto de vida para que ele assuma a responsabilidade dele no ciclo da vida de Circle of Life, na música imortalizada de Elton John. É bonito
quele tio Scar, da relação dele com o pai, depois todo um trajeto de vida para que ele assuma a responsabilidade dele no ciclo da vida de Circle of Life, na música imortalizada de Elton John. É bonito demais. Então, eu vi várias vezes, eu tive oportunidade de ver no teatro e esses três filmes eu recomendo. >> Maravilha, que maravilha. Muito legal. E pra gente encerrar as tríades, três personalidades que você admira e por quê? >> Ah, três personalidades. Tá, vamos lá. Francisco Cândido Xavier. Francisco Cândido Xavier era o amor em pessoa, um verdadeiro apóstolo da paz. E nós podemos dizer que termo Chico Xavier no Brasil é uma grande bênção, que nós brasileiros talvez ainda não tenhamos refletido bastante sobre isso. Então, seria uma primeira personalidade. A outra, Francisco de Assis, não poderia deixar de fora o nosso pai Francisco, porque Francisco de Assis foi aquele divisor de águas na Idade Média, quando o cristianismo se perdia em meio às cruzadas, em meio à inquisição. E ele resolve restaurar a igreja que estava em ruínas. E não era uma igreja de pedras, era uma igreja da pulcritude, como dizia Divaldo, do Evangelho de Jesus. E a terceira personalidade, eu citaria a Mahatmagand, Murandas Caranchangand, porque ele fez algo que é impensável nos dias atuais. O que que ele fez? Todo mundo hoje acha que precisa resolver as coisas com violência, com armas, com revolução. E ele propôs o caminho da rença, que é um termo em sânscrito que quer dizer não violência. Nós podemos resolver tudo com a não violência. E ele que não era cristão, ele certa feita diz: "Olha, se todos os livros se perderem e apenas ficar o evangelho de Jesus, o sermão do monte, a mensagem do Cristo está preservada". E olha, ele não era cristão. Ele conseguiu libertar 800 milhões de indianos do império britânico sem levantar uma única arma. E veja, ele morreu assassinado, dando-nos mostra, isso foi em 30 de janeiro de 1948, de que não tem mais aqueles que podem tirar a vida do corpo, mas nada podem
britânico sem levantar uma única arma. E veja, ele morreu assassinado, dando-nos mostra, isso foi em 30 de janeiro de 1948, de que não tem mais aqueles que podem tirar a vida do corpo, mas nada podem contra o espírito imortal. E quando ele olha, quem tava tirando a vida dele era um amigo, alguém que estava orando naquela manhã com ele. Ele não reclama, ele simplesmente vira-se para Deus porque sabia da imortalidade da alma e diz assim: "Ó Rama, o Deus dos dos hindus, era sua alma que estava sendo entregue pra vida verdadeira. E prossegue Mahatma Magand como um grande inspirador e benfeitor da humanidade. >> Meu Deus! Meu Deus, chave de ouro. Fechou com chave de ouro. Muito bom, muito bom. Fael, eu só tenho que te agradecer pela tua disponibilidade, por você ser essa pessoa tão cativante, tão simples, acolhedora, né, e que nos ensina tanto com a tua fala, como disse no início, né, eh, simples, mas que nos transmite com a facilidade a mensagem mais importante de todas, que é a mensagem de Jesus. Então, meu querido, bendito seja você primeiros passos que você recebeu lá em Itaperuna passando pelo Corói, depois indo para campo dos Coitacazes e essa trajetória que você eh está trilhando esse caminho luminoso, né? Não estou aqui também para rasgar ceda para você não, mas é necessário, como você bem disse, que a gente exalte aquilo que é bom, aquilo que é belo e você tá fazendo um trabalho grandioso, viu? Então, muito obrigado, que você tenha muita saúde, muita disposição, né, para poder seguir na sua trajetória no campo da da oratória, agregando agora ainda mais com a psicologia na nas suas colocações, nas suas orientações para todos nós, que temos o prazer eh de basear da sua convivência, seja pessoalmente ou virtualmente, como estamos aqui. aqui neste momento, meu querido, suas >> muito obrigado >> palavras pra gente poder encerrar. Quando as dores forem lancinantes e os olhos perplexos quiserem chorar, lembra-te das estrelas cintilantes que vieram o teu céu fazer brilhar. Quando
ito obrigado >> palavras pra gente poder encerrar. Quando as dores forem lancinantes e os olhos perplexos quiserem chorar, lembra-te das estrelas cintilantes que vieram o teu céu fazer brilhar. Quando triste que sentires sozinho, decepcionado com a cara fe afeição, tenta refletir por um pouquinho e verás quantos amam o teu coração. Quando então tua vida estremecer por crises e misérias que te fazem sofrer, lembrem prece do celeste amigo, pois em meio a tanta intemperança, és Jesus, a tua eterna esperança que estará para sempre contigo. Caminhemos com Jesus, sigamos com ele e unamos-nos cada vez mais, porque unidos somos força, separados apenas pontos de vista. Um beijo grande. Prossiga com seu trabalho, meu querido Paulo que os bons espíritos te abençoem hoje, agora e sempre. >> Que assim seja. Eu disse que eu ia fazer a prece final, mas além de tudo ele é poeta e já fez a prece neste formato belíssimo. Então, só me resta te agradecer mais uma vez e dizer a todos os amigos que voltem a estar conosco na próxima semana, no mesmo horário, às 20:30, todas as segundas-feiras. E deixar aqui também o convite para o Conecta Espiritismo Campinas nos dias 20 e 22 de fevereiro de 2026. Esse nosso amigo estará lá. Rafael, mais uma vez, muito obrigado, querido, e até a próxima, se Deus assim nos permitir.
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