Bloco 1 - Fraternidade Sem Fronteiras em Goiania - 2025

Conecta Espiritismo TV 13/09/2025 (há 6 meses) 2:29:09 48 visualizações 6 curtidas

Bloco 1: 18h30 - APRESENTAÇÃO MUSICAL 19h - ABERTURA E BOAS-VINDAS Fala do presidente da IEC e representantes da FSF 19h15 - ACOLHER MOÇAMBIQUE com Rodolfo Gadia, Paulo Gustavo, Ranieri Dias e Taina Pessoa 20h15 - SEMINÁRIO LITERO MUSICAL - A ALMA FALA com Satyaki Afonso e Luciana Pineli e Núcleo Cênico FEEGO 21h45 - ENCERRAMENTO

Transcrição

Posso passar para você? Manda ver. Vamos lá, pessoal. Bem-vindo, falou aquela questão de sentirmos-nos perto. Eh, no no sermão profético, Jesus nos traz nas letras de Mateus que que nós precisamos sempre nos atentar sempre, né, que precisamos grangear amigos com os frutos da nossa iniquidade. E o que não é isso senão nós todos seres imperfeitos, né? mas em busca de nos conectarmos a a outros corações e assim a gente vai nutrindo o nosso próprio, né, o projeto Acolhir Moçambique. Eh, a mim é como ao povo hebreu quando transitava ao deserto, que encontrava um maná de mel e leite como um mecanismo de nutrição. Então, Moçambique nutre o nosso espírito, nutre o nosso coração, nutre a nossa alma de energia e direciona como as nuvens e os raios de fogo aquele pro hebreu. E isso que Moçambique ocupa no nosso coração. Os outros irmãos estão aqui. Eh, eu queria só deixar um relato para passar e a um coração muito querido que está lá em Moçambique, conhecido de muitos aqui. Aá, eu sei que tem um carinho em especial a esse coração de uma criança que chama Não Esquece. E de fato é esse o nome dela, né? Eh, a gente até pegou a certidão, né? o como se fosse o cartãozinho de vacina da Não Esquece, não esquece Mibiza. E não Esquece, nós encontramos ela na casa, numa casa, a gente chama de casa, mas era um local assim de dois por um, né? Um um tetoinho caindo sem uma das paredes, a panelinha do lado de fora e ela com sua mãe. Sua mãe tem um coração enorme, tem ali as suas dificuldades, né, cognitivas, mais um coração dedicado. E não esquece, nos ensinou a não esquecer nunca aqueles nossos irmãos moçambicanos e aquele projeto que deu o pontapé, né, nessa conexão Brasil África, a essa África que nos recebe, que nos trata, que nos ampara, que nos apoia, que nos nutre e que nos direciona. E é isso, Moçambique, ao meu coração. Eu vou passar, né? >> Boa noite a todos. Boa noite. >> É um prazer recebê-los aqui na nossa cidade de Goiânia e muito mais prazer ainda é falar de da Fraternidade Sem

isso, Moçambique, ao meu coração. Eu vou passar, né? >> Boa noite a todos. Boa noite. >> É um prazer recebê-los aqui na nossa cidade de Goiânia e muito mais prazer ainda é falar de da Fraternidade Sem Fronteiras. Eh, agora em julho eu estive lá pela quarta vez. Eh, é a minha segunda casa. É quando a gente chega no aeroporto, você não precisa da senha do Wi-Fi no aeroporto porque cai direto. E Musumia de eu fui a primeira vez em 2018 para agora 2023. Eh, é um trabalho impecável, é um trabalho que precisa, além de ser visto, vivido, tem que ser eh eh repercutido de todas as formas, eh recriado em outras maneiras, porque é impecável. Eh, não só lá, né, mas nós estamos falando de Moçambique e eu meu coração já fez um chamado para outros lugares como Madagascar, mas eu sempre caio em Moçambique. Eh, é uma escola, uma escola sem paredes e que os mestres, eu creio que sejam ã a alegria das crianças, a fé das mães, a música dos idosos. Eu acho eh Chicoalaquala também é o meu desafio favorito. Chicalaquala é uma região mais ao interior de de Moçambique, que a fraternidade tem um centro de acolhimento, alguns e sempre me desafia, sempre me leva às lágrimas, mas é a cada ida é um novo recomeço. Eu falo que a cada ida é um recomeço. estar sempre em Chicolaquala, eh, é voltar para o Brasil com a vontade de, eh, continuar trabalhando. Nós tivemos também agora, o Paulo deu um uma vivência, né, uma pequena experiência, uma pequena vivência. Agora também lá em em Musumuia, nós tivemos um chamado para ir na casa de uma professora da escola que estava muito adoentada e já tinha ido ao médico, parecia uma anemia, já tinha tava tomando medicação, algum alguma coisa para eh de ferro, mas ela ainda estava muito ruim. E nós fomos lá, ela tava sentadinha no chão da casa dela e nós fomos a caravana toda até lá e e foi muito foi muito bonito, porque assim, mais do que ligar para o Brasil para tentar um outro médico eh ver os exames e levar medicação, eh nós sentamos todos ao chão, nós cantamos

na toda até lá e e foi muito foi muito bonito, porque assim, mais do que ligar para o Brasil para tentar um outro médico eh ver os exames e levar medicação, eh nós sentamos todos ao chão, nós cantamos juntos, nós oramos juntos e foi muito bonito porque as crianças da casa foram se ando elas foram dormindo no nosso colo e e ela ficou muito grata com aquilo. Então, o povo moçambicano talvez não espere só alimento da gente, eles esperam eh na verdade eles esperam pouco, né? A gente é que traz alguma coisa, a gente a gente acha que vai trabalhar, mas a gente que recebe, né? É um, é um divisor de água na minha vida. Eh, é e continua sendo a experiência mais transformadora da minha vida. Isso é Moçambique. >> É isso, né, amigos? Eu vou apresentar o Ran, né, que é o vice-presidente da organização, um coração enorme, que tá aí andando à frente e ao lado de todos nós desde o inicinho, né, Ran? Boa noite a todos. Obrigado, Paulo. Eh, eu sou mais uma abelhinha, né? Mais uma formiguinha como todos. E quando eu fui convidado para falar aqui de Moçambique, eu fiquei pensando porque eu fui 11 vezes para Moçambique. Aí eu fiquei pensando assim, qual a história que vai mais representar ou tentar mostrar o que que me conectou, né? E aí eu vim preparado para falar de um aviãozinho de papel, mas eu sentei aqui, eu fui intuído para contar a historinha da primeira vez que eu fui para Moçambique. Era abril de 2013, eu tinha conhecido a Fraternidade Sem Fronteiras num Google que eu dei porque ela nem tinha site. Liguei o Wagner atendeu, era ele que atendia o telefone. Já contei essa essa história várias vezes. Ele atendeu, falei: "Ó, sou de Campinas. Seis meses depois a gente embarcou. Não sei se foi a primeira caravana, mas eu me lembro que foi um grupo que foram em cinco pessoas. Júlio Feliz lá de Campo Grande, Paulinho, Paulo que é do Hoje é diretor financeiro, sempre foi diretor financeiro. O Silmar, irmão do Wagner, eu, nós somos em cinco. Fomos para quem já foi paraa Moçambique, fomos para reconstruir

e, Paulinho, Paulo que é do Hoje é diretor financeiro, sempre foi diretor financeiro. O Silmar, irmão do Wagner, eu, nós somos em cinco. Fomos para quem já foi paraa Moçambique, fomos para reconstruir a o centro de nutrição, né, que a gente chama centro de acolhimento de barragem, que hoje tá muito diferente, que na época era uma casinha de no máximo 18 m², que havia sido inundada há 6 meses antes. E como eu disse pro Wagner, quando tiver algum trabalho para ir, você me chama, ele falou: "Ó, nós vamos ter que reconstruir, lavar as paredes, que a inundação passou por cima do telhado, vai ter que trocar a telha, tal". E nós fomos e eu fui assim como acho que todos nós vamos pela primeira vez imaginando um monte de coisa, cria um monte de expectativa, mas lá que que eu vou fazer? Ah, lá vai ter parede para limpar, um monte de coisa, né? E aí eu falei pro Wagner assim: "Por que que a fraternidade não tem um site, né?" O Wagner falou: "É porque não tem ainda, né?" E toda vez que a gente leva uma sugestão, ele ele fala pra gente: "Pode fazer, né?" E eu falei assim: "Então eu vou fazer o seguinte. Nós, a fraternidade acolhia 70 crianças naquela época e por conta dessa inundação, aquelas 70 crianças ficaram sem poder comer durante 3 4 meses. Me recordo até as águas baixarem, porque a inundação levou o pouco que tinha naquela época, pratos, panela, eh comida. Então, Wagner fez um grupo pra gente ir lá e reconstruir rapidamente. Em uma semana a gente reconstruiu a casa. Lavamos parede, pintamos, colocamos telhado. E eu levei um monte de fichas que eu criei no computador que eu falava pro Wagner, precisa criar um site, né? Precisa se mostrar. E eu levei umas fichas de cadastro. Então eu fiquei lá uma semana tirando foto de cada criança, pegava o nome, se era órfão de pai, de mãe, que a maioria naquela época eram os órfãos, e fazendo uma ficha que o meu sonho era voltar, dar condição da gente fazer um site, mostrar a foto de quem era padrinhado, porque aqui tinha alguém que era um padrinho que tava mantendo na

os órfãos, e fazendo uma ficha que o meu sonho era voltar, dar condição da gente fazer um site, mostrar a foto de quem era padrinhado, porque aqui tinha alguém que era um padrinho que tava mantendo na no começo era assim, né? E eu falei, "Pelo menos a gente dá visibilidade", né? e fui lá com esse intuito. Fizemos a limpeza, eh, ficamos seis, se dias limpando. E aí quando foi o dia de reinaugurar o centro de acolhimento, que era dois dias antes da gente voltar, eu fui logo cedo porque acho que ainda faltavam umas crianças e foram chegando crianças. A, para quem já foi lá em Moçambique, é um terreno grande, deve dar uns 600 m², mas só tinha areia. Aí as crianças foram chegando, as crianças que eram acolhida por nós foi chegando, foi sentando. De repente quando eu olhei assim tava só tinha as cabecinha, né? 70 crianças, que já é bastante, né? E o centro de acolhimento naquela localidade atendia 70, mas havia mais ou menos umas 3.000 crianças na mesma condição de fome. A gente só conseguia dar 70 pratos de comida porque só tinha 30, 40 padrinhos. E quando foi chegar na hora do almoço, eu de dentro, olhando a comunidade, eu vi um monte de criança correndo para lá e para cá. E tanto eu quanto Paulinho, quanto Silmar, a gente falou assim: "Escuta, e essas crianças, será que eles vão cober também?" E aí, claro, né, a mamãe Dorita, que era coordenadora do projeto que começou, falou: "Não, nós só estamos atendendo 70". E nós que estávamos ali com um monte de vontade de ajudar, né? E principalmente com recurso, porque nós ficamos lá s dias, não tinha nem onde gastar, um lugar que não tem aonde você gastar, né? E eu tinha, acho que eu levei na época uns 200, 300. Eu falei, se tiver alguma necessidade tem um dinheirinho, né? Fiquei lá sete dias, não tinha nem onde gastar. E aí quando eu vi aquele monte de criança, falei com o Silmar e o Paulinho falou assim: "Vamos abrir hoje o centro para alimentar todo mundo da comunidade". Aí falei: "Boa ideia". Aí fomos falar com a Dorita. Dorita, nós

uele monte de criança, falei com o Silmar e o Paulinho falou assim: "Vamos abrir hoje o centro para alimentar todo mundo da comunidade". Aí falei: "Boa ideia". Aí fomos falar com a Dorita. Dorita, nós podemos chamar, convidar a comunidade toda, né? Era domingo de Páscoa, coincidentemente. E aí a Dorita falou: "De jeito nenhum, né? Por quê? Não, papá." Ela chama gente de papa. Não, papá. Tem muita criança, mas quanto tem muita criança. Se for falar que para vir, vai vir muita. E a gente falou, mas quanto? Mas é muita. Aí ela falou assim: "Se papa Wagner autorizar, a gente abre". E foi falar com o Wagner. Na verdade, não foi assim. Nós fomos falar com o Wagner e aí o Wagner falou assim: "A mamãe Dorita autorizar, porque ela conhecia, né, a como ela fazia a seleção. E aí ela falou: "Xi não dá, papai". Falou pro Wagner, Wagner, não dá, né? E aí a gente insistiu, insistiu, a gente implorou e aí ela autorizou. E aí a gente não tinha muita comida, então a gente precisou comprar um saco de arroz de 50 kg, um de feijão e mais cebola. uma série de legumes para além das 70 crianças que iam voltar a receber o alimento, poder almoçar naquele dia. Então, almoçaram as primeiras 70 crianças e nós tivemos que sair com o carro para comprar. enfim, veio, fez fez aqueles panelões de arroz, feijão e por volta de 3:30, 4 horas da tarde, que nós conseguimos começar a servir as crianças da comunidade. E aí aquele terreno de 600 m² aqui deve ter no máximo 500. É como se fosse isso aqui, o terreno forrado de criança sentada no sol do meio-dia às 4 da tarde, um sol igual de Goiânia hoje, 36º, seco também. esperar sentado, a comida e quando veio a gente tinha 50, 60 pratinhos para dividir. Então eles faziam a fila e vinha e a gente servia, eles comiam, trocavam no final da fila. E eu me recordo que eu fiquei na panela de arroz. Então nós tínhamos uma caneca, caneca assim dessa que a gente toma leite com café, que não não passa mais do que 350 ml, né? E a mamãe Dorita falou assim: "Vocês colocam uma porção

na panela de arroz. Então nós tínhamos uma caneca, caneca assim dessa que a gente toma leite com café, que não não passa mais do que 350 ml, né? E a mamãe Dorita falou assim: "Vocês colocam uma porção de arroz, de feijão?" E quando eu fui colocar, eu coloquei a xícara inteira de arroz e ela bateu no meu braço, falou: "Não, é metade". Aí eu falei: "Metade de uma xícara de arroz?" Ela falou: "É, senão não dá para todo mundo". Então eu agachado, eu pegava o arroz e colocava no pratinho e não dava nem tempo de olhar a fila porque era muita gente. E eu fui colocando e fui colocando e fui colocando. Quando eu raspei a última canequinha que eu coloquei no último prato, a fila tinha acabado. Não só do arroz, a do feijão. Deu a conta exata. Naquele dia, naquele dia a gente alimentou 700 crianças. Era 70, era 70 e a gente alimentou 700. Só porque duas ou três pessoas que estavam com dinheiro no bolso ficou com vergonha de voltar pro Brasil e não matar fome daquele dia. Então nós fizemos por isso. E aí me recordo daquela passagem que Jesus quando subiu lá no monte, né, para fazer aquele lindo sermão e os apóstolos preocupados, né, que que nós vamos dar de comer para essas pessoas, né? E Jesus pede, pediu para que quem tinha dividisse. E assim foi feito. Todo mundo comeu e ainda sobrou um monte de balaio cheio de comida. Eu tive que ir na África para entender o que é compartilhar. De verdade. Sou espírita faz 30 anos. Já tinha ouvido essa história, mas não tinha entendido o que é compartilhar. Compartilhar é quando você tira do teu pouco e divide. E a fraternidade tem feito isso. O pouquinho de cada um tem feito muita coisa. Para você que ainda não conhece, para você que não apadrinha, junte-se à gente, né? Porque essa emoção que eu sinto aqui já faz 12, 13 anos, é como se eu tivesse vivendo lá agora, né? E e é verdadeiro, a gente tem muito aqui. Segundo a Organização Mundial da Saúde, por minuto morre 15 pessoas no mundo de fome. 15 pessoas por fome por minuto, vezes 60 1 hora, 900 pessoas morrem por hora por

rdadeiro, a gente tem muito aqui. Segundo a Organização Mundial da Saúde, por minuto morre 15 pessoas no mundo de fome. 15 pessoas por fome por minuto, vezes 60 1 hora, 900 pessoas morrem por hora por fome. E a gente sabe que o planeta produz mais do que tem boca para consumir. Então, a divisão que tá errada. Então, a fraternidade não é contra nada. A fraternidade é a favor do compartilhar. É o convite que fica para todo mundo. >> É, é até difícil depois de falar, né? É até difícil, porque a fraternidade oportuniza aos nossos corações a vivência real do milagre, da multiplicação. Eh, sob dois pontos de vista. a gente, né, teve esse relato do Ran, muito bonito, a gente vai nas caravanas de saúde e o remédio dá até o finalzinho, até o final dá tudo certo. Eh, porque multiplica também eh a nossa vontade de fazer o bem. E essa vivência ela é fantástica. E nesse sentido do apadrinhamento, eh, também fica um convite de quem quiser e puder ir conosco nas caravanas, das várias caravanas, com os vários focos, só existem três pré-requisitos, né? Um é ser padrinho de algum projeto, o outro poder custear, né, a sua viagem e o outro e um outro preposto fundamental, um desejo de servir, porque é assim que a gente se conecta e essa vivência vai encontrando nos nossos corações mais permeáveis. E nesse encontro de corações que a gente vai tendo dentro do desse movimento de vidas que vão se entrelaçando na vida maior, eu queria passar aqui pro para Rodolfo, que é um desses corações que hoje caminham muito ao lado dos noss, que inclusive teve bem recentemente lá, né, para ouvi-lo. Obrigado, Paulo. Eh, eu não tenho toque não, mas é uma madame falou e um senhor falou e eu queria passar pra Taina. Depois eu encerro, tá? Que não, que não que não tá tudo certo. Boa noite, pessoal. Eu me chamo Taina e eu tive o privilégio de morar em Moçambique. Olhe, foi de uma graça divina que só vivenciando para vocês poderem entender. Moçambique vai muito além do spoiler que eles deram aqui. Quando Wagner chegou

u tive o privilégio de morar em Moçambique. Olhe, foi de uma graça divina que só vivenciando para vocês poderem entender. Moçambique vai muito além do spoiler que eles deram aqui. Quando Wagner chegou lá, Wagner ficou encantado, mas não encantado com a pobreza que tinha lá, encantado com o potencial daquelas pessoas. E é assim que a gente enxerga Moçambique, um potencial gigantesco. As pessoas que estão lá, elas olham para você com uma verdade e elas têm uma vontade de viver que você fala: "Não é possível não. Você para para conversar com uma mama ou um papa, como ele falou, né, que é uma mãe ou um pai, e você pergunta: "Quando foi a última vez que você comeu?" Eu não lembro. Eles não conseguem lembrar. A fome é tanta que eles não conseguem lembrar. E aí você chega perto dele ou perto dela e ela começa a lhe abraçar, a dar um sorriso. O sorriso do moçambicano, gente, é a coisa mais linda do mundo. É de uma verdade, é de uma pureza, é de uma alegria. Quem já foi em Moçambique aqui sabe o quanto esse lugar é especial. E esse lugar ele é tão especial que a primeira vez que eu tive em Moçambique eu tinha ido no ano anterior em uma missão humanitária por uma outra organização e gente tinha sido horrível, horrível, horrível, horrível. Não vou entrar em detalhes, mas tinha sido muito ruim. Voltei e falei: "Nunca mais eu piso na África". Realizei meu sonho, era aí, fiquei 20 dias, nunca mais eu volto, negócio ruim. Daí é bem isso. Tem uma pessoa que inclusive que tá aqui que é o Roberto Alexandre. Levante a mão, meu amigo, um amigo irmão que eu tenho, que ele foi numa caravana da fraternidade logo em seguida. E aí ele me ligou um dia, ele mora aqui em Goiânia, falou: "Tatá, você tá onde?" Eu falei: "Tô em Brasília". Ele disse: "Eu tô chegando aí". Eu disse: "Aconteceu alguma coisa?" Ele disse: "Aconteceu". Falei: "Sabia. Moçambique é desse jeito. Presta não, sabia? Chegou lá em casa, abriu um computador, né, gente? Ano 2000, 2020, 2019, né? Abriu um computador, começou a mostrar

Ele disse: "Aconteceu". Falei: "Sabia. Moçambique é desse jeito. Presta não, sabia? Chegou lá em casa, abriu um computador, né, gente? Ano 2000, 2020, 2019, né? Abriu um computador, começou a mostrar as fotos e os vídeos, tudo lindo. Ia lá, chegava, alimentava a criança, fazia um trabalho, leva um monte de blusa de time de futebol, as crianças tudo jogando, 50 Neymar num time, 50 mestre no outro. Um negócio maravilhoso. O time do Goiás inteiro tava lá. Falei: "Betinho, não é possível não." Ele disse: "É, essa organização é séria. Vá por ela". Eu disse: "Homem, macho, inventa, não quero mais não. Isso aí para mim já deu." Ele disse: "Vá." E aí, pela graça de Deus, eu tive a oportunidade de ir. E Deus foi tão generoso comigo que nem o Paulo falou: "Existem inúmeras caravanas, saúde, educação e eu caí numa caravana da família". E mais uma vez, na misericórdia do nosso criador, essa caravana foi um divisor de águas na minha vida. Eu só tenho agradecer a Moçambique por tudo que ele fez por mim e em mim. Hoje em Moçambique a gente trata da educação como o nosso ponto principal, porque a gente já entendeu que uma criança que ela tem a oportunidade de estudar, de se desenvolver, é onde ela vai ter a oportunidade de mudar a realidade dela e da família dela. E em meio a tudo isso que a gente viveu em Moçambique, em meio a todas essas realidades que eles contaram, a gente só consegue ver alegria. Você chega lá, é a música o dia inteiro, é criança batendo na porta, é os idosos que você olha e, tipo, você não imagina quantos anos aquela pessoa tem, que você fala: "Não é possível não. Oi, Jesus, esqueceu aqui?" Porque a gente olha para uns que fala: "Senhor". Mas tá todo mundo lá vivendo da misericórdia de Deus, da fé que eles têm. Gente, quem não tem fé ou quem tá com dúvida na sua fé, vai em Moçambique, vá, vá até Moçambique. Você vai ver a sua vida se transformar. E hoje a gente só tem agradecer a todos os corações que já passaram por lá. ou que tem esse chamado no coração de ir

, vai em Moçambique, vá, vá até Moçambique. Você vai ver a sua vida se transformar. E hoje a gente só tem agradecer a todos os corações que já passaram por lá. ou que tem esse chamado no coração de ir até lá. Muito obrigada. Obrigado, Paulo. Eh, voltar de Moçambique é voltar cheio, cheio do Espírito Santo. É uma coisa interessante. Cada cada projeto tem uma uma realidade e uma característica muito peculiar. Todo mundo falou assim, bonito, é ruim encerrar e eu e eu tentar falar como vindo aí há três semanas, né? A gente voltou de uma caravana de saúde de Moçambique, mas a gente também tem que que abrir o coração de peito aberto e pé no chão. É a que a gente vai depois encerrar com essa música, mas o pé no chão é para tentar entender dos movimentos e das dos desafios que se encontra lá. Porque eu tava conversando aqui com o Paulo, Moçambique é tão interessante que a gente sempre é é uma coisa de felicidade mesmo. O Ran relembrando das 70 cabecinhas e agora são por volta de 15.000, 14.000 alguma 15.000, vamos arredondar de 70 para 15.000 crianças, 27 para 28. Teve um pouco mais, mas a a fraternidade não retrocede. Ela só dá pausas estratégicas. Mas hoje 27 centros de acolhimento de toda a região de Gaza, que é a província, né? Para entender Moçambique, os estados, imagina o estado de Minas Gerais, o estado de Goiás, então tem a província de Gaza, certo? E dentro da província de Gasa, o norte de Gaza, que é perto lá da região da fronteira com Zimbabe, que é o a Chicolaquala, que é um distrito. E aí tem a comunidade de Ding, onde tem esse super centro de acolhimento aos caravaneiros, que é um desafio estrutural de todos os projetos da fraternidade sem fronteiras. Madagascar recebe na estrutura pro caravaneiro. Muito bom. Malaio. Malau é muito bom. Muzumu e fantástico. Jing d jing é legal demais. Por quê? Porque ali a gente é treinado nas nossas necessidades, certo? Físicas. É muito bom, porque ali, voltando agora na fala do Wi-Fi, que a gente sempre reconecta e puxando a fala

é legal demais. Por quê? Porque ali a gente é treinado nas nossas necessidades, certo? Físicas. É muito bom, porque ali, voltando agora na fala do Wi-Fi, que a gente sempre reconecta e puxando a fala do Paulo do Não me esquece dessa história dessa criança, Moçambique é pra gente não esquecer. Por quê? Porque a grande maioria, é lógico, dos pioneiros e agora o a o projeto, a fraternidade cresceu bastante, então todo mundo tem uma porta de entrada de outros projetos, mas de oito a risco a dizer seis a 8 anos para trás, a grande maioria entrava nas primeiras caravanas em Moçambique. Então, sabe quando a gente vai num local e que assim a gente conecta o Wi-Fi de Deus daquele local e toda vez que a gente volta, ele é automático? Eu acho que é por aí. Quando a gente fala de Moçambique, mesmo conhecendo outros projetos, é automático, porque a gente já conectou ali e aí é uma força boa, porque é alegria, a gente volta cheio, ali, é uma troca muito importante. Só que a atualidade é também muito interessante falar. Por quê? Porque desses dos projetos as crianças, até na época das 70, crianças tinha alimento todos os dias na semana. E hoje é um desafio, porque às vezes não dá para alimentar todos os dias em todos os projetos. Por quê? Porque a gente precisa no mundo material de provas e expiações, a gente precisa também correr atrás e materializar as nossas vontades e a vontade de ajudar o irmão. E para materializar, a gente precisa ir atrás de almas que querem conectar nessa força. Seja um padrinho, entre no site, conheça, participe de uma caravana, porque dos grandes, né? Eh, eh, eh, centros que tem lá, matuba, Muzumui, barragem, que é o início, lá tem alimentos de segunda a sexta. Em alguns outros centros, principalmente Calaquala, só tão agora três vezes por semana. E às vezes a gente vê um pouco da evasão escolar, porque as crianças não tem como, elas vão muito na escola baseado na alimentação. Então a gente vê que em algumas situações ela não deixa de ir para não gastar energia de ir lá

ouco da evasão escolar, porque as crianças não tem como, elas vão muito na escola baseado na alimentação. Então a gente vê que em algumas situações ela não deixa de ir para não gastar energia de ir lá para estudar, se naquele dia não vai ter alimento. Olha o tanto que isso é é importante, é necessário a gente manter essa estrutura, trocar as fomes, né? Porque a gente vai lá com a fome da alma, do espírito, recebe isso com alegria, com a espiritualidade, com a música. com tudo que tem lá e a gente tenta aliviar um pouco a fome do corpo físico. Eu queria eh encerrar essa fala que teve caravana isso também muito bom aqueles das veias sanguíneas da fraternidade sem fronteiras, o grande coração que bate. As caravanas eu acho que elas são artérias fortes para alimentar todos os braços a estrutura da fraternidade. Caravana é uma imersão muito importante pra gente ter essas conexões e abrir e mudar, é, reinstalar sistemas operacionais, espirituais. A gente volta e nunca mais é o mesmo. Por quê? Porque a gente reinstalou aplicativos mais espirituais e deletou alguns aplicativos materiais. Isso é muito bom. Isso é muito importante, porque a gente volta com uma outra visão das coisas que a gente vê aqui. Então, a gente recebe muito. Esse é um jargão que fala, né? Eu vou lá para doar, não, você vai lá para absorver, para voltar e mudar o jeito que você enxerga a vida. E aí é bom, porque nesse período teve três caravanas quase que consecutivas. Olha só o sonho, né, de dar continuidade, independente de qual caravana que que seja. Então, teve a caravana da espiritualidade, aí logo depois veio a caravana da saúde que a gente participou e aí logo depois teve a caravana da arte e e aí teve da educação e agora vai ter da educação de novo. Isso é muito bom. Porque tem gente para sempre tá trocando essa boa energia e voltando e falando dos projetos. E a gente tá aqui para falar do projeto de Moçambique, a caravana da espiritualidade de agora que teve jovens muito espirituais, especiais. E

ocando essa boa energia e voltando e falando dos projetos. E a gente tá aqui para falar do projeto de Moçambique, a caravana da espiritualidade de agora que teve jovens muito espirituais, especiais. E aí teve uma, né, compositora, ela chama Raíça. Eu não a conheço, mas eu escutei essa música que a gente cantou lá. E aí eu fiquei emocionado com essa música porque parece que ela ela captou algumas vozes do céu. E aí ela fala em viver esse sonho. Vamos viver o sonho de ser fraterno. Se não é por agora, se tá difícil, tá tudo bem. É, é treinar ver o copo mexer. É treinar ver essa, essa essa panela de arroz sempre do lado do meio cheio, não vê o lado do meio vazio. E aí a gente aprende isso muito com eles lá, com com a escassez e eles são muito felizes e utiliza, né, um linguajar que não é daquela região, mas é de outro, do Malau principalmente, do Kenan, de uma língua que chama Soarili, que é falada ali em quase 220 milhões de africanos. E tem um termo lá que eu gosto muito de sempre tá relembrando, chama Racuna Matata. Esse foi incorporado no Rei Leão. E a tradução desse termo é isso tá tudo bem, não tem problema. Racuna matata. Por quê? Apesar de todas as dificuldades, está tudo bem, está tudo certo. Vamos focar com força, com fé, viver esse sonho de alma aberta, o coração aberto e pé no chão. Reancorar, reancorar a reexperiência na carne. ter no chão, olhando para o foco, sempre para o alto, trocando experiências lá, aprendendo a orar com eles, porque a oração deles é forte. E tem uma parte dessa letra, dessa música que isso também eu vim escutando, né, no na estrada que tava pegando fogo, mas o fogo foi providencial. Eu fui escutando e eu olhei e falei assim: "Cada braço naquela região Muzumuia e adjacências de Moçambique, onde o trabalho da fraternidade é mais presente, cada abraço ali é um altar estabelecido no coração de cada um. Eu vou pedir o meu amigo Ardílio que eu fiz agora, ele pegou lá música se quiser passar e e se o Paulo que às vezes quiser encerrar de

e, cada abraço ali é um altar estabelecido no coração de cada um. Eu vou pedir o meu amigo Ardílio que eu fiz agora, ele pegou lá música se quiser passar e e se o Paulo que às vezes quiser encerrar de alguma coisa aqui. Paulo, posso meter um pouquinho aqui? >> Não, a gente a gente a gente também tem curiosidade sem fronteiras, como a gente tem, pode deixar precisar alguns minutinhos e é a sua música o tempo de música normal, né, Rodolfo? Então vamos lá. >> Vamos lá. É, a gente tem alguns minutinhos, nó temos que ser rápidos vocês e a gente. Alguém tem alguma dúvida? Eu queria perguntar alguma coisa pros meninos com essas histórias tão maravilhosas que eles contaram. Se alguém quiser, a gente pedi para vir aqui rapidinho falar quem quer perguntar, quer tirar alguma dúvida. Eu já vou fazer a primeira, Taina. Como que a nossa cultura é muito diferente, nossos costumes, o Rodolfo falava disso, né, até da forma de oração, enfim, todos os nossos costumes. Como que a gente eh consegue chegar lá? É possível, mesmo com essa toda diferença cultural, comportamental que a gente tem, Taina, a gente consegue perceber e se e interagir com eles? >> Ah, consegue sim. Eh, os meninos falaram um pouquinho, mas gente, eles são tão calorosos, eles acolhem a gente independentemente se chegou uma criança, que nem eu falei para vocês, eu fui numa caravana da família, minha primeira caravana para lá, era uma caravana onde eram os pais, os filhos, os avós, os netos. E todo mundo foi muito acolhido, independentemente da idade. Então eles fazem muita questão de mostrar que você tá ali por eles, de ser muito grato por aquilo ali. Então a gente consegue se sentir em casa, literalmente. Ah, a história do Wi-Fi vai ficar para sempre na minha cabeça agora. Mas é isso, é você chegar lá e se sentir em casa, porque você vai ser acolhido o tempo todo. A gente agora tá falando de Moçambique, mas eu garanto a vocês que todos os projetos t a mesma caloridade. Todos os projetos eles abraçam a gente com amor que não tem explicação.

colhido o tempo todo. A gente agora tá falando de Moçambique, mas eu garanto a vocês que todos os projetos t a mesma caloridade. Todos os projetos eles abraçam a gente com amor que não tem explicação. >> Um calor humano que supera todas essas diferenças culturais e comportamentais. Mas alguém quer fazer alguma pergunta para um dos meninos? Precisa até vergonha. Não, gente, quer alguém perguntar? Alguém quer tirar alguma dúvida agora? Eu então porque eu alguém >> eu só quero aproveitar aqui um segundo mandar um abraço pra Ângela que tá lá em Moçambique. Ângela, a gente tá aqui, ó, orando por você. A Ângela é voluntária, diretora também, né, da fraternidade e tá morando no projeto em Moçambique. Ângela, um beijo no coração, viu? >> Que bom, Ângela. Então já vai acompanhando a gente aqui. Pode ser o Loren aproveitar que tá com o microfone. E essas dificuldades também logísticas, dificuldade de eh transitar, locomover para um lado pro outro, conseguir mantimentos e produtos. Como é que você dá a superação disso também junto com o grupo? >> A fraternidade organiza tudo muito bem, né? Então, os caravaneiros eh eh se sentem muito amparados e para dormir, para se alimentar. Mas a logística eh quando a gente fala do norte de Moçambique quando vai paraa Chicoalaquala, eh eu tô falando de 200 km que a gente gasta 10 horas para chegar. É muito longe. H até Anderson, eh nós temos um projeto dentro da da de Moçambique que é Águas para a África. Furar um poço artesiano na África é muito difícil. Então assim, alguns lugares já foram vários poços perfurados, então assim, o alimento chega, os centros de acolhimento recebem semanalmente. É, semanalmente acho que eh a fraternidade leva, são vários chanes de acolhimento longe, então é esse alimento chega, eh, as caravanas chegam em todos os lugares. Então, assim, é, é, existe uma dificuldade, mas não tem fronteiras, né? Para quem quer ajudar não tem fronteiras. >> Você falou isso, Lorena, quando você disse, 200 km, 10 horas, todo mundo,

lugares. Então, assim, é, é, existe uma dificuldade, mas não tem fronteiras, né? Para quem quer ajudar não tem fronteiras. >> Você falou isso, Lorena, quando você disse, 200 km, 10 horas, todo mundo, nossa, 200 km, 10 horas. Mas eles fazem isso todo dia e recebem com sorriso, né, Taina? É, talvez essa é essa seja uma forma de aprender. Quer vir aqui perguntar pra gente ou que eu levo o microfone? Vou levar aí. Pera aí, pera aí. >> Ah, então tô bom da ver também. Você tá bem treinado pela fonologia. Pode falar. Fonte, professor, mais de 30 anos. essa questão da logística e os saques, porque a África tem muitos saques. Isso é uma curiosidade que eu tenho. O tem saque da >> Raniere Responde pra gente. >> Como é que é seu nome? >> He >> Heisk. >> É. >> Então eu vou te responder com uma outra historinha. Quando eu fui a primeira vez, eu levei um saquinho de dorato, de dorito, eh, mendorato, aquele amindo japonês, porque eu achei que em algum momento eu fosse passar fome, não fosse ter uma refeição. Então, eu levei um saquinho de amuim, coloquei nesses bolsinhos da calça que a gente põe moeda. E tava lá no terceiro dia, por volta de 4 horas, a gente tinha comido 11 da manhã. Eu já tava com fome, saí jantar lá paraas 7 e aí eu fui num cantinho assim, peguei o amindoim, coloquei um amindoim na boca só para disfarçar, né, a fome. E de longe eu vi assim lá no fundo uma criança de uns 4, 5 anos olhando para mim e eu falei: "Meu Deus, ela viu que eu pus na boca". E aí tinha, não só tinha ela, tinha umas 200 crianças. Aí eu fui até ao fundo, falei para ela assim, ela tinha uns 6 anos, ela não falava ainda português, eles até os seis fala o dialeto local, depois entra na escola e fala português. Aí eu falei para ela assim: "Leva paraa sua casa e come na sua casa, né? Porque tinha uns cinco aminduinzinhos e eu não imaginava que ela fosse dividir com todo mundo, né?" E ela pegou e saiu. Passou quatro dias, a mamãe Dorita, que era coordenadora, chegou para mim e falou assim: "Ranier, tem uma mãe, aliás, tem

u não imaginava que ela fosse dividir com todo mundo, né?" E ela pegou e saiu. Passou quatro dias, a mamãe Dorita, que era coordenadora, chegou para mim e falou assim: "Ranier, tem uma mãe, aliás, tem uma avó de uma criança que tá pedindo para eu, ela que era coordenadora, ir lá na casa dela, mas eu não tô entendendo. Você não quer ir comigo?" E nós fomos, chegamos lá numa casa de 2 por2 no meio do mato, o terreiro todo varrido, né? Aquela areia toda varrida em volta da casa parecia mais limpo do que esse tapete. E lá no dialeto ela começou a explicar paraa mamãe Dorita e fazer umas perguntas. Eu não entendia nada porque era o dialeto local. Aí a mamãe Dorita falou: "Raniele, papai Raniele, você deu alguma coisa para alguma criança três dias depois?" Aí eu falei assim: "Como assim você deu algum presente, alguma coisa?" Eu falei: "Não". Aí ela falou: "Es pera um pouquinho". Aí a mulher foi lá dentro do barraquinho, sete crianças, além daquele que ia estudar, devia ter umas sete, oito, trouxe o saquinho com cinco amindo depois de três dias. Ela falou: "Você deu pro menino isso?" Eu falei: "Nossa, dei porque eu vi, ele me viu comendo e eu dei para ele comer." A avó, porque eram órfãos de pai e mãe, pediu para ele chamar a coordenadora para perguntar se aquilo ele ganhou ou se ele tinha pego sem autorização. E eles não comeram cinco aminduínes durante três dias. Tudo é compartilhado. Se você chegar com um caminhão, ninguém saqueia. Um prato de comida. A gente já viu isso ser dividido por três, quatro crianças. Pode ser em outros lugares e eu já vi imagens disso, mas em Moçambique eu nunca vi isso. >> Temos só mais 3 minutinhos. Vamos ser breves e rápidos aqui. Raniere, o buntu. >> Eh, parabéns a essa equipe da fraternidade sem fronteiras. Eu sou Robinho, sou da Federação Espírita por essa luta, por essa grande causa humanitária em defesa da vida. Parabéns. Isso é muito importante, porque o grande mestre Jesus nos ensinou que para viver e evoluir, nós teríamos que servir e amar. E é isso

uta, por essa grande causa humanitária em defesa da vida. Parabéns. Isso é muito importante, porque o grande mestre Jesus nos ensinou que para viver e evoluir, nós teríamos que servir e amar. E é isso que a equipe de fraternidade sem fronteira está fazendo. Parabéns, muita paz e muita luz nesse trabalho. E eu gostaria de perguntar para participar de um desses projetos, o que é necessário? Qual é o período que tem que passar lá? Quem pode responder? Robson. >> Rubinho. >> Robinson. >> Robson. >> Robinson. Você precisa ser maior de 18, >> precisa ser maior de 18 anos, querer ir e ir com a gente. >> Tá fácil, Robinson. >> Um período de caravana varia de 7 a 10 dias no máximo. >> Ah, é, >> é pouco. >> Dá tempo. Então, gente, a última pergunta com tempo. Companheiro quer fazer pergunta já. Faz aqui no microfone porque você tá aqui pertinho. Você quer fazer alguma coisa para Paulo falar? Complementar. Só para complementar, igual eu já tinha dito assim, os três pré-requisitos, né? Querer ir coração à disposição, ser padrinho e arcar com os próprios custos, >> né? O Rodolfo. >> Rodolfo, prazer, meu nome é Luiz Cláudio, tô ouvindo da cidade de Formiga, Minas Gerais. Eh, a pergunta é bem objetiva é no seguinte sentido. Quando você fala em sem fronteiras, um evento como esse, eu primeiro que eu tô participando, eu conheci o movimento em Juiz de Fora, num congresso que teve lá, realmente eu fiquei tocado profundamente. pergunta é o seguinte, um quando você fala em sem fronteiras e quando a pessoa realmente entende essa necessidade de não ter fronteiras, um evento como esse dentro de uma casa espírita, e eu sou dirigente espírita, será que nós não estaríamos colocando uma fronteira para quem não é espírita, porque muita gente não vai à casa espírita por medo, por preconceito, etc. um evento como esse, 700 pessoas, amanhã vai est muita gente, né? Eh, dentro de uma casa espírita. É nesse sentido. >> Obrigado pela pergunta. S bem breve assim, a base, o início e e quem colaborou muito pro movimento

se, 700 pessoas, amanhã vai est muita gente, né? Eh, dentro de uma casa espírita. É nesse sentido. >> Obrigado pela pergunta. S bem breve assim, a base, o início e e quem colaborou muito pro movimento estabelecer forças, as raízes iniciais da fraternidade sem fronteira foi o próprio movimento espírita, entendeu? E e aí foi já feito um levantamento do perfil números. É sempre importante estatística, epidemiologia e vamos dizer dados epidemiológicos e estatísticas do perfil do caravaneiro, né? Ele ele é um 60 70% espírita, ele tem 30 a mais, é uns 70 80% do sexo feminino, porque a alma feminina também ela é mais conectada espiritualmente. Eles estão mais em centros e outras igrejas também, trabalhos mais voluntários. e pensar na questão da fronteira do movimento espírita, eu percebo que a fraternidade, posso até estar enganado, mas é o que eu sinto, é um treinamento pro próprio movimento espírita dos espíritas. Aqui é uma casa espírita. Então eu entendo essa pergunta que às vezes qual a dificuldade de alguma outra, né, pessoa que professino, acho que do espírita para realmente derrubar as fronteiras estruturais e os muros dos centros espíritas. A gente treina para sair da casa e ser o centro espírita vivo num movimento desse de caravana de falar assim, o Robson falou agradece o movimento que a gente faz e ele é muito ecumênico. Tanto é que nas regras, no site que tá lá, a base da fraternidade, ela ela tem uma discussão de vivenciar, viver diariamente a fraternidade, independente da questão política, ideológica de raça, do país e principalmente, não só principalmente, mas muito importante da questão religiosa. O que eu digo é o espírita, a gente fala muito da regeneração, da melhoria do planeta, isso é fato. como que a gente vai fazer a regeneração e a melhoria é dentro somente das casas com esse número nem 2% no último censo somos configurados espíritas. é multiplicando só o movimento, o trabalho. É aquele espírita que às vezes não tá só nos 2% dentro da casa espírita, é aquele que

s com esse número nem 2% no último censo somos configurados espíritas. é multiplicando só o movimento, o trabalho. É aquele espírita que às vezes não tá só nos 2% dentro da casa espírita, é aquele que vai e pega num familiar, numa discussão, numa conversa na mesa e fala: "Vem cá, meu irmão, meu meu parente ou meu amigo que você que é católico, vem cá, vem conhecer". E tem vários diálogos e e e conversas interreligiosas dentro do movimento da fraternidade sem fronteiras. Ela faz essa eh e esse trabalho de incluir, de tá sempre chamando o irmão evangélico. Só que aí o irmão evangélico sem fronteiras, ele vai lá e chama o irmão católico, mas ele chama o irmão católico também sem fronteira, sem muitas dificuldades de de a gente treinar e falar de alma para alma. eu olhar para você e eu tentar vencer a fronteira da roupa que você tá usando, da cor da sua pele, da do carro que você chegou, do da do nível intelectual, da classe social sua. Eu vencer todas as suas ideologias ou políticas, orientações, enfim, vencer todas essas barreiras e falar de alma para alma. Eu acho que esse é o grande desafio e vamos firme sem sem eh descansar hora nenhuma. E inclusive amanhã, né, a gente vai ter um diálogo, né, interreligioso com a presença de um padre, né, muito muito querido, de um pastor também, porque a ideia é essa, né, mas a o projeto, a ONG tem que fazer um um evento como como este, com inscrição gratuita e a gente precisa de um espaço, né, e às vezes é onde a gente consegue o coração mais aberto. Tá certo? A gente chegou no nosso tempo final, mas antes a gente vai se emocionar assim como o Rodolfo se emocionou. Vamos lá. Almas viagem juntos numa direção. Bora viver esse sonho. Bora viver esse sonho, irmão. sonho de alma aberta o belo cháador. >> Bom, o Paulo falou para mim que vai ter essa música agora mesmo, então já é um desafio para todo mundo ficar aqui até mais tarde. >> Então depois a gente coloca lá a música no telão. Então valeu Rodolfo. Obrigado Paulo, obrigado Lorena Raniera.

música agora mesmo, então já é um desafio para todo mundo ficar aqui até mais tarde. >> Então depois a gente coloca lá a música no telão. Então valeu Rodolfo. Obrigado Paulo, obrigado Lorena Raniera. Muitíssimo obrigado aí pela participação de vocês. Aplausos também pela iniciativa, por terem nos contado as histórias, mas primeiro por terem tido a coragem de vivenciar essas histórias para que elas pudessem ser contadas aqui. Pessoal, seguinte, vamos fazer um intervalo rapidinho, 10 minutos, mas tem que ser 10 minutos mesmo para ir no banheiro. Ó, aqui do lado também tem os nossos estantes, tem passo de alimentação, tem também os estantes do fraternidade sem fronteiras. 10 minutinhos a gente tá de volta, hein? 10 marcadinho no relógio aí. 10 minutinhos e a gente retorna aqui com a segunda parte dessa nossa, desse nosso início de da desse encontro, desse nosso trabalho aqui. Então, 10 minutinhos. Tô aguardando todo mundo de volta. Até já. pessoal não tem r >> é você tem o intervalo dá pra gente testar isso aí >> é agora é hora é aqui pedi os meninos para fazer o teste no, né? Ó, mas o mais bonito >> vamos ficar aqui nós dois. André, vamos testar. Tá. É, liga todos aí. T >> a gente ia deixa porque a gente vai testar agora o piano. E agora? >> Mas vem ali com ele ali, ó. Tá melhor. Tá bom. Tudo bem. Tudo bem. >> Essa aqui eu tenho para mim é um roteiro maior, né? >> Fala assim. >> Posso colocar minha bolsa? dessas viagens aí, >> né, meu amigo? Muito bem. >> É o meu. Pera aí. pergunta. >> Fala quem tá comprovando. Fernando. Letícia ou falá primeiro >> não. Eu prefiro que você até confir e eu fico lá. >> Mas como é que seria quando eu falar que eu fal >> só tem um sem fio? sem nós vamos ter que usar uma forma depois aí vai começar a música vai começar a situação seminário líder musical alma fala >> aí você não precisa falar mais nada aí eu vou estonda que a música acabar eu vou est aqui atrás A gente já fica já fica aqui, a gente tá bom. Eu não sei se são acho que tá mais perto.

cal alma fala >> aí você não precisa falar mais nada aí eu vou estonda que a música acabar eu vou est aqui atrás A gente já fica já fica aqui, a gente tá bom. Eu não sei se são acho que tá mais perto. >> Alô, sim. Alô, ouviu? >> Sou eu. >> Ah, boa noite. >> Odílio, eu tô falando. Odílio, >> pode desligar. >> Esse é o meu microfone. >> Pode desligar. Od, obrigada, viu, por estar aqui conosco. >> Você é maravilhoso. >> Pode desligar. Edson, Edson, >> Edon. Alô, alô. Tá usa B. >> Tá bom. Fando tudo bom? Oi. >> Oi, boa noite. >> Alô. >> Oi, boa noite. >> Letícia. >> Alô. >> Alô, >> Letícia. >> Pode falar. >> Oi, boa noite, Odílio. Tudo bem, >> Odílio? Que bom que você tá aqui com a gente. Muito bom você tá aqui com a gente, viu? Boa noite. >> Boa noite, Letícia. Deu boa noite. Aí pode deixar ali. al Esse aqui, ó. Agora que eles vão testar. >> Alô. Mas a gente pega >> é a primeira coisa, a gente canta aí, você pega, depois eu volto, tá? >> Pode falando. Pode falando. >> Oi. Ei. Teste. Som. Som. Ei, som teste. Ei, som e som teste. Ei, som teste. Ei, som teste indiferent. Teste. Ei, som. Ei, som. Teste. Testando. Um, 1 2 3. Alô, alô. Você me ouve? Teste. Ei, som. 1 2 3. Internacional. Qualquer um. Só pra gente testar rapidinho. >> Ah, pode ser, pode ser. Agn sol, sol. >> Ei, ei, ei. >> Tá desligado. Ei, ei, >> não, mais cedo tava perfeito com o dele. E era esse aqui que dessa mancha. Ei, ei, ei. >> Esse aqui também tá, acho que tá, tá mutado lá, ó. Não. >> Ei, ei, ei, ei, ei, ei, ei, ei, ei. >> Tirar o volume dele. Tirar o volume dele. >> Desligado. >> Som. Som. Alô, alô, alô, som. Oi. Tá bem baixinho, né? Você você consegue comentar aqui pra gente? Esse daqui do sem fio? Quem tá com microfone sem fio, coordenando sem fio, aumenta o áudio pra gente, por favor. Aumenta o áudio um pouquinho do microfone sem fio. Quem tá com o microfone sem fio no controle, por favor, aumenta o áudio pra gente. Alô, alô. >> Tem como aumentar? Ó, aí, beleza. OK. Vamos lá. Eu vou, eu vou passar, eu vou

inho do microfone sem fio. Quem tá com o microfone sem fio no controle, por favor, aumenta o áudio pra gente. Alô, alô. >> Tem como aumentar? Ó, aí, beleza. OK. Vamos lá. Eu vou, eu vou passar, eu vou passar aqui pra cantora. Você vai regulando aí pra gente, por favor. Tá, OK. Atenção. >> Obrigada. Ei, ei, ei, ei. >> Ei, ei, tem que aumentar. >> Ei, ei, ei. >> Alô, alô. Saindo. >> 1 2 3. >> Ei, ei, ei, ei. >> Alô. Ele foi lá pedir >> testando. 1 do TR. Alô, alô, >> som. >> Ei, ei, ei. >> Som. Ei, som. Ei, ei, som. >> E vai conseguir colocar um >> já, >> já tá. Ei, ei, >> que que você acha de falar assim no final? Alô, 1 2 3. Alô, >> guerra mundial >> ou não? Aleluia. do >> Aleluia. >> Aleluia. Holly holy I Lord God Almighty. Worth is the Lamb. Worth is the lamb. You are holy. Tem que aumentar. Podia aumentar. Amém. Vai me ligar aqui. Eu espero. >> Tem que tem que aumentar um pouquinho o som do do piano. Eu não trouxe que tá ligado que não tem retorno. Tem retorno? >> Não tem retorno >> não. Mas tá bom. Se tivesse assim lá no fundo lá tá OK. Tá bom. >> Ficou agora. Ficou bom. >> Qual que é o caso aqui? >> É. >> Então a gente vai dividir eles, né? ter que baixar isso aqui. >> Eu eu começo, mas eu já eu chamar eu já passo para você. >> Muta ele. >> Foi eu. Foi eu. >> Alô. >> Fechou. Desligou que no final sa baixei e >> eu acho que a bateria tá acabando. >> Não é só nada não. Minha garganta tá toda fechada. >> Você liga o violão pra gente? Você liga aqui. >> Oi. >> Noss também. Eu também. Vamos lá >> então. Vamos >> então. Vamos. Essa voz linda assim. Mamãe, >> mamãe. >> Mamãe. Você viu? Que coisa mais linda. >> Tá muito alto, né? Per, deixa eu vir aqui. >> Estamos contando com você lá sustenido, né? Aqui, ó, >> pessoal, vamos ocupando os nossos espaços. Os companheiros que estão lá fora, ajuda a chamar, ajuda a chamar a turma lá pra gente recomeçar. Vamos lá, ajuda a gente aí, o pessoal que tá lá no espaço lá fora, quem puder ir lá chamar também a turma, nos ajude aí

ue estão lá fora, ajuda a chamar, ajuda a chamar a turma lá pra gente recomeçar. Vamos lá, ajuda a gente aí, o pessoal que tá lá no espaço lá fora, quem puder ir lá chamar também a turma, nos ajude aí para que a gente já possa ocupando os nossos espaços aqui. Chama o pessoal lá que a turma já tá aqui preparada pra segunda parte das nossas atividades aqui desta noite de abertura do nosso Fraternidade sem Fronteiras em Goiânia, a linguagem sagrada da humanidade. Vamos lá, vamos chamar a turma que tá lá fora pra gente já ocupando os nossos espaços e começarmos na melhor sintonia. Ajuda lá a chamar a turma. Deixaar. no chão. passará passará será dentro dela uma chuva que não perfumará e atrairá Mais de mil léguas de flor cada lágrima que >> pessoal vamos lá então. Vamos, vamos buscar os nossos assentos pra gente começar essa nossa segunda parte. Queria convidar todo mundo daqui a pouco, olha, a gente tem mais tempo, tem amanhã o dia inteiro, tem depois aqui da nossa apresentação para poder conversar, trocar ideias, enfim. Vamos sentando aqui paraa gente começar a segunda parte, né, desse nosso nossa nossa atividade do primeiro dia desse nosso encontro, né, Fraternidade sem fronteiras em Goiânia. Então a gente vai ter aqui hoje um momento bem especial. É um seminário lítero musical. Que que é isso, Anderson? Calma, calma que a gente vai entender e a gente vai perceber o quanto é interessante. >> Bom, aqui conosco Satiaque Afonso, Luciana Pinelli, Grupo Cênico da Federação Espírita do Estado de Goiás. A partir de agora, com vocês, a Alma Fala. A dor passará e nascerá dentro dela uma flor que então perfumará e atrairá mais de mil léguas o beij flor. Cada lágrima que cai é cristal que brilha mais. Transformar a dor em paz. O amor sempre é capaz de amanhecer de novo. Para saber começar. É preciso mergulhar no fundo do coração. Se abrir pra imensidão que encontrará repouso. A dor passará. Cedo me acorda a oração. É o coração que tá apertado para ver um mundo diferente da notícia

eçar. É preciso mergulhar no fundo do coração. Se abrir pra imensidão que encontrará repouso. A dor passará. Cedo me acorda a oração. É o coração que tá apertado para ver um mundo diferente da notícia repetida da televisão. Eu me pergunto onde é que foi. Alguém me explica, por favor, onde é que foi que nós desaprendemos a viver em união? Quero ver mudar, mas se eu aqui só esperar, eu sou um deles. Sou só um deles. Minha oração só é real transformação se começar em mim. Haja mais amor a começar em mim. Amor que eu tanto quero ver a começar em mim. A começar em mim quem me perceber. que antes possa me reconhecer, me descrever em teu amor. E se tivesse mais perdão, se no lugar de apontarem tantos erros fossem estendidos mais abraços, mais olhares de aceitação, se não mais tanto tempo em vão. nosso bem mais precioso não faltasse quando para ouvir, para entender o meu irmão. Posso até sonhar, mas se eu aqui só esperar, eu sou um deles. Sou só um deles. Minha oração só é real transformação. Se começar em mim, haja mais amor a começar em mim. Amor que eu tanto quero ver a começar em mim. A começar em mim. Quem me perceber, que antes possa me reconhecer, me descrever em seu amor. Oh. Você não minha voz que falhou, você não viu? Falhou. Tá falhado, tá roua. >> Nós estamos aqui hoje para que fale a nossa alma e que também outras almas falem. A primeira alma que falará para nós hoje nasceu na cidade de Nazaré. E nós os transportaremos agora pro ano 30 numa cidade chamada Jericó. Em Jericó vemos uma grande árvore e um pequeno homem sobe nessa árvore na ânsia de ver Jesus. Ele não consegue vê-lo, mas nós também não conseguimos. Insistentemente, nós subimos também nessa árvore e ainda não conseguimos ver Jesus. De repente, uma luz ofusca os nossos olhos e escutamos essas palavras: "Zaqueu, desce depressa, pois hoje irei sear em tua casa. Desce depressa. Esse é o convite. E o banquete que Jesus nos convida é o banquete da fraternidade. Interessante que o convite não é para subir, não é para acender.

sa, pois hoje irei sear em tua casa. Desce depressa. Esse é o convite. E o banquete que Jesus nos convida é o banquete da fraternidade. Interessante que o convite não é para subir, não é para acender. E muitas vezes nós queremos nessa ânsia de sermos melhores, de termos uma melhor carreira, de ganharmos mais, de estudarmos mais. de querermos sempre mais. Nós vamos subindo, nós vamos evoluindo, nós vamos crescendo, mas muitas vezes nós nos atropelamos. E quando nós nos atropelamos, nós também atropelamos o irmão que estava nosso ao nosso lado. O convite era justamente o contrário. O convite era para descer. E nós subimos no pedestal do orgulho, da vaidade, e nós esquecemos o irmão que tá do nosso lado. Nós nos acostumamos com o que passa na TV. Nós achamos normal aquele senhor que hoje pedia ali na porta, mas nós não podemos nos acostumar com isso. E nesse banquete que Jesus tão docemente nos oferece, nós temos muita sede de amorosidade e muita fome de fraternidade. E o mais interessante é que nesse banquete nós não trouxemos nada. somente fome e sede. E ainda assim nós somos convidados e muitas vezes convidados de honra que não honram o lugar a qual fomos chamados. E por nós não honrarmos esse lugar a qual nós não fomos cham a qual nós fomos chamados, muitas vezes nós sentamos nessa mesa do banquete junto com o nosso pai e nessa família universal também sentam juntos os irmãos. E é natural que os irmãos muitas vezes briguem, discutam, mas que também muitos se amem. E o pai sempre todo amoroso nos reúne especialmente aqueles irmãos mais difíceis, aqueles que discutem, aqueles que fazem uma guerra interna e muitas vezes externa. Então, hoje é um convite para que nós possamos descer do nosso pedestal e para que nós possamos aproveitar esse banquete. E os agentes que irão sear conosco atravessaram dois continentes e um oceano para chegar até nós. São as crianças. E vocês vão ver essas crianças a cada dia. E nesses dias que aqui estamos, junto à fraternidade sem fronteiras,

conosco atravessaram dois continentes e um oceano para chegar até nós. São as crianças. E vocês vão ver essas crianças a cada dia. E nesses dias que aqui estamos, junto à fraternidade sem fronteiras, ainda nos transportaremos para que outra alma falhe. Vamos então agora ao final do século XI, onde a doce meiga figura >> de Francisco de Assis. vem ao mundo, não em um momento fácil, em um momento de cruzadas, em um momento de inquisição, aonde Deus envia os seus missionários. Mas não pensemos que Francisco se apresenta desde o início como um santo, não. E assim como nós e nós podemos nos conectar a ele nos momentos iniciais da sua juventude, em que ele ainda gozava da materialidade, de tudo aquele que tudo aquilo que ele tinha de supérflo, de tudo aquilo que ele almejava subir. Ele queria ser um cavaleiro cruzado, ele queria brindar com seus amigos, mas bastou um convite e um contato de Jesus para que Francisco se transformasse. Francisco, reconstrói a minha igreja. E para nós, qual seria o convite de transformação? Qual igreja estamos falando? senão o templo sagrado do nosso coração, para que possamos transformá-lo em terra fértil, para que de Jesus, o divino agricultor possa plantar o trigo e para que possa nascer as flores do evangelho. Existe uma história de Francisco de Assis em que ele no começo do século, no início de suas atividades ali com aqueles minoritas na pequena igreja tão singela da Porciúnculo, resolve propor uma semana de jejum e orações aos monges minoritas. E cada um dos monges muito felizes e alegres começam essa semana de jejum. Passa um dia, dois dias e todos muito alegres, cantando, festivos, assim como era o Francisco de Assis, pois a alegria também permeia o coração desses espíritos. Mas foram passando os dias e alguns desses minoritas já não estavam aguentando mais de fome. Até que no quinto dia dessa semana de jejum, todos acordam com o choro copioso de um dos monges minoritas. Francisco vai até ele e escuta a sua lamentação. E ele sofria, pois ele dizia: "Pai

de fome. Até que no quinto dia dessa semana de jejum, todos acordam com o choro copioso de um dos monges minoritas. Francisco vai até ele e escuta a sua lamentação. E ele sofria, pois ele dizia: "Pai Francisco, eu quero muito continuar esse jejum, mas eu não aguento. Eu não tô conseguindo. Eu quero muito comer um franguinho. Eu preciso de um frango, eu preciso comer um franguinho. Eu tô sofrendo, eu tô chorando, eu não estou conseguindo." E Francisco vai até a cozinha e começa com muita alegria a preparar aquele franguinho. E aquele cheiro do frango recende sobre o mosteiro. Ele chama esse monge e os outros monges e Francisco come ele. Então, nesse momento, Francisco deixa de lado a sua disciplina por amor ao próximo. Então esse é o nosso objetivo aqui, para que nós possamos servir ao próximo, para que tudo aquilo que nos prende, toda aquela rigidez, toda aquela disciplina, tudo aquilo que nos faz querer almejar e galgar as coisas materiais, seja hoje deixado de lado. Hoje é o nosso dia de comer o franguinho junto com Francisco, junto com Jesus, nosso pai. E eu queria avançar um pouco mais no tempo agora para contar algumas histórias para vocês. E essas duas histórias eu pude presenciar. Em outubro do ano passado em Madagascar, tivemos duas experiências muito profundas e muito marcantes. Em uma caravana de saúde com vários médicos, enfermeiros, dentistas e outros voluntários. Estávamos na clínica de atendimentos que existe lá em Madagascar, que foi construída pela Fraternidade Sem Fronteiras. Estávamos alegres, felizes, atendendo mais um dia de atendimentos. Quando no final do dia uma das pediatras, a Kelly, ela vem até mim, me chama, fala: "Sa, vamos ver uma criança ali, ela tá tava com um quadro que se assemelha à asma, mas nas crianças menores a gente dá o nome de bronquiolite." E essa criança tava muito grave, um menino, vamos chamá-lo aqui de M. Em tinha uma bronquolite grave e a minha amiga Gisele, que é pediatra, que tá aqui, sabe que isso é grave. Isso é

e bronquiolite." E essa criança tava muito grave, um menino, vamos chamá-lo aqui de M. Em tinha uma bronquolite grave e a minha amiga Gisele, que é pediatra, que tá aqui, sabe que isso é grave. Isso é ruim. E ele não conseguia mais respirar sozinho. Então, chegado era chegado o momento em que nós precisávamos de uma OTI, mas num raio de 500 km, aquele Oasis, que é aquele centro de atendimento da Fraternidade Sem Fronteiras em Madagascar, é o melhor em saúde que nós tínhamos. Mas eu também me conduí da história e queria fazer algo por aquela criança. E aí fui atrás de dispositivos alguma coisa. Na minha prática diária, nós utilizamos muitos aparelhos, muitas coisas que ajudam nesse processo. Eu consegui encontrar uma um pequeno dispositivo que era do tamanhozinho do rosto dele, chamado dispositivo bolsa, válvula, máscara, que é um dispositivo que quando falta o ar, quando a gente já não consegue mais fazer a força para respirar, a gente pega a nossa mão e auxilia e a gente respira pela criança. E naquele momento, já era noite, já era umas 7:30 da noite, eu pude ter aquela possibilidade junto com os colegas de ventilar aquela criança. E ela melhorou. E nós ficamos muito animados, deixamos ela em uma fonte de oxigênio muito precária e fomos dormir. E no dia seguinte nós acordamos e a primeiro lugar que nós fomos foi ver essa criança, eu e a Kelly. E quando nós chegamos, ela não tava nada bem. Nós tentamos algumas medidas de resgate, conforme a noite anterior, sem nenhum sucesso. Nós tínhamos que avançar, nós tínhamos que seguir tentando, porque era uma criança de 3 meses. Como é que nós, com o nosso juramento hipocrático, vamos abandonar uma criança de 3 meses? Como é que nós, como seres humanos, abandonamos crianças de 3 meses? E nesse momento eu fui atrás de mais dispositivos. O médico que mora lá, o Igor, muito disposto, um coração gigantesco o Igor tem. E eu encontrei um dispositivo que ele é avançado, ele é da minha prática diária, que a gente não vê em nenhum lugar e

s. O médico que mora lá, o Igor, muito disposto, um coração gigantesco o Igor tem. E eu encontrei um dispositivo que ele é avançado, ele é da minha prática diária, que a gente não vê em nenhum lugar e tinha lá em Madagascar, chamado máscara laringe. É uma máscara que a gente coloca lá na laringe da criança. É, é um dispositivo antes de entubar essa criança. Essa precisa criança precisava ser entubada, mas nós não tínhamos recurso, nós não tínhamos UTI, nós não tínhamos onde deixar ela ventilando. E a Kelly virou para mim, perguntou: "Mas e aí, tem ventilador aqui?" o ventilador, aqueles tantos que nos faltaram aqui na época do COVID e que pela falta dele tantas pessoas de fato pereceram. E eu falei: "Não, Kelly, não tem ventilador para essa criança, não tem. Então, a nossa mão vai ser o ventilador mais uma vez." Isso era umas 10 horas da manhã. Nós conversamos com a mãe que tava o tempo todo com a criança no colo e a mãe num ato de fé muito grande nos entrega a criança e nós iríamos levá-la para uma sala de emergência. E a gente ficou durante horas tratando, medicando, monitorizando, ventilando aquela criança. Mas o quadro era muito grave, não dependia mais de nós. E nós não fomos treinados para desistir. Essa é uma verdade. Mas nós fomos treinados e nós precisamos aprender a dignificar a vida, mas também dignificar a morte que se aproximava, pois não era nossa aquela vida mais, não cabia mais a nós insistir mais. E aí nós fomos delicadamente parando, desligando a monitorização em segundos. Essa criança se foi. Nós ficamos arrasados, muito arrasados, porque isso pra gente dói muito. É uma perda muito significativa. Mas havia tantas outras crianças ainda que ainda estavam vivas e que precisavam de nós. E quando nós abrimos a porta para chamar a mãe e a avó, elas já sabiam do destino. Elas já estavam com a roupa mortuária de envolver a criança. Existe um padre naquela região chamado padre Pedro e ele sabiamente nos diz que a região onde nós vamos, essa região chamada

am do destino. Elas já estavam com a roupa mortuária de envolver a criança. Existe um padre naquela região chamado padre Pedro e ele sabiamente nos diz que a região onde nós vamos, essa região chamada Ambovombê, se vive para morrer. E a gente testemunhou aquilo, a gente testemunhou essa frase dele. Só que a gente não quer que isso continue, né, Wagner? A gente não quer que as pessoas vivam para morrer. A gente quer que elas tenham vida. E ali no momento daquela morte, a gente aprendeu também. Era a morte nos ensinando sobre a vida que precisa continuar. E a segunda história que eu gostaria de contar, ela acontece dois dias depois. Nós estávamos eh atendendo ainda na clínica e convocaram algumas pessoas, poucas pessoas, para ir em um centro nutricional próximo, que a fraternidade sem fronteiras já atende, mas precisava de poucas pessoas. Então, fomos eu, novamente, a a Kellia, a pediatra, Raan, um estudante de de medicina que estava conosco, e Dani. Dani é um malgas, ele é de lá. Ele é uma pessoa que foi desnutrida na infância e ele viu na fraternidade sem fronteiras uma oportunidade de ajudar a salvar outras vidas. Ele tinha um emprego na cidade vizinha. Ele larga esse emprego e ele vem trabalhar na fraternidade. Nós chegamos nesse centro nutricional e nós começamos o atendimento. O Dani começou o trabalho dele, nós também começamos o nosso. Várias infecções de pele, infecções respiratórias, nada fora do normal. Mas o olhar das crianças era diferente. A sarcopenia, a falta de músculo era mais acentuada e o olhar era mais vago. Primeiramente, eu não entendi, mas chegou o momento de servir a refeição. A refeição servida era uma um arroz com feijão, mas também tinha água junto na tentativa de fornecer um pouco de água numa região onde não chove, onde não tem água, mas também para dar um volume para que aqueles estômagos que forem forem receberem aquele alimento naquele momento se saciem por pelo menos umas duas 3 horas. E aquelas crianças começaram a se aglomerar em frente ao local de

olume para que aqueles estômagos que forem forem receberem aquele alimento naquele momento se saciem por pelo menos umas duas 3 horas. E aquelas crianças começaram a se aglomerar em frente ao local de distribuição, mas elas se aglomeravam muito. Qualquer centímetro que faltasse entre uma criança e outra poderia significar ter aquela refeição do dia ou não, pois nem sempre dá para todo mundo. E naquele momento eu olhava aquelas imagens e eu entendi o desespero daquelas crianças. A nossa causa é muito urgente. A fome é muito urgente. Aquele momento >> era a fome nos ensinando sobre a urgência. >> Mas e você? Você da família. >> Eu ah, sou muito conhecida. Eu sou a fome. Dizem que sou bem bonita. Fico bem em fotos, manchetes, jornais. Rendo discursos emocionados. Abro portas de palanques, justifico orçamentos, votos e promessas. Alguns líderes gostam de me exibirem para parecerem necessários. Me medem em números, me visitam em comitivas, me fazem de moeda de troca. Eu sou útil. Enquanto existo, eles têm palco, pauta e poder. Eu não sou a causa. Não, não se iludam. Eu sou o aviso. Eu sou a sirene. A sirene que toca quando o banquete é para poucos. Quando as cadeiras são contadas, eu me sento no chão frio com as crianças e fico. Eu não tenho rosto, mas visto muitos rostos em Malaui, ou Moçambique, Madagascar ou no Congo, no Nordeste Árido ou nas ruas de Goiânia, nos becos, nos becos sem água, nos quintais sem colheita, nos braços Ah, nos braços que embalam, mas não tem o que oferecer. Encho barrigas, esvazio braços, desboto cabelos, acho a pele, abro feridas que o tempo não fecha. vai falar. Faço barulho por dentro. O estômago fala quando a alma se cala. Em alguns lugares eu tenho nomes, nomes bonitos, complicados, quiocor e marasmo. Na miséria aterradora, as crianças crescem dentro da roupa. A camisa, a camisa vira a casca, a poeira. A poeira vira a pele. Se a morte é o aviso a sirene, nós podemos ser a resposta. Cada uma dessas crianças espera por nós. Nós não queremos palco ou palanque, nós

misa, a camisa vira a casca, a poeira. A poeira vira a pele. Se a morte é o aviso a sirene, nós podemos ser a resposta. Cada uma dessas crianças espera por nós. Nós não queremos palco ou palanque, nós queremos passos, braços. e abraços. Uma criança, papai parou, sorrindo, lhe estendeu a mão. Me dá licença, meu Senhor. Desculpa, eu tô de pé no chão. Minha roupa tá rasgada, nem o cabelo penteei. É que eu dormi nesta calçada e com o sol eu acordei. Queria ser como seu filho, correr, brincar e jogar bola, ter uma mãe para me acalmar e ter um pai para me levar pra escola. Meus pais não sei por onde andam. >> A minha casa é essa esquina. Meus irmãos são as estrelas e a vida me ensina. Moço, ouvi dizer que sou a esperança, >> mas não sei porquê. Se ninguém me vê como criança, moço, eu vivo aqui sem carinho e proteção. Vá pro seu trabalho. Só quero um trocado para comprar o pão. Eu estava aqui e você chegou. Toda a minha tristeza se acabou. Quis ter dó de mim, mas não me deixou. Fez brotar um alívio em minha dor. Almas que se tocam. nunca separarão. São duas batidas de um mesmo coração. Almas que se importam sempre deixarão um farol que acende luz na escuridão. Um farol que acende luz na escuridão. Depois é. Bora lá. Quero convidá-los para uma viagem. Não vai ser necessário que fechem os olhos, só se quiserem, >> mas vou pedir que vocês usem a sua imaginação. >> Vamos nos transportar para o ano 33 e você sente sob os seus pés o solo árido e quente do deserto da Galileia. Você está quase sozinho. Diante de você a um homem jovem, bonito, de pele amorenada, de olhos e cabelos castanhos, barba pequena. Ele veste uma túnica clara, tem um decote em V e um cinto alçado à cintura. Ele olha para você e você não o conhece. Mas o olhar desse homem parece dear a sua alma. Ele conhece seus segredos até aqueles que você gostaria de esconder de você mesmo. Ele conhece seus medos, seus anseios, suas tristezas, suas lutas, suas conquistas, suas frustrações, suas culpas, seus remorços, suas mágoas, seus rancores. Conhece suas

ria de esconder de você mesmo. Ele conhece seus medos, seus anseios, suas tristezas, suas lutas, suas conquistas, suas frustrações, suas culpas, seus remorços, suas mágoas, seus rancores. Conhece suas crenças, sua fé e conhece suas descrenças. A presença desse homem na sua frente parece preencher as lacunas da sua alma. E ele sorri. E quando ele sorri, você sabe quem é. O seu olhar está no olhar do mestre. A cena ao seu redor muda e você se vê no caminho para Jerusalém. Você está diante de uma pequena multidão e chegam 10 leprosos. Senhor, tende piedade de nós. Ide mostrar-vos aos sacerdotes e você os vê indo e sendo curados. Um deles, que era um samaritano, vem se prostra aos pés de Jesus, glorificando a Deus. Ele diz: "Levanta-te, a tua fé te curou". Você percebe que um pouco afastado há um jovem moço vestido com um manto marrom de olhos cinzentos e sonhadores. Ele olha para Jesus com semblante enternecido, apaixonado. Parece tomar nota dos ensinos de Jesus completamente no anonimato, sem intervir. A multidão vai levando Jesus daqui para ali. Jesus se aproxima ao jovem e a a mando de Jesus toca no rosto do jovem. O jovem toma da ponta do mestre de Jesus, leva até os lábios, deposita ali enternecido beijo de veneração, enquanto duas lágrimas umedecem seus olhos. Tamanha como que se sentiu possuído. Ele olha para Jesus. Jesus olha para ele, um brilho singular neste olhar, essência de uma confiança ilimitada. E Jesus coloca a mão sobre a cabeça do jovem. Nenhuma palavra foi pronunciada. E Jesus olha para você, seus olhos no olhar do mestre e a cena ao seu redor muda. E você se vê diante de uma grande multidão e Jesus está a ensinar. E os discípulos advertem: "Senhor, deixa a multidão ir procurar comida nas vizinhanças. É tarde. Não é necessário que vão, senhor, mas nós temos só cinco pães e dois peixes. Não vai dar. trazeios aqui. E Jesus abençoa os alimentos, levando os olhos aos céus, parte o pão, entrega aos seus discípulos e os discípulos saciam a multidão. Jesus olha para você,

es e dois peixes. Não vai dar. trazeios aqui. E Jesus abençoa os alimentos, levando os olhos aos céus, parte o pão, entrega aos seus discípulos e os discípulos saciam a multidão. Jesus olha para você, seu olhar no olhar do mestre e a cena muda. Você vê Jesus no barquinho, no barco de Simeão. está à praia a ensinar. E na hora que termina, ele diz: "Simeão: "Lança-te ao mar alto e lança tuas redes. Senhor, passamos a noite inteira, nada pegamos, mas sob suas ordens nós iremos." E encheram seus barcos e os barcos dos companheiros. Jesus olha para você, seu olhar no olhar do mestre e a cena muda. Você vê Jesus subindo ao monte, os discípulos se acomodando. Jesus abre a boca e fala: "Bem-aventurados, bem-aventurados, bem-aventurados os mansos e pacíficos, porque herdarão a terra. Bem-aventurados! Bem-aventurados! Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. Jesus olha para você, seu olhar no olhar do mestre e a cena novamente muda. É noite, você se vê num jardim além do ribeiro de Cedron. Está chegando o fim da doce partilha da presença do mestre entre nós. E chegam os oficiais dos fariseus e sacerdotes. A quem buscais? A Jesus Nazareno. Sou eu. E Pedro porque tinha espada. Corta a orelha de Malco, um servo dos sacerdotes. Pedro, embaha tua espada, porque aquele que lançar mão da espada, pela espada morrerá. E Jesus olha para você, seu olhar no olhar do mestre e Jesus desaparece. E você se vê numa praça para onde estão vindo alguns doentes de várias localidades. E nessa praça também há o jovem, aquele jovem de manto marrom, ele está sentado relendo as lições do mestre. Os doentes vão chegando, as dores vão aumentando, a fome vai chegando, o sol vai esquentando e Jesus não aparece. A fome vai aumentando, as pessoas vão chegando, os lamentos vão crescendo e uma compaixão invade o coração do jovem de manto marrom. Quisera ele também aliviar as dores daqueles desgraçados. Diante de tal desejo, o jovem sente que o coração se dilata numa de profundo amor ao próximo, aquele

nvade o coração do jovem de manto marrom. Quisera ele também aliviar as dores daqueles desgraçados. Diante de tal desejo, o jovem sente que o coração se dilata numa de profundo amor ao próximo, aquele mesmo austo sublime e singular que o havia encantado quando Jesus colocou a mão sobre suas cabeças e agora o impelia a aliviar as dores que presenciava. No ímpeto irresistível, ele se levanta, coloca a mão sobre a cabeça de um daqueles endemoniados e diz com tonalidade incomum, em nome de Jesus Nazareno, retira-te deste homem, vai em paz. O homem cai ao chão, estrebucha um pouco, profere alguns gritos roucos e se levanta envergonhado, mas completamente curado. E muitos foram curados naquele dia. Viera o calvário, Jesus crucificado e depois o testemunho da imortalidade da alma e depois a perseguição aos cristãos. E depois a idade média, a idade das trevas, a inquisição, a perseguição dos cristãos, mas também o desenvolvimento da ciência, o espírito investigativo, aventureiro do homem, a física, a matemática, a biologia, a química, a anatomias, as dissecções. Nós fomos descobrindo coisas em cada século, uma descoberta e em cada povo uma inspiração. Fomos juntando as peças e cada um dos milagres de Jesus foi sendo materializado a nosso alcance. Hoje, com alguns comprimidos, podemos curar a rancenias e alé para a praga bíblica. Podemos curar a cegueira, a surdez, para os transtornos mentais, um divan, alguns comprimidos, alguém que se habilite a invadir os enigmas da mente. Podemos ressuscitar pessoas em parada cárdiiratória. Podemos pegar um avião, um avião, e em poucas horas chegar ao solo da África em nome do amor, do amor a Deus, do amor ao próximo, do amor a nós mesmos. Somos discípulos anônimos de Jesus. Quando deixamos a compaixão invadir nosso coração e sentimos a mão do mestre sobre nossas cabeças, somos sim seres bem-aventurados, porque estamos no caminho de sermos seres pacíficos e pacificadores. O reino de Deus está dentro de nós. Em todas as épocas da humanidade, nossa

sobre nossas cabeças, somos sim seres bem-aventurados, porque estamos no caminho de sermos seres pacíficos e pacificadores. O reino de Deus está dentro de nós. Em todas as épocas da humanidade, nossa massa de imperfeições é inacquilatável, mas nós também somos luz. Todos nós aqui juntos, querendo desenvolver em nós aquilo que queremos ver no mundo, um mundo melhor, sem fome, sem miséria, sem guerra, sem violência. Então, silenciemos o barulho que há dentro de nós e foquemos no que realmente importa. Nós, nós aqui que somos profissionais da saúde, profissionais da saúde dos animais e dos homens, do corpo e da mente, da cirurgia ou da clínica, nós podemos curar doenças infecciosas, endócrinas, imunológicas, reumatológicas, cardiovasculares. Podemos abrir corpos em cirurgias, estipar tumores, podemos tratar o câncer. A nós foi concedido o milagre de curar, de cuidar, de consolar. Honremos esse milagre. Somos discípulos anônimos de Jesus. Pacifiquemos a vida ao nosso redor, levando a verdadeira saúde, a perfeita harmonia da alma. Mas diante da transformação dos corpos e da mente, não nos percamos no caminho. Não nos deixemos contaminar pela lepra da vaidade, princípio de corrupção, mas que o servir com Jesus libere nossas toxinas e que nossos cabelos brancos fale da luz daquele que aprendeu a servir. E aqueles que estão aqui, que são professores, aqueles que ensinam, alunos de todas as idades e todas as áreas, nós partimos, nós professores, nos nossos barquinhos de esperança e rumamos para Mar Alto. E sob o luar de Jesus, nós lançamos nossas redes e pescamos irmãos. A eles entregamos o nosso saber e sem saber somos pescados por eles que nos entregam sua sabedoria. Honremos esse milagre. Somos discípulos anônimos de Jesus. Pacifiquemos a vida ao nosso redor, eliminando a ignorância. Mas diante do conhecimento que liberta, não nos percamos no caminho. Não nos entreguemos à violência da hipocrisia. Sejamos coerentes com os ensinos do mestre. Sacrifiquemos nosso ego e não deixemos

. Mas diante do conhecimento que liberta, não nos percamos no caminho. Não nos entreguemos à violência da hipocrisia. Sejamos coerentes com os ensinos do mestre. Sacrifiquemos nosso ego e não deixemos sofismas pelos nossos interesses pessoais. que nossas rugas sejam a marca da superação de nós mesmos. Aqueles que estão aqui, que constróem, os engenheiros do mundo físico e do mundo virtual, daqueles que utilizam de tijolos, de cimento e também de megabes. Vocês podem construir poços e aplacar a sede. Podem construir casas e abrigar da chuva, construir escolas e abrigar da ignorância. podem construir softwares e descomplicar o mundo. Matemática, física são massinha de modelar na mão de vocês. Honrem esse talento. Somos discípulos anônimos de Jesus. Pacifiquem a vida ao seu redor, construindo verdadeiras pontes, mas diante da singularidade do seu talento, não se entregue à ambição. Não se perca no caminho. Compreendam que a maior edificação de todos os tempos é a edificação de nós mesmos. e que o melhor ruído é o da reforma íntima. E aqueles que são das artes, da música, do teatro, da poesia da prosa, da pintura da escultura, enfim, palavras, notas passeiam em suas linhas e seu pentagrama. A sua mente é diferente, permeia a vida da gente com a beleza que é inspirada na mãe terra, obra prima de Jesus. Nossa vida tem espinhos que muitas vezes nós lá colocamos, mas vocês podem fazer brotar dos talos rosas de beleza, ressignificar nossa dor, transmutar água em vinho, trevas em luz, solidão em solitude e solidariedade. Honrem esse talento. Somos discípulos anônimos de Jesus. pacifiquem nossas inquietudes com suas cores, suas formas, seus sons, mas diante da notoriedade e do prestígio da sua arte, não se percam no caminho, não se deixem entregar pela soberba. Que a humildade seja a marca do seu cinzel, sua caneta ou seu pincel. E aqueles que são cozinheiros, cozinheiras, os mestres da alquimia dos sabores e dos odores, aqueles que fazem cálculos matemáticos equilibrando os

eja a marca do seu cinzel, sua caneta ou seu pincel. E aqueles que são cozinheiros, cozinheiras, os mestres da alquimia dos sabores e dos odores, aqueles que fazem cálculos matemáticos equilibrando os nutrientes, aqueles que se envolvem em qualquer fase da distribuição do pão, da sopa, do leite, da cesta básica. Aqueles que saem daqui e vão até o solo da África encontrar os irmãos que nessa encarnação estão vivendo o desafio do coachocório e do marasmo, da fome, da guerra e da miséria. Vocês levam apenas cinco pães e dois peixes. Temos tão pouco a oferecer, mas cada migalha glaciada pela bênção de Jesus e iluminada pelos fluidos celestiais da espiritualidade superior é um banquete que pode aplacar a fome do corpo e da alma. Honrem esse milagre. Somos discípulos anônimos de Jesus. Pacifiquem a vida ao seu redor, eliminando a fome pela raiz esse desatino social. Mas diante do alimento que sacia, não se percam no caminho. Não se deixem levar pela sede de poder. Que a tolerância e a fraternidade seja o escudo contra o déspota que há em nós e que em nossos olhos brilhe a habilidade da liderança pacífica. Todos nós aqui somos viajantes do tempo, herdeiros do conhecimento que outrora geramos e chegamos aqui em 2025. Somos discípulos de Jesus e estamos vivendo os milagres de Jesus deliberadamente decididos a viver pelo outro e para o outro como voluntários. Honremos esse encontro e não nos percamos no caminho. Jesus está à nossa frente, ele sorri. Faça brilhar a sua luz. Apadrinhe uma criança. Faça brilhar a sua luz. Ame. Faça brilhar a sua luz. Sirva. E quando você se encontrar com as suas próprias dores e angústias, quando você sentir que falta o chão, a razão ou propósito, quando a dor doer fundo na sua alma, quando a loucura se apoderar de você, peça ajuda a aqueles que mais te amam. Faça uma oração. Ajoelhe, volte a esse momento. Sinta a presença de Jesus. Segure na ponta do manto do mestre. Traga até você. Sinta as lágrimas umedecerem seus olhos. Sinta a mão de Jesus sobre sua cabeça.

ma oração. Ajoelhe, volte a esse momento. Sinta a presença de Jesus. Segure na ponta do manto do mestre. Traga até você. Sinta as lágrimas umedecerem seus olhos. Sinta a mão de Jesus sobre sua cabeça. Olhe para Jesus, o seu olhar no olhar do mestre. Um brilho singular, essência de uma confiança ilimitada. Sinta que ele preenche as lacunas da sua alma. Honre esse encontro e nele encontre a sua razão de existir. Quem é você? Eu, meu pai é o poder, minha mãe é ganância. Eu faço jorrar o sangue dos inocentes, as lágrimas das mães. Eu sou o juiz implacável dos homens animalizados que buscam em si os tormentos, a tristeza. Eu estou nos países, nos grupos pequenos, nos corações, no elemento da ganância dos poderosos e dos indiferentes. de tal modo indiferente a existência e nem sequer me oponho a deixar de existir, mas desafio os homens, os países, acabar com a minha própria vida, combatendo o egoísmo. Sendo assim, eu existirei sempre, levando as guerras, a intolerância, à insensatez. A indiferença, a miséria aos pobrezinhos, aos sofridores. Eu sou a guerra mundial. >> Cada um de nós aqui, aqui presente nesse auditório, é um discípulo anônimo de Jesus. em qualquer trabalho, em qualquer vínculo social ou familiar, um olhar, uma palavra, um sorriso, uma oração, a doação de uma roupa, uma cesta, um pão, o tempo, um apadrinhamento, um serviço, são dádivas do coração daquele que já se encantou pela compaixão. Mas quando estamos aqui juntos, vibrando numa mesma sintonia, quando juntos queremos a mesma coisa, quando juntos queremos modificar e sermos melhores a cada dia, aí nós temos um poder e esse poder transcende fronteiras, fronteira dos estados, dos países e dos oceanos. Atinge os sertões brasileiros, os desertos africanos. chega no Malauem, Madagascar, Moçambique, Congo, Burundi. A guerra sempre existiu, sempre existirá enquanto houver egoísmo no coração dos homens. Mas estamos descobrindo que o homem pode ser muito mais frágil do que perverso. Deixemos o altruísmo preencher nossos

rra sempre existiu, sempre existirá enquanto houver egoísmo no coração dos homens. Mas estamos descobrindo que o homem pode ser muito mais frágil do que perverso. Deixemos o altruísmo preencher nossos corações, o coração da fraternidade que é sem fronteiras, sem fronteiras étnicas, religiosas, sem fronteiras geográficas. E não levaremos armas para te enfrentar. Levaremos coragem, persistência, serenidade. Levaremos nosso tempo, nosso serviço e talvez nosso último casaco. E um dia colocaremos nossas armas no chão desse campo de batalha, desse campo de batalha que é o campo de batalha mais importante de todos e no qual nós estamos todos os dias. Esse campo de batalha onde travamos a luta de nós contra nós mesmos. Tenhamos coragem de olhar para dentro de nós, travar essa luta e vencer. E aí, nesse dia, seremos seres completamente pacificados e o mundo será salvo, porque cada mundo íntimo haverá descoberto o amor e não haverá mais guerra e nem haverá mais fome. M. Deixa tuas armas no chão. O teu abraço é melhor. Lembra que somos irmãos e o Pai nos pediu para darmos as mãos sem mais ataques no olhar. O teu sorriso faz bem, como se abrissem janelas, deixassem a vida de novo entrar. Só o amor sabe ensinar. com amor vai me ensinar. Então cuida de mim e eu cuido de você. Eu serei tua força, você meu escudo fiel para mais longe chegar, para mais longe chegar. É da palavra ao poder. Lembro da mãe ensinar. Pode erguer mil castelos. refazer estradas ou tudo apagar. Seja a sua vida, amor. Não só palavras em vão, que nossos passos na terra só deixem as marcas que Cristo deixou. Só o amor sabe ensinar. Com amor vai me ensinar. Então cuida de mim, que eu cuido de você. Eu serei tua força, você meu escudo fiel para mais longe chegar para mais longe chegar. A de Jesus nos ensina que a obediência e a resignação são duas virtudes companheiras da doçura e muito ativas. A obediência é o consentimento da razão. A resignação é o consentimento do coração. Jesus foi a personificação destas duas

ência e a resignação são duas virtudes companheiras da doçura e muito ativas. A obediência é o consentimento da razão. A resignação é o consentimento do coração. Jesus foi a personificação destas duas virtudes. Ele veio numa sociedade romana que perecia na corrupção. >> Ele veio ensinar numa sociedade deprimida, que brilhasse os triunfos do sacrifício e da resignação carnal. Assim é cada época em que a virtude e o vício pode fazer ganhar ou perdê-la. A virtude da vossa geração é a atividade intelectual. Qual é o vício? Qual é o vício da vossa geração? Ei, você, você de olhos perdidos, sorriso solto. Você, quem é você? >> Sim, >> ninguém. >> Claro que é. Eu te vejo. Você é alguém. >> Olha, eu tenho que te dar só de passar. Aliás, >> mas espere, deve ser muito difícil viver assim. Eu eu simplesmente deixo a quando eu vejo alguém que professa, eu simplesmente acho, ai que falta de atenção, que isso? Quando eu vejo alguém chorando, ó, passa longe, Deus me livre de gente chorando. E quando eu vejo aquele expediente, eu ignoro. Ignoro. >> Você não grita, você não fere, você não chora. O silêncio é a sua arma, o afastamento é a sua força. Olha, e funciona. Funciona super bem, porque ninguém me culpa de nada. E no final, sabe o que que todo mundo diz? A vida é assim mesmo. Fazer o quê? Ah, é? E quantas pessoas já morreram porque você disse que não fazia diferença? E quantas pessoas sofrem porque você diz: "Não é comigo". Não venha me culpar e não venha me responsabilizar. Eu simplesmente me retiro, gente. Eu não atrapalho ninguém. Mas quando você se retira, o outro fica sozinho. A negligência também é uma arma letal. Ela não é empunhada com a violência, mas é empunhada com a omissão. Olha que palavras bonitas, né, gente? Maravilhosas essas palavras. Mas isso muda o quê? Muda tudo. Muda tudo. Servir é um privilégio. Quantas vezes fugimos da responsabilidade de servir? Quantas vezes ignoramos a guerra, a fome, o frio, a dor? Quantas vezes apoiamos com o nosso silêncio a injustiça?

uda tudo. Servir é um privilégio. Quantas vezes fugimos da responsabilidade de servir? Quantas vezes ignoramos a guerra, a fome, o frio, a dor? Quantas vezes apoiamos com o nosso silêncio a injustiça? Quantas vezes nos calamos? Olha, já eu não sou protagonista de nada, nada, absolutamente nada. Eu tô >> espere, não vai embora. Você é protagonista, sim. E todos nós aqui damos palco para você quando fechamos os nossos olhos, quando fingimos que não estamos vendo nem ouvindo. Vocês conhecem muito bem quem é ela. Ela é o vício da nossa geração. É a vasa fétida e corrupta que já no fundo da tranquilidade do Mar Morto. Ela veste a nossa pressa, o nosso medo, o nosso egoísmo e a nossa ambição. Ela, meus amigos, é a indiferença. >> E se eu simplesmente desaparecer? >> Não se elimina um pensamento, um sentimento. A gente substitui por outro. A fraternidade é ação, é movimento, é atitude. >> A nossa ideia aqui não é te atacar ou te reprimir, é te seduzir. Como fazia Jesus? com doçura, mas com persuasão. >> A palavra que conforta, a mão que se estende, o projeto que se veste a camisa, a criança que se apadrinha, é trocar o eu pelo nós. Nós todos aqui podemos ser como as flores do campo, que separadas não perfumam, mas que juntas perfumam e atrai a mais de mil léguas o beijor. E o que era indiferença se torna fraternidade. E nos revelamos todos discípulos anônimos de Jesus. Eu sou a fraternidade. E quando transformamos a indiferença, transformamos também a fome e a guerra. E juntos fazemos parte do banquete da fraternidade. Meus amigos, existe um belo filme chamado Até o Último Homem. Nesse filme, um soldado que se alista para ir para a guerra, mas ele por questões religiosas ele não pega em armas. E todos aqueles que estavam naquele momento de preparação achavam que aquele candidato a soldado não valia para nada, não serviria para nada, pois no momento que mais precisassem dele durante a guerra, ele não serviria de nada. Mas nessa história desse filme, que é um filme verídico,

to a soldado não valia para nada, não serviria para nada, pois no momento que mais precisassem dele durante a guerra, ele não serviria de nada. Mas nessa história desse filme, que é um filme verídico, esse soldado se alista, ele vai, ele não pega nenhuma arma. E no momento de guerra em que várias, vários soldados, tanto do seu país quanto do país inimigo estavam feridos, ele começa a subir e resgatar esses corpos e ele resgata um corpo, um corpo atrás do outro. dos americanos e também dos japoneses. E ele não desiste, ele vai até o último homem. Esse era o sonho dele. Só que o nosso sonho aqui é até a última criança. Esse é o sonho do Wagner, esse é o sonho do Raniere. Esse é o sonho de muitos corações aqui. E eu queria convidar vocês pra gente poder viver esse sonho juntos hoje. Bora viver esse sonho. Vamos para lá. Bora viver esse sonho. Bora viver esse sonho, irmão. Bora viver esse sonho de alma aberta e pé no chão. >> Na terra do tambor e da reza, um povo me ensinou a cantar. Com o corpo, com o olhar, com a alma, sem uma palavra soltar. Não vim para ensinar nem salvar, vim para deixar o amor me tocar. Aqui cada braço é um altar, cada sorriso, um modo de orar. Bora viver esse sonho. Bora viver esse sonho. Bora viver esse sonho de alma aberta e pé no chão. Chega junto, vem dançar. Divina coreografia. Ritmo bom de cantar. Bem que contagia. Fraternidade que não pode parar. Nos corpos Deus dança. Espelho em cada olhar. Somos partes dessa arte. Seres em construção, almas em viagem juntos numa direção. Bora viver esse sonho. Bora viver. Esse sonho, irmão, para viver esse sonho de alma aberta, pé no chão. Bora viver esse sonho. Bora viver esse sonho. Nesse som de alma aberta no chão. Bora viver esse sonho. >> Conseguimos. Foi lindo. Foi lindo. Parabéns. >> Nossa, tava arrepiadinho. >> Queridos, queridos. Muito bom, né? Nós não podemos encerrar isso aqui sem fazer alguns agradecimentos. Primeiro agradecimento à Casa Espírita, a Radiação Espírita Cristã, o Grupo Cênico Bezerra de Menezes, que é

ueridos. Muito bom, né? Nós não podemos encerrar isso aqui sem fazer alguns agradecimentos. Primeiro agradecimento à Casa Espírita, a Radiação Espírita Cristã, o Grupo Cênico Bezerra de Menezes, que é do núcleo de comunicação da FEGO, as minhas queridas amigas Amandinha e Camila e família e todo mundo, todo mundo que trabalhou direto, indiretamente aqui também ao Edson de Souza Bores, aqui a guerra. A Letícia Ribeiro, indiferença. Ana Paula Vilela Machado, a fome, Ana Cáritas, Fraternidade e Direção, a minha querida professora, amiga Luciana Pinelli e a cada um de vocês em nome do Wagner, nosso querido Papa Wagner. Muito obrigado, papá Wagner. Muito obrigado. E agora, Alô, tem mais alguns agradecimentos. E esse rapazinho aqui, Satico, gente fina demais, somos fã dele. >> Queria agradecer também o Fablínio, que tá lá em cima, e o Odílio soltar os a sonoplastia na hora certinha e também as nossas inspirações. Cadê minha cola, por favor? Agora eu não, eu não lembro de cor, gente, isso aqui. Então é o seguinte, a gente tem o texto tem inspiração no livro do Wagner, a alma fala, mas também vários trechos da Bíblia em livros da dona Ivone do Amaral, Leonstoy, Emmanuel, Allan Kardec e Francisco de Assis. A eles nossa inspiração. >> Só uns avisos finais agora, pessoal. Ivana. E a Ivana também tem que agradecer. Ivana, meu Deus do céu, como assim? >> Não, a gente tem que agradecer tantas pessoas que não dá para falar o nome de todo mundo. Então, gente, gratidão para todos que estiveram aqui, gratidão para todos que colaboraram. Muita gratidão ao Andrei que tá ali, ó, na parede que veio, nos ajudou para que a gente pudesse fazer a nossa transmissão ao vivo. Andrei que nos ajudou nisso junto com Fablínio, com a Daniela. Daniela não tá aqui. Muito obrigada, Daniela. ao Enio, nosso Eno tá ali no fundo. Muito obrigada, Eno. A Gisele que tá ali com Hio, todos. E a gente só quer reforçar o aviso de que amanhã às 8:30 nós começamos. Quem quiser comprar o almoço, procure a Priscila ainda hoje, tá bom? Para

ito obrigada, Eno. A Gisele que tá ali com Hio, todos. E a gente só quer reforçar o aviso de que amanhã às 8:30 nós começamos. Quem quiser comprar o almoço, procure a Priscila ainda hoje, tá bom? Para garantir o almoço que a gente tá falando é aqui no hotel, quase de frente Novares, tá? Quem já comprou e ainda não pegou o voucher também, procurem a Priscila que ela está com os vouchers para entregar para amanhã. Tudo bem? E nós vamos terminar com uma prece, não vamos? >> Vamos sim. Wagner, você pode fazer a nossa prece? Então vamos nesses instantes agradecer a Deus, nosso pai criador, fonte bendita, fonte amorosa do amor. Jesus, nosso mestre, por essas bênçãos, por esse dia abençoado. Senhor, inspire-nos, abra as nossas mentes e corações e que possamos ser unidos servidores da paz. Que assim seja. Graças a Deus. Quem quiser essa camiseta, a gente fez só 30 para vender. Então depois amanhã vocês corram lá e comprem lá no no stand, tá bom? Um abraço. >> Vem tirar foto. Solta para tirar foto aí. Vamos tirar, vamos tirar foto todo mundo. Falou vocês, moçada. Obrigado pela força aí. And prazer te ver. Tirei do meu aqui, ó. Tirar a blusa. Obrigada, Camila. Prazer. Tá faltando é aqui, ó. Minha bolsa. >> O cabo da mulher é esse aí? É >> esse aqui. >> É. >> Pronto. Vou devolver. É o cabo. A correia. >> Coloquei já ali. >> Deixa eu tirar essa camiseta preta que eu tô. Yeah.

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